All language subtitles for Vivacious Lady (1938) George Stevens

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Com licen�a, estou procurando um certo...

Keith Morgan, o tem visto?

� um cliente habitual, vem todas as noites. Siga-me.

Oi, Keith, espero n�o te perturbar.

Professor, que tom �spero!

Estamos muito atrasados!

Vamos, sente-se um momento.

-N�o sente a�, aquela � a sua cadeira. -Keith, � tarde e n�o...

tenho tempo a perder.

Devemos pegar o trem para Old Sharon.

N�o se preocupe.

Desculpe.

� a �ltima vez que aceito bancar o anjo...

da guarda para voc�,...

quando vem para New York numa dessas festas semestrais.

N�o me moverei at� que a mulher que amo...

aceitar em se casar comigo.

Por sorte te encontrei.

� a quarta vez que venho, mas voltarei outras 40.

Peter, � a mulher mais bonita e fascinante que eu tinha...

-N�o diz a s�rio! -Sim. � um neg�cio...

importante para mim.

O trem para Old Sharon parte �s 16:00.

Vou peg�-lo, e voc� tamb�m.

Gar�om, traga a conta. Vou pegar as suas coisas.

Old Sharon 242, chamada...a cobrar.

Quero falar com o, Sr. Peter Morgan, meu pai.

Se n�o atender, tente na universidade ele � o reitor.

E o que faz o, Roosevelt?

-Al�? Al�? Papai? Papai? -Come�ou o espet�culo.

Sinto muito, � muito importante. Papai? Finalmente o encontrei.

Se gritar mais alto, n�o ter� necessidade do telefone.

O qu�?

N�o, estou em uma boate, papai.

N�o deve ter estranhas id�ias, estou indo embora.

O qu�? Desta vez h� uma mulher apresentando-se.

-Perguntou como est� a mam�e? -Est� bem, obrigado. Como disse?

Sim, certo, tchau.

Charlie?

Diga ao homem na minha mesa que voltei ao hotel.

Avise-me quando for embora. Estarei ali.

- Oi. - Oi.

- Onde est� Keith? -Gostaria de saber.

Oh, voc� � a...

-Alguma coisa errada? -N�o, nada.

Diga-me, queria arruinar o espet�culo?

Quando estava cantando, eu tropecei.

-Estou mortificado. -N�o, eu entendo.

Sempre tem um b�bado.

N�o quero dizer que o senhor seja um b�bado.

Como disse?

Disse que n�o acho que o sr. seja b�bado.

- Oh, eu n�o estou b�bado. - Jura?

N�o.

N�o � isto... Bem a �nica explica��o...

quando era um menino, tivemos um dos primeiros carros de Old Sharon.

- Vive l� tamb�m? -Sim.

Um dia, enquanto estava ao volante, meu pai n�o me viu,

infelizmente � um homem distra�do, e me atropelou.

Senti como se tivesse levado uma pancada.

Verdade?

Do mesmo jeito como estou me sentindo agora.

N�s usamos uma express�o diferente

"Sinto-me como se tivesse sido atropelado...

por um caminh�o."

- O conceito � o mesmo. -Sim.

-Quer um cigarro? -N�o, obrigado.

-Aceita algo para beber? -N�o, n�o estou habituada.

Permite convid�-la para jantar.

Sim, com prazer, estou com muita fome.

N�o, n�o aqui. A cozinha � p�ssima.

-Bem, ent�o quer dizer... - O qu�?

Est� me dizendo que...

- Quer me convidar a jantar fora? -Sim, ser� um prazer para mim.

-O que estamos esperando? - Vamos.

Ser� divertido, iremos dar uma volta por New York.

Sim.

Tchau, Charlie. Vou conhecer New York.

-Foi embora? -Sim, mas...

Bem, consegui engan�-lo.

Magn�fico, me livrei dele!

-Onde est� Francey? -Aquele sujeito foi embora com ela.

Fant�stico!

- O qu�? -Foram dar uma volta por Nova York.

Fant�stico!

-� um lugar muito tranquilo. - O qu�?

� um lugar tranquilo.

- O qu�? -O �nico barulho que...

se ouve � o vento entre as �rvores.

-N�o entendi. -Disse que Old Sharon...

� um lugar muito tranquilo.

Gostaria de conhec�-lo.

Nunca pensou que a universidade � uma coisa importante?

N�o, nunca.

N�s nos preocupamos com a ind�stria, com neg�cios...

Poucos entendem que a educa��o pode garantir o conforto.

-Diga-me, que trabalho faz? - Sou um professor.

Bem, n�o, n�o realmente, sou um assistente.

A universidade � a coisa mais importante da minha vida

porque...

Diga-me o porqu�.

Gostaria de explicar, mas n�o deve pensar

que gosto de me exibir.

N�o, gosto das pessoas que sabem o quanto s�o boas.

Meu av� era o reitor da universidade de Old Sharon.

-Magn�fico. -Agora o meu pai � o reitor.

Um dia terei eu aquele cargo.

Garanto que nunca falei tanto em minha vida.

Acabei de perceber que estou tentando te impressionar.

Quero confidenciar uma coisa para voc�,

Estou tentando te impressionar tamb�m.

-N�o h� necessidade que diga nada. -N�o?

N�o.

Voc� fala por si mesma e � muito graciosa.

Al�m disso, n�o estava eu na boate esta noite?

Gostou da minha dan�a?

-S� a ouvi cantar. -Ent�o, chegou tarde!

- Que pena, n�o me viu dan�ar. -N�o.

Perdeu a melhor coisa da noite. Deve v�-lo logo.

- Por qu�? - � um n�mero fant�stico.

- Verdade? -Sim.

-Ent�o, � muito boa. -Certamente!

Quem se exibe agora?

Tem raz�o.

- E assim perdi o trem.

- Que pena.

N�o importa, parte um a cada dia.

At� logo.

-Como "at� logo?" Por qu�? -Bem, eu moro aqui.

At� logo.

Espere, mas voc�...

Costuma refletir bem sobre as coisas que faz?

Quais coisas?

-N�o sei, as coisas. -Aquelas irrelevantes

ou aquelas importantes?

Em geral.

Se s�o coisas irrelevantes, n�o reflito muito.

Mas o mesmo vale para as coisas importantes.

Est� errada, deveria sempre refletir bem.

Tamb�m as coisas irrelevantes podem se tornar importantes.

Refletir n�o serve de nada

As coisas acontecem de qualquer modo.

Com isso quer dizer talvez que fogem ao nosso controle?

Ningu�m pode controlar nada.

-Al�. -Bom dia.

Bom dia.

Gostaria de tomar o caf� da manh� comigo?

