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Não! Não!
S13E05 - Cai o Pano
Edição, Sincronia e Revisão Final por Susanawho
Capitão Hastings, eu presumo. Daisy Luttrell. Encantada.
Como vai?
O pobre Monsieur Poirot está tão ansioso pela sua vinda. Está quase fora de si!
- Como ele está? - Ficará muito melhor ao vê-lo.
Oh, Toby! É o Capitão Hastings.
Como vai? Veio pelo trem das 3.48hs, hein?
Compramos esse lugar em um ataque de loucura.
Manter hóspedes na nossa idade!
Ainda assim, é preciso hoje em dia.
E pelo menos um de nós tem uma boa cabeça para negócios, não é, Toby?
Rapidinho! Leve o Capitão para seu quarto.
A menos, é claro, que prefira ver Monsieur Poirot primeiro.
Sim, prefiro.
Sala de estar, Toby. Depois, cuide das malas.
Ah, Norton!
Há dois ninhos de rouxinóis no plátano.
Este é...
Malditos construtores!
Bill, este é o Capitão Hastings.
Hastings, sim.
Sir William Boyd Carrington.
Desculpe a birra.
Embelezando minha casa. Knatton Hall, conhece?
Caras preguiçosos precisam de um bom chute no traseiro.
Então é o famoso Hastings.
O pequeno belga nunca para de falar de você.
E temos sua filha aqui também.
- Sim. - Boa garota.
Pena que Franklin a mande fatiar ratos e coelhos o dia todo.
Desculpe-me enquanto eu lhes dou outra bronca.
Tadminster 7211.
Poirot? Tem alguém pra lhe ver.
Hastings?
Ah, Hastings, meu caro, caro Hastings!
- Poirot, meu velho! - Mon ami, mon ami!
Mas eu me esqueço.
Esta é a talentosa Mademoiselle Cole.
Capitão Hastings.
Você envelheceu bem, mon ami.
Com a coluna reta e o cabelo grisalho.
Mas a ferida que ainda está fresca, hein?
Nenhum homem poderia ter desejado algo melhor.
Ainda assim, ela morreu como gostaria.
Sem sofrimento prolongado.
Bon.
E como você está?
Eu? Estou um caco. Não, uma ruína!
Eu não posso andar. Estou todo aleijado e torto.
Tenho que ser cuidado como um bebê.
Mas o coração, Hastings, ainda está são.
Você tem o melhor coração do mundo, Poirot.
Coração, não! Mas o cérebro, tão magnífico como sempre.
Hastings, pare, pare!
Não é um carrinho de mão.
Desculpe, meu velho.
Então, é bom estar de volta depois de todos esses anos?
A comida é nojenta.
- Racionamento, suponho. - Não, é a culinária inglesa.
E a água sempre tão morna e as toalhas tão finas.
Não servem para nada.
Então, por que veio?
Porque quando vi o anúncio no jornal e descobri que sua filha estaria aqui,
eu concebi um plano.
Convencerei meu velho amigo Hastings
a se juntar a nós e estaremos todos juntos en famille.
É muito agradável, n'est-ce pas?
Você está tramando alguma coisa, não está?
Oui.
Eu sabia!
Caso contrário, por que voltar à cena do nosso primeiro assassinato?
Porque, mon ami, temo que em breve seja o cenário de outro.
Tem certeza disso?
Acha que estou mole da cabeça?
Não, não, parece tão improvável...
outro assassinato, após todos esses anos, sob o mesmo teto.
Eh bien, é assim que é.
Não pode impedir?
Como você propõe que eu faça isso?
Poderia avisar a vítima.
Não sei quem é a vítima.
Deve saber quem é o assassino.
Não.
Bem, então como você sabe que isso vai acontecer?
- Eu não posso dizer. - Por que não?
Porque...
você ainda é o mesmo velho Hastings.
Tem o semblante da fala, mon ami,
e eu não quero que você fique olhando para todos
os hóspedes com a boca aberta e entregue, como se diz, o jogo.
Poirot, isso é um pouco forte. Eu jogo pôquer, sabe?
Sim, e sempre perde.
Mas isso não é um jogo, mon ami, não se engane.
Aqui há trabalho a ser feito,
e é por isso que eu lhe chamei aqui.
Agora, o raciocínio deixe comigo,
mas preciso de você, meu inestimável Hastings,
para ser meus olhos e ouvidos, ir a lugares onde não posso ir,
farejar trechos de conversa,
confidências compartilhadas e me informar.
Pois eu lhe digo, mon ami, há aqui entre nós um assassino,
e esta pessoa deve ser detida!
Aqui está Curtis, mon valet.
Seu valet! Onde está George?
Ele precisou ir a Eastbourne para cuidar de seu pai doente.
Bem, cheguei aqui.
Muito inteligente de sua parte.
Lembra-se do meu pai?
Olá.
Soube que exige muito de minha filha, Dr. Franklin.
Bobagem.
Receio que fico envolvido demais numa coisa.
Como encontrou o tio Hercule?
Nada bem. Nada bem mesmo.
Prometi que leria para Bárbara. É melhor eu...
Como se ela mesma não soubesse ler.
Como está a Sra. Franklin?
O mesmo e um pouco mais.
- Ela adora fazer confusão. - Isso é um tanto duro.
É verdade. Ela não se interessa pelo trabalho de John.
Só fala de sua saúde.
Ah, aí está você.
Pensei que o Frankenstein tinha te arrastado para o laboratório dele de novo.
Este é meu pai.
- Allerton. - Hastings.
Ouvi muito sobre o senhor. O leal tenente de Poirot, hein?
Estou tão feliz que esteja aqui.
Tio Hercule sempre consegue tirá-lo do casulo.
Ele fica tão triste.
Bem, deve permitir-lhe isto, ma chère.
Qual é a utilidade de remoer o passado?
Todos devemos olhar para frente.
Sabe, esteve bem estranho a noite toda.
- Não sei o que quer dizer. - Encarando todos.
É tão transparente.
Talvez seja estar de volta aqui com suas memórias e fantasmas.
- Houve um assassinato, não é? - Oui.
A dona da casa, ela foi envenenada.
Ela controlava, como se diz, os cordões da bolsa,
mas seus enteados achavam que não tinham vida própria.
Isso é tão egoísta.
Velhos, pessoas doentes
não deveriam ter permissão para arruinar a vida dos outros.
Judith!
- Ah, eu não quis dizer... - O egoísmo não é o monopólio
dos velhos, posso lhe assegurar, ma chère.
É só que eu estava pensando neste caso,
do homem que tratava suas filhas de forma pavorosa.
Mas quando a mais velha se preparou para...
cortar o cordão, por assim dizer,
para que suas irmãs pudessem ficar livres,
ela se entregou e foi enforcada.
Margaret Litchfield.
Sim. Como sabia?
É um caso muito famoso.
Bom, eu acho que ela foi muito corajosa.
E Dr. Franklin, o que ele pensa?
Ele acha que foi bem feito para o velho.
Algumas pessoas simplesmente pedem para serem assassinadas.
Assassinato nunca se justifica, Judith.
Mas quando uma situação é tão extrema...
Quem anda pondo estas ideias na sua cabeça?
- Ninguém. - Bobagem perniciosa!
