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ESPANHA 1492. A Inquisi��o estava em pleno vigor.
Sob a amea�a de expuls�o, todos os judeus s�o for�ados a renegar a f� e a converter-se ao catolicismo.
�queles que mantiverem a sua antiga f�, espera-lhes a morte certa.
Tr�s mantos de ora��o.
Xales de l� brancos com franjas,*
branco e azul,
Um grande objecto de prateado de culto
e candelabro de bronze.
Um Livro Hebraico, ilustrado,
usado.
Presumivelmente um livro de ora��es.
Um objecto ritual com campa�nhas,
Um objecto em prata em forma duma m�o...
Tanto quanto me posso lembrar, Isabel tinha sempre sido mais que uma irm� mais velha.
Ela era quem sempre me tinha protegido, e ao lado dela sempre me senti segura.
Duas pequenas caixas de madeira, com fitas de couro, l� dentro.
Tfilins.
E uma l�mina de precis�o em boas condi��es.
Fica sempre ao meu lado.
David, eu te baptizo com o nome de Jos�, em Nome do Pai, do Filho e Esp�rito Santo.
Beatriz, eu te baptizo com o nome de Ant�nia Em Nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.
Judite, eu te baptizo com o nome de Isabelle Maria, em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.
Sara, eu te baptizo e nomeio Clara Maria, em nome do Pai, do filho e do Espirito Santo.
"- Possa o Seu grande Nome se exaltado e Santificado. - Amen.
"no mundo que Ele criou por Sua vontade. Possa Ele reinar no Seu Reino nas vossas...
"vidas e nos vossos dias, e nas vidas de toda a Familia de Israel..."
Guardem isto convosco. Que esteja sempre vis�vel.
- N�o vai vir connosco? - Tens de ficar sempre com a tua irm�.
Nunca te separar�s dela.
- D�-me a tua palavra. - Dou-lhe a minha palavra.
Por enquanto, eu e a m�e n�o podemos ir convosco. Depois juntamo-nos depois l�, a voc�s.
Mesmo quando se desfez a nossa fam�lia, mas Isabel estava l� para me confortar.
- N�o volt�mos a ver os nossos pais. - Pap�! Pap�!
Antu�rpia - 15 anos depois
Assim, viemos finalmente para Antu�rpia n�s, juntamente com outra boa gente.
E as fam�lias cuidaram de entregar o meu destino a Isabel.
Ela tratou do meu casamento com Alfonso Salvador,
um militante Judeu, que ali vivia.
Viv�amos como cat�licas, mas nunca esquecemos quem �ramos.
"Mazel Tov!" * *(Felicidades)
"Mazel Tov! Mazel Tov!"
Dei � luz a menina. Vict�ria, e por muito tempo a nossa fam�lia foi feliz.
At� que um dia a Inquisi��o nos atacou de novo.
O meu marido foi morto juntamente com muitos outros. Ao longo dos anos,
muitos judeus se refugiaram e viviam em Istambul onde encontraram abrigo.
A minha filha tinha apenas 13 anos quando perdeu o pai. E daqui em diante
tinha apenas a sua m�e e a tia Isabel, que lhe restaram depois do seu pai partir.
Uma vez mais tivemos de abandonar o nosso lar. O nosso primo Jozef cuidou-o at� que volt�ssemos.
Prometi que levaria aos outros, e sempre que pudesse, a nossa f�.
Quando as malas estiverem prontas, vai ajudar com os ba�s de Luisa.
Clara? D�-me licen�a,por favor. Tomei provid�ncias para que fosse
- enviada uma mensagem para verificar tudo... - Com 31 anos era j� uma vi�va.
E agora, a sombra da morte do meu marido estava entre n�s, e arrefecera a amizade entre minha irm� e eu.
- Queres ler isto, por favor. - O que � isto?
O Testamento de Alfonso.
"De acordo com as regras da fam�lia, eu Salvador Benveniste, considero respons�vel pelos
"meus bens uma pessoa em quem confio. Portanto, fa�o a minha cunhada Isabel...
"como a mais velha da fam�lia,
"a heran�a de todos os bens em Antu�rpia, Lyon, Frankfurt e Veneza.
"Confiando-lhe tamb�m a ela, Isabel, a minha filha Vit�ria, ahn...
"E providenciar� a Vit�ria fam�lia e bem estar."
PASSAGEM SECRETA Trai��o em Veneza
Reunimos apenas algumas dessas caixas.
- N�s estamos aqui, � o importante. - S� vou ficar satisfeita quando ver Jozefa e outros.
- Quanto tempo levaremos a encontrar um navio? - Quinze dias, talvez mais.
- Falarei com alguns turcos. - Obrigada por isso. Falta tanto para esse
sonho, por chegar a Istambul.
Voc� tomou a decis�o certa. Toda a gente diz que os Judeus encontram l� um para�so.
- Parece que em Veneza, n�o h� nenhuma rua. - Certo. Depende de quando a mar� sobe.
H� 15 anos atr�s, toda as "piazzas" da cidade, ficaram submersas.
- E nunca teve problemas em viver aqui? - Nenhumas.
Desde que nos mantenhamos sossegados.
Diz que nunca houveram problemas connosco?
At� � data, acredite que os Judeus convertidos
s�o bem-vindos. Os homens honestos n�o t�m problemas,
mas se os Venezianos perdem a confian�a, n�o t�m piedade.
Seremos cuidadosos. Juntos teremos muito a aprender.
