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Uma casa � um abrigo...
o corpo que pomos sobre o nosso corpo.
Conforme envelhece o nosso corpo, envelhecem as casas.
Conforme adoece o nosso corpo, adoecem as casas.
E em rela��o � loucura? Se s�o loucos que nela vivem...
esta loucura n�o se entranha nos quartos, nas paredes...
nos corredores? At� nas t�buas?
�s vezes, n�o sentimos essa loucura a tentar contagiar-nos?
N�o � em parte o que pensamos...
quando dizemos que um lugar � turbulento...
infestado de esp�ritos?
Dizemos "assombrada"...
mas queremos dizer que a casa enlouqueceu.
Algu�m me ajude! Estou perdido!
Algu�m me ajude!
Pelo amor de Deus!
Socorro! Algu�m me ajude!
De onde diabo vim eu?
A tua m�e tinha raz�o. Sou uma gald�ria.
Algu�m me ajude!
Socorro!
Onde se meteram todos?
Nick, que foi? Que berreiro � este?
� o Vic. Acho que est� morto, n�o sei.
Estou a tentar alcan��-lo.
Que se passa?
-Ele diz que o Vic est� morto. -Meu Deus!
� rid�culo! Como pode estar morto?
Joyce, acorde! Eu disse: "Acho que o Vic est� morto".
Gra�as a Deus! Gra�as a Deus!
Voc�...
N�o entendem. A minha m�e est� aqui...
a menos que a casa a imite. Acho que pode ser.
A princ�pio, pensei que sim, mas quanto mais penso, mais...
Depois, perdi-me. Vi coisas que nem acreditariam!
Agora, n�o, Emery.
N�o dev�amos estar aqui, nenhum de n�s.
Est� a formar-se uma bolha, uma bolha paranormal e eu...
Que raio estaria a sua m�e a fazer aqui?
Ela preocupa-se comigo e eu tamb�m. Ali�s, com todos n�s.
Vi a Pam l� em cima. Acho que est� morta.
-Onde est� a Annie? -Eu n�o...
Est� novamente encravada.
-N�o est� apenas encravada. -Claro que n�o.
-Isto � rid�culo! -Emery, venha c�.
Aquele carro � da sua m�e?
Sim, � o rodinhas da mam�.
-Que disse? -� o rodinhas da mam�.
O rodinhas da mam�. � como lhe chama. � o rodinhas dela.
�s vezes, vamos no rodinhas comer gelado, outras ao cinema...
outras... Parem de olhar para mim!
Acho que o rodinhas da mam� est� a bloquear outro carro.
-Est� algu�m nele? -N�o sei, n�o consigo ver.
-Vou ver a porta da cozinha. -Eu vou consigo.
-Steve! -Agora, n�o, Dee.
Annie, est�s a� fora?
Steve, venha c� ver.
Est� a ganhar vida, n�o est�?
Acho que ele est� algures ali fora.
N�o vi bem.
Meu Deus!
Meu Deus, n�o!
Abram em nome de Jesus! Abram em nome de Deus!
Onde est� a Pam?
O Emery disse que est� morta.
Estava no quarto de Ellen Rimbauer.
Disse-me coisas, coisas feias.
N�o posso dar a certeza...
mas, se vejo pessoas assim, costumam estar mortas.
Este lugar h�-de matar-nos a todos, se n�o tivermos cuidado.
Fizemos mal em vir.
Que coment�rio mais covarde e errado!
O Vic est� morto, a Pam provavelmente tamb�m...
e n�s n�o conseguimos sair.
Precisa de ser chamada � terra, minha senhora.
-Joyce, n�o pode... -Deixe-me em paz!
Annie, onde est�s?
Annie, est�s...?
Meu Deus!
Annie, n�o te mexas!
Joyce, acho que j� provamos que isso n�o resulta.
Annie? Annie?
Que dizia...? V�? Estava s� encravada, nada de mais.
M�e, onde est�s?
-Ela est� bem? -N�o sei.
V� at� a cozinha e traga lim�o. Se n�o houver, traga vinagre.
V� l�! Depressa!
