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EXPRESSO DO ORIENTE

Há quatro anos, Nick e Audrey Spitz

resolveram um dos assassinatos mais comentados do século.

Meu Deus!

- É melhor puxar? - Não, a faca tem 30cm!

- Vou pôr de volta. - Não!

Como muitos sucessos repentinos,

Nick e Audrey se demitiram imediatamente

e gastaram as economias na carreira de detetive particular.

- Sim. - Com licença.

Sem problemas.

Está de palhaçada? Salgadinho?

Vai brigar comigo mesmo? Você estava comendo camarão!

Pare de me distrair, tá?

Infelizmente, não está dando certo.

Os homens têm essa fase da vida. Não tem a ver com você.

Nem todos.

- Não, mas... - Não brigue comigo por isso.

Eu soube que me traiu, Ron.

Sério? Depois de 25 anos?

Amor...

Eu tenho saído sozinho pra fazer uma surpresa pra você.

- Que fofo! - Isso é...

- Vem cá, eu te amo. - Me desculpa.

Com licença, pessoal.

Se puder pagar a fatura, deixamos os pombinhos em paz.

- Vão cobrar dela? - É, não.

- Combinamos... - Você deu em cima de mim!

- Me infiltrei. - Ela fingiu.

Está cada vez melhor.

Com problemas nos negócios, eles precisavam de um milagre...

Podem correr!

Que alguém próximo deles fosse morto.

MISTÉRIO EM PARIS

Meu Deus!

Ei, amor!

Por que não põe som de ondas?

As baleias me ajudam a dormir.

- Você pegou meu Ambien... - Sabe por quê?

Lembra o que rolou quando tomou?

Você foi até o lobby, sonâmbulo,

usando minha calcinha, e regou o sofá.

Não me lembro disso.

O porteiro tirou uma foto. É meu plano de fundo.

- Não sou eu. - Beleza.

Escuta, amor, se não consegue dormir,

podemos estudar um capítulo juntos.

Eu li umas páginas.

O cara não sabe o que diz.

Amor, foi ele que criou a prova.

A prova pra ser certificado.

Eu fui policial.

Um papel não vai me dizer que sou bom nisso.

Eu sou bom.

Nós concordamos que o curso ajudaria no nosso trabalho.

Acha que esse é o problema?

Acho que, certificados, teríamos clientes melhores.

Só se consegue clientes melhores com um marketing melhor.

Como seus cartões de visita com fio dental?

- Sim. - Sério? Meu Deus.

Isso é marketing disruptivo.

Não, só é confuso. Não somos dentistas, somos...

Eu falo mais alto do que esse barulho!

Amor, fala sério!

Tudo bem, esquece.

Não quer mais fazer isso?

Eu quero fazer isso.

É só que... A gente só fala de trabalho.

Conhece algum casal que trabalha junto e se dá bem?

Billie Eilish e Finneas.

Eles são irmãos.

Amor, sei que não foi isso que imaginamos quando começamos...

MARAJÁ

Que merda é essa?

É o meu celular.

Ei, Rajá! Namastê! Como vai, meu irmão?

Ei, como vai, Nicky Nick?

Está cortando a grama? Que barulho é esse?

Eu tô num jet ski, parceiro!

Num jet ski e no celular ao mesmo tempo?

Ei, Nick, meu irmão.

O Marajá vai se casar!

Nossa, que incrível!

Vou contar à Audrey. Audrey! Ele vai se casar!

- O quê? - É!

Vik, parabéns! Ficamos felizes por você!

Obrigado! Ela é uma gata francesa, de Paris!

Sabe, lá onde tem a Torre Eiffel e tal.

Vou me casar no fim de semana, na minha ilha particular.

Quero que você e Nick venham, eu pago tudo.

Preciso ver vocês arrombando na pista de dança, seus lindos!

Quer dizer "arrasando", né?

Não, cara, eu... Merda!

O que aconteceu?

Ouviu que ele vai pagar tudo?

- Temos que trabalhar. - Admito que eu adoraria uma folga.

Lembra o que rolou na última folga?

Sim, umas pessoas morreram.

"Umas", não. Várias.

Acha que cinco são várias?

Certo, espera. Me deixa pensar.

- Ela vai ceder. - Tá, então...

- Ela vai ceder. - Espera.

Não. Vai, fala.

Certo, eu aceito.

Acho que precisamos mesmo de uma folga.

- Uma folga? - De tudo.

- Sem trabalhar um pouco, sabe? - Não...

- É­... - Pelo menos um fim de semana.

O fim de semana. Não...

Vamos só... Nossa mente precisa dessa folga.

- Sem falar de trabalho. - Arrepiei!

Vamos fazer isso, né?

- Nossa! Olha só... - Ótima decisão.

Gostaram da vista, Sr. E Sra. Cheetos?

Quer saber? Com licença, desculpa...

Somos Nick e Audrey Spitz. É...

Mas, sim, a vista é maravilhosa.

Querem ouvir música, Sr. E Sra. Cheetos?

Somos os Spitz, não Cheetos, tá?

Sim, tenho Pitbull ou Taylor Cheetos.

Ele gostou do Cheetos.

Ele chama tudo de Cheetos. De onde você é?

Sou da região europeia.

Deve ser a Cheetoslândia.

Vou sair daqui. Caraca! Muito obrigado.

Inacreditável! Vou chorar!

- Morremos e estamos no paraíso? - Que lindo!

Os flamingos estão de fralda pra não sujarem a grama!

Nossa!

Nick e Audrey!

E aí, meu amigo! O Marajá!

Os heróis do Lago Como!

Minha irmã e meu irmão de outra mãe!

- Meu Deus! - Ei!

Meu Deus, olha só pra você!

Nick e Audrey, esta é a mademoiselle Claudette "Jobert".

Joubert.

Sou a Audrey, muito prazer.

Você é mais linda do que Vikram falou.

Engraçado. Vários beijinhos.

Quatro? Achei que eram dois.

E Nick!

- Queria muito conhecer você. - Muito bem!

Parabéns. Obrigado.

Eu agradeço. Adorei.

- Beleza, chega! - O que foi?

Já chega.

Venham.

Preciso dizer, Paris é minha cidade favorita.

- Faz tempo que não vai lá? - Nunca fui.

Só conheço pelos filmes, fotos e...

Obrigado pelo convite. Que bom que nos encaixaram na lista!

- Claro, cara! - Inacreditável!

Sobrou lugar, meus pais morreram.

Nossa, sinto muito!

Que triste!

Não, é brincadeira!

Tudo bem. Eles vêm, então?

Não, eles morreram. Mas já não vinham mesmo.

Eu os odiava.

- Entendi. Isso... - Beleza.

Coronel, o senhor conhece os Spitz.

- O quê? - Coronel!

Meus amigos!

- Meu Deus! - O que houve com o braço?

Dá pra notar?

A última vez que o vimos, seu braço era bem maior.

Bom, se era pra perder um, que fosse este,

pois já não tinha a mão.

Não precisa dividir o braço da poltrona do cinema.

Mas, falando sério,

o coronel me salvou de um tiro em Mumbai.

- Sério? - Atiraram em você?

Sim. Tem gente que não curte como minha empresa atua.

Infelizmente, com a lesão, o coronel não consegue me proteger,

então contratei um novo guarda-costas, o Sr. Louis.

- Vejam só. - Oi, Louis!

E ele anda superarmado.

Superarmado. Engraçado.

