All language subtitles for Five guns to Tombstone (Edward L. Cahn, 1960) BDRip.MANINGUE

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Original subtitles

DJANGO O �LTIMO ASSASSINO

Ram�n?

Ram�n?

Ram�n!

O que aconteceu, filho?

Minha pobre crian�a...

Sim, eu sei. Pica.

Um pouco de paci�ncia.

- Pronto. - Agora n�o temos maneira...

de pagar de volta o empr�stimo ao Barrett.

Ent�o ele tira-nos as terras.

Barrett n�o � um homem mau.

Tenho certeza que ter� miseric�rdia quando ouvir o que te aconteceu.

Barrett n�o � esse tipo de homem, pai. Acredita que sei o que estou a dizer.

N�o, ele quer as nossas terras.

Ele � dono de 8.000 vacas que precisam de pastos.

Ele j� expulsou alguns colonos.

Porque teria miseric�rdia de n�s?

Quando cheguei c� com a tua m�e, nada crescia nesta terra �rida.

Tua m�e e eu pomos as m�os na terra, e por dois anos partimos as costas.

Nada parecia crescer aqui.

Era tudo t�o seco como as rochas nas montanhas.

O inverno era t�o frio que a terra congelava e nada crescia.

E quando o sol brilhava, queimava como o fogo do inferno.

Ram�n, dois anos dif�ceis, e ent�o a terra despertou.

Foi como a m�o de Deus... A chuva apareceu...

Ela caiu e os campos ficaram verdes. Um verdadeiro milagre.

E ent�o nasceste tu.

Tua m�e est� enterrada nesta terra.

Passou as �ltimas horas a trabalhar o solo.

Ela morreu com esperan�as que tu e eu colh�ssemos os frutos desta terra.

Tu sabes disso.

N�o deixo ningu�m roubar as minhas terras!

Eu suei nela, eu trabalhei-a. A terra � minha.

Vai ter com Barrett e diz-lhe que vou pagar-lhe.

Ram�n, ele tem que ouvir.

Ram�n...

Faz o teu melhor. Eles n�o nos podem tirar as terras.

Vamos visitar o Barrett, Ram�n. Anda, vamos dar-lhe uma li��o.

Vingar-nos n�o nos ir� livrar do Barrett.

O que somos supostos de fazer? Deix�-lo queimar as nossas casas?

Queimar a casa dele s� piorar� tudo. A Lei ir� proteger-nos.

A lei? Essa � para rir. O xerife n�o quer saber. Sabes disso.

Temos que ser n�s a tratar disto, se quisermos ver justi�a feita.

- Vens connosco ou n�o? - Temos que ir antes que ele nos expulse.

N�o, Steven. A tua ideia de justi�a � errada. N�o irei convosco.

E se tivessem queimado a tua casa em vez do Johnny Larry e morto teu pai?

Ningu�m morreu nesse ataque.

Por pura sorte e queimaram toda a colheita!

Porque n�o dizes isso ao xerife? � a ele que tens que te queixar.

Seu tolo cego, n�o sabes do que est�s a falar. Vou fazer-te entender!

Tem calma, Mack. Ele ainda acredita na justi�a.

� melhor aprenderes que a Lei n�o existe por aqui.

Se os homens do Barrett vos atacarem e incendiarem tudo

n�o grites por n�s porque n�o te vamos ouvir.

Estou orgulhoso de ti, filho. A vingan�a n�o faz sentido.

Ela s� traz amargura aos cora��es dos homens.

Fizeste bem em n�o ir.

Saiam com as m�os no ar!

R�pido, c�es! Saiam j�!

Queimem tudo, homens!

Bart, est� aqui um campon�s � procura do Barrett.

Vim falar com o sr. Barrett. Com ele em pessoa.

Est�o a ver o mesmo que eu? � nosso amigo Ram�n.

Porque o queres ver, Ram�n?

Por causa do pagamento da hipoteca que lhe devemos.

Trouxeste o dinheiro?

Eu tinha o dinheiro, mas quando vinha para c� fui assaltado.

� daquele homem que vos falo! Foi ele que o tirou!

