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CAMINHANDO SOB A CHUVA DA PRIMAVERA
Legenda: LABOK Fevereiro / 2023
Adeus. Muito obrigado. Espero que goste,
Sra. Meredith. Divirta-se.
- Tchau tchau. - Tchau.
- Boas f�rias. - Tchau. Obrigada.
Tchau.
Eu me pergunto... Eu preciso mais deles do que eles de mim?
N�o � uma quest�o de mais ou menos. Voc�s precisam um do outro...
Simbiose.
- Eu me livrei de alguns bons. - Hum.
Libby...
- Vai ser importante, n�o �? - Sim, querido.
N�o apenas duas semanas ao sol, depois da volta...
Um ano s� para mim.
Ah, voc� tamb�m. Sabe o que eu quero dizer.
Tive uma sess�o e tanto com o reitor.
Ele est� contando comigo para voltar com aquele livro.
O que � isso? O presente de despedida da esposa de um professor...
- � de prata real. - Eu poderia ter usado no retorno.
Filho da puta presun�oso. "Estamos contando com voc�, Meredith.
"Algo brilhante. Algo da imprensa universit�ria
"pode realmente comercializar."
O que ele realmente quis dizer foi "publicar ou perecer".
A que horas vamos nos encontrar com a Ellen?
- Sete em ponto com Bucky. - Oh senhor.
Voc� � apenas neto, meu amor.
- Ele derrama coisas. - Nem sempre.
N�o se voc� tiver bons reflexos.
Bucky, tenha mais cuidado.
Eu vou te cortar isso.
Agora v� em frente.
O mundo n�o � s� Bucky, mam�e.
Por que Mark n�o chega, � nossa �ltima noite?
N�o pode vender seguros durante o dia, papai.
N�o quando voc� est� em terceiro lugar.
� tudo depois das 7:00.
Mas ele passar� pela manh� para se despedir.
Por que os homens levam as coisas para o lado pessoal?
Ah, foi uma transi��o r�pida.
Tudo o que fa�o em casa pode ser feito em menos tempo com ajuda.
- Ah, caralho! - Bucky, nem tanto.
Em tr�s anos posso terminar a faculdade de direito e trabalhar.
Mas voc� tem Bucky.
Mam�e o adora tanto. Deixo com ela enquanto estou na escola.
N�o � t�o ruim como se eu estivesse fugindo com um marinheiro.
Justo quando estamos de partida.
Se n�o resolvermos agora, quando faremos? Em setembro, quando voltarem?
Estou envelhecendo a cada ano.
Quem quer sobremesa?
Por que ser� que, se uma mulher deseja fazer algo, at� seus
pr�prios pais a consideram agressiva, infeliz ou neur�tica?
Porque geralmente � verdade. Senhorita!
A opera��o de limpeza profunda n�o serve pra mim.
Em sete anos de casamento, eu pessoalmente desencorajei
28 bilh�es de micr�bios.
Isso � uma conquista, papai?
Sundae com calda quente, por favor.
S� vinho.
Achei que t�nhamos resolvido tudo isso.
� demais em nossa �ltima noite
terminar o jantar decentemente?
Desculpe-me, papai, por tentar faz�-lo despertar para o nada.
Ellen, Ellen.
Dec�ncia? E a honestidade?
- Voc� est� ouvindo isso? - O qu�?
- Isso. - Ah, eu nem percebi.
S� estou tentando descobrir onde fica o maldito desvio.
Como podem suportar isso?
O sangue deles corre ligeiro.
Todas parecem iguais. A mesma melodia.
Eu sei de boa fonte que eles t�m duas m�sicas...
- Um triste e uma alegre. - Eu nunca ouvi a triste.
Olhe, um cartaz!
- Ol�. - Sr. Cad�?
- Entre e se aque�a. - Disseram que estava com a chave.
Minha esposa assou uma torta e o caf� est� pronto.
E a sua esposa.
- No carro. - Oh.
Est� frio aqui fora.
- Entre. - Obrigado, mas s� vim pegar a chave.
Podemos conversar amanh�.
Primeiro tenho que acender a lareira. Sen�o estar�o congelados
antes do amanhecer. Leve sua senhora para dentro enquanto
eu preparo tudo. Ann!
Libby.
Venha tomar um caf�.
Tem uma esposa linda, Sr. Meredith.
� uma noite para lobos.
- Minha esposa Libby, Sra. Cade. - Como vai?
O agente disse que o pior j� passou nesta �poca.
Sim. Se me perguntasse, diria que Deus escondeu o sol
e se esqueceu. N�o posso dizer que o culpo.
- Por que n�o se senta? - Obrigada.
Isso parece bom.
Est� delicioso.
Sim, � bom se voc� gosta.
Meu marido � louco por doces.
- Voc� tem que nos dar a receita. - Hum.
Se n�o � segredo da Sra. Cade.
- V�o ficar muito tempo? - Como?
- V�o ficar at� quando? - At� setembro.
Gosto de ver a lareira acesa.
Eu acendi esta com madeira doce.
D� um cheirinho gostoso.
Eu n�o acendi a da cozinha. Achei que depois da torta...
da minha esposa n�o sentiriam fome antes do caf�.
Esta aqui...
Este aqui vai queimar a noite toda.
Isso n�o � s� para aqui. Tamb�m serve para o quarto.
Voc� fala sobre algo queimando, isso aqui queima.
Isso � o que o velho costumava chamar de "madeira comercial".
Estamos muito gratos, Sr. Cade, mas
sinto que estamos abusando do seu tempo.
Roger, eu faria qualquer coisa por
qualquer pessoa se me deixarem.
