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ESC�CIA
Lago Ness.
� aqui que atrav�s dos anos, mais de 3.000 testemunhas oculares
alegam ter visto uma criatura monstruosa
surgir das �guas.
Dizem que tinha uns 9 m de comprimento,
nadava como um torpedo e era aterrorizadora.
As testemunhas, todas negando contato com a bebida nacional,
s�o de todas as camadas sociais.
De castelos...
a chal�s.
Voc�s acreditam?
Bem, dizem que tudo � poss�vel.
Afinal, � a terra que inventou o drinque "N�voa Escocesa".
Angus! Angus!
O que foi? O que h� de errado?
Eu a ouvi gritar.
Ao lado do barco.
N�o est� insinuando que...
Veja l�, o c�o.
- � seu? - N�o.
� dos nossos vizinhos, os Bastions.
- Mas como? - Eu n�o sei.
Oh, Angus, pelo amor de Deus!
Quer dizer que conhece este sujeito?
Ele � o guarda-ca�a dos Bastion, Angus McGraw.
Eu o vi por as m�os em voc�, ent�o, naturalmente, eu...
Voc� foi apressado na conclus�o.
- Ent�o, qual o motivo desta confus�o? - Golly est� l�, morto.
E h� marcas de garras na areia, como as que vimos antes.
O monstro?
Cuide disso, sim, Angus?
E diga ao Sr. Bastion que s� irei l� ap�s o almo�o.
N�o me sinto muito bem.
Posso lhe dar uma carona?
Obrigada.
Meu nome � Ann Clanraith.
E o meu � Simon Templar.
O SANTO
S05E06 - O Monstro Conveniente
Legenda por Susanawho
Todo tipo de gente jura t�-lo visto.
Gente sensata, inclusive, n�o apenas neur�ticos.
Est� sugerindo seriamente que o monstro do lago Ness matou o c�o?
- Acha que � tolice? - Bem...
- E que toda a comunidade perdeu o ju�zo? - N�o, se enganou.
Os olhos podem se enganar facilmente.
Ol�, Willie.
Voc� tem uns amigos fascinantes.
Willie,
se Angus o pegar com uma arma na propriedade dos Bastions,
ele o far� prender por ca�a ilegal.
Willie, venha aqui.
Golly est� l� na praia, morto.
� sim, est� mesmo.
- Voc� o viu? - Sim.
Viu mais alguma coisa?
Uma barca.
- Foi s�? - N�o.
- O que mais? - Viu como Golly morreu?
O monstro o pegou.
- Voc� viu isso? - Isso eu vi.
Cinza-preto, com escamas, viscoso, com enormes e terr�veis mand�bulas.
A cabe�a media 1,80 m de largura.
Willie, volte!
J� fui bombardeado com todas as improbabilidades poss�veis
que surpreenderiam,
ent�o por que tra�aria o limite com monstros que matam c�es?
- Certo, vamos falar de outra coisa. - Bem, vamos.
Voc�, por exemplo. � muito mais interessante.
Nem tanto.
Nasci aqui, estudei em Londres.
Ah, pa�s de Sassenach.
E agora voltei aqui para trabalhar.
- Oh, o que voc� faz? - Sou secret�ria do Sr. Bastion.
Ele est� escrevendo um livro sobre o Duque de Wellington.
Parece um "best-seller" e tanto.
Papai?
- Papai, este � Simon Templar. - Sr. Clanraith.
Ah, � bom encontrar velhos amigos.
Pai, uma coisa terr�vel aconteceu.
- Eu caminhava junto ao... - J� soube.
- As not�cias voam. - Angus telefonou.
Parece que restou mais daquele c�o do que das minhas ovelhas.
Quer dizer que o monstro mata ovelhas, tamb�m?
N�o, foi esse mesmo c�o que matou minhas ovelhas.
- Isso n�o � verdade. - �, sim!
- Ent�o quem matou Golly?
Bem, n�o cabe a mim dizer.
