All language subtitles for The Guardsman 1931

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Original subtitles

Tivéssemo-nos nos conhecido em outras circunstâncias...

poderíamos ter sido felizes.

Mas um império nos separa.

A morte me espera. Pois que seja logo, para que assim possa dizer-vos.

Não houvesse este império...

não fosseis vós rainha e eu um pretendente...

Deus, em Sua procura pelos céus, terra e inferno...

por dois amantes perfeitos...

haveria de dar Sua missão por encerrada convosco e comigo.

A morte me espera.

Assim posso confessar-vos

que em toda esta terra que hei de deixar

nada mais me prende...

exceto vós.

Mas se sobreviver...

serei vossa morte...

ou sereis a minha.

Adeus...

minha amada.

Destarte estou velha, estou velha...

Jovem eu teria sido convosco. Mas agora estou velha.

Sei como haverá de ser sem vós.

O sol ofuscar-se-á

a girar em torno de uma terra vazia.

E eu serei rainha do vazio e da morte.

Por que não pudestes amar-me a contento?

E dar-me vosso amor para que o pudesse acolher em mim.

Não sei. Sei apenas que não pude.

Lord Essex, tomai meu reino.

Ele é vosso.

Peça maravilhosa. Grandes interpretações! Magnífica! Adorei.

Veja, ela tirou a maquiagem. Como é linda.

Que sucesso de casal. E tão bem casados.

Sorria, querida. Sorria para os oficiais.

Idiotas. Não vá se esquecer do loiro de barba.

Esqueci? Onde?

Sabe muito bem. Se olhar mais uma vez arrasto-o do camarote pelas orelhas.

Bonito. Belo lugar para começar uma briga.

Começo o que quiser e onde quiser.

Não comigo... Está pisando no meu vestido.

Então tire do caminho.

Sabe ser bem simpática quando convém.

Com os soldados no teatro.

Com qualquer um menos com o próprio marido.

Já te dou toda a simpatia que merece.

Quem é você para dizer o que eu mereço?

Posso dizer o que merece de mim. Grande esposa você é.

Então estamos falando de amor?

Sei que não me ama. Diga logo. Repita até que me acostume com a idéia.

Mama, não puxe o vestido. Não estou puxando.

Mama, Mama. E por que não?

Não trabalho há anos para ela?

Não cuido melhor dela que uma mãe?

Pelo amor de Deus... Não tenho ralado essas mãos até os ossos?

Está nervoso? Então bate em mim?

Pare com essa cena. Por que está mandando eu bater nela?

Parem vocês dois.

Esta é a paz que encontro após uma grande interpretação.

Grande interpretação. Grande interpretação.

Nem fala da minha, embora suponha que seja tão boa quanto.

Se é para comparar, asseguro-lhe que não existe ator na Europa que chegue aos pés do meu Romeu.

Perdoe-me, sua Camille é ótima ótima mas confesso que já vi melhor.

Já viu melhor Camille que a minha? Sim.

Já viu... Sarah Bernhardt não estava tão ruim...

embora aquele crítico amigo seu dissesse que você estava melhor.

Então escondeu isso todo esse tempo? Pois bem, fique sabendo...

Acha que nunca vi Romeu melhor que o seu só porque...

Não meta minha arte nisso...

Pois não lhe direi seu nome, só onde o vi.

Não pode. Sabe onde eu vi melhor?

Não. Num teatro mambembe em Shmatz.

Ouviu isso? Sim.

Ouviu isso? Sim.

Só seis meses de casados e já estamos assim.

Não, não.

Não tem importância.

Jogue no lixo.

Meu presente por seus trinta anos. 29.

30. 29.

30, que diferença faz! Faz, sim.

Tanto faz!

29, querida. Obrigada, meu querido.

E obrigada pela crítica elogiosa.

Muito obrigado. Não tem de quê.

Oh, que esta carne sólida, tão sólida, se desfaça!

Pode deixar...

Deixe-me. Sim, senhor.

Está bem. Eu pergunto.

Qual é o problema?

Bernhardt, eu me casei...

com uma mulher muito atraente.

Já percebi isso. Foi muito admirada, já teve muitos apaixonados.

Não está suspeitando... Não, não, sabemos muito bem.

Não tem porque não falarmos abertamente.

Com alguns ela até correspondeu.

Só para citar os que conheci pessoalmente.

Hartung, Dellenberg, Krause...

Não precisa, eu mesmo já fiz esse levantamento.

Foram nove.

Contando comigo.

Sem contar você. Sinto muito, mas foram sete.

Acho que está esquecendo Hoffberg. Aquilo foi intriga maliciosa.

Havia o Erhatzy. Estava apaixonado mas ela não o suportava.

Então houve sete casos verdadeiros, uma intriga e um que ela não suportava.

Total de nove. Sete.