- Madeira comercial? - Sim, isso mesmo. Madeira comercial.
Eu era apenas um menino ajudando um velho a cortar madeira,
e nos deparamos com esta linda sequoia morta, ainda de p�
ent�o a chuva caiu e a derrubou.
E ele disse: "filho, corta isso e guarda. Isso � madeira comercial."
E eu disse: "o que � madeira comercial?"
Ele disse, "apenas guarde. E quando a neve estiver quase
dois p�s no ch�o, leva para a casa daquela jovem vi�va
"ali adiante. Ela vai gostar, voc� pode troc�-lo por...
qualquer coisa que queira."
- Voc� fez? - Bem, n�o h� nada como um bom fogo.
Roger, vou descarregar o resto dos livros para voc�.
Amanh� tem muito tempo.
Al�m disso, minha esposa est� cansada.
Acho que vamos dormir.
Venha de manh� para
um caf� e obrigado.
Obrigado, Sra. Roger. Boa noite, Roger.
Boa noite, Sr. Cade.
O vento parou.
- Libby, voc� vem? - Sim.
Lib... Venha ver que cama gostosa!
Oh! Isto � um para�so!
Aquele agente cometeu tr�s assuntos...
Primeiro, um sol que n�o existe. longe da biblioteca.
uma viajem 80 quil�metros e uma grande cama de casal.
- Quer companhia? - Claro, se � que voc� se importa.
E isso, Sr. Roger, � negociar madeira comercial.
Disseram que se guardasse poderia troc�-la por qualquer coisa que quisesse.
- Quem acendeu esse fogo? - Bom dia. Fui eu. Por que?
- Tem muita fuma�a. - Pois eu...
Acho que fiz uma bela fogueira. Considero o fogo perfeitamente respeit�vel.
Voc� tirou aquele lindo vestido verde que estava usando ontem � noite.
Parecia triste.
- Tristeza n�o lhe fica bem. - Era apenas por causa do frio.
- Quer tomar caf�? - Obrigado.
Trouxe-lhe algumas coisas,
- p�o de milho, ovos e gordura. - Obrigada.
O aquecimento central deixa muito a desejar.
- Bom dia. - Bom dia, Roger.
- Levantou cedo. - N�o consigo dormir depois das 4:00.
Vamos demorar um pouco para nos organizarmos.
Eu gostaria de contratar um caseiro.
O Sr. Nordster lhe escreveu sobre isso?
Conte comigo, n�o estou ocupado.
Claro, na primavera eles estar�o atr�s de mim para fazer as m�quinas
funcionarem. Mas agora eu posso muito bem ajud�-los.
Evan tem uma velha bomba d'�gua ruinzinha.
Precisa de conserto.
Sra Roger, eu j� arrumei sua m�quina de lavar.
E todos aqueles livros... Tenho que construir
umas prateleiras, se me disser onde quer.
Sabe, tem mais livros que o pastor Cassidy.
Meu marido � escritor.
Para qu�, Roger? Quero dizer, voc� j� tem bastante.
Bem, voc� disse uma coisa muito certa.
Bem, devemos discutir acertos de sal�rio...
N�o precisa.
Devemos alguma coisa a voc� por todos os reparos e tudo mais.
Bem, o cano de �gua para a m�quina de lavar... Sim, voc� me deve $ 2.
- Bem, obrigado. - Ah, Roger. Quero dizer, mais tarde...
Obrigado. Estamos muito gratos.
Estou feliz por estar aqui e tomando meu caf�.
- Uau! Ei, ei, ei! - O que foi?
Ei, espere um minuto! Sra. Roger.
Sra. Roger, empurre-o, sim?
N�o, apenas empurre-o. Ei, ei, ei, ei!
Te peguei! Olhe para isso.
- O que � isso? - � um esquilo.
- Onde o encontrou? - Encontrei-o quase morto de frio.
Coloquei-o na minha camisa e esqueci que o tinha.
- Ele � doce. Posso segur�-lo? - N�o, ele morde, senhora.
Ele est� bem agora. Agora quer lutar!
Oh, Roger, olhe... Will encontrou um esquilo.
- Oh. Olhe para ele. - Ele n�o � doce?
- E obrigado. De nada, Roger. - E ainda vamos conversar
- do neg�cio. - Tudo bem, Roger, conversaremos.
Bem, obrigado pelo caf�.
E eu estarei por perto.
- Tchau, Roger. - Tchau, Sr. Cade.
Vai pegar pneumonia andando sem um casaco.
Est� acostumado.
Sabe, acho que dev�amos trazer
a escrivaninha do quarto para a sala.
Perto do fogo. Voc� pode trabalhar mais confortavelmente.
E depois do caf� vou at� a
cidade e compro alguns mantimentos.
E voc� come�a a trabalhar.
Venha garoto! Levante! A� garoto!
Pegue-o! Vamos! Levante! Venha garoto!
J� chega!
Pai, voc� n�o tem nada melhor para fazer?
N�o chute um homem, n�o importa o que ele tenha feito.
Se te pegar perto da minha esposa de novo, lhe arrebento a cabe�a.
Um homem tem que fazer o que tem que fazer.
- Voc� tem visto a Hildy? - Vamos, homens! De volta ao trabalho!
N�o fa�a essa cara de santo, papai. N�o pude evitar.
Eu n�o posso te dizer nada. Ningu�m pode te dizer nada.
Ningu�m pode te dizer nada tamb�m.
Eu vi o seu jipe, e...
Eu queria te perguntar uma coisa, mas...
parece t�o sem import�ncia.
Sra. Roger, � s� perguntar. Isso � s� o que tem a fazer.
