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Original subtitles

Ol�! Sou o Dale Earnhardt Jr.

Como muitos americanos,

poucas coisas tocam na minha vida diariamente tanto quanto os carros.

Esta noite, juntamente com o canal Hist�ria,

tenho o orgulho de apresentar a terceira parte

da hist�ria �pica da mais americana das m�quinas.

Quer para trabalho ou divers�o,

passeios curtos ou viagens pelo pa�s,

os carros s�o uma parte vital da vida americana.

Para alguns, s�o uma ferramenta. Para outros, uma afirma��o.

Para alguns eleitos, uma obsess�o,

mas seja qual for o seu papel,

n�o h� d�vida que moldaram o pa�s como mais nada o fez.

Esta � a hist�ria de como os carros fizeram a Am�rica.

Anteriormente...

Na primeira metade do s�culo XX,

o mundo viu uma mudan�a dr�stica.

A moderniza��o da Am�rica

impelida pelos caminhos-de-ferro,

petr�leo

e a�o,

est�o a ligar as pessoas como nunca

e a construir as cidades modernas.

Mas nada ajudou a criar a Am�rica de hoje mais do que o carro.

Estes ve�culos s�o respons�veis pelo sistema rodovi�rio nacional,

a linha de montagem, a classe m�dia e os sub�rbios.

Mas os anos 1940 veria o fim do maior conflito que o mundo j� viu

e com a na��o a virar as aten��es para dentro,

os americanos, mais uma vez, exigem inova��o,

com uma nova palavra da moda a captar as aten��es...

Moderniza��o.

Os Tr�s Grandes reagem

ao incentivarem jovens designers a criarem novas vis�es

e a influ�ncia dos carros na Am�rica expande-se.

Com Ford,

Chevrolet,

Dodge

e Chrysler

a darem lugar a DeLorean e Iacocca

como os inovadores que abrem caminho.

OS CARROS QUE FIZERAM A AM�RICA

Parte 3

Legendas Canal Hist�ria

Transcri��o e Sincroniza��o fininhos

A II Guerra Mundial come�a com as linhas de batalha estabelecidas

entre os bons,

os Aliados,

e os maus, o Eixo.

A prepara��o secreta dos Nazis para a guerra

d�-lhes um enorme avan�o na constru��o de um enorme arsenal.

Os EUA sabe que os Aliados t�m de encurtar o fosso

se quiserem ganhar a guerra.

Pedem ajuda a um parceiro improv�vel, os Tr�s Grandes.

Teremos 20 mil prontos no final do m�s.

O pa�s est� em boas m�os.

Os EUA tornaram-se no arsenal da democracia,

n�o s� dos EUA,

mas da Gr�-Bretanha, Uni�o Sovi�tica

e os outros aliados da Am�rica e Detroit tornou-se no hipocentro

da mais incr�vel actua��o de produ��o econ�mica da Hist�ria.

Tal como estavam a produzir milh�es de carros,

agora, produzem milh�es de armas e ve�culos de guerra.

Al�m de fabricarem mais de 300 mil tanques e jipes,

a Ford Motor Company, liderada por Edsel Ford,

promete ao governo um novo bombardeiro B24 por hora.

A decis�o de constru�rem bombardeiros n�o foi planeada.

O filho de Henry Ford, Edsel, trabalhou dia e noite nisso

e, em 18 meses, constru�ram o plano de um novo bombardeiro

e come�aram a fabricar bombardeiros.

Mas, pouco tempo depois, d�-se a trag�dia nos Ford.

Com o filho Hank de servi�o na Marinha,

Edsel morre com cancro do est�mago com 49 anos.

O Edsel geriu bem a Ford Motor Company.

Ali�s, Edsel Ford salvou a empresa,

enquanto o pai se opunha sempre a ele.

Temos de progredir ou seremos deixados para tr�s.

Se o teu objectivo � convencer-me,

foi uma tentativa pat�tica.

MAIO DE 1943

Vamos chegar atrasados, Henry.

Tu nunca te atrasas.

S� um minuto.

Ap�s a morte de Edsel, Henry estava num torpor

e s� dizia: "Queria que ele me enfrentasse.

Foi o que sempre quis e ele nunca fez isso."

A Clara

ficou verdadeiramente horrorizada com tudo.

Ela responsabilizava o Henry

pois achava que ele tratou muito mal o filho.

Foi muito duro para o Henry. Ele culpava-se da morte dele.

Ele andava num torpor

e, sinceramente, durante v�rios anos, houve problemas

em que o Henry poderia estar a sofrer de alguma dem�ncia.

Pouco tempo ap�s a morte do filho,

Henry Ford regressa para tomar controlo da empresa.

O Sr. Henry Ford pediu-me para ler o seguinte.

"A quem possa interessar.

"Como resposta � morte prematura do meu filho, Edsel,

"irei, mais uma vez, assumir o cargo de presidente

"da empresa que fundei h� 40 anos.

Com efeito imediato."

A seguir, vamos voltar a fabricar o Modelo T.

Ir� arrasar o valor das ac��es.

O Modelo T

construiu esta empresa

e n�o se esque�am disso.

Ford sofria com as caracter�sticas que o tornaram bem-sucedido.

Ele acreditava que sabia mais que as outras pessoas.

Os grandes empres�rios quase sempre t�m esse tra�o,

mas h� uma t�nue linha entre autoconfian�a e arrog�ncia.

O Henry Ford era autocr�tico,

ditatorial,

ego�sta,

implac�vel

e queria o controlo total da empresa dele.

O tumulto na Ford e as exig�ncias da produ��o em tempo de guerra

deixa o Presidente Franklin Roosevelt

muito nervoso.

Sabendo o quanto ele precisa dos Tr�s Grandes para vencer a guerra,

nomeia o ex-fabricante de carros, William Knudsen, para general,

para resolver o problema.

Knudsen sabe que o tumulto na Ford

s� pode ser travado por uma mudan�a no topo.

Hank.

Ele depressa arranja uma solu��o que sabe que Henry ir� aceitar.

Por favor, sente-se.

Tive de puxar uns cordelinhos.

Filho, vai para casa.

Para casa?

A capacidade de produ��o da Ford

� demasiado importante para o esfor�o de guerra.

Se for igual, senhor, prefiro servir o meu pa�s.

Hank,

algu�m tem de pegar nas r�deas do seu av�

e do louco do Bennett.

A melhor maneira para servir o pa�s � na Ford.

Se s�o essas as suas ordens...

Farei o que puder.

O governo tem receio que a empresa esteja num caos.

Hank regressa a casa para retomar onde o pai ficou.

O teu pai teria feito muitas coisas incr�veis.

Se ao menos o teu av� n�o o tivesse impedido.

N�o sei se estou pronto.

Claro que est�s

Faz disto algo teu, Hank.

N�o h� nada no teu caminho.

Mas Henry ainda n�o estava pronto a desistir do controlo da empresa.

Com o fim da guerra a 14 de Agosto de 1945 com a rendi��o do Jap�o...

Dois milh�es de nova-iorquinos enchem Times Square.

� oficial, � a vit�ria total.

... a Ford Motor Company est� em apuros.

Com a perda dos contratos de tempo de guerra da Ford

e sem planos para modernizar,

Henry Ford � votado para sair pela administra��o

e substitu�do pelo neto, Hank,

que n�o � o �nico a procurar ser o homem mais poderoso na Ford.

O Harry Bennett achou que ia ser presidente da Ford Motor Company.

E n�o tinha o Henry II em grande conta.

Achava que n�o tinha capacidades nem qualquer poder.

Bennett, o bra�o armado de Henry Ford de h� muitos anos,

anda h� anos a tentar tomar o controlo

e est� secretamente a tentar minar Hank.

Harry Bennett tinha pessoas nas f�bricas que lhe eram leais

e a situa��o esteve t�o pesada durante uns tempos

que Henry II e aqueles � volta dele andavam armados no trabalho.

Hank sabe que Bennett � uma s�ria amea�a � lideran�a dele

e vira-se para um parceiro improv�vel,

uma contrata��o pessoal de Bennett,

o ex-agente do FBI, John Bogus.

