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"As m�es do Terceiro Reich"
Em 1940, Hitler decidiu que a Als�cia lhe pertencia.
A regi�o foi anexada.
Tivemos que nos tornar alem�es da noite para o dia.
Foi proibido falar franc�s ou alsaciano.
Viv�amos sob a lei do Reich.
Lisette Weiss.
Colette Herart.
Alicia Faberlich.
Setembro de 1943
At� mudaram os nossos nomes. Eu era a Alice Fabre,
e tornei-me em qu�? Alicia Faberlich!
Tr�s anos depois, recebi o meu diploma de enfermeira
e fiz 18 anos, quando me alistaram � for�a.
Entre! Yvonne Lemmonier!
Lembra-se de mim? Lisette Weiss.
Conheci a Lisette na escola, mas n�o durante muito tempo
porque o pai dela colocou-a a trabalhar no campo bem cedo.
Adeus!
Vamos!
N�o se preocupe comigo. Cuide de si, m�e.
Enjoou-me v�-la a sorrir quando fomos servir o inimigo.
- Sabias para onde estavas a ir? - Para a Alemanha.
N�o sab�amos bem onde.
- Desculpa, posso beber �gua? - Claro.
- Se eu falar demais, para-me. - De maneira alguma!
Quero que lhe contes tudo.
Estamos a fazer isto por ele.
J� conheces a hist�ria, poderias cont�-la tu.
N�o � a mesma coisa, tu viveste-a.
E quero que o meu filho a conhe�a.
� um presente que lhe d�s.
- N�o � um muito alegre. - Mas � precioso.
- Est�s pronta? - Sim.
Ent�o viajas-te durante dois dias...
Sim, fomos enviados ao RAD.
ReichsArbeitsDienst. O Departamento de Trabalho do Reich.
N�o t�nhamos como escapar, excepto mulheres casadas e incapazes.
N�o era nem uma, nem outra.
Werneck, Bav�ria, Setembro de 1943
Barraca 6.
Coloquem as vossas bagagens aqui
e escolham uma cama.
R�pido!
Aten��o, por favor!
Est�o aqui para aprender a servir a na��o,
a grande Alemanha do nosso Fuhrer.
5:00 acordar. 5:45 gin�stica.
6:15 banho. 6:30 fazer a cama.
6:45 pequeno almo�o.
7:30 trabalho.
Tirem a roupa e vistam os vossos uniformes.
Ensinaram-nos a viver uma vida militar durante 6 meses.
Mais r�pido!
Aten��o!
A propaganda estava em todo lado.
Descansar!
O nosso Fuhrer d�-lhes a oportunidade de mostrar devo��o ao Reich.
Algumas de voc�s honram-nos.
As outras deveriam seguir o mesmo exemplo.
Hoje honrarei uma jovem
cujo comprometimento � Juventude Hitlerista
orgulhou o nosso Fuhrer.
Lisette Weiss, um passo � frente.
Voltem ao trabalho!
Lisette...
Faberlich!
Vou ficar de olho em si, um lapso e ser� severamente punida.
- Eu avisei-te. - O que fiz eu?
O teu pai traiu o Reich, deves ser uma semente m�.
Vai manter-me informada sobre o seu comportamento.
Ao trabalho!
Lamento sobre o teu pai, dizem que ele est� em Schirmeck...
Comporta-te de forma inocente. Aposto que o teu pai delatou o meu.
Ele n�o faria isso. O Dr. Fabre pariu-nos e cuidou-nos.
Isso n�o perturbou o colaborador. Siga o seu exemplo.
Seja como ele, v� contar-lhe sobre mim.
No ch�o!
Saltem!
Vamos, mais r�pido!
Depressa!
No ch�o!
Mais r�pido!
Faberlich, a sua escova de dentes,
est� do lado errado.
Henriette Beka.
Lisette Weiss.
- Anna Grebovski. - � do meu noivo.
Colette Herart.
Faberlich.
Se a sua m�e escrever em alem�o, pode ir buscar a correspond�ncia.
N�o escreve em alem�o, ela � francesa. E eu tamb�m.
Vou ensinar-te a ser alem�.
Limpar casas de banho... durante duas semanas.
N�o toque nisso!
Dispensada!
Sorria, linda.
Um pouco mais.
V�, menina.
Que linda rapariga.
Gordo pregui�oso, vai morrer antes da segunda ronda.
Dispensada!
Dispensada!
- Prefiro essa. - Sim.
Faberlich.
� um mau elemento. Boa para o Batalh�o Anti-A�reo.
Quem decidiu as tarefas,
eu ou voc�, sra. Schmidt?
Voc�, claro, Major.
