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Original subtitles

O programa a seguir cont�m imagens fortes.

Verifique a classifica��o et�ria.

Sinto que ningu�m ajuda as almas

perdidas por a�.

Algu�m tem que fazer isso.

Por que esse algu�m n�o pode ser eu?

Impressionante. Em mais de 30 anos, nunca tinha me deparado com algo assim.

Espero que o bom Deus nunca me deixe passar por isso de novo.

Toda a vida dele desapareceu.

Tudo o que possu�a, at� a escova de dentes.

Havia uma mancha.

Soubemos imediatamente que algo estava muito errado.

Eu estava obcecada em encontrar essa pessoa.

H� tantos lugares para se esconder um corpo.

Onde se come�a a procurar?

Era algo que eu tinha que resolver.

Meu nome � Ellen Leach.

Moro em Gulfport, Mississippi.

MISSISSIPPI COSTA DO GOLFO

Bem-vindos

Estou aqui desde 2001.

Conheci Chip on-line.

Ele fez eu me mudar.

Ela morava no Lago Jackson, ou Clute, se preferir, ao sul de Houston.

KEITH "CHIP" GLASS PARCEIRO DE ELLEN

Eu estava morando aqui.

Convers�vamos na Internet.

Relacionamento virtual, se voc� preferir.

Dias viraram semanas, que viraram meses,

que viraram viagens de avi�o.

Somos s� n�s dois.

Temos um cachorro, chamado Loki, e dois gatos.

Ela � pau para toda obra.

Ela tem um cora��o bom.

N�o queria mais nada.

Em 1994, recebi uma liga��o da minha m�e,

e ela disse que os filhos do meu primo estavam desaparecidos.

O nome do meu primo � David.

O da esposa dele � Susan.

Eles tinham dois meninos,

Michael e Alex.

Na Carolina do Sul, passear � noite virou o pesadelo de qualquer m�e.

27 DE OUT. DE 1994

As autoridades federais iniciaram uma busca por um ladr�o de carros.

Segundo a v�tima dele, ele n�o s� roubou o carro dela, mas tamb�m os filhos dela.

Eu n�o podia estar l� para ajudar na busca,

ent�o a �nica coisa que eu podia fazer era entrar na internet e dar uma olhada.

PESSOAS DESAPARECIDAS

Tentar encontrar alguma pista.

A m�e, Susan, contou � pol�cia que um homem negro havia

sequestrado os filhos dela e roubado o carro.

Gostaria de dizer a quem est� com meus filhos,

para, por favor,

traz�-los para casa.

Algo estava errado.

A pol�cia se atentou a isso.

Sabiam que ela estava mentindo.

Susan Smith foi presa...

3 DE NOV. DE 1994

...e ser� acusada por dois homic�dios

em liga��o com a morte dos filhos dela,

Michael, 3, e Alexander, 14 meses.

O j�ri decidiu que Susan Smith deveria pegar pris�o perp�tua.

Na Carolina do Sul, isso significa 30 anos.

Isso deixou meu primo David arrasado,

e tamb�m meu tio Dave, porque ele tinha perdido os netos.

E foi assim que comecei a investigar.

Enquanto procurava pelos filhos do meu primo,

me deparei com o site chamado "Doe Network".

Havia pessoas desaparecidas.

Havia corpos n�o identificados.

TODD MATTHEWS DIRETOR, DOE NETWORK

Pegamos a informa��o, a postamos e processamos para a pol�cia,

e voltamos com pistas.

N�MEROS DO FBI 1994-954.896 DESAPARECIDOS

Eu vi quantas pessoas estavam desaparecidos

e quantas n�o tinham sido identificadas.

Isso me afetava pessoalmente.

N�MEROS DO FBI 2001-840.279 DESAPARECIDOS

Vi todas as pessoas desaparecidas naquele site.

Pensei: "Algu�m tem que ajud�-los."

Sei pelo que eles est�o passando. Algu�m tem que ajud�-los.

Eles precisam achar os entes queridos.

Foi quando comecei

a investigar cada vez mais.

Eu prefiro

trabalhar nos casos mais dif�ceis,

naqueles para os quais a maioria n�o olha.

Estava sentada em frente ao meu computador.

Estava vasculhando, olhando pessoas desaparecidas,

e me deparei com um cr�nio num balde de cimento, em Kearney, Missouri.

Dizia apenas que era um homem caucasiano, com idade entre 50 e 60 anos...

ALTURA 1,83m - 50-60 ANOS CAUCASIANO - HOMEM

N�o havia muito mais que isso.

Era essa toda a informa��o dada.

A pol�cia que examinou a �rea

da parada de caminh�es quando acharam o cr�nio

achava que o cilindro de cimento foi deixado na parada de caminh�es,

e que a verdadeira cena do crime, o local do assassinato, seria outra.

Poderia ter ocorrido em qualquer lugar com a I-35 aqui perto.

Estamos procurando do Canad� ao M�xico.

Tom Carey, chefe de pol�cia, quer descobrir a identidade do homem

para levar paz a uma fam�lia que o esteja procurando.

Em agosto de 2001, em Kearney, Missouri,

foi encontrado um balde pl�stico com concreto numa parada de caminh�es.

