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Por que vocĂȘ nĂŁo quer ser modelo!? Diz o que Ă© que eu resolvo.
[Angel] Eu nĂŁo posso mais.
[Angel] A minha avĂł descobriu tudo.
[Visky] E vovĂł tĂĄ lĂĄ embaixo, com cara de cĂŁo de guarda.
[Fanny] NĂŁo, pelo amor de Deus... Me explica o que tĂĄ acontecendo.
[Fanny] O que Ă©? O que aconteceu?
[Angel] Eu saĂ com um cara...
[Angel] ...e ele tinha problema cardĂaco.
[Angel] AĂ a gente estava no hotel...
[Angel] ...ele passou mal e morreu.
[Visky] Que horror, coitado. [Fanny] Mas como assim!?
Eu tirei vocĂȘ do book rosa!
Ă uma traição vocĂȘ fazer isso, mesmo eu dizendo que nĂŁo podia!
Conseguiu fugir sem ser notada?
NĂŁo...
Eu fui pra polĂcia.
Eu tive que ficar lĂĄ com o delegado atĂ© alguĂ©m ligar dizendo que nĂŁo foi homicĂdio.
Que bafĂŁo! TĂŽ passada.
[Angel] O delegado fazia questão da presença da minha mãe.
Mas aĂ ele ligou lĂĄ pra casa e falou com a minha avĂł, e ela foi pra lĂĄ.
[Fanny] Meu Deus do cĂ©u. O que vocĂȘ falou pro delegado?
Que eu ia com os caras que chegavam em mim nos eventos.
Mas nĂŁo falei de vocĂȘ, nem da agĂȘncia.
Das traiçÔes, a menor, né?
Agora, de onde surgiu esse cara? Quem fez esse contato? NĂŁo mente.
Ninguém.
[Angel] Eu precisava de dinheiro, e tinha guardado um cartĂŁo que ele tinha me dado em um evento.
[Fanny] CĂȘ fez muito mal. NĂŁo falei que ia te ajudar?
[Fanny] Se precisasse de dinheiro, eu te emprestava! Eu nĂŁo falei?
[Angel] Ă...
[Angel] Mas eu precisava ganhar dinheiro por mim.
A dĂvida da minha avĂł Ă© muito pior do que vocĂȘ imagina.
Eu sei que eu errei.
[Angel] Mas agora nĂŁo adianta falar nada. Eu vou embora, mesmo.
Absoluta, nĂłs vamos ficar sem a nossa Angel pra sempre?
Não, bicha burra! à só até a poeira baixar.
A polĂcia vai querer investigar minha agĂȘncia...
[Fanny] VocĂȘ tem toda razĂŁo. CĂȘ tem que sumir por um tempo, Angel. Depois vocĂȘ volta.
[Angel] Fanny, eu fiz um trato com a minha avĂł pra ela nĂŁo contar pra minha mĂŁe.
Eu nĂŁo volto nunca mais.
Ă Angel, tirando a morte, nada Ă© definitivo nessa vida. O mundo gira... tudo muda.
[Visky] As pessoas mudam, as situaçÔes tambĂ©m, e cĂȘ acaba voltando, Angelzinha.
[Fanny] Ă Visky...
O que cĂȘ tĂĄ fazendo? Todo pintado, de cĂlio postiço.
[Visky] Botei pra dar um realce nos meus belos olhos. [Fanny] Vai lavar essa cara.
[Fanny] JĂĄ te falei milhares de vezes. Isso aqui Ă© uma agĂȘncia de modelos, nĂŁo uma boate de drag queens
[Visky] Ai, doeu.
[Fanny] Me apresenta a sua avĂł, Angel.
[Fanny] Vamos lĂĄ embaixo.
[toques de telefones]
[Fanny] Eu jå conheço a mãe...
[Fanny] ...agora vou conhecer a avĂł da nossa Angel.
[Fanny] Muito prazer, eu sou Fanny, a dona da agĂȘncia.
[Hilda] Eu sou Hilda.
[Hilda] E a minha neta se chama Arlete.
[Fanny] Ai! Eu chamei pelo nome artĂstico...
[Fanny] Ă que sua neta Ă© uma das modelos mais promissoras da minha agĂȘncia.
Era. NĂŁo serĂĄ mais. Ela nĂŁo lhe contou?
Claro.
Ela, inclusive, contou o que aconteceu.
Dona Hilda...
Eu lhe asseguro.
[sussurra] Aqui isso nĂŁo acontece. Ă crime.
[Fanny] Acho, inclusive, que deviam fechar essas agĂȘncias que envolvem meninas em... prostituição.
Ainda bem que pensa assim. A minha filha, Carolina, tem grande admiração pela senhora.
Dona Hilda, as minhas modelos sĂŁo... as filhas que nĂŁo tive.
[Fanny] E olha...
[Fanny] Uma sĂĄbia decisĂŁo sua...
Deixar a An-... Arlete...
...um pouquinho afastada.
Depois ela volta a desfilar.
NĂŁo hĂĄ a menor possibilidade disso acontecer.
[Fanny] Lourdeca!
[Fanny] Lourdeca, tem algum pagamento pra nossa querida?
