Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Ol�! Sou o Dale Earnhardt Jr.
Como muitos sabem, os carros s�o uma parte importante da minha vida,
como decerto ser�o para muitos de voc�s.
Hoje, juntamente com o canal Hist�ria,
tenho o orgulho de apresentar-vos a segunda parte da hist�ria �pica
das m�quinas mais americanas.
O lugar do pa�s no mundo est� a crescer,
tal como cresce o papel dos carros na cultura americana,
infra-estruturas e na vida das pessoas comuns.
Esta � a hist�ria de como o carro fez a Am�rica.
Anteriormente...
A moderniza��o do pa�s est� em curso.
As ferrovias ligam a na��o
e o a�o ajuda a construir cidades que tocam o c�u.
Mas � uma ind�stria que est� verdadeiramente a mudar a Am�rica.
Os carros proporcionaram um sistema rodovi�rio nacional,
criaram a classe m�dia
e abriram caminho para um novo fen�meno,
os sub�rbios.
De uma centena de fabricantes de autom�veis,
a Ford,
a General Motors
e a Chrysler
t�m a urg�ncia de formar
o que ser� conhecido como os Tr�s Grandes.
Ningu�m tem mais para abalar a ind�stria
e mudar o panorama americano,
do que Henry Ford.
O seu Modelo T � o primeiro fen�meno da ind�stria.
Em 1920, quase cinco milh�es andam nas estradas da Am�rica.
O Modelo T estimula os rivais de Ford a inovarem.
Tanto William Durant, na GM, e Walter Chrysler
s�o impelidos n�o s� a competir com Ford,
mas a derrot�-lo.
Ao longo dos pr�ximos 50 anos,
os carros iriam definir a cultura americana
e os Tr�s Grandes iriam liderar o caminho.
Com Ford,
Chevrolet,
Dodge,
e Chrysler
a tornarem-se nomes conhecidos
que iriam para sempre moldar o pa�s.
OS CARROS QUE FIZERAM A AM�RICA
Parte 2
Legendas Canal Hist�ria
Transcri��o e Sincroniza��o fininhos
ABRIL DE 1921
Walter Chrysler decide que a empresa que tem o nome dele
ir� centrar-se na inova��o.
Ele desenha um carro novo
que espera que v� finalmente destronar o Modelo T
como o autom�vel mais vendido da Am�rica.
Henry.
Quero mostrar-lhe uma coisa.
O que �, Chrysler?
Isto.
Veja.
Impressionado?
Motor de seis cilindros,
eficiente e potente.
Trav�es hidr�ulicos,
funcionalidades topo de gama.
Est� a olhar para o futuro.
N�o vender�.
Nem com todos os artif�cios.
Isto � pensamento vision�rio, Henry.
Quanto gastou nesta engenhoca?
Quanto quer que tenha sido,
n�o ser� o suficiente para tirar a Chrysler da sarjeta.
Quando o p�blico vir este carro,
estar� pronto para o futuro.
Construa esta...
... monstruosidade.
E, quando n�o vender,
lembre-se que eu bem lhe disse.
A competi��o na ind�stria autom�vel
n�o � uma briga ou um combate sequer.
� muito mais do que isso.
Muito mais.
� mesmo uma guerra.
Eles podem n�o diz�-lo, mas � uma guerra.
O Ford n�o era amiguinho de ningu�m na ind�stria autom�vel.
Ele deixava os neg�cios serem basicamente neg�cios.
� sempre um prazer, Henry.
Uma das coisas mais importantes a lembrar sobre o s�culo XX,
� que � o s�culo da tecnologia, da inova��o.
N�o h� inova��o mais pronunciada do que o autom�vel.
A ind�stria autom�vel progrediu bem na Am�rica
porque havia mais capital, mais recursos naturais.
Se v�o ter muitos autom�veis, v�o precisar de mais a�o,
v�o precisar de mais ferro e borracha para pneus.
V�o precisar de combust�vel.
A Am�rica � uma pot�ncia econ�mica global
e o tempo da inova��o � agora.
O autom�vel chega numa altura
em que os americanos est�o a adaptar-se a novas tecnologias,
a adaptar-se a viverem nas cidades,
a trabalharem em f�bricas, etc.
O autom�vel � uma tecnologia
que est� dispon�vel para um grande n�mero de pessoas.
A maioria das pessoas
nunca foi mais de 16 km para l� de onde nasceram.
Agora, as pessoas t�m a liberdade de irem aonde nunca foram antes,
a viajarem para fora das suas cidades.
Em 1924, o Modelo T de Henry Ford custa 300 d�lares,
dando ao homem comum
a possibilidade de viajar pelo pa�s.
Liberdade. A capacidade de fazerem o que querem, quando querem,
sem terem de pedir boleia
ou dependerem de outros para isso.
O Modelo T faz da Ford Motor Company
o maior fabricante de carros da Am�rica.
Mas a nomea��o de Ford do �nico filho, Edsel, como seu sucessor,
leva muitos a questionarem o futuro da empresa.
Embora Edsel fosse oficialmente o presidente da empresa,
Henry n�o hesitava em contrariar as ordens dele.
Ele deu a Edsel muita responsabilidade
e nunca lhe deu controlo da empresa.
Ele quer cultivar o Edsel,
faz�-lo � imagem dele, como muitos pais erram em querer fazer.
Quase nunca funciona e n�o funcionou mesmo com o Edsel.
Edsel era um homem vision�rio. Era um homem inteligente.
Estava sempre a olhar para o futuro.
Todos os dias traziam mudan�as
e ele estava feliz e confort�vel com isso.
Vendo o que os competidores como a Chrysler est�o a fazer,
Edsel cr� que a Ford tem de inovar para manter o seu dom�nio.
H� um enorme n�mero de pessoas
que querem mais do autom�vel.
Querem explorar as capacidades exteriores
de um autom�vel.
E tornou-se numa corrida � tecnologia.
Antes, era uma simples viagem na rua, at� � casa da av� para jantar,
agora, � a evolu��o de ir do ponto A ao ponto B
e querem ser os melhores a fazer isso.
Edsel Ford arrisca numa importante inova��o.
Uma que ele sente que ir� manter a empresa dele � frente do mercado.
Como muitos carros dos anos 20,
o Modelo T da Ford depende de trav�es mec�nicos
que transferem for�a da alavanca do trav�o para as rodas
usando um simples cabo de trav�o.
Mas a fric��o e alongamento podem distorcer o mecanismo
e press�es perigosamente desiguais
podem fazer as rodas derraparem ou guinarem.
Os trav�es hidr�ulicos transferem for�a para as pastilhas de trav�o
via tubos selados cheios de fluido.
Esta inova��o assegura a aplica��o de press�o na travagem
de um modo seguro e uniforme nas quatro rodas
e multiplica a for�a que o condutor pode aplicar para travar.
Edsel Ford estava actualizado quanto aos avan�os tecnol�gicos.
Quando falamos sobre o Edsel Ford a gerir a empresa,
ele sabia gerir a empresa, ele sabia de neg�cios,
ele sabia que perguntas fazer, n�o tinha problemas em tomar decis�es.
O plano de Edsel tinha uma potencial falha.
Henry Ford foi adulado pelo p�blico durante muitos anos,
mas tinha uma organiza��o grande para gerir
e a �nica maneira que sabia gerir naquele tempo...
... era atrav�s da for�a.
Ele usava o Harry Bennett para isso.
Bennett era algu�m que tinha tra�os que Henry Ford admirava
e com os quais se identificava.
Ele era duro, determinado,
n�o era dissuadido das tarefas.
Era intensamente leal.
Henry Ford parecia achar que Harry Bennett era pitoresco e divertido.
A ver do que � capaz.
Ele estaria numa reuni�o e, de repente, dizia:
"Isto � enfadonho. V�, Harry, vamos dar uns tiros."
E iam at� ao campo de tiro privado do Harry Bennett disparar pistolas.
Pronto?
Pai?
Pai, h� algo que gostar�amos de discutir.
Para convencer o pai do seu plano,
Edsel recruta o principal engenheiro de produ��o da Ford,
William Knudsen.