Dispensada!
O que est� a fazer? Est� maluca?
O que est� a acontecer?
O que est� a fazer aqui?
Uma tentativa de fuga... Sabe o pre�o a pagar.
Audi��o disciplinar em Munique.
A minha puni��o ser� suave comparada � delas.
Eu avisei-te.
Desculpe, a culpa foi minha.
Explique-se.
Precisei de ir � casa de banho, mas tenho medo do escuro.
Pedi � Faberlich para vir comigo.
Ocultar uma tentativa de fuga � muito s�rio.
Ningu�m vai � casa de banho assim vestida.
Estou muito desapontada.
Ela dorme sempre assim, sente frio � noite.
Ela viu que a cerca estava solta.
Ela mandou-me vir contar, disse que estava cansada e veria amanh�.
Discutimos e a cerca caiu.
Juro pela vida do Fuhrer, � a verdade.
Duas semanas de confinamento, para as duas.
Ela, por dormir com roupas inapropriadas
e voc�, por jurar pela vida do Fuhrer.
Leve-as.
Conseguimos. Ela acreditou!
- Porque fizeste isso? - Porqu�?
Viemos do mesmo lugar. Mesmo que me odeies.
Qual prefere?
Uni duni t�, salam� mingu�.
Um gelado, o escolhido foi voc�.
Porque mandaram o seu pai para Schirmeck?
Tratou de um ingl�s. Um crime para um m�dico, n�o �?
No ano passado, curou o meu irm�o de uma infec��o renal.
Se o meu pai o denunciou...
Pode ter sido outra pessoa. Ele n�o � o �nico pr�-nazista.
Obrigada. � uma boa mentirosa.
- Porque odeia os alem�es? - E voc�?
- Porque os ama? - S�o melhores para a Als�cia.
- Mesmo? - Olhe s� para n�s.
N�o t�nhamos nada. Agora temos comida todos os dias.
O meu pai orgulha-se de alimentar a fam�lia.
Limpeza do carv�o.
R�pido!
Os alem�es deram emprego, at� �s mulheres. N�o d� para negar.
Claro! Precisam de m�os para fazer bombas e matar-nos.
A minha vizinha, Elsa Bossheim, o marido est� na frente
e eles d�o-lhe uma pens�o para cuidar dos filhos.
Ela tamb�m tem aulas de economia e gin�stica.
Os alem�es s�o bons.
N�o gosta da estrada nova na frente da igreja?
N�o � para nos agradar...
N�o � para nos agradar, os cami�es ficavam atolados!
Como diz o meu pai, o Fuhrer vem do povo, ele entende.
- Vai liderar-nos ao progresso. - Pergunte aos judeus sobre o progresso.
- �s pessoas que n�o pensam como eles. - Est� tudo errado consigo.
E voc� � burra. Lavagem cerebral Juventude Hitlerista.
Pelo contr�rio! Ensinaram a unir-nos, a ser o nosso melhor.
Porque somos o futuro!
Eu nunca sa�a. Fomos acampar com a minha sec��o.
Est�vamos felizes porque nos sent�amos fortes.
- Isso � errado? - N�o...
- Sim! A guerra � boa para si. - N�o, n�o �.
Temos que ter a guerra para ter paz.
N�o quero mais falar sobre isto.
Est� cheio de vermes!
Aqui tem. O meu est� bom.
Faz�amos assim antes da guerra.
O meu pai costumava dizer, venha, coma a sua carne.
Quer tentar?
Obrigada.
O estranho � que voc� � inteligente
e muito burra ao mesmo tempo.
Porque age como se quisesse ser punida?
N�o me importo com puni��es.
N�o me calo como tu. N�o estou a julgar.
- N�o sou como tu. - Julgas-me mesmo assim.
Acostumei-me a obedecer. Com o meu pai, � melhor assim.
Se continuares assim, vais ser espancada.
- Ent�o fa�o o que ele quer. - Cala a boca.
Sim, mas s� o meu corpo. Vou onde quiser na minha cabe�a.
Quando a minha boca diz: "Sim, chefe",
O Trudl fica feliz e posso ficar no meu lugar de sonho.
- O que existe l�? - Tudo o que amo.
H� o Henri, eu amo-o. Estamos noivos.
Alice, posso perguntar uma coisa?
Claro.
- Vais gozar comigo. - Diz logo.
Podes ler para mim? Lembro-me das letras, mas...
N�o fui muito � escola.
"Minha amada Lisette, tivemos m�s not�cias hoje."
- Que not�cias? - "Mandaram-nos ao front russo."
- Quando foi isso? - H� um m�s.
Olha, ele escreveu outras cartas, quer dizer que est� bem.