Na verdade, vim para lhe dar um recado da Sra. Franklin.
Ela o convidou até seu quarto.
Com licença.
Eu nunca entendi aquela garota.
Ela é ela mesma e e muito boa também, Hastings.
Mas ela se tornou tão fria!
Eu atribuo isso à companhia que ela mantém:
aquele desgraçado Dr. Franklin!
E Allerton.
Eu não gosto daquele homem.
O que você chama de coisa desagradável, hein?
- Mas muito atraente para as moças. - Não é sempre assim?
Estou encantada que esteja aqui, Capitão Hastings.
O caro Monsieur Poirot deve estar tão satisfeito!
Afiado como uma navalha, o velho Poirot,
embora esteja caindo aos pedaços.
E será tão bom para Judith.
Ela tem trabalhado demais.
- Ela parece muito bem. - Ah, como eu a invejo.
Pouca saúde tem sido a desgraça da minha vida.
Travesseiros, Craven.
Sim, meu marido é um verdadeiro feitor de escravos,
não é, John?
O que é, Bárbara?
Ela estava dizendo como faz a pobre Judith trabalhar tanto.
Judith, sim.
Havia algo que precisávamos... Com licença.
Oh, eu me sinto tão inadequada.
Eu sei que deveria me interessar mais.
Não deveria se preocupar, Babs.
Mas eu acho tudo tão nojento,
os porquinhos-da-índia e os ratos e tudo mais.
Faz-me sentir muito mal.
Eu só quero pensar em coisas lindas e felizes.
Babs e eu somos velhos amigos, embora ela seja 15 anos mais nova.
Querido Bill.
Então, quando voltei da Birmânia para encontrá-la uma bela jovem...
Minha família costumava viver nesta parte do mundo
e Bill vinha ficar com seu tio em Knatton Hall.
Um verdadeiro mausoléu.
Precisa da mão de uma mulher.
Não me importo de lhe dizer que desanimei totalmente,
ela foi e se casou com Franklin.
O sujeito não a entende.
Ele só está interessado em seus tubos de ensaio, maldito idiota!
Gostaria de uma partida?
Copas, seu estúpido!
Não há nada aí. Teremos que começar de novo.
Eu não sei o que deu em mim. Estou todo confuso.
Ainda não cortamos!
Oh, sinto muito, querida, sinto muitíssimo.
Bem, isso foi horrível.
Fico zangado vê-lo ser intimidado assim.
- Fale baixo. - Mas é muito ruim, é mesmo.
E o que é pior, ele simplesmente aceita.
Não poderia se impor se tentasse.
Não deveríamos fechar isso?
Acho que nem todos entraram ainda.
Quem ainda está fora?
Sua filha, eu acho, e Allerton.
- Ainda aqui, meu velho? - Não conseguia dormir.
Eu ia pegar algumas pílulas com Poirot.
Eu lhe arranjo. Não há necessidade de acordá-lo.
Costuma ficar acordado até tão tarde?
Nunca vou dormir quando há diversão fora.
Essas noites enluaradas não são feitas para serem desperdiçadas.
Este é o negócio de verdade. Vai fazê-lo dormir como uma pedra.
Slumberyl.
- É perigoso? - É, se tomar demais.
É um dos barbitúricos.
Não precisa de receita?
Malditamente certo, mas tenho um jeitinho.
Um velho amigo meu me fez algumas apresentações úteis.
Morto agora, infelizmente.
- Um cara chamado Etherington. - Leonard Etherington?
Este mesmo.
Aquela esposa dele... quem pensaria que ela faria aquilo?
- Arsênico, não foi? - Sim.
- Também o conhecia, não é? - Não, li sobre isso.
Entendo.
Cara estranho, mas boa companhia... em pequenas doses.
Durma bem.
Este é o feijão Calabar.
Physostigma venenosum.
Tenho feito experiências com vários alcaloides derivados dele.
Sabe, Poirot, essas coisas são mais sua praia do que minha.
Como assim, mon ami?
Bom, veja, também é chamado de feijão da provação,
supostamente para provar inocência ou culpa.
Não gosta de ratos, pai?
Certamente não gosto de Allerton.
Então é isso!
E suspeito que você também não.
- Por que eu não deveria gostar dele? - Ele não é o seu tipo.
E qual é o meu tipo?
Não faz ideia, não é?
Bem, acontece que eu o acho muito divertido.
- Divertido, sim. - E muito atraente.
- Qualquer mulher acharia. - Esse é o problema.
Sério, pai!
- Saiu com ele até tarde ontem à noite. - O que tem a ver com você?
Isso é muito interessante.
Seria de grande ajuda se pudesse testar tão facilmente a culpa ou a inocência.
Então precisa perguntar, o que é culpa ou inocência?
Bem óbvio, eu diria.
Sempre se sentiria culpado quando se trata de assassinato.
Você acha?
Há muitas pessoas que eu gostaria de matar
sem que minha consciência fique muito incomodada.
Eu odeio fazer alarde.
Às vezes penso
que se alguém não é saudável,
- deveria ser eliminado silenciosamente. - Deus, não, madame!
Olhe para mim, todo contraído e retorcido,
incapaz de me mexer, mas não penso em desistir.
Aproveito ainda o que posso.
Mas o senhor só tem a si mesmo a considerar.
No meu caso, há o pobre John.
Sinto-me como um peso no seu pescoço.
Mas tenho certeza de que ele nunca disse tal coisa.
Esses cientistas podem ficar bastante
obcecados com seu trabalho.
Com certeza.
Às vezes, Monsieur Poirot,
acho que posso ouvir as pobres criaturas gritando na noite.
Perfeitamente horrível.
Stephen e eu concordamos.
Fico tão terrivelmente deprimida que acho...
que seria um alívio acabar com tudo.
- Ora, madame! - Para que sirvo a alguém?
Ah, entrar no Grande Desconhecido...
e então, John estaria livre.
Vou buscar o seu leite maltado.
Eu irei com você. Hastings?
Madame, monsieur.
- Tudo bem, meu velho? - Sim, preciso descansar.
Eu suponho que estava aqui na Primeira Guerra.
Sim, em 1916. Vim aqui para convalescer.
Foi quando conheci Poirot.
- Uma velha senhora não foi assassinada? - Oui.
Certa vez, estive em uma casa onde houve um assassinato.
Ela também era uma velhinha, uma de minhas pacientes.
Não foi por acaso o caso da Srta. Sharples, foi?
Sim, foi, na verdade.
Sua sobrinha, Freda Clay, foi acusada de envenená-la,
mas não havia provas suficientes para processar.
- Como sabia? - Oh, minha cara, era
meu trabalho saber, enfermeira Craven.
Ele não perde nada.
Malditos pombos. Causam muitos danos, sabe?
Toby sempre foi um bom atirador.
Eu costumava ser.
Sempre costumava pensar em noites como esta na Índia,
mas nada é exatamente como você imagina.
Não sei porque, mas estou com muita sede.
Tome uma bebida por conta da casa! O que diz?
Esplêndida ideia!
Já esteve nos trópicos, Norton?
Não, não, minhas mãos estavam amarradas com minha mãe.
Tudo bem, meu velho?
Não suporto sangue.
