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Kitty e a Confer�ncia Mundial
Como voc� v�, essa � Genebra.
Uma cidade em que todos conhecem como a cidade da conferencia.
Tudo que voc� desejar, � proposto aqui.
Tamb�m encontram-se os pol�ticos.
A ONU foi criada e homens v�o �s ruas para verem os pol�ticos,
antes de seus pronuciamentos ao mundo.
Os representantes da imprensa tem seu grande dia,
assim como a pol�cia secreta que � enviada para a seguran�a.
O ponto alto da confer�ncia come�a e todos se concentram nas sess�es
que s�o passadas de minuto a minuto e o destino da humanidade � informado.
Mas a comunica��o distribu�da cont�m pouco mais que consolo e, ap�s isso,
ela acaba, a imprensa se dispersa, o c�mera guarda seu material e todos voltam para casa.
Sim, o esfor�o foi grande e o sucesso pequeno.
embora sejam desejadas mudan�as e mesmo que tenha havido entendimento,
n�o podia ter sido diferente, por isso, come�am e terminam tantas confer�ncias.
Kitty e a Confer�ncia Mundial
- Estamos, de novo, em Genebra e ela continua uma bela cidade,
onde vale a pena evitar confer�ncias.
Perd�o, onde vale � pena celebrar confer�ncias.
Ai vem a delega��o americana na �rea de pouso...
Pousa a delega��o sovi�tica no solo de Genebra...
A delega��o francesa desembarca na esta��o...
- Logo papai chega, s�o dez horas. - E voc� vai para cama, n�o, Kitty?
- Uhm, mam�e! Acho que n�o!
- Por que ir para a cama �s 10?
- Janete podem ficar mais tempo. - Ah! Janete...
- Sabe o que ela j� teve? Ela j� teve namorado!
- Mas, Kitty... - Sim, ela j� teve.
- Ela disse que era um estudante da Espanha. Talvez nem seja espanhol.
- Mas ele tem cabelos e olhos bem pretos.
- A Janete pode fazer o que quiser.
- Mas voc�, n�o.
- Vem me ajudar aqui.
- Voc� � uma crian�a. - Voc� sempre diz isso.
- Mas, para mim, os homens s�o bonitos. - Voc� acha?
- Sim, eles tamb�m me acham...
- Se eu quisesse, era s� chamar com o dedo e, talvez, eles viriam.
- Mas voc� n�o pensa em... - N�o, mam�e, eles tamb�m me v�em como crian�a.
- Pois eu devo ir �s dez para cama!
- L� vem papai. - Cheguei.
- Boa noite, papai!
- O que voc� faz acordada? Isso � hora de ir dormir.
- Ela lhe aguardava esse tempo todo.
- Eu ouvi o senhor tocando o hino franc�s.
- Sim, a Marselhesa foi bem, o hino americano tamb�m, mas o russo saiu mal...
- Mal?
- Mas n�o tivemos muito tempo para ensaiar.
- Que gostariam que sa�sse?
- Al�m disso, o senhor viu todos os ministros?
- Eu vi todos, mas s� olhei para as notas.
- Tem umas notas bem complicadas que eu devo treinar, s�o assim:
- Me deem um momento, vou ensaiar um pouco.
- N�o passe a noite tocando, querido. E voc� vai para cama, Kitty.
- S� umas notas, ou�am bem! Assim, come�a...
- Este � Henry tocando.
- Ol�, Henry!
- Quem � que me chama?
- Voc� os viu? Qual foi a impress�o? - Foi boa, muito boa! � isso que posso dizer.
- E o que voc� viu de longe? Algo similar ao seu humor?
- O humor estava magn�fico. Voc� volte para cama!
- Voc� entendeu bem o que seu pai disse. - Quem vai ficar me espiando?
- Deixa ela! Vem me dar boa noite, Kitty.
- Boa noite papai.
- Boa noite mam�e.
- Amanh� acordo cedo. Os ingleses v�o chegar.
- Esse � o �ltimo dos ministro do exterior a desembarcar...
- Eis o ministro: Sir William Ashlin.
- Lamento, mas, n�o temos tempo.
- Daqui, eu vou sozinha.
- N�o fique na rua, est� tendo muito tumulto.
- Voc� n�o pode passar por aqui. - Mas eu tenho que trabalhar.
- Voc� vai ter que deix�-lo por hoje. - Acredite, eu tenho que entrar.
- Ent�o, meus senhores, estajam todos preparados!
- Ah, bom dia! Nossa Kitty chegou.
- O que voc� tem algo a nos dizer?
- Eu devo dizer que cheguei atrasada, mas a multid�o n�o deixava eu atravessar.
- Atravessar, sei, isso � desculpa.
- Hoje � um dia muito importante para a gente.
- Tudo bem, Senhor Jeannot.
A esperan�a da Europa de paz e seguran�a...
- Esperan�a da Europa?! D� para desligar isso? N�o aguento mais, est� me atrapalhando.
- Para barbear, preciso de concentra��o.
- N�o est�o abertas cr�ticas.
- Ent�o, como eu disse, a delega��o brit�nica vir� em nossa estabelecimento.
- E vir� com 26 pessoas. preparem-se para barbe�-los.
- Pode usar m�quina de barbear? - A palavra "el�trica" eu n�o quero ouvir.
- Eu sou, gra�as a Deus, um conservador. Agora, de volta �s posi��es.
- N�o v� enlouquecer, Jeannot.
- Talvez o senhor se interesse em saber, que o ministro ingl�s, sempre que vem em Genebra, faz a barba conosco.
-Franz.
- Ent�o, Senhor Becker, Sir William vem aqui h� bastante tempo.
- Aqui, vem o Senhor "Brillant". Aqui, o senhor "Estresse" e o Sir William Ashlin.
- Franz, voc� tem feito muita pol�tica aqui.
- Hoje vai ser melhor. Tenho muito a falar com Sir William.
- Est� pronto, senhor Becker. - Muito bom, Janete.
- Obrigado!
- Licen�a.
- Consegui um franco. - Como voc� consegue?
- F�cil, Kitty. Voc� olha para as m�os, eu para os olhos.
- Mas voc� n�o entende isso.
- Senhoras, muita concentra��o.
- Janete e Kitty, Manicures ficam em sil�ncio.
- Sim! Senhor Jeannot.
- 300 p�ezinhos e 50 p�es brancos.
- Pode conferir. - Pode ir.
- Eu n�o acredito nisso.
- Meus senhores, vou ser claro sobre o plano.
- Quando formos � reuni�o, todos ter�o uma grande surpresa.
- Deseja a�ucar? - S� quero o sabor do ch�.
- Permita-me senhor fazer uns coment�rios.
- O Plano Ashlin pode sofrer certa oposi��o.
- Espero que possam ver que ninguem vai preferir ter perdas.
- Crowford, vamos ter que nos impor. Eu estou otimista com o plano.
- Apesar do rosto de Crowford mostrar o contr�rio.
- Senhor, estou h� 20 anos em servi�o.
- Com minha cabe�a e, se quiser, meu cora��o . Mas, n�o fa�o pol�tica com meu rosto.
- Fa�a um rosto que confunda.
- Isso � para o Crowford.
