All language subtitles for Lady L (1965) BRRip Oldies

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Original subtitles

Sincronia e corre��es: LABOK Mar�o / 2023

Sir Percy, olhe para l�.

Est� muito ruim.

Vamos, cavalheiros.

Foi um ano antes que a pol�cia veio...

Obrigado, voc� dirigiu lindamente.

Se algu�m disser o contr�rio,

voc� n�o deve acreditar neles. Est� claro?

Sinceramente, Louise.

Voc� est� com raiva de mim, Percy.

N�o suporto quando voc� est� com raiva,

ent�o devo voltar para o lugar de onde vim.

- Shuttleworth... - N�o, n�o... Shuttleworth.

N�o estou zangado com voc�, querida Louise.

Quem poderia estar zangado com voc�?

Devo recordar que � seu anivers�rio?

Eu n�o sei, Percy. Voc� precisa?

Oitenta... Oitenta anos.

� magn�fico.

Muitas felicita��es do dia de hoje.

- E assim dizemos todos n�s, o que? - Feliz anivers�rio, m�e querida.

- Quem � aquele? - Gilbert.

Gilbert quem?

Seu filho, Gilbert.

Sim, aquele que eu nunca reconhe�o.

H� mais filhos meus aqui?

Est�o todos dentro de casa.

Lamento n�o ter reconhecido voc�.

Eu vi voc�, mas eu n�o notei voc�.

Que velha maravilhosa ela �.

Sim.

Boas not�cias. Minha editora est� em �xtase.

Estou para come�ar a sua biografia agora.

Lady L: O Retrato de uma Grande Dama

� o t�tulo j� escolhido para ele.

Estou intensamente orgulhoso de colocar

meus humildes talentos � sua disposi��o.

Minha querida Louise.

Pois ela � uma boa pessoa...

Ningu�m pode negar!

Pois ela � uma boa pessoa...

Pois ela � uma boa pessoa...

Ningu�m pode negar!

Por que est� t�o triste?

Eu amo m�sica.

Muito obrigada.

E agora, podemos ter um pouco de sil�ncio, por favor?

Foi sob essa c�pula,

nesse local...

que Edwin Garland Daubony Fitzmaurice Dane-Brown...

9� Duque de Lendale...

Confrontou...

Confrontou os Roundheads no ano da gra�a de 1648.

Pronunciando as gloriosas palavras...

Quero bolo.

- Pronunciando as gloriosas palavras... - Quero bolo.

V�? Ele quer um bolo. Apresse-se.

Aqui temos Louise, uma francesa.

Tenho certeza que ela vai me perdoar, coloc�-la dessa maneira.

Mas, essa mulher...

Com uma hist�ria diferente, e outros h�bitos,

ao casar-se com um Lendale,

tornou-se t�o devotada a uma causa adotada

como qualquer membro nativo deste antigo lugar!

Sim.

Tenho em minha m�o um telegrama

do Pal�cio de Buckingham.

Voc� notar�, Vossa Gra�a que

mesmo dirigido a esse

amado, quem sabe impreciso, apelido

" Toda a Inglaterra a conhece por "Lady L."

Minha querida fam�lia e amigos.

S� um pouco mais dessa maneira.

Apenas um pouco de sorriso, nenhum riso.

Eu disse para evitar o pesco�o.

S� h�...

S� h� uma coisa que eu

sou incapaz de negar...

no caro discurso de Percy.

� que eu sou francesa.

Naturalmente, estou muito satisfeita com a minha fam�lia.

Enquanto Percy falava,

Contei quatro generais,

um almirante, um bispo,

Um ministro da Coroa,

um governador do Banco da Inglaterra.

E algumas ovelhas negras.

Sem eles, nenhuma fam�lia respeit�vel est� completa.

Olhar franc�s! Em linha reta na c�mera.

Impertinente, impertinente.

Mas, claro, aquele que

me d� o maior conforto

� Alfred.

Pelo menos Alfred sabe

o que ele quer, como sua av�.

Tamb�m quero um bolo, Alfred.

Alfred e eu queremos um bolo.

Eles deixaram voc� orgulhosa.

Mas voc� merece.

H� o Tatler, Field,

e outros jornais.

O Times.

N�o vi o Times.

N�o h� nada nele.

Essa � a sua maneira de ser muito complementar.

� sim.

Muito bem, jovem. Bem feito.

Voc� ama a Inglaterra, n�o �?

Ai, Inglaterra.

� um estado de esp�rito, sabe?

Um estado de alma.

"Que doce intang�vel. Essa

coisa mais querida, sempre...

polegadas fora do alcance. " Como escrevi uma vez.

Voc� escreveu isso mais de uma vez.

� por isso que te fizeram cavaleiro.

Eu espero que sim.

Eu espero que sim.

L� est� voc�, bab�.

Cuide deles!

Muito obrigado, Sir Percy.

N�o devemos esquecer que � s� um jogo.

Apar�ncias...

Quanto mais ela quiser ganhar,

Quanto mais finge n�o se importar em perder.

Isso tamb�m � a Inglaterra.

Sua estrangeira perversa.

Esse � um dos segredos mais bem guardados.

Eu n�o posso dizer que eu

n�o gosto de apar�ncias.

A sociedade n�o poderia existir sem elas.

Estou t�o feliz que voc� pense assim.

Venha.

- Para onde? - Minha casa de ver�o.

Tem certeza?

Voc� n�o convida ningu�m para l�...

- desde... - Desde que Dicky morreu, eu sei.

Eu quero que voc� seja o primeiro.

Oi, Luisa...

Est� apaixonado por mim, Percy?

Voc� sabe que eu sou.

Eu n�o substitu� a sua m�e?

Isso foi cruel.

Eu s� perdi mam�e no ano passado.

Com 98 anos de idade.

Ela quase fez seu s�culo.

Eu sou um pouco jovem como uma...

substituta, mas vou fazer o meu melhor. Entre.

Eu... eu n�o me atreveria.

Para escrever minha biografia, voc� deve.

Vou te ensinar algo...

sobre as apar�ncias.

Feche a porta, Percy.

N�o posso abrir as cortinas?

Pena, o �nico dia...

ensolarado do ano.

Ligue a luz.

Hum...

Deus do c�u.

Voc� n�o dorme aqui, n�o �?

- Com quem? - Incorrig�vel...

Por favor me perdoe.

O que � isso?

Uma bomba.

Acalme-se, voc� est� me deixando nervosa.

N�o � exatamente a bomba.

Apenas a luz vermelha...

N�o estou acostumado com isso.

Entregue-se a ele. � barato e vulgar.

N�o resista a isso se voc� quiser aprender sobre as apar�ncias.

Apar�ncias reais.

Voc� est� pronto?

Sim.

Nasci Louise Baldinucci,

em Pietra Bianca, na C�rsega.

Voc� � corsa?

Como o Bonaparte? Eu n�o sabia.

Napole�o veio de uma aldeia vizinha.

Eu fiz melhor do que ele.

Invadi a Inglaterra e a conquistei. Sozinha.

Antes de conquistar a Inglaterra,

tive que fazer o que ele fez:

conquistar a Fran�a.

Por que luzes vermelhas, voc� perguntou.

Vou tentar explicar.

Meu povo veio para Paris quando eu era um beb�.

Eles eram muito pobres.

Desde a minha juventude, entreguei roupa.

Maior parte para uma casa.

A roupa costuma ser entregue

nas casas se n�o me engano?

Esta n�o era uma casa,

mas uma casa.

N�o entendo.