Matei um homem esta manh�.
Quase morri. Ent�o voei at� ti
e as minhas m�os podem de novo tocar os teus seios macios e eu...
- � embara�oso. - Por favor, continua.
O que diz ele?
- � melhor aprender a ler. - Nunca vou conseguir.
Claro que vais!
As palavras que sei s�o amor,
Henri, Lisette. E � s�.
Fez a parte mais dif�cil. Sabe o alfabeto e tr�s palavras.
Vamos come�ar por ai. Olhe.
A-M-O-R, v� estas letras, A e R.
Encontra outra palavra com estas letras.
Aqui, mas n�o � amor.
� irritante.
Quando fala do seu capit�o.
- Pode ser o Trudl. - Trudl, o irritante.
Espero que tenham aprendido.
Sim, chefe!
T�m dois meses para provar que valem a pena.
Sim, chefe!
Dispensadas!
Muito bem, podem dizer "sim, chefe".
- E voc� pode ler. - Logo.
N�o ouvi, repita.
Jurei lealdade ao Fuhrer e ao povo alem�o.
Juro obedi�ncia absoluta.
Vida longa ao Fuhrer!
Aten��o!
Sil�ncio!
Chegue-se mais perto.
Aten��o.
Voc�s agora v�o participar no esfor�o de guerra
- para construir a Grande Alemanha. - O qu�?
Cala-te.
Aqui est�o as vossas tarefas para o Kriegshilfsdienst.
Sil�ncio!
N�o � real.
- Disseram que �amos para casa. - Eles mentem-nos!
- V�o mandar-nos para o front? - Eu n�o vou.
Os meus irm�os morreram, a minha m�e precisa de mim na colheita.
O Fuhrer precisa mais de si.
Seis meses de servi�o. Operar um tel�grafo na guerra antia�rea.
E voc�? Deixe-me ver.
Ferrovia? N�o sei conduzir comboios.
Flak... Ficarei sob as bombas americanas.
Empregada num hospital militar.
Skivvy na casa de um oficial. Eu fa�o isso, podemos trocar.
F�brica de bombas em Gunzburg...
Nem sei onde �.
- � a sua vez. - N�o posso.
Leia.
Tinha o envelope nas m�os, abri...
A fita est� cheia.
Vou buscar outra.
Est� muito cansada?
Estou bem. Mas queria fazer um lanche.
Certo.
- Torta de ameixa. - Perfeito!
Gosto de como fala sobre a Lisette.
N�o quero que o seu filho a julgue.
� f�cil hoje saber qual era o lado correcto,
- mas na �poca... - Eu sei, eram muito jovens.
Se eu tivesse o mesmo pai, eu teria sido como ela.
Vai ter que explicar-lhe isso a ele.
A Als�cia era a Alemanha quando os nossos pais nasceram.
- Eles cresceram alem�es. - E eles lutaram
na II Guerra Mundial no lado alem�o.
N�o se preocupe, ele vai aprender Hist�ria.
N�o d� para esquecer.
- Continuamos? - Sim!
Onde par�mos?
No fim do campo RAD, com medo de nos separarmos.
Bem, n�o fomos.
Gra�as a Deus!
Gunzburg, f�brica de bombas, Mar�o de 1944
Cada emprego � perigoso.
Uma dose de p�lvora...
Se a emenda n�o � bem apertada,
a p�lvora espalha-se e a bomba explode ao encher.
Encher. O cartucho tem que tocar o detonador.
Est� no fim da linha,
uma de voc�s aplica o anti-ferrugem na ponta e aperta.
N�o apertem muito ou vai explodir na vossa m�o.
A outra vai lubrificar a c�psula.
Aqui o perigo � n�o fechar bem o cartucho
- ou deix�-lo cair. - O que acontece?
Explode. 18 pessoas morreram no m�s passado.
Raparigas alsacianas!
Dez cartuchos por minuto! S� fez quatro!
Trabalhe mais r�pido!
Dassler, o Ss-untersturmfuhrer.
� obcecado com n�meros.
O outro � o Major Steiner. Foi ferido pela Luftwaffe.
Ele nunca fala, ent�o n�o tem que gritar.
As raparigas novas est�o a demorar.
- Lubrifique a tampa. - Sim, desculpe.
Protejam-se!
Vamos para o abrigo.
Termine isso primeiro. N�o vamos desperdi�ar o cartucho.
Pedi-lhe para ficar? Proteja-se!
O que est� a fazer aqui? Proteja-se!
- Pediram-me para terminar! - Para o abrigo!
Depressa!
V�! N�o espere por mim!
- Voc� est� bem? - Estou, estou.
