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CUSPIR
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CABELOS
GUARDAR A ESCOVA
PASSAR CREME
VERIFICAR
FAZER XIXI
DESCARGA
E PRONTO
APAGAR AS LUZES
- Art Subs - 9 anos fazendo Arte para voc�!
OL�, PESSOAL
ESTE � PIPS, MEU HAMSTER
TENHO ELE H� UM ANO E MEIO
ACABEI DE COLOCAR COMPRIMIDOS NA COMIDA DELE
MINHA M�E OS TOMA PARA DEPRESS�O
VAMOS VER O QUE ACONTECE
N�O A SUPORTO MAIS
ELA N�O PARA DE RECLAMAR
ELA CANSA TODO MUNDO
PAPAI A ABANDONOU H� ANOS
PORQUE N�O SUPORTAVA MAIS OUVI-LA RECLAMAR O TEMPO TODO
AGORA, SOU EU QUE AGUENTO TUDO
A� EST�
PARECE QUE EST� FUNCIONANDO
ELA DIZ QUE ELE FEDE
N�O � VERDADE
LIMPO ESSA GAIOLA TODOS OS DIAS
LISE VEIO AQUI ONTEM
ELA DISSE: "SUA M�E N�O FALA COM VOC� DE VERDADE
ELA TE PERGUNTA ALGO
E QUANDO VOC� RESPONDE, ELA FAZ OUTRA COISA OU VAI EMBORA
ELA S� SABE FALAR DELA MESMA
NADA MAIS INTERESSA A ELA
COMO CONSEGUE SUPORTAR ISSO?"
QUANDO LISE FOI EMBORA
TENTEI FALAR COM ELA SOBRE ISSO
ELA DISSE: "N�O ENTENDO O QUE VOC� QUER."
COMO � F�CIL FAZER ALGU�M FICAR QUIETO
AGORA, VOU CHAMAR A AMBUL�NCIA
ELA N�O � MAIS A GRANDE IDIOTA QUE SABE TUDO
HAPPY END
Sem regras dignas ou f�
Quando voc� quiser N�s vamos
Seria apenas voc� e eu
Perto daqui ou l�
Sem regras dignas ou f�
Quando voc� quiser N�s vamos
Quando voc� quiser N�s vamos
Campeonato Europeu.
Na sexta, no jogo de abertura, o Bleus enfrenta a Romenia.
Dez jogos ocorrer�o em nossa regi�o,
em Lens e Lille.
No s�bado, em Bollaert, Alb�nia e Su��a.
J� domingo, ser� a vez de Alemanha e Ucr�nia.
Se n�o tiver a oportunidade de assistir aos jogos,
pode recorrer �s �reas de f�s.
A de Lille � a quarta mais importante da Fran�a,
podendo acolher 25 mil f�s.
Vamos dar uma volta juntos. A circula��o est� boa.
A rodovia A16 est� fluindo perfeitamente
entre Dunquerque e Bolonha-sobre-o-Mar.
Aten��o, tr�nsito lento na rodovia A25,
na Chapelle d'Armenti�res, devido ao tr�fego intenso.
Merda!
A previs�o do tempo, Pascal.
Nessa ter�a, � preciso lidar com um c�u ligeiramente nublado.
Impress�o de bom tempo. Temos at� algumas apari��es do sol.
E assim continuar� at� a noite.
E o que acha que devo fazer? Devo voltar?
- Porque j� estou a caminho. - N�o.
Inacredit�vel.
S� queria que voc� soubesse.
Em que hospital ele est�?
Aqui. Onde queria que estivesse?
Thomas est� em Lille, ele est� operando.
Sim, e ent�o? Voc� est� l�?
- Onde? - No hospital!
- Sim. - E ent�o?
Ent�o, nada.
N�o podem dizer nada, por enquanto.
Mas, aparentemente, n�o � nada bom.
Bom, vou ver o que posso fazer.
Ah, que surpresa! J� est� aqui?
N�o, sinto muito.
N�o posso ir.
Tivemos um acidente aqui.
Que tipo de acidente?
Explico mais tarde, querido.
Eu sinto muito.
Posso ajudar?
N�o, tudo bem. N�o se preocupe.
Apenas estou triste por n�o te ver.
Obrigada, Jamila. Pode ir. N�s mesmo limpamos tudo.
- Boa noite. - Boa noite, senhora.
Boa noite, senhores.
Boa noite.
Seria bom voc� se controlar um pouco, meu querido.
O qu�?
M�e, por favor.
N�o acha que tenho raz�o em dizer isso?
N�o.
Como �?
N�o, n�o acho que tenha motivo para me dizer isso.
Afinal, do que se trata tudo isso?
Eu agradeceria se voc�s pudessem deixar essa discuss�o
para depois do jantar. Seria poss�vel?
Sim.
N�o estamos discutindo, s� estou preocupada.
Sinto muito se estou no meu limite.
Me desculpe. Sabe porque eu disse isso.
Sim, eu sei, m�e.
Esta manh�, entrei no quarto de Paul.
Ele j� estava acordado.
Ele me olhou todo feliz e disse: "Papai."
N�o � ador�vel? Foi a segunda palavra dele.
Thomas vai ficar muito feliz.
Faz um eternidade que fomos ao Qu�nia.
Faz 5 ou 6 anos. Por qu�?
Tomaram medicamento preventivos contra a mal�ria?
N�o me lembro. Por qu�?
As an�lises mostraram que,
al�m da overdose de antidepressivos,
h� uma intoxica��o por um medicamento desse tipo.
� fornecido apenas sob prescri��o.
Sabe se ela tinha algum em casa?
Eve, sabe se sua m�e tem esse tipo de medicamento em casa?
N�o sei.
Estou pronta.
N�o aprovar�o isso sem restri��es.
Sim, claro.
Deve se certificar que ele saia ileso.
Infelizmente, n�o � a primeira vez.
Sim.
Eu sei... Conversamos sobre isso quando voc� estiver aqui.
Quando?
Acha que eu conseguiria suportar tanto tempo?
Eu tamb�m.
Bem... uma comiss�o � uma comiss�o.
