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Milady.
Certo, vamos acabar com esta maldita coisa, hein?
- Seu convite, Sir Anthony. - O quê?
O Honorável Lorde Smythe, MP, e Lady Smythe.
Sir Peter e Lady Tavistock.
O Honorável Sir Anthony Morgan, MP,
Secretário das Relações Exteriores e Lady Celia Morgan.
Sr. Harold Waring, MP, Subsecretário Parlamentar de Sir Anthony.
Monsieur Hercule Poirot.
Sua Excelência, Juiz Richard Stubbs, KC.
Monsieur.
Monsieur Waring.
Lady Happy Beaumont.
Todos os começos são adoráveis.
O limiar é o lugar para uma pausa.
Goethe.
Condessa Patma Pantovol.
Sir Anthony é um homem muito ocupado.
Oh, sim.
Sempre em movimento.
Com licença.
Merci.
Sinto que não aceita seu papel, Inspetor-Chefe.
Contra o conselho de Poirot, o senhor organizou toda esta operação.
Por favor, faça isso corretamente!
Meus homens estão em posição, Sr. Poirot.
C'est bien.
Porque há o maior perigo.
As joias, os quadros, a própria presença de Poirot.
Este Marrascaud... ele certamente virá.
Veja isso.
Vencendo a Hidra.
Um dos Trabalhos de Hércules. Hugo Van Druys.
A maioria dos Trabalhos foram roubados nos últimos seis meses.
- Alguém está colecionando. - Por Deus, cale-se, homem.
- Espere lá fora. - Sou Sargento da polícia.
Na verdade, sou o Secretário de Relações Exteriores de Sua Majestade.
- Espere lá fora. - Senhor.
Waring, você deveria ler isso.
Esta maldita mulher quer uma carnificina.
Entende o que é necessário?
Pensei que este negócio tinha sido abordado.
Pode ser preciso que deixe o país por um tempo.
Imagino que sim, senhor.
Fique incógnito em algum lugar. Confortável, mas remoto.
Vou me certificar de que você receba um pouco de dinheiro.
Não quero seu dinheiro, senhor.
Bom homem.
Mademoiselle Lucinda, está magnifique!
Estou apavorada. Pareço apavorada?
Não, claro que não. Por que estaria?
Esta é a isca.
Eu sou a isca.
Oui, certainement.
O ladrão Marrascaud será atraído para este lugar esta noite.
Mas não está em perigo, mademoiselle.
Poirot lhe dá sua palavra.
O que acontece se eu quiser passar pó no nariz?
- Virá comigo? - Se quiser.
Oh, não, não, não.
Claro que não, mademoiselle, não.
Há uma guarda incumbida para este fim.
Quando for passar pó, senhorita, mantenha a porta trancada.
Quando terminar, bata na porta,
mas não abra até ouvir a resposta.
Dizem que Marrascaud mata por puro prazer.
Mas também dizem que Poirot é inteligente que mal chega a ser humano.
Mas, sabe, ele não dá ouvidos a eles.
Confortável e remoto!
Com licença. Pardon.
Poirot vai vê-lo agora.
Sargento? Onde diabos você está?
Oh, meu Deus!
Oh, não!
Dizem que Marrascaud mata por puro prazer.
Puro prazer.
Mas não está em perigo, mademoiselle.
Poirot lhe dá sua palavra. Dá sua palavra.
Três meses depois
Poirot, você está todo em forma.
- Não, eu... - Seja o que acha que está errado com você
está só aqui em cima.
O que mais há além de aqui em cima?
O que precisa, meu caro, é de outro caso.
De preferência, um que coloque sua vida em perigo.
- É seu melhor conselho? - É.
Custou-lhe 10 guinéus, por isso sugiro que o faça.
S13E04 - Os Trabalhos de Hércules
Foi minha culpa, doutor.
Só minha.
É melhor não ser detetive do que ser um que fracassou.
Escute aqui, você teve uma carreira notável
às custas de não ter uma família.
Nada de errado com isso.
Mas é o que escolheu.
Pelo amor de Deus, pelo menos mexa suas pernas, tome um ar fresco.
Se você não vai andar, vá de carro.
- Já dirigiu para mim antes? - Sim, senhor.
A agência me mandou algumas vezes, senhor.
Meu nome é Williams, senhor.
Monsieur Ted Williams? Ah, oui.
Alors, Monsieur Williams, não me interessa para onde vamos.
Pode dirigir para onde quiser.
Edição, Sincronia e Revisão Final por Susanawho
- Monsieur Williams? - Sinto muitíssimo, senhor.
Eu só... só saí um pouco.
Por favor, por favor. Por favor, sente-se.
Maldita ideia estúpida, não é?
Vou ser despedido agora,
chorando como um bebê na frente de clientes.
Pas du tout, monsieur.
Pas du tout.
É que este é o último lugar onde a vi, não é?
Viu quem?
Nita.
Era criada daquela
- bailarina, Katrina Samoushenka? - Oui.
Nita veio com ela de Moscou.
E eu tive que levá-las pelo West End.
Bom, eu dirigi para Nita.
Nunca vi realmente Samoushenka.
Ela só ficava no hotel Savoy dando tarefas para Nita.
Nós rodávamos por lá, Nita e eu.
E vínhamos aqui.
Estávamos tão apaixonados, Sr. Poirot.
E então, um dia, ela disse que precisava ir à Suíça.
Samoushenka está tendo um colapso, e precisa de tratamento.
Eu disse: fique comigo.
Seja minha esposa, eu te amo, Nita.
E ela só ficou chorando.
Essa foi a última vez que a vi.
Bem aqui.
Samoushenka a levou para este maldito lugar.
Fico... fico pensando que estou bem.
E então volto aqui.
Não quero mais continuar vivendo.
Não aguento, senhor.
Monsieur Williams?
Poirot vai encontrar a sua Nita.
E se ela assim o desejar,
ele a trará de volta a este mesmo lugar,
para este mesmo banco.
Poirot lhe dá sua palavra.
- Não posso lhe pagar, senhor. - Non.
Não há cobrança, mon ami.
Isso é algo que Poirot também deve fazer por si mesmo.
Tenho um bilhete, Inspetor Lementeuil.
