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-O que houve? -Nada.
Ele est� voltando pra casa.
-Quem est� voltando? -Gary!
-Gary? -Ouviu, J.R.?
-Sim, mam�e, ouvi. -N�o quero que nada d� errado.
Querida, esse � Gary. O meu irm�o Gary.
Como vai lidar com dois irm�os?
N�o preciso lidar com 2 irm�os. N�o preciso lidar com nada.
� um perdedor. Quando ele quer algo, ele mesmo p�e tudo a perder.
Ele vai estragar essa visita sem nenhuma ajuda minha.
Legenda por Susanawho
S02E01 - Reconcilia��o - Parte 1
FAZENDA SOUTHFORK
-N�o vai ganhar com isso. -Deixe que eu decido, Ellie.
Reduzimos 15% do pessoal.
Sugiro que demitam o pessoal antigo antes que eles se aposentem...
e acumulem os benef�cios de aposentadoria.
Destrua essa fita e coloque a vers�o datilografada nos arquivos vermelhos.
J.R., flutuadores com cinco letras.
-B�ias. -O que foi que disse, J.R.?
B-O-l-A-S, b�ias.
Obrigada, J.R.
Obrigada, Raul.
Voc� perdeu.
-N�o abuse, Pam. -Ela est� bem, Jock.
O m�dico disse pra n�o se esfor�ar muito.
O exerc�cio faz bem para ela.
Ah, n�o, Jock. De novo, n�o. N�o ganha desde fevereiro.
Desde mar�o.
Fora. Fora.
lsso � bom.
-Gosta dessa m�sica? -Adoro essa m�sica.
N�o abuse, Pam.
-Estou bem. -Venha, Pam.
Meu pai n�o fala comigo h� semanas por causa do que ele fez.
N�o � bem assim e voc� sabe disso.
N�o, mas n�o muda o modo como me sinto.
-Venha c�. -Lucy, aposto que est� louca...
pra ver o leil�o de gado amanh�.
Eu adorava leil�es de gado. Meu pai sempre me levava.
Est� brincando? O vov� Southworth?
Ele devia sentir por voc� o mesmo que vov� sente por Bobby.
Quando eu tinha 4 ou 5 anos...
descobri o que era um leil�o e aprontei uma confus�o danada.
N�o queria que vendessem a cria��o.
Por que ele te levava? Me parece que seria pior ver o gado sendo vendido.
N�o, porque depois o orgulho falou mais alto.
Chegando l�, vi outra cria��o, ouvi o comprador e me enchi de orgulho.
Os novilhos do meu pai sempre foram os melhores do Estado.
E os Ewing continuaram a tradi��o dos Southworth.
� dif�cil, mas tentamos.
Nunca entendi o que Southworth via nesses novilhos, mas agora entendo.
N�o rendem tanto quanto petr�leo, mas sei l�...
S� sei que me sinto bem, Ellie.
Seria legal se compartilhasse esse sentimento com seus filhos.
Eu adoraria, mas...
Bobby precisa ir � reuni�o de refinadores em Las Vegas.
E o J.R. a�, ele nunca deu a m�nima para o gado.
Gary sempre foi o mais caub�i dos meus filhos.
Ele amava essa fazenda de verdade, assim como eu.
J� reparou o sil�ncio que fica sempre que se fala no meu pai?
Gostaria de saber por qu�.
Uma bebida geladinha pra voc�, meu amor.
Aposto que J.R. adoraria ir com voc� ao leil�o.
J� convidei antes, mas ele sempre recusa.
lsso porque a refinaria toma todo o tempo dele.
-Acho que ele se interessaria. -Eu n�o sabia disso.
-Mas ficaria feliz de t�-lo comigo. -Obrigada, Jock.
J.R., tenho boas not�cias.
Seu pai vai te levar junto ao leil�o de gado amanh�.
N�o � maravilhoso?
Sue Ellen?
Sim, meu querido?
O que foi aquilo?
� dever da esposa ajudar e dar apoio ao marido.
E o que isso tem a ver com o leil�o de gado?
Seu pai vai ao leil�o e acho que voc� deveria estar ao lado dele...
...pra variar. -N�o ao lado de um monte de vacas.
-O que est� ao lado n�o importa. -Escute, quero dizer uma coisa.
N�o, escute voc�!
Voc� pode n�o ver o que est� acontecendo aqui, mas eu vejo.