E uma comiss�o de empr�stimos � uma comiss�o de empr�stimos.
Sim.
Sim.
Se depender de mim, amanh�.
Sim.
Eu tamb�m te amo.
Durma bem. Eu te ligo.
E me mantenha informado, est� bem?
Boa noite.
Boa noite.
Cabe aos empregados pagarem por isso?
Entre sindicatos e administra��o,
mais do que nunca est� um di�logo de surdos.
As duas partes afirmam querer continuar as negocia��es
na esperan�a de chegar a um acordo.
Nossas a��es, esta semana, s�o motivadas
pela preocupa��o de preservar empregos
e a redu��o de custos.
� uma tarefa delicada.
Procuramos a todo custo
atenuar o impacto sobre nossos empregados,
envolvendo-os no processo.
Continuaremos a fazer isso.
Hoje, o sindicato Unite protesta na sede da Shell.
A Shell afirma que a produ��o de g�s
n�o foi afetada pela greve, que deve se prolongar...
Quer mais alguma coisa ou est� bem?
N�o, n�o, obrigado. Est� tudo bem.
Estou pronta.
Quer se sentar conosco um pouco?
N�o, obrigada.
Venha, eu te acompanho.
Espere.
Boa noite. Durma bem.
Voc� vai ver, vai ficar tudo bem.
N�o se preocupe.
Boa noite.
Entre.
Coloque suas coisas aqui.
Se acomode.
Sinto muito, tivemos que improvisar,
mas vamos dar um jeito, est� bem?
Tudo bem, papai.
Bom, ent�o... vou indo.
Tente dormir.
Se precisar de n�s, estamos ao lado.
Certo.
- Boa noite. - Boa noite.
Apago a luz?
Onde est� a geleia de lim�o?
- Bom dia, Rachid. - Bom dia, senhora.
Caso n�o tenha percebido, tivemos uma visita,
ontem � noite.
A filha do meu irm�o, do primeiro casamento dele,
vai morar conosco, por enquanto.
Seria bom que Jamila ajudasse
Ana�s a arrumar o quarto amarelo.
Claro, senhora. Direi a ela.
- Assim que ela voltar. - Obrigada.
E apresente o cachorro � pequena.
Ele ainda n�o a conhece.
- Farei isso, senhora. - Obrigada.
Perd�o. Tinha que avisar Rachid sobre a garota.
N�o fa�o ideia.
Veremos.
Sim, � terr�vel. O que mais se pode dizer?
Espero que ela se recupere logo.
Thomas est� bem pessimista.
Ele se informou sobre o que ela tomou.
Sim, vamos falar de outra coisa.
Falei com Barin, ele acha que dev�amos tentar...
Entre.
Bom dia, senhor.
Bom dia, Rachid.
- Obrigado. - Tudo bem, senhor?
Acredito que sim.
Obrigado.
- J� est� sabendo, senhor? - De qu�?
Aqui � onde armazenamos o material,
n�o um local de trabalho.
- Ent�o, por que eles entraram? - Para pegar algo.
- Quantos eram? - Quatro, se n�o me engano.
- Ent�o, � um local de trabalho. - J� disse, � um dep�sito.
Acontece que a gente sempre vem aqui pegar algo.
E como explica os banheiros?
N�o vai acreditar em mim, mas tamb�m est�o em dep�sito.
- Pare, Pierre. - Que perguntas s�o essas?
Sabe muito bem que mesmo quando o dep�sito est� fechado
a gente vem de tempo em tempo.
� por isso que s�o protegidos.
Principalmente, perto de uma escava��o.
A grade estava fechada.
Eles abriram para procurar o material.
Ningu�m podia prever que haveria um desmoronamento,
nem que aquele idiota iria usar um banheiro em dep�sito.
Como podia saber que estava em dep�sito?
Porque aqui � um dep�sito. Qualquer idiota sabe disso.
Pierre, por favor.
Senhor Van Thamen, nos perdoe.
Meu filho est� muito abalado com esse acidente.
Visivelmente se trata de uma s�rie de eventos infelizes.
Evidentemente, senhora. Claro.
Um desmoronamento como este n�o ocorre
s� porque um cara foi mijar onde n�o deve.
N�o houve tremor de terra. Deve haver outra raz�o.
� justamente o que estamos verificando.
O dep�sito foi liberado para verificarmos os tirantes.
Se quer insinuar que fomos negligentes,
ter� que provar.
Estou apenas fazendo meu trabalho.
Ser� preciso verificar tudo antes de voltarem a trabalhar.
Faremos isso.
Felizmente, os outros ficaram perto do caminh�o.
E como est� o rapaz?
Ele est� consciente no hospital. Saberemos mais esta tarde.
N�s sentimos muito, � s� o que posso dizer.
Sim, � terr�vel.
Pode ter certeza que aqui tudo � feito dentro das regras.
Claro, senhora. Imagino.
- Aguardemos o relat�rio final. - Claro.
Enquanto isso, n�o deixem ningu�m entrar nessa �rea.
- O qu�? - Seu comportamento!
Eve! Eve!
Estava a caminho...
E pensei que seria bom vir te buscar.
Pensei que voc� estivesse no hospital.
At� �s 16h.
Acha isso embara�oso?
N�o, n�o.
Ent�o, como foi? Muito duro?
Como s�o os outros?
N�o sei.
N�o consigo dizer. Simp�ticos.
Me desculpe.
Eve�
Eve, querida.
Sinto muito.
N�o, j� passou. Est� tudo bem. Me desculpe.
Gostaria muito de te ajudar.
Est� tudo bem.
S�rio?
N�o estou mais acostumado a ter uma filha.
N�o levo o menor jeito.
Me desculpe.
Vamos?
Qual a sua idade?
13 anos.
Pensei que fosse mais nova.
Ela vai fazer 13 anos em... dois meses, certo?
Sim.
Por que perguntou isso?
Porque me interessa.
Voc� j� veio aqui?
- Aqui, em Calais? - Sim.
Viemos aqui juntos, quando eu estava em Arles.
Voc� tinha 3 anos. N�o se lembra?
