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Original subtitles

[Angel] É isso mesmo, não quero mais nada com você.

[Alex] Não, não, para, para...

[Alex] Pra quê? Olha só...

[Alex] Tenho um presente pra você. Uma joia que vi em uma vitrine.

[Alex] Tava incrível. Achei a tua cara.

[Alex] E pensei...por que não comprar? E comprei.

[Alex] Olha só...

[Alex] Vem cá, vou colocar no seu pescoço... [Angel] Não.

[Angel] Já tenho essa cruz que minha vó me deu quando eu era mais nova e ela tem muito valor pra mim.

[Angel] Eu não quero mais nada teu. Eu vou embora...

[Alex] Angel, cê ficou decepcionada, eu sei...

Mas poxa vida, como eu ia saber que você tinha todas aquelas fantasias românticas?

[Angel] O que tem de errado em ser romântico?

Entende uma coisa...

Não vou me casar com você.

[Alex] Mas não é porque é você. É porque não vou me casar com ninguém, nunca mais.

[Alex] Mas eu posso te dar uma vida boa, tão boa...

Isso cê já disse ontem.

Disse até que me compra. [Alex] Olha só...

[Alex] Me responde uma coisa: você gostou...

[Alex] ...ou não gostou...

[Alex] ...de ajudar sua avó a salvar o apartamento dela?

[Angel] É claro. [Alex] Então?

É tudo que ela tem.

Nem sei onde que a gente estaria morando agora.

[Alex] É isso.

[Alex] Me deixa assumir tudo.

[Alex] Pago a dívida inteira.

[Alex] Compro um apartamentão pra você. Hm?

[Alex] Não precisa morar se não quiser.

[Alex] Ponho no seu nome, a gente usa só pra se encontrar, pago a dívida da família inteira.

[Angel] Fica longe de mim. [Alex] Para com isso. Parou!

[Alex] Até agora estava tudo bem entre a gente, com tudo que eu te dei. Qual é?

Tinha sentimento a nossa história.

Ainda tem, sabe?

Mas dói.

Dói saber que pra você eu sou igual um carro, uma roupa, um apartamento...

...que cê compra. [Alex] Que carro? Eu não falei carro.

Não falou desse jeito, mas falou.

Eu fui burra.

Tão, tão...

Mas agora abri meus olhos.

[Angel] Não tem sentimento pra você.

[Alex] Cê precisa de mim.

[Alex] Eu quero te ajudar.

[Alex] Deixa? [Angel] Se eu sou-

[Angel] uma pessoa que pode ser comprada...

[Angel] ...então outro pode me comprar.

[Alex] Como é?

Pensei muito nisso.

E se é pra ser comprada, que seja por alguém que eu não tenha sentimentos.

[Alex] Vai aceitar mais cliente? [Angel] Qualquer um...

...menos você. [Alex] Por que não eu?

[Alex bravo] Não entendo. Por que não eu?

Nunca vai entender.

Mas eu vou te explicar só dessa vez.

[sussurra] Eu te amo.

[Angel] E não dá pra ir pra cama com você sabendo que eu sou alguém que você compra.

[Alex sussurra] Para com isso.

[Alex] Para com isso...

[Alex] Para com isso, que essa conversa tá me dando um tesão danado.

[Angel] Me larga. [Alex] Não, vem cá.

[Angel] Eu grito! [Alex] Pode gritar. Grita.

[Alex] Grita logo. Grita. Aqui não adianta nada.

[Alex] Então relaxa.

[Angel] Pode fazer o que quiser, mas eu vou ficar parada igual uma estátua, uma morta-viva.

[Alex] Hm, joguinho? Eu gosto.

[Alex] Aposta quanto que eu vou ganhar?

[Alex irritado] Porra!

Assim eu não quero.

Compra outra.

[Alex] Peraí, peraí, peraí, peraí...

[Alex] Mesmo assim quero te dar teu dinheiro. [Angel] Não quero mais teu dinheiro.

[♪ música animada com batida eletrônica ♪]

[♪ Ghosts and Creatures - Telekinesis ♪]

♪ I knew from the start ♪

♪ Full of ghosts and creatures within our hearts ♪

♪ Like ships on a lonely sea ♪

♪ Cut down, an afterthought ♪

♪ And I don't even know ♪

♪ But down to get together ♪

♪ Who wants to be surprised ♪

♪ Wake up, you need another ♪

[campainha do elevador]

♪ And I don't even know ♪

♪ But down to get together ♪

♪ Who wants to be surprised ♪

[motorista] Já? Dá um tempo, moça. Eu pego o carro rapidinho.

