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Anteriormente...
"Um rato j� foi, faltam dois."
Pare com as amea�as. O rato morto na minha banheira.
N�o foi ordem minha.
Sei que tamb�m sente fome. Voc� quer mais?
Pegue.
Todos a favor da Rainha-M�e ser regente.
Nessa urna est� a prova que nosso Rei foi morto.
O f�gado do Rei. O escurecimento prova envenenamento.
Acha que matei meu filho para tomar o poder?
A Fran�a precisa de um l�der.
- Eu me ofere�o. - Todos a favor.
Espero governar bem meu pa�s.
Se n�o casar com Charles, o que far�?
Soube sobre a Espanha.
O Pr�ncipe Don Carlos ser� rei e j� busca uma esposa.
Alguns chamam de cavalo do sexo. � para mim.
Mary! Eu confiei em voc�!
O que faremos agora?
Ainda vejo a estaca na nuca dele e o sangue em toda parte.
- N�o dev�amos ter fugido. - Ande.
Ainda podemos voltar. Dizer o que houve. E se ele morrer?
Reze para que isso aconte�a.
O pai dele � o monarca mais poderoso do mundo.
O pr�ncipe facilmente convenceria o Rei
que aquela m�quina � algo que voc� e Francis usavam.
Que voc� a mostrou ao pr�ncipe
e que me convidou para participar.
Nada nos salvaria da f�ria da Espanha.
At� sabermos como est� Don Carlos,
precisamos inventar uma hist�ria sobre onde est�vamos esta noite.
Certo, est�vamos aqui.
Jogamos xadrez, eu ganhei. Seus servos refutariam isso?
Algu�m sabe que estaria com Don Carlos esta noite?
N�o. Ele gosta de manter segredo sobre suas pr�ticas sexuais.
Sua bainha est� suja de sangue.
Tire isso tamb�m.
Agora pense.
Deixou algum pertence por l�?
N�o.
A venda que usei em Don Carlos era minha cinta.
Mas n�o pus no meu vestido at� meus ajudantes sa�rem.
Ningu�m poder� lig�-la a mim.
O que est� fazendo?
Tentando evitar outros problemas que eu possa ter.
Fui acusada de envenenar meu filho.
Um estoque de toxinas e minhas habilidades n�o ajudar�o.
Seu filho morreu como her�i, n�o v�tima.
Como posso ajud�-la?
Jogue esses ao fogo.
N�o inale a fuma�a.
N�o posso ter outro monarca morto.
Abra!
Em nome do regente!
Sim?
- Posso entrar? - Tenho escolha?
- Voc� � o regente. - Por isso estou aqui.
� meu dever em tal posi��o.
Posi��o que roubou de mim
quando n�o me defendeu contra as acusa��es de regic�dio.
O Cardeal Morel nivelou as alega��es.
Tenho a infeliz tarefa de liderar um inqu�rito
que determinar� se voc� deve ir a julgamento.
Ent�o basta procurar meu filho, Rei Charles.
Ele testemunhar� que eu jamais machucaria Francis.
O Conselho enviou Charles para um local seguro.
Sem Charles, ela est� praticamente condenada.
N�o � meu dever ou do rei julg�-la.
Essa tarefa pertence...
Ao Parlamento de Paris, a alta Corte da Fran�a.
- Eu n�o mataria meu filho. - Eu n�o disse que matou.
Infelizmente, outros pensam diferente.
Quando Francis adoeceu, voc� foi trancada numa masmorra.
Estava desamparada, sem poder
A �nica forma de recuperar esse poder
era se o rei morresse.
Como envenenaria meu filho estando presa?
N�o tinha meios para tal.
O que disse?
Santo Deus, n�o. Stephan.
Sei que as coisas tem estado ruins entre n�s,
mas j� fomos amigos.
Amantes.
Seu encarceramento sugeriria uma falta de meios...
N�o fosse pelo rato e pela amea�a escrita
que mandou p�r no banho da minha mulher, estando presa.
N�o fui eu. Sabe disso.
- Quer afast�-la para sempre. - Quero proteger a Fran�a.
Quer proteger seu papel como regente da Fran�a.
Por favor, te imploro, n�o fa�a isso.
Desculpe, mas n�o posso ignorar o que aconteceu com Lady Lola.
Ela deve ser chamada ao inqu�rito.
Se ela testemunhar que orquestrei aquilo estando presa,
isso mostrar� que eu era capaz de envenenar Francis
da mesma forma, quando na verdade,
voc� plantou aquele rato,
e ent�o me culpou
para assustar aquela boba, e ela correr para seus bra�os.
Guardas.
� ali que ela guarda os venenos.
