Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
PRISÃO HAZELTON VIRGÍNIA OCIDENTAL
É isso. Isso mesmo.
Calma, Rutherford. Respira fundo.
Não grito assim desde que libertaram a minha Betty em 2004.
És bruxa ou assim, Banks?
Não, mas já me chamaram muito pior.
Precisas de um tratamento de dor atualizado.
Quando voltas ao oncologista?
Daqui a uns meses? Sabes como é difícil sair daqui e ir ao médico.
Dou-te três wraps fritos se me fizeres outra vez amanhã.
As fichas de pacientes não são para as outras reclusas, Banks.
-Sou médica. -Já não.
E não a volto a avisar.
Não precisaria, se tivessem acesso a cuidados.
Se a prisão tivesse investido em três portais de telessaúde,
podiam falar com médicos quando as doenças ainda são tratáveis.
A tecnologia permite radiografias, historial, tudo com um botão,
sem que nenhum ex-colega meu tenha de vir à prisão assustadora.
Li as suas propostas.
Vá ao Cais de Carga da Ala B.
-Tenho mais que fazer aqui. -Que pena. É o seu dia de sorte.
Uma organização sem fins lucrativos financiou as máquinas.
Como estava tão entusiasmada com o projeto,
destaquei-a para as manusear. Estão a ser entregues.
Acho que a palavra que procura é "obrigada".
-Quem vai manusear isto? -Ela.
Quanto tempo demora?
É só ligar isto e começamos a treinar.
-Isto vai ajudar muitas mulheres. -Não me faça arrepender, Banks.
Muito bem, vamos lá.
Não, espere!
Dra. Perillos.
O meu patrão quer falar consigo.
DRA. LAKEN PERILLOS (Nº 70): CONCLUSÃO
Não, Antonio. Lamento. Ou é urgente ou demorará seis semanas.
Não pode ser ambos.
E se for "Amarelo Abelha" em vez de "Mancha Solar",
tu e o pessoal local estarão por vossa conta na próxima negociação.
Cumprimentos à Ludamilla.
Bem-vindo de volta. Sentes-te melhor?
Muito melhor.
Mas não creio que volte a comer caranguejo tão cedo.
Muitos culpam o marisco, mas o pior são os vegetais sujos.
O que foi? É verdade.
-Onde está a Malik? -Não sei.
Tem estado a ver ficheiros de casos antigos.
As noitadas afetaram-na.
Por falar em casos antigos, falei com o Departamento Prisional.
A reclusa Kayla Banks fugiu de Hazelton ontem à tarde.
Kayla Banks, a Dra. Laken Perillos.
Dois tipos vestidos de trabalhadores levaram uma arma.
Dois agentes e uma guarda foram mortos.
Então, talvez sintas isto.
-Vigilância? -Não.
Disseram que as câmaras se desligaram antes da fuga.
A Malik foi à prisão rever as provas físicas.
Estava cá quando cheguei.
Não é coincidência. Primeiro o Freelancer e agora a Perillos.
-Achas que foi o Wujing? -Quer membros da Lista Negra,
um exército contra o Red.
-Era o que eu faria. -Se assim for, o Wujing libertou
a pior torturadora da Lista Negra.
Planeia usar os serviços dela.
A única questão é: planeia usá-los em quem?
Vou coordenar com o Depto. Prisional e polícia.
Descubram tudo sobre o fornecedor
-e o veículo usado na fuga. -Sim, senhor.
-Estou? -Dembe.
Não devias ligar-me, Soren.
Eu sei. Desculpa. É uma emergência, Dembe.
Já não trabalho para o Raymond.
Seja o que for, tens de falar com ele.
Não posso, Dembe.
Perdi os manifestos dos carregamentos de Corfu.
Tenho 22 contentores que têm de ser transportados, não sei para onde.
Contacta o Fabrizio. Dá-te um manifesto de substituição.
Se o fizer, ele diz ao Reddington.
-E? -E...
Tive alguns deslizes.
Se o Reddington souber disto, quem sabe o que fará?
-Tens de me ajudar, Dembe. -Não sei o que posso fazer.
Há anos que não entro nas operações dele.
Esqueceste-te demasiado do negócio de transporte do Reddington.
Vem ao porto e vê o manifesto.
Se alguém sabe para onde esta tralha deve ir, és tu.
