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- Art Subs - 14 anos fazendo Arte para voc�!
Legenda - NikaBrasil -
Legenda - LaCroix� -
Legenda - BethRockefeller� -
Legenda - Vekka -
Legenda - willian_as -
Legenda - Durenkian� -
Revis�o - Durenkian -
V�o para suas esta��es!
A linha est� ligada!
Desliguem os celulares!
- Pode me substituir? - Estou cuidando do dispensador.
Eu cuido disso.
Parem de tagarelar!
Cuidem do carregamento!
Auner, n�o � hora de intervalo!
Ajude-o a descarregar as ovelhas!
- Volte ao trabalho! - � uma emerg�ncia.
- Cigano pregui�oso. - Como � que �?
Para empresas com mais de 30 funcion�rios,
a UE concede 56 mil euros extras.
- E a nossa contribui��o? - � proporcional.
Mas o equipamento alugado � levado em considera��o.
Mais alguma liga��o?
Um cara de Toplita.
Quando soube que teria que se mudar para c�,
ele disse que ia pensar.
Receio que Traian tamb�m v� embora.
Como o filho dele est�?
A m�e o levou para se tratar com haloterapia, mas...
Toda essa burocracia n�o serve para nada
se n�o nos candidatarmos � bolsa de 136 mil euros.
N�o sei como poderemos contratar mais cinco padeiros
antes do prazo.
E se n�o mencionarmos o sal�rio no an�ncio?
Reduziria muito o n�mero de liga��es.
Vamos colocar mais uma s�rie de an�ncios.
Esque�a o sal�rio. S� diga: "Hora extra paga em dobro".
Est� bem.
O que digo � ag�ncia de recrutamento
sobre os tr�s trabalhadores?
Enrole, por enquanto. Primeiro publique o an�ncio
e veremos.
T� bom.
- Ol�. - Oi.
- Ol�! - Oi, querida.
- O pastor j� chegou? - Ainda n�o.
- Posso publicar outro an�ncio? - Pode, est� aberto.
- Obrigada. Tchau. - Tchau.
Trouxe uma cerveja para voc�.
- Ol�. - Oi.
- Voc� pode fazer os ensaios? - Vou tentar.
- Ainda n�o vendeu aquela moto? - Por qu�? Voc� quer andar nela?
Oi. Posso publicar outro an�ncio?
- Ningu�m se candidatou? - Na verdade, n�o.
Alguma not�cia do seu primo?
Ele conseguiu trabalho em Stuttgart.
Ele vai levar Mara?
De jeito nenhum. Moram num cont�iner.
A m�e dela est� na It�lia. Estou com ela, cuidando dos av�s.
- Mande-a para os ensaios. - Quem a impedir�?
Oi, Mara. Ainda est� ensaiando?
- Estou. - Ensaiando no seu telefone!
N�o � verdade, meu av� n�o deixa.
Ele me quer no coral da igreja.
Voc� pode fazer os dois.
- Vamos ensaiar na escola. - Vou perguntar.
- Senhora? - Um momento.
Posso?
- Seu telefone. - Obrigada.
CUIDADO COM OS ANIMAIS SELVAGENS
Melhor, n�o �?
Obrigada, padre Otto.
Levaremos para a escola na segunda-feira.
Bom.
Algu�m vir� buscar os instrumentos.
Obrigada.
- Pode me levar at� Miercurea Ciuc? - Pode subir.
Ol�. Documentos, por favor.
- De onde voc�s v�m? - M�nster, Alemanha.
Todos?
Menos ele. Est� vindo de Regensburg.
- Auner? - Sim.
Abaixe o volume!
- Boa viagem. - Obrigado.
Kaiser!
Vamos manter: "Padeiros com experi�ncia".
E "oferecemos transporte".
S� vamos adicionar: "Hora extra paga em dobro".
Isso, em dobro.
N�o mencione sal�rio.
Sim, isso � tudo.
Pode publicar on-line imediatamente?
Vou pagar agora.
Obrigada.
- Obrigado. - De nada.
Bom garoto!
O que voc� est� fazendo aqui? Por que n�o ligou?
Meu telefone quebrou.
Tire os sapatos.
Como vai Rudi?
Do mesmo jeito.
Ele est� falando?
N�o.
- Voc� falou com o m�dico? - Sim, eu perguntei.
N�o precisa apress�-lo. Vai falar quando sentir vontade.
Voc� n�o trouxe um presente de Natal para ele?
Eu estava com muita pressa. Vou comprar alguma coisa aqui.
Rudi?
Desligue isso, o papai chegou.
Venha.
J� chega. Est� tarde.
- Vamos s� acabar o jogo. - Voc� vai lev�-lo � escola?
- Ele n�o vai sozinho? - N�o desde que ficou com medo.
Rudi.
Diga ao papai o que voc� viu na floresta.
N�o antes da hora de dormir.
- N�o se meta. - Pode deixar, eu cuido dele.
Est� tudo bem agora.
O papai est� em casa. N�o h� nada para ficar com medo.
Venha para a cama.
Ele n�o dorme mais sozinho?
N�o.
Voc� n�o est� ajudando.
Ele faz xixi na cama quando dorme sozinho.
Voc� viu o padre Otto?
N�o, eu vim direto para c�.
Deveria, ele n�o est� bem.
Boa noite.
Aquele cara assustou voc�?
O que faz aqui?
Eu lhe fiz uma pergunta!
Est� roubando?
Responda!
N�o quero ver voc� aqui!
Assustando crian�as...
Desgra�ado. Venha, Rudi.
Aqui est� a sua mochila.
Daqui voc� vai sozinho.
Continue, estou observando!
Continue andando!
Isso. Muito bom!
Por que voc� n�o pegou?
Mariquinha!
Ei, o que foi isso?
N�o quero isso aqui! Da pr�xima vez, vai fazer flex�es!
- Voc� voltou? - Ontem � noite.
Volte mais tarde para beber.
Matthias, tudo bem?
Voltou de vez ou s� para o Natal?
N�o tenho certeza. Vou decidir.
- Tinha um contrato de tr�s anos? - Dois anos.
Desculpe perguntar, j� que acabou de voltar,
mas voc� mataria meu porco?
O �ltimo que fez esse trabalho deixou uma tremenda bagun�a.
Doei minhas ferramentas quando fui embora.
N�o tem problema, vamos achar uma boa faca.
Quando?
Hoje, se puder.
- Vou tentar. - Bom homem.
Em Bradu s� querem quatro hoje.
- E para Toplita? - Duas. Obrigada.
Se n�o quiserem, digam agora.
Uma panificadora em Navodari se interessou.
T� bom. Ficaremos com os tr�s,
mas espero achar mais dois daqui mesmo.
- Qual � o prazo? - Dia sete.
De janeiro?
Espera achar mais dois, no feriado e por esse valor?
Nunca se sabe com os de fora, mais o alojamento...
"Nunca se sabe"?
S�o 10 vezes mais decentes e aceitam receber menos.
- Asi�ticos? - Sim.
N�o trabalhamos com africanos.
- Vamos considerar isso. - Quando poderiam vir?
Dois podem vir amanh�. Eu os buscarei em Bucareste.
N�o posso falar agora. Ligo de volta.
Com licen�a.
- Oi. - Oi.
- Voc� perdeu muito peso. - N�o perdi. S�o estas roupas.
N�o h� �rea para fumantes?
- N�o temos fumantes. - Nenhum?
- Pode fumar. - Ela n�o vai demitir voc�?
- Quem? - Sua chefe.
Eu sou a chefe.
Bravo! Isto � tudo seu?
N�o, tem o propriet�rio. Mas eu sou a chefe.
Voc� disse que n�o voltaria.
Surgiu um imprevisto.
