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Original subtitles

- Anteriormente... - A amiga de Mary da Esc�cia,

Lady Lola, concordou em ser sua h�spede,

pela liberta��o da fam�lia dela.

Estou gr�vida. Voc� � o pai.

- Temos que casar. - Sou casado, Elizabeth.

- Divorcie-se. - J� falamos sobre isso.

Amy Dudley est� morta. Dizem que Dudley matou a mulher.

- N�o podem nos ver juntos. - Precisa me ajudar a fugir.

- E nosso filho? - Tem certeza? Nosso futuro...

Nada � mais certo do que eu sinto.

Casarei voc� com Duque Boinel,

um nobre rico que dar� � Fran�a o ouro que ela precisa,

- em troca da sua m�o. - Casei com a garota que amava.

- Ela morreu no parto. - Elizabeth est� com sua filha.

Ela est� usando-a para que voc� sabote minhas alian�as.

3� Temporada | Epis�dio 10 ~ Bruises That Lie ~

~ Lords ~ Nei | S7EVEN | Yang | SongMade

~ Lady ~ MileneF

~ Delfim ~ Nei

Bom dia, Vossa Majestade.

- Posso trocar seus len��is? - Como quiser.

Precisar� de algo para suas dores mensais, Majestade?

N�o.

Ficarei bem.

A tens�o na fronteira escocesa existe h� anos, Vossa Majestade.

Se sua inten��o � esperar at� que isso mude,

que seja favor�vel para libertar meu pai e meus irm�os,

pode ser que nunca sejam libertados,

e eu nunca poderei partir.

Ou � esse, de fato, seu plano?

O plano � que nos conhe�amos, minha querida Lady Lola.

Um tipo de diplomacia pessoal.

Para que diga a minha prima que n�o sou o monstro que ela pensa.

Eu adoraria dizer isso, Vossa Majestade,

e que voc� � uma mulher de palavra.

Mas voc� suspeita que eu n�o seja.

Tem sido tratada com honra desde sua chegada.

J� tenho muitos ingleses me julgando

sem adicionar uma estrangeira astuciosa a lista.

Ficar� no seu quarto at� que eu esteja apta a debater novamente.

Pode ir.

Rei Charles.

Estive te procurando. Tem de um momento?

Estou esperando o meu regente. Posso ajud�-la?

Seria muito oportuno

se eu pudesse continuar hospedando meus pretendentes.

Faria de tudo para garantir benef�cios para a Fran�a

em qualquer alian�a feita.

Cuidado com rainhas necessitadas pedindo favores.

N�o pe�o para mim. A Esc�cia � aliada da Fran�a.

Alian�as geram benef�cios para os dois pa�ses.

Se fala dos custos da guerra...

Custos alt�ssimos, de ouro e sangue, pagos pela Fran�a.

Exatamente o que o Rei Charles me chamou para discutir,

assuntos franceses.

Majestade, podemos?

Sim, sim.

Tem uma coisa que precisa ver.

� da Lola.

A guerra escocesa do seu irm�o nos deixou em s�rias d�vidas.

E se aumentarmos as taxas?

Isso nos faria muito impopulares,

j� que estamos come�ando no poder.

N�o, temos algumas op��es.

Especialmente j� que tem muitas irm�s

para casar com pretendentes que pagam t�o bem.

Sobre isso.

Minha irm� e minha m�e s�o contra o casamento.

Sei das promessas da sua m�e, Majestade, mas ou�a bem,

Claude ter� sorte em casar com Duque Boinel.

Bem...

- Mesmo com a idade dele. - Ele � um bom homem?

Nossas esposas eram amigas,

e elas eram muito francas uma com a outra.

Ela disse que ele a tratava com gentileza e respeito.

E quando ela morreu, junto com minha esposa,

em uma praga de ver�o,

ela o deixou um dos maiores arrendamentos da Fran�a.

Ele � t�o bom quando o ouro que tem,

e n�s precisamos muito dele.

Entendo sua raiva, Mary,

mas pode n�o ser uma boa hora para confrontar o embaixador.

Leu a carta. N�o deixarei Lola presa na Inglaterra.

E n�o acho que exista boa hora

para acusar a rainha inglesa de aprisionar minha amiga.

� isso que estou tentando te dizer.