- A sua m�scara? - N�o tive tempo.
A Olga disse-me que perdeu a sua esposa e o filho no bombardeio.
Ela sabe todas as coscuvilhices.
Voltem ao trabalho!
Nunca saia sem a sua.
Se tiver uma, n�o seja idiota,
- use-a. - N�o consigo respirar bem.
Se tiver que morrer, ser� pelas bombas dos aliados.
Vai ganhar uma de Natal.
Abra, est� � espera h� tr�s semanas.
Tire-me da sua vida como eu tamb�m farei.
O Henri que ama morreu.
As minhas pernas foram amputadas. A guerra apanhou-me.
N�o existe mais para mim, n�o escreva, n�o lerei.
O que aconteceu?
N�o consigo deixar de am�-lo. N�o d�.
Diminua a intensidade.
Trabalhe mais r�pido!
Alsacianas pregui�osas.
Estamos a ir o mais r�pido poss�vel, Ss-untersturmfuhrer.
- Quer um relat�rio? - N�o adianta.
Venha c�! Vou ensinar-lhe disciplina!
Trabalhem!
Esta trabalhadora estava a retardar a linha de produ��o
e foi insolente. Exijo ac��o disciplinar.
N�o quis ser insolente.
S� disse que se tiv�ssemos luvas
ser�amos mais eficientes e a produ��o aumentaria.
Obrigado, Ss-untersturmfuhrer.
Eu trato disto.
Alicia Faberlich.
Indisciplina, muitas acusa��es...
duas semanas de confinamento na RAD.
Isto n�o � bom.
O Pai trancado em Schirmeck por trai��o e francofilia.
Somos franceses! Ele � m�dico.
Ele cuidou de um ingl�s e teria feito o mesmo por si.
Tamb�m est� a bloquear cartas? N�o soube nada dele
nos �ltimos oito meses! Nem sei se ele est� vivo!
P�o seco pela sua insol�ncia ao Ss-untersturmfuhrer.
- Se tiv�ssemos luvas... - N�o h� luvas!
Estamos em guerra!
Maio de 1944
- Trate dela! - Fiz algo de errado?
Imposs�vel, foi sempre verificado.
Ol�? Algu�m por a�?
Limpem os escombros!
- Isto � sabotagem! - Ou um acidente, Dassler.
- Nesse passo desumano... - Temos que investigar, Major.
� o meu dever identificar os culpados e informar os meus superiores.
Fa�a-o, Ss-untersturmfuhrer. Fa�a-o!
Venha!
Apoie-se em mim.
N�o vai abrir?
Fa�a isso.
N�o entendo uma palavra.
Est� em alem�o, � de Schirmeck.
Um pedido de informa��es sobre o Adam Faberlich.
Ele est� vivo! O meu pai est� vivo!
Dizem que ele est� a trabalhar na enfermaria do campo
e est� saud�vel. Ele est� vivo.
- Porque enviaram isso? - N�o fa�o ideia.
Mas n�o me escreveram, � para...
- Para o Major. - Steiner?
Eu disse-lhe que n�o sabia se o meu pai estava vivo.
Lembra-se, o dia que me puniu por insol�ncia.
- Ele ama-te. - Est�s maluca? Ele puniu-me.
O que sabes sobre amor? Eu sei muito.
- Ele ama-te. - Ele � alem�o.
Se sabes tanto sobre amor,
- porque obedeces ao Henri? - Ele n�o me quer mais.
Coloca-te no lugar dele. Ele tem medo que o rejeites.
Por isso acabou tudo. Tens que lhe escrever de volta.
Tens a certeza?
Posso dizer que ele � um idiota e n�o vou deixar de am�-lo.
Podes verificar a ortografia?
Pode sair.
Pr�xima!
Voc�! Quantas tampas colocou na manh� da explos�o?
N�o sei.
N�o temos tempo para contar.
T�m que contar!
Quantos cartuchos verificou?
Todos.
496.
Como pode ter certeza?
Porque � o meu trabalho.
N�o viu nenhum pino detonador mal colocado?
Nenhum, eu juro.
Pode sair.
N�o tenha medo. Conte-me o que sabe.
Sim, claro.
Aguarde, por favor. Entre!
Ligo-te de volta.
As sabotadoras, Major Steiner.
A empregada Karswitch viu-as.
- Somos inocentes! - Calem-se!
Elas propositadamente colocaram mal uma tampa.
O que t�m a dizer?
N�o vimos a Christina aquele dia, ap�s a explos�o.
Ela ouviu o que disseram.
Sobre o que conversaram?
As tampas. Est�vamos a pensar
se t�nhamos cometido algum erro.