Por que me ligou? Qual era nosso acordo?
� urgente, pelo Rudi. Gostaria que T�nczo o visse.
Por que n�o liga para ele?
Ele trocou de n�mero.
Era s� para mim que n�o conseguia ligar.
Como assim?
Estamos divorciados h� dois anos, eu e T�nczo.
Pensei que soubesse.
- Sinto muito. - N�o sinta.
E T�nczo?
N�o sei. Na Hungria, eu acho.
Ele foi embora.
O que Rudi tem?
N�o sei. Ele n�o fala.
N�o deve ser coisa boa.
Vai ficar por um tempo?
Acho que sim. N�o sei.
- Tem trabalho para mim? - N�o.
V�o reabrir a mina?
Duvido. Tente o servi�o florestal.
Claro. Certo.
Mas, caso se interesse, estamos contratando padeiros.
Qual � o sal�rio?
Sal�rio m�nimo, mas se fizer ser�o ganha dobrado.
- Dobrado? - Pagamos em dobro.
Vou pensar.
Pense r�pido. As vagas ser�o ocupadas.
Ainda mora no mesmo lugar?
Reformei a casa dos meus pais e me mudei para l�.
Reformou...
- Vou entrar, estou congelando. - Tudo bem. Tchau.
Pai? Voc� est� bem?
Vamos levantar.
Pronto.
N�o se levante antes de eu voltar, certo?
Aqui. Colin�rgico. Dez gotas para circula��o cerebral.
Ele precisa um check-up na cidade. N�o posso ajudar muito.
- Check-up? - Para um diagn�stico.
Nessa idade, pode ser qualquer coisa.
Nada de agachar para cuidar das ovelhas.
Tudo bem.
Ele deve entender que n�o est� apto para isso.
Ele precisa de cuidados.
Steffi est� de olho nele.
Quero dizer diariamente.
Ele precisa de medica��o, banho e companhia.
- Conhece algu�m? - No vilarejo?
Est�o todos trabalhando fora.
Est� dif�cil preencher qualquer vaga.
Ele est� com muita dificuldade para falar tamb�m.
Mais que o normal.
� prov�vel.
Isso � transmiss�vel?
O qu�?
Essa defici�ncia na fala.
Dificilmente.
Os alem�es costumavam se casar com outras etnias.
Sua fala est� �tima.
Refiro-me ao Rudi.
Ele n�o fala?
N�o.
� preciso investigar.
Aqui est� a indica��o.
Leve-o para um check-up em um neurologista em Cluj.
Obrigado.
Aqui est�.
- Obrigado. - Obrigado.
- N�o, eu n�o... - Beba. Voc� j� � um homem.
- Deu bebida ao porco? - A m�e deu.
Misturei com o p�o.
- Sa�de! - Sa�de!
Ent�o, vamos l�.
- Segure-o. - N�o encosto nisso.
Segure voc�.
D�-me a faca! Pelo cabo.
For�a.
Segurem-no!
Segurem-no! Ele vai escapar.
Derrube-o.
Isso! Segure-o.
N�o se assuste, sou eu.
O que est� fazendo aqui?
Matei o porco do reverendo e ele me deu um pouco de carne.
E da�?
Trouxe para voc�. Vai manter o jejum?
Eu? N�o. Mas parei de comer carne.
- Parou de comer carne? - Parei.
Vai fazer o qu�, ent�o?
Digo, para o Natal.
Assistir a um filme.
Assistir a um filme?
Sim.
N�o sei...
Natal � a pior �poca para se estar sozinho.
- N�o tem sua fam�lia? - Estava falando de voc�.
Tenho Kaiser.
Tem Kaiser...
S� queria dizer que n�o posso aceitar o trabalho na panificadora.
Tudo bem.
Prefiro n�o trabalhar a...
Certo. Agora v� para casa.
N�o estou com pressa. Rudi j� est� dormindo.
Sua esposa deve estar esperando com o jantar.
N�o. Ela n�o est�.
N�o importa. V� descansar.
N�o estou b�bado.
Talvez n�o esteja, mas...
Por favor, n�o se esgueire pelos fundos novamente.
Pelos fundos?
Nem venha se n�o for pela porta da frente.
V� para casa. Conversamos amanh�.
Boa noite.
Boa noite.
Rudi?
O que est� fazendo?
Indo para a escola.
Ele n�o vai sozinho hoje?
N�o.
Vai, sim.
Fomos juntos ontem. J� basta.
Ele tem medo.
Rudi, voc� n�o deve ter medo.
- N�o vai bater nele! - Claro que n�o, sua maluca.
Rudi!
Venha com o papai.
Des�a e conte ao pai o que viu.
Algo ruim, ele disse.
Algo ruim?
�.
Levou-o ao m�dico?
� Natal. Que m�dico?
Falei com o reverendo. Domingo o levo.
Com o reverendo...
Rudi, des�a. O pai vai junto. Vamos levar o rifle.
Vou pegar o rifle. Des�a.
Des�a, Rudi.
Rudi.
Olhe. Viu o urso?
Nos arbustos.
S� vamos dar um susto nele.
Assim voc� n�o ter� mais medo.
Tudo bem?
Vamos.
- Ol�! - Ol�.
Ol�. Por favor, entrem!
Alick.
- Oi. - Mahinda.
Por favor, peguem um...
Oi.
- Mahinda. - Oi, Csilla.
- Prazer. - E Alick.
- Oi, sou Alick. - Csilla, prazer.
- Igualmente. - Bem-vindos.
Essa � a Sra. D�nes, a dona da f�brica.
- Ol�. - Ol�.
Lamento atrapalhar sua v�spera de Natal.
Trabalho em primeiro lugar, sempre.
- De onde eles s�o? - De onde eles s�o?
Sri Lanka.
Explique o fluxo de trabalho, mas seja r�pida.
Devem estar cansados. Faremos o treinamento amanh�.
- Precisarei de uma assinatura. - Vamos aprontar a papelada.
Sigam-me.
- Boa sorte! - Obrigado.
Tr�s pastores cuidavam de tr�s rebanhos de ovelhas.
Um moldavo, um transilvano e um montanh�s.
O montanh�s e o transilvano conspiravam juntos.
Eles tinham tramado um plano.
Uma cilada, � noite, para matar o moldavo.
Ele era o mais pr�spero, e tinha mais rebanhos para cuidar.
Belos carneiros com longos chifres,
cavalos bem treinados e os mais ferozes c�es de ca�a.
Por�m, uma jovem borrega cinza-malhada,
passados tr�s dias, baliu alto e forte.
Boas festas!
Sr. Baciu, como vai?
Nada mal!
- Boas festas! - Feliz Natal!
Feliz Natal! Que linda apresenta��o!
Ol�!
Ol�! Foi ador�vel!
Obrigada pelos presentes para as crian�as!
- Agrade�a. - Obrigada.
Foi o Papai Noel.
Matthias contou que Papai Noel n�o existe.
- Por que iludi-lo? - Que pena!
Sra. Baciu, alugaria seus quartos para novos funcion�rios nossos?
Claro.
- V�o precisar se aquecer. - �, precisam de lenha.
- Lenha n�o � problema. - "Lenha"...
Csilla pode resolver os detalhes com voc� hoje? � urgente.
- Por favor, passem l� em casa. - Obrigada.
- Boas festas! - Tudo de bom!
- Felicidades. - Felicidades.
Venha aqui.
Arrume o graveto.
A�. Empurre com firmeza!
Cubra com folhas.
Deixe a carne � mostra.
Beber esta �gua pode mat�-lo. Est� cheia de impurezas.
Da mina.
Mas � melhor que nada.
Os ancestrais do vov� Otto est�o enterrados por perto.
Eles vieram de Luxemburgo.
