All language subtitles for Love.and.Death.S01E01

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Original subtitles

LIMITE DE MUNIC�PIO - WYLIE

JESUS SALVA

AMOR E MORTE

ESTA � UMA HIST�RIA REAL

SEXTA-FEIRA, 13 DE JUNHO DE 1980

N�o!

Gl�ria ao Pai

E ao filho

E ao Esp�rito Santo

DOIS ANOS ANTES

Como era no princ�pio

SETEMBRO DE 1978

� agora e sempre ser�

Um mundo sem fim

Am�m, am�m

Como era no princ�pio

� agora e sempre ser�

Um mundo sem fim

Am�m, am�m

Pat, parece que sua voz fica cada vez melhor.

Jura que n�o estudou na Juilliard?

Olha, quando eu era crian�a, estudava com uma Julie.

Talvez o sobrenome fosse Ard.

N�s cant�vamos juntos.

Meu Deus! Patrick Montgomery,

se criar trocadilhos fosse uma modalidade ol�mpica,

meu marido seria medalhista.

Sua voz melhorou.

E a minha? Canto como uma andorinha.

N�o precisa ser uma competi��o.

N�o dizem que a vida � uma competi��o?

N�o costuma dizer isso, pastora Jackie?

Jamais. Acho que isso nunca me passou pela cabe�a.

Pois precisamos pensar dessa forma

pra vencer a liga de voleibol da igreja.

E talvez seja interessante abrir nossas portas

pros congregacionalistas.

O Don Awrey tem 1,80m e faz cortes imposs�veis de pegar.

Ele � �timo.

J� namorei um congregacionalista.

Ele sempre orava antes de nos beijarmos.

Lembrei! Ele era da Igreja Episcopal.

E voc�, Don? N�o vai entrar no time?

Voleibol n�o � comigo.

N�o � ca�tico. Ele prefere atividades mais cru�is.

Trabalha com a lei.

N�o jogava futebol profissional?

- No Redskins de Washington. - Isso!

Fiz teste, n�o fui selecionado.

E isso o assombra at� hoje.

Vou pegar mais salada de batata.

Tamb�m vou.

Precisamos ir logo.

Vi na tabela que vou ter um pico de fertilidade

por volta das 13h hoje, ent�o...

Certo.

V� mais devagar.

V� mais devagar!

E tente ejacular

quando estiver mais ao fundo, porque isso ajuda.

S�rio?

- Mais fundo. - Estou indo o mais fundo poss�vel, Betty.

N�o, j� foi mais fundo outras vezes.

� melhor esguichar do que soltar devagar, isso tamb�m ajuda.

Mais devagar.

Mais fundo!

E esguiche!

Aleluia

Cante uma can��o

Aleluia

E cantaremos juntos

- Continue, filha. Est� indo bem. - Preciso cantar?

Sim.

Assim vai continuar enchendo seu cora��ozinho de alegria.

- Ol�! - Oi!

- Entre! - Certo.

E a que devo o prazer

de receber minha pastora preferida aqui em casa?

Olhe...

infelizmente, n�o trago boas not�cias.

E talvez eu deixe de ser pastora.

O que aconteceu?

O Bill foi embora.

Ele quer o div�rcio.

Isso n�o � de hoje.

Sei que andavam tendo problemas no casamento.

Filha, cante mais alto.

Com uma simples palavra...

Excelente.

Voc� vai sair dessa.

Nem que eu tenha que te arrastar.

- Estou com medo, admito. - De qu�?

Pra come�ar,

como vou liderar a congrega��o?

Da mesma forma que sempre fez.

Solteira, depois de 23 anos de casada.

Nem sei se consigo me virar sozinha.

Voc� s� precisa encarar isso

como um recome�o.

Um novo destino.

- N�o � justo. - � o meu emprego, Betty.

Voc� mudou de emprego pra n�o precisar viajar.

Pra viajar menos.

E n�o viajo muito.

N�o � normal um casal ficar separado.

S� isso.

Eu sei, mas s�o s� quatro dias.

Quatro dias cr�ticos...

de fertilidade.

O m�dico disse que evitar se estressar vai facilitar a fecunda��o, n�o disse?

- A culpa � minha. - Eu n�o disse isso.

Disse, sim.

- N�o disse. - Disse.

J� pensou que talvez suas viagens

estejam me estressando?

