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Anteriormente em Tu:
Não sou um psicopata de sangue frio.
Duas colheres de óleo de amendoim.
Para!
Estavas a tentar dizer a ti mesmo que os protegias
de um assassino misterioso, tu?
Diz-me onde ela está!
Colocaste a escuridão que odeias num recetáculo que admiras,
o pior numa pessoa com quem gostas de conviver.
- Surpresa! - Surpresa!
Estamos noivos!
Não estás estável.
O meu pai é o pior homem vivo.
Estamos afastados desde os meus 20 anos.
Não sou o Joe.
Só estou a manter-te aqui até que ele finalmente volte para te matar.
Lindo menino.
Ainda não viste a melhor parte.
Vai.
Não é um sítio onde nunca tenhas estado.
Sim, pronto.
Volto assim que puder. Pronto.
Aqui.
Desculpa.
Merda.
Des... Toma.
Sim, toma.
Toma.
Tens todo o direito de estar chateada, mas vou tirar-te daqui.
Não faças promessas que não podes cumprir.
Joe.
Sabes que podes confiar em mim, certo?
- Podes libertar-me. - Eu...
Eu vou libertar-te.
- Isto é delicado. - Joe, não digo a ninguém, prometo.
Só quero estar com a minha filha.
A segurança da Juliette é a única garantia de que precisas.
Vais estar com ela. Nunca quis que isto acontecesse.
Algo me está a acontecer, mas eu vou resolver. Vou resolver tudo.
Joe.
Por favor.
Deixa-me sair.
Agora que revelámos todos os segredos, temos de ir a um casamento.
Mataste o Montrose. É melhor não faltar a compromissos.
Tenho de ir. Acho que só volto amanhã.
Talvez uma sandes não seja suficiente, mas...
Merda.
- Eu... Talvez possa... - Não há nada aí.
Acabou tudo.
Acredita, a sandes chega. Obrigada.
Está bem, bem, sei que parece parvo, mas...
Até voltar de manhã.
Bem cedo.
Com um plano.
Prometo.
Mas que caralho.
Marienne, não podemos mesmo chamar a polícia? E se te escondermos?
Enquanto ele estiver vivo, virá atrás de mim. Eu só...
Só preciso de pensar.
E se não estivesse?
O quê?
Vivo.
És tu ou ele, certo? É isso que me estás a dizer.
- Já mataste alguém? - Claro que não.
- Porque achas que consegues? - Porque ele é um monstro.
- Que é maior e maluco. Não. - Eu...
Eu faço-o.
A minha filha espera-me.
- Não vou hesitar. Se pudesses... - Pô-lo inconsciente.
Lembras-te do assassino em série em LA?
O que era um ator falhado. Sei que usava cetamina nas vítimas.
Espetava-as por trás para não o verem.
- Certo. - Bem, o meu namorado arranja cetamina.
E...
Volto com um berbequim para a porta. Feito.
E uma faca.
A faca é para mim.
Merda.
Nadia.
Não tens de o fazer.
Sou uma estranha.
Marienne, és uma pessoa.
E és mãe. Não está certo. Não posso.
Vamos tirar-te daqui.
TU
Está bem, se estiveres a falar a sério.
Tão a sério como sarampo no pénis.
Falo de 15 Sundry Houses pelo mundo,
reservado, só para amigos, mas muito exclusivo.
Então, correndo o risco de ser brusco,
de onde vem o vosso dinheiro?
Da última vez que falámos, andavas mal.
Uma festa de noivado é promissora se conseguires levá-la ao altar.
Se? Steve, esta festa é o casamento. Entendes?
A noiva chega hoje.
Seu putanheiro astuto.
A senhora sabe que já lhe estás a gastar o dinheiro?
Foi praticamente ideia dela.
- À Phoebe. - À Phoebe.
Melhor?
Sim.
Sim, sinto-me muito melhor. Kate!
Olá. Parecem as duas bem.
Sophie, deixa-nos a sós?
Vou ao bar. Como é óbvio.
Olha, não te preocupes.
A família não é importante.
Aprendi isso depois de o Sime morrer.
Não te preocupes? Porquê?
A minha mãe soube do casamento. Ninguém vem.
Não faz mal.
Disse às empregadas para porem sal na água da esfregona como proteção.
Kate, achas que a Diana comeu no dia do casamento? Parecia tão pura.
A Sharon Tate usava mais sombra.
Preciso de blush?
- Já comeste hoje? - Porquê tão séria?
