All language subtitles for lost hearts 1973

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Original subtitles

Ainda falta muito?

S� mais um pouco. N�o desanime.

Eu n�o estava...

Uou, �gua, firme!

- � enorme! - � um lugar bonito e antigo.

- Mestre Stephen? - Sim.

Ele chegou.

- � o menino, Parkes? - Sim, senhor.

Entre, aconchegue-se.

As bagagens, as bagagens.

Bem, Stephen, bem.

- Aqui, afinal, hein? - Sim, senhor.

N�o se lembra de mim? Seu primo distante.

Peregrine Abney � meu nome. Como vai?

Muito bem, obrigado, senhor.

Bela m�o firme.

Sangue quente, pulso forte, excelente.

Quantos anos?

- Eu... - Doze no pr�ximo anivers�rio?

Sim, senhor, dia 31 deste m�s, senhor.

Dia das Bruxas, excelente, n�o poderia ser melhor.

- Devemos celebrar, hein? - Obrigado, senhor.

Ser� um prazer, Stephen.

- Muito cansado da viagem? - N�o senhor.

Bom rapaz, precisa de uma refei��o saud�vel.

Tem certeza que far� doze no pr�ximo anivers�rio?

- Sim, senhor. - E 31, cada vez melhor.

Benissimo.

Perdoe-me, eu gosto de anotar coisinhas assim em meu livro.

Parkes, leve esse excelente menino para a Sra. Bunch.

Diga-lhe para aliment�-lo bem,

muita manteiga, caldo de carne, nutri��o, sust�ncia!

N�o se assuste, rapaz, � o jeito dele.

Mas por que ele quer escrever sobre a minha idade?

� um erudito, o Sr. Abney, escreve sobre tudo.

Por aqui, mestre Stephen.

Meu Deus, que rapaz perguntador!

Sim, o Sr. Abney � seu primo, � verdade. Pelo lado da sua m�e.

Mas ele � t�o velho.

Primos v�m em todas as formas e tamanhos.

E ele � a bondade em pessoa.

Pode ser um velho solteir�o, mas � muito amoroso com crian�as.

Voc� n�o � o primeiro �rf�o

a ganhar lareira, comida e abrigo, oh n�o!

Por Deus, n�o.

- H� outras crian�as aqui? - Mas se foram agora.

- Foram? - Pelas colinas afora.

Coma seu bolinho, Stephen.

Pode perguntar ao Sr. Abney a respeito amanh�.

Entre.

Entre, Stephen, bom dia.

- Dormiu bem? - Sim, obrigado, senhor.

Bom, essa � a id�ia, dormir bastante.

A Sra. Bunch me disse que � um bom rapaz, ela gostou muito de voc�.

Na verdade, suas palavras foram,

"Um rapaz gentil com uma disposi��o inquisitiva". Verdade?

Ela disse que havia outras crian�as na casa, senhor.

Disse? Verdade, mas se foram.

Eu gosto de mentes curiosas, como a minha pr�pria.

H� tanto para saber, tanto a aprender neste velho mundo, hein?

Sim, senhor.

Nenhum de n�s tem muito tempo, mera centelha de vida, quase nada.

Censorinus.

- Leu Censorinus? - N�o, senhor.

Excelente camarada. Ele procurava... Morto agora.

403 AC.

Mas seu trabalho continua vivo, imortal.

Para alguns, para os escolhidos, a imortalidade � concedida, Stephen.

Posso explorar o terreno?

Claro, n�o precisa pedir, rapaz.

Ar fresco, muito exerc�cio, bochechas rosadas.

Bom, excelente.

Saindo pro gramado.

Isso mesmo.

"E foi registrado por Simon Magus,"

"que ele era de fato capaz de voar pelo ar."

Ainda n�o.

O explorador retorna com maravilhas para contar, hein?

Vastos bosques e desertos in�spitos?

Canibais comendo uns aos outros?

E homens cujas cabe�as crescem abaixo dos ombros?

N�o, senhor, pensei ter visto...

O que?

O que?

Nada, n�o vi nada.

S� caminhei e subi numa �rvore velha.

Bom para a circula��o.

� uma planta bonita, ao menos a flor.

Borragem. Flor estrelada, p�o de abelha.

Uma folha ou duas num copo de vinho tinto, acelera o cora��o, Stephen.

- O que devo fazer agora? - O que quiser, rapaz.

Sra. B, Sra. B, esse diabinho!

Ah, a� est� voc�.

Sra. B, traga-o neste instante.

Nunca fiz isso.

- Bem? - N�o fiz isso.

Quem fez, ent�o?

Eu nem tenho um canivete.

O Sr. Abney ficar� sabendo disso.

Se eu fosse ele, te mandaria fazer as malas, garoto.

Uma incis�o profunda?

At� o fundo, senhor. Ele merece uma boa surra.

