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- Oi. - Oi.
Lindo.
Como você está?
O que você está fazendo, cara?
Tá quente, não é?
Melhor, agora que te vi.
Está excitado?
E sim, estou sozinho.
Você, pelo menos, tem alguém.
Você é punheteiro. Eu curto.
Hehe.
Do que mais gosta?
Tudo. Você também, não é?
Sim, tudo.
Ótimo.
Se amarra em pau?
É o que mais gosto.
Que bom.
Parece que você também.
Como ele é?
Cara, e o rosto? Vai me mostrar?
Muito bem, já vai ver.
Quer ver meu rosto? Tem certeza?
Sim, com certeza.
Te excita?
Todo.
Bom... Você é lindo, moleque.
Aqui estou...
Você é mais quente que o fogo.
Hehehe.
Toque uma bola... Hehehe.
Melhor, as duas.
Cara, você já chupou dois paus alguma vez?
Não, mas acho que gostaria de tentar.
Que bom.
Espera que vou chamar ele pra te conhecer.
Está vindo.
Você disse que o pau do teu namorado é maneiro, e o teu?
- Que foi. - Esse é o Fede.
Também.
Oi!
- Gostoso, o garoto. - Muito.
O que vocês fazem?
Ele cozinha, é dona de casa.
Hehehe.
Hahaha.
Ele amassa com o pau.
Você é um punheteiro. Carinha linda.
Também é a dona da casa na cama?
O puto tá tocando.
Não. Lá ele te arromba.
- Tá duro? - Ele não mostrou.
- Que bom. - Vamos te arrombar.
Vou cobrar.
Diga pra ele vir, se se animar.
Que bom. Quer vir?
Agora? Haha.
Sim, você quer? Estamos aqui.
- Não se animou. - Sim, ele está excitado.
Não sei. O que propoem?
Um trenzinho...
Quer vir jantar aqui, algum dia?
Ou um trenzinho?
Gosto das duas idéias.
Me mostra a bunda.
Punheteiro, né? Depois o punheteiro sou eu.
Se está excitado, peça pra mostrar a bunda.
Eu a bunda, e vocês?
As picas.
Por que não botam na boca? Isso eu queria.
Viado, você é tarado. Hehehe.
Gostei.
Estou entediado.
O que podemos fazer?
O que você gostaria?
Não seja uma maricas, venha e vamos nos divertir.
Oh sim?
Sim.
Você gostaria de me foder?
Sim.
Muito.
Pensar nisso me deixa com tesão.
Eu também quero que você chupe meu pau.
Mas acho que você é cagão.
Claro... eu amo isso.
Nada me assusta.
É grande?
Quanto você aguenta?
Veremos quando eu colocar dentro de você.
Você está duro?
Ali está ele!
Sim, ele veio buscar algo.
Por que ele está saindo? Deixe-o ficar.
Do que ele gosta?
Ele tá cozinhando.
Ele gosta do que você gosta também.
Nós nos daremos bem.
Sim.
Você não disse qual é o tamanho. O que? é pequena?
Quer ver?
Claro.
O TERCEIRO
Já vou!
Como está?
Entre.
- Tudo bem? - Sim.
Tem certeza? Tudo bem?
Sim, estou bem.
Fede?
O que?
- Fede é de verdade? - Sim, Fede é verdadeiro.
Água? Tem água?
Não...
Sim. Água mesmo? Não quer um refrigerante?
- Não. - Quer que abramos um vinho?
Depois. Agora eu queria água.
A água!
Desculpe!
Meu Deus! Nunca abra a água quente quando ele está no banho
porque ele fica de muito, muito mau humor.
- Ele parece sério. - Não...
Ele parece sério, mas é mais manso que a Lassie.
Mas, sabe, aquele lance com a câmera... Ele não gosta muito.
Ele prefere ação, carne. Eu sou mais punheteiro.
- Está cheirando, né? - Sim, parece peixe.
Não, está queimando. É isso.
- Você nunca cozinha, né? - Um pouco.
Claro, vivendo com a família... Nada se compara com a comida da mamãe.
Se quiser vir de outra vez, você cozinha.
Se você se arrisca.
Olha, garoto...
não temos medo de você.
Aonde posso deixar?
Deixe na mesa. Por ali.
- Oi. - Oi. Tudo bem?
- Sim, e você? - Bem.