H� aproximadamente 700 anos.
Sabe onde fica Luxemburgo?
Perto da Alemanha.
Vou ensin�-lo a limpar a �gua.
Sabe o que � aquilo?
B�tula.
Na primavera, mostrarei quais plantas pode comer.
Experimente.
Claro que o gosto n�o � bom, mas � poss�vel beber.
Se souber fazer fogo para ferver �gua, sobreviver�.
Para sobreviver, precisa saber mais uma coisa.
Como lutar.
N�o � dif�cil.
N�o pode ter piedade.
Acha que os invasores sentiam piedade?
� a vida.
Os piedosos morrem primeiro. Quero que seja o �ltimo a morrer.
Vamos.
Lave as m�os.
A panificadora trouxe presentes maravilhosos.
Ou�a.
Falou com Csilla?
Com Csilla?
Desde que retornou.
O que � isso?
A capa do Papai Noel.
- Ele que fez. - � mesmo?
Aprendeu a costurar.
Ele � um garoto, porra.
Cuidado com a l�ngua.
E nada de brigar na mesa.
Os pobres comer�o at� ficarem satisfeitos,
aqueles que buscam o Senhor o louvar�o.
Vosso cora��o viver� eternamente.
Am�m.
- Saboreiem. - Saboreiem.
Quer uma cerveja?
N�o. Fale logo, estou com sono.
Por que aquele tom?
- Que tom? - Aquele!
Foi por isso que tive que acordar?
E eu tive que voltar para ouvir aquilo de voc�?
N�o sei porqu� voltou.
O que acha?
N�o � da minha conta. Voc� � livre para ir e vir.
E Rudi?
Eu avisei que cuidaria de tudo.
Como exatamente?
O que quer dizer?
Continua dormindo com ele �s 20h?
Ele � uma crian�a.
Est� mantendo-o dependente de voc�!
Bobagem.
Ensinando croch� em vez de alem�o.
Croch� � indicado para relaxar.
Indicado para criar um maricas?
Ele tem que matar animais para ser homem?
Se ele n�o for forte, ser� pisoteado.
- Ele ser� forte. - Como? � o idiota da sala!
- Trabalhei como um burro... - N�o foi por mim.
Cuidado com o que diz!
Ou o qu�?
Levante a m�o de novo e irei embora.
- V� em frente. - E vou levar o menino.
Ele crescer� na minha casa!
Sua casa?
Tente tirar essa crian�a de mim e te mato.
Entendeu?
Pare.
Pode voltar para a sua namorada.
N�o venha dormir aqui se vai voltar a agir assim.
E se quiser que eu e Rudi fiquemos nesta casa.
Sentado, Kaiser!
O processo todo � mecanizado.
- E voc� � casado? - Sou.
- E voc�? - N�o, n�o mais.
- Tem filhos? - Tenho, 2 meninos e uma menina.
- Voc�, tem filhos? - N�o, ainda n�o.
Trabalho, trabalho, trabalho. O tempo todo.
E ele?
N�o, ele � muito jovem. Ele tem 25, tenho 44.
Dizemos "multi �nainte".
Significa "que voc� viva bastante".
Obrigado, "molt".
"Molt" obrigado, � romeno.
Romeno � dif�cil.
- N�o sou romena. N�o?
Na verdade, sou, mas etnicamente sou h�ngara.
E ele, fala ingl�s?
Um pouquinho.
Olhe, sua casa.
Bonita.
� o pessoal da padaria.
Aura, traga o repolho, por favor. E a polenta.
Pensei que voc� tivesse dito japon�s.
Primeiro ele disse chin�s, depois nepal�s,
agora s�o cingaleses.
- A� est�. - Excelente.
- Podemos trazer o...? - Podem, por favor.
Eles sabem fazer uma fogueira?
Creio que sim. Se n�o souberem, aprender�o.
- Venha almo�ar. - N�o, no dia de Natal!
N�o interessa!
E eles? Eles comem carne de porco?
Voc�s comem carne de porco?
- N�o, mas n�o se preocupe. - Peixe?
Perd�o, mas para voc�s o mundo � o ocidente.
Fora dele, voc�s s� enxergam mat�rias-primas.
- Col�nias. - Exagero seu.
De jeito nenhum!
Conhecemos bem a sua Hist�ria. Ana pode confirmar.
Mas voc�s n�o sabem nada sobre o Leste.
Nem todos n�s, mas a Hist�ria � escrita pelos mais poderosos.
Claro, mas voc�s se tornaram poderosos
e constru�ram grandes catedrais
porque n�s aqui, lutamos contra os invasores.
Os mong�is, os �varos...
Os hunos, que eram os piores.
Isso, os hunos. Olhem o mapa.
A Rom�nia sempre esteve espremida entre imp�rios.
O otomano, o russo, o h�ngaro.
E resistimos aqui por 2 mil anos.
Tamb�m porque vencemos duas guerras mundiais.
- E nos deixaram para os russos. - Chega de pol�tica!
Aura, sirva repolho para os convidados.
- Desculpe incomodar. - Bobagem, sente-se.
Ol�.
Nada para mim.
Nem sobremesa?
- N�o sei dizer "n�o" a doces. - Nem eu.
- Mara, Santa passou aqui? - Passou.
- Voc� tem sido t�o boa! - Ela � o m�ximo.
- V� aos ensaios, quando puder. - Ela est� no coral.
Eu soube. Na escola. Mas tocar um instrumento ajuda.
- Quer vinho? - Estou dirigindo.
Abram espa�o!
N�o te apresentei ao Sr. Ben.
- Csilla. - Muito prazer.
Ele � de uma ONG preservacionista da Fran�a. Ursos e etc.
Quanto tempo ficar�o aqui?
At� terminarmos de contar a popula��o de ursos.
- E? - Ainda contando, sem pressa.
Um pa�s muito belo, a Transilv�nia. Povo gentil.
E onde voc�... Desculpe.
- Interrompi voc�. - Tudo bem.
Verdade, a Transilv�nia � bela, mas n�o � um pa�s.
Pa�s, regi�o... � tudo igual na Europa, agora.
Poder�amos dizer que somos todos irm�os.
Mas por aqui temos um ditado:
"Amigos, amigos, neg�cios � parte."
Ela aprendeu isso na escola.
E onde est� hospedado?
No andar de cima.
O prefeito pediu, � parte do contrato deles com a UE.
E voc� achou m�o de obra?
Tem sido p�ssimo, montes de an�ncios e ningu�m apareceu.
Est�o todos trabalhando no exterior.
Nossa economia est� em frangalhos.
- At� perguntei a Matthias. - O qu�?
Se ele queria ser padeiro.
Ele vai voltar para a Alemanha, agora ele tem uma vida l�.
Quanto a isso, veremos.
O rapaz n�o aprendeu nada de alem�o desde que vim embora.
Tudo bem, eles aprendem depressa quando t�m que se virar.
Ele aprender� o que precisar aprender.
Com licen�a, preciso ir ver Papai Otto. Ele est� acamado.
�timo, ningu�m deve estar s� no dia de Natal.
S� n�s nos acostumamos a trabalhar dia e noite.
Isso tamb�m � bom. As pessoas precisam de p�o todo dia.
Embrulhe um pouco de samale para nosso genro.
J� cuidei disso.
O que � isto?
- Cozonac. - Bolo.
- E esta, o que �? - Torta de ma��.
Quer um cozonac?
Posso?
Por favor.
Voc� tem 9 ovelhas. Mas acho que s� tinha 9.
Papai?
Oi, estou no hospital com meu pai,
ent�o n�o poderei ir esta noite.
Eles parecem saber o que est�o fazendo.
Isso seria �timo.
Poder�amos chegar a 800 cozonaci,
entrega para Toplita.
