All language subtitles for Continent 7_ Antarctica - S1E6 Race To Escape.pt-PT

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Original subtitles

Ver�o na Ant�rtida.

A temperatura est� quase sempre abaixo dos zero graus.

As tempestades surgem num piscar de olhos...

...e duram semanas.

Estamos nesta tenda h� umas 16 horas.

Isto � neve.

Este gelo � muito espesso.

N�o vejo nada.

Mas por mais cruel que o ver�o possa ser,

o inverno � muito pior.

24 horas de escurid�o.

Ventos de at� 320 km/h.

E quase n�o h� voos a entrar ou a sair do continente.

A maior parte da ci�ncia para,

enquanto a humanidade foge � ira do inverno.

Agora, est� apenas a alguns dias.

O inverno est� a chegar.

E o tempo est� a esgotar-se.

N�o temos muitos dados e precisamos muito de informa��es.

Arma!

Atr�s de n�s.

Para escapar ao continente congelado.

Isto � tudo desconhecido.

Temos de preparar o equipamento todo.

Estamos no in�cio do fim da nossa miss�o.

Desliguem. Fogo.

Fumo no auxiliar um.

Ocean Giant, afastem-se. A colis�o � iminente.

ANT�RTIDA: A VIDA NO LIMITE O INVERNO NA ANT�RTIDA

N�o temos nada. S� queria ouvi-la e saber que estamos no s�tio certo.

� o fim da primeira noite em meses.

Estamos no meio da ba�a.

A partir de agora, a luz do dia vai diminuir diariamente

at� desaparecer completamente.

Temos duas ou tr�s horas antes de irmos para casa.

Quando o sol nascer, vamos para o barco � procura da etiqueta.

O Dr. Ari Friedlaender e a equipa passaram semanas

a estudar as baleias-de-bossa e as baleias-de-minke,

usando dardos para recolher amostras e etiquetas com ventosa

para analisar a rea��o do ecossistema marinho �s altera��es clim�ticas.

As baleias s�o uma parte de um ecossistema muito grande.

Quanto mais soubermos sobre elas, mais f�cil ser� entender

como as altera��es ambientais afetar�o o nosso ecossistema.

N�o h� nada.

N�o encontro nada.

Que chatice.

De nada serve marcarem as baleias se n�o conseguirem recuperar o aparelho.

E com o cruel inverno ant�rtico mesmo � porta,

a expedi��o termina amanh�.

As etiquetas com ventosa arquivam os dados todos.

Temos de as recuperar, para termos informa��es.

A etiqueta tem um transmissor VHF,

que envia um sinal sempre que est� � superf�cie.

Usamos uma antena port�til, como em qualquer outro ramo,

para localizar a baleia.

V�rias coisas podem correr mal.

Antes de mais, a baleia pode decidir sair da ba�a

e partir para um s�tio fora do nosso alcance.

Tamb�m � poss�vel que a etiqueta caia da baleia

e fique debaixo do gelo. Se isso acontecer,

se a antena do transmissor VHF n�o estiver no ar, n�o o ouvimos.

Foi um sinal bom.

N�o � consistente.

Sim, ouvi-o.

Foi um sinal bom.

O ganho est� muito alto, por isso, devemos estar longe.

Estamos a uns oito quil�metros do glaciar onde a marc�mos.

Quando ouvimos alguns sinais bons, � talvez um arco, quando mergulha.

A antena fica mais alta.

Os bips devem ser emitidos quando est� dentro de �gua.

Este som � reconfortante.

Sabemos que estamos perto.

Sinto-me melhor quando recuperar a etiqueta.

Boa. A manh� ser� enervante.

Sim, queremos partir antes que o sol nas�a.

- Sem d�vida. - Vamos encontrar as baleias.

Timoneiro, manter a rota 155.

Manter a rota 155.

O quebra-gelo Polar Star da Guarda Costeira dos EUA

est� na foz do Estreito de McMurdo,

a poucos quil�metros da costa.

- Em frente. - Sim, em frente.

A tripula��o passou a �ltima semana a quebrar gelo e a abrir caminho

para que um cargueiro chegue ao continente.

Agora, o Ocean Giant est� aqui.

Estamos no in�cio do fim da nossa miss�o.

Estas s�o as instru��es para a escolta do navio Ocean Giant.

O Polar Star abre caminho no canal, at� ao canal de abordagem.

Creio que podem ver.

