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Original subtitles

Tenho um cliente no corredor da morte

em Louisiana chamado Rudy Jones.

Ele n�o est� morto?

Tem uma broca l�!

Declare, Juiz.

Sei que n�o � f�cil ser um policial negro disfar�ado.

N�o quero parar. � tudo para mim.

Estou com medo que eles descubram.

- Quem �? - N�o diga a ela que fui eu.

V� e construa uma nova vida.

Nome completo?

Nicholas Johnson. Eu sou Nick Johnson.

Se voc� ferir meu irm�o, todos meus irm�os ir�o at� voc�.

Estou trabalhando em um bom caminho.

Maya Cobbina. Este � o meu namorado.

O que voc� quer?

Espere. N�o � seguro l�. Esperamos escudos e capacetes.

H� uma nova testemunha.

Assustada e cuidadosa. O que � uma coisa boa,

20 anos de vida normal faz uma cobertura perfeita.

- Temos uma hist�ria em comum. - Michael Antwi.

Queremos que compartilhe conosco o que ela pensa.

A primeira diretora negra

do Minist�rio P�blico � uma possibilidade real.

Eles querem me entrevistar.

Fa�a.

Ela n�o pode conseguir este trabalho.

Eu dei tudo de mim para

articular exatamente o que penso.

Que � sempre e sem exce��o meu melhor acerto na verdade.

Melhor n�o ter nenhum esqueleto no seu arm�rio.

UNDERCOVER S01E03

Ambul�ncia aqui.

Joe.

Vamos! Vamos!

Joe... Joe!

Meu Deus. Meu Deus.

O que aconteceu?

Ele est� morto!

Cale a boca.

Meu Deus.

- Ele est� morto. - Cale a boca!

- Ele est� morto! Meu Deus... - Cale a boca!

Bom garoto.

Pode dar um cigarro?

- Quanto tempo est� no trabalho? - 29 anos.

E quando vai aposentar?

Sete semanas.

Ent�o, quem vai culp�-lo por um pequeno erro

cometido justamente na morte?

Que erro?

Estava um caos aqui e voc� assumiu a responsabilidade.

Como todos os melhores sargentos de cadeia.

Que erro?

Homens errados na mesma cela.

- Quem � voc�? - Posso ser superior na hierarquia,

mas 29 anos de servi�o, � a real classifica��o.

- Acho melhor falar Ingl�s, senhor. - Assuma.

Ou?

N�o gosto da Delegacia da Receita.

Ent�o quando vejo eles farejando

um bom tira com 29 anos de servi�o,

me disponho a lutar com unhas e dentes.

Quem � voc�?

Tudo que precisa saber � que eu n�o estava aqui.

Nem ent�o e nem agora.

Ent�o o que vamos falar?

O esquisit�o branco na cela com ele, Peter Mackie,

� membro de um grupo neonazista.

- Reincidente? - Sim.

Muito bem.

Certo.

Mackie deu uma chave de bra�o nele.

Sim?

Quando entramos era tarde demais.

Ele tinha parado de respirar enquanto apart�vamos. Certo?

O �nico problema � porque estavam juntos naquela cela.

A responsabilidade � minha.

- Precisa saber. - Sim. - Nem uma palavra mais.

O Secret�rio recebe de mim o que recebo de voc�.

ent�o, por favor n�o me d� nada que n�o preciso.

O Sargento sob enorme press�o fez besteira em uma cela.

- Pelo amor de Deus... - Um dos policiais n�o parava.

Tentando ressuscitar Michael.

- Falo aos outros policiais? - Fale ao pessoal da ambul�ncia.

Michael � bom.

Todos dever�o cham�-lo por Michael a partir de agora.

Foi uma morte tr�gica, estamos todos

muito chateados, ent�o apenas o primeiro nome.

E sobre o acordo? O Sargento?

Qual � o nome dele?

Trimble. Cinco filhos. Velha guarda.

A Receita est� investigando

algo desonesto dele com um carro.

Deixei muito claro que estamos por detr�s dele.

