Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
MOSCATI - Parte 01
UNIVERSIDADE DE N�POLES FACULDADE DE MEDICINA ABRIL 1903
Sil�ncio!
Sil�ncio!
- Piromallo! Moscati! - Desculpe.
Olhe l�.
Com licen�a, professor.
Vamos!
Para o barco! Voc� n�o me alcan�a.
- Desculpe. - R�pido!
Eu vou atr�s de voc�.
Jogue no ch�o.
BASEADO NA EST�RIA D0 PROF. GI_USEPPE MOSCATI, "DOUTOR E SANTO DE NAPOLES.
E �QUELES QUE TRABALHARA_M COM ELE NAQUELES TEMPOS HISTORICOS.
Giuseppe, socorro!
C�imbra.
Estou com c�imbra.
Ganhe�
- Caiu como um tolo. - Est� errado, deixei voc� ganhar.
N�s iremos longe juntos.
Princesa.
- Mandou me chamar, Papai? - Por que n�o est� pronta?
- Sabe porqu�. - Venha.
0 colar de mam�e.
Todas as princesas da fam�lia Cajafa usaram ele.
H� duas coisas que jamais venderia, o pal�cio e este colar.
- Ao contr�rio de mim. - 0 que quer dizer?
N�o sou est�pida.
N�o teremos um baile hoje, ser� um leil�o.
Serei entregue ao que der o maior lance.
No nosso meio n�o nos casamos por amor.
No nosso meio h� muitas pessoas tristes.
Voc� sempre foi estranha, talvez porque n�o cresceu com uma m�e.
Mas n�o me desafie, Elena.
V� se arrumar, espero por voc� no hall.
Esta noite, todas as pessoas importantes estar�o aqui.
- Por que estou indo? Eu n�o conto. - Para ser visto.
Voc� � muito humilde, tem que se tornar um homem do mundo, como eu.
Baronesa! A baronesa inventa uma nova doen�a a cada dia.
- E ela n�o � a �nica aqui. - Isso � uma festa ou um hospital?
Boa noite.
Aquele � meu pai com De Lillo, m�dico chefe do Hospital dos lncur�veis.
Ele nos ajudar� com o exame amanh�. Mas n�o comente.
Boa noite.
- Est� atrasado. - Est�vamos estudando.
Primeiro vem o dever, depois o prazer.
- Certo, Giuseppe? - Claro.
Giuseppe Moscati, Pr�ncipe Cajafa.
Boa noite.
Professor De Lillo.
- E meu pai. - Ol�.
Giorgio e seu amigo participar�o do exame amanh�
com o Prof. De Lillo para o emprego no Hospital do lncur�veis.
0 primeiro passo para uma carreira brilhante como seu pai.
Espero.
- Seu pai � m�dico tamb�m? - N�o, meu pai � juiz.
- Por que n�o se tornou um juiz? - N�o seria um bom juiz.
E o que lhe faz pensar que seria um bom m�dico?
N�o sei...
- Talvez minha paix�o por medicina. - Tem uma paix�o!
- Sim. - Bom.
Espero que amanh� nos fa�a ver a sua paix�o.
- Veremos. - Paix�o!
Primeiro voc�. Esses jovens de hoje.
Obrigado.
Obrigado.
- 0 que est� havendo? - Veja.
- Ela � t�o linda. - Leve como o ar.
Boa noite.
Boa noite.
Princesa.
Boa noite.
Ol�, Giorgio.
Elena, voc� est� encantadora.
Este � o Giuseppe Moscati.
- Conde Moscati de Palermo? - N�o, sou de Benevento.
Giuseppe � um amigo, e futuro colega.
- Sabe dan�ar? - N�o muito bem.
- Mas Giorgio � um �timo dan�arino. - Sim, mas quero dan�ar com voc�.
Se n�o se importa.
Papai...
Voc� � sempre assim, quieto? No que est� pensando?
Que sou o �nico an�nimo dentre estes aristocratas.
Seu pai n�o est� muito feliz em lhe ver dan�ando comigo.
- Acha que fa�o isso pra irrit�-Io? - Espero que valha a pena.
Voc� dan�a muito bem.
E voc� � a mulher mais linda que eu j� conheci.
Dan�ar com voc� foi muito mais do que eu podia imaginar.
Mas agora... Vou lhe deixar com os convidados de vossa posi��o.
Come algo, ou vai desmaiar diante dos professores.
Alguns biscoitos?
- Um leite quente? - N�o.
Certo, mas n�o pode viver de vento.
Quando eu me casar, quem ir� cuidar de voc� enquanto trabalha?
N�o seja tola. Ainda n�o consegui a vaga
e Ferdinando ainda n�o lhe pediu em casamento.
- Ele ir�, ele est� t�mido. - Voc� n�o o v� h� meses!
Voc� cura o corpo, mas o cora��o pertence �s mulheres.
