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A FILHA DO PAI
Voc� quer atravessar?
Voc� quer atravessar o rio?
Por qu�? � seu?
Precisamente.
Ele atravessa os campos do meu pai.
A �gua que flui pertence a todos.
� minha pois passa pela minha casa.
N�o est� em sua casa nesta terra apesar de ter pago caro.
- Por que? - Porque n�o foi cultivada.
N�o tente desfazer o n�, � muito apertado.
Eu trago o almo�o ao meu pai, Eu tenho que atravessar.
Levante-se. Segure a cesta.
� isso a�.
Obrigado.
- Ol�, Patricia! - Ol�, Felipe!
N�o chegue perto do po�o, v�o explodir as minas. Venha.
- Como vai, Patr�cia? - Bem.
Essa foi boa. Deveria ter funcionado bem.
Essa n�o funcionou.
Bom!
Fizemos seis caminh�es. Foi conclu�do.
E a terceira mina?
Falhou.
A terceira falhou. A culpa � minha.
Perfurei a pedra.
Achei que havia uma outra pedra, mas estava macio.
Portanto, a mina falhou.
Voc� colocou a toalha da mesa?
- Colocou talheres para mim? - Sim, porque hoje � meu anivers�rio.
Faz 18 anos?
Exatamente. Ent�o, eu preparei uma surpresa para o papai.
Polenta! Santa Virgem!
Descer no po�o vai ser f�cil, mas voltar a subir ...
Com o guincho e a roldana levantamos at� os mortos.
C�us, guisado!
Realmente hoje � seu anivers�rio?
Sim, papai, 21 de abril.
Eu sempre esque�o essas coisas. Voc� come com a gente?
N�o, eu n�o tenho tempo.
� seu anivers�rio e o presente quem faz � voc�?
Se meu pai n�o tivesse me dado a vida hoje n�o seria meu anivers�rio ...
Bem ... n�o teria nascido.
Se eu soubesse, teria trazido uma garrafa de vinho envelhecido.
Eu n�o gosto de vinho velho.
Este vai bem. � melhor.
- Evoluiu em seus po�os? - Lentamente.
Voc� acha que haver� muita �gua?
Sim, � um manancial.
Dois metros mais e teremos os p�s molhados.
Voc� vai?
Sim, Pai. As meninas est�o esperando por mim. As aulas come�am �s 1:30.
Adeus, Patricia, e muito obrigado. E feliz anivers�rio.
Obrigado.
At� esta noite, querida.
Ponha seu chap�u!
Esta menina � t�o boa quanto bonita.
Voc� est� certo, Felipe.
Ningu�m se lembrou de cumprimentar em seu anivers�rio?
Eu n�o sabia a data, mas voc� sabia?
Voc� sabe que eu sei o dia do seu anivers�rio.
s� que sempre fa�o surpresa.
Foi uma del�cia!
Claro que estava uma del�cia, idiota!
- Voc� j� comprou um presente? - Um belo.
Eu dei 40 francos para sua irm� Amanda ...
E ... foi comprar um chap�u na Paris-Chap�us.
Vamos dar-lhe hoje � noite no jantar. � uma surpresa.
� por isso que eu fingi.
Um chap�u � um belo presente para uma menina.
At� hoje � noite!
Quando meu filho nasceu, fui chamado e deixaram ver o beb�.
Ele era vermelho como o caranguejo, Eu estava feliz.
E ent�o eu vi que n�o tinha pinto.
Que vergonha! Eu n�o estava feliz.
Por qu�? Ter uma filha tamb�m � bom.
� bom, mas at� que n�o se case n�o sabarei seu sobrenome.
Ent�o minha esposa me deu uma filha, e mais outra filha.
E um dia ela disse:
"H� uma senhora de Paris que veio para descansar ...
Que quer levar Patricia a Paris "
Uma senhora que n�o tinha filhos e tinha dinheiro.
Eu disse: "Com tantas meninas que tenho, se levam uma n�o notarei."
E ent�o eu pensei: "Ela tem sorte, ter abrigo e alimento. "
Ela tinha 6 anos e se foi.
Ent�o minha esposa me deu outras filhas que se foram para Deus.
E me encontrei com um pobre poceiro, com cinco filhas.
E a maior era Amanda, tinha 14 anos.
Que vergonha! Precisava ver, foi uma calamidade.
Coma.
Um dia, a senhora de Paris morreu. E Patricia retornou.
Ela tinha 15 anos. Quando eu a vi, n�o a reconheci.
Ela falava de uma maneira que eu n�o entendia nada.
E ent�o ela me beijou.
Depois limpou toda a casa e substituiu a m�e.
Ent�o, todos falam bem no bairro.
N�o � uma filha, � um tesouro que Deus me deu.
Agora, Felipe, eu amo-a tanto como um menino.
Parece bobagem, mas o que digo � verdade. Tanto como um menino.
Sentirei saudades quando ela se casar.
Nem me fale. Eu sei que vai acontecer mas eu n�o penso sobre isso.
Ou teria que se casar com um homem da nossa profiss�o ...
que n�o vivesse longe daqui. Assim n�o a perderia.
Ser� que a senhorita necessita novamente de meus servi�os?
Procuro a passarela. Havia uma por aqui.
Est� mais acima no outro campo.
Obrigado.
Mas n�o tem que ir l�, j� que estou aqui.
- Faz isso o dia todo? - Eu teria o maior prazer.
E agora que a mantenho...
- Diga-me seu nome. - O que isso importa?
Quem se importa com o que eu digo? Voce � de Salon?
Sim.
Vamos, caminhe, se apresse!
Eu n�o tenho pressa.
N�o est� bem o que est� fazendo. E se algu�m nos viu?
Ningu�m nos viu. De onde � este sotaque parisiense?
Fui educada em Paris com as freiras.
Tem sapatos raros para um estudante de freiras.
Se eu fosse rica, teria um mais bonito.
- Deixe-me l� outro lado. - N�o, eu quero saber quem voc� �.
Eu n�o vou dizer!
Ent�o, a soltarei de meus bra�os.
Vou agarrar os seus cabelos!
V� em frente, resistem muito.
Caminhe!
N�o brinque com meninas.
Se te machuquei, pior para voc�!
Merda!
Senhorita!
Senhorita!
S�rio, quem � voc�?
Uma garota. Eu sou a filha do poceiro.
Quem a ouvisse diria que � �nica no mundo.
Pode n�o ser a �nica mas a mais corajosa.
Voc� sabia que � muito bonita?
Que absurdos, voc� diz!
- Tamb�m � de Salon? - Sim, eu nasci l�.
E eu estudei em Lyon e Paris.
- Qual � seu nome? - Jacques Mazel.
- � o filho do "bazar"? - Como voc� disse, sim.
� sua esta moto?
Sim, � minha.
Volta para Salon?
Que importa?
Me importo, porque posso lev�-la.
Voc� nunca andou em uma motocicleta?
- N�o. - Poderia tentar.
Se aceitar ter� que me deixar no cruzamento de Lan�on.
- N�o h� nenhuma casa. - Eu sei. Seguirei a p�.
N�o vai muito r�pido?
N�o, muito pelo contr�rio. Assim durar� o meu prazer.
Vamos, suba.
Coloque seus bra�os ao redor de minha cintura. N�o tenha medo.
Se apertar muito forte, vou puxar seu cabelo.
Se voc� vai r�pido, n�o terei medo.
- Voc� ficou com medo? - Um pouco, mas foi divertido.
Obrigado.
Se um dia te convidasse para o cinema, voc� viria?
N�o.
Bem, pelo menos � honesta.
Adeus, senhorita.
Adeus.
Voc� espera alguma coisa?
Que se v�.
- Sr. Mazel! - O que � isso?
A patroa teve uma crise nervosa.
Isso n�o me surpreende. Ela viu o jornal?
Foi uma cliente que mostrou.
Essa teve uma boa id�ia. Ela chorou ou gritou?
Chorou com muita for�a. At� saltaram as l�grimas.
Em seguida, ela gritou. L� vou eu.
Coloque-a no fundo.
Mas o que est� acontecendo?
O qu� acontece?
- Voc� sabia? - N�o.
Eu n�o sei do que se trata. O qu� acontece?
Amanh� em Salon...
Haver� um encontro de avia��o. Jacques disse-nos sobre isso.
Ele disse que n�o estaria!
Ele disse acreditava n�o estar.
Mentiroso!
Sem d�vida que � seu filho!
Espero que voc� tenha outras raz�es para acreditar!
O que fez?
Olhe para o jornal.
Certamente voc� j� leu.
Mas voc� finge ignorar com a sua hipocrisia habitual.
Eu n�o queria dizer-lhe at� mais tarde.
Eu tenho fome mam�e.
Eu pensei que toda a tarde sobre o que disse sobre a minha filha
Eu tamb�m pensei nisso.
- Um dia ter� que casar. - � da natureza de quem quer.
Mas quando voc� disse: "Algu�m da nossa profiss�o que n�o more longe. "
Voc� falou de algu�m do seu tipo?
Sim, estava falando sobre o meu tipo.
Eu n�o me desagradaria de um homem como voc�.
Mas se a minha filha fosse uma menina como as demais...