Certo, espero que não encontre nada aí.

Espero que não.

Sinto muito,

mas se você e o coronel brigarem, aposto nele.

Ele acabaria com você com o braço bom dele.

Não? Não curtiu? Era brincadeira.

- Prazer. - Vamos lá.

Venham comigo!

Estou indo!

Que ótimo!

Nunca foram a um casamento indiano, não é?

Por que acha isso?

- Já foram, então? - Não.

Hoje é o Sangeet. É como um jantar de ensaio.

E temos um plano de entrada surpresa bem dramática,

acho que vocês vão gostar.

Preciso atender. A casa tem tudo de que precisam.

Sintam-se em casa.

- E nós... - Aproveitem!

- Obrigada. - Sem beijos. Beleza.

Ela era vendedora de relógios na La Place Vendôme.

Não tinha um centavo. Amor à primeira vista, sabe?

Ela enche meu coração...

- De felicidade. - Que lindo!

Vejo essa mesma felicidade em vocês dois quando se olham.

Vocês são felizes, não são?

- Nós? Tá zoando? - Sem ela...

Eu não seria feliz. Sou mais feliz com ela.

Nem um dia se passa... Eu te amo tanto!

Ela decide tudo por nós, e tudo bem.

- Agora, divirtam-se, certo? - Muito obrigado!

Aproveitem!

Certo, então nós... Tchau!

Vamos, Louis.

Meu Deus!

Fala sério, caramba!

Olha só isso! Meu Deus!

Olha só isso! E isto!

Amor, a TV é enorme!

Meu Deus!

Olha só!

O quê?

É conversível, amor!

Experimenta isto.

É queijo de unicórnio?

Meu Deus! Amor, presentes.

Vou comer só mais um pedacinho de queijo.

O quê? São pra nós?

Brincos? Eles são caros, né?

Não acredito!

- iPhones pra nós! - Não pode ser!

- O que demos no nosso casamento? - Chinelos!

Chinelos, e uns remédios e tal?

- Air Jordans vintage? No meu número? - Loucura!

Não seria um presente do Marajá sem algo sexual.

- Vai se encrencar com isso. - Jura?

Gostei dessa resposta! Beleza.

- Quê? - Beleza.

Espera, nós... Isso acabou de acontecer.

- Como fizeram isso tão rápido? - Incrível.

Amor! Tem nossos nomes aqui!

Meu Deus! Vem deitar nessa cama!

Já vou, amor!

Estou indo! Ei!

Meu Deus! Ai, amor!

- Nossa! - O quê?

Não sei se eu trouxe roupa pra isso.

- Tenho que ver. - Eu vou junto!

Vamos!

- Meu Deus! - Que ótimo!

São as suas coisas. É.

Está vendo? Eu nunca vi nada...

Amor, você está lindo.

- Eu... - Não acredito que ficou bom em você.

- A sua fica boa se eu tirar também. - Vamos.

Diz que vai continuar assim.

Meu Deus!

- Oi. - Como vai?

Audrey.

- Coronel! - Oi.

Que maravilhosa!

Olha como você é bonito!

Só tenho olho pra você, Nick.

Continue assim! Muito bem!

No lugar mais lindo de todos, na noite mais linda,

você deve ser a pessoa mais linda daqui.

Nossa! Deve ter beijado todos os meus dedos.

Já fiz amor com mais de dez mil mulheres.

- Nenhuma linda como você. - Certo...

Falando em números altos, este é meu marido há 16 anos.

Fiz amor com uma mulher. E foi terrível, aliás.

Caramba, você é aquele cara. Francisco Perez, né?

Ele jogava futebol!

Deu uma cabeçada num cara e o deixou em coma.

Sim, eu sei. Foi com tanta força que ele nunca mais pôde piscar.

Enfim, muito prazer. Nós vamos...

E você? Conhece o Marajá?

Depois que parei de jogar,

o pai dele me nomeou presidente do conselho da empresa dele, Shiz-Vik.

E também o ajudei a conhecer aquela noiva linda dele, a loira, sabe?

Mas ela não chega aos seus pés. Meu Deus!

- Beleza. - Nossa!

Até mais.

Por dez mil você passa uma noite com ela.

É brincadeira, seu desgraçado!

Que belo prato!

Não existe comida onde você mora?

Não, é que estou acostumada a dividir o prato com meu marido.

Virou hábito.

Mas você tem razão, não preciso disto...

Não! Não ponha de volta.

Eu não ia fazer isso.

Americanos...

Americanos...

Quer uma?

Não precisa, quem sabe outra hora.

Você é convidada da noiva?

Não, sou a Saira, irmã do noivo.

Eu não sabia que Vik tinha uma irmã!

Pois é.

Essas mesas são tão baixas!

Está lendo porque não gosta de casamentos assim ou...

Não, é que não gosto muito de pessoas.

Quer dizer, destas pessoas.

Desde que Claudette e seu irmão se divirtam,

isso é o que importa.

É. Não entendo por que as pessoas se casam.

Dá pra imaginar passar tanto tempo com a mesma pessoa?

Bom, falando da minha pessoa, aí está ele.

Nick, esta é a Saira.

Ela é irmã do Vik.

- Você... - Não.

- Não quer? - Não.

- Sou o Nick, prazer. - Saira.

Amo seu irmão, aliás. Ele é hilário.

Caramba!

Se está tentando me seduzir, não está dando certo.

Meu Deus!

Ei, Nick! Eu estava pensando na sua linda esposa.

Você de novo.

Já conheceram Francisco, é?

E vocês já conheceram a megera da irmã do Vikram.

- Ele falou ménage? - Megera.

Condessa! Como deve ser humilhante pra você ver Claudette

fechar o negócio com o Marajá.

Já pensou onde foi que você errou?

Já pensou em como seria ter altura pra brincar na montanha-russa?

É a condessa Sekou.

É a ex-noiva de Vik e antiga colega de quarto de Claudette.

E ainda são amigas? Ela é bem grosseira, aliás.

Além disso, ela é madrinha de Claudette.

O quê?

Espero que tenham visto o tutorial, pois a dança vai começar!

- Que dança? - Vou fingir ir ao banheiro.

- Não vou dançar, vá você. - Não recebi o vídeo.

Eles levaram lá no quarto, esqueci de avisar.

- Valeu. - Te amo.

Senhoras e senhores, recebam a noiva comigo!

Venha conosco!

Vamos lá!

Vamos, amor!

E chegou a hora.

O momento que todos estavam esperando...

o noivo, Vikram Govindan!

Que demais!

Mano!

Todos pra trás!

Pra trás!

Vik!

Certo, tudo bem.

Ele está morto?

Não é ele. Não é Vik.

Graças a Deus! É o Sr. Lou.

- Quem fez isso com você? - Cadê o Vik?

Ei! Quem? O quê? Meu Deus!

Cadê o Vik?

- Quem fez isso com você? - Quem foi? Você lembra?

Foi...

Diga. Não morra.

- Meu Deus! - Cadê o Vik?

- Afastem-se! - E o Vik?

Vamos, saiam!

Afastem-se!

É uma distração!

- Do quê? - Da fuga!

Está falando sério? Estamos sem sinal de comunicação?

Resolva isso agora!

Um segurança foi atacado. Precisamos de médicos imediatamente.

Beleza.

Socorro!

Não... Está me machucando, garoto!

- Parça! - Nick!

Nick!

Que palhaçada!