E, no fim das contas, tinha um cr�nio humano.

Imagine a surpresa.

N�o foi identificado.

Podia ser algu�m assassinado de prop�sito.

Talvez n�o fosse apenas algu�m que tivesse partido e desaparecido.

Quem poria um cr�nio num balde de cimento e o deixaria numa parada de caminh�es?

Eu tinha que resolver isso.

Era um quebra-cabe�a a ser conclu�do.

ASSASSINATO - DEGOLA��O M�FIA?

ELLEN LEACH GULFPORT, MISSISSIPPI

SHANNON MAY LAKE GENEBRA, WISCONSIN

Meu nome � Shannon May.

Moro em Lake Geneva, Wisconsin.

Esta � a cidade em que fui criada.

� uma pequena cidade do Meio-oeste.

As pessoas s�o simp�ticas. A cidade � tur�stica.

Fica a cerca de uma hora e meia ao norte de Chicago,

e a cerca de 45 minutos ao sul de Milwaukee.

H� um belo lago alimentado por nascentes.

H� muita coisa acontecendo aqui.

� uma cidadezinha pitoresca, com bairros tranquilos.

Cresci aqui numa �poca m�gica.

Todos os dias, uma nova aventura.

Pesc�vamos e velej�vamos no lago,

o que costum�vamos fazer com nosso pai.

Tantas coisas a fazer. Solt�vamos pipa.

Meu pai adorava.

Havia muitas coisas para crian�as aqui,

o que proporcionava uma inf�ncia similar � retratada por Norman Rockwell.

Sou filha de Greg May.

Tinha s� dois anos quando meu pai abriu

seu primeiro est�dio de tatuagem.

Meu pai era um artista muito bom

e tinha atra��o por tatuagens por algum motivo.

Isso realmente o atra�a. Ele era muito bom nisso.

Seu trabalho era muito reconhecido,

e ele fez seu nome ao longo dos anos.

TATUAGEM

O neg�cio do meu pai era pr�prio.

Era o neg�cio dele em seu tempo livre.

Ele tentava manter a fam�lia afastada disso.

Ele n�o deixava ningu�m saber onde ele morava.

Por isso, n�o pod�amos contar onde mor�vamos exatamente.

Porque, naquela �poca, a tatuagem ainda pertencia...

ao lado mais sombrio da vida, eu diria.

Muitas pessoas pensavam: "Esse tatuador",

esperavam algu�m coberto de tatuagens, desarrumado,

provavelmente com camiseta manchada.

Voc� nunca o veria usando t�nis, digamos.

Ele estava sempre de botas de cowboy

e amava de seu chap�u de cowboy.

Acho que ele tinha uma atra��o pelo velho oeste selvagem,

pelas hist�rias de Jesse James. Essas coisas.

Na verdade, ele chegava a passar o jeans,

o que sempre achei engra�ado.

Ele ia � biblioteca todos os dias e lia o "Wall Street Journal".

Ouvia-se o barulho das agulhas no est�dio de tatuagem.

Ele ouvia o mercado de a��es no r�dio.

Ele se parecia com Buddy Holly quando mais jovem,

e, um pouco mais velho, ele se parecia com o cara do Marlboro.

Ser tatuador permitiu a ele fazer o que realmente gostava de fazer.

Ele era colecionador de antiguidades.

N�o qualquer antiguidade. Ele adorava a Guerra Civil.

A cole��o dele foi estimada em 250 mil d�lares.

Ele amava a hist�ria americana.

Comecei a procurar de quem poderia ser essa cr�nio.

Procurei sem parar.

Estava obcecada em encontrar essa pessoa.

Naquela �poca, n�o havia Twitter,

nem Facebook ou algo parecido.

Voc� tinha que digitar: "Estado de Iowa, pessoas desaparecidas"

ou "Estado do Texas, pessoas desaparecidas".

Quando achava uma lista, a examinava.

Voc� pensa: "Quem � essa pessoa?

"Com o que trabalhava?

"O que gostava de fazer?

"Como era a fam�lia dela?"

Voc� quer saber mais dessa pessoa.

E d� muito trabalho.

Em qualquer �poca, existem

uns 80 mil relatos ativos de pessoas desaparecidas nos Estados Unidos.

Sabemos, por meio das muitas pesquisas que realizamos ao longo dos anos,

que devem existir at� 40 mil corpos n�o identificados.

Isso � um desastre silencioso em massa.

Aprendi que os restos mortais costumam n�o estar longe

de onde a pessoa desapareceu.

Ent�o tudo est� mais perto do que voc� pensa.

Primeiro, procuro num raio de uns 30km

para achar pessoas desaparecidas que possam estar conectadas.

Se as caracter�sticas n�o corresponderem,

como idade, cor do cabelo, altura, peso,

eu as elimino da lista.

Ent�o passo para um raio maior.

Cinquenta quil�metros, 65, 80km,

at� uns 800km.

Ao fazer isso, as possibilidades s�o infinitas.

Voc� s� tem que tomar a iniciativa de faz�-lo,

e dizer "Vou fazer." e fazer.

