All language subtitles for verdades secretas s1e7

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Original subtitles

Nua?

[Alex] Nua.

Fica nua pra mim.

[Alex] Eu gosto de você.

[Alex] Te acho tão bonita.

Quero ficar olhando teu corpo nu.

Já aconteceu de tudo entre a gente.

Ficar nua parece... sei lá.

Strip tease. [ri]

[Angel] Fico sem graça. [Alex] É só pra mim.

Então bota um som.

Quem sabem eu não relaxo?

[♪ música agradável com bateria ♪]

[♪ The Last Day - Moby ♪]

♪ He was searching ♪

♪ Blindly night and day ♪

♪ This life, there must be more ♪

♪ Breaking beauty, just to stay awake ♪

♪ His heart was like a stone ♪

♪ Ooh, ooh, ♪

♪ his heart was like a stone ♪

♪ And on the last day ♪

♪ He walked out in the sun ♪

♪ He only just discovered the sun ♪

♪ On the last day ♪

♪ And on the last day ♪

♪ When all this work was done ♪

♪ He only just discovered the sun ♪

[Avó] Filha, você não pode ficar acordada toda noite esperando Arletinha.

[Carol] Ai, Mãe, não consigo dormir até ela chegar.

[Carol] Se acontecer alguma coisa...

[Carol] Essa cidade é grande demais...

[Avó] Eu sei, eu também me preocupo. Mas cê tem que dormir.

[Avó] Se não vai acabar perdendo o próprio emprego.

[Darlene] Ainda acordadas as duas.

[Carol] Esperando Arletinha que ainda não chegou.

[Darlene] Nossa. Esses trabalhos de modelo acabam sempre tão tarde?

[Carol] Ela tem que ficar até o final do evento.

[Carol] Ainda bem que a Fanny cuida pra ela chegar em segurança em casa, se não...

[Carol] Arrancava uns cabelos! [Darlene] Sei...

[Avó] Que foi, Darlene?

[Darlene] Não... é que ela vai ter que dar duro pra não se prejudicar no colégio.

[Carol] Não... nos estudos eu não vacilo, não.

[Carol] Nem que eu tenha que passar a noite estudando com essa garota.

[♪ Love Me Tender - Pato Fu ♪]

♪ Love me tender ♪

♪ Love me sweet ♪

♪ Never let me go ♪

♪ You have made my life complete ♪

♪ And I love you so ♪

♪ Love me tender ♪

♪ Love me true ♪

♪ All my dreams fulfill ♪

♪ For my darling, I love you ♪

[Alex e Angel grunhindo] Ai! Ai!

[Alex ri] [Angel] Ai! Sai!

[Angel] Tenho que ir embora! [Alex] Fica, fica!

Não posso, tenho que ir embora. Já tá tarde.

[Alex] Por mim cê ficava aqui a noite inteira.

[Angel] Por mim também. Mas minha mãe deve tá desesperada. Não dorme enquanto eu não chegar em casa.

♪ For it's there that I belong ♪

♪ And we'll never part ♪

♪ Love me tender ♪

♪ Love me true ♪

♪ All my dreams fulfill ♪

♪ For my darling, I love you ♪

♪ And I always will ♪

♪ Love me tender ♪

♪ Love me, dear ♪

♪ Tell me you are mine ♪

♪ I'll be yours through all the years ♪

♪ 'Til the end of time ♪

♪ Love me tender ♪

♪ Love me true ♪

♪ All my dreams fulfill ♪

♪ For my darling, I love you ♪

[Alex] Presentinho pra você.

[Alex] Não fica sem jeito.

É um presentinho, mesmo.

[Angel] Se não fosse pelo problema da minha avó, eu não aceitaria.

[Angel] Tão bom ficar com você.

[Alex] Sou velho pra você.

Não.

Cê é especial pra mim.

Teu motorista vai me levar?

Claro.

[Alex] Angel.

[Angel] Oi?

Você também é muito especial pra mim.