O que tem de legumes frescos nesta �poca do ano?
Na loja da encruzilhada, tudo o que tinham era repolho.
Roger odeia repolho.
- Ele gosta de agri�o? - Agri�o? Adora.
Eu vou lhe arrumar agri�o agora.
N�o consigo entender meu filho. Sua esposa o adora,
deixa ele beber em casa.
Mem precisa sair.
Ela faz tudo que ele quer.
Mas ele sempre quer outra coisa.
Parece que ele sempre quer o que eu tenho.
Uma vez eu tive uma oficina e ele quis ser mec�nico.
Quando eu tinha uma fazenda, ele queria ser fazendeiro.
Quero que ele crie ju�zo. Tudo vai ficar bem.
Vai dar tudo certo. Chegamos...
A� est� o seu agri�o, Sra Roger.
- Montes dele. - Oh!
Voc� tem que ir at� o galho se quiser colh�-lo.
Eu deveria ter trazido as botas.
Venha.
- Eu sou pesada. - Eu n�o acho.
Voc� tem um corpo bonito, Sra. Roger.
- Muito bonito. - Oh, escute... eu j� sou av�
Ainda tem muita mulher em voc�, Sra Roger.
Muita mulher.
Obrigada.
Voc� sabe o que precisamos? Animais.
- Temos um lindo celeiro. - Voc� acha?
Come�ar � sempre a pior parte.
N�o quero gato ou cachorro. Quero animais que n�o podemos ter na cidade.
Voc� n�o est� pensando em uma vaca?
Isso � uma ideia.
- Libby, voc� tem ideia de quanto custa? - Muito?
Bem, o que podemos arranjar apenas para um ano?
Aqui... Vamos. Vamos! Vamos.
- Quer segurar? - Oh sim.
- Eles n�o s�o lindos? - Muito bonito.
Achei que cheiravam mal.
S�o os billies. Eles cheiram, e estes s�o filhotes.
Custam apenas $15.
Pagamos mais por costela de carneiro.
Claro, eles s�o apenas mesti�os.
Se fossem de ra�a pura, n�o os ter�amos comprado t�o barato.
A m�e era mesti�a n�bia e, hum...
Toggenburg.
Toggenburg. Eles s�o apenas filhotes, mas o
homem disse que n�o havia problema em lev�-los.
O velho precisa do leite deles.
- Oh que vergonha! - Oh, eles v�o ficar bem, Sra. Roger.
S�o chamados de "cabritos azuis". Eles parecem azuis para voc�?
Poderia ser, eu suponho.
Foi muito inteligente da sua parte, encontr�-los t�o cedo para n�s.
Eu sei onde se encontra tudo por aqui.
Continue. Ai est�.
Tome. Obrigada.
A� est� voc�.
Fa�a voc� mesmo sua casa.
Roger, que tal voc� e eu irmos
ca�ar r�?
- Ca�ar r�? - Sim, eu tenho uma arma no jipe,
e eu conhe�o uma lagoa onde h� r�s enormes.
Assim que escurecer, elas aparecer�o.
- Roger, vamos todos. - Est� muito escuro l� no p�ntano.
Mas eu tenho uma lanterna, e n�o nos perderemos.
- Posso lhe fazer uma pergunta idiota? - Claro.
Como pode ver uma r� no escuro?
� a r� macho que faz todo esse barulho.
Est� chamando as companheiras.
Acho que se esper�ssemos todo o inverno, tamb�m far�amos isso.
Shh! Eu quero ouvir.
Droga! Errei.
Deixe-me tentar.
Vai ficar �timo depois de preparado.
Vou pegar mais alguns... E teremos uma �tima refei��o.
- Will. - Sim?
Eu nunca provei um raio de luar.
Vou pegar alguns para voc�. Segure isso, Roger.
Tome, experimente.
Ah, r�s...
Todo o inverno esperando. Que direito n�s temos?
Voc� mesmo faz isso?
Claro. O melhor licor caseiro do condado.
Roger, voc� sabe tudo sobre Washington, n�o �?
- Bem, lei constitucional. - Por que o governo inferniza
- o neg�cio do u�sque? - Inferniza, �?
Ouvi dizer que o presidente pessoalmente mexe o pur� todas as manh�s.
Da pr�xima vez que for a Washington, vou verificar.
Eu tive medo de que eles morressem de frio aqui.
Eu a tenho no colo para se manter aquecido.
- Voc� nunca dorme? - Esqueci de deixar �gua para eles.
Veio pra c� s� de chinelos?
- Sim. - Venha aqui e sente-se.
Voc� vai acabar pegando um resfriado.
Quer segur�-la?
- Ei voc� a�. - Oh.
Mas que inverno, hein?
N�o me lembro de um inverno assim.
Voc� � o �nico homem, al�m do meu marido, que j� esfregou meus p�s.
Sra. Roger, se pertencesse a mim, me deixaria...
Lavar suas costas?
Isso � algo sobre
a qual n�o se fala.
N�o h� problema em falar. Diga-me, voc� deixa...
Roger esfregar suas costas?
� claro.
Eu gostaria de banhar uma mulher.
Sec�-la com uma toalha grande e limpa,
sentir ela ficando toda...
quente e...
Sonolenta.
Est� melhor?
Voc� � muito carinhosa com o animal.
Eles s�o ador�veis.
Ainda falta muito pra amanhecer.
Melhor voltar para a cama.
- Boa noite, Will. - Boa noite, Sra. Roger.
Pronto. Venham meus bichinhos. Venham comigo.
Vamos. Venham.
Venham. Assim.
Sim venham. Ooh!