N�o.
Estranho.
O que � estranho?
Ela estar aqui, agora.
Papai.
Vai ficar aqui?
Papai.
A m�e dela est� no hospital. Eu j� te disse.
Ela est� com uma grave intoxica��o.
Eve ficar� aqui at� ela se recuperar.
Me desculpe, sei que estou senil.
Ent�o, voc� n�o vai ficar aqui?
Tudo bem, agora eu entendi.
Ainda assim, bem-vinda ao clube.
DEITADA DE COSTAS, MEIO ADORMECIDA,
COM AS M�OS ENTRE AS PERNAS, EU SONHO
COM O QUE VOC� FEZ COMIGO NESSE QUARTO HORR�VEL,
QUE SE TORNOU BELO PORQUE EU ESTAVA EM SEUS BRA�OS.
ESSA BONECA DE PORCELANA QUE EU SOU,
QUERO QUE VOC� A DESTRUA, QUE A DEPRAVE,
QUE ME PEGUE POR TR�S E ME FODA
AT� QUE MEU CORPO ESTEJA ENSOPADO DE SUOR,
COMO QUANDO ACREDITAMOS QUE VAMOS MORRER,
VOC� SABE, MAS N�O MORREMOS.
QUERO SUA M�O NA MINHA
E QUE VOC� MIJE NA MINHA CARA
ENQUANTO RI PARA MIM.
EU AMO TANTO
O SEU SORRISO.
OU QUE ESTA NOITE SEJA EU QUE FA�A ESSAS COISAS
COM VOC�.
OU QUE AMBOS FA�AMOS UM POUCO DE TUDO.
Descubra o endere�o e v� l�. � importante.
Se acharem que n�o ligamos, nos importunar�o mais ainda.
N�o estamos numa posi��o boa.
Voc� nos meteu nessa confus�o, ent�o resolva.
Falei com Barin. Voc� n�o pode contar com isso.
Falei com a seguran�a.
Sim?
O que foi?
Com licen�a, senhora. O senhor Georges n�o est� aqui.
Como assim?
Fui levar o caf� da manh� no quarto dele,
- mas ele n�o estava l�. - Talvez esteja no jardim.
J� procurei por toda parte, ele n�o est� em lugar algum.
Mas... Me desculpe, j� te ligo.
Ele n�o pode ter evaporado. Voc� checou com Thomas?
Senhor Thomas saiu logo cedo para Lille.
Senhora Ana�s est� dormindo, assim como a senhorita Eve.
Voc� olhou mesmo no quarto de todos?
Claro, senhora.
Bom, espere.
Ele n�o est� no seu quarto?
Sim. � Anne Laurent. Posso falar com meu irm�o?
Quando ele vai acabar?
Diga para ele me ligar. � urgente. Sim. Obrigada.
Verificou se a bengala dele est� l� em cima?
Deem uma olhada nesse corte. Horr�vel!
Isso � s� o come�o. Isso � de 2011.
Olhem s� para mim, esse garoto
com um olhar perdido no infinito.
"E mais al�m." Pensando no futuro.
Com uma cara de cu.
Sonhos s�o a minha realidade
N�o! O que diabos � isso?
Vejam essa crista. Parece um galo.
Aquela velha piada...
Olhem essa cara. � assustadora. Aten��o.
Deem uma olhada nesse magn�fico passo de hip hop.
N�o sei se � de hip hop.
� o �nico passo que sei fazer.
� o �nico que sei fazer.
Pensei estar fazendo algo insano.
Me desculpe, eu estava no banheiro.
Por que ainda est� acordada?
Estava esperando.
Papai ligou?
J� est�o em Calais. N�o devem demorar.
Ent�o?
Aparentemente, � menos grave do que pens�vamos.
O que isso quer dizer?
N�o sei, Thomas n�o falou muito.
Acredito que seja ele.
Ana�s?
Ol�, querida.
- Ol�. - Ol�.
E ent�o?
N�o � t�o grave. Mas ele podia ter morrido.
Com licen�a, preciso comer. N�o comi nada desde de manh�.
Ele bateu de frente em uma �rvore.
A pol�cia acha que foi intencional.
N�o h� marcas de freio.
Acredita nisso?
N�o sei.
Anne tamb�m acha que foi intencional.
Mas por qu�?
Lembra da aventura dele na Su��a, em dezembro?
Quais s�o os ferimentos dele? Voc� falou com ele?
N�o, n�o.
Ele quebrou o tornozelo.
Fraturou a t�bia e f�bula. Teve uma contus�o no ombro.
Quebrou duas costelas, � doloroso.
Est� sob efeito de analg�sicos.
Tudo isso�
Anne est� transtornada.
- Devo ir v�-la? - N�o, n�o.
Ela disse que tomou 2 triazolam e que ia dormir.
Farei o mesmo. Vou sair cedo.
Onde ele est�? Na casa dele?
Na emerg�ncia.
O acidente ocorreu perto de Lille.
Tudo bem, querida?
- Muito perturbador para voc�? - N�o, tudo bem.
Sinto muito.
N�o se preocupe.
Deve ser muito para voc�. Sua m�e, e depois isso.
Vamos deitar? Amanh� voc� acorda cedo.
V�o, eu j� vou.
- Boa noite. - Boa noite, papai.
CLAIRE VANEL: ACONTE�A O QUE ACONTECER,
MESMO QUE UM DIA VOC� ME ESQUE�A,
EU SEMPRE SEREI SUA.
ESTOU VENDO EMBA�ADO,
EST� TUDO CHEIO DE L�GRIMAS, MEU AMOR.
THOMAS: TENHO SEDE DE TUAS L�GRIMAS
E N�O QUERO QUE CHORES.
MAS QUERO TE VER SE MIJAR DE DOR
PARA PODER TE CONSOLAR.
TENHO VONTADE DE TE MACHUCAR
PORQUE N�O POSSO ESTAR DENTRO DE VOC�.
COMPLETAMENTE DENTRO DE VOC�.