O Ocean Giant est� a cerca de seis quil�metros.

Estamos aqui, no limite do gelo,

prontos para o trazer para o estreito.

H� perguntas?

- Continue. - Sim, capit�o.

Aten��o, vemos a 1000 metros. Escuto.

Certo, 1000 metros.

Ocean Giant, daqui Polar Star. Escuto.

Fala o capit�o. Podem transmitir.

No procedimento, pe�o-lhe que fiquem

a 275 metros da nossa popa, no nosso rasto.

A 275 metros, ficam muito perto.

Est� bem. Entendido. J� veremos como fazer.

Queremos escoltar-vos pelo gelo.

Tenham uma viagem segura. Vamos na frente.

Podem come�ar.

Leme centrado, um.

- H� gelo aglomerado a 800 metros. - Entendido.

Gelo aglomerado s�o peda�os de gelo mais pequenos

que restam depois de terem sido quebrados os blocos maiores.

O Polar Star tem de guiar o Ocean Giant atrav�s do gelo aglomerado

para evitar que o casco seja perfurado.

Queremos avan�ar a tr�s n�s,

mas podemos ajustar-nos � velocidade que preferir. Escuto.

Est� bem. Entendido. Tr�s n�s.

Esta � a manobra mais arriscada que um capit�o de navio pode fazer.

Dois navios muito grandes, com milhares de toneladas,

navegam num espa�o muito reduzido.

Se acontecer algo, n�o h� muito tempo de rea��o.

Capit�o, daqui conv�s. Est�o a 570 metros.

Entendido, a 570 metros.

Temos de estar pr�ximos.

Se ele estiver muito longe, n�o o posso proteger do gelo.

O meu navio foi feito para afastar o gelo.

O dele foi feito para transportar carga e reabastecer o continente.

Para afastar o gelo aglomerado,

o Polar Star tem de estar a menos de 300 metros � frente do Ocean Giant.

Se, por algum motivo, o quebra-gelo parar,

o cargueiro de 160 metros e 13 600 toneladas

n�o ter� tempo para evitar uma colis�o.

Pomos tr�s deste lado e dois desse.

D�-me corda.

Baixem esse.

Usamos as prote��es na popa.

� uma precau��o, se tivermos de abrandar e se se aproximarem depressa.

Temos uma esp�cie de para-choques que evita danos no casco.

Verifiquem os n�s, deixem-nos atar e peguem noutro.

Continuem.

- Quero estabelecer a RMD. - Entendido.

Doutrina de manobra restrita ativada.

- Sec��o a estibordo no conv�s. - Entendido. Ativar a RMD.

RMD � a doutrina de manobra restrita.

O �nico objetivo � manter as luzes ligadas e a propuls�o a funcionar,

mesmo que tenhamos de destruir algum equipamento,

para que o navio n�o corra perigo.

Por mais simples que pare�a,

nesta �poca, a propuls�o tem sido um problema grave.

O que aconteceu?

O navio de 40 anos j� fez fendas nos rolamentos de impulso...

Esta pe�a cedeu bastante.

...e quase perdeu uma barra antirrota��o essencial.

Se avariasse agora,

os resultados seriam catastr�ficos.

Ocean Giant, caso haja uma emerg�ncia,

vou virar para bombordo.

Quero que virem para estibordo e fiquem no canal,

junto � parede ocidental. Escuto.

Est� bem. Entendido.

� como um cirurgi�o que corta a �ltima art�ria.

Se falhar, o paciente morre.

A norte,

perto do limite do gelo do Estreito de McMurdo...

Seguimos o limite ou ele leva-nos l�?

Deve levar-nos l�, porque o limite est� fraco.

...ap�s uma �poca de desilus�es,

a equipa da megafauna marinha faz um �ltimo voo

para estudar as orcas.

Ele que v� para norte, siga o limite e aterre no primeiro s�tio poss�vel,

antes do limite do gelo.

Est�o a trabalhar no Mar de Ross,

que perfaz quase 3% do Oceano Ant�rtico,

e onde vivem milhares de orcas.

Compreender como estes predadores interagem com este ecossistema �nico...

...pode ajudar os governos mundiais a estabelecer

a maior zona marinha protegida do planeta...

...e a manter intacta a complexa teia alimentar.

Esta � a �ltima oportunidade para compreender

como funciona o sistema marinho intacto.

Sabemos o que temos de fazer, mas temos pouco tempo.