Ele atacou-me e levou todo dinheiro que eu tinha!

- Acusas um dos meus homens? - � verdade, senhor. Eram quatro!

Ele era o l�der. Juro que era ele!

Slim, reconheces este pe�o?

N�o, chefe. Todos esses camponeses parecem-me iguais.

Mas este diz que lhe roubaste o dinheiro dele.

Ele n�o tem coragem para vir aqui repetir essa mentira.

Digo que foste tu que me assaltaste!

O que se passa, Slim?

Sabes que n�o gosto de viol�ncia. Onde est�o as boas maneiras?

Este tolo acusou o Slim de roubar o dinheiro que ele trazia para si.

Isso mesmo.

Ram�n, estava � tua espera.

O que � isto tudo? Quem � que te roubou?

Este homem e tr�s outros roubaram o dinheiro que trazia.

Isso � verdade?

Responde-me!

- N�o pode acreditar nesse porco! - Juro-lhe que � verdade.

A m�scara dele caiu e vi a cara dele!

Mas o meu homem diz que n�o te assaltou.

N�o, senhor, n�o � verdade. Ele roubou todo dinheiro que tinha.

Est�s a fazer uma acusa��o s�ria. Pode ser mau se estiveres a mentir.

Sou um homem de honra, sr. Barrett. Vinha para c� com o dinheiro e...

Acho que ele n�o tinha o dinheiro e inventou toda essa hist�ria.

Por favor, sr. Barrett, mais uns dias e trago-lhe o dinheiro.

Devias ter pedido isso antes de os chamares ladr�es e mentirosos.

Temo que o Ram�n estava um pouco errado.

Talvez ele precise de uma li��o, sr. Barrett.

Mudaste de ideias ou ainda dizes que roubei teu dinheiro?

Foste tu!

Ainda n�o aprendeu a li��o. Precisas de mais chicotadas.

S�o todos ladr�es!

Sabes, isto d�i-me mais a mim do que a ti, rapaz,

mas ensinamos-te a ter maneiras para teu pr�prio bem.

Tens que parar de mentir. Pergunto pela �ltima vez.

- Quem roubou o teu dinheiro? - Tu, seu covarde imundo!

J� chega ou queres que te espanque at� � morte?

- Inventaste toda a hist�ria, n�o? - Eu disse a verdade.

Quem acredita numa palavra tua? Tu est�s a mentir.

Ouviste? Est�s a mentir! Porque n�o dizes a verdade?

Tu �s o mentiroso, n�o eu!

D�em-me uma m�o, depressa.

O que aconteceu? Diz-me.

Stevens queimou o rancho. Destruiu a casa.

Preparem-se para montar. Venho j� ter convosco.

Os colonos queimaram o acampamento em Manor Pass.

Est� na altura de acabar com brincadeiras.

Acho que temos que agir depressa.

- Que tal pressionar... - Tu criaste a press�o, Bart.

- Queimaste o rancho do Laurens. - Digo que ele mereceu isso.

Queres que seja meigo com um tipo que envenena a �gua

- e n�o deixa passar o gado? - Sabes o que sinto sobre isto.

N�o gosto de viol�ncia, Bart.

N�o te armes em elegante comigo, Barrett.

Faz de cavalheiro � frente dos outros se quiseres.

Mas n�o esque�as que somos parceiros iguais.

Sim, somos parceiros. Eu n�o me esqueci.

Mas estes ataques s� v�o unir os colonos, temo eu.

Isso pode causar-nos muitos problemas, Bart.

Eu quero as terras. Claro que sim.

Mas prefiro usar meios legais.

Barrett, �s maluco!

Se usarmos meios legais levar� anos a termos as terras!

Qual � a tua pressa, Bart?

Stevens est� a tentar reunir todos os colonos.

- E se eles se unirem... - Eu cuido do Stevens.

Sabes, usar for�a bruta n�o � o suficiente, Bart.

�s vezes, � necess�rio usar o c�rebro.

O que achas que vai acontecer?

Enquanto usas o c�rebro a pensar em meios legais para tomar as terras

todos os colonos da �rea v�o queimar...

Cala-te, Bart.