William Knudsen era um engenheiro soberbo no seu trabalho
e era o inestim�vel chefe de produ��o de Henry Ford.
Este novo desenho hidr�ulico
ir� modernizar o nosso actual sistema de trav�es.
A Chrysler j� deixou os trav�es mec�nicos.
Abre os olhos.
Os trav�es mec�nicos est�o comprovados!
E s�o pr�ticos.
O Edsel tem raz�o, Sr. Ford.
Temos de manter-nos a par da competi��o.
S� h� um Ford
em todo o Michigan
que tem raz�o, Knudsen.
J� devia saber disso.
Vamos l�.
- N�o pode estar a falar a s�rio. - V�, vamos!
Knudsen j� conhecia bem o Henry Ford
para saber o que ele queria dizer.
Foi o fim do Knudsen na Ford Motor Company.
Vamos.
Henry Ford n�o tratava dos despedimentos.
Mandava outra pessoa fazer isso, nomeadamente o Henry Bennett.
Mas quando dava ordens, queria que cumprissem e n�o o questionassem
e ele achava que o filho era um fraco.
Acho que ele pensava que, quando morresse,
o Edsel n�o ia conseguir gerir a empresa,
ent�o, colocou obst�culos no caminho do Edsel
para tentar ensin�-lo a ser mais duro.
O despedimento de Knudsen envia uma mensagem a Edsel.
Ele � presidente apenas no papel
e a decis�o do pai de n�o inovar tem consequ�ncias indesejadas.
D� � competi��o a oportunidade rara de ultrapassar o Ford,
se conseguir aproveit�-la.
Ap�s ter sido despedido da empresa que fundou,
William Durant conseguiu subir at� ao topo da General Motors,
mas no sexto ano do segundo mandato como presidente,
as vendas est�o a cair.
O conglomerado autom�vel enfrenta um desafio.
Durant tenta gastar para se safar dos sarilhos,
uma jogada que preocupa muito o Vice-Presidente Alfred Sloan.
O Billy Durant podia encantar qualquer um,
mas era um inferno
trabalhar com ele.
O Billy Durant era um apostador.
Como muitos apostadores, podia ganhar em grande
e perder em grande.
Est� a ficar mau.
As vendas n�o est�o a aumentar.
� assim que se mexe o mercado.
As 12 divis�es est�o a gastar excessivamente.
Sloan partilha a suas d�vidas n�o s� com Durant,
mas com o conselho de administra��o da GM.
Sloan era mais gestor. Ele n�o era um engenheiro.
E tinha passado de um neg�cio para outro
e quem trabalhava com ele compreendia
que ele sabia como p�r as pessoas a trabalharem juntas.
Leu o meu relat�rio sobre centralizar a gest�o?
N�o tive tempo.
Alfred Sloan era uma pessoa extremamente inteligente
e surpreendentemente, com a m�o no pulso do mercado.
- O conselho est� reunido? - J� come�aram.
E viram o n�mero da d�vida.
- Qu�o mau �? - 30 milh�es.
Os banqueiros estavam preocupados com o valor da d�vida da GM.
N�o tinham a certeza quanto � direc��o
que a ind�stria ia seguir.
O que � isto?
O conselho votou
para retir�-lo.
N�o podem fazer isto!
Eu fiz da GM o que � hoje!
J� est� feito.
A General Motors precisa de nova lideran�a.
Alfred Sloan � muito cuidadoso com os gastos,
muito calculista,
enquanto que o Durant era um apostador.
Isto est� errado, Al.
Ir� arrepender-se.
Depois de Durant ter sido expulso da General Motors pela segunda vez,
entrou em fal�ncia pessoal
e faleceu pouco tempo depois.
Enquanto a hist�ria se repete para o William Durant,
Alfred Sloan ter� uma oportunidade para dar a volta � General Motors.
Parab�ns, Sr. Presidente.
Cavalheiros.
Vamos discutir como melhor derrotar a Ford Motor Company.
A ind�stria autom�vel da Am�rica
est� a impelir um crescimento econ�mico
e � medida que as inova��es d�o um salto em frente nos anos 1920,
a competi��o est� t�o agressiva como sempre.
O p�blico v� este carro.
Fica fora do mercado de custos baixos.
Henry Ford fez do neg�cio dele
uma das maiores empresas da Am�rica.
Nada est� � altura do Modelo T!
O seu mais vendido Modelo T
permite a Ford ser duas vezes maior
do que os seus dois maiores competidores,
GM e Chrysler.
Mas a recusa de Ford de inovar
d� ao engenheiro Walter Chrysler a abertura que procurava.
Funcionalidades topo de gama. Est� a olhar para o futuro.
Enquanto que o novo presidente da GM, Alfred Sloan,
lida com a enorme d�vida deixada pelo seu antigo chefe.
Se tivessem uma organiza��o grande com muitas pe�as m�veis
e quisessem que fosse eficiente e desse lucro,
Alfred Sloan era o homem para isso.
Sloan sabe que a efic�cia
pode ajudar a GM a entrar no caminho certo.
Ele vira a aten��o para a linha de montagem da GM.
O objectivo � que seja t�o r�pida e barata quanto a de Ford,
mas tamb�m melhor.
Que vista.
Os tempos est�o a mudar, goste ou n�o.
O progresso n�o p�ra.
William Knudsen trabalhou para o Henry Ford.
Era um homem forte, um l�der forte, um industrialista dotado.
Tanto que Henry basicamente o despediu.
O seu trabalho na produ��o do Modelo T n�o passou despercebido.
Que gentil.
Mas aquele lugar est� um caos.
Que acha de trabalhar num local menos ca�tico?
� uma oferta de emprego inicial?
Vice-Presidente de produ��o.
Na GM, ter� tudo o que possa querer.
Tudo o que quero...
... � esmagar o Henry Ford.
O Alfred Sloan arranjou-lhe um lugar
e colocou-o na chefia da General Motors
e foi a� que a General Motors se tornou na inimiga do Henry Ford,
Alfred Sloan � o sossegado patr�o da m�fia.
Ele puxa as alavancas nos bastidores,
n�o � frente do p�blico, n�o como a cara da empresa.
� esse o Alfred Sloan, o "padrinho" sossegado.
� conhecido como Sr. Sloan. N�o se chama Alfred ou Al.
Era Sr. Sloan para todos.
Ele falava com uma voz suave,
mas as pessoas viam que era extremamente forte.
� a pessoa que recebe o cr�dito
por criar n�o s� a General Motors moderna,
mas a corpora��o moderna.
Sloan percebe que mais do que a inova��o,
a efic�cia � a chave do lucro.
Mas para ficar verdadeiramente acima dos rivais.
ele ter� de captar a imagina��o de um pa�s
que est� a sentir prosperidade como o mundo nunca viu.
Os loucos anos 20 estavam, em grande parte, ao rubro
porque a ind�stria autom�vel estava ao rubro na altura
e tornou poss�vel esta independ�ncia,
esta liberdade que as pessoas n�o tinham antes.
Os jovens, pessoas de poucos meios,
qualquer pessoa com emprego, podia ter acesso a um autom�vel.
Isto significa que o uso do carro
fica ligado aos objectivos �bvios dos jovens.
Sa�rem e divertirem-se com os amigos.
Mais do que o jazz ou outra coisa,
foi o autom�vel que trouxe os tempos modernos.
Ao libertar as pessoas da quinta,
tamb�m as liberta de antigos rituais familiares e de corte.
O geral afrouxamento dos valores morais,
ou seja, conseguirem afastar-se da tia e do tio,
conseguirem algum espa�o de viagem privada, era algo novo.
Muitas pessoas achavam que isto era a ru�na das morais americanas.
Henry Ford nunca bebia. Ele n�o dizia palavr�es.
N�o ia a festas.
Ele era virtuoso dessa forma.
John Steinbeck disse, 10 anos ap�s a inven��o o Modelo T,
que metade dos beb�s na Am�rica foram concebidos dentro de um.
E isso ia contra a veia puritana de Henry Ford.
Henry Ford, um homem que nunca abra�ou totalmente a mudan�a,
ordena que diminuam o banco traseiro de todos os Modelos T
para impedir comportamento inapropriado
e come�a a impor o seu r�gido c�digo moral aos seus empregados.