E as janelas na sala de bilhar?
Batia-lhes com os punhos.
N�o acha que o vidro tamb�m estava encravado?
Muito cuidado.
M�e!
Mam�!
Quem est� a�?
N�o devia fazer isto. N�o devia fazer isto.
N�o devia fazer isto. N�o devia fazer isto.
Que se lixe, n�o vou fazer isto!
Se est� algu�m a�, deixe-se de brincadeiras!
Quem est� a�?
Se precisar de ajuda, eu ajudo-o.
Mas se s� quer andar no gozo...
Fique longe de mim! Fique bem longe de mim!
Professor! Espere!
Professor, espere!
Fique longe!
Professor!
Emery, olhe para mim.
Por favor, olhe para mim...
N�o vale nada, rapaz.
Tenho uma id�ia. Que tal ir enforcar-se?
Poderia faz�-lo no sal�o, tal como o Posey.
Um la�o � volta do pesco�o...
e n�o pelos p�los do seu queixo, queixinho.
Socorro!
Fique longe!
-Ela j� acordou? -N�o.
Mas a respira��o dela � forte e regular. Chame a Joyce.
-N�o posso ficar com ela? -Chame a Joyce!
Assemelha-se mais a um m�dico do que qualquer um de n�s. V�!
Vi o Vic.
-� imposs�vel. O Vic est�... -Eu sei, eu sei.
O Vic foi s� mais uma alucina��o de Rose Red...
como a Pam e a Deanna Petrie.
Mas tamb�m vi o Miller, e ele era real.
Miller? Refere-se ao Professor Miller?
Nem mais, mas n�o sei...
se o reitor do Dept. de Artes e Ci�ncias o reconheceria.
Anda l� fora, no meio da erva alta, a correr como um doido.
-Est� a mentir. -N�o, n�o est�.
Pois n�o.
A minha m�e est� algures atr�s da casa, de certeza...
mas n�o consigo ir ao quintal. Agora, n�o.
-Ou�a... Acalme-se, Emery. -N�o me diga isso!
N�o sabe o que vi, por isso, n�o me mande acalmar-me.
-Telefono para o 112. -Duvido muito.
Acho que precisamos de dar um passo atr�s, respirar fundo e...
A Annie est�... Um acidente!
-Est� inconsciente. Pode vir? -Onde est� ela?
Este telefone d� sinal. A quem telefono?
-� Pol�cia. -A uma ambul�ncia.
A ningu�m, por enquanto.
V�-se lixar, Joyce! Eu vou-me embora daqui.
Querida, est�s bem? Est�s a ouvir?
Emery.
N�o est�o a�, est�o mortas. Est�o ambas mortas.
-N�o, n�o estamos. -N�o estamos de todo mortas.
� a� que est� a beleza disto.
Por favor, Emery, a vida poderia ser diferente para si, aqui.
-Poderia ser melhor. -Seria boa, muito boa.
Dispenso. Rose Red � como o motel das baratas.
Podem entrar, mas jamais sair. N�o existem!
Estou desesperado, meninas, mas n�o tanto!
Annie, que �?
Raramente temos companhia em Rose Red, hoje em dia.
Insisto que fiquem um pouco mais.
Olhem o que ela me fez!
Temos de sair daqui!
Receio que seja tarde demais, Emers.
-Toma, Annie. -Annie, n�o.
Annie, fica quieta e deixa-a tratar-te.
Tem calma.
Desculpa.
J� est�.
Est�s bem, querida? Achas que consegues levantar-te?
Vamos l� tentar.
Isso mesmo... �ptimo.
Est� tudo bem.
Olha, Annie.
Conhe�o a can��o e esse sentimento tamb�m.
Estar segura.
Ser livre para sonhar e ter todo o tempo do mundo para goz�-lo.
Mais tarde, deixo-te brincar com tudo o que quiseres. Prometo-te.
Annie, olha para mim. Olha para mim.
Annie, se queres brincar com a casa de bonecas...
olha j� para mim.
Annie?
Est�s a manter as portas e as janelas trancadas?