Monsieur Poirot,
o que está fazendo neste lugar idiota?
Estou em busca da criada de uma dama.
Quisera ter tempo para uma vida social.
Está me dizendo a verdade, monsieur?
Poirot sempre diz a verdade, por que não diria?
Porque se meteu no meio
de uma operação da ICPC.
O assassino Marrascaud. Sim.
A Scotland Yard pensou que o tinha pego em Londres.
Mas ele escapou deles.
Uma garota ficou em pedaços.
- Oui. - Terrible.
Oui.
Ele agora tem a coleção completa
dos quadros de Van Druys e inúmeras joias.
Mas ele está vindo para cá.
Temos informações
de que esconde as mercadorias no Hotel Olympus.
Se Marrascaud vier às claras,
será como hóspede.
A equipe do hotel foi conferida,
enquanto ele estava ocupado en Angleterre.
Claro que seria uma honra, Monsieur Poirot,
caso deseje participar conosco neste caso.
Quando chegar ao hotel,
fale com o Tenente Drouet.
Ele está disfarçado.
Poirot pode reconhecer um policial quando vê um,
Inspetor Lementeuil.
Senhoras e senhores,
seu transporte chegou.
Condessa Rossakoff!
Allez, allez. Regardez.
Rápido, por favor.
Buongiorno, buongiorno. Gustave, le monsieur lá.
Buongiorno!
Senhoras e senhores, meine Herren und Damen,
Signore e signori, messieurs, dames.
Bem-vindos, bem-vindos ao Hotel Olympus,
berço do aclamado internacionalmente
Spa de Terapia Alpina.
Eu sou, ich bin, je suis Dr. Krier.
Por favor, chamem-me de Francesco.
Fora de temporada como estamos,
parte das instalações não está totalmente aberta,
- mas minha equipe... - Onde está Robert?
Quando estivemos aqui no ano passado,
fomos muito bem atendidos por Robert.
Roberto está em casa com a família.
Voltará para nós no verão.
Nós não estaremos aqui. Inútil!
Temos Gustave, Sra. Rice.
Ele vai atender todos os seus desejos.
Meu marido está aqui, Francesco?
Está sim, Sra. Clayton.
Quando se refrescarem e examinarem seus quartos,
posso, por favor, oferecer a todos uma taça de champanhe
no terraço?
Sim, certamente.
Isto é essencial.
Monsieur Poirot.
O limiar é o lugar para uma pausa
Esperemos que este início se revele
ser mais adorável do que o último.
Sim. Deus, sim.
Aquela pobre garota.
Monsieur Waring, foi uma longa viagem.
É claro.
Com licença.
- Vamos, sua tola! - Já basta!
Eu lhe daria um tapa...
Você obviamente já bebeu bastante!
Não! Por favor, não.
Não!
Estou tentando ajudá-lo.
Por favor, não me machuque.
Estou tentando ajudá-lo.
Não me machuque, estou tentando ajudar.
Não, eu não vou lhe dar...
Não, não vou lhe dar... Por favor, não.
Por favor, não...
Por favor, não machuque...
Saia da minha frente!
Monsieur Poirot. Champanhe?
Si charmant.
Merci.
C'est magnifique.
Sim, sim, há uma ligeira mudança atmosférica,
mas ficaremos bastante confortáveis aqui.
Bon.
Diga-me, monsieur, conta aqui entre seus hóspedes
uma Mademoiselle Samoushenka?
Alas, monsieur, não é nossa política
divulgar a identidade de nossos hóspedes mais ilustres.
Oui, d'accord. Entendo perfeitamente.
Todavia, ela está aqui?
Ela está aqui.
Já viu a Samoushenka dançar?
Ela paira no ar como um...
Sopro da primavera?
- Impeccable. - Oui.
Mas nesta temporada, ela não agraciou o palco.
Não, monsieur, ela esteve aqui.
Mas ela fica no seu quarto.
E não recebe visitas.
O médico dela, Dr. Lutz, aquele cavalheiro,
no lo permette. Ele não permite.
Dizem que ela tem o coração partido.
Un coeur brisé.
Mas ela trouxe consigo sua criada?
- Não trouxe criada alguma. - Não?
Então, quem é aquela moça?
Aquela é a Srta. Alice Cunningham.
Monsieur é polizei, policial?
Non, non, non, mon ami.
Ele é Poirot.
Senhoras, está tudo bem?
O senhor é Sr. Harold Waring?
Meu incógnito sucumbe no primeiro ataque.
Sim.
- Sim, eu sou. - Posso falar com franqueza?
Bom, suspeito que está prestes a falar.
O senhor veio aqui da Inglaterra
para fugir das consequências de um escândalo.
Está correto?
Sim.
Então devo suplicar para não envolver
minha filha em conversas particulares.
Meu genro desaprovaria.
Muito profundamente.
- Outra taça, monsieur? - Non, merci, quand même.
Tenente Drouet.
Ma foi.
Está em contato com o Inspetor Lementeuil?
E que notícias de Marrascaud?
Ele não está aqui. Ainda não.
Monsieur!
Pardon, monsieur.
Hercule!
- Condessa! - Lyubov moya! [Meu amor!]
12 anos!
- Passados como fumaça ao vento. - Oui.
Eu o reconheci instantaneamente.
O que poderia fazer, senão voltar?
Parece bem, Condessa.
- Bem? - Oui.
Hercule, que insipidez!
No mínimo, quero parecer como uma deusa.
- Uma das melhores. - Oui.
Claro que pareço bem.
É a minha vida de incansável virtude.
Minha vida de crime em grande parte acabou.
Bon.
S'il vous plaît?
Merci.
Hoje em dia, preciso ao menos fingir ser uma adulta sensata.
Afinal, dorogoi, [querido]
sou uma mãe.
Você levantou.
Estou vertical,
se é o que quer dizer.
Tomou seu remédio?
Olhe nos meus olhos, Dr. Lutz.
Tomei meu remédio.
Vamos conversar?
Eu não quero.
Quando você não quer, Katrina,
então é hora de conversar.
É o modo de deixá-la melhor.
- Condessa. - Hercule.
Gostaria de lhe apresentar minha filha, Alice Cunningham.