Voc� tem que ter for�a de vontade para persistir em algo assim.

Meus pais se separaram e se divorciaram em 1977.

Mas permaneceram amigos.

Quando eu era adolescente, nos mudamos para a Calif�rnia.

Meu pai vinha todos os feriados.

Convers�vamos ao telefone com frequ�ncia.

Conheci o pai dela. Tinha feito tatuagens com ele quando eu era mais jovem.

Quando eu fui at� ele, ele disse: "Sim, vou te mostrar."

Ele acabou me acolhendo.

Trabalhei para ele por alguns anos, e ent�o ele quis se aposentar.

Fizemos um acordo em que eu compraria o est�dio.

A MORTE � CERTA, A VIDA N�O GREG 1971

Meu pai ia me emprestar o dinheiro, mas faleceu.

Eu me lembro... Nunca vou esquecer o dia em que liguei do hospital para Greg

e disse: "N�o tenho dinheiro para comprar o est�dio."

Ele disse: "N�o se preocupe."

Ele era muito compreensivo.

Ele disse: "Fa�a o que voc� tem que fazer. Cuide de sua fam�lia.

"Quando voc� terminar, vamos sentar e conversar."

Eu disse "Est� bem.". Nunca vou esquecer.

EST�DIO MAIS ANTIGO DE WISCONSIN

Ele basicamente me deu a loja,

e, para isso, ele foi �pico.

Ele era como um segundo pai para mim.

Depois de dar duro a vida toda,

ele enfim se deu ao luxo de se aposentar ainda jovem.

Ele tinha 54 anos quando se aposentou.

GREGORY MAY LAKE GENEBRA

Ele acabou do outro lado do Mississippi numa cidadezinha chamada Bellevue, Iowa.

A popula��o de Bellevue � de cerca de 2.360 pessoas.

Na verdade, crescemos.

Eu a chamo de cidade dormit�rio, aonde as pessoas v�m para viver,

mas trabalham at� uma hora de dist�ncia.

DELEGADO DENNIS SCHROEDER

Eles v�o e voltam.

O Mississippi � um enorme chamariz.

Estou aqui h� 31 anos neste trabalho.

Fui sendo promovido, de patrulheiro a chefe-adjunto

e agora sou o Chefe de Pol�cia.

Conheci Douglas DeBruin por volta da 7a, 8a s�rie.

O apelido dele era Moose, ent�o s� o conhecia como Moose.

Ele era um cara alto. Acho que ele deveria ter 1,90m.

Ele tinha ombros muito largos, cabelo curto, meio encaracolado.

Ele sempre estava no est�dio,

ou meu pai tomava uma cerveja com ele depois.

Depois de Moose ter passado um tempo no est�dio de tatuagens,

meu pai acabou o colocando sob a asa dele.

Se ofereceu para ensin�-lo a tatuar para que ele tivesse um of�cio.

Com o passar do tempo, eles se tornaram amigos.

Meu pai havia se mudado para Bellevue. Moose n�o tinha para onde ir, eu acho.

Meu pai disse que ele poderia ficar no por�o at� que pudesse se virar.

Quando pessoas novas chegam � cidade, elas chamam a aten��o.

As pessoas dizem: "Quem � esse?"

Tentamos fazer contato de maneira educada

porque somos uma cidade amig�vel.

Conheci Greg e Doug na Front Street,

a cerca de um quarteir�o de onde eles moravam.

N�s n�o falamos de trabalho, apenas jog�vamos conversa fora.

Acho que Doug e Greg eram bons amigos.

Eu os compararia com alguns de meus amigos

quando sa�mos

para caminhar ou comer algo ou qualquer coisa.

Eles pareciam amigos.

Sa� numa noite,

e Greg entrou

e se sentou ao meu lado...

e est�vamos l� conversando, e ele me comprou uma bebida.

A primeira impress�o que tive de Greg quando eu...

Olhei para ele e pensei: "Nossa, ele n�o � nada mal."

E ent�o ele me pergunta: "Quer ir para outro bar?"

Eu disse: "Claro".

Talvez no dia seguinte,

ele me procurou e me ligou,

e come�amos a sair.

Greg me disse que era divorciado e que tinha

dois filhos, Don e Shannon.

Ele tinha vindo para Bellevue porque, segundo ele,

ele gostava do rio Mississippi.

Ele estava bem ao lado do rio Mississippi.

Greg adorava isso aqui.

Mas ele odiava o inverno.

Odiava sentir frio e queria se mudar para a Fl�rida.

Me perguntou se eu queria ir, e eu disse: "Claro".

Eu e Greg �amos come�ar uma vida juntos.

Eu estava feliz.

Fiquei feliz com a pergunta dele.

Eu estava pronta para ir.

Estava pronta para deixar esse inverno tamb�m.

Fiz as contas e anotei:

"Este parece bom ou esse parece bom."

Ent�o restringi

por idade, tempo.

Coisas assim.

Quando restringia, restavam dois ou tr�s.

Ela passava muito tempo nisso.

Se estivesse acordada e n�o estivesse trabalhando, estaria fazendo isso.

Ela tem um cora��o enorme. Se preocupa com as pessoas.