Sim, onde se encontra?

- Estou na loja aqui embaixo. - Me d� 15 minutos?

Pode fazer em 5?

Sim, tudo bem. At� logo.

Bom dia.

Hoje temos uma oferta especial

Uma escova em gr�tis ao comprar um frasco de anti-s�ptico bucal.

Coragem, prove, n�o h� ferro nem estanho. N�o � irritante.

Tem cabelos escuros, olhos azuis e alto, 1metro e 80.

-Tem certeza de que esteja aqui? -Certamente.

N�o o vi.

Com licen�a, senhor.

N�o se preocupe, eu j� o encontrei.

Deixe-o em paz. Keith, acorde.

Posso ver os bilhetes?

Pode me ceder o seu vag�o-dormit�rio?

-Pago um leito para voc�. -Sinto muito, n�o h� vaga.

Dormirei aqui.

-Vag�o-dormit�rio, no vag�o 7 1 . -Obrigado.

Por favor, pode...

Keith, escute, aconteceu uma coisa extraordin�ria.

Algu�m diria que � um milagre,

uma coisa que acontece uma vez s�.

As pessoas sempre exageram.

N�o � um milagre, mas uma explica��o cient�fica.

O �nodo atrai o c�todo.

-Entendi, est� apaixonado. -N�o, n�o. Casei-me.

Com um catodo? Estranho nome para uma mulher.

Chama-se Francey.

Gosto dele, � um belo nome. Francey.

-Mas � a minha noiva! -Espere, se acalme, senhor.

Ei, o que est� fazendo, quer se livrar de mim?

N�o.

- N�o faria nunca uma coisa igual. - Bem, melhor assim.

Conhe�o-o apenas a um dia

Mas sei que te amarei por toda a vida.

-Conseguir� me suportar? -Bem, tentarei. Sim.

Por favor, podem se acomodar.

N�o acredito!

-Ser casado faz um estranho efeito. -Sim.

Desculpe-me, sinto muito, meu marido e eu...

queremos entrar sozinhos.

-Sofre se claustrofobia. -� verdade.

N�o se preocupem, entendi.

-Sabe, Peter, nunca fui casada e... -Tem medo?

Medo? N�o, n�o terei mais em minha vida.

Agora tenho voc� e me apoiarei em voc�.

Sempre procurei ser forte, no sentido...

tradicional do termo.

Mostre que � forte, arrume seus ombros

E pegue-me nos bra�os para atravessar a porta.

N�o, estas s�o coisas que a gente fazia antigamente

N�o se faz mais.

Desculpem-me.

Est� tudo bem. N�o se preocupe.

Sei como �.

- E como �? -Foi um engano.

Controle.

N�o � o vag�o-dormit�rio A vag�o 71 ?

Sim. Exato.

-Aqui est� o nosso bilhete. -Como pode acontecer?

-Por que n�o os joga para fora? -Cale-se, ir�o embora.

-N�o, pretendemos dormir aqui. -Chamarei o conferente.

Este � o nosso vag�o-dormit�rio e n�o sairemos.

Bem! Estava come�ando a me perguntar como passar�amos

o tempo esta noite.

Quando viajo com voc�, acontece sempre algo de desagrad�vel.

Tamb�m quando n�o viajo com voc� h� algum problema.

Jura?

Sei com que tipo de homem me casei

Sempre foi um incompetente.

- Seja boazinha e cale a boca.

Antes que eu a fa�a calar � for�a.

Ouviram? S�o testemunhas!

Tivesse uma m�e para onde voltar!

Eu gostaria de ter um outro marido.

Na pr�xima esta��o, des�a.

Voltaremos quando tiverem terminado de brigar.

Venha, querido.

-Faz bem de ir, n�o volte! -Est� assustada.

Com o qu�?

Uma outra palavra e esta noite dormir� no corredor.

-N�o h� outro, obrigado. -Por favor, senhor.

-Querida, devemos descer. -Peter?

O que uma esposa de um professor faz?

Ainda n�o te perguntei.

Antes de tudo deve fazer o seu professor feliz.

Est� pronta?

Ver� que gostar� de Old Sharon, querida.

E tamb�m a minha fam�lia.

-V�o te acolher como a uma filha. -Assim espero.

Nunca tive uma fam�lia minha

Mas � algo que sempre sonhei.

- Oi! -Francey, o que faz aqui?

Sim, nos casamos ontem � noite.

N�o, n�s nos casamos ontem � noite.

Somos parentes!

Agora podem se acomodar no nosso vag�o-leito.

Calada!

O velho te espera ansioso, ficar� contente com a not�cia.

-N�o disse ainda. -N�o sabem ainda?

N�o ainda.

Reserve-me um lugar na primeira fila.

Direi imediatamente.

Sou adulto, sei aquilo que fa�o.

N�o fugi de casa, me casei. Pensei muito nisso.

Se tiver problemas, deve me dizer.

� melhor que eu v� para algum lugar enquanto esclarece tudo.

-Pode vir � minha casa. -N�o � o caso, Keith, de verdade.

Ent�o diga a eles que tem uma esposa maravilhosa e te alcan�o.

- N�o posso faz�-lo, acredite-me. - � melhor que v� com ele.

-Talvez tenha raz�o. -Vamos logo, prima Francey.

-Francey, espere. -Tchau.

Tchau.

Adeus?

N�o ficaremos separados por muito tempo, nos veremos mais tarde.

N�o se preocupe, vamos para minha casa.

Ligue, quando puder.

Keith, o seu telefone est� sempre ligado?

-Oi tio! -Quem � aquela loira com Keith?

- Olhe ele ali. Oi, querido, como est�? - Oi.

-Quem � aquela mulher? -Helen, sua noiva.

-Peter � b�gamo? -N�o se preocupe

Helen � a mulher que o tio escolheu para ele. Vamos.

Espere, n�o posso permitir que o meu marido seja noivo

de uma mulher qualquer.

N�o esperava te encontrar. Oi, papai. Escute...

N�o diga nada.

Posso ver com meus pr�prios olhos.

N�o sei porque toda vez que dou um cargo a algum remanescente me decepciono.

Mandei voc� para N.Y. para trazer Keith aqui.

Eu trouxe.

Sim, mas com aquela mulher.

- � aquela mulher da qual me falou? - Sim, mas isso foi antes

- � uma boa menina. - Agora tem 26 anos!

Aos 12 eu o encontrei, mas n�o...

sabe ainda julgar as mulheres.

N�o podemos falar nisso agora.

Acompanhe Helen para casa.

-Tenho uma reuni�o na universidade. -Espere.

Vamos, Peter.

Sei que n�o � sua culpa.

O seu instinto predat�rio � heredit�rio ou adquirido?

