Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Essa Miami maravilhosa que você vê
começou com dinheiro de drogas.
Esta cidade foi construída com dinheiro de cocaína...
cada pedaço dela.
Se você usou cocaína nos EUA nos anos 80,
é bem provável que ela tenha passado por Miami.
Miami é a cidade da cocaína,
o principal ponto de trânsito entre os EUA e as Bahamas.
Milhões de dólares em drogas foram contrabandeados
apenas por este homem.
Eu recebia 500 mil dólares por viagem.
E não faria por menos.
Gangues rivais brigavam por sua parte no lucro do tráfico,
fazendo de Miami a capital dos assassinatos dos EUA
e inspirando meu programa de TV favorito quando criança.
Foi meu primeiro vislumbre do submundo da cocaína.
Eu ficava fascinada pelo dinheiro, pela violência,
pelos personagens exagerados
e, é claro, pelas escolhas de moda do Crockett.
Eu não fazia ideia de que décadas depois,
o contrabando em Miami ficaria aquecido de novo.
Mãos para cima! Ponham as mãos para cima!
E que eu estaria perseguindo os traficantes.
As antigas regras estão voltando,
com conexões na América Central e do Sul.
Esta é a história
de uma das rotas de contrabando mais infames
e incontroláveis do planeta.
Quanta droga você tem?
A cocaína ajuda a sustentar este país.
Todos eles traficam drogas.
Polícia!
Depois de 40 anos da guerra multibilionária
contra as drogas nos EUA,
como a cocaína continua barata e disponível como sempre?
A polícia não pega ninguém. Os delatores que entregam.
Vamos. Vamos. Fomos vistos.
E quem são as pessoas que colocam suas vidas em risco
para entregar aos americanos sua droga preferida?
Para proteção, esta granada.
Eu vou fazer uma jornada de quase cinco mil quilômetros,
das folhas verdes à linha branca,
para descobrir.
Mercado Ilegal com Mariana van Zeller
"Ponto de verificação obrigatório de Machente."
É a checagem policial.
- Olá. Bom dia. - Bom dia.
- Documento, por favor. - Claro.
Oi. Tudo bem?
Um momento. Vamos revistar o carro, certo?
Tudo bem.
Quando você faz reportagens sobre mercados ilegais,
algumas checagens são esperadas.
O que vocês estão levando?
Equipamento de filmagem.
Mas nada atiça mais as borboletas no estômago
do que o último ponto de checagem
antes de você pisar em território desgovernado.
- Vão em frente. - Obrigado.
Então, eles estão fazendo uma busca por drogas?
Por drogas, isso.
Por sermos equipe de filmagem, não procuraram muito.
- Geralmente, eles checam tudo? - Tudo. Os pneus, tudo.
- Desmontam o carro. - Sempre estão ali?
Sim, sempre.
Após o ponto de checagem, entramos em uma região sem lei
que produz aproximadamente um quinto da cocaína no mundo:
o VRAEM.
Não me orgulho disso,
mas somos um dos melhores produtores de cocaína,
pela abundância das folhas de coca,
que é a matéria-prima para fazer o produto.
Então, a qualidade da cocaína vinda daqui é muito boa?
Excelente.
Meu guia neste mundo é meu amigo Ceviche,
que viveu no VRAEM por muitos anos.
Estão secando as folhas de coca ali.
- Sério? - Sim.
Estão secando folhas de coca ali.
Aquilo é coca.
Estão secando.
Os locais aqui no VRAEM
plantam coca há milhares de anos.
Mas esta não é uma comunidade agrícola típica.
Apresentar armas!
Aqui, nós lutamos contra o crime.
Contra ladrões, pessoas que roubam
e quem vive uma vida de crimes.
Quem garante a lei em Santa Rosa?
O Comitê de Autodefesa!
Por todo o vale, milícias justiceiras, como esta,
são a lei desta terra.
Estes cultivadores de coca viraram soldados
para defender suas comunidades...
e suas lavouras.
Aqui está a coca.
Isto são folhas de coca. Certo.
Você coloca na boca, deste jeito?
- Posso colocar? - Sim.
É normal.
Apenas mastigue, não engula.
Só mastigar, não...
Eles disseram para eu apenas mastigar, não engolir.
Tem gosto de folha.
- A boca fica meio dormente? - Sim.
- Porque ela tem droga. - Sim.
O sabor é bom, um pouco amargo, mas bom.
Aqui, no Peru,
cultivar e vender folhas de coca é legal.
Só se torna ilegal
quando você transforma as folhas em cocaína.
- E isso dá energia? - Energia, coragem.
- Coragem. - É.
Coragem.
