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LEGENDA SOLO TRX MAIO DE 2013
Alguém morreu. Agora.
E outro. Foi-se. Morto.
Deus, que terrível.
Como podem não ligar? Você todos deveriam.
Vivemos e então morremos. Ninguém escapa disto.
Nem mesmo eles.
Ela vai cantar.
Não para os ricaços!
Julij!
Vou tentar animar o pobre Freddie.
Pode trazer outra garrafa de champanhe, por favor?
- Sim, claro, Srta. Carr. - E rápido, por favor?
É quase hora de se trocar para o jantar. Nosso último.
Preciso salvar a Srta. Carr?
Não, não. Só garanta que a champanhe
esteja aqui quando ela sair.
Ponha a garrafa na conta da Srta. Carr, sim, querido?
Para mim chega.
- Sim, obrigado. - Na verdade não, preciso de mais.
Considerando sua conduta totalmente podre.
Se o meu chamado...
Por que não faz algo sobre sua esposa? Fica me olhando.
Está com ciúmes.
Para me pegar uma maldita bebida decente...
Você é linda e nós a adoramos.
Cale-se, Freddie. Por Deus.
Deus. Um de nós deveria ajudá-la.
Crítica não é uma qualidade que deveríamos encorajar.
Na nossa posição, temos a especial oportunidade
para influenciar os outros.
Não podemos nos permitir sermos diferentes.
Estou gostando muito do reverendo e sua esposa.
Estranho que ele não deixa ela falar sobre seu filho.
- E tome água. - Pare!
Acho que devemos ir embora.
Venha por aqui.
Sei o que está tramando.
- Boa noite. - Acha que pode ter
quem você quiser.
- Diana! - Admita!
Estava tentando roubar meu marido.
Chega desta discussão idiota. Ponham ela na cama.
- Sério, Diana. - Deixe-me.
Gente horrorosa.
Terrível pensar que são ingleses.
E você!
Não me toque!
Íris. Sou eu. Abra.
Sim?
Indo!
Como não vai embora?
Não seja ridícula. Ajudo você
- a fazer as malas. - Não.
- Não pode viajar sozinha. - Por quê não?
- É pelo que houve ontem à noite? - Não.
Não sei. Estou cheia de todos.
Sinto muito se chateamos você.
Não você. Chateada comigo mesma.
Se passar um tempo só, pode ajudar.
E eu? O que vou fazer?
Você não está chateada!
Bom.
Não se zangue comigo.
Precisa de nós, Iris. Não tem mais ninguém.
Agora, vejo você na frente com as malas prontas.
- Então fico aqui com você. - De modo algum.
Todos os jornais ingleses esta manhã
falam de uma nova gripe na Inglaterra.
Estão todos morrendo.
- Podemos ficar aqui até... - Você não vai morrer.
É por causa daquela velha tola Diana.
Não me importa o que você diz.
Deus! Que homem odioso.
Não posso acreditar que sentiu pena dele.
Como espera que vamos nos divertir,
se vamos deixar você para trás?
Sabe que amo você.
Eu ou meu dinheiro?
Vai mesmo ficar.
Não posso suportar um dia sem você, assim...
Odette! Vá para casa.
- Iris, eu... - Tchau.
Vamos, Iris, você tem que vir.
Charlie, ponha-me no chão. Pare.
- Odette. - Para dentro!
- Vamos. Vá, vá, vá! - Iris.
Parem. Vão para casa.
Tchau!
Saindo cedo?
Tenho assuntos para cuidar.
Mas não posso de repente chegar em casa dois dias antes.
Bem, não é problema me...
Nunca mais faça isso!
Você me prometeu!
Não fiz tal promessa.
Isto é só uma aventura. É tudo.
Aparentemente tem chovido na Inglaterra.
- Viva. - Ela é muito dedicada
ao nosso jardim de rosas.
Talvez precisemos voltar a ele.
O rosto daquele homem parece-me muito familiar.
Há definitivamente algo misterioso acontecendo.
Uma lua de mel?
Imagino se são realmente casados.
Imagina?
Não é mais simples crer que somos o que parecemos ser?
Acho que vou dar um passeio até a aldeia
para conversar com meus amigos.
Com licença.
Como pode falar com eles se não sabe sua língua?
Ele faz com que entendam.
Solidariedade e humanidade comuns.
Perdão!
Você aí!
Onde é o Hotel Cigoc?
Cigoc. Hotel?
Cigoc. Hotel Cigoc.
Estou perdida. Entende?
Entende inglês?
Por Deus. O que há com vocês?
Inglês. Falo inglês.
Só um instante.
Droga!
Desculpe se expulsamos seu marido falando de escândalo.
Sei que ele desaprova,
mas estou fascinada pelos noivos.
Imagino por que não falaram com ninguém de nós?
Porque estão mentindo.
Pensei que todos tinham partido.
Sei que não devo julgar os outros,
mas não entendo como alguém pode mentir.
Digo, gente como nós.
Você é muito jovem para viajar sem amigos.
Sua família ficará preocupada com você.
Não tenho nenhuma.
Nenhuma família?
Não e nenhum parente. Não tenho sorte?
Ela precisa de uma lição de boas maneiras.
Ela precisa um pouco mais do que isso.
Sim.
Srta. Carr?
Por favor, posso ajudar?
Estou bem. São só uns arranhões.
Onde você foi?
Dar uma volta, mas me perdi.
Tenho certeza de que ouvi tiros e gritos.
Há pessoas más nas montanhas.
Deveria ter levado um guia.
Não. Não.
Disseram-me uma vez que, porque tenho
este quadrado na palma da mão...
Está vendo?
Significa que vivo em uma área protegida.
Que sempre estarei segura.
Obrigada.
Noite calma.
Deve ficar cansada com toda aquela turba horrível.
Está calmo. Mas sinto falta dos meus amigos.
Gostaria de vir com nosso grupo
para a viagem de volta à Londres?
Vamos voltar para nosso filhinho.
Posso?
Por favor.
Ele é muito lindo, eu sei.
Difícil pensar que veio de nós!
Se me der licença.
Dankeschon.
Pode mandar o jantar para meu quarto?
Sim, claro, madame.
E prepare minha conta? Vou embora amanhã.
- Achei que ficaria conosco por... - Mudei de idéia.
Pode me comprar um lugar no expressa da tarde?
Sim, claro.
Obrigada.
Tem um telegrama para mim?
Sim.