Ouvi o Adam a conversar.
Sabes que está a planear criar um franchise agressivo
e diz aos investidores que o vais financiar?
Sabes como ele é. Pensa sempre um passo à frente.
Phoebe.
Olha.
Phoebe, ouve.
Não te cases com ele.
A minha mãe falou contigo?
Não, sou só uma amiga a dizer para cancelares
por agora. - Já é tarde.
- O meu cabelo demorou três horas. - Isto é sério.
A tua generosidade e capacidade para ver o lado bom das pessoas
é o que tens de melhor. Mas as pessoas aproveitam-se.
- Estás a chamar-me burra? - Não, mas foste criada
para concordar, e ele aproveita-se disso. Não está certo.
Estás a dizer que não penso por mim.
Neste momento, acho que não.
Devias descer, Kate.
- Estou a tentar proteger-te. - Não, não sou uma princesa
que precisa de mimo e cuidado.
Tu própria disseste que nunca tiveste amor verdadeiro.
Acho que estás confusa. Vemo-nos lá em baixo, Kate.
- Phoebe, ouve. - Vai-te embora. Vai. Agora!
Pronto, eu vou.
Qualquer um com bom olho encontra nas zonas mais obscuras daInternet
ofertas de identidades falsas disfarçadas de publicações sobre bonecos.
Não é ideal, mas tenho pouco tempo para sair deste país
depois de libertar a Marienne.
Procuras prostitutas depois. Vamos.
És uma manifestação de um lado negro meu, e aceito isso,
mas adorava que te calasses para resolver a alhada que criei em paz.
Quando vens? Estou no bar.
- Então? A Kate precisa de ti. - A Marienne precisa mais.
Invasão britânica. Sabes o que quer dizer. A Kate de minissaia.
Passaporte britânico amanhã?
Podes enfiar os dedos na cerimónia.
Desculpa. Estás chocado, seu hipócrita?
BI novo, temporizador para libertar a Marienne,
ir para Espanha, é fácil ter visto.
É urgente
Tinha tudo planeado, mas se insistes em ignorar-me,
vou estragar a surpresa. Tens ido ao congelador?
Lembras-te do Vic?
Fiquei com isso antes de o meteres na cova do Simon.
- O que faço com isto? - O que achas? Matas a Marienne.
Ela não merece sofrer.
Não.
Ótimo. Vamos falar.
Não.
Esta é a minha solução.
Um mau passaporte? Achas que não te vão apanhar?
Envia detalhes
Quando achava que não podias ficar mais maluco.
E agora?
Vou ver a Kate uma última vez. A Marienne vai viver.
Vou libertá-la e não podes mudar isso, não existes!
Veremos.
Nunca acontece nada de bom no Sundry House.
Não terei saudades deste sítio.
Mas de ti, vou ter.
Queres outra bebida?
Não. É melhor não. Já bebi três.
Tu... O que perdi?
Eu a falhar salvar a minha melhor amiga do noivo idiota.
E a minha missão é clara.
Passar os últimos momentos contigo a ajudar-te a salvá-la
do dito idiota.
Qual é o plano?
- O plano? - Sim, para impedir o casamento.
Não sei.
Sinceramente, a Phoebe está a ter uma crise.
Encontrei isto no chão. Tranquilizantes fortes.
Está a tomar tanta coisa, que estão espalhados pelo edifício.
É mau, mas excedi-me e ela afastou-me.
Então, não sei. Tenho de pensar.
Tocada.
Vulnerável.
Leva-a daqui e pina-a.
- Posso falar com ela. - O Adam não vai facilitar.
É uma oportunidade para trabalharmos em equipa.
- Achas que o distrais? - Com prazer.
- Phoebe. Olá. - Não, deixa estar. Ele pode entrar.
Jonathan!
Seu anjo querido barbudo.
Estás tão elegante.
- Ainda bem que vieste. - Obrigado.
Ouve, querido, ausenta-te e pina com a Kate.
Ela está a precisar. Está tensa.
Bem, talvez o faça. Queria dar-te os parabéns.
Soube que não é só uma festa.
Não te preocupes. Mas estou feliz por ti.
Estava a pensar que espero que, um dia, a Kate e eu
possamos ter o que vocês têm. Mais cedo ou mais tarde.
Sim, quer dizer, quero o mesmo.
Podes só especificar o que queres dizer com o que nós temos?
Alguma dúvida.
É a minha oportunidade.
