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Original subtitles

Ol�! Sou Dale Earnhardt Jr.

Como muitos de v�s sabem, os carros s�o muito importantes para mim.

T�m sido a minha paix�o e o meu sustento,

e dominaram a minha imagina��o.

Os carros s�o tamb�m os alicerces

sobre os quais a Am�rica foi constru�da:

ind�stria, inova��o e inspira��o.

Hoje, para al�m da Hist�ria,

orgulho-me de vos apresentar a hist�ria �pica

das m�quinas mais americanas,

desde os pioneiros da ind�stria,

aos inovadores que moldaram os seus anos gloriosos.

Esta � a hist�ria de como o carro fez a Am�rica.

No desapontar do s�culo XX,

o mundo moderno est� a ser criado.

Ind�strias, tais como caminhos-de-ferro, a�o e petr�leo,

come�am a aparecer

e os Estados Unidos est�o na linha da frente dessa moderniza��o.

Agora, no terceiro maior pa�s e de crescimento mais r�pido do mundo,

os seus 45 estados espalham-se pelo norte do continente americano,

mas viajar continua a ser dif�cil

e a maior parte dos americanos

nunca se afasta mais de 80 km de casa.

Uma inova��o est� prestes a mudar tudo isso.

Em apenas 50 anos,

quatro mil milh�es de quil�metros de estradas alcatroadas

entrela�ar-se-�o por todo o pa�s, unindo as suas cidades,

vilas e pessoas.

Ao mesmo tempo, Ford,

Chevrolet,

Dodge,

e Chrysler,

tornar-se-�o nomes conhecidos que ir�o mudar o pa�s para sempre.

OS CARROS QUE FIZERAM A AM�RICA

Parte 1

Legendas Canal Hist�ria

Transcri��o e Sincroniza��o fininhos

H� 15 milh�es de Ford Modelo T espalhados por todo o mundo.

Este carro abre caminho para toda a ind�stria autom�vel.

Os tempos podem estar a mudar, mas aqui, na Ford Motor Company,

as coisas n�o mudam.

Sr. Ford! Sr. Ford!

A Ford Motor Company torna-se a maior fabricante de carros do mundo

e um homem dominar� a ind�stria autom�vel.

Mas Henry Ford, de 38 anos,

n�o foi sempre um sucesso.

Anda, n�o incomodes o teu pai.

Henry Ford percebeu qu�o dif�cil era construir um carro

e uma empresa de autom�veis.

Criou a Henry Ford Company e n�o correu bem.

Simplesmente, fracassou.

� estranho recordar que ele faliu duas empresas

at� conseguir encontrar as suas bases.

Eis um homem, com muito pouco dinheiro,

que iria ser considerado um falhado aos 30 anos,

mas estava decidido a arriscar o seu sustento,

a sua reputa��o e o seu futuro.

� um enorme n�vel de risco.

O engenheiro alem�o Karl Benz,

criou o primeiro autom�vel movido a g�s, em 1886.

Sete anos mais tarde,

� criado o primeiro carro americano,

mas quase uma d�cada depois,

os carros ainda n�o tinham "pegado" na Am�rica.

Os primeiros carros podiam custar sete mil d�lares

em dinheiro de 1900,

que seria o equivalente a 100 mil d�lares actualmente.

As pessoas normais, nessa �poca, n�o os podiam comprar.

Muitas vezes viam-se estrelas de cinema e outra pessoas

que usavam o autom�vel para demonstrar

que eram algu�m na sociedade

e tinham capacidade de comprar este tipo de luxos.

A velocidade era o objectivo principal

dos primeiros fabricantes de carros.

No in�cio dos anos 1900, as pessoas n�o tinham a certeza

da utilidade dos carros,

ou da sua capacidade para suportar condi��es diferentes.

Por isso, muitos fabricantes de autom�veis,

faziam corridas para garantir a durabilidade do carro,

a capacidade do carro,

e as pessoas, lentamente, come�aram a aderir.

Ford v� uma oportunidade nas corridas

como forma de atrair a aten��o para os seus carros.

Henry estava determinado a n�o permitir

que o falhan�o da Henry Ford Company o definisse,

mas tinha de mudar essa ideia que tinham dele.

Viu uma oportunidade ao fazer uma corrida

contra o melhor piloto de corridas,

e indiscutivelmente, o melhor carro projectado,

constru�do e conduzido por Alexander Winton.

Mas Henry Ford nunca estivera ao volante de um carro de corridas.

� engra�ado pensar que um tipo como Henry Ford

s� entrou numa corrida uma vez na vida.

Eis um indiv�duo que era um engenheiro brilhante,

um grande vendedor, e al�m disso, era piloto de carros de corridas.

Na �poca era necess�rio ser multifacetado para ter sucesso.

No entanto, ele sabia que vencer o corredor mais famoso da Am�rica

iria coloc�-lo na primeira p�gina dos jornais.

Quando esta corrida surgiu, ele viu-a como uma oportunidade

para criar a sua marca e conseguir fundos para a sua nova empresa,

a Ford Motor Company.

O carro de Winton tinha triplicado os cavalos de for�a.

Mas o carro de Ford � mais confi�vel.

O carro de Alexander Winton � muito mais veloz do que o de Henry Ford,

mas depois o carro de Winton come�a a falhar,

tal como acontecia a muitos carros, com um problema na igni��o.

Ford vence a corrida por pouco.

Henry Ford venceu a corrida como inovador,

e foi devido � sua capacidade de criar um carro

que n�o era o mais r�pido,

mas era o mais confi�vel

e mais resistente,

que os investidores correram para ele.

Ford, desde o in�cio, quis ser o melhor.

Tinha uma esp�cie de v�cio e de obsess�o,

um tipo de concentra��o numa s� coisa

que o tornou o melhor no seu ramo.

A sua vis�o era sempre para avan�ar.

Henry Ford era estranhamente um reminisc�ncia de Steve Jobs.

Henry Ford tinha a vis�o

de construir carros

que todas as pessoas pudessem vir a comprar,

e uma vis�o da Am�rica onde toda a gente pudesse ter mobilidade.

Ele queria fazer coisas que melhorassem a vida

dos americanos comuns.

Os carros s�o a tecnologia do futuro

e muitos queriam um peda�o da nova ind�stria.

Se recuarmos � viragem do s�culo,

500 novas empresas estavam a criar um autom�vel,

de qualquer maneira ou feitio.

Mas havia mais fracassos do que sucessos.

Nos prim�rdios do autom�vel era tudo competi��o.

Competi��o n�o s� para criar o melhor carro,

mas quem o podia construir em quantidade suficiente

para ser o rei da ind�stria?

Uma coisa que os diferentes fabricantes tinham em comum

era aquele pensamento: "N�o tenho medo de nada,

tenho de arriscar para que aconte�a."

Eles n�o tinham medo de fracassar.

Um dos maiores concorrentes da Ford,

v� a oportunidade de criar um monop�lio,

tal como acontecia com as poderosas ind�strias do a�o

e do petr�leo.

Nash!

O que est� a demorar tanto?

Preciso de ver os resultados do trimestre antes do mercado fechar.

Est� tudo aqui, Sr. Durant.

Muito bem.

Ao contr�rio de Henry Ford,

William Durant tinha tido origens ricas e privilegiadas.

Era neto do governador do Michigan.

Desistiu do liceu

e criou a sua primeira empresa aos 20 anos.

Durant era a ovelha negra da fam�lia,

mas era um vendedor nato.

Aos 40 anos, Durant j� era multimilion�rio,

tendo feito fortuna

com carruagens puxadas por cavalos.

Viajar est� a evoluir,

mas apesar de haver milhares de quil�metros de carris pelo pa�s,

os cavalos ainda s�o o meio de transporte mais comum.

O problema

� que carros e cavalos n�o formam uma boa combina��o.

algumas cidades at� precisam de homens com bandeiras a p�

para avisar cavalos nervosos e pedestres

da aproxima��o de carros.

E os cavalos provocam outro problema.