Para a integridade dessa investiga��o,
por favor, saiam.
N�o sou respons�vel pela amea�a a Lola.
Eu sei. Reconhe�o o brilho nos olhos de Narcisse quando mente.
Por�m ele parecia em conflito com as acusa��es contra voc�.
Ele pode at� n�o ter armado para me culpar por Francis,
mas ele gostaria de me ver morta pela hist�ria do rato.
Mas se n�o foi ele que conspirou,
o que fa�o com isso?
Eu peguei do botic�rio antes de Narcisse chegar.
� �leo de vitr�olo.
� uma toxina. Escurece o f�gado da v�tima e n�o � minha.
N�o �.
O f�gado de Francis estava escurecido.
Acha que Narcisse o colocou l�?
N�o sei.
Seria dif�cil.
H� guardas no seu quarto o tempo todo.
E ele n�o esteve em seus aposentos.
Ele esteve.
Reacendemos nosso caso.
Uma liga��o que claramente chegou ao fim.
O que espera que eu fa�a com essa informa��o?
Lola � como uma irm� para mim.
Entendo se n�o for mais minha aliada.
Deixe-me.
Logo o castelo saber� sobre o acidente com Don Carlos.
Sua delega��o de nobres culpar� algu�m, e n�o pode ser a n�s.
Voc� deve controlar essa situa��o.
Qualquer seja a culpa de Narcisse, os motivos s�o claros:
ele quer te manter fora da reg�ncia.
Isso n�o � o que Francis queria, ou o que a Fran�a precisa.
Falarei com a Lola,
ver se a conven�o de que o rato n�o foi por ordem sua.
N�o ser� f�cil. Ela est� dominada por Narcisse.
Ao menos que mencione a infidelidade dele.
Eu estaria infligindo uma dor desnecess�ria.
Farei do meu jeito.
Lords & Lady: Nei | MileneF | SongMade
3� Temporada | Epis�dio 08 ~ Our Undoing ~
Est� me pedindo que eu aceite que Stephan � respons�vel
pela amea�a de Catherine, s� porque ela disse isso?
Se testemunhar que Catherine p�s aquele rato no seu banho
enquanto estava nas masmorras,
provar� que ela tinha meios de envenenar o filho.
- Quem disse que n�o? - Sabe que ela n�o o machucaria.
N�o te culpo por assumir o lado dela.
Desde que perdeu Francis, ela tem te apoiado.
Mas Catherine n�o apoia meu marido.
Ele a machucou e agora ela ferve ao saber que ele n�o a tocar�.
Lola, pense nisso.
Quem ganharia mais assustando voc�?
Catherine. Ela me queria longe de Stephan, e eu me afastei.
At� que casou com ele.
N�o � coincid�ncia que depois do rato, voc� correu para ele?
J� chega!
Sei que n�o casei um homem perfeito,
mas se ele fez isso, nosso casamento seria uma piada.
E n�o acredito nisso vindo do meu marido.
Vossa Majestade, se me permite apresentar-me.
Lorde Cunningham. Sei quem voc� �. Perd�o.
Sempre recebo os conselheiros que chegam da Esc�cia,
mas estive muito ocupada esta noite.
Tenho not�cias de casa.
Como sabe, a ferrugem destruiu a cevada da regi�o sudeste.
Meu irm�o James realocou as reservas, como sugeri?
Sim, mas soldados ingleses saquearam as reservas
e as levaram para al�m da fronteira.
Onde Elizabeth posicionou as tropas dela
Os escoceses est�o entrando em p�nico.
Alguns passaram a fronteira,
e invadiram o acampamento para reaver a cevada.
N�o conseguiram, e oito dos nossos foram capturados.
Resolverei a situa��o da comida, e dos ref�ns,
mas agora preciso saber como est� Don Carlos.
Soube que ele foi ferido e rezo para que ele sobreviva.
Em frente a agress�o inglesa,
a Esc�cia precisa da for�a de uma alian�a com a Espanha.
A Espanha n�o � mais uma op��o.
Como ele est�?
A estaca foi removida do cr�nio dele, Majestade,
e a compressa de ervas parou a hemorragia,
mas n�o tenho esperan�as.
Rainha Mary.
Sou Federico de Toledo, Duque de Alba,
l�der da delega��o matrimonial de Don Carlos.
Podemos falar em particular?
Quando o pr�ncipe falecer,
o Rei Phillip buscar� saber detalhes envolvendo sua morte.
- Esteve com ele esta noite? - Brevemente.
Mas na hora do acidente, e quando o acharam,
eu estava com a Rainha-M�e.
Estou impedido de entrar em detalhes com uma mulher,
no entanto, achamos um artif�cio incomum no quarto de Don Carlos.