S� que ela n�o est� na nossa classe. Voc� entende?
Sim, eu entendo.
Ele fala com um sotaque de ministro ...
Come com garfo ...
Para mim, isso n�o me incomoda.
Eu sei, voc� � moderno.
Ela est� todo o tempo costurando vestidos e penteando-se...
- � uma princesa, certo? - Sim
Voc� se v� como o marido de uma princesa?
N�o me vejo dessa maneira. Mas tenho vontade!
Sim, sim ...
Se n�o dou a voc�, corro o risco de perd�-la.
Imagine, um dia passar� por aqui um pr�ncipe ...
E a levar� ao seu pal�cio da Am�rica ou da Toscana.
J� quase n�o existem pr�ncipes.
Mas h� m�dicos, dentistas. Voc� tem que se cuidar.
Sim, voc� tem que se cuidar.
� por isso que se casar comigo n�o correr� nenhum risco.
Voc� fala em se casar, mas preciso saber se tem posses.
Sim, eu tenho posses. Al�m disso, tenho de outro modo. Recebi uma heran�a.
Recebeu uma heran�a? � grande?
18.000 francos e tenho 13.000 francos poupados.
- Tem 31.000 francos? - 30. Porque eu comprei um carro.
- Voc� tem um carro? - Claro.
N�o um carro de corrida mas funciona.
E a casa � minha. Fica pr�xima da sua.
Felipe, sinto uma amizade por voc�.
Mas primeiro teria de saber se ela gostaria.
Sim, devemos saber. N�o quer falar com ela?
Voc� carrega 10 kg de explosivo e t�m medo de falar com minha filha.
Vou tentar.
Amanh� h� um festival de avia��o. Se voc� quiser, eu posso vir busc�-la.
Vai ser muito bom. Ela ter� o chap�u, e voc�, o carro.
L� voc� vai beber cerveja, limonada, e depois voc� fala.
Eu fiz isso com sua m�e.
- Era t�o bonita quanto ela? - Muito mais bonita!
A filha � bonita. Mas a m�e...
Ela era t�o...
Ele tamb�m tinha um...
ela era...
- Boa noite. - Boa noite, a todos!
- Boa noite, Felipe! - Boa noite, Felipe.
Boa noite, Felipe.
Veio surpreend�-la pelo seu anivers�rio.
Diga!
Voc� parece uma est�tua!
Est� t�o s�rio?
Claro que n�o. Est� tudo bem. Ele comprou um carro.
� verdade? Voc� comprou um carro?
Sim. E eu tenho bilhetes para o festival da avia��o.
- Quando? - Amanh�, em Salon.
Ent�o eu pensei, com a permiss�o do seu pai ...
se voc� gostar, poderia vir comigo no carro.
Isso � muito gentil, mas amanh� n�o posso.
Por qu�?
Amanh� eu tenho que lavar a roupa.
Sabia que haveria alguma coisa.
N�o � poss�vel fazer em outro dia?
N�o. Eu estou atrasada. Al�m disso, meu vestido n�o est� pronto.
O meu est� pronto. Eu adoraria ver os aviadores.
Cale-se!
Se voc� entrar em um carro, eu vou quebrar o seu bra�o.
Mentira!
Mentira?
- Ent�o voc� diz n�o? - Eu adoraria ir, mas n�o posso.
M� sorte. Ser� em outra vez.
Que lastima. Coma.
- Voc� n�o vai ficar para o jantar? - N�o. Eu espero pela minha irm�.
Hoje � o anivers�rio de Patricia.
Se ela me pede para ficar, � claro que eu vou ficar.
Mas n�o me disse.
Claro, eu disse! Leonore, coloque mais uma prato.
Obrigado!
Se sou convidado, fico de bom grado.
E sua irm�, Felipe?
Est� na casa do tio em Rognac.
Disse que me esperava mas era uma mentira de cortesia.
Voc� � considerado, Felipe. � muito considerado o que diz.
Leonore? Venha deitar a Roberte, por favor.
Olhe. Amanda! Coloque o chap�u sobre a mesa.
O que � isso?
O que � isso? O que voc� trouxe, Felipe?
N�o, n�o fui eu.
- E voc�, Amanda, voc� sabe o que �? - Nem um pouco.
N�o. Eu n�o sei.
Obrigado, papai.
Eu n�o fiz nada mas ela gosta de me beijar. Al�m disso ...
� ... um chap�u agrad�vel.
Ser� que voc� escolheu?
Sim voc� gosta?
Sim, gosto.
O que est� esperando?
Voc� tem que coloc�-lo para ver como ficou.
Agora n�o.
Tenho que pentear meu cabelo, colocarei com meu vestido. Vou � igreja amanh�.
� isso a�.
Ela poderia us�-lo amanh� no festival da avia��o.
Eu poderia, mas n�o posso.
Voc� sabe, os bilhetes custaram 25 francos cada.
O seu bilhete de 25 francos pode ser falso.
Claro que n�o �.
Meu amigo Imbert que me deu. Ele est� na avia��o.
Ele � o mec�nico de Mazel, Jacques Mazel ...
O filho do lojista.
E o que ele faz na avia��o?
Ele � um piloto. � um oficial.
Amanh� vai voar nesse encontro.
Onde voc� conheceu o filho do lojista?
Na escola municipal. Ele estava na classe da minha irm�.
Agora � um cavalheiro. Mas ainda muito gentil.
Amanh�, se me ver, me cumprimentar�.
Entenda, Patricia ...
Seria uma grande honra ... Eu vejo uma garota bonita como voc�.
Especialmente com esse chap�u.
E com roupa e carro.
Eu n�o vou surpreender muito com o carro. � com voc�, principalmente.
Amanda n�o poder� lavar a roupa junto com Leonore?
N�o seria muito deixar esse trabalho para voc�s?
Pelo contr�rio, seria um prazer.
Bem, eu vou.
Obrigado, Felipe.
Eu � que agrade�o. Voc� sabe, eu n�o estarei vestido assim.
N�o digo que serei honrado...
Porque ... com a luz que voc� emana eu sei que n�o me ver�o.
Quero dizer ...
� ... eu estarei limpo e decente. Como deve ser.
Vamos l�, meninas, para a mesa!
Eu sabia que iria. Mudou de id�ia por causa do chap�u.
Quando voc� tem um chap�u e n�o tem que lavar roupas.
Vamos.
Ou�a, � a m�sica da mam�e.
A que sempre a fez chorar?
Sim.
Voc� sabe, eu n�o sou ciumenta.
Porque eu sei que Filipe n�o querer�.
Ent�o, quando voc� dizer que n�o ...
Quando... se cansar de correr atr�s de voc�...
talvez ele pensar�' em mim.
Mas voc� n�o tem que dizer n�o imediatamente.
Por qu�?
Talvez se case com outra.
D�-me tempo.
# Eu sonhei com uma flor que nunca morre #
# Eu sonhei com um amor que dura para sempre #
# Eu sonhei com uma flor que nunca morre #
# Eu sonhei com um amor que dura para sempre #
Venha. Vamos esperar no bar.
Jacques!
Felipe!
O que voc� est� fazendo aqui?
Eu vim para te admirar.
As acrobacias causam muita impress�o mas n�o s�o difi�ceis.
Talvez, mas eu, quando estou no fundo do po�o, estou longe do c�u ...
Ent�o...quando eu te ver atravessar as nuvens ...
Ei, se voc� n�o se importa ...
Eu gostaria de te mostrar ... um amiga, � a filha do meu patr�o.
- � bonita? - Super! Aqui, olha.
Bem, me apresente.
� Jacques.
Patricia, a filha do meu patr�o.
- Ol�, senhorita. - Ol�, senhor.
Voc� se interessa em avia��o?
� a primeira vez mas eu me assustei muito.
Muito gentil de sua parte ter se assustado por n�s.
Tem um grande cora��o. O que ele faz para a sua fam�lia � incr�vel.
Suponho que ao meio-dia leva o almo�o para seu pai.
Quem te disse?
Me disse que o seu empregador � um poceiro?
Que faria a filha de um poceiro para ajudar seu pai?
Levar o seu almo�o.
Exatamente assim.
Veja? O poder de racioc�nio!
O que conta como se eu tivesse visto!
Os aviadores s�o assim. Sabe quem pilotava o outro avi�o?
R�my.
- Remy, quebra-pratos? - Sim
Ficaria contente de te ver, est� no vesti�rio.
Eu espero aqui com a senhorita?
Venho em seguida.
� o seu noivo?
N�o. Ele adoraria mas eu n�o quero.
Naturalmente. N�o nasceu para viver nesse ambiente.
Nem mesmo sob esse chap�u.
A primeira vez culpou meus sapatos. Agora n�o gosta do meu chap�u?
S� culpo por um motivo: me impede de ver seus cabelos.
Se n�o fosse por isso, eu gostaria muito.
- � de Paris-Chap�us. - Estou vendo.
Vai ficar o dia todo com Felipe?
At� as 7:00. Ent�o preciso voltar.
E se fosse para ver a sua tia?
Que tia?
Sua tia em Salon.
Eu n�o tenho nenhuma tia em Salon. Eu tenho apenas uma e vive em Fuveau.
