All language subtitles for Murdoch.Mysteries.S16E19

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Original subtitles

. : CrimeSubs : . apresenta

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Murdoch Mysteries - S16E19 "Whatever Happened to Abigail Prescott"

Seu marido fez isso.

Se voc� n�o fosse t�o desastrada.

Abigail, voc� confia em mim?

Ha uma dose de l�udano perto da cama.

Tome-a. Ir� ajudar com a dor.

H� um m�dico nessa cidade?

Na verdade sou m�dica, mas...

S� 5 minutos do seu tempo. Por favor.

Senhora, n�o pode entrar a�. � uma cena de crime.

- Abigail! - Eu avisei, senhora.

Precisa responder algumas perguntas.

Deixei-a com um �nico frasco de l�udano

quando fui buscar os bilhetes.

N�o � suficiente para causar danos.

E voc� tem certeza que foi a dosagem correta?

Bem, sim.

- Claro. - Como pode ter certeza?

- Bem... - Na aus�ncia

de qualquer outra explica��o, n�o � mais prov�vel

que Abigail Prescott tenha morrido

porque voc� deu a ela a garrafa errada de l�udano?

Sim, � poss�vel.

Sete, nove...

Sem a oito.

Est� faltando uma p�gina.

� a minha entrevista com a recepcionista do hotel.

A �ltima vez que viu a sra. Prescott

foi quando ela fez uma liga��o no meio da noite.

Ela fez uma liga��o?

- Isso � importante? - Sim!

O j�ri a considerou culpada de homic�dio culposo

na morte de Abigail Prescott.

O qu�?

Bom dia, sr. Murdoch.

Bom dia, Bethany.

Ela ficou bem agitada essa manh�.

Bem, geralmente quando ela fica assim,

a dra. Ogden canta uma m�sica de ninar.

Durma beb� no meu peito

Que se prova quente e aconchegante

Envolvida pelos bra�os da mam�e

Em seu cora��o o amor de m�e

Temos que achar algo substancial para justificar a apela��o

Sim, e quanto ao telefonema?

Se o vereador soubesse onde est�vamos...

ele poderia mat�-la

A dona do hotel n�o ouviu a conversa telef�nica

que Abigail teve e a telefonista

n�o lembra quem fez a liga��o.

� um beco sem sa�da.

N�o h� como provar para quem ela ligou.

Por que ela fez esse telefonema?

Voc�s acham...

que ela podia estar reconsiderando...

sobre largar o marido?

Nunca devia t�-la encorajado.

N�o h� como saber o que ela pensava...

mas voc� sabe o que estava em seu cora��o.

S� estava tentando ajudar uma mulher em perigo, Julia.

Sim, e agora esta mulher est� morta.

O fato de algu�m ter removido

uma p�gina do relat�rio de pol�cia

deve garantir uma apela��o, n�o?

O juiz claramente n�o pensa assim.

Ent�o falaremos com outro juiz, de corte superior!

Lamento, mas n�o � suficiente.

Uma p�gina pode sumir por in�meras raz�es.

Qualquer juiz vai considerar isso apenas um erro.

Como est� se sentindo, senhor?

Me sinto perdido, George.

Queria que houvesse algo que eu pudesse fazer.

O que Effie tinha a dizer?

Que poder�amos apelar

mas nossas chances seriam poucas.

Perdemos aos olhos da corte.

N�o posso acreditar nisso.

A dra. Ogden numa circunst�ncia t�o terr�vel.

A sentenciaram a 3 anos.

Por algo que ela n�o fez.

E faremos tudo que pudermos para provar isso, senhor.

Provar na corte.

� claro, George, mas pode n�o ser suficiente.

Julia vai perder o crescimento da filha.

Senhor, n�o diga isso.

As primeiras palavras, os primeiros passos, 3 anos!

Ser� uma pessoa completamente diferente.

quando a m�e sair da pris�o.

- Ela reconhecer� a m�e? - Senhor, n�o pode...

deixar esses pensamentos lhe consumirem.

Eu sei, George, mas � verdade.

Julia est� na pris�o dormindo

em um quarto sem janelas.

Estou gastando todos os dias e noites

tentando cuidar da nossa filha sem ela.

N�o acho que consiga sozinho.

Senhor, n�o precisa. N�o importa o que aconte�a,

uma coisa eu prometo: n�o estar� sozinho.

Obrigado, George.

� a angaria��o de fundos do vereador?

Creio que sim.

Ele � abusado.

- George! - Obrigado, obrigado.

- George! - Obrigado, obrigado, obrigado.

