All language subtitles for Blonde Ice_1948

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Original subtitles

N�o sei o que pode estar atrasando Claire.

Tranquilize-se.

Deve estar aproveitando seus �ltimos momentos de solteira.

Quem s�o esses?

Amigos da noiva, trabalham no mesmo jornal que ela.

Gostaria que tivesse pressa.

E para mim essa turma voltaria o quanto antes ao jornal.

Claire � assim. Chega atrasada at� no pr�prio casamento.

Sabe de uma coisa? Eu me entendo muito bem com ela.

- Que quer dizer? - Agora lhe falo como editor.

N�o como um amante sem esperan�as.

Claire nunca ser� uma boa jornalista, e voc� sabe.

Bem, n�o sei!

Ela escreveu mais artigos de cr�nica social que ningu�m no Tribune.

- � necess�rio talento. - N�o.

Personalidade, Hack, amigo, n�o talento.

Est� bem, pois aprecio sua personalidade.

Voc�? Fui eu quem fez que a descobrissem...

quando n�o era mais que uma datil�grafa que ganhava 18 d�lares por semana.

- Lembra-se? - Muito comovente, sim.

Ponha isso quando escrever suas mem�rias.

- Ela se casa agora com Hanneman. - Escutem os amantes frustrados.

Olhe, se tivesse se aplicado ao trabalho em vez de falar tanto,

estaria agora no lugar de Hanneman.

Tome um dos meus.

PARA AL COM TODO MEU AMOR, CLAIRE

Todos temos lembran�as, n�o � assim, Les?

Carl Hanneman,

aceita esta mulher como esposa

para viverem juntos, segundo a lei de Deus no sagrado matrim�nio?

Sim, aceito!

Claire Cummings,

aceita este homem como esposo

para viverem juntos, segundo a lei de Deus no sagrado matrim�nio?

Sim.

Eu os declaro marido e mulher.

Pode beijar a noiva!

Parab�ns!

- Est�o �timos! - Obrigado.

Peguem!

June, n�o me diga que agora perderei outra funcion�ria!

N�o se preocupe, Sr. Doyle. Nem sequer tenho namorado.

Vamos cortar o bolo. Temos que ter pressa se quisermos pegar o avi�o!

Agora mesmo eu vou.

S� quero me despedir de meus colegas.

Est� bem, mas n�o demore.

Obrigada. Obrigada.

Adivinhe quem �?

Por que saiu?

Porque eu amo voc�. Porque voc� me ama!

Mas Claire...

Est� louca?

N�o sabe o que significam as palavras que disseram l� dentro?

O que Deus uniu o homem n�o separa!

Ningu�m poder� nos separar, Les.

Nunca teria acreditado que voc�...

Salvo que...

Sempre complica tudo!

N�o, querido...

Foi algo s�dico me convidar, e aos outros, para seu casamento.

Mas � que n�o h� mais ningu�m. S� voc�!

Pensarei em voc� na minha lua de mel.

N�o vai sentir minha falta, Les?

Sei que ser�o muito felizes!

Desculpem.

Tenho a c�mara pronta, Sr. Hanneman.

Vou buscar minha esposa. N�o a viu?

Acho que vai encontr�-la na varanda.

Carl!

- Como � que n�o est� com os convidados? - Estava esperando voc�, querida.

- Entretive-me um pouco. - Na varanda?

N�o foi afetuosa demais para uma rec�m-casada?

Querido, n�o seja t�o desconfiado!

- S� se tratava de Les Burns. - E da�?

N�o foi nada. S� um beijo de despedida a um amigo.

Ele fez tanto por minha carreira no jornal...

� como um irm�o!

Voc� ser� sempre o homem da minha vida, querido. Sempre.

Est�o nos esperando. Vamos cortar o bolo?

PARA LES COM TODO MEU AMOR, CLAIRE

Venha, vamos!

Ganhei!

Paga-se quanto?

10 a 80.

10 a 80 para dois. N�o est� mal!

Ganhei 540 d�lares!

Claire, quer dizer que apostou 100 d�lares nesse cavalo como vencedor?

Claro!

Precisa-se gastar um bom dinheiro para ganhar um bom dinheiro!

Vejamos...

Apostarei 500 d�lares no segundo p�reo em "High Heels". Vamos.

Espere, espere, isso � uma loucura!

Voc� s� perderia 100 d�lares se n�o ganhar a aposta!

N�o se trata do dinheiro. � pelos princ�pios!

Princ�pios?

Carl, n�o o entendo. Com tudo o que voc� tem...

Trabalho duro para conseguir! N�o quero parecer um sovina...

Apostar um pouco de dinheiro como divers�o, est� bem,

mas tenho muito respeito ao dinheiro para jog�-lo fora apostando em cavalos!

Claro, tem raz�o. Foi uma loucura apostar tanto.

- Desculpe-me. - Claro que sim.

Agora, desculpe-me, vou cobrar o que ganhei.

Meu querido Les: Dentro de tr�s semanas poderei v�-lo.

O pobre est�pido do Carl tenta com empenho ser um bom marido,

mas n�o se acostuma com uma vida suntuosa como a que eu...

Ol�, querida! Sentiu minha falta?

- Voltou logo! - Estava no barbeiro.

A quem escreve?

A June Taylor, lembra-se dela? A secret�ria de Les Burns.

Esteve em nosso casamento.

Quer ler alguma das coisas terr�veis que digo de voc�?

� dif�cil de acreditar que eu tenha tanta sorte que uma mulher como voc� me ame.

� verdade, querido. Cada palavra disso.

Desculpe, Claire.

Meu querido Les!

Para June, hem?

Agora tudo come�a a ter sentido.

Carl, querido.

Ent�o era um beijo de despedida a um amigo, o que deu a Les Burns, hem?

Bem...

- Bem, que quer que lhe diga? - Nada.

Acho que n�o pode dizer nada. Alegro-me de ter descoberto agora!

Carl, que vai fazer?

Volto para S�o Francisco. N�s terminamos.

- E o que eu vou fazer, Carl? - Que me importa isso?

� que eu n�o tenho dinheiro. Gra�as a sua grande generosidade!

Aqui tem para uma semana de hotel. Tem o que ganhou nos cavalos!

Vire-se com isso. N�o darei nem um centavo mais!

Oh, n�o...

N�o vai sair assim, sem mais nem menos! Sou sua esposa, Carl!

Existem leis sobre bens conjugais nesse Estado. N�o vai ser t�o f�cil.

Ser� muito f�cil quando se mostrar esta carta ao juiz!

E iniciarei os tr�mites de div�rcio esta manh�!

� Carl, querido, falemos disto. Foi uma bobagem!

Afaste-se do meu caminho antes que eu perca a paci�ncia!

Por favor, ligue com o m�dico da �rea.

Bom dia, � o Dr. Hastings?

Sou a esposa de Carl Hanneman, do bangal� 9.

Pode me fazer uma receita de comprimidos para dormir e deix�-la na farm�cia?

Preciso deles logo. N�o demorarei em passar para peg�-los.

N�o, isso n�o ser� necess�rio. Irei busc�-los depois.

