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H� quinhentos anos,
pouco depois que o cristianismo estabeleceu-se
como a religi�o oficial do imp�rio romano,
o imp�rio se dividiu em dois,
com duas capitais rivais,
uma era Constantinopla e a outra Roma,
e se enfraqueceu com a divis�o.
Hist�rias de sua fraqueza chegaram aos b�rbaros que vagavam pela Europa.
Ent�o subitamente apareceram, como uma praga vinda do norte,
uma ra�a feroz descendente dos mong�is,
os Hunos!
Come�aram por conquistar as outras tribos b�rbaras,
espalhando terror e sangue sob o signo pag�o
e unindo todos em uma horda cruel,
conduzidas pelo mais impiedoso conquistador de todos os tempos,
�tila, o Huno!
Capturamos esse e outros seis perto do acampamento.
Esse se defendeu t�o bem que n�o quisemos mat�-lo.
� romano, n�o?
Meu nome � Marciano.
E sou centuri�o da Guarda do Imperador de Roma.
Centuri�o da Guarda...
Levava uma mensagem oficial ao imperador Teod�sio,
de Constantinopla.
Kubra.
Diga pai.
Solte o romano.
Quer que o solte?
Fa�a o que estou mandando!
Que mensagem levava?
- Para preveni-lo. - Preveni-lo?
Contra mim?
Contra voc�.
Este romano � corajoso, n�o teme em falar a verdade.
Traga-me fogo.
Segure-o.
Vou tirar essa flecha.
Sabemos de seus planos contra o Imp�rio.
Nunca conquistar� Roma!
Tuas hordas ser�o aniquiladas!
Porque um romano... vale por vinte b�rbaros!
Qualquer soldado de Roma vale dez das hordas de �tila!
Est� morto?
S� perdeu os sentidos.
Eu gosto desse romano. � bravo.
Aqui est� a flecha que o derrubou.
Desde quando meu pai sente tanto afeto pelos romanos?
N�o tenho afeto por ele,
por�m necessito dele.
Quero aprender mais da forma como os romanos combatem.
Quando estiver curado de suas feridas...
esse centuri�o da Guarda Imperial ser� o seu instrutor.
Ordenei que n�o quero prisioneiros!
� um rei entre seu povo. Esta � sua fam�lia.
Ajoelhe-se ante o seu senhor e meu senhor!
Como se chama?
�ldico!
�ldico.
Desamarre-a.
E junte-a �s minhas mulheres.
Tenha piedade!
Mate os outros!
Por que eles t�m que morrer?
N�o entendo esses crist�os.
Um inimigo vivo continua sendo inimigo.
A n�o ser que seja uma mulher.
Se me agradar, talvez seja a minha esposa favorita.
Meu pai pretende ter tantos filhos quanto cavalos.
Possui mais esposas que outro rei.
Costume estranho, o dos romanos.
S� possuem uma esposa...
Uma boa esposa pode ser tudo para um homem.
Pode ter mais que 400, e n�o poder� achar uma boa esposa dentre elas.
Como pode escolher a melhor, se n�o tem muitas para comparar?
Bebamos juntos, meu romano, por minhas vit�rias.
Beberia por suas vit�rias, mas n�o por tuas matan�as!
Como soldado, posso matar...
mas me repugna matar sem uma causa justa!
Eu tenho um motivo.
Quanto mais temido eu sou, mais f�ceis s�o minhas conquistas,
assim seu poderoso Imp�rio Romano foi constru�do.
Conquistaram pequenas na��es
e submeteram-nas � sua grandeza.
Foi s� o que aprendi quando Roma fez de mim um prisioneiro.
Fizeram-me for�ar meu pai a aceitar todas as suas imposi��es.
Eu era um garoto.
E ent�o pensei em crescer, conquistar e comandar.
Mas ainda temos muito que aprender com Roma.
H�, por exemplo, a arte da guerra, e quero que voc� nos instrua nisso.
Eu... Eu sou s� um centuri�o, e pouco poderei ensinar a �tila.
- A disciplina militar... - Um simples centuri�o?
Por�m da Guarda Imperial e mensageiro de confian�a.
Acredito que saiba muito.
Come�aremos amanh�.
Inspecionando os cavalos?
N�o creio que voc� goste tanto.
Teu pai se interessa por nossas armas e eu pelos seus cavalos.
Oh, sabe distinguir um cavalo de um boi?
Um boi � t�o cego como a maioria das mulheres.
Veja, esse... � bom esse cavalo?
� o melhor! E o mais r�pido!
Esse � do meu pai.
S� saberia disso se visse o grande �tila sobre seu lombo.
� da Capad�cia, n�o h� outro melhor.
Prata, arreio em ouro puro.
N�o h� em vossos cavalos um t�o bom.
Nenhum romano tem um cavalo t�o bom.
Nem poderia mont�-lo.
Que pena.
Prendam o romano!
Detenham o romano!
Meu cavalo!
Quem deixou que roubassem o meu cavalo?
Como aconteceu?
Com palavras trai�oeiras... e suaves.
Se n�o fosse minha filha, te cortava a cabe�a!
Disse-me que n�o entendia de cavalos.
Vou demorar em encontrar outro como esse.
CONSTANTINOPLA
- Onde fica o pal�cio do Imperador? - Naquela colina!
Obrigado!
Trago uma mensagem para o Imperador!
Levem-me ao general Paulino, ele me receber�.
Por que veio me ver primeiro?
Valentino me encarregou de saud�-lo como um de seus filhos.
O Imperador me honra!
Ele me disse que poder�amos falar de soldado para soldado.
Pode falar.
O Imperador confia na sua lealdade para com Roma,
e pede a tua ajuda.
Nada poderia me dar maior prazer!
Est� preocupado, porque informaram que o Imperador...
que o Imperador Teod�sio, pretende romper com Roma.
Teod�sio pretende governar esse imp�rio oriental com a mais absoluta independ�ncia.
Firmando tratados secretos com um grande n�mero de tribos b�rbaras, comprando sua amizade.
Trata de reunir aliados, para o momento de romper com Roma.
Se Valentino, tivesse enviado uma legi�o, ao
inv�s de um centuri�o, impediria que isso ocorresse.
Sua Majestade Imperial lhe conceder� audi�ncia, dentro de 1 hora.
Obrigado!
Venha comigo!
Vamos achar uma indument�ria mais adequada para um enviado de Roma.
