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A DEVOLVIDA
- Art Subs - 14 anos fazendo Arte para voc�!
Legenda - JuLima -
Voc� chegou?
Sua mulher n�o veio?
Ela n�o sai da cama.
Aceita um caf�?
O que esse � homem seu?
Um tio distante.
At� hoje eu vivi com ele e com a esposa dele.
Ent�o quem � sua m�e?
Eu tenho duas.
Uma � a sua m�e.
Logo esse vestido n�o vai mais servir em voc�.
Ano que vem, voc� me d� ele.
Voc� chegou?
Comporte-se.
N�o me deixe aqui, preciso ajudar a mam�e.
Eu n�o ficarei aqui, n�o conhe�o essas pessoas.
S�o seus pais biol�gicos.
Eles te amam e esperavam por voc�.
N�o � verdade, eu nem os conhe�o.
Se fiz algo errado, juro que n�o farei mais.
N�o vou atrapalhar. Eu imploro, pai.
Chega!
O quarto � por aqui.
S� tem esse guarda-roupas?
Hoje vai dormir com a sua irm�, voc�s s�o magrinhas mesmo.
Amanh� daremos um jeito.
Vamos dormir uma de cada lado, sen�o n�o cabe.
Voc� mijou na cama de novo?
- �timo, j� mostrou quem voc� �. - N�o fui eu.
Vai ver que foi sua irm�. Com a educa��o que ela tem.
Quantos anos voc� tem?
Treze.
Parece que tem mais.
E voc�?
Quase dezoito.
E n�o vai para a escola?
Abandonei na s�tima s�rie.
Eu ia repetir de ano mesmo.
Agora trabalho por dia.
Anda logo. Est�o atr�s de gente para trabalhar no campo.
- E a Adriana? - Est� l� fora com o Giuseppe.
Voc� depena o frango? Pegue.
Prefere com�-lo assim?
Voc� deve tirar as penas, depois cortar assim
e tirar todas as entranhas. Vai.
Eu n�o consigo.
Posso limpar a casa.
O balde fica l� fora.
Se passar mal de novo, avise o quanto antes.
Me desculpe, pensei que passaria.
Primeiro para o papai e depois para ela que desmaiou.
Se ela est� doente que coma caldo, n�o a coxa.
Ela n�o presta para nada. S� est� dando problema.
M�e, n�o pode devolv�-la para as pessoas de antes?
Perdi a fome.
Coma que Vincenzo vai nos levar para andar de carrossel.
Me esperem aqui.
Est� tudo bem?
Ou�a, essa garota est� l� em casa.
� a primeira vez dela numa cadeira voadora.
- Ela pode dar uma volta? - Claro que sim.
Venham.
Venha, Adriana. Corra.
Suba.
Voc� nunca andou nesse brinquedo?
Minha m�e dizia que era perigoso.
Segure bem firme nas correntes e nada vai acontecer com voc�.
Fique calma, mocinha. N�o vai acontecer nada.
Ligue logo esse neg�cio e pare de ser bobo.
Ligue esse carrossel.
Voc�s est�o prontas?
Vai. Pode ligar.
Fique calma, mocinha. N�o vai acontecer nada.
Como est� devagar.
Est� preparada?
Voc� viu a cauda?
Voc� tem que peg�-la.
N�o tenha medo e estique o bra�o.
Ela � toda sua.
Um, dois, tr�s... Pegue.
Estique o bra�o, mocinha.
Precisa esticar o bra�o. N�o tenha medo.
Est� preparada?
Um, dois, tr�s... V� peg�-la!
Faltou esticar o bra�o.
V�o na frente, eu vou depois.
Podem ir.
Ele n�o vai voltar.
Foi ver os ciganos.
A primeira vez que fugiu com os ciganos,
ele tinha 14 anos.
Depois que ele os ajudou a desmontar o parque
se escondeu dentro do caminh�o.
E n�o o expulsaram?
N�o. Eles o levaram junto por muito tempo
e deram um anel para ele.
Quando ele voltou, o papai bateu muito nele.
Mas ele ficou com o anel.
Ele n�o liga de apanhar. � mais forte que ele.
Adriana, v� recolher as roupas!
J� vou, m�e!
A primeira vez que ele fugiu, ela chamou a pol�cia?
N�o, o papai o procurava com o carro.