- Juliet, o que foi? - Est�o discutindo.

- Um plano. - Para qu�? Me deixar aqui?

- Para ver sua filha. - Ficar quanto tempo na Fran�a?

Entendi porque n�o � boa hora, mas que escolha tenho?

N�o ficarei parada ao inv�s de defender meus amigos.

Mary, havia algo mais nas cartas que interceptamos de Gideon.

Conseguiu quebrar o c�digo?

Levou tempo, mas conseguimos reconstruir a cifra essa manh�.

O que achamos pode te chatear,

mas se usado corretamente, pode fazer o jogo virar.

- O que �? - Vossa Majestade.

Lorde Narcisse pede que junte-se a ele no grande corredor.

Claro. E agora ele quer me ver?

Pare de dizer que n�o tem escolha, Charles.

- Voc� � o rei. - Isso mesmo, eu sou o rei.

Somos realeza, n�o casamos por amor.

Milagrosamente Francis amou a esposa,

mas n�o significa que amaremos.

Ent�o � isso? Serei vendida como uma mula,

for�ada a viver longe daqui com um f�ssil que nem conhe�o?

Narcisse jura que ele � um bom homem.

Tanto quanto o ouro dele, que precisamos tanto.

S�o palavras de Narcisse. Eu mesma as ouvi.

Claude, sinto muito. Tomei minha decis�o.

-Mary, o que faz aqui? - Pergunto-me o mesmo.

Narcisse mandou chamar-me...

Queria que todos respondessem uma simples pergunta.

Onde est� o ouro pago por Claude pelo Duque Boinel?

O qu�? Foi roubado?

Est� acusando minha m�e?

Sabemos que ela se op�e ao casamento,

e ela amaria ver minha reg�ncia falhar.

E que melhor maneira que acabar com os fundos do reino

quando mais precisamos deles?

M�e, h� alguma verdade nisso?

Oponho-me ao casamento de Claude com o duque,

mas o resto � hist�ria de amadores.

Amador � a quem voc� pagou para cometer o crime.

Levou o ouro ap�s o Duque Boinel me pagar.

Significa que o acordo foi feito.

O casamento acontecer� como planejado.

E quando eu achar o ouro, que vou achar,

seu plano ter� falhado.

� t�o impens�vel que um crime n�o tenha minha m�o?

Escute, m�e, se houver alguma evid�ncia

de que roubou o ouro, voc� ser� severamente punida.

- O mesmo para voc�. - Eu?

Tem estado muito juntas ultimamente.

Ainda me julga por ter defendido Catherine

da falsa acusa��o de assassinato?

Estejam avisadas.

Veja meu filho.

O rei segue seu regente como um ac�lito seguindo seu mestre.

Estou perdendo ele, Mary,

para um homem ao qual n�o vale confiarmos nosso bem-estar.

Embaixador Gideon.

Parece estar descontando suas frustra��es.

Talvez eu devesse tentar,

estamos frustrados com a mesma rainha.

N�o sei o que quis dizer.

Primeiro Elizabeth mant�m sua filha prisioneira,

e depois fica mudando o pre�o da liberdade da garotinha.

Lembra que achamos as cartas da sua filha Agatha para voc�?

Achamos outras cartas tamb�m.

Claro que sim. Por isso sempre mudamos nossas cifras.

Meus cript�grafos decifraram as cartas.

Incluindo muitas de Elizabeth para voc�.

Ordenando a voc� que me seduzisse.

Seus cript�grafos est�o aspirando muita tinta.

Est�o imaginando coisas.

E cartas dela para seu ajudante, Jeffrey,

ordenando que vigie cada passo seu.

Posso te mostrar, se quiser provas,

mas n�o acho que queira.

Se Elizabeth precisou sequestrar sua filha

para garantir que voc� a obedeceria,

por que confiaria em voc� sem supervis�o?

Deixe para l�, Mary.

Est� com raiva porque agora sua miss�o est� fadada ao fracasso.

Por que eu deixaria voc� me seduzir se sei a verdade?

Elizabeth continuar� prendendo sua filha.

J� chega. Se terminou.

A n�o ser que eu decida deixar que me seduza.

Isso daria a n�s dois o que queremos.

Do que est� falando?

As cartas de Jeffrey dizem que logo ele retornar� � Inglaterra.