Mas � imposs�vel, j� estamos habituadas,
verific�mos cada tampa porque temos medo que expluda.
Podem sair.
Acredita mais na alsaciana do que em mim!
Nem s�o alem�es de verdade!
Voc� n�o tem provas.
A pena por sabotagem � a morte.
N�o vou acusar ningu�m sem provas.
Entendido?
Sim, Major.
Duas semanas depois
Entre.
Feche a porta.
� repulsiva, sra. Faberlich.
- Se tiv�ssemos luvas... - As luvas de novo?
J� disse que tem que controlar a sua l�ngua.
Impulsiva! Repulsiva significa...
Isso.
Impulsiva, ent�o.
- � muito impulsiva, sra. Faberlich. - Fabre, em franc�s.
Vou ausentar-me durante uma semana.
Nem todos s�o amigos aqui.
Siga o meu conselho, tome cuidado.
N�o h� problema.
Espere, sra. Fabre.
As not�cias do front s�o encorajadoras.
Para si.
Queria agradecer pelo Schirmeck.
Maldito alem�o!
- Viste, eu sei que � amor. - Sim.
- Porque est�s apaixonada. - N�o estou.
Ele foi-se embora h� dois dias e n�o comes-te nada.
Mentira! Comi! N�o gosto de alem�es, lembras-te?
Sabes que falas durante o sono?
Major... Major...
- Major... Major... - Cala-te!
Obrigado por atender a minha chamada, Ss-sturmbannfuhrer.
Sabotagem � um crime de guerra, Ss-untersturmfuhrer.
Temos que eliminar a amea�a.
Suspeito que o Major Steiner esteja a proteger esses terroristas.
O Steiner � fraco. N�o pertence � SS.
Contin�ncia!
Essas duas, alsacianas.
A minha testemunha viu-as a sabotar.
O Conselho de Guerra vai decidir o destino delas.
Eu levo-as.
A que devo o prazer da sua visita?
Uma troca amig�vel de favores, Frau Spenger.
N�o se mexam.
N�o gosto do jeito que ele olha para si.
Porque diz isso? N�o nos importamos.
Acha que ele vai ficar aqui?
O para�so n�o � para terroristas.
N�o quero a morena. Pernas curtas, muito ocidental.
Livre-se dela. Tive que trazer as duas.
� mais conveniente que o Dassler pense que foram executadas.
Depois de tratada e alimentada, a loura ser� um bom elemento.
Com todo o respeito, n�o tenho vagas,
tive que recusar candidatas.
J� abri uma excep��o para si com a Magda...
Abra outra.
Gostaria de faz�-lo, mas...
Est� satisfeita com as suas provis�es?
Gosta do chocolate?
A manteiga? A carne?
Gostei muito, obrigada.
Confisque os seus documentos e pro�ba qualquer sa�da.
N�o vou tolerar nenhuma fuga.
Sou a directora dessa maternidade.
Exijo obedi�ncia, limpeza,
e devo��o ao Fuhrer.
- Entendido? - Sim, chefe.
Chame-me de Frau Spenger. Sigam-me.
Somos um programa de caridade devotados ao bem estar
das m�es e dos seus filhos.
Qualquer infrac��o levar� � expuls�o imediata.
- Karla! - Sim, Frau Spenger.
Esta aqui ser� assistente de enfermaria.
Leve-a ao check-up e depois � sala amarela.
- Sim, Frau. - Voc� ser� empregada.
Mas ela � enfermeira.
E j� tem sorte de ser empregada. Alguma objec��o?
Siga-me.
Alguma doen�a heredit�ria? Defici�ncia? Doen�a mental?
- Epilepsia? - N�o, tenho 12 irm�os saud�veis.
Os meus pais tamb�m.
Doen�as na inf�ncia? Varicela?
- Sarampo? Papeira? - Sim, tive.
Sente-se.
Abra bem.
- A sua �ltima menstrua��o? - H� duas ou tr�s semanas atr�s.
Era muito irregular na f�brica.
Acha que pode curar isso?
Sim.
- N�o � uma enfermeira de verdade? - Odeio ver sangue.
- Nunca tinha visto um beb� antes. - Est� aqui h� muito tempo?
Seis meses.
O meu noivo largou-me, mas dei-lhe o certificado ariano.
Aqui, somos tratadas como mulheres casadas.
Vida longa ao Fuhrer.
Voc� tem sorte, a minha prima foi recusada.
Bacia muito estreita. Ela chorou tanto, coitada.
Mas os crit�rios s�o importantes.
Entre.
Empregados n�o podem entrar, excepto para limpeza.
S� cinco minutos, por favor, ela � minha amiga.
Ok, cinco minutos.