Em 1900, h� mais de 900 toneladas de estrume de cavalo,

nas ruas de Nova Iorque,

diariamente.

O que se faz com todos os excrementos e urina de cavalo?

As grandes cidades na Am�rica tresandavam como cavalari�as.

Al�m disso, havia o problema dos cavalos que morriam na rua.

O que fazer com os cavalos mortos?

Viajar a cavalo � tamb�m demorado.

Uma viagem de Chicago a Kansas City demora duas semanas.

Durant sente que a Am�rica em breve ir� adoptar o autom�vel,

e a liberdade que ele trar�.

Portanto, liquida a sua fortuna para financiar aquisi��es.

Durant sempre viu as coisas

de forma que as outras pessoas n�o viam.

Ele conseguia ver o futuro de qualquer tipo de produto.

Ele interessou-se por um fabricante de autom�veis em apuros.

A Buick Motor Company.

Buick tamb�m tinha vis�o, mas pouco conhecimento operacional.

Era um gestor muito fraco.

Como resultado, ele tinha um bom carro mas n�o o conseguia vender.

Quando Durant comprou o Buick, sabia que era um bom carro,

e com a sua comercializa��o poderia realmente desenvolver-se.

Ele conseguia vender qualquer coisa.

Podia vender-nos a camisa que t�nhamos vestida,

e ainda fic�vamos felizes por pagar por ela.

Enquanto Durant estava a comprar a sua entrada...

... Henry Ford estava a formar a sua empresa do zero.

Henry Ford era o tipo de homem que fazia jogadas muito agressivas

que assustariam a maioria das pessoas.

Ford sabia que era a sua �ltima hip�tese

de ser bem-sucedido na ind�stria autom�vel,

por isso decide juntar-se a duas estrelas em ascens�o de Detroit.

John e Horace Dodge.

Vi o vosso trabalho.

O s�culo XX come�a com o esp�rito pioneiro da Am�rica

a mudar o mundo.

Os irm�os Wright tinham tornado o imposs�vel poss�vel,

com a inven��o do aeroplano.

Outra inova��o, o carro, n�o estava a ter sucesso rapidamente,

mas dois homens est�o a tentar mudar isso.

William Durant que tinha feito fortuna

a fazer carruagens puxadas por cavalos,

volta-se para uma nova ind�stria que pensa que pode controlar,

enquanto Henry Ford, que j� tinha fracassado duas vezes,

continua empenhado no seu sonho de transformar a Am�rica

num pa�s de condutores de autom�veis.

John e Horace Dodge.

Henry Ford.

Para o fazer precisa dos dois melhores mec�nicos de Detroit.

Vi o vosso trabalho.

E...?

Um design admir�vel.

Havia muita competi��o na ind�stria autom�vel, na viragem do s�culo.

Tinha de ser o fabricante que tinha os mec�nicos

que tinham a ideia seguinte.

Os Irm�os Dodge tornaram-se conhecidos pelos seus trabalhos

no neg�cio das bicicletas, com uma inven��o simples, mas engenhosa.

O rolamento � prova de p�.

As bicicletas, tal como os primeiros carros

andavam em estradas de terra,

expostas aos elementos.

A sua inven��o, que albergava dois conjuntos fechados

de rolamentos de esferas lubrificadas,

mantinha o eixo a girar, protegendo-o dos detritos.

Um conceito simples que podia ser aplicado nos primeiros autom�veis.

� medida que os seus conhecimentos evolu�am,

os Dodge eram muito solicitados.

A reputa��o deles espalhou-se rapidamente

e foi quando Ransom Olds fez um contrato com eles

para produzir transmiss�es e eixos para o Oldsmobile

e isso deu-lhes o arranque.

Foi quando o dinheiro come�ou a entrar

e a reputa��o deles a crescer

em termos de qualidade do seu trabalho.

Estou aqui para vos oferecer a oportunidade de fazerem

algo revolucion�rio.

Quero que venham trabalhar para mim.

Pago-lhes 250 d�lares por chassis

e dou-vos total liberdade criativa.

Ford ofereceu aos Dodge o que nenhum outro fabricantes oferecera,

uma verdadeira pareceria e 10% dos lucros.

Os Irm�os Dodge j� tinham um contrato lucrativo

com a Oldsmobile.

Tinham feito um bom trabalho a desenvolver os motores deles,

e tinham feito uma sugest�o que Olds vira e rejeitara.

Portanto, acharam que ele n�o iria ter tanto sucesso como Ford.

Podemos fazer isso.

Excelente.

- Temos neg�cio. - Muito bem.

Vamos mostrar-lhe algo em que estamos a trabalhar.

Adorava ver.

Nunca teriam tido sucesso se n�o respeitassem e compreendessem

o dom�nio do outro pela sua arte.

A rela��o entre Ford e os Dodge,

foi totalmente m�tua e ben�fica, no in�cio.

Para se juntarem a Ford,

os Irm�os Dodge deixaram a maior fabricante de autom�veis do pa�s,

a Oldsmobile.

O pequeno Runabout da Oldsmobile foi um enorme sucesso,

nos primeiros cinco anos do s�culo XX.

Era basicamente uma charrete com um motor acoplado.

As linhas curvas fizeram da Oldsmobile

a principal fabricante de autom�veis da Am�rica.

O sucesso da Oldsmobile capta a aten��o de William Durant,

que procura mais empresas.

Ele compra a Oldsmobile

e outra fabricante de autom�veis,

a Cadillac,

juntando-se ao seu conglomerado em crescimento.

O facto � que ele conseguiu pegar naquelas empresas pequenas

e, de repente, tinha uma empresa a que as pessoas prestavam aten��o.

Durant tinha o in�cio de um monop�lio autom�vel.

Chamou � sua empresa General Motors.

Mas, � medida que a empresa de Durant crescia,

o mesmo acontecia com o seu principal problema:

o detentor da patente do autom�vel,

George Selden,

o homem que processava quem se atrevesse a fazer um carro

sem lhe pagar.

George Selden era um advogado de patentes,

que, em 1879, decidiu que queria construir um autom�vel,

sem muito sucesso.

Ent�o ele pensou que seria boa ideia patentear o autom�vel

e afirmou que tinha direitos

sobre todos os ve�culos de combust�o interna

feitos na Am�rica.

George Selden conseguiu uma patente pioneira.

A patente pioneira dizia que quem copiasse n�o s� a sua ideia

mas qualquer coisa,

mesmo remotamente parecida com a sua ideia,

alguma coisa que tivesse o mesmo objectivo,

teria de lhe pagar direitos.

� como se Bill Gates tivesse uma patente

que contemplasse todo o software para computadores pessoais,

independentemente de qual fosse a linguagem.

Durant paga a Selden o total de um milh�o de d�lares,

o equivalente a 27 milh�es, actualmente.

� espantoso como todos os fabricantes se vergavam a ele.

Todos diziam "est� bem, Sr. Selden, a ideia � sua".

Todos deviam saber que aquilo era rid�culo,

mas n�o queriam correr o risco financeiro

de lhes ser movida uma ac��o.

- Sr. Henry Ford? - Sim.

Um telegrama para si.

George Selden acha que me pode roubar.

Henry, esse � o custo de fazer neg�cios.

Isto � o que eu penso de George Selden.

Outra das grandes caracter�sticas de homem de neg�cios de Ford,

era uma teimosia enorme e total confian�a em si pr�prio.

Muitos dos fabricantes de autom�veis independentes

vergavam-se ao grupo de patentes de Selden.

Voltemos ao trabalho.

Ford recusou e foi para a guerra.

Selden finalmente apanhou-me.

Recebi uma carta a dizer-me para desistir ou pagar-lhe direitos.

Tens dinheiro para lhe pagar?

N�o � essa a quest�o.

� o meu nome que est� naqueles carros, n�o o de Selden.

Estou farto de ser pressionado.

Sem medo, o primeiro projecto de Ford e dos Irm�os Dodge,

� um Modelo A, de dois cilindros e oito cavalos de pot�ncia.