Eu sei, claro. Mas quero saber o que vês de fora.
Bem, quando me casei... Pois, bem, apressámo-nos
a casar e isso amaldiçoou-nos.
Em retrospetiva, eu queria querer casar com ela, e isso foi o desastre.
Não é como vocês os dois, sabes?
Claro.
Claro que não.
Diz-me a verdade, como sempre.
Estás a dizer isto porque achas que é um erro?
A tentar roubar-me a miúda?
Nem em sonhos.
Fofinha.
Fofinha, estás bem?
Sim.
- Sim. - O que disseste?
- Não disse nada... - Está alterada. O que disseste?
- Nada. - Vai-te embora. Os dois.
- Não. - Zbyshek. Acompanha-os à porta.
- Phoebe, olha para mim. - Tira-os daqui.
Senhor?
Falhámos espetacularmente.
Pelo menos, posso levar-te a casa uma última vez.
Ainda sou a favor de pinar.
Nem sei porque ainda tento ajudar-te.
Podias estar a saboreá-la.
Se não estivesses determinado a estar tão triste.
O que disseste à Phoebe na primeira noite, no Sundry House,
que mudou a vida dela?
Sinceramente, não sei.
- A sério? - Não, não me lembro. Quem me dera.
- Pode ter sido um conselho útil. - Exato. Estou mesmo desiludida.
Estraguei tudo com ela esta noite, não foi?
Não vou desistir. O Henrique VIII deu-nos o divórcio para alguma coisa.
Quem me dera que caminhássemos para sempre.
Foi bom... esta noite.
O trabalho de equipa.
Apesar do meu falhanço abjeto.
O que te digo? O que é o mais importante?
Kate, és boa pessoa.
Não, não quero saber se te é difícil ouvir isso.
- Se nunca mais te vir... - Porque nunca mais me verias?
Um cometa pode aniquilar o planeta. Sim.
- Está bem. - És boa.
E estar contigo faz-me sentir que eu podia ser bom.
- Não sei lidar com elogios. - Mas o cometa.
- Por isso... - O cometa. Está bem.
O mundo não é generoso nem justo, por isso, quero que saibas
que me mudaste da forma...
... como abrir uma janela muda uma divisão escura.
É a coisa mais bonita que alguma vez me disseram.
E aqui estamos nós.
No nosso fim.
Espera.
A Sra. Moolvi não vai gostar.
Ela vai perceber quando lhe explicar que a mulher mais incrível do quarteirão,
depois da Sra. Moolvi, claro, me vai convidar
para entrar em sua casa.
Mas tu vais recusar.
Não posso despedir-me.
Como é que...?
Tenho umas coisas para resolver, sabes?
Eu ligo-te.
Prometes?
Bons sonhos, Kate.
És um idiota.
Queria ter uma gaja como a tua, que me financiasse as ideias geniais.
A Phoebe e eu somos uma equipa.
Eu sou o cérebro, e ela é a minha linda princesa
que merece ser venerada.
Se me dão licença, tenho de...
Sim.
Meu Deus. É colombiana ou cubana, certo?
Sim. Sim, percebo que ela foi internada.
Só preciso de saber onde.
Já lhe ligo de volta.
Era sobre a Phoebe?
Está nas notícias.
Claro. Quem a viu a vaguear confusa pelas ruas
achou que era mais apropriado tirar uma foto de uma crise psicótica
do que ajudá-la. - Lamento. Posso fazer algo?
Não, percebo bem de psiquiatria, graças à mãe.
Quando à Phoebe, não há muito a fazer, pois o marido é responsável
por tudo. A medicação, o alojamento,
tudo o que ela tem. Deve estar a adorar.
Mudemos de assunto. O que fazes aqui?
O que foi? Um pai não pode trazer um café à filha favorita?
Pronto, já que perguntas,
estou aqui porque preciso de ti.
- Podes parar com a cena do museu? - Para ficares com a empresa.
Certo.
Que esqueletos vão sair de que armário?
- Não é isso. - Não acredito.
Quantas crianças morreram desta vez?
Filha, tens de te perdoar.
Todos os cargos têm uma curva de aprendizagem.
Não és os teus erros.
E tens provado isso todos os dias desde que nos deixaste.
Não podia estar mais orgulhoso.
Preciso de ti aqui quando estou a todo o vapor,
quando podemos fazer coisas incríveis.
Quero que trabalhemos juntos e, depois, que tomes as rédeas.
