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Original subtitles

CADA BALA UMA VIDA (1955)

Revis�o: mawricio58

Bom dia, rapaz.

Voc� sabe que tolos n�s mortais somos, hein? Sabe?

Acho que sim.

N�o conte a ningu�m. Deixe isso ser o nosso segredinho.

- Bom dia, Dr. Macklin. - Bom dia, Constable.

Ah, pobrezinho. Deve estar congelando.

Devia informar a Sociedade Protetora dos Animais.

Um homem tem que ganhar a vida.

Sim, que tipo de vida est� ganhando t�o cedo?

Ei, espere um minuto.

Eu disse, espere.

Tudo bem, tudo certo.

Vamos dar uma olhada no realejo.

Claro.

V� em frente.

Muito bom.

Muito bom, mesmo.

Quando ele d�, o polegar fica de um lado e o dedo do outro.

- Deve deixar uma boa impress�o. - Voc� est� certo.

� muito bem definido.

Vivica!

Ele n�o percebeu que estava sendo filmado, n�o �?

Ele conversou com o macaco.

Ele disse: "Que tolos n�s mortais somos."

E tirei sua foto.

- Soa como se ele fosse o nosso homem. - Tenho certeza que �.

Frau Hartman.

Passe um telegrama para Lisboa. V�o mandar uma encomenda por avi�o.

- Ele n�o suspeitou, n�o �? - N�o, de modo algum.

Mas havia um policial, ele me seguiu.

- Oh, ele fez isso? - Sim, correu atr�s de mim.

Mas voc� correu mais r�pido e fugiu.

N�o, ele me pegou.

Ele viu a c�mera.

Mas n�o se preocupe.

Enquanto ele estava se curvando, eu...

E ele est� morto.

Demorou a chegar, Inspetor.

Parei para dar a not�cia para sua esposa.

- Como ela recebeu? - Como acha que ela recebeu?

- Encontrou alguma coisa? - Nada.

Ningu�m viu nada, ningu�m ouviu nada.

- Bom dia, Paul. - Bom dia, Inspetor.

Est� perdendo seu tempo.

Os rapazes da Homic�dios de Montreal j� fu�aram cada polegada disso.

- Acalme-se, Sarge. - Como? Ele era meu amigo.

Ele era meu amigo, tamb�m.

Sinto muito. Perdi a cabe�a, Inspetor.

Bem, encontre.

Vai precisar dela para descobrir quem cometeu esse assassinato.

Por que algu�m mataria um homem decente como Dan Percy?

Talvez o assassino n�o soubesse que ele era decente.

Eu disse, um u�sque duplo e soda.

Sinto muito, eles dizem que n�o h� mais cr�dito.

O que quer dizer, "N�o h� mais cr�dito"?

Eu tinha bebidas na conta.

Dizem que a conta estourou.

Permita-me, se�or, N�o pude deixar de ouvir.

- O Sr n�o tem dinheiro e ainda... - Algumas pessoas batem na madeira.

E eu sempre arrumo um engraxate.

Assim como Aladim, esfregando a l�mpada.

Voc� esfrega os sapatos e aqui estou.

Se�or Victor, permita-me pagar com minha conta.

Gar�om, traga ao Se�or Victor o que ele quiser.

Scotch duplo e soda.

Obrigado, amigo.

Como sabe meu nome?

Todo mundo sabe. O grande Joe Victor.

Muito famoso.

Eu fui, uma vez.

Ainda �, Se�or Victor, ainda �. Continuam a falar de voc�.

Suponho que fui um peixe grande.

Olhe para voc� agora.

Te expulsaram do pa�s por algo que n�o fez.

- Eu nem estava l�. - Claro que n�o.

Mas o que esperava?

Com sua reputa��o, se algu�m comete um crime e n�o resolvem,

- quem leva a culpa? - Joe Victor.

Se pudesse voltar atr�s, hein?

Plantar seus p�s na sua terra natal,

respirar o ar amig�vel.

S� por um minuto.

� poss�vel, sabe? Sim, �.

Quem � voc�?

RAPHAEL GARCIA Comerciante de Vinhos.

O que quer, e qual � a sua jogada?

Termine seu drink, se�or.

- N�o mato ningu�m. - Matar?

Matar n�o � o meu ramo.

N�o, se�or, n�o, n�o, n�o. N�o queremos que voc� o mate.

Tudo o que queremos � que o fa�a cair

direto em nossas m�os.

E, se poss�vel, conseguir o que for que ele esteja trabalhando.

Vamos pagar bem.

$20,000 adiantados.

$80,000 na entrega.

Dinheiro. Dinheiro de verdade.

Vai precisar mais do que dinheiro para me levar para casa.

Sim. Sua passagem de navio,

seu passaporte com nova identidade.

Voc� ser� Al Steiner. Refugiado no Canad�.

- O que devo fazer no Canad�? - � s� cruzar a fronteira.

Um pequeno passo e voc� est� em sua terra natal.

O que diz, se�or?

Esse cara, o que ele faz?

- Isso importa? - Claro.

Quem est� pagando deve querer muito isso.

Talvez eu esteja trabalhando muito barato.

Talvez esteja.

Isso � o melhor que posso fazer.

N�o farei esse trabalho sozinho.

Vou precisar de alguns dos meus rapazes.

Mais despesas.

� um negociante duro, se�or.

Voc� estar� no navio amanh� de manh�.

Perd�o, Inspetor. Dr. Macklin.

- Como vai? - Inspetor.

Perdoe-me pelo inconveniente, Dr. Macklin.

Se eu puder contribuir, teria que vir mesmo.

Solicitei sua presen�a para nos ajudar a esclarecer algumas d�vidas.

Coloquei a �rea perto do hotel sob vigil�ncia.

E descobri que voc� tem o h�bito de dar um passeio toda manh�

por volta da hora em que Constable Percy foi assassinado.

- Lembra-se de t�-lo visto naquela manh�? - Sim.

- Onde? - Em frente ao hotel.

Ele morava perto e nos v�amos no caminho para o trabalho.

- Havia algu�m com ele? - N�o.

N�o h� muitas pessoas na rua �quela hora.

Carros passando?

N�o que me lembre.

N�o se recorda de ter visto mais algu�m?

N�o.

Um macaco e um tocador de realejo.

Um tocador de realejo? De manh� cedo?

Bem-vindo ao Canad� e � liberdade, Sr. Steiner.

- Sr. Dubois? - Dubois. Seu anfitri�o.

Ok, amigo. Carregue um destes.