Você se acostuma com isso.
Nada como derrubar alguns pássaros e acertar um coelho,
hein, Hastings? Bem divertido.
O que diabos pensa que está fazendo, Toby?
Só pensei em dar um gole aos amigos.
Não vai fazer isso! Dê-me essa garrafa!
- Mas, Daisy... - Como acha que vamos fazer
esse lugar se pagar se você fica bancando bebidas para as pessoas?
Eles são velhos amigos, Daisy.
Trancado! É assim que deve estar.
- Não aceito. - Não aceita?
Quem é você, eu gostaria de saber?
Eu sinto muito, camaradas.
Nós...
parece que nosso uísque acabou.
Sabe, não estou com tanta sede mesmo.
Logo vamos jantar.
Ah, jantar, sim.
Não se preocupe, Toby, meu velho. Sobreviveremos.
Certo!
Esticar as pernas antes da chamada da boia.
- Esplêndido sujeito, não é? - Sim.
Onde ele põe a mão, é sempre bem sucedido.
Alguns caras têm muita sorte.
Tudo o que ele precisa agora é de uma esposa.
Desde que ela não o intimide.
Ele não vai ser intimidado. Ele não se permitiria.
- Há um maldito coelho! - Há?
Mordiscando a casca!
Achei que tinha cercado o lugar.
Meu Deus!
Chame Franklin!
Está tudo bem, Sra. Luttrell.
Está tudo bem.
É isso. Está bem.
Franklin está saindo com Daisy, ela vai ficar bem.
Acha que ele fez isso de propósito?
Bem, achei até que os vi juntos.
Mas agora não tenho tanta certeza.
Pobre Luttrell!
Quero dizer, Daisy é boa gente,
suponho, mas um sujeito não aguenta mais.
Depois do bridge, Norton disse o mesmo.
Tenho certeza de que Luttrell ouviu cada palavra.
O assassino está aqui! Eu sei!
- Mas como você sabe? - Eu sei!
Se Luttrell atirou em sua esposa por acidente
ou se ele pretendia,
é impossível provar.
Você vai provar certamente.
Você sempre prova.
Se a vida fosse simples assim...
Poirot sempre pega seu homem.
Talvez desta vez ele não queira.
Não entendi, meu velho.
A menos, é claro...
que alguém estava escondido nos arbustos,
e no exato momento que o Coronel atirou, atirou também.
Quem pode ser esse assassino misterioso nos arbustos, Hastings?
Não duvidaria daquele viciado em drogas Lothario Allerton.
Drogado?
Ele era amigo de Leonard Etherington,
aquele viciado envenenado por sua esposa.
- E como você sabe disso? - Ele me disse.
E você não pensou em me contar?
- Bom... - O problema com você, Hastings,
- é que você é preguiçoso mentalmente. - Ora, Poirot,
sei que não sou bom camarada, mas não precisa esfregar isso.
Você não gosta de trabalhar com isso.
Talvez devêssemos trazer outra pessoa a bordo.
- Boyd Carrington. - Certamente que não.
- Ele é mais esperto do que eu. - Isso não seria difícil.
Mas Boyd Carrington...
É um chato pomposo cuja memória é tão ruim
que lhe conta a história que você lhe contou!
Agora eu te proíbo
de falar deste assunto com qualquer pessoa, você entendeu?
- Sim. - Cabe a você seguir as pessoas
onde não posso ir.
Falar com elas, ouvi-las,
espioná-las, observar através de buracos de fechadura.
Não vou olhar por buracos de fechadura.
Oh, muito bem, você não vai olhar por buracos de fechadura.
Continuará sendo o cavalheiro inglês e alguém será morto!
- Dane-se tudo, Poirot. - Você pode ser bastante
obstinado às vezes, sabia disso, Hastings?
Quisera também que houvesse mais alguém em quem pudesse confiar,
mas acho que terei que aturá-lo.
E já que não pode usar as celulazinhas cinzentas,
porque você não as possui, pelo menos use seus olhos,
seus ouvidos e seu nariz, se necessário...
mas apenas, é claro, até onde os ditames de honra irá permitir.
Agora vá embora.
Estou muito cansado.
De novo, você está...
no seu exercício mortal?
Eu sabia que estaria.
Por meus pecados, eu sabia que estaria.
Mas enquanto eu puder respirar, eu vou...
eu vou te condenar ao inferno...
custe o que custar!
Ele não parece muito feliz.
Ele não está.
Ofereceram-lhe a chance de ir para a África, sabe,
para continuar sua pesquisa, mas sua esposa protestou.
Ele provavelmente sentiu que não podia deixá-la.
Sabe muito sobre ela, Capitão?
Só que ela é inválida.
Ela certamente gosta de problemas de saúde.
Então não acha que há muito problema?
Ela sempre parece ser capaz de fazer o que ela quiser.
Conhece bem os Franklins, não é?
Oh, não.
O que eu lhe disse, soube por sua filha.
Ela está em pé de guerra em nome dele.
O que acha do Sr. Norton?
- Por que pergunta? - Vocês parecem se dar bem.
Temos muito em comum,
e ele é muito gentil, embora um pouco ineficaz.
Ele é uma alma gentil.
Ele viveu com sua mãe por muitos anos,
ela era muito mandona
e acho que ele também não se divertiu na escola.
Ele é muito perspicaz, sabe.
- Pessoas quietas geralmente são. - Sim.
Essa é...
a coisa deprimente de lugares como este:
está cheio de fracassados.
Suponho que é por ter sofrido outra guerra.
Isso nos fez perder a autoconfiança.
Viu muita ação, Capitão Hastings?
Oh, não pude desta vez.
Perna ferida...
e, convenhamos, estou um pouco velho.
Mas sua vida está apenas começando. Qualquer coisa pode acontecer.
Se quer dizer casamento,
eu nunca poderia pensar nisso, não com a minha história.
O que quer dizer?
Não tem ideia de quem eu sou, não é?
Eu sei o seu nome.
Não é Cole. É Litchfield.
- Matthew Litchfield. - Sim, ele era meu pai.
Um homem perverso, Capitão Hastings.
Ele foi nosso carcereiro até minha irmã Margaret...
Sim, eu sei. Estava em todos os jornais.
Mas não sabe.
É inconcebível que ela o matasse.
Eu sei que ela se entregou, mas...
sempre achei que não era verdade.
Não foi Margaret.
Não pode ter sido.
- Bom dia, senhores. - Bom dia, Sra. Franklin.
Parece muito feliz hoje, madame.
Estou, eu estou, Monsieur Poirot. Vou sair com Sir William
a Knatton Hall para aconselhá-lo sobre os tecidos.
Tolice minha esquecer minha bolsa no estúdio
ontem quando estava conversando com John.
- Cabeça de vento. - Onde está o Dr. Franklin?
Ele e Judith foram até Tadminster
por causa de algum produto químico ou outro.
Estou tão feliz por não ter uma mente científica.
Em um dia como este, tudo parece tão pueril.
Não deixe que os cientistas escutem isto, madame.
Não pense que não admiro meu marido, monsieur.
O modo como ele vive para seu trabalho é realmente fantástico,
mas me deixa nervosa até onde ele pode ir.
O que exatamente quer dizer, madame?