O porteiro do Hotel Cigoc reservou para mim.
Como disse, não há nada no nome de Iris Carr.
Bom. Comprarei outro.
Sinto muito, madame,
não há mais lugares no expresso da tarde.
- O quê? - A classe reservada está cheia.
Bem, claro que pode achar um lugar para mim.
Pode esperar e ver se há alguma desistência.
Ainda há tempo antes do trem.
Preciso pegar esse trem. Não importa o preço.
Não posso vender um lugar,
quando há não há lugares para vender.
Por favor. Preciso voltar para Londres.
- Há um lugar, mas... - Fico com ele.
Alguém me bateu na cabeça.
Deus! Estou encalhada!
Estou sem dinheiro e sem passaporte.
O sol. Você caiu no chão.
Insolação.
Não. Roubaram meu dinheiro.
Tenho bolsa.
Tarde demais!
Obrigada!
Com licença.
Tenho um bilhete para este lugar.
Você se importa muito? A janela?
Baronesa?
Vem ao vagão-restaurante tomar chá?
Meu nome é Winifred Froy, a propósito.
Vamos.
Será muito mais fácil se puxar você.
Sinto muitíssimo.
Não, não, eu sinto muito.
É você.
Estava olhando para ver se nosso chá chegava.
Decidimos voltar um dia antes.
Bem, sugiro que mandemos
o velho garçom aqui com seu chá agora.
Seria gentil. Meu marido é um péssimo viajante.
Como tantos homens grandee e fortes.
Estou certo que o chá vai reanimá-lo.
Não estamos bloqueando a passagem?
Você é uma coisa bem frágil.
Acho mesmo que não devo.
Olá.
Sua amiga está tentando atrair sua atenção.
Acho que estou imaginando coisas.
Não. Não está. A Baronesa foi muito rude.
Quer algo mais com seu chá?
Sabe, devo me desculpar por não
ficar do seu lado quanto à janela no compartimento.
Então não imaginei a animosidade deles?
Bem, estava abafado, mas não quis interferir
- por causa da Baronesa. - Aquela terrível mulher de preto.
Sim. Sabe ela faz parte da família à qual
tive a honra de ser governanta.
Seu irmão era meu patrão.
E agora devo-lhe obrigações.
Houve uma confusão sobre meu lugar no trem.
Reservei segunda classe, mas não havia lugar vago.
A Baronesa gentilmente pagou a diferença
para eu viajar de primeira classe no seu vagão.
Ela não parece gentil. Nenhum deles parece.
Bem, é a autoridade que exalam.
Mas claro, a gente se acostuma com isto.
Não faz idéia do poder do meu finado patrão.
O que ele dizia, valia.
E nem precisava falar, um aceno era bastante.
Não faz idéia da complexa natureza da vida nos Bálcãs.
As pessoas moram lado a lado, mas há muitas intolerâncias.
É difícil saber se está na sua natureza serem voláteis,
ou se é um produto de tudo isso.
- Posso dizer algo? - Eu...
Meu patrão não estava quando me demiti e me chateou
pensar que ele poderia achar um ato de traição.
Saí para um passeio matinal.
Não pode imaginar como a propriedade é bonita.
Eles realmente têm o mais espetacular jardim.
E cruzei com ele. Afinal, não estava for a!
Ele deveria estar for a do país. Afinal, ele era encantador.
Poder-se-ia pensar que foi um alívio
sair sob tais desagradáveis circunstâncias, mas...
O quê?
Sabe,
achei um jornal inglês esta manhã que estava cheio de...
Lamento, querida, estou chateando você? Estou.
De modo algum. Só está muito abafado.
Não, meu cara. Não pode deixar uma gorjeta tão alta.
- Por favor. Não me importo. - Por favor, eu insisto.
E fico feliz em pagar seu chá.
Sabe, minha cara,
sinto-me tão revigorada agora que conheci você.
Devemos ficar juntas.
Não fique tão preocupada. Vamos nos divertir muito.
Pai e mãe só falam da minha volta.
Parecem crianças. E Soc também.
Vai esperar todos os trens até eu voltar.
- Soc? - Soc, sim. Abreviação de.
Sócrates. Seu apelido.
É um Border Collie e me é bem dedicado.
Olhe que belas criaturas.
Não entendo.
Por que todas as pessoas do hotel estão neste trem?
Foi perfeito?
Sim.
Não perfeito então.
Mas, querida, alguma coisa é perfeita?
Não quando estamos vivendo uma mentira.
Aquela freira parece uma criminosa.
Não é uma freira, é uma enfermeira.
Então, tenho pena de seus pacientes.
Esta paciente é irmã da Baronesa.
Estão todos muito preocupados com ela.
Pneumonia, acham.
Tem sangrado pelas orelhas.
O bom médico, o homem alto
de óculos que veio no nosso vagão,
se ocupou de trazê-la a Trieste.
Aquele fascista é médico?
Sim, minha cara. E muito importante nestas partes.
Prefiro um veterinário.
É ele.
Agora, vou lembrar você que somos inglesas.
Desde que fiquemos de olho uma na outra,
não precisamos ficar nervosas
com nossa situação ou com a Baronesa,
mesmo se lhe devo obrigações.
Não estou nervosa com a Baro... Com ela.
Vamos, minha cara, coragem.
Claro que mãe e pai preferiam que eu nunca
saísse da Inglaterra.
Disse-lhes que prometia ficar na Europa,
mas quando estou em uma fronteira
morro de vontade de pular até a Ásia.
Este cabelo loiro encaracolado se divertiria
e há todas estas línguas!
Não consigo pensar nada mais chato do que aprender uma língua.
E não sei porquê mais estrangeiros não falam inglês.
Isso é ainda mais chato.
Minha cara, não pode falar sério.
Devo lhe contar algo que realmente aconteceu?
Uma mulher, declarada louca, deveria ser
levada para uma clínica particular.
Mas a ambulância acidentalmente fui para a casa errada
e pegou à força a mulher errada, que era inglesa,
e não podia falar a língua do país onde ela estava
e acabou trancada em uma clínica particular...
Por favor, pare.
Posso imaginar a coisa toda. Claramente.
- Importa-se se paramos de falar? - Minha querida, o que há?
Aparentemente tenho uma medonha insolação.
Desmaiei na estação antes de subir no trem.
Tenho um enorme galo na parte de trás da cabeça.
Pobre coitada!
Por que não me pediu para parar de falar antes?