Que pena. Se tivesse uma aqui ...
Poderia ter dito a Felipe que iria v�-la.
N�s poder�amos nos ver em algum lugar.
N�o diga disparates.
Muito simp�tico, mas se eu contar a Felipe que vou ver a minha tia ...
Vai dizer para o meu pai.
Porque n�o sabe que seu pai est� com raiva de sua tia pela heran�a.
Mas se ele avisa ...
Nessa hist�ria n�o h� nem uma palavra verdadeira.
Por conseguinte, tem muito fundamento.
Encontre-me por volta das 5:00 em Lancret.
Eu adoraria ir.
Mas talvez n�o.
� sempre o problema da heran�a que semeiam disc�rdias no seio das fam�lias.
N�o admira que seu pai est� zangado com sua tia.
Mas voc� acha que eu tenho que ir v�-la?
Uma vez que � a irm� de sua m�e, tem que ir.
Claro que teria preferido ficar comigo.
At� tinha a inten��o de...
Ent�o, eu vou?
Patricia, conversamos sobre isso durante 15 minutos!
Ele j� estaria de volta.
Vamos, coloque o chap�u.
Melhor ficar com ele.
Tem raz�o. Quando se v� a fam�lia, � melhor parecer pobre.
N�o temas, eu cuido disso.
Obrigado. At� logo.
Gar�om!
Eu quero algo que me encorage.
Voc� vai lutar?
N�o exatamente. Mas em meia hora eu preciso coragem.
- Muito ou pouco? - Muito!
Um monte. Eu tenho que pedir a m�o de uma jovem.
Ser� que estamos realmente indo comer todos esses bolos?
Por que n�o?
- Para onde vamos? - Na minha casa.
- O que seus pais v�o dizer? - Absolutamente nada.
- N�o est�o? - N�o, eles sairam.
E se eles voltam?
Eles n�o podem. Convidei-a para minha casa, n�o na deles.
Em meu escrit�rio.
� um espa�o onde eu posso trabalhar em paz.
Est� cheia de cadernos e livros. Venha.
Mas eu tinha dito que...
Voc� viu que estava cheio de Lancret.
Gar�om!
Sente-se.
Vou procurar algo para beber.
Eu me pergunto se eu n�o sou louca.
Sim, est� louca de preocupa��o.
Para fazer uma montanha de uma coisa natural.
Convido voc� a tomar uma bebida. Onde est� o mal?
Eu n�o vou ficar.
Sente-se.
Deixe-me! Voc� n�o tem vergonha?
Sim, eu me envergonho.
Se voc� tentar iniciar ...
N�o, n�o tentarei.
Eu me comportei como um bruto. Perd�o. Mas voc� � t�o bonita.
E tamb�m, em geral, uma garota de 18 anos...
Eu j� disse!
N�o acreditei.
Eu deveria ter acreditado.
E eu teria recusado de vir aqui.
Patricia!
N�o vai se despedir desta maneira.
� verdade o que me disse h� pouco?
Que me ama loucamente e que vai me amar para sempre?
Fui muito exagerado.
O verdadeiro amor n�o vem t�o rapidamente.
Ser� que voc� ama de verdade?
N�o.
Francamente, n�o.
Ent�o, por que falar sobre isso?
Eu falo como eu imagino.
Talvez um dia eu encontrarei.
N�o tem que me julgar por um momento de loucura.
Desculpe-me, Sr. Mazel.
Ou�a ...
N�s n�o fizemos nada errado.
Mas ainda assim eu a beijei.
Ent�o voc� tem que me chamar Jacques.
Desculpe-me, Jacques.
Eu sei que no fundo � um rapaz honesto.
E eu sei que muitas mulheres n�o seria t�o tolas quanto eu...
...porque voc� � bonito.
Mas isso eu n�o posso.
Eu n�o posso.
Pe�o desculpas.
Felipe?
Patricia! Perd�o.
Voc� andou bebendo?
Sim, eu bebi. E eu estou b�bado.
Sua tia est� bem?
- Vamos? - Sim, vamos.
Vamos l�!
N�o vai com ele! Ele vai mat�-la!
Eu? Mat�-la? E sua tia?
Felipe s�o 7:00! Leve-me para casa!
O carro n�o me obedecer�, eu tenho certeza. Eu n�o posso nem tentar.
- E se voc� pegar o �nibus? - J� saiu.
- E meu pai? - Sim. E o seu pai?
Hey! Jacques!
Jacques! Hey!
Jacques!
Felipe, o que acontece?
Quer me salvar a vida? Voc� tem que levar essa garota.
Bem, Felipe!
N�o quer ir com ele?
Se eu n�o tenho escolha ...
- � por meu pai. - Se n�o voltar at� as 8:00 ...
Ficar�... doente.
- Vamos? - Perguntar� onde estou.
O que voc� vai dizer?
Que seu carro est� avariado e voc� me deu sua filha.
Voc� me pediu para parar.
Eu sei.
Voc� disse: "Meu len�o voou."
Eu sei.
Mas h� algo que voc� n�o sabe.
N�o foi o vento que levou meu len�o, fui eu que soltei.
Nessa moto andando t�o r�pido Agarrei-me a sua cintura ...
E ao sabor do vento fiquei tonta.
Eu estava com medo de cair.
� uma declara��o de amor?
De fraqueza.
Eu nunca tinha me aproximado de um rapaz. Agora, sim...
Agora sim o que?
As hist�rias de meninos e meninas s�o sempre as mesmas.
Agora eu n�o posso beijar meu pai ou minhas irm�s.
Essas s�o id�ias de meninas.
Se todos aqueles que tiveram um amante n�o beij�ssem mais seus pais...
... j� n�o se beijaria muito nas fam�lias.
Se algu�m fez algo errado, fui eu.
E voc� me deu uma grande prova de amor.
Sim, mas uma prova de que eu n�o mere�o ser amada.
Vamos leve-me o mais r�pido poss�vel e n�o pense mais nisso.
N�o queres mais me ver?
Para qu�? Voc� � rico e eu sou a filha de um poceiro.
Amanh�, n�o h� lugar onde eu posso ver voc� de novo?
Perto da capela de Saint-Julien existe uma grande cipreste.
Muito bom. Amanh� de manh�, perto do cipreste, cerca de 11:00?
Se voc� quiser, mas de que isso serviria?
Ent�o voc� n�o tem desejo de me ver novamente.
Sim, eu tenho.
Eu n�o sei. N�o sou eu, agora eu sou outra.
E eu''''' amo voc�.
Eu te amo.
Isso � inaceit�vel! Na �frica? Para fazer o qu�?
- Testes. - Testes de qu�?
Eu n�o posso dizer.
S�o testes perigosos?
- N�o muito. - Ser� que vai durar muito tempo?
Para n�s, dois ou tr�s meses.
Por que agora? � assim t�o urgente?
Recebemos ordens j� faz oito dias.
Mas seu filho n�o deveria ir mas sim Charbonnier.
Hoje, ele quebrou a perna. Mazel foi nomeado.
Ou�a.
O que eu vou pedir � um pouco chato.
- Voc� jogou poker? - N�o, n�o � isso.
Eu conheci uma mo�a de nome Patricia. Ela � a filha de um poceiro.
Ent�o, o que me importa?
- Amanh� tinha um compromisso com ela. - N�o v�, isso � tudo.
Eu sei.
Mas ela vai estar l�.
Eu queria que fosse a esse encontro.
Devo dizer que eu fui precipitado...
Recebi a ordem esta noite.
Eu n�o quero que creia que esta tarde ...
eu sabia ... que iria hoje � noite.
Aqui, entregue-lhe esta nota.
- Voc� ir�? - Eu irei.
Me faz jurar?
Eu juro.
Porque da situa��o internacional ...
... o governo decidiu concluir medidas militares j� tomadas ...
... chamando um contingente de soldados da reserva.
Ela diz respeito aos homens cuja facilidade de mobiliza��o ...
realizado em um canto ... superior esquerdo nas figuras 6 e 7
Apresentem-se em sua sede, sem demora.
Viva a Rep�blica e viva a Fran�a!
Meu filho est� no front.
Ele j� paguo?
Sim, ele j� pagou.
Lhe disse, porque n�o h� documentos e com a emo��o desta not�cia ...
N�o � a emo��o que faz os ladr�es.
Voc� vem, Felipe?
Essas ferramentas s�o boas mas eu n�o vou usar muito.
Porque de acordo com o que a r�dio diz eu tenho que partir sem demora.
V� para o bar, buscarei algo que esqueci.
Voc� vem, Amanda?
- O que voc� esqueceu? - Voc� vai ver. Venha.
Ser� certamente para comprar cigarros.
Isso n�o me surpreende, eu sei que ele me ama muito.
Acho que ele quis deixar-nos sozinhos. Eu tenho que falar com voc�.
Sente-se.
Escute, Felipe.
N�o, n�o interrompa ou n�o serei capaz de falar.
Bem ...
Tr�s anos atr�s, eu a conheci.
E eu notei que quando a vejo fico feliz.
E quando n�o a vejo, eu n�o sou feliz.