- Pode ir, Parkes. - N�o vai nem ver o estrago, senhor?

Mais tarde. E leve a Sra. Bunch com voc�.

Mas n�o fui eu, senhor.

Eu acredito em voc�, meu caro menino.

- Ent�o, quem foi? - Quem sabe? Hermes Trismegistus?

"H� mais coisas entre o c�u e a terra..."

N�o se preocupe com isso, meu caro menino.

Coma bem, durma bem. Queremos voc� bem disposto no seu anivers�rio.

Cruamente gravado com grande press�o,

numa madeira velha e dura demais para ser marcada assim

pela m�o de uma crian�a viva.

O Sr. Abney � um bom homem? Ele vai para o c�u?

Bom? Deus te aben�oe.

Nunca perguntou sobre o garotinho que ele acolheu, sete anos atr�s?

Eu tentei. Chamava-se Censorinus?

N�o, Giovanni era seu nome.

E a menina, ele n�o te falou dela?

N�o.

Ela gostava de subir em �rvores?

N�o, era uma pequena dama.

N�s a cham�vamos de Phoebe.

O Sr. Abney era primo dela?

N�o, o mestre a trouxe de uma caminhada um dia.

E aqui viveu conosco por tr�s semanas, talvez.

E ent�o... havia um tra�o de cigana em seu sangue, eu sempre achei.

E ent�o, uma manh� ela se foi.

Foi o que o Sr. Abney disse. Se foi.

Saiu da cama antes que qualquer um de n�s tivesse aberto um olho.

E nem trilha ou rastro dela tivemos desde ent�o.

O mestre foi excepcional, ordenou que dragassem os diques.

Alguma coisa? Tente de novo.

Eu acredito que ela foi levada pelos ciganos.

Pois houve cantoria em volta da casa,

por mais de uma hora na noite ap�s sua partida.

E luzes no bosque, como fogo-f�tuo.

E o garotinho... Giovanni?

Aquele pobre menino. Ele era um forasteiro.

O Mestre o encontrou tocando seu realejo.

Se apegou a ele naquele mesmo minuto.

Sra. Bunch. Sra. Bunch.

Sra. Bunch?

�timo, �timo.

Sra. B, o menino vai ficar.

O nome dele � Giovanni. Quero que cuide dele, que o alimente.

� um �rf�o, pobre rapaz, ambos os pais mortos e s� 12 anos.

Bravo, bravo!

Foi a mesma coisa com ele.

Sumiu certa manh�, assim como a menina.

S�o t�o desregrados, esses povos estrangeiros.

Aquele era o realejo dele?

Ele tocava t�o bonito, nunca ficava sem ele.

Ent�o por que o deixou para tr�s?

Ah, outro dia anunciado.

Outro passo para a vitoriosa vida eterna

neste mundo.

Cora��es.

Mestre Stephen?

Mestre Stephen?

O menino sonhou?

Mestre Stephen?

L�.

Meu Deus, sangue do senhor!

Oh, Sra. B!

Caminhando dormindo.

L�, na banheira.

Um realejo.

N�o h� nada l�.

- Estava sonhando, Stephen. - N�o estava!

O menino, ele me trouxe, e a menina estava na banheira.

- Oh, s� um sonho bobo. - Exatamente.

Leve-o para seu quarto, Sra. Bunch, lhe d� leite quente.

N�o tinham cora��o, eles n�o tinham cora��o.

- E o realejo ainda tocava. - Que � isso? Voc� � um menino grande!

Quase 12.

V� com a Sra. Bunch, um bom copo de leite quente.

Venha, mestre Stephen.

"Certo inc�modo pode ser causado pela por��o ps�quica dos indiv�duos."

"Especialmente nos casos em que conseguem comandar

"aquilo que gostamos de chamar de objetos materiais".

- Parkes? - Sim, senhor?

Agradeceria se me trouxesse uma garrafa de vinho do porto, Parkes.

Para que descanse um pouco ap�s sua jornada escada acima.

- O 33, senhor? - � o nosso melhor e mais velho?

- Sim, senhor. - Ent�o traga.

- N�o est� grande demais para velas? - N�o.

Ent�o sopre.

O que?

Quem �?

- Sou eu, senhor. - Entre, entre.

Trouxe um peda�o do meu bolo de anivers�rio, senhor.

Muito gentil.

Obrigado, Stephen. Parece delicioso.

Mmm, muito bom.

- O que � aquilo, senhor? - Ah, � muito velho, Stephen.

Uma coisa sagrada.

Feita antes que as ci�ncias mec�nicas lan�assem sua rude sombra sobre o mundo.

- Mais algum sonho? - N�o, senhor.

Dormiu bem ontem � noite? Sem mais sonambulismo?

Sim, senhor. Quer dizer n�o, senhor.