H� muito que se justifica, Hank.

Ele est� a destruir a sua empresa.

Tem de tomar alguma ac��o.

Hank, ele tem de sair.

Se n�o agora, quando?

Eu sei que sim.

Tem de faz�-lo.

Estarei aqui. Irei apoi�-lo a 100%, mas tem de fazer isto.

Bogus fora o chefe da divis�o do FBI de Detroit

e ironicamente, fora contratado por Harry Bennett,

mas virou-se contra Harry Bennet e aliou-se a Henry II.

� pol�tica ser-se escoltado at� ao meu gabinete, Harry,

mas, no m�nimo, batia � porta.

N�o merece o meu respeito.

� uma crian�a a gerir uma empresa de milhares de milh�es de d�lares

e nunca fez nada para ajudar a construir,

nada!

Est� despedido, Harry.

O meu pai queria-o fora daqui h� anos.

Se ao menos pudesse v�-lo agora.

N�o pode fazer isso. O velhote ainda manda.

Da �ltima vez que vi, ele e eu partilhamos um apelido.

Isto n�o acabou.

� medida que o mundo recupera da II Guerra Mundial,

a busca de progresso da Am�rica � refor�ada pela vit�ria.

Enquanto a GM e a Chrysler acumulam lucros recordistas,

Hank, o jovem presidente da Ford,

esfor�a-se por levar a empresa para uma nova direc��o.

Para isso, tem de livrar-se do chefe de seguran�a do av�,

Harry Bennett.

John, certifique-se de que ele sai das instala��es numa hora.

E tenha cuidado.

N�o dificulte isto, Harry.

Apunhalou-me nas costas.

O seu tempo acabou.

- O velhote j� n�o manda. - Filho da m�e!

Eu disse ao velhote para o contratar!

Apenas tem abusado dele e manipulado esta fam�lia h� anos.

Mas acaba hoje.

N�o se pode livrar de mim.

N�o tem Ford no apelido, Harry.

Significa que � dispens�vel.

J� devia saber isso.

Bennett n�o era burro ao ponto de enfrentar um ex-agente do FBI.

A isto estava reduzida a Ford Motor Company,

dois homens a enfrentarem-se de armas em riste.

Era esta a situa��o quando Henry Ford II tomou o controlo.

O Hank the Deuce n�o era reservado como o pai.

Ele chegou despediu o Harry Bennett,

despediu cerca de mil dos compinchas dele.

Limpou a casa.

Ele estava determinado em dar a volta � empresa.

Enquanto Hank esfor�a-se para rapidamente endireitar a empresa,

a fam�lia Ford sobre outro golpe.

A 7 de Abril de 1947,

Henry Ford

morre devido a uma hemorragia cerebral,

a tr�s meses de fazer 84 anos.

O impacto de Henry Ford no nosso pa�s foi enorme.

100 mil pessoas assistiram � passagem do caix�o dele.

Chegaram telegramas

do Presidente Truman,

Jos� Estaline, Winston Churchill.

O mundo percebeu que uma for�a enorme,

nem sempre benigna,

mas algo memor�vel,

tinha desaparecido.

Foi Henry Ford e o seu Modelo T,

talvez mais do que qualquer outra for�a,

que definiram a Am�rica que temos hoje em dia.

Hank est� a lidar com a morte do pai

e a tentar gerir a empresa,

uma posi��o de grande import�ncia e de grandes riscos.

� muito para um jovem.

Hank Ford precisa de estimular a sua empresa em dificuldades.

A Ford n�o tinha gest�o de topo.

Estava cheio de compinchas

e pessoas que n�o estavam a par dos tempos,

especialmente no que toca � gest�o e...

... gest�o de produtos.

Sem ningu�m para o questionar,

Hank pode agora fazer o que o pai nunca conseguiu.

Virar a Ford para o futuro

e organiz�-la mais como o gigante corporativo, GM.

A Am�rica do p�s-guerra � optimista e est� ansiosa por moderniza��o,

mas sem um novo design de carro desde a guerra,

Hank precisa de fazer uma mudan�a inovadora

e o tempo dele na Marinha d�-lhe uma vantagem.

Ele vira-se para um grupo de peritos em log�stica

que ajudaram a alcan�ar a vit�ria,

os Whiz Kids.

Eram um grupo de pessoas licenciados em Gest�o.

Eles trabalharam na log�stica na For�a A�rea

e comercializaram-se como um grupo ap�s a guerra.

Eles procuram um local

e ficaram intrigados com a Ford Motor Company.

Era um lugar que precisava disto.

O mais conhecido era Robert McNamara

que se iria tornar o Secret�rio de Defesa de John F. Kennedy.

A Ford Motor Company teve de se p�r a par da General Motors

ap�s a II Guerra Mundial

e estes muito inteligentes oficiais das For�as Armadas

tinham quase r�dea solta numa grande corpora��o,

o que era algo novo no mundo.

Enquanto Hank aposta nos Whiz Kids

para o ajudarem a encontrar uma estrat�gia vencedora,

a Chrysler ultrapassou a Ford e � o segundo fabricante de carros,

mas n�o por fabricar carros.

Com 3,4 mil milh�es de d�lares em contratos de guerra,

mais de 45 mil milh�es de d�lares hoje em dia,

a Chrysler faz mais para alcan�ar uma vit�ria dos Aliados

do que qualquer outra empresa.

Uma pequena lembran�a por aquilo que fez pelo pa�s.

O presidente, K.T. Keller,

ajudou a criar a arma secreta que p�s fim � guerra.

K.T. Keller desenvolveu a tubagem niquelada para a bomba at�mica,

que nunca teria sido constru�da se n�o fosse pela Chrysler.

Mas a Chrysler come�a a sentir dificuldades ap�s a guerra.

Inova��o e a nova obsess�o da Am�rica com a moderniza��o

provam ser dif�ceis

para uma empresa constru�da sobre efic�cia

e engenharia.

Ao contr�rio de Hank Ford,

que se vira para inovadores como os Whiz Kids,

K.T. Keller � lento a perceber que o pa�s est� a mudar depressa.

Keller foi muito eficiente a fazer as coisas durante a guerra,

mas a fraqueza de Keller, com o avan�ar do tempo,

foi que achava que os clientes iriam compreender

a maravilhosa mec�nica da Chrysler Corporation

e que o estilo n�o importava.

Keller gostava de carros altos o suficiente

para que um homem se sentasse com o chap�u posto.

N�o se demorou muito a ver que estavam a cometer grandes erros.

� dif�cil ficar no topo num mundo competitivo

e o que quer que fa�am, tem de ser...

... do melhor. Sen�o, n�o existem.

Enquanto Keller regressa ao conjunto de estrat�gias

que lhe trouxeram sucesso no in�cio da carreira,

o jovem Hank Ford

v� uma oportunidade para p�r a empresa de novo no topo

ao dar � Am�rica aquilo de que esperava,

o primeiro verdadeiro carro americano moderno.

Os designers ainda est�o a limar arestas.

D�-lhes tempo. Far�o algo perfeito.

N�o h� mais tempo, John.

Este carro � o futuro da Ford.

No rescaldo da II Guerra Mundial,

a Am�rica emergiu como superpot�ncia.

A na��o, de repente, � pr�spera

e o futuro est� em aberto.

A moderniza��o liderada pela ind�stria autom�vel

est� a mudar o pa�s de um modo profundo.

� assim que a Am�rica vive,

em casas confort�veis

e lares de qualidade,

cujas constru��es representam um avan�o na constru��o de casas.

Estas s�o as casas de uma Am�rica em crescimento.

Os americanos do p�s-guerra afluem para os sub�rbios

e tornam-se mais dependentes dos seus carros

e, por isso, exigem mais de Detroit.

Com tanta da nossa popula��o sobre rodas,

hoje, h� uma liberdade de movimentos que � nova na Hist�ria.

Temos mais escolhas sobre onde vivemos.

Qualquer coisa � dist�ncia de uma viagem de carro.

O advento do autom�vel

permitiu aos sub�rbios tornarem-se no que s�o hoje.

Ao termos fam�lias a viver fora da cidade,

criou-se o que hoje chamamos de fam�lia nuclear.

