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Original subtitles

[Angel] A polícia não, por favor.

[Gerente] O homem morreu dentro do hotel. Tenho a obrigação de chamar a polícia.

[Angel] Então me deixa ir embora!

[Angel] Minha mãe não sabe que eu tô aqui. Sou menor de idade!

[gerente] Quero te ajudar, mas não posso fazer nada. O hotel cheio de segurança..

[gerente] ...de câmeras. Tá tudo gravado. Você vai falar com a polícia.

[♪música com instrumentos destoantes ♪]

[toque de telefone] [Hilda] Claro, é daqui, sim. Pois não.

[Hilda] É, não... A mãe dela não está.

[Hilda] Eu sou a avó. O senhor pode falar comigo.

Sim, claro...

O quê?

Da delegacia?

Pois não.

Darlene...

Acabaram de ligar, Darlene...

[Darlene] O que houve? [Hilda] A Arlete tá na delegacia.

[Darlene] O quê!? Tá presa? [Hilda] Eu não sei, Darlene...

[Hilda] A Carolina tá ocupada com o doutor Everaldo...

Darlene, por favor, me acompanha, meu Deus do céu...

[Darlene] Claro, claro! Vamos.

[Hilda] Eu só vou pegar minha bolsa... [Darlene] Vou pegar a minha.

[Darlene] Pega um documento dela, também.

[Hilda] Ai, meu Deus. O que será que houve, Darlene?

[sirene de polícia passando na rua]

[música com batida lenta e acordes destoantes]

[Hilda] Boa noite. Por favor, o delegado doutor Estevão Caldas...

[Hilda] É sobre minha neta, Arletinha...

[homem ri] Arletinha? Arletinha...

[Hilda] Escuta...

[Hilda] Qual o problema? O nome dela é Arlete.

[homem] A sala do delegado é ali, ó. A Arletinha tá lá. A senhora pode entrar.

[Darlene] Obrigada.

[Hilda] Eu...

[Hilda] Eu posso abrir?

[porta range]

[Hilda] Ó, minha Arletinha... O que foi? O que aconteceu, meu amor? O que foi?

[delegado] Bom, eu suponho que você seja a mãe.

[Darlene] Darlene, sou amiga da família. Moro com elas e também sou professora da Arlete no Colégio Werther.

[delegado] Pedi a presença da mãe, já que o pai mora em outra cidade.

[Hilda] Eu sei... minha filha trabalha com médico. Tá resolvendo o problema de um parto...

[Hilda] Mas olha, eu trouxe a certidão de nascimento da Arlete. O senhor pode ver aí.

[Hilda] É Hilda a avó materna.

[Hilda] Tá aqui meu documento.

[delegado] A senhora não é a responsável legal da Arlete.

[Hilda] Não, mas... Os avós também são responsáveis pela educação dos netos, e as duas moram comigo.

[delegado] Até acredito que a senhora seja uma ótima avó. Mesmo assim, preciso da presença da mãe.

[Hilda] D-doutor... Me desculpe, mas...

[Hilda] A minha filha passou por uma separação muito traumática, e....

[Hilda] ...e ela veio com a Arlete pra São Paulo...

[delegado] Eu sei, a menina me contou a história. [Hilda] Então. Mas os problemas financeiros, eu....

[Hilda] Doutor, eu quero poupar um pouco a minha filha Carolina.

[Hilda] Só de vir aqui, ela vai sofrer muito. [Angel] Entendeu agora por que eu estava lá?

[Angel] Estamos sem grana. [delegado] Posso até entender, mas aceitar, nunca, garota.

Por favor, sentem-se.

Mas... A-afinal, doutor...

O que foi que minha neta fez?

[delegado] A senhora não tem ideia? [Hilda] Não.

Mas eu conheço o caráter da Arletinha,

[Hilda] e sei que não deve ser nada sério.

Por favor, não conta.

[Angel] Eu faço o que o senhor quiser, mas não conta.

[Hilda] Doutor...

[Hilda] Eu preciso saber o que está acontecendo.

[delegado] Dona Hilda...

[delegado] Eu tô acostumado a lidar com bandido, com crimes bárbaros...