Você não parece bem.
Uma aspirina deve ajudar.
Não acho que deva jantar no vagão-restaurante.
Vou lhe trazer algo mais tarde.
Papai e mamãe só falam da minha volta.
Estão tão excitados como crianças. E Soc também.
É um Border Collie, e me é bem dedicado.
Tente ficar de olhos fechados, Acho que ajuda.
Wo ist die dame English?
Oú est la dame Anglaise?
Onde está a senhora inglesa?
A senhora inglesa que estava sentada aqui!
Acorde.
Onde está a Srta. Froy?
Não conheço ninguém com este nome.
A mulher inglesa que estava sentada aqui.
Você é única inglesa neste vagão.
Mas estava sentada aqui. Falei com ela.
Tomei chá com ela.
Sua bagagem estava bem ali.
Não havia outra inglesa neste vagão.
Reverendo!
Você não parece bem.
É enjôo.
Pode ajudá-lo com alguma coisa, minha cara?
Não acho que viu a mulher que estava comigo?
- Gostaria que ajudasse? - Não.
Kenneth, por favor. Você não está bem.
Sim. Obrigada mesmo assim.
Vai escolher na próxima meia hora?
- Sim. Cartas escondidas. - Escolha.
Que tal descartar?
- Descartar, descartar. - Sim. Sim.
Alguém aqui fala inglês?
Posso ser útil?
Bem, é tudo um tanto complicado.
Estou numa confusão e certa que há terrível engano,
mas não falo nada desta língua miserável.
Tudo bem. Falo a língua.
Só me esclareça o problema.
Posso oferecer meus serviços de intérprete?
É meu velho Prof. De Línguas da Universidade de Oxford.
Mas ele não serve. Só sabe gramática.
Enquanto posso xingar no vernáculo,
caso precisemos de uns palavrões.
Uma inglesa desapareceu do trem.
Ela é de verdade.
Digo, é uma pessoa de verdade, mas
a Baronesa diz
que não havia nenhuma Srta. Froy...
É capaz de se recompor o bastante para dar
um depoimento coerente?
Estava sentada na minha frente, quando subi no trem.
Tomamos chá juntas no vagão-restaurante.
Não me sentia bem e ela cuidou de mim.
Eu fui dormir e agora ela sumiu.
Sua mala foi retirada do bagageiro.
E ela é inglesa?
Sim, sim. Srta. Froy. É governanta.
Perguntou aos outros passageiros no compartimento?
Sim. Mas não sei se me entenderam.
O próximo passo é entrevistá-los
na sua própria língua.
Você virá também para xingar?
Como um pássaro... Papagaio, digo, é claro.
Vá na frente, Professor.
Deixe que me apresente. Max Hare à sua disposição.
Melhor me chamar de Maximilian, mas se preferir, Max.
- E você é? - Iris Carr.
Srta.?
Srta.
Bom.
Dois senhores ingleses vieram perguntar sobre a Srta. Froy.
Professor Hastings.
É tão estranho.
- O que é? - O que estão dizendo?
Vou entrar e ver se ele não está perdendo algum termo coloquial.
Ainda faltam muitas horas.
Parece que nunca chegaremos a Trieste e muito menos a Turim.
Ansiosa para me abandonar?
Não estou pensando em você.
Certamente não anseia pelo
seu gordo marido ou filhos medonhos?
Não lhe dei uma lembrança que nunca vai esquecer?
Que tola eu fui.
Srta. Carr, você cometeu um erro extraordinário.
Ninguém está sumido neste compartimento
e ninguém sabe nada sobre
a senhora que você diz que está sumida.
Está dizendo que inventei ela?
Bem, quase não sei o que pensar.
Bem, então vou dizer. Essas pessoas mentem.
Sinto que posso confiar em
todos os passageiros neste compartimento.
- Mas acabou de conhecê-los. - Estão todos a serviço
ou ligados à Baronesa.
É ridículo. Não foram as únicas pessoas a vê-la.
Tomei chá com a Srta. Froy no vagão-restaurante.
Então, alguém deve se lembrar dela.
A Srta, Froy pagou o chá.
O garçom deve se lembrar.
Bem, você nos dará uma descrição da senhora.
É de meia-idade e comum, um pouco de sem graça.
Receio que é tudo que sei.
Você se sentou à sua frente no chá.
Sim, mas o sol era forte...
Alta ou baixa, gorda ou magra, loira ou morena?
Acho que ela disse que tinha cabelo loiro cacheado.
"Disse"? Você não notou isto?
E o que ela usava?
Tweed irlandês. Aveia, salpicado de marrom.
Duas peças e o casaco era justo,
com bolsos dobrados para trás formando um triângulo.
Pequeno broche de coração com minúscula safiras na lapela
e ela usava uma blusa de seda natural, botões de pérola,
pregas com costura azul e havia um lenço pequeno,
bordado com flores azuis de outro tom na sua bolsa.
Deve ser capaz de se lembrar de seu rosto.
Estava com uma frenética dor de cabeça.
Causa e efeito.
O médico disse que estava sofrendo de uma ligeira insolação.
A insolação explica tudo. Viu alguém que não estava lá.
Quando dormiu, você sonhou.
Quando acordou, sentia-se muito melhor
e não havia nenhuma Srta. Froy
porque ela realmente nunca existiu.
Ela foi um delírio, um sonho.
Se soubesse das circunstâncias, não teria intervindo.
Desculpe tomar tanto do seu tempo.
No que me diz respeito, o assunto não está nada encerrado.
Por que imaginaria que estou mentindo?
For a o fato que mal se lembra como a mulher parecia,
talvez possa explicar por que seis
- pessoas mentiriam? - Não posso.
Salvo se uma pessoa mente e as outras confirmam.
Neste caso é sua palavra contra a minha.
Como sou inglesa e você é inglês
e tratando-se de uma inglesa,
é seu dever acreditar em mim.
Não confunda patriotismo com preconceito, Srta. Carr.
Ademais, sua insinuação é absurda.
Que motivo teria a Baronesa para mentir?
Eu não sei.
A Srta. Froy era tão insignificante.
A Baronesa pagou um lugar melhor para a Srta. Froy,
pois houve uma confusão.
Estou grata em ouvir sobre minha generosidade.
Infelizmente, não sei nada sobre isto.
Talvez o agente ferroviário refresque minha memória.
Está entediada?
Não, estava pensando na minha rosa Middlemist.
