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Se Bobby pudesse ser convencido a voltar a trabalhar...
papai talvez soltasse as r�deas.
Bobby n�o confia mais em voc� do que seu pai.
�, mas � bem mais f�cil de lidar com Bobby do que com papai.
Ainda mais se ele tivesse problemas.
Por que est�o mandando voc� para Houston?
Para voc� ficar com meu emprego.
Eu n�o pedi nada.
Voc� tem um emprego com garantia de romper qualquer casamento.
Quero que pare de passar tanto tempo em The Store...
e fique mais aqui, como minha esposa.
Ent�o, suponho que s� haja uma resposta. O div�rcio.
S03E15 - Amor e Casamento
Legenda por Susanawho
Oi.
Oi.
Espero que o choro dele n�o tenha acordado voc� e Pam.
Parece que os dentes est�o para nascer.
-Ele fica rabugento. -N�o, n�o.
Gosto do barulhinho de beb� em casa.
Voc�s dois ficam muito bem, juntos.
Obrigada.
N�o sei por que agi de modo t�o estranho com ele.
Ora, n�o tem import�ncia o que houve antes.
Estou muito feliz por voc�...
por voc�s dois estarem juntos, agora.
Obrigada.
Tenha uma �tima noite.
Boa noite, Bobby.
Pam.
Voc� me assustou.
S�o tr�s da manh�.
Tem raz�o.
Fazendo algo especial, ou s� curtindo a sala?
-Bem, estou tentando trabalhar. -A esta hora da noite?
Na verdade, o beb� John me acordou.
Quando olhei no quarto dele, Sue Ellen j� estava l�.
De qualquer modo, n�o estou cansada, ent�o, resolvi adiantar o trabalho.
Das nove �s cinco em The Store n�o � tempo bastante para o trabalho?
Tenho estado muito ocupada. Temos a cole��o da primavera. Estou lotada.
-�, eu notei. -O que quer dizer com isso, Bobby?
Que tem passado cada vez mais tempo no trabalho.
Eu disse que estou muito ocupada.
N�o lhe parece estranho que este trabalho todo em The Store...
tenha come�ado logo depois que Sue Ellen passou a cuidar de John?
-N�o, n�o parece. Aconteceu. -Acho que n�o.
Acho que est� se esfor�ando ao m�ximo para ficar longe de casa...
para n�o enfrentar nada que realmente a incomode.
Bem, acho que Sue Ellen desperdi�a dinheiro com o Dr. Elby.
Ela s� precisava consultar voc�.
Pamela, estou preocupado com voc�.
N�o pode ter John, ent�o, se atira no trabalho. Est� errado.
Lamento que pense assim, Bobby, porque est� errado.
Ei, Bobby...
ser� que voc� e Pam podem dar um jeito de discutir durante o dia?
H� outros tentando dormir.
Claro, voc� n�o estava aqui, para ser um deles.
N�o desconte em mim porque voc� e Pammy estavam brigando.
Se continuar a se meter em minha vida, vou acertar suas orelhas.
Jordan Lee ligou. Queria saber por que tio Jock ligou para ele.
Ele logo vai descobrir.
-O que mais? -Pus tudo em sua agenda.
Tio Jock marcou uma reuni�o com o homem da refinaria...
-Por qu�? -Ele n�o disse.
N�o consigo entender isto.
Trago esses po�os asi�ticos, que valem milh�es.
Petr�leo Ewing est� em posi��o melhor do que jamais esteve em sua hist�ria.
E veja este homem. Veja. Ele destr�i minha cadeira.
E me relega a garoto de recados de novo. Vou lhe dizer, n�o aguento mais.
Bem, J.R., parece que o problema � que seu pai n�o confia mais em voc�.
Ele jamais faria isso com Bobby.
Ah, pode ter certeza disso. Bobby n�o comete erros, aos olhos dele.
Nada deixaria papai mais feliz do que Bobby chefiar a Petr�leo Ewing.
E como isso ajudaria voc�?
-O que disse? -Eu disse: como isso ajudaria voc�?
Bem, ora, se Bobby pudesse ser convencido a voltar a trabalhar...
comigo, lado a lado...
papai talvez soltasse as r�deas, n�o acha?
Mas Bobby n�o confia mais em voc� do que seu pai.
�, mas � bem mais f�cil de lidar com Bobby do que com papai.
principalmente se ele tivesse outros problemas.
�.
Todas as entregas s�o pelos fundos.
N�o estou entregando nada, senhora.
S� queria saber se a Sra. Culver est�.
Sra. Culver, este cavalheiro queria v�-la.
