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N�o me encontro bem.
Nada vai bem.
Papai, mam�e, vov�, vov�, o que os trouxe ao mundo?
Quero ser importante.
Quero fazer o que ningu�m fez.
Nosso nome ficar� na hist�ria.
Quero ser famoso.
Quero ser famoso.
Uma casa em Liding�.
Uma casa em Liding�.
A Su�cia est� muito bem.
Est� com tudo em ordem.
Alem�es, russos, americanos; vamos dar a eles um bom exemplo.
Economia mista.
Democracia social.
O nome da Su�cia ficar� na hist�ria.
Reformar� o mundo.
Reformar� o mundo.
Desde Liding�,
desde Liding�,
seremos famosos
por nossa democracia.
Queremos ser famosos.
Queremos ser famosos.
Compre o nosso filme. Compre-o!
O �nico em duas vers�es, amarela ou azul.
Compre o amarelo, compre o azul.
Compre o amarelo ou o azul. Compre porque s�o dois.
O mesmo filme, ainda que diferentes.
- Amarelo. - Um filme amarelo.
- Azul. - Um filme azul.
- Esta � a vers�o azul. - A vers�o azul.
Madelaine, cena tr�s, tomada quatro.
Onde voc� estudou?
Na escola particular de Sigtuna.
- Foi colega do pr�ncipe herdeiro? - N�o
Voc� parece muito orgulhosa. Voc� �?
N�o
No Liceu Franc�s.
- Durante quantos anos? - Praticamente toda a vida.
Desde que tenho 7 anos.
- No Liceu Franc�s. - E depois?
Fui para a Su��a estudar l�nguas.
Franc�s.
Costumo viajar para o exterior, especialmente para a Fran�a.
- Voc� gosta da Fran�a? - Me encanta.
O que est� fazendo agora?
Estudo franc�s na Universidade de Estocolmo.
Olhe pra mim.
Agora para a c�mera.
CUIDADO COM A MERITOCRACIA
Desculpe, voc� sabe quem � a noiva do Pr�ncipe?
AVISO
Est� certo.
MAJ HULTEN, PROFESSORA, 34 ANOS.
Para muitas mulheres � dif�cil chegar ao orgasmo,
independentemente de como fazem,
seja de lado, sentadas ou como for.
Todas as posi��es s�o poss�veis em princ�pio.
Bem, correndo n�o, isso seria muito cansativo.
Mas sim, existe uma diversidade de posi��es,
uma grande variedade,
como em qualquer atividade f�sica.
Hoje em dia tamb�m acredita-se que
a dificuldade em se chegar ao orgasmo
est� relacionada a causas psicol�gicas.
Existem conflitos,
conflitos mais ou menos conscientes,
que impedem de alcan��-lo.
- Culpa. - Exato.
Culpa, mas n�o, n�o creio.
Creio que a maioria das mulheres pensa assim.
Cuidado.
Voc� sabe como ficar� se n�o parar de comer.
VILGOT SJ�MAN. JOVEM DIRETOR, 42 ANOS.
LENA NYMAN, 22 ANOS. ESTUDANTE DE ARTES DRAM�TICAS.
SOU CURIOSA
UM FILME AZUL
Se as l�sbicas chegam ao orgasmo,
isso deve-se � masturba��o m�tua?
Sim, quando usamos a palavra masturba��o
queremos dizer satisfa��o pr�pria.
Pode parecer estranho falar
de satisfa��o pr�pria, m�tua e rec�proca,
mas na verdade � isso.
Ambas tocam os �rg�os sexuais uma da outra,
e assim obt�m prazer.
Antes eu n�o me atrevia a tocar em uma garota,
para que ela n�o me considerasse l�sbica.
Est� claro o significado da palavra l�sbica?
� o mesmo que homossexual.
L�sbica � o termo que designa mulheres homossexuais.
Nunca havia me dado conta disso.
- N�o havia se dado conta? - N�o.
Voc� toca as pessoas?
Mas, e agora? Como voc� est�?
Estive em um internato feminino,
e l� a homossexualidade sempre � um tema delicado.
Sim, mas n�o � assim aqui nesta escola.
Aqui podemos sair e ver os garotos.
N�o � da mesma forma.
Mas claro, em um internato na Su��a,
sempre cercado de freiras...
- Quanto �? - Cinco mil.
- Cinco mil? - Sim.
Pelo menos n�o s�o dez mil.
Me far� um recibo.
P�o-duro.
E ter� que me devolver o dinheiro.
M�o de vaca.
Ei, vamos come�ar.
N�o me ouve nunca!
N�o podemos ficar esperando por Ahlmstedt.
Onde est�?
Na Sandrews fazem filmes.
Na Sandrews fazem bons filmes.
Que droga!
� vergonhoso que se fa�a um filme
sobre o sistema de classes na Su�cia...
- E compre um apartamento no mercado negro. - Olha quem fala.
A �nica coisa que te interessa � o seu pr�prio bem-estar.
Querida.
N�o estamos bem na minha casa?
- Sim, mas quero minha pr�pria casa. - Uma casa? Por qu�?
Ol�, estou chegando tarde?
- Sim, combinamos �s dez. - E n�o s�o?
� um pouco mais tarde.
Venha, sente-se.
Teste de B�rje Ahlmstedt.
Diretor, Hortlund.
A��o.
Voc� � o diretor-geral de vendas...
Sim, sou o gerente
de vendas e servi�os da companhia de Estocolmo.
- E tamb�m... - O diretor da Bergengrens, sim.
Suponho que voc� possui carteira de habilita��o.
- Sim, claro que sim - � uma suposi��o l�gica.
- Creio que dirijo bem. - Muito bem.
Voc� se interessa por carros?
Sim, gosto dos esportivos, e de carros em geral.
- Quantos anos voc� tem? - Desculpe?
- Quantos anos voc� tem? - 28.
Voc� ter� uma cena de amor com Lena.
Uma cena com consequ�ncias.
Que tipo de consequ�ncias?
N�o sei.
Pensarei em alguma coisa.
- E essa Madelaine? - � uma garota da classe alta.
Voc� � muito fogoso pra ela.
Depois voc� se envolve com Lena.
Acredita que ter� �xito como vendedor?
- Sim, acredito na minha personalidade. - Bom.
Ganhar� duzentas,
quero dizer, 350 por carro vendido.
Sim, sem descontos?
- Imposs�vel. - Claro.
- Voc� tem que pagar impostos. - Claro.
- N�o ficaria bem. - Claro.
Todos os est�dios de cinema possuem uma se��o nos correios
para que os f�s escrevam para as estrelas e diretores.
CARTAS DE ADMIRADORES DE LENA NYMAN
BOCETA FEDIDA
ESSE SER� SEU NOME.
� PIOR QUE UM GAMB�.
ESPERO QUE TORTUREM VOC� E A VILGOT
DE FORMA S�DICA.
ESPERO QUE VOC� TENHA UMA MORTE DOLOROSA!
SE ESTIVESSE SOZINHO, ASSINARIA EMBAIXO COM MEU NOME.
MAS TODOS DESEJAMOS QUE V� PARA O INFERNO!
DIRETOR VILGOT SJ�MAN, SANDREWS FILMES, AB.