Ap�s o fim da guerra,

as empresas autom�veis n�o tinham novos produtos na forja

e, quando retomaram a produ��o,

estavam a fazer

modelos de 1942.

Demora algum tempo a desenhar um carro novo,

arranjar as ferramentas e iniciar a produ��o.

Tem bom aspecto mas tem de ser aerodin�mico.

Claro.

Os designers ainda est�o a limar as arestas.

D�-lhes tempo.

- Far�o algo perfeito. - N�o h� mais tempo, John.

Este carro � o futuro da Ford.

N�o pode parecer um Studebaker.

Ent�o, quer novo,

perfeito e pronto num �pice.

Mais alguma coisa?

Sim,

que seja r�pido.

Para serem l�deres fortes,

n�o podem ter medo de ferir sentimentos.

T�m de dizer a verdade quando � preciso

e isso pode causar inc�modos.

Para levar a Ford Motor Company de volta ao topo da ind�stria,

Hank sabe que tem de chegar primeiro ao mercado

com um carro de design novo.

N�o foram fabricados carros nos EUA entre 1940 a 1945

e ningu�m sabia bem que tipo de carros os consumidores queriam

no final da guerra e no in�cio dos anos 1950.

J� faz algum muito tempo desde que a ideia passou para o papel.

Para desenvolver o seu novo carro,

Ford investiu in�meras horas de trabalho

e mais de 72 milh�es de d�lares

ou 900 milh�es hoje em dia.

� mais do que um design de autom�vel,

s�o novos horizontes, � liberdade de movimento

para as pessoas que, um dia, ir�o conduzi-lo,

que ir�o valoriz�-lo como posse,

s� superado pelas casas onde vivem.

Ele tamb�m exige que passe do estirador para a linha de montagem

em apenas dois anos.

Na Primavera de 1948, � lan�ado o Ford 1949,

chegando primeiro que a GM e a Chrysler ao mercado

com o primeiro novo carro p�s-guerra.

Aqui est� o Ford do vosso futuro,

a proeza suprema no estilo autom�vel moderno,

beleza combinada com conforto, seguran�a e performance.

O novo sed� de quatro portas

� o exemplo perfeito de uma engenharia equilibrada,

inserida em todos os modelos da linha de 1949.

O Ford 1949 � diferente de tudo do per�odo pr�-guerra.

Tinha o que se podia chamar de "carro�aria envelope".

Alguns coleccionadores chamam-lhes "caixas de sapato"

pois eram um pouco quadrados.

Al�m do novo estilo,

o modelo de 1949 tamb�m apresenta

um muito melhorado motor V8 Flathead de 3,8 litros,

capaz de quase 100 cavalos-vapor.

Olhando para o motor, tem um aspecto simples.

� um Ford "Flathead" porque as cabe�as s�o achatada no topo,

as velas s�o vis�veis, sa�das no topo,

mas o motor tinha uns bons cavalos-vapor.

Como tantas pessoas hoje em dia, vivemos nos sub�rbios,

e o Dave precisa do carro todos os dias para ir trabalhar.

Com os americanos a verem que precisavam de mais de um carro,

a aposta de Hank no Ford 1949 compensa em grande

e a Ford vende 800 mil no primeiro ano.

Compr�mos outro Ford h� tr�s semanas.

� um novo estilo de vida.

Agora, estou livre de ir a qualquer lado, fazer o que quiser

e ver quem quiser, sempre que quiser.

As vendas do modelo de 1949

s�o as mais altas na Ford desde o Modelo T.

Levando-a do �ltimo lugar entre Os Tr�s Grandes para segundo,

ultrapassando a Chrysler.

O design autom�vel antes da II Guerra Mundial

era sobre p�ra-lamas e estribos grandes.

O Ford 1949 representava uma nova direc��o no estilo.

N�o se entrava para o carro, mas para dentro do carro.

Foi um grande �xito e basicamente salvou a Ford Motor Company.

O prazo est� sob controlo.

Teremos 20 mil prontos at� ao final do m�s.

Claro.

Com Ford a vender mais que a Chrysler em 10 para um,

K.T. Keller tem o cargo de presidente por um fio.

Ele sabe que precisa de reagir

e aposta em grande que a Am�rica se importa menos com o design

e mais com o que est� por baixo do cap�.

Ele centra-se na engenharia,

exigindo que os designers da Chrysler

arranjem algo melhor que o motor V8 Flathead da Ford.

Marty!

Isto est� �ptimo. A publicidade pode avan�ar.

A Chrysler apresenta o Firepower V8 em 1950.

Um motor com cabe�as de cilindros hemisf�ricas,

as primeiras do seu g�nero.

As cabe�as aumentam a compress�o e combust�o do combust�vel,

permitindo aos carros atingirem 180 cavalos-vapor,

quase duplicando o motor Flathead da Ford.

O Firepower V8 da Chrysler

� r�pido o suficiente para ir dos zero aos 97 km/h...

... em 12 segundos,

dando in�cio a uma corrida por pot�ncia e velocidade.

Sim, senhor.

Embora a inova��o de Keller

ponha a Chrysler � frente em cavalos-vapor...

- Desculpe, eu... - N�o, est� em boas m�os.

... o design antiquado prejudica-os com os consumidores.

O prazo est� sob controlo.

K.T. Keller acredita que o estilo n�o interessa,

por isso, teria olhado para o Ford 1949

e dito:

"Este design � muito radical.

Acho que o p�blico quer algo diferente, mas n�o tanto."

Quando pomos um Ford 1949 ao lado de um Chrysler 1949,

o Chrysler parece ser cinco anos mais antigo.

Eles foram demasiado conservadores

e isso custou-lhes.

Acontecem tantos erros com carros

quando se tenta criar o design do carro perfeito.

� das coisas mais dif�ceis do mundo.

As vendas na Chrysler s�o p�ssimas,

fazendo a empresa mergulhar em d�vidas profundas

e de volta ao terceiro lugar, atr�s da GM e da Ford.

Se as vendas n�o aumentarem, vamos ter de pedir empr�stimos.

Empr�stimos?

Est� a exagerar.

K.T. Keller sai como presidente da Chrysler Corporation.

Tal como Henry Ford antes dele,

� uma v�tima da sua incapacidade

de ver a verdade inevit�vel da vida americana.

O progresso n�o espera por ningu�m.

Aqui est�, Alfred.

Um engenheiro na GM, Ed Cole,

v� uma oportunidade na corrida da pot�ncia,

mas ter� de convencer o presidente da GM, Alfred Sloan.

Est� a mostrar-me isto porqu�, Ed?

� um "hot rod".

Parece um Chevy.

- Entre. - Acabei de comer.

- Faz-lhe bem alguma divers�o. - Divers�o?

"Um carro para cada pessoa, para cada prop�sito." N�o � a sua frase?

Exacto e n�o vejo qual � o prop�sito disto.

Divers�o, � esse o prop�sito.

Os mi�dos conduzem carros assim porque s�o r�pidos.

Entre.

Alfred era obstinado.

Alfred tinha um sistema

em que tinha carros que funcionavam para a empresa

e a inova��o era crucial quando eles tinham problemas,

mas n�o tinha vis�o para estar � frente dos tempos.

Penso que o Ed trouxe isso, quer o Alfred gostasse ou n�o.

Cole v� a necessidade de velocidade

como o modo da GM ficar no topo.

N�o muito depressa.

Na d�cada ap�s a II Guerra Mundial,

os homens e mulheres que serviram viram as aten��es para o seu pa�s

e abra�am o carro como nunca.

Os Tr�s Grandes enfrentam-se numa corrida pela supremacia do motor.

Com o visual moderno do modelo de 1949 e o novo Flathead V8,

o carro de Hank Ford toma a Am�rica de assalto.

Mas K.T. Keller p�e a pot�ncia V8 no pacote errado,

deixando a Chrysler em apuros.

Enquanto que a estrela ascendente da GM, Ed Cole,

lan�a a ideia do que cr� vir a ser o pr�ximo grande �xito.

N�o muito depressa.

Qual foi o objectivo deste exerc�cio?