Deixe que ele diga a Elizabeth que estou solit�ria,

e que voc� me seduziu.

Conven�a-a de que voc� me controla,

e voc� ter� algo com o que barganhar,

para for��-la a deixar que veja Agatha.

Disse que isso daria o que quer�amos.

O que voc� ganha com isso?

Voc� n�o � o �nico que Elizabeth tem quebrado promessas.

Tenho algumas cartas a minha disposi��o.

Usarei essa para garantir que ela cumpra o que me prometeu.

Amanh�? J�? Por que t�o r�pido?

Sabem que n�o quero casar.

Por isso escolheram uma cerim�nia privada,

assim n�o envergonharei minha fam�lia.

Sinto muito. Isso n�o deveria acontecer.

Voc� deveria casar com algu�m que te conhece, que te ama.

Algu�m como eu.

Ouvir voc� dizer isso, agora...

Te trouxe mais sangue de porco.

N�o se preocupe, ningu�m me viu.

N�o sei mais quanto tempo manterei isso.

Minha barriga ainda n�o aparece, mas aparecer�.

Mandei cartas aos pretendentes do continente,

mas pode levar semanas para responderem,

e at� l�, pode ser tarde.

Precisarei admitir ao meu futuro marido

que carrego o filho de outro.

Continuo me perguntando se voc� n�o pode ser inocentado,

exonerado sob qualquer d�vida da morte de sua esposa.

N�o acontecer�, Elizabeth. Serei levado ao tribunal,

um tribunal cheio de nobres

que pensam o mesmo que o povo,

que nosso amor matou minha esposa.

Talvez eu seja enforcado, e talvez eu mere�a.

Eu desejei a morte da minha esposa.

E eu teria matado por voc�.

Por nosso filho.

Preciso ir. Os guardas me esperam.

Cuidado, Percy.

Olha s� voc�!

Agora v�o achar que est�vamos bebendo.

Muito bem.

A dona sempre serve bebidas como uma bartender?

- � bom te ver. - Martin.

N�o sabia que viria.

Vem c�, Greer. D�-me um beijo.

- Espere. Est� gr�vida. - Ningu�m sabe.

A crian�a � minha?

- Planejava me contar? - Como?

Em uma carta?

Para qual endere�o? "Meio do Mediterr�neo"?

Eu poderia te ajudar.

Martin, � muito gentil,

mas darei a crian�a para uma ador�vel fam�lia.

- Voc� n�o o quer? - Claro que quero.

Mas tamb�m quero...

- Quero o melhor para a crian�a? - E acha que isso � o melhor?

Melhor que crescer bastardo de um pirata e uma cortes�.

Acha que ser�amos t�o p�ssimos pais?

Como poderia ser um pai?

Voc� nem mora aqui. N�o mora em lugar nenhum.

Posso enviar ouro. E fazer visitas.

S�rio? Quantas vezes?

Duas vezes por ano. Talvez mais.

� uma oferta honesta.

Fa�a o que quiser, mas prometa-me uma coisa:

Escolha por sua vontade, n�o pela vontade dos outros.

Na riqueza e na pobreza,

na sa�de e na doen�a, at� que a morte nos separe.

Princesa Claude,

preciso que repita depois de mim.

- Perd�o. N�o ouvi. - Meu Deus do C�u.

Cardeal Lauren, o senhor poderia adiantar o processo?

- � uma uni�o sagrada entre... - Eu aceito.

Eu, Claude de Valois,

aceito Duque Boinel como meu leg�timo esposo.

Prossiga, Cardeal.

Declarou seu consentimento perante a Igreja.

Aqueles aos quais Deus uniu, nenhum homem os separe.

Devemos chegar em meu castelo antes do anoitecer.

� muito bonito nas horas crepusculares.

Acho que voc� ser� muito feliz l�.

Tenho certeza que � ador�vel.

Gentileza sua continuar me dando cerveja,

embora o �lcool n�o possa consertar isso.

Mas pode ajud�-lo a esquecer que agora ela � casada.

N�o � da Claude que preciso esquecer.

Preciso esquecer da ideia.

Uma ideia rid�cula e infantil

de eu poder amar algu�m e ser correspondido,

- e nada mais importar. - N�o esque�a desta ideia.

Filhos de pastor de cabras n�o casam com princesas.