"Parab�ns por encontrar
uma puta t�o jovem como Lena Nyman".
"Poder� fazer um bom uso dela,
e al�m disso, poder� alug�-la".
"Somos um grupo de amigos amantes da divers�o
e gostar�amos de alug�-la para uma noite de sexo".
"Tem experi�ncia".
"Responda no Expressen de 24 de novembro
indicando pre�o e local".
- Bom dia, Peter Wester. - Bom dia.
Lena Nyman j� chegou?
INSTITUTO NYMAN
Olhe.
Lena.
Vai p�r Marx ou Freud?
N�o, vou p�r Franco.
- Ol�. - Ol�.
Lena, venha aqui.
Sente-se.
Pense que s�o seus pais.
Voc� � muito pequena.
� muito pequena,
est� na cama e os observa enquanto conversam.
N�o os entende, mas sabe que falam de voc�.
O r�dio est� ligado.
Tocando uma can��o popular.
Voc� gostava muito de sua m�e.
Que sempre estava cantarolando.
Antes de desaparecer.
- Por que ela se foi? - N�o sei.
N�o podia mais aguent�-lo.
E acabou me deixando.
Creio que tinha algum problema nervoso.
Teve uma crise.
Esteve no hospital quando voc� era pequena.
Em L�ngbro ou algo assim.
Ela era de uma vila,
da zona de Vasterg�tland,
de um povoado chamado Lundsbrunn.
Sua m�e era religiosa,
mas n�o conformada,
da Igreja da Ressurrei��o ou algo.
Como cheguei a odi�-la.
E a sentir menos sua falta.
Sou do Instituto Nyman e fa�o uma pesquisa.
Posso lhe fazer algumas perguntas?
� necess�rio fazer alguma coisa.
Os jornais s�o superficiais, n�o podemos confiar.
A ci�ncia � lenta e n�o obt�m resultados.
� necess�rio fazer algo.
O n�vel de vida chegou ao seu m�ximo na Su�cia?
Creio que ainda h� um caminho para percorrer,
mas para o futuro imediato
me parece que n�o haver� mudan�as.
Voc� sabe que a diferen�a dos sal�rios
n�o se modicou nos �ltimos vinte anos?
Sim, � verdade.
Imagine dentro de vinte anos.
A diferen�a ser� ainda maior.
Muito poucos acreditaram em mim.
Menos ainda os estudantes.
Pensam que � normal que as pessoas que mais estudaram
tenham os melhores sal�rios.
CUIDADO
Tampouco lhes assusta pensar que o sistema educativo...
MERITOCRACIA
premiam os cus de ferro e castigam os demais.
Est�o avisados.
Este sistema educativo acentua as diferen�as de classe.
Algumas pessoas nascem com perspectivas limitadas.
Est�o perdidas, s�o desajeitadas e lentas,
n�o tem cabe�a para estudar.
Outros nascem com mais possibilidades.
Podem estudar, lhes d�o essa possibilidade,
t�m pai e m�e, t�m tudo.
Devemos premi�-los por terem tudo?
Conseguem trabalhos melhores, inclusive mais divertidos.
Colocam-se melhor e lhes pagam mais.
Isso � justo? Tem que ser assim?
Bom, suponho que tem que ser assim.
� quest�o de renda.
Sim, claro, mas, eles tem culpa
por terem nascido menos inteligentes?
- N�o, n�o deveria ser assim. - N�o, claro.
N�s os culpamos?
Ou eu n�o me fiz entender,
ou ele n�o teve capacidade de reconhecer os limites da nossa sociedade.
- N�o, n�o deveria ser assim. - N�o, claro.
N�s os culpamos?
Com os oper�rios obtive resultados ainda mais estranhos.
Como se tivessem sofrido uma lavagem cerebral.
Como se ignorassem a sociedade de classes.
- Sociedade de classes? - Sim.
- Sociedade de classes? - Sim
O que voc� acha disso?
N�o, n�o acredito.
Creio que est� tudo bem.
Sim, est� clar�ssimo.
INCONSCIENTES
N�o, n�o acredito.
- Creio que n�o. - Cr� que n�o?
Um rapaz do sindicato disse que era culpa de Per Albin.
Foi o primeiro-ministro quando eu era crian�a.
Falou a eles de bem-estar e do estado de bem-estar,
os enganou com sonhos.
E, pelo visto, n�o despertar�o mesmo se a direita chegar ao poder.
A SOCIEDADE DE CLASSES NA SU�CIA
Como se consegue ganhar um baixo sal�rio na Su�cia?
Ter mais de 50 anos, possuir apenas estudos prim�rios,
realizar trabalhos manuais,
viver no campo e ser mulher,
essa � a dura realidade.
14 Mil coroas � bastante para uma mulher,
pelo menos no campo.
Ent�o voc� acredita que � justo que um homem ganhe mais?
Claro que sim.
DESPREZO �S MULHERES, SECRETO E ABERTO
Voc� � de Norrland?
De Hammerdal, em J�mtland.
A que voc� se dedica?
Sou cozinheira de buffet.
Cozinheira de buffet, qual seu grau de escolaridade?
Completei o ensino b�sico.
- Ensino b�sico? - Sim.
Vamos ver se adivinho seu sal�rio.
Deve ser em torno de...
- Onze mil coroas? - Sim, exatamente.
Sou de Blekinge.
- Tamb�m � cozinheira de buffet? - N�o, sou professora.
- De qu�? - Escola prim�ria.
Ganho 25 mil coroas.
Trabalhador t�xtil, vamos ver se descubro.
Vamos ver... entre 16 e 18 mil.
Sim, 16 ou 17 mil.
- Sou professor universit�rio. - Professor.
� uma boa profiss�o, n�o � verdade?
Sim, � uma boa profiss�o, eu gosto.
E ganha um bom dinheiro tamb�m. 50 mil por acaso?
Sim, algo assim.
Sou arquiteto.
- De Estocolmo? - Sim.
Vamos ver, deve ganhar muito.
Ter uma boa vida.
- Em sal�rio bruto, ganha quanto? - Em torno de cem mil.
Cem mil.
Parece ter muita energia. Voc� tem outra profiss�o?
Sim, tenho.
Ganho mais 50 mil.
50 mil a mais?
- S�o 150 mil no ano? - Sim.
Parab�ns! � fant�stico.
Talvez prefira sentar-se ali, sozinho.
Creio que possamos fazer algo.
Voc�s cinco e todo o p�blico.
Sim, eu, voc�s,o p�blico, vamos brindar
por nossa grande e antiga sociedade de classes.
Sim, viva a Su�cia.
Viva a Su�cia classista.
Vamos l�.
Gra�as a Deus, os suecos est�o se distanciando da Igreja.
Mas por que ainda celebram funerais, casamentos
e batizam as crian�as?
Aqui temos uns n�meros.
42% Frequentam por que desejam algo solene;
21% v�o para manter as apar�ncias;
17% Pela ritual�stica;
8% por temor a Deus.
E, para os suecos,
esses s�o motivos suficientes para seguirem na Igreja.
Maldito seja.