Cheia de meninas

de todas as formas e tamanhos.

E de todas as nacionalidades.

Uma escola de acabamento?

Eles s�o chamados em Londres assim?

Bem, um dia, os clientes ainda n�o tinham chegado...

Clientes?

Clientes? Meu bom Deus!

Voc� trabalhou em um?

N�o, n�o posso acreditar.

N�o fume.

Certo senhoras, para seus quartos.

Tudo bem, v�.

Venha, vamos.

Voc� n�o, Louise. Voc� fica aqui.

Por qu�?

Ela � apenas uma

lavadeira aqui.

Tenho meus motivos.

Seremos vitimadas at�

organizarmos uma uni�o.

� suficiente. Entre em seus quartos!

Viva o amor socializado!

Amor socializado? Qual a pr�xima?

Vote em mulheres? Eu n�o ficaria surpreso.

Louise, voc� est� com sorte.

N�o fiquem espiando!

Voc� � a fantasia de Sua Excel�ncia.

Gerome, Ministro do Interior.

- N�o � maravilhoso? - Sim.

- Maravilhoso. - Hum.

Pode sair, Excel�ncia.

A discri��o est� assegurada.

Mademoiselle.

Parab�ns pela sua beleza.

Mas eu parabenizo a natureza ainda mais.

Louise, voc� percebe?

Devo entender que voc� me acha divertido?

Talvez meu jeito

seja excessivo.

Mas isso � s� por causa

da minha boa educa��o.

Vossa Excel�ncia...

Ela me chama pelo meu nome.

N�o, acho que voc� n�o entendeu.

Eu n�o trabalho aqui.

Entrego a roupa.

O Sr Lacoeur sempre me faz esperar.

Ele me encoraja a entrar na casa

apresentando-me a velhos senhores.

Luisa...

Por que voc� foge de mim?

N�o quero pegar seu resfriado.

Os melhores vinhos testam a nossa paci�ncia.

� um pecado beber muito cedo.

Mas quando eles estiverem prontos...

N�o entendo, Excel�ncia.

Isso n�o me surpreende.

Eu lutei um duelo esta manh�.

Porque o amante de minha esposa insultou minha amante,

que � sua esposa.

Pode ver que eu n�o tenho limite para satisfazer a honra.

Se Lacoeur ferir os seus sentimentos depois de eu ter ido,

n�o hesite em comunicar

comigo neste endere�o.

Na verdade, n�o hesite,

mesmo se Lacoeur n�o machucar seus sentimentos.

Bem, vou saindo j� que

estou inc�gnito

Vossa Excel�ncia...

O que voc� est� esperando?

O meu recibo.

Ah.

Sabe, senhoras? � isso que eu chamo de solidariedade.

Louise, voc� � uma camarada.

Se eu ficasse aqui, eu estaria.

Eles chamam isso de casa de alegria.

Onde est� a alegria?

� triste, sinistro.

Voc� � muito jovem, Louise.

Ainda acredita no homem certo.

Isso mesmo

N�o h� homem certo.

Somente homens certos e homens errados.

Voc� diz isso porque n�o tem coragem de esperar.

Eu sei como ele ser�.

Ele n�o seria pequeno demais, para que eu o dominasse.

Ou muito alto, para que eu possa cuidar dele �s vezes

Sem parecer rid�culo.

Ele nunca se abaixar� a nada.

Ao contr�rio do meu pai, ele n�o vai beber ou fumar.

Ele ser� maravilhosamente saud�vel.

Ah, Louise.

Voc� pensou

em tudo.

Suponho que ele ser� imensamente rico?

Eu n�o me importo com a riqueza,

mas eu sei que ele vai ser limpo e arrumado,

Porque ele vai se casar com uma lavadeira.

Ele vai atrair a aten��o.

E fazer ci�mes em outros homens.

Agora. Repito, agora.

'Eu repito. Agora.'

Mensagem recebida. Desligo

Obrigado.

Obrigado.

- � ele? - Deve ser.

Um funcion�rio real iria a um banco?

O peda�o de papel que ele deixou cair,

n�o est� voando como os outros.

Bomba! Bomba!

Apite.

Para a frente! Vamos ao banco.

Vamos!

Venha, vamos!

O velho vagabundo, eles o pegaram.

R�pido r�pido.

Onde est� o chefe?

Voc� � o chefe? Quero o chefe.

J� se foi. 65.000 francos

que Buisset reserva

para seus j�queis.

Seus j�queis?

Um pouco de sil�ncio, por favor.

Chefe?

� ele, Armand! Vamos. Depois dele!

Bravo! Bravo!

Pegue-o

Rapidamente!

Seu recibo, e n�o volte.

N�o seja t�o duro com ela.

Ela sonha com o Pr�ncipe Encantado,

mas se contentar� com um milion�rio...

como todos n�s,

se ela tiver sorte.

Monsier...

- Armand? - Armand? Mas n�o � Armand.

Armand!

Tenho uma surpresa para voc� mais tarde. Lecoeur.

Onde est� indo?

Pol�cia.

- Pol�cia. - Uau.

Pol�cia? Venha, vamos.

Whoo.

- Acho que cometeu um erro. - Eu?

Podemos sempre corrigir um erro.

V� para a cama.

N�o.

Ela est� carregada. Tenho certeza.

Eu n�o vou hesitar em us�-la.

Voc� n�o � do tipo.

Estou desesperado.

Sinto muito.

Por favor, v� para a cama?

- Isso � diferente. - O que �?

- Voc� disse por favor. - Eu fiz?

Eu tenho uma arma na minha m�o.

� melhor voc� se apressar.

Por favor, r�pido.

Vamos.

Voc� � muito educada.

Foi-me dito para ser como uma menina.

Fazes tudo o que te disseram?

Tudo.

Vamos, vamos.

- Pr�ncipe encantado... - Pr�ncipe? Qual � o problema agora?

Shh!

Est� bem, Armand...

Pe�o-lhe perd�o, Excel�ncia.

N�o vai acontecer novamente.

Toda a ilus�o perdida!

Tudo bem...

Perd�o.

Belleceour! Por qu� voc� est� aqui?

- Estou de servi�o especial. - Dever especial?

Veja-me no meu escrit�rio depois do almo�o.

Continue, Mademoiselle.

Certo, Armand.

O jogo acabou.

Bom dia, Mademoiselle.

Como ousa entrar sem bater?

Pol�cia. Batemos depois de entrar.

Vou te dar 5 segundos...

Armand, saia da cama.

Eu aconselho voc� a continuar mentindo.

Ele pode estar armado.

Quem � voc�?

Voc� trabalha aqui?

Acabei de come�ar.

Eu n�o tenho escolha. Eu devo dizer a eles.

Excel�ncia,

voc� ser� baleado por engano.

Vossa Excel�ncia?

Gerome, Ministro do Interior.

Seu chefe.

Voc� ousa mexer nos bolsos do ministro?

Se voc� realmente � o ministro,

por que seu casaco tem cheiro de p�lvora?

Ele lutou um duelo, esta manh�.

O Primeiro-Ministro, na mata.

Novamente?

Toda semana.

� um governo de coaliz�o.

Yeah, yeah.

Vossa Excel�ncia

Voc� responderia a algumas perguntas?

V� embora. Leve seus homens com voc�.

Voc� tem uma voz surpreendentemente

�spera esta manh�.

Ele pegou frio no duelo. Voc� n�o, Ambroise, mon cheri?

Tive de lhe buscar uma aspirina.

Aspirina? E um copo de �gua.