- Sim, est� claro.
- Al�, Londres. Entedido. Continue.
- Cuidado com os cabos.
- Como voc�, n�o temos muito tempo, Miss Jenkins. O que temos l� fora?
- Mr. Ashlin, temos sol. Desde que viemos de Londres...
- N�o estamos de f�rias aqui, espero ter sido claro. - Se a senhora n�o se importar.
- Claro, Mr. Ashlin.
- ... n�o contabilize isso...
- Cad� o mapa da cidade? - J� est� a caminho.
- Voc� fica muito bem de bicicleta. Voc� vai receber a di�ria.
- Robert Ashiling, sobrinho de Sir William Ashiling sem o qual nenhuma confer�ncia seria poss�vel.
- O que foi? - Isso deve ir imediatamente ao Sir. William.
- Mas voc� entrega, eu estou fora!
- O pr�ximo ponto � a descri��o do contigente da incurs�o.
- N�s acreditamos que a situa��o � incomum. O que � agora?
- Sim Robert, o que voc� me traz? - Perd�o, Senhor, leia!
- O que foi?
- Senhores, nos vemos mais tarde.
- Veja voc�!
- Senhor, eu aguardava por isso.
- Devemos cancelar nosso plano e discutir novas estrat�gias.
- Essa informa��o deveria vir h� tr�s dias atr�s.
- � tudo o que voc� tem a dizer?
- Crowford, voc� sabe o que isso significa?
- Que a confer�ncia foi mudada e j� come�ou. Lamento, Senhor.
- Voc� pode verificar se tudo ai � verdade?
- Se for, podemos refazer nossas malas.
- O que foi de novo?
- Perd�o, senhor. - J� disse para n�o ser incomodado.
- Senhor, a imprensa pediu uma coletiva. - A imprensa pode ser enviada para casa.
- Sir, � a imprensa. - Ok, ent�o vamos.
- Segure-o.
- Senhoras e senhores, me alegro em v�-los.
- Muitos de voc�s eu j� conheci mais cedo.
- N�o preciso dizer o quanto essa confer�ncia � importante.
- Estamos confiantes e otimistas nesta miss�o.
- Sabemos que o mundo espera de n�s: paz e seguran�a para todos.
- Ningu�m espera mais do que eu dar isso a milh�es. .que n�o querem ser decepcionados.
- N�s esperamos que a confer�ncia, que come�a amanh�, tragam os resultados que o mundo espera...
- ...e transcorra na harmonia desejada.
- Estou seguro que vamos dedicar energia....
- ... para responder as quest�es, sem prejulgamentos...
- ...de todas as na��es que est�o aqui.
- N�s sabemos que o medo e a inseguran�a...
- O que h�, Robert? - Vim confirmar que a informa��o est� correta.
- Eu devo dizer que lamento. - Obrigado, Robert.
- Uma beleza que ningu�m aproveitou. - Essa vista...
- Este um dos lugares mais bonitos de Genebra. - Deve haver rouxin�is aqui.
- Rouxin�is.
- Rouxin�is.
- Imagine dizer algo a imprensa que nem voc� acredita?
- Informar que nossa vinda foi in�ltil.
- Senhor! - Eu sei o que voc� dir�, Crowrford.
- Que isso s�o coisas da pol�tica. - Isso eu j� conhe�o h� 20 anos.
- Depois de 20 anos participando disso, n�o tenho id�ia do que ser� decidido.
- Estou sem a��o.
- Sir, j� estou acostumado �s inseguran�as do meu trabalho.
- Voc� nunca se questiona dos resultados?
- Por duas d�cadas, nada de positvo sai de nossas mesas.
- Estamos cheio de protocolos e memorandos n�o sa�mos do jogo.
- Somente jogos.
- .Tudo se resume a minha mesa.
- Pouco importa se estamos em Paris, Genebra ou Nova York
- N�s devemos nos perguntar se algo ser� alcan�ado.
- Se o pior ser� evitado?
- Algu�m pode me dizer?
- Deseja algo, Sir? - Obrigado! N�o preciso mais de voc�.
- � um prazer servi-lo. - Boa noite!
- Devo acompanh�-lo, Senhor? - N�o, obrigado.
- N�o precisa, vou dar s� uma volta. - Como quiser, excel�ncia.
- Boa noite! - Boa noite!
- At� a pr�xima.
- Kitty, venha pontualmente. - Vou tentar.
- Durma r�pido, para acordar cedo.
- Olha s�! De onde voc� vem?
- V�, garoto, saia!
- V�, cachorrinho!
- Esse cachorrinho � seu? - N�o.
- Que bonitinho.Deve estar perdido. - Sim, deve estar procurando a casa.
- Boa noite.
-Se n�o pertence ao senhor, vou ver se ele � dessa casa.
- Ele est� tremendo de frio. - Sim.
- O senhor pode tocar a campainha. - Onde?
- Ali. O cachorrinho n�o pode ficar na rua. - Eu n�o poso tocar a campainha!
- Por que n�o?
- Quem n�o vai querer esse cachorrinho? - Pare, pare!
- Ol�, quem �?
- Boa noite. - Continue...
- Perd�o, mas co cachorrinho est� perdido. - Eu n�o tenho nenhum cachorro.
- Ora... - N�o pertence a ela.
- Ent�o... - N�o podemos deixar o cachorrinho na rua.
- Voc� vai tocar todas as portas?
- Al�! O que voc� deseja? - O senhor fala!
- Al�, perd�o! Temos um cachorro que fugiu! - Como?
- Temos aqui um cachorrinho que fugiu. - Eu n�o o entendo. Voc� pode repetir?
- Um cachorrinho est� na rua e quero saber se a senhora � a dona?
- Voc� est� ai.
- Oh! meu menino, onde voc� estava?
- Ele � seu? - Sim!
- J� resolvemos!
- A porta estava aberta e ele escapou.
- .Obrigado. - De nada!
- Muito obrigado!
- Ol�, o que aconteceu? - J� resolvemos!
- Como assim "resolvemos"? Isso n�o � hora de tocar a campainha!
- O que voc�s est�o pensando? Isso � hora de todos estarem em casa.
- Me lembro da escola. Tocando e fugindo. - Eu tamb�m fazia isso.
- Bem, ent�o... Boa noite! - At� logo!
- Talvez voc� pode me fazer um favor. Eu gostaria de ir ao Paradiso.
- Como posso ir? - Voc� quer comer l�? L� � muito caro.
- Voc� vai por aqui, ent�o primeira rua � direita, v� pela pra�a, ent�o esquerda.
- � muita informa��o. Acho que falei demais.
- Quer saber? Eu levo voc�. - N�o posso obrig�-la a isso.
- Claro que n�o. Fa�o isso com gosto, venha.
- N�o entenda errado minha companhia.
- Se eu incomodar, posso ir embora. - Certamente, n�o pensei isso.
- O senhor est� dizendo ent�o? - O que quer dizer isso "Ent�o"?
- Meu pai sempre faz isso.
- Significa que a gente diz algo, mas de mentira.
- H� situa��es que o dito pode n�o ser verdade.
- Sim! H�! Vou lembrar disso "Ent�o".