- Força. - Força.
Originalmente, as milícias foram formadas
em resposta a Sendero Luminoso,
um grupo comunista implacável
que chegou ao poder nos anos 80.
Seus membros mantiveram uma guerra civil por décadas
para derrubar o governo peruano.
Nossos inimigos estão ali, nas montanhas.
O Sendero Luminoso.
O Sendero Luminoso controla rotas importantes para o tráfico
e é conhecido por atacar comunidades
para expandir seu território.
É assim que o grupo ganha dinheiro,
extorquindo cultivadores,
fabricantes e contrabandistas por proteção ou passagem segura.
Não é segredo que o Sendero Luminoso
sobrevive do tráfico de drogas.
Mas, de certa forma, todos no VRAEM
sobrevivem disso.
Nossa população vive da venda de folhas de coca.
Não tem outra coisa.
É nosso único meio de vida no VRAEM.
A política no VRAEM é complicada.
Para financiar a luta contra o Sendero Luminoso
e manter suas famílias,
estes agricultores vendem sua colheita de coca
sem jamais perguntar a intenção de uso de seus compradores.
Mas a verdade é que quase 94% das folhas de coca no VRAEM
vão para traficantes de drogas.
Aqui, o negócio de drogas é controlado
por pequenos clãs de famílias
que operam independentemente
e todos eles são arredios de estrangeiros.
Quando os locais veem um bando de gringos,
acham que são da polícia dos EUA.
Por isso estou contando com o Ceviche
para me ajudar a ter acesso ao próximo passo do processo.
Eu dirigia um táxi.
E algumas pessoas levavam insumos para outra cidade.
Insumos? Quer dizer cocaína?
- Não. - O que é?
Insumos são ingredientes para a cocaína,
como ácido
ou folhas de coca.
Mas você sabia que eles usariam isso para produzir cocaína?
Para que estão levando cinco galões de alvejante?
- Eles lavam tanta roupa? Não. - O que você fazia
quando sabia que estava carregando...?
Eu só dirigia.
Acontece que um dos antigos passageiros do Ceviche
ainda está na ativa no negócio da cocaína.
Ele é de um clã familiar que compra folhas de coca
para transformar em pasta base de cocaína.
É complicado.
Eles só mostram se confiarem em você.
- E a que distância fica daqui? - Uma hora.
Seu contato concordou em nos encontrar,
mas deu pouca informação.
Ele nos mandou pegar a estrada que sai da cidade
e esperar por mais instruções.
Então, estamos dirigindo há uma hora,
subindo a montanha em estradas de terra,
para encontrarmos o dueño, o dono da operação de drogas,
que nos deixou filmar o laboratório no meio da selva.
Tudo que sei é que ele prometeu me deixar ver o lugar
onde a cocaína começa
sua jornada de quase 5 mil km para os EUA.
Mas, por enquanto,
estamos todos ansiosos para chegarmos lá.
Eles nos disseram para, sempre que um carro se aproximar
ou que atravessarmos cidades com luz,
encobrirmos nossos rostos,
porque eles não gostam de ver gringos nesta área,
porque levanta suspeitas.
Abaixe a câmera.
Esta região é muito perigosa.
Mesmo tendo permissão de visitar esse laboratório de cocaína,
para chegar lá, precisamos passar
por territórios controlados por outros clãs e milícias
que não fazem ideia de quem somos
ou o que pretendemos.
É para parar aqui por um minuto.
E desligar os faróis.
Eu fico um pouco apreensiva
quando, no meio de uma estrada deserta...
Está um breu.
Um homem aparece, de repente, no meio da escuridão.
Estou tentando entender quem é esse cara.
Então, você vem com a gente?
Sim.
Está bem. Você trabalha lá? O que você faz? Desculpe.
Sim, eu sou químico.
O químico, a figura central na operação toda,
estava parado na estrada da montanha,
em plena escuridão.
São coisas impossíveis de se inventar.
Estão checando a área
para garantir que tudo está seguro.
Pronto. Vamos.
Certo, apaguem todas as luzes.
E aqui está, a entrada para a selva.
Aquela é a nossa cidade, então não podemos usar luzes.
Os moradores daqui são unidos.
Quando acontece alguma coisa,
toda a cidade se organiza e todos vêm.
Ele disse que tem uma cidade perto
e, se nos virem, podemos ter problemas.
Esses laboratórios são os motores econômicos
das comunidades locais.
Sem eles, haveria pouca demanda por folhas de coca.
Por isso os moradores daqui são tão protetores.
Somos, basicamente, uma ameaça à sua sobrevivência.
O químico me fez jurar
que não revelarei a localização.