Bem, essa coisa horrível de feijão Calabar.
Estou com tanto medo que ele vai começar a testar em si mesmo.
Veja, ele só pode aprender muito com os animais.
Ele tomaria todas as precauções, com certeza.
Não conhece John,
é absolutamente alheio à sua própria segurança.
Ele realmente é uma espécie de santo.
Está pronta, Babs?
Não devemos deixar o barão esperando.
Dr. Franklin, o santo moderno.
Ela vai para onde o vento sopra.
Acha que ela é uma tola, não é, Hastings?
Bom, ela não tem o intelecto mais brilhante.
Primeiro sua bolsa, agora suas luvas.
Não sei como essa garota aguenta.
Foi por pouco! Não foi?
Eu...
não posso deixar de notar, Capitão,
que não parece à vontade.
Não estou?
E eu devo dizer, bem, que eu me sentiria do mesmo jeito.
As coisas mudam o tempo todo, não é?
As garotas são mais independentes agora.
Suponho que a guerra teve muito a ver com isso.
O que está tentando dizer, Norton?
Bem, que não saia daqui, mas...
quando se trata de mulheres jovens,
Allerton tem uma técnica especial neste sentido.
Acontece que sei algo muito sujo sobre ele, na verdade.
E o que seria?
Não faz muito tempo, ouvi falar de uma garota como Judith...
moderna, independente...
sendo vítima dos encantos do Major.
Quando ele a pegou em suas garras,
justo quando ela estava no seu ponto mais vulnerável,
ele a abandonou,
deixando-a desesperada.
Ficou tão devastada
que ela tirou a própria vida:
uma overdose de Veronal.
Pobre velha. Dor diabólica.
Overdose de morfina acabou com ela
e sua sobrinha, Freda, disse que foi um lapso.
A polícia tinha outras ideias,
mas não tinha provas suficientes para processar.
O senhor a conhecia, não é, Freda Clay?
Sim.
É que eu já ouvi essa história antes.
Eu também. De alguém que estava lá, na verdade.
Ah, ouviu?
Estava em todos os jornais.
Fico um pouco
atrapalhado na velha cachola às vezes.
Oh, Bill, não pode pensar em algo mais alegre para falar?
Tenho certeza de que Monsieur Poirot está farto até o pescoço
de gente matando e morrendo e quem fez o quê e por quê.
Ela certamente nos mantém alertas, hein, Franklin?
Acertou na mosca.
Dizem, não é, que os homens tendem a se casar com suas mães?
Não tenho certeza disso.
Melhor perguntar ao Norton. Ele é o especialista.
Uma mesa completa! Que delícia, não é, Toby?
Sim, meu amor.
Nossos jantares não são os mesmos sem o senhor,
- Monsieur Poirot. - Não, não são.
Não gosto da ideia de você comer sozinho.
Eu mesmo não gosto de perder nada, ma chère.
Nunca tem um momento de descanso em seu ramo de trabalho.
Não, não, Monsieur Norton, sempre há muito mais a fazer.
Mas o relógio não para, não?
Tal é a vontade de Deus.
Todos sentiremos sua falta, meu velho,
mas não será esquecido.
Muito bom vinho. Mas meu ponto é...
- Agora, Bill! - Pode ver de onde Freda vinha,
tirando alguém de seu sofrimento.
Não acha que só deve ser feito com o consentimento do paciente?
Não se pode deixar para o paciente.
É dever de quem os ama assumir a responsabilidade.
E acabar sendo acusado de assassinato?
Se ama alguém, correria esse risco.
Você correria?
Sim, eu correria.
Eu certamente não, e nem Toby, não é, querido?
Um gole de água vai desengasgar.
Não se pode ter pessoas fazendo justiça com as próprias mãos.
- Concordo plenamente. - E você, Franklin?
- O quê? - Eutanásia.
Deve ter uma opinião. É um médico.
Desculpe, minha cabeça estava em outro lugar.
A maioria das pessoas não teria coragem.
Eu não acredito que você faria, se chegasse a isso.
Não crê?
A menos, é claro, que você tivesse um motivo forte.
Você não entende, não é?
Claro que eu não poderia se o motivo fosse pessoal.
Mesmo se não fosse, não tenho certeza se você realmente
- puxaria o gatilho, por assim dizer. - Não podemos falar de outra coisa?
Concordo. É tudo muito lúgubre.
Eu não considero a vida tão sagrada quanto vocês.
Vidas impróprias, inúteis... devem ser retiradas do caminho.
- Judith! - Deveriam!
- É tanta confusão. - Ela pode ter razão.
É realmente uma questão de coragem.
Alguém tem estômago, para dizer vulgarmente?
E veja, Srta. Hastings,
não acredito que você tenha.
Oh, Judith tem coragem, sim.
Mais do que pensa, Sr. Norton.
Com licença.
Judith!
Eu entendo, sabe.
Sua mãe era muito melhor nisso do que eu,
mas eu entendo.
Não estou tão certa que entenda.
Ele não vale a pena. Acredite, ele não vale.
Eu sei que gosta dele, mas não adianta.
Talvez eu saiba disso tão bem quanto você.
Não tem futuro.
Ele vai partir seu coração e eu não posso suportar ver isso acontecer.
Ele vale tudo no mundo para mim!
- Judith, por favor... - Não quero que nunca mais fale dele,
porque se falar, eu vou te odiar ainda mais.
Você entende isso?
Bem, ora!
Um pica-pau salpicado!
Um pássaro tão adorável!
O que é?
Voou para longe.
Deixe-me ver.
Eu acho que posso ter me enganado.
Foi embora, Capitão Hastings.
O que está havendo?
O pássaro se foi.
Olá, camaradas!
Olá, Sir William.
Tivemos uma manhã perfeitamente maravilhosa.
Não consigo fazer uma boa compra há séculos.
Oh, Bill, poderia levar pra cima?
É muito frágil.
Eu posso levar o resto.
Muitíssimo obrigado.
- Aconteceu alguma coisa, Stephen? - Não.
Parece que viu um fantasma.
Não, não, nenhum fantasma.
- Só pensando... - Monsieur Poirot.
O que é?
- Há algum problema? - Problema, monsieur?
Qual deveria ser o problema?
Sabe que de repente estou terrivelmente cansada?
Se pudesse levar estes para cima...
Muito obrigada.
Ah, Babs!
Bem, devo dizer, a enfermeira é muito boa na velha leitura de mãos.
Pegue isso, Craven, e me prepare uma gemada.
Eu estou exausta.
- Posso fazer alguma coisa, Babs? - Sim, Bill.
Pode ir embora. Estou morta de cansada.
Foi demais para você?
Não quero mencioná-lo. Odeio ser tão cansativa.
Acho que teremos uma tempestade esta noite, hein, Hastings?
Sim, provavelmente certo.
Com licença.
Quer para dar um passeio pelo jardim?
Agora não, Norton.
Mas, Capitão...
Allerton!
- Não pode! - Solte-me!
- Não há nada que possa fazer. - O pai especialista, hein?
- Isso não vai levá-lo a lugar nenhum. - O quê?
Está resolvido então.
Vá à cidade amanhã
e direi que vou a Ipswich por uma ou duas noites.