Esqueci-me de uma coisa.
Valentino est� desgostoso com a Princesa Pulch�ria.
Ser� que tamb�m, quer romper com ele
Quem contou a ele?
Seus temores prov�m dos rumores em Roma.
N�o prestem aten��o a esses boatos.
Querem difamar a princesa?
Deve ser algum idiota que n�o sabe o que diz.
Sem pretens�o! A princesa Pulch�ria, n�o � uma mulher vulgar!
Sua Alteza Imperial, a princesa Pulch�ria!
Voc� me mandou chamar?
Voc� mandou chamar minha irm�?
Para que?
Para o banquete, Majestade!
Oh, sim!
Por raz�es de estado...
convidei alguns Reis b�rbaros para virem a um banquete que vou dar...
Chrysaphius! Majestade!
Foi convidado, esse...huno do norte?
Refere-se a �tila? Sim, �tila!
N�o, e tenho certeza que nunca veio nessa corte.
Esse � o selvagem mais sanguin�rio que se conhece, n�o �?
Procure convid�-lo tamb�m ao banquete!
E minha imperial irm� assistir� a isto,
e quero ver voc� corresponder, como a verdadeira irm� de um Imperador!
N�o, n�o o farei!
Eu te ordeno Pulch�ria!
Outras vezes, quando voc� se divertia, ordenava-me a ficar em meus aposentos!
Desta vez, voc� estar� presente!
Mas... E sem discuss�o!
Augusta Majestade! O emiss�rio de Roma!
Apresento-lhe, Marciano! Centuri�o da Guarda Imperial!
Trago-lhe sauda��es do Imperador
Valentino e do Bispo de Roma, o Papa Le�o!
E trouxe tamb�m uma mensagem?
Eu pressinto que esse emiss�rio, � um pouco suspeito,
por ter perdido a escolta e a mensagem.
N�o trazia nenhuma mensagem escrita. Foi me confiada oralmente.
O Imperador Valentino, deplora essa alian�a secreta
que Sua Majestade est� fazendo com algumas tribos b�rbaras.
No passado s� se referia a vigil�ncia de nossas fronteiras.
E a demais, est�o divididas!
Se houve, s�o s� alguns poucos.
Mas entre eles surgiu um l�der terr�vel, �tila!
Em Roma, se sabe que vai levar suas hordas contra a cidade!
Sim, j� ouvi dizer que Roma teme esse selvagem.
Se Roma cair, Majestade! Vai ser dif�cil
seu imp�rio n�o ser atacado tamb�m.
Aqui n�o � Roma!
N�s n�o somos fracos!
Governarei aqui, sem que Valentino fique me dando conselhos,
e defenderei nossas fronteiras como me parecer melhor!
Cada qual, cuida de si mesmo,
e Deus de todos!
A audi�ncia est� terminada.
Le�ncio Agripa, Majestade!
Diga ao General Paulino que mande esse emiss�rio ao meu jardim.
Preciso falar com ele.
Senhora!
Assisti a sua audi�ncia.
Foi muito ousado em falar com o Imperador como falou.
Tive que cham�-lo porque preciso saber not�cias de Roma.
Quais as fofocas? O que as mulheres est�o vestindo?
Senhora, eu tenho pouco contato com as classes altas.
N�o tenho sangue nobre.
Meu pai n�o era mais que um modesto sapateiro.
E agora � Centuri�o da Guarda Imperial!
Quando era um garoto, tinha ilus�es em ser soldado de Roma,
ent�o me alistei na 5� Legi�o de Il�dia.
Logo, ao chegar a porta-estandarte, fui escolhido para a Guarda.
S� o mais valente pode carregar o estandarte.
Agora compreendo porque Valentino escolheu voc� para ser seu emiss�rio.
Como eu gosto de Roma...
Daria qualquer coisa para ver a Corte de novo.
Por que n�o vai at� l�? � longe por terra, mas perto por mar.
Pensa que sou livre para ir aonde quiser?
N�o posso nem sair do pal�cio!
Venha!
Est� mais fresco, perto da �gua.
Senhora, de Roma s� trago not�cias de
car�ter militar e nenhuma fofoca.
Creio ser conveniente me apresentar
ao General Paulino, para receber ordens.
Mas n�o pode falar um pouco comigo?
Temo perder a no��o do tempo, contemplando a sua soberana beleza!
Quando se apresentar ao General Paulino, lhe entregue isto.
Vais comandar a Guarda da Princesa Pulch�ria.
Eu, Capit�o de sua Guarda?
Voc� a atraiu com sua coragem.
Seria uma miss�o agrad�vel, mas eu devo servir a Roma!
E esse � um modo de servi-la!
Pulch�ria � prisioneira de seu irm�o.
Antes, governavam ambos, mas depois ele assumiu todo o poder.
Teod�sio sabe que Pulch�ria defende um Imp�rio unido.
Se voc� resistir, quando ele for romper com Roma,
a vida dela correr� perigo.
Como Capit�o de sua Guarda, dever� controlar cem homens leais.
E guardar o pal�cio.
Tem que estar certo de que ela n�o ser� morta.
Estar� sob suas ordens a todo o momento.
Dever� escolt�-la em todos os atos oficiais.
O primeiro deles ser� o banquete, que Teod�sio dar�.
A Princesa Pulch�ria!
Chamberlain!
Quem s�o os reis b�rbaros?
Senhora, esse � o Rei dos Catares, Gundahar.
Esse outro � Sangiban, envenenou seu pai e se proclamou rei.
E ali est�o os Basquetes, um povo de agitadores e ladr�es. Seu rei � Tula.
Soldados!
Em nome do Imperador, detenham-nos!
Se n�o � o Rei Teod�sio dando um banquete?
Por acaso n�o somos amigos tamb�m?
Como esses outros?
Quem � esse b�rbaro?
Apresente-se!
Apresentar-me?
Apresentar-me?!
Esses s�o meus vassalos e obedecem as minhas ordens!
Gundahar!
Tula!
Olt!
Sangiban!
Mirrai!
Seyte!
Chilote!
Que eu me apresente!
Sou �tila.
�tila?
Da minha parte, nunca tive a inten��o de ofender o nobre �tila.
Sente-se entre n�s.
Lucius Maximus.
Dai um lugar em tua mesa!
Sente-se conosco, e seja bem-vindo.
Deem lugar para minha filha.