Mas eu sei que sumiram 3 ovelhas em um m�s,
e ao menos uma delas virou jantar dos Bastion.
Isso � bobagem e sabe disso.
Voc� a trouxe pra casa e eu lhe agrade�o.
E agora n�o o deteremos mais.
N�o ligue para papai, ele n�o pretende ser t�o grosseiro.
N�o precisa se desculpar.
� gentileza sua. Obrigada pela carona.
Ficarei na vila, talvez nos vejamos.
Eu gostaria disso.
Precisa ser t�o grosseiro?
Voc� � boa para me me dizer como me comportar.
E o que isso quer dizer?
Tudo o que a bela educa��o londrina lhe ensinou foi
- a moral de gatos vira-latas. - Oh, isso outra vez, n�o!
Acha que n�o sei o que quer com os Bastions?
Pai, dou-lhe minha palavra de honra, eu juro...
Honra?
N�o conhece o significado dessa palavra.
Voc� � sem-vergonha. Isso � o que voc� �, sem-vergonha!
N�o tem prova alguma que Noel Bastion e eu temos...
Ou�a-me, Annie Clanraith,
o dia que eu tiver provas,
eu matarei o Sr. Engomadinho Bastion com minhas pr�prias m�os!
- Bom dia. - O que �?
- Desejo ver o Sr. Bastion. - Sobre o qu�?
Bom, gostaria de explicar isso a ele.
Ele est� escrevendo, n�o pode ser perturbado.
Poderia tentar perturb�-lo?
O nome � Simon Templar.
Se n�o tem hora marcada...
Quem �, Mary?
� um Sr. Templar.
Fa�a-o entrar.
Obrigado.
- Sou Noel Bastion. - Sr. Bastion.
Por favor, entre. Fique � vontade.
- � um prazer receb�-lo. - Agrade�o-lhe por me receber.
J� sabe o que aconteceu?
Sim, Angus me contou. Ficamos todos muito chocados.
- Como o explica? - N�o posso.
N�o acredita nessa teoria do monstro?
Sr. Templar, n�o sei no que acreditar.
Por um lado, h� minha esposa,
ela � uma naturalista ilustre,
e ela est� convencida de que esse monstro existe.
� claro que existe!
Oh, querida, este � o Sr. Templar.
Minha esposa, Eleanor.
- Sra. Bastion. - Muito prazer.
- O Sr. Templar �... - Eu sei o que o Sr. Templar �, Noel.
Um c�tico?
Como todos os outros.
O mundo est� cheio dos que n�o acreditam nos seus olhos.
- Bem, se me d�o licen�a. - V� em frente.
Meu marido est� escrevendo um livro.
� sobre a vida do Duque de Wellington.
Assunto fascinante.
Pare�o ser uma mulher neur�tica e supersticiosa?
- Tudo, menos isso. - Obrigada.
Mas resta o fato de que o monstro do lago Ness
n�o foi provado cientificamente.
Eu mesma pretendo fazer isso.
� uma tarefa e tanto.
Tenho colecionado bastante material, quer v�-lo?
- Ficaria encantado. - Vamos � sala dos trof�us.
S�o seus?
Sim. Antes de me casar com Noel, participava de saf�ris todos os anos.
- � bem impressionante. - Eu desisti agora.
Estou mais interessada pelo �ngulo cient�fico,
a evolu��o dos mam�feros.
- Voc� conservou as armas. - Sim.
N�o tive coragem de vend�-las.
Talvez haja algo em que atirar no lago Ness.
Tem havido centenas de testemunhas oculares.
- H� uma fotografia excelente. - Tirada por um cirurgi�o londrino.
Peritos t�m atestado que ela n�o � retocada, nem falsificada.
Veja isto.
O plesiossauro, um animal pr�-hist�rico.
Estou convencida de que nosso monstro pertence � mesma fam�lia.
- Muito interessante. - N�o acredita?
Pelo contr�rio, tenho a mente totalmente aberta.
Queria que houvesse mais como voc�. Entre.
