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Original subtitles

�s vezes, ando na minha vida normal

e h� um som ou um cheiro que me levam de volta.

E n�o me refiro a mem�rias.

Estou mesmo de volta �quela merda,

a magoar aquelas pessoas.

Esse tipo de flashbacks que descreve s�o muito comuns.

� como o nosso c�rebro processa o trauma.

Ent�o, o meu c�rebro � um cabr�o.

O seu c�rebro � uma sala da dire��o cheia de cabr�es.

Est� l� o juiz. O cr�tico.

O tipo no fundo da sala a dizer "come mais asinhas picantes",

apesar de j� ter jantado muito. Odeio esse cabr�o.

Para seguir em frente, ter� de...

Desculpe.

S� consigo pensar em asinhas picantes.

Bom dia. O que andam a fazer?

A fazer o trabalho, tal como disse.

Como est� a correr?

Foi uma merda pegada.

Acabei de contar � minha filha sobre o Parkinson.

Como correu?

Ela vem c� para a semana para garantir que tenho os melhores cuidados.

Tamb�m � uma merda pegada.

Ao menos, est� a enfrentar a dor.

� importante.

Porque, se n�o enfrentar a dor,

ela acabar� por voltar e apanh�-lo quando menos esperar.

- Falas comigo ou com o Sean? - Com o Sean.

- Est�s a olhar para mim. - Olho para onde eu quiser.

Parab�ns pelo �timo trabalho, mi�do.

Obrigado.

Ainda era com o Sean.

T�o carente... Credo.

- Mas essa j� foi comigo, Paul. - Sim.

TERAPIA SEM FILTROS

Lindo.

Desculpa. � s� que, eu gosto de ti, Rick,

mas o contacto visual � t�o dram�tico.

Sinto que estou num an�ncio a um perfume ou isso.

Tudo bem. Podemos relaxar.

- Certo, sim. - Sim. Boa.

Est�s bem?

Ronquei e acho que nunca tinha feito isso.

Desculpa.

Experimenta beijar-me o pesco�o. Eu adoro isso.

- Beija-o. - Certo. Vamos ao pesco�o.

Vamos l�.

- Gostas? Sim? - N�o.

Desculpa. N�o �s tu. Eu estava a pensar que as bact�rias dos l�bios s�o nojentas.

� um bocado nojento, se pensarmos bem,

porque � todo um ecossistema.

Muito obrigada.

Certo.

Deste-lhe um aperto de m�o?

Sim, eu sei. Costumo guardar isso para depois do sexo.

Que gesto bonito.

Posso dizer que me sinto lisonjeada por me teres ligado?

Pois, as minhas outras amigas conhecem o Nico.

Ele n�o pode saber que estou a tentar

papar estes tipos todos, percebes?

S� ouvi que sou uma das tuas amigas.

O tipo era uma brasa.

Mas eu n�o consegui...

C�us, n�o h� uma vers�o feminina de "p�-lo de p�"?

N�o. "Oleado" foi roubado pelo culturismo.

- Qual � o meu problema, porra? - Nenhum.

Tentaste fazer sexo matinal. Quem faz sexo matinal?

N�o o queres enganar para que case contigo.

Certo.

A Liz vem buscar-me outra vez.

A Liz.

Ela apanhou-me a jeito na loja de queijos.

O que � para ti "apanhar a jeito"?

Encurralar e falar com algu�m que n�o quer falar contigo.

N�o.

- Ol�, Paul. - Ol�, Liz.

Tenho uma coisa para si.

Para mim?

Gomas de ursinhos?

A tia do primo do meu instrutor de Pilates tem Parkinson

e ela diz que isso ajudou com a ansiedade e os tremores.

Bem, se � baseado na ci�ncia...

"Piveted�lico."

Na melhor das hip�teses, ajuda.

Na pior, fica ligeiramente pedrado e compra outro desses seus chap�us.

N�o os comas depois de beberes

ou vais vomitar.

- Liz. - Sim.