Nos encha com a luz do dia

Certo.

� o seguinte, nossa pastora Jackie

n�o est� apenas resolvendo um assunto da igreja.

Ela escolheu n�o vir hoje.

Como estou no conselho da igreja,

ela achou melhor que eu desse a not�cia.

A Jackie e o Bill est�o se divorciando.

Acontece.

Superem.

Pastores s�o pessoas normais.

Estou vendo alguns de voc�s inquietos no banco,

como se estivessem sentados sobre pinhas.

Se tivesse alguma pinha enfiada no traseiro de voc�s,

estariam gritando de dor.

E a Jackie Ponder seria a primeira a correr pra ajudar voc�s.

Faremos o mesmo por ela.

N�o � hora de bancar o superior, nem de dar li��o de moral.

Vamos continuar nossa rotina normal sendo bons metodistas.

Comecemos hoje � noite,

ganhando dos luteranos na partida de voleibol.

Minha!

Betty. Oi.

Achei que fosse jogar hoje.

Decidi s� assistir.

Entendido.

�.

Faz sentido.

- O que faz sentido? - O qu�?

Por que faz sentido eu n�o participar hoje?

Se estiver gr�vida,

faz sentido que voc� tente evitar

qualquer atividade f�sica intensa.

Acha que estou gr�vida?

N�o, me desculpe.

Eu soube que voc� e o Allan estavam tentando.

Me perdoe. Foi intromiss�o minha.

- Betty, me perdoe. - Est� tudo bem.

Sua voz � realmente maravilhosa.

Obrigado.

- Beleza! - Minha!

- Voc� est� bem? - Estou, sim.

- Tem certeza? - Tenho.

- Voc� est� bem? - Estou.

- �timo. - N�o quer se sentar um pouco?

N�o. Eu estou bem, Allan. Obrigada.

- Certo. - Obrigada.

Desculpe. Na pr�xima, eu aviso.

Como assim ele cheirava a sexo?

Era o cheiro que ele exalava.

Estamos falando do mesmo Allan Gore?

Pois �.

Mas a apar�ncia e o cheiro de um homem podem ser completamente distintos.

E tem outra coisa...

O qu�?

Eu tive a impress�o...

de que ele tamb�m gostou do meu cheiro.

Algo poderia se desenrolar.

"Algo" o qu�?

- N�o digo que eu faria isso. - Candy!

Foi a situa��o da Jackie.

Parece que me fez perceber uma coisa.

Perceber o qu�?

Que minha vida pode ser muito mais do que apenas satisfat�ria.

Sabe, meu pai costumava me dizer:

"Candy, quando voc� para de evoluir, voc� come�a a morrer."

E ele tamb�m dizia: "Quando n�o se est� em busca de algo,

� porque est� perdido."

O Allan Gore?

Seria imposs�vel se apaixonar.

Olhe para ele.

Quem seria menos apaixonante do que ele?

GREASE: NOS TEMPOS DA BRILHANTINA

Gary, gostaria de compartilhar seu poema?

Certo.

� curto.

Tudo bem. Meus poemas favoritos s�o curtos.

O estilo haicai � lindo, inclusive.

"No meu banheiro novo em folha

fiz exatamente a mesma coisa."

� uma cr�tica ao materialismo.

Eu entendo totalmente.

Achamos que podemos mudar nossa vida com bens materiais.

Fa�o a mesma coisa com sapatos ou algum outro item.

"Se eu comprar isso ou aquilo,

tudo ser� diferente."

O meu tem um tema similar, e � sobre desejo.

- � mesmo? - Sim.

- Leia pra n�s. - Certo.

Se chama "Meu Cora��o Perguntou".

Que belo t�tulo!

"Meu cora��o perguntou: 'Qual � a resposta?'

E eu disse: 'Que resposta?'

Ele disse: 'Voc� sabe.'

Eu disse: 'Eu n�o sei. Desisto. Qual � a resposta?'

E meu cora��o me disse:

'A resposta � n�o desistir.'"

Santo, santo, santo

Senhor Deus todo-poderoso

Logo pela manh�

Nossa can��o se elevar� a ti

Santo, santo, santo

Boa noite, Sherry.

Vejo voc� em casa.

- Tchau, Candy! - Tchau.

Tchau, Pat.

Allan! Oi!

- Oi, Candy. - Oi.