Nove. Não admito leviandades com minha mulher. Houve sete.

Digamos então sete.

Mas nem desses sete podemos ter certeza.

Infelizmente a única certeza é que eu nunca fui um deles.

Sinto muito, meu caro. Mas não podemos nos lastimar por isso.

Temos que tratar de assuntos mais importantes.

Casamo-nos em dezembro.

Mas a cerimônia foi em vão.

Meu destino será o mesmo dos outros.

Ele está chegando. Posso até ouvir seus passos se aproximando.

Quem? O décimo... o oitavo.

O próximo. Está chegando, tão certo quanto a primavera.

Como sabe? Ela tocou Chopin.

É sério então. Sonha acordada.

Fica sentada sonhando no escuro.

Nem acende a luz. Não acende a luz?

Não.

Então é sério. Não deixa nem os criados acenderem.

Muito sério. Fica olhando pela janela e toca Chopin.

Não olha pela janela e toca Chopin.

Chora quando está só.

Só vejo problema nisso. porque ela nega quando comento.

Percebe que é muito sério. Sim, muito sério.

Eu a perdi.

Tenho certeza.

Sou um tolo.

Sei que sou.

Mas estou apaixonado.

Se pelo menos pudesse saber que tipo de homem ela deseja.

Tentaria ser esse homem. Que tipo de homem?

Sei que tipo de homem.

Seus olhos não param quando está no teatro.

Devia ver como brilham quando vê um uniforme.

Uniforme? Uniforme.

Ela deseja um soldado.

Que nada. Um dia aparecerá um soldado que a levará de mim.

E quando isso acontecer...

Eu a mato, a mato!

Sim, está ficando ralo mesmo.

O que foi agora?

As garotinhas... querem meu autógrafo.

Fazer o quê?

Quanta gentileza, não?

Sentada no escuro.

O que está fazendo?

Nada.

Por que está chorando? Não estou chorando.

Então por que está fingindo? É só uma sensação que às vezes me toma.

Sei porque está chorando.

Acho que sei.

Se sabe, por que pergunta?

Me faz um grande favor?

O quê? Não toque Chopin.

Por quê não? Porque não é para mim que toca.

Muito bem. Agora nem isso eu posso fazer.

Sua...

Da mesma pessoa?

Está ficando perigoso.

Oh, Baby, venha ver.

Não tem cartão? Não, senhora.

Nada? Espera, deixa procurar.

Aqui está o cartão.

Isso mesmo. Esconda logo antes que eu veja.

Esconder o quê? Sim, esconder o quê?

O envelope. Que envelope?

Do cartão com as rosas contendo declarações de amor do seu admirador.

Não vieram com cartão. Não vieram não.

Saia daqui sua velha escabrosa.

Havia envelope, sim. Dê-me.

Não havia. Exijo saber quem é esse admirador que expressa seu amor com rosas.

É o quinto buquê no mínimo.

Admiração tem limites.

Dê-me. Não dou.

Olha a cara dela. Pensa que vai se safar. Exijo o cartão... Não darei.

Tem razão. Havia envelope, mas não o darei.

Também li o nome escrito no cartão, mas não direi.

O homem que enviou realmente gosta de mim, me admira, me ama.

Mas não lhe darei o cartão. Pronto!

Como a fruta amarga perde seu sabor sedutor

Como a fruta amarga perde seu sabor sedutor

toda doçura se vai todo aroma se esvai

Assim também o coração... Pelo amor de Deus!

Com licença. O que foi?

Tem um homem aí fora e ele...

O que ele deseja?

Bem...

Boa tarde.

Boa tarde. Em que posso ajudá-lo, meu amigo?

Em que pode me ajudar.

Sabe como detesto ter que perturbar um grande artista como você.

Não tem problema.

Mas se puder dispensar apenas um momento para...

Meu caro, não tenho tempo agora.

Ele não tem tempo.

Passe no teatro à noite que reservarei uns ingressos para você.

E falaremos sobre o assunto mais tarde.

Obrigado. Boa tarde.

Boa tarde.

O que estava dizendo?

O que estava dizendo mesmo?

Algo sobre frutas amargas.

Ah, sim, frutas amargas.

Bernhardt, até agora nunca tinha me apaixonado de verdade.

Este é meu derradeiro amor.

O amor que tortura, que esgota minhas forças mais íntimas.

Amor que enriquece a beleza, que enriquece a dor.

Amor que... O que você quer?

Senhor? O que quer?

O homem disse que não quer os ingressos.

Por que não?

Porque o senhor não estará na peça.

Pensou que estivesse. Mas disse que assim não vale a pena.

Mande-o embora. Não vê que estou ocupado?

Como dizia, estava tentando encontrar...

Não, não.. o amor enriquece a beleza, enriquece a dor...

É o tipo de amor que agarramos com todas as nossas forças.