Mais uma coisa.

N�o me volte a apanhar a jeito, sim?

Mas...

- O que pensa ele que significa? - N�o sei,

mas ele di-lo com muita confian�a.

Compraste-o, finalmente.

Conta-nos.

- Desta vez, reagimos adequadamente. - Exato.

Vou pedir o Charlie em casamento!

Sim!

Acredito em ti!

- Seu libertino mon�gamo! - Sim.

Ent�o, como vais faz�-lo?

Vou convidar os nossos amigos para algum lado

e depois fa�o a pergunta � frente de todos.

Sim.

Se ele aceitar, festa de noivado surpresa.

- O que fazes se ele recusar? - Terei l� todos os meus amigos

para me consolarem.

Seja como for, sou o centro das aten��es.

Infelizmente, a nossa casa n�o tem espa�o para uma festa.

Se eu ao menos conhecesse algu�m com uma casa grande, sabem?

Porque n�o disseste que far�amos aqui a festa?

N�o sei. N�o h� grande energia festiva nesta casa, ultimamente.

E, francamente, n�o sei se estou preparado para abrir j� a nossa casa ao mundo.

Mas n�s estamos muito melhor.

N�s? "N�s" tipo, cada um de n�s como indiv�duos

ou "n�s" como unidade de pap� e filha?

Vejo a tua cara. N�o devia ter dito "pap�".

Pai. Unidade de pai e filha.

J� percebi. N�o gostas que eu diga "unidade".

- N�o. - Entendido.

V� l�. Tu e a m�e davam tantas festas. A m�e adorava festas.

Vais usar o trunfo da m�e?

- Est� bem, pronto. Vamos a isso. - A s�rio?

Espera, como se organiza uma festa de noivado surpresa?

Eis como vai ser.

O Charlie acha que a festa � porque ganhaste o Psicoterapeuta do Ano.

Isso � de loucos. Como avaliariam isso, Bri?

Sim, por isso � de loucos.

Ele acha que vim mais cedo para te ajudar. Muito melhor.

Ent�o, quando ele chegar, sentas-te ao piano.

Depois, come�as a tocar.

- �timo. - E eu canto a nossa m�sica,

- "You Are So Beautiful". - Obrigado, mas qual � a m�sica?

"You Are So Beautiful."

Fizeste uma piada, mas eu n�o percebi.

Estou desconcentrado. Adiamos?

N�o. Est�s em p�nico.

Respira, Bri. Vamos.

Corre tudo a teu favor, certo?

V�s? Por isso �s o Psicoterapeuta do Ano.

- Ol�. - Ol�.

Achas que algu�m se importaria se eu faltasse � festa?

Qual � o teu problema?

S�o os velhotes a perguntarem-me o que fa�o na vida.

- E ent�o? - Sim. Eu...

Estou desempregado, agora,

e vivo na casa da piscina do meu psicoterapeuta

porque os meus acessos violentos levaram-me � pris�o.

Mas como est�s, Alice? Como foi o teu ver�o?

A minha m�e morreu de repente, portanto, passei o ver�o a chorar.

- Parece divertido. N�s fomos ao Maine. - Boa.

Devias vir na mesma.

Se algu�m te fizer uma pergunta dif�cil,

eu mudo de assunto. Eu apoio-te.

Est� bem.

- Vai vestir-te. - Estou vestido.

Vou vestir-me.

Quem diabo chega mais cedo a uma festa?

Ol�. S�o os primeiros a chegar.

N�o quer�amos apanhar tr�nsito.

Tive de apanhar o cabelo � pressa para poder ouvir esta piada novamente.

Ent�o? Nunca tinha dito aquela piada.

Pois n�o, Jimmy?

N�o quer�amos apanhar tr�nsito.

Bem, algu�m tem de arrancar com a festa.

Sim. Entrem.

V�s? At� o Jimmy odeia a piada.

- Ficou com a cara triste. - N�o, � s� uma cara. Entrem.

Ol�, pai.