Obrigada.

PILOTO ACUSADO DE FALSIFICAR UM CHEQUE SAI DA CADEIA

Quero um jogo novo de velas para o 42.

Est� bem, Blackie.

VOOS CHARTER EM AVI�ES PEQUENOS

- Voc� � o Sr. Talon? - Sim.

Tenho que estar em S�o Francisco esta mesma noite.

E tenho que ter voltado de manh�. Pode fazer isso?

- Posso fazer, mas... - Mas o qu�?

Se o tempo permitir e se pagar bem.

- Quanto custaria? - 400 d�lares.

Por que me d� 500? Eu disse 400!

J� sei que me pediu 400.

Eu nunca fiz essa viagem e voc� nunca me viu fazer.

Entendeu?

Claro. N�o quero nem sequer saber seu nome!

- Alegro-me que nos entendamos. - Perfeitamente.

Se esperar l�, prepararei tudo para sair em uns minutos.

- Ei, Jack, prepare o 41 para decolar! - Entendido!

Servi�o de quartos, por favor.

Al�, sou a Sra. de Carl Hanneman, do bangal� 9.

Poderia me mandar um gar�om com o card�pio? Obrigada.

- Bom dia, Sra. Hanneman. - Bom dia, Victor.

Vejamos, acho que tomarei suco de laranja, torradas e caf�.

Isso � tudo.

COLUNA DE ESPORTES por Les Burns

"SAN FRANCISCO TRIBUNE

Como foi a partida de beisebol?

N�o foi uma partida, mas uma lavagem: doze a zero.

- � toda a correspond�ncia de hoje? - Sim.

A prop�sito, teria que lhe ter dito antes,

mas vou fazer uma pequena festa com jantar inclu�do, esta noite,

para um casal amigo meu.

Est� convidado, se n�o tiver outra coisa para fazer.

Claro. Que comemoram?

V�o se casar dentro de pouco tempo. S�o muito simp�ticos.

Ah, casar-se... � quando come�am os problemas.

Escrit�rio do Sr. Burns.

Longa dist�ncia. A Sra. Hanneman quer falar.

Al�, Claire.

Al�, Les. Ainda bem que o encontrei no escrit�rio!

- Como foi a lua de mel? - Foi interrompida.

Carl teve que ir ao leste, ontem.

Disse que era a neg�cios. Quis que eu ficasse aqui, mas n�o o farei.

Voltarei a S�o Francisco esta noite.

- Parece-lhe sensato? - N�o, mas assim poderei v�-lo de novo.

Olhe, quero que me consiga uma passagem de avi�o.

As reservas s�o dif�ceis de fazer daqui, para voc� ser� f�cil.

Est� certo, Claire. Cuidarei disso amanh�.

N�o quero esperar at� amanh�. Voltarei esta noite!

Est� bem, vou me encarregar de tudo.

Sabia que me ajudaria. Pegue-me no aeroporto.

Estou impaciente para v�-lo.

Adeus, Les.

Adeus, Claire.

Ei, June,

telefone para Hack Doyle e reserve um voo �s oito, de Los Angeles, esta noite.

� para a Sra. Hanneman.

Vai se encontrar com ela?

Sim. Oh, acho que n�o poderei ir ao seu jantar esta noite.

N�o importa.

Aparentemente, Claire pode conseguir o que quer, de quem for e quando quiser.

N�o � assim?

N�o pensei que fosse v�-lo outra vez t�o cedo, querido. � maravilhoso.

� uma loucura.

- E por que veio? - N�o sei.

Eu, sim.

Porque ainda me ama, n�o � verdade, Les?

Pode ser que sim.

Espero que Carl fique em Nova York muito... muito tempo!

Parece estranho que tenha permitido que os neg�cios interrompessem sua lua de mel.

Eu penso o mesmo!

Tem certeza de que n�o houve algum problema?

Que tipo de problema poderia ter havido?

Uma briga ou algo assim, talvez tivesse a ver com n�s dois.

N�o seja rid�culo. Por que duvidaria de mim logo depois de nos casarmos?

Que pensa em fazer agora?

N�o sente pena de Carl, n�o �?

N�o, realmente. Mas deveria.

Vamos nos esquecer dele, pelo menos durante uns dias.

Leve-me para casa. Vou me trocar e sairemos os dois para jantar.

Claire, prefiro n�o ir a sua casa.

Mas preciso tomar banho, querido. Preciso!

N�o quer que fique bonita? S� para voc�?

Voc� j� � bonita.

Est� vendo? N�o h� ningu�m em casa.

Espere aqui, querido. Descerei em um momento.

Venha c�.

Meu querido!

- Les, o que houve? - Fique aqui!

� Carl.

Suicidou-se.

Mas, por qu�?

Pobre Carl!

Claire, pensei que tinha dito que ele estava em Nova York!

Isso foi o que ele me disse!

N�o o entendo. Por que faria uma coisa t�o terr�vel?

Provavelmente sabe o mesmo que os demais.

Ser� a primeira coisa que a pol�cia lhe perguntar�.

N�o pode ficar aqui, querida. Vou lev�-la � casa de Hack Doyle.

Onde fica o telefone?

Delegacia de pol�cia, por favor.

Pensava que voc� e Hack estavam em Miami, por isso a trouxe aqui.

- Espero que possa ficar com ela esta noite. - Claro que sim!

Fique tanto quanto quiser, Claire.

Obrigada, Mimi. � muito gentil.

� incr�vel! Que motivo poderia ter?

�ramos t�o felizes! Completamente felizes... E agora...

Hack, Claire ficar� conosco uns dias.

Est� bem. Temos lugar de sobra!

A pol�cia est� para chegar. Murdock disse que viria em seguida.

- Tem certeza de que foi suic�dio? - Naturalmente.

Um homem na situa��o de Hanneman, uma bela mulher e todo esse dinheiro?

- N�o entendo! - Nem eu!

- Ol�, Bill, entre! - Como vai, Hack?

- Ol�, Claire. - Ol�, Bill.

- Lamento o que aconteceu. - Sente-se, capit�o. Quer um caf�?

Obrigado, Sra. Doyle.

N�o vou incomodar demais, Claire. S� algumas perguntas. Rotina, j� sabe.

- Est� bem. - Les n�o contou os detalhes por telefone.

Seu esposo estava morto a cerca de 24 horas.

Como � que se encontrou com Burns no aeroporto?

N�o foi por acaso. Telefonei para ele de Los Angeles.

Por que fez isso?

Ia chegar tarde e sozinha.

Sabia que Les concordaria em me pegar.

Tem ideia de por que seu marido veio a S�o Francisco

depois de lhe dizer que ia a Nova York?

N�o. Eu n�o conhecia nada de seus neg�cios.

A pistola era de Hanneman. Conferimos o n�mero de s�rie.

� estranho que n�o houvesse sinais de p�lvora em sua roupa.

Bill, �s vezes um suicida n�o apoia a pistola em seu corpo.

- Nesse caso... - N�o haveria nenhuma marca, eu sei.

Sabe de alguma raz�o para que seu marido tirasse a vida?