Alguns de n�s trabalham.

O objectivo est� por baixo do cap�.

Porque � que haviam de p�r um motor Ford num Chevy?

Velocidade.

Ainda n�o percebeu?

Os Flatheads da Ford s�o r�pidos e divertidos

e n�s estamos a fazer pequenos motores de seis cilindros.

Quer construir um motor para competir com o do Ford?

Exacto.

Vamos arrasar o "status quo".

O Flathead V8 da Ford

foi o primeiro motor que o mercado p�s-venda agarrou.

Qualquer coisa que tornasse o motor mais leve e mais potente...

A velocidade � divertida.

� espantoso o que podiam fazer naquele tempo com os Flatheads.

Aquela beldade at� cantava e tinha um som �nico.

Hoje em dia, ainda customizam um Flathead Ford.

Cole sabe que os jovens americanos procuram velocidade

e ele pretende dar-lhes isso.

Do outro lado do pa�s, antigos soldados,

que aprenderam mec�nica nas linhas da frente, come�am a customizar,

a melhorarem os carros com toda a pot�ncia poss�vel,

dando origem a uma nova subcultura.

Os "hot rodders".

Os rapazes voltam da II Guerra Mundial

onde tiveram uma experi�ncia muito intensa...

A adrenalina ainda est� ao rubro e eles procuram novas emo��es.

Tamb�m ficaram peritos em maneiras de tornar ve�culos mais r�pidos.

"Hot rodding" para a Am�rica � criatividade.

� sobre performance,

mas tamb�m sobre a jun��o de pe�as para criar algo �nico.

As pessoas queriam algo mais r�pido,

que fizesse mais barulho,

que colasse as pessoas aos bancos quando se lan�asse.

Quer fosse no "drag racing"

ou estar parado num sem�foro com tudo no carro a tremer.

Debaixo do cap� do vencedor de vendas de Hank Ford,

o modelo de 1949, est� um Flathead V8,

a arma de escolha dos "hot rodders".

Mas customizar um Ford n�o era f�cil,

dando a Ed Cole uma grande oportunidade.

Ed Cole reconheceu que os "hot rod" e "drag racing"

come�avam a ser um verdadeiro conceito americano

e que isso iria traduzir-se num mercado

que queria isso para os carros de rua.

A resposta de Cole � um motor que ultrapassa a Ford em pot�ncia,

um que � acess�vel e f�cil de customizar.

O Motoramic Chevrolet com o novo e hist�rico motor Turbofire V8.

Tamb�m conhecido como Chevy Small Block.

O motor de Cole estreia-se nos modelos Corvette 1955 e Bel Air.

O Small Block da Chevrolet era um motor de v�lvulas � cabe�a,

o oposto do motor Flathead. Tinha um arrefecimento melhor

e uma produ��o mais f�cil de cavalos-vapor.

O Small Block da Chevy

� um dos motores mais influentes do "hot rodding".

S�o muito...

... transform�veis.

S�o como kits de Legos para cavalos-vapor.

As vendas dos novos Chevrolets s�o mais de um milh�o,

rapidamente ultrapassando a Ford.

Quando ligam aquilo, seja num Chevrolet ou num Ford,

capta a aten��o dos concession�rios.

Ainda hoje se diz "se ganha no domingo, vende-se na segunda".

O espantoso sucesso de GM na pista

leva a grandes aumentos de vendas.

Agora, quase todos os carros que o p�blico americano v� � da GM.

O p�blico adora...

... pot�ncia.

Adoram a ideia de que o carro deles

tem mais pot�ncia que o do vizinho.

Hank Ford sabe que tem de adoptar uma nova estrat�gia.

Ele cr� que os americanos querem um carro

que possa ser tudo, para todos,

apelando aos "hot rodders" e fam�lias.

John, mais alguma ideia quanto ao design?

Deixe os designers trabalhar e ficar� satisfeito.

Confie em mim.

Hank aplica mais de 400 milh�es de d�lares

no desenvolvimento de uma linha autom�vel experimental.

S�o quase 3,5 mil milh�es de d�lares hoje em dia.

� um grande risco,

mas ele acredita que � um design autom�vel de vanguarda,

o tipo de carro que o pai nunca teve a oportunidade de fazer.

Ele d� ao carro o nome do pai, Edsel.

N�o sei se o p�blico est� pronto para isto.

� o tributo perfeito ao seu pai.

Que melhor maneira de record�-lo do que com isto?

Confie em mim.

� inovador, mas...

... talvez demasiado inovador.

Nunca vi nada assim.

O Edsel Ford deixou um legado de inova��o

e queria mudar as coisas em termos de estilo

e actualiz�-las de um ponto de vista tecnol�gico.

Lan�ar o carro e dar-lhe o nome do pai,

n�o s� era um grande risco em termos de marketing,

mas era um que tinham de acertar.

Por baixo desta lona

est� o mais recente membro da fam�lia

de elegantes carros da Ford.

Agora, o momento que todos ansi�vamos

O Edsel.

O Ford Edsel tem um motor V8 de 6,6 litros

que chega aos 345 cavalos-vapor e quase 190 km/h,

e uma transmiss�o de tr�s velocidades,

controlada por um painel de toque no volante.

S�o inova��es de ponta.

Eis a defini��o estabelecida para o Edsel...

O Edsel dever� ser o carro inteligente.

O carro inteligente para a Am�rica em crescimento.

Mas os cr�ticos arrasam o design radical e a baixa qualidade.

O p�blico concorda.

Infelizmente, o estilo e design n�o estiveram � altura da publicidade

e as pessoas odiaram a grelha de "colar de cavalo".

Pareciam que tinham colado um assento de sanita na frente.

Muitas pessoas acharam o carro horr�vel e odiaram-no,

mas eu fui um dos que gostou do Edsel.

Era um carro fixe.

Mas n�o �ramos a maioria.

O Edsel � um desastre financeiro,

prejudicando os resultados finais da Ford Motor Company.

E, para Hank,

� pessoal.

Ap�s o Edsel, o Hank

fechou-se um pouco durante uns tempos.

Ele arriscou e falhou e acho que era o maior medo dele,

desde que assumira o comando ap�s a morte do pai.

Ele viu que era algo com o nome do pai.

Ele n�o sabe se recuperar� disso.

O seu pai ficaria orgulhoso.

� um belo carro.

�s vezes, � uma quest�o de timing.

No Outono de 1959,

Hank Ford p�e fim � produ��o do Edsel.

O falhan�o � p�blico e embara�oso.

E incita uma das maiores mudan�as de design autom�vel

que a Am�rica alguma vez ver�.

1956.

A Am�rica gosta do Ike,

o rock and roll varre o pa�s

e os Tr�s Grandes est�o numa corrida de inova��o e pot�ncia...

... como nunca foi visto.

Agora � a �poca da divers�o,

em que n�o se pensa muito no peso ou efic�cia do ve�culo

e criam-se estilos espantosos.

Para mim, o Chevy 1957 � lindo.

Naquela �poca, ia-se passear com a namorada

para tentar impression�-la.

Estava tudo centrado no carro.

Pessoas de patins levavam batidos e batatas fritas � janela do carro.

Os encontros rom�nticos eram nos carros, via-se cinema no carro.

Acho que nem sa�am do carro.

� a era dourada da ind�stria autom�vel

e os Tr�s Grandes v�o receber um incentivo de Washington.

Os nossos engenheiros de estradas sabem o caminho.

O Congresso, nos anos 1950, faz passar uma lei

para criar um sistema de auto-estradas interestaduais.

Est�o a dizer que a Am�rica est� nas estradas.

O Federal Highway Act

torna-se o maior projecto de obras p�blicas da hist�ria americana

que acabar� por custar mais de 100 mil milh�es de d�lares

e criar uma faixa de auto-estradas

que ligam todas as principais cidades de costa a costa.

Com mais auto-estradas, mais pessoas compram carros.

Em 1960, h� quase 75 milh�es deles na estrada,

50% mais do que na d�cada anterior.

Detroit alimenta a procura com designs audazes,

novas op��es e motores mais r�pidos.