- Mas ela chorou pelo menos? - N�o.
S� ficava em sil�ncio.
Voc� n�o estava feliz na cidade?
N�o fui eu que decidi vir para c�.
Minha m�e disse que cresci
e meus pais verdadeiros me queriam de volta.
Com certeza. Falou a devolvida.
Tire isso da cabe�a. Ningu�m te queria.
Cale a boca.
Adriana, deixe ela em paz. Volte aqui.
Nem ligue para eles, s�o malvados com todo mundo.
N�o, eles t�m raz�o.
N�o foram seus pais que me quiseram de volta.
- Quem falou? - Eles n�o t�m nada com isso.
Estou aqui porque minha m�e est� doente,
mas ela n�o sabe como estou.
Se eu contar, ela vir� me buscar.
Voc� quer ir embora?
Se quiser, quando eu voltar pe�o para adotarem voc� tamb�m.
Por que escreveu "querida m�e"? Ela n�o � sua m�e.
N�o importa se � minha tia, eu a chamo assim.
Ela nem � sua tia.
O marido dela � s� um primo distante do nosso pai.
Mas � ela quem tem dinheiro.
- Bom dia. - Bom dia.
- Oi. - Oi.
Quero um envelope e um selo, por favor.
- E dois picol�s. - De lim�o?
Um e dois.
- Obrigado. - Eu que agrade�o.
- At� logo. - At� logo.
- Pegue a bola. - Passe para mim.
- Passe a bola. - Passe para mim!
Jogue para mim!
Quem vai pagar tudo isso?
J� est� pago.
Quem sabe o que voc� disse sobre n�s.
Eu vou dormir aqui.
E se eu ensopar este tamb�m?
Ela tamb�m comprou uma lona imperme�vel.
- Ela quem? - Minha m�e.
N�o, minha tia.
Ent�o voc� n�o vai voltar a morar com eles?
Acho que n�o.
Oba!
Estou sem sono. Voc� pode contar uma hist�ria?
Est� tarde, durma.
Alguma coisa que voc� fazia antes.
No ver�o, n�s com�amos no jardim.
Eu arrumava a mesa.
Colocava velas e copos de vidro coloridos.
Enquanto eu arrumava tudo, via as pessoas voltando do mar.
As crian�as com as boias ainda cheias.
Dava para ouvir o barulho dos tamancos de madeira.
Oi.
E sentir o cheiro de protetor solar que eles passaram de manh�.
Voc� tomava sorvete em casa?
Sim, mas s� depois de comer peixe.
E o que mais?
Dava para ouvir o som das ondas.
O mar era perto de casa.
E n�o incomodava?
N�o. Era muito bom.
Acorde! Acorde!
Seu idiota! Imbecil!
Samonga, v� trabalhar!
Por que voc�s n�o me mandam de volta?
Uma vez eu te vi num casamento.
Voc� devia ter uns seis ou sete anos.
Quase n�o acreditei quando vi como voc� tinha crescido.
Adalgisa tamb�m estava l�.
Ela estava conversando com um parente e nem me viu.
Eu te chamei e voc� levantou a cabe�a.
Fiquei sem palavras e mal pude conter as l�grimas.
Eu n�o podia falar muito porque voc� era pequena,
mas depois falei poucas e boas para a sua tia.
Por qu�?
Ela prometeu que voc�s viriam sempre aqui,
que te educar�amos juntas.
Em vez disso, s� te vimos no seu primeiro anivers�rio.
Depois voc�s mudaram de casa e ningu�m nos avisou.
Ela te mandou isto.
Amanh� iremos para a praia.
- Com que dinheiro? - Eu tenho.
N�o podemos mesmo assim. � perigoso ir sozinha.
Tudo bem.
Mas ningu�m pode saber aonde iremos.
Falaremos que ir�o trabalhar comigo no campo.
Combinado?
� por aqui.
- Estamos sem protetor solar. - Vamos nadar!
O que foi?
Tenho medo que ele me pegue e me arraste.
N�o precisa ter medo, � rasinho.
Venha. Entre comigo.
N�o, v�o voc�s, vou ficar aqui.
- Onde voc� aprendeu a nadar? - No rio.
- Vem c�. - Me solte.
Chega...
Pare.
Quer ir at� o bar?
Deu 300 liras.
Quando acabar, junte-se ao Vincenzo no guarda-sol.