Est�s... t�o bonita.

Obrigada.

Pronto, achas que podes parar antes de exagerares?

- Pareces uma princesa. - Porqu�?

- Vamos buscar uma bebida. - T�o bonita.

- Ol�, Liz. - Ol�!

Ol�, marido da Liz.

- Est�s incr�vel. - Ela n�o gosta disso.

Pareces uma princesa.

- Meu Deus! Obrigada. - Mas que merda?

Quase todos os convidados aceitaram. S� dois recusaram. A Bernadette Peters...

- Nunca a conheceu. - Certo.

Custa na mesma.

E o outro � o Paul.

Diz que tem uma coisa importante para fazer esta noite.

Ol�, pai, chego amanh� �s 13 horas. Vemo-nos no teu consult�rio.

Plano: neurologista, apoio a longo prazo, terapia ocupacional e grupo de apoio

PIVETED�LICO

Como vais?

Ent�o, o que tens feito, Sean?

Como era nos anos 70?

- A s�rio? - Sim.

Certo, ent�o, apertem o cinto de seguran�a

porque este homem usava permanente.

Tinha muito estilo.

Al�m disso, n�o us�vamos cintos de seguran�a. � verdade.

Ningu�m queria saber.

O doce mais popular do pa�s eram ma�os de cigarros de chocolate.

Os mi�dos adoravam-nos.

Era impressionante. Eu tinha uma mota.

- Ol�, Jimmy. - Ol�.

Jimmy.

- Ol�! Meu Deus! Ol�. - Ol�.

- H� que tempos. - Sim, � mesmo verdade.

Sim. N�o te v�amos desde o funeral.

Eric. Desculpa. Ele � um idiota. Como est�s?

Estou bastante bem.

- Ainda bem. - A s�rio?

- Tu e a Tia eram um casal incr�vel. - � verdade.

- � �timo ver-te. - C�us! Igualmente.

- O Nico tamb�m veio? - N�s divorci�mo-nos.

N�o.

- N�o. - N�o. Tudo bem.

S�o muitos "n�o".

- S�o muitos "n�o". Est� tudo bem. - N�o.

Ela amava-te tanto.

Eram fant�sticos juntos.

Voc�s os dois eram uma inspira��o.

Vejam s�. Fiquei sem bebida.

Mais uma tequila, por favor.

S�o duas. Acho que eu n�o estava pronto para uma festa.

As pessoas s�o umas idiotas de merda.

C�us, est�s a rezar a missa ao padre.

Sa� com tr�s tipos na semana passada, todos umas brasas, certo?

N�o consegui "p�-lo em p� feminino" com nenhum.

Tenho tentado arranjar uma express�o para isso.

Ontem � noite, comemos mexicano

e pensei em "p�r guacamole no taco".

N�o. N�o gosto disso.

Se calhar, j� n�o sou uma pessoa sexual.

Sabes que est�s a dizer disparates, certo? As libidos mudam.

Aqui tens, querida.

Derek, lembras-te de quando eu queria foder a toda a hora?

Sim. Os dias da frescura.

Agora, a minha janela sexual � entre as 15 horas e as 15h20,

e � preciso que o Derek n�o me tenha irritado nesse dia.

- Certo. - N�o � frequente.

Acho que � o Charlie.

- Escondemo-nos? - N�o � essa a surpresa, marido da Liz!

Pensei que estavas ocupado. Porque vieste?

- N�o sei. - Certo. Bem, entra.

Vem.

Vejam quem chegou, malta.

- Ela tentou matar-me. - O qu�?

Ela tentou matar-me.

Liz, podes...

- Eu n�o... Ol�. - N�o.

- N�o o tentei matar. - Certo.

Pronto. Vamos.

- Venha. - Vou-me embora.

- N�o. N�o v�s. Fica. - N�o, pode ficar.

- N�o, eu... - Vamos.

- Fique. Vamos buscar comida. - Come algo.

- Sim. Vamos comer algo. - Credo!