-Ol�. -Voc� est� linda.
Voc� tamb�m.
Lamento pela morte de Sam.
�, eu sei.
Eu teria vindo ao enterro, mas achei que a deixaria constrangida.
Sabe, Sam entendeu.
Eu contei para ele sobre n�s, antes de partir, no ano passado.
-N�o vai sair de Dallas de novo? -N�o.
N�o.
N�o, s� que h� lembran�as demais e...
Al�m disso, a casa era de Sam.
Eu s� quero um lugar pequeno.
At� l�, vou ficar em um hotel.
-Donna? -Sim.
lmporta-se se eu ficar com isto?
Dave, quero que conhe�a um grande amigo meu.
Ray Krebbs, Dave Culver, filho de Sam.
-Oi, Ray. -Dave.
-Lamento sobre seu pai. -Obrigado.
Ou�a, n�o pretendia interromper.
N�o est� interrompendo. Eu queria que conhecesse Ray.
E, sim, pode ficar com o quadro...
e tudo mais que diga respeito a voc� e Sam.
Sei que ele teria querido assim.
Ela � bastante convincente.
�, eu sei.
-Bem, foi um prazer, Ray. -Para mim tamb�m, Dave.
Ou�a, sinto muito. Acho que eu n�o deveria ter vindo.
Por qu�? Ele tinha de saber sobre n�s, mais cedo ou mais tarde.
N�o sou muito bom para ficar no meio disto com conversa social.
Se eu n�o toc�-la logo, n�o sei se aguentarei.
Ora, caub�i. Vamos.
�, �.
Marque a sess�o de fotos �s sete, e eu estarei l�.
Certo. Est� bem.
Tchau.
Oi.
Oi, Liz.
Que tal parar agora mesmo e almo�ar? Por minha conta.
Obrigada, mas n�o posso. Tenho muito trabalho a fazer.
-Ora, pode esperar. -S�rio, n�o posso. Estou lotada.
Ora, eu sou a chefe e, se eu posso deixar minha mesa lotada, voc� tamb�m.
Pam, ou�a...
est� levando tudo isto muito a s�rio. Precisa relaxar.
Est� exigindo muito de si. V� com calma.
N�o estou exigindo demais de mim.
Fui contratada para um servi�o e estou tentando faz�-lo.
Ora, Liz, deixe-me em paz.
Eu s� queria ajudar.
Bem, obrigada, mas n�o precisa. S� preciso fazer meu trabalho.
Est� bem.
Obrigada.
Verifique esse contrato.
Sim, senhor.
Papai...
estou preocupado com mam�e.
Ela me disse que estava bem.
�, mas sabe como mam�e �.
Ela n�o gosta de ningu�m se preocupando com ela.
Voc� passa tanto tempo no escrit�rio, e ela, sozinha, em Southfork.
Sei que as coisas n�o est�o t�o bem entre voc�s dois.
lsso � entre mim e sua m�e.
Sim, senhor, eu sei.
E me magoa, porque... Bem, eu me sinto respons�vel.
-Sente-se, J.R.? -Sinto-me.
Sei que lhe dei motivos para sentir...
que precisa supervisionar meu trabalho no escrit�rio.
Mas isso rouba tanto de seu tempo...
e voc� n�o pode ficar com mam�e, entende?
Bem, n�o me vejo com outra op��o.
Andei pensando a respeito e acho que encontrei a solu��o.
N�o sei qual seria, al�m de sua aposentadoria.
Ora, papai, n�o me provoque.
Voc� sabe que a Petr�leo Ewing � o sangue de minha vida.
Nisso eu acredito, J.R.
Est� bem.
E qual � sua id�ia?
-Bobby. -Bobby? N�o entendo.
Bem, se pud�ssemos fazer Bobby voltar aos neg�cios...
conosco, trabalhando juntos, n�o � o que voc� sempre quis?
Parece-me que j� tentamos isso, e n�o deu muito certo.
Eu sei, papai, mas, puxa, eu era diferente.
Admito que eu brigava com Bobby.
Mas aprendi a li��o e, sinceramente, podemos trabalhar bem juntos.
Acho que n�o conseguirei engan�-lo novamente.
Ele est� tocando a fazenda. Talvez n�o queira voltar.
Ele voltaria, se voc� lhe pedisse.
principalmente se salientasse que poderia ficar mais com mam�e.
Pensarei a respeito.
Talvez eu fale com ele, hoje.
Ou, talvez, devamos falar os dois.
N�o, seria melhor vindo de voc�, papai.
Al�m disso, tenho um trabalho ainda n�o terminado, de ontem.