Aos poucos, seu irm�ozinho Bobby est� tomando tudo que voc� j� teve.
-Eu n�o perdi nada. -Claro que perdeu.
Bobby est� nos neg�cios agora.
E mam�e e papai aceitaram aquela garota.
E desde aquele aborto, os dois ficaram uns amores com ela.
Nem te deixam falar aquelas gracinhas a respeito dela que sempre falava.
-lsso � tempor�rio. -Pode ser.
Mas a cada dia eu o vejo perder mais seu poder.
E se voc� n�o vai fazer nada, eu vou.
Terminou?
N�o tente me dizer como devo cuidar dos meus neg�cios.
A refinaria est� maior do que nunca. E sabe por qu�? Por minha causa.
Mandei o Bobby fazer tanta coisa fora...
que ele ainda nem sabe onde fica o banheiro e acho que nunca vai saber.
Se quiser continuar a dormir em len��is de cetim...
nunca mais tente me dizer como cuidar dos meus neg�cios.
Bobby?
-O que foi, querida? -O que � que tem em Las Vegas?
Uma conven��o de refinadores de petr�leo amanh�.
-Voc� vai? -Sei que prometi n�o viajar mais.
Mas estava guardando essa surpresa.
N�s dois vamos.
Olha a Chi-Chi ali.
-Ol�, como vai? -Ol�.
Rex, seu bandido, como est�? � um prazer v�-lo.
Se n�o precisar de nada, d� uma olhada no bar.
-Bobby, que bom v�-lo. Belo lugar. -Como est�? Bem? Que bom.
-Victor. -Bobby.
N�o acredito que seu pai perdeu essa festan�a.
Vou te contar, Victor. Agora ele � um fazendeiro convicto!
O gado roubou o cora��o do velho.
Vov�, queria dar uma olhada naquela loja country pra ver o que eles t�m.
-N�o vai almo�ar? -Estou sem fome.
-Pode ir, querida. -Eu estou com fome.
Obrigada. Voltarei daqui uma hora.
-Lucy? -O qu�?
Talvez veja algo de que goste.
-O qu�? -Na loja country.
E se quiser comprar alguma coisa? Aqui tem 2OO pratas.
-Obrigada. -Ray, v� com ela.
-N�o precisa. -V�.
-N�o venha comigo. -Estou obedecendo a seu av�.
Eu sei, mas voc� n�o vai comigo. N�o vou � loja country.
-Aonde vai? -N�o � da sua conta.
Seu av� fez com que fosse da minha conta.
Me deixe em paz.
Voc� est� fazendo tudo pra arrumar encrenca, Lucy.
Voc� n�o sabe de nada. Suma daqui.
N�o.
Se n�o sumir, vou contar ao vov� sobre n�s dois.
N�o comece com isso de novo, Lucy.
Experimente. O vov� n�o adoraria saber daquelas tardes no celeiro?
Direi que tentei parar, mas voc� n�o deixou.
E tamb�m que voc� tentou me arrastar para algum lugar agora.
O que � t�o importante assim?
Te encontro aqui em uma hora.
N�o � o que voc� pensa. Mas n�o me importo.
Bobby se casar com a filha de Digger Barnes � uma coisa...
mas Jock aguentar te ver junto com o sobrinho de Digger � outra coisa.
Ent�o n�o deixe que ele descubra.
''BlSCOlTO QUENTE''
Obrigada.
-Ol�. -Ol�.
-Lembra-se do Jimmy? -Claro que sim.
Foi ele que te trouxe da outra vez. Como vai, Jimmy?
-Estou bem, e voc�? -N�o posso reclamar.
Depois que eu limpar isso, damos uma voltinha.
Vou pedir um hamb�rguer.
Eu te ajudo.
-Elas parecem irm�s, n�o �? -O qu�?
Val e Lucy. Elas parecem mais irm�s do que m�e e filha.
-� verdade. -Pegou?
Vejo voc�s l� embaixo no cassino, certo? Tchau, querida.
Tchau, aproveite bem.
Querida, os �ltimos j� se foram.
Quase. Mais um conhecido. Um aperto de m�o e tchau mesmo.
-Sim? -Limpeza.
-Minha mulher e eu vamos � piscina. -N�o esque�a o bronzeador.
N�o pode fazer isso depois que sairmos?
S� de pensar nessa bagun�a, fico doente. Sou compulsivo.