O qu�?

� al�rgico a loiras. Quando se aproxima de uma

ganha problemas.

- Bom, eu confio nele.

Eu n�o.

Sr. Morgan, obrigada, me diverti muito.

Quando penso naqueles momentos, chego a me arrepiar.

- J� se arrepiou? - N�o recentemente.

Pensarei sempre no sr. como meu primo.

Obrigada de novo.

Vamos imediatamente para casa, senhor?

Sim.

Limpe a boca antes que Joseph lhe d� um beijo.

At� logo.

Tire estas cortinas da janela e procure um par

leve e vaporoso.

Na cama quero uma decora��o delicada.

Arrume o quarto, deve ter um toque tipicamente feminino.

-Al�? Oh, oi, querido! -Francey, est� bem, querida?

- Onde est� Keith? - Saiu um instante.

N�o, acabou de chegar.

Oh, Keith! � fant�stico!

Oh, � um verdadeiro tesouro!

Al�?

-O que est� acontecendo? -Keith comprou um bolo.

- O que � aquele barulho? - � um bolo de n�pcias. Escute.

-N�o corte at� que eu chegue. -N�o.

Falou com seus pais?

-Falou com eles? -N�o ainda.

Mas estou certo de que reagir�o bem.

Sua mulher n�o me incomoda, pode ficar aqui o quanto quiser.

Por que n�o pede a Keith sair para a varanda para fazer algo?

N�o pode escutar.

Aproxime-se.

Vamos, de novo.

Sim... Pode desculpar-me?

Espere um momento, Keith.

-Papai... -Termine tamb�m de falar.

-Terminei. -Ele desligou.

Aposto que Helen entrou.

Eu n�o me preocuparia... muito.

Hoje tem o Conselho Docente. Deveria participar da reuni�o.

H� um problema com os estudantes de sexo masculino e feminino.

Fraternizam muito entre uma li��o e outra. Cuide disso!

Devo falar sobre aquela mo�a.

Para voc� ser� um al�vio saber que te deixarei...

fora desta hist�ria.

-Eu me ocuparei de Keith. -Devo te explicar. Eu insisto.

O assunto est� terminado.

N�o, deve escutar-me!

Este neg�cio � um tanto desagrad�vel.

Com o risco de brigar com voc�, insisto em falar.

-Deve respeitar a minha vontade. -Tenho que lhe falar!

O que est� acontecendo?

Por que gritam?

-Recuso-me a obedecer, papai! -N�o grite!

Um homem educado sabe exprimir-se de outro modo.

O que est� acontecendo? Venha, sente-se. Viu o que fez?

-N�o pode aguentar emo��es fortes. -Volto logo.

-V� pegar os sais. - J� fiz isso.

-Aqui est�, cheire. -Mam�e, perdoe-me.

N�o, estou bem.

Mais cedo ou mais tarde dever� me escutar.

Tem j� feito bastante estrago!

-Agora estou bem. -Um pouco mais, coragem, querida.

Eu...

Al�?

Francey, ainda n�o esclareci a situa��o.

Vista-se bem

e pe�a a Keith para acompanhar-lhe ao baile estudantil.

L� estar� a minha fam�lia.

Deve acompanhar-me ao baile estudantil.

Deveria passar assim a primeira noite em Old Sharon?

Quero que Francey esteja presente quando eu

falar com meus pais.

A m�sica e a atmosfera da festa ir�o ajudar.

-Ficar�o felizes em conhec�-la. -Iremos nos encontrar no provador.

Agrade�o. N�o, fique longe do provador.

Um momento, sr. Morgan. Tenho que perguntar uma coisa.

- Quem � aquela mulher? - � minha h�spede.

Esta � uma festa reservada aos estudantes e aos

membros da faculdade.

-� uma estudante e � nossa amiga. -Sim, est� no meu curso.

O curso de bot�nica e ci�ncias naturais.

Bem, ent�o...

Se descobrirem que n�o � verdade, terminarei em problemas!

N�o importa.

Querida, esclarecerei tudo assim que meus pais estiverem aqui.

-Gostar�o de mim? Tem certeza disso? -Ficar�o sem palavras.

-� o que temo. Oh, querido... - Oh, Francey!

As pessoas est�o chegando, sente-se aqui.

-Sim, est� bem. -Acomode-se.

Ver� que os meus pais n�o demorar�o.

-voc� sumiu, Peter. -Oh, oi!

- Helen, esta �...Apresento... - � a srta. Francey Brent.

Sim, veio conosco esta noite. Est� no meu curso de bot�nica.

-� uma especializa��o. -Sim.

Reconhe�o que � de arrepiar os cabelos.

Sim, gosto de distinguir-me das pessoas na multid�o.

Tem gosto discut�vel na escolha das amizades, Keith.

Vem, querido?

Sinto muito. At� depois, querida. Desculpe-me, Keith.

Fique � vontade.

"Venha, querido". Mas quem ela pensa que eu sou?

Vou lhe dar uma li��o.

N�o!

-Boa noite, sr. Morgan, como est�? -Boa noite, tio. Tia.

Boa noite.

Dei uma m� impress�o. Melhor ir para casa.

Poderia ter sido pior.

O seu tio gosta de mulheres decididas.

Vamos dar uma volta.

N�o, como estou?

Onde est� Peter? � melhor que v� refazer a maquiagem. Tome isto.

-H� um toalete por ali. -Obrigada. Volto logo.

Desculpe-me, devo falar com meu pai.

N�o!

-O que quer dizer com "n�o"? -N�o te desculpo.

-Por qu�? -Pretendo corrigir imediatamente

os defeitos que herdou de seu pai.

-Meu pai � um grande homem. -N�o ouvi.

� um grande homem.

- Desculpe-me. Foi culpa dela.

Tem meias maravilhosas, senhorita. Onde as comprou?

Na Livingstone, na quinta Avenida, vendem s� as melhores coisas.

Conv�m pagar mais caro para se ter o melhor.

Certamente.

Para comprar o melhor, quero dizer.

Talvez tivesse uma loja desse tipo aqui.

Tamb�m pode pedir a mercadoria escolhendo em um cat�logo.

Tem um cigarro?

-Oferece-me um cigarro? - O qu�?

Um cigarro? Sim, certo, imediatamente.

-N�o posso aceitar, � o �ltimo. -Por favor, ofere�o com prazer.

Aqui est�, tome.

Obrigada.

Se posso dar-lhe um conselho, n�o compraria aquelas meias por correio.

Pode compr�-las em qualquer lugar a um pre�o inferior e economizaria.

- Verdade? -Sim.

Na Livingstone custam mais porque � uma loja de nome.