Talvez eu chegue tarde.
N�o pode ser amanh�? J� tenho uma sess�o de fotos �s sete.
Est� bem, passarei l� depois.
Claro. Tchau.
Entre.
Oi.
Bem, o que fez de errado?
Tudo. At� uma briga com a mulher que amo.
Ent�o, pensei em vir at� aqui...
e lev�-la para longe disto tudo.
Talvez um jantar, um cinema, qualquer coisa.
Bobby, n�o posso.
Tenho uma sess�o de fotos e, depois, uma reuni�o.
Bem, deixe que outro fa�a isso.
N�o pode ser. Eu tenho de ir.
Ora, n�o acredito nisso. Vamos.
-Que tal amanh�? -Hoje. Quero sair para jantar hoje.
Vamos.
Bobby, n�o posso ir.
Como imagina que esta empresa se sa�a, antes de voc� trabalhar aqui?
-Ol�, Bobby. -Papai.
-Posso lhe preparar uma bebida? -Sim, com um toque de bourbon.
Que bom que o peguei sozinho. H� algo que quero discutir com voc�.
Diga.
Acho que tenho passado tempo demais no escrit�rio.
Bem, se tem, eu entendo por qu�.
Bem, n�o posso deixar J.R. continuar a administrar os neg�cios como faz.
Ele nunca sabe quando parar.
Papai, a empresa ainda � sua.
Eu sei, mas essa � a quest�o.
Sua m�e significa muito mais para mim do que a Petr�leo Ewing.
Eu deveria passar mais tempo com ela, principalmente agora.
Acho que ela compreende.
Quase perder a fazenda foi um golpe s�rio para ela.
Esse � outro motivo para eu passar mais tempo com ela.
Mas n�o posso sem voc�, Bobby.
Estou lhe pedindo que volte para a Petr�leo Ewing.
Estou cuidando da fazenda agora. Eu gosto.
N�o posso voltar a trabalhar com J.R...
principalmente se tiver de vigiar os atos dele o tempo todo.
N�o dou a m�nima para o que J.R. quer. Quero o que � melhor para a fam�lia.
Bem, eu tamb�m.
N�o vou trabalhar com ele.
Bobby, eu nunca lhe disse como viver sua vida.
E n�o vou dizer agora.
S� estou dizendo que preciso de sua ajuda, s� isso.
Est� bem.
Direi a Ray. N�o quero deix�-lo com pouca gente, no momento.
Ou�a, n�o ser� para sempre.
S� at� colocarmos J.R. no trilho certo, s� isso.
Pense nisso.
Tudo bem, Dona Ellie?
Posso lhe trazer um agasalho?
N�o, Jock. Obrigada.
Est� ficando meio friozinho.
Em breve ser� inverno.
Muito em breve.
Est� bem tranquilo por aqui, hoje.
At� Lucy saiu.
Est� silencioso demais.
Gosto mais quando a fam�lia est�.
Estamos nos afastando, Jock.
N�o � assim que eu imaginava.
Como imaginava, Dona Ellie?
Ah, n�o sei.
Que fosse como era, quando os meninos cresciam.
Mas seriam nossos netos.
N�s dois aqui, com os meninos e suas fam�lias.
Uma fam�lia bem grande e feliz.
Bem, temos Lucy, o beb� John, Bobby, J.R.
Gary est� bem, na Calif�rnia.
Bobby vai voltar para o escrit�rio, com J.R.
lsso nos dar� mais tempo juntos.
Para fazer as coisas de que falamos e nunca fizemos.
Mais uma coisa que imaginamos mas que n�o acontecer�.
Por que n�o, Dona Ellie?
Sempre a amei, todos estes anos, e quero terminar minha vida com voc�.
� um momento de vida por que anseio.
Gostaria de me sentir assim.
Pois deveria, Ellie.
N�o importa o que mais tenha acontecido, ainda temos um ao outro.
Lembre-se disso.
N�o como t�nhamos.
-Oi, Ray. -Oi, Bobby. O que faz por aqui?
Vim procur�-lo. Achei que estivesse aqui.
Seu vinho e seu chope.
Se estiver com algu�m, vou embora. Falo com voc� mais tarde.
-Ela gostar� de v�-lo. -Est� bem.
-Quer isso em sua conta? -Sim. Traga-nos outro chope, sim?
-Querida, veja quem est� aqui. -Quem?
-Bem, ol�. -Como vai, Bobby?
-� bom v�-la. -Voc� tamb�m.
Voc�s dois poderiam ter me dito que est�o saindo.