[Angel] Não, obrigada. Eu não vou com você hoje. Cê pode me ver um táxi, por favor? Obrigada.

[Avó] Ai, ai. Eu adorei meu apartamento todo pintadinho de azul!

[Avó] Só falta o seu quarto. É azul, né? Cê tem certeza?

É azul, vó. Por favor,

[Carol] Tá mais tristinha hoje, filha,

É só cansaço, mãe.

Chegou mais cedo ontem. Eu estava deitada mas ouvi.

[Angel] É que...

É que eu fiquei estudando até mais tarde, pra adiantar o trabalho em grupo do colégio.

Aí eu combinei de ir à noite na casa de uma amiga pra estudar.

O estudo é o mais importante mesmo. Mas filha, se você estiver cansada,

[Carol] Chama a amiguinha pra estudar aqui. [Angel] Nessa bagunça aqui?

[Angel] Nem pensar.

[Avó] Minha flor, já tá acabando.

[Avó] Aliás, por falar nisso, e sem querer abusar...

[Avó] Teve que vir mais um pintor, sabe...

[Avó] ...que é pras coisas irem mais rápido.

[Carol] Ah não, mãe... [Avó] ...e tá sem dinheiro pra pagar.

[Carol] Mãe! Mas não tinha nada que pintar a casa toda, mãe.

[Carol] Ah, mas a Arlete mal começou a trabalhar de modelo!

[Avó] Eu sei, meu amor, mas eu queria tanto ver minha casa ajeitadinha.

[Avó] Foi maluquice? Foi?

[Avó] Pois é, tem gente que dá tiro na parede, e tem gente que pinta [risadas]

[Carol] Ridícula! Ridícula, você!

[Avó] Desculpa! [risadas]

[Avó] Você acha que... vai entrar mais trabalho?

[Carol] Mãe!

[Carol] Mas que coisa! [Angel] Claro, vó.

[Angel] Eu vou ter muito trabalho, sim. [Avó] Que bom, que bom.

[Avó] Já vai?

[Angel] Tchau, mãe. [Avó] Tchau, tchau.

[Carol] Tchau, minha linda... [Avó] Linda...

[♪ Sentimental - Los Hermanos ♪]

♪ O quanto eu te falei ♪

♪ Que isso vai mudar ♪

♪ Motivo eu nunca dei ♪

♪ Você me avisar, me ensinar ♪

♪ Falar do que foi pra você ♪

♪ Não vai me livrar de viver ♪

♪ Quem é mais sentimental que eu? ♪

♪ Então fica bem Se eu sofro um pouco mais ♪

[Fábia boceja e tosse]

[Fábia] Há séculos que eu não acordava tão cedo.

[Anthony] Horário de encaixe, consegui por milagre.

[Fábia] Gastou milagre com bobagem, viu?

[Fábia] Oi!

[Fábia] O senhor tá com algum problema de saúde?

Não que eu saiba.

Eu me consulto só por precaução. Na minha idade, ir ao geriatra é o melhor remédio.

Eu vim só acompanhar o meu filho, Anthony Mariano.

Modelo internacional, o senhor já ouviu falar, né?

É...moda não é minha área, eu sou ligado aos números.

[Fábia] Ah...economista! Presidente de banco, talvez?

O senhor deve ter dinheiro pois esse médico aqui cobra uma fortuna.

[Oswaldo] O meu plano de saúde cobre.

Sabe, eu sou um homem sozinho, então paguei o melhor plano de saúde.

E eu sou professor de matemática, aposentado.

Aposentado, da universidade! Chegou a reitor?

[Anthony] Vem cá, vamos tomar uma água. [Fábia] Calma, meu filho.

[Fábia] Estava só conversando. [Anthony] Manhê...

[Anthony] Cê vai querer dar golpe do baú no consultório do geriatra?

[Fábia] Filho, é o melhor lugar pra dar o golpe do baú. A herança chega mais rápido.

[Anthony] Professor aposentado, Dona Fábia. Não ganha nem pra pagar teus uísques.

[Fábia] Tá certo. Às vezes eu sinto falta de companhia... masculina.

[Fábia ri] Eu não sou gostosa. [Anthony] Ô mãe!

[Anthony] Isso é coisa de uma mãe falar pro filho?

[Fábia] Confiscar uísque também não é coisa que um filho faça com uma mãe, viu?

