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"MONJAS PECADORAS"
Chegou ao ponto de violentar sua pr�pria filha, seu sujo.
E voc�, ter� que sair daqui.
Aquela pobre crian�a j� sofreu muito...
Seu temperamento rebelde nos causou muitos problemas.
� uma boa garota. N�o quero que se torne uma freira m�.
Ele precisa de uma aten��o especial, Madre Superiora.
Por isso vim tratar disto pessoalmente.
Por favor, cuide dela.
N�o precisa se preocupar, Monsenhor Abel.
�timo.
Sou sua Madre Superiora. Qual � o seu nome, irm�?
Susanna Simonin.
Irm� Susanna, um nome lindo. N�o acha, Irm� Tereza?
E combina com voc�, porque � muito bonita.
Seja bem-vinda, Irm� Susanna. Agora venha comigo.
Vou Ihe mostrar os seus aposentos.
Esta � sua nova moradia. � s� um quarto simples.
Aqui � onde voc� ora.
E aqui onde dorme.
Mas n�o o bastante para se tornar pregui�osa.
Hoje est� dispensada porque est� cansada.
Mas conversaremos amanh� de manh�.
- Ser� feliz aqui. - Obrigada, Madre.
O que est� fazendo aqui?
Desculpe-me, mas precisava falar-Ihe em particular.
- � importante. - Agora estou ocupada.
- Eu s� queria... - V�!
Vou esper�-la esta noite, em meu quarto.
Desculpe-me, Madre. Por que a novi�a n�o est� aqui?
Permiti que ficasse em seu quarto, ainda est� cansada.
- Posso entrar? - Claro.
Eu Ihe trouxe algo para comer.
N�o v�. Qual � o seu nome?
Irm� Ursula.
Obrigada, Irm� Ursula.
- Foi gentil. - De nada.
A Irm� Susanna j� est� dormindo?
Ainda n�o. Mas parece t�o triste.
Meu Deus, preciso muito de sua ajuda.
Nunca tive voca��o para ser freira, preciso de for�a.
- Queria ver se est� bem. - Sim, Madre.
Est� chorando! Acho que j� � hora de ir para a cama.
Boa noite, Irm� Susanna.
Irm� Susanna.
N�o permitimos atrasos. N�o deixe isto ocorrer de novo.
Prometo que n�o acontecer� novamente, Madre.
Padre! Deve conhecer D. Mariel, nosso confessor.
Irm�o Susanna � rec�m chegada. Precisar� de ajuda e carinho.
Bem-vinda, Irm�.
Com licen�a, padre. Gostaria de me confessar.
Claro, Irm�.
Sim, venha comigo.
D�-me isto!
Posso adivinhar o que a Irm� Agata est� pensando.
Como estou, Irm� Agata? Ainda prefere Nazareno?
Espere! Falta o mais importante.
Assim � melhor. E agora, como estou?
Isso faz c�cegas.
Fa�amos uma demonstra��o.
Querida, j� soube que toca �rg�o com muito talento.
Se n�o se importar, gostaria de ter algumas aulas.
Claro, com muito prazer.
Quem � aquele jovem, Madre Superiora?
� Nazareno. Nazareno, venha aqui!
Ele n�o pode falar. Foi criado aqui.
- Esta � Irm� Susanna. - N�o, obrigada.
Deve beber, ou vai ofend�-lo.
- A senhora est� bem? - Venha comigo.
Leve-me ao meu quarto.
Irm� Agata!
Voc� toca muito bem.
Por que n�o toca algo mais alegre?
Na minha opini�o ela j� fez muito.
E j� conquistou muita admira��o.
Fique calada, Irm�.
Talvez deva parar. Acho que estou aborrecendo voc�s.
N�o, quero que continue.
Voc�s podem ir.
Pode ir, Irm� Tereza, j� que n�o gostou.
- Estou gostando. - Entendeu, deixe-nos.
Madre, prometeu dar-me uns conselhos.
Tenho problemas, e preciso de sua ajuda.
N�o! Sua mente � suja. Sei o que quer falar. V� embora.