- Encontre-me na enfermaria. - Obrigada, Karla.
Entre.
Por favor, sente-se.
Est� a ver? Um quarto e camas de verdade.
Escolha uma. Pode escolher, � permitido.
Tenho uma pomada para si. O doutor curou-me.
Porque � que nos fizeram acreditar que �amos a julgamento?
N�o � estranho?
� a prova de que os SS n�o s�o monstros.
Talvez acredites em mim agora.
N�o... n�o est� certo.
� bom demais para ser verdade.
Preferes ser executada?
- � casada? - Noiva.
Ele magoou-se na guerra.
O que importa � que ele produziu um.
- Um qu�? - Um p�ozinho.
N�o, n�o estou gr�vida.
- Esse � o meu segundo Filho SS. - Filho SS?
Voc� d� o seu filho ao Fuhrer para que ele seja adoptado.
- Ofereceram-me tratamento de pele. - Ela ficou gr�vida
um m�s ap�s o parto.
Por isso pode ficar aqui.
Mas o pai concordou em dar a crian�a?
� o dever deles.
O nosso � parir o m�ximo que pudermos.
O Fuhrer precisa de n�s para criar
uma Ra�a Mestre que vai dominar o mundo.
- N�o aprendeu isso na escola? - N�o...
Isso � inaceit�vel.
Tomamos conta e alimentamo-la durante um ano e veja essa cor!
Mentiu sobre o pai! Essa crian�a � inv�lida.
- Vista-se e v�-se embora! - N�o tenho para onde ir...
N�o h� segundas oportunidades aqui!
- Pegue nele e v�-se embora! - Por favor, n�o...
Porque o beb� era de cor? N�o acredito em si.
Isso aqui � uma f�brica para a ra�a pura.
Todas as mulheres gr�vidas s�o louras de olhos azuis.
Voc� n�o �.
Claro que est�o gr�vidas, � uma maternidade.
N�o estranha que h� muitas m�es solteiras ou ad�lteras?
Olhe para ela, com o chap�u. Veio ter o filho em segredo.
- O marido n�o � o pai. - E da�?
Quero casar-me com o Henri e ter filhos com ele.
Acho bem eles defenderem as m�es.
Pela primeira vez, mulheres n�o s�o tratadas com prostitutas.
- Temos que ir embora. - Porqu�?
Eles alimentam-nos, dormimos em camas de verdade.
- �s t�o pessimista. - E tu �s t�o ing�nua!
Este lugar d�-me medo.
N�o podemos voltar para a f�brica.
O Frau Spenger ficou com os nossos documentos.
- Eu sei onde eles est�o. - Vais roub�-los?
Est�s maluca. Vou ficar c�.
Lisette...
Quem mandou limpar o meu escrit�rio?
A Marika est� doente. Pediram-me para substitui-la.
- Voc� � mesmo enfermeira? - Sim, Frau Spenger.
V� trocar-se. V� ajudar o doutor, chegou gente nova.
Direita.
Esquerda.
Direita.
Esquerda.
Direita.
Direita.
N�o tenha medo, meu bem. Vamos tomar conta de si.
N�o perca o seu tempo, eles s� entendem polon�s.
Leve-os � sala de exames. Dispa-os.
5 cm.
14 cm.
5 cm.
Apto para adop��o.
- S�o todos �rf�os? - Sim, ou n�o ser�o adoptados.
D�-lhe outro nome. Um nome alem�o.
Para come�ar uma vida nova.
- Pr�ximo! - Voc� � o Wladeck?
Wladeck Winowitch.
Agora voc� � o Hermann. Entendeu?
E se n�o forem adoptados?
Crian�as SS. Filhos do Fuhrer n�o precisam de pais.
130 cm.
Arranje roupas para ele.
Eles sequestraram-nos!
V�o torn�-los alem�es para dominar o mundo.
Tenho que mudar os nomes deles para fazer novas certid�es.
Dizemos para eles se esquecerem dos pais,
n�o sabem falar a l�ngua deles.
Ter�o uma nova fam�lia.
N�o podemos deixar que isso aconte�a.
O que queres fazer? Uma revolu��o?
Est� certa. Vamos embora.
Assim que conseguir os documentos. Por enquanto, fingimos.
S� os judeus podem comprar essas coisas.
Sim, mas agora s�o nossas.
Todo a gente j� encontrou o que precisa
- para a festa de hoje? - Sim!
- Voc� � muito bonita. - Obrigada, Frau Spenger.
Estou cansada. Se permitir, gostaria de me deitar cedo.
Como preferir.
Leve isso ao sal�o da torre.
N�o tenha medo. Temos tempo.