-Escute, rapaz... -Quando come�o, n�o posso parar.
Escute, quero que saia e...
-Gary? -Em carne e osso.
Gary!
Pammy, quero que conhe�a uma pessoa.
Esta � minha esposa. Querida, esse � Gary.
-Ol�, Gary. -Ol�.
N�o, querida, este � Gary. O meu irm�o Gary.
Toda vez que olho para esse rostinho lindo n�o acredito...
na sorte que tive ao encontr�-la de novo.
Me conte sobre voc� e o papai.
Querida, eu te conto essa hist�ria h� dois meses.
Por favor.
Tudo bem.
Bem, eu tinha s� 15 anos.
Mas voc� disse que tinha 16 para conseguir o emprego.
lsso. Da� ele entrou, era o homem mais bonito que eu j� tinha visto.
Ele se sentou e olhou para mim.
-Quer mesmo ouvir tudo de novo? -Quero.
E a� voc� disse: ''O que vai ser?''
E ele disse: ''N�o sei, o que um cara apaixonado come no almo�o?''
Sabia que ele estava s� me paquerando, mas me fez bem.
Ele me fez sentir como uma dama.
-Ele sempre fez, n�o �? -Sempre.
Ao sair do trabalho ele estava l�, esperando pra me levar pra casa.
Disse: ''Srta. Valene, estou louco pra pedir que se case comigo''.
-O que voc� respondeu? -Nada. Eu n�o sabia o que dizer.
Mas ele entendeu isso como um ''sim'' e, 3 dias depois, est�vamos casados.
Ele nunca me tocou. Nem me beijou direito at� depois do casamento.
-Um verdadeiro cavalheiro. -lsso tamb�m foi bom.
Porque eu teria me assustado, sempre fui uma boa mo�a.
-As vezes em que voc� o viu... -Ele simplesmente chegava e sa�a.
Ele foi o homem mais gentil que j� conheci. Todo dia era uma descoberta.
At� o dia em que me levou pra conhecer a fam�lia dele.
-�, eu conhe�o aquela fam�lia. -Ele sempre dizia n�o e adiava.
Mas quando fiquei gr�vida de voc�, eu o obriguei a me levar l�.
Foi o maior erro da minha vida.
A �ltima coisa que queriam � que ele se casasse com uma ningu�m feito eu.
Ele n�o era forte o suficiente pra se defender.
Especialmente do J.R.
E eu que achava que odiava J.R. Ewing mais do que tudo...
mas n�o odiava.
Agora, sim.
Mas l� estava eu, com uma d�vida de jogo beirando os 5O mil d�lares...
alco�latra inveterado, sem lugar para ir.
Ent�o fiz a �nica coisa que um homem de verdade podia fazer.
-O qu�? -Apaguei.
Um dia acordei e olhei no espelho. Eu tinha sido brutalmente espancado.
N�o sei quem foi, mas decerto provoquei.
Mais tarde, no mesmo dia, descobri que tinha perdido 2 semanas.
-Nem imagino o que se passou. -Nossa, Gary!
Percebi que quem tinha feito aquilo voltaria, ent�o fugi da cidade.
-E veio pra c�? -Algum tempo depois.
-E est� s�brio desde ent�o? -N�o.
Eu tentava, mas sempre tinha uma reca�da.
Demorei para vencer o v�cio.
-E como conseguiu? -Arrumei um emprego de barman.
-Est� brincando? -N�o. Pense bem.
Voc� fica com tudo aquilo bem na sua frente. � o �nico jeito.
-E quando sente compuls�o de jogar? -A mesma coisa.
-Vim pra c�. Trabalho como crupi�. -Adorei! Adorei!
-Voc� trabalha aqui? -No Byzantine.
Soube que os homens do petr�leo estariam aqui.
Dei uma olhada na lista l� embaixo. Quando vi seu nome, subi.
E se o nome do papai estivesse na lista?
Ainda assim eu subiria.
J.R.?
O que acha?
Gary, acho que voc� e eu temos algo em comum.
Ora, vamos. J.R. n�o � t�o ruim assim.
Ora, Bobby.
M�e, por que n�o moramos juntas?
-Seria legal, n�o seria? -Poder�amos alugar um apartamento.
Do�ura, se seu tio descobrisse que estamos nos vendo...
ele nos varreria do Texas, ou coisa pior.
lmagine o que ele faria se voc� sa�sse de casa pra morar comigo.