Est�vamos apenas cumprindo o nosso dever.

Voc� pode contar com nossa discri��o.

Dubaron.

- Armand Denis. - Louise Baldinucci.

Que prazer!

Tenha cuidado, estou te observando.

E eu estou te observando.

Eu quero falar com voc� sobre isso.

Pare de me olhar.

Onde quer que os meus homens v�o, os seus seguem.

E quando seus homens viram,

da� estar�o seguindo os meus.

Podemos n�o querer seguir voc�s.

Agora voc� est� pedindo demais.

Nunca mexa com minha dignidade.

Um policial � t�o sens�vel quanto � dignidade

quanto um ladr�o de honra.

Eu fiz isso.

65.000 francos em plena luz do dia.

Bem embaixo do nariz de Mercier.

Eu n�o quero isso.

N�o, n�o, Helga.

Vamos, alinhem-se.

Todas se aposentar�o agora.

N�o v� o que est� fazendo?

Vamos l�.

Champanhe para todas.

N�o me agrade�a, agrade�a Lacoeur.

Para celebrar a sua sorte,

esta noite haver� um concerto.

Uau!

O grande Krajewski vai tocar para voc�s.

Falsificarei dois ingressos.

Vou com uma amiga.

Vou convid�-la por aqui.

Fileira Oito.

Esperem os aplausos.

N�o queremos ser acusados de interromper a m�sica.

Fileira oito.

Diga � ele.

Vou agora realizar outro trabalho...

do nosso grande compositor polaco

Fr�d�ric Chopin.

Um trabalho expressando sua dor...

na ocupa��o de nosso amado

pa�s por um poder cruel e estrangeiro.

- O estudo revolucion�rio.

Viva a Pol�nia livre e independente.

Mover.

Que droga!

O que voc� quer comigo?

Para convid�-lo para uma pequena

recep��o em sua honra.

Isso � muito gentil da sua parte,

mas eu me sinto incapaz de aceitar.

Mas voc� deve.

Voc�s s�o agentes do governo russo.

Fa�a isso rapidamente se voc� tiver caridade.

Viva a Pol�nia.

Em que hotel voc� est� hospedado?

Hotel? N�o, n�o, n�o.

Fa�a aqui.

� um respeit�vel hotel onde eles odeiam barulho.

Seu camareiro ir� para o seu hotel.

N�s seguramente levaremos

voc� mais tarde.

Mas quem s�o voc�s, ent�o?

Amantes da m�sica. Venha.

- Quem �? - O camareiro de Krajewski.

- Onde est� Krajewski? - N�o sei, senhor.

Ele s� fala polon�s.

Posso traduzir, se quiser.

N�o estou em posi��o

de calar a sua boca.

Por favor, v� em frente.

Um homem e uma mulher raptaram Krajewski.

Uma mulher bonita?

Ledoux, v� para o Moulin Bleu.

Prender Armand Denis e a garota.

N�o se engane desta vez.

Eu estarei l� em breve.

Dublaron!

- O que � isso? - � o meu espartilho.

N�o, n�o.

Ah isso?

Eu nunca estou sem ele.

Eu o tive desde que eu era uma crian�a.

Ele mora no meu cesto de roupa suja.

Ningu�m se move!

Procurou a casa?

Quieto. Por favor.

Voc� j� revistou a casa?

- Ainda n�o. - Por que diabos n�o?

Voc� mesmo nos disse para n�o nos movermos at� os aplausos.

Sim?

� "Prel�dio n�mero 15 em r� maior"

por Fr�d�ric Chopin.

Feliz em saber que voc� est� bem.

Tudo certo? Nunca estive

t�o feliz na minha vida.

Enfim, uma audi�ncia digna do meu g�nio.

Mas voc� foi sequestrado.

Sequestrado que nada.

Eu recebi um convite cordial,

que eu fiquei feliz em aceitar.

Ele disse que voc� foi

amea�ado.

Aceita a palavra do meu camareiro contra a minha?

E agora queridos amigos, queridas senhoras,

eu realmente devo voar para Barcelona.

E Beethoven.

Com licen�a. Posso tomar um t�xi?

Um carro da pol�cia est� � sua disposi��o.

Vamos acompanhar o senhor

Voc�s s�o muito gentis, todos voc�s.

Onde est� Armand?

N�o o vi a noite toda.

Onde voc� vai?

Inspetor?

Eu te garanto...

Eu pe�o perd�o

Qual � o problema, inspetor?

Esque�a minha observa��o,

e lembre-se apenas disso.

Na Fran�a,

um homem n�o pode ser preso em

sua casa nas horas de escurid�o.

Artigo 76 da Constitui��o!

Mas �s 6 da manh� esta toler�ncia cessa.

Voc� tem at� ent�o para deixar Paris.

Seis horas, � guerra.

Tenho mandados para a pris�o de Armand Denis,

- Baldinucci e voc�. - Por que eu?

N�o espere mais para descobrir.

Vou cercar esta casa e terei voc� preso!

Se necess�rio com artilharia. Sim!

Recebo refor�os, e tenho unidades

do ex�rcito � minha disposi��o.

Se voc� sabe o que � bom para voc�,

saia!

Mercier. Inspetor

Para sua informa��o e seguran�a,

seu rel�gio est� um minuto atrasado.

Chefe,

este cavalheiro quer dirigir para a casa.

Tudo bem, se ele insiste

Ledoux, sinal para as tropas

alpinas que h� sete minutos restando.

O que voc� est� fazendo a�?

- Bom dia, inspetor. - Vossa Excel�ncia.

Essa � a casa?

Eu acordei cedo de qualquer forma.

Problemas no Bois de Boulogne.

Estou seguro aqui?

Eu me moveria um pouco mais para tr�s.

S�o homens desesperados.

Eu n�o quero nenhum mal para as meninas.

Est� claro? Para qualquer uma delas.

Sim.

- Louise Baldinucci... - Especialmente ela.

Ela est� desorientada.

Vou examin�-la

pessoalmente no meu escrit�rio.

Por que os soldados est�o em toda parte?

Oh.

Vossa Excel�ncia. Inspetor.

Quero me desculpar por te trazer aqui t�o cedo.

Renda-se, Armand.

Evite derramamento de sangue.

Eu tive que dizer adeus.

Minha m�e me ensinou a ser educado.

Adeus Excel�ncia. Adeus inspetor.

Voc� n�o � nada se n�o se despedir...

Impertin�ncia incr�vel.

Tem certeza que o tem?

Positivo.

N�o h� possibilidade dele escapar.

Temos at� homens nos esgotos.

Dublaron.

Gra�as �s carruagens sem cavalos,

se eles quebram nossa barreira...

Eles n�o iriam mais longe do que...

E agora, suponho que voc� estar�

me pedindo carruagens voadoras?

Bal�o!

- Sim, sim. - Bal�o!

� lindo, mas estou com saudades de casa.

Em breve voltaremos.

Vou lev�-lo em um grande trabalho.

Muito obrigado.

Enquanto isso, estou com fome.

Venha aqui.

Quando voc� est� fora do alcance,

voc� se torna pr�tico.

Vou fech�-las.

N�o, eu gosto da chuva.

- Estou com frio. - Venha aqui.

Oh!

Hum.

V� para o lado, o telhado est� vazando.

N�o posso me mover.

Estamos em contato com a natureza.

Vamos apenas deitar aqui como grandes amantes.

Vamos morrer de fome juntos.

As crian�as ler�o a tr�gica

hist�ria de Armand e Louise.

Bem. Mas primeiro mudamos os lugares.

