Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Brunilde Pomsel nació el 11 de enero de 1911
y creció en Berlín.
Trabajó simultáneamente para el Dr. Hugo Goldberg,
Abogado judío y corredor de seguros,
y Wulf Bley, un nazi fanático,
hasta que consiguió un trabajo en 3rd Reich Radio en 1933.
En 1942 se trasladó al gabinete
por Joseph Goebbels, Ministro de Propaganda del Reich,
donde permaneció hasta el final de la guerra.
Es común a todas las cosas.
Todo lo bello tiene sus manchas.
Y lo horrible es también algo luminoso.
Nada es blanco y negro.
Siempre hay un poco de gris en todo.
UNA VIDA ALEMANA
SuB_VersioN League of Legends
Nunca imaginé que terminaría trabajando
con tantos criminales.
No hay forma de saberlo de antemano.
Durante ese tiempo,
y aquí digo que no trabajé "con él",
sino "para él";
él era para mí, por supuesto,
uno de los principales líderes, justo debajo de Hitler.
Discurso de Joseph Goebbels el 18/02/1943:
¡El Führer manda, obedeceremos!
En esta hora de reflexión y contemplación nacional,
Creemos firme e inquebrantablemente en la victoria.
Ella está frente a nosotros, solo tenemos que agarrarla.
Debemos decidir someternos a ella.
Es el imperativo del momento.
A partir de ahora nuestro lema será:
"¡Levántense, gente, y desaten la tormenta!"
Sobre Goebbels pode-se dizer uma coisa,
era um ator excelente.
Ele era um grande ator.
Nenhum outro ator seria melhor na transformação,
de uma pessoa civilizada e séria
numa pessoa enraivecida que berrava, do que ele.
Sem dúvida, como se ele não fosse a mesma pessoa.
Isso ficou nítido no evento do Palácio dos Esportes.
Quando vemos como uma pessoa
com quem você se relaciona
durante quase todo o dia no escritório,
elegante e inteligente,
consegue transformar-se em um anão raivoso.
Bem, um contraste maior seria inimaginável.
"Da mocidade, da mocidade,
sempre soa em mim uma canção." Joseph Goebbels
Caubóis e Índios:
Filme amador de 9,5 mm por Johannes Voshkamp,
Alemanha, 1930
Caubóis e Índios
Estrelando: Alfred Voshkamp e Herbert Birkenbeul
Índios de tocaia.
Um desbravador passa desprevenido.
O ataque!
Amarrado a uma árvore.
O socorro está a caminho.
Libertado.
Sei que pode parecer estranho,
mas ainda me lembro do início da Primeira Guerra Mundial.
Papai recebeu um telegrama:
"Compareça imediatamente. Ordem de alistamento."
Assim que a guerra começou,
meu pai foi um dos primeiros a serem convocados.
Ele retornou após o fim da guerra, em novembro.
Em suma, já estava em casa para o Natal.
Então nós, crianças, pensamos:
"O que esse estranho faz aqui?"
Naquela época, não éramos muito tolerantes.
Era um mundo bem diferente,
algo que as pessoas de hoje não conseguem entender.
Era praticamente outra vida, bem mais limitada.
E isso começava na infância,
se fosse mal-educado você seria castigado.
Não se conseguia nada com amor e compreensão.
Às vezes, apanhávamos todos juntos
e o papai dizia:
"Certo, todos vocês. Alinhem-se."
Todos eram castigados com o batedor de tapetes,
inclusive eu.
Isso sempre fez parte de mim.
O senso de dever prussiano, cumpridor,
quase submisso.
Só assim você conseguiria integrar-se ao grupo familiar.
Produção Original Russa:
Campanhas eleitorais em Berlim e Potsdam,
Alemanha, 1928 e 1930
Vote nos Comunistas!
Desperta, Alemanha!
Filie-se ao Partido Comunista da Alemanha (KPD)
As campanhas eleitorais eram memoráveis.
Mas política não era assunto para nós crianças.
Durante as eleições, perguntávamos:
"-Em quem você votou? -Isso não é da sua conta!"
Não deveriam falar assim comigo, eu teria crescido diferente.
Teria aprendido a importância da responsabilidade,
passaria a ser mais responsável.
Acabei me tornando uma pessoa frívola.
Enfim, isso influenciou o meu jeito de ser.
"Não Seja Um Otário":
Trecho do curta-metragem educativo
produzido pelo Departamento de Guerra Americano, 1943
Se me permite a pergunta, o que é um ariano?
Eu próprio não sei.
Mas vejamos
o que as nossas ilustres autoridades dizem a respeito.
Elas dizem que ele é alto.
Esbelto.
Tem olhos azuis.
E é loiro.
Não existe raça ariana.
E, o mais importante,
não existe raça superior.