Mas veja o qu�o longe chegou. Voc� saiu das cozinhas.

Voc� ascendeu na Guarda Real, e chegar� mais longe ainda.

Voc� costumava ser t�o realista. O que houve contigo?

Acho que passei a acreditar que...

Eu preciso acreditar

que quem somos � mais importante do que nosso status.

Eu optei pela sua antiga forma de pensar,

porque estava certa, Greer.

Voc� � o que nasceu para ser.

Nunca ser� mais do que aquilo que dizem.

Pode at� fingir o contr�rio,

mas o mundo n�o fingir� com voc�.

Temos que nos apressar. Juliet est� sinalizando.

Jeffrey est� em posi��o para assistir

ao nosso encontro secreto.

Ele j� leu suas cartas de amor para mim?

Sim, ele as leu. Mas isso s� vai funcionar

se ele nos vir juntos. Agora, depressa!

Onde est� o Jeffrey?

N�o fique olhando.

Ele n�o pode perceber que sabe que ele est� l�.

Agora sente-se. Estamos desfrutando de uma refei��o.

Voc� n�o deveria estar sorridente?

Deveria estar encantada com minha companhia.

Estou me saindo bem para uma rainha

que dominava dois reinos e agora mal aguenta um.

Uma rainha que se rebaixa a fingir

que est� saindo com o servo de algu�m

para convencer este algu�m que se apaixonou

por um espi�o e uma fraude.

Isso � para o Jeffrey, mas tamb�m para voc�,

ent�o, sente-se, Mary,

e relaxe.

Vai ficar tudo bem.

Vou rever minha filha, e Lola ser� solta.

Se n�o deste jeito, encontramos outro.

Eu quero acreditar em voc�.

Mas tantas coisas t�m dado errado.

Para mim, para meu pa�s...

N�o sei se confio mais em meu pr�prio destino.

N�o sei...

Tem que admitir, seu destino tem um senso de humor.

- Temos que entrar. - Sim.

Traga o vinho.

Temos que ir at� uma janela onde ele possa nos ver.

Vamos nos beijar logo, antes que o castelo entre em colapso

- sob o peso da minha desgra�a. - Vamos sentar aqui.

Sim, mas na posi��o certa...

S�o seus?

N�o, se fossem seus teria me impedido.

Sabe de quem...?

Acha que foi o bastante para convenc�-lo?

- N�o. - N�o.

- Talvez mais uma vez. - Mais.

Menos impulsivo... mais deliberado.

Eu vou instigar para mostrar que me apaixonei por voc�.

Excelente!

Certo. Elizabeth saber� disto, e saber� que foi um sucesso.

Voc� me seduziu, ganhou meu cora��o.

E... tudo bem, ent�o.

Como se eu n�o tivesse problemas demais, Catherine,

voc� me d� ouro roubado do duque.

Os pertences de minha esposa podem ser descarregados depois.

Ainda n�o tem nada a dizer ao seu marido?

Perd�o.

- Foi um longo dia para mim. - Para voc�?

Voc� me obrigou a ficar no altar enquanto se lamentava.

Foi terr�vel.

Sua fam�lia tinha raz�o em escond�-la.

- Voc� � uma vergonha. - Desculpe-me.

Eu n�o estava tentando deix�-lo desconfort�vel.

Voc� me humilhou.

De pensar que paguei t�o caro por isto.

Uma esposa que custou tanto deveria ser mais bem comportada.

Voc� se arrepender�.

Est� falando s�rio?

Como ousa?

Al�m de ser velho e ma�ante, agora bate na esposa tamb�m?

Tem ideia do quanto � sortudo por se casar comigo?

N�o � assim que se trata a realeza da Fran�a!

Eu sou uma princesa!

Coloque isso a�, Timothy.

Obrigada, Timothy. Est� dispensado.

Claramente, n�o est� surpresa em ver este ouro.

Tem ideia do que isso poderia ter me causado?

Catherine, voc� sabe

que estou em posi��o fraca politicamente,

j� indesej�vel na corte de Narcisse...

Eu sei e lamento.

N�o � s� meu conforto que est� em jogo aqui!

Enquanto estou na Corte Francesa,

sou vista como aliada da Fran�a.

Isso e o apoio do Papa s�o tudo o que me resta

para me defender de Elizabeth

e lutar contra os rebeldes que querem minha coroa!