N�o. N�o sei!

Tinha problemas de sa�de?

Nenhum que eu soubesse. Mas esse poderia ter sido o motivo.

- Tinham discutido? - Oh, n�o, nunca discutimos!

Acredite em mim!

Cada minuto de nosso casamento foi um minuto de felicidade.

Uma semana toda, hem?

Isso � tudo por enquanto.

Pode ser que queiramos conversar com voc� mais tarde. Onde estar�?

- Ficar� conosco. - Obrigado.

- Ei, Bill... - Sim?

Suponho que deve ter encontrado digitais na arma. As de Hanneman.

Pois n�o.

Limpa como uma p�tena.

� esta a posi��o que voc� e a Sra. Hanneman encontraram seu marido?

Isso mesmo.

Uma pergunta mais, Sr. Burns.

Seu testemunho no interrogat�rio do juiz de instru��o diz que n�o tocou em nada.

� verdade!

E como sabe ent�o que o homem estava morto, se n�o verificou o pulso?

Sr. Chalmers, sei reconhecer um morto quando o vejo,

especialmente se passaram 24 horas ou mais.

Voc� deduziu que o Sr. Hanneman tinha se suicidado. Por qu�?

Bem, tudo parecia indicar!

Eu n�o penso o mesmo, Sr. Burns.

Sra. Hanneman, disse que tinha visto seu marido vivo segunda-feira � tarde.

E na noite seguinte, a de ter�a, o viu de novo.

Sim, mas estava morto.

J� contei tudo.

N�o precisa ser um g�nio para supor o que aconteceu.

Era habitual que os empregados sa�ssem de f�rias quando o Sr. Hanneman

sa�a de viagem, deixando a casa vazia?

Eu... n�o sei. Eu n�o dei essas ordens aos empregados.

Carl, o Sr. Hanneman, se encarregava dessas coisas. Eu ainda n�o morava l�.

Vejo que voc� tamb�m acha que foi um suic�dio!

Naturalmente. N�o pode ter sido outra coisa!

Isso � que o Sr. Burns disse.

Segundo o laborat�rio da pol�cia cient�fica,

a pistola encontrada ao lado do cad�ver foi a que causou a morte do seu marido.

Mas n�o havia marcas de p�lvora na roupa do Sr. Hanneman,

nem tampouco impress�es digitais na pistola.

Al�m disso, n�o pode ter sido o Sr. Hanneman quem atirou,

pois o teste realizado em suas m�os, procurando sinais de p�lvora,

deu um resultado negativo.

Que quer nos dizer?

Simplesmente isto: Carl Hanneman foi assassinado.

Mas, infelizmente, n�o tenho provas suficientes contra voc�s.

Voc�s estavam fora da cidade, verificamos seus �libis.

Est�o livres para sair.

Deixem-me lhes dar um conselho.

N�o acredito na teoria de suic�dio, tanto que o caso permanecer� aberto.

- At� logo, Ed. - At� logo, Hack.

Bom dia, Les. � bem o cara que eu queria ver!

Para qu�?

Designaram-me para o acompanhamento do caso Hanneman.

- Como foi isso? - Eu pedi.

� uma bobagem, porque isso j� se acabou.

- Foi um suic�dio comum. - Est� brincando?

Em toda minha vida, nunca vi algo que fedesse tanto.

Sem impress�es digitais na pistola e chama isso de "suic�dio"?

E da�? O que lhe fez estar t�o seguro?

Pode me dar uma boa raz�o para que Hanneman tirasse a vida?

N�o, n�o posso!

- Talvez pensasse que tinha. - Ou talvez n�o.

Entretanto, se encontrasse um motivo razo�vel...

Quem lhe pediu que procurasse, foi razo�vel ou n�o?

Eu disse que se encontrasse um motivo, aceitaria que foi um suic�dio!

Mas, em caso contr�rio, ter� que ter sido um assassinato!

Continua perdidamente apaixonado por Claire, hem, Al?

N�o mais.

Algu�m n�o ter� ajudado com isto pare voc� ficar com Claire?

Uma piada nojenta!

Enquanto isso, amigo, n�o se meta em problemas,

ou as pessoas pensar�o que foi voc� quem atirou em Hanneman.

- Tem muito trabalho para fazer, Al. - Sim, muito bem, chefe.

Sinto muito, Hack.

- Como estava Claire esta manh�? - N�o sei. Dormia quando eu sa�.

Les, esse assunto me preocupa.

A pol�cia n�o acredita na hip�tese de suic�dio.

Por isso p�s Herrick para investigar o caso?

Talvez ele possa encontrar um motivo para o suic�dio.

O que voc� acha?

Bem... Hanneman suicidou-se!

Boa tentativa, Hack!

� assim t�o sutil como um soco no nariz!

Acha que Hanneman foi assassinado, n�o?

Talvez esteja protegendo algu�m.

� poss�vel,

mas gostaria de proteger algu�m se n�o fosse um suic�dio.

- Quem? - Voc�.

Quem tinha um motivo melhor?

Com Hanneman morto, voc� fica com Claire e uns milh�es de d�lares!

Isso tem sentido para um bocado de caras imaginativos desta cidade.

Eu n�o acreditei nem um s� momento!

Mas vale a pena que Herrick pesquise para me convencer do suic�dio!

Obrigado, Hack,

mas eu n�o fiz isso.

Sim?

O Sargento Benson est� aqui.

Que entre!

N�o param nunca de trabalhar?

Ol�, Benson, que houve?

O promotor distrital quer v�-los de manh�.

Disse que era importante. L� pelas dez horas.

- Para que nos quer? - N�o sabem?

A Sra. Hanneman tamb�m recebeu um convite.

At� amanh�.

A MORTE DE HANNEMAN - ASSASSINATO O legista descarta suic�dio

Herrick gosta de carregar as tintas!

� apenas um artigo. Ningu�m ficou ferido!

Ainda.

Por uma pessoa ou pessoas desconhecidas.

Poderia ter sido pior.

O promotor distrital disse que quis incriminar algu�m.

Diga-me, Hack, acha que Claire pode ter atirado em seu marido de algum modo?

N�o.

Ela estava em Los Angeles na noite do crime. N�o poderia ter feito.

Bom dia a todos. Espero n�o interromper nada importante.

Ol�, querido. Parece cansado.

- Ol�, Hack. - Bom dia, Claire

� uma surpresa agrad�vel. Que posso fazer por voc�?

Vim recuperar meu antigo trabalho.

- Para come�ar quando? - Agora mesmo.

Depois do que aconteceu, n�o acha que precisa descansar?

Descansar?

O trabalho vai me fazer muito bem!

Impedir� que esteja constantemente pensando no pobre Carl.

Apesar de tudo, tenho que continuar com minha vida!

- Qual � a verdadeira raz�o? - Bem, preciso de dinheiro.

Tenho a casa e as roupas,

mas n�o posso viver s� com a pens�o de viuvez de Carl.

N�o v�o querer que tenha que vender minhas roupas para poder comer.

N�o � assim?

N�o. Mas j� atribu� a outro sua coluna!