Há pessoas que julgam essas ideias convenientes.
Mas não há respaldo científico.
Não há nenhuma evidência científica
que correlacione...
as características raciais de um homem
com sua capacidade intelectual ou seu caráter.
Em todos os grupos raciais,
encontramos as mesmas potencialidades.
Encontramos idiotas e gênios.
Encontramos criminosos e filantropos.
Devemos julgar cada homem como um indivíduo único
e não pela cor de sua pele, dos seus olhos
ou pelo comprimento do nariz.
Entrem, senhores. Fiquem à vontade.
Devo me recriminar por desprezar a política?
Não, pode ser bom.
O idealismo da juventude poderia facilmente descambar
num pescoço partido.
Lá atrás, tive um namorado, um estudante de Heidelberg.
Embora tenha sido meu 1º amor, não foi uma grande paixão.
Minhas amigas já saíam com seus namorados
e eu ainda não tinha ninguém.
Então, elas incentivaram meu namoro.
E assim foi até que, um dia, Heinz disse:
"Tenho 2 ingressos para o Palácio dos Esportes."
O Palácio dos Esportes tinha grande fama em Berlim.
Havia lutas de boxe,
corridas de patinação no gelo e assim por diante.
Os espetáculos atraíam multidões.
Então, eu o acompanhei até lá.
Fiquei muito empolgada, pois não sabia o que ia encontrar.
E me deparei com um bando de homens fedorentos,
sentados na arquibancada à espera de alguma coisa.
E nós esperamos juntos.
Então, começaram a tocar uma marcha bem alto
e entrou um homem gordo, que era Göring,
mas sequer sabia quem era.
E Göring engatou um discurso que pouco me interessou.
Política.
Me interessar? Como mulher, não fazia questão.
Fui logo dizendo para Heinz:
"Nunca mais me convide para um programa como esse."
Aquilo foi entediante.
Claro que fui com Heinz até o Portão de Brandemburgo
em 30 de janeiro de 1933, ele me arrastou até lá.
E lá todos acenaram para o nosso amado Führer.
Eu também acenei.
Por que não? Ele era uma novidade.
Não fazíamos ideia do que estava por vir.
Muitos poucos sabiam.
Mas minha vida seguia inalterada.
Em 1933, eu continuava trabalhando
para o Dr. Hugo Goldberg.
E é óbvio que eu não disse a ele
que havia saudado Hitler no dia 30 de janeiro.
Quis poupar o pobre judeu. Aliás, não vinha ao caso.
Certas coisas não se fazem.
Houve uma grande mudança, mas ninguém se deu conta.
Uma visão geral do tema só é possível a posteriori,
para entender como pudemos seguir adiante com aquilo.
Registros Particulares: Convenção do NSDAP
Ammerland, Baixa Saxônia, 1939
Tudo corria bem em Berlim até 1936.
A cidade era linda e muito bem-cuidada.
Aguardávamos os Jogos Olímpicos.
Os estrangeiros finalmente haviam chegado à Alemanha.
Muitos holandeses e dinamarqueses,
mas os franceses nunca foram nossos amigos.
A cidade toda estava em festa!
Foram tempos maravilhosos.
Julgamentos de Nuremberg:
Provas obtidas no Processo Contra os Ministros, 1947
Áustria, Alemanha, 1938
Salve a vitória!
Por toda a Áustria,
os soldados alemães foram recebidos com júbilo.
Estíria e Caríntia os acolheram calorosamente.
Salve a vitória!
TRAFEGUE PELA ESQUERDA!
Salve a vitória!
"Só o poder lhe permite realizar o que deseja!"
Joseph Goebbels
Na época,
eu trabalhava para o meu querido judeu Dr. Goldberg,
e já esperava que ele fechasse seu escritório
e vendesse seu apartamento na Alemanha.
Ele havia reduzido seus negócios a tal ponto
que só me permitia trabalhar meio período,
me pagando metade do salário.
Bem, então, meu namorado Heinz conhecia algumas pessoas.
Entre elas,
um escritor e subtenente da Força Aérea da 1ª Guerra.
Ele queria escrever suas memórias, mas não conseguia progredir.
Como ele não tinha ninguém para datilografar,
Heinz sugeriu o meu nome.
Remunerado, é claro. Aceitei encantada.
Ele se chamava Wulf Bley.
Assim, eu trabalharia para o Dr. Goldberg de manhã
e para o Sr. Bley, o nazista, à tarde.
Certo dia, pouco antes do Natal, Bley me disse:
"Mais uma eleição
e os nacional-socialistas terão sucesso."
Ele sabia que se isso acontecesse,
seu futuro estava garantido, com um grande cargo.
Havia centenas de pessoas
que estavam sendo contempladas com um emprego.