[Igor] Fá-gras? [Pia ri] Foie-gras!

[Igor ri] Bom demais, gata! [Pia] Cê gostou?

[Igor] Muito! Assim cê vai me acostumar mal.

[Igor] E se eu me apaixonar?

[Pia] Sabe o que a gente podia fazer?

[Pia] Tomar um vinho antes de dormir. Que cê acha? [Igor] Acho ótimo.

[Pia] Vamo? [Igor] Vamo.

[Pia] Quem pega, eu ou você? [Igor] eu

[Pia] Cê vai lá pegar? [Igor] Pego.

[Pia] Então vai... [Igor] Pego...

[Pia] Então pega... [Igor] Pego, pego...

[Pia ri] Pega... [Igor] Pego o que cê quiser...

[barulho de coisas quebrando]

[Pia] Ué, cê ouviu esse barulho? [Igor] Não...

[Pia] É a Giovanna...

[Pia] Por que ela tá acordada a essa hora? [Igor] Que Giovanna...

[Pia] Peraí, peraí... [Igor]Vem cá...

[Pia] Peraí, só um minuto.

[Igor] Não, por quê? Sai da noia, que Giovanna!?

[Pia] Alguma coisa tá acontecendo, peraí.

[meninas tossem e riem]

[alguém tosse forte]

[Pia] Giovanna!

[Giovanna] Oi! [Pia] Tá tarde!

[Pia] Cês têm aula amanhã!

[Giovanna] Eu sei.

[Nina] Ih, eu esqueci total de ligar pro meu pai vir me buscar.

[Pia] Que cheiro é esse?

[Giovanna] Cheiro?

[Pia] Não se faça de desentendida.

[Giovanna ri] Incenso!

[Giovanna] A Pati detonou um fedidasso.

[meninas riem]

[Pia] Sabe qual é o problema de vocês?

[Pia] Vocês se acham muito adultas e muito sabidas.

Só que eu já tive a idade de vocês.

Eu já tive amigos na adolescência que fumavam.

E uma coisa leva a outra. Eles diziam:

"Vai, experimenta, na boa!"

Só que foi trágico. Eles se perderam. Não fizeram nada na vida.

Teve um que foi internado e nunca mais saiu.

[Giovanna] Teeenso! [todas riem]

Não é engraçado.

[Nina] Deve ser meu pai.

[Pia] Pode deixar que eu vou abrir.

[Pia] Prazer. Pode entrar que as meninas já estão esperando.

[Sérgio] Olá, meninas.

[Sérgio] Filha...

[Sérgio] A gente já se conhece.

[Sérgio] Sérgio, só pra lembrar... [Pia] Ah, Sérgio, que bom.

[Pia] Que bom que você chegou, inclusive, em um momento um pouco delicado..

[Pia] que... eu queria... Acho que eu devo falar com você,

[Pia] depois eu vou querer falar com os pais da Pati, também...

[Pia] Mas é que eu peguei as três, agora, no quarto, fumando.

[Sérgio] Fumando?

[Pia] Maconha. [Sérgio] Ah!...

[meninas riem] [Nina] Meu pai é pela legalização.

[Nina] Faz até marcha.

[Sérgio] Cê sabe que eu sou economista, né?

[Sérgio] Então eu dou aula em doutorado, faço conferências,

[Sérgio] escrevo livros, artigos... é uma vida estressante.

[Sérgio] A Nina que é a caretinha da casa.

[Sérgio] O maluco beleza sou eu.

[Sérgio] Pati, vem com a gente? [Pati] Opa!

[Pati] Cadê minhas coisas?

[Sérgio] Um prazer. [Pia] Prazer.

[Giovanna ri baixo]

[Pia] Qual é a graça?

[Pia] O pai dela é doido. Eu não quero mais que você ande com essa menina.

Tá bom, mãe. Minhas amigas eu escolho.

Só pra te situar...

A Nina é crânio. Aluna nota 10, valeu?

Eu não quero mais que você ande com essa menina. Valeu?