O que �, Angus?
O Inspetor Mackenzie est� no lago, senhora.
- Disse que queria falar com ele. - Certamente que quero.
A pegada mede 43 cm, Inspetor.
Talvez acredite agora.
N�o pode nos culpar por sermos um pouquinho c�ticos, Sra. Bastion.
Diria que esse c�o morreu h� umas 6 horas,
portanto, ele foi morto � noite.
- N�o ouviu latidos? - N�o.
Sempre disse que era um bom c�o de guarda.
Ele era..
� estranho que n�o tenha latido.
Onde quer chegar, Inspetor?
Suponha que a mesma pessoa que o matou,
fosse algu�m a quem estivesse acostumado.
Explicaria porque ele n�o latiu.
Ou talvez tenha sido dopado.
N�o acredita que um ser humano faria isso a um c�o?
- Golly foi esmagado, cada costela quebrada. - Sim, � mesmo.
Sei exatamente como ele foi morto.
O monstro saiu do lago e o matou. E eu pretendo prov�-lo.
- Angus? - Senhora.
Quero que fa�a um abrigo,
bem aqui.
De agora em diante, vamos observar o lago dia e noite.
Ainda irei convenc�-lo, Inspetor.
S� o que me interessa, senhora,
� determinar se h� um criminoso humano para ser preso.
Mas se acabar se tratando do monstro, n�o seria da minha al�ada.
Nesse caso, talvez, o Sr. Templar pudesse ajudar mais.
Ficaria agradecida.
- Onde est� hospedado, Sr. Templar? - No pub, na vila.
A Sra. Bastion tem v�rios quartos vazios,
seria mais confort�vel.
Seria um prazer hospedar o Sr. Templar.
� muita gentileza sua.
Vou at� o pub pegar minhas malas.
Talvez possa me dar uma carona?
Ser� um prazer. Vejo-a mais tarde.
Sei lidar com criminosos comuns, ladr�es,
mas este neg�cio do monstro me deixa nervoso.
Bem, imagino a raz�o.
N�o tem autoridade aqui, entende?
Exceto os direitos de qualquer investigador particular.
Os quais, se me permite dizer,
n�o s�o os mesmos na Esc�cia como s�o na Am�rica.
Informar� sobre a aut�psia do c�o?
Sim, pode deixar.
Willie, quero dar uma palavrinha com voc�. � sobre minhas 3 ovelhas.
Se aquele c�o n�o as matou, quem foi?
O que acha que est� fazendo?
- Evitando que persiga Willie. - E por que se intrometeu?
Ele � metade do seu tamanho.
Escute, Sr. Templar, est� se intrometendo.
E nesta vila,
gente que se intromete em assuntos alheios acabam num caix�o.
Mais cedo ou mais tarde, Sr. Clanraith, todos n�s acabamos num caix�o.
De qualquer forma, coisas estranhas acontecem naquele lago.
Sim, acontecem mesmo.
H� 5 anos, dois estudantes foram nadar no lago � meia-noite.
Sim, eu me lembro. Foi uma aposta.
�. Ent�o a neblina baixou e eles nunca mais foram vistos.
Eles nadaram em c�rculos e morreram afogados.
Ah, h� mais que isso, Duncan.
Tr�s semanas depois, a cabe�a de um deles apareceu na margem.
Ah, as h�lices da barca cortou-os em peda�os.
Sim, � poss�vel, talvez.
Boa tarde, Sr. Templar, Soube que vai nos deixar.
Sim, lamento dizer.
Ficar� mais confort�vel com os Bastions.
Ter� uma cama macia e calefa��o central.
Mas n�o chope.
- O de sempre? - Sim, obrigado.
Obrigado.
D�-me um u�sque duplo.
Quero ver seu dinheiro primeiro.
Esta � uma nota de 5 libras.
- Onde a arrumou? - Roubou o Banco, Willie?
- N�o � da sua conta. - Ou vendeu as galinhas dos Bastion?