Concentra-te s� no gado, entendeste?

N�o sejas presun�oso comigo.

Achaste muito esperto, n�o �?

S� porque n�o me fa�o passar por elegante com as mulheres

como tu o fazes.

Conheci-te deitado numa sarjeta em El Paso, recordas?

Sem a minha arma, quem achas que iria obedecer-te?

Pessoal, vamos sair e dar uma pequena festa!

Est� um belo dia para incendiar.

Vamos lhes dar uma li��o aos colonos que n�o ir�o esquecer.

Vamos!

Ol�, Django. J� l� vai algum tempo.

Isso � um facto.

Ainda custas o mesmo?

N�o.

Custo mais.

Eu pago. Tenho um trabalho que � mesmo a tua cara.

N�o ser� muito f�cil, mas o pagamento � bom.

Antes de aceitar... Contra quem �?

Perguntei: contra quem �?

O Bart.

- Ent�o custa mais. - Est� a for�ar a coisa.

� um trabalho para 10 mil d�lares daqui a um m�s.

Isso � muito dinheiro.

Quem queres que eu mate? O governador?

- � muito menos importante. - Mas vale isso para ti?

Importante o suficiente para eu ter que te chamar.

N�o � preciso dizeres isso. Porqu� esperar um m�s?

Posso faz�-lo agora.

� melhor deixar as coisas acalmarem um pouco antes.

Quero que estes cabe�as quentes arrefe�am um pouco.

Essa morte agora s� iria inflamar as coisas.

Sou um homem paciente. Posso esperar pelo que quero.

� melhor pores mais 1000 d�lares ou a minha arma n�o funciona.

Certo, Django. Estou a confiar em ti.

Isto fica s� entre n�s.

Ningu�m vai saber de nada. N�o se preocupe.

Digo quem � o homem quando nos reunirmos de novo em um m�s.

Mas aviso-te, este trabalho n�o ser� f�cil, Django.

Matar um homem nunca � f�cil, Sr. Barrett.

Mas est�s a ser bem pago, certo?

N�o te esque�as que sou eu que mando.

S� manda quando paga antes. N�o se confunda, Barrett.

V�s isto?

Tem sorte com o sete. J� � a quinta vez que sai.

Est� a chamar-me batoteiro?

Nada disso, senhor. S� disse que tem muita sorte.

Ainda n�o viu a minha sorte.

V�, vamos rolar os dados.

Quem cobre a aposta?

Ningu�m cobre a aposta?

Esta cidade faz-me vomitar!

S� h� aqui b�bados e porcos, certo?

E eu digo que o porco b�bado aqui �s tu!

Ser� um prazer assar-te sobre um fogo bem quente.

Parem ou chamo o xerife! Saiam j� daqui.

Porque n�o fica fora disto, mulherzinha?

N�o passas da mi�da do Barrett.

N�o tenho que te ouvir.

E � melhor teres cuidado como falas, Bart, ou conto ao Barrett.

Fazes-me rir.

Tu e esse manso do Barrett.

Ele n�o me assusta! Sou um rapaz crescido.

E ningu�m manda em mim, ouviste?

Pagar�s por isso, vagabunda.

N�o penses que n�o. Vais arrepender-te disto.

Calma, Bart.

O Barrett n�o aceitar� que fales assim com a Lola.

Barett, Barrett, Barrett!

� falso e fingido como esta tipa aqui.

Achavas que irias tornar-te uma senhora, certo?

Deixaste o Ram�n e ainda est�s na sarjeta.

O que se passa aqui? Quem andou a disparar?

Ningu�m quer falar?

Da pr�xima vez ponho todos voc�s na pris�o.

Rum.

Sete!

- Onde achas que vais? - Vou pagar agora.

Rum.

- N�o � justo, estou a perder. - Mas j� perdi 600 d�lares.

Meu amigo diz que est� a perder, n�o ouve bem?

Eu � que estou a perder.

N�o � educado sair quando se est� a ganhar no jogo.

V�, amigo, vamos continuar o jogo.

Do que est� � espera, amigo? Cubra a aposta.

V�, vamos jogar.