N�o ficaria bem para mim

levar a bagagem do homem que vem para o Canad�

trabalhar na minha fazenda.

Antes de ir a qualquer lugar, amigo, vamos ver se entende.

N�o vim aqui para tirar leite de vacas.

� apenas fachada.

TOCADOR DE REALEJO

N�o. Ele n�o � o homem, Inspetor.

Isso � tudo.

- Tem certeza de que era um realejo? - Absoluta.

Sabe, Inspetor, tenho uma teoria.

O homem civilizado n�o pode usar seu conhecimento

para melhorar o mundo.

Seria melhor ter permanecido nas �rvores.

E lembro de ter dito isso para o macaco

e jogado uma moeda no copo dele.

Talvez n�o fosse um realejo,

mas algu�m fingindo ser.

Por que um homem faria isso?

Por que um homem falaria com um macaco?

Onde est� ele?

- Quem � esse? - Ele � o homem que d� as ordens.

Joe Victor. Monsieur Hartman.

V� em frente. Comece a dar ordens.

Meu amigo, disse que voc� � um negociador dif�cil.

- Conhece meus s�cios? - Sim.

Basta dar seus nomes para Dubois,

e ele arruma para virem para Montreal.

Ligue para Nick Johonus. Clube Ma�ana, Cidade do M�xico.

Este sujeito, onde ele mora?

Est� no Hotel Champlain.

Como ele �? Amig�vel, com um monte de pessoas ao redor?

Gosta de solid�o. Vive sozinho.

Quando voc� diz "sozinho", quer dizer nada de mulheres?

Nada de mulheres.

Ele � dedicado a seu trabalho.

H� um monte de caras assim at� a mulher certa aparecer.

Talvez possamos encontrar a mulher certa para ele.

N�o est� sendo um pouco primitivo?

A mulher que tenho em mente,

faria qualquer um virar primitivo.

- Voc� deve saber, Sr. Victor. - Com certeza.

Ela me deu um par de cicatrizes e eu ainda as tenho.

O que para um homem � uma cura, � veneno para outro.

Duas manh�s por semana,

o Sr. Macklin ensina f�sica na McGill University.

Ele janta no clube ou no hotel.

Que tipo de clube?

Exclusivo para membros do corpo docente.

Depois do jantar, ele joga xadrez.

Xadrez?

Jogo intelectual que voc� n�o conhece.

Quando o tempo est� bom, joga golfe duas ou tr�s vezes por semana.

Se n�o, ele vai at� Mount Royal para esquiar ou patinar.

Agora est� falando algo.

As damas da sua organiza��o praticam esportes?

Claro. Eu diria que sim.

Tem certeza que esse cara n�o tem mulheres em sua vida?

- Me lembrei de uma. - Sim.

Ele tem uma faxineira.

Gorda e com 40 anos.

- Algo mais? - Isso � tudo.

Sim. Um momento.

Aqui est� o seu homem.

Nick?

Sim. Quem �?

Nick, � o chefe. Estou de volta.

O chefe?

� muito bom ouvir sua voz.

Qual � o neg�cio?

Estamos de volta aos neg�cios. Preciso de voc�.

Entre em contato com Morrie.

� para voc�, Morrie.

Jack.

Se for uma garota, diga que sa� da cidade.

Se for uma garota, tem uma voz grave e responde pelo nome de Nick.

� o velho Saint Nick.

Suba de volta pela chamin�.

N�o gosto de sua marca de brinquedos.

Belo lugar.

- Quem est� pagando isso? - Meus clientes.

- Clientes? - Clientes.

O tipo de talento que voc� n�o entenderia.

Tudo bem, Nicky, vamos ver a m� not�cia.

N�o � ruim, � boa. O garot�o est� de volta.

Voc� est� brincando.

N�o. Est� de volta e chamando voc�.

Diga para ele em sua cela, que n�o estou ouvindo.

Ele n�o est� na cadeia.

Ent�o, J. Edgar Hoover deve estar ficando velho.

Deu um bilhete s� de ida ao Sr. Victor.

Algu�m arrumou grana para mand�-lo ao Canad�.

E deve ser rico,

porque est� pagando uma nota preta por um trabalho,

e Joe quer que voc� participe.

Pelos velhos tempos?

Por que n�o? Sabe o que ele acha de voc�.

Tanto que quase me levou para a cadeia com ele.

Ele n�o fez isso.

Agrade�a a ele por mim.

E agora, Nicky, adeus.

� um belo lugar esse aqui.

Realmente bom, de classe.

Respeit�vel, tamb�m.

Parece que est� indo muito bem, catando moedas e n�queis.

Pode n�o ficar rica, mas � seguro.

Sim, �.

Eu gosto, por isso vou ficar.

Se gosta dele, � melhor ouvir quando Joe chamar.

Ou direi umas palavras nos ouvidos certos e tudo isso desaba.

Pendure uma placa na porta dizendo que foi pescar.

Vamos sair daqui amanh�.

HOMEM ENCONTRADO MORTO PR�XIMO � RODOVIA

� isso, Inspetor.

Acha que � parecido?

Muito.

Embora o rosto seja complicado, a estrutura est� l�.

- Quer um modelo de argila? - N�o. Est� bem assim.

- Alguma coisa interessante, Paul? - D� uma olhada.

- Parece com cabelo. - �.

Encontrado na cabe�a do cara morto.

Nada de estranho nisso.

N�o, se foi achado em um macaco.

Macaco?

Michael.

d� a essa cabe�a, um corpo e um realejo.

Certo.

Macaco.

Eu diria que � o homem, Inspetor.

Era. Ele est� morto.

Foi morto na �poca que Percy Constable foi assassinado.

Ent�o voc� est� exatamente onde come�ou.

Gr�ficos, livros,

equa��es...

� maravilhoso como a mente humana absorve esse conhecimento abstrato,

e transforma-o em fatos.

Sei que � um grande f�sico, Dr. Macklin.

"Grande." � uma palavra tola.

Quanto mais entendemos, mais queremos entender.

Quanto mais se esclarece o mist�rio, mais misterioso ele fica.

� a maneira como vejo este caso.

Esses assassinatos s�o pe�as do mesmo quebra-cabe�a,

mas que quebra-cabe�a!

No momento estou perplexo.

Talvez ele tenha visto algo que n�o devia

e o assassino se livrou dele.

Sim. Talvez.

- Obrigado pelo seu tempo. - N�o tem de qu�.

- Bom dia, Doutor. - Bom dia

- Oh, Inspetor. - Sim.