E n�o se esque�a do meu troco!
Boa tarde, Willie. Incomoda se me juntar a voc�?
Tem medo de mim?
Eu... quero uma informa��o.
Voc� viu mesmo o monstro?
Ou est� s� inventando?
Bem...talvez tenha exagerado.
Sim! Oh, sim. Talvez, sim, talvez, n�o.
N�o pode ser mais espec�fico?
N�o me atrevo.
Por que n�o?
Porque...
Vamos, Willie, voc� sabe de algo, se abra comigo.
Talvez.
O que �?
Eu lhe contarei mais tarde.
A que horas e onde?
Nas ru�nas do castelo, �s 20:30hs.
N�o me deixar� na m�o?
Pode confiar no Willie.
Angus.
Est� indo para a casa dos Bastions, Sr. Templar?
- Sim. Quer uma carona? - Se n�o se importar.
Fico feliz com a companhia.
Acertarei as contas antes de partir, Sr. McAllister.
Est� bem, Sr. Templar, seu cr�dito � bom.
N�o � o nosso Willie.
Sr. Templar, esta manh�...
- eu cometi um erro. - Acontece com todos.
Achei que estivesse incomodando Ann.
Fiquei aborrecido.
Voc� a venera, hein?
Quando puder poupar um dinheiro, planejo me casar com ela.
Ela sabe disso?
Quando chegar a hora, direi a ela.
- Boa sorte. - Obrigado.
Mas sua nomea��o como Secret�rio de Estado irland�s em 1807...
n�o o impediu de comandar uma expedi��o contra os dinamarqueses.
O que h�?
Nada.
A n�o ser...
que voc� � uma jovem linda.
Assim como sua esposa.
A qualidade � p�ssima, infelizmente.
Mas n�o menos que 8 testemunhas juraram que n�o se tratava de um barco.
� dif�cil dizer o que �.
O homem que o filmou descreveu-o como tendo cerca de 9 m de comprimento,
cinza-escuro, com uma cabe�a tipo cavalo, um longo pesco�o delgado e 2 corcundas.
Ele deve ter uma vis�o maravilhosa.
Por que n�o encara os fatos, Sr. Templar?
Mas n�o h� fatos a serem encarados.
Se o monstro existe realmente,
por que n�o foi descoberto h� tempos?
Eu lhe direi.
O gorila era desconhecido at� 1847, h� pouco mais de 100 anos.
Ningu�m viu um panda gigante at� 1869,
menos de 100 anos atr�s.
O ocapi s� foi descoberto em 1901, quase por acaso.
E o celacanto � o mais interessante de todos.
Os peritos dizem que se tornara extinto h� milh�es de anos.
N�o podiam estar mais errados.
Eu sei, um foi capturado na �frica em 1958.
� isso a�.
Mas isso n�o prova nada sobre o lago Ness.
Estou absolutamente convencida de que ele existe.
Seu ch�, senhora.
Oh, deixe-o em algum lugar, sim, Sra. Moncrieff?
E leve tamb�m para o Sr. Bastion.
- Ele continua trabalhando. - E da�?
Ele n�o gosta de ser perturbado!
Quer levar-lhe o ch� e parar de discutir comigo?
Muito bem, senhora.
Essa mulher me deixa louca.
Ela insiste em tratar Noel como um vaso de porcelana raro.
- Qual � o problema? - Aquela mulher!
- Voc� a odeia, n�o? - Claro que n�o.
Ah, vamos, admita.
Trabalho nesta casa h� 40 anos.
Cuidei do Sr. Noel desde beb�.
Fiquei junto de sua m�e at� o fim.
Depois de tudo isso,
acho que tenho direito a certa considera��o.
N�o tem direito a nada, Sra. Moncrieff,
� apenas a sua governanta,
ela � a esposa dele.
A mais famosa vit�ria de Wellington,
� a Batalha de Waterloo, foi combatida como...
Ponha na mesinha, sim?
Vejo que fez p�o de nozes.