Ajudar as pessoas sempre foi minha miss�o...

especialmente quando se trata das pessoas de Toronto

Precisamos de instala��es de ponta

onde o homem comum consiga

cuidados de sa�de de 1� linha

Por isso quero angariar dinheiro

para abrir um hospital para os menos afortunados.

Essa � boa.

Este aqui � meu amigo David.

Nasceu com uma perna ruim e � uma das muitas pessoas

que ser� ajudada pelo nosso empreendimento.

Ele ir� passar com uma lata para as contribui��es.

Se o virem, deem a ele alguns d�lares.

Vamos atingir a meta de doa��es! Cada centavo conta!

Obrigado.

Voc� conseguiu! T�o bom te ver.

Obrigado.

Obrigado.

Obrigado por fazer uma doa��o.

Doa��o, chapas?

� uma boa causa, senhor.

Cada centavo conta, ele disse!

Obrigado.

Detetive Murdoch?

Obrigado por vir.

Apesar do que ocorreu, devemos seguir e nos apoiar.

N�o estou aqui para amenidades, vereador.

Tenho mais algumas perguntas.

De novo, detetive?

Se eu n�o soubesse, acharia que tem algo contra mim.

Voc� recebeu um telefonema de sua esposa

- na noite antes da morte? - N�o, n�o recebi.

Isso � tudo?

- Bom dia, detetive. - Sei o que fez, Prescott.

E n�o descansarei at� provar.

O que quer dizer?

Falou com Julia?

Como ela est�?

Nada bem, eu temo.

Isso � um pesadelo.

Qual � seu pr�ximo passo, Murdoch?

Tenho certeza que foi o vereador Prescott.

S� n�o consigo provar.

Foi ele quem recebeu o telefonema

que � mencionado na p�gina do relat�rio

que convenientemente agora se perdeu.

Mas talvez a pergunta n�o deva ser

por que est� faltando...

mas como?

O inspetor em Port Credit?

O relat�rio era dele.

Sabe que tem meu total apoio.

E todos os recursos da delegacia se precisar de algo.

Obrigado, senhor.

H� outra avenida a ser percorrida.

Se estivermos certos...

o vereador deve ter viajado de sua casa em Toronto

para Port Credit entre a hora do telefonema

at� quando o corpo de Abigail foi encontrado.

Algu�m pode t�-lo visto sair de casa naquele dia.

Talvez ele tenha chamado uma carruagem?

Certamente o vereador deve ter uma carruagem?

Se for o caso, deve ter um motorista.

George, Henry, vejam o que conseguem descobrir.

Sim, senhor.

N�o fiz nada de errado e me ressinto da acusa��o.

Um arquivo foi enviado para a promotoria

e para a defesa.

Nos dois faltava a mesma p�gina do seu relat�rio,

ent�o, o incidente deve ter ocorrido

antes do documento sair da delegacia.

Est� sugerindo que um dos meus homens

perdeu a p�gina?

Ou as manuseou mal.

Intencionalmente?

N�o.

Meus homens s�o honestos e confi�veis.

- � mesmo? - Trabalho com eles todo dia.

Confio neles com minha vida.

Espere, voc� n�o confia em seus policiais?

Escreveu � m�o a p�gina, certo?

- Certo. - Ent�o quem copiou?

O que quer dizer?

Cada p�gina daqueles documentos

foi reunida em dois arquivos separados.

Um foi para a promotoria e outro para a defesa.

Algu�m deve ter copiado o original para...

Sim. Este seria o sr. Johnson,

nosso escriv�o. Ele est� ali.

Se me der licen�a.

Sr. Johnson?

Detetive Murdoch, pol�cia de Toronto.

- Tenho umas perguntas. - Agora?

Estou ocupado.

Voc� � o escriv�o que copiou o relat�rio

do julgamento da dra. Julia Ogden?

- Sou. - Sabe que uma p�gina sumiu

desse relat�rio antes do julgamento?

N�o. N�o sei nada sobre isso.

Pode dizer com seguran�a que as p�ginas foram contadas

quando recebeu o relat�rio do inspetor McCrae?

Como posso saber?

Ele atesta que sim.

Mas uma p�gina estava faltando dos arquivos

que foram para a promotoria e para a defesa.

Coisas se perdem o tempo todo.

- Por voc�? - N�o! Nunca, eu, eu...

Mas se perdeu quando passou pela sua mesa.

Talvez eu deva falar novamente com o inspetor McCrae

- e avisar para ele n�o... - Por favor!

N�o conte ao inspetor.

Conte-me exatamente o que aconteceu.

Dois dias antes do julgamento

encontrei com um homem perto da minha casa.

Ele sabia sobre o julgamento

e at� sabia que o arquivo estava nas minhas m�os.

- Quem era ele? - Nunca o vi antes na vida.

Me ofereceu 100 d�lares para remover 2 p�ginas.