- E acho que Ferdinando... - Ninna, deixe-me estudar.
Est� bem, vou deixar voc� estudar.
Certo, traga-me um pouco de leite.
- Ent�o... - Vou lhe deixar estudar, prometo.
Acha que examinou tudo?
Estou pensando se me esqueci de algo importante.
Deveria saber mais sobre o caso que est� nos apresentando.
Como tirou notas t�o altas nas provas?
Ele � bom. Na escrita, caro colega.
Professor, se me permite, posso Ihe dizer.
Como ousa interromper um exame?
Me chamo Giuseppe Moscati.
Estudei com ele e sei que ele est� bem preparado.
A prova escrita de Moscati foi brilhante e precisa.
Muito bem.
Se sabe, como diz, venha e tome o lugar de seu amigo.
Voc�, Piromallo, saia e tente se recompor.
Tome um caf�.
Ent�o decidiremos se lhe daremos outra chance.
Isso depender� do resultado de seu colega.
Certo, vamos ver o que tem.
V� em frente, Dr. Moscati.
N�o preciso disto.
N�o se preocupe. N�s estamos sendo examinados, n�o voc�.
- Est� com medo tamb�m? - Claro.
Se passar, promete que vir� ao hospital tomar conta de mim?
Claro.
J� chega desse ato circense.
- Ele est� falando com o paciente. - Deixe-o.
Logo saberemos se � um exibicionista ou um m�dico.
- Como foi? - N�o sei ainda.
- Voc� tomou conta novamente? - N�o seja tolo.
- Da me um trago. - Dr. Moscati!
Piromallo, entre. Prof. De Lillo ir� lhe examinar...
se j� estiver pronto, � claro.
Professor.
Dr. Moscati, sabia que n�o � bem-quisto
por muito da banca examinadora?
Nem o senhor, at� onde sei.
Est� certo, talvez seja por isso que goste de voc�.
Depois que come�ar a trabalhar no hospital, venha me procurar
Consegui a vaga?
Voc� � t�o surdo quando presun�oso?
Sim! Sim!
N�o posso acreditar!
N�o posso acreditar!
Parab�ns! J� sabemos da boa-nova.
Obrigado.
Muito bem, Giuseppe!
Pasquale nos contou.
Sabia que conseguiria! Sabia!
Fiz macarr�o para voc�.
Como sabe do exame?
Ferdinando, que trabalha no hospital, contou a sua irm� Lucetta,
que contou a seu marido, que contou ao concierge da Via dei Giudici.
- A not�cia voa em N�poles. - E as pessoas comentam!
Soube que s� passou no exame gra�as ao Moscati.
Papai, estamos aqui para comemorar.
Benfeito.
Acho que n�o temos muito do que comemorar.
S� queria que hoje fosse um dia de miss�o cumprida.
N�o se preocupe.
Tem que ir mais r�pido do que os outros alunos, como eu fiz.
Lembre-se que os cavalos ganhadores
t�m que ser vistos do come�o.
Papai...
- Como estou? - Deixe-me ver.
N�o h� muito que eu possa fazer. Sorria.
Des�a! Des�a!
- Caramba. - Venha!
Venha!
Fique parado a�, n�o se mexa.
- Calma. - Meu tornozelo.
D�i aqui? Fique parado, n�o se mexa.
Fique parado, deixe-me ver.
- D�i aqui? - Meu tornozelo.
Fique parado, deixe-me ver.
N�o devia fazer isso...
- Obrigado. - Como assim?
N�o se preocupe, estou melhor.
Ele s� estava com fome.
Estava com fome. N�o est� mais com fome.
Ele roubou sua carteira. Vamos.
- Vai ver, ela � linda. - E se eu gostar dela tamb�m?
N�o se atreva, estou atr�s dela h� meses.
Voc� n�o � o �nico.
Ela � durona, mas vou ganh�-Ia esta noite.
Vamos comemorar.
Gar�om.
Um garrafa de Champagne, por favor.
Meu Deus!
- N�o tenho carteira, pode pagar? - Est� ficando esperto.
Vamos!
0 melhor.
J� chega, queremos Cloe.
Quem � ele?
Um bandido que constr�i pr�dios feitos.
Sou La Zucconas Filha da Espanha
Que dance balan�ando a barriga.
Um toureador n�o me satisfaz
Preciso de um touro
Um toureador me quer
Quando caminho por Sevilha
Mas n�o importa Ele est� desesperado
E se n�o quiser pagar S� estarei perdendo meu tempo.
Vou direto ao ponto
Quem me quiser
S� receber�o os alhos Se eles s� tiverem bugalhos
N�o me entrego Mas aquele que me tem
Ter�o de tudo Felicidade
- Estava lhe esperando. - Por qu�?
Lhe mandei todas as rosas que pude achar.
Acha que vou cair aos seus p�s por causa das flores?
Sou eu que estou aos seus p�s, estou arriscando minha carreira por voc�.