- Eu estou noiva. - Muito bem.
Sou casado e tenho filhos.
N�o!
N�o, por favor!
Se n�o fosse por mim, estaria numa vala comum.
Mere�o uma recompensa.
Meu Deus! Lisette!
� s� o teu corpo, ele n�o te tocou.
N�o tocou em ti, n�o � Lisette do lugar dos sonhos.
Disse-lhe que estava noiva! Eu disse-lhe!
Leve-a!
Eu odeio o Hitler! Odeio!
Odeio-o! Largue-me!
Colocou essas ideias criminosas na mente dela.
Pegue nas suas coisas e v�-se embora.
Com todo o respeito, Frau Spenger,
a Lisette ama o seu noivo,
antes de voc� chegar, disse-lhe que n�o o traiu.
Muito pelo contr�rio, ele estaria orgulhoso
por ela ter cumprido o dever do Fuhrer.
Deixe-me falar com ela, por favor.
N�s vamos sair, juro.
Como algu�m pode magoar tanto?
Como?
Vai ficar tudo bem.
Eu estou contigo.
Vamos sair daqui, eu prometo.
Parab�ns,
est� gr�vida do sexto filho do SS Sturmbannfuhrer Fritzmann.
Vai ser um m�s mais novo do que o quinto.
O filho da sua colega Magda.
Bem, seja feliz.
Como diz o Fuhrer, o trabalho mais nobre da mulher � ser m�e.
J� chega!
Volte ao trabalho!
O que est� a fazer? Pare!
- N�o h� mais Henri. - N�o diga isso!
Ele precisa de ti.
H� um monstro no meu corpo.
O que posso dizer?
Nada.
- Temos que parar, j� chega. - N�o, tudo bem. Temos que continuar.
N�o dever�amos falar disso. N�o � bom para si, o beb�.
Tudo bem, eu conhe�o a hist�ria.
Como suportou ela tudo isso?
Mas porque ficaram no Lebensborn?
Disse-lhe que t�nhamos que ir embora.
- Vou ficar. - Vou for�ar-te, n�o te vou deixar.
- Vais enlouquecer. - Vou enlouquece-los.
O que est�s a planear?
Usaram-me como uma vaca, v�o alimentar-me como uma.
V�o tomar conta de mim como se eu fosse uma princesa.
Vou ter o meu filho em outro local. Eles n�o ter�o este aqui.
Podem ir trepar com o Reich.
- Est�s a brincar com o fogo. - Sabes bem disso.
Fevereiro de 1945
Lembra-se da Magda, que estava gr�vida do irm�o,
teve um filho com hidrocefalia.
Aten��o!
- Alice, vamos embora. - Tem a certeza?
- Sim. - Fique aqui, j� volto.
O que est� a fazer aqui?
Largue isso!
Apanhei!
Vamos!
N�o consigo.
- Continue sem mim. - N�o, estamos quase a chegar.
Olhe, tem uma casa ali.
Se eu pudesse rolar como um barril.
Espere...
Com licen�a, senhor. Tem um copo de �gua para a minha irm�?
Entrem.
N�o podem ficar aqui.
N�o quero problemas com os nazistas.
Conhece alguma fazenda ou abrigo onde possamos pernoitar?
Tente com o pessoal daqui.
Posso fazer um telefonema?
Por favor, ligue para este homem
Por favor.
Quem vos mandou aqui?
Dassler?
Respondam.
Fritzmann.
Poderia ter sido o Dassler. N�o faria diferen�a alguma.
Fez o seu trabalho como um bom SS?
Deu quatro filhos ao Grande Reich?
Eu n�o sou SS.
Onde nos est� a levar?
Para a f�brica? Ela n�o est� forte o suficiente.
Feche a porta.
Que bom v�-lo, Hugo.
Tamb�m fico feliz em v�-la, querida tia.
Essas s�o a Alice e a Lisette.
Wilma, a irm� da minha m�e.
- Elas podem ficar aqui uns dias? - S�o muito bem-vindas.
Obrigada, irm�.
Vai ficar tudo bem.
Ela vai recuperar as for�as.
N�o sei se vir�o procur�-las.
Wilma...
n�o � seguro para si aqui.
E a vida l� � segura?
Fico feliz que esteja apaixonado de novo.
N�o � o que pensa.
Voc� merece, Hugo.
Deus, a Margaret e a Sophia n�o ficar�o ofendidos.
Quando nasce o beb�?
Wilma, essa crian�a n�o � minha.
E de onde vem?
Ela est� a dormir.
Da sua tia. Diz que est� muito magro.
N�o ou�a tudo o que ela diz sobre mim.