- Honestamente, eu gostaria de sua companhia. - �timo, vamos!
- Aqui estamos.
- O senhor encontraria sozinho? - Provavelmente, n�o.
- De todo caso, foi �timo estar perdido.
- O que � isso? - � o an�ncio da confer�ncia.
- Ah, sim! - Os sinos batem, pois � algo muito importante.
- Meu pai disse que � a confer�ncia mais importante do p�s-guerra.
- O senhor tamb�m vai trabalhar l�? - Sim, um pouco.
- O senhor � jornalista? - N�o, n�o tenho nada a ver com isso.
- A senhora gostaria de jantar comigo? - Como �?
- Com o senhor? - Sim!
- Melhor n�o! Eu n�o tenho tempo.
- N�o quero que o senhor ache que o trouxe para ser convidada.
- O senhor est� falando s�rio? - Certamente.
- O senhor pode me trazer aqui outro dia.
- Mas o que dir�o os outros?
- Eles sempre pensam muito dos outros.
- N�o, melhor n�o.
- Mas quer saber? O senhor poderia ser meu pai. Eles n�o o conhecem.
- Desse modo, vamos, mas sem demorar.
- Por aqui, Excel�ncia.
- O senhor sabe quem �? - Naturalmente, senhor.
- O senhor ouviu? Todos o chamam de excel�ncia. - Eu n�o sei por qu� eles dizem isso.
- Talvez achem que eu sou um bar�o.
- Que estranho, eles lhe acham importante.
- Se eu quero comer, simplesmente chamo.
- Ei, Pierre, eu quero... Perd�o.
- N�o foi nada.
- N�o sabe? Meu pai � um homem importante.
- Perd�o, excel�ncia.
- N�s vamos querer algo leve. Voc� quer algo especial?
- Vou querer algo leve tamb�m.
- O que voc� pode sugerir? - Carne Saut� flambada no champanhe.
- A senhora gosta de Saut�? - Sim! Isso � bom.
- Ent�o, n�o vamos beber agora. - Sim, excel�ncia.
- Isso pode ser um furo para meu irm�o. - E dai?
- O Sr. Ashlin, aqui com esta senhora - Se o chefe ver, adeus.
- Mas � a grande chance dele. - Se voc� faz isso, voc� � demitido.
- Licen�a, excel�ncia.
- Para mim, isso de "excel�ncia" � estranho. - Para mim, tamb�m �.
- Mas � engra�ado. - Muito.
- N�o � maravilhoso estar aqui?
- Que voz suave. O senhor n�o acha? - Sim, eu tamb�m.
- Meu pai diz que h� muitos que n�o podem se divertir.
- Seu pai parece ser um homem inteligente. O que ele faz?
- Meu pai est� envolvido na confer�ncia. Ele pertence ao comit� de recep��o.
- Ele est� em todas as confer�ncias. Sem ele ela n�o ocorre.
- Ele conhece todos os ministros. Ele sempre est� bem perto deles.
- E o que ele diz da confer�ncia? - O que dizer? Tudo vai bem.
- Mas sempre tem preocupa��es.
- Podemos servir? - Por favor!
- O que eles est�o fazendo? Eles n�o v�o servir?
- Mas me diga o que fala o seu pai? - Ele diz que h� muitas reuni�es de pol�ticos.
- Isso pode explodir!
- N�o, isso faz parte da receita. - Faz parte?
- A comida n�o veio quente? - Eu acho que sim.
- Mas aqui n�o � cozinha para fazer isso. - � para vermos o que eles fazem.
- Bom apetite, excel�ncia. - Obrigado!
- � s� isso? - Sim.
- Esse � o... - Saut� flambado ao champanhe.
- Que nome grande para uma comida pequena.
- � o que meu pai fala sobre pol�tica. Muita reuni�o, pouca a��o.
- Mas pol�ticos h� em grande quantidade. Poucos s�o agrad�veis.
- Aqui estou. - Tome cuidado para que n�o o vejam.
- Sim, aguardo aqui. Onde est� ele? - Bem ali.
- Essa � minha grande chance de furo.
- Quantas pessoas est�o tendo uma noite t�o boa? - Como assim? Muitos podem estar tendo.
- Lamentavelmente, n�o.
- Mas eu sei que estou tendo.
- Estou gostando muito de tudo, da vista, a luz e o aroma. - � o meu.
- Seu o que?
- � o o meu perfume, uma gota e j� enebria. Se chama Eskandal.
- O nome n�o combina. - Mas eu n�o ligo, o que importa � o aroma.
- Com certeza.
- Nossa, j� s�o 10 horas, temo que devo ir. - Que pena. Ent�o vamos.
- Traga a conta. - Sim, senhor.
- Agora � a hora para tirar a foto. - Tome cuidado para o chefe n�o o ver.
- Sen�o, estou perdido.
- Eu agrade�o sua companhia. Mas eu n�o sei seu nome.
- Kitty Dupont e o seu?
- Tenho que saber com quem jantei. - Diga que sou algu�m que...
- Deixe-me ver... - N�o, eu pago.
- 95 francos? Isso � metade do meu sal�rio.
- N�o estou reclamando, mas � muito caro. - Me d� licen�a.
- Excel�ncia. - Eu n�o tenho nenhum dinheiro aqui.
- Envie para a minha delega��o a conta para que seja paga.
- Compreendo.
- O senhor n�o pode tirar foto aqui, saia.
- O senhor disse que custou 95 francos? - N�o!
- Eu ainda estou com fome. Diga que o senhor n�o est�.
- Mas se voc� est�, devemos pedir outra coisa. - Aqui, n�o!
- Aqui est� melhor. - Bem melhor, se voc� n�o � importante.
- Me desculpe n�o ter oferecido. O senhor quer?
- Pegue. - N�o sei se devo.
- O senhor deve pegar com a m�o. � mais f�cil.
- Voc� est� gostando?
- Meu pai gosta do vinho daqui. - Voc� pode beber bastante, pois � leve.
- Licen�a, a m�sica o incomoda? - N�o.
- Caso queira mais, me chame. - Para mim, est� bem.
- �timo. Perd�o, mas n�o o conhe�o? - A mim?
- Acho que eu j� o vi. - Duvido. Voc� est� enganado.
- Eu sei que lhe conhe�o. - De todo caso, boa noite.
- O senhor costuma vir muito aqui?
- Algumas vezes, preciso vir, lamentavelmente.
- Como "lamentavelmente"? N�o gosta de Genebra?
- Pelo contr�rio, mas nem sempre � bom.
- Ol�, traga a conta. - Duas por��es..
- Eu tenho certeza que o conhe�o.
- Licen�a, Senhor William, eu preciso...
- Voc� n�o pode...
- Ah! O senhor � William Ashlin, eu sabia.
- O senhor � Sir. William? - Sim.
- Verdade, assim? - N�o! � de verdade.
- N�o desse jeito. - Isso � maravilhoso. Jamais imaginei que...
- Tudo bem, tudo bem.
- Eu n�o tenho dinheiro comigo, envie a minha delega��o.
- Claro, o senhor � William Ashlin.
- O senhor visitando meu restaurante...
- O senhor pode assinar aqui? Vou colocar na parede.