Muito bem. Will disse que s� preciso de um punhado de milho,
na m�o.
Ohh.
Vou me ferrar.
Bem, eles n�o responderiam � minha
l�ngua, ent�o tive que aprender a deles.
Estou at� come�ando a ver o amor filial nos olhos deles.
Principalmente pela comida.
Lib.
- Voc� est� feliz, n�o est�? - Sim.
Voc� estava infeliz antes?
Nunca pensei em felicidade ou infelicidade.
Esse � o ponto de vista dos adolescentes, n�o �?
As pessoas da nossa idade n�o s�o felizes ou infelizes
- apenas em algum lugar no meio. - Sim, suponho que seja isso.
Venham. Vem, vem, vem. Venham, vamos brincar.
Aqui, venham.
O primeiro da esta��o.
Oh, eles s�o ador�veis, Will.
- O que � isso? - Redbud.
Obrigado, Will. Onde voc� encontrou?
Sou o �nico homem neste condado que sabe
onde se esconde o primeiro bot�o da esta��o.
- Voc� quer ir l�? - Agora?
- Bem, n�o � longe daqui. - Tudo bem. Vou avisar Roger.
Primeiro da esta��o.
Tem mais tr�s ali. Na quarta-feira, eles tamb�m estar�o floridos.
E a nogueira. Mais 10 dias no m�ximo.
Ent�o o corniso, amoras
mais altas que sua cintura,
e a ameixa vermelha.
Sr. Sabe-Tudo.
Em seguida, o curiango.
� assim que ele faz, ao anoitecer... � mais dolente.
Sua companheira... Ele chama.
Voc� � uma maravilha, Sr Will.
Voc� pode dizer que sou especial.
- Ah, e vai ser. - N�o, a� est� errada, Sra. Roger.
Voc� nunca vai conhecer ningu�m como eu.
Pelo menos nunca encontrei, embora gostaria.
Pra v� o que ele faria.
A senhora � cheia de amor, n�o � Sra Roger?
Quero dizer, eu tamb�m.
Sabe, n�o h� ningu�m que pode amar mais do que eu.
Eu poderia amar tanto uma mulher at� que o telhado ca�sse com
a felicidade interior.
Por que...
Por que uma mulher n�o quer ser amada?
Voc� poderia me dizer?
Bem, elas querem. As mulheres querem ser amadas.
Por que n�o deveriam?
Bem, Annie n�o quer. Tudo o que ela quer � ir para
algum lugar sozinha, s� ela e Deus.
Ela reza muito, aquela mulher.
Quando ela n�o est� rezando, est� chorando.
- Por que? - Eu n�o sei.
Sabe, senhora Libby, voc� sabia que...
Que eu te amo?
Voc� n�o deve dizer isso. N�o deve nem pensar isso.
Eu amo o Roger, e n�o faria nada...
Claro que voc� ama Roger.
Eu me sinto feliz em am�-la.
� apenas algo para se pensar.
� noite vou dormir pensando em voc�.
De manh� acordo pensando em voc�.
Quero dizer, � melhor do que nada.
Oh, Will, isto � infantil.
�... � fantasia. � irreal e perigoso.
Por que? Est� te machucando?
N�o.
Com certeza n�o est� me machucando,
ent�o qual � o problema?
� perigoso de uma forma psicol�gica.
Qualquer desvio da realidade pode se transformar em...
Oh, diabos com isso. � idiota, � isso mesmo.
Assim como aquela outra fantasia.
- Fantasia? - Sim, sobre querer
- banhar uma mulher. - Oh.
Voc� se lembra disso, hein?
� claro.
Bem, eu poderia pagar algu�m para deixar.
Muitas vezes pensei em fazer isso.
Mas algu�m que eu tenho que pagar, n�o gostaria de dar banho.
- Ah, Will. - Senhora Libby...
- Roger... - Mm-hmm?
Vamos para a cidade?
- Pr�xima quarta-feira. - Esta noite.
Vamos ficar o fim de semana inteiro. S� n�s dois, em um motel.
� melhor levarmos nossas p�lulas de vitaminas.
Oh, vamos passear e ver as paisagens tamb�m.
Em Gatlinburg?
Ed Partridge... Ele mora em Gatlinburg.
Claro, ele n�o � exatamente um companheiro.
Mas tinha planejado ligar para ele mais cedo ou mais tarde.
Eu n�o queria come�ar. Ligue uma vez. Voc� sabe como �.
- Adeus, livro. - Talvez apenas um jantar!
Deve haver um bom clube de campo. Com certeza Ed deve ser s�cio.
Podemos dan�ar. Eu sou muito bom, lembra?
O cassino do Nilo, o
Meadowbrook, o Aster Roof?
Claro, posso n�o estar ligado com
os novos passos, mas na nossa idade...
O que h� de errado com a nossa idade?
Libby... O que � isso?
Voc� acha que ainda resta muita mulher em mim?
Quem disse que n�o havia?
Quem disse que existe? O que vem depois?
H� algo que eu possa fazer?
Fechar as malas.
E as cabras? N�o deveria avisar Will para aliment�-las?
Basta deixar um recado para ele.
Oh.
N�o, n�o, n�o vamos de carro, vamos andar.
Tudo bem.
N�o � agrad�vel.
- Bem, vamos fazer umas compras. - Sim.
- Toma. - Prefiro o de chocolate.
- Ol� Roger. - Bom dia, Will.
Algo errado com sua senhora?
N�o que eu saiba.
O que voc� est� construindo?
Um bebedouro para as cabras.
N�o pode mant�-los no celeiro agora. Eles j� cheiraram a primavera.