O cen�rio ideal seria partir todos os dias,

ver muitas orcas, tirar muitas fotos, amostras de bi�psia

e muitas imagens de GoPro.

Ainda n�o temos muitas amostras.

� frustrante n�o poder trabalhar.

Agora, n�o temos muitos dados

e precisamos muito de informa��es.

Procuram animais ao longo do canal aberto pelo Polar Star.

- V�s alguma coisa? - Ainda n�o.

Mas com o inverno a chegar,

o tempo no gelo est� quase a acabar.

Vejo dois pinguins.

O gelo desintegra-se depressa.

Est� a separar-se.

As orcas t�m muitos lugares novos onde comer,

onde o helic�ptero n�o pode aterrar, porque h� muitas fendas

e o gelo n�o � resistente. Temos de ficar aqui.

N�o vi nada.

N�o sei se temos alguma op��o.

Sabemos que as baleias est�o a oeste e n�o podemos ir para l�.

E se come�armos a andar?

� uma boa pergunta. Estou disposto a ir,

mas estes bin�culos t�m um alcance grande e n�o vi nada.

Por isso...

A Regina � a respons�vel. Toma v�rias decis�es,

como arrumar tudo, partir, mudar de local.

Reconhe�o que sou muito impaciente quando n�o h� baleias.

Algum conflito � inevit�vel.

Seria uma caminhada longa.

Sugiro que fa�amos isso.

Preparem as espingardas.

� uma arma tranquilizante modificada.

O dardo tem uma ponta de bi�psia

que est� preso a uma linha, aqui, que entra assim no cano.

- Vamos levar o equipamento para ali. - Vamos por ali.

Eu puxo o tren�.

Quando as op��es s�o ir a algum lado e ficar parada,

prefiro ir a algum lado.

� o s�tio onde estivemos ontem.

� verdade.

N�o temos nada.

� preciso ter sorte e determina��o.

Estamos a ficar desesperados,

porque � a �ltima semana e estamos a abusar do tempo.

N�o estamos dispostos a desistir.

Onde est� a arma?

Atr�s de n�s.

Regina, espera! Ali.

ESTREITO DE MCMURDO

Ap�s uma �poca frustrante...

Ali.

...Regina e a equipa avistam uma orca.

Vem para o gelo.

Agora, s� precisam que ela esteja ao alcance.

Muitas vezes, elas aparecem do nada.

Temos meio segundo para apontar.

Ela move-se e temos de disparar.

Est� pouco tempo fora da �gua.

Vem para c�, Rohan.

Ali.

Fant�stico!

Perfeito.

Foi bom.

� um bocado de gordura e pele.

O peda�o de pele � mais pequeno do que a ponta da unha,

mas basta para o exame gen�tico e a an�lise de is�topos est�veis.

Permitem-nos saber onde o animal come, na cadeia alimentar.

Ajuda-nos a reconstruir a alimenta��o da baleia.

Ao comparar com as fotos,

conhecemos a estrutura familiar e o tamanho da popula��o.

A informa��o de uma �nica baleia ajuda a equipa a conhecer essa baleia,

mas v�rias amostras ajudam-nos a compreender uma sec��o da popula��o

e � esse o objetivo para o qual t�m trabalhado esta �poca.

Regina!

- Regina! - � a outra.

Qualquer amostra � um sucesso, mas precisamos do m�ximo de orcas.

Est� aqui um macho grande.

Est� ali.

- Acertei? - Sim, ele reagiu.

H� um grupo ali.

H� mais.

Odeio dizer isto, mas eu disse que haveria baleias.

Vi outra.

- For�a. - Onde est� a outra arma?

Est� ali.

Conseguiste? Nem a vi. Boa pontaria.

Estou contente com as amostras, porque deram muito trabalho.

Nalguns dias, vemos 50 baleias e n�o sabemos por onde come�ar.

Tivemos de percorrer o gelo e v�amos uma ou duas de cada vez.

Finalmente, vimos baleias.

Tivemos de agir depressa.

Aqui. Est� mais perto.

Est� aqui.

Boa!

A Regina conseguiu uma bi�psia do segundo macho do grupo.

Boa. Ali.

Temos seis bi�psias.

Identific�mos bem pelas fotos.

O primeiro grupo foi repetido. Provavelmente, temos a fam�lia toda.

A Regina encontrou as baleias.

Acabou por obter bi�psias e bons dados.