Como poderia recusar?

Duas p�ginas? N�o s� uma?

Uma do relat�rio da pol�cia,

outra do relat�rio do legista.

Mas n�o havia nada nelas,

nada que parecesse importante.

N�o cabe a voc� determinar, sr. Johnson.

Mas eu precisava do dinheiro.

Faz ideia de quanto s�o 100 d�lares?

Minha mulher...

eu precisava do dinheiro, senhor!

Por favor, recomponha-se, homem

Olhe esta foto.

Esse � o homem que te deu dinheiro?

N�o. N�o o reconhe�o.

Ent�o quem era?

Eu disse que nunca o vi antes.

Ele tinha um cavanhaque.

Um rosto �spero...

e falava engra�ado.

Certo.

Preciso que d� a descri��o para um desenhista.

� claro.

Deve ser o motorista dele.

Vamos ver se sabe de algo?

Precisamos encontr�-lo a s�s para conversarmos.

Certo. Temos que fazer todo o poss�vel

para liberar a dra. Ogden.

Ela n�o merece estar na cadeia.

Ela j� matou algu�m antes.

Henry! Ela � inocente.

Veja... � a nossa chance.

Com licen�a, senhor.

Sim? Como posso ajudar?

Condol�ncias pela morte da sra. Prescott.

Um neg�cio desagrad�vel.

Estamos conduzindo

uma investiga��o adicional sobre a morte dela

� mesmo? Devo chamar o vereador?

N�o, na verdade, queremos falar com voc�.

Pode falar algo sobre o dia que a sra. Prescott morreu?

Levou o vereador a algum lugar naquele dia?

N�o.

Ganhei a tarde de folga naquele dia.

E normalmente tem tardes de folga?

N�o.

Naquela manh� foi tudo normal.

Levei ele ao alfaiate,

e de volta para casa, como sempre.

Geralmente espero depois disso, mas...

naquele dia o vereador entrou em casa e...

voltou pouco tempo depois me dizendo...

para tirar o resto do dia de folga.

Ele vai ao alfaiate todo dia?

S�o neg�cios. Ele � o dono.

Impressively Pressed Tailors na Sherbourne.

J� estive l�. N�o eram muito bons.

Bem, � um bom neg�cio.

Pegamos os ganhos e levamos ao banco todo dia.

Todo dia?

Sr. Wright,

� o legista que fez a necr�psia

em Abigail Prescott?

Est� certo.

Entregou seu relat�rio a essa delegacia, correto?

Sim, sim. Est� certo.

Por acaso tem uma c�pia do relat�rio nos registros?

N�o. Assumi que receberia de volta ap�s o julgamento

Pode dar uma olhada no relat�rio

e dizer se h� algo faltando?

Sim, h� uma p�gina faltando.

Alguma ideia do que a p�gina continha?

Claro. Era a p�gina que detalhava os hematomas

- pelo corpo da v�tima. - Hematomas?

Que hematomas?

Extensos. Bra�os, costas, dorso.

Alguma ideia de que pode t�-los causado?

Provavelmente repetidos golpes mas...

nenhum teve nada a ver com a morte dela

Eram contus�es menores, dolorosas...

- mas n�o s�rias. - Obrigado, sr. Wright.

Se eu puder...

por acaso notou se algum dos hematomas

eram mais recentes que os outros?

Sim. Sim, um no bra�o dela.

- No bra�o quebrado? - N�o, no outro bra�o.

Tinha alguns cent�metros, era bem fresco.

Ent�o algu�m a agarrou.

Roubaram as p�ginas para esconder o fato

de que foi ferida em uma briga?

Ou � uma indica��o de algo mais.

O que est� pensando?

� sua opini�o profissional que Abigail Prescott

- consumiu 100g de l�udano. - Correto.

Dra. Ogden declara que instruiu Abigail Prescott

para consumir um frasco que tinha 16g de l�udano.

E se o l�udano extra n�o foi consumido?

E se foi injetado?

Uma inje��o bruta deixando um hematoma?

� poss�vel.

Por acaso achou alguma marca de inje��o?

N�o. Mas n�o estava procurando por uma.

Se a overdose de l�udano foi injetada

ent�o n�o foi a sra. Ogden que matou a sra. Prescott.

Uma revela��o assim enfraqueceria o caso da coroa

� tarde demais agora.

Ela est� presa.

Bem, temos que tir�-la de l�.

O vereador foi deixado sozinho o resto do dia.

Ele mesmo pode ter dirigido

at� Port Credit, se for o caso.

Devemos relatar ao inspetor, ent�o?

N�o vale muito se ningu�m o viu l�.

Ainda acho estranho visitar os alfaiates todo dia.