[Lourdeca] Vejo agora mesmo, Fanny. [Fanny] TĂĄ. Se tiver, paga logo.
[Fanny] Olha, eu tĂŽ aqui. Pra o que vocĂȘ quiser.
[Fanny] Se quiser vir conversar... o que vocĂȘ precisar.
[Fanny] Conta comigo, eu tĂŽ aqui.
Obrigada. Eu sei que cĂȘ Ă© minha amiga. Sempre me ajudou.
[Fanny] Eu vou te ajudar sempre.
[Fanny] Vamos. Tchau.
[Fanny] Até logo, Dona Hilda. [Hilda] Até logo.
[Fanny] Enorme prazer.
[Giovanna] Angel! Tudo bem? [Angel] Tudo.
[Lourdeca] Eu agilizo os pagamentos e aviso, tĂĄ?
[Angel] Obrigada. Até qualquer hora.
[Giovanna] Que papo é esse de até qualquer hora?
NĂŁo Ă© da tua conta, querida.
Sobe que eu tenho que conversar com vocĂȘ.
[Hilda] Jå conseguiu uma solução pros nossos problemas?
[Oswaldo] Uma, possĂvel.
[Oswaldo] Mas vão ter que ter muita coragem e força.
[Angel] VĂŁo fazer o quĂȘ? [Hilda] Em casa a gente conversa, vamos.
[Hilda] Calma, Arlete. NĂłs vamos resolver esse problema.
[Giovanna] E aĂ?
[Giovanna] Vai me arranhar toda?
[Fanny] Por que eu faria isso?
SaĂ com o Anthony. Seu homem.
Ah... Isso?
[Anthony] Gostaria de participar da conversa. [Fanny] Ă meu amor...
[Fanny] O assunto Ă© que eu tenho um trabalho aqui, pra essa garota.
Trabalho?
[Fanny] Ă, talvez dois.
[Fanny] VocĂȘ nĂŁo ia levar sua mĂŁe pra fazer uns exames?
[Anthony] Ia. AliĂĄs, vou. TĂĄ na minha hora.
[Anthony] CĂȘs vĂŁo ficar bem?
[Fanny] Por que nĂłs ficarĂamos mal?
[Anthony] Ok.
[Anthony] Nos vemos depois. [Fanny] Uhum.
TĂŽ mega curiosa.
O que cĂȘ tem pra me dizer?
Pra casa do meu pai?
[Hilda] A Carolina nĂŁo vai aceitar. Ela Ă© muito apegada Ă filha
Nem eu quero ficar longe da minha mĂŁe, vĂł.
[Oswaldo] Olha, eu disse que era preciso coragem e força.
[Oswaldo] Arlete, Ă© bom vocĂȘ mudar de ambiente, ficar um tempo fora.
Mas eu jĂĄ saĂ da agĂȘncia, seu Oswaldo.
[Oswaldo] O problema nĂŁo Ă© sĂł a agĂȘncia.
[Hilda] Nisto ele estĂĄ certĂssimo.
Os clientes vĂŁo te procurar... VocĂȘ jĂĄ cedeu uma vez e...
Olha, no interior ninguém sabe de nada.
[Oswaldo] VocĂȘ vai ter tempo de se refazer. [Angel] Mas eu tenho aula.
Meu colégio é aqui, vó.
[Hilda] Isso nĂŁo Ă© difĂcil de resolver.
[Hilda] Sua transferĂȘncia ainda estĂĄ em trĂąnsito. Eu dou um jeito.
[Oswaldo] O importante Ă© cortar o mal pela raiz. Vai doer.
[Hilda] Arlete...
[Hilda] VocĂȘ teve coragem pra fazer besteira.
[Hilda] Tenha força pra desfazer.
[Hilda] VocĂȘ vai pra casa do seu pai.
[Angel] O que a gente vai falar pra minha mĂŁe? [Hilda] Eu nĂŁo sei!
Que vocĂȘ tĂĄ com dificuldade no colĂ©gio, que...
...que estĂĄ com saudade do seu pai, que...
...que vocĂȘ quer conhecer a nova familia dele... Eu nĂŁo sei, Arlete! Eu nĂŁo s-
A minha mĂŁe vai sofrer muito, vĂł.
Menos do que se souber a verdade.
E quem disse que meu pai me quer lĂĄ? Ele nunca me liga.
[Hilda] Eu falo com ele.
[Hilda] Oswaldo...
[Hilda] VocĂȘ poderia nos levar a SĂŁo Carlos hoje, pra casa do pai dela?
[Oswaldo] Posso.
[Oswaldo] Eu sĂł espero que o carro chegue lĂĄ.
Hoje, vĂł?
[Hilda] Ă melhor.
[Hilda] VĂĄ fazer suas malas.
[Hilda] VĂĄ, Arlete.
[Carol] Ai... [pigarreia]
[Carol] Aconteceu alguma coisa? Atrasou.
Ah, nĂŁo... eu passei no hospital antes.
E vocĂȘ? Como tĂĄ?
Eu tĂŽ bem. Preocupada com vocĂȘ.
Ă... Nossa conversa... VocĂȘ... se magoou?