CLAIRE VANEL: N�O ME ESCONDA NENHUMA
DE SUAS TEND�NCIAS SEXUAIS MAIS SOMBRIAS. ME USE.
UM PRESENTE DEVE SER COMPLETAMENTE UTILIZADO
THOMAS: FAREI ISSO, EU PROMETO.
CLAIRE: MUITO BEM, MEU AMOR. MUITO BEM.
THOMAS! FORAM OS 3 DIAS MAIS BELOS
QUE J� TIVE NA VIDA. EU JURO.
NAS SUAS M�OS, COM O SEU CHEIRO, NO SEU DESEJO,
ME LIVREI DE TODAS MINHAS ANG�STIAS.
N�O SOU NADA AL�M DE PELE, CARNE, SANGUE E OSSO,
FELIZ POR TE AMAR.
FELIZ POR TE DAR MEU CORA��O, BUNDA E ALMA.
FELIZ POR VIVER.
Se voltar aqui, eu acabo com voc�.
Suma!
Tudo bem? Posso ajud�-lo?
- Tudo bem, estou bem. - Tem certeza?
N�o � nada. Muito obrigado.
EU TINHA 5 ANOS QUANDO MEU IRM�O MORREU
PNEUMONIA
ELE ERA DOIS ANOS MAIS VELHO DO QUE EU
FOI HORR�VEL
EU O AMAVA MUITO
SINTO FALTA DELE
ELE PODERIA SUBSTITU�-LO
UM NOVO IRM�O
DESSA VEZ, EU SOU A MAIS VELHA
� BEM LEGAL
Ele pegou o casaco dela e foi embora.
Ela se defendeu?
Ela contou ao Sr. Hougron, ele chamou os pais dele.
Ah, bom.
E ent�o?
Acho que ficaram aborrecidos.
Ele devolveu o casaco, mas acho que foi super desagrad�vel.
N�o � brincadeira l�, hein?
Sim.
Um ch� gelado, por favor.
- O que voc� quer? - N�o sei... Um sorvete.
Al�? Um instante, um instante.
� do hospital. N�o conseguem fazer nada sem mim.
Aqui, pegue o que quiser. Pegue...
um picol� de lim�o para Ana�s e uma garrafa de �vian.
- Obrigada. - 4 euros, por favor.
Aqui, troco para 5. Obrigado. Tchau.
- Ol�. - Ol�.
Um picol� de lim�o
e um sorvete de laranja.
E uma garrafa de �vian.
- N�o tenho �vian. Serve Badoit? - Sim.
Pronto. 3,70 euros, por favor.
Obrigado.
Ent�o... troco para 5.
- Obrigado, senhorita. - Obrigada.
- Ol�. - Ol�.
Vamos levar um Magnum e um Cornetto. Certo?
- Sim, � isso. Por favor. - Cornetto e Magnum?
Tchau.
Aqui est�. 5 euros, por favor.
Obrigado.
Querida.
Sinto muito. Encontrou tudo?
Sim. N�o tinha �vian, ent�o peguei Badoit.
Perfeito.
Papai.
Voc� ama Ana�s?
Claro que amo Ana�s. � minha mulher.
A mam�e tamb�m era sua mulher.
� verdade...
Voc� � esperta para sua idade, hein?
Por que me perguntou isso? Claro que amo Ana�s.
- Para saber. - E por qu�?
Por nada.
Sabe como conheci Ana�s?
N�o.
Sim?
N�o.
N�o.
Voc� tem raz�o. Se quiser...
Pare�
Bem...
N�o sei o que dizer.
Ent�o, n�o diga nada.
Voc� n�o pode desaparecer assim.
N�o?
Deixe-me ver.
Essas coisas s� acontecem com voc�.
Agrade�o do fundo do meu cora��o.
Ningu�m ia imaginar que esse doido estaria l�.
Mam�e, por favor...
Mas por que fugiu, ao inv�s de ir � pol�cia?
Isso poderia ser �til, se quisermos um acordo.
E por que sumiu do trabalho?
Vergonha do olho roxo?
N�o pode largar tudo assim.
Bem, como pode ver, eu posso.
Se me permite perguntar, como acha que vai funcionar?
Voc� tem um cr�dito consider�vel.
Voc� � meu filho, � o futuro patr�o.
Mas isso n�o est� inscrito em pedra.
Ent�o se esforce um pouco.
Seus excessos e toda a hist�ria do acidente,
n�o me ajudam a salvar a empresa.
Est� claro para voc�, n�o?
N�o pode parar um pouco, mam�e? Piedade.
O que est� acontecendo?
Desde quando voc� bebe? Nem sequer me dei conta.
Eu n�o bebo.
O que devo fazer? N�o posso te ajudar?
Est� sobrecarregado? Preocupado? Precisa de um m�dico?
Desde que voc� se mudou, n�o sei o que est� aprontando.
Tem namorada? Est� com azar no amor?
Me diga.
O que faz � noite depois do trabalho?
N�o est� mais falando comigo?
Vou me deitar.
Voc� vai se deitar?
O que mais posso fazer?
O que voc� faz?
Bem... eu trabalho.
Pierrot... Deixa eu te ajudar.
Meu querido...
Meu amor.
Mam�e...
Eu n�o valho nada.
O qu�?
Eu n�o valho nada.
Que besteira � essa?
Voc� mesma acha isso.
Pare de fazer cena.
Sabe muito bem que nunca assumirei esse maldito neg�cio.
E o que pretende fazer?
Nada. Por que eu deveria fazer algo?
Pare de sentir pena de si mesmo.
Se comporta como um garoto amuado,
s� porque levou um soco. Qual o sentido disso?
Agora sim, parece minha querida mam�e.
Por que n�o vai para casa e volta ao seu trabalho?
N�o podemos fazer nada por voc�.
Voc� que est� dizendo, mam�e.