- Amor, é o Fede. - Já vi.
- Tudo bem? - Sim, sim...
Hernan, podia mostrar um pouco mais de interesse.
- Eu falei com ele. - Ele está nervoso.
Você podia ser mais caloroso, eu nem te escutei.
Eu falei "oi", já te disse.
Quer mais vinho?
Não queremos que fique bêbado, mas...
não seria ruim.
Não bebe?
Às vezes, quando saio.
Gosta de vinho?
Não bebo muito, mas gosto.
- Fica bêbado sempre? - Não.
Só bebo quando saio, mas não saio muito.
Só pra saber quanto de vinho tenho que te servir,
senão vai ficar muito... bêbado.
Um desperdício.
Vocês saem?
Não. Praticamente, não.
Com amigos, alguns aniversários...
À reuniões, mas a boates não.
Nem sabemos quais boates estão na moda.
Há quanto tempo estão jutos?
- Quanto? - Oito.
- Oito? - Oito anos.
Oito.
Seis de casamento e dois de namoro.
Uma espinha?
Sua mãe pôs... Outra.
Soou mal.
- Minha mãe nunca faria isso. - Não.
Ele sofre de édipo, eu não.
Sabe, mastiguei a espinha e estou engolindo.
Não engula a espinha, ou terminamos num hospital.
Vestido assim.
Sim, são oito anos. Muito, não é?
Está com uma cueca decente? Caso...
Pro hospital? Sempre.
- Muito bem. - Sempre visto.
Minha avó dizia isso.
O que?
O que tua avó dizia?
Pra usar sempre uma cueca decente, ou um calcinha.
No caso de...
No caso de sofrer um acidente.
- Ele dizia cuecas ou calcinhas? - Cuecas.
- Já me viu de calcinha, alguma vez? - Sim.
Mentira.
Sim, faz oito anos que estamos.
E nos conhecemos em uma boate, já que falou em boates...
Sabe como ele me conquistou?
Como?
- Faça. - Como...
Faça.
- Como? Quero saber. - É muito engraçado.
Mentira. Tudo o que vai ouvir de agora em diante é mentira.
- Mostre pra ele! - Nem pensar!
Vamos.
- Não, eu vou te contar. Eu estava na boate... - Não, não. Para.
e tinha dois caras atrás de mim.
- Um era ele? - Ele e um outro.
E um amigo me disse: "Cara, aquele cara tá afim de você e o outro também."
E eu pensei: "Porra, quem eu escolho?"
- Você se acha uma estrela? - Mas eu te escolhi...
- Foi uma boa escolha. - Eu não ia contar isso.
Queria que contasse pra ele
como me conquistou, qual foi a tática.
- Mostre pra ele. - Não vou mostrar nada.
- Anda! - Não.
- Eu quero ver! - Não.
Por favor.
- O que ele fez? - Um macaquinho.
- Um macaquinho? - É.
Mostre.
- Com o que? Com papel? - Não, com a cara.
Com papel?
Não sei, um macaquinho...
Por favor.
- Se me servir mais vinho... - Vinho, claro.
Mostre pra ele.
Anda, eu quero ver.
Você tem que implorar, ele sempre faz isso.
A imagem é muito forte pra ele. Vai sair correndo.
- Vai sim. - Bom, não faça então.
- Faz você. - Não, é coisa tua.
Tá bem, vou fazer. Vou tomar um gole.
Mas tenho que engolir, senão vou cuspir.
Ele quer que você implore, sempre faz isso.
Lá vai. Não se assuste.
Qualquer coisa... fique com ele.
É muito engraçado.
Mostre o perfil.
- Legal, não é? - Acredita que o conquistei assim?
- Realmente. - Que lindo. Obrigado.
- Obrigado pelo momento. - Um bom momento.
Eu teria me rendido.
- Com o macaquinho? - Sim.
Comigo aconteceu o mesmo.
Que bom.
Quando brigamos, fazemos as pazes com o macaquinho.
Eu só não entendo em que contexto ele fez isso.
Nem eu. Ele está inventando. Eu não me lembro disso.
Você estava bêbado,
por isso fez o macaquinho no primeiro dia.
- Sempre me acusa de estar bêbado. - Sim, não sei porquê.
- Coma. Não gostou? - Sim, está delicioso.
Tem certeza?
Sim, estava distraído com o macaquinho.