E seu cachorro feio.
Mademoiselle.
Cunningham?
Águas passadas, esqueça-o. Eu esqueci.
Alice é criminologista.
Bom, com uma mãe como eu,
ela teria que ir para um lado ou outro.
Ela estuda o modus operandi de grandes criminosos.
Dorogoi, sente-se, sente-se, sente-se.
Só os grandes criminosos, mademoiselle?
E os pequenos?
Minha tese examina os detetives
que são bem sucedidos expondo esses malfeitores.
Ela estudou você.
Le mot de Dieu! Valeu a pena o estudo?
Ele olha para você e pensa:
Ela poderia ser minha filha.
Claro que não é filha dele.
Monsieur Poirot e eu teríamos que ter dado as mãos no mínimo.
Mas ele olha para você, dorogoi,
e vê a vida que poderia ter tido.
Sim, sei que o senhor e minha mãe são conhecidos.
Ela me disse que foi incrivelmente gentil com ela.
Ah, cale-se.
Posso ter dito uma vez.
Ela não fala de outra coisa.
Mas qual é o caso, monsieur, que o traz aqui?
Eu sou Poirot. Tenho dois casos.
Um deles deve ser Marrascaud.
Os jornais estão cheios dele.
Ele escapou do senhor em Londres.
Se está aqui é porque...
Marrascaud é esperado também?
Talvez ele já esteja aqui.
Que emocionante!
Qual de nós é?
Sou eu?
Vou escrever quem acho que é
na margem deste livro.
Então, quando Monsieur Poirot
desmascarar o assassino,
veremos se estou certa.
O que é isto?
É apenas a neve
se movendo.
Uma avalanche em algum lugar.
Posso lhe falar um instante?
Li no jornal que você tem um filho ilegítimo.
Sim, li isso também.
Posso perguntar o que aconteceu com seu rosto?
Meu marido tem dificuldade em controlar seu gênio.
Às vezes eu o desagrado.
Bem, às vezes eu desagrado meus entes queridos.
Eles não me batem no rosto quando faço isto.
Quem disse que eu o amo?
Todos temos arrependimentos, Sr. Waring.
Os arrependimentos são as emoções mais tristes e inúteis, Sra. Clayton.
Devemos nos garantir contra eles.
Elsie.
Então vamos nos divertir
com uma rodada de Botticelli?
É um jogo de salão.
Eu lhe dou uma letra. Você deve descobrir
minha identidade me interrogando.
Então, eu escolho... M.
Você diz: Você pintou o teto da Capela Sistina?
Eu digo: Nein, não sou Michelangelo.
Você diz: Ach...
Sim, sim, conhecemos o jogo.
Você escreveu a Sinfonia da Ressurreição?
Não sei nada de música.
- Mahler. - Ótimo, ótimo!
Eu perdi. Você ganhou uma pergunta direta.
Senhoras e senhores, meine Herren und Damen,
signore and signori, messieurs-dames.
Este homem é tão chato!
Uma pequena informação.
Fui avisado que uma pequena quantidade de neve
caiu no túnel do funicular.
Os operários estão cuidando da obstrução
e logo estará liberado.
S'il vous plaît, monsieur, quando?
Tout de suite, monsieur, muito em breve.
Dentro de uns dias, com certeza.
Então, estamos presos neste lugar absurdo?
É uma grande...
Pequena quantidade de neve.
Mas não desanimem.
Será gemutlich aqui.
Temos comida, temos vinho, ficaremos...
Qual é a frase?
- Mortos de tédio. - ... aconchegados.
Ficaremos muito aconchegados.
Com um assassino no local.
Agora é a hora em que devemos ficar muito...
muito vigilantes.
Diga-me.
Tudo que precisa fazer para que eu me vá
é só me dizer que você está bem.
Eu estou...
ótima.
Drouet?
O senhor tem uma arma?
Non.
Não!
- Quer uma? - Non!
Estou no limite.
Todo esse negócio...
está me deixando no limite, esperando.
Às vezes, Tenente, é tudo o que se pode fazer é esperar.
O telefone não funciona e não tenho ordens.
Não gosto de ficar sem ordens.
Alguma vez o viu?
Marrascaud?
Non.
Eu o vi uma vez.
Tinha uma máscara, mas eu vi seus olhos
Ele me olhou diretamente.
Então, vai entender porque
estou inquieto aqui sem ordens,
esperando que ele venha.
Vai me dar ordens, monsieur?
Oui, Tenente Drouet.
Durma.
Não acha que Marrascaud vai escalar a montanha esta noite?
Non, mon ami.
Pois ele já está aqui.
Desperdício chocante de tinta.
Todo o hotel está enfeitado com este lixo horrível.
Parece, madame, que é a connoisseuse, hein?
Seu broche, por exemplo, é muito fino, mas...
observo que não o está usando hoje.
Eu sempre uso.
Bom Deus, a maldita coisa sumiu!
Provavelmente foi roubado.
Digo que este lugar foi para o brejo.
Estou começando a pensar que Robert foi demitido.
- Spa. - Si.
- Danke. - Monsieur também vai
se valer das nossas instalações?
- Instalações? - A sauna, sala de vapor...
Não.
Não, não, não.
Não me faça bater de novo!
Pare com isso!
A porta está aberta.
Não pedi serviço de quarto.
Está bem, pois não tenho nenhum para oferecer.
Eu sou Poirot.
Está esperando...
O que está esperando?
Ser convidado a sair ou me sentar.
Merci, mademoiselle.
Seria tão amável a ponto de me dizer uma coisa?
O que houve com sua criada?
Nunca tive uma criada.
Nita.
Ela morreu.
A criada que nunca teve, morreu?
Nita morreu.
Nunca tive outra criada depois de Nita.
Quem o mandou?
O que é isto?
Não sei quem é este.
Não me importo. Ele está indo embora.
Merci, mademoiselle. Foi muito útil.
Não toque nas minhas coisas.
Je m'excuse.
A senhorita escreve, mademoiselle?
Eu mal consigo me vestir.
Como poderia escrever?
Merci, mademoiselle.
Doutor.
De que adianta criar regras?
O Sr. Clayton faz todas as refeições no quarto?