Mas com os pre�os dos combust�veis e o custo de vida a aumentarem,

os americanos ficam a desejar mais por menos

e Detroit esfor�a-se por lhes dar isso.

Traga os desenhos. Obrigado, Bill. Adeus.

Ed Cole, um engenheiro do topo da GM, agora executivo,

v� a resposta para um mercado n�o explorado.

Um carro novo compacto, de baixo or�amento, mas desportivo.

Um peda�o de dinamite compacto de 80 cavalos-vapor,

um novo e revolucion�rio carro.

Corvair da Chevrolet.

Em 1960, Cole revela o ultramoderno Corvair

com a sua configura��o de motor de inspira��o europeia

refrigerado a ar e montado na parte traseira.

Os americanos adoram este compacto r�pido, divertido e acess�vel,

chamado de "Porsche do pobre",

e a GM vende mais de 200 mil.

Embora o Corvair melhore os resultados finais da GM...

... um homem v�-o como uma armadilha mortal.

Ralph Nader.

O Corvair, o carro inesperadamente ficava descontrolado.

O Ralph Nader queria certificar-se que os carros eram seguros

porque, enquanto jovem,

vira muitos amigos mortos e feridos em acidentes de via��o.

Um severo holofote � lan�ado sobre a ind�stria autom�vel na Am�rica

e Nader escolhe o Corvair como foco da sua cruzada.

Temos designs em que o volante tem espig�es porque s�o fixes.

Bem, num paragem repentina, v�o ser perfurados.

Pessoas que atravessam p�ra-brisas que n�o s�o inquebr�veis.

Nader via a gest�o dos Tr�s Grandes como o inimigo do povo americano.

Eles � que eram respons�veis por estas mortes.

O design do Corvair fez dele um alvo f�cil.

O Corvair tinha eixos oscilantes e, sob certas condi��es,

n�o actuava de um modo t�o previs�vel

quanto os outros carros.

As vendas do Corvair caem a pique,

de quase 200 mil no primeiro ano, a apenas 6000 no quinto ano.

Com Washington a tentar impor medidas de seguran�a mais duras

nos quase oito milh�es de carros fabricados por ano,

os ataques de Nader abalam todos os fabricantes de carros,

excepto o engenheiro-chefe da Pontiac, John DeLorean,

que tem a suas ideias sobre o que � melhor para a General Motors.

Ele era um tipo muito confiante.

Quando entrava numa sala, todos sabiam quem ele era.

Ed.

Quero vender algo de que nos orgulhemos,

algo r�pido,

um carro que fa�a toda a gente olhar.

Tem de se lembrar, John...

... n�o pode simplesmente fazer o que quer.

O governo est� preocupado com a seguran�a do p�blico.

Estou s�...

... a tentar fazer Pontiacs melhores.

Sen�o, de que serve?

Serve para apoiar a General Motors.

N�o fazemos carros de corrida.

Os americanos querem velocidade

e temos de lhes dar isso

ou ir�o comprar outra coisa.

DeLorean v� o que Ed Cole n�o v�.

A pr�xima gera��o de compradores de carros quer uma coisa,

a emo��o que s� um carro potente americano pode dar.

Em Detroit, a Woodward Avenue torna-se no centro da ac��o.

A Woodward Avenue vai do rio Detroit, at� Pontiac.

Ter� uns 32 km de comprimento

e era um local popular para o "drag racing".

Mas o que separava Detroit dos outros locais,

era que algumas das empresas autom�veis

levavam carros experimentais, disfar�ados,

e faziam corridas com o pessoal l�,

DeLorean n�o � o �nico executivo que v� o que a Am�rica jovem quer.

A estrela de Lee Iacocca est� em ascens�o.

Iacocca era algu�m com aten��o ao detalhe,

mas tamb�m com uma grande vis�o sobre o que o mercado queria.

Ele come�a como engenheiro, mas depressa vai para as Vendas

e continua a avan�ar na escada corporativa da Ford.

Lee Iacocca ganhou uma reputa��o

por ser muito inteligente e carism�tico.

Ele subiu na cadeia alimentar na Ford Motor Company,

uma promo��o atr�s de outra.

Lee?

O que faz aqui um homem da Ford?

Est� um pouco fora do seu elemento, n�o?

Olhe quem fala.

Voc�s fazem carros para velhinhas conduzirem

para a igreja ao domingo.

J� n�o.

Veja.

Mais de 300 cavalos-vapor.

De que adianta?

A GM nunca o deixar� construir isto.

� por isso que n�o vou pedir permiss�o.

Quantos destes mi�dos poder�o comprar isto?

Decerto que � divertido de se conduzir, John. Isso n�o chega.

As pessoas querem um carro para levarem ao country club na sexta,

fazerem corridas no s�bado

e irem � igreja no domingo.

Disso s� me interessam as corridas.

Lee Iacocca, parte do conflito dele com John DeLorean,

era que ambos tinham a aten��o da ind�stria.

Iacocca era mais como um executivo corporativo,

DeLorean mais como cr�tico da General Motors,

mas ambos sabiam o que as pessoas procuravam.

Tanto Iacocca como DeLorean sabem que t�m de duplicar a velocidade.

Ou ficar�o a ver navios.

Os anos 1950 s�o uma �poca americana de optimismo,

confian�a e estilo.

Reflectido nos audazes designs de Detroit

est�o os "rabo de peixes",

cromados e motores "hot rod".

Os anos 1950 d�o lugar aos turbulentos anos 1960.

A Am�rica est� a mudar.

As pessoas est�o a defender os seus direitos civis.

E a guerra no Vietname est� iminente.

Um rebelde executivo do ramo autom�vel cr� que a na��o agitada

anseia por aquilo que s� Detroit pode entregar,

pot�ncia bruta, velocidade e fulgor.

A ver como ele anda.

Ap�s meses de afina��es e testes reais na Woodward Avenue,

John DeLorean est� pronto para soltar um monstro.

� este o som de um carro.

DeLorean constr�i o derradeiro Pontiac,

adicionando secretamente um pacote de op��o

ao j� estabelecido Tempest.

Quando ele estava na Pontiac,

John DeLorean colocou um motor de 6,2 litros

na carro�aria dum Pontiac

e chamou a esta op��o de GTO

e isso como que contornou as regras

pois n�o estavam bem a fazer um carro, estavam a fazer uma op��o.

Na Primavera de 1964,

DeLorean lan�a o pacote de op��o

chamado Gran Turismo Omologato

ou GTO.

O GTO oferece uma opcional

transmiss�o de quatro velocidades com a alavanca no ch�o.

Tem uma manete de mudan�as Hurst, sistema de escape duplo,

"scoops" no cap�

e, por baixo do cap�, um motor V8 de 6,4 litros

capaz de 325 cavalos-vapor.

O Pontiac GTO era um carro incr�vel.

Simbolizava cavalos-vapor e velocidade.

Era um carro muito masculino e sexy.

Considero o DeLorean um comerciante.

Ele descobriu como criar entusiasmo pela marca.

Alguns carros desportivos s�o apenas gatinhos.

O GTO da Pontiac � um tigre.

�gil, ligeiro, amplo.

O DeLorean conseguia ser arrojado e audaz

e infundia os carros com a sua pr�pria personalidade.

GTO.

O pessoal de Vendas da Pontiac

achavam que s� venderia 5000 no primeiro ano.

Venderam 35 mil.

A "Motor Trend" escolhe toda a linha Pontiac

como Carro do Ano de 1965.

Ao longo dos cinco anos seguintes,

a Pontiac vende mais de 350 mil GTOs.

Foi o nascimento da era do carro potente.

Eram certos carros que atra�am seguidores

e criaram um mito que vai para l� do carro em si.

Nessa era, vimos a produ��o de motores

que quase s� deviam estar na estrada para as corridas.

Faz�amos "drag races" com um amigo atento ao tr�nsito

e que usava uma lanterna caso houvesse problemas.

Mas tudo era uma pista de corrida.

A Am�rica jovem quer velocidade,

mas a gest�o da General Motors n�o est� na mesma p�gina.

Diz aqui que � o executivo mais fulguroso do ramo autom�vel.

Isso n�o diz muito sobre Detroit.

