All language subtitles for Framed.A.Sicilian.Murder.Mystery.S02E02

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian Download
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Por favor, não faça isso!

Não quero pagar por proteção!

O que se passa aqui?

Nada. O Tonino disse que há pessoas que acordam do coma com sons familiares.

- Anda ajudar-me. - Claro.

Anda! Grita!

Pouse a faca!

- A machadinha. - A motosserra.

Não quero morrer e ver as minhas tripas espalhadas.

Não magoe a minha mulher e a minha filha!

- Nem os meus avós. - Ou os meus vizinhos.

Eles não fizeram nada, Santo Padre!

E pouse essa granada!

QUE GRANDE EMBRULHADA!

A busca pelo Santo Padre continua.

O chefe da máfia voltou a fugir às autoridades,

que estão agora a revistar a Sicília a pente fino.

PROCURA-SE ZELADOR

Uma coisa é certa:

enquanto o Santo Padre estiver à solta ninguém está seguro.

SELADA PELA POLÍCIA

Perguntamos, com esperança: "Haverá mais vítimas?" Esperemos que sim.

Mãe, tenho de casar

Minha filha, a quem te devo dar?

Mãezinha, trata disso tu

Trata disso tu

Pinuccio.

Alguém quebrou os selos.

E a porta está aberta.

Temos de chamar a polícia.

Espera!

O homicídio do Gambino ainda é um mistério.

O caso está aberto.

Pinuccio, estas séries de TV só te fazem mal.

Pinuccio, tens a certeza?

Confia em mim. Anda.

Pinuccio.

Confia em mim.

Foi aqui que o Gambino passou as suas últimas horas.

Meu Deus!

Jesus, Maria e José, dou-vos o meu coração e a minha alma.

Pinuccio.

Tommaso. Percebes onde estamos?

Pinuccio, alguém desviou uma estante na outra sala.

E parece que há uma sala secreta por trás.

- Percebes? - Uma sala secreta?

- Pinuccio. É melhor irmos. - Para onde?

Não vês? Pela primeira vez, posso ver a cena de um crime!

Anda. Fazemos um vídeo, ponho-o no Facebook e vai ser viral.

Pinuccio, por favor, fico mal nos vídeos.

Que importa se ficas bem ou mal? Olha para aqui.

O coração está bem.

- A tensão arterial também. - Que bom.

No geral, ele não está mal, mas o ombro preocupa-me um pouco.

Além disso, gostaria de descartar aquela coisa da cabeça...

Quando batemos com a cabeça...

- Uma concussão. - Sim, uma concussão.

Mas para o poder descartar temos de pôr a cabeça dele numa...

Numa... Como é que...

- Aquilo que fazem nos hospitais. - Uma ecografia?

Ecografia? Que ecografia?

É uma máquina mais importante.

A lista de espera para a usar é enorme. É preciso ter amigos nos sítios certos.

- Uma ressonância magnética. - Uma ressonância?

Santa ignorância.

Mas, dadas as circunstâncias, não dá.

As próximas horas serão cruciais.

Já agora, o Santo Padre anda a tomar os medicamentos para a diabetes?

Que medicamentos?

A glicemia dele está altíssima.

Bem, voltarei para o ver nos próximos dias.

Vai com o professor.

Se não voltas em 45 minutos, o teu amigo está morto.

Desta vez, não posso ir eu e ele fica cá?

Não.

Vamos, professor.

POLÍCIA FORENSE

És sempre o primeiro a chegar ao local do crime, não és?

São os tipos que interrogámos sobre a morte do Gambino.

E o que estavam a fazer aqui?

O que faz isto aqui?

Tonino, o que procuras?

O sal.

O sal está no armário da cozinha.

Porque estaria no armário da TV?

Disseste-me que já não tinhas televisão.

É só para ver a previsão do tempo.

Já não vejo séries de TV. Já te disse uma vez.

Seja como for, desta vez vão matar-nos.

Não. Não te preocupes.

- Ele cometeu um erro. - Qual?

Desligou os nossos telemóveis.

Já alguém nos deve estar a ligar e à nossa procura.

E vão procurar-nos aqui.

E vão encontrar-nos mortos.

Morremos se continuares a queixar-te.

Logo agora que eu ia viver com a Agata.

Não perdeste nada.

Ia ser a primeira vez que ia viver com uma mulher.

Meu querido amigo,

viver com uma mulher é um inferno cheio de armadilhas e regras.

Regras e armadilhas.

O que sabes tu?

O que sabes?

A primeira regra é nunca te esqueceres de um aniversário.