O Sr. Bley disse:
"Falarei com a Rádio para que você seja contratada."
"Você está no Partido, não está?" Eu disse: "Não, não estou."
Ele disse: "É melhor você se filiar logo,
isso é fundamental."
"A Marcha do Tempo": Discurso de Artur Görlitzer,
Vice-gauleiter de Berlim, Königsberg, Alemanha, 1935
O nacional-socialismo comprometeu-se a impedir
que os cidadãos alemães passassem fome,
enquanto não pudéssemos oferecer-lhes emprego.
No próximo inverno, daremos emprego em vez de comida.
É o mínimo que vocês merecem!
Minha amiga Eva Löwenthal, uma judia,
veio me ver no meio da tarde
para irmos até a cafeteria.
Eu disse: "Eva, eu não posso."
"Preciso me inscrever no Partido Nazista."
"Eu te acompanho!", ela respondeu.
E, em frente a um casario no bairro de Südende,
havia um grande cartaz:
"Filie-se ao NSDAP até o dia 31", e já estávamos no dia 30.
Havia um grupo de homens numa longa fila,
cerca de 80. Assim, fui para o fim da fila.
-"Todos estão se filiando ao Partido? -Sim, todos!"
Havia poucas mulheres.
Então, fiquei na fila aguardando.
Eva disse: "Espero você aqui."
Eva sentou-se num pequeno muro do jardim.
Lá dentro, forneci minhas informações.
Você só precisava dar o seu nome, idade...
e pagar a taxa de filiação de 10 marcos.
Por mero acaso, eu tinha essa quantia.
Na época, eu raramente andava com 10 marcos no bolso.
Essa quantia devia durar pelo menos 14 dias.
E agora teria de gastá-la na taxa de adesão,
para que emitissem meu cartão provisório.
Quando voltei, Eva ainda estava sentada lá.
Eu disse: "Eva! Isso me custou 10 marcos."
"Nossa, que coisa estúpida você fez!", ela disse.
"Talvez seja a minha chance de trabalhar na Rádio."
"Pelo menos é o que Sr. Bley havia me prometido."
Mas ainda tinha meu emprego com o Dr. Hugo Goldberg,
por 55 marcos ao mês.
Filme de Propaganda Americano:
Destinado aos operários masculinos e femininos,
Departamento de Guerra Americano, 1944
ARMA DE GUERRA
Cabeças nazistas parecem normais por fora,
mas o que as torna diferentes é o que se passa lá dentro.
Esta pequena máquina pensante
especializou-se no aprimoramento dos métodos de destruição.
Mas a arma mais engenhosa inventada por esse cérebro
foi essa!
ÓDIO RACIAL
ÓDIO RELIGIOSO
Os nazistas desenvolveram essa arma em tempos de paz.
O cidadão alemão era a cobaia.
Eles despejavam o material
e, se o braço direito erguesse,
ele recebia o diploma de membro
da grande raça superior.
Eu comecei no Ministério da Propaganda em 1942.
Até então, as coisas ainda corriam bem.
Antes disso, eu recebia 250, 275 marcos na Rádio.
Um bom salário.
Nenhuma das minhas amigas que trabalhavam
para as companhias de seguros,
ou em outros setores, ganhava mais de 150 marcos.
Todas tinham inveja do meu salário na emissora de rádio.
Isso, porém, pouco adiantava, devido à escassez.
Mas era bom, às vezes eu podia comprar um mimo.
Conhecia uma costureira que tinha conexões na França.
Ela costumava me telefonar
e dizia: "Srta. Pomsel, tenho um tecido vistoso
que daria um belo vestido."
Então, eu a visitava na mesma noite.
"E quanto vai custar?" "Oh, é caro demais!"
"Não importa, faça-o assim mesmo."
Eu realmente gostava desses mimos.
Mas tudo isso não tinha nada a ver com o Ministério da Propaganda.
Eu nem sequer pedi para trabalhar lá.
Eu simplesmente não pude dizer não.
Pois este foi o meu destino.
Quem tem controle sobre o destino?
Especialmente em tempos tão turbulentos.
É o mínimo que se pode dizer,
eu fiz isso e aquilo por essa razão.
Apenas aconteceu conosco.
"Se não lutarmos contra os judeus, eles destroem-nos a nós."
Joseph Goebbels
Quando eles começaram a construir os campos de concentração,
quando ficamos sabendo deles,
pensávamos que era o lugar
onde os baderneiros ou quem criticasse o governo
eram enviados.
Bem, não se queria que as pessoas fossem diretamente para a prisão.
Então, iam para os campos para serem reeducadas.
Era a versão oficial e ninguém questionava.
Nosso principal locutor na Rádio, Julius Jaenisch,
um homem maravilhoso.