Poderia me dar uma carona para o clube?

� claro.

Se algu�m me procurar, estarei no clube, Yvonne.

Podemos parar de procurar realejos, Fred.

Est� na hora, Morrie. V� at� a parada de �nibus.

E quando entrar, mantenha olhos e ouvidos abertos.

- Carregou isso por toda a cidade? - Claro.

Onde pensa que est�? Em L.A.?

- Teve sorte com as mulheres? - Acho que sim.

Uma delas � a secret�ria de Macklin, solteira.

- Pegou o nome dela? - Sim, e um ponto de partida para Jack.

Ela vai dan�ar hoje � noite no Shalimar.

Aqui. Aponte ela.

Aquela ali.

D� uma olhada, Jackie.

Voc� vai dan�ar.

Com aquilo?

Leve-a a um restaurante com velas.

Toda garota fica bonita no escuro.

Espero que ela saiba dan�ar.

- Voc� faz bem isso. - Faz o qu�?

- Dan�ar. - Obrigada.

Voc� � um dan�arino muito bom.

Como dizem,

"� preciso dois para dan�ar tango".

Eu nem sei seu nome.

Jack Allen.

- Me chamo Yvonne Temblay. - Oi.

Oi.

- Voc� � francesa, n�o �? - Franco-canadense.

N�o h� d�vida sobre voc�. � americano.

Voc� parece solit�rio.

Voc� �?

Sim.

� por isso que eu disse sim quando me pediu para dan�ar.

Vai dizer sim se eu pedir de novo?

Se n�o pensar coisas ruins sobre mim.

Como algu�m pode pensar coisas ruins de uma garota com seus olhos?

Minha irm� n�o gosta que eu use maquiagem.

� muito rigorosa.

Se ela souber que sa� com voc�, teria um ataque.

Pensa que estou na biblioteca.

Ent�o voc� tem que estar em casa cedo.

9:30. Gasto uma hora de �nibus.

- Quanto tempo de carro? - A metade disso.

Eu tenho um carro.

N�o. N�o saia.

Isso foi �timo.

Eu achava que esta pol�tica de "boa vizinhan�a",

fosse um monte de besteiras.

- Que tal amanh� � noite? - Mesmo lugar?

N�o. Algum lugar com luz de velas.

Vou esperar aqui na rua.

Boa noite, vizinho.

Ol�, baby.

Oi, chefe. Jack.

Oh, � voc�. Est� atrasado.

O que houve? N�o gostou de sua isca?

Ela adorou. Mas sua irm� controla sua hora de chegada.

Tem medo do lobo mau.

Entendi.

Acho que as pernas mais bonitas da cidade est� vindo na minha porta.

Chefe, estou contente em v�-lo.

Meu bem, senti sua falta.

Qual � o problema? N�o est� feliz em me ver?

N�o estou.

- Por que veio? - Pergunte ao Nick.

- O que disse a ela? - Ela n�o queria vir, chefe.

Saia daqui. V�!

Querida, n�o acha que eu faria isso, n�o �?

Voc� j� fez pior.

Mas n�o com voc�.

Vamos come�ar tudo de novo.

O charme antigo ainda est� l�.

Sim, est�.

Mas n�o estou gostando disso.

Os Hartmans est�o esperando no carro por mim.

Vou ficar na casa deles.

Eles me trouxeram, ent�o pode me dizer o que quer.

N�o pode adivinhar?

- Vamos. Por que me mandou buscar? - H� duas raz�es.

- Uma... - Pule a e v� direto para a segunda.

Estou numa jogada muito grande.

Algo que vai mant�-la no vison e eu no caviar.

- Onde entro nisso? - Precisa de um toque feminino.

Um cara que n�o liga para uma dama.

Pensei que poderia faz�-lo mudar de id�ia.

Eu perdi meu charme.

� melhor voc� mesmo arrumar uma garota.

V� em frente.

Mas se continuar com isso,

vou pedir a Nick que cumpra com sua amea�a.

Eu n�o quero voc� fazendo amor com esse cara.

N�o quero que fa�a amor com ningu�m al�m de mim.

De voc�? Prefiro fazer amor com qualquer um

mesmo que ele tenha duas cabe�as.

Ele praticamente tem duas cabe�as.

Ele � um jogador de xadrez. Voc� n�o gostaria dele.

O que o faz pensar que ele n�o gostaria de mim?

Ele vai gostar.

- O que estou fazendo de errado? - Tudo.

- Bom dia, Rene. - Bom dia, Sr. Macklin.

Agora, tente novamente.

Eu nunca vou aprender.

Dois anos atr�s, foi o que ele disse. Olhe para ele agora.

Observe-o um pouco. Tenho que dar outra aula.

Acha que ele se importaria?

Oh, Sr. Macklin.

- Plat�ias incomodam voc�? - Nem um pouco.

Srta Geary, o Sr. Macklin.

- Como vai? - Como vai?

Amanh�, mesmo hor�rio.

N�o posso acreditar que voc� errou.

Errei.

- E feio! - N�o � t�o ruim como eu.

Mostre-me como voc� �.

- Promete n�o rir? - Prometo.

Certo.

N�o, espere. Sua pegada. Est� errada.

Aqui, feche seu dedo mindinho.

Mantenha os bra�os r�gidos,

assim.

- Srta. Geary, telefone. - Estou indo.

Oh, Sra. Hartman, se importaria de fechar a porta?

Al�?

Ol�, boneca.

Oh, � voc�. O que tem em mente?

O que estava esperando para ligar? O jogador de xadrez?

Voc� disse boa noite para ele.

Eu disse?

Disse. Ele liga todo dia para dizer boa noite.

Voc� se importa?

N�o. Eu n�o me importo. O que acha de falar sobre ele?

Ele est� me ensinando a jogar xadrez.

E o que est� ensinando a ele?

Escute, pode ensinar o que quiser.

Mas n�o se esque�a que est� fazendo um trabalho.

Deve ser o Jackie.

Espero que ele seja mais eficiente que o seu amigo.

N�o se preocupe com Joyce.

Eu n�o estou preocupado. Voc� � que est�.

- Parece que fez tudo certo. - Que garota!

Espero que tenha algo mais al�m desse batom.

N�o comece com perguntas.

Com o que come�o?

Joe n�o sabe que uma mulher deve ser perseguida, cortejada e ganha.

Isso leva tempo.

Quanto tempo leva?

Ela � cautelosa, chefe.

N�o acredita que um cara boa pinta como eu

fique atr�s dela.