O primeiro encontro, o primeiro beijo, quando disseste que a amavas,

a primeira vez que comeram um gelado, a primeira vez que a levaste a casa.

Todos os dias há um aniversário.

Se te esqueces de um único, ela acha que já não a amas.

- A sério? - Sim.

A segunda regra é que tens de lhe tirar uma foto sempre que ela sair de casa.

Porquê?

Assim, quando ela voltar, percebes se foi ao cabeleireiro e podes elogiá-la.

Mas não exageres, senão ela diz: "Mas não estava bonita antes?"

- E estás tramado. - Claro.

É uma armadilha. Cuidado.

É uma pescadinha de rabo na boca.

Por fim, a terceira regra, amigo.

Quando é verão, estão 50 graus,

vocês estão na cama e ela se aproxima, embrulhada num pijama de flanela,

põe os pés a ferver entre as tuas pernas

e diz "Deixa-me aquecê-los, estão frios",

sofre em silêncio.

Entendido?

Senão, ela vai achar que já não a amas.

Nunca pensei que fosse tão difícil.

Tu fizeste estas coisas todas?

Nem uma.

Mas estou feliz,

porque eu sou um homem novo desde que acabei com a tua irmã.

Ouve, eu sei que estás sozinho.

Não há festas todas as noites.

Pois não.

Santo Padre.

O que foi?

Al...

Que estás a dizer?

Alh...

Estás a queimar o alho, Coisa Inútil!

Bem-vindo de volta, Santo Padre.

Eu vi o que vem a seguir.

O Paraíso é um lugar maravilhoso.

Só um homem é que manda e ninguém tenta tramá-lo.

O que é?

O meu ombro.

Onde?

Tira a mão.

Olha, vocês também cá estão. Os meus dois traidores.

Os que me queriam prender.

- Não, Santo Padre. Percebeu mal. Foi... - Foi um mal-entendido.

Mas eu não guardo rancores.

Só sinto amor.

- Amor. - Claro.

Porque lá em cima

é melhor do que aqui em baixo.

Porque lá em cima,

ninguém é...

... in...

Inoportuno?

Incontinente?

Infame como vocês.

Pois, "infame". Esta era fácil.

Agora, a única coisa que quero é prender aquele maldito assassino.

Vou honrar este distintivo

e vingar o meu irmão e amigo.

- Já te disse que não posso. - John!

Isto é um assunto importante.

Achas que é a altura certa para chamadas?

Peço desculpa. Era a minha mãe.

CHAMADA MÃE

Diz, mãe.

Olá, querida. Estou a fazer almôndegas de sardinha para o jantar de hoje,

um pouco de caponata,

uma omelete de batata e rolinhos de beringela.

Que voz é essa?

Como prato principal, canelones com mozarela.

O Valentino é alérgico a laticínios.

O teu irmão não vem. Vai jantar com aquela mulher.

É por isso que estás chateada? Até parece que alguém morreu.

Ele diz que vai conhecer o filho daquela mulher.

Mãe, deixa-te disso.

Tentei ligar-lhe para o convencer.

Mas nada. Desligou o telemóvel de propósito!

Mãe, o Valentino é um homem adulto.

Logo agora, que tu finalmente largaste aquele homem,

ele junta-se àquela mulher.

"Aquele homem" tem nome, é Salvo.

Mas tudo bem, vemo-nos logo à noite e comemos juntas.

Mas vou levar a minha quinoa e cuscuz de legumes.

Está bem.

Ao menos comes o bolo?

Já está feito.

Mais uma vez, a nossa Sicília dá-nos a doçura do acordar

e a amargura da morte.

Todos se devem lembrar do brutal assassinato do Sr. Gambino,

o contabilista da máfia que se queria redimir.

Parece que alguém decidiu regressar a esta casa,

que se pode considerar amaldiçoada.

É possível que quisessem roubar algo de uma sala secreta.

Vamos mostrar essa sala secreta

nesta gravação feita, em exclusivo, para si.

Vamos reproduzi-la.

Cá está ela, a sala secreta que prometemos mostrar, onde...

Mas o que é isto? Sergione?

Deste-me 50 euros e ainda queres filmar também?

Estás a brincar?

A questão é o que estava o Sr. Gambino a esconder...

O que estava a esconder? Baixa a câmara.

Era ali que estava o meu dinheiro.

Ali.

A notícia é a prioridade.

- Faz o que eu digo. - Que notícia?

Tens de dizer ao Primo Sale

para encontrar de imediato quem matou o Gambino e os dois trabalhadores.

Antes que a polícia o encontre.

Santo Padre.

Esqueceste-te? O Primo Sale está preso.