A Emissora inteira não existiria sem ele.
Ele lia as notícias pela manhã, na hora do almoço e à noite.
Jaenisch fora deportado para um Campo.
"Mas por quê?" "Dizem que ele deve ser gay."
"Meu Deus! Ele é gay!"
Na época, era algo abominável. Como pode alguém ser assim?
E Jaenisch era um homem tão simpático.
"Sim, eles são simpáticos, mas são gays."
Produção Americana:
Serviço Compulsório de Trabalho (para os jovens),
Gravado por Julien Bryan, Bavária, 1937
Eles divulgavam que os alemães dos Sudetos
estavam retornando para o Reich
e que, por isso, suas aldeias precisavam ser repovoadas.
E ali acomodariam os judeus,
para que pudessem ficar juntos outra vez.
Sim, nós acreditávamos.
E engolíamos. Era totalmente crível.
Nunca antes houve tantos estrangeiros aqui.
Suas canções eram diferentes, seu idioma era diferente,
procuravam apartamentos para morarem entre nós.
E os judeus foram embora. Gostando ou não.
Fazia sentido, mas ninguém jamais acreditou em nós.
Todos pensam que sabíamos de tudo.
Mas eles se enganam.
Tudo foi mantido em segredo,
e por causa disso, foram bem-sucedidos.
Eu e Eva éramos muito amigas. Mas ela era pobre e...
sua família estava passando necessidades.
E todos tentávamos ajudá-la.
Sempre que saíamos para tomar um café ou uma cerveja,
nós a convidávamos.
Alguém sempre lhe pagava a cerveja ou o café.
Eu já trabalhava na Rádio e ela costumava me visitar lá.
Eva era facilmente reconhecível.
Ela era baixa, tinha cabelos ruivos,
muito graciosa, delicada.
Mas tinha aquele grande nariz judeu.
Mas ela era bonita, tinha uns olhos lindos.
Ela me visitava com frequência
quando eu estava trabalhando no Departamento de Notícias.
Como ela não tinha dinheiro, passava o dia andando em Berlim.
Então, ela viria pela Avenida Masuren
para visitar sua "Pomselina" na Rádio.
"Meus rapazes", era como eu chamava os repórteres,
todos admiravam Eva.
Ela era espirituosa e muito engraçada.
Todos se divertiam com ela.
E, às vezes, um deles dizia: "Mas ela não é judia?"
"Sim", eu respondia, "acho que um pouco."
Mas ela era uma judia nata.
Eu conhecia seus pais. Mais judeu, impossível.
"Atenção! Missão Secreta":
Trecho do filme de Propaganda Nazista
"Estudos Raciais" no Gueto de Varsóvia,
Polônia, 1941-1942
Todas essas pessoas que hoje andam por aí
dizendo que teriam feito muito mais
pelos pobres judeus perseguidos...
sei que elas falam isso de coração,
mas a maioria não teria levantado um dedo.
Nessa época, era como se um sino cobrisse todo o país.
Nós estávamos em um gigantesco campo de concentração.
Quando começar a mentir, continue mentindo!
Joseph Goebbels
Goebbels era um homem atraente.
Ele não era alto, de fato era baixinho
e uns centímetros a mais não lhe cairiam mal.
Mas era elegante, vestia os melhores ternos,
sempre levemente bronzeado.
Ele tinha mãos bem cuidadas,
acho que ia à manicure regularmente.
Estava sempre impecável, não havia como criticá-lo.
Mas, mesmo com toda aquela elegância, ele mancava.
Dava uma certa pena.
Ele compensava sua invalidez com arrogância.
Com arrogância e autoconfiança.
Na época do ministério ele era um cavalheiro.
Eu nunca o vi perder a cabeça.
Já deve imaginar a quantidade de pessoas que iam visitá-lo
e as discussões acaloradas que ocorriam.
Ainda me lembro de uma ocasião
em que ele gritava e berrava com alguém.
Ninguém conseguia acreditar. Aquilo jamais iria se repetir.
Ele era um homem que tinha, como direi? Tinha compostura!
Nós éramos de certa forma a elite.
O ambiente de trabalho era agradável, eu gostava de estar ali.
Gente bem vestida e simpática.
Nossa, eu era muito superficial nessa época.
Muito... frívola.
"Não Seja Um Otário":
Trecho do curta-metragem educativo
produzido pelo Departamento de Guerra Americano, 1945
Vocês, os verdadeiros alemães arianos,
devem envolver-se no destino glorioso da nossa pátria.
São homens de sangue puro. A raça superior!
Têm o direito divino de governar!
E o Partido Nazista está pronto para alçá-los ao poder.
Cabe a vocês comandar a Alemanha
e, algum dia, o mundo inteiro!