Talvez voc� deva fazer o sacrif�cio supremo

e pedi-la em casamento. Isso vai convenc�-la.

- E se ela aceitar? - Ent�o voc� se casa.

Vai abandon�-la quando terminar este trabalho.

- Chegou em casa cedo. - Peguei uma carona.

- Com quem? - Um dos rapazes da f�brica.

N�o seria ele esperando na rua?

Oh, n�o. Ele foi para casa.

Tenho que ir � farm�cia. J� volto.

Vou ganhar com a minha torre.

Sou pior nisto do que jogando golfe.

- Mais brandy? - Por favor.

- H� quanto tempo mora aqui? - Tr�s anos.

E eu sou a primeira mulher que cruzou sua porta?

Sim.

Oh, esqueci a mulher da limpeza.

Obrigado.

Srta. Temblay.

Desculpe incomod�-lo.

Eu estou muito preocupada com Yvonne.

Por que n�o entra?

- Srta Temblay, Srta Geary. - Como vai?

N�o quer se sentar?

N�o. Voc� tem companhia.

Que hist�ria � essa de Yvonne?

Ela veio para casa mais cedo,

e saiu com um homem que eu nunca tinha visto antes.

Ela nunca ficou fora at� tarde.

Oh, n�o � muito tarde. Passa um pouco das 11:00.

Mas ela mentiu para mim.

Ela disse que ia a farm�cia.

Ent�o ela subiu no carro e foi embora.

- Ela entrou no carro espontaneamente? - Sim.

Ent�o, aparentemente, ela o conhecia.

N�o acho que haja algo com que se preocupar.

Ela vai chegar logo.

Acha que eu devo chamar a pol�cia?

A pol�cia est� muito ocupada para gastar seu tempo ca�ando

jovens que ficam fora at� tarde.

Mas isso � diferente.

Minha irm� nunca sai com homens.

Talvez ela tenha descoberto o que estava perdendo.

Pensando bem, Yvonne anda meio perdida nos �ltimos dias.

De fato, tem havido uma epidemia de olhos perdidos no meu escrit�rio.

Acho que estou sendo tola.

- Perdoe-me por intrometer. - Nem um pouco.

- Boa noite. - Boa noite, Srta Temblay.

Quem � Yvonne?

Minha secretaria.

Que ador�vel! Ela achou um namorado.

Ela n�o � exatamente o tipo rom�ntico.

Ningu�m jamais lhe deu uma segunda olhada.

Onde est�vamos?

Voc�, professor, estava prestes a me fazer perder a cabe�a.

Sim, estava.

N�o �?

Jack?

Diga-me uma coisa.

O que quer que eu diga?

Voc� sabe.

Eu te amo.

H� muitas garotas bonitas em Montreal,

mas voc� me escolheu.

Por qu�?

Porque te amo.

Eu quero casar com voc�.

Voc� � um mentiroso.

Um mentiroso maravilhoso.

Quando? Diga-me quando.

Quando quiser. Escolha a data.

Qual � o problema?

N�o confia em mim, n�o �?

Ok. Se � o que acha...

Oh, eu confio em voc�. Realmente confio, Jackie.

S� que estou preocupada com minha irm�.

Se eu for para os Estados Unidos com voc�, ela n�o vai gostar.

E quanto ao seu chefe? Ele n�o vai gostar tamb�m.

Ele n�o iria sentir minha falta.

S� fa�o escrever cartas e atender telefonemas.

Qualquer garota poderia fazer isso.

Nunca fala muito sobre ele.

Como ele �, o que ele faz.

Ele nunca discute essas coisas comigo.

Essa f�brica onde voc� trabalha.

N�o consigo entender como eles testam alguma coisa.

Se algo der errado, pode explodir a cidade.

Eles n�o fazem testes na cidade.

- Eles fazem... - Onde?

Fora da cidade.

Um lugar perto de Pointe-aux-Ch�nes.

Jack, espere.

Voc� n�o vai se casar comigo, n�o �?

S� estava me dando falsas esperan�as,

se envolvendo comigo para que eu falasse coisas que n�o deveria.

� isso que voc� acha que sou?

Voc� � uma boa garota.

Demos muitas risadas.

Lembre-se disso, e fique longe de problemas.

Voc� � muito inteligente.

Se eu soubesse alguma coisa,

teria dito.

Voc� me entendeu errado, querida.

Eu acho que o Dr. Macklin deveria conhecer voc�.

- Ou�a... - Me solte!

Espere um pouco!

Entre.

Veja quem est� aqui.

Como foi, Romeo?

O lugar que procura fica perto de Ottawa.

Depois de uma cidade chamada Pointe-aux-Ch�nes.

Bom garoto.

O que fez com a garota?

Eu a deixei onde passamos a noite.

- N�o pode livrar-se dela ainda. - Quem disse que me livrei dela?

Volte l� antes que ela ache que voc� fez isso.

Um homem casado precisa de grana.

Assim que me pagar, eu a levarei para L.A.

Qual � a pressa, Jackie?

- Voc� n�o fez nada de errado? - N�o.

Mas meu trabalho est� feito. Descobri o que voc� queria.

Suponha que a dama n�o esteja l� quando voc� voltar?

Ela vai estar, patr�o.

N�o atravesse a fronteira naquele carro. � alugado.

Eu n�o sou um imbecil.

Fez um bom trabalho.

Tenha certeza que a garota n�o desconfie.

Ela n�o vai.

Calibre 38. Ela morreu com essas nas costas.

- Qual a idade dela? - Oh, 21 mais ou menos.

Ela usava um su�ter bege, uma saia escura,

casaco marrom, chap�u claro.

Carregava uma bolsa grande.

Isto estava em seu dedo, m�o direita.

Fred, traga a Srta. Temblay.

Tr�s assassinatos em um m�s.

Constable espancado at� a morte,

um tocador de realejo,

agora esta garota.

O que ela tem a ver com os outros?

Em cada assassinato, h� um espectador inocente.

Mas neste caso, o espectador � o mesmo para os tr�s.

E seu nome � Macklin.

Entre.

Como vai, Srta Temblay?

Quer se sentar, por favor?

Este anel seria de sua irm�?

Sim.

Ela est� morta?

Temo que sim.

Se preferir, podemos falar sobre isso mais tarde.

Eu vi o homem que a matou.

Eu quero que ele seja capturado e enforcado.

Nosso neg�cio � peg�-lo. Deixamos o enforcamento para os tribunais.

Poderia descrev�-lo?

- Sim. - �timo.