O que queres que faça? Queres que me ajoelhe?
- Imploro-te aqui mesmo. - Não. Para. Levanta-te.
Quero que entendas que...
... eu penso no que fiz...
... e odeio-me.
Anda salvar 10 mil crianças por cada uma que magoaste.
Podes fazer isso? Aqui?
Com esta... Com a galeria tola e o professorzinho?
- Não é justo. - Pouca coisa é.
Mas esta vida, Katherine,
é demasiado pequena para ti.
Aceita o que estou a oferecer.
Vem ser alguém real.
Lembrei-me de que gostas de doces, de manhã.
Tenho um plano.
Ainda estou a aperfeiçoá-lo, mas verás a Juliette em breve.
Mentiroso.
Sabes como ela está?
- Já foste ver ou...? - Eu...
Não me lembro. Tenho algumas brancas.
- Podes ir? - Claro.
Eu...
- Não me lembro... - O meu telemóvel está debaixo da lona.
Ela está com a minha amiga Beatrice.
Olá.
Contactas-me agora? Pensámos que tinhas mudado
Não.
Posso explicar
Vais perder a guarda A avó vai ficar com ela
Merda.
Não voltes
- O que foi? - Isto vai destruí-la.
Joe.
É a avó da Juliette.
Vai ficar com a guarda dela. Vai levá-la de volta para os EUA.
- Também resolvo isto. Juro... - Não. Ela vai ganhar.
Fiquei com a Juliette e abandonei-a.
- Eles... - O que fiz eu?
Acham que tive uma recaída. Nunca mais verei a minha filha.
Mais vale matares-me, Joe. Mais vale matares-me!
Como resolvo isto?
Ela está literalmente a implorar-te.
Não ficarias aliviado se acabasses de vez com o sofrimento dela?
Não, injetáveis. Injetáveis líquidos.
Sim, a sério.
Explico depois. Arranjas ou não?
Obrigada, Edward. És incrível. Adeus.
Merda.
- Merda. - Pare aí.
- Não o faria, mas é uma emergência. - É sempre.
Não. É para a diabetes da minha tia. Deixei-o na minha mãe.
Tenho de lho devolver.
O que tem na sua camisola?
Não.
Pronto, afaste-se.
- Porque fazes a mala? - Há que antecipar os planos.
Porquê?
Porque tens de deixar a Marienne ir ter com a Juliette, ou matá-la
e comer um bagel calmamente. Que drama.
Nem consigo explicar o quão pouco me interessa o que pensas.
Cala-te e ouve a razão.
Achas que chegas longe com um passaporte reles
que compraste a um adolescente?
E para quê?
Para salvar uma drogada que te pinou com a tua família à espera.
- Cala-te. - Que nem sequer te agradeceu
por te livrares do ex. - Para.
Que é tão má mãe que deixou a filha para passear noutro país.
Claro que foi raptada.
Tranquilizantes fortes.
Porque estás a desistir de tudo por uma mulher patética que te odeia?
Por favor.
- O que estás a fazer? - A calar-te até de manhã.
Obrigado, comprimidos da Phoebe.
Merda, que horas são?
O comboio é daqui a duas horas. Tenho de ir.
Certo.
Fiz todos os preparativos.
Há muito que não consigo resolver, mas há uma coisa que consigo.
Estás livre.
Um segundo.
Um, dois, um, três, oito, nove.
Desculpa. Espera. Oito, nove.
- Joe, o que...? - O que foi?
O que fizeste?
Não fiz nada.
- Óleo de amendoim? Eu... - Não, não o faria. Não és alérgica.
Se fosses, eu saberia. Como assim? O que se passa?
Marienne?
Marienne.
Não.
Aguenta.
Merda!
Vá lá!
Vá lá!
Jonathan, seu tarado.
Procuras isto?
Gemma?
- Estás morta. - E eu não sei?
Uma escapadinha à beira-mar, ou outro fim de semana na Hampsie?
Ouve.
Preciso da chave.
E eu preciso de um pedido de desculpas.
Ela está a ter um choque anafi... Está bem.
Desculpa.
- Desculpa pelo que te aconteceu, mas... - Aconteceu?
Jonathan. "Desculpa. Bem, desculpa."
Joe.
- Tu mataste-me. - Eu sei.
E nem tiveste a decência de me pinar primeiro. Como te atreves?
- Por favor, Gemma. - Ou o quê? Desembucha.
Estavas... Estavas a dissociar, por isso, não conta.