Pensava nisso � noite.

No meio da noite, ela dizia algo que talvez tivesse esquecido

naquela noite ou algo assim, ou algo que ela queria verificar

ou outro recurso que ela precisava experimentar.

Encontrei um homem em Chicago.

A idade dele estava quase certa. Entre cinquenta e sessenta anos.

Ent�o olhei a quilometragem.

Eram uns 720km.

Estava um pouco no limite, mas ainda abaixo dos 800km.

Ent�o eu disse: "Bem, pode ser.

"Vamos dar uma chance."

E o momento estava certo.

Ele desapareceu antes de o cr�nio ser encontrado.

Achei que fosse coisa da m�fia.

Me fez lembrar de algo que a m�fia faria.

A "Doe Network" tem administradores em cada estado

que recebe os casos.

Se voc� tiver uma poss�vel correspond�ncia que deseje entregar,

voc� tem que passar por eles.

Eles n�o querem enviar correspond�ncias ruins.

Eles enviam apenas os casos que acham que v�o dar certo.

E h� centenas,

talvez milhares de detetives cibern�ticos por a� com teorias,

e isso pode se tornar ensurdecedor.

Realmente pode se tornar excessivo para a pol�cia.

Ellen n�o ficou 100% feliz com isso

porque ela sentiu que deveria ter

contato mais direto com a pol�cia.

Eu tinha essa correspond�ncia em Chicago

e achei que era uma boa correspond�ncia e eu tinha restringido as op��es.

Ent�o mandei um e-mail para a "Doe Network".

Era um tiro no escuro.

Meu pai normalmente vinha nos visitar todo Natal.

Quando eu perguntei a ele se ele viria,

ele disse: "Estou t�o perto de me mudar.

"Acho que � melhor esperarmos.

"Vamos esperar at� eu me estabelecer na Fl�rida?"

Voltei para Bellevue e tentei abrir a porta.

A porta estava trancada.

A persiana estava um pouco levantada,

e olhei para dentro e vi Greg sentado na cadeira.

Desci at� o bar e liguei pra c�,

e a secret�ria eletr�nica atendeu.

Ent�o eu voltei para c�

e eu olhei pela persiana,

mas ningu�m atendeu a porta.

N�o vi ningu�m.

Fazia muito frio naquela noite. Cerca de -6 �C.

Entrei no meu carro e fui embora.

Eu estava bem magoada.

Simplesmente n�o conseguia descobrir por que ele faria isso comigo.

Eu sabia que algo estava errado, mas n�o sabia o que fazer.

14 DE JANEIRO DE 2001

Era domingo quando liguei para ele.

Uma mulher que eu n�o conhecia atendeu o telefone,

e eu imediatamente disse: "Al�. Quem �?"

Porque pensei que era o n�mero errado.

Mas eu sabia o n�mero dele. N�o ligaria errado.

Ela disse: "Aqui � a Julie."

Eu disse: "Aqui � a filha de Greg, Shannon.

"Ele est� a�?" E ela disse: "N�o, sou Julie, a namorada de Moose."

Eu disse: "Ele me ligou umas vezes. N�o quero que ele pense

"que n�o liguei de volta. Voc� pode avisar que eu liguei?"

Ela disse: "Ele vai passar o dia em Chicago.

"Sim, aviso a ele."

Ap�s cerca de dois ou tr�s dias, alertei meu irm�o.

Eu disse: "Tem algo errado."

"Estou ligando para ele, e ele n�o atende.

"E j� faz alguns dias." Ent�o meu irm�o continuou tentando.

N�s dois desconfi�vamos que havia algo errado.

Se meu pai decidisse mudar de n�mero, ele teria nos contado.

Ele era do tipo que mantinha registros de tudo.

Ele era muito preciso, extremamente organizado.

No dia seguinte, o telefone dele foi cortado.

Sab�amos que havia algo errado.

Meu irm�o sabia que o amigo de meu pai, Gary Jermaine,

morava perto da casa dele.

Meu irm�o conseguiu falar com Gary e perguntou:

"Voc� pode ir at� a casa e ver o que est� acontecendo?"

Gary disse: "Claro". Ele foi at� l�.

Ele nos ligou de volta e disse: "A casa est� vazia".

O carro do meu pai n�o estava l�.

Foi a� que soubemos imediatamente que tinha algo de muito errado nisso.

Recebi uma liga��o do filho de Greg, Don,

que disse que o pai poderia estar desaparecido.

Fomos at� o bairro, at� a casa dele.

Batemos para ver se ele estava.

T�nhamos que descobrir se ele ainda estava na �rea, se ele tinha ido embora,

qual poderia ser o caso.

Meu irm�o e eu decidimos ir para o Centro-Oeste

e ver por n�s mesmos o que estava acontecendo.

Gregory May morava desde maio passado nesta casa em Bellevue.

Os filhos acreditam que alguns itens

de sua cole��o de antiguidades sumiram da casa.

A pol�cia continua a investiga��o como um desaparecimento,

e est�o considerando todas as possibilidades.

16 DE JANEIRO DE 2001

Enquanto investigava, um vizinho veio at� n�s para nos dar

informa��es sobre o que ele tinha visto.