N�o vale realmente a pena.

N�o nos conhecemos, n�o � verdade?

N�o.

-Ir� demorar na cidade? -Sim.

-� uma nova estudante? -Exato.

-Sra. Morgan? - Sim?

Seu marido a est� esperando.

Muito obrigada.

Sra. Morgan, apague o cigarro antes de encontr�-lo.

Certo! Obrigada. At� logo, minha querida.

-Espero que nos traga sorte. -Estava para dizer a mesma coisa.

Se meu marido n�o me permitisse de fumar, o deixaria!

Tudo depende do que conta mais.

- Conheci a m�e de Peter. -Disse quem �?

N�o, n�o tive chance.

-� extraordin�ria! -Adorava-a antes que

se casasse com o velho.

-Vamos procurar Peter. - Sim, come�o a ficar preocupada.

-Olhe. -Est�o abra�ados.

Sinto que n�o respondo mais por mim.

- O que acha que est� fazendo? - � evidente, sou louco por voc�.

Deixe-me dar uma mordida no seu pesco�o, na jugular.

Desculpe-me, mas n�o achei certo modo como se abra�avam.

Era ela que me abra�ava.

Seria muito se te pedisse para romper o noivado com Helen?

Na realidade o noivado j� est� rompido, s� que Helen n�o sabe.

-Devolveu o anel? -Que anel?

N�o minta.

Discutimos em p�blico e ningu�m sabe que somos casados.

N�o podemos dizer at� que todos saibam da not�cia.

- Se eu quiser brigar em p�blico eu brigo em p�blico!

� um privil�gio dos casais casados!

- Sim, certo. - Certo.

Espere aqui, vou dizer imediatamente.

-Querida, desculpe-me! -Por que n�o vai dizer?

Querida...

Est� agitada por minha culpa.

N�o se trata disto, sinto que estou abalada.

Sei que j� arruinei tudo.

-Borrei a maquiagem? -Est� tremendo, n�o deve ter medo.

Meu pai e minha m�e compreender�o, estou seguro disso.

Por que voc� est� tremendo tamb�m?

Por solidariedade.

- Vamos, conte at� 10. -Um, dois, tr�s, quatro, cinco...

� in�til.

Est� bem, coragem. V� at� eles.

Fique parada assim com as m�os no alto.

N�o se mova! Volto logo.

Se eu fosse voc� sairia da�, o vento pode te levar.

Keith, traga a minha m�e at� l�, vou procurar meu pai.

Percebe a situa��o? N�o entendeu que n�o gosto de voc�.

-Quer ir embora? -N�o antes de dizer algumas palavras.

Peter e eu pretendemos nos casar.

- Verdade? -Realmente que sim,...

n�o que isso venha a fazer alguma diferen�a para voc�.

N�o.

Peter precisa ser protegido por uma mulher do seu tipo.

Obrigada pelo conselho.

N�o se intrometa mais entre n�s, se n�o quer que

lhe diga o que penso.

N�o me importa o que pensa.

Por que fez isso? Sou obrigada a devolver a bofetada.

Est� maluca? Como tem coragem de me bater?

N�o teria te batido, se fosse no m�nimo educada.

Agora espero que voc� tenha entendido com quem est� mexendo.

Como ousa? N�o pode fazer uma coisa do tipo.

Falo quanto quiser.

Acredita que esteja disposta a me deixar roubar o

noivo por algu�m como voc�?

Vamos, mexa-se.

-Queria falar comigo, filho? -Sim.

� um homem agora, mas dirige-se ainda a seu pai.

Ent�o...

Ent�o, filho, precisa de ajuda?

Com licen�a.

Sei que tem algo em mente, vejo nos seus olhos.

-Diga-me do que se trata. -N�o posso, � uma surpresa.

Mandei Keith procurar mam�e. Espere-me aqui.

Espero que seja bela.

-Fique tranquilo, papai. -Bem.

-� realmente uma bela surpresa. -Sim.

N�o acha que estejam exagerando?

Talvez tenha raz�o.

- Venha aqui. -Esperem!

-Solte-me! Solte-me! -Bruxa feia!

Acalmem-se, por favor. V�o embora! Mam�e.

Ent�o, Helen te espetou com um broche?

Sim, nas costas.

� uma pena que o encontro ficou adiado.

Arruinei tudo.

N�o seja tola. Foi boa, Helen merecia uma li��o.

O que acontecer� quando descobrirem que...

n�o sou uma estudante?

-Perder� o emprego? -Pensarei nisso amanh�.

Quero s� pensar nesta noite.

Fique � vontade, se aqui n�o encontrar o que precisa.

Vou por o Peter para te dar boa noite.

-Jenny, Peter est� no seu quarto? -Sim, senhor.

-� o sr. o h�spede que esperava? -Ent�o, n�o consigo entender.

-O que faz aqui? -Esqueceu de uma coisa.

Mexa-se.

Boa sorte.

O que me diz daquela mo�a? Ent�o, e a...

respeito daquela mulher?

Oi, Keith. O que me diz daquela mo�a?

-O que me diz da mo�a? -Perdi, achei que diria de outra forma.

N�o banque o espirituoso!

Detesto o seu h�bito de girar em torno das coisas.

Aqui est� o serm�o. Deste modo perde grande

parte do divertimento.

Responda-me. Eu te chamei aqui para falar daquela mo�a.

Tio, aquela mo�a � uma querida amiga minha.

N�o tolero que viva em sua casa, deve deixar imediamente a cidade.

N�o pode ir, veio aqui para seguir um curso de bot�nica.

Um curso de bot�nica?

Este ano, te vi andar na estrada da perdi��o duas vezes

e nunca intervi.

Procurarei tolerar a situa��o

mas se a sua amiga fizer uma tolice como ontem � noite

voc� ser� considerado respons�vel.

Pode ir.

Parece que voltamos � �pocas das revolu��es.

-Como foi? -Estava zangado.

De qualquer modo, est� inscrita no curso.

Seu marido ser� o seu professor.

Hoje � o seu primeiro dia de escola. Deixe orgulhosa a mam�e.

Voltarei quando o professor tiver me ensinado tudo...

o que sabe sobre flores.

- Veja bem. - O qu�?

-Reconhece esta planta? -N�o.

N�o � dif�cil. Deve olhar para a forma das folhas.

Um momento.

Portanto, se trata de um raro exemplo de vida vegetal.

- Oi. - Oi.

-Falamos disso semana passada. -Eu te amo.

Oi.

-O professor estava falando comigo. -Depois continuamos.

-O sr. � o professor Morgan? -Sim.

Disseram-me para entregar para o senhor

Eu a acompanho at� o seu lugar, professor.