Bom, excelente.

Stephen, meu rapaz...

Voc� gosta de segredos?

- Pode guardar segredos? - Acho que sim, senhor.

Gostaria de ter seu destino secreto revelado como presente de anivers�rio?

Seu verdadeiro destino, tal como �,

registrado nas trajet�rias das estrelas?

Agora, senhor?

N�o, n�o, no momento certo.

Hoje � noite, meia-noite. Noite de Todos os Santos.

Poderia... descer at� aqui?

Talvez eu esteja muito cansado, senhor.

Um garot�o como voc�? N�o se atreva!

- N�o � isso... - Seu futuro diante de voc�.

O dom da previs�o dos deuses de outrora.

O melhor presente de anivers�rio que jamais receber�. Jamais!

- Sim, por favor, senhor. - Bom rapaz.

Mas � nosso segredo, um segredo de homem pra homem.

N�o conte pra Sra. Bunch, ela tem um bom cora��o, mas preso � Terra.

Preso � Terra, Stephen.

O mestre que v� buscar seu pr�prio porto no futuro.

Estou dizendo, tem alguma coisa l� embaixo, na adega.

Ratos, provavelmente.

Vozes, vozes, Sra. B.

Que absurdo...

Eu lhe digo, eu ouvi vozes nos nichos mais profundos.

O que quero dizer � que se puder descer l�...

N�o tenho paci�ncia para suas fantasias, Sr. Parkes.

Vai deixar o Mestre Stephen morto de medo.

Mestre Stephen... ele sabe muito bem que eu estava s� brincando, Sra. B.

Ouvi vozes tamb�m, Sr. Parkes, quando estava empinando minha pipa,

no vento.

- Est�o no por�o agora? - N�o, n�o, ratos rondando.

Nada mais. N�o mais que isso.

O Mestre gostou do bolo?

Sim, estava muito bom. N�o tinha ouvido vozes, Sra. Bunch?

Na noite em que a menina fugiu?

Eu devo ter imaginado, foi h� mais de 18 anos.

Mas disse que...

Eu falo muitas coisas, Mestre Stephen,

Mas n�o na Noite de Todas as Almas, oh n�o.

Esta noite, farei minhas ora��es e trancarei minha porta.

"O cora��o deve ser removido do indiv�duo vivo,

"reduzido a cinzas sobre o fogo sagrado,

"e ent�o misturado a uma medida generosa de vinho fortificado,"

"preferencialmente porto."

Sim, sim,

Censorinus,

Trismegistus,

Simon Magus,

pensem em mim.

R�pido ou vamos nos atrasar!

R�pido, meu rapaz, temos pouco tempo.

A hora de poder chegou.

Est� machucando meu pulso, senhor.

E seu cora��o bate loucamente, n�o �? Eu posso ouvir.

Anseia por ser livre e ser�, Stephen, ser�.

Mas primeiro...

- Precisa beber. - Mas eu pensei que...

N�o � hora de pensar, � hora de fazer.

- Beba! - � porto?

O Sol em quintess�ncia, o sangue de Mitra.

Beba.

Eu n�o gosto, preciso mesmo?

Menino absurdo. Crian�a rid�cula. Claro que precisa.

- Antes de saber meu destino? - Seu destino � meu destino, Stephen.

Assim como o da menina, assim como o do menino italiano.

Voc� completa um trabalho de 20 anos, Stephen...

- N�o! - Beba!

- N�o, n�o, n�o! - Voc� precisa, precisa!

Beba, beba.

"Nem papoula, nem mandr�gora."

"Nem todos os xaropes l�nguidos do mundo..."

Durma, caro menino, durma.

Respire profundamente.

Magn�fico engenho,

alimento da alma,

forte ritmo da eternidade, minha eternidade.

Menino generoso,

eis seu destino.

Comandado pelos c�us,

sancionado pelos antigos,

seu cora��o inocente deve ser a pulsante pedra angular do portal,

o inef�vel portal pelo qual adentrarei a...

N�o!

Chegaram tarde demais.

N�o, n�o podem me comandar.

Eu... eu sou...

- Cora��es... - Eu sou...

- Cora��es... - imortal...

- Eu sou... - Cora��es...

Cora��es... cora��es...

Cora��es...

Que Peregrine Abney era um recluso e um erudito

� bem sabido nesta localidade.

Qual era precisamente a natureza de suas pesquisas,

eu creio ser melhor para mortais tementes a Deus n�o perguntar.

Basta dizer que, embora a forma de sua morte tenha sido duvidosa,

se ele foi abatido por sua pr�pria m�o,

ou por for�as que em outros tempos poder�amos atribuir ao diabo,

� Satan�s em pessoa,

basta que rezemos para que sua alma possa descansar eternamente

sob a vis�o e o amor de Deus.

Seja feita sua vontade.

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