Ninguém tirará esta mulher de mim.

Nem que isto signifique minha ruína.

Nem que... Sabe, foi muita gentileza o homem não querer assistir à peça sem mim.

Realmente levanta meu espírito.

Com certeza.

Como amigo da família isso tudo é muito desagradável.

Como pode se descontrolar daquela maneira com as rosas?

Se quer saber quem mandou é só perguntar ao florista.

Por que perguntaria a ele?

Não quer saber quem mandou?

Eu sei quem mandou.

Sabe? Sim, sei.

Então quem foi?

Eu.

Perdeu o juízo?

Sim.

Perdi.

Mama.

Mama.

Sim querida, o que foi?

Ele já foi?

Sim, já foi.

Bernhardt também.

Louvado seja Deus.

Que horas são? 4:30.

Ainda falta meia hora. Meia hora.

Não vai se mudar? Sim, venha me ajudar.

Com licença.

Com licença.

Vai me perdoar, mas já não... Você me lembra...

Então está tudo bem. Você não me reconheceu.

Não. O disfarce está perfeito.

Claro que deixou escapar algumas pistas.

Fiquei desconfiado.

Não vai dizer que pretende usar o disfarce com sua mulher.

Vou. Mas é ridículo.

Tudo é ridículo para um marido traído. Exceto meter uma bala na cabeça.

Primeiro tentarei o ridículo.

Chegou a esse ponto? Sim.

A esse ponto.

Vai chorar por isso?

Não consigo controlar.

Já verti tantas lágrimas reais no teatro Não consigo me reprimir em casa.

Importa-se se eu rir?

Claro que não. Eu mesmo ri a princípio.

Até meu cérebro começar a funcionar.

Sabe como funciona o cérebro de um ator quando interpreta um novo papel?

Sim. Pois este papel me dominou e não me larga mais.

Aluguei este apartamento, este uniforme, estudei cada movimento, cada gesto.

Aí passei a andar em frente à minha casa.

E o que aconteceu?

Andei...

andei...

andei.

Mas ela nunca aparecia.

Está vendo? Ah, mas um dia apareceu.

Numa terça-feira.

Eram 7:23.

Passei, olhei, ela estava na janela, olhou e sorriu.

Sorriu da janela para mim no jardim.

Para mim ela nunca sorriu assim.

Voltei várias vezes.

E? Mandei rosas...

Aí chegou uma carta. Uma carta?

Sim, uma carta. De mim. De você?

De mim... o oficial da guarda real.

Perguntei se ela teria algo contra conhecer-me pessoalmente.

Tinha?

Não me lembro.

Aqui está a resposta.

Eu.. Não.

Não tenho nada contra.

Eu não tenho nada...

contra.

Não pensa levar isso até o fim, naõ é?

Cara senhora...

Ora vamos, por que não desiste dessa ideia?

Não sabemos que fim isto terá...

Não, não

Veja só, uma carta.

Parece os velhos tempos, não é?

Leia, leia...

Cara senhora...

Se nada a impedir, faria a gentileza de aparecer à sua janela às 5 da tarde?

Oh, Baby...

Se afastar a cortina e olhar para a rua...

serei o homem mais feliz do mundo.

Estarei olhando de dentro de um taxi e meia depois

terei a honra de fazer-lhe uma visita.

Seu humilde criado

Príncipe Vassili Samsonov.

Um príncipe... realeza...

É romântico demais.

Muito bonito...

Tenho notícias inesperadas.

Acabo de receber telegrama do diretor do teatro em Ormuz.

Ormuz? Sim, ele está em apuros.

Quer que eu encene Hamlet hoje à noite.

Hamlet. Sim, não vejo como sair dessa, você vê?

Não. Se sair imediatamente posso pegar o trem das 5:30.

Sim. Estarei de volta amanhã.

À tarde.

Minha carta.

Obrigada, querido.

No final da tarde.

Ela recebeu a carta?

Recebeu.

Você recebeu o telegrama que se mandou?

Recebi. Então está tudo certo.

Tudo.

Às 5 saio daqui, desço a rua, mudo de roupa...

e volto para minha própria casa para um amargo encontro.

Será o primeiro papel realmente sério e importante que desempenho.

O espetáculo começa às 5:30.

E já são quase cinco.

O que foi?

Hm?

Perguntei o que foi.

Estou no taxi à espera, o coração disparando...

pensando se ela entrará em cena.

Ora, ora, sabe que ela não aparecerá.

São 5 horas.

Vai perder o trem.

Ainda tem tempo de sobra.

A que horas parte?

5:30. Então deve ir.

Vou arranjar um taxi.

Não, com certeza já está aí.

Bem, são 5:00.

5:00.

5:00 em ponto.

Adeus, querida. Cuide-se e não se esqueça de mim.