Isolem a ilha

até as câmeras de segurança voltarem.

Nenhum convidado deve sair do quarto.

Meu Deus! Temos que agir logo, ou as ações vão cair.

Meu irmão pode estar morto, e você só quer saber do preço das ações?

Como acha que os investidores reagirão quando souberem,

Srta. Acionista Minoritária?

Dando todo seu dinheiro pra salvar baleias, o planeta e tal.

Coronel. Onde Vik está?

Cadê meu marido?

Vamos encontrá-lo.

O Marajá foi sequestrado.

- O quê? - Meu Deus!

- Aonde o levariam? - Ele está vivo.

Alguém armado o colocou num barco e fugiu daqui.

- Quantos? - Um só.

Então o cúmplice ainda está na ilha.

Calma. Como sabe que eram dois?

Se o sequestrador estava com Vik e o levou até o barco...

Outra pessoa trouxe o elefante até a tenda.

- Obrigado. - Tem 400 pessoas aqui na ilha.

São muitos suspeitos.

Vamos reduzir a lista, coronel?

Claudette, quantas pessoas sabiam da participação do elefante?

Só a diretoria.

Tivemos que aprovar os gastos de transporte dele.

Então, todos vocês.

O que está insinuando?

Acho que o que estou insinuando é bem óbvio.

Um de vocês é cúmplice de um homicídio.

- Absurdo! - Não sou da diretoria!

É? Todos vocês odiavam meu irmão!

O quê? Não, eu amo o Vik.

Até parece!

- Você nunca me perdoou. - Pelo quê?

- Acabar com seu noivado. - Se enxerga!

Era um casamento arranjado pelas nossas famílias.

Nós nos separamos amigavelmente pra permitir seu casamento "por amor".

Você não queria que ele casasse e o raptou!

- Sua interesseira... - Chega, senhoritas!

Vamos todos nos acalmar!

- Nós trabalhamos com isso. - É o que fazemos.

- Não é só mais um caso. - Não.

- É pessoal. - Sim, é o Vik.

- Gostamos muito dele. - Vamos descobrir quem foi.

- Com certeza. - E o motivo.

Sim.

E traremos Vik de volta.

Vamos fazer isso pela bagatela de 25 milhões de dólares.

Vinte e cinco milhões, amor. Sério...

Eu teria aceitado dez mil.

Que loucura!

O que está fazendo?

Bloqueando a porta pra ninguém entrar.

Vai machucar as costas, amor.

Sabe o que machucaria minhas costas? Uma facada.

O culpado sabe que vamos investigar. Somos as próximas vítimas.

- O que houve com Vik? - Um rico é raptado por dinheiro.

Se o ferirem, não lucram.

Nunca mais seremos convidados pra nada. Nunca.

Esse queijo me pegou. Não consigo parar.

Você está comendo... Corte como alguém civilizado...

- Não achei a faca. - Meu Deus!

O quê? Dor de cabeça?

- Sim. - Desculpa.

- E as costas? - Me matando.

- Vou pegar remédio. - Por favor.

- Vou comer mais queijo. - Não coma esse queijo todo.

Isso afeta... Você fica mal.

Com certeza.

E tenho fotos da tenda, de uma roupa queimada e suja de sangue.

Alguém tentou se livrar das provas, e deve ser quem levou o elefante.

Boa observação, amor.

- Estou tentando. - Obrigado.

- Um, dois, três, quatro. - Beleza.

- Tenho que tirar tudo? - E se for o assassino?

- Ele não bateria. - E se for a governanta?

Estamos bem! Não precisamos de toalhas.

Precisamos, sim. Pode deixar aí fora.

Mal chegamos! Mais toalhas?

- Você usa 30 toalhas a cada banho. - Pelo menos tomo banho.

Certo, você me pegou.

Sou eu, Francisco!

Francisco?

Calma. E se ele for o assassino?

Ele só quer matar é a sua periquita.

Ei!

- Rápido! Não temos tempo! - Já vou!

- Estamos indo! - Sabemos que está com pressa.

Desculpa.

- Ei. - Ei.

Você.

Maravilhosa.

Jesus amado. Beleza.

Ponha de volta. Certo. Você estava com pressa, o que quer?

- Tenho informações. - Sim.

Todos acham que Claudette é interesseira,

mas o que não sabem é que, por precaução,

a diretoria a fez assinar um contrato pré-nupcial.

Então, se Vik se divorciar dela, ela fica sem nada.

- Tenho que tirar tudo de novo? - Calma. Quem é?

Claudette. Precisam me ouvir!

Certo, um segundo! Vá lá pro armário.

Já estou indo, só vou pegar o queijo!

Beleza, entra aí.

Não, me solta! Jesus!

- Já vou, Claudette! - Desculpa!

Rápido!

- Oi, Claudette! - Oi.

Todos acham que quero me casar pelo dinheiro, principalmente a condessa.

Ela me inveja desde sempre.

- Sério? Imagino por quê. - Eu imagino.

Mas ela era minha melhor amiga.

- Certo. - Claro.

- Sabe? - Sim.

Éramos tão próximas!

Acho que sinto falta dela.

Sinto muito.

Só quero saber quem levou o meu Vik.

Todos têm algo a ganhar com isso.

- Terrível. - Não posso confiar em ninguém!

- Tem uma arma. - Arma?

O coronel, revidando por seu rebaixamento.

Saira, sempre querendo atenção.

E Vik tinha acabado de descobrir o segredo sombrio de Francisco.

- O quê? - Segredo?

- Merda! - Meu Deus!

- Não precisamos disso. - Calma...

Quem é?

É a Saira, abram!

Certo, já vamos.

- Vou me esconder no armário! - Não.

- É muito escuro. - Aqui.

- Tem tudo aí. - Calma aí, Saira!

Já vou! Rapidinho!

Certo, vamos abrir.

- Desculpa, um segundo. - Estamos mudando os móveis.

- Sei quem devem investigar. - Quem?

- Claudette! - Claudette!

Avisei ao Vik que ela não valia nada.

Ela é suspeita, narcisista, manipuladora, e está brega no vestido...

Com licença! Desculpe interromper, mas seria grosseria

não te oferecer um pedaço deste queijo artesanal...

Nick, cadê o queijo? Aquele bem grande...

- Já foi. - Cadê?

Eu comi.

Você comeu o queijo todo?

Vai me julgar?

Isso não trará o queijo de volta...

Desculpa. Não quero ser egoísta...

Desculpa, espera. Quer saber?

Beba alguma coisa pra relaxar um pouco.

- Aqui, querida. - Não quero.

- Não? Tá. - Não precisa.

Merda!

- Quem é? - Não sei.

Estão esperando alguém?

É uma after party, a galera só chega.

Vá lá no quarto, só por segurança, sei lá.

- Eu fico ali. - Ali não!

Ali é muito óbvio.

- Está calor aqui? - Está.

- Vá se esconder. - Beleza, já vou!

E se for o assassino?

Não quer que seja ele e que nos mate logo?

Já cansei dessa merda.

Amor, não estou me sentindo bem.

E aí? Beleza.

É ótimo ver vocês.

O que foi?

Eu sei quem foi.

Quem?

Foi Francisco.

Francisco.

Ele tem mais de 85 processos de paternidade contra ele.

Ele tem desviado dinheiro da empresa

pra pagar todas essas pensões.

Isso é mentira!

Não a parte dos bebês.