Mas apenas venderam 700.

Ford come�ou com o seu Modelo A.

O Modelo A n�o era um carro particularmente eficaz.

Continuaram o seu caminho com as letras do alfabeto,

fazendo experi�ncias para encontrarem o equil�brio ideal

entre pre�o, durabilidade e inova��o,

aproximando-se cada vez mais da vis�o de Ford

do carro motorizado perfeito para as massas.

A cultura de Henry Ford,

era que ele entendia as necessidades do homem comum.

Era ter uma m�quina simples, que fosse de confian�a,

que fizesse o que era preciso para o homem comum.

Era essa a vis�o de Henry Ford.

William Durant continua a sua s�rie de compras,

adicionando a Oakland Motor Company, que se torna Pontiac.

A GM tem agora 11 fabricantes de autom�veis

e Durant anda � procura de mais.

O legado de Billy Durant

� que ele criou o que mais ningu�m tinha criado,

que foi um enorme conglomerado multimarcas.

Penso que ele foi o primeiro grande pensador na ind�stria autom�vel.

Entretanto, Ford e os Irm�os Dodge continuam a busca pela perfei��o.

Henry Ford tivera tantas tentativas e erros.

Fracassara e fora bem-sucedido tantas vezes.

N�o aprendia sem falhar, por isso aprendeu muito.

O que achas dele?

� perfeito.

Ap�s cinco anos de erros e sucesso moderado,

t�m um design que, finalmente,

� v�lido para a vis�o de Ford do que a Am�rica quer.

Pre�o,

qualidade

e durabilidade:

o Modelo T.

- Est� pronto. - Vamos mostr�-lo ao mundo.

Em 1908, a Am�rica � o pa�s mais moderno do mundo.

Linhas ferrovi�rias atravessam o continente

unindo pessoas em vastas extens�es.

Mas o neg�cio crescente do autom�vel

est� prestes a mudar o pa�s de maneiras que ningu�m espera.

A General Motors de William Durant gasta milh�es a montar um imp�rio.

Billy Durant comprou uma s�rie de empresas de autom�veis

e a sua ideia era que cada uma dessas empresas se especializasse

num aspecto diferente do mercado.

Umas faziam carros de luxo, como a Cadillac,

e outras faziam carros mais baratos, como o Buick,

mas para o que Durant queria fazer precisava de muito capital.

Agora com 11 empresas, incluindo a Buick,

a Cadillac,

e a Oldsmobile,

a General Motors era enorme.

Henry Ford e os seus s�cios, os Irm�os Dodge,

est�o a fazer uma abordagem diferente,

construindo a sua empresa

a partir do zero.

Ap�s cinco anos de tentativas e erros,

a sua vis�o de um carro para o homem comum,

est� finalmente pronta para ser revelada.

O Modelo T � uma revolu��o na engenharia autom�vel.

Com apenas 550 kg, menos 1300 kg do que os carros actuais,

o T tem uma caixa de duas velocidades.

Enquanto a maioria dos carros da �poca mudavam as mudan�as

com man�pulos complicados, o Modelo T � o primeiro carro

de produ��o em massa que oferece algo muito mais f�cil.

Pedais que controlam os trav�es, embraiagem,

acelerador e marcha-atr�s.

O design � percursor do sistema de transmiss�o autom�tica.

� simples, de confian�a e acess�vel,

tr�s coisas que a Am�rica tinha estado � espera num carro.

O Modelo T � a realiza��o da vis�o �nica de Ford,

e da engenharia dos Irm�os Dodge.

Por apenas 850 d�lares,

18 mil d�lares actualmente,

Ford vende mais de 10 mil no primeiro ano.

O Modelo T foi uma inven��o espantosa,

algo que alterou realmente o jogo.

� espantoso como o design do ve�culo era simples.

Apesar de simples, o Modelo T � o carro certo para um pa�s

com apenas algumas centenas de quil�metros

de estradas alcatroadas.

Se olharmos para um Modelo T, � um SUV.

Tem um centro de gravidade mais elevado,

sentamo-nos mais acima.

� feito para andar em estrada como em todo-o-terreno.

Para mim, o Modelo T,

foi o primeiro SUV realmente popular.

O que Ford procurava na ind�stria autom�vel era verdadeira inova��o.

Uma inova��o genu�na

� algo que supre uma necessidade que n�o sab�amos que t�nhamos.

O que ele pensava era "Se fizermos estas coisas

"suficientemente baratas,

"pessoas que pensavam que nunca os conseguiriam comprar,

querer�o compr�-los."

O que Ford conseguiu com o Modelo T,

foi uma coisa �til para as massas.

Quando ficou dispon�vel, toda a gente queria o Modelo T.

N�o se pede �s pessoas para imaginarem algo que n�o t�m,

o que fazemos � constru�-lo e, se resultar, somos um sucesso.

O Modelo T incendeia a obsess�o da Am�rica por carros.

Agora � dif�cil imaginar quanto o Modelo T

influenciou o pa�s naquela �poca.

Foi mais do que apenas uma conquista t�cnica,

foi uma verdadeira revolu��o social.

Em apenas dois anos,

o Modelo T duplica o n�mero de carros na estrada.

O Modelo T alterou totalmente o estilo de vida dos americanos,

desde as estradas alcatroadas at� � forma como vivemos e agimos.

O carro est� tamb�m a mudar a paisagem da Am�rica.

Em Detroit

aparece o primeiro sinal de "Stop" do mundo.

Tra�os no ch�o, sinais de tr�nsito e estradas alcatroadas,

permitem aos novos propriet�rios de carros viajarem para onde querem.

N�o h� nenhum pa�s no mundo que seja t�o grande

e tenha desenvolvido uma rede t�o extensa de estradas.

Em Nova Iorque,

� constru�do a primeira estrada

s� para autom�veis, a Bronx River Parkway.

A Am�rica come�a a alterar-se para se adaptar ao autom�vel.

Estou a dizer-lhes, de mil por m�s, vamos passar a mil por dia.

Mil por dia? Daqui a quanto tempo?

O sucesso de Ford atra�ra a aten��o do mundo

e o interesse dos seus competidores.

Sr. Ford!

Senhores, d�em-me licen�a, por favor.

Bela oficina tem aqui, Sr. Ford.

Temos as nossas formas de avan�ar,

mas acho que vamos no caminho certo.

Foi o que ouvi dizer.

Tamb�m ouvi dizer que o senhor e o Georges Selden n�o se suportam.

Selden quer ir para a guerra.

Escolheu o homem errado.

Fant�stico.

Suponhamos que n�o tenha de o fazer.

O que quer dizer?

Junte-se � fam�lia da General Motors

e todos os seus problemas com George Selden desaparecem.

Pagamos todos os direitos das patentes.

Ou...

... ter� de arriscar em tribunal.

Diga-me o seu pre�o.

Tr�s milh�es de d�lares.

Deixe-se de brincadeiras. Qual � o seu verdadeiro pre�o?

O pre�o verdadeiro...

... � tr�s milh�es de d�lares.

Em dinheiro.

Ent�o, Sr. Ford,

desejo-lhe sorte.

Vai precisar dela.

Ford pediu um valor equivalente a 80 milh�es de d�lares actualmente.

A rejei��o a Durant

significa que ele n�o consegue todos os grandes da ind�stria,

mas se n�o os consegue comprar, resolve super�-los em design.

Sr. Durant, o senhor pediu e a minha equipa executou.

Um autom�vel que ser� tudo para todas as pessoas.

Vejamos.

� tudo o que pediu.

O bot�o da buzina, o pedal das mudan�as, a pot�ncia que procurava.

� exactamente o carro que temos procurado.

Quanto tempo demora a p�-lo em produ��o?

- Acho que imediatamente. - Excelente.

� r�pido, moderno, esguio.

O Buick Modelo 10 tem um motor de 2,7 litros e quatro cilindros,

e com 22,5 cavalos de pot�ncia,

� mais poderoso do que o Modelo T.