N�o fiques especada a olhar para mim, que me entendes.
N�s entendemo-nos.
Est�s?
� o que a casa quer que fa�as...
e tu simplesmente obedeces.
Daqui a pouco, ponho a casa de bonecas c� em baixo...
para poderes brincar � vontade.
Ali�s, vamos brincar juntas...
e levar o tempo que quisermos.
Larguem-no! Larguem-no!
Larguem-no!
-N�o vai adiantar de nada. -Ent�o, e a seguir, "Sherlock"?
-Tem alguma id�ia? -N�o, e voc�?
N�o, n�o. Este lugar sempre me quis.
Descobri isso aos 8 anos. Devia ter ficado longe.
-Por que n�o ficou? -Por causa da Dee.
Precisa que cuidem dela para n�o flutuar para o desconhecido.
Ali v�m eles de novo.
Larguem-no!
Larguem-no!
Larguem-no!
Acho que ficamos sem eletricidade h� 15 minutos.
N�o acredito que volte esta noite.
N�o queres saber do Bollinger, de Mrs. Waterman...
ou do Prof. Miller? N�o tens curiosidade nenhuma?
Que t�m? Algum sinal deles?
N�o, nenhum.
Acho que j� sabia disso.
Ent�o, por que haveria de ter curiosidade?
Dee, estamos reunidos na sala de bilhar.
Precisamos de conversar.
A Pam tamb�m desapareceu...
e se o Emery diz que est� morta, temos de acreditar nele.
Em rela��o ao Vic, claro, n�o h� d�vida.
Joyce?
Entendes o que te digo?
Claro.
Mas como n�o h� nada que possa fazer por eles agora...
vou prosseguir com as minhas observa��es.
Sou uma cientista, sabias?
-Ou esqueceste-te? -N�o, n�o me esqueci.
O Miller, sim.
A correr por a� como um louco.
Adoraria t�-lo visto.
Gra�as a Deus pelas baterias.
Annie?
Annie?
N�o gastes a tua saliva. Ela n�o te compreende.
Nem te ouve, no sentido em que concebemos a audi��o.
Annie?
Annie?
A� est�s tu.
Gostarias de vir comigo para a outra sala, por um bocado?
Poder�amos...
visitar a Rachel e os outros.
Ouves-me? Ouves, n�o �?
Annie, anda, por favor.
De certeza que n�o vens connosco?
Est� bem.
Vamos l�.
� o �ltimo e talvez seja um pouco velho demais, mas...
desculpa.
A cavalo dado n�o se olha o dente. Obrigado.
Por acaso, n�o tem a� verniz?
Verniz? N�o, n�o uso. Por qu�?
Podia deit�-lo num len�o e obrig�-la a inspir�-lo.
E que tal limpa-canos? Basta um cheirinho e apaga-se logo.
Que est� para a� a dizer?
Estou a falar de sobreviv�ncia, querida. N�o fui claro?
Acho que � doido. Isso pode mat�-la.
Ah, sim? Caramba.
Est� a divertir-se, professora?
Gosta da id�ia de visitar o seu ex-chefe num manic�mio?
Ela vai tentar liquidar-nos esta noite. Um a um ou todos juntos.
Sempre que abre a boca, � desagrad�vel.
Por isso, por que n�o se cala?
N�o � apenas desagrad�vel, � malvado.
Sei que teve um acidente, Emery...
Um acidente?! Pois foi, um acidente!
O desagrad�vel Emery sabe algo sobre o nosso rep�rter.
-Que tem o Bollinger? -N�o, n�o me parece.
N�o, n�o queiram sab�-lo por mim.
Sempre que abro a boca, sai uma malvadez malvada.
Por que n�o lhes diz o Nick? Estou farto de ser malvado.
Fa�a uma parte do trabalho sujo.
Sabe alguma coisa ou � tudo conversa dele?
A biblioteca dos espelhos, certo?
Que tem a biblioteca dos espelhos?
O Kevin Bollinger est� morto.
Trouxe a m�e do Emery para dentro de casa...
e, depois, enfor�ou-se na biblioteca dos espelhos.