Podemos conversar depois. Me ouviu?
Irm� Tereza age de uma maneira muito estranha.
Gostaria que tocasse algo alegre s� para mim.
Por favor, s� para mim.
Susanna, eu te amo. Diga que sente algo por mim.
- Madre, o que houve? - N�o se preocupe.
Irm� Susanna.
Por que tanta pressa? Est� tentando me evitar?
N�o, padre, n�o.
�timo, gostaria de ouvir sua confiss�o.
� a melhor maneira de conhec�-la.
Eu acredito em Deus e tento viver sob Seus mandamentos.
Mas n�o tenho voca��o. E n�o me acostumo a ser freira.
Sinto que seria �til ao mundo l� fora.
Sei que seria uma boa esposa e m�e.
Pode me ajudar, padre.
O que fez seus pais a for�arem a ser freira?
Claro que deve haver algum motivo secreto.
Nunca me contaram, mas eu sei que deve haver
algum segredo ligado ao meu nascimento.
Eu perdi... minha inoc�ncia... na noite
em que o homem que pensei ser meu pai, me violentou � for�a.
Como posso esperar que voc� me compreenda?
Est� errada, eu compreendo. Compreendo muito bem.
Deve ter coragem. Como � a vida num convento?
N�o posso reclamar. Sou tratada com carinho
especialmente pela Madre Superiora.
Ela me trata como um beb�. Com afei��o e ternura.
Irm� Tereza, gostei de voc�. E claro, ainda gosto.
Mas me recuso a aceitar esta sua obsess�o.
Deve superar isto, se quiser que continue gostando de ti.
E se quiser continuar neste convento...
Madre, eu Ihe imploro, n�o me transfira.
N�o me abandone, eu a obedecerei.
Ficar� cheiroso como um beb� quando terminarmos, Nazareno.
Ele mais parece uma est�tua grega.
Olhe s� estas pernas.
O que est�o fazendo? Nazareno, j� para fora!
E voc�s duas, sigam-me.
Irm�o Tereza, pegue algum rem�dio...
e esfregue nas costas dela.
� isto que acontece a quem n�o se mostra
digna do h�bito que usa.
N�o tenha vergonha, pode tirar sua roupa.
Permito a todas se lavarem nuas.
N�o sou t�o cruel como pode achar.
Posso ser muito bondosa com quem me obedece.
Algum homem j� a olhou como olham para mulheres?
N�o, Madre.
Nunca sentiu nenhuma senta��o, crian�a?
N�o sei o que quer dizer. N�o sinto sensa��es.
Deveria aprender. Qualquer pessoa sens�vel deveria.
N�o, Madre. N�o teria nenhuma utilidade.
N�o h� ningu�m com quem posso compartilhar sensa��es.
N�o se preocupe, sempre haver� algu�m.
N�o parece ter sentido para mim.
Se quiser, posso explicar-Ihe de maneira mais clara.
Prefiro n�o saber.
N�o quero ter desejos que n�o possa satisfazer.
H� v�rias maneiras de satisfazer nossos desejos.
Pode seguir os meus m�todos.
Eu...
Susanna, n�o pode ser t�o inocente.
Madre...
sou privilegiada por n�o saber.
Prefiro morrer a perder minha inoc�ncia.
Irm� Susanna.
N�o posso aceitar suas atitudes.
Deve saber que sou a segunda no comando desta
institui��o e um dia vou substituir a Madre Superiora.
E n�o estou disposta a deixar que uma novi�a
me tire o poder conquistado com dedica��o e sacrif�cio.
Quero que isto fique bem claro.
- Bom dia, Irm� Susanna. - Bom dia, Irm� Ursula.
Parece cansada, como se tivesse chorado a noite toda.
E eu chorei.
O que a faz t�o triste? Por que n�o confia em mim?
Sei que posso confiar em voc�, obrigada.
� bom saber que posso contar com algu�m.
Pode confiar. Ningu�m nunca saber� dos seus segredos.
Uma freira precisa de uma voca��o inabal�vel.