Voc� quer que eu fique encharcado.

Armand.

Eu te odeio quando voc� � pr�tica.

N�o sou pr�tica, s� estou com fome.

Quer que arranje um bom emprego?

Eu poderia lavar roupa.

Envergonhando-me nisso? Venha aqui, lavadeira.

Adeus.

N�o esque�a seus comprimidos.

Feche a porta.

Feche a porta.

- Qual � o problema? - Quero falar com voc�.

- Espere no caf�. - Quero falar com voc�.

Se voc� n�o vai esperar,

entre e fique quieta.

Levante a m�o esquerda.

E eu prometo cumprir as

decis�es do Comit� Central.

E eu prometo cumprir as decis�es do

Comit� Central.

do Comit� Central.

� por isso que voc� queria que eu fosse ao caf�.

Bem-vindo � nossa fraternidade.

Agora voc� � "Irm�o Bobkowitz".

Bobkowitz.

Vamos sortear da maneira usual

para descobrir quem vai assassinar

o pr�ncipe Otto da Baviera em Nice.

Kobeleff.

N�o admira que eles me chamem de azarado.

Bernard.

Quer dizer, irm�o Bobkowitz,

que um de n�s � o sortudo.

Esquecemos as decep��es rapidamente.

Essa � a for�a do movimento.

Aqui est�o suas ordens seladas.

N�o ser� aberto at� o amanhecer, sexta-feira.

- A bomba. - Claro, a bomba.

A bomba com o novo tipo "K",

aperfei�oada por um irm�o prussiano.

� duas vezes mais leve que o tipo "Q",

com quatro vezes a sua pot�ncia explosiva.

- Deixe-me lidar com isso... - N�o, deixe-me cuidar disso,

j� que eu irei usar.

� muito pesado.

O Comit� Central a aprova.

Bem, estou dizendo que � muito pesada.

� uma loucura.

Uma bomba do tamanho de

um prego far� mais dano.

Poupe-nos a hist�ria de como explodiu o banco.

J� ouvimos isso tr�s vezes.

Voc� n�o tem nada para se gabar.

Voc� nunca conseguiu

assassinar ningu�m.

Por que cada discuss�o deve ser pessoal?

Discutiremos mais tarde no jantar... Louise?

Voc� quer que eu..

Peguei um espaguete.

Tire este chap�u.

Voc� fede a tabaco, suas unhas est�o sujas.

Todos os valores falsos. Bourgeoise!

S� tenho duas coisas a dizer.

Armand n�o pode ir para a Fran�a,

ele � procurado l� pela pol�cia.

A pol�cia nos procura por toda parte.

A primeira coisa � n�o ser pego.

E a segunda coisa que eu quero dizer,

isso vai para voc� tamb�m, Armand...

Vou ter um filho.

- Eu n�o acredito. - Bem, v� e pergunte ao m�dico.

Voc� acha que � bom para mim ouvir as pessoas falando

em tirar vidas, quando estou ocupado produzindo-as.

Por que ter uma crian�a

em um mundo injusto?

Cale-se! Voc� nunca esteve apaixonado.

Posso ver na sua cara.

Querido...

Eu estive apaixonada,

mas eu n�o te reconhe�o mais.

Voc� costumava sorrir antes de um trabalho.

Havia uma luz em seus olhos.

Ent�o eu sabia que estaria tudo bem.

Agora voc� est� sentado com o olhar sombrio,

obedecendo as regras destes palha�os.

Bem, vou tentar.

Seu juramento liga-o para a vida.

Viu?

Nos deixe. V� para o corredor.

N�o, voc� nos prometeu abrigo se vi�ssemos de Zurique.

S� podemos sair quando estiver escuro.

Tudo bem, eu irei.

Mas eu aviso. Voc� o mudou.

Neste estado de esp�rito, ele n�o ser� bom para o seu movimento.

Ele falhar�, e te levar� com ele.

Eu nunca falhei em nada.

Voc� come�ou agora.

Voc� falhar� como um assassino

e como um pai.

Sabe o que est� dizendo?

Exatamente.

Eu sou t�o teimosa como voc�.

N�o posso viver o sonho de outra pessoa.

Nem eu posso.

- Espere por mim no caf�. - N�o.

D� a Armand meu amor, se voc� encontr�-lo, irm�o

qualquer que seja o seu nome.

Cozinhe o espaguete por apenas

10 minutos, ou voc� vai arruinar isso tamb�m.

Voc� tem trabalho a fazer, irm�o.

Lembre-se do seu juramento.

Os bilhetes s�o vendidos a bordo.

Permita que os passageiros que cheguem se alinhem primeiro, por favor.

Vamos, crian�as.

Boa tarde, Mademoiselle.

Onde voc� vai?

Voc� n�o tem nada a temer.

Esta � a Su��a.

- Por qu� voc� est� aqui? - Estou de f�rias.

Sozinho?

Sou solteiro.

N�o considere voltar � Fran�a.

Isso seria imprudente.

N�o.

Posso oferecer-lhe um copo de vinho?

Sinto muito.

Voc� pode me oferecer algo para comer.

Voc� disse a Lacoeur que estava com ci�mes.

Qualquer policial tem ci�mes daqueles

que s�o livres para desobedecer.

Roubar os ricos para dar

aos pobres � encantador.

Mas n�o deixe que os crimes de Armand se tornem feios.

Por todos n�s.

- Mademoiselle. - Sim, Monsieur.

A pol�cia su��a sabe que uma tentativa

pode ser feita contra a vida do pr�ncipe Otto.

Quando ele visitar Nice, na pr�xima sexta-feira.

Preciso de uma bomba.

- Para seu uso pessoal? - Uma vazia.

Eu preciso disso hoje � noite.

Um tipo "Q"?

Um tipo "K".

Um tipo "K", voc� tem certeza?

Elas j� est�o em uso?

Bem...

Eu n�o sei se meus colegas su��os possuem uma,

mas vou fazer o meu melhor.

Como poder� dar conta disso?

N�o quero saber o seu endere�o.

Eu poderia me lembrar.

Eu te digo,

vou deix�-la aos cuidados de Krajewski.

Ele est� aqui?

- Voc� n�o viu os cartazes? - N�o.

Ele toca no cassino, esta noite.

Que maravilha.

Eu odeio m�sica.

Mas seus shows s�o excitantes.

E agora, como um bis...

... Espero ser capaz de tocar

para voc�s ainda outra can��o...

... do nosso grande compositor

polaco Fr�d�ric Chopin.

O estudo revolucion�rio.

Meu...

Querida Mademoiselle.

N�o vamos perder tempo.

Preciso pegar o trem.

Mas primeiro, isto aqui � para voc�.

E eu gostaria de acrescentar isso.

O que � isso?

Voc� foi minha empres�ria em Paris.

E eu dou sempre ao meu empres�rio

10% da minha quota.

1500 francos?

Sou um artista que paga em excesso.

Quem te disse que eu precisava?

O chefe de pol�cia, amante de m�sica de Paris me informou...

Que se eu n�o pagasse minha d�vida,

eu poderia ter dificuldade em voltar a entrar na Fran�a.

Vou retribuir tudo isso algum dia.

- Obrigado. - Voc� � bem vindo.

Madame.

Quero um quarto.

Receio que o hotel esteja cheio.

Com licen�a.

Entendo.

Sim, Sua Gra�a.

Muito bem.

Podemos ter um.

Um cancelamento inesperado.

Uma su�te pequena, com vesti�rio,

banheira e varanda com vista para a pra�a?