Foi assim que Hans se tornou um super-homem.
Deram-lhe um uniforme e inflaram seu ego.
Ele deixou de ser apenas um metalúrgico.
Ele era membro da raça superior!
Sua esposa não conseguia entendê-lo,
apesar de ser um super-homem, faltava comida em casa.
Mulher estúpida!
Não vê que o Partido proverá trabalho para todos?
Haverá comida suficiente, roupas e uma casa nova.
Tudo quanto desejarem!
O glorioso futuro da Alemanha seria deles.
E seus filhos governariam o mundo.
Mas sua esposa ignorante,
perguntava de onde viria a próxima refeição.
Essa conversa não agradava a Hans.
Era perigoso. O tipo de assunto que poderia levar à prisão.
Os filhos costumavam vir na hora do almoço,
nem todos, geralmente apenas dois,
com o belo cachorro da raça airedale.
Vinham buscar o pai e voltavam para casa juntos.
Eram crianças bem-educadas, comportadas.
Mas ficavam excitadíssimas no trabalho do pai.
Havia muitas máquinas de escrever.
"É uma máquina datilográfica?" "Sim!"
"Você já viu uma antes?" "Não tão perto."
Podíamos conversar com elas. "Posso tentar?" É óbvio.
Então, colocávamos uma folha de papel para que pudessem datilografar.
Eram muito alegres!
Então, o pai aparecia e todos iam para casa. "Adeus!"
"Heil Hitler." Heil Hitler, é claro.
Cinejornal Italiano:
Uma Visita a Veneza, por Joseph Goebbels
Itália, 1940
O Ministro da Propaganda Alemã visita Veneza.
Reunida espontaneamente na praça de São Marcos,
uma multidão aclamou o porta-voz da nação amiga.
Sua Excelência e o ministro Alfieri apareceram na sacada do palácio.
Após saudar o Duce em um perfeito italiano,
S.Ex.ª Goebbels e o ministro Alfieri desceram à praça.
De maneira sofisticada e cosmopolita,
eles ocuparam as mesas do consagrado Café Florian
para admirar a esplendorosa iluminação da cidade ao anoitecer.
Goebbels e sua esposa visitaram a Bienal de Veneza.
Eles passaram alguns dias na cidade.
De algum modo, um de seus assessores soube
que Goebbels queria seu cachorro perto dele.
O cão se chamava Tell.
"Se ao menos Tell estivesse aqui."
Então, alguém muito aflito, ligou para o nosso escritório:
"O ministro gostaria de ter seu cachorro em Veneza".
Nós pensamos: "Eles estão loucos?!"
"Enviar um cachorro por avião para a Bienal de Veneza?"
"Preocupar-se com essas tolices em plena guerra?"
Todos os dias, o chefe de imprensa, o "Sr. Fulano" voava até Veneza,
levando as últimas notícias do exterior para Goebbels.
Assim, ele teve de viajar com o cão até Veneza.
E se deparou com o maior desgosto de sua vida.
Goebbels estava furioso!
Que idiota teve a grande ideia
de enviar um animal tão delicado por avião?
O cão era muito assustadiço.
Em qualquer ofício, sempre cumpri minhas obrigações.
Eu sou e sempre fui assim.
Seja agradável ou não, você tem que se sustentar.
Quer fosse na Rádio, quer fosse no Ministério da Propaganda.
Não havia nenhuma diferença. Isso pouco importava.
Tenho a coragem de viver perigosamente!
Joseph Goebbels
Não sou do tipo que resiste. Não me atreveria.
Eu diria: "Não, não posso fazer isso!"
Sou um dos covardes.
É o que eu sempre tento explicar para as pessoas de hoje.
Eu faria as mesmas perguntas estúpidas e ingênuas
se tivesse a idade delas.
Eu diria: "Eu saberia como me excluir."
"Eu teria sido capaz de fazer isso." Não!
Não teria mesmo!
Quem o fez, colocou sua vida em risco.
"Contos da Cidade":
Filme feito por uma unidade de filmagem secreta
da resistência polonesa. Varsóvia, 1939-1944
# Uma rubra aurora libertária arderá
# sobre a Polônia nos dias vindouros
# Nosso exército derrotará as forças invasoras
# Neste momento um Novo Mundo está nascendo
# Agora chegou a hora da nossa vingança
# Por todas as nossas mortes, dor e sangue.
# Jesus e Maria! Peguem nas vossas armas. #
Ao lado dos cartazes alemães com as execuções diárias,
palavras apareciam nas paredes.
Palavras de lembrança.
De ódio.
De desprezo.
De desaforo.
E símbolos como este, o sinal da tartaruga:
"Lentidão no Trabalho".
E esta "âncora" da esperança, composto pelas letras P-W:
o símbolo da luta polonesa.