- Perd�o, sua excel�ncia, eu n�o sabia.
- Se eu soubesse... - O que?
- Teria tratado de outro jeito. - Como?
- Diferente.
- Voc� n�o tratou bem a excel�ncia, mas a mim, tratou muito bem.
- Mas j� que estou com o senhor, vou trat�-lo melhor.
- Sa�de, excel�ncia.
- Finalmente, Kitty. Voc� sabe que horas s�o?
- Eu sei, mam�e.
- Onde voc� estava? - � uma hist�ria engra�ada...
- Por que n�o diz simplesmente onde estava? - Eu quero contar tudo...
- Eu fui convidada para um jantar em Paradiso. - Jantar em Paradiso, com quem?
- Com o Ministro Brit�nico do Exterior. - Com quem?
- Voc� tem certeza disso? - Voc� fala de Sir William Ashlin?
- Sim! Ele estava na rua sozinho.
- E me convidou para comer carne saute flambada no champanhe.
- Mas era pouquinho e muito caro. Ele pagou 95 francos.
- Voc� me diz algo, Henry. - Venha c�, Kitty.
- Voc� sabe que n�o precisa ter medo, quando faz algo est�pido.
- E voc� sabe que, algumas coisas, eu n�o posso tolerar.
- Voc� entendeu? - T� bem, papai.
- Mas � verdade. Eu estava com a excel�ncia.
- Um momento... - Onde voc� o conheceu?
- Ele falou comigo na rua. - O ministro ingl�s? Mas, Kitty.
- Voc� caiu em uma brincadeira.
- Com certeza, quero uma explica��o.
- O Ministro tem mais o que fazer do que jantar com voc�.
- E sempre anda com ele, policiais e secret�rios...
- Meu Deus, Kitty, voc� � muito tola.
- Como ele era? - N�o sei, mas foi bem gentil.
- Parecia um senhor comum.
- Sim, por favor.
- Perd�o, mas eu n�o tenho dinheiro.
- Sem dinheiro, ent�o tem que descer. - Eu pago, senhor.
- O senhor n�o sabe quem ele �? - � o ministro ingl�s.
- Extra, Ministro Ingl�s jantou com jovem. - Extra, ministro em momento privado.
- Henry. - O que �?
- Eu estou lendo sobre a Kitty. � verdade?
- Ela jantou com o ministro ingl�s? - Possivelmente, � bobagem.
- � verdade, Henry. A foto foi impressa.
- O que voc� pensa, o que quer dizer isso?
- Realmente, o que isso significa?
- Significa que Sir William deu uma volta e perguntou pelo caminho.
- Ai, surgiu a Kitty. Kitty o informou e ele a convidou.
- Sempre muito cort�s.
- E Kitty foi muito gentil em lev�-lo.
- Eu quero ler isso. - Claro.
- V� comprar mais um jornal, Luise.
- Bom dia, excel�ncia. - Bom dia, Crowford.
- Que cara horr�vel � essa? N�o dormiu bem? Est� de mal humor?
- Me d� satisfa��o em v�-lo de bom humor.
- N�o t�o bem-humorado, mas sim.
- Permita-me perguntar, o senhor saiu dessa casa de noite?
- Voc� sabe bem, dei uma volta pelo parque, vi os animais.
Depois, eu voltei para a casa.
- Mas eu tenho mais informa��es. - Quais?
- Algumas um pouco pessoais. - Isso?
- Fui fotografado ontem � noite.
- Permita-me perguntar, quem � essa pessoa?
- Essa � uma menina muito gentil de 18 anos.
- Ela � menor de idade. - Que jantou com um homem adulto.
- Meu Deus, Crowford, n�o exagere.
- Me diga, por favor, como o senhor a conheceu?
- Por causa de um cachorrinho... - Um cachorro?
- Bem pequeno, ele se perdeu.
- E n�s ficamos tocando campainha.
- Senhor, eu n�o acredito... - N�o me importa, Crowford.
- Ap�s isso, fomos jantar e voltei de �nibus.
- De �nibus? - Andei um pouco e peguei um �nibus.
- Pois n�o!
- Essa foto � um esc�ndalo.
- O mundo inteiro vai comentar e o que eu devo dizer?
- O senhor com essa menina? Qual vai ser a nota oficial?
- Pense em algo bonito, Crowford. - �timo, senhor!
- Voc� sabe como pegar algum �nibus?
- Eu? Eu n�o sei, senhor.
- Kitty, finalmente chegou! - Desculpe-me pelo atraso, senhor.
- Acho que Kitty, n�o tem no��o do que est� ocorrendo.
- Mas o que est� ocorrendo? - O que est� ocorrendo?
- Voc� jantou com o ministro do exterior.
- Sua foto est� bem grande no jornal.
- Mas, disso eu n�o sabia. - Agora sabe. Voc� � a not�cia do dia.
- Eu tiro a barba do Sr. William h� cinco anos.
- Falamos sempre sobre o clima. - O seu caso � diferente.
- Exato. O senhor disse tudo.
- Voc� leu o artigo, Kitty?
- Bom dia.
- ... uma jovem charmosa acompanha o ministro... - ... � um mist�rio seu nome.
- Como foi que voc� jantou com ele? Voc� dividiu a conta?
- De algum modo, � o que est� ai, leia. - Mas conte como foi realmente?
- � uma hist�ria que eu n�o quero falar sobre.
- Voc� compreende, senhor Jeannot? - Sim, naturalmente.
- Mas como assim...
- Telefone, Sr. Jeannot. Venha logo!
- Sim, Sal�o Jeannot.
- Advinhem quem vem? - Delega��o Brit�nica.
- N�o temos nada a dizer do encontro do Sir. William.
- Perd�o, nenhum coment�rio. Obrigado.
De novo, um curioso. - Sabe o que � isso?
- To lendo no jornal. - Isso vai ser um estouro em Londres.
- Fique informado no que est� ocorrendo.
- N�o temos informa��es sobre encontro.
- Espero que saiba do caos que est� vindo. - Sim.
- Venha, Robert, devo conversar com voc�.
- Delega��o Brit�nica. N�o, perd�o!
- Sem coment�rios.
- Senhor Robert, estou muito preocupado.
- Venha sentar-se. - O que voc� que falar?
- Eu n�o entendo o que est� acontecendo... - Eu conhe�o Sir William h� 20 anos e n�o o reconhe�o.
- Ele est� muito diferente e agitado.
- Sair para jantar na companhia dessa garota.
- Quero saber, qual ser� a pr�xima dele? Ele est� incontrol�vel.
- N�o ser� a �ltima vez que ele ser� fotografado.
- A imprensa tem o objetivo de encontrar a menina.
- Ser� que a mo�a vai contar que foi um romance?
- Se o que ele fala for verdade, n�o ser� nada prejudicial.
- Mas se colocarem frases em sua boca. O caos est� feito.
- Temos que fazer algo, mas o que? - A mo�a deve sumir.
- Sumir? Isso � demais. - A mo�a deve sumir antes da pr�xima coletiva.
- No momento, temos algumas pistas de quem ela �.
- Espero que ningu�m mais tenha descoberto nada ainda.
- Mas espero que a encontremos. Vai ter que ser feito assim.
