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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

Sou algu�m que a amava muito.

Eu sei.

N�o te culpo pelo que aconteceu.

Mas culpo-te por a teres distanciado de mim.

Eu tamb�m me culpo.

Foi uma situa��o dif�cil.

A �nica maneira de nos salvarmos era afastarmo-nos de tudo.

E acabou por ser pior.

Quando conheci a Larissa, s� pensava em ajud�-la.

Conheci muitas raparigas desamparadas como ela.

Achei que tinha de salvar uma delas. Pelo menos uma.

Estava errado.

Eu menti.

S� piorei a situa��o.

Isso � dela?

Invent�mos um mundo nosso.

Cas�mos em segredo.

Ningu�m podia saber.

Sempre que sa�a, dava-mo.

E quando voltava, voltava a p�-lo.

E voltava a ser minha.

TR�S ANOS ANTES

Onde estiveste?

Tiveste saudades minhas?

- Est�s excitado? - Muito.

- Anda apanhar-me. - V� l�.

- Anda l�. Vamos brincar. - Anda c�.

Entra.

Com calma. Anda.

Senta-te.

Franco, tens a certeza que queres que fique?

- N�o quero incomodar. - Tu n�o incomodas, Sabrina.

Podes ficar aqui at� melhorares.

N�o me tratas por Sabrina h� muito tempo.

N�o estamos no trabalho, pois n�o?

Vou preparar o pequeno-almo�o para n�s.

� uma das coisas de que mais sinto falta.

� mentira que � a refei��o mais importante do dia.

Franco, quero ver o que tenho nas costas.

Tens a certeza?

Sim.

N�s vamos encontr�-lo e destru�-lo, n�o te preocupes.

N�o.

N�o, isto n�o tem nada que ver com a rede de tr�fico humano.

Este � um louco qualquer. Quer ser famoso, aparecer nos m�dia.

E sabe que o consegue se nos usar.

Vamos falar com a imprensa?

Por agora, n�o.

Temos de o deixar andar para se expor.

Ele deixou-te viver como trof�u.

Deixa-o andar.

N�o achas que j� fez o suficiente?

Viste o que ele fez � Chloe. Ao casal do campismo.

Vais esperar pelo qu�? Que ele mate outra pessoa?

Ele � um psicopata. Temos de o apanhar.

Acho que o casal do campismo foram danos colaterais.

Deve estar a sentir-se culpado por esse erro.

Mas n�o por causa das raparigas. Ele tem de ter a sua hip�tese.

Mas vamos apanh�-lo. Est�o a analisar a carrinha.

Vamos apanh�-lo em poucas horas.

- Ol�. - O que est� aqui a fazer?

Queria saber como estava. Sei pelo que est� a passar.

E a culpa � toda do seu pai

e do Gonzalo, que se comporta como um amador,

e p�e tudo em risco.

- N�o quero falar sobre isto. - Tudo bem. Descanse, fique bem

e pode contar comigo sempre que precisar.

- Franco. - Sim?

Quer subir?

- Para qu�? - N�o quero estar sozinha.

Claro.

- Mais acima. - N�o sejas chata.

- V� l�, com mais for�a. - Para.

Est�s bonito.

Tu est�s peluda.

E o teu cabelo � grisalho.

Para.

Que s�tio � este?

� a casa da minha av�. Estava fechada.

Como � que chegaste c�?

Vim sozinha.

N�o posso ficar muito mais tempo.

Pelo menos, desta vez, n�o sou eu que tenho de ir embora.

Desculpa.

Desculpa.

Eu sei que te magoei,

que podia ter-te tirado de l�.

Mas precisava de uma raz�o para continuar l�.

E, de alguma forma, usei-te.

Perdoa-me.

Tu ajudaste-me.

Cuidaste de mim.

Eu percebi que tinhas de salvar a Rosario.

Ela � uma boa amiga.

V�o usar-te como me usaram.

Est� tudo nesse m�vel.

Podes usar a informa��o como quiseres.

Entre.

O que est� a fazer? Baixe a arma.

N�o.

Voc� usou-nos.