Espero que n�o seja muito pequena.

Acredito que voc� achar� nossas pequenas

su�tes consideravelmente maiores...

Do que as grandes su�tes de outros hot�is.

Posso adicionar seu nome ao registro?

A Condessa de Camoens.

Claro. Pe�o perd�o a Madame.

Sua foto est� nas p�ginas sociais.

Nacionalidade?

Profiss�o? Nenhuma, � claro.

Vi�va.

Eu sinto muit�ssimo.

Na verdade, foi algo tr�gico.

Paige,

pegue as malas da Condessa.

N�o esta.

� o meu falecido marido,

o Conde.

Se � que me entende?

Um gesto muito bonito.

Aqui est� sua su�te, Condessa.

Largue.

Deixe-o e v�.

Ol�.

Espero n�o ter assustado voc�.

Quando?

Eu gritei.

Oh, bom Deus, estou bastante acostumado com mulheres gritando.

Algumas mulheres n�o t�m outra forma de auto-express�o.

Eu era casado com uma cigana espanhola.

Ela estourou um vaso

sangu�neo gritando.

O que h� naquela bolsa? Uma bomba?

O que?

Varanda

com vista para o lugar onde

Otto receber� as chaves da cidade.

Mesmo que ele use uma cerveja preta.

Ele vai ser um pato sentado l� em cima.

� isso que estou pintando agora.

O assassinato de Otto.

� uma obra imagin�ria, claro.

Otto e o assassino ser�o postos mais tarde.

Dif�cil, assassinatos.

Os sujeitos nunca ficam quietos

...para o artista capturar uma imagem.

� um pintor profissional?

Sou um Duque profissional.

E um amador em tudo o resto.

Dicky Lendale � o nome.

Eu sou a condessa de Camoens.

O poeta portugu�s?

Ele era meu marido.

Ainda choram?

Ele morreu em 1580.

Era o av� do meu marido.

Mesmo assim, � bastante not�vel.

Os Camoens devem

viver muito tempo.

Apesar do seu pesar,

almoce comigo.

Almo�o?

Voc� n�o vai almo�ar com mais ningu�m?

- N�o. - Bem, venha ent�o.

Posso mostrar-lhe algumas pe�as da minha cole��o.

Voc� que pintou?

N�o, isso � um Rembrandt.

N�o � um dos melhores, ent�o o seu erro � compreens�vel.

Agora, este � um Boucher.

Um mestre menor da pintura,

mas um mestre principal do er�tico.

Olha s� que glorioso...

N�o sei, tem alguma coisa.

T�nhamos muitas telas em Paris.

� mesmo?

Eu gostaria de ter conhecido o Conde.

O conde, meu falecido.

Sim, o pr�prio.

Agora, estes. Estes s�o muito interessantes.

Estes s�o escaravelhos eg�pcios, do terceiro mil�nio.

Meu falecido pai os roubou enquanto

libertava o Egito dos turcos.

Seu tamanho o torna f�cil de roubar.

Por que voc� diz isso?

Porque o meu pai os roubou.

Voc� acreditaria?

Cada um � avaliado em mais de 100.000 libras.

Rid�culo, n�o �?

Dez fam�lias poderiam viver confortavelmente

para sempre se

tivessem uma dessas.

� imoral.

Eu esperava que voc� dissesse isso.

Almo�o?

Eles me disseram que o hotel estava cheio.

Est� cheio.

Est� cheio de n�s.

Cheio de n�s? O que voc� quer dizer?

Voc� tem um quarto.

Eu tenho todos os outros. Todos?

Eu n�o estou acostumado com vizinhos.

Como voc� pode pagar?

Tenho meios independentes.

E nenhuma esposa? Voc� n�o disse...?

Eu tinha uma esposa.

Uma mulher magn�fica,

mas eu n�o podia lev�-la para casa.

A Rainha n�o aprovava os ciganos.

Talvez ela estivesse certa.

A Inglaterra mataria Dolores.

Todo o sab�o e �gua clorada.

Nenhum ritmo,

apenas ronco em clubes.

Espero ter feito a coisa certa.

O que voc� fez?

Coloquei-a numa caverna em Granada.

Espero que ela esteja feliz.

Est� me dizendo a verdade?

Voc� reconheceria a verdade?

Voc� tamb�m n�o � um verdadeiro Duque.

O que voc� pensa que eu sou?

Um...

Um grande criminoso.

Interessante.

O que estou fazendo aqui?

O dinheiro n�o tem nenhum interesse.

Voc� fez sua fortuna... mas voc� est� sozinho.

Inteligente e correto.

Agora voc� quer uma amante.

Voc� estragou tudo.

Totalmente errado, eu quero uma esposa.

- Uma esposa? - Uma esposa.

Estranha maneira de propor, n�o �?

Voc� est� me propondo?

A maioria dos homens acaba com um

compromisso. Por que n�o lev�-lo desde o in�cio?

Que rom�ntico. Estou apenas sendo honesto.

Ainda n�o contei uma mentira.

Pense nisso.

N�o h� nada para pensar.

Estou apaixonada por outra pessoa.

T�o logo depois de seu marido morrer?

Isso � realmente rom�ntico.

Voc� n�o o matou n�?

Disse que morreu em 1580.

Entendo. Voc� n�o � uma verdadeira condessa.

Voc� n�o pensou por um momento que eu era.

N�o, eu n�o pensei.

Eu penso que voc� � o que voc� pensou que eu era:

um mentiroso, um trapaceiro, um ladr�o.

Como voc� ousa! Meu Deus.

Voc� n�o est� gr�vida, est�?

Minha querida condessa, voc� deve casar comigo.

Gar�om;

Leve a Condessa para o quarto dela.

Vou trocar sua bolsa pelo escaravelho.

Eu me pergunto qual voc� escolheu.

Aquele? Esse � o menor.

Tamb�m o mais valioso.

Outras tendem a pegar o maior.

- As outras? - Oh sim.

Outras vi�vas ocuparam esta su�te.

Algumas delas...

Alguns concordaram em casar comigo imediatamente,

mas elas n�o eram o que eu queria.

O que voc� fez com elas?

Voc� as assassina, � isso?

N�o h� esporte no assassinato.

Voc� vai ver,

vamos assistir juntos.

Eu quero ir.

Se voc� desejar.

Eu n�o posso evit�-la.

Mas eu ficarei muito triste por ver voc� partir.

Lamento muito.

N�o se sinta culpada pelo escaravelho.

Foi minha culpa.

Eu a tentei deliberadamente.

Mas depois, afinal, sou um duque.

Voc� sabe o que isso significa.

Minha fam�lia come�ou a roubar mais cedo do que a maioria.

Isso � tudo.

Antes que eu esque�a...

Se voc� decidir aceitar minha proposta,

Talvez voc� deva saber,

eles n�o me derem muito tempo para viver.

Por isso, � uma boa oferta.

Boa noite.

Est� escuro. N�o feche a janela.

L�! Aposto que � ele.

- Quem? - O assassino.

L� em cima, no terno cinza.

Com o chap�u branco.

� Mercier, Chefe de Pol�cia.

Bem, eu cheguei bem perto, n�o?

Dicky.

Por que voc� tenta encontrar uma esposa desta forma extraordin�ria?

Pode parecer curioso, mas n�o

confio em minhas pr�prias emo��es.

Por 1500 anos, os Lendales casaram-se

com seu pr�prio tipo como um dever.

Ocasionalmente quando est�o livres,

eles se casam um com o outro.

Como voc� pode esperar que eu ame?

