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Sou do FBI. Andamos à procura deste homem.
- Ele entrou aqui? - Penso que não.
Veja novamente. Certifique-se.
Ele tem uma arma. Já a utilizou esta noite.
Não, ele não entrou aqui.
Estamos em perigo?
- Devo ligar a alguém? - Eu já estou aqui.
Há quartos nas traseiras? Onde é que ele se poderia esconder?
Só isto aqui. Os quartos de banho, penso eu.
Sou do FBI. Viram este homem?
Cavalheiros, viram este homem?
FBI, com licença.
Viu este homem?
- Alguma coisa? - A saída está segura.
O Fennessey não saiu do hotel.
Está na altura de outra avaliação?
Não posso demorar. Fui baleado.
Bourbon. Puro. Prateleira de cima.
Está tudo bem. Está segura.
Ele não está aqui.
ALERT: MISSING PERSONS UNIT S01E08: "Craig"
- Diz-nos outra vez. - Não há mais nada a dizer.
Tem de haver. Porque aquilo que nos disseste ontem...
não faz nenhum sentido.
Mas, faz todo o sentido. O Keith não foi raptado.
Ele morreu. Por minha causa.
A Evie estava a dar uma festa...
então, a Quinn e eu saímos escondidas...
e atravessamos o lago.
Era um inverno frio. O gelo... parecia estar sólido.
Estávamos a meio do caminho...
quando nos apercebemos que o Keith nos estava a seguir.
Eu disse-lhe para ir para casa, mas, ele recusou-se.
Eu empurrei-o.
Ele escorregou e o gelo partiu-se.
Depois... ele caiu.
Não conseguimos alcançá-lo.
Sid!
Chamamos e gritamos, mas, tudo aconteceu muito rapidamente.
Num momento, ele estava lá e no seguinte...
ficou tudo silencioso.
Não vos disse nada porque pensei que vocês me abandonariam.
Ou colocar-me-iam numa família adoptiva como os meus pais biológicos fizeram.
- Querida, nós nunca faríamos isso. - Eu sei disso agora.
Tal como sei que o Keith está morto.
E que ele está a mentir.
Ela tem razão. Eu menti.
Sobre o quê? Sobre quem tu és?
Não. Tudo aquilo que a Sid disse é verdade.
Até onde ela sabe.
Mas, havia outro buraco no gelo.
Não sei como é que o encontrei, mas, encontrei-o.
Cheguei à estrada e um carro parou.
Eu estava a congelar. Conseguia sentir o calor da porta aberta.
Ofereceram-me boleia para casa.
Entrei e... fui raptado.
Não menti sobre quem eu sou.
Menti sobre não querer falar sobre isso.
Menti porque não queria pôr a Sidney em apuros.
Não queria que a culpassem.
- Keith, nós não achamos isso. - Keith?
Acreditas nele e não em mim?
Queremos acreditar nele...
que ele é o nosso filho, que está em casa.
- A tua opinião... - Não é uma opinião.
O corpo no laboratório do "C".
Aquele que foi retirado do lago.
Eu comuniquei a situação. Eu sabia que estava lá.
- Fizeste isso? - Sim.
Assim que o "C" o identificar, vocês irão saber de uma vez por todas...
- que ele é um impostor. - Sou o vosso filho.
Basta. Vamos descobrir isso agora. Levantem-se. Vamos.
Não deve demorar muito, meu amigo...
até descobrirmos quem tu és.
E te levarmos para casa.
Isto é ridículo! Querem que eu fique aqui com ele?!
Não sou eu quem está a acusar alguém de ser um impostor.
Basta. As questões. A incerteza.
Acabarão quando o "C" nos der uma resposta.
Até lá, sim, tu ficas aqui.
- Sinto que estou presa. - Tu não estás presa.
Mas, isto é uma esquadra da Polícia.
Então, se vocês se matarem, serão presos.
DESAPARECIDO
DESAPARECIDO
O Craig Fennessey é um amigo. Ou costumava ser.
Ele era outro miúdo de quem o George Lyle cuidava.
Espera... George Lyle? O teu George Lyle?
Foi ele quem emitiu o alerta.
Eu sei que tu e o Jay estão muito ocupados...
então, se quiseres que eu e a Kemi tratemos disto.
Queremos. Muito obrigada por dizeres isso.
O Jay está a verificar com o "C" agora.
Mas, eu estou aqui. E, pelo que tu disseste...
o George é praticamente da tua família, então...
Olá, George.
Você deve ser a Miss Nikki.
É tão bom finalmente conhecê-lo.
A si também.
As palavras do Mike não lhe fazem justiça.
Não, houve artistas que pintaram...
obras-primas de mulheres inferiores.
Eu sei que estou a ser algo indiscreto.
Mas, na minha idade, não vou engatar ninguém...
- com a minha beleza. - Não sei, George...
não ouvi nada além da verdade.
Lamento que não nos estejamos a conhecer em melhores circunstâncias.
Eu disse-lhe que conheço o Craig há muito tempo.
Mas, perdemos o contacto.
Porque é que não nos conta aquilo que sabe?