-Pod�amos ir para outro Estado. -Tentei isso quando voc� era beb�.
Ele nos encontrou. E nos encontraria de novo.
Talvez. Lembra que eu disse que Bobby casou com a filha do Barnes?
-Ele n�o conseguiu separ�-los. -Ele s� precisa de tempo, do�ura.
-Mas, mam�e... -Nada de ''mas''.
Por enquanto, vamos deixar as coisas como est�o.
Depois a gente v�, certo?
Certo.
-Voltarei o mais r�pido que puder. -Contarei os dias.
Cuide-se. Voc� tamb�m, Jimmy.
A Lucy ainda tem o rosto redondo e rosado.
Cabelos longos e dourados, e um sorriso de derreter pedras.
-E, meu Deus, como ela � doce. -Bobby, ela � uma gata selvagem.
Pamela.
Desculpe, mas n�o est� descrevendo a Lucy que conhe�o.
Todos a tratam como uma boneca de lou�a, mas ela n�o �.
Ela consegue tudo o que quer. Herdou dos Ewing o g�nio, a teimosia...
-E o esp�rito. -Por enquanto estou gostando.
-Achei que gostaria. -� mesmo?
Bem, ela detestaria me ouvir dizer isso, mas � verdade.
-Gosto muito dela. -Ent�o vou gostar tamb�m.
Puxa vida, cara!
-Bobby, pra quem vai ligar? -Pra mam�e. Pra quem mais?
Vou dizer que vai voltar pra casa.
-N�o fa�a isso. -N�o entendo.
N�o falei que ia voltar pra casa.
Mas voc� nos procurou.
lsso n�o significa que estou pronto para uma reuni�o de fam�lia.
Olhe pra voc�. Est� �timo, firme como uma rocha.
Que rocha. J� vejo o J.R. tentando me pulverizar.
Est� fazendo tempestade num copo d'�gua.
N�o o v� h� anos. O tempo muda as pessoas.
Talvez uma visita, sei l�...
Quem enfrentou a bebida, a jogatina e sabe l� Deus o qu�...
n�o ter� problemas com J.R. Voc�s n�o se davam bem, s� isso.
Ora, ele n�o � um monstro.
Ele � da fam�lia.
Deixe-me pensar um pouco.
-Nossa, � melhor eu ir. -Vai jantar conosco, n�o vai?
Claro.
Foi bom ver voc�.
Tchau.
-Veremos voc� no jantar. -Claro.
Bobby, tem certeza do que est� fazendo?
Querida, agora vai ficar tudo bem.
�s vezes acho que se esquece de como sua fam�lia pode ser dura.
N�o se esque�a do que fizeram com Digger no churrasco.
Querida, eu a amo e voc� sabe o que sinto pelo seu pai...
mas n�o acho que Gary seja como Digger.
Espero que n�o.
Agora vou me enfiar numa sunga e tostar no sol.
Querida, mam�e vai pirar! Gary sempre foi o favorito dela.
''Um Southworth entre os Ewing'', ela costumava dizer.
Te vejo l� embaixo.
Um club soda com lim�o.
Espere um momento.
-Oi. -Oi, Gary.
-Cad� o Bobby? -Cumprimentando uns amigos.
-Mas j� est� vindo. -Quer beber alguma coisa?
Vodca com t�nica, obrigada.
-Ele pegou meio pesado, n�o? -Bem, talvez.
Mas pensei muito nos �ltimos 2 anos e...
j� n�o odeio J.R. nem o meu pai.
Mas n�o tenho necessidade de v�-lo. Nunca.
Quanto � mam�e? Sinto saudade dela, mas posso aguentar.
-Mas... -Lucy.
O problema � que me sinto um forasteiro entre eles.
Sei como �. Vivo naquela casa, n�o s�o f�ceis com forasteiros.
Pelo menos n�o o J.R.
Mas agora acho que consigo, Pamela.
Se for de visita. N�o tenho certeza, mas acho que consigo.
Se precisar de outro forasteiro em quem se apoiar, cunhado...
-Obrigado, acho que vou precisar. -Desculpem o atraso.
-Gastei um pouco mais, mas consegui. -Conseguiu o qu�?
Passagens para n�s tr�s, para casa.
-� a terceira vez que isso acontece! -Jock!
-O qu�, Ellie? -Jock!