N�o olharei pra baixo N�o abrirei meus olhos
Mantenha meu copo cheio At� o dia clarear
Pois hoje � noite Estou aguentando firme
Me ajude Estou aguentando firme pela vida
N�o vou olhar para baixo N�o vou abrir os meus olhos
Mantenha meu copo cheio At� o dia clarear
Pois hoje � noite Estou aguentando firme
Aguentando firme esta noite
O sol nasceu Eu estou um caos
Preciso ir embora agora Preciso fugir disso
L� vem a vergonha L� vem a vergonha
1, 2, 3, 1, 2, 3 Beba
1, 2, 3, 1, 2, 3 Beba
1, 2, 3, 1, 2, 3 Beba
Tomo todas, at� perder a conta
Vou me balan�ar
No lustre
No lustre
Vou viver
Como se n�o houvesse amanh�
Como se n�o houvesse amanh�
Vou voar
Como um p�ssaro pela noite
Sentir minhas l�grimas secando
Vou me balan�ar...
Tudo bem?
Ol�. Thomas Laurent.
Minha ex-mulher, Nathalie Laurent,
chegou aqui hoje. Gostar�amos de v�-la.
- N�o est� na hora de visitas. - Eu sei, eu liguei.
� uma exce��o. Sou chefe de cirurgia em Lille.
E minha filha n�o v� a m�e h� semanas.
Com quem voc� falou?
Com um m�dico... N�o lembro mais o nome dele.
Voc� vai encontrar.
Florence, � da recep��o. O senhor�
- Laurent� Dr. Laurent. - O Dr. Laurent est� aqui.
Veio ver a paciente que chegou.
Disse que falou com um m�dico para a autoriza��o,
mas n�o lembra quem.
- Vamos embora, papai. - N�o.
Ele est� com a filha da paciente.
Sim.
Certo. Tchau.
- Voc�s podem entrar. - Obrigado.
- Quarto 223. Segundo andar. - Muito obrigado.
Vamos.
Ol�, estou procurando o quarto 223, por favor.
- Final do corredor � direita. - Obrigado.
Um banheiro � esquerda.
Aqui, um quarto de h�spedes.
- � virada para o sul, n�o �? - Sim.
Siga-me.
Pode esperar um segundo?
O quarto da minha filha, Eve.
- Ol�, Eve. - Ol�, senhora.
- � um belo quarto. - Sim.
Bastante iluminado.
- Se sente bem? - Sim.
Est� triste por ter que ir embora?
Sim.
- Qual a sua idade? - 13 anos.
Ent�o vai para a 7� s�rie, certo?
Desde a morte da m�e dela, ela vive comigo em Calais.
Vamos continuar?
Sim�
Tchau, Eve. Foi um prazer te conhecer.
Tchau, senhora.
Siga-me.
O quarto de dormir.
Banheiro.
E aqui, meu escrit�rio.
Podemos descer por esta escada.
Na verdade, s�o duas casas, por isso duas escadas.
Tem as plantas da casa?
As pessoas interessadas sempre querem ver.
N�o vivo mais aqui, mas acredito que um amigo as tem.
- Quantos metros quadrados? - Por volta de 200.
Pode ir, Rachid. N�o preciso mais de voc�.
Como quiser, senhor.
Se precisar de mim, toque a campainha.
Claro.
Agora ele ficou ofendido.
N�o suporta que ningu�m al�m dele
coloque as m�os sobre mim.
Mal encosto em voc�, senhor.
Como voc� est�?
Bem, meu trabalho me mant�m ocupado.
Seu "trabalho"?
E no que consiste o seu "trabalho"?
Voc� sabe muito bem. Corto o seu cabelo.
Corto o cabelo de muita gente.
Corto o cabelo do Sr. Delamare.
Corto o cabelo do Sr. Franck.
- Corto o cabelo... - Est� me irritando.
Me desculpe, senhor.
Quanto ganha por m�s?
N�o se faz esse tipo de pergunta, senhor.
N�o precisa de dinheiro?
- Todo mundo precisa. - Exatamente.
Ent�o?
N�o entendo, senhor.
H� quanto tempo vem aqui?
Mais de 10 anos.
Quase 20. Devia aprender a contar.
Estou quase gag�, mas disso eu sei.
N�o sou t�o velho assim.
- Pode me fazer um favor? - Sim.
Pagarei bem.
Certo.
Pare com isso.
Me perdoe.
Estou preso aqui.
Bati em uma �rvore, mas n�o fui esperto para fazer direito.
Senhor, me disseram que foi um acidente.
Sim, esse tipo de coisa n�o fica bem.
Meu filho � um imbecil.
Ele � m�dico, ent�o pedi a ele. Isso seria nada para ele,
mas ele � teimoso.
Ano passado, fui � Zurique. Eles me recusaram.
Aparentemente, estou muito saud�vel.
Agora, sou prisioneiro dessa maldita cadeira.
Voc� entende?
Nem sequer posso fugir.
Se voc� me arrumar uma arma e muni��o,
n�o vai se arrepender.
Mas, senhor�
Um fuzil ou uma quantidade suficiente de medicamentos
tamb�m serve.
Tenho dinheiro aqui. Posso te tornar rico.
T�o rico que nunca mais precisar� cortar o cabelo
de velhos imbecis.
Ent�o?
Senhor, n�o sei o que dizer.
Como conseguiria isso? N�o conhe�o ningu�m.
E iam suspeitar de mim.
- Meu Deus! - Por que quer fazer isso?
Voc� me pegou desprevenido.
O que faria no meu lugar?
N�o sei, mas� voc� est� bem.
Voc� � t�o ing�nuo assim? Ou apenas est� com medo?
Claro que estou com medo.
Como poderia fazer algo assim?
N�o, n�o posso fazer isso.
Realmente, n�o.
N�o fa�a xixi nas cal�as, Marcelino.
Esque�a isso.
Fui idiota de te fazer tal proposta.
N�o posso�
Ande, continue.
Caros amigos, quero agradecer em nome de nossa fam�lia
por terem aceitado t�o r�pido,
e em t�o grande n�mero, nosso convite
para festejarem conosco os 85 anos de papai.
As �ltimas semanas foram bastante agitadas,
mas estamos felizes
que nosso aniversariante se recuperou t�o r�pido,
e esperamos que logo esteja completamente recuperado.
Porque, como voc� mesmo diz:
"Vaso ruim n�o quebra."