[recepcionista] Dona Fábia, a senhora já pode entrar.

[Fábia] Ah, que bom. [Anthony] É aqui?

[Fábia] Espera, espera...

Anota o número do seu telefone aqui. Quem sabe algum dia a gente se encontra pra um drink?

[Fábia] Obrigada. [Oswaldo] É Oswaldo.

[Giovanna] Angel!

[Giovanna] Fechado o trabalho hoje à noite lá em casa?

[Angel] Tá tudo certo, sim. [Giovanna] Chega pra jantar.

[Giovanna] Minha mãe vai amar te conhecer.

[Eziel] A gente também tem que combinar, Nina.

[Nina] Pode ser lá em casa. [Eziel] Tem que ser na lanchonete do meu pai.

[Eziel] Dou uma força na chapa, tem que ser lá.

[Nina] Meu cabelo vai ficar todo gorduroso...

[sino de escola] [Pati] Bora subir?

[Pati] Aula especial de informática hoje.

[Giovanna] É esse aqui...

[♪ A Letter to Elise - The Cure ♪]

[Guilherme] Gata!

[Guilherme] Prefere que eu te chame de Angel? [Angel] O que cê quer?

[Guilherme] Olhei tuas fotos na Selfie... Pirei! Tá gata demais.

[Guilherme] Acho que a gente tem que trocar uma ideia. [Angel] Tô fora... Fui.

[Fábia] O que é isso, doutor?

[Fábia] Vai pedir tantos exames assim?

[doutor] A senhora não se consulta há tanto tempo!

[doutor] Precisa de uma bateria de exames.

[doutor] Vou começar pelo colesterol e vou até a transaminase.

[Anthony] Trans... que exame é esse, doutor?

[doutor] Do fígado, pra saber se tá bom. [Anthony] Talvez ela nem tenha mais fígado.

[Anthony] Ela bebe, doutor. [Fábia] Para com isso!

[Fábia] Não seja deselegante, eu não te criei assim.

Eu bebo socialmente, doutor. Eu sou uma dama!

[doutor] Eu compreendo. Vou pedir também um ultrassom.

[Fábia] Ah, não, não. Ultrassom não.

[Fábia] Doutor, pelo amor de Deus. É muito desagradável ficar horas apertada.

[Anthony] Mãe, isso é jeito de falar?

[Fábia] Que é isso? Mãe também é gente, ué.

Cê pensa que mãe é sagrada?

Mãe também faz xixi. Por falar nisso, onde é o toalete, doutor?

Diga depressa antes que aconteça uma tragédia aqui.

Uui....

[Everaldo] Cê nunca sai pra almoçar.

[Carol] Não, não. Eu sempre trago meu lanche.

Mas hoje eu queria te convidar.

Almoça comigo?

Ai, não sei, tô cheia de coisa aqui...

[Everaldo] Não... tem um intervalo grande até a próxima paciente, eu faço questão.

E não discuta. Ordem do chefe [ambos riem]

Não tem jeito [ri]

Ai... Deixa só eu terminar aqui... [Everaldo] Fica à vontade.

[Fanny] Isso tudo é exame de rotina?

[Fanny] Sua mãe vai bater o recorde do Guinness em tempo de laboratório.

[Anthony] Minha mãe, né, Fanny? Tem que fazer check-up completo.

[Fanny] Alguns velhos custam tão caro que seria mais barato mandar matar.

[telefone toca] [Anthony] Tá indo longe demais, ein?

[Fanny ri] Bobo! É brincadeira, cê fica me levando a sério.

[Anthony] Se fosse sério cê seria presa.

[Anthony] Alô.

[Anthony] Ah, ela tá sim. Só um instante.

[Anthony] É Alexandre Ticiano.

[Fanny] Assim, de repente?

[Anthony] Deve ser pra cobrar o contrato que cê não assinou. [Fanny] Empresário nunca liga pra dar notícia boa.

Alex?

Olá, que prazer!

Como é qu-...

Almoço?

[Fanny] Ah, não, tô indo, tô indo agora. Beijo, tchau!

Qual o motivo do almoço?

[Fanny] Não falou. Estranho, né?

[Fanny] Empresário com agenda apertada, que marca tudo com antecedência...

Quer que eu vá com você?

[Fanny] Te convidou não.

[Fanny] Ai, pena, né?

[Fanny] Eu estava querendo fazer um sexo rápido com você, já que cê não dormiu em casa essa noite...

[Anthony] Te pego mais tarde pra um sexo selvagem...