- Por favor, tenta perceber. - Não, eu entendo.
Tiveste de o fazer.
Eu tinha-te topado.
Para te protegeres e assim, mas o facto assustador é...
... que nunca conseguiria imaginar o que és.
Eu sei o que sou.
Sim, deixaste isso bem claro a ti mesmo nestes últimos dias.
A pergunta é:
o que vais fazer quanto a isso?
Corrigir o meu erro
e salvar a Marienne.
Não vais salvar a coitada da mulher.
Não podes.
Não estás disposto a fazer o que tem de ser feito.
Ele matou-a. Estrangulou-a.
- Ele matou-a. - Acreditas que a matou?
- Ele matou-a. - Acreditas no que aconteceu?
Muito obrigada a todos por virem.
Vou começar a leitura de hoje com O Castelo do Barba-Azul.
Tu.
Este é o Joe.
Acabou o meu livro depois de eu morrer nos braços dele.
Não olhes para mim. O sonho é teu.
O que fizeste desta vez?
Pus a Marienne...
- Cometi um erro. Preciso da chave. - És patético.
Desculpa. Feri os teus sentimentos?
Bem, eu estou morta, Joe.
O que queres de mim?
Desculpa. Estou a tentar mudar os erros passados.
Não entendes.
- Explica. - Estou a tentar.
Estás a atormentar-me enquanto tento salvar uma mulher.
Tu não salvas, Joe.
Não, por favor! Espera!
Devias agradecer-lhe.
Olá, Joe.
- O que me está a acontecer? - Estás a passar um mau bocado.
É difícil, mas vai passar.
Love, tens a chave?
Porque precisas tanto dela?
Bem...
- Entendo que estejas chateada. - Não posso estar, Joe.
- Tu certificaste-te disso. - Desculpa.
- A sério? - Nunca te quis morta.
- Não me deste alternativa. - Claro.
Estava sensível e fui infiel.
Impulsiva.
- Tinha problemas de controlo. - Não, não te culpo.
- Não o estou a fazer. - Não?
- Isso é novidade. - Acho que ambos...
Certo. Bem visto.
Nós.
Os dois.
A nossa linguagem do amor.
Não tu.
Não um padrão. Não o teu padrão.
Então, isto é coincidência?
Merda.
Por favor.
O que é o amor, Joe?
Não a pessoa.
Diz-me e eu dou-te a chave.
Estou a tentar... Eu amei-te mesmo.
Isso é amor?
- Aquilo que fazes que acaba sempre... - O que queres que diga?
- Eu nunca... Nunca quero isso! - Mas é o que és.
Credo, Joe. Pensa. Puxa pela cabeça.
Toma.
Não é a chave.
Como assim?
Alguém tem de morrer para isto acabar de vez.
Bom dia, professor.
Sei o que tenho de fazer.
Deve ter sido um sonho e peras.
Tinhas razão.
Libertar a Marienne e fugir não vai resolver o problema.
Vou libertá-la...
... e, depois, vou acabar com este ciclo definitivamente.
Não és suicida.
Não queres morrer.
Sempre quiseste ser visto, amado,
e estiveste disposto a merecê-lo a mal.
Se uma cabra egoísta quer rejeitar-te depois de tudo o que fazes por ela,
então, nunca viu quem és.
Depois de tudo, mereces o que ganhaste.
Ela tem de entender que só há uma forma.
Tem de te olhar nos olhos e ver as tuas camadas cruas e fervorosas.
E depois, nunca mais ver mais nada.
É por isso que te retiro de mim,
seu animal egomaníaco.
Nunca serei assim. Estou a certificar-me disso.
Agora, sai da frente, caralho!
A Phoebe não maximizava o dinheiro.
Daí os meus negócios.
Era o que o meu pai... Ele nunca percebeu.
Não podes deserdar alguém
e esperar que as portas se abram, sabes?
Mas agora...
... o destino pôs-me no controlo.
Percebes? O dinheiro é meu. A vida é minha, e eu estou...
Estou no controlo, percebes? Tenho tudo sob controlo.
Pronto.
Ainda bem que a minha esposa está a receber a ajuda de que tanto precisa.
Meu Deus, adoro dizer isso. A minha esposa!
Que bom. Parabéns. Chamo os rapazes?
Sim.
- Sim, quantos mais, melhor. - Rapazes!
Vês, é a isto que me refiro. Olá, rapazes. Quem vos chamou?
Presumindo que têm os dois, prefiro lubrificantes à base de água.