[Giovanna] É melhor você cuidar da sua vida.

Como é que é?

[Giovanna] É. Fica aí pegando o personal. Leva pra jantar, traz o carinha de sobremesa...

[Giovanna] Se liga! [Pia] Cê tá maluca, Giovanna!?

[Pia] Ai...

[Pia] Eu não sei o que eu faço com a Giovanna...

[Igor] Cê tá se preocupando à toa, sabia?

[Igor] A menina tá na idade da rebeldia. Ela quer te agredir.

[Igor] Isso é normal.

[Pia] Eu sinto que é mais do que isso...

[Pia] Giovanna pode acabar em uma situação muito pior.

[Igor] Adoro seu cheiro, sabia?

[Pia] Eu sou mãe. Eu sei o que eu tô falando.

[Pia] Eu tenho medo do futuro dela.

[Igor] Não precisa ter medo de nada.

[Igor] Eu tô aqui com você.

[Igor] Quer que faça uma massagem? [Pia ri]

[Igor] Quer? Quer uma massagem?

[Igor] Uma massagem! [ambos riem]

[♪ música reflexiva com piano ♪]

[♪ música emocionante com violão ♪]

[Alex] Eu sou velho pra você.

[Angel] Não.

[Angel] Cê é especial pra mim.

[barulho de carros e buzina na rua]

[Avó] Meu Deus, mais 5 mil!

[Avó] Ai, assim eu vou ainda mais confiante pra reunião com o advogado do condomínio.

[Carol] Mãe, talvez a gente possa fazer uma proposta melhor do que a gente tinha pensado!

[Avó] Claro! Claro!

[Darlene] É, Hilda. Os ventos aqui mudaram depressa.

[Avó ri] Graças a Deus!

[Carol] Esse evento deve ter sido bom, né filha?

[Carol] Foi de quê?

[Angel] Foi um... lançamento de vinho.

[Angel] Com degustação. Por isso que demorou.

[Angel] Porque era tipo um concurso com jurados.

[Angel] E aí a gente tinha que servir três vezes.

[Carol] Hm... Nós vimos juntas um programa assim mesmo na TV.

[Carol Lembra, filha?

[Angel] É, mais ou menos.

[Darlene] Deve ser proibido colocar menor de idade em um evento com bebida alcoólica.

[Avó] Ah, você tem toda razão.

[Carol] Não, mas Arletinha não bebeu, não.

[Carol] Bebeu? [Angel] Claro que não, né, mãe? Eu não bebo!

[Angel] E também nem podia, porque o vinho era só pros convidados.

[Darlene] E nesse programa também tinham modelos...

...assim, jovens como você, servindo?

[Angel] Tinha [Carol] Não.

Tinha?

É, a mãe tem razão...

[Angel] ...eu não lembro muito bem, não...

[Carol] Não lembro direito...

[Darlene] Hoje também tem trabalho de modelo?

[Angel] Ah, tô esperando uma mensagem, aqui...

[Darlene] Ué, não marcam com antecedência?

[Angel] Marcam, mas às vezes acontece de surgir de última hora igual ontem.

[Darlene] Sei, imprevistos. [Angel] É. Obrigada pela carona, Darlene.

[Joel] Ei...

[Joel] Algum problema? Cê tá com uma cara esquisita.

[Darlene] A gente pode conversar mais tarde?

[Darlene] Tô muito desconfiada dessa menina.

[jovens rindo e gritando]

[Guilherme] Cê disse que era incenso, Gi!?

[Guilherme] Desculpa mais antiga!

[Dudu] Uma cena de rolar rir!

[Dudu] As três numa mó legal. Fumacê daora, pá.

[Dudu] A mãezona flagra e o pai da outra libera! [todos riem]

[Giovanna] Nossa, mó vergonha. Faltou minha mãe dizer que nunca experimentou.

[Dudu] Até pode ser, mano.

[Dudu] Sua mãe sempre foi fina, careta, pá, relaxada...

[Guilherme] Opa! E aí?