Bem, eu sou o responsável pela segurança do porto.
O Craig trabalha para mim. Ele é muito parecido com o Mike.
Ele é um bom rapaz.
Trabalha arduamente. Aparece ao trabalho a horas.
Excepto nos últimos dias.
Tentei a casa dele, o telemóvel. Nada.
Disse-me que tinha algumas preocupações com a criminalidade...
- no porto? - Depois de deixar a Polícia...
fui contratado para "limpar" a corrupção.
Durante algum tempo, pensei que tinha tudo sob controlo.
Até recentemente. Sabe quando o nosso sexto sentido...
nos diz que algo está errado?
Receio que o Craig possa ter descoberto...
algo que o tenha colocado em problemas...
com algumas pessoas muito perigosas.
Começaremos pelo apartamento do Craig e, depois, trabalharemos a partir daí.
Prazer em conhecê-lo.
O prazer foi todo meu, Miss Nikki.
Sabes que sempre gostei do Craig.
Eu sei que ele é como um filho para si.
O que significa que ele é como um irmão para mim.
Ele precisa de ajuda. Não irei decepcioná-lo.
Sabia que podia contar contigo, Mike.
A sua filha acha que este é o seu filho?
- Isso é estranho. - É estranho.
Então, podes deixar o projecto de arte de lado e começar a verificar o ADN dele.
Não posso, porque a hidrólise nos ossos...
faz com que as moléculas de ADN se dissociem...
da hidroxiapatite.
Essas são palavras muito complexas vindas de um adulto que rabisca.
O ADN dele está danificado.
Eu fiz tomografias, ultrassonografias...
variáveis raciais e étnicas...
para devolver a identidade a quem quer que este seja.
Assim como a sua dignidade.
Algo que não posso fazer sem camadas 2D.
Quando é que isso vai acontecer?
Na faculdade, desenvolvi esta aplicação.
DVR para rádio.
Todos queriam participar.
As reuniões foram marcadas, eu...
não fui a nenhuma.
Fiquei em casa.
E comi gomas.
Não lido muito bem com a pressão, Jason.
- Deixa-me inchado. - Sinto muito.
Lamento que estejas nesta posição.
Peço desculpa pelo comentário sobre os teus rabiscos.
Mas, a felicidade da minha ex-mulher...
a minha sanidade...
e o futuro dos meus filhos...
depende daquilo que encontrares aqui.
Devo ter algo esta tarde.
Ou ganhar 2 kg. Aquilo que acontecer primeiro.
Craig?
- Não encontrei nada. E tu? - Eu também não.
Mas, isso não me surpreende.
Quem é este? Parece-me familiar.
Ele sempre foi um solitário.
Sem mulher. Sem filhos. O pai faleceu.
A mãe está num lar pago pelo George.
Eu gosto do George.
Gosto do quanto ele gosta de ti.
Bingo.
Pilhas de dinheiro, identidades falsas?
Talvez não conheças o Craig tão bem como pensas.
Talvez estejamos à procura...
de alguém que não quer ser encontrado.
Olá.
- Alguma coisa do "C"? - Ainda nada.
Mas, tive uma resposta ao alerta de um motorista de táxi.
- Tens a certeza de que era o Fennessey? - A 100%.
Havia sangue no banco de trás.
Como é que estão os miúdos?
Estão nos seus "cantos neutros".
- Por enquanto. - E como estás tu?
Estou à espera que os meus ovos sejam lidos.
Se isso vale de alguma coisa.
Achas possível que o Keith seja um impostor?
O Hotel Johnston.
É onde o taxista disse que "apanhou" o Fennessey.
- É possível, Jay? - Sim.
Não. Talvez. Não sei.
Também não sei o que é que a Kemi está a fazer.
Mas, eu sei o que é que eu preciso que ela faça.
- Olá. - Olá, miúda.
Há quanto tempo.
Mike Sherman, esta é a Jamie Lewis.
- Prazer em conhecê-la. - Está em um caso?
Temos um desaparecido que pode ter sido hóspede no hotel. Tu?
Houve um tiroteio lá em cima.
Perdemos um agente.
O assassino escondeu-se atrás do bar.
Sangrou imenso para o chão.
O nosso desaparecido estava a sangrar.
Craig Fennessey.
Craig Fennessey?
Era ele que estava no hotel ontem à noite.
Parece que andamos à procura da mesma pessoa.
Na verdade, detective, não estamos.
- Jamie. - Lamento.
Está acima do meu salário.
O quê? Porque é que lamentas?
É um caso federal. Ela quer que nos retiremos.
Pois, está bem, isso não vai acontecer.
O Craig Fennessey assassinou um dos nossos agentes.
Alegadamente. Mesmo que ele não fosse um amigo, que era...
acho que ambos podemos concordar com isso.
Aquilo que concordamos ou não... não me interessa.
Aquilo que me interessa é encontrar o Fennessey.
Algo que nós iremos fazer e vocês não.
Vou enviar alguém para ir buscar as vossas provas.
Óptimo.
Isto é uma loucura. Estamos fora do caso?