Notei tamb�m que as outras meninas ...
quando voc� est� ...eu n�o as vejo.
E eu notei que quando eu cavo no fundo do po�o ...
... eu em encontro com seu rosto bonito e voc� sorri no meu trabalho.
Ent�o eu percebi que h� um movimento ...
Voc� est� come�ando a entender?
Entendi h� muito tempo e sei que seria um bom marido para mim.
Mas eu n�o posso dizer que sim.
Isso quer dizer que n�o?
Eu aprecio voc�, Felipe.
Somente que n�o me ama.
Voc� sabe, dizem que nos casais tem um que ama mais do que o outro.
Esse serei eu. Vamos tentar?
N�o posso, Felipe.
Eu n�o posso. Em poucos meses eu terei um filho.
Caramba!
Isso para mim � algo ...
Para mim, isso � pior do que a guerra.
E quanto a mim?
Claro. Para voc� tamb�m ...
Quem � o pai dessa crian�a?
Um senhor muito rico.
O que ele diz?
Ele n�o sabe.
De qualquer forma, teria que dizer!
Ele foi para a guerra.
Ent�o, quem sabe se ele voltar�?
Embora retorne, n�o espero v�-lo novamente.
Ele n�o me ama e eu sou pobre.
Nunca pedirei nada.
Mas seu pai, sabe que voc� fez esse absurdo?
N�o, ainda n�o sabe.
Se me aceitar como um marido poder� dizer que eu fiz esse absurdo.
Se voc� quiser, eu falo agora. N�o me importo de me falar.
Obrigado, Felipe. Digo eu mesma.
Talvez ainda tenha esperan�a pelo outro.
Sem nenhuma esperan�a.
Voc� quer isso? Voc� est� enamorada dele?
Se para as mulheres � a mesma como para os homens, nunca vai acontecer.
Vou ver sua irm�, OK?
Obrigado, Pascal.
- Est� bem, v� adiante. - Sim, assim tem de ser.
- Poder�o mat�-lo. - Por que?
Porque vai para a guerra.
N�o, Pascal. Eles n�o matam todos na guerra.
N�o dialogue, v�o mat�-lo imediatamente. Digo que voc� arrisca a sua vida.
Isso prova que voc� tem valor.
Verdade, Patricia, quem tem valor?$$
Venha, tem lugar.
Devemos dizer tamb�m que ter�s licen�as.
� lament�vel que o seu pai morreu no ano passado.
Se ele tivesse esperado at� o pr�ximo m�s ...
Teria tido uma autoriza��o, extra.
Eu teria gostado, mas n�o consegui.
Tamb�m daria permiss�o para se casar.
Se eu quisesse casar obteria uma autoriza��o.
O que acontece? Porque voc� est� chorando?
Quer um par de bofetadas? Ent�o, caminha!
Adeus, Felipe!
Adeus, fam�lia!
- Adeus! - Adeus!
O que eles dizem sobre a guerra?
Que quase n�o tem nenhuma esperan�a.
Bem? Ele j� te prop�s?
Sim, j� me prop�s.
O que voc� respondeu?
Eu disse que n�o.
Eu n�o sei se voc� fez bem.
Ele n�o podia dizer que sim.
Cabe a voc�.
Talvez espera por um pr�ncipe mas n�o h� nenhum.
Pai, eu tenho que lhe dizer algo. Algo muito importante.
Sobre o Felipe?
N�o, sobre mim.
Voc� me assusta.
Eu tenho que te dizer.
Se voc� est� apaixonada por outro, eu prefiro que n�o diga.
Porque eu n�o sei ouvir os problemas das meninas.
Voc� � meu pai, se eu tenho um segredo, tenho que te dizer.
Sim. E esse cara n�o pode vir para fazer as coisas corretamente?
Ele foi para a guerra?
Sim, foi. Mas ainda estando l� n�o viria pedir a minha m�o.
Por qu�?
- Porque n�o sou mulher para ele. - O que significa isso?
- N�o me quereria. - Quem � esse?
Mostre-me. Um rapaz que n�o te ama?
� o rei da Inglaterra?
N�o. Mas para n�s � o mesmo.
Bem, se n�o quer pedir a sua m�o, melhor.
E n�o vale a pena falar sobre isso.
No entanto, tenho que te dizer quem ele �.
O rapaz que amei...
"O que amei"? Voc� conhece ele h� muito?
N�o. Eu o vi duas vezes.
Voc� o viu duas vezes e voc� diz que o ama?
Sua m�e me olhou por cinco anos antes de saber que a amava!
Mas hoje, com o progresso, vai mais r�pido.
Quem �?
� Jacques Mazel, o filho do lojista.
Ele te prometeu alguma coisa?
N�o, n�o prometeu nada. Mas eu dei-lhe tudo.
Voc� j� pecou?
Eu pensei que voc� fosse um anjo ...
Os anjos n�o est�o na Terra.
Eu sou como as outras mo�as.
Posso me aproximar de voc�?
Voc� � minha filha.
O infort�nio � meu. Venha.
Veja como est� tremendo.
N�o sei o que � mais terr�vel.
H� algo mais.
Algo que todo mundo vai ver.
Voc� tem certeza?
Sim, tenho certeza.
Se sua m�e n�o estivesse morta isso n�o teria acontecido.
Ser� que comemos ou n�o comemos?
Eu n�o sei o que faria para fazer voc� perder o apetite.
Se fazendo greve de fome poderia parar a guerra ...
Juro ... n�o hesitaria um segundo.
Mas eu amo meu filho tanto quanto voc� ..
Eu vou comer... como sempre a fim de preservar um pai.
Senhor. � Pascal o poceiro. Quer falar com voc�.
- Sobre o qu�? - Ele diz que � muito grave.
Ele veio com todas as suas filhas.
Ser� que ele ficou louco?
Parece calmo e educado.
- Sem d�vida, veio pedir ajuda. - Ajuda?
N�o, minha senhora.
Nunca na minha vida eu pedi, n�o vou come�ar hoje.
N�o fique com raiva, Amoretti. Eu sei que voc� � um bom trabalhador.
Obrigado, Sr. Mazel.
Por que voc� trouxe tantas mo�as bonitas?
� para ensinar-lhes que elas s�o lindas.
Esta � a �ltima. Tem 4 anos.
Olhe para as pantorilhas. Firmes como frango alimentado com gr�o.
E como � inteligente, nunca vi nada parecido.
Roberte, sa�da o Sr. Mazel.
Ol�, Sr. Mazel.
D� um beijo para a senhora.
Recordou bem sua li��o.
Sim, tem uma boa mem�ria.
Olhe para as demais.
Olhe para o rosto de Isabelle. Veja que sa�de!
Isto prova que o sangue � bom.
Estas s�o as minhas filhas, Sr. e Sra.
O que veio para nos dizer?
Eu vou dizer quando elas sairem.
Amanda leve as meninas e fique com elas.
N�o entendo muito bem porque vem aqui dar ordens.
Senhora, eu n�o mando em ningu�m, s� nas minhas filhas e no meu pinto.
Aproxime-se, Patricia.
Eu n�o $quero equivocar-me supondo que isso � chantagem.
N�o se apresse para julgar. Conhe�o Pascal, � um homem honesto.
Obrigado, Sr. Mazel.
Um mo�a muito linda que tem seu semblante muito abatido.
Se ela baixou os olhos � porque ela pode ter uma raz�o.
Quanto a ser bonita demais, eu n�o entendo o que isso significa.
Nunca uma mo�a � muito bonita.
Pense que tem de 18 anos e 4 meses.
� a melhor idade para as mo�as.
Eu sei que surpreende-os. Ela n�o parece ser filha de um poceiro.
Mas eu acho que n�o � um crime.
E n�s em casa dizemos com frequencia:
Patricia � uma princesa.
Bem, estamos de acordo. Parab�ns...
...por ser o pai de uma princesa.
O que mais?
Eu tenho uma filha que � uma princesa e voc� tem um filho.
E, como ela me disse, � um pr�ncipe.
- Agora est� no front? - O que faz meu filho n�o lhe diz respeito.
isto n�o me diz respeito mas...
...o que ele fez para minha filha isto me diz respeito.
De uma vez por todas!
Ou�a, senhor ...
Se recebesse aqui... todas as meninas...
que tiveram a aten��o de meu filho ...
A minha casa... seria muito pequena. N�o diga mais nada.
Sim, Pascal, esta conversa � um pouco rid�culo.
A melhor coisa a fazer � sair com suas filhas.
E vigi�-las, a menos que queiram ser cortejadas.
Venha, papai. Vamos.
Espere, um pouco. Eles n�o entenderam bem.
Sr. Mazel, as flores surgem na primavera.
� bonito, mas n�o � importante.
Em seguida, vem o ver�o e depois o outono.
E sob as folhas crescem os frutos.
- Voc� entendeu? - Assim � chantagem!
Andr�, retire essas pessoas imediatamente, ou chamo a pol�cia!
A pol�cia?
Por que seu filho deu um beb� a minha filha ...
...quer chamar a pol�cia?
O que a pol�cia far�?
Voc� acha que vai dar a luz agora?
Quando um menino � bonito e rico ...
tTeria que baixar os olhos se conhece uma menina pobre?