Vamos poder fazer muito com isso.

Foi um bom dia. Estivemos bem.

PLATAFORMA DE ROSS

� um telefone via sat�lite.

Faz a liga��o com sat�lites em �rbita,

para podermos falar com a Base Scott.

A equipa da Plataforma de Ross est� a centenas de quil�metros das bases

para estudar um cubo de gelo gigante do tamanho da Fran�a.

Vamos partir.

Nos pr�ximos tr�s anos, esperam conhecer o passado da plataforma

para ajudar a prever o seu futuro.

Porque esta massa congelada atua como uma barragem.

E o len�ol de gelo atr�s dela � como um rio congelado.

Se a barragem ceder, o rio vai fluir para o mar

e, neste caso, libertar 26 mil megatoneladas de �gua,

amea�ando as zonas costeiras em todo o mundo,

onde vivem centenas de milhares de pessoas.

S�o mais de tr�s anos de prepara��o s� para chegar ao continente.

� importante, h� muita log�stica em jogo.

Temos de trazer pessoas e equipamento para o gelo.

Esperamos alcan�ar os objetivos cient�ficos.

Antes de poderem abandonar o local de pesquisa,

precisam de mantimentos para montar uma base permanente

que tem de sobreviver ao inverno que est� a chegar.

- Tom, ouves-me bem? - Sim, ouve-se bem.

O Rob j� come�ou a pista?

N�o, est� marcada.

Espero que o Rob consiga terminar a pista hoje.

Deve ter tempo de acomodar.

Tentamos que o Basler voe hoje.

O que pensam disso?

Est� bem.

Fant�stico.

Obrigado. Adeus.

V�o enviar um avi�o hoje.

Chega esta manh�.

Temos de terminar a pista, o mais depressa poss�vel.

J� estamos atrasados.

Um DC-3 j� partiu da Base Scott.

Rob tem de ter uma pista pronta antes que o avi�o chegue.

E para trabalhar s� tem uma mota de neve

e um atrelado nivelador.

J� tivemos alguns dias de mau tempo.

Os furos nos pneus fizeram-nos abrandar.

Gostaria de j� ter come�ado e de ir a meio.

Vamos l�.

Muito bem, vamos fazer uma pista.

A ideia de criar a pista

� achatar a neve o m�ximo poss�vel,

para que o piloto possa aterrar o avi�o.

N�o � muito f�cil.

Estamos no meio do nada.

Tem de estar plana

e a consist�ncia rija deve ser uniforme.

D� muito trabalho e � fisicamente exigente,

mas queremos que os pilotos se sintam � vontade na pista.

N�o queremos que o avi�o tenha um acidente.

Precisamos de bastante tempo para construir a pista,

mas a verdade � que n�o temos tempo.

Teremos de ver o que acontece.

Tentamos fazer o melhor com o que temos.

Desde que agrade aos pilotos, � s� isso que importa.

Vem a�.

Est� a virar, para se alinhar com a pista.

Se os pilotos n�o gostarem da pista,

temos de recome�ar o processo.

- Vai aterrar. - Isso mesmo.

V� l�, aterra.

A roda traseira foi ao fundo,

talvez mais do que querem.

Acho que est� muito boa.

Aterrou, n�o houve um acidente.

Tudo bem?

Estamos bem. E voc�s?

- Bem, Tom. - Fant�stico. C� estamos.

Criamos um acampamento base para as pr�ximas �pocas.

Este ano, temos um grupo pequeno,

comparado com os pr�ximos. Teremos mais cientistas.

Levem, para n�o tocar na rampa.

A base semi-permanente vai alojar 25 pessoas

e 24 toneladas de equipamento.

E tem de sobreviver a mais dois invernos violentos.

Tem de estar tudo preparado antes que o DC-3 regresse

para vir buscar grande parte da equipa.

ESTREITO DE MCMURDO

Qual � a leitura?

Capit�o, daqui conv�s. 460 metros.

Certo, 460 metros. Contramestre.

- Vou para a direita? - Veja o caminho natural.

Siga-o.

O Polar Star guia o Ocean Giant at� � costa

atrav�s de gelo aglomerado.

Ponte de controlo, daqui capit�o. Reduzir velocidade ligeiramente.

Queremos diminuir a dist�ncia entre os dois navios.

H� muito gelo entre n�s.

Entendido, capit�o.

Vemos peda�os grandes de gelo a subir

e que s�o desviados pelo casco do navio.