OS CASAMENTOS RELIGIOSOS S�O HIP�CRITAS
OS BATISMOS S�O HIP�CRITAS
IGREJA + BURGUESIA = ALIAN�A DIAB�LICA
S� SE ENTRA NA IGREJA COM OS P�S PELA FRENTE
O que voc� acha se acab�ssemos com a Igreja?
Sim, poderia ser bom.
- Pertence a algum partido? - Sou social-democrata.
- Ainda assim, voc� n�o gostaria disso? - N�o, � um risco muito grande.
Se tent�ssemos, a igreja poderia despertar.
� melhor que siga dormindo.
Pensa que a Igreja deve separar-se do estado?
Sim.
Por qu�?
O Estado como tal n�o � crist�o,
apenas quer dar essa impress�o.
A Igreja e o Estado s�o dois entes.
Por exemplo, esta secretaria n�o tem nada a ver com a Igreja.
N�o vejo sentido
em sentar-me e copiar certid�es de nascimento.
Toda essa conversa de atingir as pessoas � um absurdo.
H� alguns anos houve uma confus�o com sacerdotes do sexo feminino.
Viveu algo disso?
Sim, e ainda acontece.
Mas n�o � a pessoa normal que se preocupa,
tudo � discutido sempre pelos te�logos.
O movimento "Despertar da Igreja",
sabe do que se trata?
Sacerdotes mulheres, aborto, educa��o sexual.
N�o cr� que est�o muito obsessivos com o sexo?
Se a Igreja perdesse seu poder na Su�cia,
seria bom ou ruim?
Bom.
- Acredita em Deus? - N�o.
- Voc� deixou a Igreja? - N�o.
Por que n�o?
Bom, suponho que por imprud�ncia, nada mais.
Est� batizada? Fez o batismo?
Sim, fui batizada.
Quando me batizei, tinha f�.
- O que est� acontecendo? - Ol�, Lena.
- Ol�. - O que houve?
S� me deixaram cinquenta.
Com isso n�o vai a lugar nenhum. E agora, que vai fazer?
Conversamos depois.
Lena, encontrei outro lugar para viver.
� maravilhoso, deve conhec�-lo.
Que vergonha, n�o reconheci Bim.
Por Deus, Bim.
Antes dormia na sua cadeira enquanto escrevia artigos.
�s vezes dorm�amos juntas.
Antes de ir embora.
Saiu de Brunnsvik, pois a press�o havia a esgotado.
Lutava pelos jornais em que trabalhava, mas sempre os fechavam.
At� que, por �ltimo
conseguiram fechar o "Stockholms Tidningen".
Malditos sejam.
- Quanto voc� diz que custou? - Dez mil.
- Tudo? - Todo meu dinheiro do sindicato.
Quando conheci Hans, trabalhava para um futuro projeto.
Queria mobilizar o movimento oper�rio
e fazer da manifesta��o do Primeiro de Maio de 74
algo totalmente novo.
FRATERNIDADE, SABOTAGEM
N�O-COLABORA��O
O Primeiro de Maio desse ano
foi uma manifesta��o contra a viol�ncia.
Teve muitos participantes e espectadores,
sinal da renova��o do movimento oper�rio.
N�o � viol�ncia, n�o � viol�ncia.
N�o � viol�ncia.
O ministro de Assuntos Exteriores, Torsten Nilsson,
disse, entre outras coisas:
"O que necessitamos � conhecer profundamente
a t�cnica
e as bases filos�ficas da n�o-viol�ncia,
abolir o servi�o militar".
"N�o devemos menosprezar as dificuldades,
nem descartar as poss�veis repres�lias
por parte de uma for�a de ocupa��o".
"Mas ainda assim, sabendo que as nossas baixas,
e as do inimigo, sempre ser�o menores
que em um conflito militar,
� motivo mais que suficiente
para introduzir novos m�todos de defesa
em uma sociedade cuja realidade faz que as armas
pare�am antiquadas e fora de moda".
O mundo � um colch�o.
Um colch�o.
Macio e quente.
Macio e quente.
Ali, Lena poder� dormir em seguran�a.
Ali, Lena poder� dormir em seguran�a.
Pessoas e animais sonham
nos bra�os silenciosos da noite.
Pessoas e animais sonham.
Senhoras e senhores, bem-vindos � torre Gr�nalund.
Subimos a uma velocidade de 1,5 metro por segundo.
Nossa altitude final ser� de 75 metros.
Senhoras e senhores,
bem-vindos � torre Gr�nalund.
Subimos a uma velocidade
de 1,5 metro por segundo.
Nossa altitude final ser� de 75 metros.
Senhoras e senhores,
bem-vindos � torre Gr�nalund.
Subimos a uma velocidade de 1,5 metro por segundo.
Nossa altitude final ser� de 75 metros.
� a altura.
Eu n�o consigo nesse lugar alto.
Mas, Hans,
o que h� de errado?
Por que n�o?
Tenho muitas coisas na cabe�a.
Eu n�o consigo relaxar.
O que passa na sua cabe�a? Em que voc� est� pensando?
- � por Bim? - Sim
Voc� est� muito estranho.
Voc� acha?
Por que voc� saiu do barco?
Voc� que tanto falava,
sobre o grupo... sobre os sentimentos do grupo.
Diabos! Como voc� p�de isolar-se l� com Bim?
- Voc�s est�o bem? - Sim.
Com ela est� tudo bem.
- Voc� se d� bem com Bim? - Sim.
N�s gritamos, brigamos, e depois fazemos amor.
- Gritam e brigam? - Sim, mas depois ...
acabamos bem.
Eu n�o sou um s�dico.
N�o � assim, droga! Fa�a um esfor�o, vamos l�.
Mas se ele � impotente, caramba.
Certo, mas n�o o transforme em um banana
� uma merda de cena,
n�o queremos um chor�o, voc� tem que dar mais for�a ao personagem.
Eu n�o posso dar for�a, ele acaba de fracassar,
� um fracasso total,
esteve com ela toda a noite e nada.
- Toda a noite? - � de manh�.
Esteve toda a noite e fracassou, ponto final.
N�o pode ser, for�a ele teve h� anos,
� disso que se trata.
Ei, � o pai intelectual de Lena.
Ele colocou estas ideias na sua cabe�a,
sobre a n�o-viol�ncia, sobre luta de classes. Ele a educou.
- Ele ensinou tudo a ela.. - Mas n�o pode ser.
- N�o pode ser t�o suave. - N�o me diga como ser impotente.
- A fazer coisas como impotente. - Eu n�o fiz voc� impotente.
Isso foi voc� quem disse.
N�o fui � casa de Vilgot.
Eu fui dar um passeio pela cidade, sem saber para onde ir.
Ent�o eu comecei a pensar em B�rje
e como n�s nos divert�amos na escola de arte dram�tica.
Antes dele engravidar Marie e eles se casarem.
Esperava que as horas passassem para ligar pra ele.
Fiquei realmente com medo que Marie atendesse.
Madelaine.
- Madelaine. - Madelaine!
- Voc� costuma vir aqui? - N�o.
- � a primeira vez? - Sim
Eu vou para o Cecil.
N�o, n�o me divirto no Cecil.
Existe muita diferen�a entre ir e se divertir.