Sim. Totalmente. Venha comigo.

E a fam�lia de Michael?

Estamos em estreito contato com eles.

Saberemos como est�o fazendo e o que est�o dizendo.

- Isso � bom. - S� uma coisa.

H� uma advogada fazendo perguntas dif�ceis.

Bem, isso me entristece.

Deus sabe o quanto � dif�cil para a fam�lia.

Sabe o que realmente me irrita?

Nunca � o advogado o centro das aten��es, n�o �?

- Qual � o nome dele? - N�o � ele, � ela.

Maya Cobbina.

- Mark Neame. - Ol�, Mark.

- Muito prazer em conhec�-la. - Sim. - Por aqui. - Obrigada.

Uma confiss�o, sou a nova Procuradora

e a chefe de voc�s...

e nunca processei um caso na minha vida.

N�o sei o que estou fazendo.

Mas serei t�o honesta com voc�s como estou sendo comigo mesma.

Se vamos atr�s das pessoas que eu quero ir atr�s

preciso da for�a moral e da coragem de todos voc�s.

Vou deixar-nos orgulhosos de processar.

Vou come�ar por toda nossa energia coletiva junta...

para investigar um caso que eu conhe�o.

20 anos atr�s, um homem morreu sob cust�dia policial

e evitamos de chegar � verdade

de como esse homem morreu.

O nome do homem morto � Michael Antwi.

E esta � a m�e dele.

CEMIT�RIO ABNEY PARK, 1996

- Oi, querida. - Oi.

Eu tinha que vir. Por ele e por voc�.

Por mais do que isso, eu espero.

Fa�a a hist�ria, Julia.

Eu te vejo daqui a pouco.

N�o tenho palavras.

N�o consigo falar.

Ele era meu filho.

Eu costumava cantar para ele.

Sublime gra�a

Como � doce o som

Que salvou um miser�vel como eu

Uma vez...

estava perdido

Mas agora fui encontrado

Estava cego,

mas agora eu vejo

Muito obrigada por tudo hoje.

- Eu te vejo mais tarde. - Sra. A.

Olha, n�o vai ser f�cil.

Nunca tem a��es c�veis contra a pol�cia,

ent�o voc� pode querer pensar se vale a pena.

- Qual � o seu problema? - Desculpe? - A��es c�veis?

Este foi um crime. Voc� � advogada criminalista.

Peter Mackie aguarda julgamento.

N�o, n�o, n�o. N�o quero Peter Mackie.

Tudo o que ele fez foi matar o meu filho.

Eu posso perdo�-lo por seu rancor idiota.

- Mas n�o posso perdoar o resto. - Como assim?

Quero o homem que causou a morte de Michael

julgado e enviado para a pris�o.

Algu�m colocou os dois juntos na cela.

Eu quero saber quem.

Entendeu, filha? Consiga para meu filho a justi�a correta.

� um grande declara��o. Mas � o que Michael falou.

Lembra que ele disse?

"Se voc� ferir meu irm�o, todos meus irm�os ir�o at� voc�."

Faremos o que est� dizendo, a coisa toda pode crescer.

Sim, � um grande chamamento.

Mas n�o temos a indigna��o de Michael para viver agora?

Ela � minha.

Mas eu a amo.

A solid�o da lideran�a.

Ent�o, qual � o nosso passo, cara?

A delegacia.

Uma bomba incendi�ria, vamos fazer alguns

torresmos com os porcos l� dentro.

Talvez, ent�o, percebam que falamos s�rio. Me entende?

Sim. Sim. Eu ouvi.

Certo, �timo. Eu te vejo ent�o.

Alex Brady. O homem que n�o est� aqui.

Muito engra�ado, Jakey.

Agora volte a fazer o que n�o podia fazer sem mim.

- Como assim? - � pago como uma equipe, mas n�o tem contrato.

- Por qu�? - Assim, pode se comportar

mal se algu�m vier depois de n�s.

- O documento pode dizer que n�o o empregamos. - Certo.