Isso � um erro, sou muito cuidadosa com a minha.
� por isso que n�o saio com riquinhos mimados.
Est� certa, deixaria voc� tonta, depois esnobaria essa gente.
Quando fico tonta, eu tomo um rem�dio. N�o fico mal.
- 0 amor � maravilhoso. - Para aqueles que podem t�-Io.
Poderia ter comigo, poderia at� mesmo ser minha esposa.
Deixe comigo.
Aguento tudo, menos ser tratada como uma tola.
- Algo de errado, Cloe? - N�o, n�o se meta.
N�o tem modos? Estamos conversando.
- Ele est� lhe perturbando? - Voc� est� nos perturbando.
- Parem com isso! - Voc� ficaram loucos?
Pegue-o. Pegue-o.
R�pido... r�pido!
- Voc� realmente est� apaixonado. - Corra.
Neste hospital
h� regras r�gidas que devem ser respeitadas.
0 jaleco branco deve sempre estar branco e bem passado.
0 Professor De Lillo � bem r�gido com isso.
Vamos, irm�s!
R�pido!
Ainda � cedo e voc� j� est� cansada?
Este � a sala do Professor De Lillo.
Tonino.
Tonino! Ent�o?
0 que est� fazendo, dormindo na sala do professor?
N�o vou dizer novamente, se isso acontecer novamente ser� dispensado.
Temos que ter cuidado com a Irm� Helga, ela controla o hospital.
Ela transformaria Napolitanos em Milaneses.
Isto n�o � um teatro.
- Bom dia, Piromallo. - Bom dia, professor.
- Ol�, jovem rapaz. - Lembra-se de mim.
- Claro. J� tomou a cal�ndula? - Ainda n�o.
- Vou providenciar. - Moscati.
- Por que est� com o paciente? - Eu o examine� na prova.
N�o est� na prova agora.
Lhe direi qual paciente precisa de voc�... depois da ronda.
- Certo. - Vamos.
Lhe vejo em breve.
- Lupini! - Rita, como vai?
Obrigado.
Venha aqui, seu bandidinho! Seu criminoso!
Saia da frente!
Venha aqui, seu bandido! Venha aqui!
0 que est� fazendo? Seu malandro!
Saia da frente!
- Saiam da frente! Deixe me passar! - Pegue me!
Saia da frente!
Est� fazendo gra�a comigo, seu pestinha?
Saia da frente!
Pare! Fique parado a�!
Pare, em nome da lei!
Seu marginal!
Saia da frente!
Seu marginal!
Fique parado a�, n�o se mexa!
- Aqui est� voc�. - Droga!
- Peguei voc�. - Eu o peguei primeiro.
- Estava atr�s dele h� algum tempo. - Voc� nunca teria me pagado!
- Vou lhe dar uma li��o. - N�o lhe aconselharia isso.
Obrigado pela ajuda, mas n�o pode fazer mais nada.
- Ele estava roubando. - Leve-o ent�o, mas � arriscado.
- Como assim? - Ele escapou de uma zona de infec��o.
- Por qu�, o que h� de errado com ele? - 0 que h� de errado?
Tem um v�rus misterioso que ataca o c�rebro.
Ele n�o tem c�rebro.
Ataca tamb�m as partes fisiol�gicas... particularmente nos homens.
- N�o me casei ainda. - Quem casaria com voc�?
Aniello!
- Pronto. - Obrigado.
Bom apetite.
- Espere, faz quanto tempo que n�o come? - N�o me lembro.
- Por que n�o? - Desde que roubei a sua carteira.
- Quer viver assim? - E a �nica coisa que posso fazer.
Certo.
O que foi?
Devolva o saleiro.
Pena! A lmmacolata iria adorar.
- Quem � lmmacolata? - Minha irm� mais nova.
Tenho tr�s irm�os tamb�m.
Sou o chefe da fam�lia.
- Est� brincando? - N�o, tome.
Depois pode vir aqui e nadar.
Sou o chefe da fam�lia, n�o tenho tempo para vir a praia.
- E n�o sei nadar. - Lhe ensino se for comportado.
- S�rio? - Claro.
- Ent�o somos amigos? - Claro.
Coma.
- N�o estou com fome, quer? - Quero.
Obrigado.
Coma.
Obrigado.
N�o grite.
Segure as pernas dele.
Deixe-me passar, meu marido n�o pode esperar.
Senhora, acalme-se...
- 0 que est� havendo? - Salve-o! Ele parou de falar.
Saiam todos.
Ele caiu do guindaste no porto. Perdeu muito sangue.
Leve-o para dentro.
Irm� Helga, chame o Professor De Lillo.
- 0 sangramento parou. - E n�o s� isso.
Est� morto, n�o v�?
- Leve-o. - Vamos, h� outros pacientes.
Espere.
Pare com isso agora! 0 que est� fazendo?