Foi esta a gravação nua e crua que filmámos exclusivamente para si.

Estariam os dois trabalhadores lá por acaso?

Ou estariam à procura da mesma coisa que o assassino procurava?

Não sabemos o que procuravam,

mas sabemos o que encontraram.

A morte.

E qual é o papel do Santo Padre nisto tudo?

Onde está ele? O que está a fazer?

Os inspetores querem respostas para todas estas perguntas.

Neste momento, está tudo envolto em nuvens negras e densas...

Eu trato disso.

... ainda mais inquietante.

O que é igualmente inquietante é o ambiente que aqui se sente.

Os pássaros pararam de cantar.

E as crianças pararam de brincar.

E agora perguntamo-nos, assustados: "Haverá mais vítimas?"

Ninguém sabe.

Mas, se houver, eu estarei lá.

Sou o Sergione. Passo a palavra ao estúdio.

A morte traz consigo o desespero, principalmente quando morre gente boa.

Estes trabalhadores tinham filhos maravilhosos

e belas esposas que conheceram na primária.

Um amor sem fim.

Um amor eterno.

"Amor, que a amante nenhum amar perdoa",

como disse Dante, a quem esta rua foi dedicada.

Assim se despede Bellomo. Passo a palavra ao estúdio.

Genial.

- Então, doutor? - Estão mortos.

Aposto 100 euros em como eles não têm nada a ver com o caso do Gambino.

Entraram, apesar de estar selada. O risco foi deles.

Tu não dizes nada?

Mais ação e menos conversa!

Vá lá!

CHAMADA AGATA AMOR

Ele rejeitou a minha chamada?

Queres queijo? Não, esqueci-me.

És alérgico a laticínios.

Santo Padre. Estamos aqui há muito tempo.

Digo isto para seu bem. Alguém virá à nossa procura.

E aí vão ter de nos matar. Mais vale matar já.

Então! Podes calar-te?

Santo Padre, não é verdade. Matar-nos não é a melhor solução.

Ouvimos, por acaso e sem querer,

que procura quem matou o Gambino e os trabalhadores.

Isto é informação que nós podemos arranjar.

Ele vive com a comissária Scalia.

O que é que tu... Santo Padre, ignore-o. Ouça-me.

Matem-nos já. Está bem?

- Comecem por ele. - O quê?

Se eu fizer o que dizes...

- Não pode ser, porque... - Deixa-o falar. É o Santo Padre.

- Se eu fizer o que dizes... - Insisto que não dá.

- Olha... - A decisão é minha.

Se eu fizer o que dizes,

como sei que não me vais trair?

- Sim, exato. - Santo Padre.

Não. Ouve lá... Dou-lhe a minha palavra de honra.

E quando um siciliano dá a sua palavra, está dada e acabou. Ou não é?

E como sei que vais cumprir a tua palavra de honra?

O que foi isso?

Desculpe, mas está a duvidar da minha palavra?

Está a ofender-me.

Se é isso que pensam, vou-me embora.

Estou fora.

Não podes ir embora.

Convenceste-me.

Agora, sou eu que vos dou a minha palavra

em como esta noite estarão de volta a casa, sãos e salvos.

Para poderem espiar a inspetora.

Obrigado. Obrigado, Santo Padre.

- Santo Padre. Mais vinho. - Só um pouco.

Ele é um tolo.

Assim que sairmos daqui, vamos à polícia.

- Santo Padre... - Tem calma, não te preocupes.

Sim, chegámos. Mexe-te.

Mãe!

Que cheiro é este a alho queimado?

A culpa é do Coisa Inútil. Ainda não sabe fazer o estrugido.

O que fez ele desta vez?

Eu? Nada.

Mãe, tem calma. Não te preocupes.

Salvo, mas...

Esta não era a casa do teu avô?

Sim.

Deste a tua palavra de honra em como a ias renovar.

Sim, mas...

Mas, verdade seja dita,

nunca cumpriste a tua palavra.

Vá lá, isso não é verdade.

Não acreditem nas promessas dele.

Aquele homem não tem honra.

Eu sei, minha senhora. Por isso é que a senhora está cá.

Posso? Santo Padre.

Não posso dizer que é um prazer conhecê-lo.

Lamento se os meus homens foram um pouco brutos.

Os seus homens devem ter aprendido consigo.

A senhora está cá por um motivo específico.

Santo Padre.

Aqui estão as compras,

as roupas para si e para o Tonino

e isto são os seus medicamentos para a diabetes.

Veja se os toma.

Falei com o médico.

Como estava a dizer, a senhora está cá por um...

Santo Padre, se não precisa de mim, vou voltar para a padaria.