Talvez eu deva esperar at� depois do almo�o. N�o adianta come�ar e parar.
Tem muito tempo antes do almo�o.
� mesmo?
Eu vou ver como est�o as cabras.
Venha comigo, Roger.
Vou ganhar tempo.
Eles foram alimentados e dei-lhes �gua.
Meu Deus.
Will, eu me deixei tocar em voc�?
Ah, vai, n�o sei.
Tudo bem.
Tudo bem, Libby.
Agora que eu sei...
N�o h� limite para a minha espera.
"A pr�pria for�a de nossa constitui��o,
"sua excelente adaptabilidade,
"aloja-se firmemente na ambiguidade de seu fundamento.
"E � essa falta de especificidade
"o que torna a constitui��o capaz de nova interpreta��o
"por cada nova gera��o em termos de seus pr�prios problemas.
"O juiz principal John Marshall observou em 1819
"que uma constitui��o n�o deve conter um detalhe preciso
"de todas as subdivis�es das quais seus grandes poderes admitir�o
"nem deve conter todos os meios pelos quais eles podem ser executados.
"Pelo contr�rio, ele argumentou, sua natureza exige
"que apenas seus grandes contornos devem ser marcados,
"seus objetos importantes designados,
"e os ingredientes menores que comp�em esses objetos
"ser deduzido da natureza dos pr�prios objetos."
"Pegando o caso de..."
Que caso � esse, Libby?
Caso?
� o caso que acabei de referir.
Voc� se referiu a um caso?
N�o.
Mas eu ia fazer.
Quando a vi falando sozinha.
Desculpe.
Eu ia me referir ao caso Hammer vs. Stagenhart em 1917.
Ah, sim, esse caso.
Vamos, ...voltar atr�s .
Qual foi a sua opini�o sobre a observa��o do chefe de justi�a Marshall?
Marshall?
Chefe de Justi�a John Marshall.
Eu n�o sabia que havia um juiz Marshall no tribunal.
Ele � novo?
Droga, Libby. Em 1819, n�o agora.
Voc� n�o estava ouvindo?
Claro que eu estava.
Voc� usou as palavras "adaptabilidade",
"ambiguidade" e "especificidade"
tudo em uma frase l�
atr�s em algum parte.
O que h� de errado com isso?
� muito estranho. � pedante.
- Pedante? - Sim, pedante.
Pedante. Hum.
Tudo bem, esque�a a linguagem.
E quanto ao pensamento e ao meu ponto de vista?
Mas � essa a quest�o. Todas essas palavras atrapalham o assunto.
Droga, Libby. O que acha que estou tentando escrever, um best-seller?
O que voc� quer, sexo na corte suprema?
Voc� quer que eu finja?
N�o, Libby.
Eu quero que voc� me critique.
Eu realmente usei essas tr�s palavras em uma frase.
Eu posso consertar isso.
Boa noite Roger.
Boa noite.
Eu sei o que estou fazendo!
- Est� bem, Will! - Ok, Roger.
Will!
- Tome cuidado. - Bem, eu sou... eu sou! Senhor!
Apenas se segure!
J� estou come�ando a me arrepender.
N�o poder�amos recusar, n�o �?
� um grande dia para eles.
S� espero que n�o demore muito.
Bom dia, Will.
Est� linda como uma flor.
Obrigada.
Annie.
- Bom dia, Sra. Cade. - Bom dia, Sra. Cade.
Segure o seu chap�u.
- Dirija com cuidado. - Est� bem.
N�o quero que eles se quebrem antes de chegarmos l�.
- Eu trouxe minha c�mera. - Oh, tiraremos uma foto dela.
Depois, ela n�o vai ser t�o arrogante.
- Posso? - Vamos, Annie.
� muito barulho para nada!
Voc� entendeu?
Will disse que ganhou tr�s anos seguidos, Sra. Cade.
- O que acha deste ano? - Oh, ela vai ganhar de novo.
Toda a esperteza do jogo est� com ela.
Talvez eu v�, talvez n�o. Est� nas m�os do Divino.
- "Divino" n�o tem nada a ver com isso. - Oh!
Deixa eu tentar entender isso...
Annie, diga a ele como funciona.
Oh, cale a boca, Will Cade.
� melhor que nos leve at� l� inteiros?
- Tudo bem, calma, Annie. - Bondade.
Voc� segura o ovo na
m�o e enfrenta seu oponente, certo?
Isso � tudo.
E depois?
Bem, ent�o voc�...
apenas bate seu ovo contra o dele e...
A pessoa cujo ovo n�o quebrou obviamente � a vencedora, certo?
- Agora voc� entendeu. - Bem, os dois n�o se quebram?
N�o, n�o...
N�o se eles forem fortes e com a casca bem dura, como...
estes aqui, eu posso dizer, s�o mais duros que o granito.
Diga a eles como, Annie.
Bem, isso � s� para eu saber.
Ela cria as melhores galinhas e mais fortes do condado!
Ela os persegue com uma vassoura para torn�-las assim!
� bom para elas!
- Pegou aquele ovo, Roger? - Sim, j�.
A� est� voc�, Annie.
Bem, tudo bem.
Meu Deus!
Angel Annie, boa sorte.
- Apostando na Annie, Will. - Voc� vai.
Lembra da vez em que o velho Hubert jogou ovo podre em n�s?
Todos se afastaram da gente.
Nem imaginam o que eles fizeram Hubert?
Ele n�o � mais o mesmo desde ent�o!
Um...
Dois...
Tr�s!
Boa!
Pegue-os, Lucy!
V�, Annie!
Eles v�o ficar aqui por mais uma hora.