Sempre que isso acontece, encolho-me

e espero que n�o rasgue o casco.

Ponte de comando, daqui conv�s. 365 metros.

Certo, 365 metros.

Os dois enormes navios avan�am a tr�s n�s.

Isto � depressa.

E manter uma dist�ncia de, pelo menos, 275 metros,

� absolutamente crucial.

O navio tem 72 500 toneladas.

Se houver um problema na propuls�o, ele vai chocar comigo.

� muito desconcertante.

Parecem estar mais perto.

� a segunda. N�o, � a terceira.

Controlo principal, perdemos a n�mero um.

Turbina de g�s principal.

Estamos a perder o eixo a estibordo.

Recuperem-no.

A subida de temperatura indica um fogo.

Pedido de emerg�ncia geral, de acordo com a doutrina de inc�ndio.

Fumo no auxiliar um.

Vamos proteger a zona, para n�o a perdermos.

- Vamos. - Aviso quando pararmos.

- Estou atr�s de ti. - Aten��o.

Quero a equipa um atr�s da porta.

Come�ar.

ESTREITO DE MCMURDO

O Polar Star pode ter um inc�ndio num dos motores.

650 �C.

E o Ocean Giant est� apenas a 275 metros da popa.

Sobe gradualmente.

Desligam a energia para ajudar a combater o fogo.

- Preciso que o desliguem. - Puxa.

E fazem a manobra s� com dois propulsores em vez de tr�s.

Desligado.

Ocean Giant, afastem-se.

Perdi a propuls�o e a colis�o � iminente.

Entendido. Ficamos a aguardar.

Na popa, vemos uma dist�ncia de 90 metros. Escuto.

Controlo principal, temos de fazer tudo para continuar a avan�ar.

- N�o podemos parar. - Entendido.

Um inc�ndio a bordo pode desligar a propuls�o.

Se acontecer, pode ser catastr�fico para todos nos dois navios.

Sim, est� muito quente.

Preparem-se.

Estamos atr�s de ti.

H� fumo no auxiliar um.

Procuramos fogo classe B numa das entradas.

Encontrei.

O inc�ndio est� extinto.

Cessar emerg�ncia geral.

A temperatura est� est�vel.

Meu Deus, estavam a poucos metros.

Ocean Giant, daqui Polar Star.

Sa�mos da entrada do canal.

V�o avan�ar pela zona de viragem at� ao cais de gelo.

Muito obrigado, Polar Star.

Muito obrigado. Fim de transmiss�o.

Os componentes el�tricos derretem e decomp�em-se.

Podem gerar fumo e fa�sca, que podem causar um inc�ndio.

Foi o equipamento eletr�nico. J� ningu�m tem equipamento assim.

Aqueles circuitos t�m 40 ou 50 anos.

Nunca sabemos quando v�o falhar.

V� l�, tu �s capaz.

BASE SCOTT

Fomos atr�s das baleias.

Era isto que pretend�amos.

Na Base Scott,

a equipa da megafauna marinha est� no Hillary Field Center,

um laborat�rio com tecnologia de ponta no local.

Ponho �lcool nos frascos, para as amostras de ADN.

A an�lise principal que fazemos � bi�psia � a de ADN.

Tamb�m queremos analisar os is�topos est�veis,

um marcador qu�mico da posi��o na cadeia alimentar.

Este � o dardo.

Vamos ver o que temos.

Desaparafus�mos a amarra.

Este � o dardo com a bi�psia.

Aqui est�. � uma �tima bi�psia. Vejam, o n�cleo � longo.

� um corte muito pequeno.

Esta � a pele.

Depois, h� a camada subd�rmica.

Vemos onde se une � gordura subcut�nea.

Vejam isto. � interessante.

� a superf�cie da pele.

Vemos a textura da gordura subcut�nea.

Isto � o tecido adiposo.

� divertido, n�o �?

� fixe.

Vai para o �lcool.

Come��mos o programa das orcas h� tr�s anos.

Foi o primeiro a existir na Base Scott.

� emocionante para n�s.

Estamos interessados nas orcas

porque podem ser afetadas pela pesca legal no mar de Ross.

Sentimo-nos respons�veis por garantir que n�o danifica o ambiente.

Temos uma miss�o governamental,

fornecemos dados para uma melhor gest�o.

Em outubro de 2016, a pesquisa da equipa contribuiu

para um enorme esfor�o de conserva��o global.