Está cheia de gente.

E eu tenho de ir pintar a casa de uma cliente.

Papo-seco,

esquece a padaria.

Picasso,

guarda o pincel.

Minha senhora.

Como estava a dizer,

temos um acordo com o seu filho e o amigo dele.

Assim que eles me derem informação sobre um assassino misterioso,

esta sua aventura desagradável termina.

Vocês os dois, como prometido,

poderão ir para casa.

Como veem, eu cumpro a minha palavra.

Mãe, não te preocupes. Vou salvar-te a vida. Tem calma.

Já me mataste.

Foste viver com aquela mulher.

Mãe, "aquela mulher" tem nome.

Olha lá, rapaz!

Respeita a tua mãe.

Lembra-te de que mãe só há uma.

Obrigada.

O meu filho merecia muito melhor.

Ouve, na cozinha está uma omelete de batata.

Podes comê-la ao jantar. Está bem?

Se não acabares, o que fazes?

Embrulhas em película aderente e pões no frigorífico.

Podes comer amanhã ao almoço.

A omelete fria é ainda melhor.

Amanhã, ao pequeno-almoço...

Eu sei bem que não queres saber da tua ex-sogra.

Não!

Se a matar, faço-te um favor.

Como assim? Adoro aquela mulher.

Não te ponhas a beber coisas com gás só porque eu não estou.

Fazem-te mal.

Eu queria raptar alguém próximo de ti.

- Mas não encontrei ninguém. - Pois.

E sabes porquê?

Porque estás sozinho.

Assim que saíres daqui, podes ir à polícia e nós vamos todos presos.

O quê? Isso não é nada a minha cara.

Seja como for, se nos prenderem,

mandamos-te matar a partir da cadeia.

Isso seria a vossa cara.

Já nos entendemos.

Tem cuidado, sim?

Tu também, mãe.

- Tonino. - O que foi?

Promete que não magoas a minha mãe.

Claro... que não.

Não... te preocupes.

Ele não é aquele homem que gagueja quando mente?

Vamos.

Vá lá.

Vocês os dois, venham cá.

Muito bem, rapazes.

Isto é teu.

E isto é teu.

Só os podem ligar quando estiverem longe.

Idiotas!

Vocês são tão estúpidos!

Isto não é um trabalho que se possa fazer como passatempo!

Santo Padre. Não se zangue. O médico disse que isso piora a diabetes.

E eu estou-me completamente a cagar para aquilo que disse o médico!

- Ela está em perigo por tua causa. - Eles é que estão em perigo com ela.

E não é verdade que eu vivo com a Agata.

Mas vais viver com ela. Muda-te já, para a poderes espiar.

Não volto a mentir-lhe, ouviste?

Não posso atender. Vê quem é.

É a Agata.

Atende, mas cuidado com o que dizes.

Vê lá.

Olá, Agata.

Vale! Finalmente!

Não atendeste o dia todo. Até rejeitaste uma chamada.

Sim, estava num sítio com pouca rede.

Está bem, mas para a próxima avisa-me.

Bem, eu vou ao aeroporto buscar o Robertino.

Suponho que não possas vir comigo.

Não, infelizmente, estou a trabalhar.

- Estou entusiasmada com esta noite. - Eu também.

Tenho de desligar. Adeus.

Estás maluco? Desligas assim? Tu sabes que ela é polícia?

- Ela vai descobrir. - Não posso, Salvo.

- Tem de ser. - Não dá.

Tem de ser, vá lá.

Hoje vais a casa da Agata e finges que não aconteceu nada.

- Está bem, eu vou. - Boa.

- Mas vou dizer-lhe a verdade! - Por favor, Valentino!

Não lhe podes contar!

Vou dizer-lhe a verdade!

- Agata, tenho uma confissão. - Olá!

Estava de passagem, vi o Valentino e temos um assunto de trabalho pendente.

Posso? Estou a incomodar?

Claro que não.

Nada disso.

Fazemos-te companhia, já que estás sozinho.

"Sozinho"? Como assim? O que queres dizer?

Nada. Mas acabaste de te separar.

E depois? Estou feliz por me ter separado. Estou a divertir-me imenso sozinho.

Bela casa. Parabéns. Ainda não a tinha visto.

Obrigada.

Ora, rapazes. O meu filho Roberto está lá dentro.

Por favor, não falem sobre o meu trabalho.

Nem sobre os trabalhadores que morreram?

- Está nos jornais. - Vá lá...

Exato. De nada disso.

Está bem. Não se fala.

Salvo, tu tens algo em comum com o Robertino.

A sério? O quê?