[Guilherme] Cê tá de boa?

[todos lamentam ironicamente]

[risadas]

[Caco] Pesaaado, velho!

[Guilherme] Tava na pressa pra pegar lugar no fundão da sala.

[Giovanna] Nem inventa. A pobrinha te deixou no vácuo!

Peraí! Ela virou modelo. Tá diferente.

A roupa continua uó.

Tô muito ocupada comigo pra ficar com peninha da pobre.

[Guilherme] Dá um tempo.

[menino] Uuuuh!

[Giovanna] Eu não acredito. Foi atrás dela!

[Dudu] Também ia se podia. Só que ele chegou primeiro

[todos] Ahhh! [Giovanna] Vai dizer que curte a pobrinha, tosco!

[pessoas conversando ao fundo]

[Guilherme] Preciso trocar uma ideia com você.

[Angel] Comigo?

[Guilherme] Queria ficar de boa com você.

[Angel] De boa? [Guilherme] É.

[Guilherme] Legal.

[Angel] Faz um favor, então.

[Guilherme] Diz aí.

[Angel] Não fala mais comigo, não, valeu?

[Everaldo] Rosas?

Cê só tem paciente mulher...

Toda mulher gosta de rosas. [Everaldo ri]

[Everaldo] Eu é que devia te dar rosas, Carolina.

[Carol] Imagina...

[Everaldo] Pra agradecer,

[Everaldo] Cê trouxe vida pra esse consultório.

[Everaldo] E a filhota, como vai? [Carol] Tá muito bem, obrigada.

Com licença.

[Carol] Posso te pedir uma opinião? [Everaldo] Claro.

Quantas e sobre o que quiser.

É que a minha filha tá ganhando tanto...

Em uma noite ela ganha mais do que eu em meses.

[Carol] Não que eu esteja reclamando do meu salário.

Não ficaria ofendido se estivessse. Qual é a questão?

Será que é normal ganhar tanto? De início?

Acho que sim.

É uma questão de mercado.

Tem profissões que nunca vão ganhar tanto quanto outras.

Tem modelos que ganham milhões de dólares,

E um médico como eu... nunca será milionário.

[Everaldo ri] [Carol] Ai, verdade...

Acho que eu estranhei porque até ontem minha filha era uma criança.

[Carol ri] Ainda é, né!?

Mas agora já virou arrimo de família.

[Everaldo] Eu também comecei a trabalhar muito cedo pra ajudar meus pais.

[Carol] É verdade. Cê tá certo.

Ai, ai...

Eu tenho mais é que ficar muito orgulhosa vendo minha filha vencer.

É isso.

É isso.

[Carol] Obrigada. [Everaldo ri]

[Fanny] Quando cê me chamou, achei que cê queria conversar cobre negócios.

[Alex] É sobre a Angel. [Fanny] Já entendi.

[Fanny] Minha maior alegria é te ver feliz.

[Fanny] Tá com a pele boa, ein?

[Alex] Minha maior alegria é o dinheiro que cê vai ganhar comigo, produzindo todos os catálogos da Like e da fábrica de tecido.

[Alex] Que não são poucos, você mesma disse.

[Fanny] Tô ansiosa pra começar.

[Fanny] E aí? Algum progresso?

[Alex] Mandei demitir metade do departamento de mídia. Demora um pouco.

[Alex] É muita gente, Fanny. Você não faz ideia.

[Alex] Todo mundo tem de entrar em aviso prévio, o jurídico tem que fazer o contrato pra você assinar.

[Fanny] Cê tá com pena?

[Alex] Nenhuma. Sou um homem de negócios.

[Fanny para garçom] Obrigada.

[Fanny] Eu, uma profissional do tipo São Tomé: ver pra crer.

[Fanny] Alex, vamos assinar esse contrato?

[Fanny] Minha agência tem que fazer investimentos pra fazer tudo que cê precisa.

[Fanny] Não posso ficar no blá blá blá. [Alex] Concordo.