Monsieur é polizei? Policial?
Signore Waring, o senhor me insulta. Não, não, não, não.
Ouça, não sou um maldito policial.
- Não? - Claro que não.
Signore Clayton faz suas refeições, certamente.
Refeições de uma garrafa.
Uísque, uísque, uísque, o dia todo.
Obrigado.
Monsieur Poirot!
Deixe-me ser bem claro.
Não posso permitir que interfira com minha paciente.
Dr. Lutz.
É um admirador de Nietzsche?
Nem todos os austríacos são nazistas, Monsieur Poirot.
- Acha que tento enganá-lo? - Claro, é o seu métier.
Quem o emprega e o que quer da minha paciente?
Neste caso, fui contratado por Monsieur Ted Williams.
E o que exijo de Mademoiselle Samoushenka
é a volta de sua criada, Nita.
Eu realmente não tenho ideia do que está falando.
Nita, a criada impeccable.
Monsieur Ted Williams, o amante mais ardente
e cheio de cavalheirismo.
Fala comigo em arquétipos.
Tudo isto é muito Jung.
Ninguém com inteligência dá crédito a Jung.
O que há de errado com a dama do quarto 16?
Ah, vocês franceses!
Vocês me fazem morrer de rir.
Fico contente, mas sou belga.
Não pode esperar que eu comprometa
a confidencialidade da minha cliente!
Está louco?
Não, doutor, mas Katrina Samoushenka também não está.
Pelo amor de Deus!
É isso, querido, cante junto.
Não é a mais hedionda deformidade
em um cão que jamais viu?
É como tivesse duas cabeças. Minha!
Outra cabeça, ele poderia ser Cerberus.
Não comece!
Na verdade, seu nome é Binky.
- Cortesia da casa, monsieur. - Non, merci.
O gerente o adora porque é a única pessoa aqui que não reclama.
Minha!
Naturalmente, ele não é médico.
O nome dele também não é Krier.
É Rosato. Costumava dirigir uma boate em Brindisi.
Eu o vi lá, mas ele não se lembra de mim.
Eu não chamava sua atenção naquela época.
Sim, dorogoi.
Desde nosso último encontro, minha vida
não tem sido sempre tão agradável. Minha.
Ah, sim!
- São para você. - Para mim?
São lindas.
De vez em quando perdi meu dinheiro e minha dignidade, Hercule.
Nunca perdi o meu bom gosto.
Mas...
Não, eu não as roubei.
Meu pai as usava quando fugimos de Vitenberg.
Merci beaucoup.
Os Trabalhos de Hércules.
É assim que inconscientemente concebe sua carreira.
O senhor é a encarnação moderna de Hércules.
Como sou talentoso!
O Dr. Lutz deveria nomear uma doença com seu nome.
O Complexo de Hércules.
A compulsão por vencer todos os obstáculos,
por mais proibitivos que sejam.
Por isso é levado a perseguir Marrascaud.
Simplesmente precisa.
O homem ataca por toda a Europa.
É o mestre do crime.
Quem mais poderia derrotá-lo?
Hercule. Não há mais ninguém.
Minha!
Dê-me a garrafa! Dê-me agora! Por Deus, vou...
Pare, está me assustando!
Faça de novo e sabe o que vai acontecer!
Não me bata de novo!
Clayton!
Seu porco covarde, saia!
- Por favor, não! Saia de perto de mim! - Elsie!
Por favor, não me machuque!
- Deus! - Vá!
Meu querido, vá!
Vá!
Deus!
Sra. Rice.
O que houve? O ferimento de Clayton precisa de atenção?
Diga-me o que fazer. Eu posso fazer.
O marido da minha filha está morto.
Ela o matou, sabe?/i>
- Devo ir. - Não, Sr. Waring.
Por favor, fique aqui.
- Não o queremos implicado. - Mas...
Por favor.
Agora, sente-se.
Pronto, pronto. Pronto, pronto.
Diga-me o que houve, por favor.
Levei o corpo até o banheiro.
Subi na tampa do vaso.
Passei o corpo pela janela.
Ele desceu pela montanha.
Certo.
Então, Clayton está descendo a montanha.
Acho que fui vista.
Nos aposentos dos funcionários, vi um rosto.
Certo.
Deixe-me... Deixe-me pensar um instante.
Aqui não é a Inglaterra.
A solução para isso é provavelmente um suborno.
Um suborno para o gerente.
O bastante para ele silenciar qualquer membro do pessoal
que a observou e, se necessário, a polícia.
Não temos dinheiro para suborno.
Deixe comigo.
Mickey Mouse.
Excusez-moi?
M, do Botticelli. Eu era Mickey Mouse.
Agora estou pronto para outro jogo.
Para o senhor, eu sou D.
- Monsieur, não tenho vontade... - Vou lhe dar uma pista... duas pistas.
Estou vivo e não sou de ficção.
Vraiment, monsieur, eu insisto
que me dispense deste jogo.
Buongiorno, Signore Waring. Bom dia.
- Francesco? - Si.
Posso falar francamente?
Estou
com um problema.
É um grande problema, Signore Waring?
Bem grande.
Quão grande
é bem grande, signore?
Nada, tenho certeza,
que não poderemos ajudá-lo.
Pode ter certeza
da discrição dos meus serviços profissionais.
Isso seria bom.
Binky, diga a verdade.
Se fosse o maior cérebro criminoso conhecido no universo
e tivesse acabado de arrancar os órgãos internos de uma linda jovem...
onde você iria para recuperar o fôlego?
Não viria realmente a um buraco como este, viria?
Entre.
Mãe!
Mãe! Mãe!
Signore Waring, seja o que for,
não estou certo que nosso acordo cobre.
Minha filha! Onde está Alice?
- Mãe! - Bozhe moy! [Meu Deus!]
Minha filha!
Não estou ferida, não estou ferida!
Por favor, mademoiselle, diga-me o que puder.
Sim, foi um homem sozinho.
- Usava uma máscara. - Ele tocou em você?
Foi Marrascaud?
Por favor, Condessa.
Ele falou?
Tem certeza de que foi um homem?
Estava muito claro que foi um homem!
E o que ele queria.
Mas ele não conseguiu.