O que é que devo dizer ao George?
E que tal que o protegido dele pode ter assassinado um agente do FBI?
Sim, George, eu entendo...
que isto é muito pessoal para ti e nós estamos...
Fizemos-te alguma coisa?
A alguém que tu amas?
Vocês não fizeram nada.
Vocês são algo.
São a minha família.
Não sei como é que o fizeste.
A cicatriz, o ADN.
Mas, o corpo no lago? Nem sequer tu poderias planear isso.
Sabes qual cabelo utilizar.
Aquele corpo não é o teu irmão.
- Eu sou o teu irmão. - Vamos descobrir.
E se não fores...
o pai poderá espancar-te até à morte.
Estou-vos a dizer que não é possível.
O Craig a matar um agente do FBI?! Porquê?
Que motivo é que ele teria?!
Sabe quem é o Samuel Price?
Nunca ouvi falar dele.
O Craig tinha alguns documentos nesse nome.
Um passaporte, uma carta de condução...
Juntamente com 100 mil dólares numa caixa no apartamento dele.
Talvez ele tenha descoberto que algo estaria a acontecer no porto...
talvez a vida dele estivesse ameaçada...
talvez tenha ficado com medo e estava a preparar-se para fugir.
Ou ele estava a preparar-se para fugir...
porque se estava a preparar para assassinar um agente do FBI.
O Craig não conseguia disparar uma arma de brincar...
muito menos um supressor com pontas de polímero.
Estou-vos a dizer que ele está a ser incriminado.
Provavelmente, tem razão. Mas, não há nada que possamos fazer.
Porque uma agente operacional vos "assustou"?
Não. Porque uma Agente Especial do FBI...
exerceu o seu direito e juntou o nosso caso ao dela.
Enviei-lhe o número dela por mensagem.
Tenho a certeza de que ela irá ficar feliz por falar consigo.
Vim ter contigo porque tu és bom.
Mas, também porque és da família.
Estou tão desiludido contigo, filho.
Não acredito que não vou ajudar.
Tu não. Mas, ele vai ser ajudado.
O quê? Pelo FBI? Ouviste a Agente Lewis.
Ela está tão convencida de que o Craig é culpado...
que está pronta para ser o juiz, o júri...
e, se tiver oportunidade... o carrasco.
O Craig é suspeito no homicídio de um dos agentes deles.
E o George é como uma figura paterna para mim...
depois de eu ter perdido o meu pai.
Nunca falas sobre aquilo que aconteceu ao teu pai.
- Gostava que o fizesses. - Sabes como é.
Polícia corrupto, aceitou um suborno e foi preso.
Isso destruiu a nossa família.
Eu tinha 15 anos.
Antes disso, ele era o meu herói.
Depois, nunca mais falei com ele.
- E foi quando conheceste o George. - Eles trabalhavam juntos.
Idolatrava-o quase tanto como eu.
Ele transformou-me no seu protegido. Fez o mesmo pelo Craig.
Ele salvou-me a vida, Nikki.
O homem nunca me pediu nada.
Agora, na única vez que o faz, eu virei-lhe as costas.
Acho que sei onde é que o Craig Fennessey está.
Sem paisagem para interpretar. Móveis de loja "online".
- O que é que eu estou a ver, Kemi? - Nada.
Então, porque é que estamos a ver?
Porque pessoas que parecem não ter nada a esconder,
na verdade, não têm.
Estou a olhar para estas fotografias o dia inteiro.
Muitas têm características distintas.
Montanhas. Nudez. Coçar o nariz.
Mas, muitas delas são indistinguíveis.
E é isso que as pessoas mais gostam de "postar".
Fotos de nada.
É isso que eu vejo e vocês não vêem.
Que todo este nada significa que não há nada a esconder.
É por isso que uma simples pesquisa de imagens...
encontrou exactamente a mesma fotografia...
numa página das redes sociais do Dr. Scott Walker.
Scott Walker? Esse é o amigo de infância do Craig.
Bem, a fotografia do Dr. Walker está marcada geograficamente.
É numa cabana de pesca que o bom doutor possui...
- perto de Pennypack Creek. - Então, o Craig esteve lá.
O que é que te faz pensar que ele está lá agora?
Porque há uma hora, o Samuel Price...
usou o seu cartão de crédito numa loja...
localizada a 3 km da cabana.
A identidade falsa do Craig. Aquela que encontramos na caixa.
O FBI tirou-nos do caso.
Eu sei. Mas, acabei de ler os ovos do Jason...
e deu-me vontade de cuspir nos deuses.
E o FBI pareceu-me a opção mais plausível.
Eles têm a certeza de que ele matou um deles.
Se lhes dermos isto, eles vão com tudo à procura de uma razão para disparar.
Se o Craig é inocente, ele merece ser trazido em paz.
Está bem. Kemi, vai com o Mike.
Vamos buscá-lo e iremos entregá-lo ao FBI.
Percebeste?
Ouve, Kemi... os ovos do Jason.
- Diz-me aquilo que viste. - Má energia.
Do tipo que explode como um vulcão.
O "C" descobriu.