N�o tanto um suic�dio, mas a �ltima v�tima de Rose Red.
E Mrs. Waterman?
N�o a vejo.
Nem ao Prof. Miller. E voc�?
N�o sei, o que deve significar que ainda andam por a�.
Andam por a� algures.
Contador de Proximidade de Pessoas
Queriam falar? Falemos agora, pois tenho de verificar o...
Decidiu intencionalmente sacrificar-nos, Joyce?
Ou simplesmente ignorou a possibilidade de morrermos?
-N�o sei a que se refere. -Sabe, sim.
Ou sabe-o parte de si.
lmagine que n�o obt�m as suas provas.
Isso j� lhe ocorreu?
lmagine que n�o h� provas para obter. Que acontece?
lmagine que Rose Red � s� uma vers�o paranormal...
das pilhas que n�o se gastam, e continua a crescer...
-a crescer, a crescer... -Pare!
Pare!
� doido!
N�o v�em que ele � doido?
N�o sou doido, sou telepata. Sabe disso, foi por isso que vim.
Agora, sente-se.
Rose Red n�o a deixar� ter o que quer, Joyce.
N�o deixar� ningu�m ter o que quer.
Ellen Rimbauer concebeu-a para destro�ar cora��es...
como destro�ado estava o dela, para ferir como estava ferida.
Ent�o, temos de sair daqui antes que ela possa...
O qu�? Matar-nos? Uma morte real seria misericordiosa...
pois duvido que at� o velho Vic esteja realmente morto.
E isso � o pior, o pior de tudo.
Ent�o, como sa�mos? N�o h� t�neis secretos, que eu saiba.
Veja se acorda! � ela que nos mant�m aqui trancados.
Sim, ela! A pequena Miss Doente Mental do ano 2001!
Pare com isso!
A perda dos dedos afectou-lhe a mente. N�o o levem a mal.
Veja se acorda, amor! Acordem todos!
Trancou-nos enquanto ela esteve consciente, certo?
Quando ela desmaiou, tudo se voltou a abrir.
Era como um grampo a abrir-se. Poder�amos ter escapado...
se perceb�ssemos o que era e se tiv�ssemos sido r�pidos.
Um de n�s percebeu. A Joyce percebeu. N�o foi, Joyce?
E quando a cabrinha voltou a si...
N�o posso, d�i-me demasiado a m�o.
Sabe tanto como eu. Conte-lhes o resto.
Diga-nos que ele est� louco, para come�ar.
Mas n�o est�.
Para que queria m�diuns, telecin�ticos...
e escritores autom�ticos aqui, afinal, Joyce?
Para recarregar uma c�lula que nunca morreu, apenas hibernou.
Creio que todos n�s desempenh�mos o nosso papel...
mas a chave tem sido a Annie.
O que o Emery n�o sabe � que o Steve tamb�m � uma chave.
O Steve? � t�o paranormal como uma sandes de presunto.
Por favor, cale-se, Joyce.
N�o me mande calar! Como se atreve?
-Ele pediu-lhe que se calasse. -Obede�a, por favor.
Eu quero ouvir isto.
Todos t�m uma qualquer capacidade paranormal, Joyce.
Li os seus livros e artigos. Sabia disso...
antes desta tara pelas grandes estrelas do paranormal.
Sei que o Miller n�o � o �nico obtuso com quem teve de lidar.
Contudo, ficou cega e desorientada.
Eu n�o fiquei cega.
Qualquer que seja a capacidade paranormal do Steve l� fora...
aqui, em Rose Red, aumenta dez vezes...
porque ele � do sangue, do sangue de Ellen.
O Steve mesmo disse que era o �ltimo dos Rimbauers.
Diga o que disser, n�o sou eu que tranco as portas...
nem transformo as janelas no que quer que sejam agora.
N�o, claro que n�o �.
Ellen f�-lo atrav�s da Annie, mas tamb�m de si.
E n�o me diga que n�o o sabe, ou, pelo menos, que n�o sente.
Ela n�o faz nada atrav�s de mim! N�o sinto isso! Eu...
Ol�, Stevie.