N�o, obrigado. Eu mesmo a levo.

Tenho tantas coisas a aprender.

-Espero que o sr. possa me ajudar. - Certo.

Estamos estudando uma das formas de vida

vegetal, os procariontes.

Pego uma gota de �gua e a coloco aqui, sobre o vidro.

Esta �gua estagnou em um teto por algum tempo.

N�o sabia que fosse t�o bom.

Colocando em foco as lentes, poder� notar

uma mancha verde...

Uma...esp�cie de mancha verde

que cont�m um monte de min�sculos organismos vegetais.

Agora observe-os e, se tiver dificuldade,

dirija-se a mim.

Volte logo para mim, est� bem, querido?

Certo, querida.

Se t�m perguntas no exerc�cio de amanh�

pergunte a Culpepper.

� tudo.

Aquela garota n�o tem nada na cabe�a al�m de

uma massa de cabelos.

-Espere um momento! - Como?

Cuidado como fala.

N�o a critique! Aquela mo�a n�o tem seguido as li��es.

Sinto muito. Acho melhor ajud�-la a recuperar o tempo perdido.

Acomode-se, por favor.

Quero te explicar algumas coisas, senhorita.

A bot�nica � a poesia da vida.

Quando tiver terminado este curso, n�o pisar� mais na grama.

- Verdade? -Parece estranho,...

mas as plantas s�o como n�s.

Quando s�o jovens s�o descuidados,...

mas quando crescem se tornam muito s�rios.

Se � que me entende.

Culpepper, v� ao laborat�rio pegar outros vidros.

Sim, senhor.

Com licen�a.

Volto logo.

-N�o via a hora de falar com voc�. -Nunca poderemos ficar s�s?

Venha aqui.

Como est�? Helen te machucou muito?

N�o, mas estava t�o assustada que fugi sem pensar.

Keith me consolou, mas sem voc� me sentia s�.

Foi uma noite terr�vel! Meu pai parecia um louco.

Estava agitado e achei que melhor que se acalmasse.

-Espero n�o ter arruinado tudo. -N�o se preocupe.

Sei que n�o � f�cil, mas aquilo que come�a mal,...

termina sempre bem.

-Devo esperar uma vida feliz, ent�o. -Juntos.

Sim.

-Keith me disse... -Keith, sempre Keith!

Temos nos aproveitado muito dele,...

quero que deixe o apartamento dele...

e encontre um apartamento para n�s.

Amanh� haver� um exerc�cio.

Outros professores examinar�o a minha classe.

Suponho que voc� n�o saiba nada de bot�nica.

Se est� se referindo a n�s, estou preparada.

N�o, n�o, � um pouco diferente.

Venho te encontrar esta noite e darei as respostas...

�s perguntas de manh�.

Est� bem.

Tudo bem.

V� � Martha Gregory, um lugar ideal para estudar.

-Ser� muito bom para n�s. -Certo, professor.

Obrigada, professor.

N�o ter� tratamento especial porque perdeu as li��es.

Para recuperar dever� estudar com o m�ximo empenho.

-Est� bem, professor. -At� logo.

- Ele � fofo, n�?

Pronto, minha querida. Vou te dar um cobertor de reserva.

Nossos h�spedes se queixam, que � noite faz frio.

Se precisar de algo, � s� me chamar.

Obrigada, Sra. Weakin.

Nossa! Walter come�ou de novo, sempre...

a mesma brincadeira.

Quem � Walter?

Meu marido. N�o era confi�vel, n�o se podia...

contar com ele.

- Onde pensa que vai? - � srta.Francey Brent.

Este hotel � reservado s� para mulheres.

Sei, mas...

-Venha aqui um momento. -Sou seu professor de bot�nica.

Leia, por favor. Leia aqui. N�o s�o admitidas exce��es.

"Depois das seis n�o s�o admitidos visitantes do sexo masculino."

Ent�o � professor de bot�nica?! Nunca ouvi...

uma desculpa mais est�pida.

-Pode avis�-la que estou aqui? -Sim.

Pode sentar-se, por favor.

Finalmente s�s.

Sr. Professor, n�o me incomodo que se sente a�

mas pode ficar quieto?

Vamos, apaguem as luzes!

Ningu�m pensou que eu fosse seu marido. At� eu.

Come�o a duvidar que seja casada. Deve dizer a verdade a seu pai.

Sim, direi logo. Est� na universidade.

Vou junto, mas ser� melhor ficar do lado de fora.

Esta noite estamos aqui reunidos para render...

homenagem ao sr. Nobel,...

um homem generoso que doou uma biblioteca...

� nossa universidade.

-Por que n�o est� com os outros? - Sente-se, por favor.

Devemos render homenagens ao sr. Nobel pela nova biblioteca.

Tenho de lhe dizer uma coisa importante!

Por favor, fique quieto.

Mas isso � muito mais importante que o Sr. Nobel.

Seus problemas s�o secund�rios.

Papai, sabe aquela mo�a, que voc� acha � do Keith?

Espere um instante!

Ela � minha esposa.

Cedo a palavra ao reitor.

Esta noite, estamos aqui reunidos...

Para homenagear um homem generoso que doou...

N�o me sinto bem, n�o posso continuar.

Devo pedir-lhes que me desculpem um momento.

- O que disse antes?

- Eu disse que aquela mo�a � minha esposa.

E � a melhor mulher que um homem pode esperar encontrar.

-Est� louco? - Acho que sim.

E espero que seja para sempre.

-N�o pode jogar fora a sua vida. -Quero viver do meu modo.

-� o direito de todo ser humano. -N�o diga idiotices.

� um docente da universidade, um dia se tornar� reitor!

-O assunto est� acabado. -Querido! Sente-se bem?

O que aconteceu?

N�o se trata de mim, mas de Peter.

-Estou t�o atordoada... - M�e, estou feliz que esteja aqui.

Sil�ncio, Peter.

Sabe que sua m�e � doente.

Fiquei calado por muito tempo, papai!

- Traga �gua. -Mam�e, sinto muito, eu n�o tive a inten��o.

Traga um pouco �gua.

-Est� bem, querida? -N�o se preocupe, n�o � nada.

-D�-me. Viu o que fez? -Papai, � uma coisa importante.

-N�o deve dizer nada a ela! -Sinto, mas devo...

Talvez n�o se importe com ela, mas eu sim.

Sinto tanto pela sua m�e. Digo de verdade.

Por que deveria ser um choque para ela?

N�o � voc� o problema.

Papai tem medo que minha m�e fique chocada com tudo...

que aconteceu durante o seu discurso.

N�o sei. Trata-se do sr. Nobel.

N�o queria que n�o doasse mais a biblioteca por minha culpa.