- Eu esqueci. Ele quer v�-la. - Quem?

Com a hist�ria da morte sob cust�dia.

- Est� brincando! Jake, por que n�o me ligou? - Eu apenas...

Certo, quando? Quando ele quer me ver?

Em cinco minutos. Dois minutos e 30 segundos atr�s.

E leva 60 segundos para ir daqui at� ele.

Restando um minuto e meio para voc� escrever.

- � uma boa jornalista, Jules? - Obrigada, Jake!

Isso � muito bom.

- Quantas mortes sob cust�dia? - 244 nos �ltimos cinco anos.

- Processos bem sucedidos? - Nenhum. - Entende?

N�o, desculpe.

Se vamos ficar indignados e queremos

que nossos leitores compartilhem a nossa dor,

a cara tem que ser adequada.

Seu homem � limpo como um espelho.

Esta � uma grande hist�ria.

- Eu sei. - De verdade?

Totalmente.

�timo.

Corrigan aqui. Sim.

Qual � o nosso passo, cara?

A delegacia. Uma bomba incendi�ria.

Vamos fazer alguns torresmos com os porcos l� dentro.

Meu Deus.

Tamb�m precisamos de algo que prejudique Michael Antwi.

Certo.

Alguma coisa mais?

Tudo bem, a advogada.

- N�s... - Duas coisas.

N�o se apaixone...

e use preservativos.

- Bom de cama? - Julia! - Desculpe. Ele � bonito?

Sim. Ele �...

Ele � muito engra�ado. Ele me faz rir.

- Bom de cama? - Maravilhosamente bom.

- Sim! O que ele faz? - Consegue o tempo todo.

Ele � escritor.

Deus. Tinha que ter um lado negativo.

- Que tipo de escritor? - De crimes.

Ent�o, basta ir atr�s de uma coisa.

- O qu�? - Suas hist�rias. - Isso � um aviso?

Todos os escritores t�m um peda�o

de gelo em seu cora��o ou n�o s�o reais.

Cuidado com o gelo.

- Vou encontrar alguns amigos. - E eles t�m beb�s.

Ol�. Esta �... esta � Julia.

- Ol�. - Oi, Nick.

Prazer em conhec�-lo.

- J� ouvi tudo sobre voc�. - Nada de ruim espero.

N�o, n�o, tudo bem.

Ela disse que voc� � bonito e engra�ado.

- E qual foi a outra coisa? - Eu disse bonito e engra�ado.

- E a outra coisa? - Foi tudo o que eu disse.

- Sim, n�o havia outra coisa. - N�o, n�o havia.

- Quieta. - Tinha outra coisa que ela realmente gostou.

H� uma hist�ria de um rep�rter com

refugiados na guerra civil do Congo nos anos 60.

Ele est� em uma sala com mulheres

aterrorizadas, o que ele diz?

"Algu�m aqui foi estuprada e fala Ingl�s?"

- Terr�vel. - Deus!

N�o tem gra�a. Voc� n�o faria isso, certo?

- N�o, n�o. Claro que n�o. - Por que n�o?

Bem, porque eu poderia inventar.

N�o estou preso com a verdade. Vers�o de rep�rter.

- � livre para usar sua imagina��o. - Sim.

Mas, como todos, tudo o que tem � a sua experi�ncia.

Esperamos que teve uma inf�ncia realmente infeliz.

- Infeliz de que maneira? - Meus pais me amavam.

�, sabe... eles adoravam mais o crack e coca�na.

- Como eles se conheceram? - Julia.

N�o, n�o. Sem problema. Em Arms Hawley, Camden Town.

Ele se ofereceu para comprar uma bebida e ela disse sim

e assim sua vida tinha acabado.

Ele tinha 41. Ela tinha 17 anos.

- Jovem demais. - Sim

Mas que chance tem 17 anos de bons pais

contra uma olhada em um bar do homem errado?

Ent�o, o que aconteceu?

Bem, sabe, eventualmente, me levaram ao servi�o social.