Eu disse que não seria um problema.
Eu mal posso ver meus pés.
Não vejo nada.
Não vejo nada.
Eu estou bem. Obrigada.
É aqui?
Chegamos.
É bem aqui!
O que é isso? Pode me explicar?
Ele está pisando nas folhas de coca
para extrair a droga delas.
Eu não vou mentir,
é sempre emocionante ter acesso a esses mundos clandestinos.
O poço de cocaína, o ponto de partida
de um negócio ilegal tão cheio de histórias,
está no topo do ranking.
Mas, quando passa a empolgação de repórter,
eu percebo que todo o processo se resume a trabalho bruto
e química simples.
Faz quanto tempo que começou esse processo?
- Há três dias. - Três dias.
Estão fazendo isso há três dias.
E, agora, é o passo final, em que eles misturam com sal.
São necessários 400 quilos,
quase 900 libras, de folhas de coca
para fazer um quilo de cocaína.
As folhas são mergulhadas em água, ácido e alvejante,
o que retira a droga das folhas.
Agora, ela está pronta para ser levada
em pequenos recipientes ao laboratório.
- Daqui, vai para o laboratório? - Isso.
Cuidado.
Neste laboratório improvisado,
eles começam o processo de purificação.
Agora, usamos cimento para cortar a droga.
Cimento?
Pesquisadores descobriram como retirar a cocaína
das folhas de coca há mais de 150 anos.
E americanos experimentaram a droga pela primeira vez
na Coca-Cola, no século 19,
antes de ser proibida pelo governo federal em 1914.
O cheiro é muito intenso.
É gasolina?
- Sim. - Sim?
A gasolina vai puxar a droga.
Para purificar a cocaína em meio à selva peruana,
eles descobriram como extrair a droga
usando produtos caseiros simples
e muita gasolina.
Neste laboratório, cada lote requer 265 litros.
Qual é o próximo passo?
Vamos preparar o ácido.
Só meia tampa.
Este ácido é muito forte.
Amônia, alvejante,
cimento, cal e gasolina.
A cada aditivo tóxico,
a droga se torna cada vez mais concentrada.
Eles estão removendo o topo, que é o combustível.
E o fundo é uma espécie de líquido claro
e é ali que a droga fica.
Viu? Está muito escuro.
E isso é tudo gasolina.
E a parte clara lá embaixo...
O que é isso?
Aquilo ali são as drogas.
Sim, são as drogas bem ali.
Eles chamam aquele líquido claro de "sopa".
Pode experimentar a água,
como ela deixa sua boca dormente.
Quer sentir?
Não, obrigada.
Ele perguntou se eu queria.
Mas posso tocar?
Pode. Não tem nada de errado.
- Ela não vai... - Não vai acontecer nada.
É fria.
Veja isto.
É impressionante.
É incrível pensar que, daqui algumas semanas,
esta sopa da selva
vai desaparecer nas narinas de algum americano.
Agora é hora do último passo.
Uma pitada de amônia para solidificar as drogas.
Temos que nos apressar.
Depressa.
Eles falaram que temos que nos apressar.
Com tantas vidas dependendo deste laboratório,
o amigo do Ceviche está correndo altos riscos
nos deixando olhar por trás das cortinas.
Quando o químico some por uns minutos,
começo a me preocupar.
Temos que ir, imediatamente.
- Certo. Por quê? - Porque umas pessoas nos viram.
- Quem nos viu? - A cidade.
O vigia avisou que os moradores sabem que estamos aqui.
Temos que ir agora.
Rapazes, temos que sair agora.
- Vamos. Depressa. - Vamos.
Vamos, vamos.
Nós fomos vistos por alguém na estrada.
Eles disseram que temos que ir embora.
Temos que ir depressa.
Estão todos aqui?
Felizmente, escapamos sem qualquer incidente,
mas a longa jornada das drogas para o norte
está apenas começando.
É um novo dia no VRAEM.
A pasta de coca de ontem à noite virou tijolos.
O próximo desafio?
Tirar tudo do vale.
O jeito mais fácil seria de avião.
Mas agora o exército peruano
tem permissão para abater voos suspeitos de terem drogas.
Por via rodoviária também funcionaria,
mas as estradas estão cheias de barreiras policiais.
Um meio de transporte mais simples ganha a preferência:
uma mochila.
Os mesmos caras que dirigem o laboratório
nos mandaram ir para fora da cidade
em uma trilha que leva aos Andes.
Entendido, estamos seguindo o comboio.
Estamos atrás dos outros dois carros.
Aqui? Está bem.
Certo. Nós chegamos.
Vou pegar a lanterna.