- Estimulando a musculatura do cora��o. - Vai quebrar a caixa tor�cica.
Quem lhe ensinou isso? Um m�dico feiticeiro?
Mandei parar.
Ele est� respirando.
Est� respirando.
Est� respirando.
Muito bem.
J� vi m�dicos como o senhor, jovens animados com o fogo sagrado,
que acham que sabem mais do que os outros...
N�o quis faltar com o respeito, � s� que...
0 paciente n�o sobreviver�. Pronto.
Drenem o peito dele.
Foi muito ing�nuo de ir contra o Dr. De Lillo!
Vamos, NOSSO turno acabou.
Vamos, tenho que ver uma paciente.
Um caso complexo com um destino incerto.
Mas acho que achei o tratamento adequado.
Sim, sim...
� um anel de fam�lia que passou por v�rias gera��es.
Meu av� deu � minha av�, e meu pai � minha m�e.
- 0 seu pai deu � sua m�e? - E o av� � av�.
- E est� dando pra mim? - Como prova de meu amor.
� o que merece.
0 SEU anel e SEU amor.
� um anel para uma qualquer, n�o para uma esposa.
Se comprar outro, preste mais aten��o.
Soube de cara que voc� era a mulher da minha vida.
Isso � algo que jamais encontraria em outra pessoa.
Isso � s� porque ainda n�o me teve.
Disse "ainda". Tenho esperan�a.
Mulheres com eu sempre cedem. Cedo ou tarde... com todos.
N�o sou todos.
N�o minta mais para mim.
Moscati, estou enganada ou n�o � seu turno?
- Sei que n�o deveria estar aqui. - Ou receber visitas.
- N�o estou esperando ningu�m. - N�o est�?
Que seja a primeira e �ltima vez.
- Bom dia. - Disseram-me que lhe encontraria aqui.
Venha comigo, isso n�o � lugar pra voc�.
Como se sente?
N�o � nada.
Cheire isso...
- 0 que � isso? - C�nfora.
Chamam-na de planta da felicidade.
Voc� � m�dico ou curandeiro?
� a segunda vez que me perguntam isso hoje.
Como se sente?
Me sinto uma tola.
Por qu�?
Devo ter parecido um crian�a mimada naquele baile.
Estava certo, lhe usei para irritar meu pai.
E conseguiu?
Ele n�o falou comigo por dois dias.
Depois come�ou a lan�ar suas teias novamente
e agora est� encontrando com os pais dos meus pretendentes,
para ver quanto eu estou valendo.
E algum deles fez a oferta?
Por que pergunta? Est� interessado?
Sim... um pouco.
Desde que voltei da faculdade voc� foi o primeiro homem
que n�o tentou ver se valho o que meu pai pede.
Talvez porque n�o poderia pagar nem se eu quisesse.
Ou talvez porque n�o quer.
N�o posso... e n�o quero.
Entendo, n�o devia ter vindo.
Acho que n�o entendeu. Eu quero voc�...
desde a primeira vez que lhe vi. E isso me assusta.
Nem o seu pai ou seu status, contra isso eu posso lutar.
Mas seus olhos, sua boca...
onde eu gostaria de me perder.
- E isso � t�o ruim? - N�o.
� maravilhoso.
E fico sem f�lego.
Sabe onde me achar.
Professor, est� sem ar?
- Comecei a trabalhar. - Muito bem.
Se quiser, lhe dou um desconto.
- Certo, vamos. - Vamos.
� bom trabalhar como engraxate. Como � no hospital?
- Faria as coisas diferentes. - De que forma?
- Passaria mais tempo com os pacientes. - Por qu�? N�o pode?
N�o, h� uma regra de 7 minutos.
0 limite para cada exame.
Eu fa�o o mesmo, Gennarino me ensinou.
- 0 qu�? - Sete escovadas aqui, sete aqui.
Nem mais, nem menos! Isto � neg�cio para voc�.
A prop�sito, s�o 30 centavos.
Boa noite. Tomou o rem�dio?
Boa noite.
Durma, durma.
Boa noite.
Bom dia, Irm� Helga.
Alguma not�cia?
Professor...
Mostre sua l�ngua.
Vamos come�ar a ronda.
Ele conseguiu.
Venha comigo.
Moscati, muito bem, parab�ns.
Mas n�o repouse nos louros.
H� muito o que fazer aqui, n�o pode se concentrar num paciente.
Moscati, onde est� seu jaleco?
- Estava cheio de sangue, a esposa... - Isso � contra as regras.
Parentes s� atrapalham.
Acha que deveria haver regras para a compaix�o?
Acho que cada um deve executar a sua fun��o.
E tenho feio a minha por muitos anos.
As plaquetas est�o normalizadas.
Voc� recuperou o cora��o com aquele movimento
e ajudou na circula��o do sangue.
N�o vamos subestimar a habilidade do corpo de se defender.
Venha ver.