Algumas pessoas que Alfonso me mandou em busca de ajuda, ficaram aqui, foram bem recebidos e agradaram.
- Algu�m lhe perguntou porque vim? - Eu disse que planeia aqui ficar.
N�o quiz revelar aos Venezianos quais eram as suas reais inten��es.
Seria desastroso se soubessem o que aqui a tr�s.
- Poderia ser este o meu quarto? - Claro, se voc� � a tua m�e concorda.
H� na cidade pessoas importantes que precisa conhecer. O Conde Caride
que a convidou para ir o seu baile.
- Espero que para si n�o seja demasiado... - Espero que tenha dito que aceitava.
Controla aqui em Veneza muitos importantes neg�cios.
- N�o consigo encontrar os meus sapatos. - Ser�o estes talvez?
N�o. N�o s�o esses. Provavelmente esqueci-os, como tudo o mais.
- Vamos Clara, vamos chegar tarde. - Eu n�o tenho direito a nenhumas roupas.
Ningu�m vai reparar, portanto n�o te preocupes.
Ainda n�o compreendi porque havemos n�s de ir a este baile. N�o percebo porque nos convidaram.
- E se algu�m nos pergunta sobre a origem? - Tu sabes bem o que dizer....
Decerto isso n�o acontecer�.
Ou Vict�ria se algu�m lhe pergunta quem � o seu pai?
- Eu falo como uma m�e... - Eu tenho de falar de novo contigo.
Mais uma vez.
Continuo a ser sua m�e, e devo cuidar da minha filha. Ou devo ainda obedecer � vontade de outros?
Est�s com raiva por causa do Testamento de Alfonso?
- Eu n�o tenho raiva. - Esse papel n�o muda nada.
Devo verdadeiramente preocupar-me com a minha filha.
Tamb�m compreendo que o testamento seja "apenas" um papel que nada pode mudar.
Conde e Condessa Foscari. Dona Isabel e sua irm� Clara Salvador,
- e sua filha Vict�ria. - H� tamb�m um marido?
Ouvi falar muito de si, estou muito agradado, por finalmente a conhecer.
- Os meus cordiais votos de boas vindas. - Obrigada.
Agrada-me poder apresentar-lhe o N�ncio de Veneza, Sua Emin�ncia, Dona Isabel...
e a sua irm�, Clara Salvador.
Desculpe-me, por favor.
- Elas acabam de chegar com todos os seus bens. - Quem s�o elas?
Muito simp�ticas. Est�s a ver? � a que est� � esquerda do Embaixador Turco?
- E a sua irm� mais nova, Clara. Bonitinha ahn? - E o marido?
- Morreu recentemente. - N�o deve ficar muito muito tempo s�.
Seria uma grande sorte. Estas convertidas s�o imprevis�veis.
- Como todas. - Devo sinceramente dizer. Fazia-me um favor,
e levava os seus planos adiante? Falta-me tempo para poder acompanhar as damas durante a estadia.
- "Signor" Zane! - Da Monte!
� um prazer. Imagino que deva ser Dona Isabel. � uma honra.
E... a sua irm� Clara Salvador.
Posso convid�-la para dan�ar?
Integrar-se-� f�cilmente.
Estou curiosa sobre a maneira que soube o meu nome antes de nos conhecermos, Zane.
- Faz parte da minha natureza. - A sua natureza alguma vez o traiu?
- Da Monte falou muito bem de si. - Que disse ele ent�o?
- Se lhe dissesse, pensaria que a lisongeava. - Ent�o ter� sido am�vel para n�s.
- Experimente isto. - O que � isto?
Vinho tinto. Pergunta estranha.
- N�o gosto desta variedade. - E de que gosta voc�?
Voc�s n�o bebem o vinho?
- Mas com certeza. - H� pessoas a quem a religi�o pro�be beber vinho.
Gentis Damas, Caros Senhores,
Damas e cavalheiros, devo pedir-lhes que por favor, me ou�am.
Em homenagem ao Embaixador Turco e o sult�o, presente para dia festivo,
Devo dizer, que para m�tua conviv�ncia e desenvolvimento,
que ambos vivamos em paz e amizade.
- N�o deixa de lisonjear os seus inimigos. - Porqu� dar-lhes um presente de valor inestim�vel?
� um aviso para que eles n�o fa�am uma coisa t�o bela em cristal.
- N�o nos apresenta? - Dona Clara Salvador, 'Signorina' Francesca Durasso.
- Voc� est� quase h� pouco em Veneza? - Sim, viemos de Antu�rpia.
Sim, v�-se pelas roupas que voc� usa.
- A Sra. Salvador est� de luto. - Os meus p�sames.
- Lamento. N�o sabia. Desculpe-me. - Eu n�o tem de pedir desculpa.
Com licen�a.
Espero voltar a v�-la.
Vict�ria j� bebeste bastante vinho. Vamos embora. Despe�a-se
- N�o bebeu o copo todo. - N�o tem tempo para mais nenhum.
- Dona Isabel, deixa-nos c�do, ficou t�o pouco. - Ainda n�o descans�mos da viagem.
- T�m de nos visitar de novo. - Sim, certamente. � muito am�vel.
Tamb�m estou pronto a voltar a ajud�-la.
- Assim espero. Boa noite. - Boa noite.
Boa noite. Fico-lhe grato.
N�o consigo convencer os turcos a cederem-lhe um barco. � muito dif�cil.