- Quantos anos voc� tinha? - Eu tinha quatro anos.

- Vamos pegar outra garrafa? - Sim.

Ent�o, � um verdadeiro escritor.

Por qu�? Por que disse isso?

Porque fala sobre seus pais como se estivesse estado l�.

Sim, bem, talvez... Muito obrigado.

Talvez... Talvez contaram a ele sobre isso.

Ele tinha quatro anos quando deixaram a sua vida.

Enfrente-o, Maya. Ele � um escritor.

Inventa coisas para am�-lo.

Voc� pode dan�ar todas as dan�as com o cara

Aquele que te d� uma olhada,

deixe-o abra��-la apertado

Voc� pode sorrir todos os sorrisos para o homem

Que segurou sua m�o debaixo do p�lido luar

Mas n�o se esque�a de quem est� te levando para casa

E nos bra�os de quem voc� estar�

- Doc Pomus. - Desculpe?

Escreveu essa can��o.

Ela era... um menino judeu do Brooklyn.

Doc teve paralisia infantil desde a inf�ncia

e em sua noite de n�pcias...

ele viu sua esposa loira dan�ar com cada um de seus convidados,

mas n�o com ele, ent�o escreveu essa can��o.

E viveram felizes para sempre.

V�cio do jogo. Div�rcio. Cadeira de rodas.

Morte precoce por c�ncer de pulm�o.

Eu tenho que ir.

Desculpe.

Se importa se eu perguntar onde?

N�o.

Duas vezes por semana ajudo em um abrigo para sem-teto.

Mas, sabe, eu tenho dez minutos.

Ent�o...

poder�amos...

poder�amos ouvir duas m�sicas mais fora do Edif�cio Brill ou

poderia lhe dizer como � se sentir

estar perdidamente apaixonado por voc�.

Ambos, por favor.

Onde voc� est�?

- Ajudando moradores de rua. - Que bom.

- Como est� escrevendo? - Estou bloqueado.

E sou sens�vel demais para falar sobre isso.

Nada de Antwis?

Ele era um orador not�vel.

Homens perigosos muitas vezes s�o.

N�o. � carism�tico, apaixonado, com um sentido real da hist�ria.

Eu gostaria de poder t�-lo ouvido.

Voc� ainda pode.

Meu Deus.

Por que est� sentado a�?

Porque voc� tem os melhores peitos do pr�dio.

- Muito obrigada. - E estamos trabalhando juntos. - Estamos?

Woodward e Bernstein, come seu cora��o!

E voc� n�o tem nada de Brady e Redhead.

Eu tenho um monte de trabalho, ent�o...

N�o. N�o � verdade.

AS DUAS FACES DO �DIO

�cone � uma palavra usada excessivamente. Mas isto...

Estive em Louisiana, EUA.

Conheci um homem chamado Rudy Jones.

Como voc� conseguiu isso?

Isto caiu no meu colo.

Agora, este homem, Rudy Jones, � um assassino de sangue frio,

e este homem, Michael Antwi, est� do seu lado.

Ent�o, voc� v�, nem sempre seguem

realmente o que voc� quer que seja.

Porque ele n�o fez isso. N�o era ele.

Bem, ele foi condenado por um j�ri.

Quem deu isso a voc�?

Ter�amos sido mortos, menina idiota! O que estava pensando?

- Eu... Isto n�o �... - N�o se atreva a abrir a boca!

Que tipo de rep�rter � voc�? Nem mesmo checou a hist�ria!

E se f�ssemos atr�s do melhor amigo de um assassino cruel?

- Posso pelo menos...? - Tire uma foto dela.

- Tire a foto! - O qu�? - Sorria ou est� morta.

O qu�? Por qu�? O que est� fazendo?

Discrimina��o positiva, menina.

Sorria. Sorria!

- Eu n�o escrevi isso. - Seu nome est� l�.

- Impresso, abaixo da foto. - Eu disse que n�o escrevi.

Nada?

A pequena parte do policial de servi�o.

- Meu Deus. - Eles armaram, Maya.