Queria falar com voc�, em algum momento,

sobre algo que tem me incomodado.

Que tal agora?

Claro.

Tenho pensado muito em voc�, e isso est� me deixando incomodada.

E eu nem sei...

se quero que voc� fa�a algo a respeito disso ou n�o.

Me sinto muito atra�da por voc�.

Cansei de guardar isso s� pra mim e quis te dizer.

Ah, certo.

Voc� entrou mesmo no carro dele?

Entrei.

E disse que estava pensando nele?

Eu disse.

E o que ele respondeu?

Ele s� disse: "Ah, certo."

- S� isso? - Basicamente.

Ser� que isso tudo tem mesmo a ver com o Allan Gore

ou seria s� uma tentativa sua de fazer algo imprudente?

Talvez um pouco dos dois.

� que os homens saem para ir ao trabalho,

t�m as carreiras deles...

E n�s s� ficamos em casa.

Esperam que isso baste para n�s.

Veja nossos filhos brincando no trepa-trepa.

� da natureza humana

assumir riscos.

Fazer algo que te d� a emo��o do risco de cair.

Olhe para as carinhas deles.

Se sentem mais vivos do que n�s.

� inapropriado.

- Por qu�? - Porque sim.

Onde conseguiu essas coisas?

Com a m�e da Jenny.

Escolha outra fantasia.

- Por qu�? - J� falei, � inapropriado.

- Ainda mais pra sua idade. - Pai!

N�o, nem adianta!

N�o vai pedir doces fantasiada de vagabunda.

Vamos achar outra fantasia.

Por isso eu n�o queria que ela visse aquele filme!

Grease? � um filme de fam�lia.

N�o. Gira em torno de garotas prom�scuas.

- Voc� est� me julgando. - N�o estou.

Quando se cala, diz muito mais do que imagina.

Um dos motivos...

para eu ficar em sil�ncio quando voc� est� assim

� n�o saber o que dizer.

N�o sei o que quer que eu diga.

Ela n�o � inteligente.

Quando conheci minha esposa,

- percebi isso. - Por qu�?

Fomos a um cinema drive-in.

Perguntei se queria usar o banco de tr�s.

Ela: "Prefiro urinar no toalete."

O dia do meu casamento foi bem peculiar.

Todos choraram.

Na cerim�nia, a m�e dela chorou.

A caminho do hotel, minha esposa chorou.

Quando ela se despiu, eu � que chorei.

Voc� se casa.

Voc� pode ler meu conto?

Como �?

Perguntei se poderia ler o conto que fiz pra aula de escrita.

Eu li. Excelente.

� mesmo? E sobre o que era?

Era sobre cisnes.

O que exatamente?

Nossa! Se eu soubesse que haveria uma prova, teria estudado.

Ent�o estude, Pat.

Voc� tem um doutorado.

Tenho, mas n�o � sobre cisnes.

Pois �.

Vou ler o conto de novo.

- Meu carro, Johnny. - � um carro ruim?

� o tipo de carro que os c�es alcan�am.

Voc� deu algum conselho a eles?

Eu disse � turma de formandos...

N�o adianta reformar ou pintar. Precisamos de um novo templo.

A igreja se reflete mais nos fi�is

do que na apar�ncia, Jo Ann.

Concordo com isso,

mas precisamos aumentar nossa congrega��o.

Precisamos de um lugar novo.

O atual n�o � s� velho, est� caindo aos peda�os.

Espanta qualquer fiel que esteja em busca de uma nova congrega��o.

Devemos causar uma boa impress�o.

Assim, atrairemos casais mais jovens.

N�o era para n�s sermos os casais jovens?

O que tem em mente, Allan?

Perd�o, o qu�?

O que acha? Precisamos de um novo templo?

- Olhe... - Sabe, parando pra pensar,

a religi�o, a vida e o amor t�m tudo a ver com a renova��o.

E o que traz mais a ideia de renova��o...

do que algo novo?

Concordo. Precisamos de um ambiente maior.

Analisando nossas finan�as,

no acumulado do ano, podemos notar

que j� estamos...

O certo seria

os times limparem a bagun�a, e n�o os �rbitros.

Nem todo mundo concorda com essa l�gica, n�o � mesmo?

COL�GIO DE WYLIE - GIN�SIO

Vamos tomar um caf� amanh�?

Mas � claro!

Eu te ligo!

A Betty n�o estava bem de novo?