- Quanto tempo precisamos para consegui-lo? - Eles n�o est�o interessados em dinheiro.
Que querem eles ent�o?
Est�o obcecados pelo fabrico do cristal veneziano.
Parece uma atrac��o do ponto de vista do sult�o.
- E que esperam ele de n�s? - Eles pensam que voc� possa fazer algo para ajudar.
- E que pensa sobre isso? - � perigoso, tentar encontrar um algu�m
que possa dar-lhe o segredo do fabrico do cristal.
Mas s� assim lhe garantir�o uma viagem segura.
Dona Isabel, para o Conde Foscari, por favor, o Conde j� vos espera.
Dona Izabel, � um prazer v�-la de novo.
- Como est� a sua simp�tica irm�? - Ela sente-se muito bem.
Mas as coisas n�o s�o exactamente f�ceis aqui.
N�o, mas fez bem vir a Veneza. Uma decis�o acertada.
Faremos tudo o que podermos para a ajudar.
Tudo, para que possa senti-se bem.
S� pe�o sossego!
Da Monte e eu convers�mos, e procur�mos maneira de como a podemos ajudar.
Voc� s� tem que me dizer o que em troca nos possa pagar como juros?
Pimenta, especiarias, seda...
- Houve algo que despertou a aten��o. - Sim?
O cristal veneziano.
Nunca vi nada assim t�o belo.
Devo felicit�-la pela sua perspic�cia, Dona Isabel.
Descobriu r�pidamente aquilo que melhor fazemos. Normalmente...
estes neg�cios s�o tradicionalmente reservados aos Venezianos, mas quando voc� se torna...
- cidad� de Veneza... - Dar-me-ia muito prazer saber mais sobre ele.
Ent�o tamb�m deve.
Al�m disso, h� mais alguma coisa que lhe tenha interessado? Algo mais simples?
O neg�cio das nossas lojas, talvez. Se tem, realmente a inten��o,
como Da Monte disse, de desenvolver um verdadeiro negocio aqui.
- Deve ter pensado no que deve fazer, ou...? - Certamente.
�ptimo!
Agora, devo sugerir-lhe que para come�ar, invista em espa�o de carga nos navios.
Isso traz-lhe um ganho nos bens a serem transportados de quinze por cento.
- Penso, para come�ar, no dobro desses lucros. - Bem, ent�o,
Trinta por cento. Mas cinco barcos.
150.000 ducados, penso eu, certamente n�o ser� demais para si, para dizer o m�nimo.
Por favor n�o diga mais nada antes de sa�r, caso contr�rio ser� a minha ru�na.
O que acha sobre isso? Fechamos o neg�cio?
N�o tenho outra solu��o!
- Agora percebo porque nos recebeu t�o depressa. - N�o sabia que isto ia acontecer.
Senhor Foscari se voc� ceder a esse, agiota, sabe sempre onde nos encontrar.
Tenho de dizer aos turcos que o neg�cio ser� feito como
quiserem. queremos ir o mais imediatamente se pudermos.
N�o os deves perder de vista. Quero saber dos seus movimentos, transa��es, conversas, tudo.
Vem. Deixa-me mostrar-te algo.
Aqui, no armaz�m.
Da Monte foi quem me mostrou.
O que �?
- V� onde p�es os p�s. - Eu n�o vejo nada.
- Que h� aqui? - Absolutamente nada. � s� uma cave abandonada.
Que frio est� aqui.
Que tens a dizer disto?
Que a lanterna deve manter-se acesa mesmo quando aqui n�o estamos.
Algu�m poder� descobrir isto?
Precisamos apenas estar atentas quanto a essa possibilidade.
Clara, temos de proteger-nos a n�s mesmas desta gente.
E na cidade de Veneza, ontem mesmo, ouvi um fabricante de cristal de Murano
Hernando Vazquez falar sobre neg�cios
e venda de segredos do cristal a estranhos.
Escrevo-lhe esta carta pessoalmente, sem esperar qualquer habitual favor pessoal.
O homem � um traidor ao Estado e � sua cidade.
N�o podemos evitar ir � Igreja. N�o podemos depreciar o que lhes � sagrado.
- Dona Izabel, Clara! - Bom dia.
- Vit�ria n�o est� convosco? - N�o.
- Ela n�o se sentia muito bem. - H� alguma coisa que eu possa fazer...
N�o � nada de grave. Obrigado pelo seu cuidado.
Deixe-me ao menos prestar-lhe um servi�o, para lhe agradecer.
- At� que ponto conhece o Sr. Zane? - Particularmente, n�o muito bem.
Sei que � de uma antiga fam�lia mas ainda � um desconhecido.
Fizeram nome nos neg�cios. O nome � a sua fortuna.
Admira-me que seja celibat�rio.
- Tem reputa��o de mulherengo. - Pode-se de alguma forma confiar nele?
Pergunto-me se ser� prudente pedir-lhe ajuda.
- Devo tentar? - Com certeza!
Amigos para a nossa fam�lia nunca s�o suficientes.
Ap�s a recep��o de cartas an�nimas, em 3 de Junho de 1508,
com acusa��es de venda de segredos estatais, e suborno de funcion�rios
foi emitido um mandato de deten��o para Hernando Vazquez,
para ser julgado pelo poder Supremo.
Encontrem Hernando Vazquez e trago-no aqui.
- Ouvi que foste a um baile? Como foi isso? - J� n�o me lembro.
- N�o te lembras das pessoas que conheceste? - N�o.