- Que s� pode ser usado para... - Estou ciente.
A Corte francesa � infame para tal devassid�o.
Fornicar parece ser a ordem do dia.
- Onde quer chegar? - O filho do Rei Philip,
defensor da f�, n�o cairia em tal deprava��o
a n�o ser que algu�m no castelo o corrompesse.
Soube que uma antiga dama agora oferece servi�os de cortes�.
Poderia gentilmente traz�-la para interrogat�rio?
O c�rebro dele est� inchado. Preciso aliviar a press�o.
Deve permanecer ao lado do seu pr�ncipe.
Farei os inqu�ritos e lhe informarei.
Deixar o castelo com minhas meninas em uma hora?
Seria mais f�cil fazer gansos dan�arem galliard.
E eu falei com as meninas.
Nenhuma esteve com Don Carlos.
Isso n�o importa. O duque de Alba � t�o intimidador,
que creio que ele tiraria uma confiss�o at� de um inocente.
E n�o terei uma inocente punida por isso.
Partiremos imediatamente.
Greer?
O que h� de diferente em voc�?
- Nada. - N�o.
Algo mudou.
Estou com um vestido novo.
Deve ser isso.
Mary, sei que a descoberta sobre Don Carlos � dolorosa,
mas � melhor ter sabido agora do que presa em um casamento.
- N�o o julgo por isso. - Eu tamb�m n�o.
Mas um servo disse ter ouvido duas mulheres com ele.
Duas mulheres?
E pensar que ele fez isso enquanto cortejava voc�.
- Identificaram as vozes? - N�o.
Mas � quest�o de tempo. Segredos n�o mant�m-se segredos.
E a Espanha � a Espanha.
Se colonizaram metade do globo,
certamente descobrir�o quem destruiu o herdeiro deles.
Vim desejar boa noite.
Volte a sua posi��o.
Esse n�o � seu guarda.
Minha m�e � acusada e agora tenho guardas noturnos,
diurnos, para todas as horas.
Acabei de ser convocada para o inqu�rito.
Acha que me perguntar�o se voc� envenena outros filhos?
Eu n�o estava bem quando aquilo aconteceu.
- Eu estava envenenada. - Isso pouco me conforta.
Claude, deve saber que eu n�o faria nada contra Francis...
Claro que n�o. Voc� n�o o machucaria.
Ele era seu favorito, mas eu...
Claude...
Desde que voc� nasceu, nossa rela��o � complicada.
Vivemos num mundo que desvaloriza as mulheres.
Posso ser culpada por favorecer meu filhos, n�o minhas filhas...
Pode ser?
N�o sou nada para voc� al�m de inc�modo,
um problema a ser resolvido,
uma coisa a ser dada em casamento.
Voc� � trabalhosa, mas eu te amo, eu juro.
E quando estiver casada e deixar essa casa,
vai partir meu cora��o.
Implorarei por not�cias suas, por uma carta, visita...
Como estou implorando por seu perd�o agora.
Est� bem.
- N�o contarei que me envenenou. - Obrigada.
Se voc� convencer Charles a me deixar escolher meu marido.
Desde quando quer se casar?
S� estou dizendo, se eu for me casar
quero escolher o homem.
Voc� falar� com o Rei?
Falarei. Tem algu�m em mente?
Boa noite, m�e.
As convuls�es do pr�ncipe continuam...
- Em breve ele morrer�. - Sinto muito.
Soube algo mais sobre a madame do Castelo?
Sim.
Don Carlos trouxe o dispositivo sexual para a corte.
Havia um caixote perfeito
para alojar seu aparato, em sua bagagem.
� feito da madeira do abeto pinsapo
uma �rvore nativa da sua p�tria.
Voc� sabe dos gostos de Don Carlos...
Embora o pr�ncipe n�o saiba,
meus colegas e eu passamos anos escondendo
a verdade sobre os passatempos dele na cama.
Temos escondido isso do Rei Philip
por medo dele renegar o filho,
nosso �nico herdeiro ao trono.
Temos que proteger a linha de sucess�o espanhola.
E a voc�s. O rei lhe queimaria por heresia,
por permitir os impulsos do seu filho.
O que far� com essa informa��o?
Nada.
Estou a procura de um marido e quero me longe de esc�ndalos.
Voc� � muito gentil.
O que falar� ao Rei Philip
quanto as circunst�ncias do tr�gico destino do seu filho?
Enquanto passe�vamos
o pr�ncipe viu um ramo de flores silvestres
e quis pegar umas para voc�.
Ele escalou uma parede, escorregou e rachou o cr�nio.
Tudo pelo amor de sua leal Rainha Mary.
Que assim seja.