�, estava com dor de cabe�a.

Deve ser o estresse.

E voc� n�o tem nenhum truque pra deixar sua esposa relaxada, Allan?

Ela j� conhece todos os meus truques.

Meu carro est� aqui.

Diga que mandei melhoras,

e que, se precisar descansar, posso cuidar da Alisa.

- Direi. Obrigado. - Imagina.

V�o se comportar sozinhos?

Boa noite.

Candy.

Naquele outro dia, no carro...

O que exatamente voc� tinha em mente?

Entre.

Estaria interessado em ter um caso comigo?

Eu tenho pensado muito nisso,

ent�o achei que, se falasse, tiraria um pouco da cabe�a.

- Certo, j� deu sua resposta. - N�o, n�o � isso.

Acho que n�o consigo.

Eu amo a Betty, sabe?

E, quando mor�vamos no Novo M�xico, ela teve um caso.

A Betty?

N�o d� pra acreditar.

Pois �. Tamb�m fiquei em choque.

Foi dif�cil pra mim, e n�o quero mago�-la assim.

Tudo bem, Allan.

Eu tamb�m amo o Pat e n�o quero mago�-lo.

- Eu gosto do Pat. - Sim.

Ele tem a melhor voz do coral.

- E a Betty acabou de engravidar de novo. - S�rio?

Sim, faz pouco tempo.

Ent�o seria injusto com ela.

Ainda mais porque n�o sinto por voc� o mesmo que sinto por ela.

Acho que eu n�o conseguiria.

Certo.

S� queria deixar claro que eu estaria aberta a isso.

Mas, com certeza, n�o quero prejudicar seu casamento.

Tudo que eu queria era...

ir pra cama.

Mas n�o vou mais falar sobre isso.

Boa noite.

Estou me sentindo humilhada.

Acho que � melhor assim, flor.

Eu n�o queria o que � melhor, eu queria algo transcendental.

Ele tocou no assunto.

Ele quis falar disso.

O que ele disse?

Ele perguntou o que eu tinha em mente,

mas j� sabia muito bem.

A� ele entrou no meu carro. Poxa vida!

E por que ele me beijou?

Na boca.

N�o foi um beij�o caloroso.

Mas n�o foi um beijo de irm�o.

Homens beijam o tempo todo sem dar muita aten��o a isso.

Ele est� esperando que eu tome uma atitude.

Ele n�o quer se odiar por ser infiel � Betty,

ent�o est� esperando que a isso parta de mim.

Ele pode esquecer.

J� coloquei minhas cartas na mesa. Bom dia.

Minha nossa! Voc� � um p�ssaro?

N�o, espere. � um avi�o, n�o �?

Sou o Superman!

Voc� � o Superman! O homem de a�o!

� o Superman mais legal que j� vi!

- Obrigado. - De nada.

Oi, filha!

- Oi, m�e. - J� voltou?

J� enchi minha ab�bora de doces.

Estou vendo.

S� vou esvaziar e j� volto.

E o que planeja fazer com tantos doces, mocinha?

- Vou trocar com o Ian. - Certo.

- Obrigada por acompanh�-los. - Imagina.

Viu o Pat e o Ian por a�?

Vi um Elvis bem assustador.

Isso, devia ser o Pat.

Ficou id�ntico ao Elvis de verdade.

Vamos continuar, pai!

- Certo. Tchau. - Doces ou travessuras!

Minha nossa! Olhe s� para voc�s! Est�o incr�veis!

Eu s� queria ter um c�rebro!

Voc�s est�o uma fofura. E voc�!

N�o me pique!

A Bruxa Malvada do Oeste!

Parab�ns pra voc�

- Minha nossa! - Eu trouxe um bolo pra voc�.

- �! - Na confeitaria, disseram

que comer antes das 10h � o segredo pra n�o engordar.

N�o muito, pelo menos.

- Vamos comer, ent�o? R�pido! - Vamos!

� por isso que o povo te segue.

�, porque deixo comerem bolo.

Escute...

L� vem.

Lembra quando comentei que recebi uma proposta de emprego

da Universidade Midwestern?

E voc� recusou.

- Pois �, mas voltei atr�s. - Como assim?

Eu soube que aquela proposta n�o era feita todos os dias.

- Mas � em Wichita Falls. - Posso ir e vir.

Ir e vir? Como assim?