Poderia ter perdido se não tivéssemos partido um dia antes.
Vai colocá-la no show?
Não pensei nisto.
Há outra coisa para você pensar.
Ele não entende nada.
Íris.
Impossível saber o que foi realmente dito.
Falou em um dialeto Eu não entendi.
O quê? Estou começando a suspeitar
que a única língua que entendem é "Baronesa".
Devo perguntar como conhece o idioma.
Vim aqui para construir uma ponte.
E depots me pediram outra.
Quatro anos depots ainda estou aqui.
Construindo pontes?
Você tornar difícil ser convencido,
sendo incapaz de produzir alguma prova definitiva.
Vou voltar ao vagão-restaurante
e perguntar se alguém viu uma mulher de tweed.
Se me seguir, vou testar algumas memórias inglesas.
Não posso provar que a Srta. Froy está sumida
até provar que ela existiu em primeiro lugar.
Correto? Quer a prova definitiva.
Uma testemunha. Uma ou mais vão servir.
Quem é esta garota?
É parte daquela medonha turma no hotel.
Tenho ao menos uma, pois havia outros ingleses
no hotel e estão agora neste trem.
Sei que viram a Srta. Froy.
Em Trieste, precisamos ir à embaixada britânica.
Vão querer segurar o trem para um exame completo.
Não vamos perder nossa rosa Middlemist
por causa desta garota boba.
Fico muito feliz em cooperar,
mas não faço a menor idéia de quem ela está falando.
Nenhuma senhora me fez a honra de ficar na minha janela.
Mas você viu ela.
- Não. - Sim e sua esposa vi...
Ambos estavam chateados.
Não somos um espetáculo erótico.
Sinto muito.
Importa se fecharmos a porta?
Gostaria de descansar antes do jantar.
Posso levar você de volta a seu compartimento?
Não. Há outros.
Sei que posso contar com vocês.
Lembram-se da inglesa em tweed
com quem eu estava no vagão-restaurante.
Não tenho nenhuma lembrança da sua companhia.
Disse que ela estava tentando atrair minha atenção.
Alguém podia estar com você, mas não me lembro.
Receio que estava sem óculos.
Deve entender que seria contra nossos princípios
identificar alguém de quem não tínhamos certeza.
A Srta. Froy desapareceu deste trem.
Estão me dizendo que não levantariam um dedo
para ajudar alguém em perigo?
Que tipo de perigo alguém pode estar em um trem lotado?
Com licença.
O reverendo está tirando uma soneca,
então pensei em tirar proveito.
Srta. Carr.
Espero que não ter expulso você.
Não. Claro que não.
E espero que não se lembra da Srta. Froy também.
A mulherzinha em tweed?
Obrigada! Obrigada.
Não sou louca. Não estou delirando!
- Como devemos agir? - Confrontando a Baronesa.
Deve haver algum equívoco.
Não há nenhum equívoco, A Baronesa mentiu.
Talvez entendi mal.
Não, não entendeu. Foi um intérprete perfeito.
Não errou nada.
Acho que está disfarçada como a médica.
Uma peruca para cobrir o cabelo loiro encaracolado.
Não é divertido. Parece esquecer que,
além de ser de verdade,
a Srta. Froy ainda está sumida.
Precisamos agir com certa urgência.
Verdade. Mas é um problema desconcertante
e não vou agir sem cuidadosa consideração.
O que ele está fazendo?
- Acho que foi fumar um cigarro. - Vou encontrá-lo.
Ele vai voltar. Acho melhor esperarmos por ele.
Tem um ar de autoridade que felizmente nos falta.
Vou esperar o quanto leva para fumar um cigarro.
Você deve ser a pessoa mais altruísta viva.
Estou certo? A Srta. Froy é
totalmente estranha para você?
Realmente, é quase anormal.
Geralmente não sou assim.
A parte divertida é justamente o contrário.
Não consigo me entender nem um pouco.
É muito fácil apontar o dedo para uma mulher
- e dizê-la histérica ou delirante. - Sim, mas...
Não. Deixe-me terminar.
A coisa toda, a insolação,
as pessoas me dizendo que é um sonho,
o tilintar na minha cabeça...
Até eu comecei a pensar que estava enlouquecendo.
Não quero perder mais tempo.
Sei que parece uma novela,
mas sua gente a espera em casa
e seu cão bobo espera todos os trens.
Isto perturba você?
Este tipo de emoção patética é traição.
Não se importa com a família?
Não tenho nenhuma.
Não desde jovem demais para me lembrar.
E não ouse sentir pena de mim.
Srta. Carr.
Sua amiga voltou ao vagão.
Aparentemente conversava com uma
das enfermeiras em outro compartimento.
Claro que sim.
Professor, a Srta. Froy foi encontrada
e estou determinada que você a conheça.
Srta. Froy!
Você não é a Srta. Froy.
Não, não sou a Srta. Froy. Sou Frau Kummer.
Eu lhe disse quando tomamos chá juntas.
Mas...
Não, esta não é a mulher. Tomei chá com a Srta. Froy.
Não. Não estou louca. Não está certo.
A Sra. Barnes a conheceu.
- Vai dizer que esta não é ela. - Vou buscar a Sra. Barnes
e podemos dar um fim a esta charada boba.
Com licença.
Minha cara, parece bem desolada. Algo errado?
Importa-se muito se lhe contar um segredo?
Disse o reverendo que tivemos que sair mais cedo
porque sinto falta de nosso filho.
Pode ser franca conosco, Sra. Barnes.
O reverendo e eu nos conhecemos tarde na vida.
Claro que entendemos que a chance
de um filho era praticamente impossível,
então podem imaginar nosso êxtase
quando nosso filho Gabriel nasceu.
Como sabem, o reverendo proibiu se falar dele
enquanto estávamos no hotel.
Sua lógica para isto...
Nossa devoção a ele,
o reverendo crê, tenta o destino,
e agora eu estou...
Bem, parece que o reverendo estava certo. O destino foi...
Desculpe incomodá-la, Sra. Barnes.
A moça muito emotiva quer que você identifique
a mulher desaparecida.
Bem, ela não pode fazer isso?
Ela diz agora que a senhora não é
a original, que, segundo ela, ainda está desaparecida.
Bem, espero que esta seja a certa, para seu bem,
pois, do contrário, marque minhas palavras, vai deixar você
esperando em Trieste
e você vai perder sua conexão para Milão.