N�o! Meu filho n�o pagar� pelos outros!
N�o, n�o e n�o!
As mulheres falam muito, n�o refletem at� mais tarde.
Voc�, como homem, o que voc� vai dizer?
Eu digo que conhece muito melhor os pintos do que as meninas.
As meninas, Pascal.
Os homens, e especialmente seus pais, nunca entendem nada.
No entanto, como voc� � um homem bom eu vou escrever primeiro a meu filho.
Voc� n�o vai incomodar Jacques com problemas semelhantes ...
Tem coisas para fazer, n�o vamos preocup�-lo ...
S� porque a filha de um poceiro est� enjoada.
Se meu filho a teve em seus bra�os por cinco minutos...
Ele lhe fez uma grande honra.
Bem, vamos nos contentar com isso.
Vamos embora, papai?
Sim, n�s vamos.
Mas, primeiro, Sr. Mazel, eu tenho que explicar um pouco.
Sua esposa parece pensar que eu vim para roubar a caixa registradora.
Voc� est� muito equivocada.
Fiz esta visita para lhes contar o que aconteceu.
Uma noite no infort�nio de minha filha, eu encontro uma cian�a.
Para mim � como se tivesse encontrado um bolsa de moedas.
Quando voc� � honesto, ent�o se pergunta de quem �.
Ent�o eu perguntei � minha filha de quem era aquela bolsa de moedas.
Ela me disse, "Jacques Mazel."
Ent�o, eu pensei: "Voc� deve ir avisar ao seu pai."
E eu esperei para que disessem: "J� que � assim ...
Meu filho pedir� permiss�o ... e vir� para se casar. "
Eu, por meu lado, n�o teria negado a permiss�o a Patricia.
E um dia, esta crian�a iria nascer. e n�s ter�amos festejado.
Isso � o que eu pensava.
Eu fui est�pido. Eu n�o os conhecia.
Agora eu sei que devo ser cauteloso ...
...com pessoas que vendem ferramentas mas nunca as usaram.
Eles rejeitar�o a filha e o filho.
Eles n�o tinham raz�o.
Agora essa crian�a n�o sabe quem ela �.
Ser� uma crian�a sem nome.
Minha filha agora � a filha perdida.
Est� perdida, mesmo para mim.
Venha, Patricia.
Voc� ir� contar esta hist�ria em toda parte!
N�o, minha senhora. n�o s�o coisas para se contar.
Eu n�o contarei. Mas voc�s tampouco digam algo.
A hist�ria � muito triste para n�s. Mas para voc�s ...
...� muito desagrad�vel.
Apreciem a sua refei��o, senhor e senhora.
Amanda.
V� em frente com as meninas.
Venha.
� ...
Agora sei que vou te perder.
Eu sabia, papai.
O �nibus passa as 2:00 no fim dessa estrada.
Tome-o.
V� para Fuveau com minha irm� Nathalie ...
e diga-lhe ... o que acontece.
Ela tamb�m vai entender voc� pois cometeu muitos disparates.
Ela vai cuidar de voc�.
Eu ...
N�o que n�o te amo, pelo contr�rio.
Te quero de uma maneira que nunca pude te mostrar.
S� que eles n�o querem.
Eu fiz o meu melhor.
Simplesmente, como voc� viu eles n�o te querem.
Ent�o voc� tem que sair.
Em primeiro lugar, pelas meninas, depois de um tempo, come�am a fazer perguntas.
E depois h� os vizinhos.
Voc� tem que refazer a sua vida em outro lugar.
Aqui voc� seria uma mo�a perdida.
Minha vida est� perdida onde quer que v�.
Aqui mais do que em outro lugar. Voc� tem que ir o mais r�pido.
Pensei nisso a noite toda e eu estou preparada.
Vamos levar os teus pertences com o �nibus.
Vou colocar em uma caixa.
Eu gostaria de colocar em uma caixa e que me levassem para o cemit�rio.
Claro que n�o. Isso n�o apaga nada.
Por causa das meninas que olham, eu tenho que beijar-te.
Venha.
� por causa das meninas.
Tchau.
Adeus, papai.
Vamos, venham.
Felipe! Voc� dormiu bem no trem?
Sim, os soldados dormem em qualquer parte.
- Quantos dias voc� tem licen�a? - 30 dias.
Uma licen�a de convalescen�a.
- Voc� se machucou? - Eu levei um tiro.
E uma noite eu tomei dois prisioneiros.
Voc� � um her�i, Felipe.
Nem tanto. Acima de tudo, eu tive sorte.
Alguma novidade por aqui?
Eu n�o sei.
Papai recebeu ontem uma carta da tia e jogou-a no fogo.
- Sem a ler? - Sim sem a ler.
Se quiser, pego meu carro nesta tarde e vamos ver sua irm� em Fuveau.
- Se meu pai souber... - Diremos que demos um passeio.
- Voc� me levar� em seu carro? - Naturalmente, te levarei.
- Voc� gostaria de ir? - Sim!
Considerando-se que para visitar sua irm�, eu prefiro n�o estar sozinho.
Voc� sabe se o Sr. Mazel escreveu a seu filho para coloc�-lo � par?
Eu n�o sei. Al�m disso, se ele escreveu d� na mesma.
Dizem que ele morreu na guerra.
Jacques, morto?
Se ele tivesse morrido, Sr. Mazel teriam dito oficialmente.
Foi-me dito oficialmente que seu avi�o foi abatido,
atr�s das linhas alem�s, em chamas.
N�o encontraram o corpo?
Em chamas...
Tento obter mais detalhes, mas...
pouco a pouco a esperan�a diminui a cada dia.
Eu sei a que me ater, Felipe. Eu sei que n�o vai voltar.
Patr�o? Quanto � o rel�gio de p�ndulo de bronze?
- 275. - Por 250 posso levar?
- N�o. 275 � o �ltimo pre�o. - Bem.
275.
Voc� ouviu o que eu disse?
Eu, n�o.
Eu falo, eu falo assim ...
Bem, pare�o falar ...
A vida parece continuar. Mas, basicamente, eu n�o estou falando.
Eu sou como uma esp�cie de vitrola falando sozinho.
Pascal.
Felipe!
E essa guerra, ainda n�o ganhou?
N�o, mas ainda n�o fiquei furioso. Mas logo chegar�.
Todo mundo diz que ainda n�o come�ou.
No entanto, alguns j� sabem que come�ou.
E que come�ou muito mal para eles.
Eu vim para ver o Sr. Mazel. Eu senti pena dele.
Que teve pena dele ou n�o, n�o me diz respeito.
N�o diga isso Pascal. Talvez ele n�o � teu problema.
Mas... interessa a voc�.
Seu filho...
Ele tinha um filho?
Sim, voc� bem sabe, Pascal.
Eles relataram ter desaparecido j� faz tr�s semanas.
Viram o seu avi�o em chamas.
Patricia sabia?
Patricia? Quem � ela?
Conhece uma mo�a chamada Patricia?
Eu, n�o.
Vamos l�, Pascal, estamos sozinhos.
Relaxe, far� bem a voc�.
Ser� que voc� tirou licen�a s� para vir me aborrecer?
N�o, sabe bem que falo como um amigo.
Ent�o n�o diga palavras que eu n�o quero ouvir.
Olha, Amanda.
Olha como ela ficou bonita em seis meses.
essa seria uma boa mulher para um homem trabalhador.
Felipe, voc� ficar� para o almo�o com a gente?
- Voc� se importaria, Pascal? - Ao contrario, eu gostaria.
Sim, eu vou ficar.
Esta tarde darei um passeio com Amanda no carro.
Se voc� me permitir.
Se isso lhes agrada, fa�am.
Apenas Felipe, vigie bem a ela.
Se voc� ver um jovem em uma motocicleta ...
que diz ... que vai levar a mo�a para casa ...
Diga... n�o.
Porque uma motocicleta parece n�o ser nada...
Mas pode tirar a felicidade de uma fam�lia.
Vamos, coma.
Muito bom. N�o est� muito quente, certo?
Est� boa?
Desta vez n�o sofreu avarias?
N�o. O carro funcionou bem.
E quanto a Patricia? Voc� viu Patricia?
Tome a sopa. J� est� no fim.
Por que a Patricia n�o vem me dar a sopa?
Cale a boca e coma.
- Se divertiram? - Sim
Comprei nougats na feira.
Tinha muitas pessoas na feira?
- Todo mundo! - Sim
O carteiro me perguntou onde est� Patricia.
E ele me deu um beijo.
Amanda, leve-a para a cama.
Vamos l�!
� muito gentil o carteiro.
- De bigode espetado. - Sim, � muito am�vel.
- Atire um beijo para o papai. - N�o!
N�o quer me jogar um beijo?
N�o. Para voc�, n�o. Voc� � mau.
Leve-a para a cama.
Pequena...
E voc�s tamb�m, v�o para a cama.
Que durmam bem!
Bem?
Onde foi essa feira?
Em Istres.
Ela estava bonita?
Sim, como todas as feiras.
E ficaram a tarde inteira na feira?
Sim, toda a tarde.
Sem contar o tempo que passamos na estrada.