Não queria falar nisso.
Mas lembras-te daquela noite em Bratislava?
-Central elétrica. -Sem mim,
nunca terias saído do edifício.
E eu não teria um quarto de quilo de estilhaços na perna.
-Soren, eu... -Dembe, por favor. Imploro-te.
Vem ao porto.
Nunca mais ouvirás falar de mim.
Vou ver o que posso fazer.
-Deve ser o Wujing. -Dra. Perillos.
Wujing é um nome próprio ou trata-se de uma situação
tipo Cher, Prince e Beyoncé?
Por favor, junte-se a mim.
Agradeço o que fez para me libertar
e a troca de roupa.
Passei dez anos numa jaula, Dra. Perillos.
Depois de fugir, só queria um duche privado e um fato novo.
Sabe fazer uma rapariga sentir-se especial.
Mas devia saber que não estou desacostumada a receber
favores de desconhecidos.
Mas nós não somos desconhecidos.
Antes de ser preso, estudei-a a si e às suas técnicas.
-Era um admirador. -Que bom, um fã.
Vai dizer-me porque me trouxe aqui ou não?
Antes de sair da prisão,
estive algum tempo com um homem, Marvin Gerard,
o advogado do Raymond Reddington.
Segundo o Gerard, o Reddington passou a última década
a trabalhar em parceria com o FBI.
Antes da sua morte, forneceu-me
uma lista de indivíduos detidos
devido à união profana do Reddington com o FBI.
Eu fui o primeiro. Quer saber o seu número?
Aparelhos eletrónicos devem ir para Makar Wharf, nas Filipinas.
-O que deixa... MK Rialto? -Era o fertilizante.
Não, componentes de drone.
-Tens a certeza? -Sim, tenho a certeza.
Pensei que o Reddington me tinha deixado a morrer,
mas não deixou. Entregou-me ao FBI.
Estou a dar-lhe a oportunidade de se vingar.
O antigo guarda-costas do Reddington, Dembe Zuma.
Ou Agente Dembe Zuma, como é agora conhecido.
O Dembe Zuma juntou-se ao FBI?
-Conhece-o? -Não tão bem como pensava.
Creio que o Zuma pertence à equipa especial
que gere o trabalho com o Reddington.
-Quer que o ajude a provar isso. -É isso.
-Acabámos. -Já?
Há mais uma coisa.
-Vamos brindar. -Soren, eu não bebo. Sabes que não.
Preciso que faça o Dembe Zuma contar-me tudo o que sabe,
a relação do Reddington com o FBI, incluindo a localização da equipa.
Soren, o que se passa?
O Zuma é um dos dois homens vivos que resistiram aos meus encantos.
Imagino que esteja ansiosa por voltar a tentar.
Soren.
Ele obrigou-me, Dembe. Não tive escolha.
-O que te obrigou a fazer? -Ele tem a Mathilde.
-Ele tem a minha menina! -Tem o Dembe sob custódia?
-Vou ter. A qualquer momento. -Soren, o que fizeste?
Vamos.
Onde está ele?
Por favor. Fiz o que me pediram.
-Vai procurá-lo. -Não, por favor.
A minha filha, por favor.
-Ela vai ficar bem. -Obrigado.
CHAMADA FALHOU
Ele saiu pelo beco noroeste.
Estão à espera de quê? Atrás dele!
Espalhem-se. Encontrem-no.
-Olá. -Michael, eu disse-te
para não atirares essa bola dentro de casa.
Chamo-me Dembe Zuma, sou agente federal do FBI.
Preciso que me oiçam com muita atenção.
Ele está a sangrar.
Tem algum armamento em casa?
Algo para se defender?
Tipo uma arma? Não.
O que aconteceu à sua perna? Foi alvejado?
-Sim. -Meu Deus!
Quero que entrem ali e fiquem calados até a polícia chegar.
Entendem?
Michael.
-Dá sorte. -Então, fica com ele.
112, qual é a sua morada?
112, qual é a sua morada?
Estou? Estou? Está aí alguém?
Preciso da sua morada. Estou?
Está aí alguém?
Alguém me ouve?
Cuidado. Querem-no vivo.
Relaxa. Já não tenho balas.
Mãos ao alto. Não te mexas.
Disse para não te mexeres. Põe isto.