Vou pedir que conte a um de nossos artistas, e ele far� um esbo�o.

Agora, sobre o carro dele. Como era?

Era um Ford, azul claro, convers�vel.

Comece com o carro.

Vou transferi-la para um dos nossos artistas agora.

INVESTIGAR TODOS OS FORD AZUL CLARO CONVERS�VEL.

- O agente do FBI j� chegou? - Sim, Sr.

Pode entrar, por favor?

Obrigado por passar por aqui, Frank.

Sempre um prazer Inspetor. O que posso fazer pelo Sr?

Isso. S�o impress�es digitais encontradas num carro

em que uma jovem foi assassinada.

O homem que as deixou pode ser um cidad�o americano.

O que o faz pensar assim?

O funcion�rio da ag�ncia onde alugou o carro acha que sim.

E ele n�o apresentou a carteira de motorista?

Sim. Carteira canadense. Falsa.

Ele deu o nome de Jack Allen. Provavelmente uma falsifica��o.

N�o temos nenhum registro de suas impress�es digitais.

Poderia verificar com Washington?

- Claro. Vou fazer isso agora. - Obrigado.

Sim. Este � o homem que vi.

Mas por qu�? Por que ele a mataria?

Pedimos �s autoridades americanas

para encontr�-lo e entreg�-lo a n�s para interrogat�rio.

Vou manter contato com voc�.

Leve a senhorita Temblay para casa, por favor.

Obrigado por terem vindo.

O bandido vem de Los Angeles para Montreal,

encontra-se com a garota �s escondidas e a mata. N�o faz sentido.

Sem contar Constable Percy e um tocador de realejo.

Suas mortes n�o fazem nenhum sentido tamb�m.

Diga-me. O que sabe sobre este homem? Como ele age?

Algumas pessoas preferem trabalhar sozinhas.

Ele era um membro da m�fia de Victor.

N�s destru�mos a m�fia, e Victor foi expulso do pa�s.

- Expulso para onde? - At� onde sabemos, estava em Lisboa.

- Ainda est� l�? - Vou verificar.

Gostaria de ver as fichas de Joe Victor e de seus s�cios.

Verei agora mesmo.

E por favor me avise quando tiver algo sobre Jack Allen.

- Certo. - Obrigado.

O que prefere? Trocar de roupa ou um rum quente?

Voc� escolheu o prazer antes do conforto. Isso faz de voc� um Sybarite.

O que � um Sybarite?

Uma pessoa cuja vida � dedicada ao prazer.

Se eu fosse mais ousado, seguraria suas m�os.

Oh, vamos l�, professor. Me faz perder a cabe�a.

Eu e minhas amea�as vazias.

N�o me diga que � t�mido.

"Te quiero", significa" te amo".

Estou meio sem pr�tica.

Mas acho que ainda posso acender velhas brasas se tentasse.

Acredite, se eu fosse mais jovem e mais imaturo...

L� vou eu com minhas amea�as vazias.

Quando eu era muito jovem e cheia de risos ing�nuos,

n�o podia esperar pelas guloseimas para come�ar.

Voc� sabe, primeiro namorado, primeiro amor, primeiro beijo.

- Ol�, Inspetor. - Como vai?

- Srta Geary, Inspetor Leduc. - Boa tarde, Srta Geary.

N�o vai se sentar e se juntar a n�s para uma bebida?

N�o, obrigado. Voc� imagina o que aconteceu com sua secret�ria?

Aconteceu alguma coisa com ela?

Ela foi trabalhar ontem?

N�o, n�o foi.

Achei que ela tinha sa�do com um sujeito bonito,

e estava desejando que desse certo.

Tentamos manter isso em segredo, mas saiu nos jornais,

ent�o eu posso lhe dizer.

Ela foi assassinada.

Os senhores poderiam me desculpar, por favor?

Nove, por favor.

E se jog�ssemos cartas com as caras dos suspeitos nelas?

�s, Joe Victor.

Rei, Nick Johonus.

V�rios valetes, o resto da gangue suja do Victor.

Voc� deveria ter um cart�o aqui para mim.

V�rias pessoas morreram. De certa forma, sou respons�vel.

Est� trabalhando em algum projeto agora?

Est�o atr�s de voc�. Far�o algum teste?

� poss�vel.

Quanto mais cedo melhor. Isso vai traz�-los para fora,

e talvez possamos descobrir no que Victor est� trabalhando.

Oh, a prop�sito,

n�o se surpreenda se vir um homenzinho o seguindo.

Temos que proteger voc�s.

- Bom tarde, Inspetor. - Adeus.

J� tinha visto isso?

SECRET�RIA DE AGENCIA AT�MICA ASSASSINADA

E da�?

Incr�vel como voc� � calmo. Nem o seu pulso aumentou um pouco?

Eu n�o tenho pulso.

Que golpe de g�nio matar essa garota. Foi id�ia sua, n�o foi?

- Dele. - Mas voc� o trouxe aqui.

Deu certo, n�o deu?

Para que vai servir quando o acharem e o fizerem falar?

N�o fique nervoso.

N�o acha que devemos nos preocupar?

Claro, quando fica preocupado, fica com minhocas na cabe�a.

E quando fica com minhocas, fica atordoado.

Eu cuido do Jackie. Voc� vai embora.

Telefone. N�o daqui, idiota. Da cidade.

Encontre o lugar mais movimentado que puder.

- Inspetor. - Sim?

Aqui est� uma lista dos registros telef�nicos.

Oh, obrigado.

Entre no sal�o e chame o Fred.

Sim, Sr.

Oh, Fred.

- Fred, o Inspetor quer v�-lo. - Ah, certo. Obrigado.

Oh, sente-se um minuto, Fred.

� muito ruim, o nosso homem foi liquidado.

M�s not�cias podem se transformar em boas not�cias.

Aqui est� uma lista de telefonemas feitas para Los Angeles na noite passada.

Esta parece promissora.

Feita a partir de uma cabine numa boate em Montcalm Street,

para uma loja em Sunset Boulevard.

Ponto a ponto. Ele pagou a chamada ent�o n�o teve que dar seu nome.

Com nossa sorte,

provavelmente � um cliente encomendando camisas.

Meu palpite � que ele estava pedindo uma mortalha para Jack Allen.

Oh, Rosie.

Estes senhores s�o da pol�cia. Est�o interessados no seu ianque.

Ele n�o � meu ianque.

Oh, vamos l�, Rosie. Ele gastou muita grana com voc� nas �ltimas noites.