Mas a maior inova��o do Buick

� a configura��o revolucion�ria do seu motor.

A combust�o do Buick passa por v�lvulas � cabe�a,

tal como os motores modernos.

Este motor de v�lvulas � cabe�a tem uma manuten��o mais f�cil.

Podia tirar-se a cabe�a, repar�-la e tornar a coloc�-la no lugar.

N�o era preciso retirar o motor todo para o reparar.

Os primeiros quatro mil Modelos 10 eram todos brancos.

A alcunha deles era "Fil�o Branco".

Mas a GM apenas vendeu quatro mil Modelos 10.

Em contrapartida, Ford vendeu quase 20 mil modelos T.

O Fil�o Branco de Durant, n�o consegue tirar o lugar do Modelo T

no cora��o dos americanos.

A General Motors tentava evitar a bancarrota.

A comunidade banc�ria dizia "Este tipo est� descontrolado."

O Fil�o Branco tinha custado � GM 30 milh�es de d�lares,

e o falhan�o dispendioso,

significou que Durant teve problemas

com o conselho de administra��o.

Meus senhores...

Sr. Durant,

sente-se.

Isto n�o pode ser bom.

A primeira d�cada do s�culo XX

v� aumentar a paix�o da Am�rica por carros.

Duas grandes empresas dominam a nova ind�stria

e enquanto Ford combate a GM para ter a supremacia,

o pa�s come�a a transformar-se em torno do novo meio de transporte.

Quando pensamos em neg�cios de sucesso,

tudo se resume ao capital humano,

lideran�a.

Tudo acontece a partir da�.

Durant queria ter a entidade automobil�stica maior,

com mais sucesso e mais influente do mundo.

Ele queria que a General Motors fosse "a" empresa automobil�stica.

A General Motors foca-se em grandeza, comprando 30 empresas,

incluindo a Buick, a Oldsmobile e a Cadillac,

mas ap�s um in�cio forte,

as vendas do novo Buick Modelo 10 caem,

e os financeiros da empresa repararam.

Com as d�vidas a aumentar,

a General Motors tem de fazer alguma coisa.

Senhores,

a que devemos este prazer?

Por favor,

sente-se.

Isto n�o pode ser bom.

Sr. Durant, o senhor esticou as finan�as desta empresa

at� ao ponto de ruptura,

sem planos para o futuro.

Tenho sempre um plano.

Foi o que criou este lugar.

Prometeu construir um carro que suplantasse o Modelo T, e falhou.

Tudo o que vale a pena fazer, gasta tempo e dinheiro.

Billy,

o seu tempo esgotou-se.

O que quer isso dizer?

Est� despedido!

Com efeito imediato.

Se me perderem,

perdem tudo em que este lugar foi constru�do.

Sr. Durant,

a General Motors precisa de uns alicerces mais firmes

do que os que o senhor criou.

A decis�o deste conselho � final.

Sr. Nash,

se puder ficar um momento,

h� algo que gostar�amos de discutir consigo.

O bra�o-direito de Durant, Charles Nash,

� nomeado novo presidente da GM.

A sua primeira prioridade:

encontrar uma forma de competir com Henry Ford

e o seu campe�o de vendas, o Modelo T.

O plano de Nash centra-se em inova��o.

Ele precisa de garantir o talento de engenharia para competir.

Espera t�-lo encontrado num jovem engenheiro

que captou a aten��o de Detroit.

Procuro o Sr. Charles Nash.

Obrigado.

Sr. Nash,

pe�o muita desculpa por t�-lo feito esperar.

Sou Walter Chrysler.

A m�quina de um tipo avariou na beira da estrada.

N�o podia passar por l� sem lhe dar uma ajuda.

N�o faz mal, ainda bem que conseguiu chegar.

Walter Chrysler � um mec�nico autodidacta e um engenheiro

que criou nome a construir motores na American Locomotive,

uma das maiores empresas de constru��o de comboios do mundo.

Walter Chrysler, na juventude, era extremamente meticuloso

acerca de como as coisas eram feitas

e mexia em todo o tipo de coisas mec�nicas.

Walter Chrysler interessou-se pela ind�stria autom�vel,

foi a uma exposi��o de autom�veis,

comprou um carro,

levou-o para casa e desf�-lo, para saber como era feito.

A maioria de n�s acabaria com um monte de pe�as

espalhadas pelo ch�o.

Walter desmanchou-o e conseguiu voltar a mont�-lo.

E ent�o?

Estou preparado para lhe oferecer

seis mil d�lares por ano.

Seis mil?

� metade do meu sal�rio actual.

N�o somos a American Locomotive.

N�o s�o de certeza.

Mas os comboios s�o uma coisa do passado,

os carros s�o o futuro.

Aceito.

Parab�ns, Sr. Chrysler.

� agora Chefe de Produ��o da Buick Motor Company.

Desde que me deixe criar carros, pode chamar-me o que quiser.

Quando Chrysler chegou � f�brica descobriu

que toda a estrutura da Buick tinha falta de organiza��o,

um monte de despesas desnecess�rias,

e ent�o come�ou a trabalhar na reorganiza��o da empresa.

No primeiro dia de trabalho viu carros a sair sem documenta��o

e perguntou onde estavam os manifestos daqueles carros.

No dia seguinte criou um sistema de manifestos

e disse "ganhei o primeiro sal�rio de um ano, no meu primeiro dia".

Chrysler percebe rapidamente que dar a volta � GM

e apanhar o fabricante n�mero um de autom�veis, n�o seria f�cil,

porque Ford est� a montar carros cinco vezes mais depressa.

Fazemos carros para o homem comum.

Constru�dos com os melhores materiais,

montados pelos melhores mec�nicos,

com os desenhos mais simples que a engenharia moderna cria

e com um pre�o t�o baixo, que n�o h� homem com um bom sal�rio,

que n�o consiga comprar um.

O Modelo T, teve um tal sucesso,

que a Ford em breve triplicou o total da produ��o da GM.

Com mais de sete mil carros vendidos,

Henry Ford

tornara-se o maior construtor de carros a n�vel mundial.

Diz-se que Henry Ford mudou a Am�rica.

A maior raz�o para isso

era, porque entre todas as suas outras caracter�sticas brilhantes,

estava a capacidade espantosa de se autopromover.

Tirem as vossas fotos, rapazes.

Um esfor�o incans�vel fizera de Henry Ford

o incontestado maior fabricante de autom�veis da Am�rica.

Mas ele tinha um inimigo que n�o consegue vencer:

George Selden,

que continua a combater Ford pelos milh�es que diz que ele lhe deve.

� espantoso!

D�zias de fabricantes de autom�veis desejavam evitar os tribunais,

mas Ford n�o.

T�m perguntas?

Sr. Ford! Vai pagar ao Sr. Selden?

N�o.

Outro desafio para Ford era a sua rela��o com os Irm�os Dodge,

que estava a come�ar a desgastar-se.

Uma das coisas que irritou os Irm�os Dodge

foi o facto de Ford estar a receber tanto reconhecimento pelo Modelo T.

Tirem as vossas fotos, rapazes.

O desejo de publicidade de Ford pode ter-lhe granjeado notoriedade,

mas pode ter-lhe custado duas das suas maiores mais-valias.

Em 1912,

mais de 130 mil Ford Modelo T,

est�o nas ruas e estradas rurais da Am�rica.

O primeiro carro constru�do para o homem comum,

est� a ajudar a mudar o pa�s.

O que aconteceu na Am�rica, quando Ford lan�ou o Modelo T,

foi a restrutura��o da nossa sociedade de cima abaixo.

Acabou com o antigo isolamento das quintas,

e as pessoas sentiam-se muito mais livres por causa disso.

O Modelo T, fez de Henry Ford

o maior fabricante de autom�veis do mundo.

Quando vencemos, toda a gente quer tirar-nos do topo.

Temos de continuar a construir e a dar o nosso melhor,

e a aparecer com produtos inovadores

que nos mantenham � frente.