N�o posso acreditar.
Uma jovem t�o bela, inteligente e talentosa como tu?
Quantas linguas dizes que falas?
Cinco, mas franc�s tenho falado.
N�o � assim tanto, n�o?
Oh, j� vieste!
- O m�dico ainda est� com Vit�ria. - Que m�dico?
N�o o tinhas chamado?
- N�o. - Ent�o quem o chamou?
Veio do 'ghetto'. Pensei que tu...
Mas eu n�o chamei ningu�m.
- Minha irm�, Isabel. - O meu nome � Ruben Montijo.
Sr. Zane pediu-me para ver a sua sobrinha Vit�ria.
� alguma coisa s�ria?
Bem. S� um pequeno problema de estom�go, mas nada preocupante. Fica bem depressa.
Muito obrigada.
Vou para junto dela. Adeus.
Disse-lhe a ela para ficar pelos vinhos doces. Pelo que sei n�o fazem tanto mal.
Quanto a mim, foi uma honra conhec�-la J�din Benveniste.
- Como soube voc� o meu nome? - Ouve-se aquilo que os outros dizem.
Eu sei o pretende.
Toda a gente fala disso.
Pensa que pessoas do 'ghetto' podem saber algo, e ajudar-nos?
Essa gente n�o sabe muito.
- Eu gostaria de ... - N�o, n�o. O Sr. Zane j� foi muito generoso.
- Como posso agradecer-lhe? - Basta que me volte a chamar-me...
- se precisar dos meus servi�os. - Prometido.
Uma vez mais, muito obrigada.
Excelentes pessoas estes Venezianos.
E uma vez mais o Sr. Zane mostrou o que sente por ti.
Hernando Vasquez, � considerado culpado de entregar o segredo do cristal a estrangeiros,
lament�velmente vendendo o segredo da Arte, e traindo a confian�a da Cidade.
Os seus compatriotas denunciaram-no, e aos olhos de Deus declaro o seguinte.
Entrego-os nos vossas m�os, afim de que seja feita uma Justi�a acima
de n�s, deixo nas vossas m�os o seu destino.
- Da Monte, venha, venha. - Ah! Sr. Zane.
- Como perdeu Clara Salvador o marido? - Uma infelicidade! Caiu de um cavalo.
- Muito doloroso, para ela. - Est� de novo muito bem recuperada.
Por favor, sente-se.
- E Vit�ria. quantos anos tem a rapariga? - 14 ou 15, n�o tenho a certeza.
- Estar� comprometida? - N�o, mas sei que o plano que as trouxe aqui,
a Veneza, j� � de h� muito tempo.
- Como sabe? - N�o foi falado directamente,
n�o, Dona Izabel involunt�riamente, fez-me perceber parcialmente.
A s�rio?
- E voc� que que acha? - Bem, ela procurava uma pe�a de cristal.
E para falar verdade, n�o � u ma coisa f�cil obter.
Procura? J� percebeu que n�o tem tarefa f�cil Da Monte.
N�o. Eu sei.
Claro que � uma tarefa did�cil. Mas se tem de se preocupar. Talvez eu possa ajudar.
Este e o momento que meu filho fez algo na sua vida.
- Clara. - Signor Zane,
- � possivel ver o que se passa? - Venham, venham eu ajudo-as.
Grazie!
- Que fazem eles aqui? - Vieram de Roma para aben�oar o peixe.
Um momento. Libertem o mi�do.
Tu percebeste o que fizeste? Fizeste uma coisa m�,
e agora vais ser castigado.
Vai-te da nossa vista. Desaparece!
- Obrigada por mandar um m�dico para Vit�ria.
- Alegra-me que esteja melhor.
- Porque deu a moeda ao menino? - Dei? Eu fiz isso?
- Como assim? Exactamente. - Os Padres alguma vez h�o-de receb�-lo.
Vai tudo parar � Igreja mais cedo ou mais tarde.
- Porque estamos todos a rir? - Em primeiro lugar, somos venezianos.
S� depois, crist�os.
N�s acreditamos em S�o Marcos, um pouco em Deus, e muito pouco no Papa.
- Que lingua falam eles? - Ladino. A lingua que a tua m�e falava
quando era pequena, em Espanha.
Eu pensava que n�o haviam Judeus em Veneza.
Desde que vivem no 'ghetto'.
Podemos ver o 'ghetto'?
Tanta gente.
- T�m de viver ali? Sim.
- Podemos l� entrar? - N�o. � pro�bido.
Porque � uma f�brica de vidro t�o longe?
� mais f�cil que fech�-la aos visitantes indesejados.
Ou capturar muitos estrangeiros.
- �ltimamente tem havido muitos fogos. - Sinto-me previligiada por me trazer.
Porqu�? Voc� � um de n�s.
- Venha. - Obrigada.
Agora vou mostrar-lhe a magia que aprendi h� muito tempo.
E agora, a maravilha. Voc� pode bater neste vidro com toda a for�a, mas ele n�o quebra.
- E agora, afastem-se um pouco para tr�s. - Cuidado com os olhos.
- Vit�ria, cubra os seus olhos. - E mais um milagre...
- O que � isso? - Uma l�grima do Princ�pe Rupert.
- Posso ver mais alguma coisa? - Com certeza. Com certeza.
Este � um lugar maravilhoso. Agrade�o-lhe imenso. Muito obrigada.
- Devem ter levado anos, para tal perfei��o. - E muita paci�ncia.