-Não volto a avisar-te. -Ou fazes o quê?
Por favor, não lhe façam mal.
-Pouse a arma. -Não.
Se me queres vivo, deixa-os ir.
Prende-os no WC.
Já temos o que queríamos.
Levem-no.
Bem-vindo de volta, Agente Zuma. Que bom voltar a vê-lo!
Despendi muito tempo e esforço a tentar saber mais sobre si.
Mas encontrei muito pouco.
-O que quer? -Quero muitas coisas, Agente Zuma.
Mas, por agora,
quero saber como passou de ser braço-direito do Reddington
a agente do FBI.
Numa equipa secreta, ainda por cima.
Imagino que foi trabalhoso.
Imagine o que quiser. Não lhe vou dizer nada.
-A nenhum dos dois. -Já soube da sua velha amiga.
Ótimo. Vou deixar-vos conversar.
Tragam-na.
Olá, Dembe. É tão bom ver-te.
A Malik deu notícias?
Uma câmara exterior apanhou um dos atacantes. Zhang Wei.
Então, o Wujing foi o autor da fuga.
Comparámos a foto do Zhang Wei com as câmaras disponíveis na área.
Temos uma foto recente dele.
Vê com quem o encontrámos.
É o Robert Vesco. Estará a trabalhar com o Wujing?
Depois de o Reddington o libertar?
O Vesco já o traiu antes.
Imagino-o a roubar o Reddington, mas a aliar-se ao Wujing?
Mesmo com tudo o que aqueles dois já fizeram um ao outro,
tirando o Dembe, o Vesco era o mais próximo
que o Red tinha de um amigo.
HOUVE COMPLICAÇÃO. MAIS ALGUM TEMPO ATÉ IR.
Divulga o carro da foto.
Se tivermos sorte, levar-nos-á à Perillos ou ao próprio Wujing.
ENTENDIDO.
-Estamos safos. -Ótimo.
O que sabemos sobre o Cooper?
Pelas mensagens,
o Cooper lidera a equipa.
Vai dar trabalho, mas devemos chegar até ele a tempo.
Não deve ser necessário.
O Dembe vai dizer-nos tudo.
Deixa o telemóvel ao ires buscar o nosso amigo.
Não quero que o localizem.
Já passou mais de uma hora.
As toxinas já inundaram todos os terminais nervosos do teu corpo.
Por sorte, tenho uma medicação para evitar uma paragem cardíaca.
Suponho que a sorte seja uma questão de perspetiva, não é?
Como funcionava?
O Gerard disse que havia um acordo, um acordo de imunidade.
Pergunto-me.
O Reddington garantiu que também dava para ti?
Ou estava só preocupado com o próprio umbigo?
Tantas perguntas para responder. E vamos fazê-lo.
Vais dizer-me tudo o que o Wujing quer saber sobre o Reddington,
a sua equipa, a sua localização.
Mas tenho de ser sincera.
Não me importo muito com os pormenores.
O que me interessa és tu.
Eu?
Nunca fui incapaz de quebrar um homem antes de ti e do Reddington.
Tive algum tempo para pensar no que te tornava tão impenetrável.
O teu sentido de lealdade, a tua fé.
-O teu orgulho. -Não me conheces.
Não tão bem como gostaria.
O Wujing acha que te juntaste ao FBI a pedido do Reddington.
Queres saber o que eu acho?
Acho que o deixaste porque procuravas alguma coisa.
Redenção. Absolvição, talvez.
É isso, não é?
Afastaste-te do Reddington para ires para a luz.
Ora, ora, ora.
Talvez a nossa conversa tenha tido impacto em ti.
Foi uma escolha de carreira. Não tiveste nada que ver.
Não quero os louros. Só quero entender.
Sabias que tinhas de te afastar do Reddington.
Mas não suportavas deixá-lo completamente,
por isso, fizeste o que podias.
Juntaste-te à equipa que o apoiava.
É querido, mas de uma forma completamente patética.
Ou talvez tenha sido natural.
Deixar um branco corrupto e violento
por uma instituição branca corrupta e violenta.
-Sei a história do FBI, obrigado. -Vá lá, Dembe.
Não me queres falar das pessoas maravilhosas
da equipa secreta do Reddington?
Não te vou dizer nada.
Ama-lo, não amas? Ao Reddington.