Sim, já espalhei muito a minha semente por aí,

mas nunca roubei na minha vida!

- Por que está aqui? - Ótima pergunta.

- Por que estão aqui? - Saira está aqui.

- Não se mexam! - Meu Deus!

Não me mexi.

É o meu.

- Parou. - Parou de tocar?

Tem uma mensagem.

Estamos com o Marajá.

Se procurarem as autoridades, ele morre.

Pediremos o resgate amanhã às 7h.

Que voz engraçada! Temos que admitir.

Devemos ficar todos aqui, coronel?

Pois um de nós está trabalhando com o sequestrador.

Sim. Motivos, oportunidades.

Alguém aqui. Minha cabeça está girando.

Amor?

Amor, está dormindo? Também estou cansado. Vamos...

Ninguém sai até sabermos quem fez o quê.

Foi muito bom ver todos vocês. Obrigado por virem.

Nossa! O quê?

Meu Deus! Nick?

- Oi? - Nick?

Oi?

Nick!

Nick, amor, levanta! Fomos drogados.

- O que rolou? - Meu Deus, amor, a gente dormiu!

- É? Estamos dormindo. - Amor!

Não sei o que aconteceu. Eu...

- Anda, Nick, levanta! - Levantei.

Quem fez isso?

O quê? Agora estão se exibindo.

- Rápido! - Estou indo, amor. Então...

- Levanta! - Levantei!

- Tenha calma antes de dizer algo. - Não vão sair impunes!

- E se não nos drogaram? - É ilegal!

E se comemos demais e apagamos?

Nick, Audrey. Bem na hora.

- Do quê? - Do quê?

Os detetives de verdade chegaram.

Connor Miller.

Ex-negociante de reféns do MI6.

Meu Deus! Especialista em casos de alta importância.

Ele resgatou o filho do presidente do Uruguai.

- Ele escreveu o livro. - Qual?

Como sobre remédio pra calvície não funciona?

O livro do curso de detetives!

Olá. Precisam resolver um caso?

Coronel. Há quanto tempo!

Francisco Perez.

Sou um grande fã.

Oi.

Sr. Miller, também somos fãs.

Podemos informá-lo.

Já sabemos que são pelo menos dois criminosos.

Vi o primeiro cara sair de barco com Vik,

deixando o segundo na ilha.

E, só pra constar, fomos drogados ontem.

Não sei se fomos. Nós bebemos...

- São os Spitz? - Sim.

Sim, somos!

Sua reputação fala por si só.

- Perfeito. - Obrigada.

- Bom saber disso. - Mas não positivamente.

Certo.

A última vez em que se envolveram em algo assim,

todos morreram, não?

Bom, isso... O Marajá, não.

E como ele está agora?

- Beleza. - Certo.

O coronel está aqui. Quase inteiro, o que é bom.

Sr. Miller, eu li seu livro e...

Coronel, quero as imagens de segurança.

Todas foram apagadas do sistema.

Foi alguém de dentro.

Srta. Joubert, precisamos do seu celular pra análise vocal.

- O que precisar. - São profissionais.

Foram concisos no telefone.

E acreditamos que o cúmplice fingiu ser adestrador de elefantes.

Querem falar dos suspeitos agora?

- Claro. - Tudo bem.

Que tal o seguinte?

Marido e mulher, um quase investigador da polícia

e uma cabeleireira que faz cursos on-line.

Juntos têm uma agência de detetives quase falida.

Se eu fosse chutar, diria que está abalando o casamento.

Desesperados pra validar sua empresa fracassada,

aceitam um convite de última hora pro casamento de um bilionário.

E aí nasce um plano.

Um dia após sua chegada, há um sequestro dos grandes,

desses que chamam a atenção e constroem carreiras.

O que acham do meu raciocínio, colegas?

- Excelente. - Ótimo.

Não é verdade, mas você formulou bem, eu quase acreditei.

- Eu também. - O sotaque ajuda.

O rastreamento está pronto. Eles vão ligar já, já.

Com licença, vou trabalhar.

- Escute. - Sim, amor.

Temos queijo, temos iPhones grátis. Estou satisfeito.

O que... Aonde vai? Ouviu o que ele disse de nós?

- Sim. - Não é verdade!

Temos que mostrar a eles do que somos capazes.

O cara é bom! Não precisa de nós.

- Nick, Audrey. - O quê?

O sequestrador só vai falar com o cara em quem ele atirou.

Precisam de nós. Beleza.

Vamos!

Eles chegaram.

- Ele já vai ligar. - Certo.

Mantenha-o calmo e falando.

- Pelo menos... - Por 45 segundos.

- Eu sei, não sou novato. - Já negociou reféns?

Sou casado com ela, tudo é uma negociação.

Deixa comigo. Obrigado.

RASTREADOR EM STAND BY

CHAMADA RECEBIDA

Então são 45 segundos, a partir de agora.

Oi. Como vai, sequestrador?

É o homem que tentou impedir minha fuga?

Sim, foi em mim que você atirou.

Por sorte, eu desviei.

Me diga como podemos trazer Vik de volta. É tudo que queremos.

Exigimos 50 milhões de dólares para devolver o Marajá.

Caralho, cinquenta milhões!

CONEXÃO PERDIDA

Francisco! Acha que estamos num leilão pra gritar assim?

Muito dinheiro pra um cara só.

Ótimo, perdemos o rastreio. Valeu.

- Culpa minha? Ele gritou... - Vai gritar comigo?

- Você reclamou... - Gritei com ele!

Ele está bêbado, e eu estou pagando o pato!

Aí está, o casamento está abalado.

Pelo menos somos casados!

É, fica na sua! Nós conversamos assim em Nova York.

Vamos nos acalmar?

- Claro, desculpa. - Já acalmei.

Ele vai ligar de novo.

- Relaxa. - Sim.

- Vamos lá. - Então...

- Vamos lá. - Beleza.

Quarenta e cinco segundos, valendo!

Desculpa, cara. Muita gente nervosa aqui.

Um bêbado, todo grupo tem um desse.

Agora são 60 milhões.

Eles disseram que tudo bem.

Traga 60 milhões de dólares em títulos não rastreáveis

ao Arco do Triunfo, em Paris, amanhã às 20h,

e espere mais instruções neste telefone.

Oi, com licença. Desculpe interromper.

Precisamos de provas inegáveis de que o refém está vivo.

Receberão a prova de vida antes da troca.

- Legal. - Obrigada.

Arco do Triunfo, 20h, ou o Marajá morre.

Com essa distorção na sua voz, é difícil entender você.

- O local, isso. - Pode repetir? Onde é?

- Arco do Triunfo. - Eu só escuto assim...

- É o que ouvimos. - Arco do Triunfo!

Certo, Arca do Tronco.

- Entendi, foi... Você disse isso, né? - Agora são 70!

Setenta milhões, ou o Marajá terá uma morte dolorosa.

Muhammad Ali vai morrer?

Meu Deus!

Você aumentou nosso prejuízo em 20 milhões, seu palhaço!

Não quero esses idiotas envolvidos.

Mas o sequestrador quer, não tem jeito.

Eles conseguiram rastrear.

Conseguimos?

- Viu? Vitória pros idiotas! - Valeu.

Pode voltar pro oceano, Miller. Deixa com a gente.

Vamos pra Paris. Façam as malas. Saímos em uma hora.

Uau!

Depois da troca, vamos turistar. Que tal?

- Podemos? - Claro!