Estamos interessados apenas no que aconteceu ontem � noite.

Sabe se ele fez uma liga��o da cabine?

- Ele ficou aqui por um tempo. - Lembra da hora?

Entre 5:00 e 5:30. Ele estava em uma cabine quando cheguei ao trabalho.

- Seu namorado, mademoiselle? - Marido.

Se importaria de me apresentar a ele?

- Claro. - Obrigado.

Armand.

� grande, n�o �?

Tire as m�os sujas de cima dela.

- Cai fora, idiota. - Mas, voc�...

Por que n�o perguntou a dama quem come�ou o tumulto?

Por que me deixou dormir na cadeia?

Um pequeno erro, senhor. Sem ressentimentos, espero.

N�o espere e pegue minhas fotos e impress�es digitais que tirou.

� o m�nimo que podemos fazer.

Todos n�s cometemos erros de vez em quando.

Quer ir para casa em um carro da pol�cia?

N�o, obrigado, vou pegar um t�xi.

Ele est� a caminho.

- Oh, Inspetor. - Sim?

Tivemos um pouco de sorte.

Um fazendeiro chamado Dubois recebeu um refugiado de nome Steiner,

que entrou no Canad� h� 3 semanas para trabalhar em sua fazenda.

- De onde ele veio? - Lisboa.

Poderia ser Victor.

- Envie um homem para checar a fazenda. - Certo.

Sedan cinza, 733055, dirigindo-se ao norte pela Champlain Street.

Nick Johonus pegou Morrie em seu hotel.

Crocker seguindo. Indo para o sul pela Royal.

Passando pelo cruzamento de Montcalm.

Montcalm.

Carro de Adams assumindo o lugar de Crocker.

Continuando para o sul pela Victoria Bridge.

Adams seguindo pela Victoria Bridge.

Est�o indo para o sul da cidade. Quem est� cobrindo l�?

- Carson. - Bom.

- Diga-lhe que atente para o sedan cinza. - Sim, senhor.

Sedan cinza virou � direita para Old Mill Road.

O sedan cinza parou na Maple Leaf Farm em Old Mill Road.

At� novas ordens, tomaremos posi��o no poste telef�nico.

O telefone est� quebrado?

N�o estava duas horas atr�s, por qu�?

H� um homem trabalhando na linha perto do port�o.

Espere um minuto. Havia um caminh�o estacionado na estrada principal.

Passamos por ele antes de virarmos aqui.

N�o toque nele. Mesmo se tocar, n�o atenda.

Voc�s dois, voltem para a cidade. Tome cuidado para n�o serem seguidos.

Ligue-me esta noite, neste n�mero, de uma cabine telef�nica.

Certo.

O sedan cinza est� deixando a casa da fazenda, Inspetor.

Pode dar uma olhada dentro da casa sem ser notado?

Quero saber quem est� l� dentro.

- Eu ligo de volta, Inspetor - Bom.

O seu telefone est� funcionando?

Estava esta manh�. Eu n�o o usei desde ent�o.

Os esquilos podem ter mastigado os cabos. � melhor verificar.

- Est� mudo mesmo. - V� em frente e conserte.

Vou � cidade buscar uma carga de cevada.

Ei. Dubois.

- H� algo errado com a linha. - Talvez sim, talvez n�o.

Estou farto da vida na fazenda. Vamos, vamos.

Inspetor? Eles sumiram.

E quanto a Dubois?

Ele foi embora no caminh�o.

Mande um alerta geral para deterem o caminh�o.

Pegue seu chap�u e casaco. Vamos dar um passeio.

Entre.

Bom dia, Inspetor.

"Mau dia", seria melhor.

Victor e seus homens sumiram.

- Oh, n�o conseguiu encontr�-los? - Oh, vamos encontr�-los, claro.

Estou mais interessado em outra coisa.

- Se importa se eu for mais pessoal? - Nem um pouco.

Estava pensando na Srta. Geary.

Eu a conheci no clube de golfe, lembra-se?

- Sim. - Encantadora.

- Sim, � mesmo. - O que sabe sobre ela?

Muito pouco. E o pouco que sei, eu gosto.

N�o posso culp�-lo.

Mulheres tornam um prazer ser homem.

Voc� a viu desde ontem?

Oh, sim. Ela voltou logo depois que o Sr. saiu.

Pobre mo�a, estava muito chateada.

Quando a conheceu?

Cerca de duas semanas. Eu estava jogando golfe, e ela treinando.

E voc� est� ajudando-a com o jogo?

- Ela � americana, n�o �? - Sim.

Est� visitando alguns parentes.

Eric Hartman, o negociante de livros raros, � seu tio.

Por que pergunta, Inspetor?

Na minha profiss�o, fazemos perguntas.

Vou deix�-lo com suas equa��es.

- Bom dia. - Bom dia, Sr.

CARO INSPETOR LEDUC...

Srta Geary, por favor.

Quem est� falando?

Dr. Macklin.

- Sim? - Dr. Macklin no telefone.

Diga que eu sa�.

A Srta Geary n�o est�. Direi que o Sr ligou.

O que est� fazendo aqui?

Me mudando. Est� muito quente na fazenda para mim.

- Era Macklin? - Sim.

Onde est� Joyce?

- Suas juntas est�o doloridas? - N�o.

Ent�o saia e bata com elas na porta.

- Vai a algum lugar? - Pode apostar que vou.

Vou sair daqui antes que tudo exploda na minha cara.

Eu tamb�m, assim que terminar.

Tem certeza de que n�o quer ficar?

Depois que isso terminar, posso te fazer muito bem.

Por favor. N�o me fa�a favores.

� Dr. Macklin novamente no telefone. Ele parece muito perturbado.

Ele sabe que vou embora. J� nos despedimos.

Diga que fui embora.

Ela vai falar.

Deixe-o lev�-la ao avi�o.

Mantenha-o fora do caminho. Ent�o n�o haver� chance dele se machucar.

Qual � o problema? Est� apaixonada?

Sei que ele n�o se preocupa com o seu pesco�o.

Mas se n�o quer que nada aconte�a com o seu, fale com ele.

- Al�, Carl? - Al�, voc� est� bem?

Sim, sim estou bem.

Temia que voc� estivesse com algum problema.

N�o devia ficar preocupado. S� fui pegar minha passagem de avi�o.

- Quando voc� parte? - Esta tarde, �s 4:00.

Se eu fosse ousado, me ofereceria para lev�-la ao aeroporto.

Por que n�o � ousado? Voc� me deixa doida.