- Bom dia damas. - Ol�, meninos.
Por que n�o vem aqui?
N�s temos uma aposta.
Ela disse que voc� fica acordado...
� acusada de assassinato. N�o pode sair.
Eu n�o estava fazendo isso.
Os membros do seu esquadr�o.
- Voc� as usa como divers�o. - Me solta!
Mary veio a mim, pedindo ajuda.
Estou do seu lado, Catherine. Agora, finja estar detida.
Algu�m est� tramando sua ru�na. Devemos par�-lo.
Como posso ajudar?
Tenho uma teoria, mas requer uma sa�da do castelo,
- algo que n�o posso fazer. - Para onde? Vou no seu lugar.
Estrada da catedral de Saint-Denis,
onde Francis foi enterrado.
Encontre o embalsamador que removeu os �rg�os do rei.
Pergunte se o f�gado j� estava preto quando removeu. Se n�o...
Significa que o f�gado foi alterado ap�s a morte,
e prova que ele n�o foi envenenado e voc� � inocente.
Est� me oferecendo bondade e considera��o
que raramente lhe mostrei. Por qu�?
Algu�m entrou em minha vida,
ela me ensinou a confiar nos meus sentimentos.
Sinto amor pelo meu irm�o morto
e raiva por pensarem que voc� o machucaria.
Esses sentimentos me levam a estar aqui com voc�.
Obrigada, Sebastian.
Rainha, pediu que a vissse
caso o estado de Don Carlos mudasse.
Don Carlos vai sobreviver. Ele ainda est� inconsciente,
mas o m�dico disse que o pior j� passou.
� um milagre. E a nossa queda.
Quando ele acordar e descobrir que suas pr�ticas
n�o s�o mais segredos,
ele far� de tudo para que o pai n�o o ache devasso e o repudie.
Ele contar� outra hist�ria.
Uma em que tudo ser� nossa culpa.
E o duque Alba vai querer salvar sua pele tamb�m.
Ele falar� tudo o que o pr�ncipe o mandar falar.
Mas h� uma solu��o. N�s matamos Don Carlos.
Catherine, n�o.
Ele foi gentil e honesto comigo e n�o merece morrer.
Estarei l� quando ele acordar e direi que fiquei nervosa
quanto ao nosso envolvimento e levei voc� como suporte moral.
Vou esclarecer para ele que nunca quis faz�-lo
sentir-se tra�do ou humilhado.
- Isso n�o � uma estrat�gia. - N�o, essa � a verdade.
E a �nica maneira de talvez ganharmos seu perd�o.
O bilhete que voc� encontrou com a criatura morta,
escrito "Um rato j� foi, faltam dois".
Como voc� enxergou isso?
Como evid�ncia de que mesmo de dentro da sua cela,
o alcance de Catherine de Medici era longo.
Obrigado. Isso � tudo por hoje.
Viver tal trauma deve ser dif�cil.
Admiro-te, Lady Lola.
Obrigada, Cardeal Morel.
Cedric, certifique-se que o j�ri receba uma c�pia da entrevista.
Voc� est� bem?
Pensei que me sentiria bem ao falar a verdade.
Mas enquanto contava a hist�ria,
de repente me dei conta
n�o tenho prova concreta contra a Catherine.
Um sinal de seu g�nio.
Lola, quais s�o suas d�vidas?
Mary mencionou algo ontem que n�o consigo tirar da cabe�a.
Ela disse que foi voc�,
n�o Catherine, quem p�s o rato na banheira
para me assustar e me casar com voc�.
E qual foi a sua resposta?
Que eu estava do seu lado.
Ent�o por que n�o parece convencida?
� verdade, eu fiz muitas coisas escrupulosas
na busca do que eu quero mas deixe-me ser claro:
eu n�o lhe aterrorizei para que virasse minha noiva.
Casamos porque nos amamos.
� da minha m�e.
N�o nos falamos desde que fui deserdada
por ter John como bastardo.
Deve ser urgente.
E �.
Escoceses invadiram um acampamento ingl�s
para retomar os gr�os, e foram capturados.
Stephan, meu pai e meus irm�os est�o ref�ns.
Minha m�e teme que Elizabeth os tome como exemplo.
Ela quer que eu apele com Mary em favor deles.
Sua fam�lia retornar� a salvo.
Isso eu juro,
como seu marido,
e como governante da Fran�a.
O que est� fazendo?
Se seu plano n�o funcionar, fa�o ele engolir esse pano.
Catherine, solte esse pano.
Ele est� acordando.
Don Carlos?
O que aconteceu?
Voc� sofreu um acidente.
Lembra-se de como chegou aqui
ou de como se machucou?
Eu lembro...