[Alex] Mas é como eu disse. Tá com o jurídico.

[Fanny] Então vamos fazer logo o contrato?

[Fanny] E ó: preciso de contrato de exclusividade seu com a minha agência.

[Fanny] Exclusividade absoluta pra todos os catálogos, desfiles...

[Fanny] Pra tudo. [Alex] Calma, Fanny...

[Alex] Tudo a seu tempo.

[Fanny] Não esqueça que nós temos uma menor envolvida.

[Fanny] Não vai ser nada bom certas coisas virem à tona.

[Fanny] Não vai ser bom pra você, não vai ser bom pra ela... [Alex] Não me ameaça.

[Alex] Fanny.

Eu acabo com você antes de você terminar de falar.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

[Alex] Vamos deixar uma coisa bem clara entre a gente.

[Alex] Eu aviso uma vez só.

Não me chantageia.

Cê ia falar?

[Fanny] Ah...

[Fanny] Eu ia perguntar o que você quer.

[Fanny] Não sei por que eu vim aqui. Cê não me disse.

[Fanny] Só sei que é sobre nossa adorável Angel.

[Alex] Eu preciso de um pequeno e agradável favorzinho seu.

Quantos você quiser.

Tecido ruim eu conheço de longe, Fanny.

[Fanny] É claro,

Cê é dono de fábricas de tecidos, de lojas...

As roupas da Angel, calça jeans, camiseta...

Não é pela simplicidade, não.

A qualidade, mesmo, é de quinta.

[Fanny ri] Ela veio do interior.

Sem dinheiro.

A mãe não é nenhum modelo de elegância.

[Alex] Sim, entendi a situação.

Mas eu quero que você vá com ela a um shopping.

Compra roupa pra ela.

Guarda-roupa completo.

[Fanny] Uau.

Cê tá gostando mesmo dessa garota.

Eu quero a Angel vestida como a princesa que ela tem que ser, Fanny.

[Alex] Compra um celular novo pra ela, pelo amor de Deus.

[Alex] Pode gastar.

[Alex] Mas eu não quero que ela se sinta constrangida.

[Alex] Manda a conta direto pra mim.

[Fanny] Vou adorar fazer esse favor,

[Fanny] Que mulher não adora fazer compras?

[Fanny] A sua Angel vai ficar ainda mais linda do que ela é.

[Fanny] Eu fico feliz por você e por ela.

[Alex] Não se preocupa, não.

[Alex] Na hora certa, seu contrato vai chegar, Fanny.

[Anthony] Cê podia ter posto tudo a perder.

[Anthony] Ameaçar um cara poderoso igual o Alexandre Ticiano...

[Fanny] Às vezes a gente tem que arriscar tudo pra ganhar.

[Fanny] Esse contrato vai ser minha independência financeira. Mais que isso,

[Fanny] Vai me deixar riquésima.

[Anthony] Ainda bem que cê não dançou e perdeu tudo o que tinha conquistado.

[Fanny] Meu amor...

[Fanny] Apostei no certo.

[Fanny] O Alex tá doido. Ele tá de quatro pela garota, entendeu?

[Fanny] Ele precisa de mim pra ter a menina.

[Anthony] Parabéns.

[Anthony] Vem cá, sem querer te explorar...

[Anthony] Tô precisando de grana. [Fanny] Pra tua mãe?

[Anthony] Não boto mais grana na mão dela. Com bobagem ela não gasta mais.

[Fanny] Menos mal.

[Anthony] Ela precisa fazer os exames que nunca faz: colesterol, glicemia, tireoide...

[Anthony] Tem que passar por um médico particular antes.

[Fanny] Por que cê não coloca ela no sistema público? É o que ela pode ter.

[Anthony] É demais, Fanny. Eu cuido dela,

Dou o melhor que eu posso.

Com essa obsessão por mãe não sei como você não virou gay. [ri]

[Anthony] Deixa de ser preconceituosa, vai.

[Anthony] Dá a grana.

[Fanny] Tá bom...