Sabe de uma coisa?

Depois de pegarmos Vik, podemos renovar os votos na Ponte do Amor.

Combinado!

Entreguem os celulares.

- Celulares? - Por quê?

Eles são um risco.

Beleza.

Vai devolver, né? Eles são novos.

Nós ganhamos, estava na cesta.

Eles nos deram, nós... Não acredito nisso.

- Não vão devolver. - Tinha um nude no meu, já era.

Esqueçam os celulares.

Fiquem só com o que o sequestrador vai usar. Aqui.

Nós vamos escutar tudo. Um de vocês precisa estar armado.

- Sr. Spitz, sabe usar uma arma? - Sei.

Eu fui policial. O quê?

Talvez eu devesse ficar com a arma.

Você?

- Por que... - Sua mira é...

Minha mira é ótima. Por que falou isso na frente dele?

Ele não ouve...

Vou falar pra modelos que você usa cinta modeladora.

Eu fico com a arma, sou muito bom com essas coisas.

Na polícia, meu apelido era Nick Pistola.

O pessoal da gangue pedia minha ajuda, pois eu atirava muito bem.

Eu negava, dizia que não.

Fique com a arma.

Eu fico. Estou com o celular, e você com a grana.

Quando ligarem, sigam as três regras de resgate do Capítulo 12 do livro.

Pode ser? Sabe quais são?

Número um, siga todas as instruções razoáveis.

- Sim. - Número dois...

Não entregue o dinheiro até ver o refém.

- Exato. - E número três...

Não vá a outro local com eles.

Perfeito. Vai dar tudo certo, podem ir.

- Certo. - Estilo Nick Pistola. Vamos!

- Nick, pegue. - Eu fico...

Quem é que te chamava de Nick Pistola?

Quem é que não me chamava assim? Todo mundo chamava.

Nunca carreguei uma maleta de dinheiro tão pesada.

Por que não transferiram? É pesado... Minhas mãos já eram!

Vou usar as duas. Fica esquisito?

- Suas mãos são fofas. - Como assim, fofas?

- Você tem mãos fofas. - Sua família tem...

Você achava mãos gigantes normais.

Não falei que são delicadas.

Só que são pequenas e é estranho apertá-las.

São mãos normais.

- Cabe um buldogue na mão da sua vó. - Para!

O que procuramos?

- O celular! - Estão ligando.

Vamos lá.

Inicie o rastreio.

Oi! Bonjour, madame, mademoiselle ou monsieur. Diga.

Nick, sou eu!

Rajá! Tudo bem?

Estamos com o dinheiro, precisamos saber aonde levar.

Diga logo e vamos tirar você daí.

O que aconteceu?

Aí está a prova de vida. Levem o dinheiro à van estacionada.

Beleza.

- Que van? - Van?

Qual van? Aquela ali?

Não aponte, idiota! Ande casualmente nessa direção.

Certo, estou indo.

Qualquer gracinha, o Marajá morre.

Não faça isso, estamos indo.

Vamos até a van.

- Aquela? - Não aponta!

Ele não gosta. Aquela van ali.

Merda!

Entrem na van.

Entregamos o dinheiro, e vocês entregam o Marajá.

Ele está perto.

Entrem na van.

- Não entrem. - Seu destino...

- Não foi o combinado. - Número três, não entrar.

Entrem na van ou atiro em vocês dois,

levo vocês pro interior e dou pros porcos comerem.

- Certo, vamos entrar. - Tá.

Certo, desculpa. Sim.

Americanos idiotas.

- Dê o dinheiro! - O dinheiro.

- Está aqui. O dinheiro. - Dê pra ele.

- Calma. - Tenho isto também.

Que porra é essa?

Eu trouxe, caso a gente quisesse comemorar...

- Surtou? - Mudança de planos.

Vou colocar isto aqui, e esta aqui.

Agora, isso ficará com a gente sempre.

Entendeu? Não sei onde está...

- O que houve? - O que...

- Alô? - Caiu o sinal?

Aguardem.

Leve-nos ao Marajá agora. O que acha?

Corte a mão dele.

- Cortar? - Quê?

- Sim! - Não! Machado!

- Ache a chave. - Sei onde está.

- Procure aqui... - Não, aí tem bala.

- Não achei. - O outro bolso!

Tô pistola! Não achar a chave está me dando gatilho!

Amor, do que está falando?

A arma! Atira nesse desgraçado!

Meu Deus!

Meu Deus! Sinto muito!

Não peça desculpas. Matou o sequestrador!

Meu Deus!

Atira nele!

Posso atirar na perna? Não quero matar!

Que diferença faz? Você já é assassina!

Não quero ser serial killer!

- Pegue o machado! - Tá!

O quê?

Meu Deus!

Você não é só serial killer, você mata com machadinha.

Ele se mexeu, amor.

Meu Deus! Acho que ele está bem.

São só espasmos, amor!

Jesus!

O pé dele está no acelerador!

Segure o volante!

Meu Deus!

Merda, que nojo! Eu toquei nele!

Quem que vai virar comida de porco agora, hein?

Esse é o cara morto, Nick!

Não! Saiam da frente!

Merda!

Você está batendo em tudo?

- A porta abriu! - Meu Deus! O que você fez?

Meu Deus! Amor!

Meu Deus!

Amor, vai bater!

- Quê? - O negócio na rua!

Não escutei!

Meu Deus.

Esquece.

Beleza, amor.

- Bonjour. - Bonjour. Todo mundo bem?

Desculpem, vou descer.

Cuidado. Meu Deus!

- Nossa! - Estão bem?

Oi. Como estava o almoço?

- O quê? - O quê?

- O quê? - O quê?

Essa não!

ASSASSINOS DA FACA DE QUEIJO

- Quê? Não! - Mas que...

Não peguei a faca, peguei o queijo!

Por que a pegou? Por que comeu queijo?

Comi o queijo porque estava com larica e ele era ótimo.

Aquela faca não saiu do quarto, Nick.

Mas nós saímos. Devem ter roubado a faca e editado.

Com nossas digitais!

É mentira!

- Não fizemos isso! - A TV mente!

Não faríamos nada...

Somos inocentes.

...assim.

Somos o oposto do O.J.

Nós nunca faríamos isso, juro!

- Não. - Eu prometo.

Foi um acidente! Acontece!

- Ei! - Meu Deus!

Falei pra não entrarem na van.

- Nós... - Ele estava armado.

- Você também! - Sim.

- Eu usei! - Ela mandou bem demais!

Viu o que fizeram com a gente na TV?

- Aquilo foi editado. - Sim!

- Eu sabia que você veria. - Obrigado por perceber. Você é bom.

A maleta está inteira?

Boa! Nós fizemos isso!

Essa foi boa!

- Como nos acharam? - Têm 70 milhões de motivos.

Me dê a maleta. Cadê a chave?

A chave do quê? São algemas sexuais.

Olha. Só preciso fazer assim.

Certo. Quando me virem, vão me seguir.

- Certo. - Eu me viro.

Sei disso.

Me encontrem no Madeleine, às 19h.

Tudo bem, estaremos lá.

Exagerei quando falei de vocês.

Não somos iguais, mas dividimos a mesma paixão.

Agora vejo isso.

Eu errei. O cara é demais.

Amor.

E se ele for o sequestrador?

Ele disse que vai nos encontrar às 19h.

Sim, mas bandidos mentem.

Beleza? E entregamos 70 milhões de dólares pra esse cara.