Os rebeldes que estou lutando n�o s� roubaram minha coroa,

est�o come�ando a levar meus filhos.

Charles foi seduzido por Narcisse

e Claude se casou.

Ser� que Narcisse s� est� tentando fazer seu dever?

Voc� honestamente acha que, tendo o poder,

Narcisse e seus amigos ceder�o quando meu filho tiver a idade?

N�o se engane,

em um movimento Narcisse se torna rei,

e sua primeira miss�o

ser� cortar as cabe�as de cada �ltimo filho de Valois.

Para proteger as vidas de seus filhos,

- voc� arriscou a minha. - Eu tentei e falhei

em impedir o casamento de Claude.

Sabia que Narcisse suspeitaria primeiro de mim sobre o ouro.

Precisava escond�-lo em algum lugar;

visitando seus aposentos eu n�o levantaria suspeitas.

Bem, obrigada, pela verdade, finalmente.

Agora tem seu ouro,

e o que quer que esteja planejando para ele...

o que n�o quero saber...

espero que seus motivos sejam bons.

- Ellen. - Irm�.

T�o bom te ver.

Meu marido, Lorde Thomas Campbell.

� um prazer finalmente conhec�-lo.

Pensei que estivesse mais avan�ada.

Enchi demais a minha, os panos continuam caindo.

N�o, est� perfeita. Vamos nos sentar.

V�o morar em uma fazenda nas proximidades

que aluguei sob o nome de Thomas.

Se fizer algumas apari��es na corte francesa,

mostrar sua gravidez,

ningu�m suspeitar� que o filho � meu e n�o seu.

Mas onde voc� ficar� enquanto sua barriga cresce?

Aqui, onde posso esconder se for preciso.

Esta fazenda que alugou...

� condizente com o alto n�vel da minha fam�lia?

Pertencia a um conde rico. � bastante confort�vel.

Por que n�o vai experimentar a cerveja da Greer, Thomas?

Sinto muito pelo Thomas.

Depois que perdemos o dinheiro dos dotes

que seu marido havia nos prometido,

o papai quis nos casar com qualquer um com t�tulos.

Homens com t�tulos s�o arrogantes,

mesmo quando eles n�o t�m um centavo.

Thomas n�o entende

por que n�o podemos criar a crian�a na Esc�cia.

Quero que a crian�a cres�a perto de mim.

Ele ou ela acreditar� que voc� � a m�e...

N�o ser� doloroso para voc�?

N�o t�o doloroso quanto n�o ver a crian�a.

- O que �? Qual � o problema? - N�s sentimos...

Voc� est� prestes a mentir para seus amigos na corte

para esconder sua gravidez e sua maternidade.

Parece que estamos pagando pelos seus erros.

Meus erros? Eu perdi tudo.

E, sim, engravidei num momento de solid�o e leviandade,

por isso estou pagando.

Estou pagando suas despesas.

Estou dando a crian�a que n�o foram capazes de ter,

enquanto vivem em uma casa que seu marido n�o pode pagar.

E eu e o pai desta crian�a s� pedimos

que nossa crian�a seja criada como n�s dever�amos ter sido.

O mundo pode continuar ligando para quem � filho de quem,

mas nossa crian�a n�o ir�.

Eles v�o crescer sabendo

que h� coisas mais importantes na vida.

E se esta crian�a n�o aprender isso de voc�,

estarei l� para certificar que aprenda comigo.

Comprando brinquedos para sua filha?

Soube de algo da Inglaterra?

Bem, a Rainha est� feliz.

Parece que Jeffrey relatou nossa noite juntos.

Agora Elizabeth est� considerando

minha volta para casa.

Gideon, que not�cia maravilhosa. Poder� ver sua filha novamente.

E poder� ajudar minha amiga, Lady Lola.

"Considerando", diz Elizabeth. Ser� que posso voltar mesmo?

S�o as mesmas promessas vagas que ou�o h� anos.

Ent�o ela age como se estivesse mantendo sua promessa

apenas por admitir que ela fez uma.

Quantas mentiras e enganos ela quer que as pessoas aceitem?

No meu caso, n�o muitos mais. Estou no meu limite, Mary.

Se eu n�o ver minha filha logo, acho que vou perder a cabe�a.