Vamos, senhor.

Cubra a aposta. Como vai ser?

Eu aposto.

Vou apostar com o meu amigo, n�o contigo.

- N�o te intrometas. - N�o ouviste o que ele disse?

Obrigado.

Vou apostar.

Lan�a-os.

Sete. A� est�.

Fizeste batota.

Os dados est�o viciados, seu sacana!

Acho que todos viram. Matei este homem em autodefesa.

Se algu�m perguntar.

Seu c�o assassino!

- Est� mal? - Tem uma bala no ombro.

- Sabe quem ele �? - Sim.

Por favor, leve-o consigo. Ele ser� culpado por isto.

Por favor, ajude-o.

Foi a primeira vez que me fizeram um favor. Eu cuido dele.

N�o se preocupe.

Mando-o de volta para c�, s�o e salvo.

- O que se passa? - Uma visita do anjo Gabriel.

Isso foi tudo.

Levaste uma bala e isso est� muito feio.

Tenho que a cortar de ti.

N�o ser� nenhum piquenique, aviso-te.

Toma um caf� para te sentires melhor.

Como queiras.

Qual � o teu nome?

O gato comeu-te a l�ngua?

Mas falaste alto quando tentaste matar aquele homem.

Um conselho, Chico. Antes de falar, puxa o gatilho...

Assim n�o avisas o teu inimigo.

N�o falar ainda � melhor.

Est�s com medo?

Palpita-me que achas a tua voz num minuto.

� melhor beberes isto.

Ent�o sabes falar, n�o, Chico?

Chico, � mais dif�cil tirar uma bala

do que met�-la dentro.

Pelo menos para um tipo como eu.

Fica � vontade.

Estar�s bom para ir em breve.

A tua mi�da est� � tua espera.

Chico, est�s com saudades da tua namorada?

Qual � o nome dela?

- N�o sei. - Ela � bonita.

Todos os rapazes devem andar atr�s dela agora.

Conhecia uma garota assim. Por um d�lar fazia quase tudo.

Tinha um namorado como tu. Ela era bonita.

Era um rapaz muito calado, nunca falava muito.

Todos achavam que ele era maluco porque n�o ouvia.

O que aconteceu � que ele apaixonou-se.

Essa � a verdade, Chico. A verdade mesmo.

Ent�o ele resolveu que ia casar com essa rapariga.

Ela era t�o inocente como elas v�m.

Sempre que ela sa�a com algu�m ele pegava a arma

e dizia que ia matar.

Ent�o eles casaram.

E enquanto ele trabalhava, ela dormia todo o dia

com todos os tipos da cidade.

Ela cobrava um d�lar. Um d�lar de prata.

P�ra!

Chico, vai ficar tudo bem.

Dorme e n�o penses mais nisso. As raparigas s�o todas iguais.

Ent�o, Chico, vais embora?

Muito bem, rapaz.

Estamos quites agora. Foi bom conhecer-te.

Chico!

Para onde vais?

Ent�o volta.

Podes ficar comigo uns tempos. Mas n�o fiques a� como uma m�mia.

- Se eu ficar, quero aprender. - O que queres que te ensine?

Ser o que tu �s.

Primeira li��o � nunca esvaziar a arma de uma s� vez.

Nunca dispares mais que cinco tiros. Assim tens sempre um de reserva.

Separa as pernas para ter equil�brio.

Mira devagar e com firmeza. Assim.

Vamos.

Muito baixo.

Muito alto.

Agora!

A primeira bala tem que acertar. Ou est�s morto, Chico.

Uma garrafa n�o te pode magoar. Mas um homem � diferente.

Ter�s problemas se n�o lhe acertares com o primeiro tiro.

Lembra-te, o tempo acaba depois da primeira bala, Chico.

Nunca pensei que gostavas de m�sica.

� relaxante, Chico.

Foi um velho que conheci em crian�a.

Cada noite ele andava pela rua a cantar.

Onde foi isso?

Howards. Perto do Pac�fico.

E � uma terra bonita.

Planeias regressar l�?

Em 15 dias, quando eu acabar por aqui, vou me embora.

O que te prende aqui?