-O que houve? -Nada.
Ele est� voltando pra casa.
-Quem? -Gary!
Gary?
Ele se encontrou com Bobby e Pam em Las Vegas. Eles conversaram e...
Jock, ele est� bem. Eles pegaram o avi�o pra c� hoje cedo.
-Ouviu, J.R.? -Sim, mam�e, ouvi.
Pode esquecer o escrit�rio hoje. Sue Ellen...
...voc� tamb�m n�o vai � cidade. -Claro que n�o, Dona Ellie.
Precisamos estar aqui quando ele chegar.
N�o quero que nada d� errado.
Nada.
Ouviu, Jock? O que passou, passou. Deixe como est�.
Ele ainda � nosso filho... e seu irm�o.
D� a ele o que ele precisar para se ajustar.
Nenhum de voc�s dever� colocar obst�culos.
Jock? Voc� me ouviu?
Que tipo de homem pensa que sou?
Meu filho est� voltando pra casa. Eu mal o conhe�o.
N�o quero colocar obst�culos. Eu quero � demov�-los.
Devia saber disso, Dona Ellie.
Ora, isso n�o � incr�vel? Parece que ter� de arrumar outro escrit�rio.
N�o acho que ser� preciso.
Bem, a Lucy ficar� contente.
Sorte dela.
J.R., nem � hora do almo�o ainda.
-Por que acha que ele vai voltar? -N�o sei. Pra ver a Lucy, talvez.
-Talvez queira alguma coisa. -N�o � esperto pra querer nada.
E, se for esperto, n�o � forte a ponto de pedir.
-Pode ter mudado. -Duvido.
Ele sempre foi fraco.
-Foi por isso que o mandou embora? -Eu n�o fiz isso.
Tentei de tudo para mant�-lo aqui.
Eu tinha planos para ele. Ele ia para a faculdade.
Tentei anular o casamento dele com aquela fulana.
S� que ele foi embora e ela ficou, certo?
Ele n�o foi embora, fugiu. Deixou a esposa com um bebezinho.
Bebezinho que minha m�e teve de criar, ali�s.
Ele tinha medo n�o sei de que, mas sempre fugia.
Toda vez que era pressionado, que surgia responsabilidade, ele sumia.
J.R....
Como vai lidar com dois irm�os?
N�o preciso lidar com dois irm�os. N�o preciso lidar com nada.
Ele vem fazer uma visita. � meu irm�o, e estou feliz com isso.
-E se ele... -Ele n�o vai ficar.
� um perdedor. Sempre foi, a vida toda.
Quando ele quer algo, ele mesmo p�e tudo a perder.
Ele vai estragar essa visita sem nenhuma ajuda minha.
Pode contar com isso.
-Ray, voc� est� a�? -Estou. J� vou sair!
-Eu disse que j� ia sair. -lsso foi antes de eu entrar.
Veja s�, nosso velho sal�o de dan�as.
Caso encerrado.
Bem, estive pensando em reabri-lo.
Qual o problema com seu novo amiguinho?
-Aquele garoto dos Barnes? -Monahan, n�o Barnes.
Esse � o problema. Ele � s� um garoto.
Mas � de um garoto que voc� precisa.
Que tal um beijo, Ray?
Ora, em nome dos velhos tempos.
J� disse que n�o quero mais, Lucy. Nem agora nem nunca mais.
N�o est� falando s�rio, Ray.
O que Bobby e Pam est�o fazendo aqui?
-O que te parece? -A mesma coisa.
Quem � aquele?
Oh, Gary.
-Gary. -Papai.
Voc� sabe quem � aquele?
Sim, eu sei quem � aquele.
-Ol�, Lucy. -Oi.
� muito bom ver voc�.
� muito bom ver voc� tamb�m, papai.
� verdade, m�e. Ele estava vestido de gar�om.
De repente vi esse maluco andando pelo quarto todo...
limpando tudo sozinho. Eu abri a porta e ele invadiu.
Foi esvaziando copos, limpando cinzeiros...
N�o consegui agarr�-lo e coloc�-lo pra fora.
Estava ao lado do meu irm�o e n�o o reconheci.
Quando o virei pra coloc�-lo pra fora...
olhei e l� estava ele.
-Acho que ningu�m quer ouvir isso. -Claro que queremos.
Gary, voc� ainda cavalga?
Lucy disse que voc� � a melhor da regi�o atualmente.