A tentar competir com Ford,

a GM, a outra grande fabricante de autom�veis da Am�rica,

tinha-se endividado imenso ao comprar a Buick, a Cadillac

e a Oldsmobile.

O homem encarregado de dar a volta � empresa, Walter Chrysler,

est� a sentir a press�o.

O antigo presidente da GM, William Durant,

recusa-se a deixar a empresa que criou

e engendra um plano para a recuperar.

A come�ar do zero, resolve fazer um contrato-chave,

com um piloto su��o de 33 anos,

chamado Louie Chevrolet.

Gosta de publicidade, Sr. Chevrolet.

Com o seu carisma e o meu jeito para os neg�cios,

podemos ser uma grande equipa.

Imagine,

pode vir a ser o pr�ximo Henry Ford.

Estou feliz por ser Louis Chevrolet, obrigado.

Sim, claro, � dono de si pr�prio.

Essa nova empresa, Sr. Durant,

tem nome?

Ainda n�o, mas estava a pensar...

Posso sugerir-lhe chamar-lhe...

Chevrolet?

Chevrolet.

Soa bem.

Muito bem.

Chevrolet tinha feito nome

ao dominar o circuito europeu de corridas.

Quando pensamos em carros americanos, pensamos em Chevrolets

e Louis Chevrolet n�o era americano.

Algumas pessoas ficaram espantadas pela Chevrolet ser fundada

por um piloto de corrida su��o,

mas era um homem muito esperto que fez da Am�rica a sua casa.

A marca � o mais americana poss�vel.

� bom para mim, como piloto de carros de corridas, saber que

a Chevrolet foi fundada por um piloto.

Muito bem.

Por onde devemos come�ar?

Acho que � uma boa ideia estarmos de acordo em rela��o ao design.

Concordo.

Seja qual for o design, temos de assegurar

que este � o carro para vencer o Modelo T.

A �poca do Modelo T, acabou.

Concordo.

O que Durant, Chevrolet e Chrysler n�o sabem,

� que Ford n�o est� satisfeito com o status quo

Penso que no mundo da fabrica��o de autom�veis, h� essa tenacidade,

essa determina��o para trabalhar mais do que o pr�ximo,

continuando a ser mais esperto em termos de montagem, efici�ncia,

e capacidade de fazer o melhor produto.

Ele foca-se em aumentar a produ��o.

O seu processo de produ��o corrente � ineficaz,

levando cerca de 12 horas a montar um �nico Modelo T.

Ele sabe que produzir Modelos T mais depressa,

significar� mais vendas.

Quando Ford come�ou, os autom�veis eram montados como transatl�nticos.

O trabalhador chegava � carro�aria do carro e metia coisas l� dentro.

Ford pensou em maneiras de dividir as diferentes tarefas

necess�rias para construir um carro,

de forma mais r�pida e eficiente.

Como carne num matadouro.

Fazemos o mesmo para os autom�veis s� que ao contr�rio.

Cada homem faz um trabalho,

aperfei�oando e apressando o processo.

� medida que a m�quina avan�a na linha de produ��o,

cada esta��o executa uma tarefa, sem erros.

Os defeitos ser�o virtualmente eliminados.

Excelente, Sr. Ford.

Uma linha de montagem em movimento.

Permitiu que Ford constru�sse um autom�vel

de alta qualidade,

em quantidades que iriam permitir baixar o pre�o m�dio.

Usando a ind�stria de embalagem de carne como inspira��o,

Ford desenha uma linha de produ��o com trabalhadores

ao longo de um longo tapete rolante,

onde cada um executa uma tarefa espec�fica,

num fluxo cont�nuo de trabalho.

Uma linha de montagem que n�o p�ra.

As suas ideias de produ��o em massa mudam a manufactura

e criam a revolu��o industrial seguinte.

Mudaram a sociedade.

Isto ir� revolucionar a ind�stria.

A Am�rica tinha-se apaixonado pelo autom�vel

e a procura aumentava.

Havia cerca de 1,2 milh�es de carros nas estradas,

sendo um ter�o Fords.

O sucesso espantoso do Modelo T,

� o primeiro fen�meno da ind�stria,

mas enquanto o neg�cio floresce na ind�stria,

os advers�rios de Henry Ford t�m uma miss�o:

venc�-lo.

Quando somos o alvo � porque estamos no topo,

porque estamos na lideran�a,

o que � que isso provoca?

Cria mais press�o para executar.

Com William Durant a criar uma empresa chamada Chevrolet,

e Walter Chrysler a tentar reconstruir a General Motors...

Vai haver cinco linhas.

... Henry Ford pensa um conceito revolucion�rio

para levar a sua empresa ao n�vel seguinte: a linha de montagem.

O carro sai da linha e haver� uma equipa final

que junta os detalhes especiais, verifica a qualidade,

tira todos os riscos, limpa-os e tudo o mais,

e o carro sai da linha de montagem.

As suas ideias de produ��o de carros foram as melhores de todas.

A linha de montagem do Modelo T � dividida em 84 passos diferentes,

desde unir o chassis, a montar a transmiss�o no eixo motriz,

juntar os trav�es e prender as rodas.

Todas as pe�as s�o transportadas por tapetes rolantes ou guinchos

at� ao local onde se far� a montagem.

Que n�o era como os carros se fabricavam na �poca.

Os carros eram fabricados com duas, tr�s ou quatro pessoas numa esta��o

construindo o carro de raiz.

Para implementar esse processo revolucion�rio,

Ford contrata William Knudsen, para gerir a produ��o.

William Knudsen era um engenheiro que Henry conhecera

quando comprara uma empresa de selos,

para fazer as panelas de �leo para o seu Modelo T.

Knudsen rapidamente provou

ser um dos grandes industriais vision�rios do s�culo XX.

N�o haver� virtualmente hip�tese de serem cometidos erros.

� um movimento repetido que t�m de executar durante todo o dia.

A linha de montagem, � a maior inova��o no fabrico at� ent�o,

mas n�o est� isenta de problemas.

Henry Ford � o homem que cria a repeti��o sem ter de se pensar.

Tinham de trabalhar ao mesmo ritmo,

dia ap�s dia, hora ap�s hora,

minuto ap�s minuto, a fazer a mesma tarefa.

Apesar da sua repeti��o � um enorme benef�cio final,

diminuindo o tempo de produ��o do Modelo T

de 12 horas para apenas 93 minutos.

A maior contribui��o de Henry Ford para o s�culo XX,

foi a teoria e pr�tica da produ��o em massa,

e isso passou para todas as outras ind�strias na Am�rica.

A linha de montagem mudaria dramaticamente a Am�rica.

Produ��o em massa de artigos como frigor�ficos e m�quinas de lavar,

permitiria a redu��o do seu custo

e cria empregos.

Ford utiliza o dinheiro poupado na produ��o

para diminuir o pre�o do Modelo T para metade,

passando de 850 d�lares,

para apenas 390 d�lares.

Para se esfor�ar da forma como fez,

para criar uma linha de montagem

e depois produzir o Modelo T em t�o grande quantidade,

que fez baixar de tal modo o pre�o que qualquer um o poderia comprar,

foi um feito fant�stico.

Mudou a sociedade.

Pela primeira vez, qualquer americano poderia possuir um carro.

Foi um momento de mudan�a de vida.

Acho que podemos fazer mil por dia!

As possibilidades s�o infinitas.

Ford passa de conseguir produzir 38 mil carros em 1911,

para cerca de 200 mil,

apenas tr�s anos depois.

Ford v� as vendas a aumentar e pensa contratar mais trabalhadores

para poder acompanhar a produtividade.

Para o fazer, tem mais uma ideia inovadora.

Ford estava a ter problemas em manter os bons trabalhadores

e decidiu introduzir o "cinco d�lares por dia".

Era uma �poca em que o sal�rio di�rio na ind�stria

era 2,5 d�lares.

Cinco d�lares por dia,

era o equivalente a quase 300 d�lares actualmente.