� primeira vez que estive em sintonia com um crente.
Devo estar ficando velho.
N�o sou mais Concetta Sou Lili Kangy,
A cantora de cabar� favorita E o que disser.
Quando fiz minha estreia Quem poderia saber?
As pessoas jogavam flores... Em grande quantidade!
Alguns acham que sou Francesa, Outros que sou Espanhola,
mas nasci em Conte de Mola Sou melhor que todos.
Querida Ded�, o que est� olhando?
Me sinto mal quando me olha
Era de minha m�e, e n�o estou mentindo.
Meu pai me mataria se soubesse.
Sempre fiz o que ele quis que fizesse.
Mas n�o quero mais saber.
Voc� � mimado, n�o me enganei.
Mas precisa ser amado, e vou te amar at� quando morrer.
- Para onde est� me levando? - Para um lugar lindo.
Pode ser que fique com medo.
Vamos.
Fique perto de mim.
Cuidado.
0 que acha?
- � perigoso? - N�o.
- Pode explodir? - Sim, mas n�o agora.
Doutor!
Droga, esqueci-me de sua aula de nata��o.
Quando um homem se apaixona, ele se esquece de tudo.
- Como sabe disso? - Todos dizem isso.
E seus olhos dizem, parece que est� andando nas nuvens.
- 0 que � isso? _ - Um navio indo para Africa.
- Lindo. - Fiz para meu irm�o.
Voc� � uma anjo dos c�us, � por isso que entende tudo.
Mas um anjo que n�o sabe nadar.
8 DE ABRIL, 1906.
Tosse, tosse.
Haver� um exame para primeiro assistente.
- N�o havia um h� 20 anos. - De Lillo me contou.
- S� h� uma vaga. - Certo.
0 que est� havendo?
� um terremoto!
Para fora!
Vamos!
Para fora!
Giorgio, leve-o. Calma, sem p�nico!
� o Ves�vio.
Ele acordou.
Calma.
0 que descobriu?
Haver� muitos feridos em Torre Del Greco. Vamos!
Espere!
- Doutor! - Tirou todos os pacientes?
Alguns ainda est�o l� dentro, n�o tenho gente, � um desastre.
Venha comigo!
Socorro!
Vamos tir�-Ios daqui.
Empurre! Empurre!
- Vamos levantar. Isso. - Tire-nos daqui.
Vamos! Pra fora!
Fora!
Saiam daqui, r�pido.
- Para onde est� indo? - Venha comigo.
Espere.
- Est�o todos fora. - N�o sei.
ALA PSIQUI�TRICA
Sai da�. Onde est� o outro m�dico?
Vou tir�-Ios daqui... Vou tir�-Ios daqui.
Calma!
Vou tir�-los.
Vou tir�-Ios daqui.
Pra fora.
Fora!
Fora.
Santa Maria, cheia de gra�a...
Fora!
- Fora. - N�o posso ir.
Espere.
Fora.
Vamos, vamos.
Vamos!
Vamos, vamos.
Por aqui, por aqui.
Doutor, sou um estudante de medicina.
D�-me sua m�o, leve-os pra baixo. R�pido.
Vamos!
- Como se chama? - Moscati.
- Vamos, rapaz, r�pido. - Pra fora!
- Temos que sair daqui. - N�o posso ir.
- Temos que sair daqui. - N�o posso ir.
- Por qu�? - Tenho que ficar aqui.
Ele me disse: tenho que ficar, tenho que aprender a m�sica.
Qual m�sica?
� uma m�sica cheia de... luz.
H� luz, muita luz e...
o c�u...
- H� luz... - E o sol tamb�m?
Sim, sim... o sol. Voc� est� certo, tem o sol.
- Vamos cantar juntos? - Sim.
Vamos cantar.
- Isso. - Vamos cantar juntos.
Como �?
Muito bom.
Est� desmoronando.
Sente alguma dor? OUTUBRO. 1908
- Aqui? - Sim, doutor. OUTUBRO. 1908
E aqui? OUTUBRO. 1908
N�o � s�rio, � s� uma h�rnia.
- N�o operaria? - Certamente n�o.
Est� errado.
0 paciente est� sofrendo de um tumor hep�tico degenerativo.
- Santa Maria! - Quieto!
- Temos que oper�-la agora. - E desnecess�rio.
Talvez n�o seja t�o bom em diagn�stico com pensa.
0 exame acabou.
Piromallo, sua vez.
Professores.
De Lillo estava certo ent�o?
Aquele pobre homem foi aberto e fechado sem motivo.
N�o acharam nenhum tumor.
Meus parab�ns.
Marsala...
� primeiro assistente no Hospital dos lncur�veis.
- Mesmo? - Seu amigo n�o passou.
N�o se preocupe, o pai dele o ajudar�, como sempre tem feito.
N�o fiquei surpreso com o que aconteceu.