Mas vai ter que se apressar. N�o temos muito tempo.

Tchau. J� estou a caminho.

Adeus, Carl.

Estarei de volta ap�s o jantar, se algu�m precisar de mim.

Eu e minha sombra.

Eu estou indo para o aeroporto ver os avi�es,

caso voc� me perca.

V� em frente, se embeleze para ele.

N�o entendo voc�, se envolvendo com este jogador de xadrez.

Simplesmente n�o faz sentido.

Joyce ainda n�o est� pronta. Tem tempo para um drink.

Obrigado.

- Como vai, Sr. Macklin? - Mr. Hartman.

- Um pouco de cherry? - Obrigado.

N�o � uma ocasi�o muito feliz. N�o quer�amos perder Joyce.

C� entre n�s, vou tentar faz�-la mudar de ideia.

Boa sorte.

- Onde est� Carl? - Acabou de ligar, disse que n�o viria.

Mas eu vi seu carro.

Deve estar enganada. Foi outra pessoa.

Veja quem ia fazer voc� perder a cabe�a.

Est� tudo bem. Acabei de coloc�-lo para dormir.

Pobre Carl. Com toda sua intelig�ncia, n�o me conhecia.

Terminei a minha parte da barganha. Se me pagar, vou seguir meu caminho.

Engra�ado. Imaginei que ele significasse algo para voc�.

N�o para mim. Eu acho que andei por a� por muito tempo.

Eu gostava dele. Eu gostava muito dele.

Mas n�o tanto como isto.

Obrigado, Joe, e adeus.

Bis, bis.

Foi uma grande atua��o, querida. Voc� deveria estar no palco.

Antes que v�, me d� essa carta.

Vou envi�-la para voc�, se n�o se importa.

N�o tenho a menor id�ia do que est� falando.

Me d� isso.

Voc� deveria se sentar, boneca, tirar os sapatos, relaxar.

Vai ficar aqui por um tempo.

Ol�, capit�o. Quando zarpamos?

Zarparemos as oito.

Eles embarcar�o agora, volto mais tarde. Me d� uma m�o?

Sim.

- Quem � ela? - A esposa dele.

N�o disse nada sobre a esposa do sujeito.

Quando um homem est� doente, precisa de sua esposa. Por favor, leve-o a bordo.

Me d� macac�o e um casaco, Eu estou indo.

Macklin perdeu sua sombra, e agora perdemos Macklin.

Perdemos os Hartmans e a garota. Nossa esperan�a agora � Victor e seus caras.

Estou deixando voc� no comando.

- Como est� indo, Paul? - Est� funcionando bem.

E vai continuar enquanto as baterias aguentarem.

- Por cerca de tr�s horas. - Tr�s horas.

Tem certeza que v�o receber nosso sinal, Sr?

Espero que sim.

A� est� o sinal deles. Est� chegando bem.

- Passo direto, Sr? - N�o.

- Pode ser uma armadilha. - Vamos ver se funciona.

Est�o fazendo o movimento deles. Estamos a oeste da cidade de Lampson.

Siga, mas n�o se aproxime muito.

O que � isso, guarda?

Isso.

Saiam. Os dois.

V� para a traseira do caminh�o.

Abra, Nick.

Levaremos os dois dentro do caminh�o. Vamos andando.

Nick, voc� assume o volante.

Morrie, v� com Nick e se desfa�a dessas roupas.

Vou seguir no outro carro.

Fa�a isso com rapidez. Isso � know-how americano.

Quanto tempo as baterias do sinal iriam durar?

Tr�s horas.

Temos meia hora.

Est� apagando.

Veja se pode conseguir a localiza��o, Mac.

Al�, carro 40 chamando. Qual � a �ltima localiza��o do caminh�o?

25 milhas ao norte, uma milha a oeste de Montreal, rumando nordeste.

Conseguiu o sinal?

- Muito fraco. - S� dois carros captando agora.

Nem um bip.

12:30.

Desligaram o motor.

Estamos perto de um porto.

Poderia ser Quebec, pelo tempo que viajamos.

Ou Montreal, se estiv�ssemos andando em c�rculos.

Seja qual for, � isso.

Est� vindo a bordo.

Isso � bom. Agora talvez voc� n�o fique t�o agitado.

- Notou algu�m nos seguindo? - Voc� nos conhece melhor que isso, Joe.

- O que fez com os dois caras? - N�s os deixamos na traseira do caminh�o.

Tire-os de l�. Traga-os aqui e tranque-os na cabine.

Calma, calma.

- Tudo certo? - Sim, Sr.

Central.

Central chamando Leduc. Central chamando Leduc. C�mbio.

Fale, Central, Leduc na escuta.

Responda, central.

Central chamando Leduc. N�o estamos recebendo.

Repito, n�o estamos recebendo. C�mbio.

Responda, Leduc. Por favor responda, c�mbio.

Estamos em um cargueiro no porto.

...c�mbio.

Aqui � a central chamando Leduc...

Central chamando o Inspetor Leduc. N�o estamos ouvindo.

Repito, n�o estamos ouvindo. C�mbio.

Aqui Leduc chamando a central.

Algu�m est� vindo, Sr.

- Tente det�-los um minuto. - Certo.

Chamando a central. Responda, central.

Responda, central. Aqui � Leduc falando.

Responda, central.

Leduc Chamando a central. Chamando a central. C�mbio.

Leduc chamando. Responda, central.

Responda, central. Responda, central. Aqui Leduc falando.

Central.

Onde est� o outro sujeito?

- Chamando central... - Na cabine.

Aqui � Leduc falando. Pode me ouvir, Fred?

Tudo bem, isso � tudo.

Voc� tem o cientista, com todo o equipamento.

Tudo embrulhado em um pequeno pacote.

E agora quer seu dinheiro.

Oh Inspetor, sauda��es.

- Eu conhe�o estes homens, mas quem � voc�? - Eric Hartman.

Comerciante de livros raros.

Ele tinha um radio-telefone. Tentava us�-lo.

No por�o, ele n�o podia ouvir bem as mensagens.

Onde est� o outro cara?

Capit�o, acabam de matar um dos meus homens a bordo do seu navio.

Sou o Inspetor Leduc.

Assassinar policiais n�o fazia parte do nosso acordo.

Capit�o, por que n�o vamos aos seus aposentos discutir isso?

Espere um pouco, amigo. Voc� e eu temos neg�cios inacabados.

Eu j� volto, Sr. Victor.

O que mordeu voc�?