Que o Capit�o Marciano se sente aqui, ao meu lado.
Que se sente entre os hunos, j� � mais que suficiente.
M�sica!
M�sicos!
Chrysaphius!
Que divers�es preparou para nossos h�spedes?
Augusta Majestade, tenho uma surpresa.
O poderoso Herculano desafiar� esses b�rbaros para um combate...
e como n�o h� quem possa venc�-lo... - Excelente, excelente!
... n�o se esquecer�o da li��o. - Chamberlain!
Chame Herculano!
Onde est� o cavalo de meu pai?
Bem cuidado, e alimentado.
Com o pelo lustroso. Eu o devolverei de manh�.
Estranhos estragam os cavalos.
Pode ficar com ele.
Agora tenho outro melhor.
Romanos e amigos,
O mais forte dos guerreiros do Imp�rio do Oriente
desafia todos a um combate.
Herculano!
H� entre voc�s algu�m que se atreva a lutar contra o nosso gladiador?
Entre voc�s deve haver algu�m que aceite o desafio.
O que me diz, Mirrai dos Sevares?
Ou voc�, Sangiban?
Eles t�m medo Majestade!
N�o h� nenhum homem que aceite, entre os hunos?
Nosso pr�mio, ao invenc�vel Herculano!
O Rei dos Hunos desafia o invenc�vel Herculano.
Mate-o!
Entrego-lhe a vida dele!
N�o preciso da vida dele.
S� queria lhe mostrar como lutam os hunos.
Fa�a como quiser.
Viva o grande �tila! Viva!
Est�o impressionados pela vit�ria de �tila!
Guardas!
Calma! Calma!
Eu ordeno, sem lutas!
Trompetes!
Vamos dar-lhes presentes, Majestade.
Encontrar�o ta�as de prata, pedras preciosas, ouro e
pura seda e peles indianas na outra c�mara.
Vamos!
Esperem!
Para que n�s necessitamos de tudo isso?
N�o somos mulheres que se compram com alguns favores.
Preferimos outro presente.
Diga qual!
Queremos conhecer as armas dos romanos e sua estrat�gia. Algo que nos ensine.
Concedo-te o que desejas.
O romano que escolhi � esse aqui.
Est� �s tuas ordens.
Majestade!
Majestade, tenho outros deveres!
Por que ensinar a quem um dia ser� nosso inimigo?
O Imperador n�o necessita receber conselhos de um centuri�o!
O centuri�o nos ensinar� a empunhar as armas dos romanos.
Primeiro, ser� a espada curta e depois, a espada e o escudo.
Quem ser� o primeiro?
Isto � s� para homens!
As mulheres dos hunos lutam tamb�m.
Fique em guarda como eu.
Ataque-me.
De novo, no estilo romano.
Ataque com a ponta.
Assim!
Em guarda, outra vez.
Ataque!
Esse desvio da espada, deixa descoberto o peito do advers�rio.
Repita.
Esse golpe por dentro
deixa o advers�rio descoberto
nas esp�duas.
N�o, n�o, No estilo romano.
Em guarda, e depois ataque.
Eu gosto desse romano.
Solte-me!
Com sua permiss�o.
Ponha-me no ch�o!
A filha de �tila, deve aprender coisas mais apropriadas para ela!
Ponha-me no ch�o!
Deem um banho nessa jovem!
N�o!
Senhora!
Recebi sua mensagem.
Estava muito ansiosa para falar com voc�.
Por favor, sente-se.
E por que me chamou?
Quero que me devolva Marciano, o Capit�o da minha Guarda.
Deram-no sem o meu consentimento.
Eu preciso do seu Capit�o.
Bastaria isso, para poder t�-lo de volta?
Estou disposto a falar de neg�cios.
D�-me outras raz�es, para que eu o devolva.
O que ele pode ensinar a voc�?
Nossos soldados lutam a p�,
e os teus, lutam a cavalo e com armas diferentes!
N�o h� nada que possa aprender conosco, exceto nossas fraquezas.
� isso o que procura?
Eu sei que o seu sonho � retornar a Roma como conquistador!
Mas esse sonho n�o se realizar�. Roma � muito grande e muito forte!
Em troca, poderia ser o rei de todos os povos b�rbaros,
e governar a terra, desde a Espanha at� a P�rsia.
E o pre�o?
Um acordo secreto com Valentino, contra Teod�sio?
Contra qualquer inimigo de Roma!
Princesa, voc� est� exigindo muito de n�s.
Primeiro queria salvar um Capit�o e agora, um Imp�rio.
Diga-me, como poderia persuadi-lo?
Voc� � um selvagem!
Com as batalhas!
Ocorre o mesmo com as mulheres, princesa.
Valem mais, quanto mais gostam de falar.
Voc� queria saber como beija os que considera selvagens
E eu, queria saber como beijam as princesas, assim...
n�s dois estamos satisfeitos em nossa curiosidade.
Quando voc� olhar para a sua m�o, e ver esse espa�o vazio,
lembre-se, esse anel...
� o pre�o que pagou pelo beijo de um b�rbaro.
A quest�o � a seguinte,
eu firmei um tratado com todos os reis b�rbaros
para guardar as fronteiras do meu Imp�rio.
Mas creio que agora seria melhor firmar
um pacto de amizade m�tua entre voc� e eu.
Eu vim a Constantinopla com esse mesmo prop�sito.
Em nossos tratados, ficou estipulado uma
pens�o de cem libras de ouro para cada rei.
O que diria, se para voc�, eu lhe desse cinco mil?
Para proteger vossas fronteiras?
Por algo mais.
Pela absoluta seguran�a de que voc� e os demais
reis b�rbaros jamais se voltem contra esse Imp�rio.
Sei que obedecem voc�.
Fa�a as conquistas que quiser,
mas voc� n�o vai me atacar,
nem eu a voc�.
Combinado.
Leve o ouro aos meus carros pela manh�.
D�-me a sua palavra?
E o que s�o as palavras?
Um breve e ligeiro ru�do que morrem para sempre.
Teu ouro ser� a melhor garantia.
Majestade...
Eu esperei para lhe falar a s�s.
Um assunto que interessa aos dois.
Amanh�, voc� e os hunos ir�o embora.
Volte para o Dan�bio, ou empreender�s o caminho para a It�lia.
Os hunos v�o aonde sopra o vento, agora aqui, depois ali.
E a dire��o do vento � um assunto que n�o interessa a um romano.