Vamos, vou te mostrar outra coisa.
Ei!
Ei, voc� vai ouvir isso?
Roger, voc� gosta desse tipo de m�sica?
Bem, �... isso nasce com a pessoa.
Voc� gostaria de salsichas?
- � mais o seu estilo? - Acertou.
Vamos l�. Veja o que n�s temos.
Sra. Roger, quer alguns doces caseiros?
N�o.
N�o gosta de doces?
Ol�, menino! Prazer em te ver!
Venha por aqui, Roger.
- Faz tempo que n�o te vejo! - Como est� a patroa?
Bem. Bem.
Ei, n�o te vejo h� muito tempo.
Um col�rio para os olhos!
Est� muito bonito!
Venha por aqui, Roger,
Sra. Roger.
- Ei Ben! - Sim?
D�-me uma fatia de salsicha para o meu amigo.
S� um minuto, Will.
Ah, eu mesmo vou cortar.
- Sra. Roger? - N�o, n�o...
- N�o para mim. - Certo?
Que tal achou?
Picante!
Vou pegar um pouco de cidra para voc� tomar.
- A Sra quer? - Sim.
Volto logo.
Ele realmente gosta disso?
Mas n�s tamb�m podemos!
- Vamos. - N�o, � melhor esperarmos o Will e a sidra.
Mas ele vai nos encontrar. Eu quero ouvir as meninas tocarem.
Voc� vai na frente. Eu s� vou...
Passeie por a� e tente entrar no esp�rito das coisas.
Vou passar e torcer um pouco pela anjinha Annie.
Voc� tem aquela cidra?
Sim.
- Ei, como vai? - Como voc� est�?
Ei rapaz!
Estava me perguntando onde voc� foi ultimamente.
Claro, voc� est� se perguntando.
Voc� tem perdido muitas horas de sono,
pensando onde eu estive ultimamente.
Rapaz, voc� n�o pode apenas uma vez olhar para mim e...
E dar um sorriso, hein?
Desde quando voc� precisa dos meus sorrisos, papai?
Desde quando?
Bem, onde est� Mary?
Eu venho sozinho.
N�o devia deixar aquela mocinha sozinha. Aprenda comigo.
Uma mulher precisa de...
muito amor.
At� mais, garoto.
Ei...
Para voc�.
Posso...
- Voc� pode segurar isso? - Sim.
Voc� est� irradiando alegria.
Seus olhos brilham.
Isso me deixa feliz, Libby...
Me deixa muito feliz.
Olhe.
- Espero que tenha pego, Will. - Eu ...
vou guard�-lo...
a foto de uma idiota absoluta.
Como voc� exagera!
Bem, olhe para n�s...
N�o te ocorreu que ser�amos os
amantes mais inapropriados do mundo?
Est� dizendo que n�o combinamos?
Em quase todos os pontos...
completamente, ridiculamente e absolutamente.
Errada, Libby.
Voc� � como eu.
A primeira vez que vi voc�,
eu senti isso.
Oh, se eu...
Se eu pudesse olhar para voc� e n�o tremer.
N�o se assuste, garota. S� n�o deixe que isso te assuste.
Sabe, Libby...
Eu nunca vou lhe fazer nenhum mal.
Will!
Will!
Ellen!
Oh, pelo amor de Deus!
Aconteceu alguma coisa?
Oh, m�e, n�o se assuste. Sempre se preocupando.
Claro que n�o. Pelo contr�rio.
Pode colocar a sacola na varanda.
Bucky est� bem? E Marc?
Eles est�o bem.
Bem, gra�as a Deus tenho um cora��o forte.
Por que voc� n�o enviou um telegrama? Poder�amos ter encontrado voc�.
Tive vontade de te surpreender.
Onde est� o papai?
- Em Gatlinburg... Biblioteca. - Oh, entendi...
- Muito obrigado. - Obrigada Senhora.
Devo dizer, o campo certamente
lhe fez bem. Voc� parece t�o...
jovem.
Pode deixar isto pra depois.
Agora eu quero saber por que voc� veio.
Estou t�o animada. Eu s� tinha que vir pessoalmente, sabe?
Eu n�o sei como o papai vai aceitar isso.
Voc� vai ter que me ajudar com ele.
� sorte que ele n�o esteja aqui agora. Assim, n�s podemos resolver tudo isso.
� encantador!
Voc� n�o acha que criou bastante suspense, ou
prefere que fazer um tour pela casa primeiro,
e conversamos sobre o que quer que tenha trazido voc� at� aqui.
Voc� n�o quer que eu aproveite meu momentinho, hein?
Ellen, estou esperando.
Tudo bem...
Fui aceito em Harvard... A faculdade de direito.
Voc� n�o me ouviu?
Mam�e!
Eu pensei que voc� ficaria emocionada.
Achei que meu pai seria meu �nico problema.
Voc� sabe como ele acha sobre carreiras para mulheres.
E seu marido, o que ele acha?
Uma vez que ele acabe com toda aquela tolice,
que eu o estou diminuindo,
ent�o ele ficar� animado com a perspectiva.
Quero dizer, o casamento deve ser uma parceria.
- Por que a mulher n�o deve contribuir? - Mas ela contribui.
Como m�e e como esposa.
Voc� sabe o que isso significa?
N�o significa escravid�o.
N�o � todo dia que Harvard aceita uma estudante de Direito.
Minha filha, a advogada.
Tr�s anos...
anos dif�ceis...
E depois o diploma.
Eles sugerem que eu v� para Cambridge imediatamente.
Olha, m�e, n�o estou me enganando.