E agora n�o quer acabar o trabalho.

O Gonzalo tinha raz�o.

N�o � como o Gonzalo, nem como a Larissa.

O Gonzalo � um assassino.

E a Larissa � uma rapariga que, enfim,

decidiu viver uma vida mais confort�vel.

A Rosario esteve l�.

Mas n�o viu nada.

Passou dois dias em cativeiro.

Um cativeiro montado pelo Gonzalo para os matar a todos.

Apesar do acordo que t�nhamos.

Deve estar apensar que o Gonzalo se preocupa consigo

ou com o seus sentimentos.

Acredita que � igual a ele? N�o �.

N�o �.

O Gonzalo s� vai parar quando isto acabar.

Ele � um assassino, como o meu pai.

O Gonzalo, como o Jeremias,

n�o vai parar de matar at� se suicidar.

At� acabar com tudo,

quando se aperceber que est� rodeado pelas pessoas que matou.

Eu estou do seu lado.

Confie em mim, por favor. Estou do seu lado.

- Ol�. - Ol�.

Como est�s?

- Estou exausto. - D� para perceber.

- Queres beber alguma coisa? - �gua.

�gua.

Obrigado.

Obrigada

por ontem. Chegaram a tempo.

- Como te sentes? - Melhor.

Querias falar com o Franco? Ele n�o est�.

Sim, n�o o encontrei e vim c�.

Quando n�o encontro as pessoas em algumas horas, enlouque�o.

Descobriram alguma coisa?

Tenho aqui a informa��o sobre o homem.

- Sim. - Est� bem.

N�o fa�as nenhum disparate, sen�o culpam-me a mim.

N�o.

N�o. Al�m disso, ajudaste-me. N�o te ia tramar.

E n�o me apetece fazer nada.

Mas j� sabes como � o Bernal. Vai pendurar-me pelas bolas...

Sim. N�o te preocupes.

Est� bem.

Uma coisa.

Quando esta situa��o passar,

e estiveres mais calma,

pod�amos fazer alguma coisa.

Sair a algum lado.

Sim.

Ao cinema.

Sim.

Est� bem.

Obrigado.

Eu acompanho-te � porta.

- Entre. - Como � que ela est�?

Est� no quarto, a dormir. Creio que fui longe demais com ela.

Est� stressada, desesperada. Acho que seria melhor

se ela se distanciasse.

- Tamb�m quer o mesmo? - Est� a falar de qu�?

Da dist�ncia, do stress.

Temos um acordo para cumprir.

Isabel.

A Rosario � que est� stressada.

- O nosso acordo mant�m-se. - Quando a lei for aprovada,

ir� ter tudo o que precisa para acabar

com a rede de tr�fico humano.

E vai ficar bem visto perante o p�blico. Tal como eu.

... a presen�a do mal,

do v�rus no nosso pa�s, � a mesma.

Por isso acredito que temos de nos unir

e lutar juntos

para acabar com esta calamidade.

Gostava que tivesses vindo comigo apresentar a lei aos jornalistas.

Mas n�o deu.

- Queres que desista, n�o? - Rosario, filha.

Isto n�o � uma guerra.

Tu foste raptada, algu�m te libertou, temos um procurador a investigar.

Tudo se vai resolver de acordo com a justi�a.

E n�o quando apetecer a um marginal assassino.

J� me sinto bem. Podes ir embora.

Ser� que a situa��o agora � a seguinte: se alguma coisa te acontecer,

tenho de esperar que esse homem me ligue.

- N�o temos outra forma de falar... - J� sabes como sou.

Neste momento, o que preciso,

o que n�s precisamos, � que estejas bem

para poder cuidar do teu pai

e do nosso futuro. - Do teu futuro.

Est�s a ser injusta.

N�o serias nada sem n�s.

A �nica coisa que fizeste na vida

foi ocupar os lugares que eu deixava.

Se n�o te tiv�ssemos adotado, n�o tinhas nada.

Se n�o te tiv�ssemos criado, n�o terias nada.

E sem o nosso nome, n�o serias ningu�m.