Parte do Oceano Ant�rtico,

foi declarado uma zona marinha protegida.

A maior da hist�ria.

Passei anos a escrever coisas pequenas em frascos pequenos.

Faz parte do trabalho.

PLATAFORMA DE ROSS

� a reta final. Creio que est�o todos cansados.

Tivemos dias longos e muito trabalho.

Creio que querem todos voltar para a Base Scott, tomar um duche.

Est�o todos motivados para continuar.

Vamos fazer um �ltimo esfor�o para sair daqui a tempo.

A equipa da Plataforma de Ross luta para montar uma base semi-permanente

antes que o DC-3 regresse para levar grande parte da equipa para a Base Scott.

- Mal posso esperar por um duche. - Mal podes esperar?

- E uma sanita com autoclismo. - Sim, gosto dessas coisas.

Mas aguentava mais.

Aguentava mais, mas sabemos que vamos voltar.

� verdade, sabemos que vai acontecer.

Estou pronta.

Puxa a corda toda.

Ainda t�m de acabar de montar a tenda que vai servir de laborat�rio no terreno

e uma esta��o meteorol�gica que ir� registar a temperatura,

a velocidade do vento e a press�o durante o inverno.

Dados que v�o ajudar o projeto no futuro.

Este trabalho � relativamente importante.

O clima do hemisf�rio sul pode mudar drasticamente,

se esta plataforma de gelo derretesse.

Se houvesse um dia destes em casa, as pessoas queixavam-se.

Est� muito frio. O vento come�ou a levantar.

Assim que est� vento, atinge toda a pele exposta.

Faz o que pode para a congelar.

A esta��o meteorol�gica tem muitas pe�as pequenas.

Os dedos congelam e ficam frios.

Sentimos que usamos luvas, mesmo quando n�o usamos.

Torna-se quase imposs�vel fazer algumas coisas.

Pegar em metal sem luvas �...

P�e na boca, para aquecer.

Isso � um truque?

N�o quero perder as porcas e as anilhas na neve.

Por isso, guardo-as na boca.

Est�o frias, por isso arranco a pele da l�ngua.

Esta est� muito fria.

- Vamos erguer? - Sim.

- Est� pesado. - Pois est�.

Espero que a esta��o

nos ajude a compreender o que se passa aqui,

quando passarem umas tempestades. Espero que nos d� dados bons.

Vem a�.

� um al�vio enorme acabar de montar tudo.

Temos a base para as pr�ximas �pocas.

Fizemos o que era preciso, correu tudo como devia.

O programa da Plataforma de Ross funciona muito bem.

Cientistas de v�rias disciplinas trabalharam juntos.

O que descobrirmos ser� novo e interessante.

Precisamos de m�sculos.

Vamos deixar c� algumas coisas para as pr�ximas �pocas.

Deix�mos 50 barris de combust�vel.

Para o ano, voltamos logo para c�

e j� teremos o b�sico a postos.

Chichi, coc�, parte do desperd�cio alimentar,

reciclagem e desperd�cio geral. Vamos livrar-nos disso.

- Chichis. - Maravilha.

Aposto que � a parte favorita do trabalho.

A Base Scott s� pode processar um dos barris de chichi por dia.

Voltamos com 30 cheios e queremos levar o m�ximo para a Base Scott,

para come�ar o processo. Aqui, demoramos um m�s a elimin�-los.

N�o precisamos de comida. O voo demora uma hora?

Sim, uma hora.

O Basler leva cinco pessoas do grupo.

Fica um grupo pequeno que come�a a viagem de regresso.

- � um alojamento de luxo. - Eu sei, temos espa�o para os p�s.

Ol�. � o Raki.

M�e, vou para casa.

Alivi�mos a equipa de travessia

e livr�mo-nos do �ltimo equipamento grande.

Tent�mos minimizar o nosso peso no regresso a casa.

Arrumamos o que falta e depois podemos partir.

PEN�NSULA ANT�RTICA

N�o deteto nada.

Ari passou horas a localizar uma etiqueta presa a uma baleia,

mas ela move-se,

e o Oceano Ant�rtico estende-se por quase 20 720 000 km2.

Andamos �s voltas h� tr�s horas.

E nada.

Se n�o recuperarmos a etiqueta, n�o temos o contexto da bi�psia,

do trabalho do drone, e perdemos muitas informa��es.