Algo que seria visto como intromiss�o e cusquice hoje em dia,
ele formou algo chamado Departamento Sociol�gico.
Ele tinha literalmente o Servi�o Ford do Bennett,
que era essencialmente a sua pol�cia secreta,
a espreitar �s janelas dos trabalhadores.
Um trabalhador visto a ser libertino
era motivo de despedimento.
Enquanto Ford imp�e o seu r�gido c�digo moral,
Alfred Sloan abra�a a mudan�a cultural americana.
A General Motors � emblem�tica da grande roda do progresso.
Os raios desta roda s�o as nossas incr�veis divis�es de opera��es,
de design, engenharia, pesquisa, vendas.
No centro desta roda est� a fam�lia GM.
Cada pessoa aqui contribui com os seus talentos e aptid�es
para uma ideia vital...
Inova��o.
O novo nome do progresso ser�...
General Motors!
Os rep�rteres v�o adorar isto, Alfred.
S� queria ver a cara do Henry Ford
quando os Modelos T come�arem a empilhar.
Para refor�ar as suas vis�es progressivas,
Sloan lan�a um carro que exsude luxo e prest�gio.
O Chevrolet Series K Superior
� dirigido directamente ao Ford Modelo T.
O motor de quatro cilindros de 26 cavalos-vapor � mais potente
e com uma velocidade m�xima de quase 97 km/h,
� tamb�m 33% mais r�pido.
Tem linhas suaves e acabamentos e realces estilizados,
dando-lhe um visual elegante e moderno que ofusca o Modelo T
e d� aos americanos o design com estilo que agora desejam.
Mas o carro n�o � a verdadeira inova��o.
Com a General Motors, come�a a liga��o deste produto, um carro,
a um estilo de vida e � vis�o que as pessoas t�m de si mesmas.
Alfred P. Sloan e a General Motors percebem
que os carros podem ser como roupas,
em que todos os anos precisam de um fato e guarda-roupa novos
pois t�m de mostrar que t�m a mais recente moda.
A �nfase mudou da produ��o para o marketing.
Ele mudou o modo como os autom�veis s�o desenhados.
Ele foi o primeiro a levar barro para os est�dios
e isso permitia-lhes criar formas mais flu�das
e arrebatadoras para um ve�culo.
Os carros do Ford eram todos pretos,
mas Alfred P. Sloan arranjou maneira
de criar desejo por um autom�vel
ao introduzir
cor, escolha, op��es.
A decis�o de Sloan de centrar-se no estilo
est� prestes a enviar ondas por toda a ind�stria.
Bom trabalho, Bill.
O Henry Ford n�o saber� o que o atingiu.
A Am�rica est� depressa a tornar-se no pa�s mais moderno do mundo.
Ostentando os melhores transportes
e as maiores cidades,
uma nova gera��o est� a abra�ar o estilo como nunca.
Mas alguns na ind�stria autom�vel n�o repararam nisso.
Motor de seis cilindros,
trav�es hidr�ulicos,
funcionalidades topo de gama. - N�o vender�.
Henry Ford falha em reconhecer a procura por inova��o,
permitindo aos rivais lan�arem carros
que eram superiores em estilo e engenharia.
O novo nome do progresso ser� General Motors!
Em 1927, a GM de Alfred Sloan ultrapassa a Ford.
Pela primeira vez em duas d�cadas,
a General Motors � a principal empresa autom�vel da Am�rica.
Enquanto os competidores lutam um com o outro,
Walter Chrysler v� a oportunidade de atrair o talento da competi��o.
K.T. Keller, um engenheiro em ascens�o na GM.
K.T. Keller conheceu o Walter Chrysler em 1911,
quando o Chrysler estava envolvido com a Buick.
E o Chrysler gostou logo dele.
Chrysler e Keller compreendiam-se
quando falavam de tudo a ver com mec�nica.
Keller e Chrysler come�am logo a trabalhar num carro novo
que cr�em ter o estilo de um Chevy e um custo que rivaliza com Ford.
O que achas?
Chrysler Plymouth.
Demasiado?
� perfeito.
Os peregrinos foram pioneiros, tal como este carro.
Estamos dentro do prazo?
Sem d�vida. Vai ser incr�vel.
Tens a certeza quanto ao pre�o?
O Chrysler era muito inteligente.
O Plymouth era basicamente feito do cesto das pe�as do Chrysler
e isso poupou-lhes muito dinheiro.
N�o te preocupes.
D� ao p�blico algo melhor para comprar e eles compram.
N�o h� incentivo para a pessoa se livrar do seu carro
se for s� para comprar um igual.
Por isso quando os outros fabricantes come�am a inovar,
deixam o Modelo T para tr�s e Henry Ford tamb�m.
Um carro reflecte o seu propriet�rio.
Um propriet�rio procura um ve�culo que encaixe nele, no seu estilo.
� outro destes americanismos
que agora passaram a definir o mundo inteiro.
A ideia de que somos definidos pelo nosso carro.
Somos definidos pelo estilo do carro.
Diz ao mundo a nossa classe.
Diz ao mundo os nossos passatempos.
Ford n�o compreende a nova gera��o.
Esse desejo de estilo n�o combina com o seu foco na subst�ncia.
Henry Ford n�o tinha sentido de moda. Ele era um engenheiro.
N�o dava para distinguir um Modelo T de 1910 de um de 1918.
Na GM, a ideia � impressionar as pessoas
e havia a escada da aspira��o.
A GM tinha v�rios modelos.
Come�avam com o Chevy barato.
Depois, passavam do Chevy para o Pontiac.
A seguir, quando estivessem melhores, iam para o Oldsmobile
e, por fim, quando fossem ricos, tinham o grande Cadillac.
Toda a gente sabia, se tinham um Cadillac, foram bem-sucedidos.
� dif�cil falar do Modelo T
na mesma frase que um carro como o Chevrolet.
Via-se que era mais que um carro.
Estava muito melhorado, tinha mais estilo,
era mais confort�vel e mais potente que o Modelo T.
Apesar do pai ter rejeitado o seu plano de actualizar o Modelo T,
Edsel continua a tentar arranjar maneiras
de modernizar a Ford Motor Company.
O pre�o dos carros da GM s�o duas vezes o do Modelo T.
N�o me surpreende.
O Sloan desperdi�a seis milh�es de d�lares por ano na publicidade.
N�o � um desperd�cio. Est� a resultar.
O p�blico olha para a GM e v� estilo.
O p�blico n�o quer saber do aspecto do carro, mas sim do que ele faz!
Nada est� � altura do Modelo T.
Pai, enquanto descansamos sobre os louros, a competi��o evoluiu.
Temos de progredir ou seremos deixados para tr�s.
Se o teu objectivo � convencer-me,
foi uma tentativa pat�tica.
O pessoal das Vendas t�m receio
de lhe dizer o que precisa de saber.
O Modelo T chegou ao fim de vida.
Cort�mos na produ��o para refor�ar a procura.
Isto n�o � tempor�rio.
As vendas t�m ca�do todos os anos.
Iremos falhar se n�o agirmos agora.
Henry,
acho que est� na hora.
Para Henry Ford, parte da alma dele estava naquele carro.
Ele...
... n�o suportava a ideia de que desaparecesse.
O Modelo T era mais para ele
do que um bom objecto utilit�rio
que tinha colocado a Am�rica na estrada.
Era uma for�a moral.
Era o carro que as pessoas precisavam e nada mais.
Quem quisesse mexer com isso
estava pessoalmente a agredir Henry Ford.
O Modelo T n�o tinha evolu�do como autom�vel ao longo de anos.
Henry Ford finalmente percebeu que tinha um problema grave.
Ele n�o tinha nada para o substituir.
Com as vendas a ca�rem a pique.
Ford finalmente aceita a dolorosa verdade.
A Am�rica ultrapassou o Modelo T.
Com 15 milh�es de carros na estrada,
fez da empresa de Ford uma das maiores do mundo.
Mas a sua recusa em inovar deixou-o vulner�vel.
O Modelo T chegou ao fim de vida.