� esse lugar aqui, � a pior alfaiataria que j� vi.

Tive que voltar tr�s vezes

e ainda n�o tinham feito as cal�as

A abandonaria se n�o fosse a favorita de Ruthie.

� pouco movimentado. Quanto devem ganhar?

O suficiente para manter as portas abertas.

Mas ganham tanto que t�m que fazer dep�sitos

no banco todo dia?

Estou surpreso que ganhem para fazer um dep�sito por ano.

Higgins!

Aquele cara, �...

� o necessitado que vi na arrecada��o hoje!

Ele n�o parece um necessitado.

Safado! Deve ser um vigarista.

O escriv�o que transcreveu

os documentos para o julgamento

foi pago para tirar 2 p�ginas.

- Pago por quem? - N�o pelo vereador.

Questionamos o escriv�o

e ele nos deu uma descri��o do suspeito.

O inspetor McCrae est� colocando isso pela cidade.

Esse � o homem.

Eu conhe�o esse homem!

O qu�?

Minha querida Bianca est� muito doente.

Cinco minutos do seu tempo. Por favor.

Eu estava indo comprar as passagens de trem

e ele perguntou se eu queria uma carona.

Disse que precisava de um m�dico.

Algu�m estava doente?

N�o, n�o algu�m.

Era a cabra dele, mas n�o pude fazer nada.

Quando voltei ao hotel, Abigail estava morta.

Julia, ele falava de modo incomum?

Sim, ele tinha um sotaque.

Este � ele.

Ele atrasou de prop�sito sua volta ao hotel

para algu�m ter tempo de matar Abigail Prescott

e culpar voc�!

Este � o homem que subornou o escriv�o

e atrasou a volta de Julia para o hotel.

Dif�cil ser coincid�ncia.

H� policiais investigando a �rea e pondo cartazes.

Algu�m pode ter visto algo.

Preciso falar com o detetive Murdoch!

- Quem � esta? - Aquela � a sra. Lipknow.

� dona do hotel em Port Credit.

Senhora? Posso ajudar?

Precisa pagar por este telefonema.

� sua conta de telefone. Por que eu deveria...?

Sua esposa reservou um quarto

e fez essa conta exorbitante,

mas agora est� na cadeia.

A responsabilidade por sua d�vida

- deve ser do marido. - Ela tem raz�o, Murdoch.

Este deve ser o telefonema de Abigail Prescott.

Sim. Que sua alma descanse em paz.

Mas para onde ela ligou para ter uma conta

de um d�lar e dezenove centavos?

Um d�lar e dezenove!

Quase desmaiei quando vi.

N�o devia ter aquela coisa infernal

instalada para come�ar.

Cuidarei disso, sra. Lipknow. Deixe comigo.

Obrigada, detetive.

Acha que � o escrit�rio dele?

Pode ser.

Um contador...

se passando por um necessitado...

para arrecadar doa��es para o vereador.

N�o creio que ele enganou voc� para doar dinheiro.

Ele estava convincente, Henry. Muito convincente.

Nunca devia ter contado isso.

Ainda n�o vejo a conex�o com a alfaiataria.

A menos que n�o seja uma alfaiataria.

Asseguro a voc� que h� um alfaiate l�.

Um velho com um tremor horr�vel nas m�os

N�o � isso, Henry. O que um contador...

estaria fazendo em um neg�cio falido

depois de pegar dinheiro para caridade?

N�o entendi nada.

Ao fingir que este neg�cio ganhou o dinheiro

ningu�m percebe que voc� e o vereador

roubam do povo de Toronto.

Ent�o a alfaiataria � uma fachada.

Veja! L� est� ele de novo.

Vamos conversar.

O que conseguiu?

Bem, senhor, acho que posso determinar

a �rea para a qual Abigail ligou com a informa��o

- desta conta. - Como descobriu?

S� tenho que fazer uma refer�ncia cruzada

do o custo da liga��o com as tarifas de longa dist�ncia.

- N�o vai levar uma era? - Bem, n�o, senhor.

Um d�lar e dezenove centavos

� divis�vel apenas por dois n�meros:

- Sete e dezessete. - E um e cento e dezenove.

Bem, sim.

Mas provavelmente podemos descartar essas

pois n�o h� regi�es que custem um d�lar e dezenove por minuto

e sabemos que n�o ficou no telefone por 119 minutos.

Continue.

Ou fez uma liga��o de 7 minutos

com taxa de 17 centavos por minuto,

ou uma liga��o de 17 minutos com taxa de...

- Sete centavos por minuto. - Precisamente.

O que reduz drasticamente as possibilidades.

Tudo bem... aqui.

Dezessete centavos por minuto.