Doug DeBruin e a namorada, Julie, estavam transportando itens,

que ele achava serem antiguidades,

para fora da casa num caminh�o de mudan�a.

Ele achou aquilo meio suspeito.

Quando meu pai desapareceu, sab�amos que Moose morava com ele.

Mas, no come�o, pensei:

"Eles foram para algum lugar?"

E todos nos pergunt�vamos, entre meu irm�o, minha m�e e eu:

"Ser� que Moose machucaria meu pai?

"Ele seria capaz disso?"

Pensamos: "Ele gostava dele. Por que ele faria isso?"

CIDADE DE BELLEVUE PREFEITURA - BIBLIOTECA - POL�CIA

Ao investigarmos algo, temos que fazer muitas perguntas.

T�nhamos que descobrir aonde ele tinha ido,

com quem ele foi,

por que ele foi.

T�nhamos que conversar com muitas pessoas para ter essas respostas.

Uma pessoa comum n�o desaparece simplesmente da face da terra

quando tem um hist�rico de ser organizada,

e de fazer contato com familiares.

Nos bancos dele,

aqueles com quem falamos, n�o havia nada, nenhuma movimenta��o.

Essa era s� mais uma das pe�as que encaix�vamos.

Ficamos um pouco na cidade. Demos uma volta de carro,

tentamos achar pessoas que ele conhecia, fomos falar com Gary.

N�s est�vamos sem saber o que fazer.

Ap�s alguns dias, o chefe de pol�cia de Bellevue, Iowa, acionou a DCI.

Nossa pequena cidade de cinco policiais

n�o seria capaz de lidar com um caso de pessoa desaparecida.

Dentro do estado, temos

a chamada DCI,

que significa Divis�o de Investiga��o Criminal.

Sua principal fun��o � ajudar

outras ag�ncias com casos grandes.

Eles designaram um agente especial para n�s.

Dissemos a ele que Douglas DeBruin estava morando com ele,

e eu expliquei o telefonema

sobre Julie Miller, que eu n�o conhecia.

No come�o, voc� n�o sabe o que fazer.

Voc� corre para todos os lados.

Voc� fala com o m�ximo de pessoas que puder.

Tivemos que deixar a hist�ria seguir.

Foi muito dif�cil deixar Iowa e deixar a pol�cia fazer o trabalho dela

e assumir porque voc� quer sentir que est� fazendo alguma coisa.

Depois que a DCI se envolveu,

e est�vamos esperando por respostas,

tudo ficou muito surreal.

Lembro de dirigir e pensar comigo mesma:

"Como o mundo pode continuar girando

"quando minha vida est� completamente parada?"

Meses depois disso,

um dos amigos do meu pai ligou para o meu irm�o e disse:

"Recebi um panfleto de um lugar chamado Rock Island Auction House."

CASA DE LEIL�ES ROCK ISLAND AUCTION COMPANY

Ele se deparou com um cat�logo que tinha um monte de antiguidades

sendo vendidas em Rock Island, Illinois.

E ele disse

aos filhos de Greg que aquelas coisas eram de Greg.

N�o havia como existirem dois itens separados assim,

as cole��es que Greg tinha, outra pessoa tinha a mesma cole��o.

Pistolas da Guerra Civil

A DCI e o chefe de pol�cia dirigiram-se � casa de leil�es

para saber como eles tinham conseguido aquele leil�o.

A investiga��o nos levou

at� uma mulher chamada Mary Klar,

que colocou esses itens no leil�o.

Acontece que Mary Klar era

na verdade, a m�e de Julie Miller.

Mas que coincid�ncia.

Julie era namorada de Douglas DeBruin.

Ao entrevistar Mary Klar, descobrimos

que Julie e Doug estavam

em algum tipo de trailer em Flagstaff, Arizona.

DOUGLAS DEBRUIN & JULIE MILLER BELLEVUE, IOWA

KEARNEY, MISSOURI

FLAGSTAFF, ARIZONA

Quando os investigadores entraram no trailer,

encontramos muitos pertences de Greg May.

10 DE ABRIL DE 2001

ROUBO - MOTIVO GUERRA CIVIL - ANTIGUIDADES

Ent�o a quest�o era:

o que as coisas faziam ali?

Como chegaram ali?

O que eles iam fazer com elas?

E onde estava Greg?

Havia fotos deles no caminh�o,

curtindo a vida deles,

rindo, seguindo com a vida.

Pequenos fugitivos em fuga.

Deus sabe o que se passava na cabe�a deles.

Sempre que eu olhava para ele, ele tinha um aspecto malicioso.

Eu tinha medo dele.

Sabe?

Parecia malicioso.

Greg me disse uma vez que ele nunca confiou em Julie.

Eu disse a ele: "Tamb�m nunca confiei em Moose."

Ele disse: "Por qu�?" Eu disse: "N�o sei. S� n�o confio nele."

Meu nome � John Kies,

e era o promotor do condado de Jackson.

O chefe de pol�cia de Bellevue na �poca me ligou

uma manh� cedo e disse:

"John, provavelmente n�o � nada, mas..."