Eles são conhecidos como mochileros,
a palavra em espanhol para mochileiros.
Suas mochilas estão cheias de tijolos e pó.
Eles são os sherpas do mundo da cocaína.
Fiquei surpresa ao ver que o químico da noite passada
também era um mochilero.
É mais perigoso esta viagem?
Transportar a droga do que fabricá-la?
É claro.
Transportar é mais perigoso.
A altitude é de mais de 1.800 metros,
e dá para sentir.
Só começamos há 15 minutos, e eu já estou exausta.
E nem estou carregando 10 quilos nas minhas costas.
São 3h30 da manhã.
É aqui que paramos um pouco para recuperar o fôlego,
para descansar.
Pode dizer o que está carregando?
Para minha proteção, eu carrego só isto aqui.
Um rifle? O que mais tem para se proteger?
- O meu "abacaxi". - Chama isto de "abacaxi"?
Uma granada.
Todo mundo envolvido nesse tipo de negócio
está armado.
Clãs rivais, policiais corruptos,
ladrões de todos os tipos,
é o Velho Oeste nessas trilhas.
Perguntei o que aconteceria se eles fossem atacados.
Seria uma guerra.
Correria muito sangue.
Para se salvar, você atira nos seus inimigos.
Estou seguindo a "estrada da cocaína",
das montanhas do Peru para as boates de Miami.
São 4h da manhã
e estou acompanhando um grupo de jovens
que arriscam suas vidas
para tirar 30 quilos de cocaína do vale do VRAEM.
Isto é tudo o que eles levam.
Uma lata de atum, biscoitos,
um plástico,
que usam para se cobrirem em caso de chuva,
e álcool, que eles dizem ajudar no mal de altitude,
porque eles vão muito alto na montanha.
Aqui está a droga, é claro.
Isto aqui vale 900 dólares.
Cada quilo, nos Estados Unidos,
depois de processado, vale 25 mil dólares.
Quantos quilos de droga tem?
De 25 quilos a 35 quilos.
- No total? - Sim, em tudo.
Isso quer dizer que estão carregando
cerca de 750 mil dólares em cocaína bruta.
Aqui está a droga, a pedra.
A pedra. É como uma rocha.
Isto é o que obtemos da pasta base.
O pó é feito disto.
Pasta de cocaína peruana,
uma das mais procuradas no mundo.
Os mesmos tijolos que Escobar levava para a Colômbia
para processar em pó.
Pode cheirar.
- Posso? - Sim.
Pode experimentar.
Obrigada.
Parece tão despretensiosa.
É difícil imaginar as marcas de violência
que ela deixa em seu rastro.
Qual foi a coisa mais perigosa que já aconteceu com você?
Sofremos uma emboscada.
De quem?
- Ladrões. - Eram em quantos?
Cerca de 10.
Quase todos armados.
Eu fiquei apavorado.
Eles machucaram alguém?
Sim. Alguns foram até mortos.
Amigos seus?
Quantos?
- Três pessoas. - Sério?
Quais as idades das pessoas que morreram?
Cerca de 20 ou 19.
- Por volta disso. - Jovens?
Sim, eram jovens.
As pessoas que fazem esse serviço são sempre jovens?
- Sim. - É?
Quantos anos tinha quando fez pela primeira vez?
- Quinze. - Quinze anos?
- Sim. - E você?
Tinha 16.
E por quanto tempo acham que vão continuar fazendo isso?
Este ano e acabou.
Eu paro ano que vem. Vou para a faculdade.
O que quer estudar?
Bem, eu quero ser dentista.
- Dentista? - Sim, isso mesmo.
Por quê?
Às vezes, eu vejo propagandas na televisão
que tem aqueles sorrisos.
Você quer ter dentes como aqueles, não é?
Esse é o meu sonho.
Você quer deixar as pessoas felizes?
Ver todos sorrindo.
Que lindo.
Eles estão ansiosos para continuar.
Ao observar esses jovens se preparando,
eu sinto um conflito.
Sei que o que eles estão fazendo é ilegal
e que essa droga
causa sofrimento a milhões de famílias no mundo todo.
Mas, após passar dois dias com eles,
não consigo não me preocupar com a segurança deles.
São apenas crianças,
apenas um pouco mais velhos do que meu filho.
Parece injusto que a falta de opções no VRAEM
signifique que precisam arriscar suas vidas
para que os americanos possam curtir seus baratos.
Cuidem-se.
Obrigada.
Eles disseram que vão andar por mais 12 horas,
então, vão descansar
e depois continuar por mais um dia e meio.
Então, nos vemos no domingo?
Sim, domingo.