- Julia! - Armaram para mim. - Voc� vai deixar o jornal?

� sua ren�ncia, Julia?

Eu sou uma jornalista negra em um tabloide.

Voc� estava no funeral dele!

N�o h� grava��es de discursos Michael Antwi.

A pol�cia estava no funeral, certo?

N�o � surpresa terem uma grava��o de seu discurso.

N�o foi suficiente o seu nome? Fez a foto contra a sua vontade?

O nome em si n�o diz ao leitor que o rep�rter � negro.

O seu rosto negro d� legitimidade � essa hist�ria.

Negro no negro. Deve ser verdade.

Acho que isso pode me dar o ponto de apoio que preciso.

- Acorde! - Em 20 anos, agora escreverei hist�rias positivas

sobre homens e mulheres negras

porque coloquei meu nome nesta em primeiro.

"Eu vi Michael morrer. Mas, por favor, n�o conte a ningu�m."

Conhecia cada homem e mulher

na delegacia quando Michael morreu.

Eu saberia se fosse um deles.

Bem, talvez...

Talvez fosse algu�m que n�o estava na delegacia.

- Fale isso de novo. - Algu�m que n�o estava na delegacia.

- A pol�cia! Eles se infiltraram nas manifesta��es, certo? - Sim.

Eles colocaram policiais disfar�ados nas marchas.

Claro.

Assim, haviam agentes secretos trabalhando fora da delegacia.

- Foram registrados? - Claro que n�o. S�o invis�veis.

N�o existe ningu�m invis�vel. Existe, papai?

Voc� est� bem?

"Esteja na Central London ao meio-dia."

- E? - "Aguarde a mensagem."

Por que n�o sabemos quem �?

- � algu�m que n�o estava na delegacia. - E da�?

Qualquer um que tenha visto e ouvido

como controlamos as coisas

- desde que Antwi morreu? - � poss�vel.

S� se um dos dois negligenciaram porque eu tenho certeza que n�o.

No momento voc� parece ser algu�m negligente.

Quem diabos voc� pensa que �?

Algu�m que tem mantido a cabe�a, enquanto outros perderam.

Parafraseando Kipling.

Eu sou um membro do governo, n�o um policial fantasma como voc�.

Eu existo. E eu tenho muita coisa a perder.

A testemunha pode ser algu�m dentro.

O que voc� quer dizer?

Poderia ser ele, por exemplo.

Ele est� certo. Poderia ser.

- Paranoia n�o vai nos ajudar. - N�o.

Mas encontrar a maldita testemunha

vai ajudar. E voc�, resolva isto.

- Nick! - Sim. Sim.

Acabo de receber um telefonema de Louisiana. � Rudy.

Querem cancelar a suspens�o. Eu tenho que ir l�.

- Agora? - Sim. - Mas a reuni�o com a sua nova testemunha?

O que devo fazer? Eu n�o... n�o sei o que fazer.

Deixe-me seu telefone. Vou em seu lugar,

encontro a testemunha e explico

que era vida ou morte, voc� tinha que ir e ver Rudy.

N�o disse quem era.

O e-mail pedia para n�o contar para ningu�m.

Ent�o quem o far�?

Rudy.

Certo.

Certo. "Fora da cidade".

"Vida ou morte".

Certo.

- Ele disse que estava bem. - Bom. Bem. Ent�o v�.

Fa�a a mala, v�.

Primeira vez que fa�o isso com algu�m que sobreviveu.

Se n�o consegue encontrar uma veia para inserir a agulha,

pode faz�-lo atrav�s dos ossos at� a medula.

O que sentiu Rudy?

9 numa escala de 1 a 10, sendo 10 o mais alto n�vel de dor

- que eu j� vi. - Deus.

Se eu estivesse l�, poderia ter feito algo.

Ele pediu para n�o l�. Era seu cliente.

Ele lhe deu suas instru��es.

O que est� acontecendo?

- Enfermeira. - O que est� acontecendo?