- Talvez voc� deva fazer isso, Robert. - Eu? Como assim?
- Robert, as coisas est�o bem delicadas e quente.
- Mas o que eu vou fazer?
- Isso j� me n�o me agradou.
- N�o nos vemos faz tempo, Franz! - Um ano e meio.
- Antes, o senhor precisava vir mais aqui. - Por conta da confer�ncia, venho frequentemente.
- O desenvolvimento � uma preocupa��o que se deve atentar.
- Voc� se preocupa, Franz? - Sua vida � muito tranquila.
- Voc� tem um emprego fixo uma bela situa��o.
- Eu soube que o emprego fixo � dos membros da delega��o.
- Voc� veio com tudo, Franz.
- Se eu tenho a oportunidade de dizer algo, eu n�o evitaria de comunicar.
- E o que seria... - � sobre a import�ncia da confer�ncia.
- Eu sei que o senhor v� de um jeito. - De tanto barbear, cortar e lavar, ou�o muito.
- Muito � conversado. - Ent�o, o senhor ouve tudo que � conversado?
- Sim, senhor! A confer�ncia tem muitas falhas.
- Ela, sem resultados, � uma piada.
- � necess�rio que algo seja feito imediatamente.
- Para que o sentido da confer�ncia seja retomado.
- Quisera fosse f�cil. - Sei que n�o � f�cil.
- Mas por vinte anos, estou em contato com pol�ticos.
- Se eu pudesse dizer algo...
- Sir, s�o nove e meia. - Certo. Acho que estamos terminados.
- Muito obrigado, Franz., at� amanh�. - Sim, excel�ncia.
- Ent�o, Crowford... - Vamos ao combate.
- Mantenha-os alinhados.
- Me chamo, Robert Ashlin. - Ol�, o senhor quer barbear ou cortar?
- Um momento, Ashlin? - Eu sou o sobrinho de Sir William.
- Me alegra em t�-lo no sal�o.
- O que posso fazer pelo senhor? - Ficaria feliz se tirasse aquelas coisas.
- Os jornais, por que?
- Seria perigoso se a imprensa interpretasse errado o jantar com sua funcion�ria.
- O senhor est� certo... - Sr. Jeannot.
- Tire todos os jornais imediatamente.
- � �bvio que foi uma p�ssima id�ia, como eu n�o supus?
- � um assunto pol�tico.
- Desse modo, tamb�m � relevante dizer que � uma propaganda para o sal�o.
- A imprensa seria terr�vel.
- Ent�o, tudo pronto. - Obrigado. Voc� � muito boa nisso.
- Podemos nos ver de novo? - Como assim?
- Hoje � noite. Voc� j� tem algo? - N�o, mas...
- Ent�o, vamos jantar. Onde voc� quiser. O que voce quiser.
- Sim, mas o que voc� est� pensando?
- N�o mencione meu nome. - Kitty.
- A vejo de noite. At� logo! - At� logo.
- Perd�o, voc� est� livre? - Quer fazer as unhas?
- Obrigado, quero conversar com voc�. - Sim, pois n�o.
- Mas n�o aqui.
- Ai est� voc�. Tenho uma oferta.
- A senhora tira uma foto com a gente � ganha um pr�mio.
- Uma simples foto e a senhora recebe uma geladeira.
- Uma geladeira? - Sim, � verdade, senhorita.
- Perd�o, aqui trabalha a dama que...
- L� v�m eles, vamos sair daqui.
- Quem � este senhor? - Robert Ashlin, o sobrinho de Sir William.
- O que est� acontecendo? - Se esconda ai!
- Senhor, cad� a menina? - Voc� nos ligou.
- Sal�o Jeannot � aqui n�o? - Meus senhores deve ter sido um engano.
- Mas o que est� acontecendo, vai nos contar? - Senhores, sem coment�rios, permitam-me.
- Eu estava tensa quando eu o vi. - Eu tamb�m.
- Mas vamos relevar.
- Por causa de ontem � noite e a foto no jornal.
- Voc� se tornou interessante para a imprensa.
- Compreende isso? - N�o!
- Como voc� n�o entende?
- Eles v�o querer saber tudo de voc�. - E dai?
- Com isso, voc� pode falar coisas que n�o s�o verdades.
- � melhor voc� n�o estar l�.
- Bem, voc� me leva para onde? - Pouco importa para onde.
- Conversar, voc� n�o pode?
- Bonito, n�o? - Bonito? Isso � um t�dio!
- Para mim, a vista � linda. Perfeita. - Por todo o dia, fica chato.
- Por que temos que ficar aqui? - N�o est� gostando?
- Contente? Estou com bolhas nos p�s. Tamb�m estou me queimando nesse sol.
- Vamos para a sombra! - N�o, obrigado.
- Voc� disse que eu era interessante? - Como assim?
- Para a imprensa, voc� tinha dito. - Voc� era interessante.
- Reflita, n�o acontecia nada em minha vida.
- Agora eu sou interessante.
- Voc� n�o me ouviu, eu ia ganhar uma geladeira. - Esque�a essa geladeira e tudo isso.
- Voc� pode bagun�ar toda a confer�ncia. Ser� que n�o fui claro?
- Voc� sabe no que eu estou pensando? Que todos da imprensa podem nos ver aqui.
- Por que voc� pensa isso? - N�s viemos � reboque, de taxi.
- O motorista pode ter sido seguido.
- Ele poderia at� ser um ator. - Deixe de conversa.
- N�o faz sentido?
- E agora o sol brilha e eu tenho sede. - Se tem sede me diga que eu vou buscar �gua.
- Aqui moram os Dupont? - Sim.
- Obrigado.
- Voc� vai adiante? - Mas � claro, quero saber onde estamos.
- Voc� tamb�m pode ir. - Eu n�o.
- Quando nos virmos de novo pegue, ao menos, algo para comer.
- Pare de dar ordens.
- Pegue-os. - O que vou fazer com isso?
- Pegue logo.
- Ei me deixe no ch�o, eu n�o quero ir.
- Pesada? - N�o! Est� indo bem.
- Voc� pode me colocar no ch�o? - Ah! Claro!
- Obrigado!
- Ent�o vamos andando. - Voc� n�o quer os sapatos?
- O senhor n�o sabe onde sua filha est�? - Eu n�o sei! Ela deveria estar no sal�o.
- A gente veio de l�. - Mas ela tinha que estar l�.
- Ela n�o pode ter deixado o sal�o. Voc� perguntou a Jeannot?
- Ele tamb�m n�o sabe. - Ele sabe, mas muito pouco.
- Talvez, o senhor possa nos responder.
- De novo ningu�m.
- Al�, Al�. Sim, um momento.
- Nada confort�vel aqui. - Sim. Quanto barulho!
- Uma liga��o para o senhor. Fale alto.
- Hopkins. Aqui � o Robert.
- Robert, onde voc� est�? O que?
- N�o entendo. Onde?
- Estou em algum lugar no interior. N�o! Est� tudo bem! O que?
- Eu n�o entendo.
- N�o, n�o vou ficar hospedado. S� quero notificar.
- Parem, seus pestinhas.
- Eu s� quero saber o que acontece ai?
- O pai da garota ligou.