Tem de se conhecer, quando o vidro, est� liquido compreende-se ao olh�-lo.
� um conjunto e condi��es. A cor, temperatura e odor.
Como sabe que o vidro est� suficientemente quente?
N�o pode ser explicado.
O pr�prio vidro me diz, 'estou pronto para ti'.
� por isso que n�o pode ser explicar.
Sei que h� muitos regulamentos para que voc� nada possa ensinar.
� um material que j� se trabalha desde h� muitas gera��es.
Pense que seria muito bem recompensado.
Espero que possamos ter oportunidade de falar um pouco mais sobre isso.
Vit�ria � t�o inteligente como sua m�e.
Na verdade, muitos venezianos de bom grado a recebariam na sua fam�lia.
Ela ainda � muito jovem.
Est� na idade certa para o casamento.
As Salvador, procuravam, principalmente a cabe�a da fam�lia, Dona Isabel,
procuram uma f�brica de cristal, e pagariam um bom pre�o pela compra.
E desde quando devemos vender segredos do cristal a estranhos?
Ela pode querer ir instalar o neg�cio num outro local.
- N�o, se ela casar a filha aqui em Veneza. - E onde encontraria aqui, feliz marido?
O dever dum pai � dar uma boa esposa ao seu filho.
- Deus o aben�oe. - A si tamb�m. Tenha um bom dia.
Deus o acompanhe.
- J� disse alguma coisa ao seu filho Andrea? - Ele n�o compreenderia. � um pouco limitado.
Escolha com cuidado, Zane. � esta a na verdade a fam�lia certa?
Dona Izabel prometeu-me algo que parece n�o ir acontecer.
- Talvez esteja apenas a ser prudente. - Ou sejam mais subt�s.
As Salvador s�o t�o atenciosas quanto se possa imaginar.
Pelo que vejo, a irm� mais nova � uma gentil criatura.
Gentil, ela?
Espero ao menos voc� n�o se tenha apaixonado por ela. Gentil esta mulher?
Ah! Isto � maravilhoso!
Traz uma carta.
"Mando-lhe esta modesta prenda. e sentir-me-ei
"muito honrado se me permitir receb�-la na minha propriedade!
"Seu servo, Paolo Zane.
- Posso? - Sim.
"As plumas tem cinco utilidades. A primeira � para enviar-me not�cias.
"A segunda � voc� me dizer aceita o meu convite.
"A terceira, dir-lhe-ei quando a voltar a ver.
"A quarta � para lhe dizer que ser� amanh�. N�o use a quinta usada.
"Serve apenas para a rejei��o e crueldade."
Diz-te para n�o usares esta pluma. Zane diz que � muito perigoso.
- Acreditas que ele � s�rio? - Sim.
Confias nele? Para quando nos convidou?
- Nunca antes de Domingo. - �ptimo.
Como foste convidada, vou comprar-te roupas novas.
Serve-te perfeitamente.
Qualque um pensaria que �s uma Veneziana.
- Boa tarde, outra vez. - Conde Foscari.
- Dona Isabel, posso falar-lhe? - Desculpa-me um instante.
- Tinha a esperan�a que viesse falar-me. - Irei falar com Da Monte.
Como sabe, as leis em Veneza s�o muito claras quanto aos contratos de venda.
As pessoas levem-nas muito a s�rio.
- A pena pode ser muito dura. - Agrade�o-lhe por me recordar.
- Tenha um bom dia, Conde Foscari. - Dona Izabel!
Josef est� aqui.
Josef!
� bom estarmos uma vez mais juntos.
N�o, mas os melhores. N�o � f�cil para n�s, passarmos com muitos na fronteira.
Obrigada!
- Quantas familias trouxeste contigo? - Seis fam�lias.
Da Monte agora escondeu-se na sua ilha, mas quanto mais cedo falarmos com ele, melhor.
N�o podemos esperar mais. Jozef j� veio, e j� dev�amos ter recebido o dinheiro nos prometeu.
Receio que o Sr. Zane tenha feito um acordo nas minhas costas.
Zane � estucioso. Com ele n�o conseguimos nada.
N�o podemos esconder o nosso povo fora da ilha para sempre.
Tenho de ser eu pr�pria a descobrir a t�cnica do cristal.
Por favor consiga uma visita ao local.
- Clara! - 'Signor Zane!'
Vit�ria!
- Alegra-me v�-la de novo. - Bom dia.
- Obrigado por terem vindo. - � um prazer para mim.
- Ainda se lembra de Andrea? - � um prazer voltar a ver Andrea.
Vejo que comprou roupa nova. Todos os Venezianos v�o ficar muito ciumentos.
- Mesmo Francesca? - Especialmente, ela.
- E � uma rela��o de h� muito tempo? - Sim. Muito tempo para ter a certeza quando.
Mas desde h� muito tempo. Mas desde que morreu minha mulher ...
Ela tem-lhe dedicado muito tempo.
- Ela � minha cunhada. - Compreendo.
Andrea tinha apenas 6 anos. Ela foi como sua m�e.
Finja falar ou ent�o o meu pai ir� pensar...
Voc� fale que eu respondo.
Conhe�o um muitas raparigas a quem agradaria estar no seu lugar.
- Eu gostaria poder trocar com elas. - Eu escolhi esta situa��o, tanto como voc�.
Mas eu pensei que seria menos desagrad�vel. Que n�o fosse assim...