[Everaldo] NĂŁo, nĂŁo... De maneira nenhuma.
[Everaldo] Eu precisava dizer o que sinto por vocĂȘ. Sou sincero.
[Everaldo] E não perdi as esperanças, viu?
[ambos riem]
[Carol] Um dia eu vou estar preparada pra uma nova relação.
[Everaldo] Vai sim.
[Everaldo] SĂł espero que nada disso afete nosso trabalho aqui. [Carol] NĂŁo, nunca. Imagina.
[Carol] Posso mandar entrar a paciente? [Everaldo] Pode.
Mega-top fazer o catĂĄlogo que a Angel desistiu.
O Visky mandou seu book pro cliente. Se ele aprovar as fotos, elas serĂŁo feitas amanhĂŁ.
[Fanny] Esteja preparada. [Giovanna] Beleza.
[Fanny] O dono da confecção que fez o catålogo é...
...meio atirado.
Ele pode querer alguma coisa a mais...
Se acontecer, vocĂȘ me avisa, que Ă© pra eu colocar o meu percentual na nota.
Claro. NegĂłcio Ă© negĂłcio.
[Fanny] Bom, tem um outro trabalho, também...
[Fanny] ...um tipo que raramente acontece aqui na agĂȘncia.
[Giovanna] Tipo o quĂȘ?
[Fanny] NĂŁo Ă© propriamente um evento...
[Fanny] à um jovem empresårio... ele jå lançou produtos aqui comigo.
[Fanny] Ele vai casar. Ele sabe do book rosa...
[Fanny] Quer uma... despedida de solteiro.
[Giovanna] Sei. Tipo uma pegação.
[Fanny] Outras modelos também vão.
Paga muito bem. Quer?
Me då o endereço.
Adoro festĂŁo.
Querida...
Nesse festĂŁo, o cardĂĄpio Ă© vocĂȘ.
Essa Ă© a parte que eu mais gosto.
[Fanny] Atirada, vocĂȘ! [ri]
[Fanny] Se joga!
Algum problema?
Ou sĂł quando Ă© com teu homem?
Minha querida, eu sou profissional. NĂŁo se preocupe.
O Anthony Ă© meu homem, sim.
Mas ele belisca umas modeletes por aĂ. Ăs vezes tem uma paixonite, como essa por vocĂȘ.
[Giovanna] Paixonite? [Fanny] Ă.
E cĂȘ fica com as sobras.
Querida, quem fica com as sobras Ă© vocĂȘ.
Pra mim, ele vem inteiro.
Ele depende até dos meus centavos.
CĂȘ nĂŁo se sente mal por comprar um homem?
Tanto quanto vocĂȘ se sente por se vender.
[Fanny] Eu jå fiz isso, também.
Mas o tempo passa... JĂĄ me vendi.
Agora eu compro.
EntĂŁo... sem raiva?
Sai com o Anthony se vocĂȘ quiser.
Mas uma coisa Ă© certa:
De vocĂȘ ele vai cansar.
Do meu dinheiro ele nĂŁo vai cansar nunca.
[Visky] Kika! Foi recorde, jĂĄ veio o OK.
[Visky] Fotografa amanhĂŁ. Ă moda jovem, breguinha.
[Visky] Nem tudo Ă© luxo na vida.
[Giovanna] TĂĄ mara... Sam!
[Giovanna] DĂĄ pra gente trocar uma ideia? [Sam] DĂĄ, claro.
[Lourdeca] Vai dizer que essa aà também gosta do barato. [Visky] Todas gostam, baleia.
[Lourdeca] Eu nunca usaria essas coisinhas. [Visky] Se usasse talvez nĂŁo fosse tĂŁo amarga.
[Lourdeca] Amarga Ă© vocĂȘ, Largarta!
[Lourdeca] Nem usar maquiagem pode, jĂĄ eu me pinto do jeito que quiser.
[Visky] Mas continua horrorosa.
[Giovanna] JĂĄ saquei que cĂȘ tem umas coisinhas. [Sam] TĂĄ interessada no quĂȘ?
[Giovanna] Qualquer coisa sem cheiro. [Sam] JĂĄ Ă©.
[GIovanna] Marcar um almoço lĂĄ em casa, cĂȘ topa? SĂł nĂŁo sai falando pra geral onde eu moro.
[Sam] Fica tranquila. Ser discreto no meu trabalho Ă© de lei.
[Divanilda] Agora Ă© assim? Vai pra casa do Sam toda noite?
[Larissa] TĂŽ de boa. TĂĄ rolando suave com ele.
[Divanilda] Teu pai vai desconfiar. [Larissa] Desconfiar de quĂȘ?
[Divanilda] AtĂ© hoje eu sempre te busquei dos eventos, depois da saĂda com os homens...
Ele vai continuar fingindo que nĂŁo sabe.
NĂŁo sabe mesmo, Larissa. NĂŁo Ă© fingimento.
Sabe uma coisa? TĂŽ cansada de sair dando pra todo mundo pra vocĂȘs terem boa vida.
[Divanilda] TÎ pensando no teu futuro. Fazer um pé-de-meia gordo pr-
[Larissa] TÎ pensando no presente! [Divanilda] O Sam tå virando tua cabeça!