Parece que estás prestes a transformar-te numa abóbora.
- Olá. - Onde é que está a fotografia?
- Tecnicamente, é uma renderização. - Renderização. Fotografia.
- Podes, por favor, mostrá-la? - Uma imagem é algo exacto.
É algo que é conhecido.
Uma renderização como esta deve ser, apenas, uma interpretação.
É o Keith? É o nosso filho?
Ele morreu, Nik. É ele.
- Ainda não sabemos isso. - É o Keith.
Este é o meu filho. A Sid tinha razão.
Aquele é um impostor.
Entrou na nossa vida, destruiu-nos...
e eu vou descobrir porquê agora.
Coloquei a imagem no NAMUS.
Está a correr na base de dados de crianças desaparecidas agora mesmo.
Este pode não ser o Keith.
Aquele rapaz no seu escritório pode ser o seu filho.
Estou algo nervoso sobre aquilo que o Jason vai fazer...
antes de termos a certeza.
Craig? É o Mike Sherman.
Falei com o George.
Ele pediu-me para vir ter consigo.
Ele pode ser um assassino de polícias.
O George confia nele. Eu confio que o George tenha razão.
Se abrir essa porta, eu disparo.
Craig, tu conheces-me. Sabes que estou do teu lado.
Não, não estás. Ninguém está.
O George pediu-me para te proteger.
Não conseguirei fazer isso excepto se abrir a porta.
Eu disse que vou disparar.
Onde é que eles estão?
- Quem és tu? - Do que é que estás a falar?!
Quem és tu?
- Quem és tu? - Sou o Keith. Sou o teu filho.
Não, tu não és o meu filho. O meu filho morreu.
- Está numa marquesa lá em baixo. - Isso não é verdade!
Não. Houve um engano. Tens de acreditar em mim.
- Pai... por favor. - Eu não sou o teu pai.
Tu não és o meu filho.
- Ouviste? - Pára, pára com isso!
- Tens de parar. Vai. Sai daqui. - Não o defendas.
Não estou a defendê-lo.
Estou a proteger-te de ti mesmo.
Obrigado, mãe.
Tu também não acreditas em mim.
Querido, neste momento, não sei no que acreditar.
És um informador. Do FBI.
A Agente Roman era a minha supervisora.
Eu não a matei no hotel.
Eu ia-me encontrar com ela quando alguém nos tentou matar ambos.
Quero acreditar em ti, Craig. Mas, se trabalha para o FBI...
- então, porque é que eles andam atrás de ti?! - O meu acordo era com ela.
Eu não o faria se ela contasse a alguém.
Sabes quantos rumores existem sobre agentes federais pagos pelo Epsilon?
Epsilon?
Um sindicato do crime.
O porto é uma espécie de centro de distribuição do mercado negro para eles.
Eu não confiava em ninguém no FBI excepto na Agente Roman.
- Então, agora, ninguém confia em mim. - O George confia em ti.
O George não sabe de nada disto.
Sobre eu ser um informador ou sobre a corrupção.
Corrupção? Do que é que estás a falar?
Há um ano, apercebi-me de alguns carregamentos "fantasma".
Cargas a chegar, mas, não em nenhum manifesto.
Estes carregamentos vão para o Epsilon.
Encontramos a tua mochila. Como é que explicas isso?
Questão do FBI.
Para eu, depois, testemunhar contra o Epsilon.
Para que eles não me conseguirem encontrar.
- Excepto que o fizeram. - Sabes como é que isso aconteceu?
A Agente Roman e eu encontrávamo-nos semanalmente no Hotel Johnston.
Entrávamos separadamente. Reservávamos quartos adjacentes.
Apenas o FBI sabia desses encontros.
Foi por isso que eu fugi. Não posso confiar em ninguém.
E, assim que melhorar, voltarei a fugir.
Descansa, está bem?
Vou ter uma pequena conversa com os nossos amigos do FBI.
Olha para ti.
Um detective.
Conseguiste.
Estou feliz por ti.
Obrigado.
Que parte de "estão fora do caso"...
- é que não compreenderam? - A parte em que você disse...
"Estão fora do caso."
E, para o seu bem, vamos fingir que ainda estamos no caso.
E como é que isso seria para o meu bem?
Chegaremos a isso. E quando o fizermos...
agradecimentos serão esperados.
Primeiro, vamos começar com aquilo que você já sabe.
O Craig Fennessey não matou a vossa agente. Era informador dela.
- E quem a matou disparou sobre ele. - Sou amiga do chefe.
Irei falar com ele sobre isso.
Aquilo que não sabe, além de que, nos anos 20...
eu ter emprestado ao J. Edgar um espartilho rosa...
que ele nunca mais devolveu...
é que temos o Craig Fennessey sob custódia.
E se pretende que o entreguemos,
terá de partilhar o seu ficheiro connosco.
Com licença.
A parte onde os agradecimentos são necessários?
É agora.
- Onde é que está o Craig? - Ele está no "Mercy".
- Em recuperação. - Ele está bem?
George, tinhas razão. Isto é sobre corrupção no porto.