JOHN KIES PROCURADOR, CONDADO DE JACKSON

Ele come�ou a me contar de uma pessoa desaparecida, Gregory May.

Ele n�o era de me ligar por nada,

ent�o eu sabia que algo estava acontecendo.

No Arizona, Douglas DeBruin e Julie Miller foram presos por roubo.

Douglas DeBruin e Julie Miller negaram que tivessem algo a ver

com o roubo da cole��o da Guerra Civil ou com o assassinato de Gregory May.

Eles negaram tudo.

Eles basicamente tentaram se fazer de bobos.

Ao examinarem a van,

e separaram as diferentes provas,

os investigadores localizaram um casaco grande.

Acreditava-se que aquele casaco pertencia a Douglas DeBruin.

O casaco foi levado ao laborat�rio da DCI para an�lise.

Havia uma mancha no punho.

CASACO DE DOUG DEBRUIN SANGUE

Havia sangue num casaco verde que pertencia a Moose.

Fizeram uma pesquisa reversa de DNA com meu irm�o e comigo.

Coletaram amostras de nossas bochechas e obtiveram DNA ao contr�rio,

dos filhos para o pai,

para checar se era dele.

A an�lise de DNA

determinou que o sangue era de Gregory May.

Quando se espera por algu�m

desaparecido h� muito tempo, voc� vive de esperan�a.

Voc� vive de esperan�a e medo.

Quando voc� tem a confirma��o de que toda a esperan�a se perdeu

� quando voc� realmente inicia os passos do luto.

Eu n�o conseguia nem dizer a palavra "assassinato" por meses a fio.

Eu literalmente n�o podia dizer "assassinato".

Ach�vamos que eles mataram Gregory May.

Mas h� tantos lugares para esconder um corpo.

Onde come�ar a procurar?

Eu havia enviado � "Doe Network".

O homem em Chicago a quem eu achava que o cr�nio no balde pertencia.

A correspond�ncia original de Ellen era com um mafioso desaparecido em Chicago.

Essa parecia uma boa oportunidade.

Todas as caracter�sticas de ter sido a m�fia.

Uma cabe�a num balde com concreto?

Essa parecia ser uma possibilidade real, mas n�o era.

Eles voltaram e disseram:

"N�o gostamos dessa correspond�ncia. N�o � boa."

Foi desanimador.

Faz voc� querer se afastar por um tempo.

Mas a� voc� pensa: "N�o, eu vou derrotar isso."

E voc� mergulha de cabe�a.

Ela � precisa ao ponto de voc� n�o querer estar errado.

Voc� n�o quer causar estresse emocional desnecess�rio a ningu�m ou o que seja.

Ela iria pesquisar isso at� a morte.

Ela arquivava jornais por horas,

ca�ando hist�rias ou pistas ou algo para ligar os casos.

Nos fins de semana, �amos ao cassino.

Nos divertimos um pouco.

Te fazia lembrar que as coisas estavam vivas.

Com toda a tristeza acontecendo,

ainda havia vida l� fora.

Ainda havia felicidade l� fora.

Estar no cassino me lembrava

que nunca se sabe quando a sorte vai chegar.

Alguns meses se passaram.

Eu ainda estava trabalhando no caso.

Fui para a "Doe Network", e eles tinham uma atualiza��o.

Eles tinham uma reconstru��o

da cabe�a.

Um ano ap�s a pol�cia de Kearney ter apresentado

o caso � "Doe Network", eles n�o tinham nenhuma pista.

Ent�o eles contrataram Frank Bender, um artista forense,

para recriar o cr�nio

para que tiv�ssemos um rosto de v�tima.

N�o era apenas uma descri��o, era um rosto.

Em casos sem uma identidade, � importante ter algo visual.

Hoje revelaram a reconstru��o da v�tima criada por Frank Bender,

o mesmo que esculpiu um busto do "Precious Doe"

para a pol�cia de Kansas.

Bender diz que levou 2,5 meses

para completar a reconstru��o.

As �nicas caracter�sticas que eu tinha era o pr�prio cr�nio.

E havia muita informa��o ali.

Era um cr�nio muito bom.

Muitas vezes, h� poucas oportunidades para criar provas.

� a �nica oportunidade de mostrar como uma pessoa pode ter sido.

Quando Julie Miller e Douglas DeBruin foram presos,

sab�amos que eles diriam que Gregory May havia dado a eles

a cole��o Guerra Civil. A defesa deles seria basicamente essa.

Eles iriam argumentar que, um...

"Gregory May ainda est� vivo.

"Como podem provar que ele est� morto?"

E, dois, que: "Ele nos deu a cole��o da Guerra Civil"

por qualquer motivo que seja.

E o terceiro argumento que est�vamos antecipando era:

"Mesmo que voc� possa convencer

"o j�ri de que Gregory May est� morto,

"como voc� vai convenc�-los de que foi assassinado?"

DOUGLAS DEBRUIN VIOLOU A CONDICIONAL POR PORTE DE ARMAS EM WISCONSIN

FOI EXTRADITADO - JULIE MILLER VOLTOU A IOWA PARA ACUSA��O DE ROUBO.

E t�nhamos a cole��o da Guerra Civil de Gregory May.