Mentiroso! N�o me diga que voc� foi ver algu�m porque te estrangulo!
Eu n�o digo. N�o � algo t�o est�pido.
Se v� em teu rosto. Voc� olha como um mentiroso!
Se me v� assim, � al�m de mim.
Amanda, des�a agora mesmo!
Algumas coisas n�o podem ser feitas.
Se voc� fez algo que n�o me disse, pobre de voc�!
Vem, filha perdida! Voc� � t�o mentirosa como o inventor!
Voc�s foram para Fuveau?
Era eu que queria ir.
Ela queria saber not�cias.
Saber do qu�?
Como estava. Agora eu sei. Ela est� bem.
Est� um pouco p�lida mas est� bem.
Pior para ela.
Pior para ela, ela n�o merece mas, de qualquer maneira, est� bem.
- Pior para ela. - Eu digo, melhor para ela.
Especialmente porque a crian�a nasceu. N�s a vimos.
� um menino.
- Um homem? - Seu nome � Andr�.
Porque Andr�?
Porque � o nome de - � o nome de -
Finalmente, � um bom nome.
� o nome de quem?
� o nome do Sr. Mazel.
N�o se lembra que nos p�s para fora?
Tamb�m se chama Pascal.
Como, Pascal?
Como se atrevem a dar aquele bastardo o meu nome?
Tamb�m est� batizado n�o � um bastardo.
Voc� conversa com seu pai!
Voc� tem orgulho de ser a irm� de uma meretriz?
N�o, Pascal, n�o est� orgulhosa. Eu lhe garanto.
Ela � minha irm�. Ame-a,� minha irm�.
V� para a cama!
Antes que te dou um tapa no rosto!
- Voc� sabe, Pascal - Eu sei ...
Eu sei que tenho muitas filhas.
Se a ela parece que a outra fez bem
n�o tenho mais que colocar a luz vermelha na porta da minha casa.
V� para a cama.
Por mais que tenham dado um nome a esta crian�a
Nunca ter� um nome de verdade.
Mas tem um. Um nome de fam�lia.
E qual � esse nome?
Tem o nome de sua m�e. Ele � chamado como voc�.
Seu nome � Andre Pascal Amoretti.
O que voc� diz, Felipe? Voc� ficou louco?
Voc� diz que chama-se Amoretti? Igual ao meu e que meu pai?
N�o � minha culpa, � a lei.
Quando uma crian�a n�o tem pai leva o nome de sua m�e.
E levam em conta o nome de uma mulher?
Claro que sim, � a lei.
Ent�o esta crian�a me tomou tudo!
Minha filha e meu nome!
Quem pode fazer tais leis?
Como posso me defender deste indiv�duo?
O que voc� quer? Aqueles que fazem as leis s�o mais fortes do que n�s.
S� que, se voc� n�o gosta
H� um caminho, de mudar seu nome.
- Como? - Se ela se casar
A crian�a levar� o nome de seu marido.
Mas ela n�o pode se casar uma vez que ele morreu!
Sim, ele est� morto.
Mas h� outros que n�o est�o mortos. Se ela quisesse se casar comigo
A crian�a n�o se chamaria Amoretti, mas Rambert, como eu.
- Voc� aceitaria isso? - Sim
Ent�o ficarias com a filha perdida
E com o bastardo?
Se ela quiser, eu levarei tudo e com muita alegria.
Felipe, voc� n�o tem honra.
N�o, voc� n�o tem honra.
Talvez n�o tenho honra, mas tenho muito amor.
Talvez isso o substitua.
Como ele est�?
Dorme bem.
Aqui est�s!
Sim, aqui estou eu. Ol�, irm�.
- E ent�o? - Bem, aqui estou eu.
Preciso conversar contigo
e com essa outra, que finge n�o me conhecer.
Papai, eu n�o sei o que dizer.
Parece que seu filho nasceu.
Sim, papai, nasceu.
- Tinha que acabar assim. - Se voc� n�o tem nada a dizer, cale-se.
N�o, n�o irei me calar.
Essa crian�a nasceu na minha cama e sou eu quem lava suas fraldas.
Se voc� n�o parar de falar eu vou te bater um uma manta.
Esse beb� � um menino e me disseram que se chama Amoretti.
- Como eu. - Como eu!
Eu � que dei o nome para voc�.
Por que sou eu quem carrega o sobrenome.
E o nosso pai, como se chamava? E o pai do nosso pai?
Esta crian�a leva o meu nome como o primeiro nascido depois de mim.
Uma filha chama-se Amanda, No�mie ou Isabelle.
Um segundo e um terceiro chama-se Pierre, Andr� e Paulo.
Mas a um primog�nito da prov�ncia � chamado pelo nome da fam�lia.
E esse que eu n�o conhe�o se chama Amoretti!
E gostando ou n�o, eu sou respons�vel por ele.
Respons�vel pelo qu�?
Por tudo.
Papai, o que posso fazer?
- Eu te obedecerei. - Sim, diga por que voc� veio.
Eu vim para dizer que � s�rio.
Ent�o, se � s�rio n�s concordamos.
Se voc� s� veio dizer isso, agora, n�s j� sabemos.
N�o nos fa�a perder mais tempo, estamos trabalhando.
H� coisas ainda mais grave.
Esta crian�a deve ser alimentada e vestida
Patricia, fique.
Eu tenho algo mais a dizer.
- Sobre o meu filho? - Sim e n�o.
Felipe teve uma id�ia.
Ele diz que se voc� casar com ele, a crian�a poder� ter um nome
e ja n�o ser� mais um bastardo. Certamente te falar� sobre isso.
Voc� n�o pode dizer que n�o.
Bem, meu pai.
Ela vai encontrar algo melhor.
Aqui tem aviadores que nos procuram.
N�o necessita de Felipe para encontrar algu�m para casar.
Se a crian�a mudar de nome
Ter� um nome muito bom, pr�prio da cidade.
� isso a�! � isso que tramam!
Um crime n�o foi suficiente! Voc� se prepara para fazer outro!
Eu suspeitava disso. Nesse caso
Prepare sua bagagem e voltar� para casa comigo!
Com meu filho?
Leve-o se quiser. Eu n�o quero saber.
Ent�o eu acho que � melhor que n�o leve.
Voc� entende? Ele � o filho do pecado.
A grande vergonha da fam�lia.
A segunda vergonha depois de voc�.
Deixe as vergonhas juntas.
Eu posso cri�-lo.
O qu� falou? Voc� � surdo?
� isso mesmo. Mas ela n�o queria.
Por que n�o? Afinal de contas.
com a tia Nathalie n�o ser� abandonado.
Voc� entende que trazer essa crian�a para casa me faz mal.
Eu sou contra e tenho uma grande ira e rancor para os problemas que causou.
S� que se voc� n�o fizer isso, vai se definhar.
Voc� n�o comer�, voc� perder� peso
E, finalmente, me pedir� para vir buscar por ele.
N�o, n�o te pedirei.
O que voc� sabe! Voc� j� teve filhos?
Felizmente n�o, teria tido uns 50!
E voc�, por que mente?
Morres de vontade de lev�-lo! E voc� se faz de que n�o quer?
O que � essa hipocrisia? Eu n�o gosto de hip�critas!
Quando voc� sentir vontade fazer algo, diga!
E se n�o dizer n�o o faz!
- Aonde voc� vai, papai? - Eu vou afog�-lo!
- Espere, Pascal! - Papai!
N�o tenha medo sua boba!
Voc� n�o v� que est� no sol j� faz uns dez minutos?
Papai, n�o n�s quer em casa?
Voc�, sim.
Ele ainda n�o sei, n�o o conhe�o.
Deixaram-me falando por uma hora e ningu�m levantou o pano.
Como � pequeno! N�o come o suficiente.
Se o leite da m�e n�o � suficiente podemos testar com gr�o de bico.
Ele tem dedos com unhas.
Antes n�o tinha visto isso?
Sim, � claro, mas nunca tinha admirado.
O que est� olhando? Ainda n�o tiveram tempo
de toc�-lo e de estar puxando a orelha?
V�o preparar a bagagem, sairemos em dez minutos.
E depressa, por Deus!
Olhe, abra seus olhos!
Amoretti, fa�a um sorriso.
Jovem Amoretti, fa�a o seu mais belo sorriso.
Ser� para Amoretti, o velho.
Ol�, senhorita.
Ol�, Sr. Mazel.
O seu pai est� aqui?
Sim, Sr. Mazel. Preparando cartuchos l� atr�s.
Andamos por aqui eu e minha esposa
e distante vi as tesouras sobre o po�o.
Isso me lembrou teria de montar a minha.
E como seu pai n�o vem para o armaz�m
Pascal!
- Ol�, Pascal. - Ol�.
Eu falei com sua filha de meu po�o, o das vinhas de Castelas. Voc� conhece?
Sim, eu conhe�o.
Acho que devemos mud�-lo.
A �gua come�ou a feder.
S�o as ervas e os gr�os que apodrecem.
- Quando voc� pode ir? - Quando tenha terminado aqui.
Ainda leva 15 dias mais.
Bem, esperarei 15 dias.
Neste momento, um po�o pode esperar.