Mas preciso voltar à Inglaterra. É muito urgente!
Todavia, deve-se cumprir seu dever.
Custe o que custar.
- Kenneth, o que está fazendo? - Estava preocupado.
Só estou ajudando o Professor
a identificar a mulher que nos mandou o chá.
- Vou com você. - Você não está bem.
Não, insisto. Gostaria de agradecer à senhora.
Desculpe. Sinto muito. Obrigada.
Acho que tenho o garçom correto.
E a propósito, ele tem muito orgulho de falar inglês.
Quero que olhe esta senhora.
Não olhe sua roupa. Olhe seu rosto.
Agora diga-me. Esta é a senhora com quem tomei chá?
Sim, chá.
Tem certeza?
Sim, madame, estou positivamente certo.
Obrigado.
Com licença.
Edna, querida, esta é a senhora que pediu nosso chá?
Esta é a mulher.
Estou muito feliz por ter esta oportunidade de agradecer
a sua bondade.
Ela fazia parte do grupo de pessoas que estava no hotel.
Não eram nenhum exemplo para a nação inglesa.
Sua falta de decoro...
Eram um grupo de quase nudistas,
bebendo dia e noite. Um incômodo total.
E depots houve a vergonhosa cena no terraço ontem.
Duas mulheres gritando por um homem.
Sobre um homem.
E todos saíram para assistir.
Ela era uma das mulheres.
Entendo bem seus sentimentos.
Sabe, a razão para pedir sua opinião é ver
se ela pode ser ou não histérica.
- Sem dúvida. - Não, não acho
que possamos julgar se a garota é histérica.
Bem, esse é meu dilema.
Ou a garota conta um monte de de mentiras para aparecer
ou sofre de um leve delírio
como resultado de insolação.
Se a história fosse verdade e a governanta estiver escondida,
pode estar fazendo isto por uma forte razão pessoal.
Acho que nesta altura, temos que dizer que este é seu dilema
e não nosso.
Embora somos solidários com a situação em que você ficou.
Desculpe ser tão chata.
Estou muito bem agora, obrigada.
Estou surpresa que o Professor me deixou entrar.
Acho que vocês podem ter começado com o pé esquerdo.
Ouça, serei franco com você.
Não nos deu uma razão por que
valeria a pena sequestrar esta mulher.
Se ela existir e for verdade, então por que ela
é tão importante para fazer esta farsa vale a pena?
Quisera saber! E o pior é que ela pode ter me dito,
mas francamente, ela não parava de falar
e então eu parei de ouvir.
Bem, sabe como ela estava ligada com a Baronesa?
Seu patrão era um membro da família.
A Baronesa tem um irmão. E há boatos...
Houve uma história nos jornais ingleses
sobre um intelectual que foi morto por se opor ao rei.
É o tipo da coisa que acontece sempre aqui,
mas é a primeira vez que aparece na imprensa de for a.
Dizem que o irmão da Baronesa foi atrás dele
e atirou nele em plena luz do dia.
Agora há muita conversa sobre outros suspeitos.
Mas se for o irmão da Baronesa...
Odeio contradizê-la. O irmão estava em Viena.
Precisa entender que os Balcãs
é um lugar repleto de conspirações.
Não pode confiar em nada que lhe digam.
Não, não vê? Estou certa de uma coisa.
Trazendo Frau Kummer,
a Baronesa provou que a Srta. Froy existe.
Isso se tornou em algo terrivelmente sinistro.
Ouça, por mais que eu gostaria
de acreditar em você, e eu gostaria,
preciso olhar os fatos.
Que fatos?
Só uma pessoa nesta miríade
de testemunhas apoiou sua história.
E esta pessoa, a Sra. Barnes e seu marido, o reverendo,
positivamente identificaram Frau Kummer,
como a mulher que estava com você.
Então acha que estou louca?
Por favor. Fale sério.
Esta é a coisa mais terrível que jamais me aconteceu.
Bem, sou grato à Srta. Froy por nos aproximar.
Pode estar pronto para desistir
da Srta. Froy, mas eu não estou.
O segundo turno do jantar começa agora.
Não sou uma má pessoa.
Não sou uma má pessoa.
Não sou uma má pessoa.
Por que mentiu sobre a Srta. Froy?
Creio que seu nome é Frau Kummer.
Sabe tão bem quanto eu que ela é inglesa.
Ela foi gentil com você. É uma mulher muito gentil.
Não sei do que está falando.
Seja o que pensa de mim, eu imploro...
Seus pais estão esperando por ela.
Se pudesse imaginar como isto é como para eles...
Como se sentiria se nunca visse seu filho de novo?
Sinto muito. A mulher que vi era Frau Kummer.
Não sei por que achou que ela tinha um sotaque inglês.
Veio tripudiar?
Estou preocupado com você, Srta. Carr.
Andei falando com o Sr. Hare e ambos imaginamos
se está apta a continuar esta viagem sozinha.
Estou perfeitamente apta.
Não quero que ninguém se preocupe por minha causa.
E se tiver um colapso depots?
Seria mais complicado para você e para todos.
Estava discutindo com o médico agora,
que teve uma admirável solução.
Como o médico está levando
a paciente para um hospital em Trieste,
ele se ofereceu para colocá-la
em uma casa de repouso por esta noite.
Claro.
Que esperto.
Não, acho que não entendeu.
Foi sugestão minha.
Max está muito preocupado com você
e pediu que usasse minha influência.
Ninguém pode me influenciar a ir com o médico.
Nesse caso, como não há mais o que dizer, vou me despedir.
Não vê que tanta me raptar também? Este homem é o mal!
Não vi nada no seu comportamento,
só um homem da medicina,
que é objetivo nos cuidados com você.
E tudo o que vê na minha conduta
- é uma mulher histérica? - Se quer a verdade cruel, sim.
Então não vou fingir ser grata pelo seu interesse.
- Como quiser. - Mas eu...
Sim?
Nada.
Precisa de ajuda?
Não fala comigo?
Por você mentiu para a garota sobre a mulher espiando?
Pensei que entendeu. Por que você mentiu?
Bem, não sei. Porque você mentiu.
Espero que agradeça que eu estava um passo à frente.
Não percebeu que eu teria que prestar
um depoimento em Trieste.
Se pudesse imaginar a manchete.
Inglesa perdida no Expresso Continental.
E foto do Sr. Todhunter em sua lua de mel.
Agora estou muito ciente das penalidades da fama.