Apesar de toda a dor que te causou, ama-lo.
Mas o amor tem uma coisa, Dembe.
Cega-nos para a verdade.
O Raymond Reddington nunca poderá ser redimido.
Quanto mais o apoias, mais o deixas infligir dor.
Diz-me que estou errada.
Está na hora, Dembe.
Está na hora de acabar com as mentiras, enganos e dor.
Está na hora de te libertares, de te libertares do Reddington,
do FBI, de todos.
Só tens de me dizer o que preciso de saber.
A equipa. Onde está?
Obrigado por ter vindo, Robert. Por favor, sente-se.
-Gosta de gatos? -Gosto de puzzles.
Ganhei o hábito quando estava preso.
-Ajuda a desanuviar a mente. -Que bom para si.
Eu continuo a fazer vinho na casa de banho.
Quantos membros tem a equipa do Reddington?
A fuga correu como planeado?
Sim, correu. Graças a si.
Se não tivesse falado com o jovem da prisão,
nunca conseguiríamos.
A lisonja leva-o a todo o lado comigo.
-Baixas? -Algumas.
-Disseram-me que era inevitável. -Não vale a pena resistir, Dembe.
Diz-me o que quero saber.
E eu deixo-te descansar.
Toda a vida trabalhei com muitos espiões, Sr. Vesco.
Mas nunca conheci alguém mais capaz de construir
e manipular confiança.
Sou vigarista. É o que faço.
É um dom de que voltarei a precisar,
se quisermos derrubar o Reddington.
-O que tem em mente? -Isto pode acabar, Dembe.
Diz-me.
Onde está a equipa?
-Olá, linda. -Dra. Perillos. Como está ele?
Inconsciente.
Não tão forte como me lembrava, mas teimoso como uma mula.
-Quem é ele? -O homem que a libertou.
-Robert Vesco. -Encantada.
Dembe Zuma. Ele é o seu alvo?
-Conhece-o? -Conheço.
Wujing, é poesia.
O homem que me prendeu é o mesmo
que nos vai ajudar a acabar com o Reddington de vez.
Ligou para o Dembe Zuma.
Lamento, mas não estou disponível.
Harold. Que novidades há da doutora?
Nenhumas. Mas parece que o Wujing e o Robert são aliados.
Sim, eu sei da última traição do Robert. Lidarei com ele.
Lida quando quiseres.
Há algo mais urgente. Sabes do Dembe?
Não. Porque perguntas?
Pediu-me uma hora, de manhã. Ia ajudar
um associado teu em Baltimore.
Não especificou, mas parecia urgente.
Se houvesse problemas no porto,
a última pessoa a quem recorreriam seria o Dembe.
Se o problema fosse uma emergência, eu já saberia.
-Quando falaste com ele? -Uma mensagem há uma hora.
Lê.
"Houve complicação. Mais algum tempo até ir."
Algo na mensagem incomodou-me.
-O Dembe não atende. -É a gramática.
Foi o que incomodou.
Não encurta frases
-desde que sabe escrever. -Foi outro?
Parece que sim.
A Dra. Perillos já foi contratada para extrair informações ao Dembe.
Parece que o Wujing lhe permitiu terminar o trabalho.
Leva os teus homens para o porto.
Temos de encontrar já o Dembe.
Ao Sr. Zuma.
Brindo a quase tudo, mas não me sinto bem a brindar a ele.
O Dembe Zuma é da equipa do FBI que colabora com o Reddington.
Em breve, a Perillos vai obrigá-lo a revelar todos os pormenores
do acordo do Reddington com o FBI.
Acima de tudo, onde têm a sede.
-E depois? -Fazemos uma rusga.
A uma instalação segura do FBI?
Um risco necessário.
Para acabar com ele, precisamos de parceiros poderosos.
E antes de aceitarem destruir um homem
que os deixou ricos, precisamos...
-De provas. -Os documentos estarão encriptados.
Mas para acedermos a eles, precisaremos da ajuda
de um engenheiro informático talentoso.
-Deixa-me adivinhar. Conheces um. -Graças ao Marvin Gerard, sim.
Bo Chang.
Ou, como é conhecido, o Criador de Trols.
-O quê? -Vítima da traição do Reddington.
Foi solto da prisão há 18 meses.