Combinamos de nos encontrar no fim da jornada deles,
mas estou preocupada.
Tudo pode acontecer nessa trilha.
A gente arrisca a vida fazendo isso.
Assim que os mochileros saem do vale,
o preço da cocaína sobe.
O trabalho deles é apenas o primeiro
de uma rede de distribuição global.
Se os mochileros sobreviverem à escalada,
eles venderão a um novo dono,
que vai levar as drogas de carro até Lima
e depois para o norte.
Cada vez que a droga troca de mãos,
seu preço sobe.
Contrabandistas têm que considerar o valor real
do transporte e dos riscos.
Além disso, cada um vai retirar sua parte nos lucros.
Finalmente, a cocaína passa pelo Equador para a Colômbia,
minha próxima parada.
À primeira vista,
Turbo parece só mais uma cidade pesqueira caribenha.
Mas, por trás de tudo isso...
há outra realidade.
As pessoas dizem que a vida em Turbo é só festejar, transar.
Você bebe muito, festeja muito
e, logo, pode ser um cara morto nas ruas.
Porque quase todo mundo aqui tem um pé em um mundo perigoso.
A população de Turbo é, em sua maioria, de pescadores.
Mas o negócio da cocaína é a atividade principal.
Oliver Schmieg é um fotojornalista alemão
que passou décadas na Colômbia documentando o narcotráfico.
Temos que entender
que a maioria das drogas que vão da Colômbia
para os Estados Unidos passa por Turbo.
Se quer comandar rotas de contrabando pelo oceano,
é o lugar perfeito.
É muito fácil recrutar pessoas
que conseguem dirigir barcos de carga.
Qual é a chance de vermos um desses barcos
ou viajar em um deles?
Estou aqui há 21 anos
e consegui um acesso muito bom aos cartéis de drogas.
É só uma questão do quanto eles podem confiar em nós.
Oliver aciona seus contatos
e me direciona a um cais no limite da cidade,
que não tenho permissão de mostrar na câmera.
Mas, como ele me prometeu,
me encontro com dois contrabandistas de cocaína
em um barco.
Por que pescadores são melhores para esse serviço?
Por causa da experiência
e a lei não se incomoda
com pescadores.
Você passa despercebido.
Há muitos grupos armados.
Todos contratam nossos serviços,
pois precisam de barcos rápidos para suas mercadorias.
Este é um serviço especial, é como um voo fretado.
Hoje, os barcos estão sem carga.
Os contrabandistas concordam em falar sobre seu trabalho,
mas não me permitiram contato com o produto.
As cargas multimilionárias que eles carregam
são muito valiosas
para se arriscarem com jornalistas estrangeiros.
Então, quando estão transportando drogas
aqui no barco, como vocês as escondem?
Com redes de pesca.
É onde vão as drogas.
Então, parece que vocês estão pescando?
Exatamente, sim.
Mas, na verdade...
- São drogas. - Cocaína?
Cocaína.
Por que transportar drogas em barcos como este?
São mais velozes.
Ele desliza.
Ele desliza na água.
É uma máquina.
Isto é fibra de vidro.
Os radares não conseguem captar se você estiver na água.
Contrabandistas usam barcos de fibra de vidro
de baixa tecnologia
para evitarem o exército colombiano
e sua aliada, a guarda costeira dos EUA.
Ondas de radar, que detectam metais com facilidade,
conseguem apenas sinais fracos de fibras de vidro,
tornando barcos como este praticamente invisíveis.
Se as autoridades avistam vocês, o que vocês fazem?
O que faz?
Nós começamos a jogar as drogas na água.
Nós jogamos tudo na água.
E, depois, para onde vai essa droga?
É perdida.
Às vezes, a gente se encrenca com o dono da mercadoria
e podemos ser até mortos.
Por que estamos gravando aqui, no meio do mar?
Quem manda em toda esta área é o Clã do Golfo,
e eles têm vigias em toda esta área.
Eles devem estar nos observando agora.
- Agora mesmo? - Claro.
Eles ficam escondidos.
Muitos pescadores que você não conhece.
É por isso que estão tão nervosos?
O que eu estou fazendo aqui, não se faz.
Porque acham que você está passando...
Informação, exatamente.
Eles podem matar todos nós.
Tem um barco logo ali.
- Barco de pesca. - Certo. É um pescador.
Mas eles disseram antes que, se qualquer coisa,
qualquer barco se aproximar,
eles têm que tirar as máscaras, nós temos que abaixar as câmeras
e dizer que é para um programa de turismo.
Eles não estão se sentindo à vontade.
Então, nós vamos...
Sim, porque os pescadores...