Eu sei que gosta.
Ele comeu um p�o inteiro, quando tinha 5 anos.
- Lembra-se? - � claro que sim.
- Hoje foi um dia excelente, n�o acha? - Sim.
Mais 3 meses e terminaremos o primeiro rascunho.
Noel...
O que �? Obrigado.
N�o sei como dizer isso.
Odeio deix�-lo na m�o, mas...
Do que est� falando?
Estou saindo.
- Voc� o qu�? - Estou me demitindo.
N�o pode estar falando s�rio.
N�o � uma decis�o impulsiva.
Pensei cuidadosamente. � a melhor coisa a fazer.
Noel, n�o fique assim.
Oh, como quer que eu fique?
Dependo de voc�, preciso de voc�.
- Ningu�m � insubstitu�vel. - Isso � tolice.
H� muita gente no mundo que � insubstitu�vel,
- e voc� � uma delas. - Voc� dar� um jeito.
- Mas por qu�? - Por causa do papai.
Ele acha que estamos tendo um caso.
Oh, ele � um velho tolo puritano.
Pode ser, mas ele est� infernizando a minha vida
e eu n�o aguento mais.
- Oh, Ann, eu sinto muito. - N�o � culpa sua.
Queria que houvesse algo que pudesse fazer.
Est� indo muito bem.
Oh, Sra. Bastion, eu... estava apenas...
Oh, minha querida, por favor, explica��es s�o muito constrangedoras.
- Ann. - Boa noite, Noel.
Eu a levo em casa.
- Prefiro caminhar. - Est� bem, vou acompanh�-la.
O que est� pensando,
n�o � verdade.
Sei perfeitamente que est� cansado de mim.
N�o estou!
Por que n�o para de ser um cavalheiro?
Por que n�o diz logo?
Voc� queria me ver morta!
Onde vai?
De repente, senti a necessidade de ar puro.
A religi�o do meu pai consiste inteiramente em n�o fazer coisas:
n�o jogar, n�o beber, n�o fumar.
Parece uma vida animada.
O que foi?
- Algu�m est� nos seguindo. - Tem certeza?
Willie?
� voc�, Willie?
Por que Willie?
Marcamos um encontro nas ru�nas do castelo �s 20:30hs.
- Para qu�? - Venha junto e descobrir�.
Willie?
Talvez ele n�o apare�a.
S�o apenas 20:35hs.
Vou lhe dar mais 10 minutos.
Willie!
Acha que ele sabe de algo?
Tenho certeza absoluta.
Mas ele n�o vir�.
- Tem certeza de que veio daqui? - Absoluta.
Est� dif�cil de enxergar.
Willie?
- Consegue ver alguma coisa? - H� neblina demais.
� o monstro!
N�o consigo enxergar nada.
Simon!
� Willie.
O que concluiu?
� dif�cil dizer, Inspetor.
Quase todos os ossos est�o quebrados.
E os cortes e as perfura��es?
N�o h� d�vida, mordidas de animal.
Que tipo de animal?
Isso eu n�o sei dizer.
N�o conhe�o besta alguma na Terra com tamanha for�a nas mand�bulas.
Exceto um.
Doutor, fez a aut�psia no meu c�o, n�o foi?
- Eu fiz. - E?
Eram os mesmos tipos de ferimentos.
Como v�, � �bvio.
Golly e Willie foram mortos pelo monstro do lago Ness.
Oh, l� v�m eles.
- Inspetor, pode declarar a causa da morte? - N�o.
- Manteremos contato, Inspetor. - Obrigado.
- Sra. Bastion, foi o monstro? - � claro.
As evid�ncias da exist�ncia do monstro s�o esmagadoras.
Sr. Templar, qual � seu interesse nisto?
Bem, digamos que n�o comprei um hotel enfermo
�s margens do lago Ness,
e n�o fui retido para recuperar a ind�stria tur�stica escocesa.
Vai ajudar a Sra. Bastion na captura do monstro?