Eu temia que voc� negasse.
Eu n�o sou t�o rico para rejeitar um trabalho.
Eu tenho filhos para alimentar, Sr. Mazel.
Voc� est� teliz, Pascal.
Est� feliz.
Voc� ouviu falar sobre a nossa grande desgra�a?
Sim, Sr. Mazel, eu sabia. Mas eu pensei que havia esperan�as.
Fomos avisados ontem oficialmente pela manh�. Foi conclu�do.
� algo terr�vel. Terr�vel.
Nem sempre entendemos Deus.
Enfim, falando do po�o. Eu sei, � de 25 metros.
Eu vejo o que tem de fazer. Isso vai custar cerca de 300 francos.
Ok, Pascal. Espero v�-lo no armaz�m.
Possivelmente.
Adeus, Mr. Mazel.
Adeus, senhora.
Essa crian�a � a sua?
Sim, senhora.
- Quanto tempo tem? - Em breve far� seis meses.
Podemos ver? Sem acord�-lo, � claro.
Basta somente v�-lo.
Claro que voc� pode ver! N�o temos vergonha.
Patricia, d�-me o Amoretti.
Como ele se chama?
Eu o chamo pelo seu nome: Amoretti.
� o velho costume latino.
Em casa tamb�m, a minha av� n�o me chamava de Andr�, mas Mazel.
Mas ele n�o se chama Mazel, chama-se Amoretti.
N�o o toque.
Voc� sabe? � um homem, tem mau car�ter.
Pe�a um sorriso!
Fa�a um sorriso para a senhora.
Quando tiver 2, 3 anos puxar� o cabelo de suas cinco tias.
� pesado, sabe?
Por favor, segure-o.
N�o deveria ter dado. Eu sabia que iria causar-lhe dor.
N�o � uma m� pena, Pascal.
Deixe-a chorar.
Sente-se, Marie. Sente-se.
Venha, Pascal, eu quero falar com voc�.
Para onde? Se quer falar da crian�a
temos de falar na frente da minha filha.
Na sua opini�o, essa crian�a seria filho de nosso pobre filho.
Na minha opini�o, � o filho de minha filha.
Mas e o seu pai?
Voc� sabe que era meu filho.
Eu sei muito bem.
Eu n�o sei de nada. Eu sei que esta crian�a � bonita.
Mas n�o � o menino Jesus.
Assim que tem um pai. Mas esse pai...
Quem o sabe!
Patricia disse. que era o meu filho.
Voc� acredita no que diz Patricia?
� uma garota. Com as garotas nunca se sabe.
Elas mentem tanto quanto respiram. Voc� me ensinou.
Eu n�o conhecia sua filha.
Agora eu me informei sobre ela. Eu a conhe�o.
Tem mais algu�m que nos recusou. Seu filho.
Dele n�o guardo rancor.
Mas, n�o compareceu ao encontro.
Jacques? E qual encontro?
Na v�spera da sua partida.
Tinha um encontro marcado perto da capela Saint-Julien
Ele n�o compareceu.
Ele sabia que n�o iria.
No dia seguinte foi para �frica.
Eu n�o sabia.
O capit�o foi busc�-lo em casa cerca das 9:00 da noite.
Foi de emerg�ncia uma hora mais tarde ...
Para substituir um colega que estava ferido.
Voc� n�o sabia?
Juro pela sua mem�ria.
Ent�o, talvez teria ido?
Por que n�o mandou algu�m para avis�-la?
Ele mandou algu�m
com uma carta.
Uma carta para mim?
Como voc� sabe?
Me encomendou a mim de ir a esse encontro.
Eu fui. Eu a vi.
E eu queimei a carta.
Voc�? Voc� fez isso?
Tantas meninas queriam t�-lo!
Havia escrito a carta.
Foi uma atitude suja ter queimado aquela carta!
� uma safadeza!
Quando lhes dei a conhecer sobre a crian�a.
Voc� n�o disse nada?
- N�o. - Esta � outra grande safadeza!
Uma safadeza de lojista!
Cale a boca, pai!
Voc� n�o acha que eles s�o miser�veis o suficiente?
Eu creio.
Eu n�o creio nada!
Eu creio que esta crian�a se chama Amoretti!
E esse � o meu neto!
Claro que sim.
E n�s, o que somos para ele?
- Visitantes! - Se voc� quiser.
Mas voc� acha que seria algo ruim de n�s cuidarmos dele?
Cuidar? Como?
Temos dinheiro.
Temos muito para n�s. N�s poder�amos comprar-lhe coisas.
Comprar roupas, cobertores, brinquedos.
N�s poder�amos lev�-lo ao m�dico!
M�dico? Para mat�-lo? Isso n�o!
Se estivesse doente n�o diria n�o, mas eu o levaria ao m�dico.
N�o necessita de voc�. Amoretti tem tudo o que precisa.
Eu quero que coma o p�o que eu ganho, Eu dou-lhe o seu cobertor.
Eu quero ganhar para sua sopa.
E quando tiver 3 anos Fique tranq�ilo
Serei eu quem vai comprar suas costeletas de cordeiro.
Sr. Mazel, disse-me que o seu po�o era de 25 m.
N�o � verdade, tem mais de 30 m.
E descer at� o final da corda
j� � dif�cil para um jovem.
Eu tenho 56 anos. Mas eu vou l� para ganhar dinheiro para a crian�a.
Eu disse-lhe 300 francos, mentira. Esse servi�o custar� 500 francos.
Mas eu n�o que lhe dever nada.
Porque quero que seja voc� que me dever� alguma coisa.
Porque voc� me fez uma injusti�a.
Pascal, voc� fala de justi�a mas voc� mesmo n�o � justo.
Se seu filho f�sse vivo n�o estaria aqui hoje.
Talvez Pascal. Mas voc� tem certeza sobre isso?
Voc� pode jurar sobre esta crian�a que est� seguro disso?
Eu n�o vou jurar nada.
Portanto, n�o fique raivoso e n�o busque palavras pejorativas.
A situa��o � t�o grave e t�o triste para todos.
Se voc� pudesse ver o que passamos, me falaria mais amigavelmente.
Tenho trabalho, Sr. Mazel.
Porque a Fran�a perdeu a guerra e o Sr. Mazel perdeu seu filho
eu tenho a perder o meu neto?
N�o o perder� papai, voc� sabe.
Eu sei, eu sei.
Eu sei que nos �ltimos dez dias foi cinco vezes � sua casa.
E deram-lhe roupas de seda, almofadas de plumas
Gorros especiais. Bem, um monte de coisas
que a crian�a de um pobre n�o necessita.
E este carrinho de crian�a! O que voc� acha?
� muito bonito. � constrangedor para minha roupa de domingo.
Agora imagine ficar aqui, se divertindo com ele
Em vez disso, eu tenho que usar colarinho e gravata
e levar minha fam�lia at� a casa de Mazel.
Por que voc� prometeu?
Pensei em fazer o bem. A Sra. Mazel disse
Que preparou um lanche para as meninas.
A princ�pio eu recusei mas ela insistiu.
Sabe quando voc� quer algo � muito dif�cil dizer n�o.
N�o para mim. Eu sei muito bem dizer: "N�o".
N�o, n�o e n�o!
E agora mesmo.
Pois sei bem porque nos mimam.
Cr�s que tem um prop�sito?
Claro!
Eles s�o muito inteligentes. Eles conhecem as leis e os not�rios.
De repente, eles o adotam e o agregam � sua fam�lia.
E n�s n�o somos nada. Voc� entende?
N�o papai, � mais dif�cil do que isso. Seria necess�rio o meu consentimento.
S�rio?
Se necessita de teu consentimento ent�o estou calmo.
- Vai sozinha? - Sim, eu tenho que estar l� �s 2:00.
Bem, v� em frente.
Cuco!
Tenha muito cuidado!
E se ela te faz assinar pap�is, suspeite disso!
Tem valor olhar para essas belas fotos.
- Eles ensinam a menina. - Eu n�o posso.
Eu n�o posso.
Ol�, pessoal! Ol� a todos!
Ol�, Sr. Mazel. Como voc� est�?
Bem, na medida do poss�vel, Felipe. E voc�?
Ele n�o posso estar melhor.
Bom para voc�.
Eu estava andando pela rua, muito triste ...
Quando de repente, o que eu vejo?
A porta de seu armaz�m aberta.
Ent�o eu disse: "Eu subirei para cumpriment�-los."
Te not�cias, fale um pouco.
Voc� pode ter boas raz�es para alegrar-se, mas n�s n�o.
Quem sabe? Na vida, Sra. Mazel, alg�em considera um azar ...
E talvez n�o seja assim.
� prov�vel que n�o mais iremos v�-lo novamente.
Mas ningu�m o viu morto!
Felipe, n�o brinque com essas coisas.
N�o � brincadeira, Sr. Mazel.
Finalmente fomos oficialmente notificados.
Eu, em seu lugar.
em seu caso, se h� d�vidas.
Est� louco! Pare!
N�o, minha senhora.
Eu encontrei alguns aviadores que falaram comigo.
Me disseram que � poss�vel Jacques estar vivo.