Cada dia que passa, me conven�o que isto � pris�o.
N�o h� raz�o para insistir, quando se est� consciente.
Eu escolhi esta vida.
Mas acho que posso imaginar
como deve ser para algu�m que n�o teve escolha.
� muito dif�cil para uma jovem como eu.
Confesso que estou desesperada.
Faria qualquer coisa para ficar livre dos meus votos.
Infelizmente, n�o tenho amigos l� fora.
E meus pais fariam qualquer coisa para me manter aqui.
Tenho amigos influentes que podem ajud�-la, se quiser.
Madre...
N�o h� raz�o para ficar assustada.
Deixe-me gui�-la, crian�a.
� s� uma forma de carinho.
N�o rejeite carinho.
Sua pele � lisa como o m�rmore.
Est� tremendo... com medo do desconhecido.
N�o tenha medo.
Seu corpo � t�o bonito.
Relaxe, relaxe.
N�o precisa se preocupar.
Irm� Tereza.
Foi longe demais desta vez. N�o vou admitir isto.
Desculpe-me, mas � meu amor por voc�
que faz com que eu aja de forma infantil.
Tenho medo que me esque�a.
Pare com isto. N�o quero fazer nada contra voc�.
Voc� est� bem?
Salve o Senhor. Posso falar com voc�.
Um momento.
Irm� Agata, � a segunda vez que a vejo aqui.
E em circunst�ncias muito peculiares.
Irm� Tereza, sou pecadora e devo ser punida.
Meu pecado � t�o monstruoso.
Admiss�o da culpa facilita o perd�o.
J� chega de puni��o.
Levante-se! Quero ser sua amiga.
Fiquei a noite toda acordada.
N�o pude dormir, tive um de meus ataques.
Sinto muito, Madre.
J� estou bem. O que fez a manh� toda?
Nada de importante.
E s� teve tempo de vir me visitar agora?
- Viu Dom Mariel? - Sim.
- Confessou-se com ele? - Sim.
Confessou aquilo que fizemos ontem � noite?
Confesso a ele todos os meus pecados.
Parece indiferente a mim. Foi conselho dele?
N�o!
Se temos que morrer. Meu Deus, acreditamos
que devamos viver sob Seus ensinamentos...
A Irm� Tereza est� olhando insistente para c�.
O que quer dizer? Onde est� a Madre Superiora?
Ela est� doente? N�o est� aqui.
Como ela � arrogante.
Irm� Susanna, gostaria de falar com voc�.
Foi visitar a Madre Superiora esta manh�.
Decidiu ignorar o meu conselho.
Outra noite a recebeu em seu quarto.
Importa-se de me contar sobre o que conversaram?
Nada de importante.
Tem ideia dos riscos que corre agindo desta forma?
N�o tenho nada a esconder. Mas e voc�, n�o tem?
Parece n�o compreender que sou a substituta da Madre.
Limpe o refeit�rio enquanto reflete sobre este assunto.
Algu�m viu a Irm� Susanna esta noite?
N�o, Madre. Acho que ainda est� no refeit�rio.
Quando sai estava come�ando a faxina, e ia demorar.
Irm� Susanna?
Quem Ihe deu ordens para esfregar o ch�o?
Acha que preciso Ihe dizer?
Levante-se.
Suas atitudes est�o se tornando intoler�veis.
Se continuar agindo assim, serei for�ada a substitu�-la.
E retirar todos os seus privil�gios.
Irm� Susanna...
quero que me encontre l� fora.
Tenho que orar, n�o posso sair agora.
Pode orar em qualquer lugar.
N�o insista. J� tenho bastante problemas.
O que est� havendo aqui? Estamos num hosp�cio?
Vistam-se e v�o at� a capela pedir perd�o.
N�o t�m vergonha? Saiam daqui e n�o repitam isto.
A Madre Superiora vem agindo de modo estranho.
Est� piorando. Suas rea��es s�o imprevis�veis.
Obrigada, Irm� Agata.
Entre.
Irm� Agata mandou dizer-Ihe que ela bebeu tudo.