O p�blico olha para a GM e v� estilo.
O Edsel tem raz�o, Sr. Ford.
A competi��o est� a evoluir.
Vamos falhar se n�o agirmos j�.
Est� a olhar para o futuro.
- O Edsel tem raz�o, Sr. Ford. - Temos de progredir...
O Chrysler j� desistiu...
Isto � pensamento vision�rio, Henry...
Henry, acho que est� na hora.
Os anos 1920 trazem um dos maiores crescimentos econ�micos
que a Am�rica j� viu.
Alimentada por tecnologia moderna e produ��o em massa,
esta prosperidade cria uma cultura nova.
A Am�rica � agora uma na��o de consumidores com fome de tudo.
Os carros n�o s�o excep��o
e os fabricantes de carros da Am�rica
lutam pela aten��o do p�blico e o seu poder de compra.
O novo nome do progresso ser� General Motors!
A General Motors, liderada por Alfred Sloan,
entende que os americanos querem estilo.
Na Chrysler, o Plymouth capta a imagina��o de um p�blico
que est� cansado do Modelo T.
Tens a certeza quanto ao pre�o?
N�o te preocupes.
D� ao p�blico algo melhor para comprar e eles compram.
Henry Ford tem de enfrentar os factos.
O pa�s ultrapassou o Modelo T.
Se fosse pelo Henry,
tinham ficado com o Modelo T.
at� ele levar a empresa � fal�ncia.
Henry Ford � um dos homens
que mais influenciou a mudan�a da cultura americana
e o panorama econ�mico.
Permitiu � Am�rica mudar
e tornar-se numa cultura de carros,
gra�as principalmente ao Henry Ford.
Quando olhamos para o carro e a sua influ�ncia na sociedade americana,
� quase desmesurado,
no sentido em que as pessoas t�m agora acesso a tecnologia
que vai permitir-lhes viajar vastas dist�ncias.
Mas com isso vem a necessidade de estradas
que possam, de modo seguro e conveniente,
levar as pessoas do ponto A ao B.
Daqui originou a ind�stria tur�stica moderna.
J� havia uma ind�stria tur�stica,
mas era algo fixo pois tinha de estar ligado �s ferrovias.
Temos estradas que v�o at� parques nacionais.
Temos estradas que atravessam parque nacionais.
Isto leva �s grandes viagens de carro americanas.
� um destino familiar. F�rias acess�veis.
Adoro fazer viagens de carro.
A oportunidade de andar pela estrada.
� especial.
Sempre ansiei
por aquele tempo a s�s com o meu pai.
No carro, n�o se pode ir a lado nenhum.
�s vezes, n�o era sempre bom,
mas era a situa��o perfeita pois tinha a aten��o dele
e tivemos grandes conversas a viajar pela estrada.
Com o legado do Modelo T firmemente estabelecido,
est� nas m�os de Edsel, o h� muito difamado filho de Henry Ford,
ajudar a definir o futuro da empresa.
Gra�as a Deus que Henry Ford tinha um filho chamado Edsel
que estava muito ligado ao estilo.
Porque foi o Edsel que levou o pai
a come�ar a criar autom�veis com mais estilo.
Edsel teve o bom senso de saber como mudar
e saber a direc��o que o mercado autom�vel ia seguir.
Edsel achou que o Modelo T
n�o s� tinha de ser actualizado, mas tinha de ser abolido
e substitu�do por algo mais moderno e elegante.
Edsel faz do design do carro da nova gera��o da Ford
a sua miss�o pessoal.
Mas as espectativas exageradas do pai n�o s�o o �nico desafio.
Nada mau, mi�do.
Mas a linha de produ��o teria de fechar seis meses
para esta mudan�a.
Isso n�o vai acontecer.
N�o me assustas, Bennett.
N�o tenhas tanta certeza.
Bennett obviamente via Edsel Ford como uma amea�a
e come�ou a minar Edsel.
Harry Bennett nasceu um ano antes do Edsel Ford
e, de muitas maneiras, era como um irm�o dele.
Mas o irm�o mal�fico, o lado negro.
Edsel e Bennett nem suportavam estar na mesma sala juntos.
Porque o Henry Ford gostava muito mais do Bennett.
Edsel � o herdeiro aparente, mas Bennett come�a a ter ideias
de poder tomar o controlo e Henry Ford est� a alimentar esta no��o
de que n�o ser� Edsel a herdar a sua empresa, mas o Bennett.
Edsel � deixado �s escuras
e � uma situa��o problem�tica para a fam�lia.
Apesar das tentativas de Bennett de o p�r de parte,
Edsel convence Henry que chegou a altura de um novo Ford.
Para a Ford poder continuar, precisavam de um produto novo
e o futuro deles dependia disso.
O Edsel rondou-o e rondou-o
e foi s� o balan�o final que finalmente convenceu Henry
de que tinham de rever o conceito do carro para a Am�rica.
O Modelo T era um carro bem-sucedido.
Como qualquer inventor e bom homem de neg�cios,
� dif�cil afastar-se do sucesso.
O grande triunfo do Edsel foi convencer o pai a mudar.
Os tempos tinham mudado
e o carro que os tinha mudado j� n�o era necess�rio.
Henry Ford decide parar de produzi-lo.
Em Maio de 1927,
o d�cimo quinto milion�simo Modelo T sai da f�brica.
E a linha de montagem do carro mais famoso do mundo � encerrada.
Trabalhando juntos pela primeira vez,
pai e filho come�am a desenvolver o novo modelo Ford.
Henry Ford deu a Edsel a responsabilidade do design
e Henry tomou conta da parte mec�nica do ve�culo.
Edsel estava a fazer aquilo que gostava
e Henry estava a fazer aquilo que queria.
Demoraram bastante tempo
a descortinarem todos os componentes do novo modelo.
Henry Ford queria que o ve�culo tivesse 40 cavalos-vapor.
O Modelo T tinha 20 cavalos-vapor.
Henry Ford estava a ter dificuldades
em tirar 40 cavalos-vapor no carro.
Edsel entrou, olhou para as plantas
e disse: "Parece-me que as v�lvulas que tem
s�o demasiado pequenas para os cavalos-vapor que precisa."
Era o Edsel Ford a dizer isso
ao Henry Ford e aos seus engenheiros.
Bem, eles mudaram as v�lvulas
e conseguiram os 40 cavalos-vapor.
Embora a GM e a Chrysler tenham ganho trac��o no mercado,
para muitos americanos, "carro" e "Modelo T" era mesma coisa,
Um burburinho come�a a crescer em volta do novo design de Ford
e, eterno artista, Henry quer aproveitar-se disso.
DEZEMBRO DE 1927
Meus amigos,
h� 15 milh�es de Modelos T da Ford espalhados pelo globo.
Este carro abriu o caminho
para toda a ind�stria autom�vel.
O seu sucesso fenomenal
literalmente pavimentou o pa�s inteiro.
Nunca ser� substitu�do.
Apenas...
... sucedido.
Senhoras e senhores, trazemos-vos o Ford Modelo A.
O Modelo A era na altura o carro tecnologicamente mais avan�ado.
Tem um motor arrefecido por �gua com 40 cavalos-vapor
e de quatro cilindros
capaz de chegar aos 100 km/h, 32 km mais r�pido que o Modelo T.
Tem amortecedores hidr�ulicos, trav�es nas quatro rodas
e a sua carro�aria elegante exemplifica a vis�o de Edsel
para o futuro do design da Ford.
Parece ser o carro certo para a Am�rica na altura certa.
Quando ele apresentou o Modelo A em 1927,
� o mesmo ano em que o Babe Ruth faz 60 "home runs" pelos Yankees,
o mesmo ano em que Lindbergh voou de Nova Iorque para Paris
no Spirit of St. Louis,
e foi a apresenta��o do Modelo A que foi a maior hist�ria de 1927.
Era enorme.
Quando o Modelo A saiu finalmente em 1927,
quando Ford tinha finalmente cedido,
era visualmente mais bonito do que o Modelo T.
Era, em todos os aspectos, um carro melhor.
N�o � uma beleza?
Os primeiros 25 anos do s�culo XX
v�em um crescimento inigual�vel na Am�rica.