Em seguida, deita o leite morno sobre ele ...
- Como voc� sabe tudo isso? - Aprendi av�. Voc� sabe como s�o as av�s.
Devo voltar r�pidamente para a f�brica. Acho dif�cil � uma decis�o dif�cil para mim.
- Certamente, aceita os nossos Termos? - Claro, mas, pondo tudo por escrito.
O cristal n�o � s� o meu neg�cio, � a minha vida.
Eu sei disso. Desde que em Istambul, me apoie em tudo que for necess�rio.
- Ser� a sua f�brica de Cristal. Dou-lhe a minha palavra. - As condi��es s�o favor�veis para mim, compreendo.
- Sente falta da sua antiga vida? - N�o, nada. Especialmente agora.
- Porque � t�o dif�cil? - Deixar tudo para tr�s � sempre dif�cil.
E as coisas est�o mudando. Ao pensar nas coisas,
percebemos que a nossa casa j� n�o � a aquela.
A minha irm� est� a mudar em rela��o � minha filha. Obrigada.
O meu casamento foi arranjado por Izabel. Eu nunca amei Alfonso.
Muitas vezes penso que ele se casou comigo s� porque eu estava mais perto.
E a sua irm� nunca pensou nisso?
N�o, ela era a irm� mais velha tinha outras preocupa��es. Nunca foi livre.
Eu quero dar a Vit�ria, maior sorte na vida, que ela merece.
Aqui encontr�-la-�.
Em Veneza.
Finalmente, parece que muito em breve haver�o progressos.
A s�rio?
- Boas not�cias, n�o? - A minha pergunta �, se ser� correcto?
- Qu�? - Talvez devessemos ficar um pouco
mais e ver o que se vai passar.
N�o sabemos nada sobre Istambul.
E em Veneza as pessoas s�o am�veis.
Foi hoje que decidiste isso?
N�o.
- Acab�mos a conversa. - Sobre qu�?
Tudo � possivel, n�o sei.
Sobre a nossa vida, Veneza... e o futuro.
Eu penso mesmo no casamento de Vit�ria com Andrea.
Clara, penso que n�o vale a pena dizer mais nada.
Eu pensei que ias gostar. Os turcos finalmente cederam-nos um barco. Sa�mos de Veneza.
Vit�ria, que fazes aqui t�o s�?
- Tens fome? - N�o.
Foi bonito em casa do 'Signor' Zane, n�o foi?
- Vit�ria... - Como?
- Porque n�o me respondes? Fiz-te um pergunta. - Eu sei.
Estou muito cansada. � melhor ir deitar-me.
- Tem a certeza que estava com ele? - Estavam um pouco longe de mim.
Todavia podia v�-los bem.
Ao menos poderiam ter-se recatado.
� melhor falar com ela.
- Clara. Perdeste o ju�zo? - Porqu�?
Tu foste vista, ontem � noite.
- N�o sei de que est�s a falar. - N�o me mintas.
Onde vais? Clara!
N�o me trates como uma crian�a, fugindo de mim.
- N�o sabes nada sobre ele. - N�o preciso de saber...
- N�o podes viver com ele. - Porque n�o?
Porque Zane s� quer garantir uma esposa para o filho.
Ambiciona o nosso dinheiro. S� pensa em si mesmo, e deves pensar na tua filha.
- Vit�ria � minha filha e far� o que lhe diz a m�e. - Clara, o testamento...
responsabiliza-me como tutora. Pro�bo-te de ver Zane novamente. Pro�bo-te.
- S� �s minha irm�. N�o me podes pro�bir. - Mas vamos partir em breve.
Vit�ria vai casar-se com Andrea, e eu vou viver com eles.
N�o podemos viver aqui. Sabes o que vida levarias aqui?
- Ter�amos de viver como cat�licas. - Ent�o vivamos como cat�licas.
Teriamos de ir �s missas, e comungar, cumprir os dias sagrados como fazem os outros cat�licos.
- Para eles, continuamos a ser judias. - Judias? Judias! O que � um judeu?
Que � um Judeu, explica-me.
Judeus a quem, ir � Sinagoga � pro�bido.
- Que Judeus se deixam baptizar? - Aqueles que querem sobreviver.
Vamos para l�, para continuarmos a viver como Judias.
- Vit�ria, que fazes aqui? - Procurava-o, Dr. Ruben...
n�o deve levar-me de volta.
- N�o quero casar-me com Andrea. - Andrea?
- O filho do 'signor' Zane. - Sim, sim. Eu sei quem �.
Que h� de errado com ele, para n�o o quereres? Que te fez ele?
N�o fez nada, s� que n�o me quero casar.
N�o n�o creio que a tua m�e ou a tua tia, te queiram obrigar.
Espera aqui.
- Quem � ela? - N�o � importante.
- � daqui? - N�o, mas veio ajudar-me.
- N�o deveria estar aqui. - Eu sou respons�vel por isto.
- Ela n�o devia estar aqui. - Deve dizer-nos quando ela aqui vem.
Que devo fazer em rela��o a Clara? Como abrir-lhe os olhos?
O que achar melhor para manter o apoio activo.
Enquanto o barco possa esperar, ter� confian�a deles.
- Quando poderemos partir? - Eu espero que dentro dum m�s.
Esperava ouvir, dentro dum semana.
Clara?
Clara, amo-te, eu que ambas s� queremos o melhor para a fam�lia.
N�o percebo porque ficas aqui.