- Voc� vem sempre aqui? - Sim, eu sou um cliente regular.
Obrigado.
- J� esteve no Lorry? - N�o, nunca.
N�o.
- No Jambalaya? - N�o.
- A Su�cia � uma sociedade de classes? - Sim, de certa forma.
Olhe para este lugar, por exemplo,
alguns podem parecer estranhos,
e talvez n�o sejam.
At� o nome assusta,
mas est� tudo bem.
Sou publicit�rio.
- A Su�cia � uma sociedade de classes? - Sociedade de classes?
N�o, nem um pouco.
Absolutamente.
Voc� acha que existe igualdade total?
Sim, � chocante.
Uma igualdade chocante?
- N�o devemos mudar nada? - Absolutamente nada.
Voc� sabe quem � a atual noiva do Pr�ncipe?
Voc� sabe quem � a atual noiva do Pr�ncipe?
- N�o me interessa. - Est� bem.
Voc� acha que fazer amor � a melhor coisa da vida?
N�o, � ...
� .. Como se diz isso?
� como ... Qual � a palavra?
- Voc� tem problemas com o sueco? - Sim, cheguei ontem.
- Desculpa. - Esteve no estrangeiro?
- Sim, eu vivo fora. - Onde?
- Na Su��a. - Claro.
Madelaine.
Aqueles que n�o fazem nada n�o poderiam viver �s custas dos que fazem
� essa a sua ideia de uma sociedade de classes?
Sim, eu penso que existem muitos benef�cios sociais.
Aqueles que n�o fazem nada recebem ajuda,
e os que trabalham, pagam por eles.
� incr�vel. As coisas est�o acontecendo!
Querem que eu e Marie sejamos os protagonistas.
- Bem, em qual filme? - � uma com�dia americana.
Sucesso, dinheiro, risos.
Eu entendo. � uma oportunidade �nica.
- Obviamente, voc� deve aceitar. - Sim, mas e o seu filme?
Voc� mencionou algo de uma cena de amor com Lena.
Sim, uma cena de amor com consequ�ncias.
Se n�s fizermos, deve ter consequ�ncias.
- Claro. - Se n�o, n�o teria sentido.
Quanto ganha um advogado por ano?
Pode ganhar desde quase nada
at� cem mil coroas.
Se ganha cem mil,
paga oitenta por cento de impostos.
Me parece justo ter altos impostos.
Um gar�om ganha muito menos,
ainda que n�o declare tudo,
mas o trabalho � duro. Parece justo?
N�o � justo.
Quando trabalhei na mina,
e depois na fazenda,
pagava menos impostos.
Trabalhava muito mais,
ganhava menos e pagava menos impostos.
Agora eu fa�o um esfor�o moderado, ainda que seja muito trabalho.
Agora eu tenho mais do que eu preciso,
e o trabalho � muito mais gratificante.
N�o acha que se poderia fazer algo a respeito?
Se poderia fazer muito.
Mas tudo � din�mico.
E sempre voltamos a ter desigualdade.
Madelaine.
R�pido, vamos, Madelaine.
- Ol�. - Vamos, Madelaine.
Ele mudou de ideia novamente.
Ontem disse que deixar�amos a cidade.
- Ficaremos fora dois meses. - N�o, n�o, temos que nos ver.
E como faremos isso?
N�o sei como escapar.
E se voc� disser que vai ver a sua m�e?
Eu n�o posso, sempre digo a mesma coisa.
O que voc� vai dizer?
- Tenho que ir. - Tudo bem, mas dois meses ...
- O que pergunto agora? - O mesmo.
J� tenho o recibo, consegui 5 mil coroas.
�timo.
Mas eu preciso de uma assinatura, ter� que ser da sua m�e.
Se � necess�rio que assine, terei que ir v�-la.
Ser� melhor que v� antes de irmos.
- Muito bem. - Faz tempo que n�o a vejo.
Est� feliz?
- Por ter algo seu? - Sim.
V� em frente, n�o pare.
Voc� gosta!!br0ken!!
- V� em frente. - Eu n�o posso mais.
For�a, for�a.
- Sim, estou tentando. - Mais forte!
- Mais forte, mais. - Eu vou gozar.
N�o, n�o, n�o, v� em frente.
Pronto.
Volte a dormir.
Papai est� aqui com voc�.
Fui rid�culo.
No teste.
Se me chamam para perguntar, eu direi:
"N�o, obrigado, n�o me interessa".
Que v� � merda.
Agora conta com voc�.
Sim?
Durante a noite falamos da cena.
� noite?
Na cama?
- Vivo com ele. - Voc� pode se mudar.
- Se algu�m me emprestar dinheiro. - Dinheiro.
Apartamentos custam dinheiro.
Sempre nos prostituindo.
- Seria bom ter um lugar. - Qualquer lugar.
Por que n�o aqui?
N�o gosto de vir aqui.
- Quando chega Marie? - N�o antes do meio-dia.
- Certeza? - Sim.
Eu lhe disse, Lena.
Estou com fome.
Onde voc� vai?
A Lundsbrunn.
Onde fica?
Em V�sterg�tland, eu acho.
O que vai fazer l�?
Buscar mam�e.
- Quem? - Mam�e.
Imagine que encontrei com ela essa tarde.
Que algu�m havia dito:
Ali est� ela, na nova escola.
Trabalha como cozinheira.
Mesmo que a escola feche durante o ver�o.
Eu estava errada.
N�o.
N�o trabalhava mais ali.
Mudou-se para Boras h� um ano atr�s.
Subimos, acima, acima.
A c�pula do amor, amor, amor.
Vem comigo, vem, vem.
Vive em Boras.
Casou novamente.
Tem um filho de 8 ou 9 anos que nunca vi.
Meu irm�o.
Vov� era evang�lica.
Mam�e tentou se afastar da Igreja desde jovem.
� dif�cil imaginar
como foi dif�cil ficar longe da Igreja.
Com mentiras e enganos o envolvem,
o crucificam,
demonstrando assim a maldade inata do homem.
Em vez de deixar o homem ser punido
Jesus Cristo, com todo seu amor,
vai ao Pai e diz:
"Pai, que estais no c�u conheces o mal do homem,
deixe-me ir para a Terra, deixe-me falar com eles,
deixe que entregue minha vida pela sua".
"Pai, que estais no c�u
pelo bem da humanidade ".
Esse era o plano de Deus.
- E ele disse a seu filho ... - Louvado seja o Senhor.
Disse a Jesus: "Des�a para a Terra".
E Jesus apareceu e deu-nos o seu amor.
N�o podemos compreend�-lo, mas assim � o amor de Deus.
E embora n�o entendamos,
podemos sentir.
Atrav�s da f�, Jesus purifica
e santifica nossos cora��es.
- Am�m. - Querido Jesus.
Para terminar, fiquemos em p�
e louvemos o Senhor.
Louvado seja o Senhor louvado seja o Senhor Jesus.
Aleluia.
Obrigado, e que Deus aben�oe a todos.
Espero v�-los novamente aqui.
H� muitas profecias
que se referem ao dia do ju�zo final.
Falam sobre como o homem se ocupa com as coisas mundanas
e se distancia do lado de Deus.