N�o vai contra Roma!
Disse que penso em faz�-lo? Disse voc�, n�o eu.
Temo que pense em conquistar Roma,
e depois se voltar contra Constantinopla.
Como pode conhecer as minhas inten��es?
N�o posso, � verdade.
Mas escute,
n�o deixe que o teu �dio por Roma te cegue.
Como disse, Roma conquistou e dominou a terra.
Mas se ela soube ser conquistada,
n�o foi pela espada, mas pelo s�mbolo dos crist�os, a cruz.
Ent�o Roma nunca ser� derrotada.
Por que?
Porque o homem n�o pode vencer Deus.
Essa � uma coisa que outros deveriam ouvir, exceto eu.
� muito bonita!
Diga-me quem �, sua deusa da paz?
� Maria, m�e de nosso Deus e Salvador.
Que estranho,
desde que nasci, s� conheci a vida dos hunos.
Um mundo cheio de lutas e intrigas, de vit�rias sangrentas.
Mas aqui, dentro deste templo,
sinto que descobri algo novo.
Um mundo de paz.
Eu gostaria de poder ficar em Constantinopla,
para poder ir ao seu templo novamente.
Talvez algum dia, possa!.
Meu pai nunca consentir� que eu saia de seu lado.
Se houvesse ao menos um motivo justo...
... ou se voc� pudesse vir conosco.
Um soldado n�o � dono de sua vida.
Vai comandar a Guarda da Princesa novamente?
Eu n�o posso questionar minhas ordens.
Claro que n�o.
Ela � muito bonita.
Vamos, Kubra!
Estamos prontos.
O que foi?
Eu n�o vou!
N�o � prudente que fique aqui.
Pegue seu cavalo, cavalgar�s ao meu lado!
N�o quero cavalgar com voc�!
Foi voc� que mudou a minha filha,
transtornando seu cora��o e sua cabe�a?
Tenho observado que ela fala cada vez mais como os crist�os.
Ent�o deixe-a entre os crist�os.
A filha de �tila?
A filha de �tila n�o compartilha
o desejo de matar e destruir de seu pai!
Sempre se atreve a dizer o que pensa.
Em outro homem, essas palavras teriam custado sua vida.
Monte seu cavalo.
Obede�a-me!
Talvez ainda nos vejamos algum dia.
Que n�o seja no campo de batalha.
Convoquei todos os reis e chefes em segredo.
Ir�o levar tamb�m em segredo uma mensagem em seus cora��es.
Escutem-me todos.
J� chegou a hora em que vamos deixar de ser vassalos de Roma.
Roma n�o � mais um grande Imp�rio. Est� dividido em dois.
De maneira que a sua for�a est� dividida pela metade.
Ainda assim, seu ex�rcito � muito poderoso.
Ele tem raz�o, �tila.
N�o t�o poderoso como o nosso.
Se nos unirmos todos...
... podemos conseguir a maior rebeli�o que o mundo j� conheceu,
podemos aniquilar o poder de Roma,
se atacarmos os dois imp�rios de uma vez.
Se atacarmos um, o outro correr� em sua ajuda!
N�o!
Fiz um pacto com o imperador Teod�sio.
Se atacarmos Roma, ele olhar� para o outro lado!
Se n�s o encontr�ssemos em campo, poder�amos destru�-lo.
E sabem que os romanos lutam a p�.
Portanto s�o lentos.
Em troca, teremos um ex�rcito r�pido como o rel�mpago que lutar� a cavalo!
Formaremos v�rias legi�es de cavalaria que o mundo nunca viu antes,
correremos velozes como o vento matando, incendiando e destruindo.
E se perdermos?
N�o podemos perder, h� sinais e press�gios.
Diga a eles!
Est� escrito que quando Roma foi fundada,
aos doze povos que se apossaram de suas colinas, foi dito que,
por doze s�culos, Roma floresceria e depois seria reduzida a p�.
Em que tempo ocorrer�?
Quando as hordas b�rbaras marcharem contra Roma.
- Voc� ouviu? - Meu senhor, �tila.
N�o s�o doze.
S�o sete, os povos que se estabeleceram nas sete colinas de Roma,
e depois fundaram a cidade.
O que dizes?
Sete s�culos de gl�ria para o imp�rio,
e sete para a sua queda.
O tempo est� distante ainda.
O tempo chegou.
- E � agora! - Sim!
Eu ouvi falar da profecia dos doze s�culos!
E a lenda da funda��o � antiga, tem algo sobre os b�rbaros.
E eles v�o se ajudar e compartilhar as riquezas de Roma!
N�o h� pr�mio maior!
Os Hititas cavalgar�o com �tila!
- E os Sevares! - E os Basquetes!
Gundahar, rei dos Catares,
e Chilote dos T�cios, n�o se comprometeram.
Roma est� dividida em dois imp�rios como disse,
por�m eles t�m s� um Deus,
lutar�o como um s�. - Os dois imp�rios s�o crist�os!
Eles acreditam que seu Deus os far� vencedores...
Esse Deus crist�o n�o � um Deus guerreiro,
� um Deus fraco, pratica a piedade.
S� h� um deus que pode conduzir-nos � vit�ria, e este � o seu s�mbolo!
Isso � um mau press�gio.
� um aviso!
Fihaus!
Morto.
Foi derrubado pelo fogo divino.
�tila ofendeu o Deus dos crist�os!
Imbecis!
Se isso fosse verdade, eu teria sido fulminado!
Os deuses o mataram por ter nos dado a maior profecia de todas!
Levaram-lhe a l�ngua para n�o dizer nem mais uma palavra!
Interpretas esse aviso, como eu?
Sim, como voc�!
De acordo.
Sabem o meu prop�sito. Escutaram a profecia, e viram um press�gio!
Agora, voltem aos seus povos, quando chegar o momento, ser�o chamados!
Preparem-nos!
Porque antes da hora do ataque, nos
reuniremos todos para saber dos planos.
Um ex�rcito t�o poderoso, que o som dos
cascos de nossos cavalos tremer� o mundo!
Busc�vamos alguma ca�a, e conseguimos ca�ar esses dois animais nos campos.
Somos peregrinos... vindos da Esc�cia...
Nossa jornada � para cumprir um voto,
visitando o lugar onde nasceu nosso Salvador.
N�o t�m mais do que isso, mas � de ouro.
Idiotas!