Sabe como funcionam as coisas aqui, John.

A empresa vem primeiro.

S� porque o seu GTO est� a vender,

n�o significa que seja bom para a GM.

N�o tinha dito que o importante � vender carros?

� vender carros, John,

mas o governo quer fazer um exemplo de um dos Tr�s Grandes,

ent�o, o seu GTO n�o nos ajuda!

Nunca pensei que se vendesse.

- Os tempos mudam, John. - Claramente!

- Desde quando recusa um desafio? - 200 cavalos-vapor � uma coisa.

400 cavalos-vapor � um desejo de morte.

Com as vendas do GTO a continuarem a subir,

os Tr�s Grandes entram no que ficou conhecida por...

... a guerra dos cavalos-vapor.

Todos os Tr�s Grandes

estavam a criar algo com imensos cavalos-vapor

e tornou-se numa corrida �s armas.

O carro que se destacou para mim foi o Camaro.

Era barulhento e r�pido.

Todo ele era espectacular.

O Chevelle � do mais ic�nico que h�.

Sou filho de um piloto de carros que adorava o Chevy.

Ele incutiu isso na fam�lia toda.

O El Camino.

� o meu escolhido como um belo carro potente.

Quando guio esse carro, sinto que tenho uma atitude.

Iacocca n�o chegou primeiro que DeLorean ao mercado,

mas est� determinado a p�r a Ford no jogo dos cavalos-vapor.

O problema dele � o patr�o, Hank Ford,

que ainda est� a recuperar do fiasco do design radical do Edsel,

um falhan�o que lhe custou uns incr�veis 350 milh�es de d�lares,

ou tr�s mil milh�es de d�lares hoje em dia.

Hank!

Agora n�o, Lee.

O desastre do Edsel n�o devia impedir-nos de tentar inovar.

O desastre, como lhe chamou, arruinou o bom nome do meu pai

e custou milh�es a esta empresa.

H� espa�o para carros pequenos,

mas os mi�dos querem velocidade.

Quem se importa com o que querem?

O Hank devia importar-se.

Jovens abaixo dos 25 anos

est�o a comprar mais carros que os outros grupos et�rios.

Tudo bem, mas o que quer que fa�a,

� bom que n�o seja dispendioso.

Ser� o carro r�pido mais barato que o dinheiro pode comprar.

Lee Iacocca era interessante de muitas maneiras.

Era um rebelde.

Tinha uma mente muito f�rtil,

sempre a pensar no que podemos fazer

que seja diferente e melhor.

Iacocca sabe que Hank est� muito consciente de custos,

ent�o, usa pe�as do Falcon e Fairlane da Ford,

mas precisa de um novo visual para o carro.

Ele n�o construiu o carro do zero, mas alcan�ou algo muito fixe.

O processo de desenh�-lo, constru�-lo e de criar aquilo,

fez dele um homem de neg�cios muito inteligente.

Iacocca quer exibir o seu novo carro potente compacto

e decide revel�-lo na Feira Mundial de 1964.

No pavilh�o da Ford h� um canto de devaneio chamado...

... Mustang.

Ningu�m sabia o grande sucesso que ia ser.

Venderam centenas de milhares.

Os jovens tinham um carro que podiam dizer:

"Isto � para mim."

Havia muitos "hot rods", mas pouco estilo.

Era muita ac��o, pouco estilo.

O Mustang era ac��o e estilo.

O Mustang est� a arrasar.

As vendas explodiram.

Ford fabrica quase 700 mil Mustangs nos primeiros 18 meses,

superando as vendas do GTO em quase sete para um,

fazendo de Iacocca uma estrela do ramo autom�vel.

Ent�o, est� na capa.

Hank, se ler isso,

ver� como disse que era aberto a novas ideias

como a sua lideran�a era crucial. - N�o � sobre mim.

A s�rio?

� sobre o carro.

Enquanto for a Ford Motor Company,

quero os carros no centro, n�o os executivos.

N�o se esque�a disso.

Certo, Hank.

No in�cio dos 1970,

Detroit est� a dar aos americanos mais pot�ncia que nunca.

O GTO da Pontiac d� lugar ao Mustang da Ford,

que vende quase um milh�o de carros em menos de dois anos,

lan�ando Lee Iacocca para presidente da Ford Motor Company.

Detroit sabe quem desenha as coisas agora.

Mas a Ford continua atr�s da GM que vende o dobro dos carros.

Depois, a tempestade perfeita

abate-se sobre a ind�stria autom�vel americana.

A OPEP atinge os EUA com um embargo petrol�fero.

Os pre�os dos combust�veis sobem a pique,

a economia abranda,

deixando a porta aberta para a competi��o externa.

A ind�stria autom�vel americana tinha carros �vidos de gasolina.

Isso era muito bom

quando a gasolina era a 10 c�ntimos por 3,8 litros,

mas o problema

� quando � tr�s ou quatro ou cinco d�lares por 3,8 litros.

Com o foco ainda nos carros potentes,

os Tr�s Grandes s�o lentos a reagir.

A mar� vinha em for�a do leste.

A Toyota, Honda, Nissan estavam a encontrar um p�blico receptivo

pois gastam menos combust�vel, t�m designs astutos e eram pequenos.

N�o est�vamos � espera dessa.

Fomos apanhados

a olhar para o lado errado.

Carros mais pequenos e com menos consumo de combust�vel,

vindos da �sia e da Europa, inundam o mercado.

O Volkswagen Carocha alem�o passa de uma novidade

a meio milh�o deles vendidos em 1970,

superando o Modelo T como o carro mais vendido de sempre.

A revista "Motor Trend" testou o Toyota Corolla

com o novo motor de 102 cavalos-vapor e viu isto...

Os fabricantes de autom�veis japoneses nos anos 1970

passam de 100 mil carros vendidos nos EUA, a 1,5 milh�es,

aumentando as vendas nuns incr�veis 500%.

Afinal, os alem�es fazem carros melhores que os EUA.

Os japoneses fazem carros t�o bons e mais baratos.

Detroit est� a sofrer

pois foi gorda, burra e feliz por muito tempo

e perdeu a vantagem competitiva.

Os fabricantes americanos de carros precisam de uma resposta

e Hank Ford vira-se para Lee Iacocca para encontr�-la.

Como vai o novo?

N�o se preocupe, Hank, irei salvar-nos de novo.

� bom que esteja pronto at� Setembro.

Vamos lan�ar uma grande campanha publicit�ria.

Tamb�m quero que esteja pronto,

mas estamos a ir mais r�pido do que dev�amos.

Nunca explicar, nunca se queixar.

S�o palavras suas, n�o minhas.

Hank...

Pode ficar com o cr�dito,

podem contar o lucro,

mas sejamos claros quanto a quem est� a fazer o trabalho.

Estar� pronto quando eu disser.

Lee Iacocca, se estivesse noutro lugar,

provavelmente seria o director executivo,

mas esta � uma empresa familiar.

Parte do conflito dele com Henry Ford II

era o facto de ele ser trabalhador contratado.

Era humilhante para ele.

Conhe�am o Pinto, acabadinho de nascer.

O Pinto foi lan�ado

ap�s um dos per�odos de desenvolvimento mais curtos

na hist�ria do autom�vel, apenas 25 meses.

Custava 1800 d�lares ou 11 mil d�lares hoje em dia.

O Pinto � um �xito, vendendo mais de 350 mil no primeiro ano.

H� agora uma corrida louca para entrar no mercado dos compactos

e dominar as importa��es estrangeiras.

A Chrysler apressa-se a lan�ar o seu Plymouth Cricket,

que apresenta mais espa�o interior que o Pinto.

Na GM, Ed Cole sente a press�o para igualar o sucesso da Ford

e vira-se para o homem que lhe trouxe o carro potente,

o exuberante executivo, John DeLorean.

John DeLorean � obstinado, determinado,

capaz de se agarrar a um sonho e lev�-lo at� ao fim.

Acrescentemos que era um megaloman�aco de v�rias maneiras.

Ele fazia ritidoplastias e coisas assim, ent�o parecia mais jovem,

mas era um indiv�duo distintamente bem-parecido.