[Fanny] Hum.. Ai, ai Anthony, assim eu não vou nesse al-...

[Fanny] Ai, assim eu não vou nesse almoço.

[Fanny] Ai, eu tenho que ir pra esse almoço! Ui!

Chega cedo que hoje eu te destruo.

Ai, meu santinho...

Ó...

[Carol] Não sou gulosa, não, mas adoro um filé com fritas.

[Carol] E adoro comer batatinha com a mão, cê se importa?

[Everaldo ri] Não, de maneira nenhuma! Cê parece uma adolescente.

[Carol] Imagina, doutor. Minha filha tá com 16.

[Everaldo] Bonita como a mãe. E o doutor ficou no consultório.

[Everaldo] Everaldo, Carolina.

[Everaldo] Aposto que quando você sai com sua filha na rua, acham que são irmãs.

[Everaldo] Cê é nova. [Carol] Que é isso? Não sou tão nova assim, não.

[Carol] E ó: pra começar a trabalhar, então...

[Carol] Mas aí engravidei, casei...

[Carol] Meu Deus, como me arrependo. [Everaldo] De ter tido sua filha?

[Carol] Não, claro que não! Arletinha é tudo pra mim.

[Carol] Imagina, minha filha é a coisa mais importante da minha vida.

[Carol] A burrada foi parar de estudar, não me formar.

[Carol] Nunca trabalhei fora, não tive carreira...

[Everaldo] Mas tem tempo ainda, tá começando uma vida nova.

[Carol] Mas me sinto despreparada.

[Carol] Eu vejo minha filha, é tão diferente...

[Carol] Ela foi à luta, batalhar o sonho dela, sabe? Tá trabalhando...

[Carol] Tá ganhando até dinheiro!

[Everaldo] Cê tem muito orgulho da sua filha, né? [Carol] Muito, muito!

[Carol] Nossa, ela...

[Carol] ...tem princípios, sabe?

[Carol] Ela vai à luta, tá batalhando sozinha por ela...

[Carol] Claro, tá sentindo a falta do pai, mas vai superar.

[Everaldo] E você? Já superou?

[Everaldo] Não, não, desculpa...

[Everaldo] Não queria parecer invasivo... [Carol] Mas não foi, não foi...

É que, realmente, a separação foi um choque, né?

É... enfim...

Aconteceu tudo muito rápido. Descobri a traição e separei.

[Carol] Nunca imaginei que ele pudesse ser tão...

Tão sujo, tão baixo...

...me enganar daquele jeito, sabe?

É muito recente, cê ainda não superou.

[Carol] Será que a gente supera traição?

Será?

A gente esquece que aquela pessoa existiu?

[Everaldo] Eu espero que muito em breve você seja capaz de me responder à sua própria pergunta.

[Carol] Ai, meu Deus, eu nem bebi e já tô aqui falando feito uma doida, feito uma tonta! Desculpa.

[Carol] Eu não sei parar. [Everaldo ri] Não, não...

[Carol] Eu falei coisa que eu nem tinha pensado! [Ambos riem]

[Carol] Desculpa! Eu sou uma boba. [Everaldo] Não...

[Everaldo] De maneira nenhuma, ao contrário...

Eu fico muito lisonjeado de você ter se sentido à vontade pra desabafar.

Ah, que bom...

[Everaldo] Tanto que eu vou te fazer uma proposta...

...irrecusável.

Vou pedir a sobremesa. [Carol] Boa.

[Everaldo] Não vale dizer que tá de dieta!

[Carol] Não faço dieta. [Everaldo] O pudim de leite daqui é ótimo!

Adoro pudim de leite. Pudim de leite! [ambos riem]

Ai... [Carol ri]

[Fanny] A Angel rompeu com você?

[Alex] Tinha sonhos.

[Alex] Achou que a gente ia casar. Tive de falar que não.

[Fanny] Casar!? Imagina, que maluca. Que cê falou?

[Alex] Que eu não pretendo me casar com ninguém, muito menos com ela.

[Alex] Ela eu compro. [Fanny] Alex, meu amigo...

[Fanny] Cê foi aspero. [Alex] Fui sincero

[Fanny] Rude! Uma menina do interior, se apaixonou...

[Fanny] Que mulher não se apaixonaria por um homem como você?

[Fanny] Cê tinha que ter tratado com romantismo.

[Alex] Eu não podia dizer que me casava com ela, nem que eu quisesse. Ela tem 16 anos, Fanny.