Al�m disso, tamb�m temos uma boa raz�o para nos reunirmos.
Boa parte de voc�s n�o sabe, mas ap�s o nascimento de Paul,
nossa fam�lia ainda est� crescendo,
dessa vez de maneira totalmente inesperada.
Eve, a filha de Thomas,
do primeiro casamento dele, vir� se juntar a n�s
e compartilhar das nossas vidas.
Eve, estamos muito felizes em t�-la conosco.
� isso. N�o vou prender voc�s por muito mais tempo.
Senhorita, obrigada por esse momento musical magn�fico.
Voc� deu uma grande alegria a papai.
Ap�s os prazeres espirituais, vamos ao alimento terrestre.
O clima est� favor�vel.
O ar no jardim est� de uma do�ura requintada,
encomendamos especialmente para papai.
O champanhe e o buffet os esperam.
Desejo a todos uma �tima noite.
Estou muito feliz que esteja aqui.
- Como voc� est�? - Bem, muito bem.
Assim que papai se livrar das jovens admiradoras dele,
te levo para v�-lo.
Tiro o meu gesso em um m�s.
Ele aprecia a companhia delas,
mesmo n�o entendendo nada do que elas dizem.
Ele sempre foi um grande admirador do sexo feminino.
Ele parece bem.
- Muito gentil. - Impressionante.
O acidente dele ainda � recente.
Sim, ele est� �timo.
Ele ficar� feliz em te ver.
N�o diga nada sobre n�s.
Um te�logo � algu�m que tenta
dentro de um quarto escuro, de paredes pretas,
encontrar um gato preto que dizem existir.
Estou aqui no fim de semana e ele s� pode durante a semana.
- Desde quando est� assim? - Desde�
S�bado far� 3 semanas. � rid�culo.
N�o, por qu�?
- N�o acha isso idiotice? - N�o tenho raz�o para isso.
- Ent�o � poss�vel? - Vou cuidar disso.
N�o sei o que te dizer.
Que tal atacarmos o buffet, prima?
Se voc� quiser.
O que foi? N�o est� com fome?
Venha, vamos.
Vista para o mar, vai at� �s 8 ou 9.
- Sim, na categoria luxo. - Vai diminuir gra�as ao ingl�s.
N�o gosto do Sul.
N�s suamos e ficamos incapazes de pensar.
� a verdade, voc� a conhece, aquela da voz aguda.
Ela vendeu para dar o dinheiro aos filhos.
Ela disse que n�o consegue mais tomar banho.
Do que voc� gosta?
Eu me viro.
Qual a sua idade?
13 anos.
Bom, � isso...
Com licen�a. Veja o que te interessa.
Vou tomar algo.
Me parece discriminat�rio.
Gostaria de estar no trabalho por cotas?
Voc� est� onde est� por ser competente, n�o por ser mulher.
� t�o ing�nuo assim?
Vejam quem est� aqui. Que bela surpresa!
Jamila e o tajine de arroz dela.
Voc�s precisam experimentar, � uma verdadeira del�cia.
Jamila � nossa escrava marroquina. Uma p�rola.
� um dom divino, ela cozinha como Alain Ducasse.
� uma grande sorte t�-la trabalhando para n�s.
- Parab�ns, Jamila. - Voc� vem, querida?
Seria bom voc� vir dar os parab�ns ao seu av�. Venha.
Uma opera��o est� prevista para 2018, no outono ou ver�o...
Papai, me desculpe incomodar.
- Sim? - Eve tem algo a te dizer.
Sim?
- Feliz anivers�rio. - Obrigado.
N�o ganho um beijo de anivers�rio?
Quem � voc�, minha pequena?
Ol�, senhoras e senhores.
Agrade�o a presen�a de todos aqui hoje.
Antes de qualquer coisa, devo mais uma vez exprimir
a compaix�o de meus clientes perante esse terr�vel acidente.
Como sabem, a investiga��o da inspe��o do trabalho,
iniciada ap�s o ocorrido, n�o revelou
nenhuma evid�ncia de comportamento faltoso
ou de culpa da empresa Laurent.
Podemos ent�o considerar
que o procurador ir� encerrar o caso
do processo penal de rotina que foi iniciado.
Al�m disso, na minha opini�o,
a responsabilidade civil de meus clientes n�o est� envolvida.
Mas o Sr. e Sra. Laurent est�o cientes,
al�m dos outros aspectos tr�gicos desse acidente,
das dificuldades financeiras que assolam sua fam�lia.
Particularmente, ao que se refere �s crian�as,
que dependem de voc�s.
Em teoria,
voc�s poderiam tentar validar diante de um tribunal
seu eventual direito
a uma indeniza��o sobre a base da responsabilidade civil.
Embora que, como j� mencionei,
eu n�o veja nenhum fundamento jur�dico em tal abordagem.
Apesar disso, nossos clientes
est�o dispostos a ajud�-los nessa situa��o dif�cil,
e a pagar a soma de 35 mil euros
para pelo menos ajud�-los na quest�o financeira.
No entanto, nada os obriga a fazer isso.
Evidentemente, n�o precisam decidir agora se aceitam
e evitam de levar o caso diante de um tribunal.
Discutam isso com um advogado da escolha de voc�s
e depois me informem o decidido.
Quanto ao incidente na frente do pr�dio de voc�s,
encontramos uma testemunha, Srta. Delorme,
ela tamb�m mora no im�vel.
O procurador ainda n�o est� ciente.
E depende de voc�s continuar assim
e que n�o haja processo de indeniza��o.
Entendem o que eu digo?
N�o sei.
Por que n�o nos disse nada?
- O qu�? - Como assim, o qu�?
Que est� infeliz,
que sente falta da sua m�e, que se sente s�...
N�o podemos ver dentro de voc�.
E ent�o?
E ent�o, o qu�?
Voc� est� t�o distante.
Eu te amo muito.
Precisa acreditar em mim.
Sou um desastre, mas te amo.
Me leva com voc� se deixar Ana�s?
- O qu�? - Me leva com voc�?
Que bobagem � essa? Por que eu deixaria Ana�s?