N�s n�o queremos o mesmo.
Gostava que n�o levasses por diante essa tua inten��o.
Devias mudar o teu comportamento.
N�o voltarei a imiscuir-me.
E quanto a vit�ria?
Tu �s a m�e dela. Tu decides.
Obrigada.
- � importante que fiquemos juntos. - Eu vou.
O Yom Kippur (Dia do Perd�o) afaste o rancor e que eu n�o me afaste
das regras da Lei, e portanto viva sem culpas.
- Eu vou realmente casar com o filho dele? - Tanto quanto sei os meus primos
moravam nesta casa.
Sinto-me feliz que a casa esteja em t�o boas m�os. Como est� voc�?
Bem.
Venha.
'Signor' Zane que ter o prazer de nos dizer qualquer coisa.
Sim! Estou a pensar s�riamente em Vit�ria e Andrea.
E pensei que poderemos fazer em breve as celebra��es, dentro dumas tr�s semanas,
e n�o perder mais tempo. N�s ficar�amos muito gratos, e decerto ficariam t�o felizes como eu.
N�o sem, saber o que sente o cora��o da minha sobrinha.
- Est�s satisfeita com o casamento? - Vit�ria,
- o 'Signor' Zane fez-te uma pergunta. - A minha sobrinha � muito t�mida.
Bem, n�o pass�mos muito tempo juntos. Eu sei que n�o sou muito bom a brincar.
- Isso � importante, n�o �? - Muito importante, sim.
Mas tamb�m � necess�rio cuidar do esp�rito. "Mens sana...
- in corpore sano". - Excelente!
Dona Isabel. Trago boas not�cias. O nosso barco j� chegou.
Os turcos aguardam para saber como se faz o cristal.
Ent�o n�o podemos perder nem mais um dia.
Quero partir amanh� logo de manh� c�do.
- Que vai fazer com Clara? - Se ela n�o ficar furiosa, ent�o, trato dela.
Quanto a si, traga-me o oper�rio para fazer o cristal.
Voc� pode contar comigo.
Josef d�-me uma ajuda.
- Dona Isabel! - Conde Foscari...!
Fico feliz quando vejo estes dois jovens juntos.
Nunca tinha visto duas pessoas que se harmonizassem tanto. Parecem que estavam destinados.
N�o pensa o mesmo?
O nosso acordo ser� conclu�do pelo fim da semana.
Existe um canal subterr�neo. Teremos de nadar um pouco.
L� espera-nos o futuro. N�o devemos fazer ru�do.
Directamente sob a ponte.
Estamos a ser procurados. Tenho de avisar Josef.
Espera aqui.
Agora!
Intrusos aqui!
Corre!
A sua irm� est� mudada. A quem devemos agradecer por estar mais bela?
Est� feliz por causa de Vit�ria. Est� feliz pelos outros.
- 'Signor' Zane! como est�? - Dona Izabel, como est�.
Bem, muito obrigada. Gostaria muito de falar consigo.
- Devemos falar a s�s. - Desculpem-me um momento, por favor.
- Certamente! - Obrigado.
Precisamo fugir r�pidamente. Maldito Da Monte.
Depressa!
Por favor.
� um pouco estranho. Esta noite sinto algo que me era desconhecido.
Talvez seja porque sinta que perco o meu filho para sempre.
N�o sabia de tal amor paternal.
- Voc� n�o me conhece. - Conhe�o-o melhor que o que pensa.
- Sobre que quer voc� conversar? - Clara.
Eu amo-a bastante. Acima de tudo, � minha irm�.
E ela n�o sabe como se proteger.
De que tem de ser protegida?
De si. N�o sei como n�o lhe pode resistir.
- E que sou eu? - Orgulhoso de si mesmo.
Vaidoso. Muitas vezes, arrogante.
Encantador.
Sedutor.
� uma grande honra para mim, estar aqui hoje nesta ocasi�o especial.
As Salvadores adaptaram-se a n�s em t�o pouco tempo
como se nesta Rep�blica sempre tivessem vivido.
Onde est� a dona de casa? Clara?
Clara?
Ah! Aqui est� ela.
Clara!
Une a sua filha a uma das fam�lias mais conceitudas de Veneza onde viver� uma vida feliz .
Andrea � como seu pai, � um homem integro e honrado.
E Izabel, sente-se feliz pela sua fam�lia a quem sempre muito se devotou.
Portanto, desejamos a Vit�ria, Andrea e �s Salvadores, uma vida longa e feliz, em Veneza.
Esta carta � sua?
N�o. N�o �. Desejava t�-la escrito.
- Que pensa voc� fazer? - Descubra quem a escreveu esta carta.
Na minha opini�o o teor desta carta, n�o lhe diz respeito.
Falso ou verdadeiro, esta denuncia crimes graves.
T�o graves que ponham em perigo a Rep�blica?
- Estou a ver que lhe magoa a minha opini�o. - Obrigado por ter vindo t�o pronto, Francesca.
- Vim para aqui com uma escolta. - E voltar� acompanhada por uma escolta.
Juro que n�o sei nada...
Clara, fez isso.
Clara, agora temos de ir.
Que se passa?
Porque v�m eles aqui?
� culpa minha. Escrevi uma carta.
E disse tudo sobre ti.
Porque fizeste isso?
Dona Izabel, venha depressa.
Clara!
Dona Izabel,
- queria deixar-nos? - Que querem os soldados daqui?
- Que procuram eles? - Nada, espero.