Um enorme aumento de sal�rio para os trabalhadores.

Como resultado, foi o in�cio da evolu��o da classe m�dia,

porque as pessoas estavam a ter mais dinheiro.

Nunca ningu�m ganhara tanto dinheiro

em trabalho n�o especializado.

Ele estava a empregar pessoas que vinham da Europa.

Ford tinha atra�do trabalhadores afro-americanos oriundos do sul.

Houve uma grande migra��o para Detroit para arranjar emprego

e come�ar uma nova vida.

As pessoas apareciam de todo o pa�s.

Tiveram de arranjar unidades especiais de pol�cia

para manterem a multid�o afastada.

Tiveram de usar mangueiras de �gua para os dispersar

porque eram enormes multid�es.

Havia n�o s� as pessoas na linha a montar os carros.

Havia as pessoas a fazerem as pe�as para os carros.

Pessoas a fazerem os pneus para os carros.

As pessoas envolvidas nas estradas para os carros.

T�nhamos todo o ecossistema

que se forma em torno do ve�culo

e afecta muitas vidas.

� medida que a ind�stria autom�vel cresce,

a popula��o de Detroit quase duplica para meio milh�o.

Vejo Detroit no s�culo XX,

representando precisamente o que Sillicon Valley representa

nos primeiros 20 anos do s�culo XXI.

Era um lugar onde as pessoas perseguiam os seus sonhos.

Levou uma torrente de pessoas � zona.

Tornou-se economicamente robusta.

Em certas zonas havia bolsas de ind�stria condensada

e, em Detroit, era a ind�stria autom�vel.

Detroit ser� sempre sin�nimo de autom�vel.

Detroit tornara-se a cidade dos EUA com crescimento mais r�pido.

Para acomodar o crescimento da sua empresa,

Ford compra 8 km quadrados nos arredores da cidade,

no local onde crescera, Dearborn, no Michigan.

Ele planeia criar umas gigantescas instala��es com tecnologia de ponta

a que chama

Complexo River Rouge.

Ser� uma das maiores f�bricas que o mundo alguma vez viu.

Em 1914, o neg�cio dos autom�veis est� a transformar a Am�rica,

de formas que nenhuma outra ind�stria conseguira.

O maior fabricante de autom�veis, Ford, criara a linha de montagem,

um modelo de produ��o adoptado por neg�cios em todo o pa�s,

que ele usa para criar a classe m�dia.

Mas enquanto a Ford cresce, o outro gigante da ind�stria, a GM,

luta para a acompanhar,

uma vantagem que Ford espera usar a seu favor.

Senhores...

LUTA DE SELDEN GANHA POR FORD

Ford arriscara a bancarrota ao combater George Selden

pelo direito de vender os seus carros

sem lhe pagar milh�es em direitos de patentes.

� um novo dia.

O tribunal delibera que a patente de Selden n�o se aplica

aos carros que Ford ou qualquer um dos outros constr�i.

H� muitos momentos dram�ticos na vida de Henry Ford,

mas ele nunca desistiu e isso fez dele um her�i do povo.

Um dos desfechos engra�ados, � que ainda at� hoje,

entre os construtores americanos de carros, muito poucas patentes

se aplicam � ind�stria autom�vel.

� uma enorme vit�ria para Ford.

Com a patente declarada nula e sem efeito,

algu�m que pensava nunca poder construir e vender carros,

agora podia.

Horace,

� a nossa oportunidade.

Se quisermos come�ar a construir carros com o nome Dodge,

� agora o momento.

- John, temos uma coisa boa. - Uma coisa boa?

Queres fazer enriquecer o Henry Ford ou fazer algo por ti?

N�s constru�mos isto.

Irm�os Dodge.

Walter Chrysler introduz a sua vers�o de linha de montagem

e melhora a produ��o da Buick mais de 500%.

A Buick torna-se o motor financeiro da General Motors.

Ali�s, os 96 milh�es de lucro da GM

foram conseguidos pela divis�o da Buick.

Para combater o aumento de produ��o da Buick,

Ford reduz os pre�os.

Na esperan�a de fazer uma batalha com tr�s frentes,

William Durant faz a sua nova empresa

produzir um carro de baixo custo.

Mas o seu s�cio, Louis Chevrolet,

quer fazer carros de alto desempenho.

Chevrolet tinha sido mec�nico na Europa

e correra nas 500 milhas de Indian�polis quatro vezes.

H� algum orgulho nisso, porque foi fundada por corredores.

Quando eu era mais novo n�o fazia ideia

de que as corridas eram uma parte importante da ind�stria autom�vel.

Que raio est� a fazer?

T�nhamos uma reuni�o!

Este n�o � o meu desenho.

Olhe...

... tivemos de fazer pequenas altera��es

para cortar nos custos e competir com o Modelo T,

mas continua a ser o seu desenho.

Henry Ford faz porcarias.

Se quer fazer porcarias, arranje outro com quem as fazer.

Vai arrepender-se disto.

O primeiro carro de Chevrolet, o s�rie C,

n�o consegue ter sa�da, vendendo apenas cinco mil unidades.

Durant decide que a parceria n�o resulta

e compra a parte de Chevrolet por uns meros 10 mil d�lares,

o equivalente a 250 mil d�lares actualmente.

Do outro lado do Atl�ntico,

a Primeira Grande Guerra est� no auge

e os fabricantes de autom�veis v�em uma nova oportunidade.

A General Motors envia milhares de ve�culos blindados

para os brit�nicos e franceses.

Ford converte o seu Modelo T numa ambul�ncia militar,

colocando 15 mil no campo de batalha.

A Primeira Guerra foi um impulso tremendo para a Ford Motor Company.

Vendeu carros e cami�es para a linha da frente em Fran�a.

A Ford Motor Company ganha mais de oito milh�es de d�lares

em contratos na Primeira Guerra Mundial.

Com os problemas do seu advers�rio Ford devia estar exaltante.

Mas est� a formar-se um novo problema.

H� mais de uma d�cada, John e Horace Dodge

ajudaram Ford a fazer da Ford Motor Company

a maior fabricante de autom�veis da Am�rica,

mas sempre se mantiveram afastados da ribalta.

Ford tratara os seus s�cios minorit�rios como empregados

em vez de iguais.

O legado de um homem como Henry Ford � sempre dif�cil.

Por um lado, temos um homem incrivelmente bem-sucedido,

que pegou numa ind�stria e a tornou muito maior.

Por outro lado, temos um homem sem qualquer sentido de lealdade

aos seus parceiros de neg�cio.

Ford continuou a investir as suas reservas de dinheiro na empresa,

recusando pagar dividendos aos investidores.

John,

Horace.

Viemos por causa do dinheiro, Henry.

Onde est�o os pagamentos dos dividendos?

Os dividendos est�o a ser reinvestidos na nossa empresa

do qual todos partilhamos o sucesso.

E se n�s n�o quisermos reinvestir?

Se quisermos pegar no nosso dinheiro e partir?

Est�o a pensar construir carros, n�o �?

� para isso que querem o dinheiro?

O Modelo T � um brinquedo comparado com o carro que fizemos.

O carro.

Voc�s os dois podem saber fazer motores,

mas n�o fazem ideia de como construir um carro.

Um dia, Henry,

toda a gente que tiver um Ford,

vai querer um Dodge.

Ford sabe que sem dividendos,

os Dodge ter�o menos dinheiro para criar a sua pr�pria empresa.

O sucesso est� a mudar Ford,

tornando-o mais determinado em ser o �nico a mandar

no destino da sua empresa.

Ele era o americano mais famoso.

Era amado por toda a gente

e � triste,

porque � nessa altura que o mau Henry Ford

come�a a aparecer.

Ford inicia um boato de que vai abandonar a empresa

tentando fazer as ac��es valerem menos.

� uma atitude que choca o mundo

e que vai mudar a vida do seu �nico filho, Edsel.

N�o desejaria a ningu�m ser filho de Henry Ford.

Como se pode seguir as pisadas

de um homem

que mudou o mundo?