POLÔNIA COMBATENTE
Esta foi a época, também, do movimento Rosa Branca.
Não tínhamos acesso a esse tipo de arquivo,
eles os mantinham guardados em um cofre-forte.
Eu trabalhava para Kurt Frowein na época,
ele era um dos assessores pessoais de Goebbels.
Uma vez ele me entregou um arquivo,
o processo judicial do Caso Scholl.
O que mais havia lá? Tinha mais coisas.
Sim, era dos irmãos Scholl.
Ele me entregou o arquivo, mas não estava lacrado.
Eu deveria guardar esses arquivos confidenciais no cofre.
Meu chefe me pediu e disse:
"Sei que você não vai mexer aqui." Ele tinha pressa.
Ele saiu e me deixou sozinha com o dossiê mas não o abri.
Foi uma grande tolice o que eles fizeram.
Se tivessem ficado quietos, ainda estariam vivos.
Tudo por causa daqueles malditos folhetos.
A sentença que eles receberam foi horrenda.
(Hans e Sophie Scholl foram decapitados em fevereiro de 1943)
Vocês querem a guerra total? Joseph Goebbels
Então, ocorreu uma mudança drástica.
Tudo piorava, as punições tornavam-se mais severas.
Tudo ficou mais rigososo.
A Batalha de Stalingrado causou uma reviravolta.
Também haveria repercussões no Ministério.
O ambiente de trabalho e do país mudaria completamente.
Discurso de Joseph Goebbels em 18 de fevereiro de 1943:
Estou convencido de que o povo alemão
ficou profundamente comovido com o trágico desfecho de Stalingrado.
Vimos sua face dura e impiedosa.
Agora o povo conhece a terrível verdade,
e está decidido a seguir o Führer até o fim.
Ainda me lembro do famoso discurso
da "guerra total" que ele fez no Palácio dos Esportes.
Me faltam palavras para descrever...
como ele conseguiu fazer com que centenas de pessoas
se levantassem de suas cadeiras,
ovacionassem e gritassem cheias de júbilo!
Mas ele conseguiu.
Acho que nem ele próprio saberia explicar.
Lembro que estávamos de mãos dadas,
Dettchen, minha querida colega, e eu.
Estávamos perplexas ante tamanha reação!
Atrás de nós, havia um homem da SS
que tocou em nossos ombros e disse: "Poderiam ao menos aplaudir!"
Em suma, todos estavam aplaudindo
e nós duas paradas ali, paralisadas com aquela cena!
Então, começamos a aplaudir, é claro. Tivemos que obedecer.
Não havia outra opção. E aplaudimos junto com todos.
Mal entendemos o significado do discurso.
Foi impressionante ver a exaltação daquelas pessoas.
Elas sequer sabiam a razão pela qual estavam tão inflamadas.
Foi um fenômeno único.
A multidão não conseguiu conter seu ímpeto. Muito menos Goebbels.
Meu Deus, só de pensar nisso!
Embora hoje,
depois de tantos anos e de tudo o que aconteceu nesse meio-tempo,
eu veja de outra forma.
Como algo muito mais grave e sinistro.
Mas igualmente incompreensível.
Que apenas um único indivíduo...
tenha impelido centenas de pessoas a vociferar:
"Sim, queremos a guerra total!"
Hoje se você contar a alguém, ele não acreditará e dirá:
"Eles estavam embriagados ou o quê?"
"Por que todos estavam gritando dessa maneira?"
Bem, o público não tinha escolha.
Todos foram enfeitiçados por uma única pessoa.
Discurso de Joseph Goebbels em 18 de fevereiro de 1943:
O judaísmo é uma doença infecciosa, que se propaga.
Os inimigos podem ser hipócritas, reclamar de nossas medidas contra os judeus,
chorar lágrimas de crocodilo.
Mas isso não nos impedirá de fazer o que é necessário.
Em todo caso, a Alemanha não pretende se curvar
à ameaça judaica
e, sim, enfrentá-la, se necessário,
com o extermínio total e radical do judaísmo!
Em 1942, Eva não morava mais perto de nós em Südende.
Ela e os pais haviam se mudado para Friedenau.
Uma vez fui até lá visitá-los. Nossa, eles viviam precariamente!
Eu fiquei muito envergonhada por ter levado cigarros.
Na época, eu deveria ter levado um pouco de pão.
Certa vez, me encontrei com Eva no ônibus e ela disse:
"Gostaria de visitar você e seus amigos legais novamente."
E respondi: "Não estou mais em Funkhaus,
agora trabalho para Goebbels na Wilhelmstrasse.
Esqueça essa visita. Talvez seja melhor você não vir."
Não queria que ela aparecesse lá.
Ela imediamente exclamou: "Pode deixar, eu não vou lá!"