MĂŁe, Ă s vezes bate um vazio...
Falta de sentido na vida.
Filha, eu...
Vou entrar. Se vai dar trabalho, jĂĄ sabe. Vou pra casa do Sam.
Ele me ajuda a esquecer esse vazio.
[Divanilda] Espera...
[Divanilda] Larissa...
[FĂĄbia grunhe]
Esse ultrassom nĂŁo acaba nunca, doutor. Minha bexiga vai acabar explodindo aqui.
[doutor] SĂł mais um minutinho, Dona FĂĄbia.
Seu mĂ©dico pediu especial atenção nessa regiĂŁo do fĂgado.
Isso se ela ainda tiver fĂgado.
[doutor] Tem, e estå em perfeitas condiçÔes.
[doutor] A senhora tem um fĂgado de broto. AparĂȘncia jovem.
[Anthony] InacreditĂĄvel. [FĂĄbia] Eu disse pra vocĂȘ!
O ĂĄlcool conserva o fĂgado.
SĂł se for fora do corpo, porque dentro dĂĄ cirrose. Mata.
Vou ter que te levar pro otorrino, Anthony. TĂĄ ficando surdo, Ă©?
NĂŁo ouviu o que o mĂ©dico disse? TĂŽ mais inteira que vocĂȘ. [ri]
[doutor] Prontinho, Dona FĂĄbia.
[doutor] Agora a senhora jĂĄ pode se limpar.
Graças a Deus, que geleca mais desagradåvel!
Pronto, Anthony. Agora vocĂȘ devolve meu dinheiro, que eu preciso brindar ao meu fĂgado juvenil.
Primeiro vamos esperar o resultado do exame de sangue. TĂŽ achando que vai vir uma surpresa por aĂ.
CĂȘ tĂĄ querendo me ver morta, Ă©?
MĂŁe, que absurdo cĂȘ dizer isso.
Absurdo Ă© nĂŁo ter toalete aqui perto, ui!
Que Ă©? Que cara Ă© essa, Anthony?
Doutor, depois de um ultrassom demorado desse, nĂŁo ter toalete aqui perto Ă© caso de emergĂȘncia!
VocĂȘ vĂŁo acabar vendo as cataratas do Iguaçu aqui!
[FĂĄbia suspira] Ufa!
Pronto.
Anthony, agora devolve meu dinheiro, viu?
[FĂĄbia] Ă, eu sei que vocĂȘ tem seu jeito de conseguir dinheiro.
[FĂĄbia] SĂł nĂŁo me diz como.
VocĂȘ sabe, eu sou modelo.
Quando foi teu Ășltimo desfile? CadĂȘ fotos nas revistas?
[Anthony] Justamente por isso que tenho que economizar.
Anthony, nem sei onde vocĂȘ mora!
NĂŁo precisa, vocĂȘ tem meu celular, tĂŽ sempre aqui.
Ok, quer saber de uma coisa?
Eu tenho certeza que esse teu modo de conseguir dinheiro...
[Fåbia] ...não te permite ficar me dando liçÔes de moral, viu?
[FĂĄbia] MĂŁe tem faro.
O resultado do seu exame de sangue vai ser sua lição de moral.
Até lå, eu não devolvo o dinheiro.
VocĂȘ Ă© um filho horrĂvel!
[Anthony] Mas cuido de vocĂȘ como ninguĂ©m.
E nĂŁo Ă© fĂĄcil, viu, Dona FĂĄbia?
[FĂĄbia] Filho da mĂŁe.
[Alex] Até breve.
[Estela] Doutor Alex...
[Estela] Ela ligou, disse que era urgente, e eu marquei.
[Alex] Nunca mais marca sem falar comigo. [Estela] Sim, senhor.
[Alex] Fala, Fanny. Eu tĂŽ ocupado.
[Fanny] à sério.
[Fanny] Mudanças no panorama angelical.
[Edgard] Bom dia, eu queria ir no departamento pessoal.
[secretåria] à a regra. Pra subir, só com autorização.
[Edgard] Meu irmĂŁo trabalhava aqui. Adorava.
[Edgard] Mas morreu em um acidente.
[Edgard] Eu... queria tentar uma vaga.
[secretĂĄria] A secretĂĄria do dono, Doutor Alexandre, ela Ă© gente boa.
[secretĂĄria] Vem amanhĂŁ cedo, quando ela estiver chegando. Quem sabe ajuda.
[Edgard] Nem sei como te agradecer.
A Angel desistiu de ser modelo.
[Fanny] A avĂł exigiu.
[Fanny] Parece que a mãe também. Disseram que prejudica os estudos.
[Alex] Ela tem que voltar pra mim.
[Alex] Ela vai poder estudar, vai poder trabalhar, nĂŁo vai faltar nada pra ela nem pra famĂlia dela.
[Fanny] Calma.
[Fanny] O problema Ă© que ela vai ficar fora da minha influĂȘncia.
[Fanny] Mas eu vou manter contato, vou procurar como amiga.
VocĂȘ sabe o que acabou de acontecer, nĂ©, Fanny?
O contrato, que vocĂȘ tanto queria com a minha empresa, acabou de voar pela janela.