Foi s� ontem. Finalmente, reuni coragem para ligar para ela.
Ou�a, quero lhe agradecer pelos cart�es depois que Sam morreu.
Ele gostava muito de voc� e Jock.
-Onde est� Pam? -Trabalhando. Trabalha muito atualmente.
Perdemos um beb�, h� um tempo, e ela sentiu muito.
N�o sei se Ray lhe contou, mas est� tudo bem.
�, ele me contou.
Ou�a, eu n�o pretendia estragar sua festa.
-E onde est� minha cerveja? -Est� chegando.
Disse que queria falar comigo. De que se trata?
Bem, � s� um probleminha, e acho que pode esperar.
-Tome. -Obrigado.
-Traga outra rodada, sim? -Ah, n�o, para mim, n�o.
N�o, tenho de ir embora, daqui a pouquinho.
Aos velhos amigos.
Vou beber a isso.
Eu contava a Donna sobre minha casa, o que desenterramos l�.
�, foi um tanto medonho, mas...
pensei que Ray seria o �nico a morar em Southfork.
-N�o vai vender a fazenda, vai? -N�o.
N�o, � s� uma coisinha que aconteceu com minha fam�lia.
Era sobre isso que queria lhe falar.
Parece que vou voltar a trabalhar na Petr�leo Ewing.
�?
Eu n�o queria deix�-lo na m�o.
principalmente agora.
Est� bem tranquilo por l�.
lmagino que n�o haja nada que eu n�o possa dar conta sozinho.
Podemos falar a respeito amanh�. Obrigado pela cerveja.
Foi bom v�-la.
Mesmo em m� companhia.
At� mais.
Pam est� cometendo um erro grave.
No m�nimo, um que eu, com certeza, n�o cometeria com voc�.
�? Qual?
Bem, n�o espere que eu trabalhe at� tarde e o deixe bebendo sozinho.
Ele s� veio aqui para falar comigo sobre a fazenda.
Talvez. Mas tenho a impress�o que, se eu n�o estivesse aqui...
voc�s dois teriam fechado o lugar.
-Voc� acha? -�.
Bem, talvez, nos velhos tempos.
Mas, atualmente, tenho outros planos para minhas noites.
lmporta-se de ser mais expl�cito?
Bem, pode ouvir enquanto dan�a?
Experimente.
Pamela, trabalhando at� tarde?
Ei, � melhor ter cuidado.
Essa renda toda das horas extras vai levar Bobby a outra faixa de imposto.
Sabe, talvez n�o seja boa id�ia deixar Bobby muito sozinho � noite.
Entende o que digo?
Antes de conhec�-la, Bobby era o garanh�o de Dallas.
Talvez ainda seja, pelo que sei.
Talvez n�o saiba, J.R., Bobby n�o se classifica mais como garanh�o.
Ele se aposentou, quando nos casamos.
Deixou o campo livre para voc�.
Claro, pelo que eu soube, isso ainda deixa o campo livre.
Quando quiser comprovar, pode ser facilmente providenciado.
N�o se incomode, J.R.
Mesmo que eu n�o fosse casada com Bobby, voc� n�o � bastante macho.
Bem, macho o bastante para mim e Sue Ellen termos um filho e herdeiro.
Algo que voc� e Bobby parecem incapazes de fazer.
Sue Ellen e Cliff.
Bem, n�o me surpreende que esse seu irm�o d�bil mental...
tenha se vangloriado de seu caso com Sue Ellen.
Um caso que, ali�s, a levou ao alcoolismo.
Quanto � alega��o de ele ser pai da crian�a, n�o h� provas disso.
Tenho todas as provas de que preciso de voc�.
Nunca o vi tocar no beb�, quanto mais segur�-lo.
Bem, voc� faz bastante disso por todos n�s, n�o �?
Mas isso tamb�m acabou, agora.
E quanto a quem seja o pai da crian�a...
o tribunal do Estado do Texas tem uma forte suposi��o...
de que o marido da mulher seja o pai da crian�a.
E isso, para mim, � o bastante, Pamela.
Acho que esta conversa j� foi longe demais.
Lamento, J.R. Eu n�o deveria ter dito nada, mesmo.
Mas disse, n�o �?
E isso s� prova o que eu sempre disse sobre os Barnes: s�o ral�.
E quanto mais os Ewing se distanciarem dos Barnes...
melhor os Ewing estar�o.
Desculpe pelo atraso.
Voc� parece muito cansada, querida.
Ainda est� zangado?
N�o.
Bobby, fiz uma coisa muito idiota.
O qu�?