Espl�ndido. A droga far� efeito em muito pouco tempo.
Irm� Ana, n�o v�.
Gostaria de sua companhia esta noite.
Ajudem-me!
Ajudem-me!
O que est�o fazendo?
Parem! Por favor, parem!
O que est� havendo aqui? O que est�o fazendo?
Saiam j� daqui! Saiam, vamos!
Susanna, estamos sozinhas agora.
V� embora! Estou ardendo em chamas.
- � a Madre Superiora. - Estou muito mal.
Est� possu�da pelo dem�nio. � este o fogo que a queima.
Susanna, diga-me: Voc� est� bem?
Sinto-me melhor. Acho que foi s� imagina��o.
Senti-me mal repentinamente, � tudo que sei.
Falaram em dem�nio. Acho que a Irm� Tereza est�
querendo acabar com voc�. E quer que todas concordem.
Irm� Ursula, � muito bom t�-la como amiga.
Diga-me, Dom Mariel sabe disto?
Eu n�o sei.
� uma posi��o perigosa. N�o podem analisar seu caso.
Se a Igreja a liberasse de seus votos
outros casos logo apareceriam.
Colocaria em d�vida a credibilidade da Igreja.
Se voc� pudesse entender o que eu sinto.
N�o sou uma boa freira e nunca poderei ser.
Est� errada. Eu tamb�m fiz meus votos por imposi��o
de meus pais. E sem muita convic��o.
Minha covardia arruinou a minha vida.
Talvez agora compreenda o quanto admiro sua coragem.
E como gostaria de ser forte como voc�.
Nazareno, voc� � bonito como um anjo.
Susanna! O que acontecer� a voc� quando eu me for?
Voc� cuidar� dela quando eu me for?
A febre � muito alta. Ela est� muito mal, delirando.
Nossa querida Madre est� doente.
At� que ela se recupere, eu a substituirei.
� o desejo dela.
Irm� Tereza vai tentar te prejudicar. Fique atenta.
Voc� ainda gostaria de me ajudar?
- Claro, pode confiar em mim. - Serei eternamente grata.
Disse-me que tem parentes influentes.
Talvez eles possam fazer alguma coisa.
Tenho certeza que sim.
Escrevi esta carta. Ela detalha o que acontece aqui.
O meu futuro depende de voc�.
N�o se preocupe, eu...
Gostaria de saber o que est� fazendo.
Pode ir, Irm� Ursula.
Sobre o que estavam conversando?
N�o � da sua conta, Irm� Tereza.
H� muitas coisas na sua vida que precisam de explica��es.
Voc� � capaz de qualquer coisa.
E a carta que deu � Irm� Ursula?
Tem que me contar. N�o vou parar at� que me diga tudo.
Quero saber o que aquela carta cont�m.
Voc� � uma pecadora! Comece a confessar.
Deus, perdoe todos os meus pecados.
Assim como a Jesus na cruz.
Quem pensa que �? Comparando-se a Jesus.
E n�s? Somos os judeus que o sacrificaram?
Se me ver novamente, ser� para puni-la.
Irm�s!
Ou�am atentamente o que vou Ihes dizer.
Devemos pedir ajuda ao bom Deus.
O dem�nio est� presente aqui na forma de uma das irm�s.
N�o devem se aproximar dela. O mal pode contamin�-las.
N�o falem com ela ou Deus n�o as perdoar�.
- O que vai fazer? - Depende de voc�.
N�o compreendo porque nega que tem uma carta contigo.
N�o se atreveria a me torturar.
Sabe da posi��o social de minha fam�lia e que se
a ajuda financeira deles � importante para o convento.
N�o me interprete mal. Sei da devo��o de seus pais.
N�o tenho que Ihe dizer o que fazer. Voc� sabe
que quando uma freira peca, ela deve se punir.
Irm� Tereza, n�o acha que...
Claro que n�o vai se recusar. Deve ter coragem.
N�o precisar� de castigo se me der aquela carta.
Poder� at� ser recompensada.
Algo a est� aborrecendo?