Majestade.

Tem alguma not�cia?

Vindas da Su�cia?

- Da Austr�lia? - N�o � o que esperava.

De repente ningu�m quer casar comigo.

As pessoas est�o desconfiadas, ap�s tantas propostas recusadas.

Talvez se me falasse o porqu� de casar t�o de repente.

A rainha mudou de ideia.

Que tal isso?

Mas se eu for explicar aos seus poss�veis pretendentes...

Talvez eu tenha percebido que voc� sempre esteve certo.

E diga ao Dudley que n�o pode ir e vir sem ser visto

como ele pensa que pode.

Se eu pensasse que o veria novamente, eu diria.

Agora saia.

- O que faz aqui? - Espero que n�o se importe,

mas vasculhamos seus aposentos,

que s�o nossos, afinal.

Emprestado a voc� como convidada.

Encontrou o que procurava?

Voc� n�o conhece a m�o,

mas conhece o homem que a pertencia.

Timothy, servo do castelo que lhe atendia as vezes.

Timothy tentou usar uma moeda de ouro na vila.

Os comerciantes foram instru�dos a procur�-las,

as que tivessem marca��o do duque Boinel.

Ent�o esse servo roubou o ouro do duque?

"Esse servo" que voc� finge n�o conhecer

estava vindo para um interrogat�rio.

Foi quando cortou a m�o dele?

N�o, foi cortada pelos magistrados da aldeia

por roubo de propriedade da Coroa.

Mas nada comparado ao punimento que teria me contando a verdade.

No caminho para o interrogat�rio,

ele se libertou, e se matou jogando-se das muralhas,

porque ele sabia que se dissesse alguma palavra sob tortura,

Catherine n�o mataria s� ele, mas toda sua fam�lia.

Ele sabia disso.

E voc� tamb�m sabe.

Lorde Narcisse, afirma que a forma que ele morreu

prova que Catherine teve participa��o no crime.

E de alguma forma, tamb�m estou envolvida.

N�o jogue comigo, Mary, estou avisando.

N�o posso lhe ajudar pois n�o sei onde est� o ouro.

N�o tive participa��o no roubo.

Agora por favor, saia do meu aposento.

- N�o, acho que voc� quem sair�. - O qu�?

N�o confio em voc�, Mary, e nunca confiarei.

N�o deixarei voc� � espreita da desta Corte por mais tempo.

A partir de agora est� banida do castelo,

para sair at� o final da semana.

N�o. Meu pa�s se virou contra mim. N�o tenho onde ir.

Voc� n�o pode.

- Charles n�o permitir�. - Quando ouvir o que direi,

tenho certeza que ele ir�.

Soubemos que Claude fugiu do Bionel.

Meus homens a pegaram na estrada para Paris.

N�o gostar� do que ver�, Charles.

Nossa irm� n�o tem sido bem tratada.

Por que n�o veio a mim?

- Por que fugiu para Paris? - N�o sabia o que voc� diria.

N�o confiava se eu te ajudaria? Sinto muito, Claude.

- � minha culpa. - Culpei por for�ar o casamento.

Isso... Voc� n�o poderia saber.

� o Narcisse.

Tudo � o Narcisse.

Ou ele n�o sabia quem o duque realmente era,

ou sabia e mentiu.

M�e me avisou que Narcisse colocaria seus interesses

� frente dessa fam�lia.

Ela estava certa.

Por favor n�o me fa�a voltar para aquele homem.

- Voc� consumou o casamento? - Bom Deus, n�o!

Consertarei isso.

Prometo.

Rei Charles anulou o casamento de sua irm�

por insist�ncia da rainha-m�e.

O ato de desafio de Catherine n�o pode ser tolerado.

Disseram-me que uma reuni�o foi convocada,

mas ningu�m me informou ou convidou. Por qu�?

Discut�amos sobre sua fam�lia, Majestade.

Achei melhor formularmos recomenda��es

- antes de te envolvermos. - Bom.

Tamb�m quero falar da minha fam�lia, e o que fez com ela.

Majestade, com todo respeito...

Por que n�o o respeita deixando que termine o que tem a dizer?

Posso n�o ter idade para governar,

mas tenho idade para saber quem posso confiar.

Lorde Narcisse p�s minha irm� em risco, e n�o posso perdoar.