Das 15 horas �s 15h20 � uma janela curta, Derek.

Sim, a quem o dizes.

Jimmy.

Ben! Ol�, Ben.

- Bom abra�o. - N�o digas nada.

J� conheces a minha namorada nova, a Kiara?

N�o.

Ol�. Prazer em conhecer-te.

Como � que voc�s fizeram essa importante liga��o de alma?

� uma hist�ria engra�ada.

Conhecemo-nos na igreja.

� uma hist�ria engra�ada. Tens raz�o. Tu bem disseste.

Bem, � bom ver-te, Kiara, pela primeira vez.

Prazer em conhecer-te.

Temos inveja do teu casamento.

Na verdade, eu e a Kim estamos aliviados por este ano acabar.

Tem sido dif�cil, para n�s.

N�o deve acontecer com um psicoterapeuta na fam�lia.

Ficarias surpreendida.

N�o acredito que fazia isto por divers�o.

Pois, a erva ficou muito mais forte desde os anos 70.

Quem � este idiota?

Vamos fazer isto.

- Muito melhor. - Pois.

Tenho a boca t�o seca.

O que quer beber?

- Um gelado de gelo? - Traz um gelado de gelo ao Paul.

- E se n�o tiverem gelados de gelo? - Ent�o, vais a casa buscar.

Um dos meus bons?

Est� bem.

Aquele empregado � um idiota.

Ent�o? Como vai o mocado?

Nada bem.

Tamb�m �s respons�vel por isto.

O que fiz eu?

Disseste que eu tinha de contar � Meg sobre o Parkinson.

Agora, ela vem para c� amanh� tratar dos meus cuidados.

Eu queria passar mais tempo com ela,

mas ela � t�o ocupada.

Depois, digo-lhe que estou doente e ela larga tudo

porque sente que deve faz�-lo.

� chantagem emocional.

Como tu fazeres o pedido ao Charlie � frente desta gente toda.

No meu caso, n�o � chantagem emocional.

� mesmo?

N�o � que n�o seja.

- V�? - Meu Deus!

- Porque se riem... - Desculpa.

Desculpa. Tamb�m comi uma goma.

Meu Deus!

N�o. Lembra-se? Fal�mos sobre isso.

As gravatas s�o para usar. J� fal�mos sobre a gravata.

Gosto de tequila com Sprite.

- Uma margarita de esta��o de servi�o? - Sim.

- Gaby! Ol�. - Ol�.

- Encho o teu copo? - N�o,

acho que tenho de beber menos.

� a minha amiga Kiara.

- Ol�. - Ol�.

Ela ajudou-me num per�odo dif�cil.

J� fui trabalhadora sexual.

Muitas vezes, s� jog�vamos Uno porque eu n�o tinha ere��es.

Meu Deus!

- Tamb�m v�amos o Top Chef. - � verdade.

Mas reformei-me. Agora, deixo o Ben pagar tudo.

O Ben? Consegues "p�-lo de p� feminino" com aquele tipo?

Falas de encerar o p�ssego?

Gosto dessa. Essa...

Liz. Encerar o p�ssego.

Adoro.

- N�o s�o giros? - Demasiado.

Eu disse-te que os velhotes gostam de falar deles mesmos...

Sim?

Encoste.

- Encoste. - Mas que merda?

Parece que est�s a beber.

- Sim, n�o � nada de especial, pai. - N�o �?

Meu Deus! Tu est�s bem? Precisas de �gua?

O que se passa?

Entendo que queiras parecer fixe

- � frente do Sean. - N�o tento parecer fixe.

N�o tento parecer fixe � frente do Sean.

Querida, meu anjo,

sei que pensas que ele � bonito...

Eu ouvi-te.

Ouvi-te quando sussurraste.

Pronto.

Sim?

O que lhe disse, meu?

Disse: "Qu�o r�pido consegues subir as escadas?"

Engra�adinho.

- Ol�. - Que diabo foi aquilo?

N�o sei.

Qual � o problema?