Nada?
Nada, do que conste nesta carta. A sua vida depende disso.
Izabel Benveniste � uma mentirosa e uma bruxa.
Planeou uma trai��o. Veneza � uma passagem. Izabel Benveniste n�o ter� nenhuma miseric�rdia.
Queria obter velhos conhecimentos nossos, para obter lucros. Isto � visivel
ao querer usar o seu dinheiro para estabelecer um novo neg�cio, na sua terra.
Tencionava instalar lojas em Rialto,
Com ajuda de pessoas influentes. Apresentou-se como crist�.
Todavia, na verdade, n�o � crist�. Assistia �s missas,
mas em sua casa ainda pratica secretamente o culto Judaico.
Como crente judia pretendia viajar para Istambul e viver l�.
Izabel Benveniste, planeava roubar o segredo da arte do cristal e vend�-lo aos turcos...
Posso?
- Por favor. - O que � isto?
- Uma l�grima do Princ�pe Rupert. - Sim, excelente.
- Feita em Veneza. - Foi um presente.
A s�rio?
Fica ali muito bem. O suficiente para uma cerim�nia do Shabat.
Devemos ver tudo. Examinar todos empregados e os amigos. T�m de ser todos ouvidos.
Traga a irm�, e sobrinha dela, Vit�ria.
Traga agora aqui Dona Izabel. Imediatamente!
Tenho algo para esclarecer com ela.
- Voc� traiu a minha confian�a. - A sua confian�a que eu comprei.
Eu dei-lhe permiss�o para viver entre n�s, porque a julgava crist�.
Eu n�o nenhuns tenho direitos, al�m daqueles que podem ser comprados.
Voc�, para mim � ral�.
Izabel Benveniste!
Uma vulgar duplamente vergonhosa, judia e hip�crita. � uma ladra e uma mentirosa.
Pagar� pela injusti�a que projectou sobre n�s!
- E onde est� o dinheiro que me deve? - Eu dei-lha a palavra de que o iria receber.
Traga-mo imediatamente, ou juro-lhe que n�o sobreviver� a este dia.
N�o o ter� imediatamente. Ter� at� ao fim da semana, todos os 150 mil ducados que lhe devo.
- N�o acredito nem numa palavra. - 150 000 ducados.
E mais 300 mil quando deixar partir a minha vida.
Garanto-lhe que Izabel nunca desiste. Da Monte tratar� de tudo.
Da Monte est� morto.
Ent�o, eu pr�pria tratarei disso.
Isso nunca acontecer�.
- � melhor eu ficar com sua irm�. - Mas voc� n�o tem...
Vamos ver se ela acha que voc� a deve cuidar com ela.
Para o caso de nos enganar, teremos a filha dela como garantia. Ou talvez n�o.
Izabel!
Eles mataram Da Monte.
- Lamento tanto. N�o sabia. - Eu sou a culpada.
Eu tinha dito. Prejudiquei-os a todos. A todos. E a mim.
E mais. Foscari fez reter Vit�ria. Encontr�-la e esconde-la.
- Onde? - N�o sei.
Pergunta a Zane. Encontra-o e depois parte.
Tudo est� pronto para ir.
Toma, de agora em diante, � tua responsabilidade.
N�o te preocupes comigo, entre mim e Foscari est� tudo acordado.
N�o posso fazer nada por si. N�o est� nas minhas m�os.
N�o vim por mim. Vim por causa de Victoria.
- Lamento bastante. N�o posso fazer nada. - Voc� deve saber onde ela est�.
Sua irm� enganou Foscari. N�o posso realmente fazer nada.
Nada.
N�o queria apaixonar-me por si.
N�o queria que isto acontecesse.
Foi por causa de Victoria. Queria encontrar uma vida uma vida melhor para n�s.
Quis afastar a minha filha de todo o seu passado, mesmo perdendo os meus direitos.
E assim...
Compreendi quando o vi naquela sala. Era muito claro o que significava para mim.
N�o encontra maneira de me compreender?
Esta gente levou-me a minha filha.
- T�m-na perto de Veneza. - Onde?
- Num lugar seguro. - N�o me fa�a implorar.
No Mosteiro de S�o Miguel.
Agrade�o-lhe.
Clara!
N�o volte aqui, por favor. Est�o a vigi�-la.
Seja cuidadosa.
Tem de ir.
Vit�ria!
Vit�ria.
Como vieste aqui ter?
Sangraste.
Por favor, diz qualquer coisa.
Porque veio aqui?
Porque te quero levar para casa.
- Eles n�o me deixam. - Confia em mim.
Prometo-te que te levo para casa.
Josef!
Agora estamos seguros. Venham.
- Onde ela est�? - Quem?
Vit�ria. Diga-me onde.
Diga-me.
N�o tenho nada a dizer. A minha fam�lia est� em seguran�a.
Queime-me, se quiser.
Em Veneza, n�o se queimam Judeus.
Vida e morte s�o duas irm�s, como um todo.
Foram fundidas e nunca ser�o separadas. A vida d�, e a morte leva.
Tal como a vida apoia � vida, a morte tudo tira.
Sheli * Israel! * (meu)
Fiquei a pensar no que minha irm� me
queria dizer quando me falou nesta viagem, h� pouco iniciada.
Temos sobrevivido, embora com a fam�lia dispersa, e que nunca mais se unir�.
Diria que a nossa morte n�o nos separou mas que nos juntou.
Legendas blueindigo
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