Majestade, por favor, n�o pode julgar Lorde Narcisse

por uma uni�o que falhou.

- Maus casamentos acontecem. - N�o com minha irm�.

N�o enquanto eu for Rei.

Conhe�o Narcisse tempo o bastante

para ver que n�o posso confiar para guardar minha fam�lia.

Por isso estou aqui hoje,

para colocar no lugar dele uma regente que ir�.

Porque ela faz parte da minha fam�lia.

Minha m�e, Catherine de Medici.

Majestade, n�o cabe a voc� decidir quem � o regente.

N�o, cabe a voc�.

� por isso que eu o lembro que enquanto est� no poder hoje,

em alguns anos eu terei plenos poderes.

E lembrarei de hoje.

De quem foi meu amigo.

E quem n�o.

Meu filho me pegou de surpresa com isso.

E vejo que h� um grande carinho pelo Lorde Narcisse.

Saiba que eu honrarei isso.

Permitirei-o que fique no Conselho.

Ainda n�o gosto disso. � um golpe disfar�ado.

Charles.

Quer dizer, um golpe vindo do rei?

Devemos votar ou ainda discutiremos?

Pessoalmente, quero votar.

Nenhum pa�s j� ofereceu tanto,

mas v�rios nobres franceses talvez a aceitem.

Eles precisam ter Cortes grandes

para que eu possa entreter pretendentes

com uma cerim�nia apropriada.

Tenho que fazer uma alian�a poderosa.

Mary. N�o acreditar� nisso.

- O Charles fez. - Eu as deixarei a s�s.

Catherine, o que est� havendo?

- Eu sou regente. - Como?

Charles ficou furioso com o que aconteceu ao Claude.

Ele perdeu toda a f� no Narcisse.

Ele que tomou a decis�o. Eu s� fiquei l�.

Deixei a coroa cair em minha cabe�a.

- � �timo, Catherine. - � muito melhor que isso.

Todos n�s estamos salvas de novo.

Meus filhos, o governo da minha fam�lia,

e voc�, minha amiga.

Sempre esteve ao meu lado e eu estarei por voc�.

- Acho que � um pouco tarde. - N�o seja rid�cula.

Desempacote essas tralhas.

Acha que deixarei Narcisse banir voc�?

Tem algo para beber aqui? Onde est�?

Precisamos celebrar.

Agora que estamos seguras,

pode me dizer o que aconteceu com todo aquele ouro?

Voc� estava certa da primeira vez.

� melhor que n�o saiba.

Devo come�ar me desculpando pela minha...

aspereza quando nos conhecemos.

S�o tempos dif�ceis.

Mas se esse tipo de diplomacia pode trazer um entendimento

entre nossos pa�ses, n�o vale a pena tentar?

Gostaria que isso desse certo tanto quanto voc�, Majestade.

Possivelmente ainda mais.

Por causa da captura da sua fam�lia, � claro.

A realeza v� a fam�lia t�o diferentemente, n�o acha?

Meu pai cortou a cabe�a da minha m�e.

Minha irm� me prendeu como uma amea�a a seu governo.

E voc� tem um filho bastardo do rei.

Se quer contestar o meu car�ter, n�o mencione o meu filho.

Ele � a alegria da minha vida.

Mesmo com toda a perturba��o que causou?

Nunca se arrependeu de engravidar?

N�o depois que ele nasceu.

Est� bem?

Posso pedir ajuda.

N�o. Estou bem.

Espere.

Estamos no lugar errado. Mil desculpas.

N�o, est� no lugar certo.

Sei que n�o gosta de pontas soltas, Majestade.

N�o seja tolo. Vim pag�-lo, como prometido.

Por que precisa desses arqueiros atr�s das �rvores?

Para a minha seguran�a.

Uma regente pode sofrer amea�as

de soldados a assassinos assim como pontas soltas.

N�o os deixe disparar.

N�o queremos um banho de sangue.

Tudo o que quero � meu ouro.

Seu ouro, na verdade.

Voc� mereceu. Fez sua parte bem.

Embora n�o devesse bater na minha filha t�o forte.

Nunca bati em uma mulher antes.

Mas precisava ser feito para enfurecer seu filho

e vir�-lo contra Narcisse.

Suponho que n�o preciso censur�-lo.