Se houver um monstro e a Sra. Bastion estiver atr�s,
ent�o � o monstro que precisar� de ajuda.
- Qual � a sua pr�xima a��o, Sr. Templar? - Almo�ar.
Oh, s� mais uma pergunta, Sr. Templar.
O senhor acredita no monstro?
O monstro acredita em mim?
- Um Magnum Express. - Sim.
Det�m um tanque.
Nas m�os certas.
Desde, � claro, que haja algo no lago em que atirar.
O �nico jeito de descobrir � mantendo uma vigil�ncia permanente.
H� somente um por�m:
s�o 40,2 Km de lago Ness.
Como sabe que ele vai surgir na sua praia?
- J� o fez duas vezes antes. - � verdade.
Se alguma coisa do tamanho que voc� espera surgir,
vai ser preciso mais de um para lidar com ele.
Est� pronto?
J� pensei nisso.
Liguei um alarme do abrigo � casa.
Voc� fez disto uma vendetta pessoal, n�o �?
N�o, n�o mesmo.
� s� que pressinto algo...
extremamente brutal e maligno l� fora.
Algo do come�o do mundo.
Vamos?
Eleanor?
- Vamos para o abrigo. - Espere um momento, sim?
J� o alcan�o.
O que �, Noel?
� que um homem foi morto.
Acho que deve deixar este caso
- nas m�os das autoridades competentes. - Voc� acha, �?
O Inspetor Mackenzie � bem capacitado para cuidar do caso...
Mackenzie � um idiota e pelo amor de Deus, deixe de ser t�o frouxo!
- Eleanor!
Por que n�o volta ao seu livro?
Ela est� fazendo a obra do dem�nio.
- Basta, Mary. - Oh, desculpe-me.
N�o tive a inten��o de criticar a patroa, patr�o Noel.
Eu sei que n�o.
L�.
Parece forte o suficiente.
Se concordar, que tal mantermos 4hs de vigil�ncia por 8hs de descanso?
Parece razo�vel.
Fico primeiro, tenho ainda algum trabalho a fazer.
Eu o renderei �s 18:00hs.
E lembre-se, Angus, se vir alguma coisa,
acione este bot�o do alarme aqui.
- N�o tente agir sozinho. - N�o, n�o o farei.
Eu sei que est� l�.
O senhor vem, Sr. Templar?
N�o, vou ficar e ajudar Angus.
- Voltarei �s 18:00hs. - Muito bem, senhora.
Angus, depois que eu o deixei ontem, o que voc� fez?
Bem, eu... fui tomar meu ch�.
O que me faz recordar...
E o que fez depois do ch�?
Fui para meu chal�
e li.
Viu algu�m?
- S� Fergus Clanraith. - Onde?
Ele passou l� em casa, queria muni��o emprestada.
- Voc� lhe deu? - Sim, uns 6 cartuchos.
Ele disse algo em particular?
Nada de mais.
Sabe, ele � contra toda essa publicidade.
Disse que faz o pessoal do lago Ness parecer bobo.
Oh, isso me recorda que ele esqueceu seu isqueiro.
- Est� com voc�? - Por qu�?
Bem, eu gostaria de devolv�-lo, me daria a chance conversar com ele.
Obrigado.
Onde quer chegar?
Nada. Trata-se apenas de minha curiosidade agu�ada.
At� logo.
- Ol�, Sr. Clanraith. - Estou ocupado.
- N�o deixe que eu o perturbe. - N�o deixarei.
O que acha da hist�ria do monstro?
Ah, � s� tolice.
E onde estava ontem � noite quando Willie foi morto?
O que � que voc� tem com isso?
Nada.
Se quer saber, fiquei aqui do meio-dia em diante.
Exceto quando esteve com Angus.
Como assim?
O senhor...esqueceu seu isqueiro.
Esqueci, fui ver Angus, sim.
E pegou uns cartuchos emprestados.
E da�?
Foi ca�ar?
Voc� � mais um daqueles xeretas, n�o �?