H� segredos que nem o pior dos assassinos aguenta, princesa.

- Est� insuport�vel. - Eu aturo-a.

- Vou embora. Liga-me se precisares. - Claro.

- O que est�s aqui a fazer, pai? - O qu�?

Ol�.

Quis fazer-te umas panquecas de doce de leite. Trouxe tudo

porque achei que n�o terias farinha. - N�o tenho nada.

- Mas sinto-me p�ssima. - Porqu�?

N�o sei, deve ter sido algo que comi.

Mas vais comer panquecas, n�o?

N�o sei o que fazer, pai.

A Larissa voltou a desaparecer.

Nem a Pol�cia nem o Franco conseguiram proteg�-la.

N�o tenho tido not�cias do Agente H,

e n�o posso confiar em voc�s.

Porque dizes isso?

Porque achas?

Eu confessei. Contei-te tudo.

N�o escondi nada, Rosario.

Magoa-me que penses isso de mim.

Acho que estou gr�vida.

Para onde te levaram?

Para o edif�cio fechado para onde �amos.

Mas, �s vezes, ouvia conversas.

Depois, levaram-nos para norte.

As festas privadas em La Pampa.

Como � que esses s�tios eram?

Pareciam o inferno.

Cada vez que par�vamos,

deix�vamos de ser n�s mesmas.

Tratavam-nos como objetos.

Como se n�o val�ssemos nada.

Lembro-me de ouvir gritos, dos cheiros daqueles s�tios.

Resist�amos sempre.

Todas.

Mas sabem como nos deixar mais fracas.

Resistir s� nos aproxima da morte.

Viste alguma coisa?

N�o, eles vendavam-nos.

Mas, uma vez, vi uma coisa atrav�s das fendas de uma carrinha.

Era um letreiro.

Dizia "bar de whisky".

Vejo aquele letreiro nos meus pesadelos.

S� foram para um s�tio?

N�o.

Apercebi-me que o primeiro s�tio era apenas o in�cio.

Depois foi piorando.

Muitas vezes, uma era deixada para tr�s.

Vendiam-nos

ou matavam-nos se quis�ssemos fugir.

A �nica coisa que me fazia sentir bem,

que me deixava descansada,

era um rio que corria l� perto.

Era a �nica coisa que me fazia esquecer os gritos.

O Piedmontese.

O que � isso?

Gostava de me esquecer, mas n�o consigo.

Lembro-me muito bem desse s�tio.

A primeira vez que me levaram l� tentei escapar.

E depois percebi.

Percebi porque � que quem tenta escapar n�o volta a tentar.

H� uma floresta.

Onde passa uma estrada.

A� havia uma casa.

Com um port�o de madeira.

Essa rua leva a essa casa.

� uma casa gigante de pedra.

Segundo eles, nem todas as raparigas v�o l�.

S� as melhores.

Eu j� volto.

Ol�, fala a Sabrina. Deixa mensagem.

Rodriguez, atende, filho da m�e.

Atende, Rodriguez.

Idiota de um raio.

Fico com pena destas pessoas, Isabel.

Tanta gente que n�o tem para onde ir.

Acordam e dormem com algu�m que acham que conhecem,

compram eletrodom�sticos �s presta��es,

pagam para andar de autocarro,

reciclam garrafas, atiram embalagens de doces

para o caixote do lixo, mas ser� que sabem o que querem?

Ou fazem-no automaticamente? Instintivamente?

� por isso que precisam de n�s.

E � por isso que somos como as hienas. Em grupo at� enfrentamos le�es.

Querem que discutamos assuntos importantes por eles.

Os que s�o decisivos.

Se n�o fosse assim, o que far�amos?

N�o os �amos deixar decidir.

Estou? Estou?

- Est� ai, procurador? - Desculpe, esperava outra chamada.

- Deixei-a com o seu marido. - Liguei porque n�o quero

surpresas de �ltima hora. - Sim, n�o se preocupe.

Mas preocupo-me.

Tenho uma confer�ncia de imprensa daqui a duas horas. O Agente H disse algo?