E talvez com seu p�ra-quedas caiu na Su��a.
N�o � inteiramente certo, mas vamos mant�-lo em conta.
Eu n�o quis dizer de entrada porque teriam ficado contente.
Alguns acreditam que v�o receber uma carta.
Quando? Mas quando?
Ou at� mesmo um telegrama.
E talvez venha para Salon nestes dias.
- Ele est� vivo? - Sim, ele est� vivo.
Fui enviado pelo coronel!
Est� aqui e sorrindo.
Felipe soube contar a hist�ria?
N�o, n�o soube.
Mas eu imaginei.
A mim tamb�m contaram algo.
� verdade?
Quantos tempo ele tem?
Ele est� com quase 6 meses.
Voc� teria preferido uma menina?
Eu trago uma grande not�cia mas encontro outra t�o grande.
Suba para ver seus pais, vou lhe contar tudo depois.
N�o esperava?
- Jacques est� de volta! - Jacques?
Que Jacques? Ser� o dos Mazel?
Sim, ele est� de volta com seus pais.
- Mas voc� o viu? - Sim, eu o vi.
E a crian�a est� l� em cima?
Voc� n�o deveria ter deixado sozinha entre os Mazel.
Ent�o, esse rapaz chegou aqui, como um fantasma?
N�o, Felipe veio em primeiro lugar para prevenir.
- Ele tamb�m est� aqui? - Eles se beijam todos l� em cima.
� bom de ver. Eles est�o t�o felizes ...
n�o t�m mais nada a lamentar. A Sra. Mazel � uma fonte.
- E o menino? - Est� no quarto.
Dormindo. Eles n�o tiveram tempo de pensar sobre isso.
- Aonde vai? - Vou busc�-lo.
Para qu�?
Meu bebezinho.
- Vamos. - Por que?
Aqui estamos a mais. Eles recuperaram o seu filho.
� melhor deix�-los.
- Voc� quer carreg�-lo? - Sim, eu tenho for�a.
N�o fiquemos aqui, n�o � de boa educa��o.
Se t�m algo a nos dizer, sabem onde vivemos. Vamos l�, meninas!
Andando, vamos!
Vamos l�!
Diga-me se voc� ver o carro.
Hey, Felipe! Voc� v� o carro?
- N�o. - N�o. N�o h� sinais de nada.
- Ele disse que viria �s 11:00! - Ele disse: "Por volta das 11:00".
S�o 11:05. Voc� teme que se esqueceram?
N�o fique nervoso, Eu sei que vir�o.
Aqui tem algo que atrai mais do que um �man.
Devo usar o chap�u?
- N�o, pai, voc� est� em casa. - � verdade, mas n�o � um dia normal.
Segundo me disse Felipe, vir� pedir a sua m�o.
Eu acho que est� se iludindo.
Eles recuperaram o seu filho, podem ser t�o orgulhosos como antes.
Isso me surpreende. O que voc� diz, Amanda?
Para mim, isso me faz querer chorar.
Quando eu fa�o uma pergunta, sempre responde com a mais idiota!
Eu sei que vem pedir a m�o de Patricia.
Sr. Mazel vir� de luvas brancas. Assim fazem os ricos.
Enfim, no meu tempo era assim.
Levo o chap�u na m�o?
- Para qu�? - Daria uma sensa��o natural ...
Como se eu fosse sair.
L� v�m eles!
- L� v�m eles! - Est�o de luvas brancas?
Eu n�o sei, eu s� vi o carro. Jacques est� dirigindo.
- Jacques? - Sim
E com a velocidade que chegaram, eu acho que est�o com pressa.
- Est� mais apressado do que voc�. - O que voc� sabe?
Ela n�o sabe nada. Mas voc� tem que falar o tempo todo.
Cuidado que chegam. Dissimulem. Acima de tudo, n�o digam nada.
A primeira que falar, Vou abandon�-la,
� noite na floresta, como o pequeno polegar.
Diga a eles que entrem.
Cale a boca!
Entrem!
Ol�, Pascal. Ol�, meninas.
Ol�, Sr. Mazel.
Ol�, minha senhora.
Ol�, senhor.
Nunca havia visto o nosso filho.
N�o, senhora, nunca. � um belo rapaz.
� exatamente como eu imaginava, � um pr�ncipe.
� muito gentil, mas n�o h� pr�ncipes na fam�lia.
N�o que eu saiba.
Pascal, voc� deve supor porque estamos os tr�s aqui.
N�o me atrevo a adivinhar, Sr. Mazel.
Voc� quer que retire as meninas?
Desta vez n�o, Pascal.
Elas podem ouvir o que eu tenho que dizer.
Melhor assim, Sr. Mazel.
As coisas mais belas da vida ...
s�o as que podem ser ditas na frente das meninas.
Pascal, Deus nos trouxe de volta nosso filho.
Falei longamente com Jacques.
E eu quero dizer que lamento profundamente
o mal que lhe causei.
E agrade�o a Deus ...
que nos permitiu a possibilidade de limpas nossas m�s a��es.
Venho para perguntar se voc� consente em dar ao meu filho, Jacques
a m�o de sua filha, Patr�cia.
Desde que voc� falou
o sol voltou a brilhar nesta casa.
Com quatro palavras de um homem honrado fez brilhar at� a mob�lia.
Eu consento, Sr. Mazel.
Tinha nos levado a honra. Hoje, ela nos foi devolvida.
Obrigado, Sr. Mazel.
Agora...
poderemos caminhar sorrindo pelas ruas de Salon.
Voc� � um homem bom, Pascal.
Talvez n�o t�o bom, mas honrado, Sra. Mazel.
- E quando celebraremos este casamento? - Logo que poss�vel, � claro!
Proponho que amanh� de manh� iremos juntos para a prefeitura,
pediremos a documenta��o dos meninos.
Patricia ainda n�o disse nada.
Ele est� demasiado emocionada para falar.
� verdade, minha senhora, estou muito emocionada.
Mas eu gostaria de dizer algumas palavras.
Eu quero dizer ao Sr. e Sra. Mazel, que me fazem uma grande honra.
Sr. Mazel falou em um momento atr�s de limpar uma m� a��o.
Ele disse que estava arrependido.
Parece que vieram pedir a minha m�o porque sua consci�ncia o acusou.
Se � s� por isso n�o vale a pena ir incomodar o prefeito e o padre.
Jacques
O casamento n�o � uma fam�lia que aceita uma crian�a.
� um homem que quer uma mulher.
Que vem busc�-la de seus pais.
� amor ou remorso?
N�o me diz nada?
Me permite? Vamos tomar um ar.
Para onde eles v�o?
Voc� sabe, depois do que fizeram conosco, nada pior vai acontecer.
- � de verdade? - O qu�?
- Nosso casamento. - Parece que sim.
Isso lhe agrada?
Bem, n�o, obviamente. Mas eu tenho que aceitar.
N�o me toque! N�o me importa um dedo, voc� e seu bazar.
Bobinha, voc� acreditou nisso? Eu estava brincando.
Com essas coisas, n�o se brinca.
Porque eu te amo.
Assim como eu e muito mais do que voc� pensa.
Voc� nunca me escreveu.
Disseram-me que era casada e eu acreditei.
Eu sabia que n�o era verdade.
Queria me defender.
De mim?
De todo o mundo, e de minha m�e.
Felipe, voc� deveria vestir as meninas
porque, agora que estamos todos de acordo
talvez vamos discutir.
- Sobre o qu�? - Espere. N�o vamos come�ar antes.
Sim, os enamorados chegam!
- O que voc� quer falar? - Voc� sabe muito bem.
Da crian�a.
E ademais, n�o o toque.
Deixe-o dormir.
Eu tenho o direito de olhar para o meu neto!
Talvez seja seu neto, mas eu sou seu av�.
E eu digo que antes do casamento teremos que nos concordar
e dizermos claramente quem ser� respons�vel por essa crian�a.
O que voc� quer dizer?
Ele � meu ou dele?
Ele � nosso.
Isso j� sabemos, � claro. Mas a quest�o da autoridade.
Tem o seu pai e sua m�e.
Somos suficientemente grandes como para se preocupar com isso.
Voc�s podem querer, cuidar se necess�rio
Mas essa crian�a n�o � de voc�s.
Voc�s � que s�o dele.
Voc� est� certo, Jacques.
Am�-los, servi-los, esses s�o os �nicos direitos
que os velhos t�m sobre os jovens.
Ele respondeu com um sorriso.
Sim, um sorriso!
Adeus, Amoretti!
Ol�, pequeno Mazel!
N�o importa como te chamem
Voc� � de meu sangue e sorri, certo?
Incomodo?
O que voc� quer?
Eu quero perguntar algo a Jacques.
- O qu�? - A sua opini�o.
Talvez se irrite de ter um cunhado t�o est�pido como eu.
Especificamente, Voc� pede a m�o de Amanda?
- Eu concedo-a. - Obrigado.
Est� bem, isso � bom. Ent�o, o que sou eu?
Pascal, voc� � meu professor.
Eu n�o posso falar bem de sua filha, aqui na frente de todos.
Amanh� vou pedir sua m�o
com luvas de barro vermelho do fundo do po�o.
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