Como? Disse adeus, cuide-se e não me esqueça.

Ah. Você não se esqueceu de nada? Não.

Muito bem, então. Adeus.

Pode ir.

É assim que se despede?

É tudo que tem para me dizer neste último minuto?

Céus, você vai voltar amanhã à tarde. Não está partindo para a Sibéria.

A viagem para Ormuz

pode vir a ser tão fatal quanto se fosse para a Sibéria.

Acho que ele tem razão.

Nem o beijou.

Nem quero, a menos que parta dela.

Venha cá seu tolo.

Não irei.

Venha cá.

Quero beijá-lo.

Bem, o que quer? Então.

Por favor. Me beije.

Muito bem. Deus a abençoe.

Chama isso de beijo?

Muito bem. Pelo amor de Deus.

Menino bobo.

Criança tolinha.

Querido. Querida.

Adeus. Adeus.

Meu querido, adeus.

Adeus.

Adeus. Boa sorte.

Adeus.

Adeus, querido.

Ora, sabe que estará de volta amanhã.

Eu sei.

Mas de repente me sinto tão só.

Posso ficar para confortá-la?

Não.

Estarei bem.

Adeus.

Adeus.

Adeus.

Adeus.

Mama.

Mama.

Não, Mama, não. Esse vestido não.

O outro.

Esse sim.

Ponha ali do lado da cadeira.

Baby, cono está linda. O que posso fazer se sou linda?

Também tenho que me preparar.

Liesl, vai se ajeitar.

Vai lavar o rosto.

Lavar meu rosto? Sim.

Ohhh...

Perdão?

Sou o Príncipe Vassili Samsonov

Que prazer!

Queira entrar.

Devo mil desculpas por procurar conhecê-la pessoalmente...

de maneira tão peculiar.

Que nada, sou uma atriz.

Vivo para meu público. Gozo da liberdade que minha profissão me proporciona.

Poupa-me de tantas convenções estúpidas.

Fico muito feliz.

Estava assustado. Espero que esteja se recuperando.

Dê-me alguns minutos e estarei em estado de fazer sozinho a coisa certa...

com uma grande artista.

Não, não. Queira sentar-se aqui.

Merci, merci.

Perdoe minha vergonha infantil.

Mas nós soldados ainda levamos nossas ilusões ao teatro.

Espero que não as perca agora que nos conhecemos.

Pelo contrário.

Pelo contrário. Também sinto isso.

Aceita chá? É tão russo.

Não. Merci, merci.

Oui merci ou non merci?

Fala francês lindamente.

Ah, du tout, du tout, du tout.

Merci. Sente-se aqui.

Assim verei suas belas mãos.

Belas mãos.

Quantos cubos?

Um. Um?

Um. Só toma um com seu chá?

masculino gostar de doce.

Meu marido tome com quatro.

Mesmo sem açúcar o status de marido é doce.

Enfatiza a palavra "marido" de forma tão estranha.

Não levo maridos muito a sério.

Ao chegar estava tocando Chopin, n'est-ce pas?

Sim. Também adora Chopin?

Da da, da da.

Fuma?

Não são dos melhores. Meu marido se satisfaz com estes.

São ótimos. Seu marido tem gosto excelente.

Não diga.

Já vi seu marido em cena.

Bonitão.

É muito admirado pelas mulheres.

Você não?

Sim, mas não só pela beleza como também pela inteligência.

É muito raro entre atores. São todos tão convencidos.

Sim, ele é muito inteligente.

Muito inteligente? Não diria tanto.

Em todo caso, um ator de primeira.

Sim. Sou grande admirador de sua arte.

É mesmo? Sim.

Suas interpretações são de gênio. Incomparáveis.

Vem da alma. É?

Da da. Oh.

Sinto não poder apresentá-lo a você.

Não estará em casa esta noite.

Não estará? Está se apresentando em Ormuz.

Só volta amanhã.

À tarde. À tarde. Sim

No final da tarde.

No final da tarde.

Sim.

Então está sozinha?

Sozinha.

Está suspirando.

Não é nada.

Está esperando alguém aparecer em sua vida, não?

Talvez alguém...

que esteja muito próximo.

Talvez.

Como?

Devo partir. Partir?

Também estou só.

Uma mulher só, um soldado só...

Assim meus sentimentos podem levar-me longe demais. Preciso partir.

Não, não vá.

Não vá. Quer que fique?

Pede-me que fique?

Sim.

Sou um homem muito forte, um soldado.

Acha que posso sentar-me tão perto de uma mulher...

de sangue tão quente e vibrante e só sentir estima e respeito?

Isso seria possível? Não.

Não. Não, não.

Preciso declarar o que sinto por você. Sim.

Não, madame, já pensou com cuidado?

Se me der tempo para pensar talvez não permita.

Darei tempo.

Já pensei.