Posso dar o "ok" para os outros dois
Ou devemos esperar?
As inscri��es v�o encerrar.
Tem raz�o, vamos fazer. No m�ximo, perderemos a garantia.
Comprou presentes para eles?
Todos ganhar�o um. Convidei-os para a festa.
Como est� o velho?
Tem cerveja l� dentro.
Quero uma cerveja.
Quando poder�o lev�-lo para casa?
Estamos esperando os exames.
O que ele tem?
Algo na cabe�a.
Que droga.
Afinal, ele n�o estava gag�,
as ovelhas dele est�o mesmo desaparecendo.
Poderia ser um urso?
- Nem pode ir embora? - Vou esperar para ver.
- N�o vai perder o contrato? - Mesmo assim.
- H� empregos por aqui? - N�o muitos.
Algo na silvicultura?
Eles registraram tudo o que puderam
e quando se mudam, contratam locais.
Para poupar aluguel.
Austr�acos de merda.
- Feito? - Feito.
- Tchau. - Tchau, rapazes.
- Boas festas! - Igualmente. Tchau.
Ciganos de novo.
Vi alguns na floresta.
Esses n�o s�o ciganos.
A panificadora os contratou. S�o do Nepal ou algo assim.
Fazendo p�o preto.
N�o podiam ter contratado gente daqui?
Pagando um sal�rio m�nimo?
Sim. As pessoas v�o trabalhar fora, crian�as s�o abandonadas...
Fodam-se eles e seus sal�rios.
Oi, gringo!
Venha bater um papo.
Mexa-se!
N�o vem? Est� com medo?
E se furtassem suas ovelhas? Sabe que eles n�o comem porco.
Vai torcer pelo time?
- Que time? - Bradu.
Vamos ferrar esses ciganos.
O que foi? Voc� � quase alem�o.
N�o � nada. Ele � mesti�o.
Pode p�r Rudi no time de h�quei?
Ele teria que querer.
Leve-o ao jogo. Talvez ele goste.
Mais um?
Nos livramos dos ciganos e agora surgem esses a�.
- Ele dan�ou com sua irm�. - Nem fodendo!
- Estou indo. - At�.
- � s�rio? - Estou dizendo, cara.
Malditos insetos.
Espere at� eu pegar voc�!
Ent�o, voc� me ama?
Voc� me ama?
Amo comer voc�.
V� se foder.
Ama que eu coma voc�.
Seu traseiro.
Por que n�o diz que me ama?
Eu te amo.
N�o. Em romeno.
N�o sei.
� estranho.
Para um cara forte como voc�?
Posso dizer em h�ngaro.
Muito bem.
Diga.
Como se diz?
J� �tv�gyat.
J� �tv�gyat.
J� �tv�gyat muito.
O que tem na mochila?
Qual delas?
Aquela.
Coisas.
Que coisas?
Uma escova de dente... Coisas assim.
N�o pode dizer que me ama mas est� se mudando?
Eu disse que te amo.
Diga de novo.
J� �tv�gyat.
Voc� disse: "Aproveite sua refei��o".
Eu te amo.
E o rifle?
Trouxe para voc�.
Por qu�?
Para ter ao seu alcance. Voc� mora perto da floresta.
Todos n�s moramos perto da floresta.
Por que n�o deixa com Ana?
Ela n�o me ama.
E eu amo?
N�o ama?
Posso pedir um favor?
- Sim, amor. - Para amanh�.
Est� bem.
Iria � esta��o de trem em Bicaz?
Sim.
E n�o quero que durma aqui hoje.
Quando, ent�o?
N�o sei.
Quero te abra�ar, amor.
Voc� quer me comer.
Tamb�m.
E da�?
Quando?
Amanh�?
N�o sei.
Diga.
Quando?
- Ano que vem? - N�o!
Quando o inferno congelar.
Mandei um link para voc�.
Abra-o.
F�RUM DA COMUNIDADE
LINCHEM TODOS ELES!
ESSES IMBECIS S� SABEM ROUBAR E MATAR
GOSTARIA QUE OS ROMENOS DISSESSEM O MESMO DE N�S?
ACEITE UM S� E LOGO HAVER� UM ENXAME!
CADA UM TEM 10 FILHOS, 3 ESPOSAS E RECEBEM AJUDA DA UE
ELES TRAZEM DOEN�AS!
NA ALEMANHA, RECEBEM � 1.500 + AUX�LIO
Kinga, por favor!
- Est� tudo bem? - Sim, muito obrigado.
Bucareste?
N�o, n�o. Bucareste � para l�.
A Oeste.
N�o. L� � o Oeste.
N�o sei. De onde venho, tudo � Oeste.
Budapeste fica longe daqui?
Depende.
Eu me chamo Rauff.
Obrigado. Eu assumo.
O que � isso?
Para o jogo hoje � noite. Voc� ir�?
Talvez.
At� mais tarde.
Ol�.
Fizemos comida. Por favor, junte-se a n�s.
N�o posso. Prometi que ir�amos embora.
Tudo bem. Fica para a pr�xima.
Segure firme.
Vai, Bradu!
Vai, R�cfalva!
Est� tudo bem?
Acabe com eles, Geza! Bata onde d�i.
Estamos equipados para uma briga?
Vai!
Val�quios, v�o para casa!
D�cia!
Livre!
Por que se vestem de urso?
Para se fundirem ao animal.
O que fazem com bast�es?
Lutam pela v�spera de ano-novo.
- Quem s�o os rivais? - Montanheses contra camponeses.
A troco de qu�?
� a tradi��o.
Para afastar maus aug�rios.
CHEGA DE ESTRANGEIROS EM R�CIA!
OS H�NGAROS S�O PRECONCEITUOSOS
TIREM-NOS DA ROM�NIA!
FECHEM AS ESCOLAS DO IDIOMA NATIVO DELES
SEMEIE E COLHA �DIO
EUROPA: HOMOSSEXUAIS E MOTORISTAS ESCRAVOS
OS H�NGAROS DEVEM IR EMBORA, N�O OS DOIS ESTRANGEIROS
ESTRANGEIROS EXPULSANDO ESTRANGEIROS?
Volte ao trabalho!
Que esta par�quia seja aben�oada com sa�de,
que ela se multiplique no pr�ximo ano,
e que os que restarem carreguem o esp�rito de nossos antepassados.
Am�m.
Como vai seu pai?
Traga-o para a missa, vai que...
- Obrigado. - Matthias!
Sr. Felix!
Obrigada.
Padre!
- Por favor. - N�o precisava.
- Feliz Ano Novo. - Feliz Ano Novo!
- Matthias! - O que foi?
- Rudi sumiu. - Como assim, sumiu?
N�o consigo ach�-lo em lugar nenhum.
O que houve?
N�o sei onde est� Rudi.
Voc� se machucou?
Pegue o kit de primeiros socorros no carro.
N�o se preocupe, ele vai ach�-lo.
Ele vai ach�-lo.
Rudi!
N�o chegue t�o perto!
Fique longe...
de animais silvestres,
se estiver desarmado.
Feliz Ano Novo!
Com licen�a. Eles receberam amea�as de morte.
Alick me mandou isto.
E agora?
Segure aqui, por favor.
Pessoal? Mahinda? Alick?
Por favor, n�o se incomodem com isso. N�o esta noite.
Vamos nos divertir, por favor.
Deixem isso de lado e...
- Cuidaremos disso amanh�. - Est� bem.
Voc� tem que fazer alguma coisa, padre.
S�o todos filhos de Deus.
Eles podem ser filhos de Deus no lugar de onde vieram.
N�o temos nada contra eles, mas o lugar deles n�o � aqui.
Nossa gente tamb�m trabalha fora.