Telegrafe de Londres que não pode voltar
e teremos um jantar encantador no meu apartamento.
Você não vai se arrepender, eu prometo.
Por favor, Hastings!
O que precisa é de um uísque duplo.
O pródigo retorna!
Sinto muito, meu velho,
mas estou com uma dor de cabeça terrível.
- Deve ser o trovão no ar. - Não, não, não, Hastings.
É porque se sentou na corrente de ar.
- É? - Certamente.
As correntes de ar serão a morte de todos nós.
Mas eu tenho a coisa certa.
Seu chocolate quente.
Nutre os nervos.
Você compreende?
Beba, beba.
Já não se sente muito melhor?
Beba tudo, cher ami,
até a última gota.
Meu Deus, Poirot, no que eu estava pensando?
No que, de fato!
Por que não me contou ontem à noite?
Receava que me impedisse.
Com certeza eu faria.
Acha que eu gostaria de vê-lo enforcado
por causa de um canalha tão desagradável chamado Allerton?
Eles não teriam me pego. Eu limpei minhas digitais da garrafa.
Sim, e também as de Allerton.
E então, quando ele fosse encontrado morto,
estabelecem que ele morreu de overdose,
e fosse por acidente ou por desígnios,
ele não teria motivos para limpar suas próprias impressões digitais.
E então...
encontram a aspirina.
Bom, todo mundo tem aspirina.
Não misturada com suas pílulas para dormir.
E nem todo mundo tem uma filha que Allerton
está perseguindo com intenções tão infames.
Veja, não iria parecer muito bom para você, Hastings.
E então é possível que alguém possa tê-lo visto.
Oh, posso assegurar-lhe que não.
Mas, Hastings, alguém poderia estar espiando pelo buraco da fechadura.
As pessoas não passam seu tempo espiando por buracos de fechadura.
Simplesmente não é feito.
De qualquer forma, nada houve e graças a Deus por isso.
Mas ainda há o problema da minha Judith e daquele miserável Allerton.
Ela foi para Londres com ele hoje... para o apartamento dele!
Direto para a cova dos leões.
Hastings, você não é esperto o suficiente para lidar com esses dois.
Eu o aconselho a confiar nela.
Ah, Judith!
O veneno funciona... e deve ser detido!
Deus nos ajude.
Deus me ajude.
Os Luttrells se juntarão a nós?
Estão arrumando as cartas.
Srta. Hastings, você está esplêndida esta noite.
Como seu homônimo deve ter parecido antes
de cortar a cabeça de Holofernes.
Isto é pouco sinistro, meu velho.
Ah, não, ela o fez por razões estritamente morais,
para salvar outros.
O ciúme é um monstro de olhos verdes, alguém disse.
- Shakespeare. - Agora, foi Othello ou Emilia?
lago.
- Vejam! Uma estrela cadente! - Onde?
E outra!
- Oh, precisa ver, tio Hercule. - Não, não, não, merci.
Eu insisto.
Deveria fazer um pedido, Capitão.
- Babs, por que não vem? - Estou muito cansada.
Bobagem.
É bom demais para perder.
Bill! Ponha-me no chão!
O que está fazendo?
Eu só estava vendo se havia uma cópia de...
Mamãe me contou que uma vez
você a carregou até uma sacada para olhar as estrelas.
Aqui está.
A vida é muito difícil, às vezes, não é?
Othello. Agora...
onde está?
Oh, cuidado, meu senhor, com o ciúme.
É um monstro de olhos verdes.
Esplêndido.
Você estava certo, Poirot. Era Iago.
Mas é claro.
- Perdi alguma coisa? - Não sei, Hastings. Perdeu?
Perdeu, Capitão Hastings. Nunca vi tantas estrelas cadentes.
- Onde está Craven? - Não tenho certeza.
- Preciso das minhas gotas. - Onde estão?
No armário do banheiro.
Ah, obrigada, querida.
Acho que vou dar um passeio.
Parece satisfeito consigo mesmo, doutor.
Eu estou.
Ah, aí está você! Abra minhas gotas, sim?
Está determinado que Barbara Franklin morreu
como resultado de envenenamento por sulfato de fisostigmina
e outros alcaloides do feijão Calabar.
Monsieur Poirot, poderia dizer ao Tribunal
como a Sra. Franklin lhe parecia nas horas que antecederam sua morte?
Na véspera de sua morte,
tive uma conversa com Madame Franklin.
Ela parecia muito deprimida...
e várias vezes manifestou o desejo de estar
como se diz?
fora do ar.
Sua saúde e crises de melancolia
faziam sua vida parecer não valer a pena ser vivida.
Na manhã de 10 de outubro,
estava sentado do lado de fora do laboratório?
Oui.
Viu a Sra. Franklin sair do laboratório?
Sim, eu vi.
E ela tinha alguma coisa na mão, Monsieur Poirot?
Ela tinha uma pequena garrafa agarrada na mão direita.
Está bem certo disto?
Sim, tenho certeza.
Você também não viu?
- A questão é: você viu? - Acha que eu mentiria?
- Isso seria perjúrio. - Não, eu não estava sob juramento.
Então era mentira?
Você mesmo a ouviu falar em suicídio.
Mas ela era uma mulher de muitos humores,
- você não esclareceu isso. - Talvez eu não quisesse.
Quer dizer que queria que o veredicto fosse suicídio?
Você acha que ela foi assassinada, não é?
Ela foi.
Mas este veredicto interrompe todas as investigações posteriores.
- Qual é seu jogo, Poirot? - Não é um jogo, mon ami, garanto.
Non, non.
Devo dizer, meu velho, que deveria consultar um médico.
Doutores, doutores!
- Está parecendo meio mal. - Fizeram o que puderam por mim.
Eu gostaria que você fizesse isso.
Muito bem, muito bem.
- Vou ver o Dr. Franklin. - Franklin?
Hastings, faça o que eu lhe digo só uma vez!
Como ele está?
- Ele já era, receio. - Ele sabe?
Oh, sim.
Imagino que ele esteja preocupado em terminar algo.
- Isso mesmo. - Então espero que consiga.
- Não existe nenhum tratamento? - Nada a fazer.
Apenas suas ampolas de nitrito de amila quando sente a angina chegando.
Um homem notável.
Ele tem um grande respeito pela vida humana, não tem?
- Sim, certamente. - Ao contrário de mim.
Já que a morte vem de qualquer maneira, o que importa?
- Oh, bem, dez dias e estou de partida. - Para onde?
África. O emprego ainda está disponível.
Não é um tanto cedo?
O que me impede?
Não adianta fingir que a morte de Bárbara não foi o maior alívio.
Não lhe preocupa que ela tenha acabado de cometer suicídio?
Mas eu realmente não acredito que ela se suicidou.
Então o que acha que aconteceu?
Não sei...
e não quero saber.
Compreende?
Norton, qual é o problema?
Bom...
quando uma coisa é certa ou errada,
deveria ser terrivelmente simples dizer isso, não é?
- Vê o que quero dizer? - Não.
O que estou tentando dizer é...
digamos, por exemplo, que aconteceu de você...
abrir uma carta que não era sua...
por engano, é claro... ou viu uma coisa
pelo buraco da fechadura, digamos?
- Buraco de fechadura? - Sim.