N�o, por minha culpa.

N�o, querida, voc� n�o tem nada a ver.

-O que � isso? -Adeus.

Francey!

-Francey, quer me escutar? -Pare! Onde acha que vai?

-O que h�? -Lembre das regras do hotel.

N�o tente me meter medo.

E eu uso �culos. Eu n�o estou usando um agora, mas isso n�o muda nada.

Al�m disso, � contra a lei bater em um homem com �culos.

Al�? Por favor, reserve um lugar no primeiro trem para New York.

Pode mandar um carregador para as minhas bagagens?

Francey, sei que est� zangada comigo e decidiu partir...

mas, por favor, n�o v�.

-N�o estou zangada. -Ao inv�s disso deveria estar.

No seu lugar estaria furioso e n�o hesitaria em ir.

-N�o me deixe. -N�o fa�a assim, j� � bastante dif�cil.

V� embora antes que chegue algu�m.

Se n�o parar, vou para baixo e grito que sou seu marido.

� um direito meu estar aqui. Vamos resolver este neg�cio.

N�o.

N�o consigo raciocinar se voc� fica muito perto. Fique a�.

Est� bem, mas n�o se iluda, n�o permitirei que me deixe.

Agora decidi.

Ningu�m tem o direito de nos separar.

N�o se aproxime.

� o bilhete da senhora para New York.

Escute, posso ao menos...

ficar sentado aqui enquanto faz as malas?

Prometo que n�o brigarei ou direi nada

Vou s� sentar.

Certo.

S� um beijo antes de deix�-lo!

Est� bem.

Adeus, amor.

-Adeus, querido. -Adeus.

- Walter! Come�ou de novo! -Quem � Walter?

A cama.

A camareira o chama assim porque n�o � confi�vel, como seu marido.

Espere um momento, eu te ajudo.

Uma vez eu s� abri aquela gaveta e a cama caiu.

Tem que abrir com cuidado.

Ser� melhor apressar-me,...

sen�o h� risco de perder o trem.

Ter� cuidado quando descer pela escada anti-inc�ndio?

Sim.

Havia um policial quando subia, mas correrei este risco.

Poderia te confundir com um ladr�o e atirar.

Sei. N�o importa.

Talvez seja melhor esperar aqui at� que v� embora.

Bem, tamb�m posso ficar alguns minutos.

Fico aqui com voc�.

Sim, n�o h� sentido esperar na esta��o.

� uma coisa triste.

Sabe, � costume mandarem uma camareira

para ver se est� faltando algo.

Se te encontrarem aqui, no quarto de uma mulher...

Sem uma mulher?

- Sim. Nunca acreditariam. -N�o, certo.

Terminou de fazer as malas? Pegou tudo?

Creio que sim.

Esque�o sempre algo nas gavetas quando deixo um hotel.

N�o, aqui n�o h� nada.

Deixei alguns livros na gaveta. Pode devolv�-los � universidade?

-S�o estes? -Posso ter um por recorda��o?

A universidade tem tantos.

- Sim, claro. -Posso ter o seu aut�grafo?

-N�o sou o autor do livro. -Voc� vale muito mais!

-A tinta est� na cozinha. -Est� bem.

Espere, eu fecho...

"Cara Francey, te amo tanto, n�o leia al�m desta p�gina."

N�o posso deix�-lo, n�o me deixe fazer isso.

Eu te amo.

-Quem �? -O porteiro.

Estou com a sua passagem. O trem parte em 15 minutos.

A senhora mudou de id�ia, pode devolver a passagem.

-Quem est� a� com a senhora? -Devolva a passagem.

Cale-se.

- Tenho mesmo que ir? - Sim, v� logo.

Vejo voc� amanh�.

Abra a porta, a sra. conhece as regras.

Abra a porta! Onde est�? Que fim levou?

-Quem? De quem est� falando? -Mas o que aconteceu?

Peguei um resfriado horr�vel, por isso estou...

com a voz rouca.

Trago-lhe ch� quente com mel.

Misturo tudo junto e ver� que vai passar logo.

Obrigada pela aten��o.

Boa noite.

A srta. Brent n�o p�de te acompanhar at� a escada?

Vim para entregar uns exerc�cios e...

Tchau.

Oh, o meu carro est� l� embaixo.

Ol�, sr. Morgan. Estou aqui pela sua esposa.

� gentil.

O doutor disse que ela precisa de repouso.

-Queria dizer de sil�ncio. -Mas eu n�o disse nada.

Ou ser� que disse?

-Al�? -Oi, Francey.

Oi, querido.

-Est� atrasada. -Sei.

A aula est� para come�ar.

J� vou me levantar, fazer o caf� da manh�...

e dizer o quanto te amo.

Walter � t�o desconfort�vel!

-Diz que me ama, querido? -Sim.

- Sim, o qu�? - � verdade.

-� verdade o qu�? -Que te amo, mas tem gente aqui.

Mas quem � o seu grande amor?

Vamos, diga-me!

Se me trouxer o trabalho no laborat�rio

eu amaria test�-lo para voc�.

-Entendeu? -Entendi.

"A nobreza da coragem e um cora��o generoso

s�o os dotes que nos fazem amar o pr�ximo."

"Um homem honesto que saiba..."

-Helen? - Sim?

O que est� acontecendo?

Achei que aquela mulher estivesse com Keith,...

mas tem uma hist�ria com Peter.

N�o ser� uma coisa s�ria, mas um simples namoro.

Acha que um homem saindo da sua janela no...

meio da noite � um simples namoro?

Minha querida, n�o deve prestar aten��o �s fofocas.

Esta manh�, eu mesma o vi sair rapidamente do seu quarto.

S� h� uma forma de tratar uma mulher dessas.

Helen, vou me levantar.

Oi.

-Posso entrar? -Sim, por favor, acomode-se.

-Quer se sentar? -Fico em p�.

Como quiser, senhora Morgan.

Visto que sabe quem sou, ser� mais f�cil dizer o que eu vou dizer.

Veja, srta., sei tudo sobre voc� e Peter.

Mam�e, estou feliz que saiba a verdade.

Temia que tivesse reagido mal � not�cia de nosso casamento.

Tinha medo de ser for�ada a renunciar a Peter.

� estranho enamorar-se em um dia mas quando o vi entendi...

que era o homem dos meus sonhos.

N�o sabia que estivesse casada.

Talvez prefira sentar-me.

N�o lhe disseram nada?

N�o faria nunca uma coisa do g�nero! Quer �gua?

Como se sente?

Sabe de uma coisa? Nunca me senti t�o bem.

Temia t�-la assustado.