- Est� tudo bem. - Afaste-se, por favor.

� uma convuls�o. N�o vai piorar.

Est� tudo bem.

Est� bem. Paciente est�vel.

Eu n�o vou permitir que o machuquem mais. Eu prometo.

O que est�o dando para os ataques?

Nada.

Um anticonvulsivante pode prejudicar

a mente e pode diminuir o QI.

- Compet�ncia. - Rudy precisa entender que est�o matando-o.

Para mat�-lo e se o QI for muito baixo, ent�o...

Isto � para cancelar a suspens�o tempor�ria

e definir uma nova data de execu��o.

- Quando seria isso? - Daqui a duas semanas.

Merit�ssimo. Acabo de de sair do hospital.

Eu o deixei no meio de uma convuls�o e...

- Isto n�o � prop�cio. - Merit�ssimo?

Vou decidir sobre sua capacidade em momento oportuno,

o mais pr�ximo poss�vel � data de execu��o.

Penso que sabe que tenho apoio total do Supremo Tribunal.

- O que mais tem para mim? - Exce��o de caso julgado.

N�o pode mant�-lo em corredor da morte 20 anos

em seguida, mat�-lo uma segunda vez.

Voc� � muito franca, Srta. Cobbina.

� uma das coisas que eu gosto de voc�.

Ent�o deixe-me ser claro aqui como

eu acho que poderia ser o problema.

O seu cliente foi condenado a morrer, ele n�o est� morto.

N�o foi condenado a sofrer em agonia

por um per�odo prolongado

para todos darem uma pausa,

antes de voltar a matar duas semanas depois.

O prisioneiro criou uma confus�o.

A sua falta de coopera��o � o fator mais importante.

Espera, ele n�o iria cooperar com sua pr�pria execu��o?

O paral�tico que usam foi banido na eutan�sia dos animais.

� ilegal para uso veterin�rio matar c�es com essa droga.

Mas para o negro arrogante? Tudo bem!

200 anos, faz o que lhe foi dito e, por algum motivo

quanto mais reconhecido deve ser, mais o derrubam.

- N�o fa�a confus�o. - N�o estava previsto...

Eu teria antecipado que era previs�vel que um homem inocente

pode lutar contra um incompetente

e contra uma dor agonizante que acabaria com sua vida.

�s vezes acho que a defesa atende a todos os problemas

para que possam reclamar sobre eles

e manter seu homem vivo.

- Se tivesse cooperado... - Estaria morto.

Se ele tivesse cooperado, estaria morto.

�s vezes perco o controle sobre

que lado a Srta. est�, Merit�ssimo.

N�o sei se voc�.

Talvez seja t�o emocional que confunde o homem.

Eu nunca me emociono. Nunca em tribunal.

Srta. Cobbina. N�o � sobre voc�.

� sobre meu cliente, que n�o pode falar por si.

Estou definindo uma nova data de execu��o.

Na quinta-feira desta semana.

Srta. Cobbina, dou permiss�o para retornar at� quarta-feira

de manh� para discutir se seu

cliente � competente para morrer.

Vamos ver como ele est� agora e 24 horas antes da nova data.

O Tribunal est� encerrado.

Todos de p�.

- Acha que ele pode nos ouvir? - � dif�cil dizer.

- Dano cerebral da hip�xia �... - Sim, mas acha que ele pode?

� poss�vel.

Rudy. Aperte se voc� pode me ouvir.

Bem, ent�o perdemos na pena dupla...

e cruel e incomum � muito, muito dif�cil.

H� mais uma coisa... capacidade.

N�o vai ser f�cil, mas � a nossa melhor chance.

Ent�o aqui est� a escolha.

N�o querem medicar suas convuls�es

mas posso insistir fazerem isso.

Ent�o, tome a medica��o, diminua sua compreens�o de tudo

mas aumentam as chances de ser considerado incapaz para morrer.

Ou n�o tome a medica��o, n�o ofusque sua mente...

mas reduz nossas chances de mant�-lo vivo.