Tinha bons sapatos.
Feitos à mão.
- Então, sabe... - Oui.
O quê?
Alors, Condessa, o homem que atacou sua filha
não é um empregado. Non.
É um hóspede.
Entre.
Condessa. Monsieur.
Vim para ver se posso ajudar a Srta. Cunningham.
Que gentil, Dr. Lutz. Que tipo de ajuda?
Os procedimentos de recuperação psicológica são a minha especialidade.
Calma, Binky.
Concluímos que você é um cão de guarda completamente inútil.
Obrigada, Dr. Lutz, não me esquecerei.
- Sapatos errados. - Porque ele os trocou.
- Foi ele. - Não foi ele, mãe.
Deus, seria uma detetive inútil!
Monsieur Poirot, decidi ajudá-lo.
Eu o encontro no saguão em 5 minutos.
- Non, mademoiselle... - Por favor, preciso por mim.
Srta. Cunningham. Eu espero...
Sim, bem, foi muito desagradável,
mas agora estou bem.
Monsieur Poirot aqui tem algumas perguntas para lhe fazer.
De fato.
Monsieur Waring, por favor, diga a Poirot
onde estava quando Mademoiselle Cunningham foi ameaçada?
Eu?
Estava no meu quarto.
Então, por que ficou corado ao dizer isso?
Havia alguém com o senhor?
Nossa! Não seja tão ofensivo!
Não ligue para mim. Meu quarto está cheio de gente
que não deveria estar lá.
En effet, pode ajudar Poirot, monsieur.
Por favor, avise Monsieur Philip Clayton que
agora é a hora de ele sair do quarto para se explicar.
- Não. - Não, monsieur?
Clayton deixou o hotel.
Mais ça, c'est incroyable!
Monsieur Philip Clayton não criou asas.
Bem, ele poderia.
Está muito cansado, monsieur.
Cansado é o mínimo que estou, Poirot.
Sou um assassino.
Matei o maldito Philip Clayton e enfiei seu corpo pela janela.
Isto é muito interessante.
Como o matou, monsieur?
Com um enorme peso de papel sujo.
Na nuca.
E, claro, matou Monsieur Philip Clayton porque ele batia na esposa?
A mulher por quem está apaixonado
e que estava no seu quarto quando
Mademoiselle Cunningham estava sendo atacada?
Sim.
E a mãe dela também estava conosco.
Naturellement. Madame Rice estava constantemente com o senhor.
Ah, exceto, é claro, quando estava assassinando Monsieur Philip Clayton.
Ela chegou pouco depois, parecendo um pouco...
echevelée?
Talvez devêssemos continuar lá dentro, mon cher ami.
Não pode ser possível.
Nenhum deles estava em Copenhague.
Se algo der errado,
qualquer coisa,
Eu vou te culpar.
Por favor, monsieur.
Oui bien, monsieur. Ouça Poirot.
Lembra-se daquela noite em Londres?
Quando observei o comportamento de Sir Anthony com sua esposa, oui?
Et bien, aquilo deu a Poirot o caráter daquele homem.
E acredito que foi ele quem gerou a criança
com uma prostituta, monsieur, e não o senhor. Non!
O senhor assumiu a culpa para preservar
a integridade do seu Ministro,
porque é um homem muito honrado.
E agora assume a culpa pela morte de Philip Clayton.
Mas Poirot sabe que não pode ser verdade,
porque não há nenhum Philip Clayton.
Nunca houve tal homem.
Sabe, Poirot quebrou a cabeça.
E ele se lembrou do caso em Copenhague,
onde havia um bom homem em uma maré muito baixa em sua vida.
Como o senhor,
ele foi roubado de todo seu dinheiro por duas irmãs.
Madame Rice e Madame Clayton, mon vieux, não são mãe e filha.
- Mas vi Elsie esmagar o homem... - Non!
O homem que foi atingido não era homem algum.
Mas a irmã mais velha disfarçada.
E depois, claro, mandaram você embora,
enquanto se livravam do corpo.
Mas malheureusement, foram vistas
e então vieram ao senhor e...
o senhor se oferece para fazer o suborno.
Mas não lhes dei anda. Dei tudo para Francesco.
Francesco. Já conheceu homem mais corrupto?
Ele é o certamente seu cúmplice.
Como sabe que a Sra. Rice fingia ser Clayton?
Oh, desde...
Mademoiselle, seu casaco está aberto. Por favor, abotoe, hein?
Vous voyez, monsieur.
As senhoras abotoam da direita para a esquerda
e os senhores abotoam da esquerda para a direita.
E quando observei este Philip Clayton
no corredor abotoando seu casaco...
- Da direita para a esquerda. - C'est ça.
Alors, monsieur, creio que já sofreu o bastante.
Vou deixá-lo para que recupere seu posto, mon brave.
Sim.
Essas mulheres deveriam ser enforcadas.
Croyez-vous, mademoiselle?
Você é muito dura.
O que está pensando?
Oh, estou pensando que Cerberus
tem muito a nos dizer sobre Marrascaud.
Se pedir que adivinhemos quem você é, vou gritar.
Monsieur Poirot.
Meu cartão.
Sou investigador de seguros.
Ofereço meus serviços.
Foi ele.
Monsieur, pode me dizer onde estava
quando Mademoiselle Cunningham foi atacada?
Certamente.
Meu itinerário completo do dia.
Tudo verificável por testemunhas.
Excluindo os criminosos Waring, Francesco
e as mulheres que se chamavam de Rice e Clayton, claro.
- Merci. - Aguardarei sua chamada, monsieur.
Definitivamente ele.
Não olhe.
Lá, rápido!
Então ela está aqui.
Katrina?
Isto não é apropriado.
Quem paga seu jantar, Dr. Lutz?
Esta não é uma base legítima para discussão.
Bem, discordo. Jante comigo se quiser.
Do contrário, deixe-me em paz.
Falamos sobre isso mais tarde.
- Mademoiselle? - Uma garrafa de vinho
e comida de alguma descrição.
Oui. D'accord.
Mademoiselle, há uma coisa que deve saber.
É uma coisa que contaram para Poirot,
mas ele mesmo não acreditou, mas é verdade.
E é verdade para você.