Ent�o t�nhamos um motivo.

E t�nhamos Douglas DeBruin,

um homem com antecedentes criminais em liberdade.

N�o fomos pressionados para acus�-lo por assassinato.

Ele n�o estava solto. Ele estava num lugar seguro.

O caso de Julie Miller por roubo em primeiro grau ia acontecer

quando a investiga��o do desaparecimento

de Gregory May ainda estava ocorrendo.

Entrar com um caso de assassinato sem um corpo

te coloca dois passos atr�s de onde voc� normalmente come�a.

Normalmente, voc� come�a a mostrar ao j�ri que houve uma morte

e que as circunst�ncias indicam um assassinato.

Neste caso, tivemos que come�ar convencendo o j�ri

de que, pra come�o de conversa, houve uma morte, sem um corpo,

e de que a morte foi injustificada.

E depois t�nhamos que ir para onde normalmente se come�a,

tentando provar

que Douglas DeBruin era o assassino.

Uma de nossas estrat�gias,

al�m de esperar pelos restos mortais,

era focar em Douglas DeBruin e Julie Miller.

Antes do julgamento, falando com o promotor,

eles disseram: "Bem, ambos v�o negar isto.

"Vamos dar imunidade pelo testemunho dela."

Eles tiveram que fazer um pacto com o diabo.

Eles fizeram um acordo com ela,

o que foi uma coisa boa e ruim.

A boa not�cia foi que isso tornou nosso caso mais forte,

porque � muito dif�cil

entrar com um caso de assassinato sem um corpo.

Mas a m� not�cia � que agora Julie, que participou desse crime,

n�o iria receber uma puni��o severa.

Ela admitiu que Douglas DeBruin havia matado Gregory May.

Disse que foi estrangulamento.

Admitiu estar presente quando aconteceu.

E admitiu ter ido com DeBruin

descartar os restos mortais.

Ela nos disse que os restos mortais de Gregory May haviam sido

jogados de uma ponte no rio Mississippi.

Nunca acreditamos nisso.

Os registros da espessura do gelo naquele ano

foram f�ceis de obter,

e sab�amos que isso era imposs�vel.

Claro que nada foi encontrado.

E tomamos a decis�o de emitir o mandado de pris�o

pelo assassinato para preparar o caso para julgamento.

S� n�o ach�vamos que as coisas fossem melhorar.

Agora que penso nisso,

acho que, a noite em que estive l�,

foi a noite em que mataram Greg.

Ter um amigo por tantos anos,

por que matar algu�m assim?

Meu pai era um homem t�o generoso.

Para algu�m que ele tomou sob a asa,

a quem foi amigo, foi assim que ele retribuiu.

� pura maldade.

Est�vamos determinados a entrar com o caso mais forte que t�nhamos.

�amos apresentar nosso caso a um j�ri.

No estado de Iowa, nunca houve uma condena��o sem restos mortais.

Isso seria in�dito naquela �rea.

Mas h� sempre aquele temor:

"N�o temos tudo de que precisamos."

Estava olhando para um rosto que j� tinha visto antes,

mas n�o conseguia lembrar onde.

Tive que verificar todos os sites novamente,

provavelmente 150 sites,

para tentar descobrir onde eu tinha visto esse homem antes.

Hoje estamos familiarizados com o reconhecimento facial humano.

Os aeroportos fazem isso. Tudo.

Ellen � uma representante disso.

Ela teve que usar a mem�ria para rever

coisas que ela havia pesquisado. N�o havia como index�-las.

Ela literalmente revisou os bancos de dados

que tinha pesquisado para tentar encontrar a imagem de que ela lembrava.

DEZEMBRO DE 2004

Me deparei com a central de pessoas desaparecidas de Iowa.

Foi l� que encontrei a foto de Greg May.

Meu instinto me dizia que aquele era o homem.

Aquele era o desaparecido.

Verifiquei e olhei

as fotos e comparei diferentes caracter�sticas.

Eu tinha certeza de que aquele tinha que ser o cr�nio.

As fotos de Greg May,

elas eram da idade dele.

Elas o mostraram com a cabe�a cheia de cabelo.

Um homem de boa apar�ncia.

Elas tinham a altura, o peso dele.

Eu tinha certeza de que era ele.

Ela me pediu para olhar para ele e ver o que achava.

E devido ao fato de que Kearney, Missouri, era

a cidade natal de Jesse James, na Guerra Civil,

e de ele ser colecionador da Guerra Civil,

eu n�o podia fazer nada al�m de concordar com ela.

Escrevi imediatamente

ao diretor da �rea de Iowa

da "Doe Network",

e anexei a poss�vel correspond�ncia com Greg May.

E cliquei em "Enviar".

E esperei.

Janeiro de 2005.

A defesa de Douglas DeBruin pediu um adiamento.

Argumentaram que, com as novas provas do testemunho de Julie Miller,

precisavam de tempo para processar as novas informa��es.

Na �poca, fiquei muito contrariado.

Isso acabou sendo oportuno para n�s tamb�m.

CENTRO JUR�DICO E TRIBUNAL DO CONDADO DE CLINTON

Eu tinha tanta certeza sobre Greg May.