Talvez a culpa � minha por ter-lhe mimado tanto.
Mas agora � com voc�.
Ou voc� se mostra ser melhor do que seu amigo Moscati,
ou pode ir morar no caf� as custas de sua dan�arina.
N�o ter� mais nada de mim.
Tome.
- Ruggero, tudo bem? - Bem-vindo, Professor.
Pra que tal formalidade?
- N�o � a primeira vez que nos vemos. - Depois do exame, sim.
- N�o me diga que lhe intimido. - N�o!
S� quero lhe dizer que alguns alunos far�o a ronda com o Doutor.
Bom.
- Onde est�o? - Ele est� ali.
� quase ningu�m.
Mas ele fez quest�o de lhe acompanhar.
Ele se chama Umberto Tammaro.
- Umberto Tammaro. - Dr. Moscati.
Professor!
Voc� � aquele maluco do terremoto?
Sim, finalmente consegui me formar.
Muito bem, agora vem a parte mais importante e dif�cil.
Voc� ler� um livro que ainda n�o foi escrito.
As capas est�o nas camas de nosso hospital.
0 conte�do est� nos corpos dolorido de nossos pacientes.
Tem que estudar com compaix�o pelos enfermos.
E um grande sorriso tamb�m.
Giorgio, espere.
Tire seu jaleco, isso assusta os pacientes.
N�o precisa us�-los nas rondas.
- Estou a sua procura por dias. - Mesmo? 0 que queria?
- Por que fala desse jeito? - Entendi a sua.
Finge que n�o quer nada, e toma tudo.
At� meu pai prefere a voc�.
- Onde seu pai entra? - Ele entra.
N�o fiz nada contra voc�.
Voc� � melhor do que aparenta, e sabe disso.
- Se ao menos soubesse... - Tem uma resposta pra tudo.
- N�o sou como diz. - Escute.
Aquele grande hospital que sonhamos, temos que fazer juntos.
Deixe-me em paz.
Quando a Lua olha para a Terra
Ela brilha e se espelha nas �guas
E derrama um v�u prata
Enquanto a brisa da tarde sopra
Quanto sinto esse cheiro no ar
Como se fossem vozes distantes
Lentamente tocando os sinos
E COME�O 3 rosnar
Todos dizem: Santa Pr�diga
Se pass�r por perto fuja E perigoso
H� uma mulher que encanta Os homens
Ela os atrai e os deixa morrer
Rosna, rosna
Rosna, rosna
Mas tenho um santo que me protege
E me mant�m distante
Sta. Lucia
Sta. Lucia
Ol�, papai.
Decidi deixar o hospital.
E a Cloe tamb�m.
Muito bem.
Vamos planejar a sua carreira.
Primeiro, abrirei um centro m�dico para voc�.
Ent�o poder� se inscrever para a vaga de professor.
Ent�o deixar� tudo isso para traz.
Garotos!
0 que est�o fazendo? Saiam!
- Enfim lhe encontrei, Aniello. - N�o sou Aniello. N�o lhe conhe�o.
Do que est� falando?
_- 0 que � todo esse sangue? - E meu sangue, sangue amargo.
- Pior que veneno. - 0 que est� dizendo?
- Tudo est� negro como inferno. - N�o seja tolo, voc� � um anjo.
S� h� fuma�a no inferno... N�o h� mar.
S� pessoas chorando e gritando.
0 que est� dizendo?
Doutor, estou com medo.
Estou aqui, n�o se preocupe.
A ferida pode ser tratada, mas acho que ele est� com fome.
- Preciso de uma cama. - Estamos lotados, sabe disso.
Disse que preciso de uma cama.
Pegue uma seringa e tire uma amostra do sangue.
R�pido!
Serei mais r�pido que puder.
Irm� Helga, onde est� Aniello?
- Estava com fome, como disse. - Sim, mas onde est� ele?
- Responda! - N�o est� aqui.
Irm� Angelina lhe deu p�o e leite e ele fugiu.
- Deve estar rindo do senhor. - Quieta!
- Voc� viu Aniello? - Sim, est� na esquina.
Por que n�o me esperou?
- Professor, o mar est� longe? - N�o.
- Lembra-se do que me prometeu? - Sim.
Que me ensinaria a nadar.
Voc� se esqueceu?
Disse que o mar � lindo.
E que Deus nos deu o mar para dar conforto �s almas.
Sim.
Professor, leve-me ao mar.
N�o me sinto bem hoje.
Sim.
Certo.
Professor, o senhor que sabe tudo,
pode me dizer como � morrer?
Cada um de n�s � como uma gota de �gua
que cedo ou tarde cai dentro do mar.
E quando a gota derrete,
a �gua se torna o mar.
- N�o d�i? - N�o.
Ent�o talvez eu vou aprender a nadar tamb�m.
Professor.
- � t�tano, n�o �? - Sim.
A surpresa � ele ter tido uma morte t�o calma.