VocĂȘ acha sinceramente que eu estou preocupada com isso?
[Fanny] Eu torço pelos amigos.
Eu sei que vocĂȘ Ă© apaixonado pela Angel, nĂŁo nega.
[âȘ blues com piano âȘ]
Sinto falta dela.
Vou fazer tudo pra vocĂȘs voltarem.
Mas Alex, cĂȘ tem que ficar bem.
Eu vou fazer tudo pra isso.
Eu tenho...
...tenho minha namorada, Samia Porto
[Alex] Ela saiu em viagem mas jĂĄ tĂĄ voltando.
Eu conheço, linda! [ri]
Mas Alex, vocĂȘ gosta de garotas, novas...
Eu tenho algumas.
Eu duvido.
Duvido que haja alguĂ©m com a inocĂȘncia dela, com a delicadeza dela.
Eu nĂŁo vou trocar a Angel por uma outra qualquer.
Mas quem falou em trocar?
SĂł pra vocĂȘ ter uma menina atĂ© a Angel voltar.
Eu sei que cĂȘ gosta da Samia...
...mas Ă© diferente do que vocĂȘ sente pela Angel.
CĂȘ precisa se consolar.
Pode ser.
Manda...manda alguĂ©m pra minha suĂte do hotel hoje.
Confesso que tĂŽ me sentindo bastante sozinho.
Eu sei o que é um coração partido.
Anthony, nĂŁo vai rolar a gente hoje.
Pintou um evento e amanhĂŁ eu vou passar o dia inteiro fazendo fotos.
A gente se fala no fim da tarde, tĂĄ?
Um beijo gostoso...
[Pia] E aĂ, vai sair?
[Giovanna] Vai rolar uma mega festa hoje, mĂŁe.
[Pia] Faz parte do investimento misterioso que vocĂȘ quer fazer, com o dinheiro que vocĂȘ me roubou?
[Giovanna] Tipo isso.
TĂŽ levantando a grana pra te devolver.
Que Ăłtimo. Isso vai ser quando? Eu posso saber?
Em breve.
Relaxa, eu tenho planos. CĂȘ vai gostar
Desde que vocĂȘ pegou esse dinheiro do meu cofre, eu perdi a confiança em vocĂȘ, Giovanna.
Eu nĂŁo me conformo.
[palmas, pessoas comemorando]
O que Ă© isso? AlĂŽ! Que espetĂĄculo Ă© esse?
Absoluta! Voltou! Pensei que tivesse ido embora. O Anthony foi-
JĂĄ te falei mais de mil vezes que isto aqui nĂŁo Ă© boate pra dar showzinho, tĂĄ?
[Lourdeca] Eu odeio falar de colega, mas ele vive fazendo isso.
[Larissa] Sinceramente, é até bom, né? Pra ver como é que desfila. Desfiles são tão poucos por aqui.
[Fanny] Levanta do chĂŁo e sobe, que preciso falar contigo.
E vocĂȘ desce so salto, antes que eu te bote pra correr com eles pra rua.
[Larissa] Por que nĂŁo vou fazer a despedida de solteiro?
[Fanny] Esquece a despedida de solteiro. Eu preciso de vocĂȘ pra um serviço muito mais especial.
[Fanny] Ă um empresĂĄrio de altĂssimo nĂvel...
[Fanny] ...muito generoso...
[Fanny] Ele gosta de menininhas novas, meigas, entendeu? Inexperientes...
[Fanny] VocĂȘ Ă© esperta, Larissa. VocĂȘ pode fazer um tipo mais...
[Fanny]...mais angelical. [Larissa ri escandalosamente]
[Larissa] Ă pra fazer, tipo, a idiota?
[Larissa] Boba, idiota, mesmo? [Fanny] NĂŁo, nĂŁo...
[Fanny] Pra fazer uma com pouca experiĂȘncia, entendeu?
[Fanny] Delicada, recatada...
[Fanny] Sem muitos gemidos, economiza nos gemidos, tĂĄ?
[Larissa] Entendi, entendi. [Fanny] E não vai dar uma chave de coxa, né?
[Larissa] SĂł carinho inocente.
[Fanny] Isso, faz a constrangida...
[Fanny] Pede pra ele ter paciĂȘncia com vocĂȘ... [Larissa, infantil] ai!...
[Larissa geme jocosamente] [Fanny ri]
Oi!
[Hilda] Oi, minha filha. [Oswaldo] Oi!
[Carol] UĂ©...
[Carol] TĂĄ tudo bem?
[Angel] MĂŁe, Ă© que...
[Angel para Hilda] Ă melhor cĂȘ falar.
[Hilda] Arlete quer passar uns dias com o pai. Quer conhecer a irmĂŁzinha.
No final de semana?
Talvez um pouco mais.
UĂ©...
Mas e a escola?
Ah, eu dou meu apoio. Falo com a orientadora.
[Carol] Vem cĂĄ. o que houve? VocĂȘ combinaram tudo sem mim?
[Hilda] Carolina, a Arlete veio pedir ajuda. Ela achou que vocĂȘ nĂŁo ia gostar
[Carol] NĂŁo tĂŽ gostando mesmo.