Chega.
Vamos parar com essa conversa sobre gar�ons e cavalos e clarear as coisas.
Jock, n�o.
Melhor agora do que no jantar. N�o consigo suportar mais.
Pai, acho que n�o vai clarear 16 anos em uma sentada.
Claro que sim, Bobby. � simples.
Quem fez o que a quem? Quem precisa ser perdoado?
Quem precisa perdoar? Podemos olhar olho no olho...
e superar isso tudo de uma vez.
Se algu�m quer me dar um soco na boca...
...que fique de p� e me soque agora. -J� chega, Jock.
N�o acho que papai esteja propondo algo t�o ruim. N�o a princ�pio.
E eu gostaria de come�ar a sess�o.
-J.R... -N�o, Gary. Precisa ser dito.
Quero agradecer por ter vindo de esp�rito aberto...
permitindo que deixemos o passado para tr�s.
Est� tudo bem, J.R. Mesmo.
Ouviu? Ele sempre teve o cora��o mais generoso de todos n�s.
Bem-vindo de volta, Gary.
-Oi, Bobby. -N�o quer rachar isso, irm�o?
N�o sei. Voc� sempre foi bagunceiro, sujava todo o pijama de leite...
Caso n�o tenha notado, meu pijama j� n�o tem bot�es nas costas.
�, eu notei. Todos crescidos e casados.
Lembra-se da �ltima vez que fizemos isso?
Voc� nunca me tratou como o irm�o mais novo.
Voc� era o �nico que me levava a s�rio. Voc� e a mam�e.
�. Eu conversava com voc� sobre planta��es...
e como escolher bem o gado...
E de seus quadros, da sua vontade de pintar.
-�. -Ainda pinta?
N�o. Perdi a vontade em algum copo de gim.
Mas vai recuperar. Fa�a alguma coisa de que goste.
Oi, mam�e.
Sabe o quanto esperei pra ver voc�s dois assim de novo?
A primeira vez que peguei voc�s aqui, Bobby estava no cadeir�o...
e voc� estava dando um biscoito pra ele.
Com meu pijama de bot�es nas costas. Vou deixar voc�s a s�s.
-Boa noite, mam�e. -Boa noite, Bobby.
Quer que eu fa�a alguma coisa?
-Est� com fome? -N�o, mam�e. Obrigado.
Gary...
Senti tanto a sua falta. O tempo todo.
-Fiquei feliz em vir visit�-los. -N�o � uma visita, filho.
Voc� voltou pra ficar.
Voc� ter voltado � um milagre.
E eu serei grata por isso at� o dia da minha morte.
Papai!
-Te procurei por toda parte. -Por que acordou t�o cedo, Lucy?
Mal consegui dormir. Papai, quero que me leve a um lugar.
-Aonde, querida? -Forth Worth.
-Por favor, vamos. Valer� a pena. -Forth Worth?
Vamos. Pegaremos a chave da caminhonete de Ray Krebbs.
Mam�e?
Lucy, o que est� fazendo aqui?
-Ol�, Val. -� ele, mam�e.
E continua lindo.
Al�?
Tia Maggie?
O que houve?
O que aconteceu?
Certo, onde est�?
N�o, estou indo para a�. Certo, tchau.
-O Digger? -�, est� no hospital.
Est� muito ruim?
O mesmo de sempre, acho.
S� que, desta vez, eles o encontraram quase morto na rua.
Vou com voc�.
N�o. Bobby, eu te amo, mas se ele o vir, vai piorar as coisas.
-Eu ligo pra voc�, certo? -Certo.
Ela est� t�o nervosa. lsso mostra o quanto ela gosta de voc�.
N�o, acho que mostra o quanto ela est� nervosa.
-Como a encontrou? -Ela me encontrou.
H� alguns meses, ela come�ou a aparecer na escola...
e esperava l� fora. Eu n�o sei, mas, por alguma raz�o...
eu sabia que aquela mo�a estava l� pra me ver.
Um dia fui l� e puxei conversa.
Papai, a mam�e vai voltar pra fazenda conosco?
N�o sei, querida. Acho que n�o consigo convenc�-la.
Nem sei se devo tentar.
V� se sentar, eu cuido disso.
Pete me liberou, em leg�tima defesa, acho.
Com licen�a.
-Foi um choque. -Pra mim tamb�m.
Ela n�o me contou aonde est�vamos indo.