Paris, Ont�rio.

O vereador n�o mora l�.

N�o.

Mas a m�e de Abigail sim.

Com licen�a senhor.

Voc� conhece o vereador, n�o?

Todo mundo conhece, n�o?

Vimos voc� na alfaiataria dele mais cedo.

Por que estavam me espionando em uma alfaiataria?

- Bem, o que estava fazendo l�? - Sendo direto:

Fingiu ser um sem-teto mais cedo

na arrecada��o de fundos do vereador?

- Que rid�culo. - N�o � rid�culo, senhor.

Voc� estava arrecadando doa��es,

que agora voc� est� planejando

esconder como lucro dessa alfaiataria.

N�o sei do que est� falando.

Eu acho que voc� deve ao meu amigo aqui 25 centavos

- e a mim, um par de cal�as. - O qu�?

Senhor, por que n�o nos diz, sr. Potter,

se esse � realmente o seu nome...

como o vereador est� envolvido nisso tudo?

L�!

N�o sei por que voc� e sua turma

continuam a por sal em minha ferida.

J� n�o � mau suficientemente sua mulher ter causado

a morte da minha filha?

Sra. Delafonte, sinto muito por pedir

algo mais de voc�...

mas eu garanto que � importante.

Vou ser r�pido.

Sua filha, Abigail...

ligou para voc� na noite antes de sua morte?

Sim.

Ela ligou?

O que ela disse?

Abigail me ligou para dizer

que ela havia fugido com aquela mulher...

sua esposa.

Por que ela sentiu a necessidade de lhe dizer isso?

Ela estava com medo, eu suponho.

- Do qu�? - Do que podia acontecer a ela.

Uma mulher n�o pode apenas deixar o marido!

H� consequ�ncias para essas coisas,

que foi exatamente o que eu disse a ela.

Voc�... disse a ela para voltar?

� claro.

Seu marido havia quebrado seu bra�o.

Nenhum casamento � uma coisa simples, detetive.

E ela concordou em voltar para Toronto?

N�o. Ela estava resolvida.

"Venha o que vier".

Foram as �ltimas palavras que ela me disse.

Ent�o, voc� n�o acredita que ela ligou

para o sr. Prescott...

- depois da conversa com voc�. - N�o acredito.

Foi por isso que eu liguei para ele.

Voc�?

Ligou para o sr. Prescott naquela noite?

Liguei.

E voc� disse a ele onde ela estava?

Sim.

� justo que um marido saiba do paradeiro de sua esposa.

Sra. Delafonte, sinto muito por incomod�-la, mas...

preciso que confirme esta liga��o.

- Por qu�? - Preciso apresentar isso

como prova ao juiz.

O vereador Prescott alegou repetidamente

que ele n�o sabia o paradeiro de sua esposa naquela noite.

Ele mentiu.

Mentiu para o juiz, para o j�ri,

para os investigadores...

investigadores que acreditam

que algu�m destruiu provas neste caso.

N�o! Ele n�o faria isso.

O que eu fiz?

N�o.

O vereador sabia onde ela estava,

ent�o, pode ter ido at� l� para mat�-la.

No m�nimo, agora posso provar ao juiz

- que ele mentiu sob juramento. - E agora?

Bem, eu telefonei para Effie Crabtree.

Pegaremos o depoimento da m�e

e prepararemos nosso caso para apela��o.

Inspetor Brackenreid.

Murdoch! � para voc�.

Detetive Murdoch.

Algo ruim est� prestes a acontecer com sua esposa.

O qu�?

Da pr�xima ser� pior.

Largue o caso.

Quem �?

Al�?

- Ei, garota nova! - Perd�o?

- Voc� roubou meus cigarros? - N�o, eu n�o fumo.

Eu disse para devolver meus cigarros!

Parem de brigar!

- N�o. - Foi ela!

- Ela me atacou! - Ela est� mentindo!

- Ela tentou me matar! - N�o importa.

Ambas v�o para a solit�ria. Prossigam!

N�o!

Como assim, n�o posso falar com ela?

Onde ela est�?

O que eles disseram?

Apenas que ela n�o est� na cela.

- Eu... eu tenho que ir l�. - V�. V�!

Excel�ncia, claramente houve interfer�ncia externa no caso.

Ainda ontem soube que o escriv�o da pol�cia

removeu duas p�ginas do processo ap�s ser subornado.

P�ginas que n�o fariam diferen�a para o resultado deste caso.

O que meu erudito amigo n�o mencionou

� que havia algo nessas p�ginas

que algu�m n�o queria que a corte soubesse.

O que havia naquelas p�ginas?

A primeira detalhava uma liga��o que a falecida fez

na noite anterior para sua m�e,

que por sua vez ligou para o vereador Prescott,

- para resgat�-la. - Relev�ncia, meu senhor?