[Fanny] Ó...

[Fanny] Tá aqui. Tá bom, tá?

[Anthony] Dona Fanny? Só isso, Dona Fanny?

Isso não dá pra nada. Quero marcar um médico bom.

Ih... Abusadinho, né?

Ó...

Tá aqui, ó...

[Fanny] Aproveita que eu tô de bom humor.

Garanto que eu te deixo com um humor muito melhor depois.

[Fanny] Hm... [Anthony] Prometo, de noite...

[Anthony] Vou te destruir...

[Fanny geme]

[Fanny] Ai, tô arrepiada. Volta...

Combinado, ein?

Cedo, cedo...

Cê me destrói.

[Visky] Tem programa pra você, independente.

[Larissa] Tô precisando de trabalho, manda.

[Visky] É um empresário. Tem o número da suíte e o nome do hotel aí.

[Larissa] Ah, conheço esse hotel. Mas a Fanny não entra nesse esquema, então...

[Larissa] Eu te pago comissão, mas baixa...

[Visky] A Fanny não pode saber. Faço pra te ajudar.

[Larissa] Me ajuda muito.

[Larissa] Tô precisando muito, ultimamente..

[Fanny] Que cê tá falando com a Larissa?

[Visky gagueja] Ah, é... Tá pedido trabalho, mas milagre eu não faço.

[Visky] Sabe, tá gastando demais, essa menina.

[Visky] Quer trabalhar na contabilidade, Visky? O que cada um gasta não é da conta de ninguém.

[Visky] Trabalhar com essa baleia? Prefiro trabalhar num trem fantasma.

[Lourdeca] Eu estava aqui sossegada no meu canto.

[Lourdeca] Mas já que me provocaram, eu vou contar:...

...Às vezes o Visky fica em uns papos muito estranhos com a Larissa.

[Visky] Cê tava ouvindo? [Lourdeca] Tentei, não deu.

[Lourdeca] E com outras modelos também.

[Fanny] Tá acontecendo alguma coisa aqui?

Absoluta, Magnânima, Magnífica. Essa daí, ó...

[Visky] Vou te contar.

[Visky] Faz maledicência contra mim. Nem merecia ter nascido mulher.

Há! Cê merecia. Pode morrer de inveja,

pois mulher cê não nasce nem na próxima encarnação.

É preciso ser bom pra ter uma boa reencarnação.

Gosto do meu corpitcho.

Não tem peitos, mas às vezes sinto que eles quicam.

[Fanny grita] Ai, chega!!! Duas chatas.

[Fanny] Tenho uma missão pra você, Visky.

[Fanny] Angel! Vem cá comigo, meu amor. Vamos.

[Visky] Carregar sacolas!?

[Visky] Isso é coisa de bofe.

[Fanny] Você é o único homem que dava pra trazer.

[Visky dramático] Aii! Que destino confuso, o meu!

[Angel] O que a gente veio fazer aqui?

[Fanny] Ah... É muito simples, querida!

[Fanny] Nós vamos comprar umas roupas, uns sapatos e...

[Fanny] ...outras coisinhas pra você.

[Angel] Pra mim?

[Angel] Por quê?

[Fanny] Eu não disse que ia te ajudar?

[Fanny] Você agora é modelo da minha agência. Cê tem que se vestir com elegância.

[Fanny] Roupa boa, fina! Entendeu?

[Visky vibra a língua] Surtei!

[Visky] Que bafo! Quer dizer que agora temos verba de representação.

[Visky] Ai, também quero.

[Fanny] Nós temos o que eu quiser, quando eu quiser, e pra quem eu quiser.

[Visky] Ui, abafa, Absoluta. Quem sou eu? Ninguém.

[Fanny] Tudo presente meu, ein?

[Fanny] Vou te dar um banho de grife.

[♪ rock com graves ♪]

[♪ Pequena Morte - Pitty ♪]

♪ Gosto o jeito que você se despe dos costumes ♪

♪ O jeito que assume que o negócio é se arriscar ♪

[Visky] Absoluta, Magnânima, este tem que ser seu!