Não está doente, mademoiselle, non.
Você não está doente.
A Condessa Rossakoff é uma criminosa, monsieur.
E o senhor não fez nada para promover sua prisão.
Poderia fazer o mesmo por nós.
Com licença.
Caso contrário, nos leva a extremos.
Não me pressionem, senhoras.
Poirot não será pressionado.
Nom d'un chien!
Fique onde está.
Schwartz?
Drouet, com um D.
- Claro que é. - Estava vigiando sua porta.
Meu Deus!
- Isso é uma queda e tanto. - Sans blague. Ele ficará ferido.
Já está. Acho que meu tiro atravessou seu estômago.
- Pode me dar licença? - Oui.
Oui bien, Poirot.
As celulazinhas cinzentas
finalmente começam a cantar.
- Ele não pode escapar. - Quer que eu atire nele?
Não, Tenente Drouet.
Poirot não deseja isso.
Viens.
Pare!
Gustave!
Você está ferido.
E se ficar aqui fora, certamente irá morrer.
Não! Eu disse não!
Basta!
Volte para dentro!
Temos muito a discutir, você e eu.
Mon ami.
Qual é seu nome?
Marrascaud.
Non, Gustave! Non!
Non! Gustave!
Ele não era Marrascaud.
Por que um homem deveria morrer, alegando ser outra pessoa?
Esse é o mistério que é tão terrível.
Bem...
se estiver com disposição para horrores,
há outra coisa que deve ver.
Cuidado.
Merci.
- Lá. - Non, non, non.
Pelo menos o frio o impede que fique fedendo.
Oh, céus!
- Sabe quem é? - Oui. É o criado Robert.
Eu o encontrei esta tarde. Suicídio ou alguém...
Non. Isso não é suicídio, mon ami. Olhe as mãos.
Não, estas mãos não falam de um garçom que decidiu se enforcar.
Este homem lutou por sua vida. E foi dominado.
Então, este é o homem que Gustave substituiu?
Oui.
Este Gustave devia saber sobre
a operação secreta para pegar Marrascaud.
- Oui. - E ele apenas fingiu ser eu.
Mas como ele sabia meu nome...
- Não tenho nada que me identifique. - O quê?
Poirot, você é um tolo tão desajeitado!
Você lhe entregou o nome de bandeja!
Outra taça, monsieur? Non, merci, quand même.
Tenente Drouet?
Não faz diferença agora.
Então, o que vamos fazer?
Gustave queria que acreditássemos
que foi Marrascaud quem morreu na queda. Oui?
Então isso, por enquanto, é o que devemos acreditar.
Hercule! O que houve? Você está morto?
Ouvimos outro tiro.
Diga-nos!
Francesco, por favor, diga ao pessoal para ficar em seus aposentos.
Seus serviços não serão necessários.
Condessa, este cavalheiro é o Tenente Drouet do ICPC.
Tem certeza? Ele é tanta gente.
E quanto a Marrascaud,
ele está morto.
Deus do céu!
O homem que se chamava Gustave. Era ele.
Eu sabia. Aqueles sapatos horríveis.
O garçom com o nariz escorrendo?
Oui.
Devo confessar que estou um pouco decepcionada.
Não é o nome que escrevi no meu livro.
Monsieur Waring?
A Sra. Rice e a Sra. Clayton.
- Elas deixaram o hotel. - O quê?
Por favor, venha dar uma olhada.
Excusez-moi.
O quê? Diga-me. É provável que sobrevivam?
Duas mulheres, despreparadas, sem roupa apropriada,
sem esquis, na escuridão congelante.
Para senhoras, cuja subsistência depende de riscos calculados,
elas exageraram, receio.
- Devo segui-las. - Monsieur Waring?
Escute Poirot, hein?
A oportunidade de se sentir melhor fazendo algo
heroico sem sentido ainda pode se apresentar, mas...
não é esta. Compris?
Tenente Drouet, que aparato especial trouxe?
Uma arma. Um rádio de ondas curtas...
Excellent. Ça c'est la bonne formule.
Não, mas aqui não funciona. Nunca funcionou.
De rien, Poirot, ele é o mestre da tecnologia.
Por favor, traga o aparelho para o salão.
E, Monsieur Waring, por favor, chame também os outros hóspedes.
Poirot vai fazer o rádio viver de novo.
Tenente, por favor, mande todos ficarem lá.
É impossível...
Senhoras e senhores, recuem, por favor.
Monsieur. Monsieur.
Confio que a polizei manterá um senso
de proporção sobre meu envolvimento...
Alô?
Sim, posso ouvi-lo.
C'est Poirot ici.
Oui, Drouet está aqui e ele está bem.
Lementeuil, diga-me o que puder antes que o sinal falhe.
Oui. D'accord. Não, eu entendo.
Enfin, bref... Poirot tem exigências...
Alô?
Lementeuil?
- Está mudo. - Bem? O que se sabe?
O túnel foi liberado.
E ao amanhecer, precisamente daqui uma hora,
o funicular voltará a funcionar.
E quais são suas exigências, monsieur?
Tempo, mademoiselle.
Tempo é tudo o que Poirot exige.
Posso perguntar uma coisa?
Por que insiste em se referir a si mesmo na terceira pessoa?
É extremamente irritante.
Porque, Dr. Lutz, isso ajuda Poirot
a se distanciar de sua genialidade.
Mademoiselle Cunningham, sua decepção pode ser deixada de lado.
O homem que se chamava Gustave, não era Marrascaud.
Não diga.
Non. Ele foi um cúmplice muito leal,
que morreu de bom grado
para ocultar a identidade de seu mestre.
Sinto-me enjoada.
Então, quem é este Marrascaud?
Ele existe? Ou é uma neurose coletiva?
Mademoiselle,
Marrascaud existe.
Ele está aqui agora.
Um pouco de paciência, mes amis.
Então Poirot vai explicar.
Monsieur, há coisas que desejo que faça.
Mas, primeiro, tem aqui os passaportes de todos os hóspedes?
- No cofre, monsieur. - Bon. Coloque-os no quarto de Poirot.
- Et maintenant, écoutez bien. - Oui.