Uma terceira pessoa na cena do crime

muda completamente este caso

e lan�a uma sombra sobre a teoria

que meu erudito amigo exp�s no julgamento.

Mas, mais importante, o sr. Prescott mentiu.

Ele alegou n�o saber do paradeiro de sua esposa

na hora de sua morte, mas de fato

ele sabia exatamente onde ela estava.

- E a segunda p�gina? - A segunda p�gina detalhava

hematomas por todo o corpo da falecida.

Excel�ncia, parece que minha amiga esqueceu

que a v�tima morreu de overdose de l�udano,

n�o de batidas e hematomas.

Hematomas que podem estar cobrindo uma marca de inje��o

que pode ter sido administrada por terceiros,

ou seja, o vereador Prescott.

Meu senhor, essas s�o alega��es caluniosas.

Estamos agora condenando um homem inocente

sem um julgamento?

Eu achava que era preciso ser condenado por um tribunal

antes de ser considerado culpado.

Estou apenas articulando uma vers�o dos eventos

que se ajusta melhor aos fatos

como os conhecemos agora.

Seja como for, esses fatos lan�am d�vidas

sobre a condena��o da dra. Ogden neste caso.

Reconhe�o que h� discrep�ncias de algum interesse...

mas n�o parecem significativos o suficiente

para anular uma condena��o,

- sra. Crabtree. - Ainda n�o,

mas elas exigem que reexaminemos

a evid�ncia crucial neste caso: o m�todo da morte.

Ela morreu de l�udano.

- Nisso n�o h� d�vida. - N�o a causa, o m�todo.

Por isso pe�o humildemente que o tribunal ordene a exuma��o

- do corpo de Abigail Prescott. - Para qu�?

Se um dos hematomas em seu corpo

estava encobrindo uma marca de inje��o

que n�o havia sido considerada,

ent�o, podemos supor que a dose fatal

foi administrada por uma seringa.

- Excel�ncia... - Assim, as acusa��es

contra a dra. Ogden n�o se sustentam!

Excel�ncia, perturbar um cad�ver n�o � uma coisa simples.

� impr�prio e desrespeitoso

profanar um local de descanso por um capricho fantasioso!

Uma exuma��o exigiria permiss�o da fam�lia do falecido.

Excel�ncia, o vereador Prescott n�o fornecer� tal permiss�o.

Se pedirmos e ele negar,

podemos encerrar todo esse assunto?

Foi provado que o sr. Prescott mentiu neste tribunal.

N�o podemos deixar essa decis�o nas m�os dele.

Acontece que...

o vereador n�o � a �nica fam�lia da falecida.

Sra. Crabtree...

se conseguir a permiss�o da m�e da sra. Prescott...

eu aprovarei a exuma��o.

Eu quero ver Julia Ogden imediatamente!

Detetive Murdoch!

Obrigado.

- Sua esposa est� bem. - Onde ela est�?

Ela esteve em uma briga com outra detenta

e sofreu uma lacera��o no antebra�o.

- O qu�? - Mas ela est� bem de sa�de.

- Leve-me at� ela imediatamente. - Eu n�o posso.

Ela passou a noite na solit�ria

como qualquer outra detenta.

Levamos esse tipo de briga muito a s�rio.

- A ferida dela foi tratada? - Sim.

A ferida foi limpa e enfaixada.

Nossas enfermeiras s�o bem treinadas.

Sr. Warden, eu recebi uma liga��o telef�nica

amea�ando a vida de Julia.

Precisamos colocar um guarda com ela o tempo todo.

Mais de um, se poss�vel.

N�o tenho como saber quem est� fazendo essas amea�as.

Detetive...

voc� parece paranoico.

Recebi esta liga��o na delegacia.

Farei com que ela receba supervis�o adicional

por enquanto.

Obrigado.

Parece tosse de fumante.

N�o me admira que queria tanto seus cigarros de volta.

Continue me provocando e veja o que acontece, querida.

Sabe, eu n�o acredito que seus cigarros tenham sumido.

Foi apenas uma desculpa para me atacar.

Algu�m contratou voc�?

N�o diria que voc� � o tipo de dama

com uma longa lista de inimigos.

Mas aqui estamos.

Quem foi?

Voc� n�o gostaria de saber.

Eu n�o culpo voc�.

Eu n�o me importo de um jeito ou de outro.

Eu sei o que � ser uma mulher em uma posi��o vulner�vel...

sendo manipulada por pessoas com m�s inten��es.

Isso parece uma maneira longa e elegante

de dizer que tem pena de mim?

- Eu odeio pena. - N�o � isso.