[delegado] Eu não sou capaz de achar palavras delicadinhas pra dizer o que há, entende?

[Hilda] Não se preocupe.

[Hilda] Eu perdi meu marido em serviço há muitos anos...

[Hilda] Ele era sargento da PM. Portanto, por favor...

[Darlene] Dona Hilda é uma mulher muito forte. Mais do que a filha.

Tudo bem...

A sua neta, a Arlete...

Ela estava se prostituindo.

Ah- ah não... Deve ser engano...

O senhor deve ter confundido a Arletinha com alguém, porque...

A minha família tem princípios morais.

Não... [Angel] Não, vó...

Era eu.

[delegado] Ela estava com um cliente no hotel...

[delegado] e esse cliente morreu.

[Hilda] Com cliente?...

Morreu?

O senhor está querendo dizer que minha neta é...

[Hilda] É prostituta e assassina!? [Angel] Eu não matei, vó...

[delegado] Ela foi trazida aqui por se tratar de uma menor se prostituindo.

[delegado] Com a morte havia suspeita de homicídio. [Hilda] Essa parte eu já entendi.

[delegado] Eu já falei com o médico-legista e o cardiologista do falecido também foi consultado.

[delegado] Ele era cardíaco. Infartou.

[delegado] Exagerou na dose de estimulante sexual.

[Hilda] O dinheiro que você trazia era da prostituição!?

[Hilda grita] Arlete! Olha pra mim!

[Hilda grita] Olha pra mim!

[Hilda] O que você fez da sua vida!?

[Darlene] Hilda... [Hilda] Me larga!

[Angel] Eu só modelava...

[Angel] Mas paga muito pouco.

[Angel] Cê ia perder o apartamento.

[Angel] Eu só queria ajudar... [Darlene] Senta, senta, calma....

[Hilda] Me deixa!

[Hilda suspira]

[Hilda] Ai...

[Angel soluça de choro] [Hilda] Doutor...

Eu sou professora aposentada.

Eu deixei de pagar o imposto do condomínio.

Eu ia perder meu apartamento.

A minha neta quis me ajudar.

Eu sinto tanta vergonha...

...da forma como ela o fez, mas..

A culpa é minha.

Quem deve ficar presa sou eu.

[delegado] Dona Hilda, a senhora nunca incentivou sua neta a fazer programa.

[Hilda] Não, pelo amor de Deus, não, mas...

Mas é como se eu tivesse feito.

[Darlene] Claro que não. Ela não tinha nem ideia do que a neta fazia,

A mãe também não sabia de nada. Doutor, eu sou testemunha.

Arlete, tô vendo que sua avó está completamente envergonhada,

chocada com tudo isso.

[delegado] Fora da sua casa, alguém te induziu, te propôs programa? Te arrumou clientes?

[Fanny] Modelo em início de carreira tem mais chance quando faz o book rosa...

Não. Nunca.

Eu recebi denúncias de que algumas agências de modelos facilitam esse tipo de trabalho.

Ninguém na minha agência fez nada.

Eu estava em um evento, aí o homem foi falar comigo...

E eu saí com ele.

[Angel] E depois com outros....

Mas eu só quis ajudar minha família.

[delegado] Olha, nós estamos aqui, investigando a prostituição de menores.

[delegado] Cê sabe o nome de algum cliente? Tinha algum habitual?

[Alex] Angel...

Você também é muito especial pra mim.

Não tenho.

[Hilda] É, é...

[Hilda] Doutor...

A minha neta vai ficar presa?

[delegado] Não, Dona Hilda. Ninguém é preso neste país por se prostituir.

só quem agencia a prostituição, e logicamente,

[delegado] quem mantém relações sexuais com menores de idade.

Mas Arlete, acho que falta você me contar mais alguma coisa, não?

Eu já falei tudo. Eu juro.

[Darlene] Bom, doutor, então ela vai ser liberada?

Vai, sim.

Mas sendo de menor, eu só posso liberar com a mãe.

[Hilda] Não...

Não posso deixar minha filha ter esse choque. Ela tá muito frágil com a separação. Por favor.

[Darlene] Doutor, cê tem compaixão?

O estado psicológico da mãe pode ficar muito, muito sério. Pelo amor de Deus.