Mary.
O que tem ela, Don Carlos?
Mary...
Linda.
Linda, Mary.
Se ele est� te elogiando,
n�o pode lembrar o que aconteceu ontem a noite.
Don Carlos?
Lembra-se de Mary indo ao seu quarto ontem a noite?
O que voc� pediu para ela fazer?
Voc� � t�o...
linda,
Mary.
Ele tornou-se um idiota.
N�o acompanha a conversa.
A queda e o dano ao c�rebro foi demais.
Ele est� inv�lido.
Vamos rezar para que seja permanente.
Os escoceses furaram a fronteira e atacaram os soldados.
Para recuperar a cevada roubada deles.
Estavam famintos, tinham direito. Quero eles soltos.
A Rainha Elizabeth os soltar� sob uma condi��o.
Lady Lola deve visitar a Corte inglesa.
Lola? O que Elizabeth quer com uma das minhas damas?
Esperava que n�o soub�ssemos que a fam�lia dela est� ref�m?
N�o enviarei minha esposa � Inglaterra
em uma troca por ref�ns.
Seria uma oferta de paz.
Por Lady Lola, a Rainha da Esc�cia
conheceria a prima inglesa melhor.
Recusamos sua oferta, embaixador.
� a �nica que Elizabeth disp�e-se a fazer.
Tem uma semana para mandar Lola � Inglaterra,
se n�o, os prisioneiros ser�o enforcados.
Ao localizarmos os prisioneiros, enviaremos uma unidade.
R�pida e agressiva.
A Elite Gendarmerie seria ideal,
mas est�o controlando uma revolta nas montanhas.
Isso deixa a Guarda escocesa como �nica op��o.
N�o deixe Elizabeth nos fisgar numa a��o beligerante
que pode destruir a t�nue paz na Esc�cia.
Vamos achar uma medida diplom�tica.
Eu sou o regente. Lidarei com isso como achar melhor.
Essa situa��o envolve meus escoceses.
Envolve a fam�lia da minha esposa.
E n�o mais permitirei que interfira
- nos meus assuntos pessoais. - "Assuntos pessoais"?
Disse a minha esposa que eu pus o rato morto no banho.
Essa horrenda mentira causou a ela muita dor.
N�o foi minha inten��o.
Eu amo a Lola, por isso n�o falei outra coisa.
- Reatou seu caso com Catherine. - Isso � rid�culo.
Isso explica sua imprud�ncia para com a fam�lia dela.
Est� tentando amenizar sua culpa.
Sua acusa��es adv�m de mentiras de Catherine de Medici,
uma mulher rejeitada, desesperada e venenosa,
que quer que eu seja t�o infeliz quanto ela.
Agora, como a Guarda escocesa est� a servi�o da Fran�a,
os enviarei para resgatar os ref�ns.
Esses escoceses podem servir a Fran�a,
mas eles obedecem a mim, a rainha deles.
E eu os ordenarem a manterem-se quietos,
at� que n�o haja mais meios diplom�ticos.
J� fazem dias.
Ele melhorou?
Ele se segura em palavras comuns,
a linguagem parece estar voltando.
No entanto, ele perdeu muito do lado direito.
Disseram-me para n�o esperar muito pela recupera��o.
Ele n�o lembra nada do acidente.
A �nica coisa que ele lembra da Corte francesa
� o carinho dele por m�sica, e por voc�.
"Linda Rainha Mary" � tudo que ele diz.
O m�dico disse que ar puro pode ser terap�utico.
Posso levar Don Carlos ao jardim?
N�o.
Ele n�o deve ser visto
at� o Rei Phillip decidir o que fazer com o filho.
Esconde seu pr�ncipe por vergonha?
A Espanha � o pa�s mais poderoso do mundo.
Nossa realeza deve se apresentar com for�a e vigor.
Tome aqui. Est� tudo bem.
Quero ir com a Mary.
N�o pode reconsiderar, duque?
Tenho ordens.
Por que fui convocada novamente?
- Respondi suas perguntas. - Sim, princesa.
Mas depois da �ltima sess�o,
notamos que suas respostas pareciam incertas.
Ent�o, para entendermos o desconforto com o testemunho,
falei com suas damas de companhia,
e uma delas me disse que voc� tem um di�rio. � esse?
- Entrou no meu quarto! - Por favor, responda.
- Sim, e meu di�rio. - �timo.
Antes de eu continuar, quero te dar a chance
de revogar seu testemunho anterior
que Catherine de Medici, em nenhuma circunst�ncia,
envenenaria um de seus filhos.
Se quer saber, novamente, se ela envenenou Francis,
n�o foi ela.
Para ser mais pr�tico, lerei o di�rio em voz alta.