Fica a mais de 300km de dist�ncia.

Candy, � minha nova oportunidade.

O que vou fazer?

- � minha melhor amiga. - Isso n�o muda.

N�o, mas voc� n�o estar� mais aqui.

- E quem vai te substituir? - Vamos achar algu�m.

Algu�m que lidere a constru��o do novo templo.

Meu Deus...

Voc� � a �nica pessoa que tenho pra conversar aqui, Jackie.

N�o � verdade. Voc� tem a Sherry.

E voc� � bem popular na igreja.

�, a Sherry � a Sherry,

mas voc� � meu cora��o.

Al�?

Candy, oi. � o Allan Gore.

Oi.

Oi. Ol�.

Preciso ir a McKinney amanh� pra checar e rotacionar meus pneus.

Sei que � meio longe, mas eu queria saber

se voc� gostaria de almo�ar comigo.

Podemos conversar mais sobre aquilo que est�vamos conversando antes.

Certo.

Pode ser.

Ao meio-dia fica bom?

Te encontro l�.

Certo, nos vemos l�. Tchau.

Combinado.

- Onde est�vamos? - Quem era?

Uma pessoa.

Uma pessoa?

Uma pessoa com quem estou cogitando ter um caso.

Me contou isso para que eu te desencoraje.

O Pat e eu...

Vivemos na mesmice.

Todo casamento fica assim.

O seu ficou e voc� n�o tem feito nada.

Ent�o, se eu tivesse tido um caso, o Bill ainda estaria tirando meu lixo?

N�o, estou falando do meu pr�prio lixo agora.

N�o quero me contentar com a vida que tenho.

Desculpe, isso soou errado. O Pat n�o � um lixo.

Tenho amigos de porta da frente e amigos de porta dos fundos.

Os de porta da frente v�m com algum pretexto.

Batem antes de entrar e dizem o que se espera ouvir.

Amigos de porta dos fundos entram de surpresa

e despejam o que est�o pensando.

� minha melhor amiga desse tipo,

ent�o vou despejar aqui na mesa o que estou pensando agora.

Isso n�o vai trazer nada de bom.

Jackie, eu fa�o todas as coisas que uma esposa deve fazer.

Cuido da casa, das crian�as, das refei��es...

Cad� a minha recompensa?

Querida...

esta � a sua recompensa.

Digo como algu�m que perdeu isso.

Estou vendo que j� se decidiu.

- Obrigado, Ronnie. - De nada.

- Sem pressa. - Certo.

Oi! Voc� veio.

- Oi. - Ol�.

Eu trouxe este cart�o pra voc�.

VEJA QUEM � A MO�A MAIS LINDA

Que fofura!

Pra voc�.

Obrigada.

Eu s� fico preocupada, sabe?

A Jackie � a alma da igreja, parando pra pensar.

Espero que ela n�o suma da nossa vida.

Vai ser dif�cil, n�o acha?

Pelo menos um pouco. Wichita Falls fica a tr�s horas de carro.

Sinceramente, n�o sei como vamos a substituir.

N�o quero que a congrega��o fique mon�tona.

Isso seria p�ssimo.

P�ssimo.

Agora vamos falar dos nossos filhos?

Ou talvez mais do Pat.

Ele tocava trompete na escola. Cheguei a comentar?

Desculpe. Eu nunca fiz nada assim.

Nem eu.

Eu nunca seria capaz de me perdoar se a Betty descobrisse.

Seria devastador pra ela.

Eu concordo.

Ter�amos que ser muito cuidadosos para que ningu�m soubesse.

Isso mesmo.

Andei pensando no que voc� disse

sobre s� querer ir pra cama, sem se envolver emocionalmente

e coisa e tal.

Isso seria bem importante pra mim.

Pra mim tamb�m, Allan.

Eu s� quero me divertir, sabe?

Sem me prejudicar, nem magoar ningu�m.

Acho que seria bom pensarmos mais.

Considerar todos os pr�s e contras

e ent�o decidir se queremos assumir o risco.

Est� bem.

Voc� tem raz�o.

Ent�o qual vai ser o plano? Pensar mais?

Creio que sim.

DIVERS�O

POR QUE

1. SENSO DE... 2. COMPANHIA - 3. SEXO

N�o aguento mais fazer essas reuni�es de planejamento.

�, eu sei...

� que precisamos tomar muito cuidado.