Chamemos-lhe de rebelde pois tinha de ter ideias que fossem novas.

Eram s�...

... mulheres.

Sentimos a sua falta nestas duas �ltimas semanas.

Espero que tenha ido a um s�tio agrad�vel.

J� lhe disso, fui fazer uma cirurgia a L.A.

Como est�o as coisas por aqui?

Estou atolado em negocia��es com o sindicato.

Como vai o design do compacto?

Estar� pronto no Outono,

a tempo de arruinar a minha reputa��o.

Sei que n�o � o seu carro de sonho, mas apoie isso.

O Ford Pinto � competi��o dura.

Pode crer, Ed.

Iremos destruir o Pinto.

A revista "Motor Trend" nomeou o nossos Vega

como Carro do Ano de 1971.

O Vega, da Chevy, tem um inovador motor de alum�nio leve

e vem em vers�o "hatchback", sed� e at� carrinha.

A GM vende mais de 250 mil de Vegas no primeiro ano,

mas o sucesso do Vega e do Pinto est� prestes a chegar ao fim.

Os Pintos e Vegas eram carros bastante maus.

Os fabricantes de autom�veis americanos, na sua arrog�ncia,

como que impuseram ao p�blico... aqui est� um carro econ�mico,

mas � um carro barato e n�o � um carro bom.

Os consumidores descobrem

que o Vega tem eixos e aceleradores defeituosos

e motores propensos � ferrugem,

originando uma recolha massiva, o que custou milh�es � GM.

Surgem relat�rios de tanques de combust�vel defeituosos no Pinto.

Provocam inc�ndios e explos�es.

As vendas come�am logo a baixar.

A Ford recolhe um milh�o e meio de Pintos.

Mas o Cricket, da Chrysler, sai-se ainda pior,

vendendo menos de 1/10 do Pinto e do Vega,

ajudando a p�r o antes grande gigante autom�vel

numa d�vida de 750 milh�es de d�lares.

Os tr�s ficam conhecidos como os piores carros j� fabricados.

Apesar do falhan�o do seu compacto,

DeLorean mant�m a visibilidade,

� medida que a sua tumultuosa vida pessoal o mant�m nas manchetes.

Tente agir como um adulto!

Veja como est� vestido!

Tem de abrandar, John.

N�o posso t�-lo nas revistas cor-de-rosa quase todas as semanas.

A minha vida privada

� s� da minha conta.

Est� a falhar na palavra-chave,

"privada".

Eu estou a ler sobre ela.

Toda a publicidade � boa publicidade, n�o?

N�o se preocupe,

n�o irei mais danificar a reputa��o da GM.

Despe�o-me!

Encontre outra pessoa para fazer o trabalho todo aqui!

Com o avan�ar dos anos 1970, os EUA luta com uma economia

enfraquecida pela recess�o e o aumento dos pre�os do petr�leo.

Iremos quebrar as costas da crise da energia.

Estabeleceremos a base para a nossa futura capacidade

para responder �s necessidades de energia da Am�rica,

a partir dos pr�prios recursos da Am�rica.

Os Tr�s Grandes est�o em dificuldades

� medida que os carros estrangeiros dominam o mercado.

Para derrotar as importa��es, Detroit � obrigada a refor�ar

os seus carros mais baratos, com menor consumo de combust�vel.

H� algo a dizer sobre Henry Ford n�o querer mudar o Modelo T

e a ind�stria autom�vel dos EUA n�o querer mudar para carros pequenos.

E � preciso estar um passo � frente,

n�o um passo atr�s.

Infelizmente, era onde a ind�stria americana esteve uns tempos.

Ap�s a recolha do Pinto, Hank Ford perde a confian�a em Lee Iacocca

e despede-o.

Quando Lee Iacocca � for�ado a sair da Ford Motor Company,

foi muito humilhante para ele.

Ele via-se como o futuro l�der da Ford Motor Company

e ficou devastado quando o mandaram embora.

Para o terceiro fabricante de autom�veis, Chrysler,

os tempos n�o podiam estar piores.

Ap�s o falhan�o do Cricket,

a empresa tem uma d�vida de milh�es de d�lares

e est� � beira da fal�ncia.

A Chrysler enfrentava uma crise existencial financeira

e estava prestes a fracassar.

A solu��o para os problemas da Chrysler

poder� vir de um s�tio improv�vel.

Pense nisso, Lee,

se vier para a Chrysler,

ser� de novo o capit�o do navio.

Ningu�m quer ser o capit�o do Titanic.

Eu certamente n�o quero.

Se algu�m consegue mudar isto,

� o Lee.

Lembrem-se que o Lee Iacocca, nesta altura,

provavelmente queria, mais do que tudo, vingar-se do Henry Ford II.

Ele estava motivado por esta grande animosidade

e grande injusti�a de ter sido expulso daquela empresa

que ele sentia que estava a liderar.

Qual a melhor maneira de provar que tinha raz�o?

Quando queria que come�asse?

No Outono de 1979,

Lee Iacocca torna-se o presidente da Chrysler.

A tarefa dele? Salvar a empresa do colapso financeiro

e os 300 mil postos de trabalho que est�o em risco.

Lee Iacocca foi ao governo

e disse:

"Para salvar a minha empresa, vou precisar de ajuda."

Embora a Chrysler n�o fosse a maior,

teria tido um enorme impacto negativo na economia.

Pensem no n�mero de pessoas que ficariam desempregadas.

Iacocca convence o governo americano

a resgatar a Chrysler com 1,5 mil milh�es de d�lares.

Mas a empresa est� a perder 150 milh�es de d�lares por trimestre.

Lee Iacocca n�o � o �nico a lutar para salvar a carreira.

� este o som de um carro.

Como muitos homens na Hist�ria,

John Zachary DeLorean queria construir o seu pr�prio carro

e h� muitos obst�culos e armadilhas,

mas, apesar disso, DeLorean...

... decide arriscar.

Ele chama � empresa a DeLorean Motor Company,

mas sem os recursos financeiros dos Tr�s Grandes,

DeLorean torna-se criativo na gest�o dos custos.

Ele decide fazer o seu sonho americano no estrangeiro.

O DeLorean � completado na Irlanda do Norte, de todos os lugares.

A f�brica dele estava entre os bairros protestantes e cat�licos

no auge do que agora � conhecido por Troubles na Irlanda do Norte.

E ele foi para l� porque o governo brit�nico estava disposto a dar-lhe

mais de 100 milh�es de d�lares.

Enquanto John DeLorean executa uma nova vis�o do fabrico de carros,

Lee Iacocca esfor�a-se por salvar a Chrysler,

mesmo com o empr�stimo do governo.

Iacocca foi para um navio que estava a encher-se de �gua.

Ele aposta em algo que os americanos nunca viram

e n�o sabiam que precisavam.

Uma carrinha t�o vers�til e certa para a Am�rica actual.

Nunca s�o suficientes.

O que a Chrysler fez com o monovolume foi significante.

Foi ao encontro das necessidades de muitas pessoas

de um modo que a carrinha n�o o fez.

A Chrysler vende um milh�o nos primeiros dois anos.

Com o sucesso do monovolume,

Lee Iacocca paga o resgate federal sete anos antes do prazo final.

Tenho s� uma ambi��o para a Chrysler.

Ser a melhor.

O que mais h�?

Enquanto Iacocca salva a Chrysler, ele e o rival John DeLorean

ir�o competir para determinarem o futuro

do fabrico do carro americano.

No final dos anos 1970, a Am�rica est� a sofrer.

A infla��o est� num m�ximo hist�rico

e 1,3 milh�es de pessoas est�o desempregadas.

� medida que importa��es baratas continuam a inundar o mercado,

os Tr�s Grandes lutam por sobreviver.

Penso que havia um forte sentimento de nega��o Detroit

quanto ao que estava a acontecer-lhes,

que era a ascens�o

de empresas como a Toyota

e Honda.

Detroit antes tinha 90% do mercado,

mas a quota deles continuava a diminuir.

Fabricantes de carros estrangeiros controlam 1/4 do mercado americano

e est�o a expandir-se.