Queria que me falasse do seu filho

do que lhe agrada,

e o que devo fazer para faz�-lo feliz.

N�o duvido que conseguir�, querida. Oferece-me um cigarro?

- O seu cora��o! -N�o � grave.

Peter disse que sofre do cora��o.

Bem, talvez seja verdade, mas quando � conveniente.

Por exemplo, quando meu marido levanta a voz.

Quando reclama do seu cargo de reitor, de suas obriga��es,...

eu encontrei o modo de ficar tranquila ficando na cama.

Passei grande parte de meu casamento

na cama com a desculpa do cora��o.

Bom dia, Francey. Oh, oi, tia Martha.

Tenho que acompanhar a srta. Brent � universidade.

Keith, a sra. Morgan sabe que eu e Peter somos casados.

Bem.

-Como se sente, tia? -Nunca estive melhor.

N�o queria ser indiscreta, mas o que fazia...

antes de encontr�-lo?

N�o ouviu falar de Francey Brent, cantora e dan�arina?

N�o posso acreditar. Tia, conhece a grande ma��?

Bem, sei que a ma�� � um fruto, mas o que quer dizer...

com "grande ma��"?

Francey, mostre a ela. Vamos, comece.

-Um, dois, tr�s. -N�o gostou?

Mexa-se, Francey, dance.

Um, dois, tr�s e joga! Para tr�s e para frente.

O que devo fazer com ele?

Vamos, coragem, dance.

Bom dia, gostaria de ver a srta. Brent?

Primeiro andar.

Os nossos h�spedes recebem visitas s� na sala de visitas.

Sou o reitor.

N�o importa, nenhuma exce��o. E depois, por que...

n�o est� na universidade?

-Estou cabulando. -Que vergonha!

Coragem, dance. E um, dois, tr�s...gire.

Louve a m�sica!

Vamos, venha a sra. tamb�m! Louve a m�sica!

Louve a m�sica. Vamos, venha tamb�m a sra..Vai ser muito bom.

N�o, n�o, poderia.

-Vamos, tia. -N�o, por favor.

Um, dois, tr�s, quatro... Um, dois, tr�s, quatro...

De novo. Um, dois, tr�s, quatro... De novo. Um, dois, tr�s, quatro...

Embaixo, embaixo, embaixo. Vamos, vamos,vamos.

Bem! Um, dois, tr�s, quatro...

Um, dois, tr�s, quatro... D� um salto.

-D� um salto. -Sim.

-Assim! -Assim?

-Louve a m�sica! -Louve a m�sica!

N�o parem agora!

Louve a m�sica! Louve a m�sica!

Louve a...

-Ent�o, terminou? -O meu cora��o.

O meu cora��o!

-Bem, uma surpresa depois de outra. -N�o haver� outras surpresas.

Festej�vamos, porque mam�e sabe que sou a esposa de Peter.

Mam�e. Express�o �ntima. � melhor que voc�...

se sente, querida. � uma mulher pr�tica...

-Peter, por favor... -N�o me interrompa.

O bastante para saber que n�o me aprovou.

Acreditava o contr�rio?

-N�o me conhece! - Sei que meu filho...

a encontrou numa boate.

Seduziu-o, sem dar-lhe tempo de refletir.

Voc� o fisgou.

Eu o fisguei, porque ele tem um trabalho interessante...

tamb�m mal pago,...

ou porque tem uma invej�vel posi��o social.

-� isto o que quer dizer? -Exato.

A �nica solu��o para este desagrad�vel incidente...

� o div�rcio.

N�o est� falando com os seus estudantes, Peter...

� o meu marido.

Visto que tem tal atitude, pedirei a Peter para demitir-se.

Mas n�o pode fazer uma coisa dessas.

Devo ir, me esperam.

Vem, querida?

Venha. Vamos...Venha aqui, v� ali.

S�o 30 anos que me d� ordens. Tudo por Old Sharon.

E a sua querida universidade.

"Ria se tem vontade de chorar."

"Quando tem vontade de rir, fa�a-o com compostura."

"N�o use vestidos vermelhos, n�o conv�m...

a uma senhora decente,...

� esposa de um reitor."

A sua universidade, o respeito dos colegas,...

dos estudantes,...

s�o a �nica coisa que conta para voc�.

Tamb�m decidiu partir o cora��o de Peter,...

deveria obedecer.

Mas agora as coisas v�o mudar.

Tome a sua universidade, mas perder� o afeto da fam�lia.

-Vamos, querida. - Com voc�? Vou sozinha.

-Eu tamb�m vou, sr. Morgan. -Obrigado.

As samambaias s�o plantas herb�ceas, comuns...

em lugares sombreados.

As folhas s�o distintas em est�reis e f�rteis.

-Entendeu? - Sim, professor.

Mas o que n�o entendo �...

Se amadurecem antes os �rg�os sexuais masculinos ou femininos...

nas samambaias?

-O que veio fazer aqui? -Vim te consolar, primo.

Por que n�o vai para casa?

Meu pai est� mostrando a universidade ao sr. Nobel. V�!

-Professor? -Sim, srta. Barkin, repita a pergunta por favor.

Quero saber se a reprodu��o das samambaias...

� a primeira vez que vem encontrar-me enquanto estou dando aula.

Porque � a primeira vez que sua mulher te deixa.

-O que disse? -Disse que na reprodu��o...

das samambaias...

Francey decidiu partir no trem das 16:00.

- Continue o sr. a li��o. -O que devo fazer?

Falar.

Francey?

-Diga que nos veremos em New York. -Keith acabou de me contar.

-N�o pode deixar-me, querida. -Desta vez parto de verdade.

-N�o poder� fazer nada. -N�o, querida, escute.

Est� bem, te fa�o uma proposta.

Se n�o tiver esclarecido a situa��o at� �s...

16:00, poder� partir.

N�o te deterei, mas antes das 16:00 tudo ficar� como est�.

N�o me conformo em te perder!

Eu te amo, querido. Adeus.

N�o comprometer� tudo por uma mulher que...

desonrar� a fam�lia?!

Posso desonrar a minha fam�lia tamb�m.

O que est� fazendo?

Agora meu pai pensar� que n�o sou digno de Francey.

� o bastante para manchar meu nome.

Ei, Peter, v� devagar.

Que Deus lhe aben�oe e lhe conserve em perfeita sa�de.

Hoje se tornou um homem.

N�o sinto nada. Quero dizer, estou bem.

-Tem outro licor? -Vou comprar.

N�o, n�o h� tempo.

Eu mesmo vou preparar um.

Segure isto.

Deixei o melhor para o final, a classe de meu filho.

-Ficar� orgulhoso dele. -Sim.

Os seus alunos est�o preparados. Constatar�-o em pessoa.