� diferente na cidade, padre. Voc� se mistura na multid�o.
E eles trabalham em uma padaria e n�o com constru��o.
Sinceramente, eu parei de comprar meu p�o l�.
N�o sabemos como � a higiene deles.
Aquelas m�os no p�o o dia todo. O p�o que n�s comemos!
Mas � levado ao forno.
- Eles n�o encostam depois disso? - Pois �!
Eles encostam at� descarregarem. Eu j� vi!
Acha que a nossa gente tamb�m n�o encosta?
Pessoas de outras regi�es t�m patologia de v�rus diferente,
de um ponto de vista m�dico.
Um ou dois n�o teria tanto problema,
mas agora s�o tr�s deles. Quando vai acabar?
O que voc� acha que aconteceu no exterior?
Acolheram alguns e agora nem se anda sem esbarrar neles.
E a� eles se explodem ou te atropelam!
Mal nos livramos dos ciganos, para acontecer tudo de novo, padre?
Verdade.
- Falarei com o pessoal da padaria. - Muito bem, padre.
Pergunte por que eles n�o contratam a nossa gente.
Os daqui est�o trabalhando fora, voc� sabe disso.
E acha isso certo, padre? Nossa gente se escravizando?
Enquanto isso, nossa aldeia se enche da laia deles?
Voc� viu como foi com os ciganos:
se uma casa est� vazia, eles entram e se acomodam.
E quem sabe os planos deles!
Somos uma parada na rota deles para o Oeste.
N�o vamos nos exaltar dentro da igreja.
Padre, � melhor voc� ir at� l�
e falar com eles o quanto antes.
Somos muitos nesta vila. Devemos respeitar uns aos outros.
Muito bem, irei ap�s a missa.
N�o queremos eles aqui.
N�o temos nada contra eles,
desde que fiquem em seus pr�prios pa�ses.
E fora da nossa igreja!
Antes que seja tarde, padre.
Fa�amos todos uma prece agora e limpemos nossas mentes.
Ali est�.
1.500 por m�s mais moradia.
Terei que confirmar, mas deve ser um residente, meio alem�o.
- Ent�o ele fala alem�o. - Com sotaque, mas fala.
� uma grande vantagem. Verei os an�ncios para a�ougueiro.
Fa�a isso. E a papelada dos pr�ximos candidatos?
Aqui.
Me avise quando decidir.
Mas n�o demore, eles s�o fisgados r�pido.
- Tenha um bom dia. - Igualmente.
O padre quer falar com a Sra. D�nes.
- Ela est� ocupada. - � sobre os estrangeiros.
Houve um rebuli�o na igreja.
Veja os contratos deles. S�o trabalhadores legais.
Entendo, mas as pessoas n�o querem eles por aqui.
Eu os contratei s� para expuls�-los em seguida?
Talvez se tivesse consultado a comunidade antes...
E se tivesse?
Esses an�ncios foram postados semanas atr�s.
Temos nossos pr�prios planos, aplicando para fundos europeus.
- Faz ideia do qu�o dif�cil �? - N�o h� d�vida.
Mas n�o queremos que as coisas saiam do controle.
O que quer dizer?
Estou repassando a opini�o das pessoas.
Levem em considera��o.
Eles contaram que criaram um grupo no Facebook contra eles?
E que est�o fazendo amea�as de morte?
- N�o estou a par do Facebook. - Pois deveria.
Quem eles incomodam?
S�o homens de fam�lias, bons trabalhadores.
Podem ser bons rapazes,
mas as pessoas n�o querem comer o p�o que eles tocam.
- Por que n�o? - Porque n�o.
Com todo respeito, padre, isso � um desprop�sito!
Eles n�o s�o leprosos, est�o em situa��o legal. Basta!
Acho que est� fazendo a coisa errada, mas...
- Deus as aben�oe. - V� com Deus.
Vai, anda.
Pare. Mostre a ele.
Agora joga.
- Boa, Rudi. - O padre est� vindo!
Tente mais uma vez.
O que eles disseram, padre?
Infelizmente, a patroa n�o abrir� m�o
- dos trabalhadores estrangeiros. - Mais alto, n�o podemos ouvir!
Aquela louca...
Eu expliquei a situa��o, mas ela disse
que eles s�o pessoas s�rias e trabalhadoras.
Eles podem ser tudo isso no pa�s deles.
Vamos reunir assinaturas para expuls�-los da vila!
- Tem papel a�? - Acha que � uma boa ideia?
Por que n�o seria? Estamos apenas expressando nossa opini�o.
Voltem ao trabalho!
Ol�!
Diga oi para a minha chefe, Srta. Csilla.
- Oi. - Oi.
Espera...
N�o precisa se preocupar. Est� tudo bem, certo?
Ela disse que voc� � como uma m�e para n�s.
Sim... �...
Eu sou a m�e e eles s�o bons rapazes.
Trabalham duro.
E cozinham muito bem. � tudo maravilhoso!
Quer ver?
Olhe.
Frango � milanesa,
- arroz com vegetais... - Samosa.
- Samosa. - Bom apetite!
Obrigada! Espere...
E esse � o cozinheiro, Alick.
D� um "oi".
Ol�!
Voc� n�o precisa se preocupar, t�? Est� tudo bem.
Vou passar para Mahinda para se despedirem.
- Tchau. - Tchau.
Olha, esse � meu irm�o.
- E essa? - � a Pepsi.
Petsi?
- O qu�? - Como se chama?
- Qual � o nome dela? - Pepsi.
Tamb�m tenho um cachorro, o nome dele � Kaiser.
Legal!
- Seu irm�o, onde ele est�? - Est� na China, ele trabalha l�.
- E sua fam�lia tamb�m? - N�o, fam�lia no Sri Lanka.
Meu irm�o est� na Espanha.
- Onde na Espanha? - Em Barcelona.
- E os seus pais? - Meus pais j� morreram.
- Sinto muito! - Tudo bem, n�o se preocupe.
Ele � um grande m�sico!
Filarm�nica!
Sim, ele faz a m�sica.
Ele pode tocar com as ta�as.
Mostre-nos.
Podem me ajudar, por favor? Segurem as ta�as.
Muito bom! Posso?
� incr�vel!
- Consegue tocar essa? - Sim, vou tentar.
Vamos ver.
Heraus! V�o para casa ou vamos mat�-los!
Kaputt!
Deviam ter vergonha! Tirem as m�scaras se s�o t�o corajosos!
Voc� fodeu o vilarejo todo, e agora d� pros pretos?
Chamarei a Pol�cia! Sei quem voc�s s�o!
N�s sabemos onde voc� mora, idiota!
Jancsi, � voc�? Ligarei para o seu pai!
Se eles n�o sumirem, queimaremos todos voc�s!
Seus desgra�ados! Saiam daqui!
O que aconteceu?
Lamentamos, mas n�o podemos mant�-los aqui.
Voc� sabe que eles s�o boas pessoas.
Talvez, mas minha esposa tem um problema card�aco.
E voc� disse que eram dois, agora s�o tr�s.
- Pagaremos a mais. - N�o � isso.
Aqui est� o seu adiantamento, leve-os embora.
Para onde, a esta hora?
N�o podemos mant�-los, por favor, entenda.
Por favor, pelo menos at� amanh�!
Sinto muito, mas e se aqueles bandidos voltarem?
N�o posso deixar que minha esposa tenha um infarto por 500 leus.
Voc� sabe que a ambul�ncia demora horas para chegar.
Est� se sentindo mal?
Posso ajudar?
- Voc� viu Rauff? - N�o.
Veja l� dentro de novo.
- Onde est� o Rauff? - N�o sei.
Rauff ficou muito assustado.
Ele � mesmo padeiro?
Rauff!