Tenho que fazer um trabalho antes de partir. Ser� o �ltimo.

Que tipo de trabalho?

N�o � da tua conta. � apenas um trabalho.

E paga bem.

S� quero ganhar o dinheiro para voltar a ouvir o homem a cantar.

Susie. Anda c�.

Senta-te e bebe.

Quero um pequeno.

N�o sejas espertinho.

Porque n�o vimos o sr. Barrett?

N�o te preocupes, Paquito. Barrett n�o anuncia a chegada.

Assim como o anjo da morte.

Mas eles v�m.

E se alguma vez repetires isto, despe�o-te.

Ol�.

- Ol�, Phil. - Ol�, Lizzie.

� bom v�-lo.

Posso juntar-me � vossa mesa, cavalheiros?

- Estamos a apostar baixo. - Isso conv�m-me.

Desde que o Bart foi morto este bar nem parece o mesmo.

- � pena. - Ningu�m sente a falta dele, sr. Barrett.

E aposto que voc� tamb�m n�o.

- Ele era meu amigo. - Ele era podre.

Mas tenho certeza de que tudo ir� correr no final.

Se todos cooperarmos um pouco, poderemos transformar esta terra...

Num para�so na Terra. N�o sejas tolo.

Quero que saibas que adoro estas terras.

Tenho prazer em ver as colheitas crescerem.

Sou apenas um homem simples.

Quero falar contigo. Com licen�a.

Um momento, cavalheiros.

- � apenas um simples sacana. - A terra dos outros...

� isso que ele adora.

O primeiro e �nico mandamento:

n�o roubes terra dos outros ou podes acabar debaixo dela.

Muito engra�ado.

Est�s com medo? Estou a ficar bom demais para ti?

N�o sejas t�o arrogante, Chico.

Quando seguras uma pistola na m�o, o que achas que tens?

- Uma arma. - N�o, Chico.

� s� uma desculpa para levares um tiro na cabe�a.

Uma arma n�o vale nada se n�o souberes us�-la.

- Estou a aprender. - A atirar. Isso n�o basta.

Digamos que �s esta pedra e essa � o teu advers�rio.

Est�o frente a frente, dois homens como iguais.

Cada um tem uma arma, cada um tem seis tiros.

T�m que sacar.

Quem tiver o sol por tr�s, tem logo uma vantagem.

Com o sol atr�s de ti podes ver o teu advers�rio nitidamente.

E o homem que encara o sol fica ofuscado nos olhos.

Observa a tua sombra, Chico.

Se a tiveres � frente, podes atirar. Se n�o, anda devagar e procura-a.

Enquanto andares, passe a l�ngua pelos l�bios.

Se a sentires fria de um lado, o vento vem daquele lado.

Se estiver fria na frente, o vento vem de frente.

E isso � mau.

Ele abranda a velocidade da bala.

E se soprar de lado?

Precisas de calcular. Se houver p�, o vento est� baixo e forte.

Se as folhas flutuarem, o vento est� alto e mais fraco.

Qual � a tua maneira de calcular?

Uso o meu cabelo grande, assim sinto o vento soprar.

Sei que � instintivo, ficas tipo um animal selvagem.

A vida vira uma quest�o apenas de sobreviv�ncia.

Aprendes a matar ou a ser morto.

Teus sentidos ficam t�o apurados

que reagem automaticamente ao som e ao movimento.

O que te tornou assim, Django?

Quando algu�m te quer matar, � melhor aprendes r�pido.

Sen�o tu morres.

Como disse, os instintos tomam conta de ti e viras um animal.

� preciso.

Ou n�o tens grande hip�tese. Olha um puma, por exemplo,

tu sabes como ele ca�a.

Come�a por dar uma olhadela e mexe-se devagar de in�cio.

Quando sente o cheiro, ele rasteja.

- Porqu�? - Para testar o vento.

Quando ele o sente no focinho, ele rasteja.

O vento carrega o cheiro do animal at� ele.

Quando sente um cheiro que gosta, mexe-se r�pido contra o vento.

Assim a presa n�o o consegue cheirar at� ele atacar.