Com uma perda projectada de 1,6 mil milh�es de d�lares,

Hank Ford � for�ado a aumentar os pre�os,

mas, mesmo assim, n�o consegue ter lucro.

E sai da empresa

que j� tinha salvo da ru�na.

A administra��o elege outro presidente para assumir o comando.

Pela primeira vez,

a Ford Motor Company � gerida por algu�m fora da fam�lia.

Mas Hank deixa um legado de inova��o,

como o pai e o av� antes dele.

O Henry Ford II

era um incr�vel homem dos carros.

Como Edsel tinha sido.

Talvez haja um gene

que corre no sangue daquela fam�lia.

A Ford n�o s� sobrevive,

como prospera,

continuando como uma das maiores e mais antigas empresas da Am�rica.

As importa��es estrangeiras continuam a inundar o mercado

e Lee Iacocca faz uma jogada que choca a ind�stria

ao se associar ao inimigo,

o fabricante Mitsubishi.

Iacocca teve de colaborar com a Mitsubishi

para compreender e conseguir vender a novos segmentos do mercado

que queriam os carros mais pequenos que os japoneses fabricavam.

A Chrysler e Mitsubishi abrem uma f�brica de 500 milh�es de d�lares,

empregando quase 2500 americanos.

� uma experi�ncia dispendiosa que ir� fazer ou desfazer a Chrysler.

Enquanto Iacocca arrisca com o futuro da empresa,

o fabricante de carros rebelde, John DeLorean,

est� pronto a mostrar ao mundo a vis�o dele do futuro.

Dez anos ap�s deixar a GM,

o seu DMC-12 finalmente sai da linha de montagem.

� um momento triunfante

para uma das grandes lendas da ind�stria autom�vel.

Foram oito anos, desde que ele concebeu o carro,

at� o primeiro ser, de facto, constru�do.

Mas foi John Z. DeLorean que tornou isso poss�vel.

Ele � que correu todos os riscos.

Ele � que teve de arranjar o dinheiro para aquilo.

O DMC-12 tem umas futur�sticas portas tipo asa de gaivota

que requerem menos folga do lado que as normais portas articuladas.

A parte inferior da carro�aria de fibra de vidro

est� coberta por um inv�lucro de a�o inoxid�vel escovado

e o carro � alimentado por um motor Renault V6

de 130 cavalos-vapor montado na traseira.

O carro estava t�o � frente do seu tempo no design da carro�aria

que � incr�vel.

Quando era mi�do, vi um DeLorean e achei que era o carro mais fixe.

Parecia da era espacial com portas tipo asas e n�o havia nada igual.

O DMC-12, cujo nome veio em parte

do antecipado pre�o de 12 mil d�lares,

custava 26 mil d�lares para cobrir os custos.

O DeLorean n�o s� tinha objectivos de venda pouco realistas,

mas os n�meros come�aram a ser contabilizados

e o pre�o tornou-se pouco realista

e era imposs�vel venderem aqueles carros �quele pre�o.

Embora os cr�ticos elogiem o visual futur�stico,

odeiam o que est� por baixo do exterior de a�o inoxid�vel.

N�o anda bem. N�o conduz bem.

N�o � f�cil de entrar e sair.

As vendas s�o um desastre, vendendo apenas 9000 unidades

e DeLorean enfrenta a fal�ncia.

Quando um homem como John DeLorean,

que tinha o sonho de construir um carro de sucesso,

de repente, v� que est� a ficar sem dinheiro, fica desesperado

e faz algumas escolhas pouco sensatas.

No in�cio dos anos 1980, a Am�rica luta com uma forte recess�o.

Empregos no sector industrial est�o a desaparecer

e a ind�stria autom�vel � quem mais sofre.

O desemprego sobe a pique.

Um em quatro trabalhadores do ramo autom�vel est� sem emprego.

Para o fabricante de carros rebelde, John DeLorean,

as condi��es n�o podiam ser piores.

As pessoas n�o estavam a clamar por um DeLorean DMC-12

e ele tinha custos enormes e contas a amontarem-se.

Ele ficou desesperado.

John DeLorean n�o ser� muito diferente

de tantos outros homens de sucesso da ind�stria autom�vel.

� preciso ser-se ego�sta,

tanto que se tornou insensato

quando foi necess�rio recorrer a t�cticas question�veis

para manter a empresa dele viva.

Isso foi praticamente a nota de ornamento

que terminou a hist�ria de John Zachary DeLorean.

John DeLorean acabou no tribunal, acusado de tr�fico de coca�na.

DeLorean � basicamente apanhado numa rusga

e aparece nas c�maras na posse de alguma coca�na

e diz: "Isto � como ouro."

Obrigado.

Foi absolvido.

Mas a carreia dele na ind�stria autom�vel, para todos os efeitos,

estava acabada.

A queda de DeLorean p�e fim � rivalidade de d�cadas com Iacocca

que se aventurou em mais um neg�cio arriscado.

Uma parceria de mil milh�es e meio de d�lares

com o fabricante de carros estrangeiro...

... Mitsubishi.

Juntos, lan�am o Eclipse.

As vendas da Mitsubishi aumentam em mais 32% num ano,

fazendo da empresa um participante nos EUA.

Mas a maioria das pessoas n�o sabe que a Chrysler partilha do lucro.

Comprar um carro americano, sim, � patri�tico,

mas os fabricantes tamb�m t�m de merecer isso.

T�m de merecer o nosso neg�cio

e n�s temos de criar os melhores carros e carrinhas do mundo.

Iacocca continua a reescrever o caderno de jogadas.

O passo seguinte dele � voltar a p�r o pa�s a comprar americano

com um ve�culo ic�nico,

o Jeep.

A Chrysler queria ter o Jeep que era da American Motors.

A Chrysler comprou a American Motors para ter o Jeep.

Na Chrysler, o Jeep � remodelado.

O novo modelo chama-se Grand Cherokee.

O Grand Cherokee � um �xito t�o grande

que torna popular uma nova classe de carros,

o ve�culo desportivo utilit�rio.

A Chrysler vai da beira da fal�ncia,

a um lucro de 723 milh�es de d�lares.

Em 1992, com 67 anos, Lee Iacocca,

o g�nio do ramo autom�vel

respons�vel por alguns dos ve�culos mais inovadores do pa�s,

reforma-se no seu auge.

Como executivo, como inovador, como homem de carros,

e tamb�m como vendedor magistral,

ele tem um registo incr�vel de sucesso.

E salvou... bem, havia um culto de personalidade

� volta de Lee Iacocca na Chrysler,

mas, em suma, era tudo o que a Chrysler tinha.

Lee Iacocca merece a reputa��o

de ser um dos grandes executivos do ramo autom�vel do s�culo XX

e n�o s� por tudo o que fez na Ford,

mas tamb�m por salvar a Chrysler.

Mais nenhum outro executivo podia ter feito isso.

Com a sa�da do �ltimo dos grandes pioneiros de carros da Am�rica,

inicia-se um novo cap�tulo de inova��o.

Desde o in�cio do s�culo XX

at� hoje,

o carro transformou o pa�s

e define a experi�ncia americana.

O que vai acontecer no s�culo XXI? N�o sei.

O autom�vel chegar� a um ponto

em que ser� mais interessante e importante do que no passado

e ser� devido � tecnologia sem condutor.

E far� muitas coisas na sociedade.

Transformar� o modo como vivemos.

Os fabricantes t�m alguns carros sem condutor

nas pistas de corridas, em...

... que compete com pilotos nesse n�vel e � espantoso.

N�o terei um carro aut�nomo.

Nem quero estar vivo quando isso aparecer.

Adoro conduzir e adoro ter o controlo.

Conduzir � algo prim�rio que pessoas adoram e desfrutam,

mas o melhor � que, no futuro,

poderemos escolher quando queremos conduzir.

Estamos a entrar num admir�vel mundo novo

e, pessoalmente, acho empolgante.

A maioria dos americanos v� o carro como um direito de nascen�a,

mas tamb�m � a forma como a nossa sociedade est� organizada.

A sua influ�ncia est� t�o disseminada

que n�o � mais vis�vel que o ar que respiramos.

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