[Fanny] Pra mim? [Visky] É, experimenta!

[Fanny] Uaaaau! [Visky] É a tua cara.

[Fanny] Ai, gente... [Visky] Ai, lacrou!

[Visky] Magnânima, se eu fosse mulher eu queria ser como você.

♪ E depois, o final é a pequena morte lenta de nós dois ♪

♪ de nós dois ♪

♪♪♪

[Visky grita] Páaaaaaaa!

[Visky] Vou arrasar!

[Fanny] Visky, a verba de roupa é pra Angel!

[Visky] Absoluta! Eu sei que sou menos, muito menos que vocês.

[Visky] Mas me faz feliz...

[Visky] E também tem essa sunga que eu preciso pra dar um presente especial.

[Angel] Tira da minha verba pra ele, Fanny.

[Angel] Visky tem me ajudado tanto... [Fanny pensa] Hum...

[Fanny] Ok!

[Fanny] Mas só essa roupitcha, que cê já incorporou, e a sunga.

[Fanny] Eu não quero estrapolar...demais...

[Angel] Fanny, será que eu posso comprar uma bolsa pra minha mãe, e eu te pago depois?

[Fanny] Ah, imagina, meu amor. Não precisa!

[Fanny] Eu adoro sua mãe, Aqui, ó:

[Fanny] Essa aqui. É a última moda, essa cor.

[Angel] Mas eu não quero abusar, cê faz tanto por mim.

[Fanny] Meu amorzão, abusa!

[Fanny] Eu gosto de ajudar!

[Fanny] Eu gosto de te ver feliz,

[Fanny] que eu sei que cê adora sua família.

[Visky] Que tal um perfuminho pra vovó da Angel?

[Fanny] Ótima ideia! Você compra.

[Fanny] Ó, nós temos que comprar um celular novo pra Angel.

[Angel] Não acredito! [grito agudo]

[Visky] Não me amassa! [risos]

[Darlene] Tô achando muito estranho.

[Darlene] Agora, todo dia essa garota tem evento,

[Darlene] chega com uma grana alta em casa... [Joel] Pagam bem esses eventos

[Joel] Tem atriz famosa que ficou milionária só com presença VIP em festa.

[Darlene] Ela não é atriz, nem famosa, é uma menina, caipira,

[Darlene] que chegou do interior outro dia.

[Joel] Mas é uma caipira pra lá de gostosa.

[Darlene] Ai, Joel! [Joel] É real!

[Joel] Eu te amo, mas não sou cego, ok?

[Darlene] Dinheiro sem nota fiscal, o que cê acha?

[Joel] Muita empresa ainda trabalha com caixa dois. Se a Receita Federal pegar, eles estão ferrados!

[Joel] Que foi?

[Darlene] Pra mim tem alguma coisa errada.

[Darlene] A cada dia tô mais convencida, mas...

[Darlene] A Hilda e a Carolina acham tudo normal.

[Joel] Já falei o que eu acho...

[Joel] Não te mete. [Darlene] Vai ser difícil.

[Edgard] É sobre as intermediárias, não é?

[Edgard] A gente às vezes paga com atraso, mas paga, e com juros.

[Lyris] Meu trabalho como modelo é instável.

[Lyris] O Edgard tira parte do salário dele mas eu fico esperando os desfiles, os eventos...

[Lyris] Fotos...

Só falta um pouquinho pra completar a parcela. [homem] Cês tão bem atrasados.

[Edgard] Tenta compreender. A gente já mora junto, mas esse apartamento é nosso sonho.

[Edgard] Velho sonho da casa própria, sabe?

[Edgard] Estamos pagando há 3 anos, daqui a pouco fica pronto.

[homem] Sou compreensivo. Mas eu trabalho pra construtora, que não faz caridade.

[homem] Cês podem perder o imóvel se não pagarem logo.

[Edgard] A gente vai dar um jeito.