Eu sei que � o fato de o papai ter ido l� me rendeu uma considera��o especial.
Agora cabe a mim provar que mere�o isto.
Estou planejando partir nos pr�ximos dias e
estou contando com a volta de todos juntos.
Simples assim... Fazer as malas e ir embora?
Eu sei que voc� ter� que fazer alguns arranjos.
Mas, Ellen, seu pai est� trabalhando duro em um
projeto muito dif�cil que significa muito para ele...
E para mim.
Ele pode escrever em Nova York.
� apenas um livro did�tico, mam�e.
Ele n�o precisa ficar aqui no meio
do nada e comungando com a natureza.
Quero dizer, ele n�o est� escrevendo
o grande romance americano.
O fato � que voc� precisa de uma bab�.
Mam�e!
Eu me pergunto se voc� j� pensou em mim como... Se me permite
uma palavra que foi adotada pelos muito jovens... Como pessoa.
Voc� � minha m�e.
Que grande descoberta voc� fez.
O que aconteceu com voc�?
� apenas primavera.
S� primavera.
E eu esperava ver o ver�o
aqui e o in�cio do outono.
- Biscoitos, hum? - N�o, obrigada.
Devo dizer, eu...
estou bastante chocada por sua atitude.
Algo aconteceu com voc�, m�e. O que foi?
Agora...
O que voc� sabe sobre mim?
Ah, mam�e!
Eu me pergunto. Em todo o mundo, j� houve
uma crian�a que realmente conhecesse sua m�e?
Eu acho que voc� est� sentindo pena de si mesmo.
Oh, isso n�o seria terr�vel.
Fora de prop�sito!
Apenas os jovens s�o livres para escolher?
Foram surpreendidos e encontraram...
alegria.
Infelizmente sim.
Os idosos assumiram seus compromissos.
Eles aceitaram suas responsabilidades.
Eles t�m outras compensa��es.
Tal como?
Paz de esp�rito.
Mam�e, eu preciso de voc�.
Em toda a minha vida, exceto
na �poca em que dei � luz Bucky,
Nunca precisei tanto de voc�.
Por favor, mam�e, me d�
essa chance. Deixe-me...
ser algu�m.
Bucky n�o pode ficar com qualquer pessoa agora que come�ou na escola.
Mark fica perdido com ele.
Se eu pensasse que teria que deix�-lo com uma bab� ou...
E se eu n�o fosse viva?
E se voc� n�o me tivesse?
Mas est� viva, e eu tenho voc�.
Sim, entendo.
Estou viva, e voc� me tem .
Mam�e...
Me d�i te ouvir dizer que n�o te conhe�o.
Voc� � uma pessoa maravilhosa.
Sempre a admirei, a respeitei,
e a amei, e tentei imit�-la.
Eu sei que o papai pode ser muito dif�cil.
Ele � ego�sta, mas
qual homem n�o �?
Mam�e,
tenho certeza que ao longo dos
anos, voc� se perguntou muitas vezes...
Como teria sido se voc� n�o tivesse casado com o papai quando o fez...
Se voc� tivesse seguido outro rumo.
Voc�...
Voc� j� pensou nisso?
Em mim?
Sim, mam�e.
Eu amo esse lugar.
Querida...
Voc� consegue entender?
Eu estou tentando.
Voc� e eu, tivemos
medo da mesma coisa
inutilidade...
De finalmente n�o ser nada.
Voc� quer ser algu�m.
N�o foi isso que disse?
Eu tamb�m.
Voc� est� dizendo que n�o vai voltar?
Voc� n�o vai me dar essa chance?
Sim, querida...
� o que estou dizendo.
Voc� estava esperando meu pai, n�o �?
Estava esperando meu pai?
Saia do meu caminho.
Voc� est� b�bado!
Eu conhe�o bem meu pai?
Como uma abelha na flor, aquele velho.
Ele n�o deixaria de se
interessar por uma mulher como voc�, deixaria?
N�o � mesmo! N�o � nada disso.
Ent�o, como diabos � isso, diga?
- Como �, diga? - Me deixa.
Como �?
Rapaz...
Solte a senhora.
Papai, n�o se meta comigo.
Por que voc�...
Por que est� fazendo isso?
Olhe para ele.
Veja quantas rugas ele tem.
V� que velho ele �?
Muito bem, rapaz.
Vamos embora.
N�o vai embora, papai! Eu tenho uma arma!
- Meu Deus... - Calma agora, calma!
Para que precisa de uma arma?
Eu n�o preciso dela, papai...
mas se eu precisar...
Eu a tenho.
O que quer com uma arma?
N�o devia apontar
uma arma para mim?
Rapaz, eu...
Eu sou seu pai.
O que voc� fez por mim, papai?
O que foi que voc� j� fez por mim?
O que...
O que voc� quer que eu fale?
Papai...
Eu vou ter que te dizer.
Sen�o nunca vai saber.
Entendo.
Acho que voc� percebeu que chegou a hora, n�?
Voc�,...
Voc� quer brigar com seu velho.
� isso que voc� quer?
Isso vai te fazer feliz?
Voc� acha que talvez eu n�o aguente com voc�?
Talvez voc� aguente.
Agora, abaixe essa arma.
Largue essa arma e venha at� aqui.
Talvez voc� aguente comigo...
Mas...
Mas me enfrente...
como um homem.
Foi um trabalho de homem que eu vim fazer com essa mo�a da cidade,
e vou deixar isso bem claro para ela, papai...
Como se voc� nunca deixou!
Rapaz!
Rapaz, acorde.
Rapaz, acorde!
Rapaz!
Vamos, acorde!
Vamos.