Est� agora com McCormack!

Mas voc� ainda � o chefe, Hack.

Les, querido, espere l� fora. Quero falar cara a cara com Hack!

Eu sei.

Deveria dizer que sim, Hack. J� sei como s�o esses cara a cara!

Quer que eu fique, n�o �, Hack?

Sim, mas esperava que n�o me pedisse.

Voc� � um amor!

Ou�a, Claire,

limite-se a trabalhar e nada de joguinhos.

J� temos problemas suficientes aqui para que voc� cause mais.

Por que me fala assim?

Eu falo s�rio, Hack. Esfor�ar-me-ei no trabalho.

Para seu pr�prio bem, espero que seja assim.

Voc� � um encanto. At� logo.

- At� logo, Al. - Est� bem.

V�m a� seus amigos.

Sim, velhos amigos.

Dois Martinis, por favor. Salada de frango?

- Perfeito. - Salada de frango para dois, e caf�.

- Les, conhece um bom advogado? - Sim, por qu�?

Preciso de um para que cuide do testamento de Carl.

O que h� com o advogado que Hanneman tinha?

Ora! O cara � um decr�pito,

quero algu�m de confian�a que cuide de meus interesses.

Bem, podemos tentar com Lars Carlson. � especialista em heran�as.

Carlson, bem, telefonarei para ele amanh�!

Conhe�o aquele homem?

Com certeza. � Stanley Mason. Nosso jornal o apoia para o Congresso!

Claro! As fotos de seus cartazes de campanha n�o lhe fazem justi�a!

N�o sei como faz, mas cada vez que o vejo vai com uma garota diferente.

E da�?

Tomaremos 4 manhattans, metade vermute franc�s, metade italiano.

- Pediremos a comida depois. - Encarregar-me-ei pessoalmente, Sr. Mason.

Obrigado.

Stanley...

N�o � a vi�va de Hanneman que est� ali?

Sim, �... muito atraente, n�o �?

Bem, gosta de se mostrar!

N�o seria bom que ele se encarregasse da heran�a?

N�o, n�o, n�o... Est� ocupado demais com a campanha eleitoral.

Boa oportunidade, Les. Eu iria a Washington!

Muito bem, por qu�?

� um homem importante. E eu preciso de algu�m influente.

Parece o tipo de pessoa capaz de fazer as coisas... depressa.

Imagino que seja muito capaz.

Provavelmente ser� um bom congressista.

Mas n�o votaria nele.

Quero que me apresente.

- Pode escolher um melhor. - Oh, querido, n�o seja teimoso!

Quero conhec�-lo!

Quando quer alguma coisa, tem que ser no ato, n�o � assim?

Voc� sabe o que eu quero na verdade, Les.

Eu sei.

Um homem maduro como Hanneman,

cheio de dinheiro, de boa posi��o, no mais alto...

Esquece-se do mais importante.

Verdade?

Sabe? Isso � s� o quadro. Voc� � a figura que h� dentro.

De que quadros est�o falando?

Sargento Benson, quer se sentar conosco?

N�o, mas Burns pode vir comigo.

Estava procurando voc�.

O capit�o quer ter uma pequena conversa.

Agora!

- Est� me prendendo? - N�o, s� ser� uma entrevista.

- N�o durar� muito. - Uma pena que n�o me encontrasse �s 10 da manh�!

Estava na cadeira do dentista.

- Sinto muito, Claire. - Por nada, querido. Esperarei aqui!

Adeus, Les.

Ol�, Al.

N�o me diga que finalmente o prenderam por assassinato!

Voc� n�o gostaria que eu dissesse que sim?

Sim.

Bem, n�o pare a impress�o do jornal... ainda.

� a mulher com mais sangue frio, de todas que j� conheci.

N�o acredito que se importe se este caso se resolva ou n�o.

Mas claro que me importo! De verdade!

Al, diga-me, conhece bem Stanley Mason?

Muito bem!

Eu me encarreguei de algumas de suas propagandas.

Pode me fazer um favor. Um grande? Quero que me apresente a ele.

Pode ser uma boa ideia!

Lembro-me que uma vez a apresentei a um cara chamado Les Burns

e logo a perdi.

- Stan, como vai? - Ol�, Al.

H� ali uma garota que gostaria de conhec�-lo.

- Ser� s� um momento. - Muito bem. Desculpem-me.

Claro.

Claire, apresento-lhe a Stanley Mason, a Sra. Hanneman.

- Prazer em conhec�-lo, Sr. Mason. - � um prazer, Sra. Hanneman.

- Por que n�o se senta? - S� posso ficar um minuto.

Sei que deve estar pensando em sua campanha,

mas sendo advogado, compreender� o que me preocupa.

� urgente que encontre algu�m

que administre os neg�cios de meu falecido marido.

Pensei que talvez pudesse me ajudar.

N�o tinha inten��o de aceitar mais trabalhos para este ver�o.

Minha campanha requer tanta aten��o...

Mas acho que... venha a meu escrit�rio perto das quatro horas,

pelo menos falar�amos disso.

Obrigada. Agrade�o muito.

Aqui est� o endere�o. At� l�.

Oh, perd�o!

- Obrigada, Al. - N�o h� de qu�.

Eu o encontrei, capit�o, bem onde eu pensava.

Com a vi�va aflita.

- Isso supondo que esteja aflita! - Esque�a.

Les, meu rapaz, sente-se.

Na �ltima vez me disse "Ol�, Burns".

Hoje me chama de "Les, meu rapaz".

O que quer?

S� conversar um pouquinho.

Oh, n�o sabia que eu era algu�m t�o interessante!

Mora no bairro dos Hanneman, n�o?

N�o, e voc� sabe.

Mas vai bastante l�, n�o �?

Sim, com frequ�ncia. Para visitar uns amigos.

Oh, claro, � assim. Hack Doyle e sua esposa.

June Taylor, essa � uma jovem muito inteligente.

N�o � sua secret�ria?

Desde quando se interessa tanto por minha secret�ria?

Pensava que voc� era um homem bem-casado.

Estava nesse bairro na noite em que atiraram em Hanneman?

- Refere-se a mim? - Sim.

N�o, n�o estava. Estive jogando cartas na sala da reda��o.

Fui para casa dormir cerca das dez horas.

J� leu minha declara��o e a conferiu.

Vamos, Murdock, o que tem em mente?

N�o h� const�ncia de onde esteve entre as 10 da noite e as 8 da manh�

quando foi tomar caf� na cafeteria Drake.

Ningu�m o viu em seu apartamento.

N�o h� nada estranho nisso.

Meus vizinhos n�o s�o intrometidos.

Passei a noite dormindo!

Est� um pouquinho irritado hoje, Les. Algo o preocupa, n�o �?

Estou incomodado. Enquanto voc� e o promotor distrital n�o solucionarem isto,

ningu�m poder� descansar tranquilo.

Podemos ter a resposta antes do que pensa.

A pol�cia espera pegar o culpado antes de 24 horas.

Posso por isso textualmente no jornal?

Fa�a as piadas que quiser, Burns!

Esteve louco por Claire h� muito tempo!