- Eu irei depois. - Voc� vai voltar?
Vou.
- Voc� voltou? - S� por algumas horas.
Entre.
Seus pais vieram com voc�?
N�o.
N�o os vi mais desde que meu pai me levou para l�.
Eu quis dizer, os pais de agora.
Como v�o as coisas com eles?
Meu pai trabalha na mina, mas n�o � sempre.
E tenho uma irm�, a Adriana.
- Que bacana! - � mesmo.
Como voc� est�?
Bem.
Eles foram embora?
N�s n�o os vimos mais.
Talvez ela esteja se tratando num hospital longe de casa.
Por que pensar em algo t�o horr�vel?
Eu n�o soube mais nada dela. Ela nem sequer me liga.
- Vai ficar e almo�ar conosco? - N�o, tenho que ir.
Tchau.
Tchau.
- Voc� vai voltar? - Claro.
Adriana...
v� comprar cigarros para mim.
Pode ficar com o troco. Vai, corre.
Venha, vou te mostrar uma coisa.
Venha.
Venha.
Adriana ainda � pequena.
Ela n�o consegue guardar segredo.
Pode vir.
Sente aqui.
Onde conseguiu isto?
Recebi por dois dias de trabalho.
� imposs�vel ganhar tanto em dois dias.
O que vai fazer com elas?
- Vou vender. - Voc� � doido?
Se for pego com coisas roubadas, acabar� no reformat�rio.
Quem disse que s�o roubadas?
Meu pai � policial.
Seu pai nem lembra de voc�.
Eu queria te dar isto.
Ficou bonito em voc�.
Vincenzo, eu trouxe seus cigarros.
Cad� voc�?
Voc�s trouxeram alguma verdura do campo?
N�o.
Vai me deixar fazer tudo sozinha? Venha.
Se eu tivesse voltado.
Qual � o tempo e modo desta frase?
Pret�rito mais-que-perfeito do subjuntivo.
Muito bem.
Responderia...
O que eu responderia?
Futuro do pret�rito do indicativo.
Exatamente.
O que voc� est� fazendo aqui?
Vim ver se minha irm� est� bem.
Ela � da cidade.
Sua professora sabe que voc� saiu?
Eu avisei, mas acho que ela n�o ouviu
porque os meninos gritavam feito capetas.
Ent�o ela deve estar preocupada com voc�.
Vou chamar o zelador para lev�-la para sua sala.
N�o preciso do zelador. N�o vou me perder.
S� vim verificar se est� tudo bem com ela.
Adriana, volte para a sua sala.
Vai.
Vamos parar?
Querem parar?
Sim, um empad�o...
E tamb�m queijo e ovos...
- Quando chegou? - Ontem.
N�o. Depois voc� abre. Antes precisa arrumar aqui.
Onde est� a minha m�e?
Voc� ficou cega?
A outra.
Quero saber o que houve com ela.
Eu n�o sei.
Ela morreu e voc� n�o quer me contar?
Quem disse? Ela vai viver cem anos com a vida que leva.
Eles me mandaram para c� porque ela est� doente.
Eu n�o sei de nada.
Eles vir�o me buscar?
N�o, voc� vai ficar aqui. Disso eu tenho certeza.
N�o, n�o fa�a isso com ela! Eu limpo!
N�o se meta! Saia daqui!
Quando eu voltar, quero ver tudo limpo.
- O que aconteceu? - Que pergunta! Me machuquei.
V� comprar leite para o Giuseppe.
As moedas est�o ali.
Deus, era para descontar em mim!
Vem c�. Des�a da�!
Deveria descontar em mim, n�o no garoto. Des�a da�!
Vem c�! Venha! Des�a logo!
Des�a e desconte em mim!
Era para descontar em mim!
Des�a aqui e desconte em mim! Des�a logo!
N�o desconte no garoto!
Hoje vamos comer sopa. Ningu�m est� com fome mesmo.
Bom dia.
Bom dia.
Voc� tem restos para dar para os cachorros?
N�s temos que voltar para a escola.
Pode vir aqui um pouco?
� o regulamento de um concurso liter�rio.
Eles premiar�o o melhor conto de fic��o cient�fica.
Mas eu n�o escrevo contos.
Mas voc� escreve bem. Por que n�o tenta?
O vencedor receber� uma caderneta de poupan�a
como bolsa de estudos.