Ele descobriu e eles descobriram-no.
Tem alguma pista sobre quem o alvejou?
Não. Mas, ele mencionou o sindicato do crime Epsilon.
- Então, ele ainda é um alvo. - Sim...
sendo por isso que o FBI irá colocá-lo sob protecção.
"Limpar as coisas" devia ser o meu trabalho.
Se o tivesse feito melhor, isto não teria acontecido.
Deus te abençoe, Mike. Por o teres mantido em segurança.
E por ignorares que os agentes federais o fariam.
Estou orgulhoso de ti.
O Mike Sénior também ficaria orgulhoso.
Significa mais vindo de si.
Ele era um bom homem.
Até deixar de ser.
Uma noite destas, vamos pôr a conversa em dia.
Eu pago-te uma cerveja.
Não se eu te pagar uma primeiro.
No próximo ano, fará sete anos...
desde que o Keith foi dado como desaparecido.
03 de Fevereiro...
seria o dia em que o declararam morto.
Eu temi esse dia.
Sim, eu também. E, agora, é hoje.
Dizem que Deus...
só nos dá fardos que sejamos capazes de suportar.
Sim, ele calculou mal comigo.
Porque eu não consigo...
Não consigo passar por isso outra vez.
Apenas... não consigo, Nik.
Quero dizer algo. Quer dizer, sinto como se fosse...
importante para mim dizê-lo.
Eu, apenas...
Não quero aborrecer-te.
Não me vais aborrecer. É tarde demais.
Eu nem sequer disse nada.
Medo. Temor. Preocupação antecipada...
é muito pior do que a realidade.
Então, eu dizer-te que te vou dizer algo perturbador...
é pior do que, realmente, dizê-lo?
Danos já feitos.
Prossegue, diz o que tens a dizer.
Seja quem ele for...
mesmo que não seja o nosso filho...
há bondade nele.
Sabes, consegui senti-lo.
Sim, eu também o sinto.
O FBI entregou o ficheiro.
Óptimo. Vamos dar uma vista d'olhos.
O assassino utilizou um supressor com balas com pontas de polímero.
Já leste? Impressionante.
Sou a única que o fez.
Lembra-te, basicamente, fizemos chantagem com eles por isso.
Eu leio muito devagar. Sou disléxico.
Que, apenas, foi diagnosticada...
por um programa em que George me integrou.
É impressionante aquilo que eu devo àquele homem.
Então, tenho a certeza de que farás uma declaração emocionante...
na audiência em tribunal dele.
Mike, ele sabia das balas com pontas de polímero.
Disseste-me que ele te tinha dito aquilo que o assassino utilizou...
quando ninguém excepto o assassino poderia saber.
O Craig não conseguiria disparar uma arma de brincar.
Muito menos um supressor com balas com pontas de polímero.
Essa é a tua teoria?! Que o George é o assassino?!
Ou ele contratou-o.
Pensa nisso. O porto é corrupto.
Ele aceita subornos para fazer vista grossa.
O Craig tenta impedi-lo, o Epsilon "aperta" com o George...
o George dispara sobre o Craig. Só que ele consegue fugir.
Então, ele recorre ao filho adoptivo...
para encontrá-lo antes do FBI.
- Sim, essa é um belo conto de fadas. - E tem um final feliz.
O Craig está num local desconhecido...
onde o George não conseguirá encontrá-lo.
Mas, mesmo que conseguisse alcançá-lo, não o faria.
Quer dizer, se de alguma forma a localização fosse divulgada...
Por favor, diz-me que não o fizeste.
Tenho a certeza de que não é nada.
Está bem, está bem. Temos de contactar o FBI.
Temos de ir para o hospital agora.
- Kemi, estás a exagerar. - Eu sei que o amas.
E sei que é difícil ouvires isto.
Mas, ele usou-te para chegar ao Craig.
E a minha única esperança é que o encontremos primeiro.
Então, tive um resultado no NAMUS.
Eles encontraram uma correspondência...
para um Jonathan Robbins.
Não é uma correspondência melhor do que aquela do Keith.
Podes colocar o outro novamente?
- Posso, mas... - Por favor?
Não é o vosso filho.
Como é que podes ter assim tanta certeza?
Alguma vez o Keith teve cancro nos ossos?
Não, Não, não teve.
O Jonathan teve. E o Yorick também.
Sabendo o que procurar, encontrei resíduos microscópicos...
de um tumor no fémur esquerdo.
Então...
Sim.
Era para ser uma boa notícia.
E é. É uma notícia fantástica.
Apenas, é...
muito.
Liga à família Robbins.
Diz-lhes que temos o filho deles.
E temos o nosso. O que é que eu digo ao Keith?
- O que é que eu fiz? - Diz-lhe que lamentas.
Está bem? És o pai dele. Ele irá perdoar-te.
As gomas são um bom quebra-gelo.
- Mike. Boas notícias. - Não é o Keith!
Excelente notícia. Infelizmente, as minhas não são.
O Craig desapareceu.
Tal como os agentes do FBI que estavam a protegê-lo.