[Hilda] Eu vou contar pra minha filha.

[Hilda] Mas não posso contar assim, de supetão. Não posso.

Por favor, seu delegado...

Deixa que a minha vó conta.

Dona Hilda...

[delegado] A senhora lembra muito uma professora que eu tive, sabe?

[delegado] Eu vou liberar, sim.

[Darlene e Hilda] Obrigada.

Não era exatamente o que eu devia fazer, mas...

Como não houve crime...

[delegado] Dona Hilda, eu lamento realmente tudo isso.

[delegado] Eu aconselho que a senhora conte logo pra sua filha, por favor.

É-é só uma questão de prepará-la.

[Hilda] Mas ela vai ficar sabendo de tudo. Eu lhe garanto.

[Darlene] Vem, Arlete.

[murmúrios] [Hilda] E agora... o que eu faço?

[delegado] E você, Arlete...

[delegado] Trate de estudar. Faça bons amigos.

E aproveite o que aconteceu pra pensar, e...

e parar de se prostituir. [Hilda] Ela vai parar.

[Hilda] Nós não precisamos dessa sujeira pra pagar dívidas.

[Hilda] Minha família sempre foi honrada.

[delegado] A senhora pode assinar o documento ali. [Hilda] Obrigada.

[Hilda] Onde é que eu assino?

[Angel] Vó.

Pelo amor de Deus, não conta pra minha mãe.

Eu juro que nunca mais vou fazer isso.

Nós vamos conversar lá em casa. Você mentiu pra mim e pra sua mãe.

Eu ainda não sei o que vou fazer.

[Hilda] Vamos, Darlene.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

[Hilda] Que vergonha...

♪♪♪

[Everaldo] Desculpa, Carolina. Achei que o parto ia ser fácil.

[Carol] E o bebê? E a mãe? Tudo bem? [Everaldo] Estão bem.

[Everaldo] Cordão não estava no pescoço, dilatação... Pensei que tivesse ido embora.

Imagina! Eu disse que ia te esperar. Queria saber do bebê.

Bom, eu vou me trocar e a gente vai jantar. Você deve estar morrendo de fome.

[Carol] Tô morrendo de fome. [ambos riem]

[Everaldo] Espera um minuto. [Carol] Tá bom.

Ai, deu tudo certo. Graças a Deus!

Ai, que benção! Que bom, que bom...

[colher girando em um copo de vidro]

Vó, eu não podia deixar você perder o apartamento.

[Hilda] Eu preferia morar debaixo da ponte...

[Hilda] sua mãe também, a ver você se prostituir.

[Hilda] Meu Deus, eu sinto tanta vergonha.

Eu ficava tão contente com o dinheiro que você ganhava.

[Hilda] Fiquei tão feliz de pintar meu apartamento de azul, e agora...

[Hilda] E agora eu odeio esse azul!

[Hilda grita] Eu odeio esse azul... Eu odeio essa parede!

[Hilda] Odeio esse apartamento! [Darlene] Você vai se machucar.

Para, vó! A minha mãe pode chegar e escutar.

[Hilda] Como eu vou olhar pra Carolina, me diz?

[Darlene] Você tem que contar. Ela é a mãe. Precisa saber.

[Angel] Não se intromete, você não é da família.

Você, quieta!

[Hilda] Darlene...

[Hilda] Darlene, muito obrigada. Você é uma boa amiga.

[Hilda] Mas esse assunto é de família. Até amanhã eu acerto isso.

[Hilda] Arlete, vai pro quarto.

[♪ música triste com piano e violinos ♪]

[Carol] Sorte minha que tinha esse pudim de leite.

[Everaldo] Não, sorte não. Eu conheço o restaurante, sei que você gosta de pudim...

[Everaldo] E merecia, por resolver o problema do plano de saúde.

[Carol] Imagina. Faz parte do meu trabalho.

[Everaldo] Não, não... cê fez mais, cê foi...

[Everaldo] Cê foi maravilhosa.

[Carol] Briguei um pouquinho, viu?

[Carol] Eu sei o que é ser jovem, ter um filho, e não ter um tostão.

[Everaldo] Carolina...