Estou certo de que voc� pode, e faz.

Minha irm� gosta de por

edif�cios em chamas,

principalmente quando as pessoas est�o dentro.

Ela tentou no Buckingham Palace uma vez.

durante a festa no jardim, mas

felizmente choveu naquele dia.

Eu n�o confio no gene.

Ficamos loucos por gera��es, mas

ningu�m diz isso. Somos muito ricos.

Ricos demais.

Eu sou o �ltimo Lendale.

Infelizmente, eu odeio

ser o �ltimo de qualquer coisa.

Voc� quer um filho, n�o uma esposa.

Em nossa sociedade,

para ter um, voc� deve ter o outro.

Quero uma esposa.

Espero encontrar algu�m com uma mem�ria

de um amor maior do que eu possa dar.

O que posso oferecer � conforto, amizade.

Eu acho que sou um homem am�vel.

O pai do meu filho vai matar Otto hoje.

O pai do seu...

Ou�a, a prociss�o j� est� a caminho.

Negociarei com voc�.

Se eu o salvar da pol�cia, voc� casa comigo.

Temos de encontr�-lo primeiro.

Meu trem privado est� esperando.

Se tudo correr bem, iremos para a It�lia.

Meus servos se misturam com a multid�o.

E o meu acordo?

Voc� � realmente um desportista.

Vamos?

Encontre-o.

Obrigado.

Parece prov�vel.

- Um jovem sacerdote. - N�o � ele.

Ele nem sequer fez a barba direito.

Aposto que � ele.

Um policial acabou de passar por ele.

Isso soa como ele.

Perto da senhora gorda,

com o menino de terno de marinheiro.

Concordo com a sua proposta.

Senhores, vamos pescar.

Armand!

Onde voc� est� indo?

N�o se esque�a do seu juramento. A bomba.

Voc�s falam

durante "A Marselhesa"?

Isso � como fofocar na hora da prece.

O que voc� est� esperando?

Voc� tem que fazer isso aqui. Fa�a.

N�o quero perder a paci�ncia.

V�, jogue a bomba.

V�, atire a bomba. Jogue-a.

- Eles podem ver voc�. - Jog�-la.

Todo mundo, cabe�a para baixo!

Oh!

Que sorte, o alvo foi perfeito, tamb�m.

Apenas a quantidade certa de rota��o.

N�o temos um momento a perder.

N�o se esque�a da sua bomba desta vez.

Onde est�? O que?

A bomba!

Oh !

L�!

Depois deles!

Depois deles!

Nenhum tiro, por favor.

Entre,

� mais confort�vel.

Cessar fogo!

Cessar fogo, eu disse.

Segure seu fogo.

Chame La Gare.

Telefone para a fronteira.

Pe�a para fech�-la.

Acabaram de abrir para o Duque.

Ligue de novo e diga-lhes para fechar!

Pe�o desculpas por Yamamoto e Ishi.

Eles v�o segurar voc�,

At� que estejamos em seguran�a na It�lia.

Qual � o problema?

Minha cabe�a.

N�o se aproxime de mim.

Estamos perto da fronteira.

Poderia ajudar se eu mostrar meu rosto.

Para o Fundo dos Oficiais Aduaneiros Franceses Aposentados.

Para o Fundo dos Oficiais Aduaneiros Italianos Aposentados.

Paris ordena fechar a fronteira.

O que voc� est� esperando?

Limpe a pista, idiotas. Fa�am agora

Limpem os trilhos, imbecis.

Quem te fez se vestir de vi�va?

N�o me fale, eu posso adivinhar

� normal.

Perdi meu marido para a os Anarquistas Internacionais.

E as roupas finas e joias?

Consola��es do nosso her�i salvador?

Krajewski deu-me o dinheiro.

N�o acredito em nada do que diz.

Eu acredito.

� a� que nos diferenciamos.

Voc� pode calar a boca?

Estou falando com minha esposa.

Sinto que tenho o direito de falar.

Eu pedi a sua esposa para se casar comigo.

- Voc� n�o... - Ei!

E ela aceitou com a condi��o de

eu te salvar da pol�cia.

Bem, confie em uma mulher para fazer

sua facada nas costas parecer caridade.

Suponho que ela esqueceu de

dizer que est� carregando meu filho.

N�o. Eu pensei que ela precisava

de um pai em vez de um estudante.

A vida pode ser requintada

em sua escolha de puni��es.

E que melhor puni��o para voc�

do que seu filho um dia ser duque.

Um duque? Nunca!

Ei.

Obrigada.

� uma boa carreira para um garoto.

Tudo isso por dinheiro.

Voc� diz que o dinheiro corrompe.

Ele corrompe aqueles que n�o t�m,

como voc�.

Vou provar isso.

Por que voc� adotou esse

disfarce bobo para jogar a bomba?

Ordens.

Qualquer meio justifica o fim.

Qualquer disfarce � permitido na consecu��o de nossos objetivos.

Isso, se n�o me engano, � o Artigo

22 do Manifesto dos Anarquistas.

- Como voc� sabe? - Eu sempre me atualizo.

E esse artigo

vai te destruir no final.

- Posso perguntar como? - Sim como?

Por dinheiro.

Vamos para o meu pal�cio em Rapallo.

La ter� uma requintada

cabana de ca�a.

Voc�s podem ficar l�, com refei��es gratuitas.

Planejar�o seu pr�ximo golpe com conforto.

- Que tal? - N�o.

Um membro das classes

dominantes quer nos ajudar.

Quem somos n�s para neg�-lo?

N�o fa�a isso!

Voc� n�o tem o direito de se expressar.

Nem sequer p�de atirar a bomba.

N�o era minha, era a bomba dela!

N�s vamos?

N�s aceitamos.

Armand, voc� est� fora.

Como grandes cientistas e artistas,

os grandes anarquistas

precisam de um patrono.

Almo�o.

Eu espero que voc�s estejam com fome depois da excita��o de hoje.

Louise, venha. Vamos almo�ar.

Temos sopa de tartarugas,

esturj�o defumado,

bife ao Bar�o e...

E para sobremesa, Bombe Glac�.

A prop�sito, qual de voc�s, cavalheiros, estar� fazendo a prece?

O engenheiro Vegliotti construiu uma bomba...

de acordo com a melhor tradi��o

da ci�ncia bal�stica italiana.

Tsk, tsk.

A primeira coisa que voc� observa �

que a bomba n�o � redonda, mas oval.

Aqui vem a mulher Esconda a bomba.

Trouxe isto.

Eu os roubei.

Dele?

Sim.

Elas valem 4 milh�es de francos.

No m�nimo.

Parab�ns minha querida.

Podemos fazer muitas bombas

com o dinheiro dessas pedras.

Precisamos conseguir o dinheiro imediatamente,

antes que o roubo seja descoberto.

Vou lev�-los para Mariacci,

nosso joalheiro mais respeit�vel

para pedras roubadas.

- Eu vou com voc�. - Eu tamb�m.

Eu tamb�m... falo italiano.

Vamos por caminhos diferentes.

Todos n�s iremos pelo mesmo caminho.

Voc� n�o est� com raiva de mim, est�?

Sim.

N�o.

Louise, eu fui um tolo completo.

Eu estava louco por acreditar nesses idiotas.

Eu estava louco por ter deixado voc� ir.

Armand. Armand.

Tive medo que pudesse matar algu�m.

Eu tamb�m.

Voc� est� linda.

Voc� n�o quer que eu te leve?

Sinto muito.