-M�e? -N�o, Stevie. Olha, por favor.
Gostarias de me ajudar a construir? Eu mostro-te como.
Steve? Stevie?
Onde est�s?
Vai ter com ela, mas volta.
Volta e ajuda-me a construir.
Ajuda-me a construir, Stevie.
Steve, que se passa?
Era uma recorda��o falsa, criada pela casa.
-Tem a certeza? -N�o, n�o tenho.
Por agora, limitemo-nos � mi�da.
Se a eliminarmos e as portas continuarem trancadas...
logo pensamos no Rimbauer.
Ningu�m far� mal a esta crian�a.
Claro que n�o.
� esse o problema. Estamos em apuros, senhoras e senhores.
Em grandes apuros.
Queres fazer um jogo, Annie?
Inspiras profundamente 10 ou 12 vezes, agachas-te...
e sopras nos polegares. Sentir-te-�s tonta...
e, depois, ir�s para o P�lo Norte com o Pai Natal e as oito renas.
-Entretanto, os restantes... -Pare!
Corremos daqui para fora, como os ratinhos que somos.
-N�o tem gra�a. -Isto tamb�m n�o.
Sissy, proponho procurarmos sacos do lixo...
e enfiar-lhos na cabe�a s� at� ela desmaiar...
ou ent�o, apertar-lhe o nariz.
E voc�, jeitoso?
� o faz-tudo da equipa. N�o pode p�-la inconsciente com a sua mente?
Cinco minutos bastariam para darmos corda nos sapatos.
Que se dane, tr�s.
N�o vejo os pensamentos dela. � estranh�ssimo. Est�o...
-Est�o altos. -Sim.
Bem acima de mim, como se fosse uma princesa na torre...
que me acenasse, s� que � imposs�vel alcan��-la.
Pelo menos, para mim.
Annie, olha para o Nick.
Que vamos fazer contigo, menina?
Que tal isto? A nuca � o melhor lugar, no cimo do pesco�o.
Se lhe batermos com for�a, apaga-se.
-Se for com mais forca... -Seu homem hediondo!
Seu duende hediondo!
N�o me diga que nunca pensou nisso.
V� l�, fa�a-nos um favor e a si tamb�m.
Na nuca. Ou quer passar o resto da vida a limpar o rabo � sua maninha?
Pare! Pare!
Aonde vai, Cathy?
Vou buscar um copo de ch� gelado.
Vi um enorme jarro no frigor�fico.
-N�o devia ir sozinha. -N�o vou sozinha.
Deus acompanha-me sempre.
Fora daqui!
Matou o meu filho!
Matou o meu Emery!
Pe�o perd�o, mas importa-se de larg�-la?
Parece que n�o.
Cathy, sente-se bem?
Acho que sim. E ela?
Santo Deus, � mesmo uma boa crist�, n�o �?
Afinal, est� bem?
Est� ao menos viva?
O pulso est� forte e regular. Sabe decerto quem ela �.
A m�e do Emery? Temos de contar-lhe.
N�o quer contar-lhe?
"Emers, a sua m�e apareceu da adega qual boneco saltit�o...
mas esque�a, que ela ficou a ver estrelas."
Que tal lhe soa, dado j� o estado dele?
Soa muito mal.
Que fazemos com ela?
Annie? Annie, consegues abrir as portas?
Consegues abrir as portas e deixar-nos sair?
Annie, olha para mim.
N�o, n�o lhe toque!
N�o era ela. Pensei que fosse April Rimbauer.
Desculpem.
Maldita casa!
Se houvesse um modo de chegar � Annie l� dentro.
Falou com ela telepaticamente, eu vi-o faz�-lo.
Mas n�o � alto, n�o chega onde a Annie vive.
Se houvesse uma forma de...
Em que pensa?
N�o sei ao certo.
Onde est�o o Nick e a Cathy? J� deviam ter voltado.
Por que teve de sair daqui sozinha? Foi uma estupidez.
N�o concordo com isto. Esta mulher est� doente.
Mas tamb�m � um perigo para ela e para os outros.