Ela ainda estava livre.
"Atenção! Missão Secreta":
Este filme nunca foi lançado.
Tinha por objetivo sugerir
que essas eram rotinas normais da vida judaica no gueto.
A deportação em massa de judeus do Gueto de Varsóvia começou
logo após o término das filmagens.
"Atenção, Missão Secreta!"
"Só o sofrimento nos amadurece!"
Joseph Goebbels
Nós costumávamos receber, mas já no final da guerra,
costumávamos receber informes coloridos, rosas ou amarelos,
destinados apenas ao gabinete ministerial.
Os relatórios listavam os últimos eventos
e as baixas sofridas nos campos de batalha.
Mas o que realmente deixava nós mulheres desoladas
eram os registros de estupros.
Os russos estavam estuprando as mulheres, claro,
pouco antes do fim de tudo.
Algo inacreditável,
mas quando dizia que 20 mulheres foram estupradas em tal aldeia,
nós alterávamos para 30, etc.
Inflávamos esses números antes de repassá-los à imprensa e ao povo.
Multiplicávamos todos os terríveis crimes praticados pelo inimigo.
Filme de Propaganda Alemão, Alemanha 1944/45:
Criação da Volkssturm (Tempestade do Povo)
Da mesma forma que a Juventude Hitlerista, de livre vontade,
jurou lealdade ao Führer em tempos de guerra,
eles, hoje, integram a tropa de voluntários.
Numa cerimônia realizada no centro histórico,
o Führer foi informado do número de voluntários nascidos em 1928:
A Prússia Oriental
registra 9.482 voluntários de guerra da Juventude Hitlerista.
A região de Colônia-Aachen
registra 9.715 voluntários de guerra da Juventude Hitlerista.
A região de Moselland
registra 6.112 voluntários de guerra da JH.
Hoje, eu informo ao meu Führer
que 70% da Juventude Hitlerista nascida em 1928
alistaram-se para o serviço nacional.
O espírito do serviço militar voluntário
de nossos jovens vive em sua moral no campo de batalha.
Juventude Hitlerista
No dia seguinte ao 56º aniversário de Hitler,
no dia 20 de abril de 1945, descemos até o Führerbunker.
E nunca mais saímos dali. Foi o fim de tudo.
Senti como se algo dentro de mim tivesse morrido.
Ao longo da vida, senti medo inúmeras vezes.
Nunca tinha sentido aquilo. Fiquei fria como gelo.
Todos os meus sentimentos se foram. Não havia sequer espaço para o medo.
Garantimos que não nos faltasse álcool. Uma necessidade básica.
Nem todos precisavam, mas bebíamos a qualquer hora.
Precisávamos nos anestesiar. Não havia muito o que fazer.
Eu estava no bunker quando o tenente Günther Schwägermann,
assistente de Goebbels, disse:
"Hitler cometeu suicídio." Foi a primeira coisa que soubemos.
(Eles estavam isolados no bunker sem notícias)
Sim, todos sabíamos o que isso significava.
A guerra acabou e tínhamos perdido. Mais claro, impossível.
Talvez tenham se passado um dia e uma noite,
antes que Schwägermann retornasse e dissesse:
"Goebbels cometeu suicídio."
Essa notícia abalou a todos, mais que qualquer outra.
"E a esposa dele também?"
"Sim."
"E as crianças?" "Também!"
Nós ficamos chocados.
Produção Americana: Berlim do Pós-guerra,
Força Aérea Americana, Alemanha 1945
Também estava no bunker, o segundo na hierarquia
do Ministério da Propaganda, Hans Fritzsche.
Ele era o editor-chefe e Gauleiter de Berlim.
Enfim, Fritsche saiu com alguns homens
e nos deixou por conta própria. Mas ele disse: "Fiquem aqui,
eu cuidarei de vocês.
Levaremos a bandeira branca até a Bendlerstrasse."
Ali havia se instalado o Alto-Comando soviético.
Algumas horas depois, uma horda de russos entrou no bunker.
Até então, não éramos mais que um bando de desgraçados,
sem nenhum porta-voz sequer.
E ainda por cima, o Sr. Fritsche, a quem tanto estimávamos,
nos deixou entregues à própria sorte!
Ficamos lá esperando, como animais para o abate.
E ao sairmos, empurrados pelos soldados russos,
outro pelotão se aproximou carregando uma bandeira branca,
toda esfarrapada, mas ainda reconhecível.
Produção Americana:
Original não editado do filme sobre desnazificação,
Exército Americano, Colônia, Alemanha, 1945
Não foi nada fácil viver numa época como aquela,
cheia de altos e baixos,
e seu único interesse era cuidar de si como os demais;
"é a minha sina" e no fim do dia,
você só estava tentando se defender.