Eu disse a J.R. que sei que Cliff � o pai do beb� John.
Ah, n�o.
-Pamela, por qu�? -Eu n�o pretendia.
N�s discutimos, e reagi ao fato de ele lan�ar na minha cara...
que eu e voc� n�o temos um beb�. Eu n�o pensei.
N�o contou a ele sobre a neurofibromatose?
N�o.
Bem, querida, ele conhece seu ponto vulner�vel.
Todo mundo conhece.
E o que significa isso?
Significa que ele vai continuar a jogar isso na sua cara e na minha...
at� descobrirmos um jeito de p�r fim nisso.
Bobby, n�o vou me arriscar a ter um filho.
Eu me sinto culpada a respeito.
Eu me odeio por isso.
Mas n�o vou me arriscar.
Pamela, eu compreendo.
Mas vai continuar se escondendo disso, em The Store?
Se for preciso.
Querida...
se ter um filho � a resposta para n�s e temos um problema a�...
por que n�o adotamos?
Sem d�vida, podemos amar uma crian�a adotiva tanto quanto uma nossa.
Bobby, n�o � quest�o de amor.
Tenho medo que adotar me faria sentir-me muito mais culpada.
N�o � algo que se fa�a apressadamente.
Eu s� preciso de mais tempo.
Sue Ellen.
Vagabunda.
O problema que me causou.
Vou providenciar para que seu amante, o maravilhoso Sr. Clifford Barnes...
acabe na rua.
E isso vale para a irm� dele, tamb�m.
-Bom dia, Sue Ellen. -Bom dia, Ray.
-Bom dia. -Oi, Ray.
-Todos conhecem o Xerife Washburn. -Ol�, xerife, como vai?
Bom dia, Fenton. Voc�s querem um caf�?
-N�o, obrigado, senhor. -Algum problema, Fenton?
N�o, senhora. Acho que n�o.
Eu s� queria conversar com voc�s sobre o corpo que achamos na casa de Ray.
Acabamos de vir de l�.
-Descobriram quem era? -Ainda n�o.
N�s o encaminhamos para o pessoal da patologia, em Dallas.
Achamos que poderia ser um vagabundo que se perdeu na tempestade e morreu.
Algum motivo para pensar outra coisa?
De acordo com o pessoal de Dallas, ele levou um tiro.
Ele tinha um buraco de bala no cr�nio.
Lamento, Dona Ellie.
Bem, por que quer falar conosco?
Os restos foram encontrados aqui, em Southfork.
Eu imaginava se, talvez, a senhora ou Jock se recordavam...
de algu�m que poderia ter trabalhado aqui...
ou que estivesse de passagem e tivesse sumido.
Quanto tempo faz?
Bem, h� uns trinta anos, mais ou menos.
lsso faz muito tempo, Fenton.
Sim, senhora, faz.
Assim, de cara, n�o consigo pensar em ningu�m.
Naquela �poca, t�nhamos trabalhadores diaristas no campo. Muitos.
Bem, n�o achei que lhe ocorreria de imediato...
mas, talvez, se pensar por algum tempo.
Claro. Faremos isso.
Bem, obrigado. Lamento incomod�-los no caf� da manh�.
Se souber de algo, eu avisarei.
Estranho. Quem ser� que seria ele?
J.R., n�o atirou em algu�m quando era crian�a e esqueceu, n�o �?
Bobby, acho que isso n�o � especialmente divertido.
Mam�e, papai.
Bobby, J.R. nem merece isso.
Bem, mam�e, nunca se sabe. Ele adora ter segredos.
Pode me dar uma carona, Bobby? Vim com Fenton.
Claro. At� mais tarde.
-At� logo. -Jock. Dona Ellie.
Donna parecia muito bem ontem. E feliz.
-�, ela � algo especial, n�o �? -Voc� tamb�m n�o parece triste.
Vou lhe dizer, Bobby. Acho que vou pedir aquela garota em casamento.
Que fant�stico. Parab�ns.
N�o diga nada, ainda, porque ainda n�o perguntei.
N�o sei o que ela vai dizer.
Se ela for inteligente, � poss�vel que tenhamos um casamento em breve.
Ser� bem aqui, em Southfork.
-Eu n�o poderia pensar em outro lugar. -�timo.
Eu n�o acreditei que me sentiria assim.
� uma coisa muito normal.
Mas, ap�s toda a dor que ele me causou, por que me importa o que ele sente?
J.R. ainda � seu marido.
Eu sei.
Mas foi t�o estranho v�-lo daquele jeito.