A imprensa inglesa teria saltado sobre isto.
Sir Peveril Brown pego com amante na Itália.
Tudo estaria perdido, Laura, minha querida.
Sim.
Sim.
Tudo estaria perdido.
Sugeriu que eu descesse em Trieste?
Sim. Estava muito preocupado com você.
Por quê?
Bem, não sei por quê. Não é hábito me...
Por alguma razão, gostaria de ajudar.
Disse que não acreditava em mim baseado nos fatos.
Mas seus fatos são baseados no que outras pessoas viram.
- Sim. - Como sabe se suas testemunhas
são confiáveis?
Todas dizem a mesma coisa.
Não. É porque são matronas e professores de catecismo.
Deixe-me dar-lhe os meus fatos.
Não houve só uma confusão com a passagem da Srta. Froy.
Houve também um problema com a minha.
Acabei pagando uma fortuna
para subornar o agente para me dar um lugar.
- Só tenho sua palavra. - Escute-me.
Não foi insolação que me fez cair na plataforma.
Tenho um enorme galo na parte de trás da cabeça.
De onde você caiu na plataforma.
Estava sentada em um banco com encosto.
Como poderia ter caído para trás?
Pode-se concluir que não me queriam neste compartimento.
Mas nem todos do seu hotel estão envolvidos nisso.
Disse que o reverendo e a Sra. Barnes
- identificaram Frau Kummer. - Sim.
O reverendo nunca viu a Srta. Froy.
Foi a Sra. Barnes que falou com a Srta. Froy
porque o reverendo não estava bem.
Foi a credibilidade do reverendo que fez você crer na Sra. Barnes.
É sua palavra contra a minha e por que devo aceitar
- se é contra mim? - Não contesto isto.
Quer ajudar? Diga-me o motivo
de fazer a Srta. Froy desaparecer deste trem.
Mas não posso.
Só pergunto se não imaginou que ela existe.
E não finja que não é esperto.
Bem, não poderiam ter apagado ela em casa.
Teria atraído a imprensa estrangeira.
Uma governanta inglesa desaparece na Croácia.
Desaparecer de um trem.
Isto é muito mais astuto.
Perderiam tempo valioso
antes que pudessem provar que a senhora desaparecera.
E ninguém no trem, na verdade,
se lembraria quando ela esteve aqui.
Seu desaparecimento poderia ter sido depots
que chegasse na Itália.
Ou ela pode ter parado em Paris
para uns dias de compras.
Seria impossível rastrear para a Baronesa e sua família.
Então, provavelmente jogaram ela do trem?
O corpo seria encontrado.
Não, muito melhor inventar
uma inválida e esta ser a irmã da Baronesa.
A Srta. Froy está no último compartimento
disfarçada de inválida!
Como alguém pode reconhecê-la com tanto coisa à sua volta?
E por que mais o compartimento estaria lacrado?
Então o que acontece com ela quando chegarmos a Trieste?
Jogá-la em um rio, espero. Com peso e tudo mais.
Precisamos ver a paciente.
Não podemos entrar lá.
Por quê não?
Ainda não temos prova que a Srta. Froy existe.
Esta foi só uma história que inventei para você.
É conjectura boba.
Por favor, vá.
- Deixe-me falar com o Professor. - Não se incomode.
Ele é parcial em relação àquelas matronas.
Não pode endireitar seu cabelo?
Não. Nem por bem, nem por mal.
É minha tristeza secreta.
Obrigado.
Este é o primeiro interesse que mostrou por mim.
Srta. Froy!
Deixe-me passar.
Você está sofrendo.
Não é bom, pois você é jovem
e viaja sem amigos.
Vou pedir à enfermeira para lhe dar algo
para aliviar sua dor.
Não. Obrigada. Gostaria que se afastasse.
Enfermeira!
Solte-me!
Por que estamos parando?
É a fronteira.
Temos que passar pela alfândega?
Não, não. Os funcionários sobem aqui.
Por favor. Precisa me ajudar!
Uma mulher desapareceu no trem.
- Foi raptada. - Nenhum passageiro
for a do trem. Entende?
- Não pode ficar aqui. - Uma mulher foi sequestrada.
- Por Deus. - Por que aquela mulher
está retendo o trem?
Precisa revistar o trem. Precisa parar o trem aqui!
E por que não podem controlar aquele animal?
Parece latir por nada.
Eu duvido.
Cães vêem e ouvem coisas que nós não, especialmente à noite.
Bem, é bom que não podem falar, não é, minha cara?
O que está olhando?
O Professor. Pensei em falar com ele.
Acho que ele não grana bastante para você, minha cara.
Não estou interessada no professor desta forma.
- Volte ao trem! - Precisa revistar o trem!
Estão mentindo para mim!
Imagino se suportaria o nome Brown depots de ter sido
conhecida como Sra. Parmiter.
Em que ocasião teria assumido meu nome?
Se eu fosse até o Professor e lhe garantisse
a existência da solteirona.
Gostaria de saber sua implicação.
Bem, com toda a publicidade que nós teríamos,
estaríamos livres para nos casarmos.
Quando sua esposa ler sobre nós nos jornais, vai haver divórcio.
Nenhuma mulher suportaria isto.
E gosto bastante da idéia de ser Lady Brown.
Odeio desapontá-lo, minha cara,
mas minha esposa nunca se divorciará.
E ela é a única Lady Brown que jamais existirá.
Duvido muito se haverá algum risco de publicidade.
Salvo, claro, se você quiser?
A Srta. Froy viu o irmão da Baronesa
onde ele não deveria estar.
Isto estava enfiado no assento da Srta. Froy.
- Um jornal inglês. - Sim!
Se sou a única inglesa no compartimento.
Por que haveria um jornal inglês lá?
Porque tem mais de uma semana.
Não. Não importa. São as datas.
As datas estão erradas. E ela sabia!
Apertava minha mão quando dormi. E não fiquei de olho nela.
Por favor, não a incentive.
Ouça, sei que isso tudo sou eu, mas precisa me ouvir.
Disse que o irmão da Baronesa tinha um álibi.
Que estava em Viena.
A Srta. Froy disse-me que o viu
quando ele deveria estar longe,
mas não estava. Porque ele matou este homem.
É por isso. É por isso que ela desapareceu deste trem.
E agora tentam me matar.
- Não fala sério. - Falo muito sério.
- E sei onde está a Srta. Froy. - E espero que vá me dizer.