- Você pode ter razão. - Só dizendo...

Não, você se enganou.

- Quem é? - Não sei. De onde ele veio?

- Vai entrar no fogo assim? - Ele entrou.

Ele pegou a maleta!

- Não! Meu Deus! - Agora estou confuso!

- Não! Quem é esse cara? - Quem é?

Meu Deus!

NE, 413, DAN.

Somos os mais procurados da Europa. Vamos fugir.

- Pegue o chapéu. - Vou pegar... Tá.

- O que... - O que é isso?

É o Delacroix! Ele nos ama!

Entendi "ópera". Beleza, vamos!

- Surpresa! - Audrey e Nick!

- Anéis de fumaça! Como vai? - Recebeu nosso cartão de Natal?

Estou bem, e recebi. Curti os blusões combinando.

Foi ideia minha.

Então, precisamos de uma ajudinha.

- Uma ajudona. - É.

- Estão presos. - Não.

Nunca sei se você está brincando.

Ele parece sério. É sério?

Por sequestrar o Marajá, matar o guarda-costas dele,

roubar 70 milhões de dólares.

- Roubar... - Destruir a cidade.

E talvez por invadir a ópera.

- Não fizemos tudo isso. - Só a 4 e a 6.

Armaram pra nós.

Temos um suspeito.

Precisamos que rastreie uma placa.

Nada me faria mais feliz,

mas eu teria que informar essa ajuda aos meus superiores,

ou seria considerado cúmplice.

E se amarrarmos você?

Aí você diz que foi forçado a nos ajudar.

Calma, pra quem vai ligar?

Pra ninguém.

Tenho um aplicativo pra rastrear essa placa.

Tem aplicativo pra isso?

- Caramba! - Tem o Shazam aí também?

Quero saber que música é essa.

O aplicativo diz que o caminhão está numa mansão a 80km daqui?

Desculpa... Pode coçar meu nariz?

Mais de leve.

- Obrigado. - Tem um carro pra emprestar?

- A chave está no meu bolso. - Tá.

Está falando com Audrey? Eu pego no seu bolso.

O que posso dizer? Tive que tentar.

Isso é uma batata ou uma chave? Porque eu... Achei.

- Vamos cuidar disso. - Ei!

Não comam no carro.

Aposto que Delacroix tem um carro irado.

POLÍCIA

Com licença.

Bonsoir, investigador.

- Bonsoir, coronel! - Enchanté!

A polícia está atrás de vocês.

É, nem me fala. Coronel, não fomos nós.

Eu sei, mas suas digitais estão na arma do crime,

e filmaram você com ela.

- É. - Loucuras normais das férias dos Spitz.

Miller morreu, perdemos a grana.

Parece que vocês pegaram.

E piora! Os sequestradores ligaram.

Eles nos deram até meia-noite pra pagar,

ou vão matar o Marajá.

Coronel, consegue ganhar tempo?

- Merci beaucoup! - Obrigada, coronel!

Meu Deus!

Agora sabe por que ele precisa de 70 milhões.

É pra conta do gás.

Caramba!

Certo, o fosso deve ter o quê? Uns três metros?

Consigo pular.

Nick, três metros são uns dez pés.

Fui recordista de salto em distância no colégio.

Não estou zoando, eu pulava mais que isso.

- É mesmo? - Sim.

E como te chamavam? "Nick Pernalonga"?

Está me zoando?

Só acho que você não vai conseguir.

Não gosto de provar que você está errada, mas vou lá. Beleza?

Daquele ângulo, parece mais de três metros.

- Merda. - Acha que você consegue?

Agora quer que eu pule?

Bonsoir.

- Condessa? - Condessa?

Surpresos?

Sim, ouviu a gente dizer: "Condessa?"

Meu Deus!

Cadê o Vik?

Com os sequestradores.

Seq... Não são vocês?

Não. Eu nunca faria algo assim. Vikram é meu amigo.

Seu amigo?

Você o amava.

Meu Deus!

Eu amo dinheiro.

Quando soube que vocês, amadores, estariam com tanta grana,

tive que pegar.

"Tive que pegar".

- Então não plantou a faca? - Nem editou a imagem?

Ou drogou nossas bebidas?

Por que falar disso? É irrelevante.

Claro que é relevante.

- Sei que é rid... - Beleza! Meu Deus!

Sabe, nunca dá certo ter dois vilões.

- Um sempre trai o outro. - É um clichê do gênero.

- Já vimos isso. - Muito.

- Confie em nós. - Salve-se.

Imani? O carro está pronto pra fugirmos?

- Sim, condessa. - Ótimo.

- Não! - Não!

- Meu Deus! - Eu fui bem claro.

- Aí está o clichê. - É.

Com sorte, a fumaça mata vocês antes do fogo chegar.

Não!

Ops.

O quê?

Também sei trair.

Meu Deus, vão nos culpar pela morte dessas idiotas.

Vamos saltar pra longe daqui!

Anda, vamos! Juntos!

- Meu Deus! - Volta!

Pra janela! Vai!

Merda!

- Meu Deus! - Tudo bem?

- Você está bem? - Vamos rolar.

Não! Pra lá!

Nossa, como você é grande!

Você disse isso na lua de mel, é só continuar tentando!

Meu Deus, amor! Nem sei pra onde estamos rolando!

- Não sei! - Meu Deus!

Fui eu que droguei a gente.

O quê?

Quer dizer, foi você, mas por culpa minha.

Eu guardo o remédio pra dormir no seu frasco, e eu...

Eu fico tão estressado! Desculpa, é culpa minha.

Não se desculpe, eu é que peço desculpas.

Eu tenho te criticado tanto. Me sinto tão mal!

- Desculpa. - Não importa.

Seus outdoors e cartões de visita...

- Os cartões. - Eu sei, eu não achei...

- Não foi uma ideia ruim... - Não! A lâmina no cartão.

Posso cortar a fita. Tenho um no bolso!

- Onde? - No bolso de trás.

- Calma, estou procurando. - Você tem que pegar.

Me ajude, pegue. Estique!

- Pra baixo. Por favor, Deus. - Peguei!

Meu Deus! Tudo certo? Está cortando?

- Deu certo? - Acho que sim.

Meu Deus! Amo vocês, cartões de visita com fio dental.

Eu amo muito vocês! Por favor! Isso!

Isso! Corte nos pés.

- Consegui! - Beleza, vamos!

Essa não!

- O que vai fazer? - Meu Deus!

Pegue isto. Vou atirar na janela.

Meu Deus.

Meu Deus! É um revólver francês!

Amor!

- Não. - O quê?

Não!

Amor! Eu te amo!

Meu Deus!

- O quê? Não! - Não!

Merda!

Nick.

Desta vez, eu dirijo.

Beleza.

Tá me zoando? Eu não... Você conseguiu de novo, amor.

- Desculpa. - Tudo bem.

Mesdames et messieurs...

Sou o investigador Laurent Delacroix.

Há 15 minutos, a Interpol assumiu o controle operacional deste caso

e me colocou como chefe.

Certo, entendemos, mas por que a Interpol está envolvida assim, de repente?

Pela natureza hedionda dos crimes.

Vários assassinatos, um sequestro, destruição do café mais antigo de Paris.

E ainda amarraram um lindo fã de ópera.

Meu Deus!

Mas por que devemos acreditar que você conseguirá prender os Spitz?

Porque eles estão aqui na linha.