Sabe, correndo o perigo de perder tudo...
e Jock e Ellie desprezando-o, foi t�o...
N�o sei como dizer, exatamente.
Era quase como se houvesse uma vulnerabilidade nele.
Quase um desamparo.
Voc� sentiu pena?
N�o. Acho que n�o.
Foi algo que pensei que tivesse morrido h� muito tempo.
De um modo estranho...
eu o amei de novo...
e quis ajud�-lo.
Eu n�o pensava que jamais voltaria a sentir algo por ele.
-Esse sentimento ainda est� a�? -N�o.
Quando mudou?
Quando ele achou petr�leo na �sia.
Por que isso mudou tudo?
Ele voltou a ser o mesmo homem que era.
Ou �.
Cruel, arrogante e desp�tico.
Tudo que se procura em um homem.
-Acha que � isso que voc� procura? -Deve ser.
Eu me casei com ele.
N�o seja t�o rigorosa com voc� mesma.
Por qu�? Sou casada com um homem que n�o suporto.
E tenho medo de troc�-lo por outro que � tudo que ele n�o �.
Por que tem medo?
Talvez seja porque tenho medo de que Dusty acabe sendo igual a J.R.
Acho que n�o quero continuar com estas sess�es, Dr. Elby.
N�o estou fazendo nenhum progresso.
Voc� se recusa a reconhecer o progresso.
Que progresso?
Voc� aceitou o pequeno John.
At� J.R. despertou uma rea��o emocional em voc�.
Quer tenha passado, ou n�o, a emo��o estava a�.
N�o v� que est� se tornando cada vez mais uma pessoa inteira?
Que est� cada vez mais pronta para novas experi�ncias...
que podem lhe trazer verdadeira felicidade...
se voc� apenas confiar em si mesma?
Connie, se houver telefonemas, estarei no Clube dos Pecuaristas, est� bem?
Est� bem. �timo.
Ei, bem na hora.
Eu o convido para almo�ar.
-Gostaria de lhe falar, antes. -Est� bem.
O que o preocupa, Bobby?
-Bem, falei com Ray. -Sim?
E o informei que estava voltando a trabalhar na Petr�leo Ewing.
Agrade�o, Bobby. Significa muito para mim.
lmaginei que � melhor. Pam trabalhando como est�, eu mal a vejo atualmente.
N�o seja muito rigoroso com ela.
Ela passou por um mau peda�o, quando perdeu o beb�.
Voc� tem de lhe dar algum tempo para se recuperar, s� isso.
Estou fazendo isso, papai.
Mas estava pensando que, talvez...
Talvez ela n�o devesse ter de passar por isso novamente.
Talvez possamos adotar um beb�.
Bem, eu entendo como se sente a respeito agora, mas v� com calma.
N�o se apresse com nada.
N�o h� raz�o para que, com tempo, voc� e Pam n�o tenham um filho.
Um Ewing de verdade.
Claro.
At� logo.
Por que estava t�o decidido a vir aqui, hoje?
Bem, este restaurante tem uma clientela muito leal, minha cara.
A maioria destas pessoas almo�a aqui todos os dias.
Est� esperando ver um deles?
Pode me servir um bourbon e... Chablis est� bom?
Acabo de ver. Espere, espere.
Harrison. Harrison.
-J.R. -Como vai?
-Que bom v�-lo. -Bom v�-lo.
la telefonar.
Queria lhe dizer como fiquei feliz por voc� encontrar petr�leo na �sia.
Bem, obrigado, obrigado.
-Acho que � s� a ponta do iceberg. -� mesmo?
Gostaria de lhe apresentar minha secret�ria e minha cunhada.
Kristin Shepard, este � Harrison Page, propriet�rio de The Store.
Sim.
Diga, se n�o est� esperando ningu�m, por que n�o almo�a conosco?
-Seria um prazer. -Maravilhoso. Sente-se.
Ent�o, esse neg�cio na �sia ser� um pouco maior do que soubemos.
Espero muito daquilo, muito mesmo.
N�o sei se est� interessado, mas gostaria que eu o inclu�sse?
Bem, eu teria muito interesse.
J.R. disse que � secret�ria dele?
Disse, sim, e sou.
Bonita demais para esse trabalho horr�vel.
Se voc� se cansar, telefone para mim.
Sempre h� lugar em The Store para algu�m t�o atraente.
N�o lhe d� ouvidos, Kristin. O emprego que ele oferece n�o tem futuro.
N�o � verdade, J.R.
N�o sei, n�o.
Minha cunhada, Pamela, est� trabalhando l� h� algum tempo...
e, exceto por uma promo��ozinha rid�cula, n�o conseguiu mais nada.