"Confrontei minha m�e sobre a sopa envenenada.
Perguntei por que ela achava que eu merecia morrer."
Isso � pessoal! Voc� n�o tem o direito!
"Segurei o veneno que ela usou entre meus l�bios,
para que ela visse a terr�vel dor
que ela causou em minha vida."
- Pare! - Claude, isso � verdade?
E lembre que mentir em frente ao inqu�rito
a levar� � Alta Corte.
Ent�o, repetirei a pergunta.
� verdade? Sua m�e tentou te matar?
O que voc� fez com ela?
Temos o di�rio dela, Catherine.
Perdoe-me, m�e.
Voc� n�o fez nada errado.
Catherine de Medici,
com a revela��o de que envenenou sua filha,
temos evid�ncia suficiente para crer que envenenaria seu filho.
A partir de agora est� ordenada a encarar o Parlamento de Paris,
para ser julgada pelo assassinato do Rei Francis.
Calma.
- Ponha isso. - Est� brincando.
Quantas pulga vivem nessa roupa? Essa meia est� viva.
N�o posso te tirar do castelo sem um disfarce.
Ataduras? Estou machucada agora?
S�o para os seus seios.
Ande, garoto.
Esse � o filho do meu porta-estandarte.
A av� dele est� no leito de morte logo al�m da vila.
Sei que n�o dever�amos estar partindo.
Fugir � admitir a culpa.
Ficar � aceitar a morte.
Aqui. Tem ouro o bastante para tr�s meses.
Ou s� para um.
N�o estar� desamparada para sempre.
S� precisa me dar tempo para limpar seu nome.
N�o sei se a verei outra vez.
Quero deix�-la com um �ltimo conselho.
Aceite-o ou viva uma vida de perigo sem fim.
Com Narcisse na reg�ncia, voc� n�o tem mais apoio da Fran�a.
E Elizabeth pode at� estar com as tropas al�m da fronteira,
mas ela atacar� novamente a qualquer sinal de fraqueza.
Metade da Esc�cia � protestante,
e cada vez mais convertem-se todos os dias.
Sua fraqueza s� aumenta.
Estou ciente dos meus problemas.
Mas h� uma solu��o.
Deve casar-se com Don Carlos.
N�o. Eu n�o posso.
Ele � um homem decente. E d�cil, agora.
N�o haver� mais engenhocas sexuais.
Provavelmente, n�o haver� sexo algum.
� um pequeno sacrif�cio para uma vit�ria colossal.
O casamento com a Espanha te torna inatac�vel.
E mercen�ria.
Sugere que eu use a condi��o dele para ganho pr�prio?
Para ganho da Esc�cia.
O herdeiro do trono espanhol, ele � como uma planta envasada.
Leve ele para seu pa�s, e regue-o.
Ele n�o � uma planta. � um homem ferido.
E s� voc� seria t�o gentil com ele.
J� o Rei Phillip, n�o.
O que acha que ele far� com o filho quebrado?
Trancafiar� para sempre, fora de vista.
No estado dele, Don Carlos n�o tem perspectiva de casamento.
A Espanha ver� sua aceita��o como uma vit�ria.
Ainda � errado.
Deixe-o aqui.
A casa da av� dele � logo ap�s a clareira.
Esse � o meu limite, mas � uma boa vantagem.
Os Joubert s�o uma fam�lia leal aos Valois.
Eles te ofereceram abrigo pr�ximo a Mont Blanc.
Mary, por favor, n�o desperdice essa oportunidade.
Fique com Deus, Catherine.
Querida mam�e,
recebi sua carta sobre o papai e meus irm�os.
Estou fazendo o que posso pela liberta��o deles,
e fico deprimida...
Errou? Vou recome�ar.
Cedric, voc� escreveu isso?
"Um rato j� foi, faltam dois"?
N�o.
- Eu nunca vi... - A escrita � a mesma.
� secret�rio do meu marido. Escreveu isso sob ordens dele?
N�o, milady.
Os escribas da corte s�o todos ensinado na mesma caligrafia.
Qualquer um de n�s pode ter escrito isso.
Acho que reviver a amea�a de Catherine no inqu�rito
deixou-me um pouco paranoica.
Vamos continuar.
Sebastian. Como me encontrou?
Voltando de Saint-Denis, encontrei a carruagem de Mary.
Ela me falou sua rota de fuga.
- Encontrou o embalsamador? - Ele sumiu.
Ap�s o funeral de Francis. E levava consigo muito dinheiro.
Ele foi subornado.
Ele entregou o f�gado de Francis para ser adulterado
por aqueles que armaram contra mim.