Enquanto Mademoiselle Samoushenka está aqui ocupada,
vá ao quarto dela e pegue o que encontrar sob seu travesseiro.
Também o estojo de escrever que está na sua mesinha de cabeceira.
Coloque esses itens na sala de jantar,
em um grande cesto de roupa suja para Poirot.
Também aquele quadro terrível que está no meu quarto. E terebentina.
Oui.
E, monsieur, no caso de pessoas serem presas...
E um pano.
Um pano.
Reúna também os hóspedes na sala de jantar em...
20 minutos. Tenho um compromisso.
Bon.
Merci, monsieur. Merci.
Dorogoi, o que está fazendo?
Trouxe-nos aqui para nos instruir sobre como limpar quadros?
Com tanta disposição, monsieur, pode acabar com os Alpes.
- Eu disse. - Pode-se considerar uma melhoria.
Espere aí. O que é isso?
É um homem.
Bom, sou um maldito chinês.
Falou como um verdadeiro oficial do Ministério
das Relações Exteriores de Sua Majestade.
É o Le Mesuriers de Van Druys!
Precisément. "Vencendo a Hidra".
Um de uma série de que quadros, monsieur?
- Os Trabalhos de Hércules. - C'est ce ça.
E o resto dos Trabalhos? Estão todos aqui.
Estão por todo este prédio, esperando.
Escondidos, mas à vista.
Esperando o quê?
Pelo receptador de Marrascaud
encontrar um comprador para a coleção.
Francesco, de quem comprou estes quadros?
Um homem, no pé da montanha.
Consegui muito barato.
De fato, porque para Marrascaud é uma espécie de aluguel.
Mas há outros tesouros aqui, em custódia.
- Isso é meu. - É, mademoiselle?
Je suis desolé. Eu lhe devolvo imediatamente.
Todavia, por questão de franqueza,
que é obrigatória nestas circunstâncias,
devo insistir que mostre a Poirot seu conteúdo.
Não seja ridículo!
O Tenente Drouet é um policial.
Prefere que ele nos mostre o conteúdo de seu estojo de escrita?
- Maldito fogo do inferno! - Monsieur?
Bom, lamento, mas este colar estava no pescoço
daquela pobre garota naquela noite. Lucinda.
E os brincos que acompanhavam.
Deus, isso ainda não é sangue neles, é?
Merci, monsieur.
Mademoiselle, está surpresa de encontrar estes itens no seu estojo?
- Não. - Non.
Pode nos explicar como foram parar aí?
- Não. - Non. Pensei que não.
É de pouca importância, pois Poirot conhece a história dessas pedras.
- Devo protestar. - Mas, claro, monsieur.
Esta é a sua raison d'être.
Tudo o que Mademoiselle Samoushenka faz,
o senhor deve interrogar ou menosprezar,
pois do contrário, o senhor...
não tem função alguma.
Oui.
Outro de seus bens pessoais que foi parar na cesta de Poirot.
E vão notar a agitação do Dr. Lutz.
Ele pensou que a fez jogar fora este objeto,
mas não. Você escondeu sob seu travesseiro
e este item é o disfarce que usou uma vez em Londres
para se tornar Nita.
E como Nita, a criada,
foi capaz de se apaixonar por um trabalhador,
o motorista Monsieur Ted Williams,
a quem a orgulhosa e arrogante Katrina Samoushenka
não podia permitir-se amar.
Esta Nita, que precisava ser descartada quando sua patroa deve deixar Londres.
E então Nita, a criada, precisou morrer.
E Monsieur Ted Williams deve carregar a dor todos os dias de sua vida
de um coração que está partido.
E o Dr. Lutz...
O oportunista que foi contratado
para tratá-la de sua infelicidade,
para curá-la com palavras, com comprimidos,
com o reforço constante de que você é mentalmente instável,
que não pode se confiar para existir sozinha.
Porque isso o mantinha empregado.
Mas é uma capa.
Mas é assim como se comporta.
Como alguém pode confiar em qualquer um de vocês?
Eu lhe disse que ele era enérgico.
E você, Condessa. Nunca foi capaz
de se afastar da vida de crime, hein?
Pourrais-je, madame?
Vous voyez, mademoiselle.
Sua mãe está usando o broche que pertence a Madame Rice.
Ficou feio nela e ficou lindo em mim.
Ela não vai precisar disso para descer a montanha.
Ela rouba tão raramente nos dias de hoje.
Peut-être.
Mas talvez ela tenha prazer em receptar joias que foram tiradas por outro?
Pelo amor de Deus! Sabe que isso não é verdade. Sabe que...
Minha vez.
Mademoiselle Cunningham. A estudante de criminologia.
Seu fascínio com o método.
Sua ânsia em saber sempre o que Poirot está pensando.
Como seria deliciosamente puro, mademoiselle,
se esconder sob as asas do detetive que a procura.
Sim. Posso dizer que acho muito interessante,
mas um pouco confuso
e nada de muita classe em matéria de detetive.
Monsieur Waring. O senhor conhece a fraude.
Isso é um pouco duro, Poirot. Há algumas horas,
dizia-me que homem honrado eu era.
Porque é sua honra que o leva à fraude.
Pode, por favor, buscar as senhoras Madame Clayton e Madame Rice?
Estão meia montanha abaixo!
Não, monsieur, não estão na metade da montanha.
Acho que vai encontrá-las escondidas no seu quarto.
- Agora, olhe aqui... - Por favor, vá buscá-las, monsieur.
Bon.
Et maintenant, Monsieur le patron.
Fiz tudo o que pediu, monsieur. Soyons gentils.
Pede que Poirot seja gentil com você?
Oui.
Você, que quando o criado Robert desapareceu,
não fez a menor tentativa de encontrá-lo?
E quando Gustave apareceu logo depois, não somou dois mais dois?
Sim, claro que sim, monsieur,
mas fingiu não saber a resposta.
E então ele lhe dá dinheiro.
E diz que deseja trabalhar para você como garçom.
E por que não? Os hóspedes pediram coisas estranhas.
E, afinal, dinheiro é
dinheiro.
Senhoras.
Se usasse chapéu,
Poirot teria tirado para vocês.
Sua venalidade não conhece limites.
Vocês tiram e tiram e tiram!