Era isso que Edsel Ford enfrentava.

Henry e Edsel eram pessoas muito diferentes.

Henry Ford tinha sido criado como um rapaz do campo.

Edsel Ford era o filho de um homem rico.

Aqui come�amos a ver uma trag�dia quase Shakespeariana.

Meus senhores.

Ford que esperava comprar de volta as ac��es que tinha dado aos Dodge

e a outros investidores

anuncia uma mudan�a chocante.

O novo presidente

da Ford Motor Company,

Edsel Ford.

Edsel, sente-se preparado para seguir as pisadas do seu pai?

- Vou tentar... - Claro que est�.

Ele � um Ford.

Certo, filho?

As duas primeiras d�cadas do s�culo XX

viram uma enorme mudan�a na Am�rica.

Os carros foram respons�veis pela cria��o

do sistema nacional de estradas

e pelo nascimento da classe m�dia.

Os grandes jogadores do neg�cio estavam a destacar-se.

Walter Chrysler supervisionou uma reviravolta maci�a na GM,

retirando-a da fal�ncia,

e Henry Ford planeia restaurar, para a sua fam�lia,

o controlo total do seu imp�rio autom�vel,

enquanto esmaga os seus s�cios Horace e John Dodge.

A atitude de Henry Ford de se retirar

e nomear presidente o seu jovem filho,

faz com que as ac��es da Ford caiam a pique.

Edsel era apenas presidente de nome.

Claro que Henry Ford n�o iria tirar a m�o da empresa.

Investidores afectados, incluindo os Irm�os Dodge,

s�o for�ados a aceitar a sua parte com valores baix�ssimos.

Ford compra todas as ac��es da sua empresa a pre�o baixo

e de repente, a maior empresa de fabrico do mundo,

est� nas m�os de um �nico homem.

Henry Ford foi o primeiro bilion�rio do mundo.

Comprou as ac��es restantes, por 75 milh�es de d�lares.

Enquanto Henry Ford possui 100% do seu neg�cio,

o magnata do petr�leo, John Rockefeller,

possui apenas um quarto da Standard Oil.

Henry Ford � t�o poderoso

que acredita que pode fazer tudo o que quiser.

Horace e John Dodge s�o rapidamente apoiados

por investidores que conhecem a sua reputa��o

como as melhores mentes mec�nicas de Detroit,

e come�am a criar a sua pr�pria empresa.

John.

- O que queres? - Vem c� ver isto.

Est�o decididos a fazer um carro para competir com o Modelo T.

Mesmo com o segundo assento atr�s...

N�o vamos ter nada aqui � frente,

para caber nestes quatro cilindros � frente.

O que achas?

Gosto.

Os Irm�os Dodge apareceram com o primeiro carro.

Esse primeiro carro tinha um motor muito mais potente

e foi vendido por 795,

na �poca em que o Modelo T se vendia por 490 d�lares.

O primeiro projecto dos Dodge pode ser mais caro que o Modelo T,

mas oferece aos americanos um novo tipo de autom�vel.

Como lhe vamos chamar?

Vai chamar-se Modelo 30.

Modelo 30,

levado at� si pelos Irm�os Dodge.

O Dodge Modelo 30, de 1915,

tem uma s�rie de melhorias tecnol�gicas

que revolucionam a ind�stria.

Tem um motor de 3,4 litros e quatro cilindros,

com 34 cavalos de pot�ncia, mais 60% do que o Modelo T.

Tem uma transmiss�o manual sincronizada de tr�s velocidades,

uma enorme melhoria em rela��o �s duas velocidades do Modelo T.

O Dodge 30 tem uma carro�aria em a�o

tornando-o o autom�vel mais dur�vel e resistente

� disposi��o no mercado,

tudo por 800 d�lares, equivalente a 20 mil d�lares actualmente.

O Modelo 30 personifica a tradi��o da Dodge de um carro resistente,

duradouro e de confian�a.

O Dodge Modelo 30 estava muito � frente do que era o Modelo T.

Quando olhamos para o carro no seu todo,

era mais seguro,

andava melhor,

e era, segundo o que todos diziam, um sucesso.

O jovem George S. Patton,

usou-os para perseguir o fora-da-lei mexicano

Pancho Villa, numa persegui��o ao longo da fronteira do M�xico.

Venderam-se 45 mil Modelos 30 no primeiro ano,

tornando a Dodge a terceira maior fabricante de carros do pa�s,

atr�s apenas da Ford e da GM.

Mas, ao contr�rio de Patton, algumas pessoas

encontram um uso menos honrado para o Modelo 30.

Quando o Congresso pro�be a venda de �lcool nos EUA,

aparece uma nova ra�a de criminosos.

Durante a era da Lei Seca,

tornava muito mais f�cil para os bandidos que distribu�am �lcool

se tivessem um ve�culo pr�prio.

Nada como aquilo podia ter chegado �quele ponto

se n�o tivessem ve�culos pr�prios.

Os contrabandistas de �lcool come�aram a modificar os carros,

com suspens�es mais resistentes, e a retirar assentos

para instalar dep�sitos para encher com �lcool.

Os fabricantes ilegais de �lcool modificavam os carros

para serem mais r�pidos que os agentes federais.

Finalmente, esses tipos que tinham os carros mais r�pidos,

decidiram fazer corridas entre si.

N�o � por acaso que as provas iniciais da NASCAR na Am�rica,

aparecessem na zona sul, onde come�ou o neg�cio do contrabando.

Tinham todo o interesse em ter grandes carros e bons condutores

sen�o estariam todos na cadeia.

Todos faziam contrabando de �lcool.

Todas menos uma das equipas de corridas que est� nas Carolinas.

Nova Iorque

Com o crime a aumentar

e uma enorme fortuna para proteger,

Henry Ford precisa de seguran�a.

Encontra-a num antigo marinheiro,

tornado lutador.

O nome dele

� Harry Bennett.

Henry contrata Bennett como chefe da sua for�a de seguran�a interna.

Henry Ford contrata ex-bandidos, ex-jogadores de futebol,

grandes homens fortes,

e tamb�m encarrega Harry Bennett

de o proteger de extors�o, raptos e de todo o mal.

E Harry Bennett tinha de controlar a for�a de trabalho.

A forma como o fazia

era atrav�s de medo

e intimida��o.

A raz�o pela qual Harry Bennett usava la�o em vez de gravata,

era para ningu�m a poder agarr�-la

e imobiliz�-lo para o esmurrar.

Bennett � tudo o que Edsel, filho de Ford, n�o �

e rapidamente se torna o bra�o direito de Henry Ford.

Edsel era uma pessoa diferente do pai.

Interessava-se muito pelo aspecto dos carros.

Era um homem com muito gosto.

Gostava das formas, das curvas, das cores.

Bem-vindo, como foi a viagem?

O que � aquilo?

� o novo design para o Modelo T.

� apenas um prot�tipo.

Ainda est� em desenvolvimento, mas...

... acho que tem algumas melhorias.

Melhorias?

Os Estados Unidos lideram o mundo em fabrica��o,

e a ind�stria autom�vel est� na vanguarda,

com tr�s empresas no dom�nio.

A Ford no n�mero um,

a GM no n�mero dois

e a Dodge no n�mero tr�s.

Esses tr�s gigantes est�o a mudar o pa�s � sua imagem,

com quil�metros de estradas alcatroadas,

permitindo o desenvolvimento junto aos centros urbanos,

criando os sub�rbios

e acelerando o desenvolvimento da classe m�dia,

que ir� definir a Am�rica.

A terceira d�cada do s�culo XX

come�a com mudan�as na Ford Motor Company,

quando o filho de Henry Ford, Edsel, � nomeado presidente.

A transi��o de poder n�o corre suavemente.

N�o h� nada errado com o Modelo T.

Certamente nada que possa ser corrigido por ti.

Henry Ford sentia que motivar as pessoas tratando-as mal

era a chave para o sucesso.