Por que diabos olharia por um buraco de fechadura?
A chave pode ter ficado presa?
Norton, pare de enrolar.
Viu algo pelo buraco de uma fechadura?
Não.
Mas viu algo nestes seus binóculos, não é?
Naquele dia em que fomos passear com a Srta. Cole,
havia algo que você não queria que eu visse, não foi?
Sim... bem, não.
O que foi?
Não sei se devo dizer.
Eu não pretendia ver isso.
Realmente havia um pica-pau pintado... adorável companheiro...
e então eu vi a outra coisa.
Tem algo a ver com a morte da Sra. Franklin?
Oh, dane-se tudo!
Eu não sei o que fazer!
- Ele viu algo que não quer contar? - Isso mesmo.
- Ele contou para mais alguém? - Acho que não.
Peça-lhe para vir me ver depois do jantar.
Só uma visitinha amigável...
E tenha cuidado, Hastings.
Tenha muito cuidado.
Estou voltando para minha velha vivenda amanhã.
Não me importo de lhe dizer...
ficarei feliz em sair deste lugar, me dá arrepios.
Pobre Babs, por exemplo.
Se ela se matou,
então eu sou o Papa.
Sabe o que eu acho?
Foi aquele marido dela.
- Não fala sério. - E não sou o único.
Tive a dica de alguém que deveria saber.
Falando no diabo.
Achei que ela tinha ido embora depois do funeral.
Voltou por esta noite, entre os compromissos.
Monsieur Poirot?
Poirot?
Entrez.
Como vai, meu velho?
Ainda não estou morto.
- Teve um bom papo com Norton? - Oui.
E ele lhe contou o que viu?
Oui.
Bom... o que foi?
- Pode interpretar mal. - Claro que não.
- Ele me disse que viu duas pessoas. - Judith e Allerton! Eu sabia!
Vê?
Non, non Judith e Allerton!
Você tem minhoca na cabeça.
Isso é um pouco duro.
- Bebida. - Não, obrigado.
Para mim!
Oh, desculpe.
Agora, se alguma coisa acontecer...
Nada vai lhe acontecer, Poirot.
Você vai encontrar aqui todas as pistas que você precisa.
- Com isso. - Que tipo de pistas?
Indicações que o levarão à verdade.
Por que torna as coisas tão difíceis?
Assim, estou completamente no escuro!
Fique tranquilo, mon ami,
quando vir a luz, pode desejar não ter visto.
E agora preciso pensar.
- Mas, Poirot... - Vá tomar café, mon ami.
O caso está encerrado.
Está?
Apenas umas pontas soltas a serem amarradas.
Acordou tarde esta manhã.
Eu não dormi muito.
Você viu Norton?
Ele não estava no café da manhã.
Ele trancou a porta. Eu o ouvi.
Ele atirou em si mesmo?
É o que estão dizendo.
A porta estava trancada, a chave no seu bolso,
a arma na sua mão. Suponho que deve ter feito isso.
É como um truque de mágica, n'est-ce pas?
Hastings, às vezes você é como uma criança.
Tão inocente, tão confiante.
Poirot, você está horrível.
Não acha que eu deveria chamar um médico?
De que adiantaria isso?
O que será, será.
Eu sempre tentei fazer o meu melhor, você sabe.
Você acredita nisso, Hastings?
Como eu não poderia?
Você acha que Deus vai me perdoar?
Claro que Ele vai perdoá-lo.
Você é um bom homem, o melhor que alguém poderia conhecer.
Meu coração sangra por você...
meu pobre e solitário Hastings.
Poirot...
Vá agora, cher ami. Deixe-me descansar.
Não foi suicídio.
Foi assassinato.
Cher ami.
Perdoe-me...
Perdoe...
Capitão Hastings?
Estava destinado a acontecer.
Isso não torna as coisas mais fáceis.
Não.
Não, claro que não.
Causas naturais. Eu imagino.
Você não está sugerindo crime, espero?
- Não parece muito provável, não é? -Pai...
- ele teve um ataque cardíaco. - Mesmo assim...
Qualquer coisa poderia ter desencadeado...
ou talvez nada.
Talvez sua hora tivesse chegado.
E certamente não foi suicídio, como o pobre Sr. Norton.
Maus investimentos, é o que dizem.
O legista achou estranho ele dar um tiro no meio da testa.
Que alma desconfiada você é!
Todos esses anos com Poirot, suponho.
Ele era meu amigo mais querido, você sabe.
Ele estava sempre lá, de olho em mim,
chamando minha atenção,
como um pai, realmente.
Não sei como vou ficar sem ele...
Pai, tenho algo para lhe dizer.
Oh, céus!
Eu não gosto do som disso.
Eu não lhe disse antes, com uma coisa e outra,
mas o fato é que vou para a África.
África?
Sim, com o Dr. Franklin.
Não pode fazer isso! O que as pessoas vão dizer?
Não me importo com o que vão dizer. O fato é que eu vou.
Uma coisa é ser sua assistente na Inglaterra com sua esposa viva,
mas ir para a África com ele agora ela está morta!
Não vou como assistente dele. Vou como sua esposa!
Mas... e Allerton?
Nunca houve nada nisso.
Eu teria lhe contado se não tivesse me deixado tão zangada.
- Mas eu o vi beijá-la. - Essas coisas acontecem.
Não pode se casar com Franklin... ainda não! É tão cedo.
Eu posso e vou.
- Mas, Judith... - Não temos porque esperar agora.
Quando vir a luz, pode desejar não ter visto.
Acredito que Monsieur Poirot tenha lhe deixado algum tipo de mensagem.
- Mensagem, senhor? - Sim, para mim.
Não, senhor, não que eu saiba.
Você tem certeza?
Sim, senhor, eu me lembraria disso.
Bom...
Engano meu, suponho.
Como está o seu pai?
Meu pai? Ele está muito bem, obrigado, senhor.
Ele está melhor, então?
Melhor do que, senhor?
Foi por isso que precisou deixar Monsieur Poirot, não é? Para cuidar dele?
Eu não queria ir embora, senhor. Monsieur Poirot me mandou embora.
Por que ele faria isso?
Só posso sugerir que ele me dispensou porque queria contratar Curtis.
Mas por quê?
Não sei dizer, senhor.
Não era o tipo mais brilhante, embora fosse forte, é claro.
Mas eu dificilmente teria pensado que ele era da classe
que Monsieur Poirot teria gostado.
Ele foi assistente em um hospício.
Um hospício?
Não me surpreenderia se ele tivesse começado lá como paciente.
Eu instruí meus advogados
para lhe entregar este manuscrito
quatro meses depois da minha morte,
quando, sem dúvida, você terá criado as teorias mais absurdas.
Mas realmente, mon ami, já deveria ter sido capaz
de deduzir quem matou Norton.
Quanto a quem matou Bárbara Franklin,
isso pode ser mais um choque.
Quando você perguntou se eu sabia quem era o assassino,
Eu não lhe disse bem a verdade.
Eu sabia, mas tinha que ter certeza.
Veja, eu nunca tinha conhecido essa pessoa antes
e nunca tinha visto essa pessoa em ação.
Não demorei muito.