Às vezes, meu coração encolhe e sinto uma certa culpa,
mas depois, com calma, eu digo a mim mesma:
"Você conseguiu enfrentar tudo isso com dignidade."
Antes de começar o interrogatório,
pensamos em um monte de coisas:
"Diremos apenas que estávamos a caminho da cidade,
quando nos abrigamos do tiroteio nesse local,
o Ministério da Propaganda."
Outros não concordaram: "Não, sem contradições!"
Um diz uma coisa, outro diz outra.
Eu preferi dizer a verdade:
"Eu trabalhava lá como datilógrafa, e não como secretária, é claro,
no Ministério da Propaganda para o terrível Dr. Goebbels."
"Nunca tive contato com ele. O lugar é imenso
e eu era uma simples empregada. Eu nunca o vi, mas trabalhei lá."
Acho que fui maltratada e injustiçada pelos russos,
quando me levaram presa.
Não fiz nada além de datilografar no escritório de Goebbels.
Eu não tinha ideia do que era discutido ali.
Bem, muito pouco, de todo modo.
Não, eu não me consideraria como culpada.
A menos que você acabe culpando toda a população alemã
por permitir que o governo tivesse controle.
Isso incluiria todos nós.
Produção Americana:
Campo de Ebensee após a Libertação,
Áustria, Maio de 1945
A questão dos judeus.
Ninguém acredita em mim, mas só vim a saber disso
após voltar de 5 anos em prisões russas.
Eu sabia há algum tempo que existiam campos de concentração,
mas que estavam queimando pessoas...!
Só de pensar que eu mesma estive debaixo daquilo,
quando tomávamos banho em Buchenwald!
E pensar que as pessoas estavam sendo mortas no mesmo lugar
em que aguardávamos ansiosas por um banho quente.
Sabe, só havia água fria nos alojamentos.
Não sei exatamente como faziam aquilo,
com gás ou outra coisa,
mas foi ali que os judeus foram mortos.
Produção Americana:
Campo de Concentração Liberado,
Inspeção das Câmaras de Gás pelo tenente Hodges, 1945
O mal existe.
Não sei muito bem como dizer isto.
Deus não existe mas o diabo certamente existe.
Não há justiça, no entanto.
A justiça não existe.
"Entraremos para a história como os maiores estadistas de nosso tempo,
ou como os maiores criminosos." Joseph Goebbels
Décadas depois de ter sido presa,
quando construíram o Memorial do Holocausto,
eu estive em Berlim para conhecê-lo.
Então, fui ao Centro de Informações no subsolo, e perguntei:
"Procuro uma pessoa desaparecida."
"Claro, se você puder fornecer alguns detalhes."
"Bem, estou à procura de Eva Löwenthal."
"Löwenthal? Siga-me!"
Ele foi até uma máquina cuja tela começou a rolar vários nomes.
E nós a encontramos, encontramos uma Eva Löwenthal,
quase da mesma idade que a minha.
Aquela era ela.
Falecida. Só dizia isso. E o ano: 1945.
Não há maiores detalhes.
Sim, todos eles se foram, isso é certo.
Eva costumava sentar-se à mesa conosco. Eva era uma de nós.
"Desperta Alemanha!:
Trecho do curta-metragem educativo
produzido pelo Departamento de Guerra Americano, 1945
Os generais aliados ordenaram
que essas atrocidades fossem mostradas ao povo alemão,
para que se convençam das monstruosidades do regime nazista.
Pelas mesmas razões, exibimos este filme para vocês.
Estamos mostrando essa caçamba abarrotada de cadáveres
para que vocês jamais se esqueçam.
Vocês estão bem melhor do que seus conterrâneos,
os quais tiveram de sentir o cheiro da morte.
Essas mulheres que poderiam ser suas mães, irmãs ou esposas,
um dia serão capazes de esclarecer o que aconteceu.
Queremos que todos sempre se lembrem disso.
Queremos que você se lembre disso para sempre.
O seu silêncio em relação a essas atrocidades
transformou-os em cúmplices.
No hay nada más justo que obligar a la población a enterrar a los muertos.
Ahora tú y tus compatriotas deben vigilarlos.
y acompañarlos por las calles de las ciudades alemanas.
Debes presenciar esta procesión.
También deben presenciar los ataúdes abiertos.
Solo entonces nunca olvidarán.
Eva Löwenthal fue deportada a Auschwitz el 8 de noviembre de 1943,
donde murió en 1945.
Brunilde Pomsel pasó 5 años en una prisión soviética
antes de retomar su carrera como secretaria ejecutiva de la radio alemana.
Ella nunca se casó ni tuvo hijos.
Tenía 103 años cuando concedió esta entrevista.
SuB_VersioN League of Legends
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.