Tenho pensado nisso e cheguei a outra vis�o:
que o f�gado n�o pertence ao Francis.
Esse � o certificado assinado pelo embalsamador.
Essa � a data que ele recebeu o corpo do Francis
e a data que o corpo j� preparado
foi selado no caix�o em Saint-Denis,
apenas dois dias de diferen�a.
- O certo seria uma semana. - Exatamente.
Acredito que as datas foram adicionadas
por algu�m que s� queria o suborno e fugir,
que ele sequer embalsamou Francis.
Se o f�gado ainda estiver no corpo,
isso provar� que n�o foi envenenado.
S� h� uma forma de confirmar isso.
Vamos visitar meu filho.
Ela reconheceu a escrita?
Sim, milorde. Mas eu neguei.
Lady Lola acreditou em voc�?
N�o seria mais simples cont�-la a verdade?
Nada mais � simples.
O que come�ou com um plano para tom�-la para mim
acabou levando a Lola dar falso testemunho
e uma poss�vel senten�a � Rainha-M�e.
Mas Catherine fugiu.
Se ela escapar da puni��o
o falso testemunho ainda � crime?
Se o Conselho descobrir que deturpei uma evid�ncia,
eu perderei a reg�ncia!
E lutei muito por esse poder para perd�-lo.
O que � poder sem amor?
Sem Lola?
Se ela descobrir a verdade, que eu a enganei,
ela nunca me perdoar�, e eu a perderei.
O que voc� vai fazer?
Falar com ela,
contar uma �ltima mentira para encobrir meus rastros,
e ent�o a honrarei para sempre,
como um homem honesto.
Quanto a voc�, ningu�m jamais dever�
ligar aquele rato miser�vel a mim.
Por favor, Deus, que isso acabe aqui.
Stephan? Queria escrever outra carta para minha m�e.
Viu o Cedric? Estou procurando por ele.
Deixei ele partir.
Ele sempre se atrasa, por causa do vinho que bebe.
S�rio? Nunca percebi.
Isso desde a morte do pai dele. Ele tem estado para baixo.
Ent�o dever�amos mostrar compaix�o.
- Traga-o de volta. - Isso n�o ser� poss�vel.
Por que n�o?
Tenho um pensamento apavorante,
que espero n�o ser verdade.
mas eu te direi mesmo assim:
Cedric te falou da minha suspeita
de que voc� o instruiu a plantar o bilhete e o rato.
O desaparecimento repentino dele � seu jeito de findar com isso.
Subornou ele a partir?
- Voc� o matou. - N�o.
Por favor, seja honesto.
Quer honestidade?
Eu amo voc�,
e eu faria o necess�rio para t�-la.
Meu Deus. Foi voc�.
E estou te deixando.
Lola, n�o. N�o acabe isso.
Irei para a Inglaterra a pedido de Elizabeth,
em troca da liberdade dos ref�ns.
- N�o pode. N�o � seguro. - Aqui tamb�m n�o �.
Ao menos fazendo isso ajudarei minha rainha, pa�s e fam�lia,
Pessoas que importam para mim.
- Voc� n�o importa nada. - Sou seu marido!
Algo que n�o pode ser desfeito.
Mas meu amor por voc�, se foi.
Voc� o matou tamb�m.
Majestade, lordes vindos do sudeste chegaram de s�bito.
Dizem ter algo a mostrar-lhe, mas n�o dir�o o qu�.
Lordes escoceses na Corte francesa?
Vossa Majestade, Lorde Rutherford.
E o que te trouxe at� aqui?
Somos leais ao seu governo
mesmo depois de retirar as tropas das nossas fronteiras.
Mas seu irm�o James n�o pode comandar tanto poder.
Precisamos de voc�, minha rainha. Seu poder.
- Est�o famintas. - Santo Deus.
Essas crian�as s�o v�timas da fome na Esc�cia.
A fome n�o tem piedade dos inocentes.
Nem voc�, for�ando-os nessa jornada.
- Trouxemos como prova. - S�o crian�as.
N�o provas a serem mostradas. Guardas!
Levem-nas para o m�dico real atend�-las.
Se eu vender minhas terras e joias?
Dar� a Esc�cia apenas algumas semanas de gr�os.
� um come�o.
E preciso de uma lista de pretendentes, apenas o ricos.
Buscar os pretendentes europeus levar� tempo.
Tempo que n�o temos. O que � aquilo?
S�o os que n�o sobreviveram a viagem.
Preciso de um meio para salvar meu povo, e r�pido.
Quem vem?
� Catherine de Medici.
Levem a Rainha-M�e em cust�dia.
N�o pode ter pensado
que poderia voltar e ter sua liberdade.
Voltei para ganhar minha liberdade.