N�o. Mas podemos falar noutra altura?

Explodiu uma bomba aqui e tenho de resolver muita coisa.

- Tenho de me preocupar? - N�o. Nada que ver consigo.

� por causa de um assassino em s�rie.

Parece que aquilo das tatuagens n�o tem nada que ver com o Roque Carbone.

Que pena! Era uma boa hist�ria.

Percebo que tenha outras coisas para fazer,

mas n�o se esque�a que se o Agente H aparecer

pode estragar tudo.

Certifique-se de que ele n�o aparece

e fa�a o que for preciso, procurador. - Est� bem, Isabel.

O que estava a dizer das hienas?

Estava a dizer que tenho sorte por estar do seu lado, Isabel.

- Est� tudo bem? - Sim.

E mais?

Havia montanhas.

Fiquei tonta com tantas descidas e subidas.

E mais? Ouviste alguma coisa?

Ouvia barulhos. Barulhos da cidade.

- Estava frio? - Sim, muito.

E as viagens eram longas.

Demor�vamos, sei l�, um dia.

Est� bem.

Tem de ser no sul.

E se havia movimento, tem de ser Bariloche ou uma cidade pr�xima.

Ouviste mais alguma coisa?

N�o.

Mas, uma vez, vi um letreiro na estrada.

Falava de um complexo tur�stico.

Nieves Altas.

Nieves Altas ou Cumbres Altas.

Tem de ser nesta zona.

Aqui tens o teste.

Vai embora.

Vai embora, pai.

Liga-me, por favor.

N�o seja complacente. Mesmo que a lei esteja a andar e voc� fale bem,

eles v�o sempre querer arruin�-la.

V�o querer destru�-la para ficar com o seu lugar.

Voc� � que manda e n�o lhes deve nada.

N�o existe uma rela��o cordial nem de for�a.

Est� sozinha. E eles s�o muitos.

Se perder, perde tudo. Se eles ganharem, n�o ganham muito.

- Eu conhe�o-os, s�o como crian�as. - Nem por isso,

porque os jornalistas j� n�o s�o o que eram. Pense na sua filha.

Nota as diferen�as?

Agora, adoram contrainforma��o.

A informa��o que vem dos bastidores. N�o os dados

nem o evento. N�o h� literatura nem poesia.

N�o se preocupe, eles � que perdem.

Se me tentarem destruir, quem perde s�o eles.

N�o est� a perceber. Voc� est� num cargo

em que ter� sempre de dar explica��es.

E pode ser uma vantagem para si se desfrutar disso e projetar

uma imagem calorosa para todos.

Mas n�o pode voltar a reagir como fez com o Sr. Francisco.

Porque, agora, � o Sr. Francisco.

Por isso, mesmo que n�o queira, ter� de ser um pouco como ele.

Posso ser quem voc� precisar que eu seja.

Mas n�o me pe�a para n�o ser verdadeira, profissional,

e magn�fica. O que me foi �til antes, ser� �til agora,

quer eu seja modelo, rep�rter, deputada ou astronauta.

Boa noite e obrigada por terem vindo.

Espero que tenham conseguido ler as c�pias que vos forneci.

Como sabem, a nossa lei � a �nica que tem a capacidade

para acabar com a calamidade que �

o tr�fico humano.

Tamb�m acreditamos que � uma lei que pode ser reproduzida

noutros pa�ses que vivem uma situa��o semelhante.

Para isto, precisamos do apoio dos nossos cidad�os

e tamb�m dos m�dia.

Temos a certeza de que a maneira de acabar com isto

� aumentar as consequ�ncias penais para os criminosos

que escravizam outro ser humano. Especialmente contra aqueles

que pertencem ao governo e que, utilizando a sua posi��o,

atuam em coniv�ncia com as redes da m�fia que poluem o nosso pa�s.

Senhora deputada.

Li a lei completa.

Duvido que muitos a tenham lido ou n�o teriam feito certas perguntas.

O que me preocupa � o n�vel radical

e extremista que esta lei apresenta.

Desculpe, deputada, ainda n�o terminei.