Isto segur�-la-�?
Preferia corda da roupa, mas creio que sim.
Al�m disso, o Emery deu a entender que o forte dela...
� mais o canal de vendas do que as fugas mirabolantes.
Beba, far-lhe-� bem.
Um brinde �s damas em perigo.
E aos cavaleiros que as salvam.
Vir sozinha foi uma estupidez, mas o Emery perturbou-me.
O Emery perturba todos. Quer dizer, olhe para ela.
Desculpe, Cathy, mas � verdade.
Acho que est� a acordar.
Agora, s� temos de ralar-nos com o Prof. Miller.
Mrs. Waterman?
Viu o Prof. Miller?
O chefe do departamento da Joyce?
Matou o meu menino!
N�o.
Mrs. Waterman?
Engana-se, o Emery est� bem. Agora, d� um gole.
Mentiroso! Marujo ordin�rio!
Marujo ordin�rio? Chamaram-me muitas coisas, mas nunca isto.
Vamos ter de deix�-la s� por um bocado, Mrs. Waterman...
s� at� se sentir melhorzinha.
Cathy, venha c�.
Fazemos isto e ela alimenta-se de n�s. Tamb�m deve senti-lo.
Claro que sinto.
Meu Jesus, por favor, tira-nos daqui. Temos de sair daqui.
-O Steve? -Sozinho n�o o suportaria.
N�o comigo, consigo e o Emery contra ela.
N�o, o problema � a Annie. O Emery tinha raz�o nisso.
Seria capaz...?
Se seria capaz de mago�-la?
Tenho poder para isso.
N�o, claro que n�o seria capaz de mago�-la.
Que �, Mrs. Waterman?
Quer comprar uma vogal ou voltar a girar a roda?
-N�o tem gra�a. -Desculpe.
Que est� a tentar dizer?
N�o! N�o!
Alguma coisa?
N�o.
Mas est� t�o frio.
Vem dali.
Ent�o, feche a porta.
Vamos deix�-la, Mrs. Waterman, mas n�o por muito tempo.
Ficar� perfeitamente segura.
Alguma coisa a afectou.
Foi Rose Red que a afectou.
-Venha, vamos ter com os outros. -Espere.
Lamento n�o podermos deix�-la mais confort�vel...
mas n�o tardamos a vir busc�-la.
Prometo. Prometo.
Venha, ela passou-se.
-Isso n�o � bonito. -Mas � a verdade.
-N�o foi por aqui que viemos. -A quem o diz.
-Obrigada. -De nada.
"Ferragens de Seattle, 1924."
Mas � novinho em folha.
Pensar-se-ia que, depois de tantos anos...
Rose Red teria comido ao menos um carpinteiro bonzito.
Claro que a verdadeira quest�o �: como o faz?
Que �?
Que se passa?
A reencarna��o da m�e do Emery.
-Nick. -Desculpe, Cathy.
A verdade � que estou muito assustado.
-Vamos ter com os outros. -� imposs�vel.
-Jamais voltaremos a v�-los. -Claro que sim, prometo.
E eu nunca falto a uma promessa.
Vamos, Cathy.
Onde est� o Rimbauer e a irm� da pequena Frankenstein?
Imagino que tenham ido procurar o Nick e a Cathy.
Ent�o, havia tr�s pequenos �ndios numa prateleira.
Tenho de verificar o equipamento.
� muito delicado, sabias?
O equipamento que contacta com o mundo invis�vel...
tem de ser muito delicado por natureza.
Vens comigo, Annie?
Por que n�o a deixa comigo? Eu cuido dela.
Anda, Annie.
Queres brincar com o teu domin�?
Um pequeno �ndio. Restou um pequeno �ndio sozinho.
Joyce, espere por mim!
Que faz aqui, Cathy?
Borro-me de medo, que mais?
Para os restantes, sim. Mas n�o para si.
O meu psicanalista disse que sou uma frouxa compulsiva.
Disse que come�o as coisas para poder deix�-las.
Que lhe respondeu?
Deixei de consult�-lo.
Por isso, aqui estou eu!
Escute.