Eu vou ser sincero com você.

Eu já tinha uma candidata experiente pro seu lugar.

Jura?

[Everaldo] Mas quando eu te vi...

Eu... senti que você era especial.

E hoje eu sei...

que você é uma pessoa que eu quero junto de mim.

[Carol] É....

A gente tem se aproximado muito.

Eu sinto que nós temos afinidades, e....

Também te acho muito especial.

Verdade? [Carol] Imagina!

Uma mulher como eu com uma filha adolescente, sem profissão...

tem que dar graças a Deus de aparecer um homem como você na vida.

Carolina...

Eu tenho uma situação estável.

Eu gosto de você.

Mas eu não...

Eu não tô preparada pra um relacionamento.

Ainda... ama o seu marido.

[Carol] Não, não...

Não é isso, mas é que...

É que eu...

Bom, depois de um casamento longo, a gente fica vivendo um luto. E...

Eu preciso ficar um pouco sozinha pra me reorganizar.

Até querer ter um homem como você.

[Carol] Pra mim, ó... Eu tô bem longe disso.

[Carol] Se você preferir, eu posso procurar outro emprego.

[Everaldo calmo] Não, não... Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

[Everaldo] Eu adoro o seu trabalho.

[Everaldo] Podemos ser amigos.

[Carol] Claro! Imagina. Também adoro trabalhar com você.

[Everaldo] Quem sabe, um dia...

[Everaldo] Eu te ajudo a sair desse luto aí...

[Carol] Você é um homem bom! [ambos riem]

[Carol] Você é um homem bom, eu sou uma mala. [Everaldo] Para com isso...

[Carol] Vamos embora, porque...

[Carol] Já tomei minha taça de vinho... [Everaldo ri]

[Carol] Vamos, que eu já fico bem tontinha. [Everaldo] Vamos.

[Carol] Me leva? [Everaldo] Levo.

[Carol] Vambora.

[Carol] Ai, ai. Você é realmente um cavalheiro. Me trazer até em casa...

[Carol] Eu não sei como agradecer.

[Everaldo] Basta "boa noite e até amanhã".

[Carol] Boa noite...

[chave na tranca] [Carol] Ai, meu Deus do céu, para...

[Carol] Olha...

[Carol] Se um dia eu me sentir livre...

Você vai ser a primeira pessoa pra quem eu vou olhar.

[Everaldo] Tá certo...

[Carol] Vai, vai embora. Tchau.

Nossa...

Ainda estão acordadas...

[Hilda] Só te esperei pra saber se está tudo bem.

Ah, mãe...

Não sou uma garotinha.

E a Arlete?

[Hilda] Ela já foi dormir.

Tô sentindo um clima estranho.

[Darlene] Imagina, bobagem.

[Darlene] Estava aqui tendo uma conversa ótima com a sua mãe.

[Carol] Hm, minha mãe...

Minha mãe é um máximo. Tenho a sorte de ter uma filha e uma mãe maravilhosas.

Boa noite, mãe. [Hilda] Vai descansar, meu amor.

[Carol] Boa noite, Darlene.

[Carol] Tô cansada...

[♪ música de suspense ♪]

[Edgard] Eu quero uma faca, pequena. Tem que dar no bolso.

[atendente] Pra sashimi?

[Edgard] Pra abrir peixe pela barriga.

Peixe grande.

Cheio dos seguranças....

Mas eu não tenho pressa.

[campainha]

[suspira]

[Oswaldo] Hilda! Entra.

[Oswaldo] Desculpe a bagunça. Apartamento de homem sozinho, você sabe como é.

[Hilda] Não, sou eu que peço desculpas por ter vindo assim sem avisar, mas...

É que...

Eu tô precisando de um conselho.

[Oswaldo] Que foi, Hilda?

[Hilda pigarreia]

A... a minha neta foi pega com...

[Oswaldo] ...drogas.

Não sei o que é pior...

Fazendo programa com homens.

Era assim que ela ganhava tanto dinheiro.

[Oswaldo] M-mas não era modelo?

A revista... ela me mostrou as fotos!

[Hilda] Modelo iniciante ganha pouco, e aí...

Aí veio o drama do apartamento.