Aperte minha m�o se voc� quer tomar os medicamentos.

Aperte minha m�o se voc� n�o quer tomar os medicamentos.

Ele entendeu? N�o acho que ele tenha entendido...

Temos nossas instru��es.

Dan.

Mam�e disse para se concentrar em algo alegre

quando sinto que poderia estar triste.

- Crispies. - Adoro eles.

Adoro muito mesmo.

Cuide de Rocco.

Agora?

Enquanto eu estiver fora. Na Universidade.

- Quanto tempo voc� vai? - Oito semanas.

56 dias. 55 noites.

Voc� pode me visitar em Oxford. � lindo.

Dan.

Isto n�o � f�cil, certo?

N�o.

Vai ficar para ajudar arrumar meu quarto?

- Sua m�e disse para voc� falar isso? - Sim.

Sim.

Voc� � Clem?

Sim. Como voc�...?

Agora somos duas... Eu sou sua conselheira.

Geralmente s�o dois, mas se voc� n�o se importa ter um...

- N�o, �timo. - Prazer em conhec�-la.

Este � meu pai.

Oi, pai. Deixe-me ajud�-lo com isso.

- O qu�...? Sim? - Sim. - Sim.

- Certo? - Provavelmente.

- Feito. - Muito obrigado.

- Ent�o podemos? - Sim. - Sim.

N�o diga a sua m�e que eu n�o fiquei.

E... Sim.

- Envio um SMS, ou algo assim. - Sim, sim.

Bem-vinda a Oxford.

Como est� se sentindo?

- Nervosa. - Vai ser incr�vel.

Ol�, Nick.

M�e, pega a bolsa.

M�e? A bolsa, por favor?

Me d�.

O racismo institucional o levou ao topo, lembra?

Certo.

O traficante de drogas mais convincente?

Vamos usar nosso negro disfar�ado?

Quem usamos para nosso perfeito cafet�o?

Vamos usar nosso negro disfar�ado.

Bem, sim.

Claro que naquela �poca n�o me chamariam de negro disfar�ado.

- N�o. - N�o.

H� quanto tempo voc�...?

Limpa h� tr�s meses e dois dias... depois de 20 anos.

Bem, est� bonita.

Estou horr�vel.

Eles cuidaram de voc�?

Eles me deram uma pequena quantia...

que gastei em tr�s dias com o meu melhor e �nico amigo.

Eu at� tinha um nome para ele.

- Ele? - Barcas s�o feminino vans s�o feminino,

crack � masculino.

O nome dele...?

Jesus.

- Jesus? - Segura nos bra�os de Jesus.

Ent�o... o que voc� quer, Abi?

O qu�...? O qu�...? O que � isso?

Conte para Maya.

Conte para Maya.

- N�o posso fazer isso. - Voc� precisa, Nick.

N�o, pense nas crian�as. Seria mat�-los.

- Eles t�m o direito de saber. - E a carreira dela

ela � Procuradora, pelo amor de Deus.

H� muitas pessoas que precisam dela.

As consequ�ncias n�o s�o a quest�o, Nick.

H� uma verdade b�sica que temos que segurar.

Posso dar um abra�o? Ou traz um microfone?

N�o.

Eu te vejo, m�e.

Eu te beijei uma vez. Voc� se lembra?

Tudo estava armado,

para meu pai para ver e achar que eu tinha uma namorada.

Voc� era uma parte da minha lenda.

Sua fam�lia parece muito feliz, Nick.

Voc� tem me observado?

Olhe, 20 anos e tr�s filhos... pode ser suficiente.

Reden��o poderia levar o resto de sua vida...

mas acho que voc� consegue.

� voc�, n�o �?

Voc� � a testemunha?

Posso lhe dar o nome da testemunha...

mas em troca de voc� me deixar ir.

Eu quero sair, este � o acordo.

Eu terei que consultar.

Ser� tarde demais, a testemunha

dar� a sua declara��o em 45 minutos.

Para a pol�cia?

Claro que n�o.

Pense nisso.