Obrigada.
N�o � pelo dinheiro.
Poderia ser uma satisfa��o pessoal.
At� logo.
O que est� fazendo?
Estou escrevendo um conto.
Sobre o qu�?
Sobre um alien�gena.
Um o qu�?
Algu�m como eu.
Comam algum enlatado.
Minha cabe�a est� doendo. N�o consigo cozinhar. Pegue ele.
Minha m�e do mar sempre me fazia chupar laranjas.
Eu disse que voc� deve voltar � cidade
para fazer coisas importantes.
Seu pai e eu pensamos nisso desde que voc� voltou.
Ano que vem voc� ter� que ir para uma escola boa.
Adalgisa concorda.
Ent�o eles me pegar�o de volta.
N�o, n�o pegar�o.
Mas quando chegar a hora,
ela cuidar� de te instalar na cidade.
Por que veio quando eu n�o estava?
N�o podia esperar por mim?
A mulher que a trouxe estava com muita pressa.
Adalgisa soube tarde do meu pobre filho.
Ela queria me visitar.
Como assim "tarde"? Meu pai estava no enterro.
Obviamente seu tio n�o contou para ela.
Como ela est�?
- Posso descansar agora? - Como ela est�?
Nada mal.
Viu quanta coisa ela trouxe?
Voc� ficou maluca? O que deu em voc�?
Me solte.
Eu n�o sou um objeto.
Voc�s precisam parar de me jogar de um lado para o outro.
Quero encontrar com a minha m�e.
Me diga onde ela est� e eu irei sozinha.
Eu n�o sei onde ela est�. Mas n�o est� na casa de antes.
Ent�o vou procurar um juiz e denunciarei todos voc�s.
Contarei que trocam uma filha como se fosse um objeto.
Cad� voc�?
Onde voc� se enfiou?
Olha, se voc� n�o voltar, vou ficar aqui
e acabarei doente por sua causa.
Saiba que vou embora.
Ou melhor, vou ficar aqui.
E com esse frio n�o sei o que vai acontecer comigo.
Entendeu?
Aqui, coloque isto sen�o voc� ter� febre.
Pegue.
Cuidado que � pesado. � tijolo quente.
Eu deixei no forno.
Feliz anivers�rio.
A� est� ela.
Voc� venceu o concurso.
Aqui est� o seu pr�mio.
A caderneta de poupan�a.
Voc� foi brilhante.
Vou deix�-los a s�s. At� logo.
Quanto tem a�?
Ningu�m vai encostar neste dinheiro.
� dela.
Ol�, compadre, tudo bem?
Aquela � a comadre Carmela. Ela � muito velha.
E � uma bruxa.
Uma vez ela morreu por muitos dias
ent�o ficou entediada e voltou para c�.
Comadre Carmela...
Minha filha, eu sei como voc� se sente,
mas n�o tenho rem�dio para o seu mal.
Voc� nasceu com muito azar.
Mas ela...
te dar� muitas alegrias.
Que idade eu tinha quando voc� me deu para sua prima?
Seis meses.
Ela tentou engravidar por muito tempo,
mas n�o conseguia.
No come�o, eu disse n�o � Adalgisa.
Depois engravidei de novo e seu pai perdeu o emprego.
Seu pai e eu passamos uma noite inteira conversando.
E acabamos aceitando.
Depois eu perdi o beb�.
NOTAS: 10, 10, 10, 10 EXCELENTE
Venha.
Ela foi a melhor da escola.
Escolha o curso cl�ssico no pr�ximo ano.
Caiu fora, � minha vez.
- Oba! - N�o.
- Oi. - Oi, Ernesto.
V� ao bar �s 16h. Algu�m vai ligar para voc�.
Al�?
Oi, como voc� est�?
Como voc� est�?
Soube que voc� foi a melhor da escola.
Eu j� imaginava.
Talvez sua m�e tenha dito que queremos mandar voc�
para uma boa escola secund�ria.
Voc� merece.
Ent�o voltarei para casa.
Pensei em matricul�-la na Companhia de Santa �rsula.
� um �timo col�gio.
Eu cuidarei das despesas.
Mas por que n�o posso voltar para casa?
O que eu fiz para voc�?
Nada, n�o posso explicar agora.
Mas realmente quero que voc� continue os estudos.
Est� tudo bem?