Esses s�o homens santos. Eu os adverti para n�o agredir crist�os.
N�o quero a f�ria do seu Deus!
Levem esses cachorros, empale-os!
Coloque-os no alto!
- Isso vai acalmar o seu Deus - Se quer acalm�-Lo, perdoa-os.
Nunca entenderei voc�s, crist�os.
Esperem!
Deixe que vivam.
Peguem o s�mbolo de sua f�.
Quando chegarem ao seu destino, digam que �tila serviu ao seu Deus,
e digam que n�o agi contra sua autoridade,
nem contra seus servos.
Deem comida, cavalos e deixe-os ir em paz.
Pai, � bom que tenha medo do Deus dos crist�os.
Eu n�o temo nada. S� vou escolh�-Lo como aliado.
Mas o Deus dos crist�os, n�o � um Deus guerreiro.
Quer seja, quer n�o,
eu vi que seu raio � muito poderoso
para t�-lo como inimigo.
Em marcha!
Tenho falado com mercadores que chegaram do norte.
Com viajantes peregrinos que se dirigem � terra santa,
e todos dizem a mesma coisa.
Viajantes e peregrinos.
�tila requisitou todas as balsas e barcos dos pescadores, para
transportar seus homens, cavalos e carros ao outro lado do rio.
E o tempo est� ficando curto. - Voc� diz, para n�s?
Marcham sobre Roma Majestade, com um
ex�rcito t�o numeroso, que destruir� a cidade!
H� muito tempo que �tila pensa em atacar Roma.
Por que voc� est� falando isso?
Estou certo de que se Roma cair,
os b�rbaros logo invadir�o o seu imp�rio!
N�s fizemos um tratado!
E quem garante que os b�rbaros cumprir�o
o tratado depois de conquistar Roma?
Sil�ncio!
A sua insol�ncia � fora de prop�sito.
N�o quero ouvi-lo mais!
Ent�o pe�o licen�a para ir prevenir o Imperador Valentino!
Agora quer ir at� Roma.
N�o sei de quais supostos perigos ir� prevenir seu Imperador.
Permanecer� no pal�cio, at� que eu decida cham�-lo de novo!
Agora, temo por sua vida.
Eu tamb�m temo.
Por�m, com ou sem permiss�o, vou at� Roma.
Pois n�o perda mais tempo, vou lhe dar cavalos e homens.
Eu agrade�o, mas n�o quero compromet�-lo.
- Adeus, Paulino. - Que Deus te acompanhe.
Myra!
N�o comeu nada, Senhora.
Leve daqui.
Marciano!
Senhora!
Eu falei com o Imperador.
Ele n�o quis escutar meus conselhos.
E agora, sem d�vida, voc� partir� para Roma.
Ele me ordenou que ficasse no pal�cio.
Mas eu vou embora, somente vim at� aqui dizer-lhe adeus.
V� ent�o, e cuide-se bem.
Se te prenderem, voc� ir� perder a cabe�a.
Senhora, eu j� a perdi.
Senhora, senhora!
Como se atreves a entrar aqui?
O Capit�o est� preso!
Por ordem de quem?
Do Imperador, Alteza.
Prenda-o!
Todos os reis e pr�ncipes do norte s�o vassalos de �tila!
�ldico, vinho!
Ou entregaram a espada, ou foram massacrados por ela!
Temos percorrido os mares do norte, e a leste dos grandes p�ntanos.
Milhares de guerreiros se unir�o a voc� com certeza!
Marcharemos sobre Roma!
Kubra, chame o persa!
Nossa vit�ria � certa!
N�o quero nenhum resgate para mim.
N�o quero riquezas e nem cidades.
S� quero governar a Terra,
O imp�rio romano ser� s� uma pequena parte disso.
Suas cidades e pal�cios, tudo o que constru�ram,
eu destruirei e o que destru�ram, eu reconstruirei.
Tenho que livrar dos romanos os povos do oriente e ocidente.
Todos poder�o voltar a viver como antes do jugo romano.
E quando esse imp�rio for aniquilado, e suas vit�rias esquecidas,
os b�rbaros poder�o cantar um nome ilustre.
�tila.
O conquistador de Roma.
E tamb�m cantar�o a �ldico,
sua esposa favorita.
�tila deve ter cortado a l�ngua de �ldico.
Ela mal fala.
Cada dia ela o odeia mais. Est� nos olhos dela.
Persa!
Mandei chamar o persa.
Como predisse, houve boas not�cias.
E agora, o que dizem as estrelas?
A hora das profecias se cumprirem, se aproxima.
- Roma cair�. - Isso j� sabemos. E o que mais?
Pois...n�o vi mais nada.
Vamos, n�o tenha medo, diga tudo. N�o lhe faremos nenhum dano.
Falam de um romano, meu senhor.
De um romano?
Do centuri�o?
Que tem ele?
Pelas estrelas e outros signos prof�ticos, vejo algo estranho.
Eu o vejo usando o p�rpura imperial de Roma.
Um centuri�o?!
Como pode um simples soldado vir a usar o p�rpura do imperador?
E meio confuso, vejo outra coisa tamb�m.
O romano cruza espada com voc�, e o conduz � morte.
Conduzir-me � morte?
Esse persa v� e fala a verdade, meu irm�o,
mesmo que voc� n�o goste.
� um engano, ele v� tudo confusamente!
Nenhum soldado pode chegar a ser imperador, a menos que...
que eu queira!
Como viu tudo confuso, n�o viu isto...
Quando eu for dono de Roma,
acharei um romano para falar a l�ngua de Roma.
Algu�m que conhe�a a mente deles.
Vou procurar esse romano, e o sentarei no trono imperial.
E depois ir� me instruir no uso das armas romanas,
e cruzar� sua espada com a minha...
� isso que diz a profecia!
Por ordem do Imperador, n�o se permite a entrada de ningu�m!
Paulino!
Pensou que iria deixar que te cortassem a cabe�a ao amanhecer?
Teod�sio saber� que veio me ajudar.
N�o se preocupe, pensar� que foi um dos soldados leal a voc�.
Tem cavalos preparados para te levarem a Roma.
Depressa, n�o h� tempo a perder.
N�o, n�o irei.
Roma, precisa de voc�!
Roma necessita de arqueiros, e n�o de emiss�rios.
Sabe que Teod�sio n�o enviar� ajuda para Valentino.