O crescimento econ�mico
� impelido por tr�s grandes fabricantes de carros.
Ford,
Chrysler
e GM.
H� muito l�der da ind�stria,
Ford enfrenta novos competidores...
Bom trabalho, Bill. O Henry Ford nem saber� o que o atingiu.
... � medida que o elegante Chevrolet Series K da GM
e o Plymouth de alto valor da Chrysler
come�am a tirar quota de mercado ao Modelo T.
Pai, enquanto descansamos sobre os louros, a competi��o evoluiu.
Com os lucros a ca�rem,
Henry Ford recruta um aliado improv�vel
para ajud�-lo a manter-se a par da competi��o,
o filho, Edsel,
que agora tem a oportunidade de definir o carro da nova gera��o,
o Ford Modelo A.
O velho Henry trabalhou com o filho
e o futuro todo dependia disso.
Olhando para a lideran�a na Ford,
n�o � tanto uma empresa, mas mais uma corte real
e Harry Bennett tinha claramente ci�mes de Edsel.
Chegou a um ponto em que Harry Bennett pensou
que podia ficar no comando da Ford Motor Company,
que poderia vir a ser o presidente.
O Modelo A, nomeado assim para mostrar ao mundo
que Ford est� a come�ar do zero,
marca o ponto alto na rela��o de Henry e Edsel.
No final dos anos 1920,
o Modelo A � um grande sucesso,
com um milh�o de vendas no primeiro ano,
colocando Ford de novo no primeiro lugar.
Mas em Outubro de 1929
chega um dia fat�dico que ir� travar a reviravolta de Ford.
A Grande Depress�o
come�a em 1929
e isso mudou a face n�o s� da ind�stria autom�vel,
mas da vida dos EUA no geral.
Todos os fabricantes autom�veis,
de repente, viram que os volumes de vendas n�o podiam ser sustentados
porque as pessoas n�o tinham dinheiro para comprar autom�veis.
� medida que a economia do pa�s abranda,
as vendas do Modelo A da Ford caem uns imensos 50%.
Mas Henry Ford n�o v� a Depress�o como a causa.
Foram aquelas porcarias que adicionaste.
Se n�o fossem as tuas melhorias de design,
o Modelo A teria sido t�o lucrativo quanto o Modelo T.
O problema n�o � o design.
Quanto mais barato for,
mais pessoas poder�o compr�-lo e mais...
Nunca esteve disposto a inovar.
N�o interessa quantos carros vendemos, n�o faremos lucro.
Porque tu foste mexer numa coisa boa!
N�o, porque o pai p�s um pre�o muito baixo!
O que funcionou para o Modelo T n�o ir� funcionar para sempre.
� uma era nova.
� hora de parar de viver no passado.
O Modelo A vendeu muito bem, mas podia ter sido melhor
se Henry Ford tivesse seguido totalmente o conselho de Edsel.
Mas ele nunca perdoou o filho por...
... o ter for�ado a livrar-se do Modelo T.
A partir da�, ele n�o acreditou que Edsel estivesse do lado dele.
A Grande Depress�o n�o poupa ningu�m.
Quando come�a a Grande Depress�o,
de repente, n�o interessa o quanto trabalham,
n�o interessa o quanto querem sustentar a fam�lia.
N�o h� emprego.
Essa sensa��o de impot�ncia, de n�o haver esperan�a,
� algo novo.
Era feio.
Pessoas vendiam ma��s nas esquinas, filas para o p�o e para a sopa.
Isto n�o � um exagero.
A �ltima coisa em que as pessoas pensavam era comprar um carro.
A Depress�o atingiu os trabalhadores
pois viram que havia press�o para diminuir os sal�rios
e n�o queriam perder o emprego, nem esses sal�rios.
E os trabalhadores come�aram a fazer greves
contra a ind�stria autom�vel.
S�o os anos com mais greves da hist�ria americana.
A maioria come�ou localmente,
n�o eram chamadas gerais dos grandes sindicatos nacionais.
Eram impelidas pela for�a laboral
que quer assegurar novas vantagens enquanto trabalhadores americanos.
A Depress�o � o acelerador de uma nova institui��o americana,
sindicatos.
Os Tr�s Grandes resistem ao seu crescente poder.
Estamos a entrar numa nova era, Harry.
Mas Ford, como sempre, � o mais agressivo.
Bolcheviques,
comunistas!
Temos de proteger o que � nosso.
O Ford n�o era paran�ico s� em rela��o aos seus competidores.
Era paran�ico com os investidores. Era paran�ico com os sindicatos.
Ele n�o queria os sindicatos a envolverem-se no neg�cio dele
e estava convencido que queriam controlar a ind�stria autom�vel.
N�o creio que possa contar com o meu filho.
Com todo o respeito,
n�o sou nada como o seu filho.
S� tem de dar a ordem.
A Grande Depress�o est� a abrandar a economia americano como nunca.
Os Tr�s Grandes est�o a sentir a picada,
� medida que o pa�s que ajudaram a criar
esfor�a-se por se manter inteiro.
Embora o Modelo A coloque o Ford de novo em primeiro,
as vendas abrandam dramaticamente ap�s o colapso da Bolsa.
Henry Ford culpa o recente Modelo A pelos problemas da empresa.
Embora tamb�m passem por dificuldades,
a GM de Alfred Sloan centra-se na efic�cia
e a Chrysler d� �nfase � acessibilidade,
o que ajuda ambos a estabilizarem as perdas.
A pobre economia resulta na cria��o de sindicatos,
algo que Henry Ford v� logo como uma amea�a ao seu neg�cio.
Assumo que tenha a lista.
S�o todos?
Harry Bennett era o tipo dur�o
que impunha o desejo de Ford de manter tudo sob controlo,
de manter tudo dominado,
independentemente do que fosse preciso fazer.
Ele desenvolveu uma esp�cie de rede.
Os espi�es descobriam quem falava com os organizadores do sindicato.
Podia levar uma tareia por ter ido a uma reuni�o secreta do sindicato.
Um carro segue-o pela rua, saem dois tipos e d�o-lhe uma sova.
Harry Bennett colocou mais brutamontes
e gerou mais intimida��o na f�brica para manter...
... o sindicato fora.
Bennett sabe que lidar com os sindicatos
� a principal prioridade do seu patr�o.
Henry Ford claramente tinha a mania do controlo.
Era algu�m que queria ter a m�o
e, mais importante, o controlo dos processos de fabrico,
do modo como os empregados trabalham, como vivem.
E algu�m t�o forte como um defensor do sindicato
seria erradicado da Ford Motor Company.
A ger�ncia podia despedir por qualquer raz�o ou sem raz�o alguma.
N�o havia recurso.
Se fossem despedidos, iam embora.
Sa�am dali e mais nada.
Na f�brica Ford
era-se despedido se se fosse lento a trabalhar.
Tamb�m se era despedido se se trabalhasse muito depressa.
Ao tornar estes produtos dispon�veis para todos,
ele originou um modo de trabalhar
que deixava os trabalhadores de rastos passados alguns anos.
As vendas baixas do Modelo A
implicam que os lucros de Ford continuam a sofrer.
Em resposta, Henry diminui os sal�rios e corta na for�a laboral.
Com Ford preocupado,
Walter Chrysler v� uma abertura no mercado,
uma que espera que o seu novo Plymouth preencha.
O primeiro Plymouth
saiu ao mesmo tempo
que o Ford estava a produzir os seus primeiros Modelos A.
Ou seja, era para rivalizar com a Ford desde o in�cio.
O Plymouth era o barco salva-vidas da Chrysler Corporation
pois ajudou a corpora��o a ultrapassar
os piores anos da Depress�o.
A Chrysler Corporation tornou-se
no segundo maior fabricante pois superou a Ford.
Em 1932, a Ford Motor Company cai para segundo lugar
e a GM volta a estar em primeiro.
Ford culpa Edsel e os sindicatos dessa queda.
Ford era muito relutante.
Henry Ford achava que a empresa era dele
e ia fazer tudo � maneira dele.
Ford n�o queria um bando de agitadores de fora
a dizerem-lhe como devia tratar dos seus trabalhadores
e via-os como o inimigo.