H� algumas partes da lei

que dariam liberdade de a��o �s for�as de seguran�a, o que levaria

a repress�o, uso indevido de armas, tortura

e outras consequ�ncias nefastas que j� conhecemos.

E tamb�m uma estigmatiza��o dos v�rios n�veis da sociedade.

- O que me diz a isto? - � muito f�cil

chegar aqui, sentar-se e sintetizar

o problema nesses termos. Se uma das suas filhas

tivesse sido raptada, como foi o meu caso, e pior,

se n�o lha devolvessem e a escravizassem e a prostitu�ssem,

de certeza que n�o faria essas perguntas.

Estou errada?

� tudo, senhoras e senhores.

- Obrigada por terem vindo. - Muito bem, Isabel.

Para mais perguntas,

contactem a nossa assessoria de imprensa ou enviem e-mail

para a senhora deputada.

Monica, como est�? A minha filha n�o veio hoje.

Quer que lhe diga alguma coisa?

Vim falar consigo.

- Comigo? - Sim.

Bem... Entre. Diga.

Sente-se, por favor.

Com licen�a.

Diga.

Eu sei que, desta vez, a Larissa fugiu porque quis.

Ela ligou-me

para me dizer e deixar-me descansada.

Mas continuo preocupada.

Porqu�?

- Notei-a diferente. - � normal, Monica.

Sim, � normal.

N�o estou a falar disso.

N�o quero que pense que sou louca.

H� coisas que as mulheres sabem,

s�o intui��es de m�e.

N�o estou a perceber, desculpe. Se pudesse ser mais clara...

Acho que a minha filha est� gr�vida.

Meu Deus.

E tenho medo.

Tenho medo que seja de um desses criminosos,

desses loucos.

Mas foi ela que lho disse

ou � uma suposi��o sua?

Tenho a certeza.

E foi por isso que lhe vim pedir ajuda.

A mim? N�o posso.

Pode sim, Alfredo.

Pode porque eu sei

que voc�, a sua mulher,

e toda essa gente que vos rodeia,

essa m�fia...

Eu sei que voc�s sabem muito mais do que o que contam.

Por exemplo, sobre o computador,

sobre os sites.

O site a partir do qual contratavam os servi�os da Larissa.

J� est� a perceber?

Tem de me ajudar a descobrir o nome deles.

O nome de todos os clientes,

porque o pai do meu neto ou � um raptor,

ou � um dos seus clientes.

Daqueles clientes nojentos,

e filhos da puta.

Como voc�.

Desculpe, n�o estou a perceber.

- Eu liguei-te. - Ai foi? Idiota.

- Deixei-te 500 mensagens. - N�o tinha rede.

Ai n�o? O que descobriste sobre o gajo?

Sobre o Lucio Aragon. O que averiguaste?

N�o se encontraram? Ela disse que iam almo�ar juntos.

- Ficou com a pasta sobre ele. - Deste-a � Garrido?

- Sim, mas pensei... - Tu n�o pensas.

- Onde est�s? - J� nos conhecemos bem, n�o?

N�o fa�as asneiras, por favor.

- N�o quero que me sigas, Franco. - Vou buscar-te. Onde est�s?

Eu vou encontr�-lo.

Juro que o vou encontrar e que ele nunca mais vai incomodar ningu�m.

- Encontra-a. - Foi sozinha?

Encontra-a, cara�as!

- Pap�! - Como est�s?

Como est�s?

Ol�, campe�o!

Ol�, meu amor.

- Tudo bem? - Sim.

- Vamos comer. - Como correu a viagem?

Foi dif�cil saber para onde �amos.

Mas, �s vezes, ouvia uma conversa.

Levaram-nos para norte. A uma festa privada em La Pampa.

3 ANOS DEPOIS

Agora est� em paz.

J� n�o sofre.

Est� com Deus.

Ele cuida melhor dela.

Melhor do que qualquer pessoa.

Mas eles t�m de pagar.

T�m de pagar.

T�m de sofrer

pelo que fizeram � minha filha.

Tradu��o: Joana Miranda

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