Pode falar.

Se permite, então direi.

O que sinto é amor.

Estou louco por você.

Luto mas não consigo resistir.

Acha que posso sentar e tomar chá

quando minha sede é pelos seus lábios?

Noite após noite sento em seu teatro estúpido...

Noite após noite passo pela sua janela como um adolescente.

Sonho com você. Estou louco por você.

Está me machucando. Estou machucando, hein?

Estou marcando esta pele branca, hein?

Sou um bruto.

Um selvagem.

Quer conhecer o amor?

Então vou ensinar.

O amor selvagem de uma terra selvagem.

Beijarei como fazem os ciganos.

O que está dizendo?

O que está dizendo? Não sei, não sei.

Como está cálida.

Que maciez. Que suavidade.

Oh, madame... É deliciosa.

Está rindo? Gostou, hein?

Que coisa mais linda.

Não sei como nenhum homem ainda não a matou.

Mama!

Eu sabia! Ela é honesta!

Sabe por que voltei.

Não. Por quê?

Porque acho que fui um pouco rude com você.

Não. E injusta.

Não devia tê-lo deixado de forma tão insultante.

Afinal, a culpa foi minha.

Devia ter falado de forma calma e serena, como o farei agora.

Que jamais trairia meu marido.

Peço-lhe que me perdoe. Por quê? Por ser fiel a ele?

Não. Por não ter falado logo.

De forma calma e serena.

Precisamos ser francos um com o outro.

Não é do meu estilo trair.

Não ousaria.

Por favor, não me olhe. Estou envergonhada.

Não ouso confiar em mim na sua presença.

Você não ousa confiar em si mesmo na minha presença.

Sim... Como? Não, madame.

Compreende então? É necessário que se vá.

Amo meu marido.

Amo-o.

Amo-o.

Temos que dizer adeus. Você compreende.

Acredita em mim. Tem que ser adeus.

Então, apenas a mão.

Adeus.

Adeus.

Adeus.

Estarei na ópera à noite. No primeiro balcão.

Camarote 4.

Adeus.

Parece os velhos tempos de novo.

Acompanhando-a à Ópera,

Não vou com você desde que se casou.

Ná época em que cavalheiros de verdade vinham visitá-la.

Um dinheirinho aqui, outro ali, dava para manter minha posição social.

Costumava servir de acompanhante naqueles cruzeiros com irlandeses...

Russos.

Não estou acostumada a isso.

Parte o coração me ver assim.

Mas não tem problema. Hoje será como antes.

Afinal, sou a Mama, não uma escrava.

Estou farta de varrer chão e limpar janelas.

Meu falecido marido adorava ópera.

É de partir o coração só de pensar.

Escuta.

Que foi isso? O quê?

Cruzes!

Ele! Ele!

Ora veja. Então é você.

Minha volta então foi inesperada?

Mas meu coração ardente, atendendo ao clamor dos cipriotas, impeliu-me de volta às vésperas.

Volto com fé e crescente expectativa, sei, sei...

Mas o que está fazendo aqui?

É só o que tem a dizer?

O que estou fazendo aqui.

Estas são suas boas vindas, seu abraço, seu beijo?

Só queria saber por que não foi para Ormuz.

Perdi o trem.

Tem outro às 6:30.

Talvez o tome.

Então por que se deu ao trabalho de voltar para casa?

Se prefere, posso esperar na sala.

Só faz uma hora que partiu

e já começava a esquecer como é sarcástico e ranzinza.

e agora começa tudo de novo.

Onde vai?

Nenum lugar especial.

Então por que o banho?

O banho perfumado?

Por que não?

Assim é mais natural.

Esta é minha mulher querida e adorada.

Está de bom humor, não? Você também não?

Sim, estou. Então nós dois estamos dois, oba!

Está tudo bem. Sim.

Então, o que fez na minha ausência?

Nada. Nada? Não se entediou?

Não. Ninguém a visitou?

Não. Ninguém mesmo.

Você é esquisito. Se disse que não é porque não.

Esteve sozinha esse tempo todo.

Não.

Não? Não.

Não? Mama estava aqui.

E Bernhardt.

Você até se despediu dele, não foi?

Alguém mais?

Deixa ver.

Espera.

Sim.

Houve um homem.

Um homem? Hm-hm.

Um homem.

Com uma conta.

Foi até bom você não estar, hein?

Entendi mal ou o jardineiro mencionou um soldado?

Se houve algum soldado aqui provavelmente foi o namorado da Liesl.

Pode ser. Mas me pareceu que se tratava de alguém estranho à casa.

Se era um estranho deve ter vindo ver a Liesl.

Não, não. Conheço a Liesl.

Não é muito esperta mas é leal.

E em conversa teria dito que o soldado viera vê-la.

Teria é? Sim, teria até jurado.