Devolvemos o dinheiro.
Tiram da bondade da humanidade!
Arruínam um homem, depois fazem-no se sentir culpado por ter sido arruinado.
Fizeram-no fingir que vocês escaparam.
Mas não escaparam de Poirot, non!
Não, mesdames, justiça certamente será dispensada a vocês,
pois são predatórias
e malignas!
Alors, quem mais falta?
Seulement o Tenente Drouet e Poirot.
Mais non.
Há você, monsieur.
Cerberus.
Por que não latiu quando sua dona foi atacada, hein?
É porque o agressor era um homem que conhecia?
Ou é possível que ela sequer foi atacada?
E que este ataque
foi um artifício muito cínico para despistar Poirot?
Quer que descreva as partes íntimas do meu algoz, monsieur?
- Eles estavam à mostra. - Non. Non, non, non.
Não é necessário para Poirot.
Ah, você é inteligente.
Mas você é ainda mais inteligente com os homens.
Gustave, por exemplo, seu... animal.
Dá-lhe atenção o bastante para fazê-lo se apaixonar loucamente por você.
Eu vi seus olhos.
Ele me olhou diretamente.
Tão apaixonado que sempre que pensa em você,
suas mãos tremem.
Encurralado e ferido,
o que mais poderia lhe oferecer além de sua vida?
Morrendo com uma mentira nos lábios
na crença que iria protegê-la. Você, mademoiselle,
que é totalmente sem compaixão, inteiramente sem piedade.
Que disse que as senhoras deveriam ser enforcadas!
E foi você mesma, mademoiselle,
quem mandou enforcar Robert.
Porque era...
conveniente.
Terei que escrever isso. É fascinante.
Não acho que precisará do que está em sua bolsa para ouvir Poirot.
Sabe o que primeiro me chamou a atenção, mademoiselle?
A mordida no seu polegar.
Ela o estudou.
E Poirot, ele se lembrou de onde já tinha visto isso antes.
E ele percebeu que você deve ter visto isso também.
Ah, sim, você viu, mademoiselle.
E o guardou para uso futuro
para manipular a culpa e a vergonha de Poirot.
E o que mais observou, mademoiselle?
Não abra até ouvir a resposta.
Toda a informação que poderia precisar.
E Poirot se sentiu tão vigilante naquela noite.
- Com licença. - Pardon.
Poirot o verá agora.
Mas, na verdade, ele foi um homem tão cego.
Alors, mesdames e messieurs,
vamos imaginar uma pequena cena.
A cena em que Mademoiselle Cunningham
vai até Mademoiselle Samoushenka
em prantos e diz:
Mademoiselle, o homem que eu amo é tão pobre.
Não temos dinheiro.
E a cruel e esnobe Condessa, minha mãe,
nos proíbe de casar.
Ela tirou todas minhas joias, exceto estas.
Por favor, esconda-as para mim, mademoiselle,
pelo bem do meu amor que é secreto e proibido.
Tudo depende da senhorita.
Resumi para efeitos dramáticos, mas a essência disso está correta,
oui?
- Sim. - Oui.
E como sabia que esta história daria certo?
Porque foi-lhe contada
por seu receptador habitual e cúmplice,
Dr. Heinrich Lutz.
Cujo passaporte eu tenho aqui.
E o seu, mademoiselle.
E se Poirot comparar os dois, o que ele descobre?
Descobre que, nos últimos seis meses,
vocês visitaram exatamente os mesmos países,
exatamente nas mesmas datas.
Ah, mademoiselle.
Estou preocupado que haja uma arma em sua bolsa.
Tenente, poderia, por favor, ver se também contém um livro?
Nenhuma arma. Um livro.
Bon.
E poderia, por favor, ler em voz alta
o nome que está escrito
na margem da página
81?
- Lutz. - Lutz.
O plano de contingência, mein herr.
Para traí-lo.
Embora já tivesse sido traído para Poirot
pela saudação tão familiar do cachorrinho.
Calma, Binky.
Mas, sabe, apesar de tudo isso,
Poirot ainda não tinha certeza.
Até seu simples ardil.
Alors, mesdames et messieurs, Poirot fingiu consertar o rádio.
Fingiu falar com a polícia.
Anunciou que o funicular logo estaria aberto.
E você, mademoiselle,
você decidiu que era hora de partir.
Aquele é...
da primeira gaveta...
Marrascaud?
Não!
Bom, isso é interessante.
- Bozhe moy! [Meu Deus!] - Cale-se.
Não achou que eu viria à sua palestra
com uma arma em minha própria bolsa, não é?
Não, eu a coloquei na dela.
Eu imploro.
Este não é o comportamento de uma mulher civilizada.
Que maldita mãe inútil você é.
S'il vous plaît. Este não é o caminho.
- Não pode acabar assim! - Errado, Poirot.
Porque pelo puro prazer infantil
de provar que está errado.
Non!
Abaixe a arma.
Não é uma arma! É um objetivo correlativo.
Abaixe o objetivo correlativo.
Condessa?
Não estou ferida.
Não achou que ela atiraria em sua própria mãe?
Isso conta como um ato heroico sem sentido, monsieur?
Espero que sim, porque não quero ter que fazer isso nunca mais.
Acredito que sim, monsieur.
Leve-as embora.
Há alguém no Hotel Olympus que não seja um criminoso?
Sente-se redimido, monsieur?
Isso expia a morte de Lucinda?
Porque aquilo foi uma bagunça, não foi?
Eu o ouvi dizendo, Poirot, prometendo protegê-la.
Seu pobre Hércules.
Tão vaidoso, tão inefavelmente presunçoso.
E você fracassou.
Não me vire as costas.
Vou encontrá-lo.
Não vou me esconder.
Não posso acreditar que seja tão cruel.
Não sou a lei, Condessa.
Hercule, poupe minha filha.
Poupe-a como anos atrás você me poupou.
Por favor.
Lyubov moya.
Não, Condessa.
Poirot não é seu amor.
Ele é...
Poirot.
Então, acompanharei minha filha.
Eu lhe dou dasvidania, Hercule. [adeus]
Um amor como o nosso poderia ter incendiado uma cidade.
Que desperdício!
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