Prossiga, Srta. Carr.
A Srta. Froy é a inválida no compartimento lacrado.
Estou mesmo preocupado com a saúde mental desta jovem.
Não vê? Isso é mortal, terrivelmente urgente.
Quando chegarmos a Trieste, será tarde demais!
Pode esperar até depots do jantar?
A moça está muito tensa.
Acho, Sr. Hare, que está certo. Pode ser melhor tranquilizá-la.
Srta. Carr, por favor, sente-se um momento.
Por favor. Tenho algo a lhe dizer.
Isso não é algo que eu queira que saibam neste trem.
Mas sinto que nesta situação,
sou obrigado a confidenciar a todos você.
Meu paciente começou com
uma gripe comum,
que rapidamente se tornou um tipo feroz
de pneumonia.
Seu sistema respiratório está comprometido.
Ela não pode respirar sem oxigênio.
E este não é o único caso que vi na Croácia.
Sim, há notícias na Inglaterra também.
Não pode falar sério!
Espero que seja muito jovem para se lembrar
da gripe de 1918, Srta. Carr.
Pelo contrário, tenho motivos para me lembrar muito bem.
Mas não me convenço com as mentiras do médico.
Gostaria de ver a paciente.
- Espere um segundo. - Não.
Se estiverem dispostos a se arriscarem,
então sugiro irmos ver a paciente.
Sinto muito, não vejo realmente outro modo.
Precisamos levar isto a sério, Srta. Carr.
Não é só nossas vidas que arrisca.
A paciente é irmã da Baronesa.
Pode ter medo da Baronesa, mas eu não tenho.
Peço desculpas, seu jantar estará arruinado.
- Faz idéia de como parece? - Não me importo.
- Não vou deixar você. - Está me machucando.
Sinto muito.
Bem impetuoso de você
se zangar com minha pobre enfermeira,
só porque ofereceu algo para aliviar sua dor.
Não. Esta enfermeira. Ela não é a mesma.
Vê o tique no seu rosto?
Lamento muito ter me zangado,
- mas havia razão para agir assim. - Tal como?
O professor disse que você ofereceu para
me colocar em uma clínica em Trieste.
A oferta ainda está de pé.
Com uma paciente cujo saúde está tão comprometida?
Teria arrumado outro motorista para levá-la à clínica.
Pare! Você é um homem terrível, maldoso.
Pode ser capaz de manipular o professor,
mas não pode me manipular.
Você arrisca a vida de todos por causa de seu tolo delírio.
- Sim. - Iris, você não pode...
Vemos sua verdadeira natureza.
Vive a vida só para você mesma.
Tudo bem. Doutor.
Talvez conheça um meio de deixar todos felizes.
Minha irmã.
Sinto muito, Baronesa.
Srta. Froy!
- Eles levaram ela. - Volte ao seu vagão.
Levaram ela.
Quando chegarmos em Trieste, vou direto à embaixada britânica.
- Pare. - Iris!
Levaram ela, eu sei. Estão todos mentindo!
Certo, basta.
Na fronteira, o trem parou
e tentei obter ajuda e isto...
Eles entraram em pânico, levaram ela.
Esconderam ela em outro lugar do trem.
Você precisa dormir.
Como posso dormir? Está comigo ou contra mim?
- Ficará comigo em Trieste? - Não.
Não vai ficar em Trieste tampouco.
- Pago você. - Por favor, poupe-me!
- Iris, sente-se! - Não me diga para me sentar
e não me diga para dormir.
Iris, para seu próprio bem, por favor.
Ouça, você finge ligar, mas não liga.
Ela certamente sabe trazer emoção a uma viagem de trem.
Assumo responsabilidade por ela.
Até Londres?
Não tenho certeza se é a pessoa para fazer isso.
- Ela fez mais alguma coisa? - Não, não, não, não.
Como médico, tenho a responsabilidade.
Acredito que a saúde mental da Srta. Carr está em perigo.
Acredito que o que ela mais precisa é dormir.
Acho que poderia até ficar bem melhor depots.
Ela se recusa a dormir.
Minha sugestão é lhe darmos um sedativo suave.
Que deve ser dado à força se ela recusar.
Achei importante dar a minha opinião. Obrigado.
Espere, espere. Acho que concordo com você.
Disse que se sentia muito melhor quando acordou após o chá.
Seria mais fácil cuidar dela.
Seria uma bruta interferência na liberdade pessoal da Srta. Carr.
O que sugere que façamos?
Bem, creio que Iris está histérica
e um choque salutar trará lhe devolverá o bom senso.
Posso dar um conselho?
Não quero conselho.
O médico diz que, como resultado da insolação,
está um pouco e só temporariamente
transtornada.
Não estou louca.
Não é nada com que se preocupar,
mas, salvo se puder ficar perfeitamente calma,
o médico diz que pode ser forçado
a garantir que não viaje só.
Só precisa ficar calma e tudo ficará bem.
Você incomodou a todos e isto tem que parar.
A Srta. Froy me contou a história da mulher
que foi mandada por engano para um hospício
porque não falava o idioma.
Não. Você tem que parar com isto.
Sim.
Recuperou seu bom senso ou não?
Sim.
Vai admitir que inventou a Srta. Froy?
Prometo não fazer mais cenas
e admito que inventei a Srta. Froy.
Não estou certo que possa curar doença com uma bronca.
Mas pela primeira vez na minha carreira,
espero estar errado.
Qual a sua opinião?
Sente que ele é mais esperto do que você.
Acho que ele está cometendo um erro.
Você e eu podemos não concordar
com muitas coisas, mas nisto estamos de acordo.
E francamente não entendo
sua hesitação em mandá-la dormir.
Salvo, claro, se temer a raiva da jovem
quando notar que foi enganada.
Tem o que você chama de espírito e eu chamo de temperamento.
Por favor. Por favor. Por favor, pare.
Estou tentando pensar.
Bem, não há muito tempo.
Vou escrever uma declaração de que a droga é inofensiva
caso a moça fique doente depots, como consequência,
e lhe darei uma amostra para levar para a Inglaterra.
Espero ter lhe dado todas as garantias que precisa.
Agora, francamente, preciso voltar e ver minha paciente.
Espere.
Trouxe-lhe sopa.
Não quero.
Só um gole. Precisa de alimento.
Ainda me detesta?
Iris...
Não quero voltar ao meu compartimento.