- Não vai ser preciso. - Sem lubrificante?
Boa.
Podes baixar um pouco o volume?
O que raio é isso?
O que está ele a fazer?
Podes acalmá-lo um bocado?
Pronto. Batata-doce.
Batata-doce. É a palavra de segurança.
Certo. Merda.
Quem vos enviou?
Quanto vos pagaram? Posso triplicar.
Ficam com a vida resolvida.
Sou casado com a Lady Phoebe Borehall-Blaxworth, ouviram?
O problema é achares que o dinheiro te pode salvar.
Não se trata de dinheiro.
É sempre dinheiro. Nunca o contrário. Por favor.
Esperem! Não!
Rapazes, preciso de uns minutos. Vão almoçar.
- Está bem, Sr. Lockwood. - Tu também. Vai.
- Katherine, a que devemos...? - O que fizeste?
Adam Pratt Encontrado Morto
- Vais comentar? - É pena para a tua amiga.
- Não me parece uma tragédia. - Então, mandaste-o matar?
- Fiz o que pediste. - Nunca to pedi.
Chamada frenética para o SNS, mencionas a tua mãe,
dizes-me que aquele merdas está envolvido.
- Não o queria morto. - Então, porque me falaste nele?
Tu és...
Claro que reages assim, como se tivesse sido burra por o dizer.
Não sei porque vim cá, tu...
Este sítio é patético. Não me voltarás a ver. Adeus.
Katherine!
Tira uns dias para organizares as coisas
e, depois, volta para Nova Iorque.
- Estás louco. - Começas pelo museu.
Depois, ensino-te as bases da empresa.
Não. Fui-me embora por um motivo.
Eu sei, e de certeza que adoraste a aventura,
mas é altura de ir para casa.
Pareces não conseguir entender
que construí uma vida aqui.
Da qual me orgulho, que reflete quem sou
e uma que quero continuar a viver sem a tua interferência constante!
Então, achas que criaste uma vida independente para ti?
- O que lhe chamarias? - És do mais inteligente que há.
Achavas mesmo que te deixava ir?
O estágio na Gagosian deu início a tudo.
- Como assim? - Eu liguei ao Larry.
- Pronto. Um estágio. - Todos os empregos. Tudo.
O artigo na Artforum, o apartamento cuja guerra de licitação ganhaste,
ou o processo contra a tua galeria que desapareceu,
ou a peça que o The Times não escreveu sobre o Simon Soo,
e como achas que, na era do MeToo, o teu amigo Malcolm
se livrou da acusação por assédio sexual?
- Graças à inteligência? - O Malcolm não tinha...
Não, tanto quanto sabes, não!
Porque te fazia feliz.
Eu mantenho-te feliz.
Mantenho-te segura.
Como faria com qualquer investimento desta magnitude.
Tens sete filhos.
- Porque é que...? - Porque és a tal.
Os outros são demasiado gananciosos, burros ou passados,
e és quem amo mais.
Que tal?
Chega de rodeios.
Tiveste o teu processo, mas chega de fingir.
Tenho tudo o que quero no mundo, incluindo tu.
Ligo-te no final da semana e combinamos tudo.
Mas conduz com cuidado.
- Olá. - Olá.
Não acredito que me prenderam.
Muito obrigada por me ajudares a pagar a multa.
- Tens a...? - Disseste que era para quê?
- Falamos depois? Tenho de ir. - Entendo que tenhas pressa.
Desculpa, posso só referir que passei a manhã toda
sentado à porta de uma esquadra com uma mochila com cetamina?
- E não me dizes porquê? - Digo.
É loucura pensar que estamos juntos?
Devíamos falar disso. Em breve.
- Não quando... - Tudo bem.
Já percebi.
Esquece.
- Toma. Boa sorte. - Obrigada.
Saiam! Com licença!
Para! Não destruas o teu futuro com a Kate por uma mulher indigna.
É exatamente o que vou fazer.
Eu magoei-a. A culpa é minha.
Por isso, vou libertá-la
e garantir que não volto a magoar mais ninguém.
Marienne.
Não.
Vá lá.
Olha só.
Tratou do assunto por ti.
Era de esperar, ao deixar-lhe comprimidos.
Devia ter-te lembrado.
Podias ter acabado com o sofrimento dela se me tivesses dado ouvidos.
Talvez, a partir de agora, faças exatamente o que digo.
Legendas: Joana Filipa Miranda Fragao
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