O "C" identificou o corpo?
Sim, identificou.
Devo-te um pedido de desculpas.
Aquilo que eu fiz foi imperdoável.
Lamento imenso.
Desculpa.
Não. Eu... vou falar com ela.
Tens a certeza?
Acho que será melhor gritar, apenas, com um dos teus filhos hoje.
Eu mereci essa.
Voltar para casa, estar com a minha família,
era tudo aquilo em que eu pensava quando estava longe.
Ter a Sid a duvidar de mim foi difícil.
Mas, ter-te a duvidar de quem eu sou...
é totalmente diferente.
Fiz-me passar por um agente do FBI...
para te matar e à Agente Roman.
Mas, como ainda estás vivo...
imagino que te estejas a perguntar...
"Irei morrer esta noite?"
A resposta é "sim".
Não há um cenário realista em que eu possa deixar-te ir.
Sabes demasiado sobre o Epsilon...
e sobre a minha ligação com ele.
Mas, não tenho qualquer prazer em matar pessoas.
Então, vou comer uma costeleta de borrego...
beber algum vinho...
trocar o curativo do buraco de bala...
que a tua supervisora me fez.
E dar-te uma oportunidade para pensares numa forma...
em que queres que isso aconteça.
- Contaste ao Lyle. - Sim.
E quando vi aquilo que tinha feito...
Levaste o assassino até à sua vítima.
Enviei uma patrulha para trazê-lo.
Trazê-lo, não prendê-lo?! Mike!
Falei ao George sobre o local. Mas, não temos quaisquer provas de que foi
ou de que enviou lá alguém. Então, não, ele não foi preso.
Ou em fuga. A patrulha foi a casa dele...
- e ele não ofereceu qualquer resistência. - O Lyle está aqui.
Tenta lembrar-te de que o teu trabalho...
é interrogá-lo e não presenteá-lo com uma medalha.
- Kemi, tu vais com o Mike. - Estaremos a ver.
Como é que está o Keith?
Está muito aborrecido comigo.
E isso ainda vai demorar algum tempo.
- Mas, nós temos tempo. - Sim.
Queres actualizar-me sobre o caso?
- O que é que se passa, Mike? - Iremos explicar.
- Mas, precisa de se sentar. - Vou-me sentar...
quando souber por que razão me estou a sentar.
A equipa de protecção do Craig foi atacada no exterior do hospital.
- Ele foi levado. - Que, por deferência...
à sua longa história, o Mike está a fingir que você ainda não sabe.
Eu... não sou do tipo deferente.
Sente-se.
- Fê-lo mesmo, George? - Estás mesmo a perguntar-me isso?
- Você sabia do supressor. - Tu... entre todas as pessoas!
E as balas com pontas de polímero.
Eu criei-te.
Estás aqui por minha causa!
Sim. Sim, estou aqui por sua causa.
Você não me deve nada. Eu devo-lhe tudo.
Ainda assim, isso não lhe dá o direito de me manipular.
O FBI sabia onde é que ele estava.
É óbvio. Eles têm alguém envolvido.
Você sabia que eu e o Craig éramos amigos.
Sabia que eu faria qualquer coisa para encontrá-lo.
E então, George? Você manipulou-me?
Não, não manipulei.
Quaisquer outras perguntas, podes fazê-las ao meu advogado.
É isso. Ele já não fala mais.
Talvez eu possa corrigir isso.
Por favor, não me faças arrepender.
Estamos a meio de algo.
Pareceu-me que estavam no fim.
Quero tentar uma coisa com a tua autorização.
Fica à vontade.
George? Posso tratá-lo por George?
Não, não pode.
George, está familiarizado com Fairhill?
É território Epsilon.
Os tipos de Fairhill vendem metanfetaminas. Molly.
Por sorte, má para si, boa para mim...
eu trabalhei nos Costumes em Fairhill.
E consegui "virar" um homem do Epsilon.
- Tornei-o meu informador. - Agora, vai-me dizer...
que ele me identificou como o tipo que levou o Craig.
Bem, deixe-me poupar-lhe o trabalho.
Fui polícia toda a minha vida.
E, infelizmente para si, conheço todos os truques.
Ele não me identificou a si. Eu identifiquei-o a ele.
Disse-lhe que você estava aqui a cantar pelo seu jantar...
a dizer-nos tudo aquilo que há para saber...
- sobre a forma como o Epsilon funciona. - Eu não sei...
- como é que o Epsilon funciona. - Mas, eles acham que sabe...
então, aquilo que eles fazem com essa informação eu não sei.
Espero que não lhe façam mal.
Ainda assim, não o posso manter aqui.
Então, o que é que lhe parece se formos dar uma volta?
Uma volta? Onde?
Ver os seus amigos no porto.
Esperemos que eles fiquem felizes por vê-lo.
Importas-te de me dizer o que diabo foi aquilo?!
Ensinar truques novos a um cão velho.
Fingindo colocar um alvo nas costas dele?
Vocês não têm um informador no Epsilon.
Ele não sabe disso.
O que significa que ele pensa que, provavelmente...
eles irão matá-lo, excepto se o protegermos.