Sim, ouvi.

Certo.

Est� na mesma dire��o de ontem.

Felizmente, a baleia n�o saiu da ba�a.

O sinal � muito consistente.

N�o vemos baleias na zona, por isso, deve ter ca�do do animal.

As baleias perdem a pele regularmente.

Se a etiqueta cair, � mais dif�cil de encontrar.

As baleias s�o os maiores animais do planeta,

mas a etiqueta tem metade do tamanho de um pombo.

Estamos no fim do jogo.

� a nossa �ltima tarde aqui.

Sentimos que deixamos algo importante para tr�s.

Se perdermos uma etiqueta, desapareceu.

N�o a podemos recuperar.

PEN�NSULA ANT�RTICA

Faz uma curva de 90 graus, Lars.

Nesta altura, precisamos de mais sorte do que per�cia.

H� muitas interfer�ncias naquela dire��o.

N�o sei onde est�.

Ari tem apenas alguma horas at� o navio de pesquisa regressar a casa

e ainda n�o encontrou uma etiqueta com dados v�lidos para a sua pesquisa.

� a �ltima oportunidade para encontrar a etiqueta.

O sinal � constante.

A for�a do sinal muda,

dependendo se estamos virados para a etiqueta.

Nesta dire��o, o sinal � forte. Nesta, � mais fraco.

- J� a vi. Est� ali. - Boa.

Est� a 30 metros pela amura de bombordo.

Est�s a v�-la?

Fant�stico. � muito bom v�-la.

- Boa! - C� est�.

- Encontr�mo-la. - Bom trabalho.

Quando encontr�mos a etiqueta, foi uma prenda.

Temos de garantir que os dados est�o presentes.

Se ficarmos logo entusiasmados, pode correr mal.

N�o controlamos muitas coisas.

Oxal� funcione.

Quando a etiqueta est� no navio, temos de a limpar da �gua salgada.

Abrimos as portas de dados com cuidado,

porque h� pe�as eletr�nicas sens�veis neste computador,

que esteve cerca de 48 horas numa baleia, debaixo de �gua.

Ligamos o computador � etiqueta para comunicarem.

Temos um programa que a abre.

Depois, transferimos os dados rapidamente.

Mostra-nos se a etiqueta tem dados.

Pensamos que fizemos tudo bem.

At� confirmarmos com os dados, n�o sabemos o que pode conter.

C� est�.

� a etiqueta?

Era isto que quer�amos.

Temos uma bi�psia desta baleia,

48 horas com a etiqueta e o movimento com o drone.

Sabemos o que faz.

Temos um perfil de profundidade.

Permite-nos ver os mergulhos todos da baleia.

E podemos come�ar a associar os v�deos aos mergulhos, com base na hora.

Podemos analisar os v�deos

e corroborar o que vemos no v�deo com o que vemos nos sensores.

A Pen�nsula Ant�rtica muda diante dos nossos olhos, literalmente.

A quantidade de gelo diminui, a temperatura sobe.

Isso afeta os animais que vivem l� de maneiras diferentes.

Compreender o que permite que esses animais prosperem

ou que n�o sobrevivem � altera��o clim�tica

� importante,

para compreendermos como o sistema ser� no futuro.

Para mim, o mais fixe � que sabemos o que esperar

quando viermos c� com estas condi��es.

D� que pensar.

Sabemos que somos capazes e as d�vidas mudam.

No pr�ximo ano, o que queremos mudar?

Esta �poca foi um grande sucesso para n�s.

Pudemos aumentar o n�mero de etiquetas

em baleias-de-bossa e baleias-de-minke.

Recolhemos muitas amostras.

Temos mais informa��o para partilhar.

ESTREITO DE MCMURDO

Estamos a aproximar-nos.

Ocean Giant, daqui Polar Star. A zona de viragem est� na proa.

Vamos virar para bombordo.

Pedimos que avancem rumo ao canal.

Entendido.

Depois de uma semana inteira a quebrar o gelo

e do stress constante para manter o navio a funcionar,

o Polar Star tem o Ocean Giant a menos de 90 metros da costa.

Este � o fim da escolta.

Vamos para a direita e eles para a esquerda.

Despedimo-nos deles.

� como o Seabiscuit que corre na reta final.

Mais lento, claro.

Ou�am com aten��o. Fala o capit�o.

O Ocean Giant j� est� perto da costa

e posso dar os parab�ns a todos.