[Lyris] A gente não pode perder agora, que tá quase pronto.

[Edgard] Não se preocupa, Lyris.

[Edgard] Peguei freela de umas plantas pra detalhar fora do escritório...

[Edgard] Vou ter que virar algumas noites...

[Edgard] E o bebê que a gente quer... vai ter que esperar um tempo.

[Lyris] O importante é sair do sufoco.

[Lyris] Na hora certa a gente vai ter nosso bebê, Edgard.

[Fábia] Médico!

[Anthony] Geriatra, mãe, pra avaliar sua saúde.

[Fábia] Cê tá ficando louco?

[Fábia] Quem precisa de geriatra é velho.

[Anthony] Ô mãe...

Cê já não descobriu que tá velha? Te mando pra um psiquiatra.

Quer me respeitar, menino? Me trata melhor. Eu sou sua mãe, ein?

Eu não te trato bem?

Me arranja pelo menos um dinheirinho pras despesas básicas!

[Anthony] Eu tenho pro médico.

[Anthony] Depois do médico, tem que fazer os exames.

[Anthony] A geladeira tá cheia, não reclama. Quando eu marcar, te aviso.

[Anthony] Beijo.

[Fábia] Beijo.

[Fábia resmunga] Hum...

[Fábia] Você.

[Fábia] É tudo que me sobrou.

[Fábia] Vai me render uns bons cobres.

[♪ música caótica com bateria ♪]

[homem] Gostosa... [Larissa] Gostoso, é?

[homem] Gostosa... [Larissa] Tá uma delícia...

[♪ música caótica torna-se calma ♪]

[Divanilda] Só isso? [Larissa] Deu nem uma hora, mãe.

[Larissa] Tá bom, né?

[Divanilda] Pra casa? [Larissa] Não, vou pra casa do Sam.

[Larissa] Ó, vou ficar com metade. [homem] tesão...

[Divanilda] Balada?

[Larissa] Acho que é. Vou ligar pra avisar que a gente tá chegando.

[Divanilda] Não vai namorar esse fracassado. [Larissa] Mãe, não reclama.

[Larissa] Cê casou com meu pai que nunca deu certo na vida, e eu tenho que me virar.

[Divanilda] Minha filha, se eu tivesse a cabeça que tenho hoje, não tinha casado nunca.

[Divanilda] Me virava igual você.

[Divanilda] Vê se toma cuidado com esse Sam. Porque...

[Divanilda] Ouvi umas fofocas... [Larissa] Bora!

Para de conversa! [Divanilda] Conversa nada, tô falando...

[Divanilda] Ai, eu ein... [homem] Eu amo você...

[Divanilda] Bora pra casa. Tem mais é que ir pra casa.

[Carol] Nunca tive uma bolsa tão linda!

[Carol] Meu Deus! Que chique!

[Carol] Adorei, filha! [Angel] Cê merece, mãe!

[Angel] E você, vó? Gostou do perfume?

[Avó] Ai, eu não tenho pra onde ir com perfume importado, mas eu gostei!

[Avó] Principalmente porque você se lembrou de mim!

[Carol] Essa bolsa não foi cara? Olha aqui, Darlene!

[Angel] Mãe, foi presente!

[Darlene] Mas que é cara, é. É de grife!

[Darlene] Pelo visto a Arlete foi às compras com vontade e dinheiro.

[Angel] Fui com a Fanny.

[Angel] As compras fazem parte da verba de representação.

É, isso é que é emprego, ein?

Comprar sem pagar, quem não quer?

Deixa que eu te ajudo com as sacolas.

[Angel] Nossa, é muita sacola.

Deixa eu te mostrar esse vestido aqui, ó.

Eu... gosto de ser direta.

Eu tô intrigada...

Arlete...

Cê ganhou tanto dinheiro em tão pouco tempo...

[Darlene] Seja franca...

[Darlene] Cê tá saindo com um homem, ou até muitos homens, que te dão grana?

Tá fazendo programa, Arlete?

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

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