Até hoje, rejeitou a minha proposta.
Preciso da sua persuasão para o convencer a juntar-se a nós.
Só preciso de tratar de algumas obrigações.
Não demora mais de uma hora. Depois, serei todo seu.
Foi visto num centro de dados em Manila.
Se o perdermos lá, pode levar meses até reaparecer,
por isso, as suas obrigações terão de esperar.
Vamos sair agora.
Assim seja. Oxalá tenha escova de dentes e roupa interior a mais.
Prefiro cuecas.
-Está bem, Robert? -Estou.
-Importa-se? -Vamos.
É incrível. As coisas que o corpo faz para nos afastar da dor.
Mas volta sempre.
Lembras-te porque comecei nesta profissão, Dembe?
A tua mãe?
Um sistema médico racista condenou-a a uma vida de dor.
Passei cada momento desde então a tentar dominá-la.
Sempre presumi que levaria décadas a acabar com o sofrimento humano.
Mas, algures no meu subconsciente,
sempre esperei
encontrar uma forma de apaziguar o sofrimento dela.
Mas graças a ti e ao Reddington, nunca terei essa oportunidade.
Ela morreu um ano e meio
depois de eu ir para a prisão, sozinha e em sofrimento.
Não estive lá para ajudar.
Porque estava na jaula em que me puseste.
Sempre presumi que magoar-te
me traria conforto, mas não traz.
Queres saber porquê?
Porque sempre que olho para esses grandes olhos castanhos,
vejo que o Reddington te tirou mais coisas
do que vocês os dois me poderiam tirar.
Quanto perdeste por causa dele?
Quanto sofreste por causa dele?
Não sei se viveremos o suficiente
para ver a humanidade livre da praga da dor,
mas sei que juntos hoje, neste momento,
podemos acabar com a dor que o Reddington causa no mundo.
Só tens de me dizer o que quero saber.
-Diz-me. -Lamento pela tua mãe.
Diz-me quanto.
Agente Ressler, onde estão?
Vamos a caminho da esquadra de Baltimore.
Uma mulher afirma que um agente do FBI ferido
foi levado de casa dela, no porto.
Voltem. O Red ligou.
Sabe onde o Wujing tem o Dembe.
O Reddington sabe do Dembe? Como?
Não disse. Vou enviar-vos a morada.
Lá estávamos, a comprar metade dos submarinos nucleares
da ex-União Soviética, quando um meia-leca do KGB,
Vladimir Vladimirovich Putin, começa a opor-se ao acordo.
-Conheceu o Putin? -Se conheci?
Mandei os superiores expulsarem-no durante a venda.
Quando se soube o que se passava, já ia a caminho de Atenas.
Mais devagar, Dembe. Não te safas disto tão facilmente.
Sim? Disse para não me interromperem.
Desculpe, mas temos um problema.
Pior do que uma paragem cardíaca?
O FBI foi visto lá fora.
Temos de ir. Agora.
FBI!
Vamos, avancem!
Meu Deus! Dembe.
Vazio.
Precisamos de assistência médica imediata na minha localização.
O que se passa?
Alguém me diz que raio se passa?
O FBI localizou o esconderijo e recuperou o Agente Zuma.
O quê? Como?
É o que estou a tentar determinar, Robert.
-Estado? -O Dembe está mal.
Estamos a 20 minutos do hospital.
-Ele não tem tanto tempo. -Certo.
Há uma loja de rações a menos de 6 km daí.
Na Falston Road com a Route 68.
Rações? Ele precisa de um médico!
Explico depois. Aguenta.
Disse que era um local seguro.
Que raio de organização é esta?
É um erro lamentável, Robert, mas garanto-lhe
que responsabilizarei os culpados.
Ótimo. Porque não vou voltar para a prisão.
Nem por si, nem pelo Reddington.
Compreendo se quiser ir, Robert.
Mas espero que não vá.
Não consigo fazer isto sem si.
-Catorze, 15. -Fibrilação ventricular.
-Quem são estes? -A carregar pás.
O Red tem equipas médicas sempre a postos.
Afastem-se.
Sem reação.
Ainda em FV. Carregar de novo.
A carregar a 200 joules.
-Afastem-se. -Ainda sem reação.
Pensei que íamos para uma pista.
Houve uma mudança de planos, Robert.