- Alô! Estão todos aí? - Sim, Audrey.

Todos menos...

A condessa e a amiguinha dela?

Devolvam Vikram, seus monstros!

- Já pegaram a grana. - Sim, pegamos.

E se querem vê-la de novo, mandem o sequestrador

levar o Marajá ao restaurante Jules Verne.

O quê? Onde?

Restaurante Jules Verne.

Restaurante Jules Verne? Le Ju... Le Jules Verne.

Deque de observação da Torre Eiffel à meia-noite.

Sim.

Não estamos com meu irmão.

- Mentira! - Alguém aí está, beleza?

Façam o que minha esposa mandou. À meia-noite, o Marajá vivo.

E, investigador, tentamos ligar seu carro,

mas não deu, então o deixamos lá.

O quê?

Roubamos uma Lamborghini. Você fica com ela depois.

Beleza.

Meu Deus! Tão linda!

Por que se arrumaram tanto?

Lemos que havia um dress code.

Já fui impedido de entrar no Tavern on the Green de bermuda.

- Cadê todo mundo? - É!

Fechamos o restaurante pra não nos interromperem.

Entende que fazer isso em público

é ter pessoas em volta, não é?

- Onde arrumaram essas roupas? - E arrumou o cabelo?

Tivemos um problema, tá?

Tinha um fosso, e nós... Não preciso me explicar, tá?

Nós faremos as perguntas. Que tal?

- Vai, pode fazer. - Vamos analisar os suspeitos?

Fiquem à vontade.

Vamos começar com Saira Govindan.

Eu?

Eu defendi vocês! Eu até gostava de vocês.

Eu sei, nós gostamos de você. Você foi muito gentil.

Mas isso é o que fazemos.

Sequestram o meu irmão?

- Ela está brava. - Estou vendo.

Você está louca?

- Continue, Audrey. - Continuando.

Tudo bem, Saira.

Francisco, presidente do conselho.

Com o Marajá morto, você pode desviar o quanto quiser

pra cobrir as pensões dos seus dois mil filhos.

Que tal chegar a 2.001?

Sai da minha frente. Seu nojento!

Claudette "Jobert".

Joubert.

Vendedora parisiense louca por dinheiro.

Se eu quisesse dinheiro, era só me casar, né?

Não com o contrato pré-nupcial.

Mas e o coronel? Qual é o motivo dele?

Talvez ele só tenha cansado de trabalhar pros ricos. Vocês são um saco.

Ou talvez o coronel precisasse de dinheiro pra poder pagar

um braço biônico.

Eu pesquisei, não são tão caros.

- Quanto custam? - Uns 20, 30 mil.

Só isso? Talvez eu deva comprar um, então.

Precisa perder um braço antes.

Não seria um braço.

Certo, já falamos de todos.

Quem foi?

Vik!

- Ei! - Nossa!

Me mandaram mostrar essa bomba irada pra vocês.

Meu Deus!

Ela derrubaria essa torre toda.

Escutem. Coloquem o dinheiro no elevador e mandem pro último andar.

Quando eles contarem o dinheiro, vão mandar...

Nossa, como chama? O negócio que explode a bomba?

- O detonador? - Isso!

Vão mandar pra cá, e nós podemos ir embora.

E eles estão com pressa, porque, sabe como é...

Meu Deus, Nick!

Nick, o dinheiro! Coloque no elevador.

Agora!

- Não! - Como assim?

- O que está fazendo? - Não vão detonar.

Nick. Vai seguir sua intuição agora?

- Confia. - Nick!

Mano!

Não, estamos suave na nave, Marajá.

Quem fez isso era muito bem treinado, né?

Porque ele matou o Sr. Lou, um cara dos bons.

O tempo tá passando, cara!

Não. Nick!

Sabemos que o sequestrador é um bom hacker,

pra acessar e editar as imagens.

Anda, Nick!

Ele sabia exatamente onde encontrar o Sr. Lou e Vik no casamento

pra fazer o rolê com o elefante...

- Mas, amor... - Nick, vou explodir!

Com todo esse conhecimento...

Meu Deus, Nick!

Ele devia escrever um livro.

Meu Deus, Nick!

"Milhares de estudos mostraram que o sequestrador não fará nada

que prejudique o recebimento do resgate."

Capítulo 9, Seção 3, escrito pelo Sr. Connor Miller.

Você leu o livro.

De ponta a ponta, e é um lixo.

Experimenta. É muito bom.

Você quase me matou de susto.

O que foi isso?

O quê?

Impressionante.

Como saiu do carro antes da explosão?

Não saí.

Entrei em uma câmara de titânio no banco de trás.

Uma morte pública. Melhor forma de não ser suspeito.

Sim, mas as coisas não aconteceram como você planejou, não é?

Seu parceiro pegou a maleta segundos antes de sua fuga perfeita.

E bum!

A ex gananciosa apareceu.

Setenta milhões de dólares.

É muito dinheiro, mesmo pra uma condessa.

Ela mandou Imani roubar os ladrões.

- Quem? - Imani.

- Quem? - Imani... A parceira...

A condessa... Imite a risada.

- Preciso? - Anda logo.

Agora já sabem.

Aí ela aparece

e rouba o dinheiro do resgate bem debaixo do seu nariz.

Deve ter doído.

Se tivesse lido meu livro direito mesmo,

lembraria que revelar a identidade de um criminoso anônimo

coloca todos que sabem dessa informação em risco.

Ou seja...

Vou ter que matar todos vocês.

Meu Deus!

Gary?

Quem é você?

Sou Susan.

- Sabe quem é? - Nem ideia.

Gary e eu nos conhecemos aqui há dez anos, quando eu era intercambista,

e prometemos que, se ainda nos amássemos

e não tivéssemos encontrado outra pessoa,

nos encontraríamos na metade da Torre Eiffel à meia-noite de hoje.

E eu ainda o amo muito.

Algum de vocês é o Gary?

Abaixe a mão, Francisco.

- Meu Deus! - Cuidado!

Nossa!

Meu Deus!

Preparem-se.

Só me resta dizer que foi um prazer.

Ele ainda está com o detonador!

Audrey!

Meu Deus!

Não foi o que eu planejei!

Você não cansa de tomar decisões erradas, né?

Nick! Não acredito que vou fazer isso.

Pegue minha arma.

Espera! Precisa das balas. Estão no meu bolso.

Ah, seu malandro.

- Estão bem no fundo. - Pegou.

Susan, pressione o ferimento do investigador.

Isso é tipo um teatro interativo?

Que bom que minha maior fã verá isso!

Na verdade, não sou mais tão fã assim.

Que pena, porque vou te dar a minha lição final...

- Como explodir a Torre Eiffel e se safar. - Não faria isso.

A única coisa que odeio mais do que testemunhas

são os franceses.

Se aquela porta abrir, matem todos lá dentro, certo?

Nick! Não!

Nick!

ESTÁ NOS DEVENDO UNS IPHONES NICK PISTOLA

Está presa.

- Tirem de mim, estou vulnerável! - É tamanho M.

Você não usa M desde os 14 anos!!

Relaxa, por favor! Tire isso de mim.

Você está bem?

Preciso do meu vape.

- Certo. - No meu bolso.

- O direito. - Este?

- Não. - Não, aqui é seu pênis.

- Você achou. - Achei.

Não deve fazer bem pra quem levou um tiro, mas manda ver.

Aí vem o Brooklyn.

Parou!