Sei que n�o � um trabalho f�cil e voc�s foram incans�veis.

Muito obrigado.

� tudo.

N�o posso elogiar demais a tripula��o por manter o navio a funcionar.

Ainda temos de escoltar o cargueiro para fora do estreito.

Depois, a miss�o fica cumprida.

� um grande fim para a minha carreira.

A poucos quil�metros do cais...

O navio vai chegar ao cais de gelo.

O acesso via estrada ser� limitado, enquanto o navio descarrega.

Os cami�es tiram contentores da base at� � zona do cais.

...a Base Scott fervilha de atividade...

O contentor chegou.

...num �ltimo esfor�o para trazer mantimentos para o inverno...

Temos muitas coisas. � uma palete inteira.

Vai para o congelador.

...e tirar todos do continente antes que ele chegue.

� o fim do ver�o.

Preparamo-nos para o inverno.

A vista daqui � fixe, n�o �?

Espera at� chegares ali.

Os membros da equipa da Plataforma de Ross que regressaram no DC-3

aguardam a chegada dos colegas s�os e salvos

no mesmo ponto de observa��o que, no passado, foi palco de uma trag�dia.

Esta � a Colina de Observa��o, ou Ob Hill.

Podemos ver 50 ou 65 quil�metros da plataforma de gelo, num dia limpo.

No ver�o de 1912,

quando Scott tentou chegar ao polo e n�o regressou,

todos os dias limpos subiam a colina e esperavam v�-lo no horizonte.

Por fim, o sol desceu

e tiveram de aceitar que ele n�o ia voltar.

Hoje decidimos subir, era adequado fazer a peregrina��o,

para ver o regresso da equipa de travessia.

Acho que s�o eles.

Olha, Drew.

Os mil quil�metros!

H1, daqui H2.

Acab�mos de ultrapassar os mil quil�metros.

Quando passarmos pela linha de combust�vel,

encostamos num dos lados,

libertamos os tren�s e vamos para a base.

Reunidos com os nossos colegas.

Senti-me mal por os deixar para tr�s, mas, ao mesmo tempo...

- Foi bom voar. - Foi fant�stico.

Foi um voo maravilhoso.

Foi uma �poca de sucesso.

Na pr�xima, esperamos encontrar algo que mais ningu�m sabe,

a hist�ria dos �ltimos dez mil anos daquela parte da plataforma de gelo.

A primeira �poca do programa terminou. Vamos para casa.

Ser� bom voltar, porque temos saudades dos amigos e da fam�lia.

Bom trabalho, Rob.

Lar, doce lar. Trav�o de m�o.

Ol�.

Bem-vindo de volta.

� medida que o inverno se aproxima,

cientistas como a equipa da Plataforma de Ross

e at� os l�deres da Base Scott,

partem no �ltimo voo e deixam o continente.

Os dias ficam mais pequenos

e as noites mais longas.

Para os poucos que ficam no continente,

o �nico objetivo...

...� sobreviver � escurid�o...

...e � solid�o...

...durante cinco longos meses.

� a �nica oportunidade que me resta de aproveitar a viagem at� casa.

Ser� a minha despedida.

Longe da costa, o Polar Star vai a caminho de casa,

deixando para tr�s o �ltimo grande mist�rio da Terra.

E ap�s 34 anos de servi�o fiel,

esta � a �ltima vez que o capit�o Walker ver� a Ant�rtida.

A �ltima viagem.

� triste, mas tive uma carreira fant�stica.

Por vezes, quando vejo algumas coisas,

quase parecem efeitos especiais, mas isto � verdadeiro.

� incr�vel e m�gico.

Quase parece que o c�u est� vivo.

Sinto que estou noutro planeta.

Foi triste pensar que n�o voltarei a ver o continente.

S� posso imaginar um astronauta, na nave,

a afastar-se da Lua, a olhar para ela e a pensar:

"Foi um prazer incr�vel ter a oportunidade de pisar a Lua."

Sinto o mesmo pela Ant�rtida. N�o a voltarei a ver.

Para mim, est� t�o distante como a Lua.

Vou ter saudades do �ltimo lugar aventureiro e inexplorado da Terra.

No dia 22 de outubro,

um antigo e respeitado membro da fam�lia neozelandesa da Ant�rtida

perdeu a batalha contra o cancro.

Oficial Superior Major Alister "Mac" McColl

Tradu��o: Ana Rita Santos

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