Ele est� t�o ansioso para isso.

Algum monarca indo para a �pera?

N�o que eu saiba.

Meu Deus, voc� n�o quer dizer

que Armand est� indo l� pela m�sica?

Ele adora isso.

As coisas mudaram. Espere...

J� estou atrasada.

Minha carruagem est� esperando por voc�.

Tire o colar e os brincos.

Voc� os deu para mim.

Eu sei. Eu sei.

Uma vez que � uma ocasi�o especial,

quero que voc� use algo especial.

L�,

eu os dou para voc�.

Voc� sabe que qualquer coisa que eu possuo � sua, � s� pedir.

- N�o posso aceit�-los. - Eu insisto.

Para voc� n�o tentar roubar coisas no futuro.

� uma perda de tempo.

Como voc� os achou?

Como todos os colecionadores,

tenho contato com

antiqu�rios e joalheiros.

Mariacci disse que tinha algumas

novas esmeraldas e diamantes.

Eu n�o estava muito interessado, at� que

percebi que os meus estavam desaparecidos.

Sinto muito.

Voc� acha que foi t�o inteligente.

- Dicky, me beije. - Certamente n�o.

Eu n�o aprovo a gratid�o como um sentimento.

Eu vejo muito disso.

Eu n�o sei o que fazer.

H� momentos em que n�o posso viver sem ele.

Acho que sempre haver�.

N�o posso ajud�-la, Louise.

Nem consigo me ajudar.

Voc� n�o pode?

As pessoas nunca se

compreendem at� que seja

tarde demais para fazer algo.

Eu me pergunto: Eu estaria t�o ligado a voc�...

Se voc� n�o estivesse t�o ligada a outra pessoa?

Venha, voc� vai perder a abertura.

O que voc� est� vestindo?

� o mesmo colar.

Ele o comprou de volta e deu para mim.

Podemos vend�-lo novamente!

Vou lev�-lo para Tagliacorte.

Ele nos dar� um pre�o melhor.

Voc� n�o pode. Agora � meu.

Seu? Claro, � meu.

E voc� aceitou? Sim.

Pare a carruagem.

Oh.

Saia. Saia da�.

Parab�ns, Armand, meu her�i.

Voc� fez o que sempre quis fazer: matar algu�m.

Louise. Louise.

Louise.

Permita que eu me apresente.

Mercier, Chefe de Pol�cia em Paris.

Ai sim...

Este � o meu amigo e colega,

o Coronel Peracca, dos Carabinieri.

Por favor, sentem-se, cavalheiros.

O que posso fazer por voc�s?

Recuperamos suas joias.

Em um cad�ver.

Num cad�ver?

De uma velha mendiga.

Temos de fazer algumas perguntas a Louise.

Imposs�vel. Ela n�o est� passando bem

Ent�o devemos prend�-la e

interrog�-la no hospital da pris�o.

Voc� n�o pode.

Coronel.

Voc� v�, Sua Gra�a.

Sabemos que Louise estava usando suas joias.

Sabemos exatamente o que aconteceu.

Temos o depoimento do seu cocheiro.

� sua palavra contra a minha.

Louise passou a noite comigo.

Voc� tem certeza?

Est� me acusando de mentir?

Um duque � incapaz de mentir.

Ele tem... lapsos de mem�ria.

Tem certeza que ela estava com voc�?

Eu deveria saber onde ela vai,

eu pretendo me casar com ela.

Casar com ela?

Mas eu entendo que ela esteja gr�vida.

Bem?

Realmente, inspetor.

Voc� � o Chefe de Pol�cia de Paris.

Posso oferecer-te uma coisa?

Com prazer. Armand Denis.

Onde ele est� escondido?

Armand Denis?

N�o fa�o a menor ideia.

Inspetor Mercier.

Voc� n�o deve, em sua condi��o.

Eu sei por que eles est�o aqui, Dicky.

N�o h� nada a proteger agora.

Somente...

- Quer Armand Denis? - Est� atrasada, minha querida.

J� lhes disse.

Eu disse que ele

est� na Villa Chilerio,

na estrada para G�nova.

Villa Chilerio...

N�o precisa repetir.

N�s entendemos voc� da primeira vez.

Louise.

Dicky... Dicky, o cavalheiro perfeito.

Voc� nem vai me permitir nada na minha consci�ncia.

Mercier.

Bem-vindos Suas Gra�as.

Tr�s elogios a Suas Gra�as.

Hip-quadril-hooray!

Melhor do que isso.

Hip-quadril-hooray!

Aqui estamos.

N�o � exatamente intimista, mas � a casa.

Bem-vindo ao lar, Vossa Gra�a.

Obrigado. � bom estar de volta.

As bab�s est�o esperando.

Com a sua permiss�o...

Ah!

Com sua permiss�o, Sua Gra�a...

Sra. Heatherstone, a enfermeira-chefe.

Senhorita Wheelwright, a enfermeira da noite.

Sra. Godalming, a enfermeira.

Sra. Bell, a enfermeira intermedi�ria.

Devo escolher uma?

Querida, n�o. N�s temos todas elas.

N�o.

Eu quero cuidar da crian�a.

Pelo bem das apar�ncias,

devemos ter pelo menos quatro.

Eu tive oito.

Vamos pegar voc�.

Sra. Godalming, um banho, por favor. N�o muito morno.

N�o queremos fazer de voc� um mariquinha, meu Lorde.

Vamos conhecer a minha m�e.

A duquesa est� esperando-o

no quarto de Wellington.

Sim, a sala de Wellington.

Que, se voc� se lembra, � por aqui.

� uma caminhada e tanto.

Suas Gra�as, Vossa Gra�a.

M�e.

M�e?

Ah, m�e.

M�e, gostaria de apresentar minha esposa, Louise.

Louise, conhe�a minha m�e,

a duquesa vi�va de Lendale.

Minha tia, Ernestine, Lady Bott.

Minha outra tia, a marquesa de Pittlochrey,

e minha terceira tia, Honoria, Lady Poke.

H� quanto tempo voc� n�o via sua m�e?

18 anos.

E voc� n�o a beija?

Hora do banho.

Cinco minutos a mais, bab�.

Se rompermos a rotina, ela poder�

afetar nosso Lorde na vida adulta.

Uma pedra que rola n�o pode ficar suja.

Venha, senhor.

N�o o banhas demais?

A �gua fria endurece o rapaz.

N�s n�o o queremos com um cora��o fraco, n�?

Na Fran�a, n�o nos banhamos todos os dias.

Isso explica muito, se n�o se importa que eu diga isso.

O que voc� quer dizer?

�ndia, �frica, Canad�.

Vamos, meu Senhor.

Mente sobre o corpo. Sorria e suporte.

Sorria e suporte.

Dicky.

Dicky.

N�o te vejo h� dias.

N�o, bobagem Louise.

Voc� est� exagerando. Nos encontramos ontem de manh�.

Nos encontramos por acaso, num corredor.

Louise, o mundo n�o est� dividido entre os ricos e os pobres,

Mas em ajudantes e ajudados.

N�s dois somos ajudantes.

Estamos perdidos um no outro.

De certa forma, isso � verdade.

Ele pode voltar. Quem?

aquele idiota bonito,

incompetente e confuso.

Ele pode.

Se o fizer, n�o o terei em casa.

Seus amigos

s�o muito barulhentos.

Minha querida, vou construir uma casa de ver�o, ali.

Ent�o n�s dois sempre saberemos onde encontr�-lo.

Eu penso que � um bom local.

Ou por ali, junto ao lago.