Soou mal, também: "Sim, estava distraído com o macaquinho."
Melhor que masturbação, não é?
Na verdade, está muito bom.
A beterraba ninguém quis. Você comeu?
- Não. - Por que cozinhou?
- Pensei que Fede gostaria. - Desculpe...
- Ninguém gosta de beterraba. - Nem você.
Qual o problema? Decorou o prato.
Mas vai ter que jogar fora.
Qual o problema?
As crianças na Somália que não tem o que comer?
Sim, na Argentina também têm muitos.
Meu pai me dizia isso sempre,
quando abria um pacote de biscoitos e não comia.
Eu me imaginava distribuindo os biscoitos que não comia.
- E fazia isso? - Não.
- Seu pai tinha razão. - Sim.
E o que seu pai fazia?
- Era pra me zoar. - Muito bem. A mesma coisa.
- Sou como o pai dele. - Sim.
- Não enche. - Estou brincando.
Não estou falando sério sobre as crianças da Somália.
Não gosto muito da tua mãe, o peixe tá cheio de espinhas.
Ela quer mesmo me matar.
- Você não gosta dela mesmo. - O que?
- Nada. - O que?
- Nada. - O que você disse? Fale.
- O que disse? - Não disse nada.
O que você falou, Fede?
Perguntei se suas famílias se dão bem.
Sim.
Bem... mais ou menos.
Ele não gosta muito da minha mãe e fica apontando os defeitos.
Ao contrário.
Sei mais da mãe dele do que ele.
Por isso diz isso.
- O que? - Pode pôr um pouco mais de vinho?
- Vai ficar bêbado. - Não.
Pensei que ele não gostasse de vinho.
Vai ficar bem bêbado.
Melhor.
Assim, vamos poder fazer tudo o que disse na câmera.
Não é? Espero que ele não fuja.
Não sei. Ele falou muita coisa na câmera.
Deixa pra lá.
Mas vinho?
Por favor.
Como é difícil ser neném!
Faça isso, faça aquilo!
- O que isso quer dizer? - Nada. Brincadeira, como ele disse.
- Como o macaco. - Que macaco.
Vocês tem um repertório.
Sim. Depois de oito anos tem que inventar coisas, senão...
- Não se diverte com nada. - Bem...
Vamos falar disso agora?
Legal, não é? Falar disso agora,
- depois de oito anos. - Depois de oito anos, tem muita coisa.
Chato igual a tua mãe.
Chato como a mãe.
Igual a tua mãe.
Eu falo com a mãe dele pelo telefone. Chata.
Chata e me trata mal.
Minha mãe te trata muito bem. Te ama, te adora.
É como um filho pra ela.
- E então ela me ignora. - E você é um filho da puta.
Você a odeia porque ela é gorda.
- Quer dizer que a discrimino? - Sim.
Tua mãe? Não. Nunca.
Pra mim as pessoas podem ser gordas depois dos 50. Antes, não.
Trate de começar a se cuidar.
Ele se parece muito com o pai.
- Sim, é verdade. - Fala pelos cotovelos.
Quando comemos juntos, seu pai nunca deixa ninguém falar.
Não é como ele, que fala o tempo todo.
- O pai dele desanda... - Não para.
Terrível.
- E fisicamente? - Fisicamente...
Eu me pareço com meu pai. Ele com a mãe,
tem o mesmo nariz.
- Ou não. - Sim, na verdade é sim.
Mais ou menos. Sou como uma mistura dos dois.
Sabe, quando é um pouco misturado.
Acho que sou adotado.
Sou muito mais bonito que meu pai e minha mãe.
Deixa de besteira.
Talvez tenha o melhor de cada um.
Pode ser.
E você? Com quem se parece?
- No físico ou na personalidade? - Fisicamente.
Meu pai...
Poderia colocar uma foto aqui e procurar as diferenças.
- E falaríamos com ele. - Com certeza.
O nariz, os olhos...
As entradas.
Meu pai teve calvície prematura a vida toda.
Fica bem em você.
Você acha?
Sim.
Não sei mais como me pentear para esconder.
Raspe.
Nunca se penteie assim, para esconder suas entradas.
Tipo aqueles que penteiam pra cá e tentam disfarçar.
Não tem nada mais legal do que tocar uma cabeça raspada.
Meu pai usou assim muito tempo...