- O que posso fazer? Eu tamb�m n�o sei dela.
- Ele tamb�m n�o tem id�ia. - Sim, que seja.
- Ok! At� de noite.
- E, posso voltar para casa? - Claro que pode.
- As crian�as est�o caladas.
- Voc� mora aqui? - Sim.
- Aqui. Obrigado.
- Tem algo que queria dizer: Foi muito bom, Kitty.
- Come�ou meio estranho, mas... - Voc� pode vir para conhecer meus pais.
- Eu quero isso imensamente.
- Agora, vamos.
- Um copo de caf� voc� n�o pode recusar. - Talvez, o senhor Ashlin beba um vinho?!
- Sim, prefiro um vinho. - Me alegro com isso.
- O senhor disse que a imprensa esteve aqui? - Sim! Seis ou sete homens.
- Com todo o material, queriam saber de tudo.
- O que eles queriam saber? - Saber por que voc� saiu?
- Eu imaginei.
- Eles n�o farejaram que voc� estava cuidando dela.
- Para mim, foi uma... Eu acho que foi �bvio.
- Antes, ele n�o queria contar nada. - Ela quer dizer que eu a encontrei no sal�o.
- Queriam me dar uma geladeira. - Uma geladeira?
- Mas eu tinha que fazer propaganda. - Sim, mas agora ,est� tudo sob controle.
Hoje, come�ou a confer�ncia, com toda a delega��o... ... que apresentam seus posicionamentos...
.- Voc� ouve? parece que est� tudo mal. - Isso sempre ocorre, eles se entender�o.
- O que voc� acha, Ashlin? - Bem, n�o fa�o id�ia.
- Eu ainda estarei l�, senhorita. Sim, Londres, 103.
- Boa noite, senhores. - Ol�, Robert!
- Como foi? Tudo correu bem? - Tudo em ordem.
- A imprensa n�o a viu e falei com os pais. - Muito bem.
- Temos que traduzir uns documentos e envi�-los amanh�.
- Notic�as de amanh�, senhor? - Como, de amanh�?
- Est� com esse rosto por qu�, senhor? - A imprensa n�o tem nada de interessante.
- A manchete s� fala da confer�ncia.
- Sir William, est� fora do protocolo de seguran�a.
- Sr. Crowford, eu sei que � certo, por seguran�a,
- falar com ela para mantermos o controle. - Acho que n�o precisamos mais.
- Apresentem o meu pronunciamento.
- Eu posso ir cedo � casa deles. - N�o. J� est� tudo certo.
- Cad� o discurso? - S� um momento, senhor. Al�.
- Me entreguem l� em cima.
- N�s entendemos que h� muitos pontos. Sim, ent�o � isso.
- Ok, vamos apresentar as nossas bases pol�ticas.
- Em meu nome, ser� incorporada.
- N�o conhe�o nenhuma outra sa�da.
- Ok! Obrigado.
- Obrigado, posso precisar. Boa noite.
- Crowford. - Sir.
- Nenhuma instru��o. Nada.
- Nenhuma carta na manga.
- Estou de m�os atadas.
- E eu sou o respons�vel. - Sim, senhor.
- Sim, Sr. N�o, Sr. Eu o invejo. - �, senhor?!
- Pelo menos voc� n�o precisa pedir desculpas pelo que faz.
- Voc� s� precisa delegar.
- Eu devo fazer o trabalho que ningu�m coopera.
- Quer beber um pouco? - Obrigado, Senhor.
- N�o tenho mais id�ia. Devo me responsabilizar.
- Sim, senhor.
- Quero encontrar uma decis�o, mas nada me ocorreu.
- Passei a noite refletindo, quantas pessoas dependem de nossas decis�es.
- Eu n�o tenho id�ia. - S�o milhares ou milh�es.
- Bem contado. Permita-me calcular esse n�mero?
- Sabe o que voc� me faz parecer, Crowford? - N�o, senhor!
- Pare�o para voc� asssustador.
- Se o senhor tivesse perguntado mais cedo.
- Como est� o clima l� fora? - Faz uma bela noite.
- Hoje eu queria sair, ouvir m�sica, ver gente e as luzes.
- Senhor. - Eu j� sei.
- Eu tenho que encerrar algumas a��es. Muitas coisas relevantes.
- Com certeza, Sr.
- Estes s�o os protocolos. - Sim. O Robert est� de volta.
- Diga para ele vir. - Como desejar.
- Entre. - Boa noite, Robert.
- Crowford me informou que voc� fez algo pessoal junto ao profissional.
- Certo. - Acho que voc� deve pensar bem.
- N�o quero que a menina apare�a nesses jornais incovenientes.
- Na verdade, Crowford estava falando de voc� evitar isso.
- J� entendi. Voc� n�o a tratou com raiva?
- N�o, a peguei no sal�o e, depois, n�s passeamos.
- Me situe do local para eu invej�-lo.
- N�o h� muito para descrever: sol, paisagem, essas coisas.
- E isso evitou o esc�ndalo? - De algum modo.
- Isso � uma brincadeira, o nome certo � esse.
- N�o entendi.
- Voc� gostou dela? - Sim, bastante.
- Ela � maravilhosa.
- Parece que voc� est� me contando um romance.
- Mas n�o foi nada disso, o que devo dizer...
- Bastante protocolar. - Sim.
- Eu conheci seus pais. - Foi?
- �timas pessoas, seu pai � da banda. - Sim, o comit� de recep��o.
- Que comit� de recep��o? - Ele toca em nossa chegada.
- Fico feliz que voc� gostou dela.
- � melhor que ela seja vista com algu�m mais jovem.
- Que n�o seja casado com a escrivaninha.
- Quantos anos voc� tem? - 28 anos.
- Boa noite, Robert. V� para cama. - Boa noite.
...Com essa tens�o geral, qual mensagem dar� Ashlin esta tarde?
- Desligue esse r�dio. - Gra�as a Deus. N�o aguento mais estas not�cias.
- O que deveria ser dito? - Que o senhor j� est� decidido, excel�ncia.
- J� entendi, Franz. - O que for dito deve ser especial para n�o ignorar.
- Que gentil de sua parte. - Mas eu estimo suas decis�es, suas id�ias.
- Para ter uma boa decis�o � bom arejar.
- O senhor pode errar. - Mas isso requer tempo.
- D� uma volta, veja a paisagem e a cabe�a fica mais fresca.
- Senhor, j� s�o 9:15. - J� acabamos. � hora de ir.
- Voc� se lembra do que disse ontem? - Sim.
- Que voc� gostou do dia inteiro. - Exatamente.
- O que significa? - Significa que voc� � encantadora.
- Quando voc� vai embora? - N�o sei, ainda tem confer�ncia.
- Por que?
- Eu devo ir em um momento. - Isso n�o � bom, se voc� est� gostando.
- N�o mesmo. - A gente vai se esquecer?
- Sim! - Por que "sim"?
- Voc� mesma disse isso.
- � o mesmo homem de ontem.
- O que ele faz aqui? Eu j� o conhe�o, � do Pravda.
- O que � isso? - Um jornal russo.
- Bom dia! - Bom dia, senhor...