SEGURA

ATIVADA

Tire essa merda!

Pra trás, ou eu largo.

Não acredito em você.

Como faz isso sem ter uma concussão?

É um dom de Deus!

Ele nunca mais vai piscar.

- Nick! - Sim, estamos indo, princesa!

Eu resolvo isso.

Talvez uma concussão leve.

- Tire isso! - Vamos explodir!

Não sei o que fazer!

Está tudo bem, amor!

O Nick Pistolas chegou!

Acertei alguma coisa?

Acertou o detonador, amor!

Ótimo! Era o que eu queria!

Nossa!

Meu amor!

O anel. Os anéis do amor.

Tudo bem, vamos usar as armas pra outra coisa agora, não é?

Acabei com seus amigos, agora é você.

E aí?

Beleza.

Aonde vai? Amor!

Audrey!

Amor!

Está tudo bem, amor! Vou pegar você, segure firme!

Devo ter pulado o capítulo de chutes na cara.

Meu Deus!

Vem aqui!

É hora de fazer chover!

Não!

Vem aqui!

Matem os outros.

Beleza.

- O que é isso? - Acabou o clima.

Ei, Miller!

Meu marido tinha razão. Seu livro é um lixo.

Ela nunca erra.

Me desculpa!

- Agora você erra? - Desculpa, amor!

Cacete!

Está mirando nele ou em mim?

Nele, prometo!

- Meu Deus! - Atira nele.

Atira nele!

Estou no fim da linha, sabe?

Está tudo rodando agora...

Meu Deus, beleza!

Nunca erra, é?

Nem todo mundo consegue ser como você.

Bom passeio, Miller.

Meu Deus!

Pro chão!

- Ai! - Caramba!

Paris é muito estranha.

- Agora ele morreu. - Muito.

Ele já era.

- Como pensou nesse plano? - Não sei.

- Sei lá... - Sua gênia!

Só pensei. Só queria salvar você!

Você é de outro nível! Eu nunca pensaria nisso!

Não sei o que eu fiz, foi tão assustador...

- Quê? - Somos uma equipe agora.

Não. Tire-o daqui...

- Não toque nela, ela está brava. - Afaste-se.

Você foi ótimo, mas sai daqui. Nos dê espaço. Obrigado.

- Amor... - Está tudo bem. Eu te amo.

Essa foi... Foi uma linda noite em Paris, tirando isso.

É.

Boa. Ei!

- Nick! Audrey! - Vocês conseguiram de novo!

- Vik, desculpe pela grana. - Pois é.

Desculpe. Era muito dinheiro.

Paris vai agradecer a você, de coração.

Não se preocupe. Desde que nenhum dos meus morra.

Só o Sr. Lou.

É mesmo, é verdade.

- Lou quem? - Engraçadinho.

Essa não! O que aconteceu com você? Está sangrando?

Não estou, é henna.

Deve ter borrado com o caos de hoje.

Ainda bem! Já cansei. Não aguento outro acidente.

Chega de sangue. Achei que era sangue, juro.

Estou exausta. Vocês não?

Sim.

Por que está murmurando? Está murmurando daquele jeito.

Desculpa. É que não faz sentido.

Saira, me desculpe. O que...

Você disse que borrou a henna com o caos de hoje?

Foi.

Interessante.

Por quê?

Sim, por quê?

Eu não vi você na dança da chegada dele.

E aí você apareceu logo depois do elefante.

Sim, fui pegar uma bebida.

Querida, eu fui cabeleireira, conheço bem tinturas,

e depois que a henna seca, ela não borra.

Desculpe, não sei do que está falando.

Não foi sangue que vi na roupa do adestrador do elefante.

Era henna.

A sua henna, que não teve tempo de secar naquela noite.

Meu Deus! Foi a irmã!

Caramba!

Fala sério, isso é loucura! Já não falamos disso?

Eu amo meu irmão. Que motivo eu teria pra...

Talvez porque seus pais deram a empresa da família a ele,

mesmo você sendo inteligente

e ele sendo um aspirante a rapper que não sabe nada?

Sem ofensas.

Me ofendi um pouco.

Não foi por esse motivo que tentou matá-lo em Mumbai?

Você!

Bom, meus pais tinham razão em uma coisa.

Se precisa que algo seja bem-feito, faça você mesmo.

Saira!

Não!

Pobrezinho! Vai ficar sem braços!

- Não na minha cidade. - Essa é a minha garota!

- Obrigada, amor. - Eu só...

Ei, está tudo bem.

Você foi ótimo. É meu guarda-costas número um.

E não só porque o último morreu.

O bônus do Kwanzaa terá que ser incrível este ano.

Hora do braço biônico! Que tal?

- É? - Sim!

- Você está bem. - Meu Deus!

- Como está, meu jovem? - Como você está?

- Estou bem. - Laurent é muito especial, não é?

E vamos jantar quando você sair do hospital.

Paris lança seu feitiço mais uma vez.

Melhoras!

- Beleza. - Valeu.

Vamos contar a eles? Sim.

Pessoal, decidimos fazer um casamento íntimo.

- É sempre uma boa escolha. - Incrível!

Que bom!

É, sem família, mas devo minha vida a vocês.

Ficamos felizes por estarem bem.

E obrigada por nos darem essa aventura...

Sim.

...que nunca vamos esquecer.

- É. - Estamos quites. Falou!

Falou!

- Tchau. - Au revoir!

Desculpe pela sua irmã maluca!

Relaxa, ela era um pé no saco.

- Era mesmo. - É.

- Beleza. - Quero muito ir pra casa.

- Eu também. - Quero muito mesmo.

Temos que fazer uma coisa antes.

- Confie em mim. - O quê? Tudo bem.

- Veja o coronel. - Tá.

- Tudo bem? - Coronel!

Não vai perder este braço?

Feche. Pronto.

Agora estamos presos juntos pelo resto da vida.

Eu não me prenderia a mais ninguém.

Nem eu, meu bem. Você é...

- Os Cheetos! - Quê?

Nick e Audrey Cheetos!

- O cara do helicóptero? Mas... - Por que estão aqui?

Peguem!

Alô?

Claro que não estamos quites. Peguem o helicóptero.

Vão pra onde quiserem! Tenham a merecida lua de mel. E dinheiro!

- O quê? - Dinheiro? Uma bolsa de...

É sério? Meu Deus, olha só!

É, parece ser dinheiro suficiente. Obrigado.

Só dez milhões! Não gastem tudo de uma vez!

Mas se gastarem tudo, vendam a mala.

Ela vale três milhões.

- É couro de dinossauro! - Meu Deus!

Dinossauro? Não podemos aceitar!

Quer saber? Vamos aceitar, obrigado.

Agora, sigam arrombando! Câmbio, desligo!

- O que quer fazer primeiro? - Beijar você!

Não acredito nisso!

- Meu amor. - Meu bem.

A lua de mel que sempre merecemos.

Exatamente.

Finalmente!

Dá pra acreditar na nossa sorte?

Gostaram das bebidas?

- O que... - Está de brincadeira?

Me dê a bolsa.

O quê? A...

- A bolsa, me dá. - Quer esta aqui?

- Tudo bem. - Dê a bolsa a ele.

E o sotaque?

Ficou em Jersey.

Vamos ter uma conversa civilizada.

Até nunca mais, Cheetos!

- Meu Deus! Aonde ele... - Meu Deus! Minha...

Legendas: Lara Scheffer

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