Ele n�o est� na casa.
Certo, vamos indo.
- Vamos. - Obrigado.
Obrigada.
- Quer que eu v� com voc�? - N�o, est� tudo bem.
- Aqui est�. - Obrigado.
- Mahinda. - Obrigado.
� o Ano Novo, querida.
Para que isso?
Algu�m atacou os estrangeiros. Eles est�o dormindo aqui.
- Algu�m os atacou? - Sim.
Quem?
N�o sei, estavam usando m�scaras.
- Devem ter bebido. - Sim, provavelmente.
- Sabe quem eram? - N�o fa�o ideia.
E n�o � da minha conta.
S�rio? Depois de quase nos incendiarem?
O que voc� estava fazendo l�?
- Esse � o problema? - Tamb�m.
Ent�o tudo bem se s� eles tivessem sido incendiados?
Claro que n�o, mas...
Voc� n�o percebe que o lugar deles n�o � aqui?
Por que n�o?
Desculpe, voc� precisa deles, mas o lugar deles n�o � aqui.
� melhor voc� ir para casa.
- Onde voc� vai dormir? - O que quer dizer?
Em que lugar voc� vai dormir.
Aqui, onde mais?
Isso meio que n�o est� certo, se quer saber.
Bem, eu n�o quero saber.
N�s apenas trepamos. Eu n�o sou sua esposa.
- Apenas trepamos? - Voc� entendeu.
Voc� n�o vai dizer que me ama, mas quer opinar?
Com certeza que sim.
N�o quero que durma aqui com estranhos.
Por qu�? Acha que estou transando com eles ou o qu�?
Se eles se aproximarem de voc�...
O qu�? E a�?
Eu n�o sou sua propriedade, t�?
Volte para o seu canto.
D� jeito na sua pr�pria vida se � t�o inteligente.
V� embora.
Releia e assine.
J� fiz isso.
- Voc� suspeita de algu�m? - N�o.
- Eles falaram com voc� em romeno? - Sim, mas com sotaque.
J� entendi.
Entendeu o qu�?
Que falavam romeno com sotaque.
Isso importa para a investiga��o?
� um fato.
Todos aqui sabem romeno, incluindo os h�ngaros.
Mas eles n�o falam.
Eles falam quando precisam.
Algum progresso nas amea�as online?
Enviamos para a delegacia do condado, eles t�m a tecnologia.
O prefeito est�?
Hoje n�o.
Ele est� na cidade.
Ligue se precisar de mim ou de mais alguma informa��o.
- Claro. - Obrigada.
- Tenha um bom dia. - Igualmente.
- Alguma not�cia sobre o terceiro? - N�o.
- Voc� informou � pol�cia? - N�o.
Falei com o prefeito.
Ele vai convocar uma reuni�o da comunidade na igreja.
N�o dever�amos chamar a imprensa tamb�m?
Ele disse para tentar manter local. A internet j� est� pegando fogo.
E as candidaturas?
Vamos prosseguir.
- Ent�o admito os pr�ximos dois? - Sim.
Em Ditrau, disseram para n�o entregarmos mais.
- E Toplita? - At� duas caixas.
Aqui no vilarejo devolvem tudo, ressecado.
Faremos torradas e migalhas.
- N�o temos embalagem. - Pediremos algumas.
Por enquanto, tragam para dentro.
- Ol�, senhora. - Oi.
- O reverendo est�? - Ele est� comendo.
Pode, por favor, pedir a ele para vir quando terminar?
Louvado seja!
Eu disse que estava ocupado.
Eu soube que o prefeito convocou uma reuni�o para amanh�.
Sim.
Queria que voc� conhecesse estas pessoas antes da reuni�o.
N�o tenho motivos para conhec�-las.
N�o tenho nada contra ningu�m.
Sou apenas um mensageiro, dizendo o que as pessoas querem.
Mas concorda que elas sejam expulsas da igreja?
N�o � permitido mu�ulmanos na igreja e voc� sabe disso.
Eles n�o s�o mu�ulmanos. E ele � cat�lico.
Senhora,
se as pessoas n�o os querem, n�o posso fazer nada.
Cada um tem seu pr�prio lugar no mundo,
como Deus determinou.
Isso n�o � crist�o, reverendo.
N�o me diga o que � e o que n�o � crist�o,
voc� que nunca vai � igreja.
De que adianta ir, se os que v�o agem assim?
Por favor, v�o embora.
Est� tarde e preciso me preparar.
Bom dia.
Bom dia.
Bom dia.
N�o suspeita de ningu�m?
At� parece!
E ent�o?
Onde voc� estava ontem � noite?
- Em casa. - Sozinho?
Diga, j� sabemos a verdade.
Ent�o o que querem de mim?
Este aqui.
Demeter Zsolt.
Ele declarou que estava com voc� ontem � noite.
Verdadeiro ou falso?
J� que ele declarou...
Quer que incomodemos Papai Otto interrogando-o?
Suponho que n�o.
Matthias,
n�o brinque com fogo.
Contatei a administra��o do condado
e perguntaram se voc� estava na aldeia.
Seu patr�o na Alemanha perguntou de voc� a eles.
O que devo dizer a eles?
Boa noite.
Boa noite.
Matthias est� em casa?
N�o, n�o est�.
- Certo, obrigada. - Quer deixar recado?
N�o, tudo bem. Ligarei para ele.
O senhor est� bem?
Estou.
Boa noite.
- Caramba, voc� nos assustou! - Por que o acompanha?
- Ele est� com medo. - Deixe-o ir sozinho.
Deixarei quando ele n�o tiver mais medo.
Pare! Voc� est� louco?
Ele viu um homem.
Na floresta.
Pendurado numa �rvore.
Por que n�o me contou?
Descobri ontem. Ele fez um desenho.
Venha, Rudi, vamos nos atrasar.
Mostre onde foi.
Foi ali, Rudi?
Rudi?
V�? N�o h� nada ali. N�o h� por que ter medo.
Talvez ele tenha se enganado de local.
N�o, n�o h� nada. Diga a ele. � apenas medo.
- Ele viu! - Viu o qu�?
Acha que as pessoas simplesmente desaparecem?
Talvez os animais o tenham comido.
Desculpe, Rudi.
N�o pretendia te amedrontar. Perd�o.
Antes de eu passar a palavra ao prefeito,
vamos fazer uma ora��o
e que Deus nos guie pelo caminho certo.
Em que idioma?
Cada um no seu pr�prio. O Pai Nosso.
Pai nosso que estais no c�u,
santificado seja o Vosso nome,
venha a n�s o Vosso reino...
Steffi, estou aqui!
Posso?
Com licen�a.
Padre, h� mais pessoas l� fora.
Agora passarei a palavra ao prefeito.
Caros concidad�os, posso pedir...
Fale mais alto, h� muita gente!
Pode falar mais alto?
Voc� tem alto-falantes?
N�o est�o ligados.
H� alto-falantes no centro cultural.
- H� algu�m l� agora? - N�o.
- Vamos para l�? - Vamos.
L� � mais quente tamb�m.
Certo, vamos para o centro cultural.
Ordem, por favor!
Com licen�a!
Vamos ao centro cultural!
Sentem-se, por favor.
Com licen�a, posso sentar aqui?
- Est�o todos me ouvindo? - Estamos.
Fale romeno!
- Tudo bem? - Est� perguntando se estou bem?
Estou.
Veja por si mesmo.
Eu queria pedir desculpa.
Pelo qu�?
- Por voc� ter se zangado. - Certo.
E pelo que eu disse.
Tudo bem.
- D�-me s sua m�o. - Pare, n�o � o momento certo.
O que �, te envergonho?
Falem sua pr�pria l�ngua.
- Estou pedindo a sua m�o. - N�o � o momento certo.