Lembra-te, Chico, o homem que tem mais vontade de viver

� sempre aquele que ganha a batalha.

Como passas o tempo antes de matar um homem?

Fa�o a barba.

Quando encontras um homem t�o preocupado com a apar�ncia,

significa que quer muito continuar inteiro.

E tu �s um homem que quer viver.

Sim.

N�s n�o somos iguais.

N�o me importa viver ou morrer.

Isso pode ser uma boa vantagem. Podes tornar-te um grande assassino.

Podes ganhar muito dinheiro como uma m�quina.

N�o quero dinheiro.

Talvez tenhas uma namorada pela qual queiras ficar vivo.

N�o tenho.

�s mais esperto do que pensava.

Mulheres s�o criaturas estranhas.

N�o importa o que fazem ou dizem, nunca sabemos o que h� dentro delas.

Precisas saber uma coisa, Chico. Quando matares o primeiro homem,

sobe uma parede � tua frente.

- Uma parede? - Uma entre ti e o resto do mundo.

A sociedade cria uma parede entre ti e ela.

V�o respeitar-te e temer-te, mas nunca mais ser� um deles.

N�o me importo.

Um dia pensei assim.

E chega o dia em que v�s que a vida que queres est� do outro lado

dessa parede.

- Pareces estar velho e cansado. - Talvez tenhas raz�o.

� uma vida de c�o estar sempre sozinho,

esperando a morte em cada esquina.

Engra�ado, �s o �nico amigo que j� tive, Chico.

Talvez nunca tenha querido um antes.

Tens certeza de que sou teu amigo?

Tenho, como tens certeza de mim.

Tamb�m est�s a ficar descuidado. E o trabalho que tens que fazer?

Faz o trabalho primeiro e mais tarde podes pensar em amizade.

Tu ensinaste-me isso. Agora estou a ensinar-te a ti.

Pois est�s, Chico.

Quase me esqueci.

Quando �s um matador, n�o h� amigos do teu lado da parede.

Precisas aprender a andar s�. Para sempre.

Quando matares o teu primeiro homem lembra-te disso.

- Vou acabar com esse gordo. - �s um duro.

- Queres tentar tu? - Ordens s�o ordens.

Parem! J� os mandei parar!

- Que confus�o � esta? - Mandei-os parar!

Vamos, parem!

Ele atacou um dos meus que nem estava armado.

�s um mentiroso! Ele atacou-me pelas costas!

Est�s armado e ele n�o! Como explicas isso?

Xerife, meus homens est�o fartos destas provoca��es.

Se Stevens continuar a piorar isto, eles v�o descontrolar-se.

Seu imundo...

Aviso j�, se os dois n�o pararem ainda v�o acabar os dois na pris�o.

N�o diga disparates, xerife.

Se algu�m merece ser preso, esse � o Stevens!

Ele � um porco covarde que ataca homens desarmados.

Achas-te muito esperto, n�o achas, Barrett?

T�nhamos uma tr�gua, e eu respeitei-a.

Mas se quiseres uma guerra, eu e os meus estamos preparados.

Ter�s o que merece, seu ladr�o assassino!

Vamos, Stevens. Umas horas na pris�o acalmam-te. Vamos!

Muito bem, Ram�n.

Aprendeste bem.

- J� sabes usar uma arma. - Sou bom, n�o sou?

Tu �s bastante bom.

T�o bom que posso desafiar-te para um duelo.

Queres testar-me de novo?

N�o, Chico. Uma luta a s�rio.

Se conseguires matar-me estar�s pronto.

N�o, Django. Eu posso matar-te.

Muito bem, Chico. Vais lutar ou �s covarde?

N�o.

Agora � a s�rio, Chico. Se tiveres hip�tese � melhor matares-me.

Estavas a mentir. Queres viver, n�o queres morrer.

Se morreres, aquela mi�da pode achar cem tipos iguais a ti.

Far�s um favor a ela se levares um tiro na cabe�a.

Como tu queiras. Prometo que ser�s morto!

Eu n�o teria tanta certeza. Estamos combinados.

Sou eu ou tu.

Aqui!

Vamos, porque n�o me matas?