Bem ...
Do modo como prevalece a deprava��o.
Como nos tempos de No� e de Lot.
- A deprava��o prevalece? - Sim, em todos os lugares.
- Aqui? - Particularmente na Su�cia.
Onde percebe isso?
Basta ver as not�cias, os jornais,
a televis�o, o que eles dizem, � ...
O que quer dizer com deprava��o?
Imoralidade.
- O que � isso? - Os roubos, tudo.
O que � imoral?
Bem, a B�blia
diz-nos que todo ato sexual
fora do casamento � imoral.
- Todos. - � imoral.
Voc� e sua namorada tiveram rela��es sexuais?
- N�o. - Nunca?
- E n�o ter�o at� se casarem? - Esperamos que n�o.
- E voc�, nunca...? - N�o.
- Sua noiva tamb�m n�o? - Duvido muito.
Mas por acaso voc� n�o a deseja sexualmente?
Claro que sim, � normal querer isso.
Mas ...
Mas a palavra de Deus disse que tais atos
pertencem ao casamento,
assim, busco for�as e cumpro a palavra de Deus.
Voc� n�o faz outras coisas? J� usou as m�os para...?
- N�o. - Mas voc� j� beijou ou abra�ou?
- Isso sim. - Nada mais?
- Sim - Ent�o, e as crian�as?
Voc� vai ter filhos logo?
Isso depende deles virem, algumas pessoas n�o conseguem.
E se voc� n�o quisesse ter filhos
o que voc� faria para evitar isso?
Eu n�o acho que quereremos evitar ter filhos.
Mas, e se fosse assim?
- Se acontecesse ... - Simplesmente n�o faz�-lo.
- Abstin�ncia? - Sim, exatamente.
- Nada de anticoncepcionais? - N�o.
- Outros m�todos? - N�o.
Nada de coito interrompido? S� abstin�ncia?
Mas pense, por exemplo, na explos�o demogr�fica.
- � um grande problema. - Sim
O mundo est� superpovoado. Como podemos evitar?
Evitar, evitar, essa n�o � a quest�o.
N�o se trata de evitar.
Como eu disse, eu n�o acho que o mundo ainda v� durar muito.
Como diz a B�blia, o mundo ...
N�o dever�amos fazer alguma coisa para evitar a fome
devido � superpopula��o?
- Faremos o que for poss�vel. - N�o.
O que voc� pode fazer?
Pode usar contraceptivos, ensinar outros a usar.
Menos pessoas nasceriam.
O que o mundo precisa � do Evangelho.
Isso n�o alimenta a quem tem fome.
Nem impede que tenham mais filhos.
- E nem que morram tamb�m. - Pense sobre isso:
O homem que se salva vai para o c�u quando morre.
Quem n�o se salva vai para o inferno.
E os milh�es e milh�es
que existem na �ndia e na China
n�o se salvam? Ir�o todos para o inferno?
A B�blia fala do c�u e do inferno
e dos que cr� em e dos que n�o creem.
Primeiro devem morrer de fome na terra
e, em seguida, queimar no inferno
apesar de serem crian�as, milh�es de crian�as.
Como se fossem propriedades do c�u.
Jesus disse.
Em primeiro lugar, o tormento na terra ...
Ele disse: "Enquanto sofrem as crian�as...".
Mas ...
� uma pergunta dif�cil.
Depois disso, me cansei.
N�o parava de dar voltas.
� como os cat�licos,
mandam � merda as mudan�as sociais.
As religi�es da �ndia e o sistema de castas.
Nossa igreja estatal
nunca levantou um dedo para algo importante.
PERGUNTA PARA A HUMANIDADE
O QUE FAREMOS COM TANTAS RELIGI�ES?
Nunca cheguei a Boras.
Embora tivesse certeza de que mam�e estivesse l�.
Mam�e, meu irm�o
e meu padrasto.
N�o consegui.
Passei alguns dias muito estranhos.
Como se flutuasse no ar.
Podia acontecer qualquer coisa.
Dava medo.
Mas tamb�m era agrad�vel.
Me deixaram cinco horas mais tarde.
Perto de �rebro.
Bem-vindo � pris�o de seguran�a m�xima
constru�da pelo desejo do povo sueco.
ENCONTRAR� REF�GIO POR TODA ETERNIDADE
Terei que falar
com os assistentes sociais em Str�msund.
- Sim - E depois,
telefonar para G�ddede, para ver se h� um quarto.
Sim, claro, veremos se h� algum quarto.
O que v�o dizer a seus amigos,
os que est�o aqui, se voc� mudar de casa?
Mas se nunca dizem nenhuma palavra.
- N�o falam nada? - Como se fossem surdos-mudos.
S�rio?
N�o s�o muito divertidos, sinceramente.
Vamos ver, quero olhar novamente a sua perna.
- � esta que d�i? - Sim, esta.
� como se me quebrassem minhas articula��es.
BERTIL WIKSTR�M, M�DICO, 45 anos
- O m�dico chegou. - �timo.
- Tem dormido bem? - Muito bem.
Como um anjo.
- Est� interessado na pris�o? - Sim, claro.
- Conhece Torsten? - Que Torsten?
Torsten Eriksson, o diretor da pris�o.
Ele que construiu Kumla, a preciosa Kumla.
A Torre do Deserto.
Me d� carona para Str�msund?
Sim, mas levo muitas coisas.
Torsten, chefe da pris�o, somos gratos a ele.
Levantou a Torre do Deserto nas plan�cies de N�rke.
Construiu seus muros, todos o admiram.
Assim � Torsten.
Fuja, fuja daqui.
Torsten era um radical j� nos anos trinta.
As galinhas e os galos cantam "Radicais, mequetrefes".
O muro mede dez quil�metros sempre sob os olhos vigilantes
de Torsten.
Fuja, fuja daqui.
Aperte, mas n�o afogue, agora, n�o desperdice.
Aproveitemos os parados, cuidar�o dos prisioneiros.
Os radicais s�o homens, os velhos valores ainda servem.
Assim � Torsten.
Fuja, fuja daqui.
Dever�amos explodir...
este lugar e faz�-lo em peda�os.
Por qu�?
Eu n�o acredito nas pris�es e menos ainda se est�o superlotadas.
O que faz esse carro?
Transporta os prisioneiros, s�o meus pacientes.
O que voc� acha que vai acontecer com o sistema prisional?
Recentemente, no Boletim M�dico,
um colega meu, Karl Gr�newald
descobriu parte dos planos da C�mara de Pris�es.
D�o medo.
Especialmente do ponto de vista terap�utico.
Os que se encarregar�o de Langholmen
s�o piores que os de Kumla.
A outra pris�o, de H�rn�sand
est� em uma situa��o pior.
Os que planejam as terapias n�o sabem nada,
nunca trabalharam com terapias de reabilita��o.
A �nica coisa que os preocupa � o aspecto econ�mico,
constroem uma f�brica junto � pris�o
e acreditam que � a solu��o perfeita.
Quem � essa?
� nova, ela alugou uma casa em Sv�rton.
Um chap�u incr�vel.
Me lembra a atriz Gunnel Brost�m.
Sim!