Voc� deixou este quarto mais encantador.

N�o sei por qu�, mas me faz lembrar de um

quarto que conheci em Roma ou em Paris.

Ainda penso que precisa de uma cama

de casal em vez de duas simples.

Venha, Giles.

Visitaremos os cavalos

em vez de tomar banho.

A bab� n�o olhar� nos est�bulos.

Ora, senhor.

S� me chame de "senhor"

Na frente dos criados.

Dicky.

Voc� n�o acha que estou parecido com ele?

Venha comigo.

Maestro.

Maestro.

Nenhum aplauso at� o fim da pe�a, Madame.

O que voc� est� fazendo aqui?

Seu casaco est� coberto de lama.

Como entrou?

Escalei a sua parede.

Por qu�?

Trago-te uma mensagem.

- Armand? - Exatamente.

Ele quer que voc� fa�a um baile de m�scaras, no dia 7 de mar�o.

Esse � o dia em que nos conhecemos.

Convide todas as celebridades na Inglaterra.

Armand est� na pris�o.

A Fran�a tem um novo presidente.

E ele est� ansioso para ser popular.

Ele decretou uma anistia geral para

todos os prisioneiros pol�ticos.

Como seu primeiro ato oficial.

- Armand est� livre? - Sim.

- Ceia. - Minha querida.

Quero que conhe�a o Presidente

da Fran�a e o Primeiro-Ministro.

- Em um momento, Dicky. - N�o, agora, querida.

Eles s�o seus convidados de honra.

Qual � o seu problema?

� uma festa linda,

n�o �, Dicky?

Primeiro-ministro, conhe�a minha esposa.

Como vai?

Eu ouvi tanto sobre voc�.

Como vai?

E o Sr. Gerome, Presidente da Rep�blica Francesa.

Bem-vindo a esta...

... a esta casa, Sr. Gerome.

Desculpe, Dick. Eu n�o estou me sentindo bem.

Ela n�o est� muito bem esta noite.

Todo mundo sabe que nunca falo mal de ningu�m.

Mas ouvi dizer que ela...

Armand?

Armand.

Eu estive procurando por voc�.

Eu vim para te levar embora.

Me beije. Segure-me em seus bra�os.

Estranho...

Voc� n�o mudou nada.

N�o me deixe ir.

- Beije-me novamente. - N�o, ainda n�o.

- Qual � o problema? - Tire esse colar.

Desculpe, meu querido.

Tenho tido isso em minha consci�ncia por tanto tempo.

Voc� n�o sabia que a mendiga morreria de choque.

O que eu fiz foi imperdo�vel.

Mas voc� ainda os est� usando.

O que posso dizer ao Dick?

Ele vai ver que se acabou.

N�o, ele n�o vai.

Voc� n�o vai voltar para o sal�o, voc� vir� comigo,

do jeito que voc� �.

Voc� n�o � mais rica...

... nem uma duquesa.

Em Paris, voc� vai me ajudar com

o maior golpe de minha carreira.

e desta vez voc� vai me ajudar.

Dinamite nos

arquivos da pol�cia.

Todas as provas

ir�o ao c�u.

E nenhum criminoso na Fran�a ter� um registro.

Vamos bater onde d�i.

Vou esconder a dinamite.

Vou dizer a Mercier que tenho informa��es

sobre anarquistas.

- Tenho uma ideia melhor. - Voc� est� sorrindo,

n�o pode dar errado.

Armand Denis?

Louise Baldinucci?

Por que Rapper e Lecoeur est�o aqui?

Voc� sabe porque.

Voc� amavelmente

tome seu parceiro para..."O galope".

Meu colar...

Oh.

Minhas joias! Elas se foram!

Eles roubaram minha tiara!

- Fique aqui. - O que voc� vai fazer?

Quieto!

Calma, todo mundo.

Ningu�m deve partir.

Os ladr�es de joias est�o agindo entre voc�s.

N�o entrem em p�nico.

Sou Mercier, da pol�cia de Paris.

Isso � uma mentira!

Armand Denis, abaixe sua arma!

D� aquele.

- David... - N�o se mexa.

Sapador, Lacoeur!

Isto � o que vem das anistias.

Fa�a algo, Mercier.

O que voc� est� esperando?

Gladiadores?

Veja. Olha o que conseguimos.

N�o aqui.

Se voc� seguir, vou atirar.

Me desculpe. Minha culpa.

Guardas! Eles n�o v�o longe. Vamos, segui-los.

Est� chovendo.

Guarda-chuvas! R�pido! Guarda-chuvas! N�o se preocupe, vamos peg�-los.

Engra�ado. Pensei ter ouvido algu�m entrar.

Bem, o que aconteceu?

Nunca o encontramos.

Nunca?

- Onde ele foi? - Aqui.

Trouxe-o aqui.

- Aqui? - Naquele arm�rio.

- No arm�rio? - Abra.

Abra. vamos.

Continue. N�o tenha medo.

- Ele se foi. - Espero que sim.

Isso foi h� 50 anos.

Venha, querida.

o carro estar� aqui para nos levar a Londres.

Vamos para uma nova pe�a sobre o "Pistola de P�lvora".

Os cr�ticos a sa�dam como "explosiva".

Bem, � isso.

� a bomba?

Sim.

Eu nunca poderia me livrar dela.

N�o se pode simplesmente coloc�-la em uma cesta.

Est� chovendo.

Espantoso.

Apenas uma garoa, um capricho do nosso clima.

Os agricultores ficar�o felizes.

L� est� o carro.

Seus oito filhos, quero dizer,

- quem? - Quem � a m�e deles?

- Eu sou, Percy. - Eu percebo isso.

E o pai deles � Armand.

Pai de todos?

Ningu�m � um Lendale?

Nenhum deles.

Quando Dicky morreu em 1924,

Suas �ltimas palavras para mim foram,

"O que eu lamento mais sobre a minha morte...

� que voc� vai ter que parar de ter filhos. "

Jeremy nasceu um ano depois da morte de Dicky,

mas n�o houve fofoca.

Os ingleses nunca se surpreendem com a lentid�o.

Isso � escandaloso.

Eu n�o posso escrever isso,

ele ser� censurado.

Pelo contr�rio. N�o havia nada entre Dicky e eu.

Ele tinha um saud�vel respeito pela institui��o do casamento.

O que voc� quer dizer?

Eu casei com Armand na Su��a h� mais de cinquenta anos.

Voc� n�o � mesmo Lady L?

Nunca fui.

Oh.

Voc� n�o pode escrever minha hist�ria, Percy.

Principalmente porque � muito moral para ser aceita pela sociedade.

Mas a sua licen�a de casamento?

As certid�es de nascimento de seus filhos?

Algumas das melhores falsifica��es de Armand.

At� Dicky ficava cheio de admira��o por elas.

Mas onde est� o seu...

Eu dificilmente vou conseguir dizer esta palavra...

Onde est� o seu marido?

Desculpe-me, por favor.

Armand? Ajude Sir Percy, querido.

Armand foi meu motorista por mais

tempo do que eu gostaria de me lembrar.

� de longe o seu melhor disfarce.

Ele acha isso dif�cil

porque nunca aprendeu a dirigir.

Sendo que ele sempre foi um anarquista,

n�o h� nada que ele odeie mais do que sem�foros.

Malditas luzes vermelhas!

Elas seguram as classes trabalhadoras!

A bomba, finalmente!

Para Londres, Armand.

Pela estrada, se poss�vel.

Sincronia e corre��es: LABOK Mar�o / 2023

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