Então ela... ela fez contatos com...

...com os homens que frequentavam os eventos, e então...

[Oswaldo] Ô, minha amiga...

[Hilda] Meu amigo...

Eu ontem tirei minha neta da delegacia.

Agora...

Eu não tive coragem... Me diz uma coisa: como que eu vou contar isso pra Carolina?

Me diz como. Me ajuda.

Bom... a primeira coisa é tirar ela da agência.

Acabar com essa história de modelo, de eventos...

[Oswaldo] Você acha que ela aceita? [Hilda] Aceita.

Se ela não aceitar, eu conto pra Carolina. Isso ela não quer, mas...

[Hilda] Oswaldo...

Ela tem contatos.

Oswaldo...

A minha neta...

Ela tem clientes.

[Hilda] E se ela não parar?

Calma. Calma, Hildinha...

Vamos resolver uma equação de cada vez.

Ai, Oswaldo...

[♪ música com batida animada♪]

[Giovanna] Qual a urgência? Saudade de mim?

[Anthony] Não brinca, garota.

[Anthony] Não foi na agência ontem. A Fanny te botou pra fora?

[Giovanna] Não... Não avisaram nada.

[Giovanna] Não tinha trabalho marcado.

[Anthony] Kika... As modelos circulam pela agência pra serem lembradas. Faz parte.

[Giovanna] Eu sou nova nisso...

[Giovanna] Qual o estresse?

[Anthony] A Fanny sabe que a gente saiu.

[Giovanna] E daí? Foi só uma ficadinha mesmo.

[Anthony] Esqueceu que tenho uma relação séria com ela?

Tenso....

Tem coisa que é melhor eu esquecer, mesmo.

A Fanny é imprevisível.

Eu te quero perto de mim. Fiquei preocupado de ela ter te posto pra fora.

Coroa egoísta.

[Giovanna] Só de ter você por perto...

[Giovanna] Ela devia te levar café da manhã na cama todos os dias...

[Giovanna] E agradecer...

[Anthony] Sei...

Vai pra agência.

[Anthony] Ela vai falar com você.

[Anthony] É rolo, mas você segura a onda.

[Anthony] Você por nós.

É melhor a coroa ter medo de mim.

Cê é muito abusada. [ri]

[Giovanna] Eu sou jovem...

[Giovanna] ...bonita...gostosa...

[Anthony] Eu tô maluco por você...

[Giovanna] Relaxa.

[Giovanna] Deixa que eu enfrento o Dragão Fanny.

[♪ The Last Day - Moby ♪]

[♪ música calma com bateria ♪]

[Angel] Vó...

[Angel] Cê tem certeza?

[Angel] Eu juro que daqui em diante só vou modelar.

[Hilda] Só vou ficar tranquila com você longe desse mundo.

[Hilda] Ou você sai daí agora, ou eu conto pra sua mãe.

[Angel] Não... A minha mãe, não. Nunca.

[Visky canta] Bom dia, darling!

[Visky] Trouxe uma modelo categoria master de idade?

[Hilda] Eu sou avó da Arlete.

[Visky] Aqui, ela é Angel.

[Visky] Eu sou o Visky.

[Visky] Ai, tão sérias...

[Lourdeca] É o susto de te ver de cílios postiços.

[Hilda] É com ele que você tem que falar?

[Angel] Não...

[Angel] Visky, eu preciso falar urgente com a Fanny.

[Visky] Ela está de ótimo humor hoje. Vão as duas?

[Angel] Melhor só eu, né? [Hilda] Uhum.

[Angel] Mas é bom você ir junto, Visky. [Visky] Já vi que tem bafo.

[Hilda] Eu espero aqui.

Ai, feia...

Outra feia...

Gorda, outra gorda...

Provavelmente burras...

[Visky] Absoluta...

[Fanny] Ah, que alívio!

[Fanny] Ai, que bom, poder olhar alguém assim, tão perfeito.

[Fanny] Tô falando da Angel, é claro.

[Fanny] E aí, o que você quer, querida?

[Angel] Eu vou sair da agência.

[Fanny] O quê!?

Não ser mais modelo. Vou desistir da carreira.

Isso eu não vou deixar acontecer.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

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