Muita gente veio ter comigo durante esta festa est�pida

para me dizer que eu e a Tia �ramos um casal perfeito.

Gaby, n�o �ramos.

Nos �ltimos tempos, discut�amos sobre tudo.

Esqueceste-te de ir buscar a Alice � escola, quando fui visitar a minha m�e.

N�o me esqueci! Cheguei atrasado. Para de dizer que me esqueci. Atrasei-me.

C�us, Jimmy, nem sequer sabes o que se passa nesta casa.

Est�s t�o obcecado com o teu trabalho.

Seria bom se, para variar, eu pudesse ser a pessoa que sai para trabalhar.

Volt�mos a isto? Ent�o, vai trabalhar, Tia. Credo!

Fala mais baixo.

Acho que me sinto uma fraude, Gab.

N�o �s uma fraude.

N�s os dois sabemos que nenhuma rela��o � perfeita, certo?

� assim que ganhamos a vida.

J� era merdosa h� meses, antes de a Tia morrer.

Eu lamento que sejas t�o infeliz, sinceramente,

mas estou farto de ser a tua desculpa para n�o teres uma vida feliz.

Sim, tamb�m estou farta.

Na �ltima festa que demos aqui, ela tinha um olhar...

Eu vi, porra.

Acho que ela j� n�o me amava, Gaby.

Nem sei se gostava de mim.

Estava a pensar em deixar-me, Gab.

Tudo isso com base na porra de um olhar? A s�rio? A s�rio, isto tudo?

Sim, um olhar. Foi o pior olhar que vi em toda a minha vida.

Ouve, sei que passaram por um mau bocado. Eu sei.

Mas ela n�o pensava em deixar-te. Ter-me-ia dito.

- N�o diria nada. - Sim, diria.

Ela sabia que n�s �ramos pr�ximos. N�o te diria.

Tens de me ouvir, a s�rio. A Tia amava-te. Falo a s�rio.

Prova-o.

Provo-o? Como diabo posso prov�-lo?

Exatamente.

Age como se fosse uma coisa m� esperar que os filhos nos ajudem.

Que se foda isso! Vou mandar uma mensagem ao meu mais velho, o Matthew.

"Estou triste e nost�lgica e, se n�o me ligares, vou ficar furiosa."

Enviada.

Recusar.

Ousada.

Limpei-lhes os rabos, revi-lhes os trabalhos de casa,

fui a todos os longos e aborrecidos jogos de basebol.

Adoro basebol.

O basebol � horr�vel.

Apoiei-os, portanto, t�m de me apoiar.

Fiz por merecer isso.

Bem, eu n�o.

Ela era muito pequena quando me separei da m�e dela.

Devia ter estado presente para ela, mas n�o estive.

Certo, parece que fez merda.

Ela vem ajud�-lo na mesma.

No seu lugar, n�o teria pena de mim. Sentiria gratid�o.

Pois.

Boa. Feito.

Preciso de algo crocante e com sabor a queijo.

Derek?

- Quem � o Derek? - O empregado.

Derek?

Queres falar sobre aquilo?

- N�o. - Fixe. Eu tamb�m n�o.

Certo. Esta m�sica vai animar-te, vais ver.

Charlie, chegaste, finalmente!

Parei para comprar um postal ao Jimmy.

Que simp�tico!

O que se passa?

Ser� tudo revelado.

Onde caralho est� o Jimmy?

Vamos l�. Pronto?

Jimmy, agora. � hora do espet�culo.

Estou aqui.

Certo. Muito bem.

Charlie,

esta noite � uma celebra��o,

mas n�o � o que pensas.

Certo. Pronto?

Vamos l�.

�s t�o belo

Vamos. Mais depressa. V� l�, amigo.

- Para mim - Para mim

- �s t�o belo - �s t�o belo

N�o � um dueto.

- Para mim - Para mim

- N�o v�s? - N�o v�s?

- �s tudo o que eu esperava - �s tudo o que eu esperava

�s tudo o que eu preciso

Meu Deus!