N�o sejas t�o arrogante, meu amigo.

Lembra-te de contar at� seis.

Se n�o te resta nenhuma bala como esperas matar um homem?

� matem�tica, Chico.

Tens que contar. Sempre contar.

Precisas contar os teus passos.

Precisas contar os tiros. Os teus e os do outro tipo.

Conta, Chico, nunca pares de contar. Conta os minutos.

Ningu�m segurar uma arma mais de tr�s minutos sem come�ar a tremer.

Se a tua m�e tremer, j� foste.

Conta, Chico. Nunca pares de contar.

Se teu advers�rio der um passo e parar, ele est� com medo.

Se der dois, est� na d�vida.

Se der tr�s, ele est� pronto para matar-te.

Porque fazes isso?

Quando a bala atinge o alvo, o chumbo espalha-se

e faz um buraco como um canh�o.

Um tiro assim mata mesmo um homem.

O que tens que fazer? Quem vais ter que matar?

N�o sei. N�o conhe�o o homem.

Amanh� fa�o o meu �ltimo trabalho aqui.

- Depois reformo-me. - Como assim?

J� te disse, Chico.

Quero voltar para onde nasci, comprar uma casa, casar-me.

Quero ter dois filhos.

E se o velho ainda andar na rua a tocar harm�nica ao anoitecer,

convido-o a entrar na casa e vou conversar com ele.

Vou pedir-lhe para descansar.

"Andaste a caminhar muito, talvez queiras descansar um pouco".

Ele deve ter-se sentado de vez em quando.

Sempre que vi o velho, estava a caminhar, nunca se sentava.

Esse velhote �s tu.

S� queres passar para o outro lado da parede de que falaste.

- O que tens a ver com isso? - Esquece.

S� estava a brincar.

Porque achas que eu quis aprender a usar uma arma?

Essa � f�cil. Queres matar algu�m.

Sim, mas quem? N�o queres saber?

Talvez a ti pr�prio. O mi�do que um dia foste.

J� vi todo o tipo de homem morrer. Isso n�o me incomoda mais.

Mas temo que tu vais arranjar muitos sarilhos ao usar uma arma.

Vou lembrar-me de contar. N�o tenhas medo.

Lamento por n�o poder fazer muito por ti, Chico.

Mas posso fazer uma coisa.

Toma. Mantem a l�mina afiada e n�o te cortes.

- Obrigado. - N�o esque�as de fazer a barba.

O homem que cuida de si permanece vivo.

Apanha!

Atira-a ao ar e tenta acertar-lhe. Se conseguires faz-te bem � moral.

Se n�o acertares, n�o vais saber, pois o buraco j� est� a�. Boa sorte!

- Ent�o n�o foi a tua bala? - N�o seria bom saber?

A vida � uma ilus�o. Importante � saber que pode ser feito. Adeus!

- Acabei de ver o Ram�n. - Ram�n? Ele esteve aqui?

Quem � esse Ram�n?

Esqueceste o Ram�n?

Isso � estranho Ele lembra-se muito bem de ti.

Ele veio por um s� motivo.

- Ele quer matar-te. - Ele quer matar-me?

- Porqu�? - Pergunta-lhe a ele.

Parece que ele vai ficar por c� Acho que ele tem paci�ncia.

N�o te estou a entender, Lola. Vamos, conta o que sabes.

Foste bruto demais, Barrett.

Agora n�o tem outra escolha. Tens que o matar.

Farias um grande favor.

Ou ele pode matar-te ao inv�s.

Mas isso seria pedir demais.

Agradece a Barrett por sa�res. Ele pediu-me para te soltar.

E deu-me sua palavra que faria o melhor para evitar as vossas brigas.

Isso parece-me suspeito porque Barrett n�o � nenhum anjo.

O que haver� por tr�s disto?

- �s desconfiado demais, Stevens. - E voc� est� a enganar a si pr�prio.

Barrett s� tem uma coisa em mente, tirar terras aos colonos de qualquer modo.

Um conselho, xerife, eu n�o ajudaria aquele porco.

Ram�n.

Que coisa terr�vel!