Espere somente um segundo.
Peter, a comida est� servida, r�pido.
Traga para Johan.
Diga a seu pai que a comida est� pronta.
Lena, est� servido, pode passar.
Por que n�o permitem que mulheres entrem na pris�o?
Isso � muito importante? � crucial?
Sim, �.
Inicialmente, pelo menos,
depois voc� se acostuma.
Como est� sua perna?
Incomoda pouco, a menos que carregue
algo pesado, ent�o d�i.
Por que voc� veio hoje?
Bem, v�o me soltar em breve, e estou inquieto.
Tenho problemas para dormir e fico pensando.
- "Febre da liberdade". - Sim
Eu continuo dando voltas.
Eu perguntei se poderia ficar.
Fiquei com Anna e Bertil v�rios dias.
Questionei sobre o sistema prisional.
Falei com pessoas l�citas e am�veis,
e outros nem t�o am�veis.
Me deu a impress�o de que ningu�m se importava
com o tipo de justi�a que existe aqui.
- Os mimam demais. - S�rio?
Sim, e as coisas v�o de mal a pior.
Cometem delitos s� para poderem entrar.
O que era Ulriksfors antes de se tornar uma pris�o?
Vamos ver... primeiro foi uma f�brica de sulfato.
Em seguida, uma f�brica t�xtil.
Voc� acha que o munic�pio obt�m benef�cios
por ter a pris�o aqui?
Sim, acho que sim.
Eles empregam muitas pessoas do munic�pio, da regi�o.
Seria muito dif�cil encontrar uma empresa que quisesse vir.
S�o instala��es gigantescas.
Quanto voc� acha que ganha um advogado por ano?
- N�o sei. - Tente adivinhar.
- Quanto voc� acha que ganha? - Deve ganhar muito bem.
- E um trabalhador t�xtil? - N�o muito.
E uma camareira? Quanto voc� acha que ganha?
Depende da cidade onde trabalhe.
O tipo de restaurante, sua idade.
Mas � um trabalho �rduo e mal pago.
- Te pagam mal? - Agora n�o.
Por que agora n�o?
Foi para a faculdade?
E voc�?
N�o, levo a Universidade no bolso.
Se ganha mais com estudos, certo?
N�o sabia?
Como voc� pode dormir aqui?
Nunca anoitece.
Eu durmo muito bem.
Se precisar de algo, �gua ou o que seja,
basta subir.
- Sabe quanto custa um prisioneiro? - Trinta mil por ano em m�dia.
- Lembra tudo de cabe�a? - Agora n�o.
Eu os esque�o durante as f�rias.
Voc� sente que tem consci�ncia culpada?
Eu n�o, a sociedade sueca.
- S�rio? - Voc� saber�.
Se tivesse uma arma, derrubaria esta chamin�.
E a torre.
Todo o maldito sistema.
- Obrigado. - E a seguran�a?
- � verdade. - Tente-se concentrar.
- Estou concentrada! - N�o est�.
Estou!
N�o faz sentido dizer que custam trinta mil por ano
se a an�lise n�o levar em conta o sistema de seguran�a.
Vinte mil pessoas custam sessenta mil.
- Outra bebida? - Sim!
Est� louco.
Exige concentra��o total. S� consegue pensar no filme.
Voc� tem que estar concentrado e...
nada mais existe.
Eu sei que � um bastardo.
Voc� dorme com ele?
Voc� dorme com ele?
Sim!
Se n�o me deitasse, poderia falar a ele sobre n�s.
Bem, deixe-o, n�o fa�a mais isso.
N�o posso at� que acabe o filme.
Grande Hotel Stromsund.
Claro, deite-se com ele.
Lena, sente falta de mim?
Sim? Muita?
Sinto sua falta.
� claro que eu sinto sua falta.
Muita, muita falta, adeus.
A sociedade de classes deve irritar os social-democratas.
Irrita muito.
Irrita como sarna.
A irrita��o socialista.
A Su�cia � um pa�s de arrogantes.
Socialismo arrogante.
O sistema prisional � um exemplo claro
do pouco profissionais
que somos na hora de nos ocuparmos das pessoas.
Devo atacar o conceito de preven��o geral.
A tese infundada de que o medo das consequ�ncias
impede que cometam crimes.
Como est� sua m�e? Mandou lembran�as?
N�o.
Seria um detalhe da sua parte.
- Veja. - O qu�?
- Quando terminamos aqui? - Depende de voc�.
Por que de mim?
Depende de quanto de si mesmo voc� pretende dar.
Est� faltando vontade a voc�, est� desanimada.
Hoje parecia que voc� n�o estava na cena com Gunnel.
- Estava ausente. - E voc�?
- Estava ausente naquilo que fazia. - E voc�?
- Tamb�m mudei. - Sim?
- Sim. - Voc� reconhece que voc� mudou?
Sim.
� como se alguma coisa estivesse segurando voc�.
- N�o que eu saiba. - � hora de descobrir.
Deve sentir isso.
Aparentemente n�o h� nada, tudo segue igual,
mas voc� levantou um muro.
Voc� vai ficar dessa maneira?
N�o, n�o � engra�ado.
Antes est�vamos bem.
Verdade?
Ou era uma ilus�o?
N�o.
- O qu�? - N�o.
N�o me parecia.
Lena.
- O qu�? - O que voc� quer dizer?
Quer terminar o filme? Terminar comigo?
Quer terminar o filme e depois me deixar?
J� pensou?
Eu nem sequer posso te tocar.
Certo.
J� n�o falo com voc�
de beijos e ninharias.
J� n�o te falo
de an�is e de casamento.
Amor e carinho
agora s�o s� palavras.
J� n�o t�m sentido
tornaram-se vazias.
Voc� foi o primeiro
o �ltimo e o �nico.
Assim cantou o meu cora��o
desde o primeiro dia.
O anel que voc� me deu
eu j� lhe devolvi.
An�is de ouro
n�o significam nada para mim.
Era t�o jovem,
t�o inocente e ing�nua.
Fui uma tonta,
nunca percebi.
Voc� tinha as outras,
eu n�o era a �nica.
O amor que eu te dei
voc� entregou para as outras.
Meu cora��o est� triste,
deseja e espera por voc�.
Deseja e espera por voc�.
espera por voc�.
Desejo que voc� me compreenda,
que volte para meu lado.
Meu cora��o � um caso perdido
n�o quer aprender.
Mas sei que � meu dever
ensinar ao meu cora��o.
Uma menina forte
� o que um homem quer.
Te parece bom isso de ficarem separados?
Meninas de um lado e garotos de outro?
Sim, pode parecer algo frio, mas tudo bem.
- E assim est� bem? - Os meninos n�o iriam nos olhar
se estiv�ssemos juntos, n�o nos observariam.
O que fazem os meninos durante as noites?
Eu n�o sei. Eu n�o sei o que dizer.
Suponho que fiquem dando voltas de carro e outras coisas.
Me refiro a ir dan�ar � noite.
Aqueles que gostam de dan�ar, dan�am.
Embora hoje a coisa n�o esteja muito animada.
Voc� sempre compra uma bebida antes de sair � noite?
Sim, � necess�rio levar "suprimentos".