Claude fez o suficiente por conta pr�pria.

N�o esque�a o resto do nosso acordo.

Quero aqueles vinhedos como parte do meu ducado.

- E as ter�. - Catherine, juro por minha vida

que ficarei longe e em sil�ncio.

N�o ter� motivos para mandar seus assassinos.

Muito bem. Pela sua vida.

O que est� fazendo aqui?

N�o podemos ser vistos juntos.

Precisei vir,

assim que soube que foi envenenada.

- Est� bem? - N�o sei.

Foi horr�vel.

A dor.

Quando notei que estava abortando,

precisei ir a um lugar e ficar s� at� ele sair.

Onde ningu�m fosse me achar ou ver o sangue.

E depois de tudo ainda tive que limpar.

Sinto muito.

Algu�m fez isso comigo.

De �dio.

Algu�m encorajado,

sabendo que o pa�s inteiro sentia-se assim.

Mas William disse-me

que a corte terminou em um impasse.

E que voc� est� livre.

N�o havia duvida

que n�o colocariam-me a julgamento.

N�o � o mesmo que ser inocente.

- Que tipo de d�vida? - D�vidas sobre Amy.

O seu comportamento estranho. Outros viram.

N�o havia testemunhas.

Ent�o, voc� est� livre.

Mas n�o estou livre para ficar com voc�.

Eles ainda nos odeiam, Elizabeth.

N�o s� os nobres, mas as pessoas, suas pessoas.

Culpam-me por manchar sua reputa��o.

Ligando voc� a morte de Amy.

Voc� precisa passar por isso.

Precisa faz�-los esquecer.

E n�o pode fazer isso comigo ao seu lado.

Amy est� morta.

Nosso beb� se foi.

E para qu�? N�s estamos perdidos.

E � algo que vou lamentar pelo resto de minha vida.

Como eu.

Sempre vou amar voc�, Elizabeth.

Sempre.

Claude.

- Meu Deus, voc� est� horr�vel. - Onde esteve?

Desculpe, devia estar aqui. Devia ter protegido voc�.

Leith, seu idiota. Voc� protegeu-me.

Acha que estou horr�vel, deveria ver Boinel.

Dei o melhor que pude.

Tr�s golpes r�pidos no est�mago,

um na garganta. Como voc� mostrou-me.

- Ele caiu? - Como um tio b�bado.

Ent�o... Eu estou livre.

solteira, e em casa novamente.

At� quando?

Charles jurou

que nunca for�aria-me a casar-me depois disso.

Podemos ficar assim o tempo que quisermos.

N�o. H� apenas uma forma

de proteger voc� de casar-se com quem n�o quer.

Case-se comigo.

Mas, Leith, como?

Subirei um posto at� ser candidato

para casar com uma princesa.

N�o sei como farei, mas farei.

Acredito em voc�, meu amor. Acredito que far�.

- Isso est� bem? - Sim.

Sim, melhor ainda.

Seu m�dico diz que voc� pode viajar em breve.

Ter� o descanso que precisa na sua casa de campo.

Descansarei melhor quando souber quem tentou me matar.

A investiga��o est� ocorrendo bem.

No topo da lista est� Mary e sua dama Lola.

- Considerando o tempo. - Eu considerei.

Por que Mary arriscaria a vida da amiga dela assim?

Especialmente quando o experimento

com a diplomacia est� s� come�ando.

Mary precisa de paz mais do que eu.

Ent�o, quem voc� quer que eu me concentre?

Os ingleses fizeram isso comigo.

Para punir-me pela ousadia de amar que eu quero.

Talvez estejam certos.

Talvez eu esqueci o que significa ser uma rainha.

Mas se n�o posso estar com quem eu amo,

talvez possa dar esse presente para outro.

Achei que encontraria-te aqui.

- Agradecendo a estrela? - Agradecendo pelo qu�?

N�o ouviu? Recebi as noticias da carta da Lola.

Elizabeth vai manter a palavra.

Sua filha vir� para c�. Agatha est� vindo para Fran�a.

Gideon, n�o, n�o podemos.

- Desculpe. Eu s�... - Podemos ser amigos,

mas nossos pa�ses ainda s�o inimigos.

Uma coisa � fingir, mas deixar isso ser real...

Mary.

N�o.

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