Quem a contratou, a est� usando para fazer o trabalho sujo

enquanto voc� leva a culpa.

Voc� poderia ter se machucado.

Ou voc� poderia ter me matado

e ser condenada � pris�o perp�tua.

Pessoas assim n�o merecem ser protegidas.

Cinquenta d�lares.

- Perd�o? - Esse � o meu pre�o.

Cinquenta d�lares e eu lhe darei o nome.

Murdoch!

A exuma��o da sra. Prescott foi aprovada.

A m�e concordou com isso.

Come�ar� amanh� cedo.

S�o boas noticias.

Quem far� o exame?

O legista original,

mas supervisionado pela srta. Hart.

O juiz aceitou enviar o corpo ao nosso necrot�rio.

Por que isso?

Aparentemente, todo mudo quer comparecer.

- Somos os �nicos com espa�o. - Entendo.

Eu tamb�m gostaria de participar.

Boa sorte em conseguir que o juiz aprove isso.

Olhe, n�o se preocupe. Vou garantir que tudo corra bem.

Se encontrarmos a marca da seringa,

tudo isso acabar�.

E se n�o o encontrarmos?

Temos que inocentar Julia, agora.

Ela foi atacada na pris�o.

A vida dela est� em perigo.

Ent�o, est�o roubando de cidad�os caridosos?

� o que suspeitamos, senhor.

Isso � mais baixo que a barriga de uma cobra.

Esse cara fingiu ter uma perna ruim

para angariar doa��es por simpatia.

- Uma vergonha absoluta. - Onde ele est� agora?

Ele fugiu, senhor.

Ele era surpreendentemente r�pido.

Mas a alfaiataria � o centro de tudo;

- Para l� que levam o dinheiro. - Parece.

Pegue alguns rapazes e vasculhe o lugar.

- Com prazer. - Precisamos pedir a um juiz?

Olhe, n�s sabemos que eles s�o culpados.

Melhor pedir perd�o do que permiss�o,

� o que sempre digo.

Senhor.

Pol�cia de Toronto!

- Ajuda! Aqui! - Quem est� a�?

- Higgins, atr�s dele! - Rapazes!

Sr. Potter.

Voc� est� bem?

Estou vivo, se � o que est� perguntando.

- Sabe quem era aquele homem? - N�o sei.

- Ele fugiu. - Os rapazes est�o atr�s dele.

- Voc� o reconheceu? - N�o.

Do esbo�o da pol�cia! Aquele � o capanga do vereador.

Ele foi enviado pelo sr. Prescott?

Admiro muito seu trabalho, srta. Hart.

- Obrigada. - Eu li sobre voc� nos jornais.

Voc� � uma grande inspira��o para os iniciantes.

� verdade?

Ficaram alvoro�ados com as mortes de bruxas

que voc� solucionou no ano passado.

Envenenamento por Ergot...

imagine isso.

Na verdade, a v�tima morreu de anafilaxia.

Mas eu agrade�o o sentimento.

- Podemos come�ar? - � claro.

Caso 583, exuma��o de Abigail Prescott.

Bem, ela n�o est� enterrada h� muito tempo.

Parece que a condi��o de frio ajudou.

O sr. Wright e eu examinaremos a pele

em busca de perfura��es ou marcas de inje��o.

- Eles n�o encontraram nada. - Nada?

N�o havia perfura��es ou marcas de seringa

em qualquer parte de seu corpo.

N�s est�vamos errados. Sinto muito.

- Detetive William Murdoch. - William...

descobri quem mandou aquela detenta tentar me matar.

Descobriu? Quem foi?

O nome dele � Gunnar Bj�rnsson.

Sua descri��o corresponde � do fazendeiro

que subornou o escriv�o.

E preciso que envie 50 d�lares para um endere�o,

conseguir esse nome n�o foi barato.

Pode n�o fazer nenhuma diferen�a.

A exuma��o foi um fracasso.

N�o rendeu nada.

O que isso significa?

Sem a marca da seringa, ou as p�ginas faltantes,

qualquer coisa que Bj�rnsson tenha feito

torna-se circunstancial.

Sem consequ�ncias.

Sinto muito, J�lia.

O que voc� est� fazendo?

H� uma pequena marca no l�bio.

- Onde? - Aqui.

Isso s� me faz pensar: se n�o for uma marca de seringa,

talvez a tenham for�ado a abrir a boca de alguma forma.

Dando-lhe l�udano contra a sua vontade?

Precisamente.

Eu teria notado um dente lascado ou um partido no l�bio.

Al�m disso, n�o vejo como isso poderia ser estabelecido.

Voc� examinou o interior da boca?

- Sim. - Mas, eu admito,

n�o com uma mente focada em encontrar tais indicadores.