[Alex] E eu falo o quê? No mínimo, que eu sou um tarado.

[Fanny] Pobre é tarado, rico é excêntrico. [Alex] Ofereci tudo pra ela.

[Alex] Ofereci dinheiro, ofereci um apartamento e ela não quis.

[Alex] Falou que a família jamais concordaria.

Tem razão, eu conheço. Conheço a mãe.

[irônica] A mãe é do tipo classe média que se orgulha dos preceitos morais e das mãos limpas.

A honestidade é tão cafona... [Alex] Não quero saber da mãe.

Quero a Angel. Eu gosto dela.

Demais, até.

[Fanny] Tudo bem...

[Fanny] Entendi.

[Fanny] Você vai ter sua Angel de volta.

[Alex] Como?

[Fanny] Vou te ajudar.

[Fanny] Mas você tem que ir com paciência.

[Fanny] Tem que se aproximar com cuidado, entendeu?

[Fanny] A Angel vai ceder. Ela gosta de você.

[Fanny] Vai ter uma festa hoje.

As modelos vão a uma casa noturna. Vai também.

[gagueja] F-festa? Não... Não gosto de festa.

Acabo bebedo demais...

[Fanny] A Angel vai. Vai!

[Fanny] Se aproxima dela...

[Fanny] Seja carinhoso, faz promessas...

[Fanny] Você é habilidoso, Alex.

Vai! E logo você vai estar voando com a tua Angel.

Eu garanto.

Me dá o endereço, aí.

[Fanny irritada] A burra da Angel rompeu com o Alex!

E ainda não assinei o contrato de exclusividade.

Eu falei da festa. [Visky] A festa vai ser bafônica!

Bafônica vai ser tua vida se a Angel não for.

Absoluta, ela eu não tenho certeza. Disse que tinha que estudar..

O Alex vai estar lá. A Angel tem que ir.

[Fanny] Tá me entendendo? Coloca a Angel nessa festa nem que seja amarrada!

[Fanny] Se vira, Libélula! [Visky] Sempre me viro pra lá e pra cá.

[Fanny] Não me interessa a sua vida íntima, tá?

Cumpre a ordem. Bota a Angel na festa, tá!?

[ao telefone] Angel, meu amor! Sabe qual é a boa de hoje?

Ah, eu tenho que estudar na casa de uma amiga. [Visky] Não! Cê vai a uma festa bafo!

[Visky] Uma balada VIPérrima. Te mando o local por SMS.

[Angel] Mas o trabalho vale nota, eu tenho que fazer.

[gritando] Se vira!!!

Borboletinha, hoje tem que sair do casulo.

Absoluta exige.

Tá bom, vou dar um jeito.

[ao telefone] Oi, Gi...

Então, sobre o trabalho do colégio...

É, eu sei... Mas será que dava pra...

Tá bom, eu janto aí...

[Carol] Isso tá mais pra verde... [Avó] Fica bom, não fica?

[Darlene] Eu amei meu quarto pintado de azul. Obrigada, Hilda!

[Avó] Não sei, acho que azul dá um bom astral.

[Avó e Carol] Olha, que linda! [Carol] Vai aonde vestida assim?

[Angel] Ué, fui convidada pra estudar na casa da minha amiga, não lembra que falei?

Aé, esqueci.

Vem cá... Essa roupa não tá muito...

[Darlene] ...over. É, demais. Parece que cê vai a uma festa.

[Angel] Não, eu fui convidada pra um jantar.

[Avó] Vai ter que sair arrumada, sim. É um sinal de consideração com os donos da casa.

[Carol] Ai, será? [Avó] É sim.

[Carol] Tá certo, mãe, tá certo. Vem cá...

[Carol] É melhor estar pra mais que pra menos. Tá certa a sua avó. Eu vou te levar, filha...

[Angel] Não, mãe... Não precisa. Pode descansar, tá?

Eu já chamei um táxi. Devo chegar muito tarde, porque o trabalho é bem grande, né, professora?

É, se você tá falando do trabalho que eu dei pra sua turma, é sim...

Eu sou... muito exigente.

[Angel] É, isso todos nós sabemos, né, professora?

[Darlene] Não se preocupa, você é muito criativa, Arlete.

[Angel] Tô indo porque o táxi já deve ter chegado. Tchau!

[Carol] Tchau, meu amor. Eu posso levar, ein...

[Avó] Darlene, eu tô achando tão estranho... [Darlene] Hilda, desculpa.

[Darlene] Carolina, vem comigo.