Certo, bem, então precisa tomar a sopa.
- Não posso. - Você pode.
Por favor.
Está horrível!
É a mesma que devorei no jantar.
Prometo que se sentirá muito melhor em breve.
Não estou acostumada com gente cuidando de mim.
Anime-se. Estou certo que tem um monte de amigos.
O que faz quando está em Londres?
Nada. Eu me ocupo.
Com outros amigos?
Sim.
Fazemos as mesmas coisas. Coisas bobas.
Não há uma pessoa de verdade entre nós.
Às vezes fico com medo de estar desperdiçando minha vida.
O que há no fim de tudo?
Bem, nunca sei o que vai acontecer a seguir.
De algum modo, alguma coisa sempre aparece.
Parece divertido.
Por que não vem comigo no meu próximo trabalho?
Não vai se chatear novamente.
Está me pedindo em casamento?
Acho que muitos homens a pedem em casamento.
Sim, mas prefiro ter uma aventura.
Nunca achei que ele podia rir.
Talvez possa lhe dizer para não fazer barulho.
Não, não vá.
Ficaria nervoso se dissesse que gostei de você?
Sabia que beijava bem.
Vamos fugir juntos.
Espero que esta dor não seja por minha causa.
Não estou bem, mas não insensível.
Nunca insensível.
É minha culpa.
Não. Isto
Gabriel diagnost... gripe...
está além de nosso controle.
Eu fiz isso com você.
Perdoe-me.
O que ele está dizendo?
Estamos chegando a Trieste.
Finalmente. A vida continua, como dizem.
Preciso pegar minha mala.
Iris! O que há?
Iris!
Aquela sopa.
Você. O tempo todo, fiquei apavorada do médico me drogar
- e foi você! - Por favor, fiz para seu bem.
- Terei sorte se sair disto viva. - Iris, ouça-me!
- Confiei em você. - Íris.
Não me toque.
Iris!
O médico com a paciente.
Para onde ele levou ela? Onde ela está?
Chegamos a Trieste.
Não. Drogaram-me como drogaram ela. Entende?
Desculpe. Realmente não sei inglês.
Iris!
- Precisa de ajuda? - Deixe-me em paz.
Com licença.
Sinto muito.
Com licença.
Vamos parar estes joguinhos, sim?
Socorro!
Não tem saída, Srta. Carr.
Ajude-me! Por favor!
Srta. Froy!
Talvez pudéssemos nos despedir agora
sem um bando de testemunhas.
Sim. Vamos. Obrigada por sua hospitalidade.
Foram umas férias baratas para mim em todos os sentidos.
Vou mandar um carregador pegar minhas malas.
Desculpe, desculpe, está viajando com o professor?
Sim, ele está ainda no trem.
Pode dar-lhe um recado?
Receio que tenho que correr.
Não posso. Estou procurando alguém.
A garota que estava no nosso hotel
falou de uma inglesa
em tweed que estava com ela que olhava para nossa cabine.
A garota estava certa.
Não sei porque o meu marido
mentiu sobre nós não a vermos.
Espero que o reverendo e a Sra. Barnes voltem logo.
É um abuso pedirem para olhar sua bagagem.
Sabe, pensei,
quase senti o cheiro de sua rosa
quando descemos do trem.
Professor, você vem conosco?
Não consigo encontrar Max.
Claro que não vai esperar por ele?
Certamente não quero perder minha conexão.
Não posso entender como esperam que
mudemos de trem com tão pouco tempo.
Estamos com pressa.
Ele provavelmente não fala inglês.
Ele está bem, está bom. Nosso filho.
Esplêndido. Certo. Afastem-se.
Se temos a chance de corrigir
nossos erros, sempre devemos aproveitar.
Professor. Precisamos falar com você.
Iris?
Pare!
Srta. Froy!
Não! Solte-me.
Seus amigos já deixaram o trem.
Não há nada que possa fazer.
Ninguém liga para uma mulher histérica.
Quem acha que nos deu a idéia de...
Como dizem em inglês?
O hospício? Sua pequena Srta. Froy.
Tão inofensiva, você imaginaria.
Mas ela destruirá meu irmão com prazer.
Deixe ele! Deixe ela.
- Íris. - Sr. Hare.
Não se preocupe. Vamos levá-la
para uma clínica respeitável.
- Não fará nada disto. - É muito gentil, Sr. Hare.
Obrigada por nos livrar da Srta. Carr.
- Ela é bem encrenqueira. - Srta. Froy.
Pobre mulher, pode ver como continua delirante.
- Como ainda pode escutá-la? - Onde ela está?
Baronesa. Você está presa.
Ela está no furgão de mercadorias.
- Cuide dela. - Sim. Pode deixar.
Está tudo bem.
Srta. Froy!
Saia!
Estamos quase lá, ficará contente em saber.
- Você está bem? - Só inventando uma história
para contar em casa.
Mamãe ficará feliz.
Acha sábio contar para ela?
Na sua idade, pode ser um choque.
Exatamente. Não, vou ficar calada sobre isso.
Ela teria uma ataque e nunca me deixaria voltar.
- Você não pode voltar! - Posso e devo.
Sou testemunha no julgamento.
O irmão da Baronesa foi acusado de assassinato.
Uma solteirona da Inglaterra cuidou disto.
Mas é muito perigoso!
Não falar é perigoso.
Fiquei muitas horas no trem para entender.
Sorte minha que você já sabia da importância de falar.
Não se preocupe.
O Sr. Hare gentilmente se ofereceu para me acompanhar.
É Soc! Soc!
Sente algo como emoção agora?
Ela e eu sempre estaremos em contato.
Acho que significa que não me perdoou ainda.
É uma resposta?
Nunca vou perdoar você.
É justo.
Que tal vir comigo na minha próxima viagem?
Não saberia como confiar em você.
Onde você vai?
De volta para Londres.
Está me deixando aqui?
Bem, é meu carro.
Pensei que viajaríamos juntos de volta.
- Não. - E a Srta. Froy?
Não quer se despedir?
Ela sabe que não ficaria.
Onde vou encontrar você? Dê-me seu endereço.
- Não tenho um. - Deve ter uma casa aqui.
Não.
- Mora em um hotel? - Sim.
Posso dar um jeito nisto. A coisa de confiança.
Sério.
Então vai? Vem comigo?
Talvez.
Qual hotel?
E pensei que fosse esperto!
LEGENDA SOLO TRX MAIO DE 2013
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