E o ex�rcito, n�o obedecer� as tuas ordens?
N�o. S� obedecer� as ordens do Imperador.
Ent�o, s� nos resta um caminho.
Obrig�-lo a abdicar.
Isso � trai��o.
Maior que a de Teod�sio?
Senhora.
Marciano!
Falemos baixo, ningu�m sabe que eu escapei.
Senhora, � certo de que Teod�sio n�o pensa em ajudar a Roma.
Sim, n�o dar� um passo.
O Imp�rio necessita de outro soberano.
- Um que deseje ajudar Roma. - Teod�sio deve abdicar.
- E se n�o, morrer. - Voc� ocupar� seu trono em seu lugar.
Desse modo, o ex�rcito me obedecer�
e eu obedecerei � Imperatriz Pulch�ria.
Voc� tem guardas fi�is, se nos apoderarmos do pal�cio...
Mas Teod�sio, disp�e de quinhentos homens!
A maior parte est� dormindo.
Podemos peg�-los de surpresa!
Se me fizer capit�o da sua guarda outra vez...
Voc� ainda �.
N�o nomeei ningu�m para seu lugar.
Esse imp�rio do oriente foi criado com
o esfor�o e o sangue das legi�es romanas.
N�o pelo Imperador Teod�sio.
Por�m, ele se considera dono e senhor absoluto de tudo.
Firmou um tratado com �tila,
cujas hordas b�rbaras h� essas horas, est�o marchando sobre Roma.
Eu falo como emiss�rio do Imperador Valentino.
E eu asseguro-lhes que ao inv�s de mandar
refor�os para ajudar a nossa cidade imperial,
Teod�sio prefere ver seus edif�cios destru�dos,
seu povo degolado,
e o pa�s arrasado.
E se duvidam que possa existir um homem t�o baixo,
escutem o pr�prio Imperador.
Traga-o imediatamente!
Mas que loucura � esta?
Leia este ato de abdica��o!
Assine-o ou ordene as legi�es que v� ajudar Roma!
Devo obedecer �s suas ordens ou
renunciar ao trono por imposi��o de um bando de traidores e guardas?
Isso nunca!
Antes de o sol nascer, o sangue de voc�s sujar� o p�tio do meu pal�cio,
e voc�s quatro ser�o enforcados!
Est�o s�s no pal�cio,
mas al�m, o ex�rcito e suas legi�es est�o sob meu comando!
E se o ex�rcito n�o obedecer?
Se n�o me obedecer, assinarei o ato de abdica��o.
Pois a� tem seus l�deres. D�-lhes suas ordens, cara a cara!
Como vosso verdadeiro Imperador,
ordeno que prendam a princesa Pulch�ria e os conspiradores!
Peguem-nos!
Agora!
Obede�am-me, sen�o ser�o decapitados!
Prendam-nos!
Sou seu Imperador e estou mandando!
Prendam-nos!
Acabou de ter as provas.
O ex�rcito n�o o obedece.
Assine!
Assine!
O ex-imperador Teod�sio ficar� detido em seus aposentos.
Tamb�m seu conselheiro Chrysaphius esperar� ser julgado por Roma.
Por ordem de sua Augusta Majestade, a Imperatriz Pulch�ria,
o capit�o de sua guarda � promovido a comandante-em-chefe
e comande todas as legi�es.
Tamb�m Sua Majestade ordena que o General Paulino,
o mais nobre e leal de seus amigos,
permane�a em Constantinopla,
e que em sua aus�ncia, a represente
com toda a autoridade nos assuntos do trono!
Todas as legi�es deste imp�rio do oriente,
exceto as da Guarda, marchar�o ao oeste para ajudar Roma!
Quando os ex�rcitos b�rbaros forem destru�dos,
a primeira coisa que farei ao visitar Roma ser� dar gra�as a Deus,
e pedir-Lhe que a cidade de Roma seja eternamente
um s�mbolo de f� crist�,
e de esperan�a!
Viva a Imperatriz!
A guarni��o romana abandonou as defesas, a cidade � sua!
Queimem-na at� o ch�o!
Ponham fogo na cidade!
Vamos at� Roma!
Veja as folhas amarelando!
Caem, da mesma forma que Roma cair�...
O que s�o...esses cantos?
Muita gente se juntou ali.
� um templo crist�o... n�o entramos.
Vamos sair daqui!
Saiam.
Fale agora.
Quer ouvir a verdade?
- Ou s� o que desejas? - A verdade.
Porque a verdade nunca muda.
Aquela cruz que vi, flutuando no templo crist�o...
Como interpreta isso?
Um aviso.
Um aviso.
Tenho que lhe contar um segredo.
Uma escrava cuidou de mim quando eu era crian�a.
Ela era idosa. Era persa como voc�.
Ela tinha vis�es, uma das quais me atormenta at� hoje.
Disse que me viu, j� homem feito,
estendido no ch�o e ainda...
... meu sangue no ch�o, com meu corpo sob a sombra da cruz crist�.
Est� escrito em minhas estrelas?
N�o sei.
N�o viu? E voc� n�o pode?
Senhor,
cada um de n�s v� apenas uma parte do futuro.
S� uma pequena parte de um grande todo. Ningu�m pode v�-lo totalmente.
J� me disse isso! Responda-me, ent�o:
o que v� agora, em meu futuro?
Diga-me a verdade, toda a verdade... e te recompensarei!
Ultimamente, com os olhos do esp�rito,
eu tenho visto uma bruma branca...
e nela, um homem vestido todo de branco.
� um homem grande, santo...
trazia um ex�rcito de homens e mulheres...ensanguentados!
Estava morto, mas n�o estava!
Voc� olhava para ele, como agora est� me olhando.
Quem era?
N�o sei.
E tamb�m o que significa.
Mas eu te disse a verdade.
Pois voc� me ordenou.
Em todos os sinais e press�gios e nas estrelas que pude ler...
n�o v� para o sul.
Afaste-se de Roma.
Estamos prontos para marchar, irm�o.
Vamos para o sul.
A caminho de Roma.
�tila est� agora ao norte da floresta.
Todavia, est� h� l�guas de Roma.
N�o, esses b�rbaros s�o muito velozes.
S�o incont�veis, eu diria que formam duzentas legi�es!
Majestade!
O que houve? Esse homem, trouxe not�cias.
- Que not�cias? - Valentino est� deixando Roma!