[Oswaldo] Tente entender, Carolina. Ă um direito dela ficar com o pai.
[Hilda] E hoje mesmo eu e o Oswaldo vamos levå-la até lå.
[Carol] Nem pensar!
[Carol] NĂŁo. VocĂȘ estĂŁo escondendo alguma coisa.
[Carol] Pode começar a contar, porque ninguém sai daqui.
[âȘ Abertura: Angel - Massive Attack âȘ]
[Carol] TĂŽ me sentindo traĂda.
VocĂȘ nunca me falou de ter saudade do teu pai.
Nem de querer conviver com a tua irmĂŁ.
Ă direito teu, mas dĂłi.
[Angel] Tenta entender, mĂŁe.
NĂŁo, minha filha, nĂŁo dĂĄ. VocĂȘs nĂŁo me convenceram, nĂŁo.
[Carol] Tem alguma coisa de errado. Aconteceu alguma coisa grave.
TĂĄ bom, mĂŁe.
Eu vou te contar. à porque... Eu não tÎ me adaptando no colégio.
Como assim? Como assim, Lete?
CĂȘ mal entrou.
E tua carreira de modelo?
CĂȘ nĂŁo lembra que eu te falei que ia largar? NĂŁo recompensava, mĂŁe.
[Carol] Sim, filha. Mas vocĂȘ se animou, começou a ganhar dinheiro...
Eu sei que o dinheiro vai fazer falta pra vocĂȘs.
[Hilda] Eu jĂĄ disse pra Arlete que isso tĂĄ fora de questĂŁo.
[Angel] MĂŁe, me deixa ir.
[Carol] Ai, Arlete, vocĂȘ tĂĄ...
[Carol] VocĂȘ tĂĄ grĂĄvida, filha? [Angel] NĂŁo, mĂŁe. Nada a ver.
[Angel] Mas vai ser melhor pra mim.
[Carol] Eu fiz alguma coisa que te magoou?
[Angel suspira]
Coisa minha. Eu juro.
[Angel] Te amo.
[Carol] Ai, meu amor, eu também.
[Carol] Ai, ficar sem vocĂȘ vai ser a morte pra mim.
[Carol] Ai, mas eu vou ser forte, vou ser forte...
[Angel] NĂŁo sofre, nĂŁo, mĂŁe.
[Angel] Um dia eu vou voltar, tĂĄ?
[Carol] Meu amorzinho lindo...
[Carol] Amada...
[Carol] O importante Ă© vocĂȘ se encontrar.
[Carol sussurra] VocĂȘ ser feliz.
[Carol] Arlete tem que ser feliz.
[Carol] Ser feliz.
[âȘ mĂșsica calma e reflexiva âȘ]
[Anthony] Porra, demorou.
[Fanny] Trabalho, né.
[Fanny] Tinha um monte de coisa pra fazer na agĂȘncia. Por que nĂŁo me esperou?
[Anthony] Que trabalho Ă© esse que vocĂȘ arranjou pra Kika hoje? NĂŁo tem evento nenhum.
Ă uma festa de despedida de solteiro. [Anthony] NĂŁo acredito.
[Anthony] CĂȘ sabe o que acontece nessas festas.
[Fanny] Ué. Outras modelos também vão.
[Anthony] A menina mal começou e vocĂȘ jĂĄ manda ela pra orgia? Ă!
[Fanny] CĂȘ nĂŁo disse que ela adorou fazer o book rosa?
[Fanny] Ă Anthony!
[Fanny] CĂȘ nĂŁo me pediu pra deixar ela ficar? Eu deixei. Agora tem que trabalhar.
[Anthony] NĂŁo sou idiota, Fanny. CĂȘ vai encher essa garota de trabalho, de sexo, sĂł pra ela ficar longe de mim.
[Anthony] Vou tomar banho.
[Anthony] TĂŽ por aqui, Ăł. De saco cheio dos seus truques.
[Fanny] NĂŁo Ă© truque, nĂŁo.
[Fanny] NĂŁo Ă© truque, nĂŁo.
[Fanny] Vou fazer vocĂȘ esquecer essa garota, essa putinha.
[Fanny] Vou te destruir.
[âȘ mĂșsica animada com bateria e guitarra âȘ]
âȘâȘâȘ
[Mayra] Ainda bem que vocĂȘ chegou! [risos]
[Giovanna] O que tĂĄ rolando!?
[Stephanie] Por enquanto estĂŁo bebendo, mas quanto mais bĂȘbados, pior a coisa fica.
[Giovanna] Que bom!
âȘâȘâȘ
[âȘ notas delicadas de piano âȘ]
[Carol] TĂŽ tentando entender a decisĂŁo da Arlete, mas...
[Carol] Foi tudo muito rĂĄpido.
[Carol] DĂłi demais.
Posso imaginar. VocĂȘ Ă© muito agarrada com ela.
[Carol] Imagina. Minha filha Ă© Ășnica, Darlene.
Eu sei que ela tem o direito de querer ver o pai, mas pĂŽ,
preferir ficar com aquele bandido?
[Darlene] Ela nĂŁo tĂĄ escolhendo o pai, Ă© sĂł por um tempo.