Est� correto.

Pensou que ia se casar com voc�, mas se casou com Hanneman!

- Isso deve ter lhe dado um duro golpe! - Tampouco eu nego.

Assim, devia guardar rancor de Hanneman por essa jogada.

Acho que sim.

Sabe, Burns? Tem todos os motivos que algu�m possa ter para assassinar.

N�o precisa de motivos, Murdock. Precisa de provas!

De verdade?

Acaba de me dizer que estava perto da casa de Hanneman segunda-feira � noite.

N�o estava.

E como voc� explica que sua cigarreira estivesse no jardim de Hanneman?

Ainda molhada pela chuva que caiu segunda-feira!

N�o tenho que explicar nada.

Mas para esfriar sua cabe�a quente, direi que a joguei fora depois do casamento!

Quer saber mais alguma coisa?

N�o. � suficiente.

Na pr�xima vez, tenha mais cuidado com o que o capit�o lhe diz.

Escute, Sr. Benson,

se feri os sentimentos do capit�o e os seus, prendam-me!

Assim poderei process�-los e acabar�o outra vez dando multas no tr�nsito!

Alugou este banco durante um m�s todo?

Ol�, Les, amigo...

Onde est� Claire?

Oh, Claire n�o est� aqui.

- Tinha um compromisso. - Voltou ao jornal?

N�o, a estas horas, ela deve estar entrando no santu�rio

desse valente e atrevido defensor dos direitos civis.

Esse distinto candidato ao Congresso dos Estados Unidos.

O Sr. Stanley Mason.

Age como se estivesse na folha de pagamento de Stanley.

Eu os apresentei.

- Tem talento para essas coisas! - Obrigado.

Acho que � toda a informa��o de que preciso, Sra. Hanneman.

N�o tenho palavras para lhe agradecer o esfor�o que fez para me atender!

Acredite, foi um prazer.

Um pouco de press�o nos lugares adequados far� que tudo se resolva.

Obrigada de novo e... boa sorte nas elei��es.

Obrigado!

Suponho que, se ganhar, ir� para Washington imediatamente.

Sim, se ganhar.

Vai ganhar. Sei que vai.

Bem, agora tenho que ir.

Posso lev�-la a algum lugar?

Desculpe, n�o esta noite. O Sr. Burns vai me levar para casa.

� o homem que me acompanhava hoje.

Telefonarei amanh�. Talvez pud�ssemos jantar e continuar falando de seus problemas.

Espl�ndido. Adeus.

Claire, n�o acha que n�o deveria ficar mais na casa de Hack?

Pode ser que seja algo inc�modo.

N�o seja rid�culo. Vamos.

Roberts...

- Boa noite. - Boa noite, Sra. Hanneman.

N�o esper�vamos que voltasse para casa.

- N�o preparamos nada para jantar! - J� jantei.

Suba, por favor, as malas para meu quarto.

E voc� e Christine podem tirar a noite livre. N�o necessitarei de voc�s.

Obrigado.

Sra. Hanneman, gostaria de dizer em meu nome e no de Christine

que estamos muito contentes de que esteja em casa,

e faremos todo o poss�vel para que se sinta � vontade.

Obrigada, Roberts!

Entre, querido.

N�o vai ter medo do fantasma de Carl, n�o �?

- Nunca ser� feliz aqui, Claire. - Bobagens.

Farei algumas mudan�as no mobili�rio.

Pode ser que isso ajude um pouco.

Les, o que queria Murdock?

Pensava que eu poderia ter vindo aqui na segunda-feira � noite.

- N�o veio, n�o �? - Claro que n�o.

E acha que eu tinha um motivo para matar a Carl.

E tinha, se fosse esse tipo de pessoa.

Murdock s� jogou o anzol para ver se pega.

Ele sabe que estive apaixonado por voc� h� muito tempo.

- Eu disse a ele. - Voc� disse?

Por que n�o? � a verdade!

Quer que se ocupem de voc� para que assim me deixem tranquila.

- � isso, n�o? - Sim.

- Eu lhe disse que a apoiaria. - E o fez.

E eu amo voc� por isso ainda mais!

Sabe que amo, n�o �, querido?

Acho que sim, Claire.

Mas de um modo muito peculiar.

Nunca devia ter me casado com Carl.

Nunca o amei de verdade.

Mas me ofereceu tantas coisas... que eu nunca havia tido.

Agora tudo se acabou!

N�o acabou. N�o estar� acabado at� que encontrem seu assassino.

Far�o isso, e ent�o nada poder� nos separar. Nunca.

- Claire, desejaria acreditar em voc�. - � preciso, Les, � preciso.

Esta informa��o de fonte autorizada nos d� um resultado de tr�s a zero.

At� amanh� nesta mesma hora. Assinado: Les Burns.

Superou-se hoje. � o melhor artigo das duas �ltimas semanas.

Obrigado! Se voc� diz, deve ser verdade.

- Ol�, colega. - Ol�, Herrick.

Sabe uma coisa de sua namorada?

Pegaram-na. Murdock e o promotor prenderam-na.

� in�til que v� resgat�-la. Stanley Mason j� se adiantou.

Que querem dela, Al?

Parece que t�m o pressentimento de que Claire fez uma viagem de ida e volta

na noite do assassinato para ajudar a Carl a se reunir com seus antepassados.

Acham que seu �libi de ter estado em Los Angeles a noite toda � falso.

- � rid�culo. - Voc� deve saber melhor que ningu�m.

June, entregue o artigo.

Bem, Al, voc� � t�o inteligente quanto Murdock. Fale.

N�o acho que seja.

Mas conhe�o Claire melhor que ele.

E conhe�o voc�.

Explique-se.

Claire nunca se interessou por voc�, antes, durante ou depois do seu casamento.

Se bem que isso n�o prove o que aconteceu,

mas eu me atreveria a apostar

que isso foi planejado h� semanas por ela e por voc�.

Estou cansado de suas brincadeiras! Fora daqui!

Um momento!

Olhe, rapaz, um dia desses chegarei tarde e voc� j� ter� ficado sem dentes.

Muito bem, chefe.

- Que aconteceu, Les? - Nada, esque�a.

Como quiser.

- Se perguntarem por mim, j� fui. - Eu digo o mesmo.

Onde est� a Sra. Hanneman? Quero v�-la, est� em casa?

- Sim, mas agora ia sair. - � importante!

- Que houve, Les? - Procurei voc� a tarde toda!

N�o voltou ao jornal. Onde estava?

Estava com Stan... com o Sr. Mason. Conversando sobre a heran�a.

Oh, dir-se-ia que ainda restavam coisas por falar.

S� s�o quest�es de neg�cios, Les.

Entre, mas tenho pouco tempo.

Abusou um pouco do �lcool esta noite, n�o �, Les?

S� foram alguns drinques. Estive bebendo no Renard's.

E tamb�m estive pensando. Coisas terr�veis.

- Sobre mim? - Sim, sobre voc�.

- Murdock e o promotor interrogando... - Nada de que se preocupar.

N�o tenho tanta certeza.

- Por que diz isso? - Esteve aqui segunda-feira � noite?