Agora tem dois ou três fios aqui. Tipo o Krusty.
- Sua mãe? - Não, meu pai.
Se vocês virem a foto da lua de mel em Bariloche,
nós somos iguais. Um pouco menos de cabelo.
Eu lido melhor com isso, agora. Tem um de produtos por aí.
- Sim, tem um monte. Eu uso. - Talvez.
Eu só uso um xampu.
- Eu vou te indicar alguns. - Valeu.
Ele também usa. Não admite, mas usa.
- Vocês têm o cabelo legal. - Obrigado.
Tem que me contar o segredo.
Nada. Água mineral... todos os dias.
Corro, de 8:00 às 10:00 da manhã...
A única coisa que faz é correr. É verdade.
Por que trabalhar... nada.
De novo!
A verdade não ofende.
- Mais vinho? - Sim.
- Você? - Não terminamos?
Me dá.
- Com o branco? - Não, por favor.
Meio bêbado?
É que tomamos dois vinhos.
É muito.
Não sou de tomar vinho branco.
Por que foram para Bariloche na lua de mel?
É demais. Bariloche na lua de mel!
Não tinham dinheiro?
Era outra época.
- Seu babaca! Como fala isso? - Tô bricando.
Tudo bem. Eles não tinham muito dinheiro, é verdade.
Mas ele não pode falar assim.
Mas era outra época, todo mundo ia pra Bariloche.
A foto em Bariloche, com o cachorro com o barril...
Parece que se casaram no secundário.
- Minha mãe se casou Carlos Paz. - Aonde?
Em Carlos Paz.
Com o relógio de cuco? Tiraram uma foto?
Sim, claro.
- É sério? - Sim, a foto com o cuco.
- Nunca viu? - A típica foto de Carlos Paz.
- Nunca viu? Vou te mostrar. - Me poupe.
Coloque na sua... parede.
Idiota.
- E sua mãe? Se parece em algo? - No temperamento.
Diferente do meu pai...
Mundos opostos. Não sei como ficaram juntos.
Pólos opostos... Como se diz?
Se atraem.
Sim, talvez. Nisso me pareço com minha mãe.
Outro tipo de personalidade...
Meu pai é mais entrão, mais verborrágico.
Faz amizades com facilidade. Pra mim, é mais difícil.
Ainda estão casados?
Não, minha mãe morreu.
Difícil.
Ainda mora com seu pai.
Não consigo me afastar de certas coisas da minha mãe.
Certas atitudes.
Por que?
Não sei. Coisas da infância.
Tinha uma relação muito mais próxima com ela.
Meu pai sempre trabalhou muito mais.
E eu cuidei dela.
Como se eu fosse o pai. Foi assim por muitos anos.
Ela ficou doente,
depois se seguiu uma depressão profunda.
Ficou cheia de medos, e eu cuidando dela enquanto meu pai trabalhava.
Então tivemos uma relação muito próxima
e eu absorvi algumas coisas dela.
Ser mais fechado...
É difícil. Com pessoas assim, tudo se complica ao redor.
Sim, principalmente estar no comando. Eu assumi a casa.
Minha irmã sempre com a cabeça em outro lugar...
Quando pôde, caiu fora.
E minha mãe com medo, todo o tempo.
Minha mãe era uma mulher muito medrosa.
E é difícil eu não ser um pouco assim.
- Mas você não está sendo. - Não?
Não. Está aqui. Sabe, é diferente.
Se fosse muito medroso ou tímido,
não estaria aqui.
- Está bom, não é? - Está bom.
Quando minha mãe se matou, não sei, fiquei com muito medo.
- Ela se matou? - Sim.
Terrível.
Desculpe por perguntar.
- O que? - Como?
Sim. Comprimidos.
É sério?
- Que horror. - Sim, terrível.
E minha irmã culpou a mim e meu pai.
Sente saudades?
Quem? Minha mãe ou minha irmã?
- Sua mãe. - Sim.
Imagino.
Acho que era a única...
que me conhecia de verdade.
Pelo menos era quem mais tempo ficou comigo.
E ela ainda está com você.
- Definitivamente. - Pode ser.
Me arruma um?
Sim.
Desculpe.
Não sabia que fumava.
Em ocasiões especiais.
Essa é uma?
Sim.
Linda noite.
Tem uma vista incrível.
De minha casa vejo uma parede de azulejos.