Ai, Darlene... Teve algum problema na escola? NĂŁo me falaram nada.
[Darlene] NĂŁo...
VocĂȘ nĂŁo me falou nada, nĂŁo falaram nada na reuniĂŁo de pais.
NĂŁo, na minha aula ela tĂĄ muito bem.
[Carol] VocĂȘs se desentenderam. [Darlene] Claro que nĂŁo.
Isso fez a Arlete ir. [Darlene] NĂŁo!
Mas entĂŁo por quĂȘ, Darlene!?
Por quĂȘ? Me fala a verdade!
Carolina, tenta se acalmar...
NĂŁo sei viver sem minha filha.
NĂŁo sei viver sem minha filha.
[âȘ mĂșsica emocionante com violinos âȘ]
Ai...
[Darlene] Deu vontade de contar, a Carolina ficou desorientada.
[Joel] NĂŁo ia ficar muito melhor se soubesse.
[Darlene] A verdade Ă© sempre melhor. NĂŁo adianta esconder. Acaba vindo Ă tona, da pior maneira.
[Joel] Mas saber que a filha matou um cara na cama!?
[Darlene] NĂŁo estavam na cama...
[Darlene] Parece que eles nem tinham feito sexo, pelo o que a Arlete contou.
[Darlene] Ele era cardĂaco e se entupiu de estimulantes sexuais.
Claro! Pra dar conta de um avião daqueles, até eu tomava.
Ei! Que isso?
Agora vocĂȘ passou dos limites.
UĂ©, nĂŁo prefere a verdade? Eu te amo, mas nĂŁo sou cego.
TĂĄ, tĂĄ perdoado.
Mas vou ficar de olho. [Joel] NĂŁo abro mais a boca. Docinho...
NĂŁo se mete no assunto dos outros.
Se a Dona Hilda nĂŁo contou, Ă© porque acha melhor, sei lĂĄ...
A Carolina pode se deprimir. [Darlene] Ă...
E lĂĄ com o pai a Arlete vai estar mais segura.
[âȘ mĂșsica melancĂłlica com piano âȘ]
[Rogério] Dona Hilda.
[Rogério] Boa noite.
[porta do carro bate forte]
[Angel] Estava com saudade, pai.
[Rogério] Também senti tua falta, filha.
[Rogério] Olha aqui, Arlete. Essa aqui é a Yasmim, sua irmãzinha.
[Angel] Nossa, que linda que vocĂȘ Ă©! [Yasmim] Obrigada, vocĂȘ tambĂ©m.
[RogĂ©rio] Ă mal de famĂlia, nĂ©?
[Rogério] Quem sai aos seus não degenera!
[Viviane] Sem querer atrapalhar o encontro familiar,
[Viviane] Mas eu acho que temos muito o que conversar.
[Rogério] é verdade. [Viviane] à Dona Hilda, a senhora telefonou...
[Viviane] Trouxe a Arlete pra cĂĄ na maior pressa. Por quĂȘ, ein?
[Hilda] O assunto Ă© confidencial. [Oswaldo] Hilda, vocĂȘ vai ter que falar.
[Viviane] Nessa casa ela nĂŁo fica se a gente nĂŁo souber o que ela andou aprontando.
[Viviane] Hum?
[RogĂ©rio] Ă, eu tambĂ©m faço questĂŁo de saber o que aconteceu com a Arlete.
[Rogério] Yasmim, leva tua irmã lå pro teu quarto...
[Rogério] Ela ficou com teu antigo quarto, Arlete.
[Viviane] Vai, filhinha. Vai. Leva a outra pra ver as bonecas.
[Hilda] Eu preciso falar. Ele Ă© seu pai.
E eu vou trazer a ĂĄgua, porque jĂĄ vi que a conversa vai ser longa.
Nossa...
Eu nunca vi tanta boneca junto.
[Yasmim] Faço coleção.
SĂŁo lindas. Muito lindas.
Quer brincar? Escolhe uma pra vocĂȘ.
Eu nem sei qual escolher. Nunca tive tanta boneca.
Por quĂȘ? VocĂȘ nĂŁo se comportava? Era malcriada?
NĂŁo... Ă porque meu pai-...
O nosso pai, Yasmim, nĂŁo tinha muita grana.
Ă pra vocĂȘ, irmĂŁ.
Ă um presente?
à bonita, né?
Ă linda.
Muito obrigada, irmĂŁ!
Vem cå, me då um abraço.
Um abraço bem gostoso e um monte de beijo.
Hum... DelĂcia!
[Viviane] Depois eu passo um café.
[Viviane] Agora, contem.
[Rogério] O que aconteceu com a Arletinha, Dona Hilda?
[Oswaldo] Sem rodeios, Hilda.
Ă melhor ir direto ao assunto.
A Arlete...
Estava fazendo programa com homens.
[Hilda] Um deles era cardĂaco...
Morreu...
Ela foi parar na delegacia e...
[Hilda] E foi assim que eu fiquei sabendo.
[âȘ mĂșsica animada com bateria âȘ]
âȘâȘâȘ
[homem] Demorou!
[homem] Agora Ă© nĂłis! [homens comemoram]
- DelĂcia! -E aĂ, qual vai ser?