Finalmente, no final da minha carreira,
eu tinha encontrado o criminoso perfeito...
bom, quase perfeito.
Dois ninhos de rouxinóis no plátano.
Ninguém leva a melhor sobre Hercule Poirot.
Nem mesmo Stephen Norton.
- Ora, macacos me.... - Oh, sim, Norton era nosso homem.
Ele foi um menino doente com uma mãe dominadora,
ele passou maus bocados na escola
e não gostava de sangue e violência,
um traço muito pouco inglês.
Mas ele tinha um caráter amistoso
e logo descobriu como era fácil fazer uso dele.
Ao compreender as pessoas,
ele podia penetrar em seus pensamentos mais íntimos.
Ele é muito perspicaz, sabe.
Pessoas quietas costumam ser.
E depois as obrigava a fazer coisas que não queriam.
Compensação por uma vida inteira de escárnio.
Essa sensação de poder gradualmente se transformou em um gosto mórbido
por violência de segunda mão,
que logo se tornou uma obsessão.
Nosso gentil Norton era, de fato, um sádico
viciado em dor e tortura mental.
Lembre-se das observações que ele fez
naquela primeira noite que jogaram bridge?
Fico zangado vê-lo ser intimidado assim.
Fale baixo.
Norton queria que ele ouvisse.
Não poderia se impor se tentasse.
Às vezes bem sucedido, às vezes não.
Era uma droga pela qual constantemente ansiava.
Sem motivo, sem evidência, sem prova.
Simplesmente o mal por causa dele,
um criminoso que nunca poderia ser condenado por seus crimes.
Já deve ter percebido agora
que Franklin estava apaixonado por Judith e ela por ele.
Mas com Madame Franklin viva,
a vida era muito difícil para Judith,
e Norton sabia exatamente como o vento soprava.
Ele brincou muito habilmente com o tema de vidas inúteis.
Eu não considero a vida tão sagrada quanto vocês.
Vidas impróprias, inúteis... devem ser retiradas do caminho.
E gentilmente ridicularizou a ideia de que ela algum dia
teria a coragem de tomar medidas decisivas.
Alguém tem estômago, para dizer vulgarmente?
E veja, Srta. Hastings, não acredito que você tenha.
Mas com um viciado em assassinato, um ferro no fogo,
não é o bastante.
Ele vê oportunidades de prazer em todos os lugares
e encontrou uma em você, mon ami.
Ele descobriu cada ponto fraco para exacerbar
sua profunda antipatia pelo Major Allerton.
Quando se trata de mulheres jovens,
Allerton tem uma técnica especial neste sentido.
Então você viu Allerton e Judith se beijando.
Não pode!
Norton o arrastou para longe para que não visse o que se seguiu.
Você foi para a estufa
e pensou ter ouvido Allerton conversando com Judith.
Telegrafe de Londres que não pode voltar
e depois teremos um jantar encantador no meu apartamento.
No entanto, você não a viu ou mesmo a ouviu falar...
Norton se certificou disso, pois se tivesse,
teria descoberto que nunca houve qualquer questão
de Judith ir a Londres naquele dia.
Era com a enfermeira Craven que ele estava tendo o caso,
mas você caiu direitinho na armadilha de Norton
e decidiu matar.
Eu o ouvi subir naquela noite
e já estava preocupado sobre seu estado de espírito.
Então, quando o ouvi no corredor...
e entrar no banheiro de Allerton,
saí do meu quarto.
Saiu do seu quarto? Mas...
Como? Eu o ouço dizer.
Veja, Hastings, eu não estava nada indefeso.
O quê?
Por que acha que mandei George embora?
Porque eu não poderia tê-lo enganado em acreditar
que de repente eu tinha perdido o uso de meus membros.
Eu o ouvi no banheiro de Allerton
e prontamente, da maneira que você tanto deplora,
fiquei de joelhos.
Percebi o que você estava fazendo,
fiz meus preparativos e mandei Curtis buscá-lo.
Sinto muito, meu velho, estou com uma dor de cabeça terrível.
Então eu lhe dei o chocolate quente.
Nutre os nervos, compreende?
Beba, beba.
Mas eu também, mon ami, tenho pílulas para dormir.
Não, não, não, até a última gota.
Quando você acordou na manhã seguinte,
era você mesmo de novo,
horrorizado com o que você quase fez.
Mas isso me fez decidir, Hastings.
Você não é um assassino,
mas poderia ter sido enforcado por um.
Eu sabia que devia agir e não podia mais adiar,
mas antes que eu pudesse, Bárbara Franklin morreu,
e acho que você nunca suspeitou da verdade.
Pois veja, Hastings, você a matou.
Eu a matei?
Oui, mon ami, matou.
Havia, veja, mais um ângulo ao triângulo.
Um que eu não tinha levado totalmente em conta.
Alguma vez imaginou por que
Madame Franklin estava disposta a vir para Styles?
Ela gosta da boa vida,
ainda assim insistiu em ficar em uma hospedaria,
e não tenho dúvidas de que Norton sabia porquê.
Olá, camaradas!
Boyd Carrington.
Madame Franklin era uma mulher decepcionada.
Ela esperava que o Dr. Franklin tivesse uma carreira brilhante...
Havia algo que precisávamos fazer... Com licença.
...não se fechar em pesquisas esotéricas.
E lá estava Boyd Carrington, rico e aristocrata,
que quase a pediu em casamento quando ela era uma menina,
ainda a cortejando.
Então a única saída para ela era o marido dela morrer
e Norton tinha encontrado para ela uma ferramenta muito pronta.
Esses caras cientistas podem ficar bastante
obcecados com seu trabalho.
Era tão óbvio.
Seus protestos de admiração,
depois seus temores pelo marido.
Mas me deixa nervosa até onde ele pode ir.
O que exatamente quer dizer, madame?
Bem, essa coisa horrível de feijão Calabar...
Estou com tanto medo que ele vai começar a testar em si mesmo.
Mas quando ela viu a enfermeira Craven lendo a palma
de Boyd Carrington, ela se assustou.
Ela sabia que ele seria suscetível aos encantos
de uma mulher atraente e talvez a enfermeira Craven
acabasse como Lady Boyd Carrington em vez dela.
Então ela decidiu agir rapidamente.
Ela nos convida para tomar um café no quarto dela.
Sua xícara está ao lado dela e a de seu marido do outro lado.
Olhem, uma estrela cadente!
Então todos vão olhar as estrelas cadentes, exceto você, mon ami,
deixado com suas palavras cruzadas e suas lembranças.
O que está fazendo?
Você esconde sua emoção girando a estante
como se procurasse um livro.
E assim, quando todos voltamos,
Madame Franklin bebe o café envenenado destinado ao seu marido,
e ele bebe o café destinado a ela.
Percebi o que deve ter acontecido,
que ela envenenou o café
e você involuntariamente girou a mesa.
Mas veja, Hastings, eu não podia provar.
Se a morte de Madame Franklin
não fosse considerada suicídio,
a suspeita inevitavelmente recairia sobre Franklin ou Judith.
Por isso insisti tanto que Madame Franklin se suicidara.
E eu sabia que minha declaração seria aceita porque
eu sou Hercule Poirot.
Você não estava satisfeito, mas misericordiosamente
não suspeitou do verdadeiro perigo.