Geralmente � dolorosa.
- Voc� percebeu, n�o foi? - Vi o ferimento, o del�rio...
Esperava estar errado.
Acho que seu sangue estava amargo e estava certo.
T�tano n�o � nem doce nem amargo.
Nem bom, nem ruim.
� uma bact�ria, algo vivo,
que seu Deus, se ele existe, criou.
E matou uma crian�a.
Mostre-se.
Mostre-se.
Mostre-se.
- Vamos deixar os ferimentos respirar. - Obrigado, Professor.
Professor Moscati!
- Boa noite. - Boa noite.
Sabia que voltaria.
Queria um conselho.
Geralmente me d� conselhos.
Qual conselho?
0 paciente na cama 22 est� com dor, n�o dorme h� 2 dias.
Achei que um banho quente lhe faria bem.
Claro.
Me v� agora com meu habito,
mas eu j� fui uma crian�a.
Morava na fazenda.
Toda minha fam�lia teve problema nas costas por causa do trabalho.
J� vi muita injusti�a.
Meus pais morreram quando era desse tamanho.
Dediquei a minha vida para que as regras fossem as mesmas a todos.
Custe o que custar.
Assim, julgava estar respeitando a mem�ria dos meus pais.
E a palavra do Senhor.
Mas o senhor chegou,
e percebi que sem caridade,
o dever e a justi�a s�o palavras vazias.
0 senhor atrair� muita cr�tica e poucos adoradores.
Ser� surpreendido por pessoas que n�o merecem.
Mas deve me prometer uma coisa.
Que nunca desistir�.
N�o... Nunca desistirei.
Muito bem, professor.
Hoje descobri uma coisa: Jesus vive nos enfermos.
Sim.
Se fosse pra eu tratar s� as doen�as, eu seria derrotado.
Eu pensaria nas limita��es da ci�ncia e me sentiria in�til.
Descobri isso com a morte de Aniello.
Ser um m�dico � muito menos e muito mais.
Quero dar toda a minha for�a, me dar inteiro.
Entende?
Sim...
Se n�o se afastar de mim.
Escrevi assim que soube de Aniello, mas n�o tive not�cias suas.
Me senti sozinha e in�til.
Isso n�o voltara a ocorrer.
Quer partilhar essa vida comigo? Partilhar tudo?
Tudo, Giuseppe, tudo!
N�o devemos considerar a dor como um espasmo f�sico.
� um irm�o pedindo ajuda, devemos ajud�-Io com amor.
E depois.
Percebera que pode acalmar a dor com gestos,
com conselhos, com palavras, com um abra�o,
n�o s� com uma simples prescri��o.
Tente e sinta a energia divina dentro de voc�.
Isso ajudar� a entender uma batida de cora��o, uma respira��o.
Se n�o achamos o caminhos, poderemos seguir nossa intui��o,
mesmo quando o diagn�stico � grave.
Escutem...
Irm� Helga, o que Moscati est� fazendo? Destruindo o hospital?
Quer levar os pacientes pra fora.
Ainda bem que N�poles � uma cidade ensolarada. Vamos para fora.
� o melhor tratamento que h�.
Todos tomar�o um pouco de sol. Pra fora!
Vamos continuar a ronda.
- Arc�ngelo, o que est� fazendo? - Perdoe-me...
mas quero trabalhar com Moscati.
Esteja a vontade para seguir a esta maluquice.
V�!
Sempre fui um pouco louco.
Rapaz, precisam de ajuda? Estou indo, esperem por mim.
Coloque-os ao sol. Respirem fundo, respirem.
Anna, n�o exagere.
Tem que ficar em sua cama.
Certo, deem as m�os, isso � bom.
Assim est� bem?
Pegue ali.
- 0 doutor n�o v� pacientes. - N�o estou aqui pra isso.
- N�o pode entrar. - Deixe-me passar.
0 que est� havendo?
O que faz aqui::
Todos pra fora!
- Est� acabado, entende? - N�o, n�o acabou.
- Como assim? - Estou esperando um filho...
seu filho.
Mesmo? Quem disse que � meu?
Nunca lhe trai, sabe disso.
0 que quer de mim? Que abandone isso por voc�?
- Disse que faria isso. - As pessoas dizem muitas coisas.
Mas a vida mudou.
Estou certo que sabe o que � o melhor a fazer.
Arrancarei seu filho do meu ventre sozinha.
Porque n�o devo odi�-Io por causa do seu pai.
Te odiarei at� o fim da minha vida.
At� meu �ltimo suspiro.
Voltem ao trabalho.
Oper�rio.
- 0 que faz aqui? - Desculpe-me por lhe importunar...
Estou indo para casa dos Cajafas, noite importante. N�o est� a servi�o?
Sim, o homem que chegou esta manh� com c�licas...
- Esp�sito. - Ele morreu agora pouco.