- Ai, que linda... [Stephanie] Espera aĂ, gente... Sou sĂł eu?
[Noivo] Olha sua sorte! O noivo, dois padrinhos, e vocĂȘ, meu amorzinho.
[homens riem] [Stephanie] NĂŁo dĂĄ, nĂŁo rola. Ă muito pra mim, gente.
[padrinho] Ah, vai rolar! Devagarzinho, mas vai rolar.
[homens comemoram] [palmas]
[Stephanie] Eu vou dançar pra vocĂȘs primeiro.
[homens] AeĂȘ!!!
[Giovanna] CadĂȘ a Stephanie?
[Mayra] O noivo levou pra suĂte.
[homem] PĂŽ, deixa de papo, gostosa. Vem.
[Giovanna] A Stephanie e o noivo? [risos]
[Giovanna] O cara ainda nĂŁo me viu.
âȘâȘâȘ
[homem] Ai! O que Ă© isso?
[Giovanna] Då licença? [homem] Hum...Gostosa...
[Giovanna] Qual a parada?
[Stephanie] Ainda bem que cĂȘ chegou. Eles querem os trĂȘs.
[Giovanna ri]
[Giovanna] Ai, manézão...
[Giovanna] Não sabe nem escolher, né?
[Homem] Ai, que delĂcia, meu Deus!
[Giovanna] Stephanie, pode ir. Arruma outro.
[Stephanie] Mas e vocĂȘ?
[Giovanna] Eu dou conta dos trĂȘs. [homens comemoram]
[Divanilda] Hoje eu vou te esperar, viu? VĂȘ se vai pra casa, mesmo.
[Larissa] JĂĄ disse que combinei com o Sam. [Divanilda] Esse cara tĂĄ te enrolando.
[Divanilda] TĂĄ gastando cada vez mais com droga... [Larissa] Ă sĂł pra dar um up, mĂŁe. Sei me controlar.
[Larissa] TĂŽ indo. [Divanilda] Cuidado, filha!
[Divanilda] Vai com Deus.
[Larissa] Nossa, no timing.
[Larissa] Nem toquei. [Alex] Avisaram que vocĂȘ estava subindo.
[Alex] Champanhe?
[Larissa] NĂŁo, nĂŁo bebo.
[Alex] Um golinho sĂł, pra brindar comigo.
[Larissa] Tå, um golinho. Só um golinho, pra relaxar, né?
[Larissa] Eu sou... um pouco tĂmida...
[Larissa] Que. SuĂte. Poderosa!
[Larissa] VocĂȘ mora aqui? [Alex] NĂŁo...
[Alex] Aqui Ă© sĂł pros encontros.
[Larissa] Ă a melhor que eu jĂĄ vi!
[Larissa delicada] Das poucas que eu jĂĄ vi...
[Alex] Uhum...
[Larissa] EntĂŁo, eu sou modelo faz muito tempo...
[Larissa] E aĂ no book rosa eu tĂŽ faz pouquĂssimo.
[Larissa] CĂȘ vai me ajudar, nĂ©? TĂŽ tĂŁo nervosa...
[Alex] Sem problema.
Onde Ă© o toalete?
[âȘ mĂșsica animada e emocionante âȘ]
âȘâȘâȘ
[Alex] Aceita? [Larissa] Claro.
[Larissa] à chato beber sozinho, né? Acho que deve ser, não é?
[Larissa] Ă chato, nĂŁo Ă©? Fala!
âȘâȘâȘ
[Yasmim ri]
[Rogério] Arlete! Vem cå!
[Angel] Ă... toma essa boneca pra vocĂȘ.
[Yasmim ri]
[Rogério] Sua avó jå tå se despedindo.
[Hilda] NĂłs vamos pegar a estrada. [Oswaldo] Eu ando devagar, cĂȘ sabe.
[Hilda] Ă, querida.
[Hilda] Fica bem, meu amor. Fica bem.
[Angel] Obrigada por nĂŁo ter contado pra minha mĂŁe, vĂł.
[Rogério] Mas fez bem em contar pra mim. Aqui ela vai ter que andar na linha.
[RogĂ©rio] Vamos que eu acompanho vocĂȘs atĂ© a porta.
[Angel] Obrigada, seu Oswaldo.
[Oswaldo] Boa sorte, Arlete.
[Viviane] Leva suas coisas pro seu quarto.
[Angel] Eu vou dormir com a Yasmim?
LĂłgico que nĂŁo.
CĂȘ fica no quarto dos fundos.
No quartinho de bagunça? [Viviane] Ă.
Eu tirei umas coisas de lĂĄ hoje Ă tarde. Improvisei.
[Angel] Mas o quarto Ă© muito pequeno, nĂŁo vai caber nem as mal- [Viviane] VocĂȘ queria luxo? NĂŁo aprontasse.
Te vira.
[âȘ mĂșsica reflexiva com piano âȘ]
[RogĂ©rio] O que vocĂȘ queria que eu fizesse, Viviane? Ela Ă© minha filha!
[Viviane] E eu vou ter que aturar esse encosto!
[Angel sussurra] Encosto....
Eu virei um encosto?
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