Rapaz, abra os olhos.
Vamos, rapaz, abra os olhos!
Rapaz.
Acorde!
� melhor lev�-lo a um m�dico.
Filho.
Libby...
Voc� n�o estava aqui.
Voc� n�o viu isso acontecer.
Voc� entendeu direito?
Este � o dia mais terr�vel da minha vida.
Ajude-os, senhor Jesus.
Ajude-os a entender...
Pois voc� est� apenas devolvendo uma parte de
sua pessoa � terra da qual ele n�o precisa mais.
Am�m.
Deus te aben�oe, Will.
Deus te aben�oe, Annie.
Obrigada.
Vou pegar o carro.
Ah, Will...
Eu tenho procurado por voc� em todos os lugares.
Libby, eu...
Eu estava procurando a paz.
Voc� parece t�o cansado.
Venha.
Sabe o que descobri?
As nuvens continuam se movendo...
Sim.
Libby...
N�o estou pesando em voc�?
N�o, querido.
Diga isso de novo.
Querido.
Libby...
Tudo o que tenho agora...
� voc�.
Roger?
- Oh. - Qual � o problema?
Eu... eu n�o conseguia dormir.
Nem ler. Estamos sem luz.
Posso fazer um caf� para voc�?
N�o, obrigado.
O que �?
Oh, �... Como a tempestade.
Vai passar pela manh�.
Roger, pelo amor de Deus,
se algo est� incomodando voc�, diga.
Vou fazer uma bebida para n�s.
- Eu n�o quero beber. - Eu quero.
Tudo bem, h� algo...
Um acontecimento menor,
que eu quero descontar na civiliza��o,
Silenciosa, despercebida,
coisa � parte, lugar comum...
Eu.
Esse lugar...
foi importante para n�s dois, n�o �?
Acho que voc� encontrou algo aqui, Libby.
Essa � a parte boa...
E eu perdi alguma coisa...
Mas isso tamb�m � bom,
de certa forma.
Afinal,
est� na hora de voltar para casa.
Eu quero ir, Libby.
Quero que voltemos.
Voltar?
Quer que a gente volte?
E desistir?
Desistir do livro?
Por que quis encontrar um lugar como este para vir?
Voc� n�o se perguntou isso?
Eu precisava...
Um canto neutro para que eu pudesse lutar.
Eu ia fazer este livro.
Eu ia mostrar a eles. Ia mostrar a mim mesmo.
Sempre achei que havia tempo... Muito tempo.
N�o h�, n�o � mesmo?
52 anos, nenhuma vit�ria neste mundo, apenas...
marcas no quadro-negro.
O que voc� est� dizendo?
Onde est� o livro que vim escrever?
Ainda resta oito meses!
N�o, Libby, n�o. N�o est� funcionando.
Oh, n�o � um trabalho ruim, �
adequado, � escolar e � chato!
Voc� disse, � pedante.
Incr�vel, n�o �? Imagine receber meio sal�rio
pelo privil�gio de descobrir que � bem med�ocre,
na verdade, quando se podia ficar com o
sal�rio integral e manter a ilus�o de brilhantismo.
Roger...
Eu te conhe�o muito bem...
Ou n�o?
Estamos em um momento de mudan�a, Libby.
Algum de n�s se conhecia?
Espero que agora sim.
� engra�ado, n�o �?
Um homem pode perder um bra�o,
as pessoas t�m pena dele...
Perde um filho,
chora por ele, mas...
Se ele se perder,
ele passa t�o silenciosamente quanto um...
marshmallow em uma x�cara de chocolate quente.
- Ent�o, o que houve! - Vamos partir.
N�o estamos em setembro ainda.
S� vim me despedir.
Will!
Sim, Annie?
Oh, Libby?
Ol�.
Eles v�o embora.
Hoje...
Esta tarde.
Por que fazer uma coisa dessas?
Minha filha...
Ela est� doente?
N�o, minha filha est� indo para a faculdade de direito e
tenho que cuidar do meu neto.
Adeus, Sra. Cade.
Sentirei sua falta.
Adeus, Will.
Adeus.
Libby, eu te amo.
Libby...
Eu te amo.
N�o � nada n�o...
Nem uma forma de viver, nem cuidar de uma crian�a...
Nada significa o mesmo que isso.
Por que voc� se envolveu comigo? Eu sou...
demais complicada.
Eu devo partir.
N�o � o que voc� quer.
Sim...
Sim...
� isso. � exatamente o que eu quero.
Ent�o me diga por que, Libby.
Como voc� pode fazer isso quando...
Quando matei meu pr�prio filho por voc�?
Voc� n�o deve dizer isso. Isso foi um acidente.
Eu bati nele.
Por que voc� acha...
que eu bati nele?
Eu nunca. .. Nunca bati nele antes.
Will, me ajude.
Libby, por favor, fique. Libby, por favor.
N�o me deixe.
Tudo bem, Libby.
Vou te ajudar...
Porque � assim que eu te amo.
Voc� volta para sua cidade e eu estarei aqui esperando
porque eu n�o vou a lugar nenhum.
E Libby...
Libby...
Eu nunca vou morrer.
Oh, Deus, Will.
Voc� ainda acredita em milagres...
Mas eu n�o.
Eu quase acreditei.
Ah, cheguei t�o perto.
Adeus, Will.
Como foi bom
ouvir uma palavra gentil
novamente
de vez em quando eu desejo
para ontem
uma caminhada na chuva de primavera
um tempo para fingir
que um dia voc� aparecer�
a tempo de n�s dois compartilharmos
um passeio na chuva de primavera
Legenda: LABOK Fevereiro / 2023
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