- Meu nome � Boris Malevsky. - Diga-me por que n�s segue?
- N�o o senhor, mas a senhorita Dupont. - A mim? Por que?
- N�o tenha medo. - Mas diga por que o senhor est� aqui?
- Eu fui v�-la, em miss�o, para lhe conhecer. Por isso, fui ao sal�o.
- Mas ai percebi que nunca vi uma mulher t�o... Como diz? Irrelevante.
- Mas diga por que o senhor est� aqui? - Pois eu tenho interesse.
- Interesse pessoal. - Como �?
- Voc� ouviu, ele tem interesse pessoal.
- Nunca vi uma jovem t�o... - Graciosa?
- Sim! Obrigado! - Oh, que bonito.
- Por favor, me perdoe. - Claro. Voc� pode ter interesses pessoais.
- Janete tinha seu estudante espanhol, ela se achou .
- O que quer dizer isso? - Ela foi aos ares.
- O ar � bom. Tudo � bom aqui.
- Estou feliz de estar com a senhorita. - Honestamente, eu n�o estou com o Sr.
- Mas eu estou gostando. - Como gostando?
- Para mim tudo o que falamos � bom, do que gostamos.
- Talvez n�o esque�amos. Eu estou feliz.
- Vamos come�ar a alegrar. - Mas ele sai.
- Por favor, sem briga. N�o � bom. N�o brigar.
Come�a a confer�ncia. Hoje ela ser� bastante dram�tica.
- O que voc� pretende fazer, Crowford? - Eu acho que s� temos um jeito: conceder.
- Como? - Ou passar as demandas a outra delega��o.
- Voc� est� falando isso para mim? - Sim senhor.
- Que horas temos reuni�o? - Umas cincos para esclarecimentos.
- Pe�a meu carro. - Seu carro senhor, por qu�?
- Para me decidir, preciso dar uma volta. Ficar s�.
- Volto em um momento menos terr�vel. - Mas senhor, o senhor n�o pode...
- Eu posso, preciso ter um ar melhor.
- O telefone, Crowford.
- Sim! N�o! Crowford.
- Diga a Robert que ele deve vir comigo. - Mas, Senhor, Robert n�o est� aqui.
- Pensei que soubesse, ele est� com a garota. - Que garota? Ah com a...
- Isso, com ela. - Obrigado.
- E pra onde ele foi com ela?
- Para Marrot, senhor! - Ok! Obrigado!
- Muito bonito aqui.
- Eu achava que o senhor era mau. - N�o.
- Eu estou feliz, mas com fome, pois...
- Foi muito bom hoje. Muito bonita...
- Ela dormiu? - Sim.
- Eu queria perguntar...
- Por favor. - Obrigado.
- O senhor deve fazer assim.
- Eu quero perguntar, se o senhor a ama. - Sim.
- Muito? - O que quer dizer?
- Muito. Certo? - Sim, bem certo.
- N�o vai esquec�-la? - N�o!
- N�o vou mais esquec�-la. - �timo.
- N�o para mim.
- Voc� n�o se irrita de ter perguntado. - Claro que n�o.
- E Kitty?
- Eu dormi? Lamento, do que falavam?
- De que o dia est� bonito. - Tamb�m acho.
- Bem, Higgins. Olhe que lugar bonito.
- Uma �tima vista. - Sim, senhor.
- Diga-me Higgins, sabe onde � Marrot? - Sim, n�o � longe.
- Leve-me at� l�. Ainda temos tempo. - Perfeito, senhor.
- Fechado, senhor. - Eu vi.
- Senhora, quero ir � Marrot. - Isso � Marrot.
- Ok, mas est� bloqueado. - Senhor, tem como ir andando.
- A p� � muito longe, meia hora. Posso fornecer um barco, um �timo barco.
- Um barco, quanto tempo dura? - Cinco minutos, n�o mais que isso.
- Aguarde aqui, Higgins. Vamos.
- Eu sou bom em navegar. Conhe�o uma rota.
- Eu s� quero ir para Marrot. Mas n�o pode ser longe.
- � logo ali, cinco minutos.
- Marrot � ali? � bem longe. Os cinco minutos j� passaram.
- O que foi, por que n�o continua. - S�o dois francos, senhor.
- Voc� me leva at� l� e eu lhe pago. - S�o dois francos para chegar l� r�pido.
- Voc� j� o ter�.
- Senhor, minha m�e diz que eu devo exigir o dinheiro antes.
- Pois eu sou pequeno e os adultos podem fugir.
- Ent�o, nesse caso...
- Desculpe-me mas n�o trouxe dinheiro. - Nada com o senhor?
- Senhor, a minha m�e disse... - Deixe sua m�e e me leve. Voc� ter� seus 2 francos.
- S� com dinheiro. Eu n�o acredito.
- Voc� viu meu chofer e meu carro. Voc� acha que eu n�o tenho dinheiro?
- E se n�o pertencer ao senhor? - Se voc� n�o remar, ent�o eu remo.
- Custa dois francos! - Basta, me d� os remos.
- N�o! - Me d� imediatamente.
- O senhor n�o ter�. - Voc� � maluco?
Os ministros precisam estar presentes para apresentar uma decis�o.
Se algum deles faltar, sem d�vida, o futuro da confer�ncia ser� duvidoso.
- Voc� pode nadar? Pegue os remos. - Dois francos, senhor!
- Eu dou a voc� cem ou mil. Mas pegue-os. - Dois francos.
- Sentem-se l� para tirar as fotos.
- Espero que o sol n�o v� embora. Sejam gentis um com os outros para a foto.
- Menino, voc� me deixou mais longe. - Se o senhor tivesse me dado dois francos...
- Se voc� falar de novo dois francos, eu atiro voc� no lago.
- Gra�as a Deus.
- Como sumiu? Eu deveria ter sido avisado...
- Alguma novidade? - N�o! ele estava acompanhado?
- Voc�s tem a liga��o com a Confer�ncia?
- Deve esperar. - Esperar, claro!
- Ele n�o esta l�. - Isso � uma cat�strofe.
- Delega��o Brit�nica. Sim! A confer�ncia come�ou.
- Sem Sir William? - Sim!
- Estou com sede, quero coca-cola. - Eu busco.
- N�o, eu busco. Fico feliz quando eu bebo coca.
- Eu quero coca-cola. - Eu tamb�m.
- J� a trago.
- Ele � legal. Sai para ficarmos a s�s. - Sim?
- Eu queria isso. - Por que?
- Porque eu queria dizer, Kitty tudo que voc� ouviu enquanto fingia que dormia.
- Mas � o senhor William.
- Tio, o que o senhor faz aqui! - Tire-me daqui.
- Ol�, Kitty. - Bom dia.
- Isso � uma cat�strofe. - O que aconteceu?
- Algo que a hist�ria vai lembrar bem. - O que quer dizer?
- D� a esse menino dois francos. D� s� um, pois eu mesmo remei.
- Diga se meu rel�gio est� certo. - S�o cinco e dez.
- A confer�ncia come�ou h� dez minutos. - Sem o senhor? Como?
- Como? Tente vir com esse garoto. Tudo por causa de dois francos.
- Me explique... - N�o, eu tenho que voltar imediatamente.