Qu�? Voc� sabe que n�o!

Eu j� n�o sei nada.

N�o mentiria a voc�! J� o fiz alguma vez, Les?

Claire, s� duas pessoas teriam tirado proveito da morte de Hanneman.

Eu sou uma, e voc� � a outra.

Como se atreve a me acusar?

Casou-se com Hanneman por isto. Teria feito uma d�zia de vezes!

Mas eu n�o o matei! Como pode pensar isso?

Eu n�o digo que voc� fez, mas se souber alguma coisa, tem que me contar!

- Estava aqui na noite de segunda? - N�o!

- Pode ter vindo para ver algu�m! - Deixe de me sacudir!

- Pois me diga a verdade! - V� embora!

Pensava que ia me apoiar!

- Est� b�bado! - Tentava ajud�-la!

Ora! Ajudar-me?

Est� me acusando de assassinato!

Como sei que n�o foi voc� quem o matou?

Voc� estava na cidade!

Claire!

Tenho tanto direito quanto voc� para acusar!

- Mas n�o estou acusando-a! - V� embora desta casa!

Uma vez eu disse que n�o sabia como voc� era. Agora j� sei!

Voc� n�o � uma mulher normal.

Voc� n�o � quente.

� fria como o gelo.

Sim, como o gelo.

Uma loura de gelo.

Fora daqui!

- Oh, pensava que fosse... - Ol�, Sra. Hanneman.

- Acho que n�o conhe�o voc�. - Claro, claro que me conhece!

Deixe-me entrar. Falaremos l� dentro.

Por aqui.

Ent�o, diga-me o que quer!

Vi sua fotografia no jornal

e encontrei onde trabalhava. Imaginei que poder�amos fazer um trato.

Um trato?

Queria lhe telefonar � noite, mas voc� tinha companhia.

Tinha que v�-la a s�s.

- Que tipo de trato? - Parece que o avi�o que pegou segunda

- ...� noite foi proveitoso para voc�. - Eu lhe paguei para que se esquecesse!

- Pensei que podia confiar em voc�. - Claro.

Claro que pode confiar em mim!

Mas � dif�cil se esquecer de um assassinato... por 100 d�lares.

Traidor sujo!

N�o gosto dessas palavras!

Muito bem, esqueceremos o que aconteceu a Hanneman.

Eu a apoiarei nessa hist�ria de suic�dio,

se me der algum incentivo.

Digamos... 50 mil.

50.000 d�lares! Eu n�o tenho esse dinheiro!

O testamento est� sendo feito. N�o receberei um centavo em meses!

Posso esperar.

Mas enquanto isso...

levarei isto!

Conhe�o um homenzinho que me dar� dinheiro por ele.

Muito bem, muito bem. Mas n�o volte mais a esta casa!

Mas estarei em contato com voc�.

Depressa, saia pela porta do terra�o.

E n�o se esque�a, Sra. Hanneman, n�o era brincadeira o caso dos 50.000.

- J� vou, Roberts. - Sim, senhora.

Stanley, querido!

Obrigada.

Bem, tampouco est� no Renard's.

Espero que n�o tenha acontecido nada com ele.

Aparecer� quando tiver virado p� e tiver terminado de beber.

Voc� escreveu sozinha esta coluna?

Algu�m tinha que o fazer. Espero que a publiquem.

Muito bem! Isto servir� tamb�m para cobrir Les.

- Acha mesmo que ele est� bem? - Claro que sim.

Eu o encontrarei mais tarde.

N�o se preocupe com Les.

Provavelmente est� expulsando de seu corpo mais do veneno que tomou.

Eu espero.

Oh, ol�, June.

Pode me dar outra cabe�a, por favor? A minha est� a ponto de explodir.

Deve ter ido a todos os bares da cidade!

Acho que sim.

- Que dia � hoje? - Ter�a-feira.

Valha-me Deus! O que aconteceu com o domingo e a segunda?

- Eu cuidei de tudo. - Claro que sim.

- Quem me encontrou? Hack Doyle? - N�o, Claire.

Claire?

Tentou convencer o porteiro para que o deixasse subir no telhado.

Era a �nica maneira de alcan�ar a Lua.

Oh, ora! A Lua...

Parece que queria fazer algo mais que uma pequena viagem.

Beba isto, vai se sentir melhor.

Sim. Eu dei um exemplo horroroso, n�o?

Sem d�vida devia ter raz�es poderosas para se embebedar.

Fugia de algo.

- Algo que n�o era bom para mim. - Conseguiu?

N�o sei.

N�o voltarei a fazer isso. Eu asseguro.

June...

Bem, ser� melhor que volte ao escrit�rio.

Obrigado por ter cuidado de mim, June. Estarei perfeito dentro em pouco.

- Eu garanto. - N�o h� pressa.

Claire, pergunto-me de que ressaca se recuperar� antes.

Pensava que isso havia terminado, Claire.

Les, sinto muito por tudo o que disse na outra noite.

Acho que eu estava um pouco confuso.

Perdoe-me, querido.

Devia n�o estar bem para lhe dizer essas coisas t�o horr�veis.

Percebi depois a verdade.

Estava alterado porque me ama.

Era isso, n�o?

Talvez sim.

- N�o podia acreditar que... - Esque�amos tudo.

Sabemos que n�o h� nada para nos preocuparmos. Nunca houve.

Sabemos disso, n�o �, Les?

Claro que sim, Claire.

Claro.

Pelo novo congressista. Que seja uma longa carreira de sucesso!

Obrigado, querida. Jeff!

N�o brindam por isso muito cedo?

Queria estar t�o seguro de meu futuro na psiquiatria

como voc� pode estar de seu futuro em Washington.

Doutor, esteve me analisando enquanto jant�vamos.

Vendo como minha mente trabalha. Continue, � muito interessante.

Nunca me haviam analisado e suas dedu��es me assombram!

Claire, advirto-a que se continuar, vai se convencer que est� doida,

s� porque seu pai as abandonou por outra mulher

e sua m�e teve que trabalhar duramente.

Stanley n�o acredita no poder da psican�lise, Sra. Hanneman.

Mas se pudesse passar um dia em meu consult�rio escutando meus pacientes,

veria a l�gica em que se baseiam minhas dedu��es,

ou as de qualquer psiquiatra.

N�o se preocupe com o cinismo de Stanley, doutor.

- Sim, Roberts? - Uma chamada para o Sr. Mason.

- Com licen�a. - Pois n�o.

Eu lhe disse no jantar que pensava

que o dinheiro, a roupa, a adula��o, etc, eram para voc� uma necessidade,

que algumas pessoas se veem atra�das por um objetivo sem sequer saber por qu�.

Por acaso � crime ser ambiciosa?

Um crime? Claro que n�o.

A menos que essa ambi��o adote uma forma perversa

e n�o se detenha ante nada para conseguir o que deseja.

Dizem que as f�meas das esp�cies s�o mais mort�feras que os machos.

- Continue, doutor. - Desculpe a interrup��o.

Era meu diretor de campanha. Tenho uma entrevista na r�dio, esta noite.