Ele adora séries de televisão.

A sério? Boa.

Cá estás tu, querido.

- Então? - Mãe?

Tu estás com um tipo assim?

Até quando sorri parece um idiota.

Não, amor.

O que está a sorrir é o Salvo.

Ele é o Valentino.

Sou eu, Robertino. Prazer em conhecer-te.

Sou o Valentino. Olá.

Mãe, acho que mereces um homem melhor.

Sim, é verdade. Lá isso é.

Sim, o miúdo tem razão.

Bem, Robertino.

Ouvi dizer que és fã de séries de TV, como eu.

Aposto que vês The Touch of the Killer.

É fantástica.

Essa série é para velhos.

Pois, claro. É para velhos.

Estou a ver The Body Language.

Interessante. É sobre quê?

Um detetive que encontra logo os assassinos

porque identifica mentirosos pela linguagem corporal.

Interessante. Vou ver, de certeza.

Mentiroso!

Baixaste o olhar e mordeste o lábio direito.

Desculpa, ele está cansado da viagem.

Vamos sentar-nos?

Anda, querido.

E está cansado. Imagina quando não está.

Mãe?

Cheguei.

Mãe?

Estás cá?

Sra. Antonietta.

Tem de ser convincente.

Não me ponha numa posição difícil. Atenda.

Querida!

Mãe, onde estás?

Estou fora.

E o jantar?

Desculpa, amor.

Esqueci-me disso.

Deixaste a cozinha num caos.

E a torneira estava aberta.

Vieram buscar-me de repente e...

Estou em casa da Graziella.

Era uma emergência.

Quem é a Graziella?

A Graziella, a minha amiga de infância. Tu sabes quem é.

Sim, já sei, a Sra. Graziella.

Não sabia que ainda eram amigas.

Ela tem estado um pouco em baixo,

porque o filho se casou, de repente.

E ela sente-se sozinha.

Que idade tem o filho?

Nem chegou aos 50.

Vocês não são normais.

Tenho de desligar, sim?

Não, tenho mesmo de ir. Está bem?

Adeus.

Adeus, querida.

Desculpe. Posso fazer outra chamada?

É um minuto.

Lamento.

Não posso permitir.

Tonino. Onde está o manjericão?

O molho já está ao lume.

O manjericão só se põe no final.

Senão, perde o aroma.

Desliga o fogão, junta o manjericão e fecha a panela.

Mãe, como podes estar com um tipo assim?

Disseste que ajudavas com as entradas. Já está?

Anda.

Por favor, não faças nada estúpido.

Percebes que a vida da tua mãe está em risco?

A tua maravilhosa mãe.

Não há outra mãe assim, te garanto.

Atende tu.

- Quem é? - A Ester.

Não falamos há séculos.

Atende tu. Não lhe posso mentir a ela também. Vá!

Estou, Ester? Diz.

Salvo? Estás com o Valentino?

Não, roubei-lhe o telemóvel e fugi. Claro que estou.

Está na casa de banho e não pode atender.

Bem, ao menos podemos falar.

Sim.

Não falamos há imenso tempo.

É verdade.

Como estás?

Maravilhoso.

Está tudo bem. Estou às mil maravilhas.

Boa. Fico feliz por saber.

Eu estou exausta.

Não preguei olho esta noite.

Dormi muito pouco.

- Porquê? Que aconteceu? - Ando a ver The Look Of The Killer.

É fantástico.

É?

Tu andas a ver?

Sim. Quero dizer...

De vez em quando.

Às vezes, porque estou sempre fora.

Bares, discotecas, amigos, amigas...

Principalmente amigas.

Muitas amigas que nunca me largam.

Mas pronto. O que ias dizer ao Valentino? Posso passar a mensagem.

Nada. A mãe convidou-me para jantar, mas não está cá.

Tentei ligar-lhe, mas ela pareceu-me estranha.

Não. A tua mãe não é estranha. É estranho quando ela é normal.

- O Valentino pode saber alguma coisa. - Não sei.

Mas eu digo-lhe.

Tenho de desligar. Tenho croissants e um mergulho à minha espera.

Com as minhas amigas, claro.

Estamos quase nus. Aliás, estamos nus.

Disseram: "Vem já nu. Dá menos trabalho." Percebes?

Percebo.

- Está bem. - Adeus. Abraços.

Estou tão farto de tantas mentiras.

É sempre melhor dizer a verdade.

E a Agata não merece isto.

Que verdade é essa que têm para me dizer?

Sim, contem lá.

Agata.

O Salvo não quer que eu te conte.

Mas eu tenho de contar.

Legendas: Rita Castanheira

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.