N�o se pode morrer de indigest�o, deixe-me examinar o corpo.
� imposs�vel, eles o levaram.
Temos que ir r�pido, onde eles moram?
- No Distrito Espanhol. - Deixe comigo.
- Parou? - Se quiser, pode seguir sozinho.
N�o � perigoso?
Soube que houve confus�o em Paris...
Quem ele pensa que �? Deixar uma garota do seu n�vel esperando!
Esse Moscati n�o tem no��o das convens�es e boa maneiras.
Papai, por favor, algo deve ter acontecido.
Com licen�a...
Com licen�a.
Posso lhe ajudar?
- Estou procurando por Ruggero Esp�sito. - A fam�lia Esp�sito?
Eu o levo at� eles.
N�o fica longe.
Aqui.
0 que acha? Bonita, n�o?
Acho que entendeu errado. Sou um m�dico.
Um m�dico? Pode at� ser o papa!
- Sua carteira ou eu lhe mato. - Acalme-se.
- Estou calmo. - N�o tenho muito dinheiro.
Certo, n�o se preocupe. Este casaco...
Vamos!
- J� esta bom. - Seus sapatos.
Vamos.
Obrigado.
Voc� explora garotas e depois quer me matar? Vamos!
0 que mais faria por dinheiro?
J� chega, abaixe a faca.
Tome meu rel�gio e meu chap�u.
Onde Ruggero Esp�sito mora?
N�o sei, suma daqui.
Quem sabe?
- Prince. - Giorgio!
Sinto muito, mas n�o sou seu pr�ncipe encantado.
- Ol�, Elena. - Ol�, Giorgio.
Minha filha precisa de algu�m que a fa�a sorrir.
N�o poderia pedir mais nada, especialmente numa noite dessas.
Certo, Elena?
Tem algu�m ai?
- Os Esp�sitos vivem aqui? - Sim, entre.
Posso?
Quantas pessoas moram aqui?
Por que veio? 0 que quer? Meu marido morreu.
Seu marido teve um doen�a grave, voc� pode ter pego tamb�m.
Estou bem, mas meu filho est� com febre.
- Venha... - Venha ver. Ele ainda esta doente.
Por aqui, doutor.
- Como se chama? - Vincenzo.
- Vou Iev�-Io ao hospital. - N�o quero ir.
- Vamos. - N�o quero morrer como o papai.
Morrer� se ficar aqui.
Incr�vel.
- N�o se preocupe, n�o � nada. - Cuidado.
Professor, n�o foi ao cinema? Onde est�o seus sapatos?
- Onde � a goteira? - Quem � esse garoto?
� o filho de Esp�sito, tem os mesmo sintomas.
- Gastrenterite? - C�lera!
- C�lera? - Temos que informar a prefeitura.
- Melhor esperar por De lillo. - Amanh� ser� tarde demais.
- Mas professo... - R�pido, haver� uma epidemia.
Prepare os tubos de teste.
Rapazes, venham aqui.
- Vamos ao Distrito Espanhol. - Distrito Espanhol?
Nosso plant�o acabou.
Se acham que acabou, ent�o saiam daqui.
Preparem as ambul�ncias, por favor.
- Quer um par de sapatos? - Sim, por favor.
Pegue os meus.
Acalmem-se, vou explicar tudo.
N�o � surpresa que haja pessoas doentes nessa condi_�o.
Esse lugar � um desastre.
- Voc�s bebem essa �gua? - Sim.
Peguem o tubo de teste.
leve at� Monteforte e mandem testar imediatamente.
Vamos levar aqueles que tiverem febre e v�mito.
Escutem! Devem ferver a �gua
...e s� comam comida cozida ! - Eles n�o comem nada.
Est� certo.
- Magn�fico! - Maravilhoso!
Voc� n�o dormiu nada.
- Deve descansar um pouco. - Estou bem.
As pessoas est�o com medo, est�o trancados em casa.
ralvez dev�ssemos voltar.
Ele n�o vai acordar.
Sinto muito, ele est� morto.
Parece um anjo dormindo. Certo, ronino?
Sou um m�dico, temos que lev�-lo.
Ele est� frio, como um pequeno pardal.
E t�o leve.
- D�-me ele. - N�o, n�o. Saia daqui.
Est� cansada, deixe-me lev�-lo.
D�-me ele.
D� algo para ela comer.
- Espere. N�o pode entrar. - Deixe-o passar.
Ainda bem que est� aqui.
Venha.
Saia daqui.
Ordens do prefeito, temos que queimar tudo.
O que est�o fazendo?
- Ordens do governo. - C�lera n�o � um praga.
Estas coisas n�o est�o infectadas. N�o precisa queimar.
Espere aqui.
N�o pode sair, est� infectado.
Onde est� indo? N�o pode entrar.
Sou a princesa Cajafa, tenho que falar com o professor Moscati.
O que est� fazendo?
lsso n�o est� infectado.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.