- Tenho que ir. - Pode me levar ao centro, Stanley?

- Pegarei a capa. - Est� bem.

- Perdoa-me, querida? - Claro que sim, querido.

Estou t�o orgulhosa de voc�!

Quase que me esque�o de lhe dar uma boa not�cia.

Almocei com o promotor e parece que v�o arquivar o caso Hanneman

junto com outros casos sem resolu��o.

Na opini�o dele, deve ter sido obra de algu�m que entrou para roubar.

Oh, que al�vio!

Agora poderei ir com voc� a Washington com a consci�ncia tranquila.

N�o contou seus planos a seus amigos, n�o �?

Oh, n�o! Claro que n�o!

�timo. Vamos surpreend�-los amanh� � noite.

Sim, ser� una grande surpresa.

- Pronto? - Sim, obrigado.

- Boa noite, Claire. - Boa noite.

Sra. Hanneman, n�o leve minha explora��o mental muito a s�rio.

� uma anfitri� encantadora.

- N�o se preocupe. - Nunca me preocupo.

- Boa noite. - Boa noite.

Al�?

Sim, sou a Sra. Hanneman.

Est� bem, Roberts, eu atenderei.

Al�? Quem?

Como se atreve a ligar para c�?

Tinha que fazer isso. Estou com problemas. Preciso de grana. Tem que me ajudar!

A heran�a ainda est� tramitando. Eu lhe disse: n�o tenho dinheiro!

N�o me venha com essa! � uma mulher esperta. Se n�o tem, sabe como consegui-lo!

Preciso de, pelo menos, dois mil esta noite!

Do contr�rio, irei � pol�cia. N�o tenho nada a perder.

Tenho cerca de 700 d�lares em joias.

Muito bem, venha sozinha. Eu a espero na estrada velha do vale.

Esteja l� em 20 minutos!

- Algu�m seguiu voc�? - N�o.

- Fique calma. - N�o estou nervosa.

Voc� est�.

D�-me o que tem e veremos se me serve.

Isso me parece bom.

Devo dois mil a um corretor de apostas.

� um neg�cio ruim.

N�o vai esperar.

Disseram-me esta noite: "pague ou aguente as consequ�ncias".

N�o v�o mat�-lo por 2.000 d�lares.

Matam por muito menos que isso.

� por isso que tive que amea��-la.

Obrigado, Sra. Hanneman.

N�o trairia ningu�m... a menos que tivesse de faz�-lo.

Eu tampouco trairia ningu�m, Blackie...

A menos que tivesse de faz�-lo.

Recebemos os primeiros resultados do distrito 12.

Mason, 311, Jeffers, 282 e Allan, 91.

J� est� seguro, n�o?

S�o t�o favoritos com no 10. N�o podiam ser melhores.

Estou agradecido, Doyle. Sem o apoio do seu jornal, n�o teria sido o mesmo.

Sr. Mason, estamos encantados de ter apoiado o homem certo.

Saiu-se bem, Sr. Mason. Felicidades.

Viu Les ou Claire esta noite?

Acho que ela est� esperando para fazer uma entrada triunfal.

Perguntou por eles umas cem vezes, Hack.

- Por qu�? - Oh, por nada.

Sr. Doyle?

Parece que temos um novo congressista.

Sim, � assim! Tenho certeza que ser� bom.

Eu tamb�m espero. Era nosso patrocinado.

- Ol�, Claire. Ol�, Les. - Como vai, Hack?

Boa noite, Claire. Est� linda, como sempre!

- Obrigada, Stanley. - Ol�, Les. Obrigado por trazer Claire.

Uma grande noite, hem?

...em terceiro lugar Jeffers, com 162. Allan, com 142,

e Mason, 311.

Realmente � espetacular!

Venha, Claire, vou apresent�-la a uns amigos. L� est�o as bebidas.

Olhe, Les. Tem uma coisa que quero lhe falar.

- Ser� melhor que antes bebamos algo. - Claro!

Ol�, rapazes, como vai a festa?

Pelo menos o licor � bom.

June, est� linda esta noite!

J� era hora que percebesse!

No trabalho, n�o olha para outro lugar que n�o seja o escrit�rio!

- Quer um drinque? - N�o, obrigada; estou servida.

Les, gostaria de falar com voc� um momento.

Com licen�a.

De que se trata?

- Veio com Claire? - N�o, com minha tia Martha, de Penobscot.

Falo s�rio!

Viu-a chegar comigo.

Seria melhor que se esquecesse dela. Agora mesmo.

De que fala? As coisas v�o bem entre n�s!

N�o poderia ser melhor.

Deveria t�-la visto h� algum tempo, organizando a festa desta noite.

Que acha de um pequeno discurso, Sr. Mason? Estamos esperando!

Vamos, Stanley!

Sim, fa�a um discurso!

- � o que me faltava! - Espere!

Um discurso? Bem, pois se querem, terei que fazer.

Senhoras e senhores, quero lhes apresentar uma linda dama

que voc�s conhecem como Claire Cummings.

Tenho o prazer de anunciar que ela me deu a honra

de aceitar se tornar minha esposa!

Isso foi mesmo um golpe baixo.

Mas me alegro que aconte�a. Algum dia eu contarei por qu�.

- Felicidades! - Felicidades, querido.

- Interessante discurso, Stanley! - Surpreendido, Geoffrey?

- N�o vai nos felicitar, doutor? - � o habitual.

N�o gosto de interromper, Stanley, mas � preciso que falemos de uma coisa.

- � importante. - Est� bem, Geoffrey.

Com licen�a.

Sei que gostar� de morar em Washington.

Quando pensa em comemorar o casamento?

N�o me olhe desse modo, querido.

- Que faz aqui? - Queria v�-lo a s�s.

Claro, outro marido � vista. Vivo ou morto?

N�o tive ocasi�o de lhe explicar.

"Ningu�m poder� nos separar, Les".

Voc� e eu.

Foi mais eficiente na �ltima vez, com a marcha nupcial de fundo.

Voc� � cruel!

N�o queria feri-lo, mas o fiz, n�o �?

Isto � o que me preocupa agora.

Nem um ligeiro tremor.

- Que me diz do seu cora��o? - Claire Cummings Hanneman Mason.

Se continuar assim, n�o caber�o suas iniciais nos talheres de prata.

N�o posso evitar, Les.

Eu amo voc� de verdade,

mas voc� n�o pode me dar as coisas que preciso.

O dinheiro, o poder... essas s�o minhas necessidades.

Pare, Claire!

Voc� � como um veneno.

Um pouco mata, mas se tomar muito, transforma-se em um ant�doto!

Est� bem, querido.

Mas se chegamos mesmo ao final,

Stanley...

Adeus, Burns.

Gostaria de dizer algo a minha "noiva". A s�s.

Tranquilize-se, Sr. Mason.

Tranquilize-se.

J� pode come�ar.

Apenas havia acabado o eco das felicita��es

e a encontro nos bra�os de seu antigo namorado.

Foi uma observa��o est�pida. Tinha que dizer a ele uma coisa.