Tem certeza que ele trabalha para Prescott?

Absolutamente.

Ele est� tentando me matar.

Depois de tudo que fiz por ele?

O que, exatamente, voc� fez por ele?

Eu n�o vou lhes dizer nada.

Senhor, como pode ver,

policiais est�o coletando cada peda�o de papel neste lugar

e outros no seu escrit�rio.

- E da�? - Se tem roubado da caridade,

n�s descobriremos, quer voc� nos ajude ou n�o.

Por que est� protegendo algu�m que quer voc� morto?

Se eu ajudar a conden�-lo,

voc�s podem me manter fora da pris�o?

Isso pode ser algo que podemos arranjar.

Cuido das contas do vereador h� mais de uma d�cada

e ele realmente est� roubando dinheiro.

- Da caridade para o hospital? - Entre outras.

Administramos as doa��es atrav�s da alfaiataria

para parecerem ganhos leg�timos quando as depositamos.

Ent�o, eu cuido das finan�as para garantir isso.

Roubar de um hospital � particularmente podre.

O hospital � apenas a ponta do iceberg.

Est� tudo bem?

S� olhando mais uma coisa.

Agora, espere. O objetivo da exuma��o

era procurar uma marca de seringa.

Levar� apenas um momento.

Este exame n�o foi explicitamente solicitado...

- O que � aquilo? - Meu Deus.

Gunnar Bjornsson. Amea�as,

agress�o, tentativa de homic�dio.

E tem mais.

A �ltima vez que esteve preso,

ele foi solto por ningu�m menos

que o vereador Prescott.

Essa � uma conex�o direta.

Temos seu �ltimo endere�o. Os rapazes e eu vamos traz�-lo.

E Crabtree e Higgins conseguiram que o contador falasse.

O vereador vai cair de um jeito ou de outro.

O �nico problema � que nada disso inocenta Julia.

- McNabb? - Temos not�cias do necrot�rio.

- Gunnar Bj�rnsson? - Primeiro e �nico.

Voc� est� preso por suborno,

interfer�ncia em uma investiga��o

e tentativa de homic�dio.

Posso terminar meu ensopado primeiro?

N�o banque o esperto. Tirem-no daqui!

Que desperd�cio.

Obrigados pela sua paci�ncia.

Conclu�mos nosso exame

do corpo exumado de Abigail Prescott.

N�o havia marcas previamente desconhecidas na pele.

No entanto, encontramos uma anomalia

que n�o foi descoberta no autopsia original.

Sim. Um objeto estranho na boca da falecida,

preso no fundo do es�fago.

O objeto parece ter se movido para o topo da garganta

devido � decomposi��o do corpo.

Por isso n�o foi encontrado anteriormente,

apesar do bom trabalho do sr. Wright.

Um bot�o de lat�o.

Um bot�o?

Por que ela teria engolido um bot�o?

N�o, n�o recebi..

Isso � tudo? Bom dia, detetive.

Foi ele.

J� assinei a peti��o

e espero ter um plano em vigor j� na pr�xima semana.

Por favor, desculpem-me por um momento.

Detetive Murdoch, � claro.

A que devo o prazer?

Acredite em mim, vereador.

O prazer � todo meu.

� mesmo?

E eu achando que n�o gostava de mim.

Eu n�o gosto.

O que voc� est� fazendo?

J� chega de ass�dio, detetive.

Vereador Prescott, voc� est� preso

pelo assassinato de sua esposa, Abigail Prescott.

Cada evid�ncia detalhando os crimes do vereador.

Desta vez, o suficiente para afast�-lo por muitos anos.

Provas de seus crimes financeiros...

e o bot�o que o coloca na cena do crime.

A sra. Prescott estava nos enviando uma mensagem.

Acha que ela engoliu de prop�sito, senhor?

Em seus momentos finais, sim.

Trazendo-o � justi�a do al�m-t�mulo.

Al�m de tudo isso, esse Bj�rnsson

entregou o vereador mais r�pido que um raio.

Ele admitiu ter distra�do a dra. Ogden

enquanto o vereador assassinava sua esposa.

Eu estaria disposto a apostar

que esse � finalmente o fim do vereador Prescott.

N�o h� d�vida de sua inoc�ncia agora.

Estou t�o aliviada, William.

Effie disse que o promotor pedir� ao juiz

que anule o veredito pela manh�.

- Serei liberada ao meio-dia. - Isso � maravilhoso.

N�o posso suportar a ideia

de voc� passar mais uma noite aqui.

Nem eu.

Embora, o diretor tenha estendido uma bandeira branca

� luz da minha pris�o injusta.

Ele me convidou para um jantar em fam�lia.

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