Não sei o que está a fazer. Se não para de me apontar isso...
Perguntou como é que o FBI encontrou o esconderijo.
Mas já sabia. Não sabia, Robert?
-Está bem, Robert? -Estou.
Os meus homens encontraram algo invulgar.
Onde está o seu telemóvel, Robert?
Não, não, calma, calma.
O que aconteceu?
O Ressler e a Malik salvaram-te do esconderijo do Wujing.
Estavas em paragem cardíaca. E trouxeram-te para aqui.
-Como me encontraram? -Foi o Robert.
O Vesco? Eu vi-o, estava a trabalhar com o Wujing.
Pois estava.
Mandaste-os meter-me numa bagageira, sacana.
Mereces muito pior. O que tens a dizer em tua defesa?
-Entrei! -Não.
O pobre coitado acreditou em tudo.
Temos de comemorar. Tenho uma garrafa.
Aceito uma bebida. Está bem, duas.
Depois de o Wujing o abordar, o Robert
confrontou-me com as alegações do Wujing.
E eu disse-lhe a verdade. Ele adorou. Conheces o Robert.
Ele disse que eu tinha alcançado o que todos os criminosos sonham.
Então, o Robert voltou para o Wujing como espião.
Ele devia recolher informação.
Ligou do sítio onde estavas preso.
Não disse nada, mas manteve a chamada
tempo suficiente para o Chuck o localizar.
Tiveste notícias dele desde então?
É melhor eu voltar. O lacaio dele vem buscar-me daqui a uma hora.
-Assim que saibas alguma coisa... -És o primeiro a quem ligo.
Robert, se não te sentes capaz...
Só vou dizer isto uma vez, Raymond.
Quero que oiças com muita atenção.
Se voltas a tentar atirar-me assim um paraquedas,
será a última coisa que fazes. Compreendes?
Raymond, se não tiveste notícias dele...
Ele vai contactar-me quando for seguro.
Descansa, Dembe.
Não conseguia parar de elogiar a sua capacidade de enganar, não é?
E andou este tempo todo a usá-la contra mim.
Não seja muito duro consigo, WuWu.
Eu sou bom a esse ponto.
Se não tivesse agido estupidamente a tentar salvar o Agente Zuma,
quanto tempo teria durado pequena charada?
-Agora, nunca saberemos. -Que pena.
E pensar que a pobre Dra. Psicopata não acaba a digressão de regresso.
Não diria que já acabei.
Calma, querida, eu poupo-lhe o trabalho.
Nunca estive na sede da equipa.
O único agente do FBI que conheço é o Dembe.
E o Raymond nunca me falou de um acordo de imunidade.
Ele está a mentir.
Mas sei que é só uma questão de tempo
até o Reddington vos enfiar uma bala.
E porque tem tanta certeza disso?
Porque ele é o Raymond Reddington.
Siya?
Alguma novidade do Wujing ou da Perillos?
Ainda não. Mas o Cooper ligou.
-O Dembe está melhor graças a ti. -Graças ao Reddington.
A ele também.
Passei a minha carreira toda a vasculhar segredos,
a confrontar pessoas perigosas capazes de coisas desprezíveis,
mas não fazia ideia de que tais pessoas e sítios existiam.
A questão é essa.
A Lista Negra existe para deter criminosos
que não conheceríamos sem o Red.
Parece ótimo, em teoria.
Até o parceiro ser raptado por uma perita em dor
e quase torturado até à morte.
Passei semanas a ler os vossos ficheiros, mas ainda assim...
Ninguém está preparado para isto.
Não me interessa quem és ou quanto leste,
nada te prepara para isto.
Não te preocupes, não se tornará mais fácil.
Isso é muito reconfortante. Obrigada.
A sério. Há um preço a pagar.
Não precisas de me dar sermões sobre o preço da Lista Negra.
Não falo dos que perdes.
Falo do que acontece aos que sobrevivem.
Este trabalho muda as pessoas.
Mudou-me e não sei se foi melhor assim.
Mas querias saber o que a tua mãe fazia?
É isto. Acredita, a Dra. Perillos é só a ponta do icebergue.
Vazio.
O que fazemos com a Perillos?
Ela já não nos serve para nada.
Livra-te dela.
Soltem-no. Tragam o corpo.
Legendas: Cláudia Pereira
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.