Sim. Irm� Susanna quer ser liberada de seus votos
e est� pedindo para ser ouvida.
Se seu pedido for aceito, ela poder� falar.
Minha autoridade estaria em julgamento.
- N�o posso permitir isto. - Devemos faz�-la calar-se.
Sim. Mas assassin�-la seria muito arriscado.
S� se ela for... expulsa da igreja.
O que foi que eu fiz?
N�o me machuquem! Por favor!
- Cale-se! - Vamos!
- Bom dia, Irm� Tereza. - Bom dia, Dom Mariel.
Tem novidades sobre a Madre Superiora? Ela est� bem?
A Madre ainda est� de cama e o m�dico diz que � grave.
Estamos muito tristes.
Notei a aus�ncia de Irm� Susanna na missa.
Ela est� doente?
Tive que tranc�-la. N�o sei o que houve com ela.
Parece ter o diabo no corpo.
Ent�o devo v�-la imediatamente.
Eu n�o o aconselho, ela pode se tornar perigosa.
Ontem ela atacou duas irm�s, sem raz�o alguma.
Irm� Tereza, devo insistir. A confiss�o ir� ajud�-la.
Vista-se. Dom Mariel quer que v� confessar.
Dom Mariel!
Coisas terr�veis est�o acontecendo.
Tenho que te contar, mas aqui algu�m pode ouvir.
Esta noite, no port�o principal.
Est� bem.
Seus medos eram infundados. Ela n�o me agrediu.
Acho que j� a puniu o bastante.
Meu Deus! N�o me toque!
Fui torturada. A maldade da Irm� Tereza n�o tem limites.
Ela convenceu todas as outras que estou possu�da.
Sei que n�o � verdade. Eu a ajudarei.
Susanna... Onde est� voc�?
Deem a ela o que ela merece.
Bata at� que o diabo saia.
Not�cias preocupantes v�m do convento.
Al�m da doen�a da Madre Superiora, uma das freiras...
aparentemente foi possu�da pelo diabo.
Uma tal... Irm� Susanna.
N�o � a novi�a que acabou de ser transferida?
Sim, Emin�ncia, eu mesmo cuidei do caso.
Sei que queria me pedir a libera��o dos votos sagrados.
� evidente que o dem�nio j� a possuiu.
Est� causando problemas. � Sat� que est� agindo.
Conhe�o-a muito bem e nunca pensei que
fosse desequilibrada ou estivesse possu�da.
Ela deve ter se aborrecido com a vida no convento.
As tenta��es do dem�nio s�o mesmo imprevis�veis.
Gostaria que acompanhasse o caso de perto, Monsenhor.
Farei o poss�vel para que haja justi�a.
Sei que sim.
Tenha em mente os interesses da Igreja.
Bem-vindo ao nosso convento.
Preparem-se para o exorcismo.
Onde � o quarto da Irm� possu�da?
O �ltimo no final do corredor.
Come�aremos imediatamente.
� aqui.
Sat� est� presente.
Retiraremos o esp�rito do mal de Seu dom�nio sagrado.
O Bom Deus vencer�.
Sat� est� aqui! Eu ordeno que saia destas paredes.
- Estou aqui para salv�-la. - Voc�s est�o errados.
D�-Ihe �gua benta para purific�-la.
Sat�, eu ordeno que saia!
Irm�, deve se purificar, para que o mal saia de seu corpo.
Isto � um erro!
A �gua benta, r�pido. Onde est�?
Esta �gua dentro de voc� vai lav�-la de todo mal.
Enfie tudo. Vamos expulsar o dem�nio.
Irm� Tereza tem torturado aquela pobre freira.
Vi com meus pr�prios olhos ao que ela a reduziu.
� esta freira que est� possu�da?
Irm� Susanna n�o est� possu�da.
Irm� Tereza quer que acreditemos nisto.
Seu �nico problema � n�o ter voca��o.
Sabia que pretendia ser liberada de seus votos?
Sabia? Obviamente sim. Aprova isto?
Vou repetir a pergunta. Voc� aprova isto?
N�o, mas...