Aos poucos suas perguntinhas estão virando interrogatório.

A princípio estava feliz, até comovida

Achei que estava mesmo preocupado em saber como passei a tarde.

Mas após minha partida um soldado realmente esteve aqui.

O que eu tenho a ver com isso? Tem vários tipos de soldados.

Onde quer chegar? Há soldados grandes, pequenos,

de vermelho, azul, com gorros de pele, capacetes reluzentes...

Bombeiros usam capacetes. Foi um bombeiro!

Eu te traí com um bombeiro?

Bombeiro, do que está falando? Como vou saber? Perguntarei à Liesl.

Eu perguntarei. Vamos ver se Liesl adivinha que foi um bombeiro.

Então estava escutando, hein?

Estava para entrar quando... Estava escutando, né?

Então sabia que foi um bombeiro.

Muito bem, vai trabalhar aqui até ficar velha.

É uma criada boa e leal.

Da próxima vez que abrir a porta baterei para que não machuque o nariz.

Mama, Mama, Mama...

Mama, Mama

Foi a nossa ardilosa Mama que o bombeiro veio ver?

Teve algum incêndio?

Cuidado, Mama! Cuidado.

Abra com cuidado. A Liesl está escutando.

Cuidado, Liesl, vou abrir.

Então...

Foi um rouxinol e não uma cotovia.

Foi um bombeiro e não um oficial da guarda.

Oficial da guarda? Como assim?

É piada? Não é piada.

Realmente crê que enquanto esteve fora trabalhando para ganhar dinheiro...

eu recebia soldados?

Eu, que desisti da minha juventude...

e todo um futuro por você, estava recebendo soldados?

Não disse nada disso.

Disse muito pior.

Acha que estava te traindo.

E mesmo que essa mentira fosse verdade,

vai negar que perdi minha juventude por você?

Não nego isso. Nega Isso?

Está acabando com minha alma!

Sinto que está tudo terminado entre nós dois.

Não, não diga isso.

Sabe como te amo. Você me desrespeita...

Não, não... Acredita em mentiras sobre mim...

Não acredito em nada de errado sobre você.

Diz isso porque sabe que não fico mais um minuto com você se continuar falando assim.

Juro que não a torturo mais enquanto viver.

Diga com sinceridade que não acredita nessas mentiras maliciosas sobre mim.

Não acredito. Sinceramente, do fundo do coração?

Sinceramente. Me ama e confia em mim?

Te amo, querida.

Te amo. Foi tudo mentira e calúnia?

Tudo mentira e calúnia.

Não. Fiquei sozinha com Mama.

Pensei nos seus lindos olhos ardentes.

E te desejo, te quero e te amo.

Minha querida.

Só te amando tanto para perdoar isso tudo.

Te amarei para sempre. Eu te perdoo.

Agora preciso me vestir.

Como?

Vou levá-lo até o trem, querido.

Vou levá-lo até o trem pessoalmente.

Ela vai...

Vai levá-lo até o trem.

Leva 1:46 para chegar a Ormuz.

Mas nesse tempo eu posso...

O trem! Vamos.

Adeus, querido. Adeus.

Mande um telegrama para saber que chegou.

Tome cuidado. Adeus, adeus.

Adeus, querido, adeus.

Sente-se, Mama.

Se um oficial perguntar por minha filha... Entendi, madame.

Quem você está cumprimentando?

O Conde Von Hochhausen. Está lá embaixo.

Onde? Olhando de trás do palco. Sim, já vi.

Como vai?

E o Dr. Herschler com todos os filhos. Ora, ora.

Outra vez. Ah, sim.

Está acenando para você.

Como vão, meninas?

Bernhardt está nos cumprimentando, Mama.

Vá para o inferno. Mama!

O que me importa? Não pode me escutar.

Pode ver no seu rosto.

Pode me emprestar o binóculo?

Certamente. Obrigado.

Muito obrigado.

Não, não. Impossível.

Mas é nossa oportunidade.

Não imagina o que sofri para poder revê-la. Não sabe o que me custou.

Amanhã seu marido estará de volta. Esta noite vamos nos divertir.

Não, não, príncipe, não!

Está indo longe demais. Peço que se retire.

Ah, Bernhardt.

Boa noite.

Ora, príncipe, novamente de joelhos?

Conhece o príncipe?

Sim, já nos vimos antes.

Aos pés de uma linda mulher.

E sem dúvida teve mais sucesso que eu.

Pode falar, não me importo.

Madame, nem sempre as coisas são o que parecem.

Sem dúvida conhece muitas mulheres lindas.

Uma ou duas, não vem ao caso.

Acha que estou interessada em seus casos com outras mulheres?

Francamete, Bernhardt, como ele é convencido.

Eu? Sim, é um absurdo.

Só conheci este homem hoje à tarde e já acha que pode me fazer ciúmes.