[Avó] Que foi, Darlene? Cê tá bem? [todas falam juntas]

[Darlene] Vem, não faz pergunta. Vem, vem. [Carol] Tá nervosa?

[Avó] Vai ver o que ela tem.

[Hilda] Ela não tá bem. [Carol] Ai, meu Deus do céu. Que gente doida...

[Carol] Cê tá seguindo a minha filha? Por quê?

[Darlene] Eu só quero confirmar onde ela vai.

[Carol] Ela é minha filha, Darlene.

[Carol] Cê tá desconfiada de quê?

[Darlene] Que ela mente. Pra você e pra todo mundo.

[♪ música instropectiva com batidas ritmadas ♪]

[Carol sussurra] Aí.

[Carol] Aí, tá vendo?

[Carol] Eu já trouxe a Arletinha nessa casa.

[Carol] Cê veio comigo.

[Carol] Arletinha foi convidada pra uma festa.

[Darlene] É a casa da Giovanna, mesmo...

[Carol] Aonde cê achou que minha filha estava indo?

Mas Darlene...

A Arlete se mata. Ela faz evento após evento...

...pra me ajudar. Ela estuda...

[Avó] E você, dentro da nossa casa, desconfiando da minha neta

[Avó] Você me ofende, por favor...

[Darlene] Me desculpem, por favor... Mas é que...

[Darlene] De repente tanto evento noturno, tanto dinheiro...

[Carol] Eu não sei como você pode pensar que a minha Arlete...

[Carol suspira indignada]

Nunca!

Minha filha tem princípios, tem caráter!

[Carol] Eu vou te falar uma coisa, Darlene...

Eu prefiro ver minha filha morta. Não..

Eu prefiro morrer do que ver minha filha fazendo programa.

[Carol] Eu te juro.

[Carol] Eu ia pra cadeia, mas eu matava o sedutor.

[Pia] Giovanna, eu não conhecia essa sua amiga.

[Angel] É que eu sou nova no colégio. Vim do interior.

[Bruno ri] E dá pra perrrceber um pouquinho.

[Angel] Mas ainda? Porque eu vivo fazendo aquele [vibra a língua]

...pra ver se eu falo o R certo.

[Giovanna] Relaxa, suave. Não precisa fazer a fina, não.

[Pia] Aliás, ela se serviu tão pouco. Cê come pouquinho assim? Deixa eu botar mais um pouco.

[Giovanna] Bota aí, mãe.

[Angel] Desculpa, eu não tô acostumada. Eu nem sei pra quê serve essa colher.

[Giovanna] Nem comer espaguete cê sabe? [Bruno] Giovanna!

[Pia] Giovanna, não é todo mundo que usa essa colher...

[Pia] Mas olha, se quiser aprender, é o seguinte:

[Pia] Ou você pode enrolar o espaguete assim, no prato...

[Pia] Ou você pode usar a colher pra enrolar na colher...

[Igor] Fica tranquila. Também não sei comer com colher.

[Giovanna ri] Claro, Igor. Você é um troglodita. Só sabe comer a minha...

[Pia] Giovanna! Se terminar a frase vai se dar mal.

Moralismo. Todo mundo sabe que você vive com ele.

[Angel] Ele é teu namorado? [Pia] É.

[Giovanna] Personal sexer. É trainer, mas foi promovido [risadas]

[Pia] Giovanna, por favor. A gente tá em um jantar, bonitinho, em família...

[Pia] Não me faz perder o controle? [Igor] Isso!

[Igor] Deixa que eu te faço perder o controle depois.

[risadas]

[Giovanna] Ferrou, Igor. Vai pra cama sem sobremesa hoje!

[Igor] Ah não, amor! Deixa eu comer sobremesa!?

[Bruno] Ô Angel, não liga, não. Aqui em casa é assim.

[Bruno] Jantar em família tem mais barulho que passeata.

[Giovanna] Cê tá na maior produça, ein? [Angel] É que eu tenho uma festa pra ir depois.

[Giovanna] Fechou, vou com você. [Angel] Não rola, é fechada.

[Angel] Sabe como é, né? Casa noturna, lista na porta...

[Angel] Eu só vou porque convidaram todas as modelos da agência.

[Giovanna] Tô sem poder aquisitivo pra subornar porteiro.

[Angel] Olha, eu estava pensando no nosso trabalho... [Giovanna] Achei maior resumo do livro na internet.

[Angel] Cê não leu Dom Casmurro? [Giovanna] Imagina, já sei tudo.