Ainda faltam 5 anos para eu ser maior de idade.
N�o quero parar em um abrigo.
Do que est� falando? Por que iria para um abrigo?
Est� bem.
Como assim, "est� bem"?
Est� louca?
Eu te amo. Ningu�m vai te colocar em um abrigo.
De onde tirou isso?
Vai me levar com voc�, se deixar Ana�s?
Eu n�o vou deixar Ana�s. Est� bom para voc�?
Agora, podemos ter uma conversa normal?
Na praia, eu ouvi sua liga��o.
E eu li tudo.
- O qu�? - Eu li suas mensagens.
Que mensagens?
Papai, por favor.
Pare de fazer cena.
Eu sei que voc� n�o ama ningu�m.
N�o amou a mam�e, n�o ama Ana�s,
n�o ama essa Claire e n�o me ama.
N�o tem problema.
Eu s� n�o quero acabar em um abrigo.
Por que pegou os medicamentos de sua m�e?
Ainda tinha o bastante.
E voc� pegou o resto, s� para garantir.
Sim.
A concess�o do empr�stimo est� sujeita �s seguintes condi��es:
3.1...
Sra. Anne Laurent hipoteca ao banco Wilberg and Hopkins
toda a sua parte na empresa Laurent Travaux Publics
a t�tulo de garantia do empr�stimo,
at� o reembolso integral.
3.2...
Pierre Laurent ser� removido do cargo
de diretor geral da Laurent Travaux Publics
e substitu�do por um novo diretor geral,
que ser� nomeado pelo banco Wilberg and Hopkins,
em acordo com a Sra. Anne Laurent.
Esse � o acordo negociado com seu advogado.
Presumo que esteja de acordo com ele.
Ent�o, pedirei que assine em nome da empresa,
e, como voc� tamb�m � uma acionista,
assine outra vez, como pessoa civil.
Nosso servi�o jur�dico, junto a Barin, cuidar�
dos documentos necess�rios para a implementa��o do acordo.
Isso � tudo?
Sim.
Fico feliz que pudemos ajud�-la.
Mande lembran�as ao seu pai. � sempre um prazer
fazer neg�cio com ele.
Com prazer.
- Tchau. - Tchau.
Acompanharei a Sra. Laurent.
THOMAS: QUERIDA, ACONTECEU ALGO TERR�VEL.
MINHA FILHA MEXEU NO MEU COMPUTADOR
E ENCONTROU NOSSAS MENSAGENS.
ELA TENTOU SE MATAR.
GRA�AS A DEUS, N�O CONSEGUIU.
TENHO QUE APAGAR
TODAS AS NOSSAS MENSAGENS
E DAQUI PARA FRENTE
N�O POSSO MAIS SALVAR NADA.
N�O SEI O QUE AINDA PODERIA
PASSAR PELA CABE�A DELA.
TEMOS QUE COMBINAR NOSSOS HOR�RIOS.
Papai disse que voc� queria falar comigo.
N�o.
Realmente, n�o.
Quer um pouco de queijo?
N�o, obrigada.
- N�o est� ruim. - N�o gosto de queijo.
Ent�o...
Decida-se: vai entrar ou sair?
Ou quer ficar a�?
Feche a porta, princesa, e venha se sentar.
Est� com medo?
N�o.
Ent�o, venha aqui.
Ande, venha.
Bom...
Seu pai estava mentindo.
Eu n�o queria falar com voc�.
Foi ele quem me pediu para fazer isso.
Ele disse que voc� n�o confia nele,
ele est� preocupado.
Por que voc� queria se matar?
Vou te contar uma coisa.
Fique em p�, sente-se, fa�a como quiser.
Voc� n�o conheceu sua av�.
Quando veio para c�, voc� era pequena.
N�o deve conseguir se lembrar.
N�o �?
Espere.
Venha aqui.
Venha.
Veja.
Era uma bela mulher.
N�o?
Quando voc� veio aqui, ela j� estava doente.
Voc� nunca a viu.
Ela estava paralisada em cima de uma cama...
n�o falava mais.
Eu cuidava dela.
Confiei a empresa � sua tia para ter tempo.
No fim das contas, ap�s 3 anos de sofrimento...
repugnante
e absurdo...
eu a sufoquei.
Foi a coisa certa a se fazer.
N�o me arrependo nem por um segundo.
Esta � a hist�ria que eu queria te contar.
Me conta sua hist�ria?
Que hist�ria?
Por que pegou esses comprimidos?
Acha que sou burro demais para compreender isso?
Sente-se, ent�o.
Certa vez eu tentei envenenar uma colega de classe.
E...
Enfim...
n�o envenenar de verdade.
Mam�e tinha me mandado para uma col�nia de f�rias
quando papai desapareceu.
Eles deram Lexomil para que eu me acalmasse.
Eu devia tomar meio por dia.
Mas n�o queria.
Tinha uma garota da qual eu n�o gostava.
Todo dia, colocava o comprimido na comida dela.
Foi engra�ado v�-la cada vez mais calma.
Um dia, ela desmaiou.
Fizeram alguns exames e entenderam o que houve.
E ent�o? O que aconteceu?
Nada. Tive que sair da col�nia.
E voltar para casa?
Sim.
E depois?
Isso te deixou triste?
N�o muito.
Sim...
Isso me deixou triste.
Mais tarde.
A garota n�o era legal, mas n�o tinha culpa de nada.
Outro dia,
estava olhando o jardim e vi, por acaso,
uma ave de rapina
despeda�ar um passarinho.
Ela o pegou em pleno voo
e o balan�ou em todas as dire��es.
Depois disso, ela o despeda�ou sobre o solo com o bico.
O despeda�ou de verdade.
As penas voavam e caiam sobre o ch�o.
Parecia que havia nevado.
Depois, um carro passou e a ave de rapina voou.
Tirando as penas, n�o restou nada da v�tima.
Ao menos foi o que pareceu daqui.
Quando voc� v� essas coisas na TV,
parece algo normal.
A natureza � assim.
Mas quando v� de verdade...
suas m�os tremem.