De qualquer maneira, voc� foi bem duro com Willie, ontem, na vila.
Sim, e que ele descanse em paz.
Mas ele era um ladr�o de ca�a.
Ele roubou 3 de minhas ovelhas e mais de uma d�zia de galinhas.
- Pode provar isso? - Sim.
Ele tinha uma nota de 5 libras ontem.
Ele nunca teve isso na vida, ent�o onde a conseguiu?
Sei tanto quanto voc�.
Mas voc� o viu ontem � noite?
N�o, mas estava esperando por ele.
- Com uma calibre 12? - Com uma calibre 12.
Mas n�o foi uma calibre 12 que o matou.
Tampouco foi um monstro.
Voc� est� querendo me envolver nisto?
Suponha que eu dissesse que sim.
Enfio suas palavras goela abaixo.
Pai?
Oh, pelo amor de Deus, o que h� com voc�?
N�o consegue mais falar com algu�m sem atac�-lo?
Oh, ele est� imposs�vel!
Pode-se dizer isso.
Do que se trata, afinal?
Willie ia me contar algo ontem � noite,
e para mant�-lo calado,
algu�m o assassinou.
- H� a��car e creme no caf�. - Obrigada.
A que horas quer que eu a renda?
N�o preciso de sua ajuda. Fique aqui.
N�o. Eu quero ajudar.
Est� mesmo se oferecendo para cooperar?
N�o o fa�o sempre?
Est� bem.
Dentro de 4hs, digamos �s 22:00hs?
- Oh, Templar. - Surpreso em me ver?
Pensei que estivesse na cama.
Achei que fosse render Eleanor �s 22:00hs.
J� s�o 22:00hs?
Trabalhei t�o intensamente, que perdi a no��o do tempo.
Digo...
Ser� que poderia... poderia lhe pedir um imenso favor?
Tente e saber�.
Bem, estou indo t�o bem no livro,
que n�o gostaria de parar.
Trocaria de turno comigo?
Lamento, mas tenho outras coisas para fazer.
- Est� atrasado, Noel. - Sinto muito.
Eu tento agrad�-la, Eleanor.
Pode achar que n�o, mas � verdade.
N�o abri a garrafa de caf�, ainda deve estar quente.
- Obrigado.
E se vir algo, n�o tente agir sozinho,
soe este alarme.
Certo.
O Sr. Templar o render� �s 2:00hs, n�o �?
Isso mesmo.
- Boa noite, Eleanor. - Boa noite.
- Pensei que fosse... - Seu marido?
Tenho que dar a m�o � palmat�ria, Sra. Bastion.
Se tivesse conseguido matar Noel esta noite, sua teoria do
monstro teria muito mais crentes do que h� uma semana atr�s.
Eu planejei assim.
- Eu o odeio. Eu o odeio! - Eleanor!
Por qu�?
Alguma vez passou pela sua cabe�a que uma mulher como eu
poderia adoecer at� a morte por um homem que passa sua vida
escrevendo sobre pessoas mortas?
Eleanor, eu...
Eleanor. Eleanor!
Eleanor!
Eleanor, volte!
Eleanor!
Eleanor!
Volte!
Eleanor!
Venha, sei onde ela vai desembarcar.
- O que h�? - O que est� havendo?
- Sr. Bastion, o senhor est� bem? - O que aconteceu?
Eleanor tentou matar Noel.
Ela estava usando o monstro para despistar.
Angus, seria melhor chamar o Inspetor Mackenzie,
diga a ele para nos encontrar nas ru�nas do castelo.
Ann, cuide de Noel. Venha comigo, Sr. Clanraith.
Encontramos o corpo...
a uns 3 km de onde estavam.
Ela estava...?
Bastante mutilada.
Nossa teoria � que ela foi abalroada pela barca na neblina
e foi pega pelas h�lices.
H� apenas um detalhe, Inspetor.
Sim?
Devido � espessa neblina ontem � noite, a barca n�o saiu.
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