Olha só, Bernhardt, quanta vaidade!

Não é nenhuma beleza, não? Não.

Não é brilhante, não? Não.

Nem inteligente é. Não.

No entanto fica aí falando...

como se me importasse com suas aventuras amorosas.

Madame!

Será que espera que me jogue em seus braços...

como as outras uma ou duas?

Acha que tenho ciúmes dessa criatura?

Não admito, Bernhardt!

Deixe-me a sós com ele. Vejo que terei que ser clara com ele.

Vá.

Devia envergonhar-se.

Humilhando-me desse jeito.

Magoando-me dessa forma.

Forçou-se dentro da minha vida pacata.

Abusa da minha generosidade, joga na minha cara suas conquistas vulgares...

E ousa julgar que esteja com ciúmes?

Ousa supor que me importo?

Ousa achar que sofro?

E o pior é que... Madame!

O pior é que...

É verdade.

Verdade?

Príncipe...

Jamais homem algum me forçou a dizer o que lhe disse hoje.

Não entendo o que se passa comigo.

Você não sabe o que se passa consigo!

Não, madame. Não sabe o que se passa comigo.

Mas agora... Mas agora...

Mas agora... Mas agora...

Ora, diga alguma coisa. Dizer o quê?

Faça alguma coisa. Fazer o quê?

Seja alguma coisa. Ser o quê?

Devia saber que acenderia a chama em mim e que eu arderia.

Você, oh, você...

Não quero vê-lo nunca mais.

Não quero vê-lo nunca mais.

Nunca mais quero vê-lo.

Nunca, nunca, nunca...

Siga-a. É o que ela espera.

Se não a seguir agora, nunca saberá.

Nunca saberá.

Nem eu.

Madame, madame!

Não, não, não.

Devemos ser amigos.

Nada mais. Não, não.

Escute, por favor.

Pensei bem no caminho para casa. Não pode ser.

Algumas coisas...

Eu sei, eu sei...

Sou eu a culpada.

Mas tudo termina aqui.

Tem que esquecer.

Ajude-me com sua força a dizer adeus.

Adeus.

Querido amigo.

Perdoe-me. Oh, meu querido.

Adeus.

Bernhardt!

Bernhardt! Bernhardt!

Venha, venha, venha.

Venha que preciso lhe contar.

Não temos com que nos preocupar.

Sou o homem mais feliz do mundo.

Por quê?

Não passou de um simples flerte. Ela resistiu!

Ela resistiu a mim. Parabéns. Vence o marido.

Ele venceu! Ele venceu!

Agora posso tirar meu disfarce

e receber meu doce anjinho de volta no meu coração.

Vamos subir e celebrar jantando com o melhor champagne.

Ele é fiel. Fiel? Sim.

Sem dúvida.

Qualquer mulher que consegue ser fiel ao marido sendo eu o amante

será fiel para sempre!

Sou o homem mais feliz do mundo.

Sou mesmo, o homem mais feliz...

Alô, alô.

É você.

Foi sim.

Já é tão tarde assim? É mesmo.

Sim.

Sim.

Não.

Não.

Não, não pode. Não, sinto muito.

Não, meu marido terá voltado de Ormuz.

Voltará às cinco.

Não mesmo.

Preciso vê-la. Com marido ou sem marido estarei aí às cinco.

Não, não deve, não pode.

Ele é muito ciumento. O que pensaria?

Eu o mato.

Oh, não, não, não.

Por favor, seja sensato.

Escute...

Estarei aí às cinco. Escute.

Alô?

Alô?

Alô!

Então, o que ela disse?

Está com medo de me ver.

O marido vai voltar. Você devia ter ficado mais dois dias.

Chegou a hora em que suas mentiras não adiantarão mais.

Vou com você, Não.

Vou sozinho.

Mas não quero perder esse momento.

Vai acabar sabendo. Poderá ler a respeito.

Poderá até escrever a respeito.

Querido! Não, não se mexa.

Não se mexa.

Deixe-me apeciar a cena.

Que bela imagem doméstica.

E só para mim.

Gostou da viagem?

Gostou? Mama, pegue seu chapéu.

Querida Mama.

Liesl, querida, como vai?

Está tão bem disposto.

Não é, filhinha?

Vou preparar algo para comer.

Vai ao café mais tarde, não vai?

Mama, leve seu chapéu para o quarto.

Como está bonita. Espera alguém?

Sim. Sim?

Meu marido.

Que gentileza. E tudo isso é para mim?

Tudo isso só para você.

Fica tudo tão quieto sem você, querido.

Vai ao clube hoje à noite, querido?

Não, não creio.

Então ficará em casa a noite toda.

Pensei em dar um pulo no teatro.

Por que não vai logo?

Quando voltar poderemos ficar juntos sossegados a noite inteira.