Se voc� n�o for pra cama comigo logo,

nunca vai conseguir superar as expectativas que tenho criado

de como voc� se sai na cama.

Pois �. Tamb�m tenho considerado isso.

Ent�o s� mais uma reuni�o de planejamento.

Vamos fazer aqui.

Na sua casa?

Sim. N�s precisamos comer, n�o � mesmo?

Como foi no trabalho?

�timo. O mesmo de sempre.

Tem pensado na lista, Allan?

- Como �? - A lista.

De poss�veis nomes pro beb�.

- Vou pensar. - Vai?

Sim.

Certo.

MAGOAR PAT OU BETTY

SE AFASTAR DA IGREJA OU DA FAM�LIA

Se algum de n�s quiser parar, por qualquer motivo que seja, pararemos.

Concordo.

Se algum de n�s se apegar emocionalmente, pararemos.

- Precisa ser a regra n�mero 1. - Claro.

Certo.

Se come�armos a assumir riscos que n�o dever�amos,

o caso termina.

- S� nos encontraremos fora da cidade. - Concordo totalmente.

Todos os gastos,

com gasolina, hotel e comida, ser�o divididos igualmente.

S� vamos nos encontrar em dias de semana, e eu sempre levarei o almo�o pronto,

assim teremos mais tempo.

Tamb�m ficarei respons�vel por reservar o hotel.

Pelo mesmo motivo, pra otimizarmos o tempo.

Ent�o vamos definir

uma data pro caso come�ar?

Escolho 12 de dezembro.

Ent�o 12 de dezembro?

Deste ano.

�timo.

Combinado, 12 de dezembro.

Margaret, n�o sabe como � ruim pra mim

ficar perto de voc� o dia todo

podendo toc�-la apenas com luvas.

Voc� est� bem?

Estou.

Essa m�sica me arrepia.

Me sinto assim com "Pennsylvania 6-5000".

Voc� � t�o...

O que est� fazendo?

Fui eleito como...

O que estou fazendo?

Disse que seu personagem preferido � o Le�o da Montanha.

Gatinhos gostam de se aconchegar.

Ele n�o � um gatinho.

Frank, que incr�vel!

12 DE DEZEMBRO DE 1978

Pronto, meu anjinho.

- Saia mais inteligente do que entrou. - Pode deixar.

- Sem conversar com meninos. - Boba...

Certo, rapaz. Agora vamos te deixar na sua escola.

Al�?

Estou no Continental Inn,

na via expressa no sentido Dallas, quarto 214.

Chego a� em alguns minutos.

O que estou fazendo?

Preparei o almo�o.

Voc� est� linda. Muito linda.

Obrigada.

- Vamos comer. - Excelente.

Est� com uma cara �tima.

Desculpe.

Acho que j� passei na frente deste hotel umas mil vezes,

e nunca tinha reparado.

� engra�ado.

Na vida,

o que � sem gra�a e corriqueiro

pode ser real�ado, ganhando novas cores e tonalidades.

Fa�o aula de escrita criativa.

Isso foi �timo.

Obrigada.

Eu adoraria ler algo que voc� escreveu.

S�rio? Voc� seria o �nico, porque o Pat n�o tem o menor interesse.

Li tudo que ele escreveu sobre eletromagnetismo...

Vamos falar do Pat agora?

N�o, desculpe. N�o mesmo.

Voc� vai ficar a� parada?

Vou.

Desculpe.

Allan, voc� nunca deu beijo de l�ngua?

Nunca sentiu a l�ngua de uma mulher dentro da sua boca?

Ent�o acho que voc� vai gostar bastante.

Voc� est� bem?

Estou.

Superbem.

- E voc�? - Estou.

Estou, sim.

Isso foi incr�vel, Candy.

Voc� � incr�vel.

Precisamos tomar banho.

Eu deveria ter colocado isso na lista.

Precisamos tomar banho em seguida, pra n�o sairmos com o cheiro um do outro.

E, Allan. Caramba...

Isso foi...

maravilhoso.

Certo.

Deus nos ajudou em tempos passados

� nossa esperan�a pro futuro

� nosso ref�gio da tempestade

� nosso lar eterno

Sob a sombra do trono do Senhor

Os santos habitam seguros

Seus bra�os s�o suficientes

Para proteger a todos n�s

Legendas: Jenifer Berto

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