Ofere�o mil d�lares pelo assassino deste homem.

Ram�n! Barrett disse que querias falar com ele.

Falo com ele pessoalmente, n�o com os mo�os de recado dele.

- Tu falar�s connosco! - Certo!

N�o chegaste cedo demais?

Quanto queres para fazer mais um trabalho para mim?

Outro?

Est�s a fazer chover o julgamento sobre os pecadores deste mundo?

N�o � nenhuma piada. Estou a falar muito a s�rio.

- Quanto � que queres? - Nada, meu trabalho terminou.

Este ser� o �ltimo, prometo-te.

Lamento, mas disse-te que n�o faria mais trabalhos para ti.

Vale a pena, Django. Ofere�o mais 10.000 D�lares, mais do que pedirias.

Est� bem, 15.000!

Minha oferta final, 20.000.

Quem �?

Seu nome � Ram�n. Encontra-o numa casa meio queimada fora da cidade.

- N�o a falhar�s. - Aposto que foste tu que a incendiaste.

Ir�s faz�-lo?

Est� bem, fa�o-o.

Encontro-me aqui contigo, com o dinheiro esta noite.

Encontras-me aqui.

Adeus.

Quando encontras um homem que cuida do seu aspecto,

significa que ele est� ansioso por ficar vivo.

Ram�n!

- Est�s a trabalhar para o Barrett? - � a ele que queres matar?

- Isso n�o te diz respeito, Django. - Sou um profissional, Ram�n.

Quando sou pago, o trabalho � feito.

- O que tens contra o Barrett? - Tu pr�prio o disseste, Django.

Quero matar o mi�do que j� fui.

Leva o meu cavalo, Chico. Parte e nunca mais voltes aqui.

Quando um homem odeia, Django, n�o h� para onde fugir.

Esquece j� o Barrett.

Queres voltar para onde foste crian�a.

Eu cresci aqui e vou ficar.

Est�s a dificultar tudo, Ram�n.

Se ficares aqui, �s um homem morto.

Lembra-te sobre o que te disse sobre manter o sol atr�s de ti.

Conta, Chico. Um, o homem tem medo.

Dois, ele n�o est� decidido.

Se for tr�s, ele est� preparado para te matar.

Mas eu fiz a barba, Django!

Django...

Chico, tu conseguiste.

Acho que fui um bom professor...

Agora est�s � frente da parede. Ela estava � espera.

� melhor n�o a tentares escalar.

N�o consegues...

Ent�o, McCrade... Qual � a tua decis�o?

Ganhaste, Barrett, eu vendo.

�ptimo, Mac. Est�s a ser sensato.

Anda ao escrit�rio para falarmos sobre o pre�o.

Barrett!

Barrett!

�s um homem morto, Barrett!

Do que est�o � espera? Matem-no!

- Ram�n! - Ram�n!

- P�ra! Baixa a tua arma! - N�o se meta nisto, xerife!

- Isto � entre n�s! - Xerife, n�o fique a� parado!

- Ele � um assassino louco! - O que queres, Ram�n?

- Quero matar o Barrett! - N�o o fa�as, Ram�n, pe�o-te!

- O que � que ele te fez? - Ele � um covarde assassino!

- Ele matou o meu pai! - Isso n�o � verdade! Juro!

- N�o fui eu, foi o Bart! - O Bart mata por ti, Barrett!

Assim como mandaste-o matar o Stevens.

Sabes quem matou o Steven?

Pergunta ao Barrett. Ele sabe de tudo!

Se sabes de algo fala, Ram�n! A lei � que ter� que o prender.

Tenho um trabalho a fazer, xerife. Este rato morrer� pela minha arma!

Django voltou, Barrett. Desta vez para te apanhar a ti!

Ram�n. Ram�n!

Quem era esse Django? O homem de quem estavas a falar.

Apenas um homem, xerife.

Apenas um homem.

Quando matares o primeiro, uma parede aparece-te � frente.

Uma parede entre ti e o resto do mundo.

A sociedade cria uma parede entre ti e ela.

V�o respeitar-te e temer-te, mas nunca mais ser�s um deles.

FIM

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