Sr. Morgan, sei que avisou seu filho que eu estaria vindo.

Acomodem-se.

Fecundando-se produzem o embri�o do qual ter� origem a planta.

- Continue, por favor, sr. Culpepper. -Sim, senhor.

Fa�a-me um favor, Peter, divorcie-se de...

Francey, assim caso com ela.

O que disse?

Disse que estou disposto a casar com ela logo...

ap�s o div�rcio.

O que me diz?

Voltando ao assunto sobre a vida das plantas,...

Voltando ao assunto sobre a vida das plantas...

Era este o tema da �ltima li��o.

Naturalmente imagino que saibam que a samambaia...

nunca foi inimiga do homem, n�o �?

N�o � assim?

Continuo eu a li��o, agrade�o.

Ent�o, vamos as d�vidas. T�m perguntas?

Tenho uma. E sei que o caro Culpepper,...

tamb�m tem uma.

N�o � verdade, caro Culpepper?

Fale. Qual a sua pergunta.

Tenho uma pergunta, mas acho que no momento...

n�o estou em condi��es de faz�-la.

-O sr. vem do Texas, n�o � verdade? -Exato e tenho orgulhoso disso.

O Texas, que Deus nos ajude!

Nunca me diverti tanto numa sala de aula.

Com licen�a Peter, classe dispensada.

-Pe�o que o perdoe, Peter n�o est� se sentindo bem.

-Ele nunca esteve t�o bem na vida dele.

N�o se preocupe, sou favor�vel a uma educa��o liberal.

De qualquer modo, ter� sua biblioteca.

-O que est� tentando fazer? - Senhor?

Tenho a cabe�a vazia.

Na frente dos seus alunos! Que vergonha!

Que explica��o tem?

Pensei que se tivesse desonrado o nome de nossa fam�lia,...

Francey teria sido a esposa ideal para mim.

-Sim, exato. -Sim.

V� que n�o sabe o que � melhor para voc�?

Papai, um de n�s est� errado.

Como membro desta faculdade, deve obedecer �s minhas ordens!

A partir de hoje n�o sou mais membro da faculdade.

-N�o deve se demitir. -Est� surpreso?

N�o tem palavras?

A universidade vem antes de todas as outras coisas...

para um Morgan, n�o?

Eu amo o meu trabalho.

A coisa que mais desejo no mundo � ser um bom professor.

Mas quero tamb�m de ser um bom marido.

Voc� n�o consegue entender, e sinto muito por voc�, papai

mas eu n�o sacrifico a felicidade de minha esposa

pelo meu trabalho nesta universidade.

� tarde! Em 5 minutos devo estar na esta��o!

-N�o v�, n�o sabe o que faz. -N�o tenho tempo de discutir.

Peter, est� bem?

Fique calmo, n�o se preocupe. Bebeu demais, s� isso.

Entre.

Aqui est�, senhora, trouxe um sandu�che de frango.

O cozinheiro preparou antes que fechasse a cozinha.

Est� tudo bem, senhora?

� muito bom. Obrigada.

Entre.

Aqui est� o sandu�che. O cozinheiro fez antes de fechar a cozinha.

� bom, espero que o aprecie.

Talvez preferisse o p�o integral?

N�o, obrigada, est� bem assim.

Sei como se sente...

-A sua mostarda. -N�o quero!

-N�o consigo comer nada! -Nem eu conseguiria.

Pode me trazer um pacote de cigarros, por favor?

Sinto muito, mas o bar est� fechado.

Encontrarei um cigarro nem que precise roub�-lo.

Sra., pode me dar um cigarro, por favor?

Gar�om?

Por favor, pode ir comprar-me um pacote de cigarros?

Sinto muito, o bar est� fechado.

Pedi um para a senhora aqui do lado. Est� t�o triste.

Mas me parece que a senhora esteja pior.

Pegue os cigarros.

N�o posso aceitar, tem um s�.

Muito gentil de sua parte.

Pedi um cigarro a um passageiro.

A senhora aqui do lado est� triste como a senhora.

Tinha um s� e partiu � metade. Este � para a senhora.

Mam�e!

-Oi, mam�e! - Oh, Francey!

Minha querida! Sente-se.

Deixei o meu marido.

Tamb�m deixei Peter para sempre.

Estou feliz em te ver.

Estou com muita fome. Tome, pegue metade...

de meu sandu�che.

Que gentil! Um peda�o t�o grande?

Obrigada, estou esfomeada.

Eu tamb�m. � a alegria de ter conquistado a liberdade.

Sabe, me sinto t�o feliz.

-A liberdade � uma coisa bela. -Vamos nos divertir em New York.

-H� tantos lugares para se ver. -Iremos onde queremos.

Pe�o desculpas.

-Faremos aquilo que nos parece. - Sem um marido por perto.

-Chato, que nos vigie... -Meu marido!

-Mam�e, n�o est� feliz de partir? -N�o sei.

� minha culpa. Era uma fam�lia unida antes...

de eu chegar.

-N�o fale assim. -A mostarda, por favor.

N�o � culpa sua.

N�o me importa de ter deixado Peter,...

o conhecia h� pouco.

Quer preparar-nos a cama, por favor?

-Boa noite, minha querida. -Boa noite.

Mas o que est� acontecendo?

-Foi um acidente? -Um carro.

-H� feridos? -N�o.

- Gra�as a Deus. -O trem partir� logo.

-Boa noite, querida. -Boa noite, m�e.

Deixou o carro nos trilhos para parar o trem!

� a maneira mais barata de se parar um trem.

Se sua esposa te deixar de novo, resolva do seu jeito!

Poderia ter vendido o carro por $200.

Francey vale mais.

N�o o venderia, por nenhuma cifra.

Estou procurando uma mulher loira...

Com cabelos longos?

Sim.

Compartimento B.

-Estou procurando minha mulher. - Compartimento C.

Obrigado.

-Quem �? -Abra imediatamente a porta, querida.

Vamos, coragem, deixe-me entrar.

Vim para te levar para casa.

Esta hist�ria deve terminar!

Sil�ncio, por favor.

Parece que voltamos � �poca da revolu��o.

-Deve tomar uma decis�o. - O que me aconselha?

O que � mais importante para voc�? seu orgulho ou sua esposa?

V� embora!

Durante a batida fiquei ferido. O meu cora��o! Estou mal!

Meu querido, por que n�o disse nada?

-Meu querido!

Oh, meu amorzinho!

Querido, como veio parar aqui?

� absurdo ir a uma lua de mel sem marido.

Cuidado com o Walter!

PEDE-SE SIL�NCIO EM RESPEITO A QUEM EST� REPOUSANDO.

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