- Fui rude consigo. - Tem raz�es para nos odiar.
Obrigada pelo que fez por n�s.
Sei que voc� n�o � um SS.
Alice...
- Adeus. - Adeus.
Ainda acredita em Deus, Wilma?
�s vezes � dif�cil.
Com listas amarelas, ficar� mais alegre.
Um pouco de alegria far� bem ao beb�.
Nem acredito em como ela � forte.
Gra�as a si, ela sente-se bem aqui.
N�o apostaria nisso.
A crian�a torna a vida melhor.
Isso � verdade.
Ent�o, quantos ovos hoje?
13. N�mero da sorte.
Vou ajud�-la.
Se algo der errado no parto...
- N�o vai morrer. - � natural pensar nisso.
Faria a mesma coisa no meu lugar.
N�o quero que esta crian�a seja uma crian�a SS.
Ok.
Ent�o, se...
- Poderia am�-la? - Sim, Lisette.
N�o me fa�a isto. De jeito nenhum.
Ela precisa de si. E eu tamb�m.
Empurre! For�a!
Mais!
Sim! Estou a ver!
Acabou! Est� tudo bem.
Olhe, � uma menina.
Deixe-a em paz.
Vai ficar tudo bem.
Vai ver.
Ela est� com fome. Est� a chorar h� horas.
Pode ir v�-la agora.
Ela n�o est� no quarto.
Vamos encontr�-la.
- Encontraram-na? - N�o.
N�o!
Por favor, n�o!
Por favor!
N�o entendo, n�o vi nada.
N�o pude evitar, Wilma.
Voc� n�o pode. Ningu�m...
A Lisette fez a sua escolha.
Sente-se.
Amamente-a. Isso vai acalm�-la.
A irm� Petra foi buscar leite.
Vai demorar um pouco.
Ela conversou, comeu. Parecia bem.
Ontem ela perguntou-me se eu poderia amar a filha dela.
Ela escolheu a m�e.
Permitiu que ela fosse em paz.
Veja!
� o milagre da vida.
Como se chama?
A Lisette n�o teve tempo de escolher um nome.
� uma grande responsabilidade.
Quer dizer, ficar com ela.
O que deveria fazer? Deit�-la ao lixo?
Lamento.
Sou muito desajeitado.
Sou jurista de forma��o.
A quest�o �...
sabe como proceder para legalizar isso?
N�o, n�o pensei nisso.
O que devo fazer? Adopt�-la?
N�o pode...
devido � sua situa��o desfavor�vel.
Temos que pensar em alguma coisa.
N�o entendo.
Case-se comigo, Alice. Ser� apenas uma formalidade,
que lhe dar� o estado de mulher casada.
� melhor para si e para a sua filha.
Claro, o div�rcio ser� anunciado assim que...
Esque�a, � absurdo.
- Um alem�o. - N�o, n�o � isso.
� um acordo rom�ntico incr�vel.
Achei que fosse ainda mais inapropriado...
dizer-lhe que a amo.
Bem...
Se acha que � a melhor solu��o.
Seria bom dar um nome � crian�a.
Cl�mence!
Foi assim que demos � sua m�e o nome de Justine.
Alguns meses depois, a guerra terminou.
Queria ir para casa, ver novamente os meus pais.
N�o foi f�cil.
A ca�a aos colaboradores, ajustes de contas...
Foi uma barbaridade.
At� raparam o cabelo das mulheres alistadas � for�a,
como se tiv�ssemos escolhido isso.
D� para imaginar as nossas boas vindas.
- Boa noite, meu amor! - Querida.
- Estou a atrapalhar-vos? - N�o, estamos a filmar.
- Olha. - Est� a crescer t�o r�pido.
Ainda n�o sabemos se � menino ou menina?
Vai ser uma surpresa.
- Bem, vou deix�-las... - N�o! Olha s� ele, a tentar escapar.
Vem, apresenta-te � crian�a.
Diz-lhe quem �s.
P�ra de me dar ordens perto da crian�a, por favor.
Ele diz que � o homem.
Tu sabes. Fala com a c�mara. Como te chamas?
Sou o Hugo Steiner.
Como viste, casei-me com esta senhora, um pouco impulsivo.
- Que n�o gostava dos alem�es. - Disse isso v�rias vezes.
Eu queria que voc�s... O que foi?
- Acabou? - J�?
- Foi a minha �ltima fita. - Queria falar da Clemence.
S� fala de mim.
- Ela � muito impulsiva. - 40 anos a ouvir isto.
Justine, sou impulsiva?
Obrigada.
A todas as mulheres da Als�cia e Moselle
que foram alistadas � for�a e reconhecidas t�o tarde.
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