- Descarreguem o rei. - O rei?
J� passei por muitas prova��es,
mas nada � pior que ser for�ada a ver
o corpo apodrecido do seu primog�nito.
- Santo Deus, Catherine. - Nunca esquecerei a imagem.
E foi voc� que me fez isso.
N�o me deu escolha.
Sou inocente, e o corpo do meu filho provar� isso.
Abra o caix�o.
Mary, olhe para o outro lado.
Mary, n�o olhe. Por favor, n�o olhe.
- O corpo n�o foi aberto. - Os �rg�os n�o foram removidos.
O f�gado usado na ca�a �s bruxas n�o pertencia ao meu irm�o.
Francis n�o foi envenenado por mim nem por ningu�m.
Eu fui incriminada. E voc�
� respons�vel pelo meu sofrimento.
Eu irei reverter a decis�o do inqu�rito.
O Vaticano tamb�m pede desculpas
por nosso papel neste simulacro de justi�a.
Catherine. Catherine!
Feche.
O que reside naquele caix�o � s� corpo de Francis.
A alma e mem�ria dele, seguem vivas.
Para Catherine ir t�o longe...
Espero que isso signifique
que possamos colocar essa agonia para tr�s.
Tamb�m gostaria de deixar nosso desacordo para tr�s, tamb�m.
Mary, estava certa sobre Narcisse.
Ele manipulou-me, enganou-me para casar com ele.
Decidi aceitar o convite da Rainha Elizabeth.
Lola, n�o. � muito perigoso. Voc� seria uma ref�m.
Fa�o isso por minha fam�lia, para assegurar a sua liberta��o.
Uma fam�lia que renegou voc�.
Sem Narcisse, John e meu povo na Esc�cia,
s�o tudo o que me resta.
O Charles ir� permitir que meu filho acompanhe-me
para a cidade de Selkirk, onde minha m�e est�.
Vou deixar o beb� com ela
e apelar � dec�ncia da Rainha Elizabeth.
Implorar que permita visitas ao meu filho.
Lola, isso � nobre, eu sei que sente
que deve se distanciar de Narcisse...
Sinto que deveria.
Voc� viu ele no p�tio?
O olhar que deu a Catherine?
Uma coisa permanece entre eles,
e mesmo sabendo que, eu...
Preocupo-me que ele ir� ganhar-me de volta.
Mary, por favor, deixe-me ir.
Elizabeth far� de tudo para ter informa��es sobre mim.
E eu procurarei informa��es sobre voc� eu mesma.
Voc� � minha querida amiga,
e a partir de hoje, a mais corajosa que conhe�o.
Se pudesse ter um pouco de sua coragem
nestes tempos de incerteza.
Honestamente, estou apavorada.
Mas �s vezes, fazemos coisas
que muitos n�o fariam pelas pessoas que amam.
Ao coroado Pr�ncipe da Espanha e sua futura esposa,
Vossa Majestade Mary Stuart.
- Sa�de. - Sa�de.
Sa�de.
Obrigada, Duke, por abra�ar nosso noivado rapidamente.
A uni�o das na��es � uma alegre not�cia.
Rei Philip v� voc� como uma alian�a ideal.
A linda Mary.
Deve ser dif�cil para voc� ver
a minha cabe�a descansando confortavelmente em meus ombros.
- N�o incriminei voc�. - Voc� mentiu sobre o rato.
Porque eu n�o queria perder minha esposa.
Eu a perdi mesmo assim.
Apesar de tudo o que fizemos, eu n�o lhe odeio.
Se eu descobrir que voc� � respons�vel
pela a conspira��o contra mim, voc� vai pagar.
Linda Mary.
Vossa Alteza, como voc� sabe, � costume
apresentar a pretendida com presente de noivado
simbolizando a inten��o da Espanha em honrar alian�a.
Um presente para Mary.
Enviem, a Esc�cia, gr�os.
Gr�os era o que queria?
� o que preciso.
Bons gr�os.
Obrigada. Agora, se me der licen�a.
Voc� falhou conosco, Cardeal.
Fiz tudo o que pude.
Catherine deve ter localizado o �leo de vitr�olo
que plantei nos aposentos.
Lorde Narcisse n�o tinha escolha, para abrir inqu�rito
depois que presenteei com f�gado envenenado.
Uma vez que soubemos do di�rio da Princesa,
eu achei que a Rainha-M�e estava condenada.
E ainda, ela est� livre.
Ningu�m poderia prever
que se atreveria a exumar o corpo do rei. Por favor.
Acho outro jeito de lhe ajudar a derrubar os Valois.
Verei se o grupo considera sua oferta.
Enquanto isso...
Jogue-o no rio.
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