Mas voc� n�o pareceu chocado quando entrou.
Eu desconfiei no caminho da fazenda at� aqui.
-Est� na fazenda? -Por uns dias.
-E como est�? -N�o est� mal.
Na verdade, est� �timo. Fiquei impressionado.
Voc� est� linda, Val. A mesma de sempre.
Quando se tornou mentiroso? Nunca foi assim.
Continuo n�o sendo.
Lucy quer que volte conosco pra fazenda.
N�o, de jeito nenhum. Desculpe.
-lsso significa muito para ela. -Sei, e para o J.R. tamb�m.
Acho que n�o.
Ora, Gary, n�o acha que ele mudou tanto assim, acha?
Eu acho. E mesmo se n�o achasse...
vi como mam�e e papai o mant�m na linha.
�, eu sei. Lucy me falou disso.
Escute, Val, voc� e eu...
temos muito o que conversar.
E n�o podemos conversar aqui.
Se voltar � fazenda conosco, n�s 3 poderemos passar um tempo juntos.
-N�o, Gary, por favor. -Eu n�o a culpo por n�o querer ir.
N�s �ramos crian�as.
Tudo mudou agora.
Significaria muito para Lucy, mesmo se for s� por um tempo.
Eu...
eu n�o sei.
Mam�e, voc� vai pra fazenda conosco, n�o vai?
Por favor.
Papai!
Est� certo, ent�o. Vou ligar e avisar que estamos indo.
-N�o podemos fazer surpresa? -� melhor ligar, Gary.
A ideia � excluir o sujeito antes da aposentadoria.
N�o queremos que ele entre em lit�gio com a igreja.
-Onde est�o Gary e Lucy? -Quer caf�, dona Ellie?
N�o sei. Ray disse que eles pegaram a caminhonete e sa�ram pela estrada.
N�o se preocupe, Ellie.
Decerto foram ver alguns dos velhos amigos.
-Decerto. -Bobby?
-Oi, pai. -Cad� a Pam?
Foi ver o pai. Ele est� mal, tratando-se da bebedeira.
-O mesmo velho Digger Barnes. -lsso mesmo, papai.
O mesmo Digger Barnes que teve coragem de vir aqui h� pouco...
tempo tentar fazer as pazes, e saiu b�bado e arrasado por sua causa.
O mesmo Digger que n�o quer nem ver a Pamela, quanto mais falar com ela!
J� chega!
-Dona Ellie, telefone. -Obrigada, Raul.
N�o sei por que Bobby � t�o hostil.
Ele tem direito de defender a esposa e a fam�lia dela at� mesmo de mim.
Desde que ele tenha coragem.
Jock. Era o Gary.
Ele e Lucy est�o com a m�e de Lucy.
-O qu�? -Como eles a encontraram?
-Lucy tem se encontrado com ela. -Darei um jeito de acabar com isso.
N�o. Eles querem traz�-la aqui. Agora.
Falei para ela nunca mais colocar os p�s no Texas.
Ora, J.R., n�o consegue esquecer o passado?
''Nunca'' � ''nunca'', Bobby.
Falei que podiam traz�-la pra c�.
Jock, quero a fam�lia reunida novamente.
Pelo que vi ontem, Gary est� com a cabe�a no lugar.
Se ele acha certo traz�-la aqui, ent�o � certo.
-Achei que seria s� uma visita. -N�o mais.
Agora ele est� aqui, com meus outros filhos e com a filha dele.
Ele vai trazer aquela mulher aqui? Ela � uma vagabunda.
Pare com isso, J.R.
Se Gary quer que ela venha, ela tem direito como qualquer um...
inclusive voc�.
Bem, parece que a opini�o � un�nime.
Que seja.
Tom, qual � o nome daquela empresa que pedi que liquidasse?
Q & R,produzem derivados.
Quero que a reative e refa�a a contabilidade...
de forma que a Q & R pare�a a lBM do Texas.
Traga os livros aqui o mais r�pido poss�vel.
Mas Sr. Ewing... N�o sei se ouvi direito.
-Aquela empresa � um fracasso. -�timo.
Achei um fracassado para administr�-la.
O que vai fazer com o Gary?
Vou fazer o que a fam�lia quer que eu fa�a.
Vou ser o que eles querem que eu seja.
E o que � isso?
O guardi�o do meu irm�o.
Legenda por Susanawho
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