Não se pode confiar nesses pescadores.
Está bem.
Eles vão tirar as máscaras.
Vamos lá, tirando.
Eu estou em um barco, na costa da Colômbia,
com dois contrabandistas de cocaína muito nervosos.
Eles se assustaram com pescadores que passaram,
então estão me levando para águas mais profundas,
onde é mais seguro para conversarmos.
Ele estava dizendo que todos esses pescadores,
todos aqui, basicamente, trabalham para o clã.
Então, se o virem falando com a gente,
eles vão dedurar, e pode ser perigoso para eles.
Se eles nos virem,
podem informar ao clã e meter vocês em encrenca?
Encrenca? Você quer dizer morte.
Não tem conversa.
É morte na certa.
O Clã do Golfo
é o maior e mais poderoso cartel de drogas da Colômbia,
formado por, em sua maioria, lutadores paramilitares durões
e criminosos de guerra procurados.
Qual o grau de violência do Clã do Golfo?
É preciso ter muito cuidado, é claro.
Você está lidando com criminosos.
Um ano e meio atrás,
eles simplesmente fecharam uma cidade inteira.
Então, eles são muito poderosos.
É como um supercartel.
Eles podem ser mais poderosos
do que grupos no México, por exemplo.
Eu sei que conseguir acesso ao líder do cartel
é pedir demais.
Por dias, não me parecia que isso seria possível
e então, de repente, recebemos autorização.
Acabamos de virar à primeira direita, gente.
Estamos juntos, vamos.
No carro à nossa frente
está um dos alto comandantes do Clã do Golfo nesta área.
Não sabemos aonde vamos,
mas estamos seguindo o comandante.
Estamos vendo uns dois militares?
- Sim. - Soldados logo ali.
E tem um policial ali também?
Como assim?
Não tem problema?
Não.
Está bem.
Mas, com militares por toda parte,
estamos um pouco nervosos.
Vamos tentar entrar bem rápido aqui.
Certo.
Por favor.
É aqui.
É uma casinha de fazenda.
Certo.
Um, dois.
Pode me ouvir? Um, dois, três, quatro...
Ouvi. Certo. Tudo bem.
Estamos correndo muito risco estando com vocês aqui.
Mesmo que o comandante e seu guarda-costas confiem no Oliver,
esta é a primeira vez que nos encontramos
e eles estão céticos.
Porque não sabemos ao certo quem são vocês.
Se são da lei ou não.
Não, não se preocupe.
Você tem que confiar em nós. Veja.
Mostro algumas fotos de trabalhos anteriores
e espero convencê-lo de que não sou da polícia.
Tudo bem, pode começar.
Finalmente, eles concordam com a entrevista.
Então, me diga, quantas pessoas você controla?
No momento, eu controlo 300 pessoas.
- É muita gente, não é? - Sim, sempre.
Qual o tamanho do Clã do Golfo aqui na Colômbia?
No lado em que eu opero,
temos 2.500 homens.
No tradicional mundo dos negócios,
ele poderia ser considerado vice-presidente de operações.
Ele ajuda a comandar
uma complexa rede criminosa global
em uma fazenda no interior da Colômbia.
Quanta cocaína você acha que é manuseada aqui?
Eu não sei.
Quanto?
Uma tonelada.
A cada mês ou ano?
Cada semana.
Uma tonelada de cocaína transportada toda semana pelo...
Pelo mar.
Isso é um carregamento semanal de cocaína,
no valor de 25 milhões de dólares
nas ruas de Miami.
Quem controla o grupo?
O homem que controla nosso grupo se chama Otoniel.
Sou Dario Antonio Úsuga David, comandante geral
das Forças Gaitanistas de Autodefesa da Colômbia, AGC.
O alto comandante do Clã do Golfo, Otoniel,
é o inimigo público número um da Colômbia,
com uma recompensa de 5 milhões de dólares por sua cabeça.
Ele é conhecido por assassinar oficiais do governo
e ordenar a detonação de uma granada
em um clube noturno.
Ele exige total lealdade de seus soldados.
Você tem que fazer o que não quer.
Coisas que você jamais faria.
Você tem que fazer porque é uma ordem.
E se você não fizer, eles executam você.
Não quero ser executado, eu quero viver.
Enquanto conversamos, eu começo a perceber
que, mesmo quando você está próximo ao topo do cartel,
a segurança não é uma garantia.
Como aceitamos estar aqui,
essas pessoas podem descobrir e nos matar.
Porque alguém pode estar nos observando
e contar o que estamos fazendo.
Então, se é tão perigoso para vocês,
por que estão aqui?