Algo que ele sabe que, apenas, faremos se ele confessar.
Mesmo que ele tenha algo a confessar.
Mike, se isto funcionar e ele confessar...
não disto será admissível em tribunal.
Certo. Porque eu menti a um suspeito.
Um bom advogado de defesa usará isso para libertar o George.
O Craig Fennessey foi levado.
Se ele ainda não está morto, em breve estará.
É a única forma de o alcançarmos a tempo.
Se o George se safar desta por causa daquilo que acabei de fazer...
não vou perder o sono. Tu vais?
Não irei.
Parece que vamos dar uma volta.
Sidney. A culpa não é tua.
Mesmo que tivesses corrido para casa para dizer à mãe...
eu ainda teria sido raptado.
Sid?
Ouve-me. A culpa não é tua.
Está bem. Está bem. Tudo bem.
Agora que estás, finalmente, convencida de que estou vivo...
tenta não me sufocar até à morte.
Lembras-te disto?
Do Acampamento Shewahmegon. Estás a brincar?
Isso valeu-me o prémio "Chipmunk Chatter" para melhor artesanato.
Encontrei-o na tua secretária.
Juntamente com os trabalhos de casa que não precisavas de fazer.
E algumas pessoas dizem que ser raptado é muito mau.
Eu precisava disto... para sentir que estavas comigo.
E, agora, tu estás.
Lembras-te mesmo de tudo?
Sim, lembro-me.
Pode-me falar sobre isso?
Tenho algumas perguntas.
O seu nível de colaboração determinará o rumo da noite.
Aquilo que lhe podia contar, já disse ao FBI.
Disse à Agente Roman.
Mas, como coloquei uma bala na cabeça dela...
acho que os seus segredos estão seguros com ela.
Então, diga-me... quais são os seus segredos?
Ela apresentou queixas sobre o Epsilon.
Na semana passada. No mês passado.
Fazer-me mal não irá mudar isso.
Pois... sobre isso.
Não tenho qualquer intenção de lhe fazer mal.
Tenho pessoas que fazem isso por mim.
O degenerado entusiasta que está a transmitir isto em directo...
pode confirmar que o Dr. Walker está em casa com a mulher dele...
e os seus três filhos lindos.
Por favor, não! Ele é, apenas, um amigo!
Ele não sabe nada!
Vai-me contar tudo aquilo que o FBI sabe...
sobre a minha operação...
ou vou instruir o tal degenerado para sair do carro...
bater à porta e alvejar quem a abrir.
Por favor, não.
Sabia que chamar à roleta russa, "Russa"...
é um equívoco?
Como o jogo de damas chinês...
que não foi inventado na China e não é um jogo de damas.
Também os morangos não são bagas.
Mas, uma banana? A banana é uma baga.
E um abacate também.
Então, a roleta russa...
foi pela primeira vez jogada aqui em Filadélfia...
por um homem conhecido como o "Francês de Filadélfia"...
que não era de Filadélfia, nem era francês.
Nada é aquilo que parece?
Não faço a mínima ideia daquilo que está a falar.
Não?
Deixe-me esclarecer.
Está a jogar roleta russa.
O Epsilon está com a arma na mão.
A pergunta que deve fazer a si próprio é simples...
Eles importam-se que você tenha falado?
Se sim, há uma bala na câmara.
Se não, então, não há.
Mas, eu não falei.
Tal como eu disse, nada é aquilo que parece.
Momento da decisão, Craig.
Está bem.
Aguardem.
Receio que seja difícil manter um cão faminto preso.
Eu disse está bem! Vou-lhe dizer.
- Dizer-me? Dizer-me o quê? - Tudo!
Então...
Tudo.
Vamos ouvir.
Para ser clara, George, não queremos que você morra.
Mas, não pense sequer por um segundo que, só por sermos polícias...
que não iremos encostar, abrir a porta e "pontapeá-lo" lá para fora.
E antes que pense mal de nós...
se você for morto, daremos o nosso melhor...
para encontrar quem o matou e levá-lo à justiça.
Isso é reconfortante. Obrigado.
O "pontapé no traseiro".
Está prestes a consegui-lo.
Sou uma xamã, George.
Não leio mentes e não posso prever o futuro.
Mas, aquele carro anda a seguir-nos desde a esquadra.
E eu garanto-lhe que, daqui a aproximadamente um minuto...
quem quer que esteja naquele carro...
virá atrás da sua cabeça.
Eu colaboro e você protege-me?
De quem estiver naquele carro...
e de todos para quem ele trabalha, sim.
O Epsilon tem um executor.
Jack Dalton.
- Ele é o vosso atirador. - Muito bem, óptimo.
Agora, diga-me como é que o Jack Dalton sabia quem matar?
Fui eu que lhe entreguei o Fennessey.
E quando ele estragou o golpe, fui eu que o recuperei...
E como é que fez isso?
Usando o Mike.
Usei o nosso relacionamento e o amor que ele tem por mim.
Querido, lamento imenso.
Então, então, então...
- Então, Mike... - Onde é que ele está, George?