Sim, é boa.
Sei tudo o que fazem os vizinhos.
- Espiona seus vizinhos? - Sim, eu gosto.
Vê aquela velha ali?
Aonde tem luz?
Faz a mesma coisa todo dia.
Se levanta, toma o café da manhã,
vai trabalhar, volta,
toma um banho, prepara a comida, vê a novela,
e vai dormir de novo.
Menos no fim de semana, quando sai pra caminhar um pouco.
Fim de semana sem lei.
Sim, sem lei.
Os que se dão melhor são os do quarto. Vê a luz que se acendeu?
Trepam todos os dias.
Cheios de energia.
Sim, são jovens.
Os vê daqui?
Sim, porque começam na janela.
Sempre fazem o mesmo.
Só vejo as preliminares.
Talvez a velha também se divirta.
Acho que nem tanto quanto os jovens.
Não sei.
Em meia hora estão trepando.
Todos deveríamos estar transando em meia hora. Ou não?
Todos? Todo mundo?
Sim. Homens mulheres, animais. Todos ao mesmo tempo.
Uma imagem linda.
Acabar todos juntos.
O mundo explode e morremos aí, felizes.
Pode ser o mais próximo que cheguemos da morte.
Linda forma de morrer.
O que é isso?
Nada.
É o vinho.
Você é um bobão.
- O que foi? - Nada.
Está nervoso?
Quase quebrei tudo.
Quero te comer...
Vamos subir.
Vamos...
Vou gozar... Vou gozar...
Tô ficando excitado de novo.
Sou muito fogoso.
Ele é punheteiro.
Vamos dormir um pouco. Na nossa idade?
Só dez minutos...
Vamos dormir.
Ou eu assisto vocês.
Seria legal. Você quer?
Gostei de você.
E eu de vocês.
Vamos dormir.
Que foi?
Me acordou.
Estava quase dormindo. Você fez alguma coisa com o peito.
- Não fiz nada. - Sim...
Com licença.
Tem uma toalha aqui.
Obrigado.
Precisa de alguma coisa?
Não.
Tem certeza?
- Sim. Tenho que sair? - Não.
Posso ficar te olhando?
Sim.
O que?
Continue.
Cara, posso te perguntar uma coisa?
Sim.
- Nunca pensaram em casar? - Casar?
- Sim. - Não.
Nunca pensamos nisso.
Pode ser bom pra algumas coisas, como adoção.
Sim, mas Hernan já tem uma filha.
Que faz 13 anos daqui a 2 meses.
Já está grande.
Você seria um bom pai.
Você acha?
Acho.
- E? - Isso é lento.
Foi muito bom.
Boa sorte.
Vai voltar?
Vão me convidar?
Claro.
O que você acha?
Isso cinza, que está aqui, é o famoso quadro.
Se lembram?
No quadro, se analisarmos basicamente, esse é o ponto vertical
essa a linha do horizonte,
e essa a linha interna.
Vamos falar disso tudo por partes.
Se eu quiser uma perspectiva desse nível
teria que ficar entre uns 50, uns 60, uns 70.
Essa seria a altura aproximada dependendo da escala.
O que fizemos primeiro? Lembrem-se que essa é nossa planta.
Vocês terão aqui a planta da maquete
e começamos a ver de uma perspectiva daqui.
Digamos que o único ponto principal é esse,
que é como um ponto de fuga.
Então o que faremos é projetar a localização desse cubo
e como sabemos que essas faces estão perpendiculares
a esse lado, foquem no único ponto de fuga.
Já podemos determinar que aonde se localiza nosso cubo
é por aqui.
Agora vamos ver mais claramente.
O primeiro que vamos analisar nessa face aqui
e nesse cubo que está aqui numa planta
vai estar por aqui,
como se fosse uma rua, de onde se vai se ver essa perspectiva.
Sim? Bom. Prestem atenção.
Essa é a face do cubo que vocês têm.
Melhor colocarmos letras: A, B, C e D.
Comecemos a relacionar.
A, B, C e D.
Esse face que está voltada pro quadro
é a única que sabemos que tem a verdadeira medida.
Podemos medir com régua.
E é a medida real que terá.
Legenda: OVER THE RAINBOW
PORQUE DADO DE GRAÇA
É MUITO MAIS GOSTOSO!!!!!!!!!!!!!!!!
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