[Giovanna] O Bentinho era maior ciumento. Achava que a Capitu transou com o melhor amigo dele.

[Angel] Não, peraí... O Bentinho tinha dúvidas se ela tinha traído ou não.

[Giovanna] O filho deles é a cara do Escobar. [Angel] Pode ter sido só uma impressão dele.

[Giovanna] E se a gente escrevesse que o Bentinho era gay?

[Angel] Dom Casmurro gay?

Ele tinha ciúme do Escobar. Ficou passado quando a Capitu pegou o carinha antes.

Ah, vai! Ideia diferentassa!

Cê acha que a Darlene vai aceitar isso?

[Angel] Tenho uma ideia. [Giovanna] Manda.

[Angel] A gente podia pesquisar os looks, os cabelos das mulheres de época, aí montar a roupa da Capitu e das amigas dela.

Mandou bem.

[Giovanna] De moda cê saca, né? Claro, é modelo.

[Giovanna] Você arrasou nas fotos da Selfie. Como cê virou modelo?

[Angel] Eu já tinha contato com eles na internet. Aí, quando me mudei eu fui lá e conversei com o Visky,

[Angel] que é o booker da agência. [Giovanna] Visky... Cada nome! E aí?

[Angel] Aí tinha que fazer um book.

Fotos de mim mais produzida, sabe?

[Giovanna] Quando cê chegou estava monstra, né?

[Giovanna] E esse book? [Angel] Custa carão.

[Giovanna] Quanto? [Angel] Uns cinco paus.

Mas a dona da agência, a Fanny, me deixou pagar depois. Ela desconta do que eu ganho.

[Giovanna] Rola fácil pagar esse book depois? [Angel] Nunca. Eu fui a exceção.

Porque acho que a Fanny foi com a minha cara. E eu já tô dando lucro pra agência...

...muito.

Me leva na tua agência.

Quero ser modelo igual você.

[Angel] Cê tá doida, Gi? Cê não precisa.

[Angel] E vou te falar que esse negócio de ser modelo não é esse glamour todo que a galera pensa.

[Giovanna] Qual é? Tá escondendo o lance?

[Angel] É sério. O começo é barra.

[Angel] E também, ficar trabalhando em evento, de recepcionista, de salto,

[Angel] várias horas em pé, sorrindo até doer a bochecha... Não é legal... E cê é rica, não precisa disso.

[Giovanna] Eu quero mostrar pros meus pais que não preciso da grana deles.

[Giovanna] Quando cê me leva lá?

É que... outro dia fui lá e falei com eles... e a agência já tá cheia de modelo. Não estão mais aceitando...

[Giovanna] Cê não vai me aceitar? [Angel] Não...

Vou! Vou sim, mas...

Gi...

Tem que ser na hora certa, tá?

Agora vou indo, porque preciso chamar um táxi pra ir pra festa.

[♪ música animada com baixo e bateria ♪]

[♪ Golden Hours - Barbara Ohana ♪]

♪ Crushing me and your eyes again ♪ [Angel] Tchau, Gi!

♪ Angels breathe and decide our fate ♪

Cê pensa que eu sou burra?

Não quer me apresentar por medo da competição.

Faz bem.

Sou mais eu.

[Igor geme] Aaah....

Cê não colocou a camisinha?

Nem lembrei...

Estava tão bom...

[Pia] Cê não pode esquecer.

[Pia] Minha menstruação oscila demais.

[Pia] Eu não quero nenhum tipo de surpresa. [Igor] Vai dar tudo certo.

[Pia] Cê ouviu? [Igor] Aham. Relaxa.

[Igor] Adoro você.

[Igor] Adoro você, sabia?

[Igor] Adoro seu corpo. Adoro seu cheiro.

[pessoas conversando, voz do Visky, música]

[modelo] Aí, Visky. Chegou a bonitinha. [Visky] Angel! Só faltava você.

[pessoas conversando] [Visky] Estão todos comigo.

[♪ música eletrônica ♪]

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

[♪ música eletrônica ♪]

[Stephanie] E aí? Vamos causar? [Mayra] Sempre!

[♪ música eletrônica sedutora ♪]

[Visky] O que você tem aí pra animar uma bicha burra?

[bartender] Desculpa, não ouvi. O que cê quer?

[Visky] Sou o Visky... [bartender] Ah, uísque! Cowboy?

[Visky] Se tiver um metro e noventa...