- Claro que sim. - Por qu�?
Porque as meninas aqui s�o muito t�midas,
� preciso dar a elas alguma coisa para anim�-las.
Eu vou te dizer.
Eu fui a dois bares diferentes e trouxe cinco garrafas de conhaque.
Desculpe, Deus, como voc� � alto.
- Sim - Qual � sua altura?
- 1.92. - 1.92.
Desenvolvido.
Desculpe, voc� sai � noite para ver se consegue uma garota?
Sim.
- E geralmente consegue? - N�o.
- N�o? Ora. - � um desastre.
- Ent�o nada? - N�o.
- Que pena. - � uma merda.
Sim, uma merda.
O que voc� acha de uma menina
que dorme com voc� no primeiro encontro?
- Tudo bem. - Voc� gosta?
Sim, se ela concorda est� tudo bem, �timo,
se n�o, n�o.
- P�ssimo. - Pra voc� isso est� errado?
- Sim, muito errado. - Claro.
Depende de quem � o menino.
Se voc� conhecesse um garoto que te atra�sse, voc� dormiria com ele?
N�o, em princ�pio n�o, mas isso depende.
- Do qu�? - Do rapaz e outras coisas.
Voc� iria.
- Eu n�o. - O qu�?
- Eu n�o faria isso. - Quantos encontros precisaria?
Eu n�o sei, mas mais de um.
Uma garota deve se reservar para o casamento?
N�o.
- O que voc� acha? - Para nada.
- Devem transar antes? - Exatamente
Voc� acha que os rapazes e as garotas devem usar prote��o?
- Prote��o? - Sim. Quem deve se preocupar?
- A garota. - A garota.
- O rapaz, sim. - O rapaz?
- Ambos. - Ambos.
E qual � o melhor?
Preservativo ou DIU?
- Como? - Preservativo, DIU ou a p�lula?
- A p�lula � melhor. - Voc� est� tomando?
N�o.
- Voc� toma a p�lula? - N�o.
Tem vergonha de pedir para o m�dico?
- N�o. - N�o?
As garotas devem se casar se ficam gr�vidas?
N�o necessariamente.
Especialmente se o casal descobre que n�o se gosta.
� um grande problema.
At� porque isso pode terminar na justi�a se n�o houver acordo.
Se o garoto est� apaixonado por ela,
ent�o sim, deve cuid�-la.
Mas, se n�o gosta dela,
ent�o � melhor que a esque�a, muito melhor.
- Como? - Voc� acredita no casamento?
N�o.
Voc� j� foi casada?
N�o.
- N�o quer ser m�e? - Eu sou.
Quantos anos t�m seu filho?
- Treze. - Treze!
Estou realizando uma pesquisa cient�fica.
Posso fazer algumas perguntas?
Sim, claro.
- Quantos anos voc� tem? - Vinte e nove.
Vinte e nove, ent�o.
Quantos anos voc� tinha quando teve seu primeiro filho?
Dezessete.
- Menino ou menina? - Menina.
Venceremos.
Venceremos.
Algum dia venceremos.
LENA EXPLICA A N�O-VIOL�NCIA PARA SONJA
FRATERNIDADE, SABOTAGEM
N�O-COOPERA��O
Algum dia venceremos.
Aqui quase n�o d� p�!
H� muita lama.
Que porcaria, inferno!
Tem caranguejos?
- N�o, somente peixes. - Venha!
Venha, depressa.
Eu vou te ensinar a nadar.
Voc� n�o se atreve?
Venha!
Durante toda essa semana
jantei com Sonja e Elin todas as noites.
Foi a primeira vez nesse ver�o
que gostei de ficar em um lugar.
Deus, que frio.
Se respira paz aqui.
Nem uma alma a quil�metros de dist�ncia.
- S� campo. - Como estou suja.
Tire a lama antes de se vestir.
- Conhece Sonja Lindgren? - Sim
As pessoas pensam mal dela
por ter dado a luz com apenas dezessete anos?
N�o, n�o, na verdade, n�o pode ser.
Acho que n�o.
- Acha que n�o? - N�o.
- Voc� pensou mal dela? - N�o, n�o tem nada...
N�o h� nada de errado nisso.
- N�o? - N�o para mim.
Por que pensariam mal? Isso � de outro s�culo.
- Outro s�culo? O dezenove? - Sim
As pessoas n�o s�o t�o fechadas hoje em dia.
Pelo menos, n�o todos.
Quando fui para o hospital,
queriam que eu subisse pelo elevador.
Eu recusei.
Fui pelas escadas e
minhas coisas foram pelo elevador.
Em seguida, quando cheguei � sala de parto,
tamb�m n�o quis ficar na cama nem nada.
Todos ficaram me olhando como se dissessem:
"E essa a�, o que faz por aqui?"
Pensei:
"Tudo bem, sigam rindo, em breve vou dar um jeito".
Agora voc� pode imaginar.
Nem uma �nica pessoa te estende a m�o.
Todos te olham como se fosse lixo.
Como se tudo fosse culpa sua, inevitavelmente.
Merda, � meio-dia.
Planejava dormir pelo menos duas horas
antes de Sonja e Elin chegarem.
N�s est�vamos indo pescar trutas.
Mas era imposs�vel, havia sempre muita luz.
Malditos mosquitos.
Lena!
Lena!
Lena!
Lena!
MENSAGEM � JUNTA DIRETORA DA ASSIST�NCIA PENIT�NCI�RIA
DEIXARAM DE PENSAR COMO RADICAIS
INSTITUI��O PENITENCIARIA
O mundo � um colch�o.
� um colch�o.
Macio e quente.
Macio e quente.
Ali, Lena poder� dormir em seguran�a.
Ali, Lena poder� dormir em seguran�a.
Estados Unidos, assassinos! Estados Unidos, assassinos!
MARCHA CONTRA O IMPERIALISMO
Estados Unidos, assassinos!
Franco, assassino! Franco, assassino!
Viva Ho Chi Minh! Viva Ho Chi Minh!
A passeata do movimento oper�rio socialista
contra o imperialismo.
A serpente representa o imperialismo.
- �frica. - Lena!
"Uhuru" significa liberdade.
Portugal fora da �frica.
A Volvo est� na �frica do Sul,
o apartheid continua.
Despe�am Wallenberg!
Franco, assassino do povo espanhol.
Abaixo a junta fascista grega.
Levem a revolu��o aos Estados Unidos.
Indon�sia � a c�mara de g�s da CIA.
Um milh�o de pessoas assassinadas.
Foi horr�vel v�-los todos novamente.
Eu queria me meter em um buraco e me esconder.
Trabalhadores de todos os pa�ses, uni-vos!
Lutemos pela paz no mundo.
Eu tenho que ir.
- Espere um minuto. - O qu�?
- Amanh� �s cinco no Tivoli. - Eu n�o posso.
- Por que n�o? - Por que n�o, olha...
- Eu sei que voc� pode. - N�o, eu vivo com um homem.
- Amanh� eu n�o posso. - Por que n�o?
- Por que n�o e pronto. - Pode sim.
- V� amanh� �s cinco. - N�o.
H� uma festa?
N�o � nenhuma festa.