Nós estamos aqui
porque estamos cansados dessa guerra.
Queremos que o mundo saiba como é o nosso país
e o que nós vivemos.
Tenho uma filha de quatro anos.
Nós queremos ver nossos filhos crescerem.
Queremos uma vida livre, livre do perigo do governo,
livre do perigo do nosso próprio pessoal nos matando.
É tudo o que queremos.
Começar uma nova vida.
- Começar uma nova vida? - Sim.
Tem uma guerra no nosso país e no mundo,
tudo por causa da cocaína.
Por isso o mundo é cheio de guerras.
Todo mundo quer um pedaço.
Nos últimos anos,
o tráfico de cocaína na Colômbia atingiu níveis recorde.
Pelo que esses homens me contam,
esse aumento foi tudo, menos glamuroso.
Ainda assim, o país é o centro de distribuição
do negócio global de cocaína.
Daqui, quase metade do suprimento
é embarcado para a Europa, África, Ásia e Austrália.
A outra metade vai acabar nos Estados Unidos.
Isso se os contrabandistas escaparem destes caras.
Acabamos de localizar um navio rumo ao norte
vindo do sul em uma área conhecida por tráfico de drogas.
Normalmente, uma embarcação desse tamanho,
com mais de 12 metros, tem cabines
e espaços onde se pode esconder
uma grande quantidade de narcóticos.
Vamos abordar um navio suspeito de contrabando de narcóticos.
Encontrarão um comandante.
Ele pode ou não estar armado.
Cuidem uns dos outros, façam seu trabalho,
obtenham conformidade, não importa como.
Nos últimos cinco anos, a guarda costeira dos EUA
confiscou uma quantidade recorde de cocaína no mar.
Estamos aqui para descarregar 6.400 quilos...
- Onze toneladas... - Vinte e duas toneladas...
de cocaína pura não cortada,
avaliada em mais de 190 milhões de dólares.
Mãos para cima! Ponham as mãos para cima!
Essas organizações são criativas
e sempre buscam formas de escapar da detecção.
Pode ser um barco rápido,
pode ser um barco discreto,
pode ser um semissubmersível, um submersível total,
pode ser um tráfego comercial legítimo.
Pegue o navio, proa a estibordo.
Vamos juntar a equipe de embarque,
colocá-los em um barco pequeno para ver o que está acontecendo.
Descendo.
Não dá para saber o que está acontecendo fisicamente,
até você pisar no convés.
A parte mais perigosa do serviço de um oficial:
abordar o que acredita ser um barco de tráfico de drogas.
Os relatórios mostram que tem pacotes no convés.
Contrabandistas, nesta situação, têm uma escolha difícil.
Abandonar sua carga e encarar a fúria do cartel
ou tentar escapar do vermelho, branco e azul.
Guarda costeira, mostre suas mãos!
Sem movimentos bruscos, você tem armas a bordo?
Vamos subir e fazer uma inspeção da sua embarcação,
para ver se estão de acordo com as leis federais
para um barco desse tamanho.
A 226 quilômetros de Miami,
a guarda costeira intercepta um barco suspeito de contrabando.
Abordagem feita com sucesso.
As rotas de contrabando mais tradicionais do Caribe
estão com atividade crescente.
Temos tráfego constante de barcos.
Alguns podem estar mesmo pescando,
mas também têm drogas escondidas a bordo.
A cocaína representa 94% de toda droga apreendida no mar.
Depois de abordarmos, descobrimos que o barco
havia sido fretado em uma área suspeita.
Todos a bordo colaboraram,
e esse é o melhor resultado que se pode ter em uma situação,
em termos de segurança.
Não encontram drogas.
A guarda costeira segue adiante.
Pegar contrabandistas em alto mar
é um ardiloso jogo de gato e rato.
Estamos operando em uma área
maior do que a área continental dos EUA.
Imagine três ou quatro carros de polícia
patrulhando os EUA continentais.
É o que a guarda costeira está fazendo, com seus navios.
As apreensões por aqui são cruciais,
antes que essas drogas cheguem aos EUA
e possam ser dispersadas para vários estados.
Com uma área tão grande para patrulhar,
é impossível pegar todos eles.
Com todos os esforços, cumprindo a missão,
nós só pegamos 10% das drogas
que sabemos que estão indo em direção aos EUA.
Os restantes 90% da cocaína passam sem serem detectados
e vão para Miami acobertados pela escuridão.
Quarenta anos depois da cocaína ter construído este horizonte,
o dinheiro da droga continua jorrando.
Este conversível é um tributo aos meus ídolos da infância:
Crockett e Tubbs.