N�o tinha dito nada a ele, e isso � o que me disse que faria.

N�o... n�o pude encontrar as palavras.

� por isso que se aborreceu?

� querido, n�o discutamos por isso!

- Podemos fazer depois do casamento. - N�o haver� casamento!

O que disse?

Acho que nos enganamos.

N�o pode estar falando s�rio!

O que meus amigos pensar�o?

- N�o suportaria a humilha��o! - Oh, superar�.

Provavelmente n�o t�o depressa como em seus outros casamentos.

Por que me fala assim?

- Que lhe contou aquele falso m�dico? - Isso n�o importa.

Cometemos um erro. Agora esque�amos, est� certo?

Mas n�o pode me deixar jogada desta maneira!

Tinha planos para o futuro!

Voc� me levaria para Washington,

longe dessas pessoas, das lembran�as...

Tenho que ir com voc�, Stanley.

N�o, sinto muito! � definitivo!

Deveria consultar um m�dico, Claire.

Um m�dico como Geoff.

Eu o procurei na festa depois que falou comigo.

Queria lhe perguntar uma coisa. Doyle me disse onde estava, mas tampouco acreditei.

Ao encontr�-la aqui ficaram provadas muitas coisas.

Voc� n�o est� bem, Claire.

Estou bem.

N�o quis estragar nosso caso.

Pelo menos tomemos um drinque como despedida.

Sem rancor. Verdade.

- Por que n�o prepara algo? - Parece ser um de seus costumes.

Claire!

O que fez?

N�o fiz nada!

Voc� o matou, Les.

Eu o matei?

N�o se lembra?

Entrou h� poucos minutos

e nos encontrou conversando.

Estava estranho, como um louco!

Disse que ia matar Stanley porque tinha roubado sua garota!

Ent�o pegou uma faca e... o apunhalou!

- Est� transtornada. - Oh, n�o.

- Louca. - N�o!

N�o. Eu o vi fazer isso!

Soltou a faca e saiu!

Tentei det�-lo!

Voltou uns minutos depois.

Agora mesmo.

- Sua maldita assassina! - Les, n�o!

Mason, ganhou! Ganhou as elei��es!

Agora vai a...

Pode ver, doutor, que as provas incriminam, sem d�vida, a Les Burns.

Tanto eu, como os demais, achamos que � inocente.

Por isso pe�o que nos ajude a provar que Les � inocente e Claire culpada.

Porque t�o certo como me chamo Hack Doyle, ela mente.

Estou de acordo com voc� em 100%.

Estou convencido de que a Sra. Hanneman assassinou Stanley.

Mas por causa de sua declara��o

e pelo fato de que Les tinha a faca na m�o quando entramos,

a pol�cia s� pode chegar a uma conclus�o.

Com certeza h� algo com o que poderia ajudar. � inocente. Eu sei.

Olhe. Voc� tinha bons contatos no Departamento de Pol�cia.

Deve ter se encontrado antes com esse tipo de caso.

Agora sei que Claire Cummings � um caso especial como nenhum.

Sim, tem raz�o, Sr. Herrick.

Pelo menos tentarei.

Estou t�o interessado em encontrar o assassino de Stanley

como voc� est� em provar a inoc�ncia de Burns.

Tenho um plano

que poderia fazer que tudo desmoronasse.

Oh! Bom dia, Dr. Kippinger!

A que devo o prazer de sua visita?

O prazer n�o � m�tuo, Sra. Hanneman, eu lhe asseguro.

S� vim lhe fazer uma pergunta.

Por que matou Stanley Mason?

Qu�?

- Que rid�culo voc� �, doutor! - Eu sou?

Tive uma conversa com Stanley na noite de seu compromisso matrimonial

e o aconselhei que n�o seguisse adiante.

O l�gico � supor que quando lhe disse que n�o se realizaria nenhum casamento,

voc� o matou em um acesso de c�lera

e depois inventou uma hist�ria para acusar o Sr. Burns!

� a acusa��o mais absurda que jamais ouvi!

Esquece-se de que as impress�es digitais de Les Burns estavam na faca

e que o viram sustentando essa faca em sua m�o!

A pol�cia conhece todos esses fatos, doutor!

Nem todos.

Os suficientes para condenar Les Burns!

- Importa-se se termino meu artigo? - N�o, claro que n�o!

Acho que voc� contar� � pol�cia que eu matei Stanley

e explicar� essa hist�ria fant�stica para respaldar suas acusa��es.

N�o parecer� t�o fant�stica a eles, Sra. Hanneman.

Descobriram uma ou duas falhas em sua vers�o.

V�o rir de voc�. � louco e absurdo!

Engana-se.

Passei minha vida vasculhando mentes retorcidas como a sua.

Trabalhei muitos anos para a pol�cia como psiquiatra consultor.

Parece mais um hipnotizador.

E estou farta de suas insensatas teorias!

Agora, doutor.

- Procura algo, Hack? - A pol�cia est� a caminho.

A pol�cia!

Para qu�?

J� vejo que os tr�s prepararam isto!

Como v�o fazer que me prendam, v�o querer ler meu �ltimo artigo.

Adiante, leia-o, Hack.

Em voz alta!

Matei Stanley Mason, matei Carl Hanneman.

- Matei Blackie Talon. - N�o sabia nada deste Blackie, n�o �?

Est� na p�gina 5. Roubos e assassinatos sem resolu��o.

Matei Stanley Mason porque j� n�o queria se casar comigo.

Stanley Mason, supunha-se, para eu chegar ao mais alto da escada.

A �ltima etapa.

J� tinha dinheiro. Agora ia desfrutar uma posi��o.

Ia me levar com ele para Washington.

Poderia ir embora sem despertar suspeitas da pol�cia.

Astuta, n�o acham?

- Por que incriminou Les Burns? - Por qu�?

Porque me pegou com sangue nas m�os.

Porque me depreciou.

Nunca amei nenhum deles.

Nem voc�, Al, nem Hanneman,

nem Mason.

Mas, Les... queria conserv�-lo.

J� n�o me servia, mas n�o podia deix�-lo ir embora.

Talvez eu o amasse.

Al�!

A Sra. Cummings? N�o, ela saiu.

Estou contente que tenha confessado,

porque n�o teria podido sair com a sua hist�ria muito mais tempo.

Eu teria podido, mas voc�, Dr. Kippinger,

voc� e sua repulsiva intrus�o cient�fica...

Desde o princ�pio, vi que voc� foi quem botou Stanley Mason contra mim!

Voc� � t�o culpado de sua morte quanto eu.

Sente-se, Claire.

Se n�o fosse voc�, teria agora tudo que havia sonhado.

Eu o odiei

porque foi o primeiro homem que penetrou na minha mente!

E agora vou mat�-lo!

Soltem-me!

Chegou um pouco tarde, Murdock.

Bem, provavelmente � melhor que tenha acontecido assim.

Mal posso acreditar.

Uma mulher t�o bela como esta.

N�o a conhecia bem.

Nenhum de n�s a conhecia bem.

Nem sequer era uma boa jornalista.

Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL

Legendas bases por gamboler [noirestyle] - 3

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