Vomitei.

N�s sabemos, amigo.

Bem, vamos precisar de um minuto.

- Meu Deus! - Chi�a!

Esque�am. Est� tudo estragado. Sim, a... A festa acabou.

N�o foi bom?

Certo. Desviem todos o olhar. Vamos l�.

- Gaby? - O qu�?

- Eu vomitei. - Eu sei. Eu vi e consigo cheir�-lo.

Vamos, idiota.

- Estou demasiado pedrado para esta merda. - N�o estou pedrada o suficiente.

Coitado do Jimmy. E na noite especial dele.

O Jimmy que se foda. Esta era a nossa noite especial.

Aquilo devia ser um pedido de casamento surpresa.

Foi infernal planear esta noite. Quase ningu�m me ajudou.

A Bernadette Peters enviou um e-mail padr�o

que deve mandar a todos os gays que a convidam para as festas,

e depois o Jimmy transformou-se na mi�da do filme O Exorcista.

Que desastre monumental!

Sim.

Sim? Sim, � um desastre monumental ou...

Eu caso-me contigo.

- Sim? - Sim.

Espera, eu devia mostrar-te isto primeiro.

� lindo.

P�e-no no dedo.

Parab�ns.

Querem conselhos sobre manter o casamento

e evitar que a vossa filha se afaste de voc�s?

- N�o, eu n�o... - Sabes...

Comuniquem.

Se erguerem barreiras, est�o fodidos.

Mas duas pessoas vulner�veis

encontrar�o sempre forma de se ligarem.

Sean, estou bem. N�o tens de ficar. Vai divertir-te.

Eu estou a divertir-me. Isto � divertido. Estou contigo.

E onde � isto?

- Alice. - Desculpa. Est� tudo bem, tudo bem.

- Pensei s� que... - �s s� uma mi�da.

� melhor eu ir.

- Desculpa. Desculpa, a s�rio. - Vou-me embora.

- Tudo bem. - Eu n�o queria...

N�o, foda-se. Foda-se!

Foda-se!

Sim?

Ol�.

Est�s bem?

- Sinto-me �timo. - Boa. Muito bem.

- Gargarejei. - Pois.

- Tomei um duche e um banho. - Sim.

- Boa. - Posso ter adormecido ali.

Acho que adormeceste. Est�s aqui h� uma hora, logo...

- Boa. Talvez se tenham esquecido. - N�o. C�us!

- Parecia a cena de um crime, l� em baixo. - Foda-se.

Enfim, agora que pareces coerente e melhor,

talvez queiras dar uma vista de olhos nesta merda.

Foi no meu anivers�rio. Duas semanas antes de a Tia morrer.

V� o amor nos olhos dela. Ela estava obcecada por ti.

Estavas t�o preocupado com um olhar? E este olhar?

E sabes que mais? � uma merda muito marada

achares que ela n�o me diria.

Eu sabia tudo, Jimmy, e n�o apenas as coisas boas.

Ela contou-me que n�o ajudavas muito quando a Alice nasceu.

- Pois. - Ela falou-me daquele casal

com que voc�s quase se enrolaram naquele bar tem�tico em Reno.

- Sim... Isso ia... - O qu�?

... ser divertido.

S� digo que, se ela te fosse deixar, ter-me-ia contado.

Est� bem? Tens de parar de te torturar com esta merda, sabes?

Sinceramente, acho que isto � s� mais uma coisa

na qual � mais f�cil concentrares-te

do que no triste facto de a Tia ter morrido.

Mas, Jimmy, ela amava-te

muit�ssimo.

Esta foto � a prova.

- Obrigado. Muito obrigado. - De nada.

- Vem c�. - � tudo t�o est�pido, porra.

N�o, n�o faz mal. Vem c�. Est� tudo bem.

Obrigado. Tu �s uma amiga incr�vel.

N�o, eu sei. A quem o dizes.

Legendas: Cl�udia Nobre

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