Nick?
Corra, Cathy! Corra!
-Corra! -E voc�?
Isto � errado, Jesus! D�-me forcas.
Nick?
Nick?
N�o!
N�o, n�o estou louca.
N�o estou louca.
N�o estou louca.
N�o estou louca.
Ajude-nos.
Temos de construir. Ajude-nos.
Ajude Rose Red.
Ajude-nos, sen�o morre.
Por favor!
Cathy...
Onde estou?
Por favor, Jesus, ajuda-me!
N�o! N�o pode ser!
Cathy...
N�o.
Agora, n�o.
John?
Eu posso explicar, Ellen. Ela seduziu-me!
E ainda te seduzo!
Podes explic�-lo? Podes? Explica-o �s tuas pegas!
Explica-lho no inferno!
N�O FOI SUlC�DlO ASSASS�NlO ELLEN SUKEENA
Aonde vai dar esta escada?
Steve?
Vai dar � torre no s�t�o. Vamos.
Cathy! Nick!
Onde est�o?
Aqui!
Estou aqui.
Que �? Que v�?
Ou�o-a respirar.
E sinto o cheiro dela.
�s vezes, vejo-a com uma boneca, outras, com um martelo.
Talvez seja a mesma.
De que est� a falar?
De ningu�m. N�o ligue. Vamos.
Isto foi por me assustar h� tantos anos...
e por tentar fazer-me agarrar o martelo.
-Como pode Ellen estar viva? -Onde se meteu?
Numa parte da casa que as pessoas comuns n�o v�em.
O marido dela n�o se suicidou. Foi ela que o matou.
Um bra�o atrofiado?
-N�o, n�o era Ellen. -Ent�o, quem era?
-April. -Isso significa...
Que Ellen continua por aqui, sim.
Sossegue.
Socorro! Socorro! Socorro!
J� te disse que era April Rimbauer.
Onde est�o as vossas provas?
Todos n�s o vimos.
Quantos �ndios acham que restar�o � meia-noite?
Por favor, n�o esperem que acredite...
que a tia-av� de 90 anos � um vampiro que vive na torre.
-Como cientista, n�o posso... -N�o sejas t�o obtusa!
� a casa que � o vampiro, e creio que sabes disso.
Obtusa? Uma palavra t�o cara para quem desistiu da faculdade.
N�o achas?
"C�us, que l�ngua afiada tu tens, avozinha!"
Mais uma voz se ergue! Conta-me tudo, grande mana.
Cale-se. N�o quero falar consigo.
Mas quero eu falar consigo.
Estou curioso... Quantas vezes sonha com a morte dela?
Conte-me a verdade e envergonhe o diabo.
Pare de falar assim!
Por que tem de ser t�o infeliz?
Porque sou infeliz, sua idiota demasiado cristianizada!
-Nem lhe toque! -Se o fizer, arrepender-se-�.
Que forte e corajoso, a amea�ar o homem sem quatro dedos.
Para que serve ela, afinal? Digam-me...
ela sabe sequer que est� viva? Duvido.
Pare com isso, Em.
Por favor! Que podem fazer-me de pior...
do que a casa est� a fazer antes de terminar a noite?
N�o sei, talvez mand�-lo para o quarto. Que diz a isso?
N�o, n�o saia sozinha!
� realmente verdade! Ela de nada serve a ela mesma...
a mim ou a quem quer que seja.
S� ajuda a casa a matar-nos, que � o que esta quer.
N�o sou paranormal, mas sinto que � o que quer.
Sim.
Est� a esgotar-se o tempo, n�o est�?
Sim. � por isso que temos de permanecer juntos. Vamos.
Steve, tem de chegar � Annie. S� voc� poder� faz�-lo.
Tentei. Talvez conseguisse l� fora...
mas o que quer que haja aqui criou uma barreira.
Talvez...
Talvez voc�...
Steve!
Socorro!
N�o houve altera��o de temperatura!
N�o houve altera��o nos aparelhos! Raios!
N�o!
Emery!
lnacredit�vel!
-Tem de ser voc�. -N�o, eu...
Sim.