A forma como tratava Edsel, a rebaix�-lo constantemente,

e a rejeitar intencionalmente as suas sugest�es,

era uma forma de o motivar para ser melhor.

Era essa a filosofia de vida de Henry Ford.

William Durant, cuja empresa, a Chevrolet,

procura silenciosamente uma quota de mercado,

rapidamente p�e em marcha o seu plano.

Durant veio com a ideia de como chegar � General Motors

e �s pessoas que o tinham expulsado da empresa.

Ele estava a comprar capital da General Motors

e tinha adquirido algumas ac��es.

Quando Durant adquire secretamente ac��es suficientes da GM,

para poder ter controlo sobre a companhia,

funde-a com a Chevrolet

e, subitamente, William Durant est� de volta � gest�o

da empresa que fundara.

Billy Durant est� a comprar muitos fabricantes de autom�veis.

Compra a Frigidaire, electrodom�sticos,

tudo o que ele achava que podia dar lucro,

era algo que sentia que devia pertencer � General Motors.

O homem que salvara a GM da bancarrota,

tinha agora um novo patr�o.

Sr. Durant.

Sou Walter Chrysler.

Bem-vindo de volta � GM.

Sr. Chrysler.

Queria encontrar-me consigo h� algum tempo,

para falar acerca de alguns assuntos.

Ao cortar a camada de revestimento por baixo da carro�aria,

conseguimos reduzir custos... - Parece-me boa ideia.

Aposto que os rapazes l� em cima

v�o tomar boa nota disso.

Chrysler era um homem pr�tico e organizado

e Durant era tudo menos isso.

Durant era um vision�rio e n�o perdia tempo a tratar de detalhes.

Sr. Durant, h� uma melhor altura para falarmos disto?

Continue o bom trabalho, Sr. Chrysler.

Obrigado por ter passado por aqui.

Obrigado.

Foi bom t�-lo conhecido finalmente.

A aten��o de Chrysler aos detalhes,

n�o se adequa ao estilo de gest�o de Durant.

Chrysler ficou farto. N�o queria lidar com Durant.

Disse "O Billy e eu nunca conseguiremos entender-nos."

Ele tinha ganho muito dinheiro com o acordo com a General Motors.

Walter Chrysler decide que era hora de se tornar o seu pr�prio patr�o.

Walter Chrysler sempre tivera apetite por risco,

mas isto era mais do que isso.

Ele sabia que tinha uma oportunidade de ter sucesso,

para al�m da imagina��o de qualquer pessoa.

Para conseguir dinheiro,

Chrysler consegue 10 milh�es nas suas ac��es da GM,

o equivalente a 140 milh�es actualmente.

Ele aprendera tudo o que havia para saber

acerca do fabrico de autom�veis.

Usa-o para comprar a Maxwell Motor Company.

Depois redesenha o carro deles que mais se vendia:

o Maxwell Modelo 25.

Se quiser passar mais tempo

e trabalha mais do que qualquer outro,

se for apaixonado pela ind�stria em que trabalha,

mant�m a mente aberta a coisas novas e conseguir� ter sucesso.

O novo modelo conta com o primeiro modelo de seis cilindros

com jantes raiadas em madeira.

Foi encarado por muitos como o primeiro carro de luxo acess�vel.

Chrysler vende mais de 30 mil no primeiro ano,

mas sabe que precisa de expandir a sua linha

para competir com a l�der da ind�stria, a Ford,

onde o novo presidente Edsel Ford luta para mostrar o seu valor,

enquanto continua a apresentar novos designs.

Edsel Ford era um bom homem, democrata,

pedia a opini�o a pessoas, aceitava os seus conselhos.

Henry Ford era o oposto.

Era autocr�tico, ditador,

ego�sta,

impiedoso

e astuto.

Eram duas pessoas totalmente opostas,

e tiveram conflitos quase desde o in�cio por causa disso.

N�o percas o teu tempo.

N�o penses que est�s realmente no comando.

Nunca gerir� esta empresa,

se eu tiver uma palavra a dizer a esse respeito.

Como te sentes?

Muito mal.

J� tiveste melhor aspecto.

Tamb�m n�o est�s l� muito bem.

No terceiro fabricante de autom�veis do pa�s,

Os irm�os Dodge continuam a inovar

at� intervirem circunst�ncias para al�m do controlo deles.

A epidemia de gripe de 1918 e 1919,

mudou os Estados Unidos de todas as formas imagin�veis.

A Gripe Espanhola � a pior pandemia a n�vel mundial

transmitida pelos soldados que regressavam da Primeira Guerra.

Matou cerca de 700 mil soldados americanos,

10 vezes o n�mero dos mortos em combate.

Por todo o mundo, 500 milh�es de pessoas foram infectadas,

um ter�o da popula��o global.

Agora a doen�a amea�a roubar ao pa�s

dois dos seus mais dotados fabricantes de autom�veis.

A ind�stria autom�vel dos Estados Unidos,

liderada pela Ford e pela GM,

tinha-se tornado um grande neg�cio,

vendendo oito milh�es de carros e recebendo bili�es em lucros,

enquanto criava um sistema rodovi�rio nacional,

os sub�rbios e uma classe m�dia.

Mas a ind�stria estava a come�ar a sentir problemas crescentes.

Toma.

A Gripe Espanhola afectou milh�es,

incluindo os Irm�os Dodge.

John Dodge sucumbe � epidemia em 1920

e apenas um ano depois,

Horace segue-o numa morte prematura,

colocando a terceira fabricante de autom�veis do pa�s, no limbo.

Que pena.

Os Irm�os Dodge eram g�nios no seu campo.

Infelizmente n�o h� forma de saber qu�o longe teriam chegado

com a sua empresa, em termos do impacto

no mundo autom�vel.

A trag�dia deu a Walter Chrysler a oportunidade que ele procurava.

Sr. Chrysler, aqui, por favor.

As vi�vas dos Irm�os Dodge tinham vendido a empresa.

Estava a ser gerida por uns banqueiros

que n�o sabiam muito acerca de gerir uma empresa autom�vel.

Chrysler viu a oportunidade de comprar a Dodge,

que n�o s� tinha uma grande f�brica,

mas tamb�m uma boa reputa��o como empresa.

Chrysler e os seus investidores pagaram 170 milh�es de d�lares,

cerca de 11 mil milh�es de d�lares actualmente,

uma das maiores transac��es comerciais do s�culo XX.

� uma jogada que espanta a ind�stria

e transforma Chrysler instantaneamente

num dos tr�s maiores fabricantes de autom�veis da Am�rica.

As decis�es di�rias definem quem somos.

Somos definidos

pelas nossas oportunidades,

n�o s� por aquelas que nos tornam conhecidos,

como os grandes inventores,

mas tamb�m por aquelas que perdemos.

� medida que o mercado se torna mais refinado e sofisticado,

os grandes jogadores ganham e os pequenos desistem,

porque n�o t�m a efic�cia que os grandes t�m.

Rapidamente havia apenas os tr�s grandes.

A outrora ca�tica ind�stria autom�vel americana,

� agora dominada

pela Chrysler,

pela General Motors

e pela Ford.

Tr�s das mais influentes corpora��es

que a Am�rica alguma vez viu.

Ficam conhecidas apenas como

"Os Tr�s Grandes".

O novo nome para progresso ser� General Motors.

Os carros que produzem conduzem a Am�rica para o futuro.

Mas a estrada adiante ir� testar o poder e vontade da na��o,

numa batalha que em breve deflagrar�

numa guerra total.

No pr�ximo epis�dio...

Os loucos anos 20 estavam ao rubro, trazendo prosperidade ao pa�s,

e o carro torna-se o cora��o da cultura americana.

Os Tr�s Grandes batalham para capitalizar

numa na��o obcecada por autom�veis.

Tudo o que quero � esmagar o Henry Ford.

Mas a turbul�ncia econ�mica trava a festa,

a viol�ncia sobre os trabalhadores amea�a p�r Detroit de joelhos.

Pai, ele vai matar algu�m.

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