Eu tinha trabalhado muito nele.

Eu s� tinha que perder o controle

do caso e entreg�-lo � "Doe Network".

Ela se sentia quase impotente

por causa da papelada ou o que quer que levasse

tanto tempo para satisfaz�-la.

Finalmente, em mar�o de 2005,

tr�s meses depois de eu ter feito a apresenta��o,

a diretora de �rea de Iowa me retornou.

Ela me disse que era uma correspond�ncia positiva.

Eu fiquei toda mole.

Aquela era minha primeira correspond�ncia.

Foi um momento feliz e triste.

Com aquela correspond�ncia, se justificou o que ela vinha fazendo.

Ent�o ela estava feliz.

Eu finalmente tinha conseguido.

Eu o tinha identificado.

TRIBUNAL DO CONDADO DE JACKSON

T�nhamos um cr�nio.

Pod�amos fazer uma compara��o dos dentes

com um dentista local de Bellevue a que Gregory May tinha ido.

Ele tinha todos os registros.

N�o t�nhamos

outras partes do corpo,

mas t�nhamos uma parte

que identificava Gregory May sem sombra de d�vida.

Agora t�nhamos essa incr�vel prova nova.

N�o s� pod�amos provar cientificamente que Gregory May estava morto,

mas o fato de a cabe�a ter sido encontrada num balde,

significava morte injustificada.

Isso era algo enorme.

S� depois entendi

como tudo tinha ocorrido.

E isso ocorreu no �ltimo minuto poss�vel.

N�o t�nhamos ideia.

Os detetives cibern�ticos correm contra o tempo

sem que tenhamos ideia.

Come�a o julgamento de DeBruin

O julgamento de Douglas DeBruin durou quase duas semanas,

e o j�ri deu um veredicto de culpado de homic�dio de primeiro grau,

como indiciado em 20 de abril de 2005.

Ele n�o mostrou nenhum remorso.

Julie Miller vinha mentindo para a pol�cia por tanto tempo.

Primeiro, ela disse: "Talvez ele esteja no rio.

"Talvez esteja aqui. Talvez ele esteja ali."

O juiz deu pena m�xima a ela por perj�rio

e deu o m�ximo de cinco anos,

o que n�o foi o bastante para um assassinato a sangue frio.

Com o fim do julgamento,

tudo o que podemos fazer � viver o que ele n�o p�de.

Me esfor�o para n�o pensar neles.

Tento n�o dar a eles meus pensamentos, dia ou hora.

O que Ellen fez foi demais.

Sem ela, eu n�o sei

onde estar�amos.

Eu nem sabia que as pessoas faziam isso na �poca.

Fiquei feliz por ele finalmente ter tido seu nome de volta.

Mas fiquei triste pela fam�lia.

Eles tinham que saber o que aconteceu com o pai.

Esse crime foi horr�vel,

mas dei a eles um sentimento de conclus�o.

Tirei um peso enorme do meu peito.

Algumas pessoas nunca obt�m essas respostas, e por elas

eu realmente sinto muito.

N�o consigo imaginar passar anos sem saber.

O que sinto falta do Greg s�o

os bons momentos que t�nhamos, sair

tomar algumas bebidas, conversar e rir

e apenas nos divertir.

Sempre achei que nos d�vamos muito bem.

Estava ansiosa para passar o resto da minha vida com Greg.

Little Bellevue, Iowa.

Impressionante.

Por que isso est� acontecendo aqui?

Nunca, em mais de 30 anos,

me deparei com algo assim.

Espero que o bom Deus nunca me deixe passar por isso de novo.

Ent�o surgiu uma detetive amadora,

em seu tempo livre, sem ser paga por isso,

apenas querendo ajudar.

Ela encontra a chave para esse caso,

a chave que fez esse caso,

e conseguiu justi�a para mim e minha fam�lia.

Ellen Leach � uma das hero�nas do caso,

uma das hero�nas an�nimas trabalhando nos bastidores.

Esta � a carta que recebi de John Kies.

Ele � o promotor do condado de Jackson.

Ele come�a:

"Prezada Ellen,

"Quero agradecer pessoalmente seus esfor�os

"com os restos mortais

"de Gregory May

"na investiga��o do caso do assassinato por Douglas DeBruin."

Ele me agradeceu e aos outros volunt�rios que tentaram resolver esses casos.

Isso significa muito.

Ela desabrochou para ser o que ela �.

O sucesso dela gerou confian�a.

Mas n�o posso dizer que estive envolvido nisso.

S� tento mant�-la feliz.

Poderia ser qualquer um.

Qualquer um poderia faz�-lo.

Se dedicarem tempo, energia

e cora��o,

qualquer um poderia encontrar algu�m.

Douglas DeBruin foi condenado � pris�o perp�tua sem condicional

pelo assassinato de Gregory May.

Julie Miller foi condenada a tr�s anos por roubo e cinco anos por perj�rio.

Ela foi libertada em 2011.

A m�e, Mary Klar, deixou venderem as antiguidades em seu nome.

As autoridades nunca a acusaram por liga��o com o roubo e assassinato.

Legendas: Mauricio Mendes

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