O papai est� a� com voc�?
N�o, � a televis�o.
Tchau, querida. Tenha um �timo ver�o.
Voc� merece.
Al�?
Al�?
Convenci os outros a te esperar. Anda logo que eles j� cansaram.
Joguem sem mim. Perdi a vontade.
O que deu em voc�? Est�vamos ganhando.
J� falei que n�o quero! Suma daqui!
� culpa daquela mulher!
N�o fale dela!
Voc� achou mesmo que ela viria te buscar?
Ela n�o pode porque est� doente. S� quer me proteger.
Voc� ainda acredita em contos de fadas.
Ela estava gr�vida!
Mas ela � est�ril. N�o pode engravidar.
Acho que era o marido que n�o podia.
Agora ela tem uma filha. E n�o � filha do policial.
Por isso aconteceu toda essa confus�o.
Todo mundo sabe.
Por que ela n�o me contou que esperava um beb�?
Ela queria contar, mas o tempo passou
- e perdeu a coragem. - E por que voc� n�o me contou?
Eu queria esperar voc� crescer um pouco
antes de te dar esse desgosto.
Oi, que bom te ver.
O que houve com a minha m�e?
� verdade que ela teve uma filha?
Onde ela mora?
Onde?
Oi.
Oi.
Como vai?
N�o trouxe sua filha?
Ela ficou em casa.
Eu te amo, mas a decis�o n�o era s� minha.
Voc� est� feliz agora?
Gostaria que voc� a conhecesse, mas agora n�o posso.
Por que n�o almo�a conosco um dia desses
assim conversaremos sobre seus estudos tamb�m?
Isso. Aperte.
Isso mesmo.
Um pouco maiores.
Eu n�o sei se quero ir.
Aceite.
Lembre-se que foi a Adalgisa que te criou.
Se n�o fosse por ela, agora voc� seria lavradora.
Ela errou, mas voc� n�o pode ficar emburrada a vida toda.
Pegue.
N�o fale dialeto, por favor.
Exceto o p�o, n�o toque nada com as m�os. Use os talheres.
Se n�o souber o que fazer, s� me observe.
Comporte-se.
Est�vamos esperando uma mocinha e vieram duas.
Me desculpe, n�o consegui avis�-los.
N�o tem problema. Entrem.
� por aqui.
Adalgisa foi colocar a beb� para dormir.
Como assim? Ela n�o vai almo�ar conosco?
N�o, ela j� almo�ou. Agora precisa descansar.
- Qual � o seu nome? - Adriana.
Gostou?
Quer ver os outros?
Venha. Vou mostrar.
Est�o todos alinhados. Viu? Um, dois, tr�s, quatro.
Veja esse aqui. Voc� gostou?
Esse aqui parece estar no mar pela posi��o da vela.
- Adivinhe qual � o mais velho? - Aquele.
Voc� viu a data? Incr�vel.
Ali est� escrito 1690.
Sabe quantos anos s�o?
Fa�a as contas...
Guido.
Eu falei tanto dela para voc� e finalmente aqui est�.
Voc�s j� se conheceram?
� claro.
Precisamos adicionar um prato.
- Ela �... - Adriana.
Estou feliz que voc� tamb�m tenha vindo.
O que acham de irmos para a mesa?
Vamos.
Sente-se aqui.
Vou pegar um prato para voc�.
Aqui est�.
O que vou fazer com tudo isso?
Aqui.
Voc� se serve?
Mas � um peixe?
Sim.
Parece um verme.
� gostoso?
Sim, � gostoso.
Querem um pouco d'�gua?
Sim, obrigada.
Obrigada.
Com licen�a.
N�o, querida. Fique a� e coma.
Francesca precisa respeitar os hor�rios.
Mas ela est� chorando.
� manha. Voc� n�o pode fazer todos os gostos dela.
Talvez ela n�o esteja bem.
Ela j� vai parar e pegar no sono.
Como voc� ousa encostar na minha filha?
A m�ozinha dela estava presa nas barras do ber�o.
Por isso estava chorando, porque estava doendo.
Obrigada pelo almo�o, estava tudo delicioso.
Agora � melhor irmos embora.
Mas acabamos de come�ar.
Fiz bastante comida e preparei a sobremesa.
Fica para a pr�xima vez.
- Art Subs - 14 anos fazendo Arte para voc�!
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