- Mas n�o disseram que vamos ajudar? - Ele teme os b�rbaros.
De todo o modo, suas legi�es v�o defender a cidade!
H� ordens, de que v�o com ele!
Deixar Roma para �tila!
Seus oficiais e a cavalaria...
... formem um destacamento! Cavalgaremos at� Roma, sem descanso!
Siga-nos em marcha for�ada, dia e noite.
Sim, senhor!
Devo-me adiantar.
O tempo e a dist�ncia s�o nossos inimigos.
Voc� leva poucos homens, contra tantos b�rbaros.
Demonstrarei que sou digno do cargo que voc� me deu.
At� h� pouco tempo, n�o era mais do que um centuri�o.
E eu, uma pobre princesa, caluniada e despojada de seus direitos.
Agora � a Imperatriz.
Mas eu n�o posso governar sozinha um imp�rio.
Volte. E governar� comigo.
Eu?
Um simples filho de um soldado?
Voc� acabou de ter esse direito, lutando pela cristandade.
Sua Majestade Imperial!
Senhor, tenho muitos cavalos aguardando.
Imperador Marciano,
filho de um simples soldado,
feliz o dia em que Deus o enviar de volta, e a mulher para quem voltar.
Fechem os port�es!
- Majestade! - Quem � voc�?
- Marciano, Majestade, de Constantinopla! - Marciano?
Isso � tudo que levarei.
Marciano?
Ah, sim, o centuri�o que enviei com uma mensagem, agora n�o me interessa!
E esse busto?
Quem te deu a patente de general?
A imperatriz Pulch�ria, que agora governa
o imp�rio do oriente no lugar de seu irm�o!
Ela que governa?
Venha comigo e me conte, sairei quando a noite cair.
Majestade, eu tenho legi�es em marcha, enviadas por ela em ajuda a Roma.
- Quantas legi�es? - Cinco.
Cinco? E eu tenho duas a�, teremos um total de sete.
�tila conta com cem!
Sete legi�es podem recha��-los!
Setenta n�o bastaria e ver� que tudo � in�til!
Ordenarei que minhas tropas abandonem as muralhas.
Talvez n�o havendo resist�ncia, �tila respeite o povo, � a minha esperan�a.
�tila n�o respeitar� nada!
Roma tem muralhas fortes, e pelo que me consta,
�tila n�o tem equipamento para assalt�-las,
como torres, catapultas, Majestade.
Majestade? Sua Majestade Imperial!
Se abandonar Roma, estar� abandonando toda sua majestade, imperial ou n�o!
Majestade Imperial, tudo est� preparado.
Diga que as carro�as devem ir pela Via �pia.
Majestade Imperial, h� not�cias de que �tila est� perto.
�tila?
Deixo a cidade em tuas m�os!
Capit�o!
Informe a todos que Roma est� sob o meu comando,
chame os oficiais para se reunirem comigo.
Fechem os port�es, ap�s a sa�da de Valentino...
... e seu s�quito. - Sim, senhor.
Agora, a cidade depende de n�s.
Dentro de pouco tempo, n�o haver�
um romano vivo por tr�s dessas muralhas.
Nenhum s� pr�dio, eu penso em deixar em p�.
Vai destru�-la?
� a cidade sagrada dos crist�os. - � Roma!
Eu te rogo, tenha piedade dela.
Talvez se renda.
N�o � preciso derramar mais sangue!
Ora.
Vejo que a minha filha n�o gosta de ver sangue romano.
Meu senhor, �tila!
- Fale! - O imperador fugiu da cidade!
Um momento!
A cidade tem um novo comandante que acabou de chegar do Oriente!
O romano.
O romano?
Sim, senhor!
Est� aqui?
Governa Roma, no lugar do Imperador.
Persa?
- Voc� ouviu? - Sim, senhor.
Um ex�rcito o est� seguindo a caminho da cidade.
Falaram de legi�es, que est�o vindo por mar.
Est� em Roma! E voc� sonhou que
ele me derrotaria e tomaria o lugar do Imperador!
- N�o v� desafi�-lo. - Mas eu j� estou aqui!
Quantas legi�es sa�ram da cidade?
Duas, nada mais do que duas!
Eu estava certo!
Eu preciso acabar com esse romano, logo que o vir!
Ou aqui!
Fa�am disso sua prioridade! Se o virem antes, matem-no por mim!
Traga-me vinho!
Atacaremos esta noite!
Esta noite? Como vamos abrir brechas nas muralhas?
- N�o temos catapultas! - Temos ar�etes e escadas!
E mais do que isso.
Temos mil homens para cada romano!
Atacaremos num s� lugar!
Uma brecha � s� o que eu preciso,
s� um port�o, somente um e entraremos por ela como uma torrente!
Kubra, vinho!
Onde est� minha filha?
Bem aqui, faremos um assalto por aqui. E eu pela porta norte!
E entrando por esses pontos, arrombaremos a porta leste,
e penetraremos na cidade! - Atacarei quando o dia amanhecer!
Faremos o assalto final, com o sol nas
nossas costas, e nos olhos dos romanos!
Poderoso �tila, mensagem da cidade.
Um emiss�rio de Roma, pede para falar com voc�, l� perto do rio.
N�o quero negocia��o com Roma.
Podemos ter o elemento surpresa se parecer negociar.
Persa.
Olhe, uma bruma branca.
E um homem.
Senhor!
Quem � voc�?
Sou Le�o, servidor dos servidores de Deus.
� o Papa Le�o?
Eu n�o me enfrento com os homens santos,
s� fa�o guerra contra Roma e aos romanos e n�o ao seu Deus!
Respeitarei os seus templos, mas a cidade, eu a destruirei.
Roma � uma cidade crist� e um templo de Deus.
- Uma cidade n�o pode ser um templo! - O templo aonde os homens rezam.
E agora rezam nas ruas ao inv�s de em igrejas,
mas Deus o far� desistir de seus prop�sitos.
Eu jurei sobre a minha espada!
Quem vive pela espada, por ela morrer�!
Roma � a que morrer� pela minha espada!
Somente se Deus quiser!
Quem enviou voc�?
O romano Marciano!
Eu tirarei a vida dele � mesma hora que entrar em Roma,
isso eu tamb�m jurei.
Mas voc� procura mais do que isso.
Isso, e vingar-me dos muros que um dia me fizeram prisioneiro!
Suas muitas pedras,
elas me far�o recordar de cada mem�ria de minha campanha.