♪♪♪

[♪ música eletrônica com sons distorcidos ♪]

[♪ música alta na distância ♪]

[Sam] Bora!

[♪ pessoas conversando animadamente ♪]

[Angel] Ei, Lyris. Vem comigo.

[Visky] Samzinho!

[Visky] Hoje tá pesado.

[Visky] Preciso de um up! [Sam] Cê quer derreter ou quer fritar?

[Visky] Quero derreter, fritar, assar muito!

[Sam] Tá batizado. É tomar e já era.

[Visky] Hm... Ui ui ui ui!

[Larissa] Espera que eu já volto...

[Larissa ri] [Sam] Qual foi, cê quer mais?

[Larissa] Não! [Sam] Ultrapassou a cota.

[Larissa] Não, o cara quer me levar pra um lugar. [Sam] Ué, vai. Tá esperando o quê?

[Larissa] Ele quer casal, Sam. Tiozinho tem muita grana.

[Larissa] Ele quer assistir. Topa eu e você.

[Sam] Tem grana?...

[Sam] Tô dentrooo! [Larissa grita] Topa todas!

[Sam] Nós somos iguais, Larissa. [Larissa séria] Negócio!

♪♪♪

[homem] Fica comigo essa noite?

[modelo] Até amanhecer.

[♪ música soul ♪]

[Larissa] Já fez?

[Sam] Com voyeur, não.

[Larissa] Vamos começar antes que o tiozinho queira ir embora.

[Sam] Bora no teatro.

♪ We are gonna rule the world ♪ ♪ Don't you know, don't you know ♪

♪ We are gonna rule the world ♪ ♪ Don't you know, don't you know ♪

♪ We're gonna put it together ♪ ♪ (Want to put it together) ♪

♪ We're gonna put it together ♪ ♪ (Want to put it together) ♪

♪ We are gonna rule the world ♪ ♪ Don't you know, don't you know ♪

♪ We are gonna rule the world ♪ ♪ Don't you know, don't you know ♪

♪ We're gonna put it together ♪ ♪ (Want to put it together) ♪

♪ We're gonna put it together ♪ ♪ (Want to put it together) ♪

[♪ música dramática ♪]

[♪ bateria animada e guitarra ♪]

[Daniel] Uhul! Tá linda!

♪♪♪

[♪ Artificial Nocturne - Metric ♪]

♪ I'm just as fucked up as they say ♪

♪ I can't fake the daytime ♪

♪ Found an entrance to escape into the dark ♪

♪ Got false lights for the sun ♪

♪ It's an artificial nocturne ♪

♪ It's an outsider's escape for a broken heart ♪

♪ I'm just as fucked up as they say ♪

♪ I can't fake the daytime ♪

♪ Found an entrance to escape into the dark ♪

♪ Got false lights for the sun ♪

♪ It's an artificial nocturne ♪

♪ It's an outsider's escape for a broken heart ♪

♪ ♪ ♪

[Visky] Campo minado, bonitão. Sai antes de explodir!

[Alex] Deixa eu falar com você. [Angel] Me solta, me solta!

[Alex] Deixa eu falar... [Angel] Eu já falei tudo que eu tinha que falar pra você.

[Angel] Cê tá bêbado...

[Angel] Eu tô acompanhada, cê não tá vendo?

[Lyris] Tá ficando pesado... O Edgar tá em casa. Fui.

[♪ música animada com batida eletrônica ♪]

♪♪♪

[risadas exageradas de Visky ecoam]

[grito]

[Visky grita] Vamos voar na pista, Leozinho!

[Visky ri histericamente]

[Alex] Vem comigo, eu te dou uma carona. Cê não vai conseguir táxi.

[Lyris] Não, é que eu... [Alex] Pode vir.

[Alex] Te levo com direito a segurança e tudo.

[Edgard] Pode ficar com o troco, amigo.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

[Visky ao telefone] A Lyris sumiu. O Edgard tá aqui, desesperado. Cê sabe de alguma coisa?

Nada. Mas eu tô indo aí.

[Edgard] Vou ligar pra polícia. [Anthony] Não, que polícia...

[Anthony] Primeiro vamos ligar pra todo mundo que vocês lembram que estava nessa festa.

[Angel] Nenhuma notícia dela ainda? [Fanny] Não. Nada ainda, e não dá pra entender, porque...

[Fanny] A Lyris é a mais certinha de todas...

[Fanny] A não ser que ela...

[Edgar] Lyris!

[Edgard] Amor, o que aconteceu?

O Alex me estuprou.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

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