Será que vai entrar em sua cabeça depois que eu me for,
como uma serpente negra que, de vez em quando, levanta a cabeça
e diz: suponha, apenas suponha,
foi minha Judith?"
E, portanto, você deve saber a verdade.
Havia mais uma pessoa descontente com o veredicto:
Norton.
Ele foi privado, veja, de sua penalidade maldosa.
Madame Franklin havia morrido, sim. Mas não como ele desejava.
O assassinato que ele havia organizado deu errado, então o que fazer?
Norton, qual é o problema?
Ele começou a jogar dicas sobre o que viu naquele dia
com você e Mademoiselle Cole.
O que é?
Ele nunca disse nada definitivo,
então, se ele pudesse transmitir a impressão
que foi Franklin e Judith que ele viu,
não Allerton e Judith, então isso poderia abrir
um novo ângulo interessante sobre o caso de suicídio,
talvez até lance dúvidas sobre o veredicto.
E percebi que o que eu tinha planejado o tempo todo
tinha que ser feito imediatamente.
O momento que eu temia...
a decisão mais difícil da minha vida.
É por isso que convidei Norton para meu quarto naquela noite
e lhe contei tudo o que eu sabia.
Madame Constance Etherington,
julgada por envenenar seu marido,
um homem muito sádico, viciado em drogas,
e com quem teve relações muito íntimas.
Norah Sharples envenenada por sua sobrinha, Freda Clay.
Espero que não sugira que eu estava em relações íntimas com ela.
O senhor e Mademoiselle Clay passeando juntos.
Veja que eu faço minha lição de casa, Monsieur Norton.
E Matthew Litchfield.
O senhor o visitou, não foi, na noite em que ele foi morto
por sua filha Margaret?
Onde quer chegar, Monsieur Poirot?
Quero chegar aqui, Monsieur Norton.
Que em nenhum desses assassinatos havia qualquer dúvida real.
Havia um suspeito claro e nenhum outro.
Mas o senhor, Monsieur Norton...
é o único fator malévolo comum a todos.
Puxa vida, Monsieur Poirot,
isso é o melhor que suas celulazinhas cinzentas podem criar?
Sua proximidade com três assassinatos era coincidência demais
e fiquei, como se diz, de orelha em pé.
É por isso que vim a Styles,
para observá-lo agindo e o senhor não me decepcionou, monsieur.
Non! O senhor é um homem muito inteligente,
mas não inteligente o bastante para...
Hercule Poirot.
Então, o que vai fazer sobre isso?
Executá-lo.
Executar-me?
Oui.
Então, vá em frente.
Eu prometi a mim mesmo dormir cedo.
A justiça não é brincadeira, monsieur.
Faço o que posso para servi-la,
mas se eu falhar, há uma justiça maior, acredite.
Seu homenzinho patético e auto importante.
Matar-me?
Há um pecado mortal, se é que já existiu um.
E depois?
Suicídio para escapar da ignomínia da forca?
Seu Deus lhe dará uma punição.
Todos aqueles anos de devoção virarão fumaça por minha causa.
Monsieur, não pode morrer ainda.
Não acha que eu o deixaria morrer,
privando-me do triunfo final?
Por favor... por favor...
Veja, se o senhor fracassar,
sou um homem livre, e mesmo que consiga,
será uma espécie de vitória, porque
aos olhos da lei, eu seria inocente.
Enquanto o senhor e sua reputação,
sua preciosa reputação, explodida em pedaços.
- Je vous en prie... - Je vous en prie!
Pode vê-los agora: Enlouqueceu!
Nunca se pode confiar em um estrangeiro.
Vê como sou bom para você, velho?
Aí está.
Não tenha pressa
e veja como tudo se desenrola, sim?
# Quem estará lá na cortina final? #
Tenho pena de você, Norton.
Como é muito triste descobrir que este grande e belo mundo
é tão sujo e decepcionante.
E de sua mãe tenho ainda mais pena.
Minha mãe?
Tem pena da minha mãe?
Suportar a agonia de lhe dar à luz apenas para descobrir
que ela havia nutrido em seu íntimo tamanha maldade...
isso não é digno de pena?
É o senhor que não é digno.
- Ela significava tudo para mim. - E o senhor pra ela?
Ela me amou... me amou mais do que... mais do que...
Ela alguma vez o abraçou, Norton?
Como as mães abraçam,
acariciou seus cabelos... beijou sua bochecha?
Ela... Ela... Ela...
Dava medo em você, não?
Ela o pressionava, o privava do que todos desejamos,
porque ela sabia tudo sobre você.
Minha mãe não sabia de nada!
Oh, Monsieur Norton, as mães sabem.
Sempre sabem.
Tiros no escuro, Poirot.
Tiros no escuro.
Bon.
Chocolate?
Importaria muito se eu bebesse o seu em vez desse?
De jeito nenhum.
Foi bastante imaterial.
Eu tomo os comprimidos para dormir e adquiri uma certa tolerância.
A dose que faria Norton dormir
teria pouco efeito sobre mim.
Com a maior dificuldade, coloquei-o em minha cadeira de rodas.
Então, quando a barra estava limpa, eu o levei para seu quarto.
Você não percebeu, Hastings,
que recentemente passei a usar um bigode falso.
Nem mesmo George sabe disso.
Coloquei o roupão de Norton...
bati na sua porta...
depois entrei no seu banheiro.
Logo eu o ouvi abrir sua porta.
Saí do banheiro e voltei para o quarto de Norton,
trancando a porta atrás de mim.
Eu coloquei o roupão em Norton
e deitei-o na cama.
Eu tinha uma pistola que em duas ocasiões
eu tinha colocado ostensivamente
na penteadeira de Norton quando ele estava fora.
Então a empregada teria visto.
Eu coloquei a chave no bolso de seu roupão
e tranquei a porta pelo lado de fora com uma cópia que eu tinha feito.
Então voltei ao meu quarto e comecei a escrever isso.
Eu joguei o jogo, como vocês ingleses dizem.
Eu lhe dei as pistas e todas as chances de descobrir a verdade,
apontando para Iago, o Stephen Norton original.
Minha única fraqueza foi atirar nele
no centro da testa e não na têmpora,
mas não consegui produzir um efeito tão desigual.
Essa, mon ami, é minha natureza e deveria ter lhe contado a verdade.
Siga meu conselho pela última vez:
Conte a Mademoiselle Cole tudo o que eu disse,
que você também poderia ter feito o que a irmã dela fez,
se não houvesse um Poirot vigilante para detê-lo.
Acabe com seu pesadelo e mostre como Norton,
não sua irmã, foi responsável pela morte de seu pai.
Capitão Hastings?
Não tenho mais o que dizer.
Estou justificado no que fiz?
Não sei.
Eu não acredito que um homem deve tomar a lei
em suas próprias mãos...
mas tirando a vida de Norton,
não salvei outras?
Sempre tive tanta certeza, mas agora...
Quando chegar o momento, não tentarei me salvar,
mas humildemente oferecer minha alma a Deus e rogar por sua misericórdia.
Cabe a Ele decidir.
Ah, Hastings, meu caro amigo,
foram bons dias!
Sim, foram bons dias.
Hercule Poirot.
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