D�-me logo a sua m�o e ficarei calado.
Vamos evitar a dissemina��o de boatos embara�osos.
- Todos de acordo? - Sim.
H� algu�m da imprensa aqui?
Certo, obrigado.
Vejo mais.
Tudo bem. N�o temos nada a esconder.
Sempre fomos uma comunidade pac�fica,
sem conflitos �tnicos desde os anos 90.
Exceto aquele assassinato h� 8 anos.
Sim, um acontecimento triste e vergonhoso,
n�o causado por um membro da nossa comunidade hist�rica.
E j� que a aldeia n�o tem mais cidad�os daquela etnia,
temos vivido em paz, h�ngaros e romenos...
- Alem�es tamb�m! - Sim, embora sejam poucos.
Nos livramos dos ciganos, agora brigamos por estrangeiros?
Os ciganos s�o a quest�o aqui?
Cuidado com o que dizemos, o ocidente est� assistindo.
N�o me veja com essa de ocidente!
O patr�o do meu genro na Alemanha o chamou de cigano!
E ele � mais alem�o que os imigrantes
que recolhem o lixo para os moradores chiques!
Viram o que acontece quando se � tolerante?
Em breve o ocidente n�o nos deixar� usar palavras
como "mam�e" e "papai"!
Pois bem, deixe-me explicar de outro modo.
Tais afirma��es prejudicam o turismo local.
A ades�o � UE implica obriga��es.
Como ser o mercado varejista deles?
Por favor, vamos come�ar. Eis como faremos isto.
Ap�s uma breve introdu��o, nos revezaremos ao microfone.
Algu�m quer falar?
- Sim! - Sim!
Sejamos civilizados, organizados, sem interrup��es.
Dou-lhes a minha palavra, como prefeito eleito,
que todos que desejam falar ter�o sua chance.
Tem microfone aqui?
Ent�o, vamos come�ar.
Estamos aqui porque voc�s assinaram uma...
Porque a padaria local contratou alguns cidad�os estrangeiros.
Empregados legalmente,
n�o imigrantes como dizem os boatos na aldeia.
E voc�s, cidad�os, fizeram uma peti��o
pedindo que eles v�o embora.
Quem assinou? Leia os nomes!
- Voc� tem a lista? - Tenho.
N�meth Zsolt, Kelemen Tibor, Cipariu Aurica, Auner Matthias,
Teodorescu Avram, Iancu �ron...
Ou�a, n�o pus meu nome em nenhuma lista.
- Nem ligo para isso. - T�.
H� 395 assinaturas.
Querem mesmo ouvir todos os nomes?
S�o 411.
Por favor fa�a uma c�pia e envie para todos verem.
Vamos colocar no painel de not�cias.
H� tamb�m uma lista de nomes dos que querem que eles fiquem.
Quem s�o eles?
Eu, Szab� Csilla,
D�nes Vikt�ria, Amzulescu Traian, Steffi Auner, Nagy R�ka,
N�meth Kinga, sua irm�...
S�o os empregados da padaria!
- O qu�? - Voc� os obrigou a assinar.
Ningu�m fez isso.
Conhecendo os trabalhadores estrangeiros pessoalmente,
eles tomaram a iniciativa.
Alguns nem s�o de Bradu.
Eu trabalho aqui, tenho direito a uma opini�o.
Quantos nomes t�m na lista?
28, mas come�amos s� hoje de manh�.
Esque�a!
Por favor, pessoal!
Quando n�o gostamos do resultado, de repente n�o queremos democracia.
395 a favor, 28 contra. Por que ainda estamos aqui?
411.
Por favor, vamos come�ar.
- Sra. Mikl�s. - Posso?
Perto do microfone.
Nada temos contra essas pessoas, desde que fiquem no pa�s delas,
n�o em nossa padaria metendo a m�o no p�o que comemos.
Chamem-me de ultrapassada, mas isso me deixa doente.
A mim, tamb�m!
Vamos parar de comprar l� at� que se livrem deles.
Agora a s�rio, prefeito!
Por que n�o? Talvez um ponto de vista externo ajude.
Primeiro, quem � ele?
� de uma ONG francesa para conserva��o...
Vim ajudar a proteger a bela biodiversidade daqui.
Est� aqui para ajudar a contar a popula��o de ursos.
Algu�m precisa de tradu��o?
- Ele � pago para isso? - N�o sei.
Quanto ele ganha para contar nossos ursos?
Nem imagino, n�o somos n�s que pagamos.
� uma quest�o de princ�pio.
Estamos sem trabalho, a mina foi fechada...
pelos ecologistas!
Animais atacam nosso rebanho e ele � pago para contar ursos?
Pode ir cont�-los no pa�s dele.
Eles n�o t�m mais nenhum urso,
mataram todos para construir autoestradas.
O mesmo com os lobos!
Eles ficaram desenvolvidos
e agora v�m nos contar que somos o zool�gico da Europa?
Assim como fizeram na �frica.
S� que n�s n�o somos selvagens!
Por favor! V�o deixar o homem falar?
Ordem!
Obrigado.
Eu s� quero dizer
que hoje as pessoas s�o livres para mudarem para onde queiram.
N�s notamos. Em Paris h� mais negros e �rabes que franceses!
Faz voc� ter medo de andar de metr�!
Mas essas pessoas s�o franceses tamb�m.
Voc�s queriam col�nias, agora aguentem!
E por que n�s devemos pagar por isso?
Mas tamb�m h� pessoas daqui mendigando nas ruas de Paris.
N�o acredito que tenha visto algum h�ngaro mendigando!
Nem romenos! O que viu foram ciganos!
Fa�am essa distin��o, por favor!
Os romenos tamb�m s�o cidad�os.
Ent�o escute, Sr. Fraternit�-Egalit�...
Se gostam tanto deles por que continuam mandando-os de volta?
Porque eles precisam ser integrados em seu pa�s.
N�o existem ciganos integrados, por que ficar com rodeios?
Ordem, por favor!
Ent�o integrem seus pretos e �rabes se t�o bons nisso!
- Mas n�s somos. - S�o o qu�?
- Logo cortam suas gargantas. - Escravizam voc�s!
N�o aprenderam com o Charlie Hebdo! Voc�s n�o t�m nada sagrado!
Por favor, deixemos isso de lado e voltemos ao nosso assunto.
- Civilidade, sem ofensas. - Quem ofendeu quem?
- Agora podemos falar a verdade? - � a volta do comunismo!
Voc� � punido por falar o que pensa.
Por favor, vamos voltar ao nosso assunto!
N�s somos o assunto!
Vimos isso em outros pa�ses.
Primeiro, s�o um ou dois,
depois trazem a fam�lia inteira!
� o costume deles!
Depois querem mesquitas!
Na Alemanha sequer d� para entrar nos bairros deles!
Atacam mulheres na rua por n�o usarem o v�u!
Dificilmente precisamos temer isso em nossa aldeia.
N�o ainda, mas se continuarem vindo n�o ir�o querer seus direitos?
Com bombas e tudo mais?
Fora com eles! Chutem eles pra fora!
Fique tranquila, em nosso fim de mundo,
n�o seremos not�cia mesmo que explodam com todos n�s!
Falar o qu�?
Por favor, doutor, prenda-se ao assunto.
Eu s� tenho uma observa��o a fazer.
N�o conhe�o esses senhores de Bangladesh...
Sri Lanka!
Sri Lanka, que seja. Eles podem ser muito limpos.
Vou falar em romeno para todos entenderem.
A patologia asi�tica � diferente...
Ao menos me d� sua m�o.
O mesmo com suas doen�as, seus v�rus e suas rea��es imunes.
Foi como este planeta pegou AIDS, gripe avi�ria,
e sabe l� mais o qu� na pr�xima vez!