Tem neg�cios inacabados com um comerciante de livros?

Eu vou cobrar o pagamento. Terminar o neg�cio.

E depois de terminar o neg�cio?

- Temos planos. - Voc� se importa se eu der um palpite?

Voc� vai cruzar a fronteira, visitar lugares, se reencontrar com seus amigos.

Divirta-se bastante enquanto o dinheiro der, certo?

E depois disso, o qu�?

O dil�vio, certo?

� preciso dinheiro, Joe. Muito dinheiro.

Espero que o Sr. Hartman esteja pagando bem.

Ele est�.

Tem certeza que ele vai pagar?

Ele vai pagar.

O que acha, Morrie?

N�o preste aten��o. Est� tentando confundir voc�.

� f�cil de provar. Ele est� com o dinheiro?

O dinheiro que vai receber,

se fosse o dobro, o deixaria menos perturbado?

Minha m�o est� estendida, e a palma co�ando. $100,000.

Menos o adiantamento que nosso amigo em Lisboa lhe deu.

Menos nada. Tive despesas. Vamos l�, pague.

$100,000, correto?

Correto.

N�o h� nada como uma viagem para limpar a mente.

O mar aberto, o vento.

Eu estava dizendo a Nick e Morrie das alegrias de uma viagem mar�tima.

Embora seja uma viagem que prefiro n�o fazer.

V� essas l�grimas? Estou chorando.

Vamos, rapazes, vamos sair. Bon voyage, Inspetor.

Diga ao capit�o para parar o navio. Estamos saindo.

N�o fique animado, Sr. Victor.

Como voc� mesmo disse, se ficar perturbado, fica aturdido.

Se fica aturdido, fica nervoso.

Ser� retirado a tempo.

Vai conseguir sair, mas n�o ser� divertido.

N�o h� maneira de sair do barco.

N�s vamos saltar.

Ser� cortado em peda�os pela h�lice.

Se n�o vai dizer ao capit�o, eu vou.

Agora, me diga, Sr. Hartman, voc� empregou Victor.

Importa-se de responder quem contratou voc�?

Voc� trabalha para algu�m. Voc� est� sendo pago.

Eu sou um homem de princ�pios. Eu trabalho sem remunera��o.

� claro. Que estupidez a minha.

O que pretende fazer com o dispositivo no caminh�o?

Vai usar aquilo para assustar o mundo?

Para coloc�-lo de joelhos?

Assim que o vi, Inspetor, sabia que o dispositivo era uma fraude.

Mas n�o importa. Temos o verdadeiro tesouro.

Dr. Macklin?

Est� a bordo deste navio?

Sabe que o Dr. Macklin nunca ir� trabalhar para voc�.

Uma coisa que voc� n�o pode escravizar � a mente humana.

Conosco, o Dr. Macklin estar� trabalhando para a paz.

Paz?

Voc� � o capit�o do navio. S� precisa dar a ordem.

Eu pagarei bem. $10,000.

- $20,000. - Sinto muito.

Deixe-nos descer.

Est� bem, Sr. Victor.

Leve este homem para o saloon.

Voc� est� em apuros, Joe. S�rios problemas.

N�o pensou em perguntar o que estava fazendo?

Quem era Macklin, por que Hartman o queria, por que raz�o?

N�o desconfiou?

O que importa? Eu estava fazendo um trabalho.

Sim, mas que tipo de trabalho?

Voc� tinha que seq�estrar um homem. Que tipo de homem?

Dentre todos, por que ele � t�o importante? N�o se perguntou?

Homens como Hartman s�o mestres do engano.

Eles mentem, eles corrompem mentes.

Isso n�o me interessa.

� algo muito grande que est� em perigo, Joe.

Para voc�, todos voc�s. Todos n�s. Toda a humanidade.

Oh, cale a boca um pouco, sim? Estou tentando pensar.

- H� uma maneira de salvar Macklin. - S� quero salvar meu pr�prio pesco�o.

Agora voc� est� falando.

Se conseguirmos tirar Macklin deste navio, voc� pode salvar seu pesco�o.

Farei o poss�vel para que tenha um julgamento justo.

Ou�am isso. Se for um julgamento justo, estou morto.

O que preciso � de um julgamento injusto.

Joe, voc� fez todos os tipos de neg�cios durante sua vida.

Jogos de azar, loteria, contrabando, assassinato ocasional.

Mas todos s�o pequenos comparados a este,

quando entregou Macklin a esta m�fia.

Por que n�o faz algo decente pra variar?

Como o qu�?

H� um r�dio na traseira do caminh�o.

Se pudermos faz�-lo funcionar, mandarei uma mensagem para a Patrulha.

Ent�o o capit�o ter� que parar o navio.

Se n�o parar, vai ter toda a Marinha Canadense em seu pesco�o.

OK, Inspetor, vamos tentar.

Nick.

A l�mpada do deck, ligue. Ofusque os olhos deles.

Segure, Nick.

Isto � assunto dele.

Quando o barco parar, n�s saltaremos.

O que vai fazer, Inspetor?

Conectar a bateria ao dispositivo indicador?

N�o adianta.

Tomei a precau��o de esmagar o seu equipamento.

Tudo bem, Nick. Cubra a escotilha.

- Quem disparou o sinal de socorro? - Veio do por�o, Capit�o.

Isso trar� a Patrulha do Rio.

- Diminua a velocidade. - Sim, senhor.

Isso foi muito est�pido.

Voc� acaba de assinar a senten�a de morte de Macklin.

Vamos antes que a patrulha chegue aqui.

Se n�o podemos t�-lo, ningu�m vai.

Cuidado.

Ele vai matar aquele cara.

Voc� � o guarda-costas dele? Pegue.

- Voc� vai precisar de dinheiro. - Onde est� indo?

Aquele policial, ele disse algo.

Sobre ser um her�i? N�o seja idiota, Joe.

Adeus, Morrie.

- Dr. Macklin, por favor, venha comigo. - Onde vai lev�-lo?

Carl, n�o v�.

H� algumas desvantagens em ser um homem de intelecto.

Tenha a bondade.

Oi, Inspetor.

A garota, Joyce. Ela escreveu uma carta para o Sr.

Parece que n�o voltarei para os Estados Unidos.

- Me fa�a um favor. - Sim, Joe.

Poderia jogar minhas cinzas no outro lado da fronteira?

Claro, Joe.

Obrigado.

Ele morreu como um her�i. Talvez tenha sido melhor assim.

Se tivesse vivido, talvez n�o conseguisse se comportar como um.

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