- Eu posso explicar. - Cale-se! Onde é que está o Craig?
- Não sei. - Mike! Mike!
- Tenho duas perguntas. - Mike, abaixa a arma!
- Não ousarias, Mike! - Se eu ousaria ou não...
vai depender da sua resposta à primeira pergunta.
O meu pai.
Mentiu-me sobre ele?
Lamento, Mike.
Mike, não queres fazer isso.
Craig Fennessey. Desafio-o a não me dizer onde é que ele está.
Acabamos aqui. Vai buscar o carro.
Espera. Eu disse-te tudo aquilo que sei.
E sabia demasiado.
O que é bom para mim,
mas, muito mau para si.
Por favor, não me mates. Por favor.
Unidade de Pessoas Desaparecidas. Mãos onde as possamos ver.
Vai! Vai! Vai!
O Dalton? Onde é que ele está?
- Então! Onde é que está o Dalton? - Ele fugiu. Por ali.
Eu trato dele, vai. Está tudo bem.
Vais ficar bem.
Eu conheço-te.
És o filho do George.
Isto é bom. Ajudaste-o.
Agora, tu vais-me ajudar. Anda.
Vamos sair daqui juntos.
Mike, Mike...
Basta. Acabou.
Pode ter acabado. Mas, ainda não terminou.
Mike Sherman. Polícia de Filadélfia.
Preciso que acedas ao ficheiro de outro detective.
Ex-detective.
Qual é o nome do detective?
Mike Sherman.
Acreditei na tua palavra.
Sobre o meu pai, eu acreditei em ti.
Acreditei em ti.
Tanto que nunca fui ver o ficheiro dele.
Nunca vi quem eram os agentes da investigação.
Detectives da Área 6 George Lyle e J.R. Dalton.
Fizeram parecer que ele estava "controlado" pelo Epsilon.
Quando eras tu e o Dalton que estavam.
O Craig Fennessey é uma coisa recorrente, não é?
O homem inocente que tentaste destruir...
antes que ele descobrisse o suficiente para te destruir.
No caso do Craig, fizeste com que ele parecesse um assassino.
No caso do pai, fizeste com que um homem honesto...
parecesse um polícia corrupto.
Eu criei-te, Mike.
Sabes que tipo de homem eu sou.
A última coisa que eu lhe disse foi...
"Estás morto para mim."
Sim, George, eu sei exactamente o tipo de homem que tu és.
Di-lo!
Passei dos limites.
Não me mantive no meu lugar.
Ele traiu-te.
Traiu o teu pai.
Traiu um velho amigo.
Apontei-lhe uma arma à cabeça, Jay.
Se ele me tivesse dado uma resposta diferente...
não posso dizer que não teria puxado o gatilho.
Senti-me traído hoje. E esse limite, eu...
eu, basicamente, atravessei-o a correr.
É difícil não o fazer.
Talvez seja impossível perdoares-te quando o fazes.
Há um sítio onde tenho de ir.
Pois. Apenas, vem comigo primeiro.
Estamos aqui para perdoar...
e pedir perdão.
A taça representa o mundo.
- Estão bem? - Sim, o Keith e eu estamos bem.
Tu e o Keith.
Sim, Keith. O meu irmão.
Estas velas... são os nossos vasos.
Mas, ainda não podemos acendê-las.
Não, até que nos perdoemos.
Não, até que perdoemos os outros.
E não até que os outros nos perdoem.
Até lá, as nossas luzes não podem brilhar.
A tua pedra...
contém tudo aquilo que ainda não foi perdoado.
Contém os teus "fardos".
É o peso em cima dos teus ombros.
É o teu coração pesado.
E só há uma forma de te livrares dela.
Tens de libertá-la sozinho.
O mundo irá absorver.
O mundo quer dar-te este presente.
Confia no mundo.
Ele irá eliminar todos esses espíritos negativos.
Liberta-te dos teus fardos.
Perdoa.
E pede perdão.
Ao aceitares o perdão...
lembramos ao mundo o bem que trazemos.
Obrigado por isto.
Não saber, essa foi a parte difícil.
Pelo menos, agora, podemos finalmente...
deixar o Jonathan descansar.
Lembramos ao mundo...
os sacrifícios que fazemos pelos outros.
Acho que esta é a parte onde eu digo "obrigada".
Outra vez.
E lembramos ao mundo...
que a nossa história não acabou.
Olá, pai.
Agora, os teus vasos têm luz.
Agora, tu podes ver.
E o mundo presenteou-te com um novo futuro.
Eu...
Compreendo se não me quiseres ver.
Penso em ti todos os dias, tu és meu filho.
Todos os dias, durante os últimos 20 anos...
eu esperei por este dia.
- Então? - Então, eu estava enganada.
E pedi desculpa.
E eu disse-lhe que ela não tinha nada porque se desculpar.
Então, está feito. Finalmente, acabou.
Bem, há só mais uma coisa.
Estou pronto para falar sobre isso.
Falar sobre quê?
Estou pronto para falar sobre quem me raptou.
Legendas em PT-PT por mpenaf
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