Comunidades que est�o em contato direto
com animais: macacos, ursos, morcegos...
Depois espalham isso porque s�o livres para circular!
Doutor, eles fizeram exames completos antes de ser contratados.
Se eu puder!
Isso envolve higiene.
Perd�o, mas os mu�ulmanos n�o limpam a bunda como n�s.
E numa padaria...
- Eles n�o s�o mu�ulmanos! - Mesmo assim!
Por favor! Sr. Baciu.
Eu tenho uma �ltima coisa a dizer.
Nosso fim n�o vir� com a bomba at�mica.
Vir� com todos esses infelizes nos invadindo
� medida que constru�mos parques nas aldeias com fundos da UE
e medimos pepinos com paqu�metros.
Nossos pepinos s�o f�ceis de medir!
Verdade seja dita,
por que precisamos de um parque na aldeia?
Eu posso responder isso.
Com isso dispomos de fundos da UE.
Pois h� fundos dispon�veis para parques em aldeias.
Por que n�o esgoto, antes? E pavimento de ruas?
Porque n�o h� fundos dispon�veis para isso!
Al�m disso, com o fundo dos parques n�s instalamos luzes de rua.
Estou com a m�o levantada desde o in�cio!
- Se for sobre o assunto. - � sim, prefeito.
Meu nome � Brebu Vasile.
Para os que n�o me conhecem, eu trabalhava na padaria.
Acho que o problema �:
Por que contratar estrangeiros ao inv�s de n�s?
Porque nosso povo n�o quer trabalhar!
E porque eles n�o querem?
Porque querem viver da ajuda social!
N�o � verdade. Permita-me n�o concordar.
� claro, h� uma ma�� podre em cada cesta.
Mas a maioria de nos trabalha duro nos pa�ses em que v�o.
Voc� sabe disso, o trabalho l� fora � trabalho duro.
O estrangeiro que o contrata faz isso para explor�-lo.
Mas eles pagam!
Exato, caro senhor, obrigado!
Nosso problema � o seguinte:
Por que nossas empresas pagam t�o pouco?
Por que n�o pagam ser�o?
Claro que pagamos!
Mentira! Tenho 43 horas de ser�o pelas quais processei voc�.
Podem verificar, pagamos ser�o desde 2018.
N�o me diga isso, sou um antigo empregado.
Sei dos ser�es e das f�rias que trabalhei sem ser pago!
- Sr. Brebu... - Espere!
Conhe�o todos os outros trabalhadores nesse caso
que n�o ousam contar isso por medo de serem despedidos.
Os an�ncios de vagas circularam por semanas!
Estamos desesperadas por empregados.
Com sal�rio m�nimo!
Sabe que o p�o custa 5 leus?
Por que n�o 10, ent�o?
Padaria � um trabalho duro de pouco retorno,
mesmo nos feriados, pois todos querem p�o fresco.
� verdade.
- � assim e pronto? - �.
E por que sobra tanto dinheiro?
Quanto custou sua linda Mercedes?
Enquanto isso voc� paga sal�rio m�nimo aos empregados!
O carro � um leasing.
Nas costas de seus empregados, madame!
O reverendo tamb�m tem uma Mercedes!
Ela � da minha m�e.
E � de segunda m�o.
Por favor, estamos saindo do assunto.
Obrigado, Sr. Brebu, sabemos de suas queixas.
Permita-me, foram feitas acusa��es...
Em romeno, por favor!
Olha.
Nos �ltimos 4 anos, criamos muitos empregos locais.
Tamb�m damos apoio ao clube de m�sica
e queremos continuar a apoiar a regi�o.
Para isso, fizemos solicita��o aos fundos da UE.
- N�o fez isso por n�s! - O dinheiro ser� gasto aqui.
O dinheiro que voc� "n�o embolsar".
Por favor, sa�mos novamente do assunto!
Vamos colocar em vota��o.
Aqueles a favor de que nossos empregos
sejam dispon�veis para estrangeiros vindos para c�?
Ficou bem claro.
Matthias, por favor.
Para mim n�o ficou muito claro.
Ele perguntou quem era a favor dos estrangeiros ficarem.
A pergunta n�o foi muito bem formulada.
Foi muito bem formulada!
Temos medo da opini�o p�blica,
mas a maioria de n�s n�o os quer aqui!
Tenho uma proposta para atenuar a situa��o.
N�s equiparemos os empregados estrangeiros com luvas...
Ou os colocaremos em outras posi��es
onde eles n�o tocar�o nos p�es.
N�s n�o os queremos, que droga isso n�o � claro?
Ent�o n�s os alojaremos em outra aldeia.
N�o, eles deviam ir embora!
Quem quer parar de comprar p�o enquanto eles n�o forem embora?
Esta terra ainda tem leis, sabiam?!
Por isso queremos autonomia, para n�o dizerem o que fazermos.
Eu me pergunto como voc�s, os h�ngaros, uma minoria aqui
discriminam outros estrangeiros!
Auner Matthias!
Matthias, onde est� voc�?
Matthias, v� para casa.
- O que houve? - Papa Otto se enforcou!
Meu Deus, que ele descanse em paz.
Me ajude.
Eu te amo, pai.
Eu te amo.
Precisamos solicitar de novo
agora na categoria "abaixo de 30 empregados".
N�o d� tempo.
Pare a produ��o. Faremos todos juntos � noite.
Mais dois devem chegar hoje � noite.
- Precisamos cancelar. - N�o podemos s�...
O que mais podemos fazer nessa situa��o?
- Estamos falando de pessoas. - Sei perfeitamente.
Mas n�s tamb�m somos pessoas.
Sem clientes, tudo que constru�mos nestes 10 anos desaparece.
E eles ficar�o desempregados.
Nenhum ficar� desempregado.
Claro, voc� achar� novos empregos e eu ficarei com toda a d�vida.
Ent�o, por favor v� trabalhar no novo pedido.
N�o vou refaz�-lo.
Eles t�m fam�lias, contratos, n�o podemos ignorar isso.
Ningu�m est� ignorando nada.
Eu falei com o prefeito,
ele ir� dormir na delegacia esta noite.
Amanh� os enviaremos para Bradu. Fale para eles.
Eu tenho uma oferta de emprego na Alemanha.
N�o ia aceit�-la, mas do jeito que est�o as coisas, saio agora.
Voc� era a �nica a n�o me meter uma faca nas costas.
Por favor, refa�a o pedido at� amanh�.
E conte aos empregados o que n�s decidimos.
Pode usar o meu carro.
- O carro est� aberto. - T�.
- Pronta? - Estou.
- Tchau. - Tchau.
E n�o se preocupe, l� voc� estar� a salvo.
Irei encontrar voc� mais tarde.
"Condoleante".
Condoleante.
As flores.
- Obrigado. - Obrigado.
- Boa noite. - Boa noite.
- Condoleante. - Obrigada.
Lamento, Matthieu.
Quem est� a�?
Rudi.
Me deixe entrar!
Ana!
Me deixe entrar!
- Onde Ana est�? - Dormindo, o que foi?
- Silencie os c�es. - Para qu�?
- Quero falar com ela. - Fale amanh�.
Rudi!
- Venha com o papai. - Voc� o est� assustando.
Papai te ama!
Voc� pode falar � uma hora mais normal!
Venha para dentro, rapaz.
- V� dormir, falamos amanh�. - Me deixe entrar!
Eu disse v� para casa!
- Me deixe entrar! - Estou chamando a pol�cia.
Me deixe entrar!
Rauff?
Rauff, espere!
Lamento.
De verdade.
Me perdoe.
Por favor, me perdoe!
- Art Subs - 14 anos fazendo Arte para voc�!
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