Por que fez isso?
O qu�?
Os comprimidos.
N�o sei.
N�o sei.
E aqui, est� doendo?
Foi apenas uma mordidinha.
Como pode dizer isso?
Ele mordeu ela.
Ela saiu correndo e chorando.
Estavam brincando e ele a mordeu.
N�o � grande coisa.
Devia ter prestado mais aten��o.
� grave?
N�o, n�o, tudo bem.
Voc� � uma garotinha muito corajosa.
Aqui, n�o se preocupe.
Darei uma pomada � sua m�e,
ela vai passar em voc� e amanh� n�o sentir� mais nada.
Bom, n�o � grave, mas...
mais cuidado com o cachorro.
N�o � a n�s que ele deveria morder.
Tem um papel?
Irei fazer uma prescri��o.
- O que ela tem? - Tudo bem. Foi s� o choque.
- Pegue, � para voc�. - Obrigada.
Deixe-me ver.
Bom, n�o parece t�o ruim, n�o �?
Aqui, veja.
Sempre que doer, pegue um chocolate.
Assim a dor vai embora.
Est� bem?
Agora, voc� precisa dormir.
J� � tarde.
E amanh� ser� um belo dia.
Obrigada.
Felizmente, n�o � grave.
Fiquei em p�nico quando Ana�s me ligou.
Sim, foi terr�vel.
Ela chorou muito.
- Precisa controlar o c�o, ou... - J� disse a ele.
Aplique essa pomada para evitar inflama��es.
Est� bem? J� vou, j� vou.
E se causar uma septicemia?
N�o tem nenhum risco. N�o precisa se preocupar.
Se me permite, parab�ns, senhora.
Por qu�?
Sra. Ana�s me contou.
Mas o que ela te disse?
Ah, do noivado.
Muita gentileza, obrigada.
- N�o �, Selin? - Acabou?
Sim. Bom...
Duas vezes por dia, pela manh� e � noite.
Volto amanh�. Boa noite.
- Boa noite. - Boa noite, senhora.
- Boa noite. - Boa noite.
- Senhora? - Sim?
Vai embora daqui?
De onde tirou isso?
LOGIN OU SENHA INCORRETOS
LOGIN OU SENHA INCORRETOS
Eve?
Eve?
Ah, est� a�.
Preciso ir na cidade,
queria saber se voc� pode cuidar do Paul.
O que faz no escrit�rio de Thomas?
Nada. Queria apenas...
Meu Mac parou de funcionar.
Queria ver no computador de papai como arrumar.
Mas n�o funcionou.
- Ele trocou o c�digo. - O qu�?
Nada. � dif�cil explicar.
Bom... Pergunte a ele, quando chegar.
Vai ficar aqui?
N�o vou demorar. De toda forma, ele est� dormindo.
Claro, vou para o quarto dele, n�o se preocupe.
Obrigada.
Quer algo? Vou passar no supermercado.
N�o, obrigada. N�o estou precisando de nada.
Com licen�a, senhora. Servimos o prato principal
- ou prefere fazer uma pausa? - Boa pergunta.
Querido, o que acha?
Passamos ao prato principal ou esperamos um pouco?
N�o fa�o ideia. Fa�a como quiser.
N�o, pode continuar. Est� muito quente aqui.
Certo, como quiser, senhora.
Tudo bem, papai?
Est� se sentindo bem?
Me sinto muito bem. Perfeitamente bem.
Com licen�a.
Desculpe te incomodar.
Vamos embora logo depois do almo�o
- e preciso falar com voc�. - Tudo bem, o que foi?
Pode me emprestar sua bab� para amanh�?
A minha foi para casa por 15 dias e...
a bab� reserva est� gripada. Sabe como �.
Sim. Acho que pode ser.
Amanh�, eu... espero...
Sim, est� bem. Mas apenas amanh�, porque...
Com licen�a, mam�e.
Sinto muito pelo meu atraso.
Tive que me trocar para aparecer nessa festa.
Espero que eu esteja apresent�vel assim.
Os discursos de voc�s foram, certamente, impressionantes
e lamento muito t�-los perdido.
- Pierre� - Mas, para compensar...
e para te agradar, mam�e...
Quem �?
Trouxe alguns convidados extras,
que est�o felizes em se juntar
� sua festa de noivado.
Por favor, se acalme.
Pare com essa cena.
N�o h� nada para parar.
E voc� � a �ltima pessoa para me dizer o que fazer.
Tudo o que queremos �...
V� se foder, filho da puta.
Pe�o desculpas, senhoras e senhores.
Tudo bem, Thomas, pode ficar sentado.
Pe�o apenas alguns minutos da aten��o de voc�s.
At� servirem o prato principal tudo j� ter� terminado.
Gostaria apenas de apresentar meus amigos a voc�s.
- Pare. - Cuide da sua vida.
Este � Mohammed. Ele vem da Nig�ria.
A mulher e os dois filhos dele
- foram queimados vivos... - Pode me tirar daqui, querida?
em uma repres�lia de Boku Haram.
Ele levou um ano para chegar aqui.
Depois de meses, ele sai da floresta e anda at� o t�nel,
na esperan�a de enfim poder atravessar.
Ele n�o tem a menor chance, mas como dizem:
"A esperan�a � a �ltima que morre."
Este � Youssouf.
Se n�o estou falando besteira, ele...
Ol�, mam�e.
Sinto muito. Mas o que eu podia fazer?
Venha. Vamos.
Senhoras e senhores,
sinto muito que... tenham assistido
a esta cena desagrad�vel.
Meu filho tem problemas. Ele est� sob tratamento m�dico.
Ele n�o faz por mal, � isso.
Meu filho � uma boa pessoa.
Eu realmente...
lamento profundamente.
Por favor, voltem aos seus lugares.
Em nome de nossa amizade. Sentem-se, por favor.
L� embaixo.
Queremos nos desculpar por essa situa��o terr�vel.
Por favor, deem-nos o prazer de serem nossos convidados.
Meu filho s� tinha boas inten��es.
Por favor...
Continue.
Pode ir embora agora.
Papai!
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