- Quem � a testemunha? - O acordo, sim ou n�o?

Sim.

Abigail Strickland.

Ela estava l� naquela noite. Ela viu tudo.

Maya est� a caminho para encontr�-la, agora.

Plataforma 8 para 1200.

Virgin Trains para Inverness.

O que voc� esperava?

O que voc� acha que � isto?

Voc� me prometeu.

- Voc� a matou. - N�o, n�o... N�o, n�o...

Voc� a entregou.

A verdade.

Acabou. Terminamos.

Vou contar tudo para ela.

Ent�o, vai nisso.

Eu te amo.

- Bom! Julia est� aqui. - Oi.

- Oi, como vai? - Bem.

Ent�o... Ella n�o vai descer.

- Ent�o eu vou falar com ela. - Sim.

Ella, voc� quer mais?

- Por que pergunta? - Porque...

- Pode beber mais, por isso. - N�o pergunta ao Dan?

E voc� pode pegar, tem pernas.

Voc� est� bem?

H� uma nova testemunha.

- Depois de 20 anos. - Merda.

Sim. N�o sei quem � ou o que ia dizer,

mas... seria importante, eu sei que seria.

- Onde est� a testemunha? - N�o apareceu.

Bem, certamente vai encontrar.

Pela primeira vez, senti...

Eu senti um pouco de medo.

Sabe uma coisa? Clem tem uma nova conselheira.

Voc� a conheceu?

- Sim. - Cruel, n�o?

Primeiro dia longe de casa, ganha uma nova m�e?

Julia? O papai disse um dia

que ia perguntar sobre sua consci�ncia.

O que � a consci�ncia?

Nick?

- Olhe, 20 anos em um jornal, certo...? - Nick?

- N�o, "As Duas Faces do �dio"? - Nick?

Tudo bem. Velhos amigos devem fazer

perguntas dif�ceis entre si. Que outra coisa seria a amizade?

O que aconteceu? Por que voc�s n�o se d�o bem mais?

N�o, n�o, estamos bem.

Tenho um lugar especial no jornal.

Sim, por causa da cor da sua pele.

Na verdade, sim. S�o muito cuidadosos comigo,

o que � bom, porque tendo o cuidado

pode lev�-los a simplesmente serem.

Essa � a melhor desculpa que ouvi.

Eu acho que devemos ter algu�m para passear com o cachorro.

Eu passeio com o Rocco.

- Quando tempo passou, querido? - 55 dias.

Como foi para voc�, Nick?

Desculpe, o qu�?

Dizer adeus a Clem?

- Voc� ficou e arrumou o quarto? - N�o, desculpe.

Ent�o voc� n�o se prolongou?

Fui direto para a M40.

Eu n�o posso beber durante o dia.

N�o, eu adoro isso.

- Uma bebida durante o dia? - Obrigada pelo almo�o, querida.

Seremos sempre amigas, certo?

Claro. S� vai levar oito semanas, querida.

N�o � isso.

Eu tenho que te contar uma coisa.

- Onde ela est�? - As mulheres t�m as melhores despedidas.

L� vem ela.

Tchau, Julia.

- At� mais. - Em breve, amigo.

Bom menino!

Maya, h� algo...

H� algo que eu tenho que lhe dizer.

Meu bem?

� a coisa mais dif�cil que eu j� tive para dizer.

Maya?

Maya, o que foi?

Maya?

Maya? Maya?

Ma... Maya?

Maya?

Tudo bem, tudo bem.

Maya?

Pai?

Est� tudo bem. Dan, est� tudo bem.

Dan, est� tudo bem. Pegue o Rocco,

v� para o jardim, fique l� at� eu chamar.

- Pai? - Maya? Maya? V�, Dan, agora!

Tudo bem. Tudo bem, Maya.

Calma, calma.

Calma.

Certo.

Tudo bem. Tudo bem. Tudo bem.

Est� tudo bem. Tudo bem. Maya? Maya?

Maya, est� tudo bem. Est� tudo bem.

legendas @drcaio

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