Est� me dizendo que Pamela Ewing tem s�ria inten��o de carreira?
Ah, sem d�vida.
Claro, ela � orgulhosa demais para usar o nome dos Ewing...
mas acontece que sei que nada a deixaria mais feliz...
do que uma fun��o com mais responsabilidade.
Pensei que ela s� estivesse l� por farra.
Ah, n�o. Ela trabalha com dedica��o.
Sei quanto valor voc� d� a Liz Craig.
Mas Pamela faria um trabalho muito melhor do que o dela.
Liz � muito bem considerada.
Ora, eu sei, eu sei.
E seria muito valiosa para voc� em suas lojas em Austin ou Houston.
Significaria muito para mim, para todos os Ewing.
Bem, eu gostaria de pensar um pouco a respeito, J.R.
Bem, fa�a isso.
E eu pensarei a respeito de inclu�-lo no neg�cio de petr�leo da �sia. Est� bem?
-Gostariam de ver o card�pio? -Sim.
Por que n�o pedimos champanhe? Pode escolher.
Essa � uma imagem bonita.
Jamais pensei que veria esse dia.
Chegou cedo, J.R. Nem s�o dez horas ainda.
Bem, no m�nimo, cheguei mais cedo do que Pam.
Bobby est� l� atr�s, roendo as unhas at� o talo.
N�o gostaria de segurar seu filho um pouco, querido?
N�o.
Sabe, tenho de cumprimentar o Dr. Elby.
Ele n�o melhorou sua disposi��o, mas voc� j� se interessa pela crian�a.
Talvez voc� deva consult�-lo tamb�m. Ele poderia fazer o mesmo por voc�.
Na verdade, voc� e ele fizeram um progresso t�o bom...
que voc� n�o precisa mais v�-lo.
Bem, n�o posso parar agora, J.R.
Estou come�ando a descobrir o que o Dr. Elby realmente tem a oferecer.
Cansei de esperar por voc�, toda noite, sem saber quando vai chegar.
N�o comece, Bobby.
N�o � um come�o, Pamela. � um fim.
Acha que n�o deveria ter um beb�? Eu compreendo.
E n�o quer adotar? Tudo bem, tamb�m...
porque posso viver sem uma crian�a, mas n�o viverei deste jeito.
Quero que pare de passar todo seu tempo em The Store...
e fique mais aqui, como minha esposa.
N�o posso. N�o farei isso.
lsso n�o � resposta. N�o aceitarei isso.
Ent�o, suponho que s� haja uma resposta. O div�rcio.
-Que tipo de resposta � um div�rcio? -Deixe-me em paz, Bobby.
N�o, vamos conversar sobre isso e acertar tudo agora mesmo.
N�o vejo como.
Voc� quer algo que n�o posso lhe dar, que n�o lhe darei.
Pamela, eu lhe disse que n�o me importa um filho.
Eu me importo conosco.
Um dos motivos para eu estar ansioso para termos um filho...
� o modo como voc� � com John.
Vendo quanto voc� o ama...
pensei que, talvez, ter um filho seu preencheria sua vida.
Claro que preencheria, Bobby.
Mas, talvez, o motivo de eu passar tanto tempo com ele...
seja porque n�o terei um meu.
Sabe que n�o quero me divorciar.
Eu o amo mais do que nunca.
Mas n�o posso mais falar disto.
Ao menos, no trabalho n�o preciso pensar a respeito...
nem enfrentar voc�, nem sua fam�lia.
Ent�o, vamos dar um jeito.
Vamos viver um dia por vez e daremos um jeito.
Vamos entrar.
Sabe, na verdade, h� s� uma coisa errada em tudo isto.
N�o pensei que houvesse algo errado.
N�o, n�o isso.
Amanh�, tenho de deix�-la.
Voltar � fazenda, fingir que estou trabalhando.
Tudo que estou fazendo, mesmo, � pensando em ficar com voc�.
Bem, talvez deva se demitir e ficar aqui comigo.
N�o posso abandonar Southfork.
Estou brincando.
Quero dizer, se n�o pode, que op��o nos resta?
Casar-nos.
Bem...
isso � um sim ou um n�o? N�o sei dizer.
Ou�a, sei que isto foi muito r�pido, depois da morte de Sam.
Mas n�o temos que prestar contas a ningu�m.
Acredita que eu o ame?
Sim.
Tem raz�o.
Ah, eu amo voc�.
E quero me casar com voc�.
Mas n�o agora.
-Por que n�o? -Porque � muito cedo.