Eu pro�bo isto. � perigoso, nem imaginam quanto!
-N�o podem interferir no meu... -P�ra, Dee.
Elas n�o podem abrir-se �s forcas desta casa!
Vai matar ambas! Morrer�o como moscas.
-N�o restam op��es. -N�o!
Toma. Queres tentar, Annie?
Sim, Annie. V�, tenta.
N�o!
Vamos faz�-lo juntas, sim?
-Muito bem. -� melhor pararem. Aviso-vos.
-Continua, Annie. -Sim, continua.
Ajuda-nos
abre a porta
Obriguem-na a parar! V�o fazer com que nos matem a todos!
Continua, Annie.
ABRAM PORTAS
ABRAM JANELAS
Parem! Parem! Est�o a dar cabo dela!
Parem!
Parou.
Joyce?
N�o!
Joyce, que est�...?
N�o!
N�o existem! N�o existem!
Anda, Joyce. Est� na hora de ir.
Ir? Eu estou bem. Tenho milhares de coisas para fazer.
Anda, Annie.
Dee? A casa est� aberta. Temos de sair.
V� l�, sai! E leva essa traidora contigo!
-Por favor, Joyce! -Vamos enquanto h� tempo!
Joyce, escuta-me.
Sai!
Steve!
A primeira coisa que quero � um batido de morfina.
Emery?
A segunda coisa que quero...
Vem c�, Emmy!
Quero ver se tens as unhas limpas!
Quero ver atr�s das orelhas. Preciso de ver-te os dentes.
E aqui em baixo?
Vem � mam�, Emmy. Vem � mam�, Emmy.
Voltaste a fazer aquela coisa feia?
Ou�o-te no teu quarto, � noite.
A mam� ouve tudo!
Ajudem-me, por amor de Deus!
Emery, uma vez nessa infeliz vida, faz-lhe frente.
N�o existes! N�o existes!
N�o existes! N�o existes!
Vem � mam�, Emmy! Emers, n�o!
Estarei sempre a teu lado. Afinal, sou tua m�e.
N�o existes!
Stevie?
Meu bisneto...
Pega nele. Desejava-o nessa altura e deseja-o agora.
Se n�o pegares nele, desej�-lo-�s a vida inteira.
Jamais adormecer�s sem sonhar com isto!
Pega nele. Ajuda-me, ajuda-nos, ajuda Rose Red.
Ajuda-nos a construir.
Steve, n�o! Por favor, n�o lhe pegue.
Ele n�o tem alternativa, � um de n�s.
Stevie?
Mas eu tenho alternativa. N�o o quero. Tome, agarre!
Vamos embora daqui!
N�o!
Steve?
N�o!
Levou o meu Emers.
Olha o passarinho!
Fiquem longe de mim!
Ele foi-se embora.
N�o! Fiquem longe de mim!
Joyce!
Mostro-lhe o jardim. H� muito para investigar l�.
Tinha raz�o, Joyce. Pe�o desculpa.
H� mesmo outro mundo. � maravilhoso.
-E a melhor parte �... -Jamais ter de partir.
-Para tr�s! -Joyce, bem-vinda � casa.
N�o! N�o!
Mau.
Lugar mau.
Casa m�.
M�.
Exato, Annie. Muito m�.
Meu Deus!
Novamente as pedras!
Obriguem-na a parar!
N�o posso.
Nem quero que ela pare.
Vamos!
�ptimo.
Acho que acabou.
N�o ter� acabado enquanto a casa estiver de p�.
6 MESES DEPOlS
Rosas significam...?
Rosas significam...
lembrar.
Exato, as rosas significam lembrar.
-Na segunda-feira? -Na segunda-feira ser�.
Uma equipa de demoli��es chega �s 7h em ponto.
Constru��o de Condom�nio
Eu tomo conta dela.
Annie, para quem � essa?
Gosto do teu vestido. � muito bonito.
Ainda a alcan�a com a mente?
N�o, mas tamb�m n�o preciso.
Comunicamos bastante bem, n�o �, Annie?
Corre��o e Sincroniza��o >
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