Ent�o n�o vejo raz�o para duvidarmos da Irm� Tereza.
Ela se manteve fiel � Igreja
e denunciou as inten��es maldosas de uma freira possu�da.
Irm� Susanna � s� uma v�tima.
Dom Mariel, tome cuidado com o que diz.
Tem uma carreira brilhante pela frente, que poderia
arruinar por atos impensados dos quais se arrepender�.
Seja razo�vel e pense no que est� fazendo.
Acredite, Irm� Susanna est� mesmo possu�da.
E lembre-se, Dom Mariel: a Igreja nunca erra.
� um prazer ter um famoso exorcista em nosso convento.
Possui grandes feitos em sua luta contra o mal.
Espero que salve a alma de nossa Irm� desafortunada.
Espero que n�o pense que fui muito severa.
Devo proteger o resto do convento do cont�gio.
Mesmo que isto signifique sacrific�-la para o bem
das outras. Sei que conhece seu dever.
- Posso entrar? - Claro.
Com licen�a, Madre.
Sua Emin�ncia Monsenhor Abel est� aqui.
N�o sabia que vinha visitar-nos, Emin�ncia, ou teria...
Dispense as formalidades. O Arcebispo estudou seu
relat�rio e acredita que a situa��o � muito grave.
Ele me mandou aqui para investig�-la.
� muito s�rio. O dem�nio est� aqui no convento.
Sei o que est� havendo aqui, mas
gostaria de saber mais sobre a doen�a da Madre Superiora.
Susanna, onde est� voc�? Por que me abandonou?
Voc� chegou finalmente. Sabe que estou doente.
Fique junto de mim, Susanna. � minha favorita.
N�o me deixe, querida crian�a.
N�o seja cruel. Fique comigo!
Irm� Susanna � respons�vel por esta situa��o.
Coisas erradas come�aram a a acontecer neste convento
desde a chegada dela.
- Quero v�-la. - Pode ser perigoso.
Sinto muito, mas eu insisto.
Desamarre-a!
Deve entender que n�o podemos arruinar o
prest�gio da Igreja pelo bem de uma pessoa.
Padre, eu amo a Deus e sei que seria uma boa m�e.
Mas creio que s� poderei ser uma freira m�.
Isto me atormenta. Seria �til ao mundo l� fora.
Dom Mariel, creio em Deus, mas n�o quero ficar aqui.
N�o pode acreditar em algu�m possu�da pelo dem�nio.
A maldade da Irm� Tereza n�o tem limites.
Ela convenceu a todas que estou possu�da.
Sei que n�o � verdade. Eu a ajudarei.
Dom Mariel, tenha cuidado. N�o sacrifique seu futuro
contradizendo as leis da Igreja. Teria muito a perder.
Estou preocupada. Se Dom Mariel est� apaixonado
pela Irm� Susanna, tentar� defend�-la no julgamento.
E o Monsenhor Abel pode ficar do lado dele.
E se isto acontecer, estamos liquidada.
Tragam a acusada Irm� Susanna!
Aqui, na minha frente!
D�-Ihe a cruz para beijar.
Deve beijar a cruz! Viu s�? Ela se recusou.
- Deve ser o dem�nio. - Ela est� possu�da.
Todos viram! Ela empurrou a cruz.
Abandone o dem�nio e fique com Jesus!
Se voc� recusar, Deus a amaldi�oar� para sempre.
J� chega, Irm�o. Eu cuido dela.
Acalme-se e levante.
Irm� Susanna.
Acredita no Pai, no Filho e no Esp�rito Santo?
Sim, Sr.
Renuncia a Sat� e todos os seus poderes?
Sim.
Irm� Susanna, eu a declaro inocente.
Est� mentindo! Um dia na igreja ficou s� olhando
e n�o rezou. Durante a ben��o ela se contorceu toda.
Nunca fiz isto!
Teria vergonha se repetir isto se fosse voc�.
N�o d� ouvidos a elas. Isto � mentira!
Por que n�o contam a ele as visitas que fazem
a noite para pecarem juntas? Sou inocente.