Deixei meu prop�sito bem claro.
Claro, com certeza.
N�o quero desaven�a com voc�.
Mas est� escrito que esse � o ano Roma cair�. Nas minhas estrelas...
Escrito! Por quem?
Quem pode saber os des�gnios da Provid�ncia Divina?
Se Deus estiver com voc�, Roma ser� destru�da...
mas, se Deus estiver contra, voc� n�o
tocar� nem uma pedra de suas muralhas!
Roma n�o depende das armas terrenas!
Temos um ex�rcito de m�rtires santificados pelo sangue!
Atr�s dos est�o morrendo, est�o os que morreram antes,
pela cruz e na cruz!
Esse � um ex�rcito que voc� n�o pode ver e
e nem poder� derrotar!
Se enfrent�-lo, ser� o seu fim!
N�o se esque�a, e lembre-se disto tamb�m:
o Deus que pode enviar seu raio dos c�us
e fulminar seu falso profeta, deixando-o morto a seus p�s,
tal Deus pode facilmente destruir qualquer homem
que ouse provocar a sua c�lera divina!
Ainda iremos atacar?
Kubra!
Vim assistir sua conversa com o homem santo.
- Atacamos esta noite? - Est� tudo planejado!
Os planos podem mudar.
�ldico, vinho!
Vinho!
N�o espere mais, �tila.
Ataque esta noite!
Eu falhei. Meu persa diz a verdade.
Agora eu pe�o-lhe um sinal e ele n�o me d� nenhum!
Ataque a cidade agora e n�o espere por sinais.
Retornemos ao encontro do ex�rcito do Oriente!
Dois caminhos a seguir...
... e o persa n�o me fala nada.
Espera s� uma palavra desse persa?
O que disse o homem santo de Roma?
Antes de falar com ele, estava disposto a atacar!
�ldico, vinho!
S� duas legi�es defendem a cidade, e cair�o facilmente aos nossos p�s!
Ser� que �tila pretende enganar-nos?
Talvez ele mesmo tenha sido enganado.
Como pode?
Quem poderia ter contado a ele?
Voc�?
Voc� me odeia.
Seria falsa se ousasse ou se pudesse?
Como � poss�vel que eles soubessem do meu...
Tenho um pensamento que me gela o sangue...
Diga, minha filha, por que esse homem santo veio?
Como acha que ela...
Kubra!
Quem contou ao homem santo, esse tal de Le�o?
Coisas que ele n�o poderia saber.
Quem contou sobre o raio que matou o meu outro vidente?
Eu lhe contei!
Igual ao seu romano, voc� ousa dizer a verdade.
Devia t�-lo matado!
Influenciou tanto sua mente, que j� n�o � mais a minha filha,
aquela a quem eu tanto amava.
- Pai, afaste-se de Roma! - Voc� me traiu!
Por que?
Sou crist�.
Roma � uma cidade crist�!
E o Papa Le�o ainda quer me amedrontar com um ex�rcito que ningu�m pode ver!
Seu ex�rcito de fantasmas ter� mais um!
Persa!
A� est� uma parte de mim. Meu pr�prio sangue tinge o solo.
Diga-me,
isso cumpre a profecia que pr�pria escrava viu para mim?
Poderoso �tila, n�o h� sombra nenhuma.
N�o h� nenhuma sombra.
Agora, ela se foi.
E com ela, tudo o que eu amava no mundo.
Afaste-se de Roma, ela disse.
E o persa disse o mesmo.
Para o leste...
Para o sul...
Ele n�o pode saber.
Se eu dormir, me despertem ao amanhecer,
ent�o decidirei que caminho tomar.
Kubra!
Kubra!
Kubra!
N�o, Kubra n�o. Ela est� morta.
Persa!
Edecon, onde est� o persa?
- Meu irm�o Bleda! - O que houve?
N�o derrame mais sangue, ela disse.
Persa!
Onde est�?
Persa! Persa! Acorde!
- Venha comigo! - O que houve?
�tila caiu no sono e acordou, gritando como um louco!
N�o sabemos o que aconteceu, mas ele est� chamando por voc�.
Despertem o acampamento, que todos se levantem!
Voc� os ouviu?
Voc� viu?
Vi o que, �tila?
Eu estava num lugar diferente...
Persa!
Persa, venha a mim!
Minha armadura, traga minha espada!
Eu vi o ex�rcito de fantasmas!
Persa, at� voc� disse que eu o veria.
Uma poderosa tropa de m�rtires esmagados e ensanguentados...
avan�ando contra mim.
E eu ouvi...
bem pr�ximo, o passo firme das legi�es em marcha.
Com eles, estava Kubra.
E continuava gritando: "- Volte, afaste-se de Roma!"
Sua armadura.
Eu os vi contra as muralhas de Roma,
e eu os destru�a!
E quando ca�am, outro ex�rcito de mortos se levantava de novo!
Tudo o que vi, vi com os olhos do meu persa.
E pude interpretar.
Meu senhor �tila, n�o v� contra Roma, volte para o norte, pelo caminho que veio.
Voltar...
Jamais!
- Eu disse, jamais! - Ele teme o Papa Le�o!
Antes, �tila n�o temia nada!
Entraremos em Roma!
Regressaremos.
Vamos para o norte!
Dizem que no acampamento b�rbaro reina confus�o.
Est�o lutando entre si.
General, os b�rbaros se retiram do port�o Leste!
E �tila se dirige ao norte, levando suas carro�as.
Pode ser uma armadilha. Algum estratagema.
H� uma legi�o destacada ao norte.
Vamos pelos flancos e me juntarei a essa legi�o.
Farei uma emboscada para �tila antes que ele nos pegue.
Essa legi�o se encontra exatamente em Pillo, a cidade que ele incendiou.
Atacaremos ent�o dos seus muros.
Hoje ganharemos ou perderemos tudo!
Os b�rbaros levantaram o cerco de Roma e se dirigem para c�!
Esconda as mulheres dentro de casa e feche todas as portas.
Ponha os arqueiros em lugares altos
e a infantaria e guardas atr�s dos muros.
J� se acercam.
A cavalo!
Romano!
Persa.
Ent�o este � o fim?
Seu Deus me trouxe para minha derrota.
Estava escrito em minhas estrelas.
Persa.
Enterre-me bem fundo. Bem fundo.
Revis�o by Andreas - MKO
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