A press�o por efic�cia de Ford,
os despedimentos e cortes nos sal�rios
levam os trabalhadores ao ponto de ruptura.
Num dos dias mais frios do ano, 3000 manifestantes v�o para a rua,
prontos a dirigirem-se para a f�brica da Ford.
Temos de travar isto.
A Pol�cia est� a usar g�s lacrimog�neo na C�mara!
Malditos comunistas.
O qu�?
Os meus homens est�o prontos, Sr. Ford.
Ent�o, tamb�m deves ir.
Vamos!
Ponha um fim a esta loucura,
agora.
Pai, ele vai matar algu�m.
Era um mundo diferente.
As pessoas acabavam no hospital.
Um jovem foi alvejado.
Esparramaram isso nos jornais.
Era assim que a empresa Ford tratava os seus empregados,
o seu pessoal.
Morrem quatro homens e dezenas ficam feridos.
Os jornais chamam ao incidente o "Massacre Ford".
Henry Ford tornou-se...
... numa esp�cie de her�i para os trabalhadores.
Quando come�a a Depress�o e surgem os sindicatos,
esse...
... elemento do car�cter dele h� muito que desaparecera.
De repente, o amigo do trabalhador
parecia ser o inimigo do trabalhador.
Os jornais dizem que Harry Bennett foi o atirador
e culpam Ford pelas mortes.
Mas apesar dos trabalhadores mortos,
Ford e Bennett nunca s�o acusados.
Isso deu mais poder a Harry Bennett.
Isso convenceu Henry de que o Harry tinha raz�o.
Trabalho organizado era mau.
E que a viol�ncia estava a ser propagada pelo sindicato.
Assim, Harry Bennett, com a b�n��o de Henry Ford,
torna-se ainda mais duro com os sindicatos.
Durante 30 anos, o carro moldou a Am�rica,
criando estradas, sub�rbios e a classe m�dia.
Mas, com a Grande Depress�o,
os maiores fabricantes de carros da Am�rica enfrentam uma revolta.
Os trabalhadores rebelam-se contra condi��es opressivas,
mas Henry Ford reage com for�a,
for�ando um confronto que acaba com mortes,
provando a Ford que governar pelo medo faz bem ao neg�cio.
A pobreza reina na Am�rica.
A esperan�a � pouca e a na��o est� desesperada.
H� uma sensa��o de n�o haver nada que as pessoas possam fazer.
N�o h� nada que os pol�ticos possam fazer.
� isto que cria um sentimento de desespero
pois n�o h� nenhuma sa�da.
Depois, em 1932, Franklin Roosevelt � eleito presidente.
Eu, Franklin Delano Roosevelt,
juro solenemente
que irei fielmente executar o cargo de Presidente dos EUA.
Franklin Delano Roosevelt, no seu discurso inaugural,
diz que a �nica coisa a temer � o pr�prio medo.
Ele est� a falar para uma realidade econ�mica.
Como teste da nossa coragem.
E a �nica maneira de combater isso � com esperan�a
e � isso que o FDR traz.
Durante os primeiros 100 dias no cargo, FDR d� in�cio ao New Deal,
uma s�rie de programas federais para trazerem empregos americanos.
Entre eles, leis de refer�ncia
que d�o aos trabalhadores o direito de formarem sindicatos.
Quando o Wagner Acte � passado,
legaliza pela primeira vez
o direito dos trabalhadores do ramo autom�vel
de formarem colectivamente um conselho que fale por eles,
em termos legais, em termos de sal�rios, condi��es de trabalho,
benef�cios e assim por diante.
Alguns industrialistas, como Henry Ford,
op�em-se ao plano de FDR, chamando-lhe de amea�a socialista.
Outros, como Alfred Sloan, da GM, v� uma oportunidade.
O New Deal de FDR tamb�m cont�m uma lei de obras p�blicas
que visa dar trabalho aos americanos.
Assim, Sloan pressiona o Congresso
para construir mais estradas e pontes
para completar o sistema rodovi�rio nacional.
Alfred Sloan diz: "Se n�o podes venc�-los, junta-te a eles."
E � pressionar
para dirigirem fundos para a constru��o de estradas.
Sloan era um gestor muito capaz.
Ele via o futuro.
O seu estilo de gest�o era diferente de toda a gente.
N�o era um l�der autorit�rio.
Era um l�der intelectual
e o estilo dele era extremamente eficaz.
A decis�o � important�ssima para a ind�stria autom�vel.
Mais auto-estradas implicam mais carros.
E os americanos ir�o precisar de um novo tipo de carro,
com uma condu��o mais suave, mais r�pido
e com melhor consumo de combust�vel.
A empresa que os construir primeiro
ter� uma grande vantagem em rela��o aos competidores.
Sloan faz do desenho de um carro novo para a estrada aberta
a principal prioridade da GM, dando in�cio a um projecto secreto.
Walter Chrysler tamb�m aproveita a oportunidade.
Como te lembraste disto?
Gostava de ficar com o cr�dito,
mas foram os engenheiros.
Fizeram uma boa pergunta.
Porque � que os nossos carros n�o s�o aerodin�micos como os avi�es?
Temos de construir uma esp�cie de t�nel de ar para testar isso.
A Chrysler foi a primeira empresa a usar o t�nel de vento
na produ��o de ve�culos.
O t�nel de vento ia dar a vantagem competitiva em rela��o � GM.
Falamos de inova��o de tecnologia de aerodin�mica
de um modo que ainda n�o tinha sido visto da ind�stria autom�vel.
At� � altura, as velocidades eram t�o relativamente baixas
que a aerodin�mica n�o era muito importante.
Bordas arredondadas oferecem menor resist�ncia ao vento.
Antes dos t�neis de vento, era tudo uma teoria.
Era colocar a m�o fora da janela e isso mostrava a aerodin�mica.
Eles lan�aram fumo para o t�nel e analisaram o seu comportamento.
Uma das coisas estranhas que descobriram,
� que o carro t�pico do final dos anos 1920
tinha menor resist�ncia ao vento a andar para tr�s
que para a frente.
A aposta de Chrysler com o t�nel de vento
produz um novo e audaz estilo de design.
A aerodin�mica era uma ideia que representava a modernidade.
Os designers industriais agarraram-se a isso.
Os engenheiros da Chrysler
agilizaram a carro�aria do novo modelo
num formato de l�grima mais aerodin�mico
e avan�aram mais no chassis as rodas da frente e o banco de tr�s.
Estes avan�os reduzem a resist�ncia ao vento
e melhoram a distribui��o do peso.
Com o motor de oito cilindros, o carro torna-se mais confort�vel,
enquanto atinge velocidades de mais de 140 km/h.
A Chrysler tamb�m faz melhorias de seguran�a de �ltima gera��o,
usando vidro refor�ado e uma carro�aria toda de a�o,
enquanto os outros carros usam estruturas de madeira.
Com tanta inova��o,
Chrysler aposta o futuro da sua empresa no novo modelo,
o Chrysler Airflow.
O Chrysler desenvolvia produtos para competir com a General Motors.
Ambos trabalhavam assiduamente para ficarem em primeiro.
Detroit, na altura, estava cheia de engenheiros.
A informa��o era partilhada.
A espionagem industrial estava viva.
As pessoas mudavam-se de empresa para empresa,
nesta enorme piscina de inova��o.
Ficava-se tonto a tentar estar a par
de quem tinha a melhor marca e modelo.
Recusando permitir que Chrysler chegasse primeiro ao mercado,
Alfred Sloan, da GM,
apressa-se a p�r primeiro o seu carro nos sal�es autom�veis.
Sloan tamb�m trouxe designers que imitaram o formato dos avi�es,
aquele design aerodin�mico.
Eles come�aram logo a criar uma resposta a isso.
Assim nasce o Albonita.
A grande vantagem da GM em rela��o � Chrysler � financeira,
por isso, Sloan sabe que pode gastar mais que eles.
Alfred Sloan agarrou a oportunidade,
como s� uma grande empresa podia faz�-lo,
quer era usar a sua capacidade e dinheiro
para lan�ar uma campanha com o Albonita e o marketing por tr�s.