N�o fiz nada! Por que me odeiam tanto?
Ela atacou uma Irm� e a derrubou no ch�o.
Ela chutou e tentou arrancar o seu h�bito.
Suas mentirosas! Juro que n�o � verdade, Emin�ncia.
� um pesadelo terr�vel. N�o acredito que seja real.
O que foi que eu fiz? Por favor, eu Ihe imploro.
Eu disse a verdade! Digam que n�o fiz nada!
Beije a cruz e jure!
Ela est� possu�da! V� como ela grita quando a toca?
Olhe as marcas em seu corpo.
S�o sinal de que ela teve rela��es com o dem�nio.
Meu Deus! S�o sinais da tortura a que fui submetida.
N�o posso me calar! � a vontade do Senhor!
Quando um homem da Igreja � seduzido num convento
a pessoa que o seduziu deve ser condenada.
Irm�, quero o nome dele.
Nosso padre confessor: Dom Mariel. S�o amantes.
Perdoe por n�o ter voca��o.
N�o sou uma pecadora. Nunca quis vir para o convento.
Eu amo a Deus e quero ser �til a ele l� fora.
Minha �nica culpa foi permitir que
minha fam�lia fizesse isto comigo.
N�o a ou�a! O dem�nio fala por ela!
Veio para nos contaminar. Acabe com o dem�nio!
Sou inocente. Disse a verdade.
Aqui est� a resposta. Ela sempre teve ci�mes da
Irm� Susanna. Teve medo de perder seus privil�gios.
Irm� Susanna � bondosa e conquistou o cora��o
da Madre Superiora, assim como o de todas n�s.
Irm� Tereza temia que o comando do convento
fosse transferida a ela e come�ou a atorment�-la.
Ela tamb�m tentou me torturar.
Ela est� louca. N�o v�? N�o sabe o que diz.
O dem�nio a possuiu tamb�m.
Voc� roubou o crucifixo dela e a acusou de perd�-lo.
Ela o jogou fora, bem como seu ter�o.
- N�o chega at� o altar. - Porque a seguram.
Ela se recusa a comungar.
Ela n�o se confessa h� semanas.
Quebrou a tranca do quarto para poder sair � noite
e fazer amor com o dem�nio. Ouvia seus gritos no corredor.
Irm� Susanne quebrou a fechadura porque
queria celebrar a Ascens�o conosco.
Cale-se! Ficar� em apuros se continuar.
N�o quero causar confus�o. S� quero justi�a.
A Madre Superiora est� morta!
Ela � o dem�nio.
Calem-se! Controlem-se!
Chamem Dom Mariel.
Levante-se.
Quero Ihe fazer algumas perguntas.
Conhece bem a acusada, Irm� Susanna, n�o?
� uma das Irm�s que se confessa comigo.
H� rumores que manteve uma rela��o pecaminosa com ela.
Confirma ou nega esta afirma��o.
Eu nego.
Desde o primeiro dia que a vi, tenho sido tentado
por ela. Tenho escapado com grande dificuldade.
Sem a ajuda de Deus, n�o resistiria � tenta��o.
Sei que n�o sabia o que estava fazendo.
Pobre criatura, sinto muito pena dela.
Provavelmente n�o tinha controle sobre si mesma.
N�o � muito forte, por isso acho que foi presa f�cil
ao Pr�ncipe da Escurid�o. O dem�nio � um mestre cruel.
Obrigado, Dom Mariel. Seu testemunho foi importante.
A Igreja o agradece por isto.
Pode ir agora.
Fui for�ada a ser freira. Nunca tive voca��o.
Tomaram conta de meu corpo e o usaram.
Querem que seja possu�da? Farei isto tamb�m.
Perten�o a Sat�!
As fam�lias nobres e benevolentes que mantinham
este convento, onde a disciplina cruel as
isolavam do mundo e frustravam seus desejos
foram as respons�veis pela morte de Susanna Simonin.
Ela foi a �ltima v�tima da inquisi��o.
Mas ser� que foi a �ltima m�rtir?
Legenda do VHS: CURT & ALEX Associados
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