Nem sei se consigo explicar a voc�.
� s� algo que sinto que devo a Sam.
Se voc� e eu nos cas�ssemos agora...
h� pessoas que diriam que Sam foi um tolo casando-se comigo.
''L� estava a mulher dele, com um garanh�o escondido...
s� esperando que ele morresse.''
N�o est� certo.
N�o me importa o que digam de mim...
mas n�o permitirei que fa�am isso com a mem�ria de Sam.
Ou�a aqui, mo�a.
Aquela casa ficar� pronta daqui a seis meses.
No dia em que terminar...
n�s vamos nos casar.
� todo o tempo que estou disposto a dar a Sam e sua mem�ria.
Voc� conseguiu um compromisso.
Ei, Harrison, aqui � J.R. Ewing.
Harrison, tenho uma boa not�cia para voc�.
�. Vou conseguir inclu�-lo com 1 % do novo campo na �sia.
�, isso mesmo.
Quero que saiba que tenho uma lista de um quil�metro de interessados.
�. Ora, de nada.
� sempre um prazer fazer um favor para um amigo.
Certo, meu amigo.
Ah, diga. Chegou a pensar na conversa que tivemos?
Sobre Pamela ser promovida.
Em The Store.
Ora, obrigado, meu amigo. Agrade�o muito.
-Oi. -Veja s� voc�.
Trabalho, trabalho, trabalho.
N�o sei de onde vem tudo isso.
Bem, seja de onde for, finalmente, valeu a pena.
De que est� falando?
Tr�s palpites sobre onde estive. N�o, deixe para l�. Vou contar.
Harrison Page. Acabo de estar com Harrison Page.
E adivinhe. Fui transferida para a filial de Houston.
E tr�s palpites mais sobre quem vai ser minha substituta.
Houston?
Por que no mundo est�o mandando-a para Houston?
Para voc� ficar com meu cargo.
Parab�ns, finalmente conseguiu.
De que est� falando? Praticamente, nunca falei com o Sr. Page.
Bem, seja o que for que disse, ele ouviu.
Voc� agora � chefe de compras para The Store.
Liz, eu jamais pedi isso.
N�o sei por que voc� quereria isso.
Mas tem um cargo com garantia para romper qualquer casamento.
At� um t�o bom quanto o seu.
Parab�ns.
Liz.
Ent�o, eu irei ao escrit�rio regularmente, agora.
Estou feliz que tenha decidido assim, Bobby. S�rio.
Dar� a papai mais tempo para ficar em casa, n�o �, papai?
Bem, ainda irei ao escrit�rio de vez em quando, J.R.
Mas, com certeza, n�o deixarei sua m�e como tenho feito.
Marquei uma reuni�o com os contadores. Gostaria que voc� estivesse presente.
Com certeza, Bob. Com certeza.
Deve se sentir bem, mam�e.
Ver seus filhos nos neg�cios juntos, novamente.
Se for melhor para seu pai, est� bem para mim.
Vamos dar um jeito para papai nunca mais se preocupar. Certo, Bob?
Se vigiar seus passos der conta disso, pode apostar.
Vamos jantar?
Por que n�o.
Jantar, querida?
Gostaria de saber quem voc� pensa que est� enganando, Sr. Simp�tico.
Voc� � t�o desconfiada, Sue Ellen.
N�o imagino nada melhor do que ter Bobby de volta aos neg�cios.
Deve haver algum motivo.
Pensa que pode manipular Bobby mais facilmente do que Jock?
Se pensa, est� enganado.
N�o tenho de manipular Bobby.
Tudo vai correr muito bem.
Confie em mim.
-Ora, chegou cedo. -la me encontrar em The Store?
Eu ia sair para jantar com Ray e Donna.
J� que est� em casa, venha tamb�m.
Est� bem.
Bobby, algo estranho aconteceu hoje.
-Estive com o Sr. Page em The Store. -Claro. O que Harrison queria?
Bem, v�o transferir Liz para Houston, e ele quer me dar o cargo dela.
Ora, o que lhe disse?
� quatro vezes mais trabalho e seis vezes mais viagens. O que disse?
Bem, eu disse que daria a resposta amanh�.
N�o acredito que chegou sequer a pensar em aceitar.
Acha que esse emprego pode substituir um marido e uma fam�lia?
N�o, n�o acho.
Se precisa pensar a respeito, aceite o cargo.
Mas vou lhe dizer uma coisa. � pelos motivos errados.
Porque, pelo tanto que vamos nos ver...
pelo tanto que restar� do nosso casamento...
poder�amos estar divorciados.
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