Bem aconchegados.

Boa ideia.

Irei assim que desfizer minhas malas.

Faça isso, querido.

Foi bem na peça, querido?

Magnífico.

A melhor interpretação da minha vida.

E a melhor das audiências.

Não diga.

Choveu à beça. Lá está sempre chovendo.

Cidadezinha horrível. É mesmo?

Nenhum hotel decente.

Cabelos na banheira. Oh.

E a comida deplorável. Oh.

Coitado.

É um centro de cerâmica, sabia?

Mesmo? Sim, vive disso.

É tudo que tem.

Não tem mais nada.

Todo mundo faz cerâmica.

Dizem que...

existem nada menos que

364 cerâmicas em Ormuz e redondezas.

É?

364, e cada uma emprega entre 500 e 600 pessoas.

É? Homens e mulheres.

Ambos os sexos.

Crianças também.

Verdade?

Bem jovens ainda.

Mestres de artesanato...

em vasos, potes, tudo.

São uns artistas.

E rápidos. Você nem imagina.

A produção é espetacular.

Xícaras e pires.

Xícaras e pires?

As estatísticas dizem que uma fábrica produz 300,000 por dia.

300,000 lindas peças.

Sem contar os pires.

E muitas pessoas, grandes por causa dos seus pires...

Imagine só quanta felicidade em circulação!

E isso considerando as xícaras e os pires como peça única.

Isoladamente a felicidade seria em dobro.

É muito interessante duplicar valores.

Muito interessante.

Porelanas chinesas casca de ovo.

Lindas e transparentes.

Lindamente pintadas.

Mas frágeis.

Incrivelmente frágeis.

Dá vontade de estilhaçar entre os dedos.

Cinco horas.

Cinco em ponto. O czar não seria mais pontual.

Já rezou esta noite...

Desdêmona?

Que delícia. É engraçado demais.

Do que está rindo?

Querido, devia se ver.

Está tão engraçado.

Do que está falando? Querido, você nem imagina...

Não quer me dizer que... Que eu sabia que era você?

Claro que sabia.

É mentira.

Quando entrou pela porta ontem às 5:30...

já o tinha reconhecido às 5:31.

Às 5:32 pensei se ria na sua cara.

Mentira. Às 5:33...

decidi levar a comédia até o fim.

Não é verdade, não é.

Francamente. Acredita ser tão bom ator que pode enganar até a mim.

Entretanto se recusa a aceitar que eu também possa fazer o mesmo com você.

Francamente... Está mentindo.

Está mentindo. Não é verdade.

Não dava para ser reconhecido, não importa o que você diga.

Reconheci, sim.

Boa tarde.

Boa tarde. Detesto ter que importunar um grande artista como você.

Mas não pode me ceder um tempinho?

Só vou levar uns... Artista, artista...

Por quem me toma?

Isso é uma piada? Piada?

Há vinte anos cobro de vocês artistas o que devem ao Weinlowitz.

Perdão, mas até sua mãe pode não reconhecê-lo...

Sua esposa pode não reconhecê-lo...

Pode vestir qualquer uniforme, bigode ou expressão facial...

mas enquanto me dever dinheiro eu o reconhecerei.

Toma aqui.

Muito obrigado, madame.

Obrigado. Agora escute aqui, senhor.

Por que se dar a tanto trabalho por uns míseros 400 krone?

Não valia a pena. Boa tarde.

Boa tarde.

Até o cobrador te reconheceu.

Claro que me reconheceu.

Não estou competamente maquiado e nem vesti minhas botas.

Mesmo assim, isso não significa que você também me reconheceu.

Prove o que foi que me entregou.

Ora, querido, espere, espere. Sim, eu espero.

Entregou-se quando elogiou seus próprios cigarros.

Ninguém mais... Isso não prova nada.

Nada. Tem mais, querido...

O quê? Seu beijo.

Não conseguiria disfarçar seu beijo.

Foi tão...

Tão...

Tão absolutamente seu.

Impossível não reconhecê-lo.

É.

Receava meu beijo.

E seus olhos.

O que foi aquilo que te disse no primeiro dia que declarou seu amor por mim?

O que foi que lhe disse sobre seus olhos?

Disse que meu olhar... Sim.

Era caloroso, terno, triste...

Isso me traiu. Sim.

E também...

Ah, sim...

Também receava isso.

Então me reconheceu de saída. De saída.

Tem que acreditar.

Além do que é verdade.

Por que não me disse logo?

Porque não quis nos privar daquela noite tão romântica.

Não.

Por que está chorando?

Choro...

porque me ama tanto.

E porque estou um pouco envergonhada.

Olá, Bernhardt.

Bernhardt.

Veja só como ela é esperta.

Mesmo desempenhando um papel...

ela me reconheceu desde o princípio.

Então o reconheceu desde o princípio.

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