- Lena fique uns dias. - N�o.
- S� alguns dias. - N�o importa quantos.
Mas, onde dormir�?
J� est� resolvido.
Lena dormir� aqui, vem.
Hans!
Hans.
Hans! Que durma no quarto da direita.
- Deixe ela ficar aqui. - Eu disse que n�o.
Pare de chatear, caramba!
N�s vamos encontrar um quarto.
Por aqui.
Eu n�o posso ir pra casa agora, por isso Hans me disse pra ficar.
Que nada.
N�o quero causar problemas.
N�o se preocupe, estou acostumada.
Hans sempre convida as pessoas.
� muito bom.
Sim, � bom,
mas ...
- O que � isso? - Sinto coceiras.
O m�dico de Str�msund
disse que certamente era uma alergia.
Uma alergia? Deixe-me ver.
- � s� aqui? - N�o.
Tamb�m nas axilas e nos dedos.
O qu�?
Eu vou...
Maldito pacifista.
N�o � viol�ncia.
Est� louco.
Quem ganhou? Voc� sempre ganha.
Quem ganhou?
Voc� j� sabe.
Eu trouxe Lena aqui.
Eu a conhe�o, quero ...
Eu quero ajud�-la.
Voc� e sua maldita pseudo-psicologia.
- Sempre coloca o nariz ... - Ent�o ajude-a!
- Ajude-a do seu modo, se puder. - Claro.
- Se voc� puder. - Sim
- Se voc� puder. - Eu j� ajudei antes.
Antes, claro.
Vem aqui.
- Eu quero dormir. - Eu n�o vou bater em voc�.
Cansada de lutar.
Metade j� bastaria.
Nos acendem e nos apagam como l�mpadas.
Homens e bestas,
todos da mesma fam�lia.
O colch�o � suficientemente grande para todos?
Vamos descansar.
Trancados na torre de Babel.
Se deixam levar para onde o vento soprar.
Sou mais uma.
Feita do mesmo molde.
Ningu�m � bom o suficiente.
Sou mais uma.
Feita do mesmo molde.
Empurrada e levada pelo vento.
- Ei. - Onde est� Bim?
Dormindo.
Venha, sente-se.
Eu quero conversar.
� dif�cil falar sobre essas coisas.
Olhe.
Lena.
Voc� � t�o doce.
Tudo � t�o complicado.
Eu n�o aguento mais esta luta.
- Antes que voc� v�... - O que voc� est� fazendo aqui?
- Vou.. - Quero falar com Lena!
- J� sei, quero ver uma coisa. - O que voc� est� fazendo?
Deixe-a em paz.
- Voc� n�o tem nada que ver. - Quero ver ...
- O que voc� vai fazer? - Ver essa alergia, me d� as m�os.
Uma lupa? Voc� � louca?
Sim.
- Era o que eu pensava: sarna. - Sarna?
Sim, sarna.
O m�dico me disse que era uma alergia.
N�o � alergia, � sarna.
N�o � grave, mas voc� pode infectar algu�m.
- Infectar? - Se seguir transando com outros.
Voc� que inventou isso.
- Cale-se! - Para que par�ssemos.
Eu aceitei o papel.
Vendedor de carros.
Embora tivesse jurado que n�o faria
e Marie me pediu que n�o fizesse.
B�rje.
Voc� vendeu um carro ao engenheiro Johansson.
E ele est� muito chateado com suas promessas.
Voc� ...
- Ol�. - Ol�.
Podemos conversar?
Saio agora. Vou lev�-la onde quiser.
Vamos at� a garagem?
- O qu� est� acontecendo? - Sarna!
Obrigado, muito obrigado.
Obrigado pela sarna.
- Voc� j� tinha percebido? - Obviamente, co�a muito.
Ent�o voc� tem tamb�m.
- Mas n�o fui que transmiti. - N�o foi voc�?
- Quem, ent�o? - Talvez voc� tenha me passado.
- Homens pegam de garotas. - Claro, das garotas.
Sim, sarna vem das garotas.
� uma doen�a de garotas?
- Voc� j� dormiu com muitos homens. - E voc� com muitas garotas.
Esteve com algu�m antes de mim?
- Sim, e voc�? - Eu n�o.
- N�o dormiu com ningu�m? - E se tivesse dormido?
- Poderia ter pego antes.
E o meu filho!
- E o meu filho, inferno! - Nunca fala dele.
- Merda. - Hip�crita.
- Porco. - Voc�!
Deus, que porco voc� �, como voc� � nojento.
- Precisamos fazer algo. - Claro.
Voc� deve ligar para o hospital e marcar uma hora.
N�mero 27.
A IRRITA��O SOCIALISTA
Est� despedido a partir de 30 de Setembro.
Voc� trabalha na BMC?
Acabei de ser demitido.
- O que voc� vai fazer agora? - N�o sei.
Estamos condenados a nos prostituir.
Seu n�mero, por favor.
V� em frente.
Sente-se no papel, um p� em cada estribo.
- Um pouco mais pra frente. - D�-me seu cart�o.
Qual � o problema?
Tenho muita coceira, acho que � sarna.
Desde quando sente isso?
Duas ou tr�s semanas, eu acho.
Vire um pouco.
Pensei que fossem picadas de mosquito.
- Me co�a e eu n�o consigo dormir. - Um segundo.
Me d� o seu cart�o, por favor.
Bem, obrigado.
Voc� j� esteve aqui antes?
- N�o. - Bem, obrigado.
Teve corrimento?
Eu n�o notei nada.
- Eu teria notado. - Ent�o n�o.
- Seu nome � B�rje? - Sim
- Profiss�o? - Sou vendedor de carros.
Bem, era.
Voc� � casado?
N�o, por qu�?
Para preencher o hist�rico.
Dependendo do resultado do exame m�dico,
talvez sua esposa deva vir.
- Eu n�o sou casado. - Solteiro.
Seu endere�o � este aqui?
Se estivesse casado, ela teria que...?
Bem, isso � decidido pelo m�dico.
Eu n�o sou casado.
Abra um pouco.
Um pouco mais.
Eu n�o posso examin�-la assim, abra mais.
S�o tr�s coroas.
Pronto.
Pode se levantar.
Aguarde os resultados l� fora.
Sem �lcool e sexo durante o tratamento.
Pare, pare.
Dever�amos estar � frente deles, vamos voltar.
- Tem que come�ar antes. - Certo, vamos voltar todos.
- Um pouco mais r�pido. - Vamos tentar.
Reformar o mundo.
Reformar o mundo.
Desde Liding�.
Desde Liding�.
Seremos famosos.
por nossa democracia.
- Que faremos amanh�? - Amanh�?
A �ltima cena, Lena encontra sua m�e.
Quem ser� a m�e?
Gudrun �stbye.
Subimos, acima, acima.
A c�pula do amor, amor, amor.
Vem comigo, vem, vem.
Ver� como nos divertimos.
Compre.
Veja nosso filme.
Um filme em duas vers�es.
Amarela ou azul.
- Esta � a vers�o azul. - A azul.
- A azul. - A vers�o azul.
Sua, sua, eu quero ser sua.
Se voc� for s� meu, meu, meu.
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