- Meu carro est� naquela margem. Como eu vou embora?
- O que posso fazer? - Talvez com a Vespa.
- Com a vespa? - Ali.
- Mas Boris nao pode saber de nada. - Tudo bem.
- Quem � Boris? - Um jornalista russo do Pravda.
- S� o que faltava, mas um jornalista.
- Kitty, aqui est�
- �timo, estou com muita sede. Podemos beber aqui?
- Kitty, eu devo voltar � cidade.
- N�o sei se nos veremos. Pois eu retorno amanh�.
- Foi muito bom "convencer" a senhora. - O que?
- "Conecer". - Conhecer.
- N�o vou esquec�-la. Tudo de bom, Kitty.
- Obrigado.
- Agora bebemos nossa coca.
- Alguns ministros n�o estar�o presentes.
- Outras informa��es ser�o comunicadas.
- N�o temos informa��es sobre Sr William. - Como? A confer�ncia esvaziou?
- Robert. - Diga!
- Me leve ao port�o, para saber tudo o que acontece.
- Sim, eu compreendo.
- Vamos.
- V� para tr�s das �rvores. - Sim, mas tem dois...
- Vou despist�-los.
- Oi, o que faz aqui? - Sim?
- Desculpe, senhor. - Ontem eu perdi uma pulseira aqui.
- Talvez, possamos ajudar. - Seria �timo, se puderem.
- Senhor, que bom que est� de volta. N�s o procuramos por toda parte.
- Eu imagino. Lamento, Crowford. N�o pe�a explica��es de nada.
- Eu lamento de verdade.
- Voc� deve ter se preocupado muito. - Senhor, eu n�o importo mais.
- Feliz em ser o primeiro a parabeniz�-lo. - Como asism? O que eu fiz?
- N�o sei o que o sr. pensou, mas foi o correto.
T�o correto que as oberva��es sumiram.
- Tudo foi perfeito. Perfeito. - Me perdoe, mas n�o entendo.
- Os outros ministros sentiram sua falta e pediram para tudo fosse cancelado.
- e pediram vistas para estarem prontos a sua concess�o.
- N�o! Obrigado, Crowford.
- O senhor sabe que todos os nossos admiradores querem v�-lo.
- Permito-nos, excel�ncia?
- Senhoras e Senhores, por favor... - Todos est�o felizes e orgulhosos pelo senhor.
- O senhor trouxe aos nossos olhos brilho.
- As palavras me fogem para explicar. - A mim tamb�m.
- A pr�xima confer�ncia foi marcada �s 11. - Isso � �timo.
- Mais uma vez, meus cumprimentos,
- O que � isso, senhor? - Calos, Crowford, calos!
A confer�ncia foi salva, os ministros v�o continuar trabalhando.
- Foi perfeito, honestamente, n�o me passou pela cabe�a...
- Todos os conferencistas aguardaram. - 5, 10 minutos.
- � poss�vel que haja um atraso. - 20 minutos.
- Sir William n�o vem de prop�sito. Ainda que tenha sido rude.
- � com satisfa��o que a confer�ncia cessa.
- O que ocorre? - Exato, sempre ocorre quando comemoram.
- Eles comemoram agora. - Isso ir� muito longe.
- Perfeito.
- J� vejos as manchetes: Sir William salva a confer�ncia.
- Sir William o homem do dia. - Sir William.
- Delega��o Brit�nica. Como? - Para mim?
- Al�! Onde voc� est�?
- N�o diga! Aguarde um momento.
- Passe para o Sir William. - Como �?
- Voc� me ouviu. - Transfira para Sir William.
- Perd�o. - Pois n�o.
- Um momento.
- Quem �? - � Kitty, ao telefone.
- Eu o parabenizo, ouvi sobre o ocorrido. - Fui sortudo.
- Mas mostrou for�a. Se n�o foi como eles pensam.
- S� sabemos voc�, eu e Kitty. Um momento, Kitty.
- Verdade, ela sabe. - E se ela contar a algu�m?
- Diga para ela n�o comentar.
- Kitty, n�o posso explicar tudo, mas n�o conte nada do ocorrido.
- Voc� entendeu? - Acredito que sim.
- A vinda de Sir Willliam foi marcante. Talvez entre para a hist�ria.
- Talvez apare�a a confi�vel Kitty. Voc�s v�o querer me sequestrar?
- Kitty, isso � importante. Voc� n�o deve contar a ningu�m.
- Vamos nos encontrar, sugiro Paradiso.
- O senhor vai querer algo leve? - N�o, estou com muita fome.
- Traga-no algo para quem fez um trabalho dif�cil.
- Sa�de, excel�ncia. - N�o me chame de excel�ncia.
- Voc� me chama de amigo. - Certo.
- Voc� sabe que eu sou.
- Robert, me diz o que eu sou.
- Um homem que se perdeu de barco, chegou atrasado e fez hist�ria.
- Voc� me apresentou com propriedade. Muito correto.
- Se eu pudesse, contaria � imprensa.
- Eu os faria rir muito.
- Que cara � essa Robert? - Estou olhando para o Sr., Tio.
- Escute, Kitty, voc� n�o pode... - Dizer.
- Mas isso � �bvio.
- Voc� est� conosco?
- N�s temos um acordo. - N�s temos um acordo, Kitty!
- Voc� n�o vai me soltar t�o f�cil.
- Satisfeita? - Dessa vez, sim.
- Hoje, foi diferente.
- A gente foi em outro lugar, n�o �, Kitty?
- Se voc� quiser ir...
- Obrigado. Eu n�o posso, n�o tenho tempo.
- Se eu tivesse em sua posi��o, n�o me perdoaria por isso.
- Eu ou�o que quando uma confer�ncia acaba, algu�m fica para, como se diz?
- Para limpar? - Isso, para limpar.
- Como chefe da delega��o, eu n�o posso fazer isso.
- Como chefe, preciso de algu�m compreens�vel.
- O senhor j� o tem? - Sim.
- Sa�de. - O que voc�s falam? N�o entendo nada.
- Ele quer dizer que...podemos dan�ar,Tio?
Meus senhores, a confer�ncia foi um sucesso, gra�as a um homem...
Que devemos ser imensamente gratos e desejar uma boa viagem.
Sua determina��o, sua inflexibilidade, sua frieza, seu poder de decis�o
Foi um �xito da confer�ncia . Milh�es agradecem ao senhor.
Sua for�a e sua grandeza j� deram a amplitude.
- Todos pensam que estou feliz com o final da confer�ncia.
- Posso dizer que tudo foi superestimado
- Minha simplicidade diz que foi tudo um golpe de sorte.
- Senhores, voc�s ouviram...
- Dessa vez, quero dizer que estar aqui foi muito bom.
- Saber que pessoas aqui vivem em paz e liberdade.
- Mas muitos ainda n�o tem essa sorte. Precisamos achar uma solu��o.
- Talvez dependa de todos n�s. Talvez seja isso.
- Ali est� o papai, ele pode vir? - Claro!
- Papai, venha pegar uma carona.
- Venha, senhor, entre! - Entrar?
- Esse � o carro do senhor William? - N�o � mais. Entrem todos.
Legendas: Max Clark/Spanglish
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