Quando este tipo de competi��o � revelado,
Chrysler come�a a trabalhar mais depressa.
Mas, na corrida de ser o primeiro,
um gigante autom�vel cometer� um erro dispendioso
que mudar� o seu caminho para sempre.
A Grande Depress�o est� a travar
um per�odo de crescimento sem precedentes na Am�rica.
Tentado estimular a economia,
o Presidente Franklin Delano Roosevelt
passa legisla��o de refer�ncia
para melhorar as infra-estruturas do pa�s.
Comprometo-me
a dar um New Deal ao povo americano.
Os Tr�s Grandes fabricantes autom�veis da Am�rica
reagem de maneiras diferentes.
Enquanto Ford est� preocupado em manter os sindicatos longe...
Malditos comunistas.
... Alfred Sloan, da GM, e Walter Chrysler
esfor�am-se por trazer um carro moderno para o mercado.
O Airflow de Chrysler
est� entre os carros mais inovadores a chegarem ao mercado
e n�o poupam despesas na publicidade.
Eram autom�veis muito aerodin�micos.
Eles mudaram o motor para a frente
para os passageiros se sentarem entre as rodas,
o que tornava a viagem mais confort�vel.
O vidro de seguran�a duplo aguenta com toda a for�a do lan�ador.
Era um carro muito moderno e robusto.
A chapa met�lica foi soldada � carro�aria.
L� vai ele!
Um salto mortal e aterra de p�, �gil como um gato!
Diria que merece um aplauso!
Determinado em chegar ao mercado primeiro que o Albonita da GM,
Chrysler inicia a produ��o do Airflow.
Walter Chrysler estava determinado
a que aparecesse no sal�o autom�vel de 1934.
Aqui vem a queda mortal,
saltando da borda e aterrando com impacto no ch�o rochoso!
Ir� o carro andar? Eu digo que sim!
Quando se faz uma mudan�a t�o dr�stica como o Airflow,
muitas vezes, surgem problemas.
Eles tiveram problemas.
N�o tinha descortinado tudo em termos de produ��o.
Com os primeiros tr�s mil Airflows,
os concession�rios receberam muitas queixas e tiveram de ser reparados.
O maior problema do Airflow,
era que quando o ve�culo chegava aos 130 km/h,
o motor muitas vezes soltava-se.
O Chrysler esqueceu-se da coisa mais importante.
N�o lan�ar um produto novo antes de estar pronto.
Vendo os problemas de Chrysler,
Sloan agarra a oportunidade.
Cavalheiros.
A GM fez uma deliberada e bem pensada campanha de difama��o.
"N�o era um carro seguro, n�o era um design bom."
Atrav�s da publicidade nos concession�rios,
a palavra espalhou-se de que aquele carro seria demasiado avan�ado.
Era uma �ptima ideia, mas mal executada.
Eles puseram a aerodin�mica t�o � frente de criar um carro bonito
que acabou por ser um desastre.
A campanha de difama��o de Alfred Sloan
� o prego final no caix�o do Airflow.
O que impelia Chrysler e Sloan,
� que queriam ser os melhores e mais poderosos na sua ind�stria.
Eram tit�s
e estes tit�s n�o tinham limites, no que lhes dizia respeito.
Sloan conduz a GM ao longo da Depress�o,
encerrando f�bricas e despedindo trabalhadores.
Embora isso diminua as despesas,
tamb�m faz da GM um alvo dos sindicatos.
Os sindicatos h� muito que tentavam organizar a ind�stria autom�vel
e o progresso dos sindicatos ocorreu nos anos 1930,
quando os trabalhadores fizeram uma greve sentada na General Motors.
Para remov�-los seria preciso for�a f�sica.
Como � que tomaram o controlo da f�brica?
O Governador tem de chamar a Guarda Nacional.
As pessoas n�o sabem que o sentar
e o controlo de propriedade privada em 1936 e 1937
era muito importante.
Que direito t�m os trabalhadores de tomarem controlo de propriedade
e n�o deixarem os donos entrarem?
A greve sentada foi criada porque com as outras greves,
os empregadores traziam fura-greves para operarem as m�quinas
e continuarem a produ��o.
Agora, fazem greve no local.
Ficavam l� semanas acampados
e o empregador perde lucros e n�o pode ter as f�bricas a funcionar.
E iam magoar-se, sim, mas ele tamb�m. Era o poder que tinham.
Por esta altura, os democratas estavam em controlo no Michigan
e no pa�s no geral.
N�o estavam inclinados em enviar xerifes,
a Guarda Nacional ou o Ex�rcito para dispersar os trabalhadores
porque estes eram um importante eleitorado do Partido Democr�tico.
Assim, a greve sentada for�ou a General Motors
a reconhecer a United Auto Workers
como representante dos trabalhadores.
Ap�s um impasse de 44 dias, Sloan assina um acordo com o UAW.
A paragem custou � GM 175 milh�es de d�lares,
quase tr�s mil milh�es de d�lares actualmente.
H� quest�es de recursos humanos mais f�ceis de lidar
quando se lida com um sindicato. E eles tinham um contrato
que � de cinco anos ou a dura��o que seja e n�o t�m de se preocupar.
Era crucial para este modelo
que a GM fosse bastante lucrativa.
E outros fabricantes autom�veis eventualmente entraram a bordo.
Um m�s depois...
... Chrysler assina um acordo com o sindicato.
Mas Ford, completamente contra,
ataca e desencadeia uma cadeia de eventos.
A ind�stria na Am�rica est� num tumulto.
Roosevelt assina novas leis que d�o poder aos sindicatos
e os trabalhadores do ramo autom�vel revoltam-se
contra uma ind�stria que os levou at� ao limite.
A Pol�cia est� a bater nos manifestantes!
Como � que tomaram o controlo da f�brica?
Tanto a GM quanto a Chrysler cederam � press�o
do recentemente formado United Auto Workers.
Mas Henry Ford recusa reconhecer o sindicato.
A United Auto Workers recusa isentar Ford.
Um pequeno grupo de manifestantes marcha no complexo River Rouge,
exigindo o aumento de dois d�lares por dia para os trabalhadores.
Eles depressa se apercebem...
Sim, Sr. Ford?
Sim?
... que ningu�m diz a Henry Ford como gerir o neg�cio dele.
Vamos.
Bennett solta os seus brutamontes
que os sovam at� quase desmaiarem.
Atiraram-nos escadas abaixo, todos ensanguentados.
Fizeram isso � frente de um grupo de fot�grafos.
Agora, temos um esc�ndalo nacional contra a Ford e contra Henry Ford.
Foi um fiasco de rela��es p�blicas.
Chamaram-lhe "Batalha do Viaduto".
A lei dava-lhes o direito de distribu�rem os panfletos.
Isto foi um grande golpe para Ford,
mas, aos olhos de Henry,
provou de novo
que ele estava certo quanto aos sindicatos.
Apesar do apoio p�blico pelos sindicatos,
Ford continua a bloquear a UAW.
Tamb�m danifica a rela��o de Henry
com o filho.
Temos de fazer um acordo com o sindicato agora.
Antes que seja tarde.
Estamos a perder milh�es por semana!
Eu avisei que ia chegar a isto.
Nunca me d� ouvidos.
- E tu nunca aprendes! - Henry!
Clara Ford disse a Henry Ford que o deixaria
se ele n�o cedesse aos trabalhadores
e os deixasse sindicalizarem-se.
Se n�o acabares com isto, acabo eu.
Fazer um acordo com os trabalhadores
para haver produ��o ininterrupta, mais vendas, todos ganham.
Edsel era um inovador. Henry n�o pensava do mesmo modo.
O acordo de Alfred Sloan com a United Auto Workers
mant�m a GM em produ��o.
Ao permitir que os trabalhadores se sindicalizassem,
isso for�a as empresas todas da ind�stria a aumentarem sal�rios
e, assim, os trabalhadores ter�o possibilidades de comprar carros.
E comprar casas.
E alimentar o motor do consumismo
e a economia americana.
� bom para todos.
Mas no Ver�o de 1940,
a Am�rica perde um dos seus grandes tit�s.