Enquanto vou para South Beach encontrar um traficante,
relembro o episódio final de Miami Vice,
quando eles devolvem seus distintivos
porque percebem que a guerra contra as drogas é invencível.
Depois de quase 5 mil km na estrada da cocaína,
eu estaria mentindo se dissesse que não me pergunto o mesmo.
- Tem algo do que vende com você? - Tenho um pouco aqui.
- Tem aí no seu bolso? - Sim. Trouxe uns dois pinos.
Parece pó normal.
São só dois pinos. Eu os levo comigo, sabe?
Parece uma cigarreira.
Sim, claro. Por isso eu guardo aqui.
Sabe, é um pouco menos suspeito.
Eu ganhei a maior parte do meu dinheiro
com pinos de 20 dólares.
Venho para South Beach
e vendo um pino de 20 dólares por 40 dólares
e multiplico.
Então, em um bom dia,
eu consigo 60 gramas por cerca de 2 mil pratas.
Se vender tudo, quanto você pode ganhar?
Cerca de 5 mil, quase 6 mil.
Em quanto tempo você vende tudo?
Tudo acaba em três dias.
Você pode fazer 3 mil dólares em três dias?
- Isso. - Mil dólares por dia.
É, quase isso.
A cocaína que você vende é pura?
É da boa, sim.
Ela deixa a pessoa ligada por dias.
South Beach adora.
Nos clubes, todo mundo, sabe?
South Beach é cocaína.
Este ano, esta geração, é o que todo mundo quer.
Todo mundo adora balada. Eles vêm para Miami
porque querem curtir na cidade da curtição.
É disso que se trata.
Já passa da meia-noite
e o traficante permite que eu o veja trabalhar.
Mas tenho que obedecer as regras dele.
Não podemos levar nossas câmeras.
Ele só nos deixou filmar isso
se ficarmos no carro e filmarmos daqui.
Como você faz a venda?
Você tem que ser discreto.
Você tem que estar bem ligado, sabe?
As pessoas tentam enrolar você com coisas diferentes.
Você tem que estar preparado.
Com quantidades maiores,
tenho que levar uma arma, coisas assim,
porque as pessoas tentam me roubar.
Que arma você tem?
Uma Magnum.357 com um cano de 15 cm.
É uma das minhas favoritas.
Você já a usou?
Não, não quero falar disso.
Ele recebeu uma ligação.
E está indo para algum lugar.
Cara, ele entrou ali, em algum lugar.
A maioria das coisas rola por mensagem de texto.
Tenho um celular descartável, um celular não rastreável.
Muito bem, ele está andando por ali.
Vou lá ver o que está acontecendo.
Foi isso, ela comprou meio grama
por 40 pratas.
Bem ali, dentro da pizzaria?
Bom, no banheiro.
Você entrou no banheiro e vocês fizeram a troca?
Isso. Podia ter sido dois,
mas o preço é dobrado em South Beach.
- Certo. - Eu preciso desse lucro.
Para quantas pessoas você vende em uma semana?
Em uma semana?
Eu diria que para umas 75 pessoas, talvez.
É bastante!
O produto se vende.
Não tem medo de ser pego?
Bom, agora eu tenho, porque tenho família e tudo,
mas eu tenho que alimentá-los, sabe?
Tenho que cuidar da família,
não importa como, só isso.
É um pequeno sacrifício, certo?
Guardo um dinheiro para fiança.
É isso, estou pronto, aconteça o que acontecer.
Poucas pessoas conhecem a jornada
que um quilo de cocaína faz
para chegar aos EUA,
ou as mãos que ele toca ao longo do caminho.
Mas o trajeto que ele segue do início ao fim
é moldado por uma economia simples.
Isso fica tão claro nas ruas de Miami
quanto nos barcos da Colômbia
ou nas trilhas no Peru.
Certo, pare.
Eles estão aqui.
De volta ao VRAEM, o químico e o aspirante a dentista
acabaram de cumprir sua missão.
Outros 30 quilos estão indo para o norte.
Cadê os outros?
Eles não conseguiram.
Um deles se machucou.
O outro ficou doente e voltou.
- Sabe se ele chegou? - Ainda não sei.
É assim que são as coisas.
Você arrisca a vida.
E se acontecer algo, você morre.
Quando você acha que vai fazer isso de novo?
Em 15 dias.
Vai voltar a fazer isso em 15 dias?
É isso que eu faço.
É assim que vou ganhar dinheiro para o resto da minha vida.
A cocaína é o dinheiro mais fácil do mundo.
A cocaína nunca vai acabar.
Nunca. Ela nunca vai acabar.
Ela só acaba se o mundo acabar.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.