Walter Chrysler sucumbe a um AVC.
Walter Chrysler tinha a terceira empresa autom�vel em 1928
e, em 1933, era a segunda maior do mundo.
Era um homem de vis�o que atra�a pessoas como ele.
Chrysler preparou Keller durante anos para tomar conta da empresa,
dando-lhe cada vez mais responsabilidades importantes.
Assim, K.T. Keller e os parceiros est�o por conta pr�pria
e ele � muito bem-sucedido em gerir a empresa.
A Chrysler e a GM sabem que os seus acordos com a UAW s�o in�teis
se Ford n�o concordar tamb�m.
S� �amos sair da Grande Depress�o
ao p�r dinheiro nos bolsos da maioria, os trabalhadores.
Para assim comprarem produtos,
o que ia dar lucro aos propriet�rios.
Todos os grupos t�m de se elevar ao mesmo tempo.
Enquanto Ford continua a ignor�-los,
a UAW convoca uma greve massiva,
ordenando aos 60 mil trabalhadores para fazeres piquetes.
Henry Ford finalmente percebe
que embora possa ter ganho algumas batalhas,
perdeu a guerra.
Porque � que estamos a ceder a estes canalhas?
Assina o raio do contrato.
A Sra. Ford teve algo a ver com isto?
A ind�stria autom�vel tem moldado a Am�rica h� d�cadas,
criando a classe m�dia,
os sub�rbios,
o sistema rodovi�rio
e os sindicatos,
mas, agora, um problema muito maior
est� a crescer do outro lado do Atl�ntico.
A Alemanha invadiu a Pol�nia e bombardeou v�rias cidades.
Foi ordenada uma mobiliza��o geral na Gr�-Bretanha e Fran�a.
Os alem�es passaram anos
secretamente a constru�rem um enorme arsenal de armas
e t�m uma clara vantagem sobre os Aliados no in�cio da guerra.
Eles depressa avan�am para leste, invadindo a Pol�nia.
Depois, para oeste, at� Fran�a.
E o Presidente Roosevelt cr� que a Am�rica
ser� inevitavelmente puxada para o conflito.
Em 1940, a grande maioria dos americanos
n�o quer entrar na II Guerra Mundial.
O problema � que temos grandes amea�as nacionais.
Para FDR, a solu��o
� dar aos brit�nicos e, depois, aos sovi�ticos
as armas para combaterem, para a Am�rica n�o ter de o fazer.
Henry Ford era contra o envolvimento dos EUA
na II Guerra Mundial
que estava a ser combatida pela Gr�-Bretanha contra a Alemanha.
Henry Ford olhou para o in�cio da II Guerra Mundial
como o fim do capitalismo.
Que aquilo ia fazer explodir todo o sistema econ�mico que constru�ram
e que os comunistas iam tomar o controlo.
Mas nem todos na Ford concordam.
Edsel,
h� quanto tempo.
� bom v�-lo.
A si tamb�m, Bill,
embora suponho que devo trat�-lo por General.
Como queira.
Mas n�o sou General h� muito tempo.
O antigo executivo da Ford e da GM, William Knudsen,
� nomeado como director da produ��o do Ex�rcito em tempo de guerra
e encarregue de os p�r a par da m�quina de guerra alem�.
Tenho um pedido.
A Ford quer fazer a sua parte pelo esfor�o de guerra.
O seu pai n�o facilita isso.
Ele n�o diz ser um pacifista?
Ele que diga o que quiser.
Ambos sabemos a verdade.
Pelo bem do pa�s...
Farei o que puder.
Edsel Ford assina um acordo
para construir motores de avi�es para o esfor�o de guerra
e, embora seja bom no balan�o final,
aprofunda o fosso entre Henry Ford e o filho.
O acordo de Edsel de fornecer armas aos brit�nicos
est� em linha com a pol�tica americana em rela��o � guerra.
Mas Henry odeia a ideia do governo lhe dizer o que fazer.
"N�o posso produzir carros, tenho de produzir bombardeiros B24."
Na GM,
o foco est� na capitaliza��o da prepara��o para a guerra,
mantendo a produ��o de carros para o consumidor americano.
As melhorias da linha de montagem
dever�o seguir como planeado na f�brica de Ohio,
o que � bom, mas...
Sr. Sloan!
Mas, depois, d�-se a trag�dia.
O que foi?
Um ataque surpresa.
Os japoneses bombardearam Pearl Harbor, no Havai.
A 7 de Dezembro de 1941...
... os japoneses atacam Pearl Harbor.
Para a Am�rica, a II Guerra Mundial estava a come�ar.
Quando se d� o ataque a Pearl Harbor,
sab�amos que �amos entrar numa guerra mundial
e o mais importante para o governo
era rapidamente construir bastantes tanques e avi�es,
fabricar imensas espingardas, imensa artilharia.
O avan�o da Alemanha na produ��o b�lica
significa que ser� preciso todo o poderia da economia americana
para que os Aliados tenham hip�teses de vencer.
Talvez mais importante,
os Tr�s Grandes fabricantes autom�veis.
Bill,
o que o traz aqui?
Na verdade, � General Knudsen.
Sloan, o homem que levou Knudsen para a GM,
espera continuar a lucrar com os carros,
mesmo quando o pa�s se prepara para a guerra.
Vim pessoalmente para ter a certeza que compreende.
Mas como director da produ��o do Ex�rcito em tempo de guerra,
� Knudsen que agora d� ordens.
Toda a produ��o de autom�veis civis vai parar.
Para todos os fabricantes.
Ir� trabalhar para o governo
e � melhor habituar-se
porque esta guerra vai durar uns tempos.
Claro. N�o esperava tratamento especial.
�ptimo.
Pode contar com a GM.
Um apelo foi feito e as tropas aliadas avan�am para dar apoio.
Agora, os Tr�s Grandes est�o a usar as suas for�as laborais
para impulsionarem os Aliados para a vit�ria.
Houve um grande calafrio na produ��o autom�vel neste pa�s.
H� um ano, estas raparigas faziam pneus de autom�vel.
As f�bricas est�o todas viradas para a produ��o b�lica.
Agora, inspeccionam algumas das 1500 pe�as de precis�o
usadas na produ��o de armas antia�reas.
H� uma transforma��o e reajustamento em Detroit,
na ind�stria autom�vel.
� preciso tempo e esfor�o para reconstruir o processo de fabrico.
Agora, ir�o fabricar carrinhas, tanques,
pe�as de artilharia, bombardeiros.
A dada altura, constroem um bombardeiro por hora.
A no��o de uma cultura autom�vel desenfreada
passa para segundo plano em rela��o � vit�ria na guerra
e ao fornecimento de materiais para lutar na guerra.
O resultado da guerra, sem o esfor�o de Detroit
e tudo o que se passava em Detroit,
podia ter sido muito diferente.
Edsel guia os vastos recursos da Ford para o esfor�o de guerra.
Mas a sua maior preocupa��o, � o filho, Hank Ford,
conhecido afectuosamente na fam�lia como Deuce.
J� � hora?
O dever chama, receio.
Onde est� a m�e?
Queria que te lembrasses dela a sorrir.
Eu compreendo.
Cuida de ti, filho.
Vemo-nos quando voltares.
N�o se preocupe, pai.
Henry Ford, que p�s a Am�rica toda a mover-se com o seu Modelo T,
� a figura de proa de uma empresa que se est� a desmoronar,
uma que j� n�o faz carros.
Durante duas d�cadas, o autom�vel liderou a na��o para o futuro.
Agora, com os fabricantes autom�veis da Am�rica
a verem o pa�s a entrar em guerra,
pela primeira vez, a Am�rica de amanh� est� fora de vista.
No pr�ximo epis�dio...
Com a guerra mundial a fazer parar o fabrico de carros...
O pa�s est� em boas m�os.
... Detroit troca de mudan�as
para derrotar o mal.
Com a vit�ria vem uma prosperidade inigual�vel,
com os Tr�s Grandes numa corrida para inovarem.
Os jovens querem velocidade.
E d�o aos americanos a velocidade,
a pot�ncia
e o estilo que estes desejam,
levando � era dourada dos carros americanos.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.